TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO ESTE SUPLEMENTO FAZ PARTE INTEGRANTE DA VIDA ECONÓMICA Nº 1445, 18 DE MAIO 2012, E NÃO PODE SER VENDIDO SEPARADAMENTE

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1 TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO ESTE SUPLEMENTO FAZ PARTE INTEGRANTE DA VIDA ECONÓMICA Nº 1445, 18 DE MAIO 2012, E NÃO PODE SER VENDIDO SEPARADAMENTE

2 2 sexta-feira, 18 de maio 2012 NUNO ESCULCAS, COUNTRY MANAGER MICROSTRATEGY PORTUGAL Crise potencia crescimento do mercado de Business Intelligence Em momentos de crise há potencial de crescimento do mercado de Business Intelligence (BI), garante Nuno Esculcas, Country Manager MicroStrategy Portugal. Pode até haver um período de diminuição de investimentos, mas a tendência será as empresas procurarem um ambiente de gestão mais eficiente. Vivemos num ambiente empresarial muito competitivo e as empresas procuram novas formas de minimizar custos, ao mesmo tempo que maximizam a produtividade dos seus colaboradores, assim como analisar novas oportunidades de negócio, reorganizar recursos e melhorar a eficiência operacional. Quando se fala em Business Intelligence (BI), fala-se de dotar as empresas de inteligência, flexibilidade, adaptabilidade e antecipação face às mudanças do mercado onde actuam. Para a MicroStrategy, o BI estrutura o ciclo de inteligência competitiva e apoia cada uma das suas fases, sendo útil no desenvolvimento e operacionalização das mesmas. Ou seja, norteia como as empresas olham para o futuro e como obtém o conhecimento para compreensão de cenários. A solução da MicroStrategy traz sustentação e diferencial competitivo graças às características que atendem especificamente as necessidades de cada cliente, e contribuem para a optimização e/ ou mesmo alteração para alguns processos internos. Nuno Esculcas, Country Manager MicroStrategy Portugal, explicou à Vida Económica que uma solução de Business Intelligence eficaz é essencial para a rentabilidade do negócio. É possível, por exemplo, identificar quais são os clientes mais rentáveis, onde estão localizados, como e porque é que os clientes adquirem determinado produto ou serviço, qual o seu perfil, como obter mais clientes, e como retê-los, entre outros. E especifica que com um sistema de BI facilmente são compreendidas as tendências do negócios e melhorada a consistência no momento de decisão de estratégias e acções a serem tomadas, facilitando a identificação de riscos. Hoje em dia é imperativo tomar decisões não com base em instinto e percepções ou ideias préconcebidas, mas sim com base em dados e factos concretos, análises e tendências. Assim, diz Nuno Esculcas, a acumulação de informação dentro de uma empresa só é um activo se transformado em conhecimento via processos analíticos. As empresas que não adotam essa mudança terão definitivamente uma séria desvantagem ao tentar alcançar sucesso num mundo tão intensamente competitivo O potencial na crise Para a Microstrategy, em momentos de crise há potencial de crescimento do mercado de Business Intelligence (BI). Pode até haver um período de diminuição de investimentos, mas a tendência será as empresas procurarem um ambiente de gestão mais eficiente. Vivemos num ambiente empresarial muito competitivo e as empresas procuram novas formas de minimizar custos, ao mesmo tempo que maximizam a produtividade dos seus colaboradores, assim como analisar novas oportunidades de negócio, reorganizar recursos e melhorar a eficiência operacional. O country manager explana que o software da MicroStrategy permite aos utilizadores empresariais criar rapidamente os relatórios de que necessitam para ganhar visão crítica sobre os dados do negócio e tomar as decisões mais adequadas e atempadas. Apesar de as empresas estarem a investir com mais cautela, devido à crise que se faz sentir, o Business Intelligence não passa despercebido, pois proporciona a capacidade de controlar todo o processo de negócio, uma situação que tem vindo a converter-se numa necessidade crítica para muitas empresas. Basicamente, as empresas necessitam, em tempo útil, da informação para fundamentar as suas decisões pelo que a noção de informação como um elemento estratégico para toda a empresa tem tido cada vez mais um maior reconhecimento. Assim, o valor estratégico da informação tem levado gestores a implementarem sistemas de Business Intelligence corporativos, estendidos a cada vez mais pessoas dentro da empresa e não apenas departamentais, com requisitos crescentes de informação em tempo real (near real time). Nuno Esculcas explica ainda que as empresas estão a reconhecer o valor em oferecer aos seus executivos, colaboradores, fornecedores e parceiros empresariais, informação em tempo O que (ainda) falta em Portugal Segundo a Microstrategy, em Portugal temos ainda algum caminho em: Definir objectivos concretos e em alguns casos quais os KPIs a monitorizar. Preparação e gestão da mudança de mentalidades que é necessário operar para se tornarem organizações com maior maturidade analítica. Nalguns casos, rever e reformular os processos de decisão tendo em conta a otimização possibilitada com a evolução das TI nesta área. Planeamento e implementação das arquiteturas de TI necessárias para suportar uma viragem para o BI. A tendência será as Organizações procurarem ambientes de gestão mais eficientes e a solução de BI da MicroStrategy é uma plataforma que tem vindo a provar continuamente o retorno destes investimentos, dotando os gestores com informação estratégica atempadamente para a correta tomada de decisão. O BI continua a ser o setor com maior e mais rápido retorno ao investimento. real, em qualquer lugar e a qualquer hora, e não apenas quando se encontram no escritório. A capacidade de aceder a informação empresarial 24x7 encurta o tempo de tomada de decisões, acelera os processos de negócio, melhora a colaboração, e transforma qualquer localização num escritório, o que revela que o MicroStrategy Mobile para os dispositivos móveis, é igualmente crucial nos dias de hoje. Análise cuidada é obrigatória Mas o que dita efetivamente o sucesso de um projeto de BI? Para a Microstrategy, a implementação de uma solução de BI requer sempre uma análise cuidada e personalizada da organização, desde os seus processos de negócio ao alinhamento com os objectivos e metas a atingir no futuro. E aconselha a que, antes de escolher a ferramenta a utilizar, é importante entender claramente quais são os requisitos técnicos e de negócio da Empresa, e verificar dentro das ofertas, aquelas que se adequam melhor ao desejado. A chave para o sucesso de um sistema de Business Intelligence passa pela correcta definição da solução, a escolha da tecnologia de suporte mais adequada e a utilização de uma metodologia de implementação comprovada, focada no rápido desenvolvimento da solução e orientada para maximizar o investimento. Atualmente, a MicroStrategy dá resposta a todos os sectores de actividade independentemente da dimensão das empresas e da complexidade das iniciativas de Business Intelligence, tendo por base assegurar que, independentemente da envergadura do projecto, o retorno seja sempre o mais rentabilizado possível. Temos um vasto histórico de experiência de implementações de BI quer na administração pública quer no setor privado, abrangendo todo o leque de verticais, nomeadamente banca e serviços financeiros, seguros, retalho, transportes, farmacêuticas e serviços de saúde, indústria e comunicações. E apesar de o ano de 2012 ser uma incerteza devido à crise económica, a Microstrategy espera que a área de Business Intelligence (BI) não seja afectada, pois é este mindset que vai ajudar as empresas a otimizar toda a sua estrutura, ao nível de custos, identificação de áreas de crescimento, análise de risco e custo de oportunidade, etc. No mercado nacional de BI existem ainda muitas oportunidades e sentimos que os executivos sentem que cada vez mais é indispensável uma ferramenta de suporte à decisão. Neste momento, Nuno Esculcas diz haver uma consciencialização e preocupação com BI, com projetos em desenvolvimento e novas iniciativas em preparação. Mas também adianta que, comparativamente aos EUA e outras potências da Europa, estamos numa fase um pouco mais atrás, tendo em conta que já há uma consciência analítica para todas as funções e departamentos. Todas as funções sabem exactamente a sua missão e os seus objectivos, e os mesmos são medidos e analisados.

3 sexta-feira, 18 de maio JOSÉ MARÍA ALONSO, VP SALES & MANAGING DIRECTOR NA QLIKTECH IBÉRICA A era do BI orientado para o utilizador O principal argumento do Business Intelligence (BI) para cativar as empresas parece ser simples: a capacidade analítica da informação, disponível em tempo real onde e quando qualquer colaborador necessite. Estamos a assistir a um novo paradigma de BI que apelidamos de Business Discovery o BI orientado para o utilizador, explicou à Vida Económica José María Alonso, VP Sales & Managing Director na QlikTech Ibérica. As empresas necessitam de tecnologia ágil e rápida, que lhes permita consolidar dados de múltiplas fontes de informação para que os possam trabalhar de forma mais interativa. O objetivo é explorar e descobrir a informação necessária para uma melhor tomada de decisão, aumentando assim a respetiva produtividade e competitividade das empresas. Vida Económica Até que ponto as empresas estão, hoje, sensibilizadas para gastar parte do seu orçamento de TI em Business Intelligence? José María Alonso De acordo com a Gartner, o BI volta ao topo da lista de prioridades dos CIO em Isto depois do grande foco na virtualização verificado nos últimos anos sobretudo pela necessidade que têm de aumentar a capacidade analítica em sectores, por exemplo, como o financeira. O que sentimos na QlikTech é que as empresas enfrentam hoje o problema da geração de grandes volumes de informação de diversas fontes formais e informais, que têm que ser analisados na sua globalidade em tempo real com outputs simples, fáceis de interpretar e interactivos. Por acréscimo, esta informação tem de ser disponibilizada tanto nos dispositivos tradicionais como no desktop e laptop ou nos smartphones, tablets e outros quaisquer dispositivos que as pessoas utilizam no seu dia a dia. Não tenho dúvida que nos próximos anos haverá uma maior tendência para o consumo do BI nas empresas, uma vez que é a solução por excelência para qualquer departamento ter dados concretos do seu estado de saúde em qualquer momento. Para acentuar ainda mais este fenómeno, existe a tecnologia cloud. O que os clientes procuram e compram actualmente são domínios e aplicações específicas desta indústria disponíveis na cloud. O QlikView é a plataforma líder no desenvolvimento destas aplicações analíticas. E estas são tão fáceis de utilizar e implementar que a nossa comunidade de parceiros está a criar centenas delas para resolver desafios específicos dos clientes. Estas aplicações são criadas para áreas tão especializadas como a pesquisa de mercados, centros de contacto, estatísticas desportivas, gestão de recursos humanos ou até monitorização de vendas para empresas de fundos mútuos. VE Quais são os grandes desafios que a atual conjuntura económica traz ao BI? JMA Mais do que desafios, diria oportunidades. Este é o momento-chave de provar quais as soluções de BI que conseguem gerir milhares de milhões de informações em tempo real e ajudar as empresas a funcionar diariamente de forma cada vez mais eficiente. É o momento de criar soluções multiplataforma para permitir aos gestores acederem à informação onde e quando mais precisarem. É a era da colaboração mais estreita entre equipas locais e internacionais, cada vez mais reduzidas e polivalentes, numa procura de soluções até agora difícil de atingir sem tecnologia. É o timing certo para soluções de rápida implementação, que produzam resultados em semanas ou poucos meses e que custem aquilo que os utilizadores efectivamente necessitam. Soluções de nova geração, robustas, altamente flexíveis e simples de utilizar encontram no mercado grandes oportunidades e isto que nos tem permitido crescer. VE Quais são argumentos para que o Business Intelligence seja imprescindível numa empresa? JAM A capacidade analítica da informação, disponível em tempo real onde e quando qualquer colaborador necessite. Estamos a assistir a um novo paradigma de BI que apelidamos de Business Discovery - o BI orientado para o utilizador. As empresas necessitam de tecnologia ágil e rápida, que lhes permita consolidar dados de múltiplas fontes de informação para que os possam trabalhar de forma mais interativa. O objetivo é explorar e descobrir a informação necessária para uma melhor tomada de decisão, aumentando assim a respetiva produtividade e competitividade das empresas. Qualquer colaborador pode hoje interagir com soluções de BI com simples conhecimentos de informática e pouca ou quase nenhuma formação. Estamos a falar de dotar os colaboradores de toda a informação crítica, de forma segmentada, para que este tome decisões mais fundamentadas. E isto tanto poderá acontecer numa PME como numa empresa com milhares de colaboradores, o que confere uma capacidade produtiva e colaborativa nunca antes vista. Há que definir claramente os indicadores a medir VE O que efetivamente dita o sucesso de um projeto de BI? JMA Em primeiro lugar, é necessário que à partida o cliente defina claramente quais os indicadores de negócio que pretende medir ou dar visibilidade. Em segundo, é igualmente importante que se identifique qual o departamento em que deverá iniciar-se o processo de implementação. Neste ponto convém não esquecer a importância de se envolver a equipa de TI e todos os colaboradores que irão utilizar a plataforma no processo, garantindo assim que aplicação se ajusta aos respetivos utilizadores. Com este objetivo, é igualmente essencial que se vá testando José María Alonso, VP Sales & Managing Director na QlikTech Ibérica, diz que mercado português está numa fase de crescimento devido, sobretudo, à adesão significativa do mercado corporate. a ferramenta durante a implementação para facilitar o processo e garantir uma rápida adaptação à mesma. Uma vez respeitados todos estes passos, o processo de implementação será bastante mais rápido e os resultados também não tardarão a aparecer. Em poucas semanas o utilizador empresarial terá um vasto conhecimento sobre o estado do seu negócio, através de uma pesquisa mais rápida e ágil da informação disponível, algo que obrigatoriamente irá melhorar o desempenho geral da organização. E, o melhor de tudo, poderá ser utilizado em qualquer tipo de empresa. VE Atualmente, qual o cliente-tipo da vossa empresa em Portugal? JMA Temos clientes de pequena, média e grande dimensão, nos mais variados setores de atividade, porque o QlikView dirige-se essencialmente a qualquer tipo de empresa que pretenda analisar exaustivamente o seu negócio. Permitimos a qualquer decisor aceder e analisar informação de forma rápida, intuitiva e permitimos que o façam em qualquer lugar e a qualquer momento. VE Como esperam que o mercado evolua nos próximos dois anos? JMA O crescimento do mercado continua a ser impulsionado pela procura de empresas que fundamentam a sua atividade em bases de dados cada vez maiores e mais complexas que pretendem obter mais conhecimento e tomar melhores decisões. Segundo a Gartner, em 2011 uma nova tendência continuou a emergir à medida que os utilizadores empresariais exercem uma influência crescente nas decisões de BI, optando habitualmente por produtos por eles denominados de data discovery a categoria na qual o QlikView se insere como alternativa às ferramentas de BI tradicionais. A Gartner explica que a expansão do mercado foi influenciada pelo crescimento significativo da procura por parte dos trabalhadores de negócio e conclui que esta expansão não é uma aberração temporária, mas antes uma mudança radical para o mercado da análise de negócios e por consequência a toda a plataforma de BI no mercado. O BI social e colaborativo promete transformar a tomada de decisões, baseando-a no poder da inteligência coletiva do grupo, de modo a acelerar o processo e torná-lo mais transparente e consensual. Por último, a mobilidade está a arrancar. Os smartphones são, de certa forma, limitados devido aos seus pequenos ecrãs, mas os tablet garantem uma experiência de BI excelente ao utilizador. E não estamos somente a apostar no ipad, apoiamos múltiplas plataformas de tablet e smartphones. À medida que os tablet se vão tornando omnipresentes na sociedade, esta continuará a ser uma importante tendência a ter em conta. Portugal em fase de crescimento VE Em que fase se encontra o mercado de BI em Portugal? JMA A nosso ver, o mercado português está numa fase de crescimento devido, sobretudo, à adesão significativa do mercado corporate, que tem sido o grande impulsionador, e às PME que cada vez demonstram mais interesse. Os decisores procuram, cada vez mais, optimizar a informação existente nas suas empresas e melhorar a visualização e análise da mesma através de tecnologia como o QlikView. VE E como estamos perante a restante Europa? JMA As empresas de qualquer dimensão, sector ou país necessitam de analisar os seus dados e, como tal, terão de contar com este tipo de soluções para conhecerem melhor a realidade dos seus negócios e tomarem melhores decisões. Com base nisto e nas previsões dos especialistas, que preveem um crescimento do sector do BI, estamos convictos que a nossa área de intervenção continuará a expandir-se nos próximos anos tanto em Portugal como em todo o continente europeu.

4 4 sexta-feira, 18 de maio 2012 RUI NOGUEIRA, BUSINESS UNIT MANAGER DE MÉDIAS E GRANDES EMPRESAS DA SAGE PORTUGAL BI ajuda no suporte às decisões eficazes No clima atual, o desafio da tomada de decisões eficazes é agravado por um aumento acentuado dos fluxos de dados e pela urgência na obtenção de informação útil para efeito. Rui Nogueira, business unit manager de médias e grandes empresas da Sage Portugal, defende que os gestores procuram cada vez mais o apoio da visibilidade de informação e suporte à decisão que as soluções de business intelligence proporcionam. Um recente estudo demonstra que 63% das organizações de determinada dimensão exibem uma forte adoção de soluções de BI em duas ou mais funções empresariais. Para responder a essa clara necessidade de análise, Rui Nogueira diz que as organizações são confrontadas com o desafio de entregarem ferramentas de BI para os decisores, causando o mínimo de perturbação nas organizações Muitas organizações viram-se forçadas a mudar o seu foco para o crescimento do negócio. No entanto, a volatilidade económica contínua obriga a manter os custos sob controlo rigoroso no sentido de salvaguardar margens saudáveis. Rui Nogueira, business unit manager de médias e grandes empresas da Sage Portugal, explicou à Vida Económica que, como muitas empresas já cortaram imensos custos e a incerteza económica vai limitar as oportunidades de aumento dos preços, as empresas precisam de continuar a melhorar o controlo de custos e a aumentar a sua eficiência. As empresas olham para as soluções de BI como uma ajuda bastante importante neste esforço e, portanto, continuam dispostas a investir. No clima atual, o desafio da tomada de decisões eficazes é agravado por um aumento acentuado dos fluxos de dados e pela urgência na obtenção de informação útil para efeito. Rui Nogueira defende que os gestores procuram cada vez mais o apoio da visibilidade de informação e suporte à decisão que as soluções de business intelligence proporcionam. Um recente estudo demonstra que 63% das organizações de determinada dimensão exibem<<<< uma forte adoção de soluções de BI em duas ou mais funções empresariais. Para responder a essa clara necessidade de análise, Rui Nogueira diz que as organizações são confrontadas com o desafio de entregarem ferramentas de BI para os decisores, causando o mínimo de perturbação nas organizações. Muitas empresas estão agora a explorar uma abordagem integrada do BI, onde a A Inteligência empresarial é uma tecnologia importante para melhorar a eficiência dos processos de negócio., afirma Rui Nogueira, business unit manager de médias e grandes empresas da Sage Portugal. funcionalidade analítica está integrada nas soluções de gestão existentes e implementadas (por exemplo, ERP, CRM). Esta é uma das áreas de forte aposta da Sage. Melhorar a eficiência operacional Questionado sobre quais são argumentos para que o Business Intelligence seja imprescindível numa empresa, Rui Nogueira diz que, neste momento, melhorar a eficiência operacional é um tema prioritário. A inteligência empresarial é uma tecnologia importante para melhorar a eficiência dos processos de negócio. Não somente eliminam a consolidação manual de dados e de processos de reporting, como igualmente ajudam a detetar ineficiências. O responsável afiança que, quando estas ferramentas atingem este nível de preponderância nas empresas, tornam-se inevitáveis. Num estudo recente foi pedido a várias empresas de média dimensão em todo o mundo para identificarem a sua visão e planos para aumentar a competitividade da sua organização, a grande maioria (83%) nomearam as ferramentas analíticas de BI como a sua prioridade máxima. Rui Nogueira explana que o sucesso de um projeto de BI tem como fator fundamental de sucesso o nível de adoção dentro das empresas que já utilizam ferramentas analíticas para análise do seu negócio. As empresas, ao adotarem uma abordagem analítica, poderão facilmente identificar os seus clientes mais rentáveis, acelerar a inovação de produtos, otimizar a cadeia de abastecimento, identificar os verdadeiros drivers do desempenho financeiro Tudo isto é conhecido. Para o responsável, estas vantagens não se obtêm apenas pela utilização de aplicações avançadas de gestão. Normalmente, estas contam apenas parte da história. Mas o que acontece no interior das empresas líderes e o que as diferencia? Há ainda que levar em conta um forte comprometimento em mobilizar os seus recursos, tecnologias e processos de negócio para novas formas de gestão, assim como a introdução de uma nova cultura suportada em decisões baseadas em factos, permitindo a generalização da antecipação e resolução de problemas complexos de negócio a toda a organização. As ferramentas de BI da Sage estão disponíveis em todas as aplicações de gestão. Como referimos atrás, a nossa visão passa pela integração. A Sage tem uma variedade enorme de tipos de clientes, uma vez que endereçamos todos os segmentos de negócio. Existem vários níveis de adoção e utilização das ferramentas analíticas, dependendo do estado de avanço da implementação das soluções de gestão e do nível de organização e dimensão. BI está a mudar E apesar de todas as análises apontarem para que mercado de BI e analytics continue num processo de evolução gradual, Rui Nogueira diz que existe, no entanto, uma transformação nos métodos de BI, antes exclusivos à geração de relatórios e dashboards. Esta transformação está a mudar não só o tipo de BI e analytics, mas também a maneira como e onde as informações são obtidas e como elas podem influenciar as tomadas de decisão. Por exemplo, aponta-se que, em 2013, 33% das funcionalidades de BI serão utilizadas através de dispositivos móveis. A Sage é da opinião que o mercado de BI em Portugal se comporta em linha com os restantes mercados, sendo que o nível de interesse mostrado pelas nossas organizações é bastante elevado, no que respeita às ferramentas analíticas e de suporte à decisão. No entanto, a capacidade das nossas empresas em alargar o âmbito do BI nas suas organizações ainda é reduzida, especialmente agora. Obviamente, que, para Rui Nogueira, esta constatação é mais notória nas PME e aqui nota-se uma clivagem grande entre as empresas com maiores recursos financeiros ou com maiores níveis de organização e competitividade. Sage expande geografia de ERP X3 Recentemente, o grupo Sage anunciou que o Sage ERP X3 Standard Edition, a solução ERP pre-packaged dedicada ao mercado das médias e grandes empresas, foi lançado na África do Sul e estará em breve disponível em Singapura e na Malásia. A exemplo da solução Sage ERP X3 destinada a médias empresas ou filiais de grandes grupos, o Standard Edition oferece um sistema de ERP completo que, segundo a empresa, fornece uma rápida implementação e custos e mão-de-obra reduzidos. Jorge Santos Carneiro, CEO da Sage no nosso país, comentou, em comunicado de imprensa, que cada vez mais as empresas do mid-market procuram melhorar e alinhar os seus sistemas com o crescimento dos negócios e a expansão. Durante o ano passado, o Sage ERP X3 Standard Edition foi lançado na Bélgica, Suíça, Alemanha, países francófonos africanos e agora está disponível também em Portugal. O Sage ERP X3 Standard Edition destina-se aos negócios que estão em fase de crescimento e que necessitam de uma solução flexível que oferece uma opção para expandir e melhorar o sistema à medida que a empresa cresce. Outra vantagem do Sage ERP X3 Standard Edition para o mid-market é que não necessitam de gastar importantes recursos em formação, porque o produto é incrivelmente fácil de usar e implementar.

5 sexta-feira, 18 de maio NUNO MAXIMIANO, BUSINESS ANALYTICS SALES SPECIALIST DA IBM PME despertam para Business Intelligence A grande maioria dos clientes IBM desta área continuam a ser as empresas de grande dimensão, mas o responsável diz terem verificado que nos últimos dois a três anos a tendência tem vindo a inverter-se, com cada vez mais PME a procurar e a implementar com sucesso soluções de BI. Para Nuno Maximiano, o BI vai generalizar-se cada vez mais e fundir-se com conceitos mais profundos de análise, como por exemplo a análise preditiva de dados. Este caminho é possível porque as ferramentas de exploração e análise estão a tornar-se cada vez mais fáceis de utilizar, não exigindo conhecimentos técnicos profundos para se obterem resultados excelentes. Adicionalmente, com a revolução cloud e a transformação dos modelos de negócio, o BI irá ser certamente uma das áreas com maior inovação associada. Por isso, diz este responsável, é importante ponderar também qual o compromisso dos fornecedores deste tipo de soluções com a inovação. Finalmente iremos assistir a uma explosão de ferramentas analíticas de texto e linguagem natural, que irão transformar toda a forma como interagimos com a tecnologia. A IBM considera que o mercado de Business Intelligence em Portugal continua dividido em dois grandes segmentos: as empresas de maior dimensão e as PME. Enquanto nas primeiras o BI é já uma realidade, embora com diferentes níveis de adoção, no mercado das PME começa agora a ser dada a devida prioridade ao tema. A IBM tem abordado este mercado através de soluções desenvolvidas especificamente para PMEs e já se verificam resultados muito positivos. Há ainda, no entanto, um caminho a percorrer por forma a que o BI seja generalizado e possa gerar o valor que se espera. De resto, a adoção do BI em Portugal está ao nível do que de melhor se faz na Europa. Existem muitos casos de sucesso, diz a IBM, onde o BI implementado por empresas portuguesas tem obtido resultados extremamente bons. Os recursos humanos portugueses são muito bons também, o que, aliado à tecnologia já muito desenvolvida, se torna na fórmula para o sucesso que se tem verificado em muitas empresas portuguesas. Nuno Maximiano, business analytics sales specialist da IBM PUB O mercado de Business Intelligence em Portugal continua classicamente dividido em dois grandes segmentos: as empresas de maior dimensão e as PME. Enquanto nas primeiras o BI é já uma realidade, embora com diferentes níveis de adoção, no mercado das PME começa agora a ser dada a devida prioridade ao tema. A IBM tem abordado este mercado através de soluções desenvolvidas especificamente para PME e já se verificam resultados muito positivos. Há ainda, no entanto, um caminho a percorrer por forma a que o BI seja generalizado e possa gerar o valor que se espera, disse à Vida Económica Nuno Maximiano, business analytics sales specialist da IBM. O Business Intelligence está no topo da agenda dos decisores das empresas, porque eles sabem que a vantagem competitiva atual depende muito da forma como se utiliza a informação, defende Nuno Maximiano, business analytics sales specialist da IBM. A adoção de boas ferramentas analíticas e de informação de gestão, em tempo real, faz toda a diferença no atual ambiente extremamente competitivo. O responsável assume que a conjuntura económica traz desafios a toda a indústria das tecnologias de informação, não apenas ao BI. O BI, enquanto disciplina com muita visibilidade e potencial de retorno elevado, está também a adaptar-se às necessidades atuais das empresas. Por exemplo, verificou-se um ajustamento dos investimentos feitos nesta área pelas empresas para o faseamento dos projetos, alinhados com objetivos atingidos mensuráveis em termos de negócio. A questão é que todas as empresas necessitam de BI e esta é uma inevitabilidade. Isto porque tipicamente a informação gerada pelos seus ERP é muita, mas estes sistemas não têm a capacidade de cruzar rapidamente informação de várias fontes e origens. Esta análise, forçosamente efetuada sobre múltiplas fontes de dados, é crítica para encontrar informação que de outra forma permanecerá sempre oculta ou custará muito tempo e esforço a encontrar. Segundo Nuno Maximiano, é na capacidade de encontrar, interpretar, utilizar e capitalizar esta nova informação que residem os fatores diferenciadores. Por outro lado, parece não haver dúvida que um projeto de BI tem de ser obrigatoriamente associado a uma necessidade de negócio. A decisão não deverá ser unicamente tecnológica, embora, para a IBM, a tecnologia seja de extrema importância, mas sobretudo pela inovação que cada fabricante pode ou não trazer aos seus clientes. O investimento deverá ser muito bem controlado, sempre medido com os objetivos iniciais e numa lógica de pensar em grande, mas começar pequeno. Nuno Maximiano explica que cada fase de um projeto de BI deverá resolver um problema de negócio em concreto e, após a resolução desse problema, deverá ser abordado um seguinte e assim sucessivamente. Com esta abordagem garantimos o sucesso do projeto e capitalizamos o conhecimento que conseguimos obter com o recurso ao BI. Market reports sobre Angola RESERVE JÁ O SEU EXEMPLAR O mercado angolano é uma fonte de oportunidades de exportação e de investimento, mas exige informação adequada. Através dos nossos Market Reports sobre Angola ficará a conhecer a situação concreta do país e do setor que lhe interessa de forma a abordar o mercado com mais eficácia e menos riscos.

6 6 sexta-feira, 18 de maio 2012 RUI GASPAR, RESPONSÁVEL DA SAP PORTUGAL PARA BI E SAP HANA Projetos de BI justificam-se pelo retorno que trazem ao negócio O Business Intelligence faz hoje parte das ferramentas de gestão e funcionamento das organizações e, por isso, tende a estar cada vez mais presente na sua estrutura e nos seus processos. Isto, porque, hoje em dia, BI significa ferramentas para as vendas e marketing, área financeira, recursos humanos, entre outros. Como qualquer projeto, os de BI justificam-se pelo retorno que trazem ao negócio, garantiu à Vida Económica Rui Gaspar, responsável da SAP Portugal para BI e SAP Hana. O que acontece é que os projectos de BI têm, em muitas situações, o potencial de providenciar às áreas de negócio e de suporte das empresas a informação justamente para fazer face à actual conjuntura. Uma gestão rigorosa e objetiva é fator crítico de sucesso para as organizações e o BI integra-se no conjunto de ferramentas necessárias a essa gestão. Para este responsável, o BI permite enriquecer os processos de negócio, incluindo a informação que os permite ser mais efectivos, bem como apoiar a gestão com informação rigorosa e com o conteúdo apropriado em diversas situações (das mais estratégicas às mais operacionais). Ou seja, o BI é a base dum conjunto de ferramentas e metodologias imprescindíveis para concorrer no mercado global em que todas as empresas atuam, hoje em dia. O atingir dos resultados de negócio é o que, no fim, dita o sucesso de um projeto de BI. Um projecto de BI não tem como objetivo a implementação duma ferramenta tecnológica mas sim ter uma oferta mais ajustada a cada cliente, ser mais eficiente na cadeia logística, reportar resultados financeiros e cumprir obrigações regulatórias de forma rápida e exata, por exemplo, diz Rui Gaspar, defendendo que para o conseguir é necessária uma ferramenta eficaz na obtenção dos dados e com capacidade de entregar informação em diversos formatos a distintos utilizadores. Isto conjugado PUB com uma equipa de projecto que conjugue as valências técnicas e de negócio para o objetivo pretendido. Neste momento a SAP tem clientes nos mais diversos sectores e de todas as dimensões. Há casos de implementações transversais de BI com implementações corporativas e utilizações específicas por departamento ou área de negócio. Assim como existem clientes que implementam para necessidades analíticas específicas que, muitas vezes, evoluem para uma utilização generalizada. O BI é relevante e traz vantagens competitivas a todo o tipo de organizações. Inflexão da tecnologia PORTO 26 maio e 2 de junho ISCAP (16 horas) Preços*: *+ IVA Colaboração: Organização: INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES: Vida Económica Patricia Flores Tel.: DESTINATÁRIOS: TOC, ROC, Contabilistas, Interessados na Matéria OBJETIVOS: Estudo da NCRF 2 - Demonstração de Fluxos de Caixa e aprendizagem do preenchimento do Mapa de Fluxos de Caixa Pelo Método Direto) PROGRAMA: de Fluxos de Caixa a Demonstração de Fluxos de Caixa NCRF 2 - Demonstração de Fluxos de Caixa - Estudo da Norma - Método Direto - Com Contabilização no Plano de Contas DFC FORMADORES: Para a SAP, as organizações continuarão a procurar soluções concretas para serem mais eficientes e darem resposta às exigências dos seus clientes, do mercado e dos reguladores. Há um fator que potenciará estas soluções: a generalização das soluções real time. Efetivamente, estamos num ponto de inflexão da tecnologia que permitirá uma verdadeira incorporação da informação em tempo real nos processos. Para Rui Gaspar, isto significa que casos em que a decisão era tomada em tempo diferido ou, nalguns casos, não se podia suportar na informação pelo seu volume ou complexidade excessiva, passam a ter solução. O impacto será significativo em termos da forma de trabalhar e do funcionamento dos processos das empresas. Rui Gaspar diz que existe uma utilização bastante generalizada de ferramentas de BI, embora, por vezes, para utilizações muito concretas e centradas no reporting. Desta forma, há uma oportunidade ainda significativa para implementação de ferramentas analíticas para problemáticas específicas de negócio, bem como para integração da informação em tempo real nos processos de negócio. Questionado sobre como está o mercado nacional de BI, face ao europeu, Rui Gaspar admite que esta pergunta é muito relevante porque uma grande parte das empresas portuguesas concorrem num mercado aberto, em primeira instância no espaço europeu. A tecnologia oferece uma vantagem competitiva às organizações e, no atual contexto, a utilização de informação permite entender onde optimizar processos e reduzir custos, quais as áreas de negócio mais rentáveis e a potenciar. Rui Gastar diz existirem esses exemplos em Portugal e ser fundamental que se generalizem.

7 sexta-feira, 18 de maio PARA A ORACLE Crise apenas veio resfriar o investimento nas principais inovações na área de BI Portugal é, por tradição, um mercado bastante maduro na adoção de soluções de Business Intelligence. Talvez por isso mesmo, Tiago Cosme, Solutions Sales Leader da Oracle Portugal, garanta que a atual situação económica apenas veio resfriar um pouco o investimento nas principais inovações na área de BI. Até que ponto as empresas estão, hoje, sensibilizadas para gastar parte do seu orçamento de TI em Business Intelligence? Quais são os grandes desafios que a atual conjuntura económica traz ao BI? Quais são argumentos para que o Business Intelligence seja imprescindível numa empresa? Estas são apenas algumas das questões que, hoje, se colocam aos players deste mercado. Tiago Cosme, BI Solutions Sales Leader da Oracle Portugal, admite que as soluções de Business Intelligence são fundamentais para qualquer gestor, explicando ser imperativo ter um conhecimento total sobre o desempenho da sua organização de forma a tomar decisões de uma forma ágil e com níveis de risco cada vez menores, senão mesmo, inexistentes. De forma a reduzir este risco, diz Tiago Cosme, é necessário analisar cada vez mais informação, prevendo-se que esta venha a crescer a um ritmo exponencial nos próximos anos. Este é um dos principais desafios que os gestores têm já de enfrentar ao dia de hoje guardar, gerir e retirar conhecimento desta imensidão de dados. Os restantes desafios, segundo este gestor, prendem-se com as constantes mudanças evidenciadas pelo mercado clientes, fornecedores, concorrentes e entidades reguladoras sendo necessária agilidade na adaptação às mesmas, através de soluções que permitam antecipar/prever o futuro e simular cenários de mudança. É fundamental conseguir antecipar/prever o impacto que determinada decisão de gestão irá ter, quer interna, quer externamente. Aliás, o responsável diz que, sendo os clientes o ativo mais importante de cada organização, será também necessário maximizar o conhecimento sobre eles. Para o efeito, há que considerar toda a informação interna existente, proveniente de soluções de CRM por exemplo, mas, cada vez mais, considerar novas fontes de informação, nomeadamente informação não estruturada proveniente da massificação do uso das redes sociais. Para que um projeto de BI tenha efetivamente sucesso, Tiago Cosme diz ser obrigatório ter um sponsor forte que mobilize os intervenientes certos em cada fase do projeto, em torno de um objetivo comum e com um problema concreto para resolver. Outro aspeto enfatizado pelo responsável é a escolha de uma abordagem por quick wins, com deliverables imediatos e com retorno visível e quantificável no curto prazo. Isto ao invés de um projeto longo e que apenas entregue alguns resultados ao final de um longo período de tempo e depois de muito investimento. Por outro lado, há que, segundo Tiago Cosme, encarar a fase de análise de requisitos e de definição dos modelos (físico e lógico) como as fases mais importantes, uma vez que serão a base para qualquer programa de BI. Por último, há que dar à organização uma solução de BI que seja transversal a todos os utilizadores e que permita analisar desde a informação mais operacional até à mais estratégica, sempre com elevada performance, flexível e user-friendly A Oracle é transversal em termos de mercado, com clientes desde a área financeira ao retalho, tendo como interlocutores diversos intervenientes quer de tecnologias de informação quer das várias linhas de negócio dos seus clientes. Para os próximos dois anos, o gigante americano prevê que a procura por soluções de BI continue a crescer, não só como consequência da situação económica em que nos encontramos, em que o rigor e controlo são imperativos, mas principalmente pela inovação que esta área tem vindo a promover: soluções de mobilidade, informação não estruturada e soluções que combinam HW e SW para processamento in-memory, disse à Vida Económica Tiago Cosme. O responsável admite que Portugal é, por tradição, um mercado bastante maduro na adoção deste tipo de soluções, sendo que a atual situação económica apenas veio resfriar um pouco o investimento nas principais inovações na área de BI. CASE STUDY MINISTÉRIO HOLANDÊS DAS INFRAESTRUTURAS E DO AMBIENTE LIDERA NA RESPOSTA À CRISE O Banco de Informações criado pela Capgemini e a Gemnet ajuda as agências governamentais holandesas e o setor privado a partilharem informação em tempo real sobre situações de emergência. A Situação Para responder eficazmente a um desastre ou a uma crise de larga escala, as organizações do setor público devem partilhar informação com todas as instituições envolvidas na resposta. Na Holanda, apesar de a cooperação entre as instituições ter vindo a ser alvo de melhorias contínuas, permanecem alguns desafios na partilha de informação relevante. Cada entidade utiliza as suas próprias fontes de informação e a sua estrutura concetual, sendo a partilha de dados bastante limitada. Este facto pode dar origem a interpretações diferentes, confusão e atrasos, dificultando a resposta a situações de emergência. A Solução A Capgemini e a Gemnet, empresa holandesa prestadora de serviços de comunicação, face à necessidade urgente de encontrarem uma solução, colaboraram proativamente no desenvolvimento de um Banco de Informações (Information Pool - IPool), isto é, uma unidade nacional para a troca de informação relativa à gestão de desastres e ao controlo de crises entre todas as partes relevantes envolvidas. Em conformidade com os standards tecnológicos da Diginet e da Digikoppeling, o Banco de Informações funciona nos seguintes princípios: Linguagem comum: o Ipool permite às agências a partilha de dados utilizando uma semântica e uma linguagem técnica consistentes; Ligação única: as organizações participantes podem ligar os seus sistemas de informação ao Banco de forma a partilharem e a receberem a informação solicitada; Sistema de mensagens: o sistema de messaging da Gemnet encaminha a informação pretendida para os seus destinatários, seguindo regras pré-definidas; Rede segura: o Banco de Informações disponibiliza uma ponte virtual entre aplicações distintas e oferece um serviço permanente, fiável e seguro para troca de informação potencialmente sensível. O Resultado Ao Banco de Informações associaramse o Ministério das Infraestruturas e do Ambiente, Ministério da Saúde Pública, da Segurança Social e do Desporto, o Instituto Meteorológico Real da Holanda, o Instituto Nacional para a Saúde Pública e o Ambiente, a Autoridade Portuária de Roterdão e o Gabinete de Registo Predial Holandês. Antes da existência deste Banco de Informações, o processo de partilha de informação durante uma crise podia durar várias horas. Agora, é partilhada em segundos, permitindo às agências dar uma resposta rápida e eficaz a um desastre, ou crise, minimizando os danos. Como o Ministério das Infraestruturas e do Ambiente e a Capgemini colaboraram O Ministério das Infraestruturas e do Ambiente selecionou a Capgemini devido à sua colaboração de longa data. O conhecimento aprofundado da Capgemini relativamente à gestão de crises provou ser inestimável, assim como a sua relação de trabalho próxima com o Ministério. A Capgemini ajudou à otimização dos processos de aconselhamento do Ministério durante as crises e criou um sistema para a gestão eficiente das mesmas. Como é que o Banco de Informações é utilizado dentro e fora do Sector Público Holandês Ao aderirem ao sistema, as organizações escolhem quais os aspetos da sua informação que pretendem partilhar através do Banco e qual a informação dos restantes membros a que desejam aceder em caso de crise. A informação torna-se acessível de três formas: aplicações já existentes; viewer básico da Ipool, que permite apenas a leitura; e viewer avançado, que permite a leitura, a escrita e a partilha de informação. Sobre o Ministério das Infraestruturas e do Ambiente O Ministério das Infraestruturas e do Ambiente (MIA) foi criado em 2010 e, atualmente, está empenhado em melhorar o nível de vida, o acesso e mobilidade num ambiente limpo, seguro e sustentável na Holanda. Mais informações visite rijksoverheid.nl/

8 8 sexta-feira, 18 de maio 2012 DEVIDO À EXPLOSÃO DE INFORMAÇÃO QUE SE TEM VERIFICADO NAS VOLUMETRIAS Empresas sentem necessidade de reorganizar o seu portefólio de aplicações de BI Self-service BI, Big Data e BI anywhere são alguns dos temas que estão a fazer as empresas reorganizar o seu portefólio de aplicações de Business Intelligence. Pelo menos as empresas já mais maduras neste conceito. Pedro Dias, business developer do SAS Portugal, explicou à Vida Económica que existiu uma fase, durante os últimos anos, em que as empresas se viraram, claramente, mais para as soluções de negócio e menos para as questões mais tecnológicas. Devido à explosão de informação que se tem verificado atualmente nas volumetrias de dados utilizados e à dificuldade em responder com eficiência às necessidades e exigências dos utilizadores com as ferramentas tradicionais, volta a sentir-se por parte das empresas à necessidade de reorganizar o seu portefólio de aplicações de Business Intelligence. António Casimiro Ferreira A conjuntura atual exige à gestão das empresas um maior rigor, quer no controlo dos custos, quer no controlo das atividades operacionais para garantir que é executado o que está planeado com os recursos que estão identificados. Adicionalmente, esta conjuntura de contingência exige às empresas um maior rigor nas decisões e, em particular, naquelas que representam novos investimentos. Ou seja, qualquer novo investimento tem de ser bem fundamentado e justificados os possíveis benefícios. Todas estas situações exigem uma maior utilização e maturidade dos processos de decisão e por sua vez do Business Intelligence, disse à Vida Económica Pedro Dias, business developer do SAS Portugal. Para este responsável, e questionado sobre até que ponto as empresas estão, hoje, sensibilizadas para gastar parte do seu orçamento de TI em Business Intelligence, existiu uma fase, durante os últimos anos, em que as empresas se viraram, claramente, mais para as soluções de negócio e menos para as questões mais tecnológicas. Devido à explosão de informação que se tem verificado actualmente nas volumetrias de dados utilizados e à dificuldade em responder com eficiência às necessidades e exigências dos utilizadores com as ferramentas tradicionais, volta a sentir-se por parte das empresas à necessidade e direito do trabalho de exceção Procure nas melhores livrarias ou em PUB Pedro Dias, business developer do SAS Portugal. de reorganizar o seu portefólio de aplicações de Business Intelligence, de forma a responder a temas como Self-service BI, Big Data, BI anywhere, entre outros. Os argumentos do BI No entanto, existem vários argumentos para cativar um empresário para o Business Intelligence, diz este responsável. Desde a adoção de um ambiente corporativo de suporte à decisão, que irá garantir uma visão única e consistente da empresa a todos os departamentos, passando pela análise imediata de problemas correntes na organização, até à capacidade de identificar tendências e oportunidades para se destacar face à concorrência de forma a aumentar a quota de mercado, as receitas e a respectiva rentabilidade da organização. No entender do SAS Portugal, existem alguns vetores que devem ser considerados nos projetos corporativos complexos. O apoio da gestão, a gestão da informação como um ativo estratégico e corporativo, a motivação da empresa e capacidade de gestão da mudança, ter equipas motivadas e especializadas e o recurso a soluções de negócio em vez de tecnologias de base. Atualmente, o SAS Portugal tem clientes em mercados maduros que também já têm estabilizados os seus sistemas operacionais, explicou Pedro Dias. Os grandes clientes são claramente de três áreas funcionais risco, marketing e gestão e de três grandes indústrias banca, seguros e telecomunicações. Estamos agora a assistir a um interesse de outras indústrias como a Administração Pública e as utilities. Outro aspeto importante do nosso cliente típico é a sua capacidade de utilização de grandes volumes de dados e de funcionalidades analíticas para poder decidir de forma proactiva, antecipando o que poderá acontecer num futuro próximo. Para Pedro Dias, o Big Data SAS oferece Business Intelligence móvel para dispositivos Apple e Blackberry Recentemente, o SAS, empresa de referência em software e serviços de Business Analytics, anunciou ser o fornecedor exclusivo do Roambi ES for SAS, a nova tecnologia que transforma os dados e relatórios do SAS Business Intelligence em painéis de análises avançadas, disponibilizados instantaneamente nos dispositivos móveis compatíveis, como o iphone e ipad da Apple ou o Bold e Torch da Blackberry. O acordo global do SAS com a MeLLmo, criadora do software Roambi, disponibiliza às empresas Business Intelligence móvel através do Roambi ES for SAS e do SAS Enterprise BI Server. Em conjunto, estes dois produtos possibilitam aos decisores empresariais o acesso e a interação visual com os dados críticos do SAS Business Intelligence. Os utilizadores podem tocar, virar e deslizar para exibir, partilhar e analisar a informação mais recente da empresa. Segundo o fornecedor, o interface amigável permite aos utilizadores analisarem Analytics é, sem dúvida, um dos caminhos chave para o futuro do Business Intelligence. O valor acrescentado que esta análise analítica de grandes volumes de informação pode trazer, em tempo útil, ao negócio e a ajuda que pode dar na tomada de decisões, transformando informação relevante em verdadeiro valor de negócio para captar novos clientes, reter clientes existentes, optimizar campanhas e melhorar a oferta por segmento e cliente, é determinante. De acordo com vários estudos citados por Pedro Dias, prevê-se que as organizações que conseguirem explorar Big Data em pouco tempo venham a ser líderes de mercado nos seus segmentos. AP em busca do BI O responsável enfatizou o facto de estar a assistir a uma contínua e sustentada procura de soluções de Business Intelligence, sobretudo por parte da Administração Pública, dos grandes grupos de Retalho e das Utilities. Os setores com maior maturidade nesta temática, nomeadamente a Banca, os Seguros e as empresas de Telecomunicações, apostam em projectos de otimização das soluções existentes. No entanto, também não deixa de salientar que Portugal está atrasado em muitos aspectos relativamente ao resto do mercado europeu. As razões são relativamente óbvias, a dimensão e periferia do nosso mercado, a regulação e maturidade do Norte e Centro da Europa, entre outros fatores. Um exemplo clássico desta situação dado por Pedro Dias são as implementações dos sistemas de regulação de risco no setor segurador em que muitas seguradoras europeias já têm terminado os seus projectos de Solvência II e em Portugal estamos a começar. Outro exemplo são os sistemas de CRM onde muitos bancos já têm os seus sistemas de relacionamento com clientes integrados com as redes sociais e em Portugal ainda só falamos do tema. de forma rápida e intuitiva a informação crítica proveniente do SAS Enterprise BI Server. O resultado é uma tomada de decisão mais colaborativa e informada a partir de qualquer lugar. Na prática, os gestores regionais podem monitorizar o desempenho mensal das vendas, pesquisar por região ou categoria de produto para comparar margens de lucro e detetar tendências de vendas, com o objetivo de orientar as suas decisões de compras e de gestão de stocks.

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