O PLANEJAMENTO E PRODUÇÃO DO ESPAÇO URBANO EM CUIABÁ FACE A COPA DO MUNDO DE FUTEBOL EM 2014

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1 O PLANEJAMENTO E PRODUÇÃO DO ESPAÇO URBANO EM CUIABÁ FACE A COPA DO MUNDO DE FUTEBOL EM 2014 Frankes Marcio Batista Siqueira Instituto Federal do Mato Grosso Francioly Marcos B. Siqueira Instituto Federal do Mato Grosso Silvina Maria dos Anjos Unirondon, Centro Universitário Resumo Este estudo investiga a experiência de viver em uma cidade durante o período de planejamento, produção e valorização de propriedade imobiliária face ao Megaevento Copa do Mundo de Futebol, onde Cuiabá será uma das subsedes. Nosso estudo visa analisar o processo de produção e reprodução do espaço urbano, no que se refere à mercantilização no entorno do estád io e suas consequências. Palavras-chave: Copa do Mundo, valorização imobiliária, organização do espaço. Grupo de trabalho nº 12 O local e o global na produção da cidade espetáculo: retóricas, coalizações e resistência popular.

2 Introdução Nosso artigo analisa o processo de produção e reprodução da área circunvizinha do Estádio Verdão, atual Arena Pantanal, na cidade de Cuiabá. Entender esse processo significa, antes de tudo, compreender as contradições da produção capitalista da região metropolitana de Cuiabá, tanto em sua espacialidade como em sua dinâmica temporal. As ações e estratégias contidas nos planos e projetos, valores de tributos e preços de imóveis, as leis de acesso ao solo e a publicidade dos empreendimentos imobiliários são importantes para compreensão do processo de valorização empreendido na área. O resultado deste processo de valorização e especulação imobiliária é uma acentuada segregação residencial e social que vão de encontro à proposta de justiça social e direito à cidade como condição para se democratizar o ambiente urbano. O objetivo do trabalho é estudar a atual situação de Cuiabá como principal município da área denominada de Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá (RMVRC) para compreender a produção do espaço urbano. As reflexões realizadas demandam aprofundamento, com destaque para as questões relativas a influência da construção da nova Arena de Futebol na produção e valorização do espaço no entorno do novo estádio que está sendo erguido face a Copa do Mundo de Futebol em A produção do espaço Com a nova fase de internacionalização do capital a dinâmica socioespacial das cidades sofreu grandes alterações. O permanente processo de reconstrução criou novas bases espaciais de produção através da substituição, renovação e ruptura das estruturas preexistentes. No caso de Cuiabá, essa possibilidade de renovação urbana - e seus impactos - está tendo grande importância para os urbanistas, desafiando-os a fornecer subsídios para a criação de políticas públicas mais efetivas. As intervenções urbanas necessárias para abrigar o megaevento Copa do Mundo de 2014 reforçam a necessidade de uma reestruturação socioespacial na cidade de Cuiabá, o que tem produzido um novo ordenamento territorial e acirrando as exigências competitivas do mercado imobiliário, que procurou impor seus interesses nas transformações urbanísticas, arquitetônicas e de infraestrutura na área objeto de intervenção. O raciocínio desenvolvido neste trabalho, parte do pressuposto de que as relações sociais se realizam, concretamente, na qualidade de relações espaciais 2

3 constituindo-se enquanto atividade prática. Nessa direção, citamos Carlos (2011, p. 64), quando afirma: No plano da realidade, a produção do espaço é anterior ao capitalismo e se perde numa história de longa duração iniciada no momento em que o homem deixou de ser coletor e caçador e criou condições de, através de seu trabalho, transformar efetivamente a natureza (dominando-a). O espaço como produção emerge da história da relação do homem com a natureza, processo do qual o homem se produz enquanto ser genérico numa natureza apropriada e condição de uma nova produção. Assim, o sentido e a finalidade da cidade diz respeito à produção do homem e à sua realização, e aponta para suas práticas socioespaciais, portanto segundo a autora acima citada, a produção do espaço é anterior ao sistema capitalista, proporcionando suas contradições no processo de reprodução das relações sociais. Podemos adiantar que a análise da produção do espaço deve captar o processo em movimento e, no mundo moderno, esta orientação sinaliza a articulação indissociável de três planos: o econômico (a cidade produzida como condição de realização da produção do capital - convém não esquecer que a reprodução das frações de capital se realizam através da produção do espaço), o político (a cidade produzida como espaço de dominação pelo Estado na medida em que este domina a sociedade através da produção de um espaço normatizado); e o social (a cidade produzida como prática sócio-espacial, isto é, elemento central da reprodução da vida humana).(carlos 2011, p ) A partir destes três planos, estudaremos os agentes envolvidos no processo de valorização do espaço urbano de Cuiabá. Onde o espaço natural é reduzido e transformado em um produto social, que sofre valorização ou desvalorização através dos seus agentes que são indissociáveis. Vivemos hoje um momento do processo de reprodução em que a propriedade privada do solo urbano condição da reprodução da cidade no capitalismo - passa a ser um limite para expansão econômica capitalista. Isto é, diante das necessidades impostas pela reprodução do capital, o espaço produzido socialmente - e tornado mercadoria durante o processo de produção - é apropriado privativamente, criando limites à sua própria reprodução. Nesse momento, o espaço, produto da reprodução da sociedade, entra em contradição com as necessidades do desenvolvimento do próprio capital, o que significa dizer que a raridade é produto do próprio processo de produção do espaço ao mesmo tempo a sua limitação, o que se configura como uma contradição do espaço 3

4 (inerente ao seu processo de reprodução). Nesta condição, o espaço, produzido enquanto mercadoria, entra no circuito da troca, atraindo capitais que migram de um setor da economia para outro, de modo a viabilizar a reprodução e as possibilidades de ocupar o espaço que são sempre crescentes. Isso explica a emergência de uma nova lógica associada a uma nova forma de dominação do espaço que se reproduz ordenando e direcionando a ocupação, fragmentando e tornando os espaços trocáveis a partir de operações que se realizam no mercado. Deste modo, o espaço é produzido e reproduzido enquanto mercadoria reprodutível. A produção do espaço se realiza sob a égide da propriedade privada do solo urbano, onde o espaço fragmentado é vendido em pedaços, tornando-se intercambiável a partir de operações que se realizam através do mercado. Tendencialmente produzido como mercadoria, o espaço entra no circuito da troca, generalizando-se na sua dimensão de mercadoria. Neste contexto, o espaço é fragmentado, explorado, e as possibilidades de ocupá-lo se redefinem constantemente, em função da contradição crescente entre a abundância e escassez, o que explica a emergência de uma nova lógica associada, e uma nova forma de dominação do espaço, que se reproduz ordenando e direcionando a ocupação a partir da interferência do Estado. Deste modo, o espaço é produzido e reproduzido, de um lado, enquanto espaço de dominação - como estratégia do Estado, portanto política - e de outro, como mercadoria reprodutível. Neste contexto, o uso do espaço na cidade subordina-se cada vez mais à troca e a reprodução do valor de troca, submetendo o uso às necessidades do mercado imobiliário. Cabe lembrar ainda que, na sociedade capitalista, a cidade e o espaço não pertencem a seus habitantes e não são modelados em função de seus interesses, mas de acordo com os interesses de uma série de agentes: os proprietários dos meios de produção; os proprietários do solo; os promotores imobiliários; as empresas de construção; os órgãos públicos, entre outros agentes. Esses agentes são chamados de agentes produtores do espaço, cujas ações de alguns (promotores imobiliários e o Estado) serão estudados a seguir. Já os demais agentes, ou seja, os proprietários fundiários, os proprietários dos meios de produção e os grupos sociais excluídos não são integrantes diretos deste trabalho, embora pertencentes também ao processo urbano, pois também produzem a cidade. As análises mais aprofundadas desses grupos serão estudadas em outra oportunidade. 4

5 2. O papel do estado A discussão do papel do Estado está inserida nesta pesquisa, para tanto buscouse o referencial no seguinte paradoxo, no que se refere à sua atuação frente à produção do espaço urbano: de um lado, remetendo-se à ideia do Estado como controlador, produtor e (re) produtor do espaço urbano, por meio de suas estratégias, ações e ferramentas, tais como, por exemplo, a legislação urbanística, sendo considerado de suma relevância para a configuração das cidades e para a produção do espaço social e, de outro, um Estado submisso, não neutro, controlado por uma determinada elite social, que, de modo geral, intervém no espaço urbano de acordo com seus interesses, demonstrando a ineficácia do aparelho estatal, enquanto agente espacial. Ou seja, em ambos os casos, as relações sociais, de alguma maneira, distribuem os espaços, fragmentando-os. Percebe-se que é evidenciado nitidamente que o Estado é apenas mais um agente que produz o espaço social, ainda que, na essência de sua atuação, há o comando dirigente de determinada classe que detém o poder, sendo o espaço material construído pelo produto de atividades privadas, como os promotores e incorporadores imobiliários (SERPA. 2011, pág. 42). Novamente se tem um paradoxo: de um lado é apontado que as atividades que se arrolam no espaço, as atividades privadas que nele se desenrolam se inscrevem em condições sempre já dadas, herdadas do passado, ou seja, sobre o prisma das inscrições do urbanismo, das leis que regem a cidade, tendo como o coadjuvante do processo o Estado. De outro lado, há a aparência inversa, designando que tudo que é material, produto no/do espaço é produto de atividades privadas, ou seja, dos demais agentes que produzem a cidade. As mudanças espaciais na cidade muitas vezes ocorrem de forma violenta, em um ritmo acelerado como decorrência da mudança constante das direções de fluxo, do traçado ou do alagamento de ruas e avenidas, como uma necessidade imposta pelo escoamento do trânsito, resultado das tendências do mercado imobiliário, das mudanças da lei de zoneamento, notadamente como decorrência das mudanças de função dos lugares do espaço metropolitano. São transformações, decorrentes da ação do Estado, algumas delas sob a forma de renovações urbanas que não transformam uniformemente toda a cidade, mas, partes desta, mesmo assim, iluminam o que acontece aos usos e ao sentido do espaço para a reprodução da vida, já que com a mudança da morfologia há 5

6 também uma mudança de sua função. Com isso redefinem-se, constantemente, os lugares dentro da cidade. Assim, sob a forma da renovação urbana, as transformações necessárias para a reprodução do capital aparecem travestidas de necessidade social imposta pelo Estado enquanto interesse público, criando a representação necessária capaz de dissimular os conflitos de interesses. Este é o sentido do discurso da modernização necessária ao crescimento, a partir do qual se estabelece a lógica que sustenta o consenso em torno do deslocamento das favelas, expulsando-se a população residente e destruindo-se bairros inteiros da cidade. O discurso do urbanismo e da modernização da cidade são constantemente usados pelo Estado para modificação das áreas de interesse do capital. É assim que o processo de mercantilização do espaço, como condição da reprodução do capital só pode se realizar em um determinado momento do processo de urbanização, pela mediação do Estado, feita através de mecanismos de gestão. O Estado exerce, assim, papel central no processo de reprodução espacial, não apenas redefinindo usos e função do espaço, mas alterando, substancialmente, a prática espaço temporal. Lefebvre (1973, p. 77), em sua obra re-produção das relações de produção, quando da análise da perspectiva marxista estrutural-funcionalista, aponta que o poder redutor pertence ao Estado, ou seja, ele intervém como instância que acarreta a redução (ou resolução parcial) dos conflitos segundo os interesses da fração hegemônica da burguesia e do capital. Os interesses próprios da fração hegemônica, originariamente econômicos, transformam-se por isso em interesses políticos e gerais (aparentemente os do país, do povo, da nação). Apoiamo-nos no mesmo autor para afirmar que o Estado é o agente regulador do espaço e costumeiramente age em favor das forças econômicas, ou seja, em favor da elite social que, deste modo, produz e reproduz o espaço. Segundo Corrêa (1999, p. 24) na sociedade capitalista o Estado atua: Diretamente como grande industrial, consumidor do espaço e de localizações específicas, proprietário fundiário e promotor imobiliário, sem deixar de ser também um agente de regulação do uso do solo e o alvo dos chamados movimentos sociais urbanos. Sendo assim, como observamos no texto acima, o Estado é o grande propulsor da especulação imobiliária, pois dinamiza as áreas de seu interesse, favorecendo ou não os agentes imobiliários locais. Uma segunda questão sobre a atuação do Estado, é que além destes atributos 6

7 citados acima por Corrêa, para caracterizá-lo como produtor do espaço urbano, o mesmo autor aponta que é por intermédio da implantação dos serviços públicos, como calçamento, sistema viário, água, esgotos, iluminação pública, parques, coleta de lixo, entre outras atividades, interessantes tanto às empresas como à população em geral, que a atuação do Estado se faz de modo mais corrente e esperado (CORRÊA, 1999, p.24). Neste sentido, para caracterizá-lo como regulador do espaço, o autor ainda complementa que a elaboração de leis e normas vinculadas ao uso do solo, entre outras as normas de zoneamento e o código de obras, constitui outro atributo do Estado no que se refere ao espaço urbano (CORRÊA, 1999, p.24). O Estado atua não só fora dos lotes, mas também no interior dos lotes privados, pois é ele que concede: a) direito de desapropriação e precedência na compra de terras; b) regulamentação do uso do solo; c) controle e limitação dos preços de terras; d) limitação da superfície da terra de que cada um pode se apropriar; e) impostos fundiários e imobiliários que podem variar segundo a dimensão do imóvel, uso da terra e localização; f) taxação de terrenos livres, levando a uma utilização mais completa do espaço urbano; g) mobilização de reservas fundiárias públicas, afetando o preço da terra e orientando espacialmente a ocupação do espaço; h) investimento público na produção do espaço, através de obras de drenagem, desmontes, aterros e implantação da infraestrutura; i) organização de mecanismos de credito à habitação; j) pesquisas, operações-teste sobre materiais e procedimentos de construção, bem como o controle de produção e do mercado deste material (CORRÊA, 1999, p.25). Atualmente ainda podemos identificar o Estado como agente fomentador do espaço, pois é o agente facilitador de crédito imobiliário, incentivando com isso a ocupação de novos espaços pela população não solvente. No contexto de Cuiabá como cidade sede da Copa de 2014, o poder público tem usado como grande argumento fomentador do evento a palavra legado que retrata a possível herança que o governo deixarão para as gerações futuras. Segundo o discurso oficial, muito mais que alguns jogos internacionais, a Copa em Mato Grosso é uma oportunidade única para promover uma ampla e permanente transformação em toda a sociedade mato-grossense. A ideia que o principal beneficiário é o cidadão com os 7

8 benefícios e os avanços que o Megaevento proporciona. Segundo ainda o discurso do Estado as obras que estão sendo implementadas projetarão Cuiabá para o futuro mais próspero e melhor para todos. No entanto sendo ainda o discurso oficial alguns transtornos serão necessários. Esse discurso é sempre usado pois as desapropriações são grandes na cidade e os valores pagos sempre estão aquém do preço do mercado imobiliário local, o que tem proporcionado uma enxurrada de processos contra o Estado o que tem proporcionado uma lentidão ainda maior da execução das obras. Essas e outras ações do Estado coadunam com que explicitou CORREA ( 1999) nos parágrafos acima. A construção de viadutos, trincheiras, pontes, duplicação de pistas quando implementadas irão proporcionar um desenvolvimento significativo o que será no discurso oficial a maior oportunidade do século para a região metropolitana do vale do rio Cuiabá. A população tem sido deslocada para outras áreas para não impedir o desenvolvimento. Comerciantes têm fechado suas portas, pois algumas obras impedem qualquer deslocamento junto ao comércio local. 3. Os promotores imobiliários Entende-se um conjunto de agentes que realizam, parcialmente ou totalmente, as seguintes operações: incorporação, financiamento, estudo técnico, construção ou produção física do imóvel e comercialização ou transformação do capital-mercadoria em capital-dinheiro, agora acrescido de lucro (CORRÊA, 1999). O autor destaca ainda que as estratégias e ações dos promotores imobiliários são as seguintes: (a) Incorporação, que é a operação-chave da promoção imobiliária; o incorporador realiza a gestão do capital-dinheiro na fase de sua transformação em mercadoria, em imóvel. A localização, o tamanho das unidades e a qualidade do prédio a ser construído são definidos na incorporação, assim como as decisões de quem vai construí-lo, além da propaganda e a venda das unidades; (b) financiamento, ou seja, a partir da formação de recursos monetários provenientes de pessoas físicas e jurídicas, verificando-se, de acordo com o incorporador, o investimento visando à compra do terreno e à construção do imóvel; (c) estudo técnico, realizado por economistas e arquitetos, visando a verificar a viabilidade técnica da obra dentro de parâmetros definidos anteriormente e à luz do código de obras; 8

9 (d) construção ou produção física do imóvel, que se verifica pela atuação de firmas especializadas nas mais diversas etapas do processo produtivo. A força de trabalho está vinculada às firmas construtoras; (e) comercialização ou transformação do capital-mercadoria em capital-dinheiro, agora acrescido de lucros. Os corretores, os planejadores de vendas e os profissionais de propagandas são os responsáveis por esta operação. Esses promotores tem, como estratégia, produzir habitações com inovações em relação às antigas construções, pois com isso obtêm-se uma super valorização dos imóveis. No entanto essa super valorização proporciona uma exclusão cada vez maior das camadas de menor poder aquisitivo. De fato, a ação dos promotores se faz correlacionada a preço elevado da terra de auto-status do bairro, acessibilidade, eficiência e segurança dos meios de transporte, amenidades naturais ou socialmente produzidas e esgotamento dos terrenos para a construção e as condições físicas dos imóveis anteriormente produzidos. A atuação espacial dos promotores se faz de modo desigual, criando e reforçando a segregação residencial que caracteriza a cidade capitalista. Na medida em que os outros setores do espaço produzem conjuntos habitacionais populares, a segregação é ratificada. A escassez do espaço nas proximidades do centro requer a liberação de amplas parcelas do espaço ocupadas na sua área de expansão - visando à criação de uma área livre para os novos usos necessários à expansão da atividade econômica, bem como a supressão dos direitos conferidos aos proprietários urbanos pela existência do estatuto jurídico da propriedade privada. Nesse contexto, para que o desenvolvimento do ciclo do capital continue, ele precisa associar-se ao poder político, na medida em que só ele pode colocar em suspensão o estatuto da propriedade privada do solo urbano e, assim, liberar as áreas ocupadas para novas atividades. Somente ele pode atuar em grandes extensões do espaço, produzindo a infraestrutura necessária à reprodução das novas atividades econômicas, o que significa a criação de novas estratégias entre as várias formas de capital (financeiro, industrial) e o Estado. No caso em questão, há uma aliança de interesses entre o mercado imobiliário e o setor produtivo voltado para a construção do novo espaço. De um lado o setor imobiliário, para continuar se reproduzindo, necessita sempre de novas estratégias capazes de permitir sua reprodução, de outro o setor produtivo vê-se diante de novas necessidades quanto ao espaço construído, mas ambos necessitam de uma infraestrutura moderna. A tendência à escassez do solo urbano no entorno dos centros econômico- 9

10 financeiros da metrópole gera a necessidade de novas estratégias capazes de permitir a reprodução do capital, assegurada através da possibilidade de se contornar o problema do espaço urbano enquanto mercadoria tornada rara em decorrência da intensificação do processo de urbanização. A interferência do Estado, acionando o processo de desapropriação do solo urbano, mudando a legislação capaz de permitir transformações na lei de zoneamento, criando mecanismos que permitam o remembramento de terrenos urbanos, aumentando o coeficiente edificável (que permite a verticalização) vai criar mudanças significativas na metrópole O mapa a seguir retrata o uso do solo urbano ao redor da Arena. Figura 01: Mapa de uso do solo do entorno do estádio Mapa elaborado a partir dos dados cartográficos do SIG- Cuiabá com recursos técnicos do Argis Fonte: Siqueira ( 2011) Organizado por: Siqueira(2012) A esse processo político, a ação do Estado no espaço vai produzir também a infraestrutura necessária à concretização desta nova atividade produtiva e é assim que se abrem novas avenidas cortando bairros antigos, ampliando-se a malha viária, assegurando o fluxo contínuo no espaço. É deste modo que o espaço revela, em seu 10

11 processo de produção, interesses divergentes que encontram uma unidade no Estado, que tem função de comando, posto que há em seu cargo a produção de grandes conjuntos e obras de infraestrutura que, para além de nomear e qualificar espaços, redefinem o seu sentido. A renovação urbana se inscreve, assim, em um conjunto de estratégias políticas, imobiliárias e financeiras com orientação significativa no processo de reprodução espacial, o qual converge para o aprofundamento da segregação e hierarquização espacial a partir da destruição da morfologia de áreas da metrópole, que ameaça e transforma a vida urbana na medida em que reorienta usos e funções dos lugares da cidade, expulsa a população para a periferia ou, para quem pode pagar, para bairros próximos ao centro. O processo de ocupação do entorno do estádio é alavancado, recebendo novos moradores para o bairro Cidade Alta, formando assim o loteamento Verdão, nome este do antigo estádio Governador José Fragelli, futura Arena Pantanal, que foi regulamentado através da lei municipal de 1974, com a expansão do perímetro urbano da cidade de Cuiabá. A expansão dessa área da cidade foi contínua, no entanto essa região não é o espaço mais densamente povoado na cidade de Cuiabá, pois são inúmeros os lotes não edificados na região. Podemos visualizar na figura 02 a seguir a ocupação do entorno do estádio, já no ano de 2010 Figura 02: localização do estádio de futebol Mapa elaborado a partir dos dados cartográficos do SIG- Cuiabá com recursos técnicos do Argis Fonte: Siqueira(2011) Organizado por: Siqueira(2012) 11

12 O Loteamento Verdão pertence ao bairro Cidade Alta, está localizado na região Oeste da Cidade, tem sua ocupação anterior a construção do estádio. É um bairro pouco verticalizado, composto por dois condomínios desse tipo, a saber: Ilhas do Sul, composto de três torres e o condomínio Ilha dos Açores, composto de duas torres. Consideramos aqui os condomínios com mais de quatro andares. Sendo assim, é um bairro composto de construções residenciais, onde dominantemente são habitados por cuiabanos, conforme pesquisa informal feita por nós nas adjacências do estádio de futebol. Figura 03: vista parcial do entorno do estádio, mostrando torres, edifícios residenciais. Foto: Siqueira (2011) Organização: Siqueira (2012) A construção da Arena Pantanal no bairro tem proporcionado profundas mudanças nas características do bairro. Onde os promotores imobiliários têm adquirido os espaços residenciais para futura comercialização dos mesmos, pois pretendem transformar o entorno da Arena em uma nova centralidade de Cuiabá. Fica claro o momento crucial em que se transforma o entorno da Arena Pantanal em objeto de desejo do capital urbano, responsável pelo porte e característica que hoje apresenta e que se reorganiza para que possa funcionar segundo uma nova lógica. Novamente nos alicerçamos no plano diretor que nos diz: Art.90 Constituem diretrizes gerais do desenvolvimento Estratégico do Município, cabendo à Prefeitura Municipal de Cuiabá: (...) XV12

13 promover o ordenamento territorial mediante planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano, de forma a combater e evitar: (...) d) o uso especulativo da terra como reserva de valor, de modo a assegurar o cumprimento da função social da propriedade... Esse artigo com certeza não está sendo cumprido a risca, pois o uso especulativo é comum na área urbana de Cuiabá. A foto a seguir, figura 04, deixa explicito o objetivo da venda do proprietário, em que, junto ao anúncio da venda está a logomarca da copa do mundo de A possibilidade desse Megaevento esportivo tem valorizado abruptamente os preços dos imóveis. Deixamos a fachada do imóvel encoberto para maior discrição. Figura 04: Imóvel a venda nas proximidades do estádio de futebol Foto: Siqueira (2011) Organização: Siqueira (2012) Os espaços residenciais são rapidamente transformados em ambientes comerciais, e essa frenética busca pelos imóveis do entorno da Arena Pantanal, tem supervalorizado o espaço na região. O processo de crescimento das cidades pode ocorrer de duas formas: pelo adensamento das áreas já consolidadas ou pela incorporação de áreas destinadas ao uso rural, por exemplo. No caso específico estudado a construção da Arena Pantanal tem possibilitado um adensamento das áreas consolidadas. Nesse ínterim os incorporadores imobiliários apropriam-se dos investimentos públicos para revertê-lo na valorização de suas terras, obtendo por um lado lucro e ampliando o capital, mas também ampliando a 13

14 segregação e a desigualdade social. Dessa forma, podemos entender que existe uma tênue linha entre o poder institucionalizado e a valorização do capital. Sobre isso Santos (1996, p. 251) argumenta: O endurecimento da cidade é paralelo à ampliação da intencionalidade na produção dos lugares, atribuindo-lhes valores específicos e mais precisos, diante dos usos preestabelecidos. Esses lugares, que transmitem valor às atividades que aí se localizam, dão margem a uma nova modalidade de criação de escassez, e uma nova segregação. Esse é o resultado final do exercício combinado da ciência e da técnica e do capital e do poder, na reprodução da cidade. As palavras de Milton Santos, acima citadas, cabem perfeitamente no caso da nova arena esportiva, pois a propagação da escassez do espaço é um dos grandes argumentos para a super valorização do espaço do entorno do estádio. Essa valorização também tem gerado uma maior segregação do espaço ao redor, pois os moradores são seduzidos pelos preços ofertados pelos agentes imobiliários, vendendo seus imóveis e proporcionando um deslocamento cada vez mais célere a partir da proximidade da Copa do Mundo de Considerações finais A produção do espaço geográfico iniciou-se com a apropriação, dominação e transformação da natureza pelo homem como estratégia de reprodução para sua existência. Assim, organizado em sociedade, o homem vem criando instrumentos e desenvolvendo técnicas para a realização do trabalho que se materializa no espaço através dos objetos geográficos incorporados. E como diz Milton Santos (1996): o ato de produzir equivale ao ato de produzir espaço. A lógica do modo capitalista de produção se evidencia com a apropriação privada do espaço total, socialmente construído, que repercute numa intensa segregação socioespacial. As divisões sociais da cidade estão refletidas nos espaços desiguais e fracionados da cidade contemporânea. No espaço urbano, este processo é maximizado, sendo revelado na paisagem urbana. As formas espaciais revelam o conteúdo desta conjuntura socioeconômica e o Estado legitima-a com os seus instrumentos institucionalizados (leis, regulamentos, normas e sanções), pelo qual o solo urbano se evidencia como uma mercadoria integrada à lógica de reprodução do capital. 14

15 Após a confirmação de Cuiabá como sede da Copa do Mundo 2014 A reforma urbana é pregada pelos gestores a fim de democratizar a cidade segundo o discurso oficial. O espaço deve definitivamente ser encarado a partir do princípio que ele não é apenas um produto, mas condição fundamental para produção e existência humanas, assim como o próprio corpo para fazer uma alusão ao seu traço fundamental. Esse princípio é que norteia o conceito de função social da propriedade e garante o avanço de uma reforma urbana. No espaço urbano este processo é maximizado, sendo revelado na paisagem urbana. As formas espaciais revelam o conteúdo desta conjuntura socioeconômica e o Estado legitima-a com os seus instrumentos institucionalizados (leis, regulamentos, normas e sanções). No caso específico de Cuiabá, isto se deu pela construção do estádio de futebol Arena Pantanal, no qual o solo urbano evidencia-se como uma mercadoria integrada à lógica de reprodução do capital. É assim que, longe de finalizar a discussão, apresentamos aqui as mudanças no solo urbano de Cuiabá pressionada por um grande evento midiático. Defendemos a cidade como usada e não vendida. Referências bibliográficas CARLOS, A.F. A. A condição espacial. São Paulo: Contexto, CORRÊA, R. L. O Espaço Urbano. São Paulo, Ática, 2ª Ed, SANTOS,M. Por uma Geografia Nova: Da Crítica da Geografia a uma Geografia Crítica. São Paulo: Hucitec SERPA, A. O espaço público na cidade contemporânea. São Paulo: Editora Contexto VILARINHO NETO, C.S. Metropolização Regional, Formação e Consolidação da Rede Urbana do Estado de Mato Grosso. Cuiabá: Edufmt Legislação Urbana de Cuiabá Acesso em 18 de Julho IPDU 2007 prefeitura Municipal de Cuiabá. Acesso em 03 de Maio

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