VIVENDO A TRANSIÇAO DE AMBIENTE DE MORADIA: Um estudo com moradores do Parque Residencial Manaus - PROSAMIM

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1 UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS CENTRO DE CIÊNCIAS DO AMBIENTE PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DO AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE NA AMAZÔNIA PPG/CASA MESTRADO ACADÊMICO VIVENDO A TRANSIÇAO DE AMBIENTE DE MORADIA: Um estudo com moradores do Parque Residencial Manaus - PROSAMIM JANETH DE ARAUJO LEMOS MANAUS - AM 2010

2 UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS CENTRO DE CIÊNCIAS DO AMBIENTE PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DO AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE NA AMAZÔNIA PPG/CASA MESTRADO ACADÊMICO JANETH DE ARAUJO LEMOS VIVENDO A TRANSIÇAO DE AMBIENTE DE MORADIA: Um estudo com moradores do Parque Residencial Manaus - PROSAMIM Dissertação apresentada ao Programa de Pós- Graduação em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia - PPG/CASA, como parte dos requisitos para obtenção do título de mestre em Ciências do Ambiente, área de concentração Política e Gestão Ambiental. Orientadora: Profa. Dra. Maria Inês Gasparetto Higuchi MANAUS AM 2010

3 Ficha Catolográfica (Catalogação realizada pela Biblioteca Central da UFAM) Lemos, Janeth de Araujo L557v Vivendo a transição de ambiente de moradia: um estudo com moradores do Parque Residencial Manaus - PROSAMIM / Janeth de Araujo Lemos. - Manaus: UFAM, f.; il. color. Dissertação (Mestrado em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia) Universidade Federal do Amazonas, Orientador: Profª. Dra. Maria Inês Gasparetto Higuchi 1. Habitação popular Manaus (AM) 2. Espaço urbano - Amazonas 3. Planejamento urbano I. Higuchi, Maria Inês Gasparetto II. Universidade Federal do Amazonas III. Título CDU (811.3)(043.3)

4 4 JANETH DE ARAUJO LEMOS VIVENDO A TRANSIÇAO DE AMBIENTE DE MORADIA: Um estudo com moradores do Parque Residencial Manaus - PROSAMIM Dissertação apresentada ao Programa de Pós- Graduação em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia - PPG/CASA, como parte dos requisitos para obtenção do título de mestre em Ciências do Ambiente, área de concentração Política e Gestão Ambiental. Aprovado em / /. BANCA EXAMINADORA Prof. Dra.Maria Inês Gasparetto Higuchi Prof. Dra. Ivani ferreira de Farias

5 Prof. Dra. Iolete Ribeiro da Silva

6 AGRADECIMENTOS Em primeiro lugar agradeço a Deus pela oportunidade de fazer esse mestrado. Algo tão desejado por mim. Ao meu querido pai, Américo Agostinho de Araujo (in memorian) e minha querida mãe, Jarina Gomes de Araujo, pelas árduas batalhas que travaram no curso de suas vidas para que eu alcançasse esse meu objetivo. Ao meu marido e aos meus filhos pelos momentos de compreensão e de renuncias. Obrigada pelo incentivo e apoio nas horas difíceis. À minha grande e querida orientadora Dra. Maria Inês Gasparetto Higuchi pelo incentivo, apoio, paciência nos momentos de receios e dúvidas. Obrigada pelo carinho. Sem sua ajuda eu não teria conseguido. Ao PPG/CASA pela oportunidade de agregar novos conhecimentos e qualificação. À professora Dra. Sandra do Nascimento Noda pelo incentivo e apoio. Aos professores do Programa de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazonia por sua competência e dedicação. Às professoras Dra. Maria do Perpetuo Socorro Chaves e Dra. Maria Ivani pela valiosa contribuição na avaliação deste trabalho. À professora Dra. Tatiana Schor pelo incentivo e pelas observações durante o curso. Aos queridos colegas Maria Cristina, Emeline, Eduardo, José Maria e Michele pelas colaborações técnicas e incentivos. À minha estimada e querida amiga Joyce Mara pelo apoio e colaboração. Aos participantes deste estudo pela receptividade e colaboração sem vocês não seria possível. As secretárias do PPG/CASA Raimunda Albuquerque, Lívia chaves e Cleide pela disponibilidade e ajuda. Aos gestores do IGPI, Viviane, Andreza e Carlos Alessandro, pela disponibilidade, atenção e colaboração no fornecimento de dados do Programa PROSAMIM. As coordenadoras do curso de Psicologia do Centro Universitário Nilton Lins Professora Janaina Braga e Andreina Sales pelo apoio e incentivo. À Universidade Federal do Amazonas pela oportunidade da realização do curso. Ao CNPQ pela concessão da bolsa com a qual tive o incentivo para a pesquisa.

7 7 RESUMO LEMOS, Janeth Araújo. Vivendo a Transição de Ambiente de Moradia: Um Estudo Com Moradores Do Parque Residencial Manaus Prosamim. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós Graduação em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia/CCA/UFAM. Manaus, O ambiente de moradia pode ser definido como um espaço em que o ser humano escolhe para habitar e nele desenvolver suas ações rotineiras e cotidianas como: descansar, alimentar-se e conviver com seus pares ou vizinhos. Esse ambiente se constitui como um espaço vital e muito importante para a existência do ser humano. Normalmente é um lugar construído e planejado pelas vivências e oportunidades de seus ocupantes. Em muitos casos esse lugar não expressa necessariamente um ambiente planejado e muito menos desejado. Isso é muito comum nas grandes cidades onde o problema de moradia é bastante precário e longe de expressar um uso ambiental sustentável. Atualmente o inchaço das grandes cidades brasileiras tem gerado incontáveis problemas sociais e inúmeros problemas ecológicos. Em Manaus essa situação não é diferente, porém com uma peculiaridade devido ao relevo com uma rede hidrográfica bastante complexa. Numa tentativa de solucionar a carência habitacional e proporcionar uma melhor qualidade de vida aos moradores das margens dos igarapés, assim como melhoria na paisagem estética da Cidade o Governo do Estado do Amazonas em 2003 começou a articular uma política fundiária que priorizava essas áreas. O PROSAMIM, (Programa de Saneamento dos Igarapés de Manaus) passa a ser executado com o objetivo de sanear os igarapés urbanos e proporcionar moradias dignas aos que residiam nas margens desses igarapés, formando um cinturão de pobreza e insalubridade ambiental. Uma das opções dos moradores foi à mudança aos conjuntos habitacionais, entre eles o Parque Residencial de Manaus, construído nas imediações dessa área central. Essa mudança de espaço e lugar trouxe à cidade um cenário diferente, esteticamente bonito e organizado. Mas como essa transição foi concebida e vivida pelos moradores? Esse estudo faz uma análise dessa experiência num novo espaço físico e das relações sociais de vizinhança. Analisa ainda os sentimentos dos moradores, as dificuldades e expectativas em torno da transformação do ambiente de moradia. O estudo foi desenvolvido por meio de observação participante e entrevista semi-estruturada com 40 moradores de ambos os sexos, responsáveis pela unidade doméstica, com idade superior a 25 anos de idade e que estavam morando no local há pelo menos um ano O resultado da pesquisa mostra a satisfação com a nova moradia, a localização. Um processo de construção de identidade com a nova configuração espacial, urbanística. Os moradores se sentem autovalorizados no novo ambiente, onde agora possuem nova identidade social de cidadão morador, com equidade social e possuidor de direitos e deveres fato que possibilita sua inclusão social. As modificações físicas do ambiente de moradia trouxeram novos dilemas quanto às relações de vizinhança, estabelecimento de novos papeis sociais e compromisso com o novo ambiente de moradia. Palavras Chave: Remanejamento de moradia; Prosamim; Espaço e Lugar de Moradia

8 ABSTRACT LEMOS, Janeth Araújo. Living the Transistion of the Environment of Housing: A Study With Inhabitants Of the Residential Park Manaus - Prosamim.. Program of After Graduation in Sciences of the Environment and Support in the Amazônia/CCA/UFAM. Manaus, The housing environment can be defined as a space where the human being chooses to inhabit and in it to develop its routine and daily action as: to rest, to feed themselves and to coexist its pairs or neighbors. This environment if constitutes as a vital and very important space for the existence of the human being. Normally it is a place constructed and planned for the experiences and chances of its occupants. In many cases this not express place necessarily a planned environment much less desired. This is very common in the great cities where the housing problem is sufficiently precarious and far from expressing a sustainable ambient use. Currently the swell of the great Brazilian cities has generated countless social problems and innumerable ecological problems. In Manaus this situation is not different, however with a peculiarity due to the relief with a sufficiently complex hydrographic net. In an attempt to solve the lack housing and to provide one better quality of life to the inhabitants of the edges of igarapés, as well as improvement in the aesthetic landscape of the City the Government of the State of Amazon in 2003 started to articulate one agrarian politics that prioritized these areas. The PROSAMIM, (Program of Sanitation of the Igarapés of Manaus) passes to be executed with the objective of saner igarapés urban and providing worthy housings to that they inhabited in the edges of these igarapés, forming a belt of poverty and unhealthy ambient. One of the options of the inhabitants was to the change to the rooms sets, between them the Residential Park of Manaus, constructed in the immediacy of this central area. This change of space and place brought to the city a different scene, aesthetic pretty and organized. But as this transistion it was conceived and lived for the inhabitants? This study it makes an analysis of this experience in a new physical space and of the social relations of neighborhood. It still analyzes the feelings of the inhabitants, the difficulties and expectations around the transformation of the housing environment. The study it was developed by means of participant comment and interview half-structuralized with 40 inhabitants of both the sexes, responsible for the domestic unit, with superior age the 25 years of age and that they were liveing in the place has at least one year. It was found that the residents feel happy to live in the center, which has easier access to public and private services. The PROSAMIM provide social inclusion for residents where they are local people living in illegal and not recognized and valued by society for resident status as a citizen worthy of a place that offers self-worth as a social group. However, the physical changes in space configuration and new neighbors bring new dilemmas and social conflicts as the need for a reconfiguration of social identity, social commitments with the new environment and new institutions of social roles. Words Key: relocation housing; Prosamim; Space and Place of Housing

9 LISTA DE FIGURAS Figura 1- Mapa referente a.extensão dos principais Igarapés de Manaus Figura 2 - Antigas residências: construções sobre o Igarapé de Manaus Figura 3- Antigas residências: construções sobre o Igarapé de Manaus Figura 4 Maquete dos blocos de apartamentos apresentada aos moradores Figura 5 - Vista das precárias condições ambientais da antiga área residencial Figura 6 - Área residencial Buraco do Pinto em ocasião de enchente Figura 7 - Aterramento do Igarapé de Manaus; solo criado Figura 8 - Fase de construção das Quadras I e II Figura 9- Planta geral da área do Parque Residencial Manaus Quadra I e II Figura 10- Via principal do PRM Figura 11 - Área de recreação infantil Figura 12- Coleta de lixo seletivo na área externa dos blocos do Parque Figura 13- Uma das praças do PRM visivelmente abandonada Figura 14 Lixo no chão ao redor das lixeiras no PRM Figura 15 Móveis quebrados abandonados nas calçadas do PRM Figura 16 - Horta de um morador em área publica do PRM Figura 17- Comércio interno na área publica do PRM... 54

10 LISTA DE TABELA Tabela 1 - Distribuição dos participantes por sexo e idade Tabela 2- Distribuição dos participantes em função do nível de escolaridade... 41

11 LISTA DE SIGLAS PROSAMIM- Programa de Saneamento dos Igarapés de Manaus IPAAM- Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas ARSAM- Agencia Regional de Serviço Público do Estado do Amazonas AMOPARMA- Associação dos Moradores do Parque Residencial Manaus SUSAM- Secretaria de Saúde do Estado do Amazonas SETHAB- Secretaria de terras e Habitações SUHAB- Superintendência de Habitação do Amazonas PRM- Parque Residencial Manaus PER- Plano Específico de Remanejamento BID- Banco Interamericano de Desenvolvimento UGPI- Unidade de gerenciamento do Programa dos Igarapés

12 SUMÁRIO INTRODUÇÃO PRODUÇÕES DO ESPAÇO E LUGAR Lugar De Moradia Relações de Vizinhança no Ambiente de Moradia CARACTERIZAÇÃO DO PROGRAMA PROSAMIM Aspectos Urbanísticos e Habitacionais do PROSAMIM Assentamento das famílias PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS DA PESQUISA Moradores entrevistados PARQUE RESIDENCIAL MANAUS: LOCUS DA PESQUISA Arranjo e organização espacial do PRM O uso social do espaço privado e coletivo NOVA FORMA DE MORAR E AS NOVAS SOCIALIDADES Estar no centro: a centralidade do espaço social Ter casa própria: a posse e propriedade da moradia Morar numa casa de alvenaria: um novo status social adquirido Refazer Vizinhos: a produção de novas relações de vizinhança CONFIGURAÇÃO DE UMA NOVA IDENTIDADE SOCIAL Ocupar um espaço sem ter participado de sua construção: os percalços da apropriação e apego Adotar novos papeis sociais no lugar novo: o compromisso socioambiental CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS APÊNDICE 1 Carta enviada à associação dos Moradores do PRM APÊNDICE 2 Roteiro de questões da entrevista semi-estruturada ROTEIRO DA ENTREVISTA APÊNDICE 3 Termo de Consentimento Livre e Esclarecido ANEXO 1 Protocolo de Aprovação no CEP UFAM... 89

13 INTRODUÇAO O ambiente de moradia pode ser definido como um espaço em que o ser humano escolhe para habitar e nele desenvolver suas ações rotineiras e cotidianas como: descansar, alimentar-se e conviver com seus pares ou vizinhos. Esse ambiente se constitui como um espaço vital e muito importante para a existência do ser humano. O ambiente de moradia não se limita apenas à construção que se habita, mas também o ambiente que forma uma totalidade e que assegura um espaço conhecido e seguro. Assim, o ambiente de moradia se constitui como um lugar físico dotado de aspectos biológicos e psicossociais. Por um lado serve como proteção frente aos perigos externos e por outro, assegura um espaço pessoal onde seus ocupantes se sentem em casa, familiarizados com esse lugar e as regras que circulam nele. É a partir do ambiente residencial, que inclui a casa e seu entorno imediato, como o bairro, que temos a possibilidade de compreender como o ser humano se posiciona frente ao mundo e compreender suas atitudes e comportamento em relação ao ambiente em que está inserido. Assim, o ser humano ao ocupar um lugar para morar se apropria do mesmo, mesmo que esse processo tenha tempos e formas diferenciadas. Ao transformar este espaço em lugar de moradia o ser humano torna-o visível, para si e para os outros. A materialidade do lugar torna visível vários aspectos da subjetividade presentes na sociedade em que faz parte, além de sua própria história. Um lugar de moradia é normalmente um lugar construído e planejado pelas vivências e oportunidades que cada pessoa e sua família passa durante sua vida. Porém, em muitos casos um lugar de moradia não expressa necessariamente um ambiente planejado e muito menos desejado. Isso é muito comum nas grandes cidades onde o problema de moradia é bastante precário e longe de expressar um uso ambiental sustentável. Atualmente o inchaço

14 14 das grandes cidades brasileiras, onde os pobres vivem em lugares inóspitos a habitabilidade, tem gerado incontáveis problemas sociais e inúmeros problemas ecológicos. Nas cidades da Amazônia, em particular em Manaus, ocorrem fenômenos de ocupação muito semelhantes às demais grandes cidades brasileiras, porém com uma peculiaridade devido ao relevo com uma rede hidrográfica bastante complexa. Manaus possui características geográficas peculiares na sua malha urbana, com a existência de cursos d água em toda sua extensão, determinando todo o tecido urbano. Por fatores culturais, socioeconômicos e geográficos a população manauara sempre ocupou as margens dos igarapés, no entanto, alguns fatores intensificaram a ocupação como, por exemplo, o processo migratório na década de 60, com a criação da Zona Franca de Manaus. A ocupação desenfreada pela população nas margens dos igarapés acarretou diversos problemas ambientais como poluição dos biomas aquáticos com grande quantidade de lixo domésticos que obstruía o curso dos igarapés ocasionando alagações nas moradias, colocando em risco a vida dos moradores e proliferações de doenças. Constatam-se antagonismos sociais e econômicos na ocupação desses espaços, de um lado os moradores com poucas condições econômicas e sociais e do outro temos comerciários, empresários, uma classe social não subalterna, politicamente e economicamente dominante. É notória a valorização do solo, quando grandes empreendimentos comerciais atuam nesses locais, onde o fluxo de pessoas, comunicação e do comercio passa a ser intenso, apesar das leis e normas ambientais que não permitem construções há menos de 40 metros de distancia de igarapés/rios (PINHEIRO, 2008). Embora os grupos de maior poder aquisitivo estejam concorrendo com esses espaços, ainda é a população de baixo poder aquisitivo que se aglomera nessas margens e reproduzem paisagens sociais e ambientais precárias. Numa tentativa de solucionar este problema, o Governo do Estado do Amazonas em 2003 começou a articular uma política fundiária para o saneamento dos igarapés com vistas a

15 15 uma melhoria na estética paisagista da cidade e reassentamento dos moradores que vivem nas margens e sobre os igarapés mais poluídos da cidade. Surge então o PROSAMIM - Programa de Saneamento dos Igarapés de Manaus (www.prosamim.am.gov.br). As áreas dos igarapés contempladas por esse programa sofrem uma substancial modificação da paisagem, onde os cursos d água são realinhados em canais margeados por um gramado, praças, ciclovias, calçadas e área de lazer. Com esse procedimento arquitetônico, a paisagem urbana de Manaus é totalmente modificada, mesmo tendo críticas severas de ecologistas e ambientalistas. Aos antigos moradores lhes é reservado opções de mudança, e uma delas inclui a escolha a de morar nos Conjuntos Habitacionais que são construídos concomitantemente a transformação da paisagem do igarapé. Trata-se de um lugar onde há vários prédios de dois andares e apartamentos desenhados de forma padrão em tamanho e forma. A padronização física tem implícito porém, uma matriz social bastante diversa e complexa, pois não se trata apenas de um lugar físico, mas um ambiente simbólico de mudanças. Vários estudos apontaram de forma conclusiva que o lugar onde uma pessoa mora não é meramente uma construção física que protege e acolhe seu habitante, mas algo subjetivo fruto de projeções de desejos, sentimentos e idealizações, onde a personalidade, comportamento do seu ocupante é refletida na sua construção e organização. Tendo então esse cenário socioambiental, este estudo tem por objetivo analisar a transição de ambiente de moradia e suas implicações na vida dos moradores residentes no Parque Residencial Manaus (PRM), Quadra I e II, como parte do PROSAMIM, caracterizando o espaço físico do lugar e identificando as implicações dessa mudança nas relações sociais vividas nesse ambiente de produção de um novo lugar de moradia. A compreensão dos fatores psicossociais e culturais presentes nessa situação da mudança de moradia é o foco dessa pesquisa, por entender que o espaço residencial é construído historicamente pelas pessoas ao longo de sua trajetória de vida, a partir de aspectos geofísicos

16 16 e do repertório cultural de uso do ambiente. Considera-se, portanto, que esse cenário socioambiental se constitui como relevância para o meio cientifico e população em geral, onde poderemos subsidiar conhecimentos para a implantação de políticas publicas de moradia considerando o homem como parte imprescindível na relação homem-ambiente. O uso da observação participante como parte da metodologia permitiu uma inserção no lugar e uma aproximação com os moradores no PRM. Foram realizados registros em diário de campo e fotográfico do cotidiano dos moradores e o uso social da estrutura física desse lugar, as manifestações de comportamento coletivo em atividades e eventos ocorrentes naquele espaço. Após esse primeiro momento foram realizadas entrevistas semi estruturada com os alguns moradores, onde pontos de interesses do pesquisador foram sendo explorados ao longo do seu curso. Participaram dessas entrevistas 40 homens e mulheres, todos moradores do PRM que optaram por residir nesse conjunto habitacional e permaneciam nele por pelo menos um ano. Esses tinham idade superior a 25 anos, e se definiam responsáveis pela unidade doméstica. Essa dissertação foi organizada em capítulos de modo que no capítulo dois, são apresentados argumentos para balizar a discussão teórica da pesquisa. Esses argumentos são embasados em autores que conceituam o espaço de moradia como produção social ao longo da trajetória humana e que consideram importante para a sua construção aspectos como o cotidiano e as relações de vizinhança. Alguns tópicos são salientes nessa discussão, por exemplo, a produção do espaço e lugar, lugar de moradia e sua importância para a vida de seus moradores e as relações de vizinhança. No terceiro capítulo me dedico a apresentar a formatação e configuração política do PROSAMIM. No quarto apresento os procedimentos metodológicos da pesquisa, seguindo-se dos capítulos que foram produzidos a partir das analises desenvolvidas neste estudo, onde faço a caracterização espaço físico que serviu como lócus da pesquisa, mostrando as

17 17 estruturas arquitetônicas e urbanistas do lugar e das construções coletivas e domesticas, inserindo ainda o processo de assentamento ocorrido. Discuto de modo concomitante como os moradores fazem uso dessa estrutura física como arena de acontecimentos sociais. Prossigo no capitulo seguinte apresentando como esses acontecimentos são elaborados configurando uma nova forma de morar e se relacionar com os demais moradores. No último capítulo apresento aspectos constitutivos de uma nova identidade social que emerge no lugar e vai se produzindo a partir dessa relação com o ambiente. Finalmente apresento as considerações do estudo, onde pondero a inextricável associação de produção de pessoas ao mesmo tempo em que se produzem lugares, de tal forma que é difícil dizer o que vem em primeiro lugar. 2. PRODUÇÕES DO ESPAÇO E LUGAR Não se concebe o espaço como campo homogêneo de fluxos, mas possuidor de controvérsias de opiniões e interesses dos atores sociais caracterizando uma dinâmica espacial própria da sociedade capitalista dos dias atuais, incentivada por fatores econômicos típicos da racionalidade do espaço contemporâneo, onde o controle está presente nas ações que desencadeia o conflito pela posse de território. Na visão marxista que discute esses fatores, o foco é centralizado na globalização ou na mundializaçao da economia que passa a ser uma ferramenta importante para a consolidação do capitalismo. Os espaços são vistos como mercadoria para a efetiva consolidação dos valores criados pelos grandes blocos econômicos. Vemos, pois, que o mercado imobiliário predita o uso do espaço e seu valor econômico. Castells (2001) afirma que o espaço aparece como uma mercadoria enquanto solo urbano, disputado pelo mercado imobiliário e repassado para população através do lucro. As estratificações sociais são beneficiadas de acordo com seu poder aquisitivo, ocasionando um

18 18 fenômeno atração-expulsão, onde as classes menos favorecidas economicamente são empurradas para locais menos valorativos pelo mercado imobiliário causando uma dissolução nos lugares de moradia e conseqüentemente modificando a relação espaço-ambiente. Essa fragmentação gera no individuo um comportamento normativo do uso, das relações sociais, impondo conflitos e confrontos, o cotidiano passa a ser o controlado e organizado conforme uma lógica racional e burocrática do espaço. A organização do espaço pelo Estado ou racionalização do espaço tem como objetivo ordenar a ocupação e determinar as diversas formas de uso para os grupos sociais como alternativas de suprir suas necessidades sociais. O espaço passa a ser então, normalizador e condicionador do comportamento do grupo. Pode-se ter como exemplo, os conjuntos habitacionais construídos pelo Estado, que determinam a forma de uso, isto é das atividades que podem ou não ser realizadas pelos seus ocupantes. São modelos universais que tentam homogeneizar as arquiteturas e comportamentos socialmente aceitos (MUXI, 2004). Lefebvre (1999) e Tedesco (2003) ressaltam que o Estado deveria ter a função de organizar a primazia do fator econômico sobre as relações históricas e sociais da sociedade, onde o espaço da sociedade é controlado, se tornando o objeto de troca e de consumo como coisas que podem ser negociáveis, e que o Estado se constitui como um gestor da sociedade através da cotidianidade lucrativa, burocrática, consumista e estética do cotidiano. O ser humano nas suas ações cotidianas demonstra uma preocupação com a economia, com a produtividade que lhe é exigida. Suas atividades se constituem em reações de produção de trabalho. O trabalho passa a ser um imperativo para sua funcionalidade como cidadão, o que reflete na sua pratica sócio espacial, com atividades rotineiras que vem ao encontro dessa exigência social vigente. Já numa análise psicossocial, o espaço é caracterizado de forma mais abrangente, uma vez que é a matriz da existência social e do enraizamento da estrutura do homem. Nessa

19 19 perspectiva o espaço é definido através de varias formas, seja como um lugar, um ponto de referencia que no qual se situa algum objeto, um acontecimento ou uma atividade social (FISCHER, s/d). Portanto, o espaço é um sistema de interdependências complexas entre os objetos e o indivíduo que o nomeia e o valoriza conforme sua percepção. O espaço ao mesmo tempo em que influencia a conduta do ser humano também sofre modificações na sua funcionalidade e estrutura. O espaço dá condição para o desenvolvimento do comportamento de apropriação baseado em uma organização social que produz fronteiras e limites das ações do individuo. O valor de um lugar depende não só do controle psicológico que o individuo possa ter, mas do nível social e econômico do qual ele pertence. Com as modificações da estrutura física de morar, decorrente da fragmentação do espaço urbano gerado pelo desenvolvimento socioeconômico local, as pessoas se defrontam com conflitos que podem ocasionar grandes alterações funcionais e estruturais no seu modo de viver. Corroborando com esse pensar Santos e Souza (1986), conceituam o espaço como suporte para que o ser humano desenvolva suas funções de habitat, de alimentação, de descanso, de trabalho, se diversão, de interações com os demais indivíduos e ambiente a sua volta. Santos (2007) ressalta que a localização das pessoas em um lugar, o qual conceitua como conjunto de objetos naturais e não naturais construídos pelo ser humano, e que é resultado de forças de mercado capitalista e decisões do estado, independe, da vontade dos indivíduos atingidos. São situações em que os indivíduos vêem-se forçados a aceitar pelas circunstancias vivenciadas. A análise de um espaço vivido nos mostra a comunicação que existe entre seus construtores, os diversos empregos e usos que seus habitantes fazem dele. A forma de cada grupo social utilizar seu espaço é inerente também aos aspectos de sua cultura, ou seja, de sua historia coletiva. Segundo Santos (1981), quando um indivíduo se defronta com um espaço que não ajudou a construir, a criar e que não conhece sua historia, ele se torna estranho em relação ao

20 20 mesmo, não faz parte dele, de suas relações sociais vivenciadas com seu grupo. Sua identidade de lugar já não existe, foi desfeita. Mas, como um ser de capacidade de superação, começa uma luta para reaprender, usando sua sensibilidade vai aos poucos substituindo seu desconhecimento pelo conhecimento do entorno, deste novo espaço, embora de forma muito segmentada e lenta. A adaptação requer a capacidade inconsciente de sentir se pertencente a esse espaço. Fischer (s/d) nos alerta que qualquer arranjo ou organização espacial tem contido sempre uma funcionalidade e uma hierarquia social, nos quais os vários grupos vivem e interagem. Santos (1981) define pelo menos dois tipos de espaços. Em primeiro vem o espaço familiar, área domestica com normas e valores desse grupo. Em segundo lugar vem o da vizinhança, no qual o movimento de interação já é externo, cotidiano, após este vem o espaço econômico no qual está ligado, o emprego, o trabalho, enfim a produção remunerada. As interações sociais que ocorrem nesses espaços refletem comportamentos rotineiros, seja do dia-a-dia ou eventuais. Quando o ser humano se apropria do espaço com toda a sua subjetividade que podemos definir de uma maneira simplória como sendo o modo de ser de cada um, como seu comportamento, seu pensar e suas ideologias e concretiza isso, passamos então a nomear de lugar de vida ou de existência. Um espaço quando é tomado pelo sentido a ele conferido passa a se tornar lugar. Isto é, o espaço que é um conceito subjetivo tem sua face objetiva no momento que se pode tocá-lo, passamos a nos referir a um espaço físico, um lugar a partir do qual possam ser constadas suas propriedades físicas e geográficas. Os limites impostos por comportamentos de apropriação é o que estabelecem o grau e o nível de relações entre os indivíduos (FISCHER s/d). Assim, se pode ter uma relação social mais próxima com os vizinhos, com parentes, e também ter uma relação social mais distante, por exemplo, com os chefes e outras pessoas que se julga superiores, estabelecendo-se aí as

21 21 normas de convivência, de utilização de espaços numa hierarquia espacial. Pode-se assim, conceituar apropriação como sendo um processo de enraizamento necessário à segurança do ser humano, onde o eu se inscreve em um determinado ponto geográfico, o que proporciona ao individuo sentimento de domínio de um lugar (MOURÃO e CAVALCANTE, 2006) É por isso que Carlos (1992) insiste que para analisar um lugar é necessário levar em consideração a tríade habitante-identidade-lugar. O habitante através do seu corpo se apropria e faz uso deste, com suas sensações e ações, de desejos, de projeções e de identidade com o outro. O corpo dá a condição do vivido, do experienciado, do trabalho e do lazer que vai aos poucos tendo uma significância dada pelo uso diário. Através do corpo o ser humano se apropria da rua, das calçadas, que se comunica que vai às compras enfim, atuando no mundo. No lugar vivido o ser humano se reconhece como pertencente àquele lugar. O lugar dá a natureza social da identidade que, segundo Silva (2000); Frago e Escolano (2001) seria fruto da própria historicidade do ser humano e que estaria em constantes transformações. A identidade social estaria enraizada no passado histórico e que mantém certa correspondência com o lugar vivido. É nele que a historia se constrói, pela pratica social através do movimento da vida e acumulação cultural e defendem que o lugar é um espaço construído por meio da ação humana, com suas significações e concepções. O lugar é, assim, um produto do ser humano com seu grupo social, com suas hierarquias e seus conflitos de poder. Leff (2001) em seus estudos sobre habitat, ambiente e cultura, reforça esse pensamento ao dizer que o habitat é o lugar construído pelos atores sociais através de suas significações e praticas com a natureza e que a cultura não é determinada pelo meio em que a população humana vive, mas que esta vai se reconfigurando através do próprio modo de cada população que se apropria do ambiente nas suas movimentações migratórias ou permanências geográficas.

22 22 Santos (2007) ao se referir às migrações, relata que esses são fenômenos de agressão, pois requer do individuo uma nova adaptação, um processo árduo e lento. A desterritorialização teria assim o sinônimo de alienação, estranhamento e desculturalização. Mudar de um lugar para outro é confrontar-se com uma nova cultura, uma nova forma de viver o seu cotidiano, e de criar novas concepções de lugar. A relação com o novo ambiente, com a nova moradia pode criar uma relação conflituosa de perda e ao mesmo tempo de aquisição de um novo fazer, um novo viver, o que demanda novas disposições físicas e psicológicas do ser humano. Como então podemos caracterizar um espaço como lugar de moradia? 2.1. Lugar De Moradia As construções arquitetônicas de moradia tiveram ao longo da historia humana diversas formas influenciadas pelas necessidades e desejos do ser humano, fazendo parte, portanto, de sua cultura e de um dado momento histórico. Dentre os aspectos influenciadores pode-se salientar o fator econômico que se constitui a principal causa da mobilidade social de moradia, um fenômeno urbano comum na nossa sociedade. Garnier (1997) e Valle e Oliveira (2003) ao se referirem a esse tema mencionam dois grupos populacionais: um com maior poder aquisitivo que tende a se afastar do centro e ocupar terrenos espaçosos, com construções de moradias confortáveis e o segundo em relação às pessoas menos favorecidas economicamente que se aglomeram nos centros urbanos em habitações que ocupam às vezes mais de uma família e com condições precárias de moradia. Assim, a maioria das pessoas com menos poder aquisitivo prefere morar próximo ao local de trabalho ou que tenha maior facilidade de acesso a serviços públicos (RIBEIRO FILHO, 1999).

23 23 Alguns autores nos apresentam uma tipologia de ambientes residenciais que inclui desde casa, o bairro e até as relações de vizinhança (ARAGONES E AMERIGO, 2002; FICHER, s/d). Os autores ressaltam que existem poucos estudos que contemplem essa temática, o que dificulta a implantação de políticas públicas sociais que visem uma melhor relação individuo-ambiente, um espaço que funciona como suporte para o desenvolvimento das ações cotidianas e que se denomina como sendo seu lugar de vida, sua casa, seu habitat. Na visão biológica o habitat tem um significado de espaço de relações e interações das espécies, é o que dá condições para a sobrevivência. Habitar num espaço é ter um território, seu enraizamento de pertencer, é a sua casa, em suas mais diversas formas, seja apartamento, alojamento, quarto, e outros. A casa tem diversas representações e varia conforme o tempo e o espaço, no entanto, a casa continua sendo uma realidade com dimensões físicas e simbólicas. Com relação ao aspecto físico, as variações que ocorrem na construção da casa/apartamento, no bairro como internamente depende da cultura da localidade, assim como, a função que cada compartimento da casa/apartamento possui. Aqui cultura deve ser vista como um corpo de conhecimentos, de idealizações e praticas que direcionam o comportamento dos atores sociais. Durante a historia da humanidade, o ser humano teve diversas formas de morar, de se alojar, ligado a fatores físicos e climáticos. A necessidade de ter um lugar significa proteção contra riscos de toda natureza. A casa, o lugar, corresponde de forma concreta os sentimentos de propriedade, de pertencimento, poder e status social. Mas, também de abertura ou fechamento da comunicação com o outro. Segundo Carlos (2001), o ser humano se percebe a partir de sua casa, sendo esta o ponto central da sua posição geográfica no mundo. A sua forma arquitetônica possui um conteúdo social construído ao longo da sua historia, na qual se apóia sua ação e percepção de vida. Assim, sua construção revela a própria identidade do

24 24 homem refletida pela sua memória, tornando-se agora presente. Um fenômeno desprezado pelas propostas de operações urbanas, que balizam as políticas públicas de moradia. Outro aspecto é a composição de objetos e acessórios que expressam a personalidade e o status socioeconômico de cada morador. Esses indícios nos levam a considerar que a casa representa a própria imagem do dono e, portanto incluem nela um sistema de valores sociais e morais. Nos estudos de Higuchi (1999; 2003), constata-se a importância que os grupos sociais que habitam um determinado lugar dão à construção de sua moradia para referenciar significados e valores socioculturais. A casa, segundo a autora, representa para seus ocupantes concepções de status social, que o diferencia e ao mesmo tempo os aproxima do seu meio social. Através da construção e da aquisição do material os moradores mostram suas capacidades de crescimento sócio econômicas, o que interfere nas suas relações de vizinhança, de contato e de reafirmação de uma identidade social e pessoal. A casa representa uma identidade pessoal e social, a materialização dos seus desejos, dos seus projetos, ao mesmo tempo em que ela é a proteção do eu corpóreo e imaginário. A casa proporciona ainda, a leitura da vivencia, de práticas diárias que estruturam o relacionamento social dos ocupantes entre si e entre os demais da vizinhança. Identidade social é o aspecto do autoconceito que o ser humano adquire através do conhecimento de seu pertencimento a um grupo ou grupos sociais com sentimentos de valoração. Assim o entorno físico pode se constitui como ponto importante para construção de sua identidade. O termo pode receber diversas denominações sendo mais comum identidade de lugar e identidade social urbana (MOURÃO e CAVALCANTE, 2006). O espaço de moradia se constitui, dessa forma, o centro da existência humana com significações físicas, psicológicas e culturais, contendo uma familiaridade do mundo vivido, uma expressão da identidade sociocultural que reflete um status social e pertencimento. Wiensenfeld (2001), também postula que o espaço de moradia como expressão de identidade

25 25 social de seus moradores. Definindo identidade social como a interação e compartilhamento de símbolos e significações similares entre os grupos. Tuan (1980), inclui nesse cenário a emoção, introduzindo o termo topofilia como uma relação afetiva que o homem desenvolve com o seu ambiente material através de símbolos e valores culturais. Por outro lado, a casa também pode existir apenas através do imaginário, onde a materialização não é possível devido às condições econômicas de seus habitantes como no caso de moradores de rua. Nesse caso, segundo Santos e Duarte (2002), esse fenômeno recebe o nome de casa ausente. As autoras verificaram que quanto mais tempo os indivíduos vivem nas ruas mais a casa perde sua concretude, ficando apenas no imaginário. Porém observam-se limites claro estabelecidos de convivência onde se constata um grande significado simbólico. Não ter um lugar, é não ter uma raiz, uma identidade de lugar. Isso envolve ainda uma rede de relações com os que estão fixados na proximidade, dando referência à sua própria localização física e social. Essa rede se caracteriza como relações de vizinhança Relações de Vizinhança no Ambiente de Moradia As relações sociais de vizinhança envolvem trocas no plano das vivências, de sentimentos, comportamentos e percepções. A vida é construída em conjunto com o outro, com o coletivo compartilhado na rotina do fazer. É através das mesmas que há superação das necessidades, e da reafirmação do posicionamento frente do vivido. As relações de vizinhança têm uma estreita relação com o cotidiano do individuo, sendo um comportamento social aceito e praticado durante toda existência humana. Certeau e Pierre (2005), definem cotidiano como as ações, atividades rotineiras que se impõe à vida da cada um, pressionando para o fazer, seja, bom ou não. São os compromissos que nós assumimos na nossa vida que se relaciona com o modo de ser e de se posicionar no mundo.

26 26 Ainda segundo Certeau e Pierre (ibid), a organização da vida cotidiana acontece através de duas formas: a) comportamentos do individuo que se torna visível nas ruas, pelo seu vestuário, acenos, saudações de cortesias, ritmo de andar de freqüentar determinado lugares no bairro; b) os benefícios simbólicos que esses comportamentos tem para seus autores sociais. Esses estão balizados pela cultura de cada um. Assim a organização da vida cotidiana, nos mostra a relação estabelecida de convivência que existe no bairro. A convivência requer um contrato social que obriga seus usuários a respeitar a vida cotidiana. Dessa forma Tedesco (2003), ressalta que o cotidiano se constitui o lugar para analise social, sendo este o lócus da sociabilidade humana, formado por simbolismo da realidade ou do imaginário, constituindo-se como uma teia que compõe o vivido. Com o desenvolvimento econômico, as operações urbanas executadas pelos gestores governamentais têm trazido para a cidade, palco da urbanização, rápidas transformações na malha urbana, justificadas pelo aspecto político, econômico, social e ambiental. Dessa forma, o espaço de moradia ganha novas configurações, com construções racionais que buscam valorizar o espaço e atender a nova ordem capitalista, que tem em grande parte, o espaço como mercadoria lucrativa no mercado imobiliário. Guattari e Kolnilk (2007), em suas colocações sobre a historia e a subjetividade do ser humano, consideram que a ordem capitalista é projetada na realidade do mundo e na realidade psíquica do ser humano na forma e nos modos de relações humanas, na maneira como se trabalha, como se ama. Ela fabrica os movimentos corpóreos, subsidiando a relação do homem com o mundo e consigo mesmo. Desse modo, o ser humano, toma como verdade esse conhecimento construindo crenças e aceitando como a ordem do mundo, como uma idéia de vida organizada. Esses valores e funcionalidades não se instalam num vácuo, mas no cotidiano é que estes estabelecem, através de relações diversas. Sposito (2001), considera o cotidiano por si só uma categoria de analise explicativa da realidade, tendo em vista que é através dele que o ser

27 27 humano se relaciona e planeja suas atividades. Isso seria uma forma de apropriação da vida, do lugar, resumindo-se numa pratica social, como que o lugar passa a ser preenchido pelas relações sociais; Sendo assim quando analisamos o lugar não podemos reduzir apenas ao aspecto econômico, como é postulado numa perspectiva histórico-material. Pinheiro (2008) e Gouvéa (2008) constataram em suas pesquisas que a sociabilidade dos moradores a margem dos igarapés de Manaus, teve alterações significativas principalmente nas relações de vizinhança em decorrência da nova forma de morar. Muitas famílias foram remanejadas para outros espaços de moradia e muitas delas optaram em locais próximos como forma de evitar o distanciamento físico e afetivo dos vizinhos de longa data. Outras famílias permaneceram no mesmo local de moradia, mas em terrenos construídos pelo programa, como é o caso de alguns moradores do Conjunto Residencial Manaus. Nesse caso os motivos da permanência foram: a localização central, onde os serviços públicos são mais acessíveis como posto médico, transportes, a proximidade com os parentes e as relações de vizinhança. A socialidade entre os vizinhos é ponto relevante para o apego ao lugar, onde a identidade social se faz presente criando simbolismo compartilhado entre a comunidade pesquisada. Como vimos anteriormente, a casa é algo além da materialidade, é algo sonhado e projetado pelos moradores. A chegada da nova moradia trouxe alguns questionamentos, euforia e estranhamentos entre os moradores, afinal tudo foi modificado desde dimensão física até a dimensão psicológica. A idealização da nova moradia não foi compartilhada entre os moradores, mas sim pelas ações governamentais que pouco ouvidos foi dado aos interessados. O ser humano, ser social por natureza, tem a necessidade de compartilhar idéias, pensamentos, sentimentos, ideologias e ações, procurando através da comunicação, interações de convivência e de ajuda frente às dificuldades que o próprio curso de vida lhe impõe. Assim é factício que o homem relaciona-se com pessoas próximas estabelecendo laços de amizade e

28 28 companheirismo. O fator vizinhança é um fenômeno que segundo Aragones e Amerigo (2002), subsidia a compreensão da relação casa-bairro, o sentimento de pertencimento a um lugar pelo ser humano e que está relacionado com o grau de proximidade que este tem com seus vizinhos, quanto menor for à distância física, maior a possibilidade de uma relação afetiva. A proximidade conduz segundo a autora, à afetividade. O bairro seria a área com um nível intermediário de organização social entre a vivência do individuo e a cidade, seria então uma zona de intermediação entre um espaço micro e um macro, onde existem vários serviços e onde se estabelece laço afetivo entre as pessoas que também habitam nesse espaço, o qual a autora chama de esquema sócio espacial. E que proporciona aos indivíduos sentimentos de pertencimento e de identidade. O que dizer daquelas pessoas, cujo local de moradia é transferido para um ponto geográfico diferenciado, com estrutura e organização modificados? O poder público por meio de programas de habitação e desenvolvimento se torna um agente expressivo de mudança de espaço e lugar. Através de obras da engenharia civil modifica a paisagem urbanística com construções de moradia para população que habitava locais considerados de risco nas margens dos igarapés que cortam as principais vias urbanas da cidade. Para compreender o processo socioambiental nessa mudança é importante caracterizar a obra de engenharia presente no Programa PROSAMIM. 3. CARACTERIZAÇÃO DO PROGRAMA PROSAMIM Em 2003 o Governo do Estado do Amazonas começa a articular uma política fundiária com o objetivo de conter as invasões e o crescimento da população que ocupa as margens dos igarapés. Manaus tem duas principais bacias hidrográficas, a Bacia de São Raimundo e a Bacia dos Educandos, sendo a escolhida para intervenção das operações do

29 29 Programa, a Bacia dos Educandos, por ter um maior número de contingente populacional ribeirinho e índice de doenças por veiculação hídrica se constituindo em risco social e ambiental. Assim, através da lei No foi autorizado o empréstimo para a execução do Programa junto ao BID- Banco interamericano de Desenvolvimento no valor 140 milhões de dólares, o valor total da obra foi orçado em 200 milhões de dólares. O Programa tem como parceria organizações Governamentais e não Governamentais como Prefeitura Municipal de Manaus, Manaus Energia, Águas do Amazonas, IPAAM, ARSAM, SUSAM, SETHAB e SUHAB. O principal objetivo do Programa é a implantação de sistemas macro e micro drenagem para recuperar a capacidade de drenagem dos igarapés e de escoamento das águas pluviais nas áreas de intervenções; reordenamento urbano com vias urbanas, equipamento urbano, melhoria na habitação; reassentamento e realocação da população nas áreas de risco. O Programa beneficia famílias ribeirinhas totalizando habitantes. Sendo que estão em áreas de risco. A Bacia dos Educandos área de intervenção do Programa, é composta pelos Igarapé do Quarenta, Igarapé do Mestre Chico, Igarapé da Cachoeirinha e Igarapé de Manaus, esse ultimo localizado na área central da cidade, com sua nascente formada por três olhos d água na base de uma encosta, dentro de uma propriedade particular (Figura 1). Ao longo de seu percurso, o Igarapé de Manaus corta importantes vias da cidade, e concentra em sua bacia uma população de cerca de habitantes. A Bacia dos Educandos tem aproximadamente 36 mil moradores que se encontram em situação de potencial risco, distribuídos nos seguintes bairros: Armando Mendes, Betânia, Cachoeirinha, Centro, Colônia Oliveira Machado, Crespo, Distrito Industrial I e II, Educandos, Japiim, Morro da Liberdade, Petrópolis, Praça 14 de Janeiro, Raiz, Santa Luzia, São Francisco, São Lázaro e Zumbi dos Palmares conforme dados fornecidos pela UGPI.

30 30 Figura 1- Mapa referente a.extensão dos principais Igarapés de Manaus Fonte: Aspectos Urbanísticos e Habitacionais do PROSAMIM Manaus teve grande influencia européia no uso do espaço urbano durante seu processo de colonização, embora também tenha tido influencia da própria constituição geográfica através de ocupação da sua população para moradia as margens dos igarapés que corta a malha urbana de Manaus. Pode-se, portanto, observar na paisagem urbana de Manaus, construções habitacionais baseadas em modelos internacionais e construções típicas da própria região como as chamadas palafitas, casas construídas sob as águas. Historicamente as construções de casas às margens dos igarapés sempre fez parte da cultura local, onde a população utiliza as águas dos rios para suprir suas necessidades e também seu lazer. O consumo de produtos industrializados gerado pela globalização da econômica não era tão significativo como é hoje, não havendo, portanto, uma grande quantidade de produção de resíduos sólidos, fruto do consumismo atual. É fato que esse foi um fator relevante para a poluição e contaminação do leito dos igarapés de Manaus.

31 31 Nos anos 70 Manaus se torna um pólo atrativo através da criação da Zona Franca de Manaus, quando um grande contingente populacional migra para a cidade a procura de oportunidade de trabalho e maiores condições econômicas. Manaus, portanto, passa a abrigar em seu solo urbano imensos contingentes de pessoas vindas de outras regiões e do interior do estado. As populações com menos valor aquisitivo passam a ocupar terrenos menos valorizados pelo mercado imobiliário de Manaus, vivendo em áreas de risco e degradando o leito dos igarapés com seus dejetos sólidos ou através de águas servidas (Figura 2 e 3). Figura 2 - Antigas residências: construções sobre o Igarapé de Manaus Fonte: UGPI, 2009

32 32 Figura 3- Antigas residências: construções sobre o Igarapé de Manaus Fonte: UGPI, 2009 Essa paisagem passa a incomodar gestores, ambientalistas e a cidade de modo geral. Nem tanto pela condição das famílias, mas principalmente pelo aspecto visual e ambiental, que estaria enfeiando uma cidade que seguia a passos largos para um reconhecimento dentro de uma escala de progresso, baseado num arranjo sanitário mínimo. Além disso, problemas econômicos também foram sendo associados nessa necessidade de mudanças no espaço urbano. Para a transformação da geografia degradada seria necessário também a mudança do endereço daquelas famílias. Com isso deu-se início ao processo de remoção da população. 3.2 Assentamento das famílias O PROSAMIM em suas operações tem como objetivo intervir na ordenação urbana e no uso racional do solo, como já foi mencionado anteriormente, dessa forma, a população foi reassentada e relocada. Assim como a criação de vias de acesso e de equipamentos urbanístico, como Parques de lazer e serviços públicos e implantação junto às famílias

33 33 afetadas. Além disso, prevê várias atividades de educação ambiental como reciclagem de material e processo seletivo do lixo. Para o reassentamento das famílias foi criado o PER - Plano Especifico de Remanejamento, com as seguintes opções aos moradores afetados: a) Bônus moradia no valor de R$ ,00, para compra de outra moradia no mercado local ou regional com boas condições de conservação com serviços públicos; b)indenizações em dinheiro aos proprietários a serem feitas de acordo com a avaliações feitas pela equipe técnica baseados no valor do mercado imobiliário e as benfeitorias realizada pelo morador; c) realocamento de inquilinos ou morador cedido em conjuntos habitacionais criados pelo Governo do Estado como no caso de famílias que optaram em morar no Conjunto João Paulo II e Nova Cidade e d) morar em terrenos criados através do aterramento dos Igarapés proprietários ou inquilinos. Na fase transitória, entre a retirada das famílias e uma solução definitiva por parte dos gestores, foi concedida uma bolsa transitória no valor de R$ 250,00 para as famílias. As bolsas foram dadas para as seguintes alternativas de moradia: aluguel; hospedagem em hotel ou pensão e acolhida em casa de parentes. Objetivando preparar a população remanejada, o PROSAMIM criou plano de educação junto às famílias executando oficinas pedagógicas, onde a comunidade era orientada e preparada para o novo ambiente de moradia. As famílias recebiam uma Cartilha do Proprietário onde continha deveres e direitos do morador. Além disso, no contrato estabelecido entre os moradores e o Governo do Estado para aquisição do imóvel ficou estabelecido que somente depois de 10 anos, é que o morador poderia se considerar legalmente proprietário do imóvel, não podendo durante esse tempo fazer qualquer tipo de negociação com o imóvel residencial. Durante esse tempo o morador estaria de posse apenas do Termo de Concessão de Uso homologado pelo Governo do Estado. A figura 4 mostra a tipologia habitacional mostrada às famílias que seria construída pelo PROSAMIM.

34 34 Figura 4 Maquete dos blocos de apartamentos apresentada aos moradores Fonte: UGPI, 2009 Com o objetivo de melhorar a qualidade de vida da população com influencia direta e indireta dos igarapés, o PROSAMIM, divulgou vários projetos e planos, tais como: Plano Específico de Remanejamento; Plano de Participação Comunitária; Projeto de Comunicação Social e Educação Ambiental; Projetos de Engenharia; Projeto de Viabilidade Sócioeconômica; Avaliação Ambiental Estratégica; Planos de Controle Ambiental e o Plano de Fortalecimento Institucional. Antes das intervenções a área hoje denominada Parque Residencial Manaus era chamada de Buraco do Pinto, por se caracterizar pela grande quantidade de lama depositada sob as residenciais construídas. Eram moradias sem infra-estatura, com forte odor de dejetos emitidos por esgotos a céu aberto. As vias de acesso se davam por rústicas passarelas de madeiras construídas pelos próprios moradores para circularem aos vários pontos da localidade a pé, uma vez que não era possível o acesso de veículos. As famílias eram em sua maioria oriunda do interior. No período das cheias ocorriam alagações que invadiam as residências, da mesma forma que a infestação de insetos e outros animais como ratos, cobras e

35 35 jacarés. Apesar de ser uma área de risco a população mostrava afeto pela localidade fato esse constatado pela pesquisadora Gouvéa (2008) e pesquisa de campo realizada pelo próprio PROSAMIM. Apesar de reconhecerem as dificuldades, havia nos moradores fortes laços de vizinhança e apego ao lugar. Nas proximidades da localidade havia serviços públicos como telefonia, água potável, correio e médico da família. As figuras seguintes 6 e 7 nos mostram como era essa localidade. As construções eram na sua maioria de madeira, embora também tivesse casas mistas e de dois andares que eram construídas sem planejamento prévio. Os custos dos serviços públicos eram inexistentes ou irrisórios, pois, as contas de água eram taxadas e os pontos de energia elétrica em sua maioria eram ilegais, os chamados gatos. Uma realidade que aqueles moradores vinham vivenciado em seu cotidiano há anos, senão décadas. Por falta de espaço adequado, a socialização diária entre os moradores se dava nas pontes ou em seus cruzamentos, onde pequenos grupos de pessoas se juntavam para conversar e compartilhar idéias. Do mesmo modo também era com as crianças, que mesmo vivendo em um ambiente inóspito faziam desses caminhos seu espaço de brincadeiras, se assemelhando a outras localidades construídas sobre igarapés imundos (CRUZ, 2008). A população sempre viveu na expectativa de modificação dessa realidade, existiam rumores que em algum tempo, haveria uma intervenção operacional de engenharia pelo o Estado nessa localidade, porém, nada era visivelmente concreto, até que em 2003 o Governo do Estado inicia o projeto.

36 36 Figura 5 - Vista das precárias condições ambientais da antiga área residencial. Fonte: UGPI, 2009 Figura 6 - Área residencial Buraco do Pinto em ocasião de enchente Fonte: UGPI, 2009 Era nesse espaço que a vida se produzia e reproduzia. Não havia necessariamente um encantamento por essas condições degradantes, mas apenas um estado conformista de que aquele era o espaço possível, de tal forma que este ethos ambiental se caracteriza como passividade suportiva nos termos que Lemos (2009) descreve em seus estudos. Nesse

37 37 sentido, ao ter a notícia que o lugar de moradia seria transformado, os moradores geravam expectativas diversas, algumas com euforia, outras com desconfiança. Os que optaram por morar no conjunto habitacional a ser construído esperavam ansiosos pelo novo lugar, o Parque Residencial Manaus. 4. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS DA PESQUISA Este estudo com ênfase qualitativa, de caráter descritivo exploratório se deu no ano de Gil (2002) coloca que a pesquisa exploratória proporciona ao pesquisador maior familiaridade com a problemática levantada, o que pode facilitar na criação de hipóteses. Ainda segundo o autor, a pesquisa descritiva visa à descrição das características de uma determinada população ou fenômeno, e, ainda, o estabelecimento de variáveis. Portanto, o presente estudo está inserido nesta classificação, pois, se caracteriza como aquela que busca conhecer e interpretar a realidade sem nela interferir e procurar entender um fenômeno particular. Como já apresentado anteriormente, o PROSAMIM ofereceu aos moradores com residências em áreas de risco algumas opções: a)indenização no valor de R$ ,00; b)apartamento no conjunto habitacional em área a ser construída através do aterramento do Igarapé Manaus, e b)uma casa a ser adquirida pelo morador e paga pelo governo do Estado no valor de ,00 em qualquer localidade da cidade e que preenchessem alguns requisitos impostos pelo governo. Esse estudo se refere apenas aos moradores que optaram pelo apartamento no PRM. O estudo foi apresentado aos moradores do PRM por meio de carta (Apêndice 1) solicitando a autorização e que foi prontamente aprovado. O procedimento para a coleta de informações foi realizado em momentos distintos, porém inter-relacionados e complementares

38 38 entre si. Inicialmente por meio da observação participante foram coletados dados que subsidiaram toda a caracterização física do ambiente, bem como o uso social de forma naturalística, isto é, uma inserção na localidade, de forma que aquele espaço fosse apreendido na sua forma cotidiana. Neste momento, tentou-se observar os aspectos da realidade sem uma intervenção direta, mesmo que minha presença, por si só representava uma alteração naquele cotidiano. As impressões e sensações, bem como conversas informais e vivências tornaram possível uma revisão por ocasião da segunda parte da pesquisa, que envolveu visitas domiciliares para entrevistas com os moradores. A observação participante foi realizada desde a fase exploratória, onde, através da observação dos fenômenos ocorridos no dia a dia dos participantes foram registrados. A observação participante oportunizou maior conhecimento e compreensão do comportamento social, assim como, os fenômenos em si relacionados. Este método se constitui como ferramenta importante para colher dados de forma natural com recursos que a própria natureza oferece, com a possibilidade de maior interação entre o pesquisador e os sujeitos a serem pesquisados. Mesmo que não estruturado, a observação participante requer planejamento das ações a serem executadas, assim como conhecimento prévio do campo de pesquisa, e registros de comportamentos, eventos e atividades (MALINOWSKI, 1975). Durante este procedimento foram registrados no diário de campo observações abrangentes sobre a localidade e o uso social dos moradores, as quais subsidiaram a busca de respostas a perguntas feitos por meio das entrevistas semi estruturadas que seguiu um roteiro (Apêndice 2) bem como na análise conjunta dos dados, permeando assim, a compreensão da realidade na nova forma de morar dos participantes da pesquisa. Após a aprovação do projeto de pesquisa submetido ao Comitê de Ética de Pesquisa em Seres Humanos CEP (Anexo 1), da Universidade do Amazonas, em acordo com a resolução do Conselho Nacional de Saúde ( CNS) 196/96, de agosto de 2008, é que foram

39 39 realizadas as entrevistas semi-estruturadas. Gil (2002), Minayo (1994) e Triviños (1992), colocam que as entrevistas semi-estruturadas são guiadas por relações de pontos de interesse que o entrevistador vai explorando ao longo de seu curso e que a estratégia para a realização de entrevistas em levantamentos deve considerar a especificação de dados que se pretende obter e a formulação das perguntas. As entrevistas foram realizadas entre os meses de novembro e dezembro de O contato com os entrevistados se deu nas próprias residências, após o convite e aceitação em participar da pesquisa. Apresentou-se então o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) (Apêndice 3) que foi assinado para então dar inicio a entrevista seguindo o roteiro pré estabelecido. O tempo de cada entrevista foi em torno de trinta minutos, onde os participantes tinham livre expressão sobre o assunto com isso buscou-se esclarecimentos para a compreensão e analise do estudo. O horário da entrevista era combinado com o participante, de acordo com sua disponibilidade e no local escolhido pelo participante, normalmente na sala ou em frente à sua casa. As entrevistas foram gravadas em acordo firmado anteriormente com os participantes e posteriormente transcritas e analisadas. Após a transcrição as gravações foram destruídas. O método para análise das informações foi o de análise de conteúdo proposto por Bardin (2004), esse método visa estudar a comunicação entre os indivíduos, possibilita o desvendamento do discurso latente, o conhecimento acerca dos sentimentos, idéias, conceitos e valores nem sempre estão manifestos nas palavras. Os dados foram sistematizados a partir da definição das categorias obedecendo às etapas: Pré análise, descrição analítica e a interpretação referencial. Com relação a essas etapas, Bauer (2002) e Ferreira (s/d) afirmam que na pré-análise é momento em que o pesquisador organiza o material, escolhe os documentos a serem analisados, formula as hipóteses ou questões norteadoras e elabora indicadores. A fase seguinte diz respeito à

40 40 codificação onde as unidades de analise são agrupadas, e a ultima fase é interpretação dos dados, é necessário que o pesquisador se reporte aos referenciais teóricos pertinentes à investigação, pois esses possibilitam o embasamento para o estudo e interpretação. Através da analise de conteúdo das entrevistas foi possível apreender os significados que os moradores dão a essa forma de morar, assim como a importância das relações de vizinhanças e os aspectos que compõem a socialidades dos moradores nesse novo ambiente. 4.1 Moradores entrevistados Faixa Etária Sexo Masc Fem Total 25 a 34 anos a 44 anos a 54 anos a 64 anos Mais de 65 anos Total Percentual 20% 80% 100% Tabela 1 - Distribuição dos participantes por sexo e idade, 2010

41 41 Observa-se que há um número substancialmente maior de entrevistados do sexo feminino. Esse fato se deu em razão da ausência dos homens na casa nos horários de realização das entrevistas. Os homens são o principal provedor de alimentos e sustento das necessidades da família e por isso assumem o papel de se responsabilizar com o trabalho remunerado. Muitas mulheres são donas de casa e se ocupam com o trabalho doméstico e o cuidado com os filhos, permanecendo a maior parte do tempo em casa. As mulheres em sua maioria se autodenominam como dona de casa. Outras exercem as profissões de assistentes administrativas, auxiliares de enfermagem e auxiliares de limpeza. Os homens, alguns são vigilantes, motoristas de ônibus, aposentados e outros não possuem profissão definida, vivendo de bicos um termo utilizado por eles para designar prestação de serviços sem especialização como limpeza de arcondicionados, serviços elétricos em domicílios. Apenas duas possuem o curso Superior em Serviço social e Pedagogia. SEXO NÍVEL DE ESCOLARIDADE* MASC FEM TOTAL EFC EMI EMC SI SC TOTAL * EFI- Ensino Fundamental Incompleto; EFC- Ensino Fundamental Completo; EMI- Ensino Médio incompleto; EMC- Ensino Médio Completo; SI- Superior incompleto; SC- Superior Completo. Tabela 2- Distribuição dos participantes em função do nível de escolaridade, 2010

42 42 De modo geral os entrevistados possuem um bom nível de escolaridade. Constata-se que a maioria dos moradores tem escolaridade relativa ao ensino médio incompleto (04) e ensino médio completo (16), mas algumas pessoas estão fazendo curso superior (03) ou já possuem ensino superior completo (02). Esse fato supostamente deveria auxiliar para a formação critica dos moradores a respeito de aspectos relativos à qualidade de vida e o ambiente em que vivem. Muito das relações e interações que ocorrem nesse novo espaço de moradia, entretanto, não parecem estar centrados apenas na escolarização. Sabe-se que as relações entre moradores são complexas e vários aspectos concorrem para que esta dimensão se manifeste em diversas formas, como veremos na seguinte seção. 5. PARQUE RESIDENCIAL MANAUS: LOCUS DA PESQUISA O Parque Residencial Manaus (PRM) fica localizado na zona sul da cidade, foi inaugurado em outubro de 2007, construído em solo criado a partir do aterramento do Igarapé Manaus. Na primeira fase do Programa foi construída a quadra I e II. As figuras seguintes mostram os diversos momentos da operação. As figuras 7 e 8 mostram as operações de engenharia, o aterramento do Igarapé de Manaus, para construção dos blocos de apartamentos residenciais do PRM. A Figura 10 mostra a planta das respectivas quadras habitacionais.

43 43 Figura 7 - Aterramento do Igarapé de Manaus; solo criado Fonte: UGPI, 2009 Figura 8 - Fase de construção das Quadras I e II Fonte: UGPI, 2009

44 Figura 9- Planta geral da área do Parque Residencial Manaus Quadra I e II Fonte: UGPI, 2009

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