COMÉRCIO, TURISMO E ARRENDAMENTO OS DÍNAMOS DA REABILITAÇÃO URBANA

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1 COMÉRCIO, TURISMO E ARRENDAMENTO OS DÍNAMOS DA REABILITAÇÃO URBANA

2 23 de Outubro 14h30 Comércio, Turismo e Arrendamento. Os Dínamos da Reabilitação Urbana VIVERA REABI LITAÇÃO DE 23 A 25 OUTUBRO 2014 BRAGA GNRation Conferências T e r t ú l i a s Exposições Workshops Evento na agenda da iniciativa Viver a Reabilitação Data: 23 de Outubro Horário: das 14h30 às 18h00 Local: Edifício GNRation, Braga SINOPSE: A equação do mercado é a variável essencial para a dinamização da Reabilitação Urbana. Quem são os operadores, para que mercados... Quem investe no arrendamento e com que expectativas. Perguntas essenciais para saber mais num debate sobre a equação do mercado imobiliário. 14h30-15h00 Receção dos participantes 15h00-15h15 Boas Vindas CIM Cávado Miguel Costa Gomes, Presidente da Câmara Municipal de Barcelos 15h15-15h45 A aposta na Reabilitação Urbana a orientação das políticas publicas Vítor Reis, Presidente Conselho Diretivo, IHRU 15h45-16h30 Debate O Comércio e o Turismo na dinamização da Reabilitação Urbana Modera - Miguel Bandeira, Vereador da Câmara Municipal de Braga Rui Marques, Secretário Geral da Assoc. Comercial de Braga Ricardo Gonçalves, Administrador Grupo Meliá / Hotti Hotéis José Alberto Martins, Diretor do Liberdade Street Fashion Nuno Freitas, Empresário da Spirito Cupcakes 16h30-16h45 Pausa para café 16h45-17h00 A evolução do mercado imobiliário e a equação económica do arrendamento Ricardo Guimarães, Diretor, Confidencial Imobiliário 17h00-17h45 Investir para Reabilitar o arrendamento residencial e novas fontes de financiamento Modera - Miguel Franco, Administrador, S+ Elevadores Vítor Esperança, Administrador da Bragahabit, EM Francisco Rocha Antunes, Administrador Capital Urbano Jean Pierre Porcher, Arquiteto Nome a indicar, REMAX Ricardo Guimarães, Diretor Confidencial Imobiliário 17h45-18h00 Encerramento Manuel Moreira, Presidente da Câmara Municipal de Amares PROGRAMAS SUJEITOS À CONFIRMAÇÃO DE PRESENÇA DE TODOS OS ORADORES CONVIDADOS PROMOVE

3 ARRENDAMENTO E TURISMO SÃO MOLAS IMPULSIONADORAS DA REABILITAÇÃO // José Alberto Martins, Diretor do Liberdade Street Fashion; Rui Marques, Secretário Geral da Assoc. Comercial de Braga; Miguel Bandeira, Vereador da Câmara Municipal de Braga; Nuno Freitas, Empresário da Spirito Cupcakes; Catarina Machado Vaz Durante a tarde, o debate prosseguiu com a análise da temática Comércio, Turismo e Arrendamento - Os Dínamos da Reabilitação Urbana, que contou com a participação de Vítor Reis, presidente do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU). A equação económica e as questões de mercado que impelem o investimento privado enquanto fatores de dinamização da reabilitação foram os assuntos em análise. No arranque da sessão, o presidente do IHRU salientou que «vivemos um momento de transição, em que estamos a sair de uma fase difícil, especialmente para o setor da construção». Vítor Reis lançou «uma palavra de desafio», apelando à «mudança» perante um cenário no qual «não voltará a repetir-se um ciclo de investimento como o que existiu anteriormente». Portugal está entre «os países da Europa que mais solo artificializado tem não temos condições para fazer mais construção nova como fizemos até agora», sustentou. «A reabilitação terá que ser o futuro, alicerçada no arrendamento». «Temos também um ciclo cultural para terminar, no qual a ideia em que a casa própria é para toda a vida e ficamos naquele local para o resto dos nossos dias terá que mudar», acrescentou. Ao mesmo tempo, «o ciclo de investimento público terá que ser substituído pelo investimento privado, num cenário de recessão demográfica». No caso das políticas públicas e de desenvolvimento, a reabilitação urbana tem que prever «a dinamização do mercado de arrendamento», o que passa por atualizar rendas congeladas há décadas e recuperar do abandono do parque habitacional, considerou. «No caso do património do IHRU são seis milhões de euros de rendas em dívida», revelou. A «aplicação da renda apoiada está a ser tão bem sucedida que já recebemos de volta 600 casas dos nossos arrendatários», acrescentou. E afirmou que a política de «vender casas a esses arrendatários é um erro, pois estamos a criar falsos proprietários; as pessoas que compram as casas não terão dinheiro para mantê-las». Por outro lado, a mudança de paradigma em relação ao financiamento passará pela consciência que «o empréstimo sem qualquer reembolso terminou»; ou seja, «modelos como o do Recria chegaram ao fim». Ao mesmo tempo, «temos que estabelecer prioridades na reabilitação urbana, privilegiando as ARU, que sejam capazes de atrair investimento privado». Para Vítor Reis, «o modelo de reabilitação ao nível do quarteirão é um completo desastre, pelo tempo que as intervenções demoram, o prejuízo que geram e os custos que trazem para o erário público. Temos que avançar para um modelo de intervenção pensado de prédio a prédio, de reabilitação e não de reconstrução, no mais curto espaço de tempo, para que seja o mais barato possível». «Temos que olhar para a sustentabilidade financeira dos projetos, olhando para os prédios como empresas», concluiu.

4 COMÉRCIO PODE PARTICIPAR EM MODELOS DE FINANCIAMENTO DA REABILITAÇÃO Seguiu-se um período de debate, moderado por Miguel Bandeira, vereador do Ordenamento, Urbanismo, Património e Regeneração Urbana da Câmara Municipal de Braga. Tiveram assento Rui Marques, secretário-geral da Associação Comercial de Braga, Catarina Machado Vaz, diretora do Hotel da Música, José Alberto Martins, diretor do Liberdade Street Fashion, e Nuno Freitas, responsável da Spirito Cupcakes. O Hotel da Música, no interior do Mercado do Bom Sucesso, no Porto, teve como objetivo «revitalizar a zona da Boavista», que vinha perdendo movimento nos últimos anos, apesar do conjunto de projetos comerciais nascidos em redor do mercado, criado em 1950 e classificado como de interesse público. «É preciso inovar, sendo que o comércio pode entrar em novos modelos de financiamento da reabilitação urbana». Reportando-se às suas experiências em Braga, Porto e Guimarães, Nuno Freitas deu a conhecer as dificuldades que se levantaram perante as questões regulamentares e administrativas. // Miguel Bandeira, Vereador da Câmara Municipal de Braga; Nuno Freitas, Empresário da Spirito Cupcakes; Por seu turno, Rui Marques referiu «a dinamização positiva do comércio no centro da cidade, com a abertura de mais espaços comerciais do que aqueles que têm encerrado, preparados para enfrentar a competição do mercado, com conceitos mais bem pensados e estruturados, capazes de responder às novas necessidades dos consumidores e segmentos de mercado», incluindo a procura turística. «O comércio é um setor incontornável da reabilitação urbana das cidades» que «reage positivamente e investe quando percebe que existe uma estratégia de renovação dos espaços». O responsável da ACB reforçou que «o comércio, bem como o turismo, contribuem para a requalificação das zonas urbanos, através de investimentos cíclicos nas lojas e espaços comerciais» em períodos de quatro e oito anos, respetivamente. Já José Alberto Martins disse que o projeto Liberdade Street Fashion beneficia da centralidade e património de Braga, sendo que o turismo é uma âncora essencial do projeto. Recordando que o projeto resultou de um investimento global de 40 milhões de euros, aquele responsável apelou que a cidade faça «um esforço de comunicação na correção de falhas», desde logo ao nível da «entrada na cidade e da sinalética confusa». // Ricardo Guimarães, Diretor, Confidencial Imobiliário Ainda durante a tarde, Ricardo Guimarães, diretor da Confidencial Imobiliário, apresentou as conclusões de um estudo sobre A evolução do mercado imobiliário e a equação económica do arrendamento. Aquele analista começou por afirmar que verifica-se hoje um «sentimento de recuperação do mercado» imobiliário, com «índices de confiança positivos». Portugal regista um crescimento de 2,6% dos preços de venda de habitação desde o segundo trimestre de 2013, sendo que Lisboa sofreu «um ajustamento mais acentuado» e um crescimento de 5,5% desde o primeiro trimestre de No mercado de arrendamento residencial, as rendas caíram 14% desde 2010 a nível nacional. Entre o terceiro trimestre de 2012 e o primeiro trimestre de 2013, estas caíram 6%, mas registam uma subida a partir do segundo trimestre de Este mercado «teve uma subida de procura, que não foi acompanhada pela subida de preços», disse Ricardo Guimarães. «Dado o sucessivo decréscimo do valor das rendas, muitos proprietários que tinham recorrido a este mercado porque não // José Peixoto, Remax Braga; Vítor Esperança, Administrador da Bragahabit, EM; Francisco Rocha Antunes, Administrador Capital Urbano

5 conseguiam vender, abandonam agora o mercado de arrendamento e voltam ao mercado de compra e venda, pois pressentem que este volta a animar-se», afirmou. SUBIDA DE PREÇOS NOS CENTROS PODE LEVAR A VAZIO HABITACIONAL Para encerrar os trabalhos da tarde, realizou-se um debate subordinado ao tema «Investir para reabilitar O arrendamento residencial e novas formas de financiamento», com moderação de Miguel Franco, administrador da S+ Elevadores. Questionado sobre a dinâmica do mercado de arrendamento em Braga, José Peixoto, da Remax, referiu que «a dificuldade de acesso ao crédito suscitou uma subida das transações de arrendamento». Por outro lado, «os preços tendem a normalizar e, com o acesso ao crédito, os clientes voltam ao mercado de compra e venda». No centro histórico, «os preços subiram, o que pode levar a um vazio habitacional e a dificuldades de financiamento no edificado». IHRU TEM 50 MILHÕES PARA REABILI- TAÇÃO A dinamização do arrendamento e a redução de custos das intervenções foram outras questões a que Vítor Reis deu especial relevo. Nesse sentido, revelou, o IHRU receberá do Orçamento de Estado um montante de 50 milhões de euros para empréstimos a privados. Esta verba destina-se à reabilitação integral de imóveis com mais de 30 anos, desde que os imóveis sejam colocados no mercado de arrendamento com rendas condicionadas. As obras devem durar menos de 12 meses e os empréstimos terão maturidades de 12 a 15 anos, concluiu. Vítor Esperança, administrador da Bragahabit, adiantou que aquela entidade é «o maior coarrendatário do concelho de Braga». O objetivo da empresa municipal «passa por reabilitar o máximo de bairros possível», mas aquele responsável mostra-se preocupado com a dinâmica da reabilitação em Braga, sendo necessário «reunir investidores em torno do centro histórico». Cada investidor «deve procurar saber, em primeiro lugar, quem lhe vai pagar e quanto lhe vai pagar», identificando um público-alvo que permitirá evitar acrescentar mais oferta à já existente, disse. Para Francisco Rocha Antunes, administrador da Capital Urbano, Portugal está a revelar-se «um mercado maduro, com várias realidades: arrendamento, habitação social, compra e venda». «Os números não são tão poucos atraentes para quem quer investir em reabilitação de imóveis para arrendamento», disse, verificando-se hoje um fenómeno de «transferência maciça de poupança privada para o imobiliário». No caso do turismo, mais concretamente no Porto, a «moda» dos hostel parece-lhe positiva pois «contribuiu para a reabilitação de muitos edifícios que não tinham uso». Mesmo quando «a moda passar vai deixar algo melhor do que estava antes». // Vítor Reis, Presidente Conselho Diretivo, IHRU O arquiteto Jean Pierre Porcher considera que «restaurar, renovar e reabilitar são três filosofias que podem incidir sobre o mesmo imóvel», as quais envolvem «questões como coesão social numa cidade», «investimento», «equilíbrio social e identidade». Por essa razão, considera, o arquiteto tem «uma missão de defesa da identidade das cidades», pois «cada projeto de reabilitação é único». Abrindo o debate à assistência, foi colocada a questão da perspetiva de atração de investimento em reabilitação nas periferias urbanas. Rocha Antunes respondeu que «claramente não interessa, porque a regeneração começa pelo centro da cidade». Isto porque, disse, «é uma oportunidade de investimento na perspetiva de remuneração, pois quem investe não gosta de o fazer quando há uma perspetiva de desvalorização, que é o que se verifica na periferia». Jean Pierre Porcher disse que poderá existir uma oportunidade de investimento na «reconversão de edifícios de escritórios em habitação». // Miguel Franco, Administrador, S+ Elevadores; Jean Pierre Porcher, Arquiteto

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