O impacto das políticas habitacionais na produção dos espaços residenciais populares fechados nas cidades de Presidente Prudente/SP e Três Lagoas/MS

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "O impacto das políticas habitacionais na produção dos espaços residenciais populares fechados nas cidades de Presidente Prudente/SP e Três Lagoas/MS"

Transcrição

1 O impacto das políticas habitacionais na produção dos espaços residenciais populares fechados nas cidades de Presidente Prudente/SP e Três Lagoas/MS Resumo Ricardo Lopes Batista¹ FCT UNESP - PRESIDENTE PRUDENTE Neste artigo buscamos compreender de que modo a descentralização da política habitacional contribuiu para significativas mudanças na produção do espaço urbano, neste sentido, nossas análises se iniciam no que consideramos o período de maior centralização da política habitacional brasileira, desenvolvida pelo Banco Nacional de Habitação - BNH ( ) até o período de maior descentralização verificado através do pacote de financiamento habitacional Minha casa minha vida (2009- período atual). Partimos da hipótese de que os efeitos da descentralização da produção de moradias populares, antes concentrada no Governo Federal e atualmente exercida pelas municipalidades e por agentes privados, associados ao aumento da oferta de financiamento, deu novo fôlego ao mercado imobiliário, que por sua vez incorporou novos modelos de moradia, tais como os espaços residenciais populares fechados (ERPFEs), cuja tipologia arquitetônica mescla as deficiências das moradias populares brasileiras, com o conceito do fechamento dos enclaves fortificados (CALDEIRA, 2000). O tema das políticas públicas habitacionais começou a se destacar no desenvolvimento da tese de doutorado intitulada: Controle social e produção do espaço urbano: os espaços residenciais populares fechados como novo conceito de moradia, após a realização de entrevistas com os moradores dos ERPFEs pesquisados nas cidades de Presidente Prudente/SP e Três Lagoas/MS. Nas entrevistas encontramos inúmeras referências às facilidades em adquirir um financiamento imobiliário como um dos principais motivos para a aquisição de tais moradias, fazendo-nos refletir sobre nossos pressupostos iniciais, uma vez que acreditávamos que a busca por moradias com acesso controlado e vigiado estaria amplamente relacionado à insegurança urbana, cujo discurso ganha cada vez mais centralidade nas conversas cotidianas. Para além das análises sobre as mudanças nas regras do financiamento imobiliário que contemplou uma grande parcela de citadinos pertencentes aos segmentos populares, destacaremos o Programa de Arrendamento Residencial (PAR), gerenciado pela Caixa Econômica Federal, que foi responsável pela produção de dois ERPFEs em Presidente Prudente/SP, como, por exemplo, os residenciais Esmeralda e Bela Vista. Palavras-Chave: ERPFEs, Políticas Habitacionais, Presidente Prudente/SP, Três Lagoas/MS. Resumen En este artículo tratamos de entender cómo la descentralización de la política de vivienda ha contribuido a cambios significativos en la producción del espacio urbano, en este sentido, nuestros análisis comienzan en el período que consideramos de mayor centralización de la política de vivienda de Brasil, desarrollado por el Banco

2 Nacional de Habitação - BNH ( ) para el período de mayor descentralización verificado a través de la financiación de la vivienda por el paquete "Mi Casa Mi vida" (2009-presente período). Empezamos com la hipótesis de que los efectos de la descentralización de la producción de viviendas asequibles, antes concentrado en el gobierno federal y actualmente ejercido por los municipios y los agentes privados, asociado con el aumento de la oferta de las finanzas, dio un nuevo impulso al mercado de la vivienda, que a su vez incorpora nuevos modelos de vivienda, tales como los espacios residenciales populares cerradas (ERPFEs), cuyo estilo arquitectónico combina las deficiencias de las casas populares brasileños con el concepto de cierre de los "enclaves fortificados" (CALDERA, 2000). El tema de las políticas de vivienda pública comenzó a destacarse en el desarrollo de la tesis doctoral titulada: "El control social y la producción del espacio urbano: los espacios residenciales populares cerrados como un nuevo concepto de vivienda", después de la realización de entrevistas con los residentes de los residentes em las ERPFEs en las ciudades de Presidente Prudente/SP y Três Lagoas/MS. En las entrevistas encontramos numerosas referencias a la facilidad en la adquisición de una financiación inmobiliaria como una razón importante para la adquisición de este tipo de viviendas, haciéndonos reflexionar sobre nuestros supuestos iniciales, ya que creíamos que la búsqueda de casas con acceso controlado y seguro sería en gran parte relacionada la inseguridad urbana, cuyo discurso ha adquirido cada vez mayor centralidad en los diálogos cotidianos. Además del análisis de los cambios en las reglas de la financiación inmobiliaria que incluía una gran parte de los ciudadanos pertenecientes a los sectores populares, vamos a destacar el Programa de Arrendamiento Residencial (PAR), gestionada por Caixa Economica Federal, encargada de la producción de dos ERPFEs en Presidente Prudente/SP, por ejemplo, los condomínios Emeralda y Bela Vista. Palabras clave: ERPFEs, las políticas de vivienda, Presidente Prudente/SP, Três Lagoas/MS. Abstract: In this article we seek to understand how the decentralization of housing policy contributed to significant changes in the production of urban space, in this sense, our analyzes begin with we consider the period of greater centralization of the Brazilian housing policy, developed by the Banco Nacional da Habitação - BNH ( ) to the period of increased decentralization verified through the package housing finance "My house my life" (2009-present period). Our hypothesis is that the effects of decentralization of production of affordable housing, before concentrated in the federal government and currently exercised by municipalities and by private agents, associated with the increased supply of finance, gave new impetus to the housing market, which in turn incorporated new models of housing, such as the popular residential spaces closed (ERPFEs), whose architectural style merges the shortcomings of the popular Brazilian houses with the concept of closing the "fortified enclaves" (CALDEIRA, 2000). The issue of public housing policies began to stand out in the development of the doctoral thesis entitled: "Social control and production of urban space: the popular residential spaces closed as a new concept of housing", after conducting interviews with residents of the surveyed ERPFEs in the cities of Presidente Prudente/SP and Três Lagoas/MS. In the interviews we find numerous references to the facilities in acquiring a real estate financing as a major reason for the acquisition of such housing, making us reflect on our initial assumptions, since

3 we believed that the search for condos with controlled and secure access would be largely related urban insecurity, whose speech has gained increasing centrality in daily conversations. In addition to the analysis of changes in the rules of real estate financing that included a large proportion of the citizens belonging to the popular segments, we will highlight the Programa de Arrendamento Residencial (PAR), managed by Caixa Economica Federal, which was responsible for producing two ERPFEs for Presidente Prudente/SP, for example, the condos Emeralda and Bela Vista. Keywords: ERPFEs, Housing Policies, Presidente Prudente/SP, Três Lagoas/MS. Introdução No Brasil, o primeiro programa habitacional expressivo correspondeu ao Banco Nacional da Habitação (BNH), vigente entre o período de 1964 a 1985, cuja principal característica era a centralização estatal na oferta de moradia às pessoas de baixa renda. Para Shimbo (2010, p. 66), a atuação deste programa se deu através da segmentação do mercado segundo os níveis de renda familiar, criando três estratos socioeconômicos. O primeiro deles, caracterizado como segmento de renda média, correspondia às famílias com ganhos mensais superiores a seis salários mínimos², estando eles sujeitos ao crédito bancário, ou seja, inteiramente a cargo do setor privado, enquanto agente imobiliário, cujos fundos de financiamento vinham do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). O segundo, correspondendo às famílias com ganho de até cinco salários mínimos, tinha, como agentes promotores das habitações, as cooperativas habitacionais constituídas junto aos sindicatos. Neste caso, o financiamento imobiliário era obtido através do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O último estrato correspondia ao segmento popular, compreendendo as famílias que ganhavam de um a três salários mínimos, neste caso em especial, a promoção das casas populares era essencialmente pública, centralizada no BNH e nas Companhias Habitacionais Brasileiras (COHABs), sendo os empreendimentos financiados por recursos do FGTS. Neste primeiro período, caracterizado pela estratificação socioeconômica na provisão de moradias, identificamos vários agentes produtores do espaço urbano, atuando de acordo com os segmentos econômicos, mas, no caso dos segmentos populares, percebemos que a provisão de moradias populares era fortemente centralizada no Governo Federal. Convém ressaltar que a segmentação do mercado imobiliário em diferentes níveis de rendimento familiar contribuiu para o agravamento do quadro de oferta de

4 moradias populares, sobretudo após a incorporação do FGTS à Caixa Econômica Federal, que embora tratasse de uma agência financeira de vocação social, não deixava de lado os paradigmas institucionais de um banco comercial (AZEVEDO, 2007 apud SHIMBO, 2010, p. 67) e, como tal, articulava cada vez mais ações burocráticas que dificultavam o acesso das camadas populares ao financiamento imobiliário. Dentre as críticas ao BNH, Shimbo (2010) destaca a pouca oferta de residências às camadas populares, apontando que das 4,45 milhões de unidades habitacionais construídas em seus vinte e dois anos de atuação, apenas 33,1% das residências foram destinadas ao segmento popular. O agravamento deste quadro veio com o fim do BNH, que no entender de Cardoso e Aragão (2013) se deu por dois motivos, o primeiro após a crise financeira de 1986 e o segundo por problemas administrativos do Governo Federal que, em momentos de crise, faz outros usos dos recursos do FGTS, como, por exemplo, negociações com forças políticas representadas no Congresso Nacional. O fim do BNH (1985) culminou em uma retração, ainda mais acentuada, da oferta de moradias populares, que foi enfrentada pelas camadas populares, através da autoconstrução e da ocupação de terrenos irregulares, sobretudo nas grandes cidades, alargando os problemas sociais relacionados à moradia. Entretanto, o fim do BNH também promoveu mudanças nos órgãos responsáveis pela produção de moradias populares. No entender de Cardoso e Aragão (2013), os programas federais que sucederam o BNH, passaram a privilegiar os municípios como os principais agentes promotores de habitação de interesse social: Essa tendência foi reforçada pela centralidade dos municípios na reforma institucional e política promovida pela Constituição de 1988 e também pelo fato de que a crise do sistema de financiamento e a instabilidade institucional das políticas federais pós-bnh levaram vários municípios e alguns dos estados assumirem, por conta própria, iniciativas no campo da habitação social (CARDOSO E ARAGÃO, 2013, p. 23). As mudanças identificadas pelos autores tornam evidente um processo de municipalização das políticas habitacionais que, por sua vez, denotaram importantes alterações quanto à produção de habitações sociais. Tais mudanças não

5 provocaram apenas a descentralização da gestão da produção de habitações sociais, uma vez que os agentes privados adquiriram papel importante. No entanto, não se trata de processo linear e de mudança imediata, uma vez que, apenas em 1995, quase dez anos após o fim do BNH, houve um esforço em alterar o paradigma da política habitacional brasileira, introduzindo princípios de mercado na provisão de habitação (SHIMBO, 2010, p. 66). Aparecia então, uma nova proposta, desenvolvida no governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC), que visava ampliar a participação do setor privado na oferta de moradias sociais, além de buscar a descentralização da alocação dos recursos federais na introdução de uma política de crédito para o mutuário final. O histórico processo de implementação de políticas habitacionais denota inúmeros problemas quanto à produção de habitações populares no Brasil, fazendo com que o déficit habitacional se alargasse. No entanto, ao longo deste processo, verificamos um esforço no sentido de descentralizar a produção habitacional destinada aos segmentos populares, culminando na incorporação de um contingente populacional que não era explorado pelo mercado imobiliário. Este fenômeno é considerado central neste trabalho por possibilitar a compreensão do aquecimento do consumo de novas moradias - implicando no aumento da velocidade na produção residencial - que alterou de forma significativa as paisagens urbanas, sobretudo pelo aparecimento de novos produtos imobiliários como são os casos dos espaços residenciais populares fechados (ERPFEs). A produção dos espaços residenciais populares fechados em Presidente Prudente e Três Lagoas e sua relação com as políticas habitacionais Como verificamos na seção anterior, as mudança estabelecidas pela descentralização da produção habitacional voltada aos segmentos populares implicaram em novas formas de financiamento imobiliário, com destaque para o financiamento direto ao mutuário final, o que possibilitou condições para que a mercadoria habitação pois é assim que ela tem sido tratada - fosse comercializada diretamente entre o produtor/incorporador e o consumidor. Neste contexto de intensa produção residencial, começam a aparecer novas formas de moradias destinadas aos segmentos populares, como os ERPFEs, que se apresentam como novidade nos espaços urbanos brasileiros.

6 A nosso entender os ERPFEs são espaços de moradia, constituídos por condomínios horizontais fechados (regulamentados ou não) destinados aos segmentos populares, distinguindo-se dos enclaves fortificados descritos por Caldeira (2000), tanto pela tipologia dos empreendimentos quanto pelas práticas socioespaciais de seus moradores. Trabalhos mais aprofundados sobre a caracterização dos ERPFEs são encontrados em publicações anteriores, como Batista (2013 e 2014). Sob a lógica de produção destes espaços várias hipóteses são levantadas ao longo de nosso doutoramento, podendo destacar lógicas relacionadas ao discurso imobiliário, como a incorporação de técnicas construtivas que viabilizem os mecanismos de controle e vigilância, tal como são realizadas nos enclaves fortificados havendo assim uma popularização deste modelo de moradia. As associações diretas realizadas pelos promotores imobiliários entre os ERPFEs e os enclaves fortificados, sugerem uma exploração do discurso da insegurança urbana que é uma das marcas mais significativas da produção destes espaços de moradia, como apontam os estudos de Sposito e Góes (2013). No entanto, a intensidade com que os moradores dos ERPFEs são influenciados e os equipamentos de segurança dispostos nos residenciais evidenciam a necessidade de problematizarmos esta questão o que não o faremos neste artigo, devido ao nosso objetivo central de elencar a importância das políticas habitacionais para a produção e comercialização dos ERPFEs. Com efeito, através das incursões empíricas nas cidades contempladas neste trabalho, constatamos a incorporação de doze empreendimentos, construídos entre o período de 2001 a 2011, os quais são apresentados no quadro 1. Quadro 1: ERPFEs construídos em Três Lagoas e Presidente Prudente. Empreendimentos N. de Casas Ano de Implantação Financiamento Presidente Prudente/SP Condomínio Esmeralda PAR Residencial Jardins de Anahy PMCMV Residencial Vista do Vale PMCMV Residencial Primavera CEF/FGTS Residencial Bela Vista PAR

7 Residencial Saint Moritz CEF/FGTS Residencial Eco Palace CEF/FGTS Residencial San Raphael PMCMV Três Lagoas/MS Residencial Lago Azul CEF/FGTS Residencial Alpha PMCMV Residencial Espanha * Privado/PMCMV Residencial Sol Nascente PMCMV * Embora o empreendimento tenha iniciado sua construção em 2001, sua viabilidade e adesão por parte dos compradores só se efetivou em 2010, devido a segunda fase de construção e ao acesso a sistemas de financiamento que favoreceram a aquisição dos imóveis. Fonte: Trabalho de campo. O quadro 1, apresenta quatro categorias de informações, como o nome dos empreendimentos, o número de casas edificadas em cada empreendimento, o ano de construção e as formas de financiamento. Tomando como base a última coluna de informações, verificamos que os empreendimentos foram, em grande medida, financiados pelo Governo Federal, através da participação direta como órgão gestor, a Caixa Econômica Federal. Percebemos também, a existência de várias formas de financiamento público, como as estabelecidas pela CAIXA, com a possibilidade de utilização do FGTS, a do programa habitacional Minha casa minha vida e as do Programa de Arrendamento Residencial (PAR). Nossas análises se concentrarão nas duas últimas, realizando-se de acordo com a ordem cronológica de implementação destas políticas de financiamento. A ocorrência de crises financeiras internacionais entre 1994 e 2002 atingiu a economia brasileira, fazendo com que o Governo Federal adotasse medidas de austeridades, conforme prescrições do Fundo Monetário Internacional. Para Cardoso e Aragão (2013, p. 24), tais crises tiveram como consequência uma forte restrição dos empréstimos do FGTS, para a produção de moradias por Estados e Municípios, o que levou a redução quase que absoluta dos financiamentos previstos no Programa Pró-Moradia. Para os autores, o contexto das crises econômicas e as consequências das medidas de austeridade levaram à substituição do Pró-Moradia pelo Programa de Arrendamento Residencial (PAR). Para Bonates (2008), o PAR apresenta uma forma diferente de acesso à moradia, que se dá por meio de uma operação financeira chamada arrendamento mercantil, de modo semelhante, Shimbo (2010) acrescenta que o PAR apresenta

8 uma forma jurídica associada ao financiamento habitacional baseada no arrendamento, ou no leasing (em inglês). Através desta forma de aquisição, o imóvel que faz parte do patrimônio do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), permanece sob a propriedade da CEF, que é a gestora do fundo e representa o arrendador ativa e passivamente. Assim, a propriedade do imóvel é do FAR, enquanto o arrendatário paga uma taxa de arrendamento mensal, por um período de 15 anos, quando poderá obter o direito de optar pela aquisição do imóvel, mediante pagamento ou financiamento do saldo devedor, se houver. (BONATES, 2008, p. 149). Criado em 1999, por meio da Medida Provisória n.1.823/1999 que foi ratificada pela aprovação da Lei Federal n /2001, o Programa de Arrendamento Residencial (PAR) buscava, também para Honda e Albano (2012, p. 3), modificar as consequências causadas pelos planos e programas de promoção de habitação social anteriores, mas consideram que poderia apresentar diversas modalidades de empreendimentos, embora visasse exclusivamente a execução de unidades residenciais em municípios com população urbana com mais de 100 mil habitantes. O Governo Federal, ao tentar promover políticas públicas que atendessem a demanda por moradia dos segmentos populares, implementou em 2005, o Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS) que, no entender de Cardoso e Aragão (2013), manifestou um claro compromisso de subsidiar a produção de moradias para as camadas de baixa renda. A nosso ver, o grande marco do processo de abertura a maior participação de agentes privados na produção de habitações populares foi a promulgação do projeto lei , de 07 de julho de 2009, que dispôs sobre o Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV). Para Cardoso e Aragão (2013, p. 36), o programa se operacionalizou a partir da segmentação do mercado, formulando três segmentos socioeconômicos: A) Para famílias com renda de até 3 salários mínimos, a meta era construir 400 mil unidades, através do Fundo de Arrendamento Residencial, do PMCMV Entidades, do Programa Nacional de Habitação Rural e do PMCMV para municípios com população de até 50 mil habitantes. B) Para famílias com renda de 3 a 6 salários mínimos, a meta também era construir 400 mil unidades, por intermédio do Programa Nacional de Habitação Urbano PNHU e do Programa Nacional de Habitação Rural PNHR/Grupos 2 e 3. C) Para as famílias com renda de 6 a 10 salários mínimos, o objetivo era construir 200 mil unidades, com financiamento do FGTS, e eram concedidos, também, benefícios

9 indiretos representados pela redução dos custos de seguro e acesso ao Fundo Garantidor de Habitação. Sobre o desenvolvimento deste programa no país, Fix e Arantes (2009) alertam para o processo de empoderamento pelo qual as construtoras, sobretudo as grandes empresas da construção civil vêm passando. Ao analisar a atuação dessas empresas quanto à construção e incorporação das habitações populares, os autores identificam uma produção por oferta, ou seja, para famílias com renda de até três salários mínimos, a construtora define o terreno e o projeto, aprova junto aos órgãos competentes e vende integralmente o que produzir para a Caixa Econômica Federal, sem gastos de incorporação imobiliária e comercialização, sem risco de inadimplência dos compradores ou vacância das unidades. Nos casos de renda imediatamente superior (3 a 10 salários mínimos), a venda das habitações é feita diretamente pela empresa construtora e incorporadora, neste caso, a negociação se dá diretamente no balcão de atendimento da empresa e o financiamento é proporcionado pela CEF. Cardoso e Aragão (2013, p. 42) nos fornecem importantes pistas para compreendermos o evidente controle do mercado imobiliário por parte das grandes construtoras. Para os autores, o PMCMV foi fortemente inspirado nas experiências chilena e mexicana que, na ocasião, foram avaliadas pelos órgãos representativos do setor empresarial como aquelas mais adequadas para dinamizar a produção habitacional, resguardando um papel protagonista para o setor empresarial. Após a discussão do processo de descentralização da participação pública na produção de habitações populares, pautada no adensamento participativo dos Estados e dos municípios, nos concentramos no próximo tópico na importância que o acesso aos mecanismos de financiamento imobiliário teve para a aquisição dos ERPFEs. O financiamento como principal fator para a aquisição dos ERPFEs As questões que norteiam a segunda parte de nosso roteiro de entrevistas buscam informações que deem conta das motivações para a compra de uma residência em um ERPFE. Nesse caso, a gama de informações obtidas com as respostas foi tal que implicou em alteração dos nossos pressupostos iniciais, tendo em vista que havíamos partido da hipótese de que a busca por essas residências

10 relacionava-se diretamente a busca por moradias seguras. Embora tenhamos obtido algumas afirmações neste sentido, elas não representaram a maioria dos argumentos dos entrevistados, baseados na adequação do preço da residência com a sua capacidade de arcar com o financiamento num contexto de expansão do crédito imobiliário. Assim se gerou um quadro favorável à ocupação dos ERPFEs, como podemos verificar nos fragmentos de entrevistas abaixo: Foi pelo valor do imóvel, estava procurando uma casa para comprar, pois o aluguel aqui em Três Lagoas é muito caro e encontramos esta casa, que tinha dois banheiros, um bom padrão arquitetônico e o preço baixo na época, também percebemos que seria mais seguro, pois sabemos que muito dificilmente minha casa ficará sozinha e sempre terá vizinhos por aqui. (José e Maria, ambos 41 anos, encarregado administrativo e dona de casa, Três Lagoas) A resposta dada pelo senhor José³, resume bem as expectativas dos entrevistados em relação à aquisição de seus respectivos imóveis, dando ênfase a oportunidade de se tornarem proprietários de seus imóveis, mas levando em conta, inicialmente, os elementos subjetivos explorados pelo promotor imobiliário, como a sensação de segurança que esta tipologia residencial proporciona, embora tenhamos constatados que a experiência de morar nos ERPFEs tende a reduzir tal sensação. Referências ainda mais diretas sobre a possibilidade de financiamento foram relatadas, demonstrando que a superação do déficit habitacional enfrenta dificuldades menores, que em décadas atrás, neste contexto verificamos um amplo aproveitamento das novas oportunidades por parte dos citadinos com relação a possibilidade de aquisição imobiliária, conforme evidenciam os trechos abaixo: Porque eu consegui comprar a casa aqui, foi por questões financeiras mesmas, hoje em dia para se comprar uma casa temos que ter o dinheiro à vista, mas aqui não, foi pago em prestação, compramos esta casa financiada. (Regina, 55 anos, doceira, Três Lagoas) Não. A gente queria uma casa mesmo. A gente não tinha, precisava da casa. Foi o que a gente conseguiu na época fazer financiamento. Foi aqui. A gente se inscreveu e conseguiu. (Mônica, 42 anos, do lar, Presidente Prudente).

11 A localização dos empreendimentos suscitou uma análise mais aprofundada, isso porque ela teve um peso maior em alguns casos e menor em outros. Para o senhor Sandro, domiciliado no Residencial Alpha em Três Lagoas, a opção pela aquisição de seu imóvel se deu por três motivos: pela casa ser entregue pronta, pelo valor do imóvel e acesso ao financiamento e pela localização do empreendimento. O empreendimento localiza-se junto ao conjunto habitacional Santa Terezinha, cujo local vem sendo alvo de vários investimentos públicos, como a construção de uma escola estadual, que por sua vez impulsionou a implantação de infraestruturas (rede de esgoto, escoamento fluvial, pavimentação asfáltica, entre outras). Cumpre lembrar que tais investimentos contribuíram para a redução do tempo gasto no percurso entre o residencial e a área central de Três Lagoas, que foi considerado como um fator positivo pelos moradores deste residencial. Não é bem escolha, a gente estava procurando uma casa e claro que a gente pesquisa a localidade para não comprar em qualquer lugar, daí surgiu esta oportunidade aqui que era uma casa pronta e em vez de pegarmos um financiamento para construirmos e, como já estávamos muito tempo na casa da minha sogra nós preferimos uma casa pronta, para não ter trabalho, é só chegar e entrar nela. O preço também teve influência, preço e localidade. Outra casa que tínhamos visto não deu certo, que já era do outro lado da cidade, ficava próxima da Mabel [indústria do setor alimentício], daí encontramos esta aqui já prontinha, gostamos do bairro e a gente mudou para cá. (Sandro, 40 anos, operador de máquina florestal, Três Lagoas) De modo diferente, o senhor Valdir, morador do Residencial Esmeralda em Presidente Prudente, aponta a localização do empreendimento como um grande problema que só foi superado após a experiência advinda com o tempo de convívio neste espaço. Observamos que havia um preconceito inicial atrelado a localização periférica do empreendimento, que ganhou peso negativamente devido ao fato do entrevistado ainda não ter a experiência de residir em locais afastados da área central. Mas após a mudança, inicialmente estimulada por exigências contratuais (como forma de garantir a propriedade do imóvel), o morador foi adquirindo boas experiências que contribuíram para a quebra de paradigmas. Os relatos acima relacionam-se a modelo de aquisição residencial exercidos entre o mutuário final (comprador), construtor e incorporador imobiliário (setor privado) e instituições públicas como a Caixa Econômica Federal (financiador). Mas encontramos outros meios de aquisição residencial como o Programa de

12 Arrendamento Residencial PAR, responsável pela implementação de dois ERPFEs contemplados em nossa pesquisa, na cidade de Presidente Prudente (Esmeralda e Bela Vista). As características específicas deste programa, como a destinação aos segmentos populares com renda de até três salários mínimos e o processo de entrega sem a participação da iniciativa privada, fornecem respostas a respeito da motivação para a aquisição residencial distintas das encontradas anteriormente, cuja possibilidade da propriedade imobiliária destaca-se como principal elemento de escolha. Não, porque saiu a casa. Nós pagávamos aluguel. Então nós viemos pra cá. Saiu e nós viemos pra cá. (Tiago, trabalhador do comércio, 38 anos, Presidente Prudente) Na verdade eu tinha feito a inscrição da CAIXA e fui sorteada. Eu fiquei sabendo das inscrições porque tinha uma faixa na avenida, onde era uma biblioteca antigamente, lá no centro, hoje eu não sei o que é aquele prédio. Então eu vi aquela faixa e resolvi fazer a inscrição. As inscrições estavam sendo feitas em um estabelecimento no cruzamento das avenidas Washington Luiz com Coronel Marcondes, onde funcionava um órgão público municipal. Depois de fazer a inscrição, depois de um longo tempo de espera eu fui chamada para o sorteio de 199 casas, mas neste sorteio não saiu meu nome, com isso eu achei que não ia conseguir a casa, mas depois eu recebi uma cartinha me convidando para fazer uma entrevista, que estava acontecendo lá no SESC Thermas, os entrevistadores eram alguns funcionários da CAIXA, e depois da entrevista passou mais uns dois meses e eu recebi outra correspondência, informando para eu ir pegar a chave e para saber qual seria a minha casa. Eu não escolhi a minha casa, ela foi dada por sorteio, que aconteceu no teatro municipal. (Cleide, 33 anos, auxiliar de desenvolvimento infantil, Presidente Prudente). Um dos motivos para vir pra cá foi porque eu fui sorteada, não foi por escolha. Eu fiz a inscrição e como eu era funcionária da prefeitura, então tem muitas pessoas aqui assim, acho que era um convênio da prefeitura com a CAIXA, então eu fiz a inscrição e fui sorteada. Depois que fui sorteada eu tive que ir, não me recordo o local, mas haviam vários funcionários da CAIXA recolhendo as documentações que eles exigem, comprovação de renda, quantidade de pessoas na família, essas coisas. O problema é que demorou muito para eu entrar nesta casa, eu fui uma das primeiras pessoas a ser sorteada aqui, mas fui ficando, pra você ter uma ideia, o sorteio das casas estava quase terminando, aqui tem 199 casas e o meu primo foi um dos últimos a ser sorteado e ele entrou aqui no começo do ano [referindo-se a 2006] e eu só consegui entrar seis meses depois. Mas eles alegaram que tinham perdido a minha pasta, porque ela foi pra São Paulo, daí eu entrei em contato por telefone com a CAIXA e eles foram vendo o meu caso, até eu ter sido chamada para ir à imobiliária Mark in e o seu Akira [proprietário da imobiliária] fez o

13 sorteio da casa só para mim, porque já havia vários moradores aqui, daí eu coloquei a mão lá e tirei a chave, conseguindo uma casa no meio, porque na época minha mãe morava comigo, ela já era bem idosa e eu tinha medo de pegar uma casa encostada nos muros que dão acesso à rua. (Mirtes, 63 anos, agente patrimonial, Presidente Prudente) Os trechos acima apresentam elementos para pensarmos as formas de comercialização residencial, com claras distinções entre a participação pública e privada. Nos casos em que há a comercialização das residências exercida diretamente pelo setor privado, verificamos a partir das entrevistas a oportunidade de escolha mesmo que restrita às condições socioeconômicas das famílias interessadas possibilitando aos futuros moradores alguns elementos que influenciam no processo de escolha, como o valor do imóvel, a localização do empreendimento, a localização da residência no interior do empreendimento, etc. Nos casos em que a comercialização dos imóveis é realizada pelos órgãos públicos, os elementos de escolha dos futuros moradores são ainda mais restritos. Considerações finais A historiografia das políticas habitacionais brasileiras revela mudanças que motivaram a descentralização da produção de habitações de interesse social, pautando-se no aumento da participação de órgãos públicos municipais em detrimento da redução da participação do Governo Federal. Embora casos de oferta imobiliária como o PAR e as verificadas na primeira faixa de segmentação do PMCMV, sejam realizados entre órgãos públicos e as famílias interessadas, as novas práticas de aquisição imobiliária comportam mudanças como a possibilidade da conexão direta entre os incorporadores imobiliários e o mutuário final, restringindo o papel do Estado ao de fiscalizador dos empreendimentos e o de agente financiador. É justamente neste contexto que se explicita o processo de empoderamento dos agentes imobiliários envolvidos na produção destas novas habitações. Para Shimbo (2010), os proprietários fundiários, construtores, incorporadores e corretores imobiliários foram os agentes que mais lucraram com a abertura do mercado imobiliário, aparecendo, sobretudo na última década, grandes empresas especializadas na oferta de habitações populares.

14 Sobre o processo de implementação das novas unidades habitacionais, Soares e Araújo (2013) identificaram a reprodução de práticas que conduzem ao processo de segregação, exercidas por grandes construtoras/incorporadoras, como a localização periférica dos empreendimentos, a redução do tamanho das habitações e dos lotes e a falta de projetos estéticos, evidenciando a ocorrência dos mesmos problemas de antes. Nossas pesquisas revelaram que apesar da continuidade do processo de segregação socioespacial imposta aos segmentos populares, o adensamento da procura habitacional possibilitou ao mercado imobiliário não apenas a construção de novas moradias, como a incorporação de novas formas habitacionais, como os ERPFEs, por exemplo, que como já mencionamos, incorporam o conceito de fechamento - com base no modelo condominial - mesclando à tipologia residencial popular. Verificamos também, uma impressionante velocidade nas vendas dos ERPFEs, denotando grande adesão popular. ¹ Bolsista FAPESP, doutorando do Programa de Pós-graduação em Geografia da FCT UNESP. ² Em fevereiro de 1964, a moeda corrente no país era o cruzeiro, sendo o valor do salário mínio a quantia de Cr$ ,00 que, ao convertermos para o real (atual moeda brasileira), corresponderia a R$ 1.476, 34, valor que equivale a um pouco mais de dois salários mínimos atuais. ³ Usamos nomes fictícios para não comprometermos nossos entrevistados, reafirmando o compromisso ético desta pesquisa. Referências bibliográficas BATISTA, Ricardo Lopes. Controle social e produção do espaço urbano: os loteamentos populares fechados como novo conceito de moradia. In: Encontro de Geógrafos da América Latina. Peru, Os espaços residenciais populares fechados: definição e caracterização. In: Congresso Brasileiro de Geógrafos. Vitória, BONATES, Mariana Fialho. O programa de arrendamento residencial PAR: acesso diferenciado à moradia e à cidade. In: RISCO Revista de Pesquisa em Arquitetura e Urbanismo, São Paulo, 2008, p CALDEIRA, Tereza Pires do Rio. Cidades de muro: crime, segregação e cidadania em São Paulo: Ed. 34 EDUSP, 2000.

15 CARDOSO, Adauto Lúcio e ARAGÃO, Thêmis Amorim. Do fim do BNH ao programa minha casa minha vida: 25 anos da política habitacional no Brasil. In: CARDOSO, Adalto Lúcio (org). O programa Minha Casa Minha Vida e seus efeitos territoriais. Rio de Janeiro: Letra Capital, 2013, p FIX, Mariana e ARANTES, Pedro Fiori. Como o governo Lula pretende resolver o problema da habitação. Alguns comentários sobre o pacote habitacional Minha Casa Minha Vida. Correio da Cidadania Disponível em: <http://correiodacidania.com.br>. Acessado em: 20/01/2014. HONDA, Sibila Corral de Area Leão e ALBANO, Mayara Pissutti. Residencial Atalaia Habitação social em Presidente Prudente. In: Colloquium Humanarum, vol. 9, n. 1, DOI , Presidente Prudente, 2012, p HONDA, Sibila Corral de Area Leão. Política habitacional de baixa renda e atuação do capital privado. In: URB: Revista Brasileira de Gestão Urbana, vol. 5, n. 1, Curitiba, 2013, p SHIMBO, Lucia Zanin. Habitação social, habitação de mercado: a confluência entre estado, empresas construtoras e capital financeiro. São Carlos Tese (Doutorado em Arquitetura e Urbanismo) Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo. SOARES, Beatriz Ribeiro e ARAUJO, Flavia de. Discussão sobre políticas públicas no Brasil e o programa minha casa minha vida. In: IX Congresso da Geografia Portuguesa, Évora, 2013, p SPOSITO, Maria encarnação Beltrão e GÓES, Eda. Espaços fechados e cidades: insegurança urbana e fragmentação socioespacial. São Paulo: Editora da Unesp, 2013.

OS ESPAÇOS RESIDENCIAIS POPULARES FECHADOS: DEFINIÇÃO E

OS ESPAÇOS RESIDENCIAIS POPULARES FECHADOS: DEFINIÇÃO E OS ESPAÇOS RESIDENCIAIS POPULARES FECHADOS: DEFINIÇÃO E INTRODUÇÃO CARACTERIZAÇÃO Ricardo Lopes Batista 1 UNESP/ Presidente Prudente Batista-lopes@hotmail.com Com o desenvolvimento da tese de doutorado

Leia mais

Produtos Bancários CAIXA

Produtos Bancários CAIXA Produtos Bancários CAIXA Item 1- Programa Minha Casa Minha Vida Programa do Governo Federal, lançado em abril de 2009. Gerido pelo Ministério das Cidades e operacionalizado pela CAIXA. Produtos Bancários

Leia mais

Minha Casa, Minha Vida

Minha Casa, Minha Vida O Sr. Roberto Britto (PP/BA ), pronuncia o seguinte discurso: Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, venho a esta tribuna salientar o Lançamento do Programa Habitacional que começou ontem através

Leia mais

FGTS 45 ANOS DE DESENVOLVIMENTO O BRASIL E PROMOVENDO A CIDADANIA

FGTS 45 ANOS DE DESENVOLVIMENTO O BRASIL E PROMOVENDO A CIDADANIA FGTS 45 ANOS DE DESENVOLVIMENTO O BRASIL E PROMOVENDO A CIDADANIA Inês Magalhães Secretária Nacional de Habitação Ministério das Cidades Brasília, 24 de novembro de 2011 Política Nacional de Habitação

Leia mais

Condomínios empresariais na Região Metropolitana de Campinas: intencionalidade e fatores locacionais

Condomínios empresariais na Região Metropolitana de Campinas: intencionalidade e fatores locacionais Condomínios empresariais na Região Metropolitana de Campinas: intencionalidade e fatores locacionais Rodolfo Finatti rodolfofinatti@yahoo.com.br FFLCH/USP Palavras-chave: condomínio empresarial, Região

Leia mais

MUDANÇAS NA DEMOGRAFIA E DEMANDA HABITACIONAL: DESAFIOS E OPORTUNIDADES

MUDANÇAS NA DEMOGRAFIA E DEMANDA HABITACIONAL: DESAFIOS E OPORTUNIDADES MUDANÇAS NA DEMOGRAFIA E DEMANDA HABITACIONAL: DESAFIOS E OPORTUNIDADES ALESSANDRA D AVILA Diretora do Departamento de Urbanização de Assentamentos Precários Rio de Janeiro/RJ, 03 de Setembro de 2015 AVANÇOS

Leia mais

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Minha Casa Minha Vida 2 Eng. Mário de Almeida, MBA em Real Estate pelo NRE Prof.Dr. Fernando Bontorim Amato, pesquisador do NRE A primeira

Leia mais

HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL: AS TIPOLOGIAS HABITACIONAIS E O SEU REFLEXO NA PRODUÇÃO DA CIDADE ATRAVÉS DO PROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA

HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL: AS TIPOLOGIAS HABITACIONAIS E O SEU REFLEXO NA PRODUÇÃO DA CIDADE ATRAVÉS DO PROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA 316 HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL: AS TIPOLOGIAS HABITACIONAIS E O SEU REFLEXO NA PRODUÇÃO DA CIDADE ATRAVÉS DO PROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA Gustavo Favaretto Martinez, Marcelo Batista Pigioni, Mayra

Leia mais

MINHA CASA MINHA VIDA 2 PROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA

MINHA CASA MINHA VIDA 2 PROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA PROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA RESUMO Conjunto de medidas do Governo Federal, lançado em 13 ABR 2009, com objetivo de reduzir o déficit habitacional viabilizando o acesso à casa própria, aumentando o investimento

Leia mais

Programa de Reabilitação de Áreas Urbanas Centrais. Secretaria Nacional de Programas Urbanos

Programa de Reabilitação de Áreas Urbanas Centrais. Secretaria Nacional de Programas Urbanos Programa de Reabilitação de Áreas Urbanas Centrais Secretaria Nacional de Programas Urbanos CONCEITOS Área Urbana Central Bairro ou um conjunto de bairros consolidados com significativo acervo edificado

Leia mais

LEI N 547, DE 03 DE SETEMBRO DE 2010.

LEI N 547, DE 03 DE SETEMBRO DE 2010. Pág. 1 de 5 LEI N 547, DE 03 DE SETEMBRO DE 2010. CRIA O FUNDO MUNICIPAL DE HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL FMHIS E INSTITUI O CONSELHO GESTOR DO FMHIS. O PREFEITO MUNICIPAL DE CRUZEIRO DO SUL ACRE, EM EXERCÍCIO,

Leia mais

O papel da CAIXA na viabilização dos Programas Habitacionais

O papel da CAIXA na viabilização dos Programas Habitacionais O papel da CAIXA na viabilização dos Programas Habitacionais AGENDA I NÚMEROS CAIXA III PROGRAMAS DE HABITAÇÃO SOCIAL III.I PMCMV, Operações Coletivas, Crédito Solidário, PAR Valores Contratados 2003 A

Leia mais

SEMINÁRIOS TEMÁTICOS. Mesa 1: Produção Habitacional : programas de financiamento da habitação de interesse social

SEMINÁRIOS TEMÁTICOS. Mesa 1: Produção Habitacional : programas de financiamento da habitação de interesse social SEMINÁRIOS TEMÁTICOS Mesa 1: Produção Habitacional : programas de financiamento da habitação de interesse social Maria do Carmo Avesani Diretora do Departamento de Produção Habitacional Secretaria Nacional

Leia mais

NOTA TÉCNICA Nº 19/2015

NOTA TÉCNICA Nº 19/2015 NOTA TÉCNICA Nº 19/2015 Brasília, 3 de Novembro de 2015. ÁREA: Planejamento Territorial e Habitação TÍTULO: Novidades na operacionalização do Programa Minha Casa, Minha Vida (PMCMV) em sua Terceria Fase

Leia mais

INCLUSÃO DE HABITAÇÕES SOCIAIS PARA REQUALIFICAÇÃO DA ÁREA CENTRAL DE PRESIDENTE PRUDENTE

INCLUSÃO DE HABITAÇÕES SOCIAIS PARA REQUALIFICAÇÃO DA ÁREA CENTRAL DE PRESIDENTE PRUDENTE Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012 244 INCLUSÃO DE HABITAÇÕES SOCIAIS PARA REQUALIFICAÇÃO DA ÁREA CENTRAL DE PRESIDENTE PRUDENTE João Victor de Souza

Leia mais

Oficina dos principais desafios do Programa Minha Casa Minha Vida 3. 05 de junho de 2014

Oficina dos principais desafios do Programa Minha Casa Minha Vida 3. 05 de junho de 2014 Oficina dos principais desafios do Programa Minha Casa Minha Vida 3 05 de junho de 2014 INSERÇÃO URBANA E QUALIFICAÇÃO DOS PROJETOS URBANÍSTICOS E DE ARQUITETURA (parâmetros) PARCERIA ENTRE ATORES/ CADEIA

Leia mais

Crédito Imobiliário: Ação Governamental no Brasil

Crédito Imobiliário: Ação Governamental no Brasil Crédito Imobiliário: Ação Governamental no Brasil Secretaria Nacional de Habitação Ministério das Cidades II Conferência Internacional de Crédito Imobiliário Fortaleza 17 de março de 2010 CARACTERIZAÇÃO

Leia mais

Minha Casa, Minha Vida ignora o que PT e movimentos já fizeram Escrito por Pedro Fiori Arantes 01-Out-2009

Minha Casa, Minha Vida ignora o que PT e movimentos já fizeram Escrito por Pedro Fiori Arantes 01-Out-2009 Minha Casa, Minha Vida ignora o que PT e movimentos já fizeram Escrito por Pedro Fiori Arantes 01-Out-2009 Não é verdade que a esquerda apenas critica e não sabe o que propor. A história da luta por moradia

Leia mais

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Julho 2009

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Julho 2009 Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Julho 2009 Desafios do Programa Habitacional Minha Casa Minha Vida Profa. Dra. Sílvia Maria Schor O déficit habitacional brasileiro é

Leia mais

Esta apresentação foi realizada no âmbito do projeto Moradia é Central durante o seminário do projeto em Recife.

Esta apresentação foi realizada no âmbito do projeto Moradia é Central durante o seminário do projeto em Recife. Esta apresentação foi realizada no âmbito do projeto Moradia é Central durante o seminário do projeto em Recife. Data: dia 29 de abril de 2009 Local: sede da ONG Etapas no Recife PROGRAMA REABILITAÇÃO

Leia mais

PARECER Nº, DE 2009. RELATOR: Senador GILVAM BORGES

PARECER Nº, DE 2009. RELATOR: Senador GILVAM BORGES PARECER Nº, DE 2009 Da COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO, JUSTIÇA E CIDADANIA, sobre o Projeto de Lei do Senado nº 158, de 2008, que dispõe sobre o seguro no arrendamento residencial e imobiliário especial e dá

Leia mais

LEI MUNICIPAL Nº2.557 0/08

LEI MUNICIPAL Nº2.557 0/08 LEI MUNICIPAL Nº2.557 0/08 INSTITUI A POLÍTICA MUNICIPAL DE HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. A Câmara Municipal de Caeté, Minas Gerais, aprova: Art. 1º - Fica instituída a Política

Leia mais

CRÉDITO IMOBILIÁRIO E POLÍTICA HABITACIONAL

CRÉDITO IMOBILIÁRIO E POLÍTICA HABITACIONAL CRÉDITO IMOBILIÁRIO E POLÍTICA HABITACIONAL. O déficit habitacional brasileiro é da ordem de 7 milhões de unidades. A demanda por crescimento demográfico do número de famílias é da ordem de 700 MIL unidades

Leia mais

Habitação Social e Cidadania: a experiência do programa Morar Feliz em Campos/RJ

Habitação Social e Cidadania: a experiência do programa Morar Feliz em Campos/RJ Cidadania na Sociedade do Conhecimento Habitação Social e Cidadania: a experiência do programa Morar Feliz em Campos/RJ Ana Paula Serpa Nogueira de Arruda Bolsista da CAPES Processo 10394125, Brasil. Doutoramento

Leia mais

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Abril 2012

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Abril 2012 Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Abril 2012 O RISCO DOS DISTRATOS O impacto dos distratos no atual panorama do mercado imobiliário José Eduardo Rodrigues Varandas Júnior

Leia mais

Se você está procurando um imóvel para comprar e precisa de um auxílio financeiro, ou está vendendo seu imóvel, esse ebook é para VOCÊ.

Se você está procurando um imóvel para comprar e precisa de um auxílio financeiro, ou está vendendo seu imóvel, esse ebook é para VOCÊ. INTRODUÇÃO Se você está procurando um imóvel para comprar e precisa de um auxílio financeiro, ou está vendendo seu imóvel, esse ebook é para VOCÊ. Os financiamentos imobiliários surgiram na década de 1950

Leia mais

SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE BRASÍLIA PÚBLICA

SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE BRASÍLIA PÚBLICA SINDICATO DOS BANCÁRIOS DE BRASÍLIA PÚBLICA 2 Caixa, patrimônio dos brasileiros. Caixa 100% pública! O processo de abertura do capital da Caixa Econômica Federal não interessa aos trabalhadores e à população

Leia mais

CÂMARA TÉCNICA DE ARQUITETURA E URBANISMO HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL LEI ASSISTÊNCIA TÉCNICA PÚBLICA E GRATUITA

CÂMARA TÉCNICA DE ARQUITETURA E URBANISMO HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL LEI ASSISTÊNCIA TÉCNICA PÚBLICA E GRATUITA CÂMARA TÉCNICA DE ARQUITETURA E URBANISMO HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL LEI ASSISTÊNCIA TÉCNICA PÚBLICA E GRATUITA 2015 PROGRAMA Com base na car,lha elaborado em MG. 1. Contextualização 2. Legislação 3.

Leia mais

COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO URBANO

COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO URBANO COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO URBANO PROJETO DE LEI N o 103, DE 2015 Altera dispositivo da Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003 Estatuto do Idoso. Autor: Deputado ALCEU MOREIRA Relator: Deputado HEULER

Leia mais

Etapas do PLHIS PROPOSTAS

Etapas do PLHIS PROPOSTAS Plano Local de Habitação de Interesse Social de Boituva Seminário de Homologação do PLHIS de Boituva 25 de Fevereiro de 2010 Etapas do PLHIS etapa 1 etapa 2 etapa 3 METODOLOGIA DIAGNÓSTICO PROPOSTAS Princípios

Leia mais

Securitização De Créditos Imobiliários

Securitização De Créditos Imobiliários Securitização De Créditos Imobiliários Operações Imobiliárias A 1. O que é securitização de créditos imobiliários? Securitização é um processo estruturado, coordenado por uma instituição especializada

Leia mais

SOLUÇÕES CAIXA EM HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL. Residencial Jacinta Andrade Teresina - PI

SOLUÇÕES CAIXA EM HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL. Residencial Jacinta Andrade Teresina - PI SOLUÇÕES CAIXA EM HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL Residencial Jacinta Andrade Teresina - PI SOLUÇÕES EM HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL A CAIXA tem um importante papel de contribuir na redução do déficit habitacional

Leia mais

Consultor Legislativo da Área VII Finanças, Direito Comercial, Direito Econômico, Defesa do Consumidor e

Consultor Legislativo da Área VII Finanças, Direito Comercial, Direito Econômico, Defesa do Consumidor e SOBRE AS ALTERAÇÕES NO CRÉDITO IMOBILIÁRIO E OUTRAS REFERENTES À POLÍTICA HABITACIONAL CONTIDAS NA MP 2.212 DE 30/8/01 E NAS MPS 2.221 E 2.223 DE 4/9/01 EDUARDO BASSIT LAMEIRO DA COSTA Consultor Legislativo

Leia mais

PROGRAMAS HABITACIONAIS DE INTERESSE SOCIAL

PROGRAMAS HABITACIONAIS DE INTERESSE SOCIAL PROGRAMAS HABITACIONAIS DE INTERESSE SOCIAL PROGRAMAS HABITACIONAIS URBANOS IMPLEMENTADOS PELA COHAPAR A REALIDADE PROGRAMAS HABITACIONAIS URBANOS 1. PMCMV com recursos do OGU/OGE 1.1. FAR PMCMV FAR 1.2

Leia mais

A CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSO DE SEGREGAÇÃO SOCIOESPACIAL E A PERIFERIZAÇÃO DA MORADIA DAS CAMADAS POPULARES, NA ÁREA CONURBADA DE FLORIANÓPOLIS.

A CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSO DE SEGREGAÇÃO SOCIOESPACIAL E A PERIFERIZAÇÃO DA MORADIA DAS CAMADAS POPULARES, NA ÁREA CONURBADA DE FLORIANÓPOLIS. A CONSOLIDAÇÃO DO PROCESSO DE SEGREGAÇÃO SOCIOESPACIAL E A PERIFERIZAÇÃO DA MORADIA DAS CAMADAS POPULARES, NA ÁREA CONURBADA DE FLORIANÓPOLIS. Eixo Temático: Políticas públicas, demandas sociais e a questão

Leia mais

PROGRAMA NACIONAL DE HABITAÇÃO URBANA MINHA CASA MINHA VIDA SINDUSCON, 24/05/2009

PROGRAMA NACIONAL DE HABITAÇÃO URBANA MINHA CASA MINHA VIDA SINDUSCON, 24/05/2009 PROGRAMA NACIONAL DE HABITAÇÃO URBANA MINHA CASA MINHA VIDA SINDUSCON, 24/05/2009 OBJETIVO DO PROGRAMA Subsidiar a aquisição de IMÓVEL NOVO para os segmentos populacionais de menor renda Política Social

Leia mais

CFIAe. CFIAe:Um sonho, um ideal, uma moradia digna 1

CFIAe. CFIAe:Um sonho, um ideal, uma moradia digna 1 CFIAe 1 SUMÁRIO I CATEGORIA E FINALIDADE DA CFIAe 3 II MISSÃO DA CFIAe 3 III VISÃO DE FUTURO 3 IV VALORES 4 V PRODUTOS CFIAe 5 VI BENEFICIÁRIOS CFIAe 5 VII FACILIDADES ENCONTRADAS NO SITE CFIAe 6 VIII

Leia mais

1º A gestão do Programa cabe ao Ministério das Cidades e sua operacionalização à Caixa Econômica Federal CEF.

1º A gestão do Programa cabe ao Ministério das Cidades e sua operacionalização à Caixa Econômica Federal CEF. LEI 10.188, DE 12 DE FEVEREIRO DE 2001 Cria o Programa de Arrendamento Residencial, institui o arrendamento residencial com opção de compra e dá outras providências. Faço saber que o Presidente da República

Leia mais

O DIREITO À CIDADE APRISIONADO EM CONJUNTOS HABITACIONAIS POPULARES: A ANÁLISE DO PROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA NO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA

O DIREITO À CIDADE APRISIONADO EM CONJUNTOS HABITACIONAIS POPULARES: A ANÁLISE DO PROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA NO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA O DIREITO À CIDADE APRISIONADO EM CONJUNTOS HABITACIONAIS POPULARES: A ANÁLISE DO PROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA NO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA RESUMO: O Direito apresenta-se para a sociedade, a partir de

Leia mais

Prevenção e mediação de conflitos fundiários urbanos

Prevenção e mediação de conflitos fundiários urbanos Prevenção e mediação de conflitos fundiários urbanos 1 Fatores geradores dos conflitos fundiários urbanos Reintegração de posse de imóveis públicos e privados, em que o processo tenha ocorrido em desconformidade

Leia mais

MUDANÇAS DA ORDEM URBANA DAS METRÓPOLES LIVROS COMPARATIVOS Ciência e Tecnologia Ministério da Ciência e Tecnologia

MUDANÇAS DA ORDEM URBANA DAS METRÓPOLES LIVROS COMPARATIVOS Ciência e Tecnologia Ministério da Ciência e Tecnologia MUDANÇAS DA ORDEM URBANA DAS METRÓPOLES LIVROS COMPARATIVOS Ciência e Tecnologia Ministério da Ciência e Tecnologia Capítulo 6 Organização Social do Território e formas de provisão de moradia Seminário

Leia mais

O Feirão DA SUA CASA.

O Feirão DA SUA CASA. O Feirão DA SUA CASA. Tudo o que você queria saber sobre o financiamento da CAIXA para comprar, construir ou reformar sua casa. E tudo sobre o Programa Minha Casa Minha Vida para quem ganha até R$ 4.900,00.

Leia mais

Norma: DECRETO 44245 2006 Data: 22/02/2006 Origem: EXECUTIVO

Norma: DECRETO 44245 2006 Data: 22/02/2006 Origem: EXECUTIVO Norma: DECRETO 44245 2006 Data: 22/02/2006 Origem: EXECUTIVO Ementa: REGULAMENTA O PROGRAMA HABITACIONAL LARES GERAES - SEGURANÇA PÚBLICA NO ÂMBITO DO FUNDO ESTADUAL DE HABITAÇÃO - FEH. Fonte: PUBLICAÇÃO

Leia mais

O que é o PLHIS? Quais são os beneficiários do PLHIS? Quais são as exigências do PLHIS?

O que é o PLHIS? Quais são os beneficiários do PLHIS? Quais são as exigências do PLHIS? O que é o PLHIS? Quais são os beneficiários do PLHIS? Quais são as exigências do PLHIS? Planejamento Planejamento é uma das condições para a prática profissional dos Assistente Social (BARBOSA, 1991).

Leia mais

SECOVI MINHA CASA, MINHA VIDA

SECOVI MINHA CASA, MINHA VIDA SECOVI MINHA CASA, MINHA VIDA Miriam Belchior Ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão São Paulo, 15 de julho de 2013 NOVOS MOTORES DO CRESCIMENTO Modelo brasileiro diversificou as fontes de crescimento

Leia mais

Nova Estrutura de Dados de Crédito

Nova Estrutura de Dados de Crédito Nova Estrutura de Dados de Crédito Este boxe apresenta as principais alterações introduzidas recentemente nas estatísticas de crédito publicadas pelo Banco Central 1. A reformulação objetivou ampliar a

Leia mais

DIAGNÓSTICO SOCIOAMBIENTAL E ESTRUTURAL DO BAIRRO SHOPPING PARK, MUNICÍPIO DE UBERLÂNDIA MG

DIAGNÓSTICO SOCIOAMBIENTAL E ESTRUTURAL DO BAIRRO SHOPPING PARK, MUNICÍPIO DE UBERLÂNDIA MG DIAGNÓSTICO SOCIOAMBIENTAL E ESTRUTURAL DO BAIRRO SHOPPING PARK, MUNICÍPIO DE UBERLÂNDIA MG Vinícius Borges Moreira Graduando em Geografia Universidade Federal de Uberlândia vinicius_sammet@hotmail.com

Leia mais

27.03.12. Paulo Safady Simão Presidente da CBIC

27.03.12. Paulo Safady Simão Presidente da CBIC 27.03.12 Paulo Safady Simão Presidente da CBIC REPRESENTANTE NACIONAL E INTERNACIONAL DAS ENTIDADES EMPRESARIAIS DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO E DO MERCADO IMOBILIÁRIO SINDICATOS, ASSOCIAÇÕES E CÂMARAS 62

Leia mais

Responsabilidade das instituições financeiras em mútuos concedidos no âmbito do SFH segundo a hermenêutica do Superior Tribunal de Justiça

Responsabilidade das instituições financeiras em mútuos concedidos no âmbito do SFH segundo a hermenêutica do Superior Tribunal de Justiça Responsabilidade das instituições financeiras em mútuos concedidos no âmbito do SFH segundo a hermenêutica do Superior Tribunal de Justiça Por Fabio Caprio Leite de Castro Uma questão jurídica que tem

Leia mais

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Junho 2009

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Junho 2009 Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Junho 2009 O papel do private equity na consolidação do mercado imobiliário residencial Prof. Dr. Fernando Bontorim Amato O mercado imobiliário

Leia mais

Bolha imobiliária: realidade ou ficção? Marcelo Barros, economista, professor da FBV Antônio Pessoa, economista, professor da FBV

Bolha imobiliária: realidade ou ficção? Marcelo Barros, economista, professor da FBV Antônio Pessoa, economista, professor da FBV Bolha imobiliária: realidade ou ficção? Marcelo Barros, economista, professor da FBV Antônio Pessoa, economista, professor da FBV Las Vegas - EUA Barro Recife/PE Qual é o imóvel mais caro? Fonte: Blog

Leia mais

O FINANCIAMENTO DOS PEQUENOS NEGÓCIOS NO BRASIL

O FINANCIAMENTO DOS PEQUENOS NEGÓCIOS NO BRASIL O FINANCIAMENTO DOS PEQUENOS NEGÓCIOS NO BRASIL Abril/2014 2014 Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas Sebrae Todos os direitos reservados A reprodução não autorizada desta publicação,

Leia mais

COMPARATIVO ENTRE DADOS DE OFERTA E DEMANDA DE HABITAÇÃO NO MERCADO IMOBILIÁRIO DE FLORIANÓPOLIS-SC

COMPARATIVO ENTRE DADOS DE OFERTA E DEMANDA DE HABITAÇÃO NO MERCADO IMOBILIÁRIO DE FLORIANÓPOLIS-SC COMPARATIVO ENTRE DADOS DE OFERTA E DEMANDA DE HABITAÇÃO NO MERCADO IMOBILIÁRIO DE FLORIANÓPOLIS-SC Luiz Fernando Mählmann Heineck, PhD Universidade Federal de Santa Catarina - Programa de Pós-Graduação

Leia mais

Programa Minha Casa Minha Vida

Programa Minha Casa Minha Vida Programa Minha Casa Minha Vida Programa de crédito ao produtor e ao consumidor. CAIXA ECONÔMICA FEDERAL EMPRÉSTIMOS CONSTRUTORA Compra MUTUÁRIO Programa Minha Casa Minha Vida Benefícios diferenciados para

Leia mais

Urban View. Urban Reports. Novas centralidades: minibairros são tendência no segmento econômico

Urban View. Urban Reports. Novas centralidades: minibairros são tendência no segmento econômico Urban View Urban Reports Novas centralidades: minibairros são tendência no segmento econômico Programa Falando em dinheiro, coluna Minha cidade, meu jeito de morar e investir Rádio Estadão ESPN Novas centralidades:

Leia mais

Trabalho apresentado no III Congresso Ibero-americano de Psicogerontologia, sendo de total responsabilidade de seu(s) autor(es).

Trabalho apresentado no III Congresso Ibero-americano de Psicogerontologia, sendo de total responsabilidade de seu(s) autor(es). A QUALIDADE DE VIDA SOB A ÓTICA DAS DINÂMICAS DE MORADIA: A IDADE ENQUANTO UM FATOR DE ACÚMULO DE ATIVOS E CAPITAL PESSOAL DIFERENCIADO PARA O IDOSO TRADUZIDO NAS CONDIÇÕES DE MORADIA E MOBILIDADE SOCIAL

Leia mais

Recursos e Fontes de Financiamento

Recursos e Fontes de Financiamento Recursos e Fontes de Financiamento Recursos e Fontes de Financiamento A disponibilidade de recursos financeiros para a implementação do Plano Local de HIS é fundamental para a concretização dos objetivos

Leia mais

Trabalho Social em Programas de Habitação e Desenvolvimento Urbano: Entre o Ideal e o Concreto

Trabalho Social em Programas de Habitação e Desenvolvimento Urbano: Entre o Ideal e o Concreto Trabalho Social em Programas de Habitação e Desenvolvimento Urbano: Entre o Ideal e o Concreto INÊS MAGALHÃES Secretária Nacional de Habitação Ministério das Cidades Seminário Trabalho Social em Programas

Leia mais

Seminário Rio Metrópole Moradia: Assunto de Interessa Metropolitano

Seminário Rio Metrópole Moradia: Assunto de Interessa Metropolitano Realização Seminário Rio Metrópole Moradia: Assunto de Interessa Metropolitano Henry Cherkezian Rio, 18 de maio de 2011 A questão Habitacional Aspectos a serem abordados Breve Diagnóstico Um exemplo da

Leia mais

Direcional Engenharia S.A.

Direcional Engenharia S.A. 1 Direcional Engenharia S.A. Relatório da Administração Exercício encerrado em 31 / 12 / 2007 Para a Direcional Engenharia S.A., o ano de 2007 foi marcado por recordes e fortes mudanças: registramos marcas

Leia mais

Curso de Especialização em MBA EXECUTIVO EM GESTÃO DE NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS E TURISMO

Curso de Especialização em MBA EXECUTIVO EM GESTÃO DE NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS E TURISMO Curso de Especialização em MBA EXECUTIVO EM GESTÃO DE NEGÓCIOS IMOBILIÁRIOS E TURISMO ÁREA DO CONHECIMENTO: Administração. NOME DO CURSO: Curso de Pós-Graduação Lato Sensu, especialização em MBA Executivo

Leia mais

O maior desafio do Sistema Único de Saúde hoje, no Brasil, é político

O maior desafio do Sistema Único de Saúde hoje, no Brasil, é político O maior desafio do Sistema Único de Saúde hoje, no Brasil, é político Jairnilson Paim - define o SUS como um sistema que tem como característica básica o fato de ter sido criado a partir de um movimento

Leia mais

Perguntas realizadas na apresentação do Fundo Garantidor de Crédito

Perguntas realizadas na apresentação do Fundo Garantidor de Crédito Perguntas realizadas na apresentação do Fundo Garantidor de Crédito - O que significa DPEG? - O que é DPGE 1 e 2? Quais suas finalidades? Qual a diferença para o FGC? DPGEs são títulos de renda fixa representativos

Leia mais

A CÂMARA MUNICIPAL DE GOIÂNIA APROVA E EU SANCIONO A SEGUINTE LEI:

A CÂMARA MUNICIPAL DE GOIÂNIA APROVA E EU SANCIONO A SEGUINTE LEI: GABINETE DO PREFEITO LEI Nº 8487, DE 06 DE DEZEMBRO DE 2006 Dispõe sobre a criação do Fundo Municipal de Habitação de Interesse Social FMHIS, revoga as Leis nºs 7.273, de 12 de janeiro de 1994, e 7.600,

Leia mais

Curso de Formação para a Elaboração, Monitoramento e Acompanhamento do PLHIS

Curso de Formação para a Elaboração, Monitoramento e Acompanhamento do PLHIS Curso de Formação para a Elaboração, Monitoramento e Acompanhamento do PLHIS Módulo IV Política Habitacional e as políticas urbanas Política Habitacional: o papel dos estados e municípios Regina Fátima

Leia mais

Política governamental e propostas para combate do déficit habitacional As Contribuições da CAIXA

Política governamental e propostas para combate do déficit habitacional As Contribuições da CAIXA Política governamental e propostas para combate do déficit habitacional As Contribuições da CAIXA 1 Conferência Internacional de Crédito Imobiliário do Banco Central do Brasil Experiência Internacional

Leia mais

ENCONTRO REGIONAL DE PROCURADORAS E PROCURADORES DOS DIREITOS DO CIDADÃO 2015 HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL PROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA

ENCONTRO REGIONAL DE PROCURADORAS E PROCURADORES DOS DIREITOS DO CIDADÃO 2015 HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL PROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA ENCONTRO REGIONAL DE PROCURADORAS E PROCURADORES DOS DIREITOS DO CIDADÃO 2015 HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL PROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA CONTEXTO O déficit habitacional no Brasil, em 2008, segundo a

Leia mais

AS PRINCIPAIS MUDANÇAS PROPOSTAS PELA PREFEITURA DE SÃO PAULO PARA O NOVO PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO

AS PRINCIPAIS MUDANÇAS PROPOSTAS PELA PREFEITURA DE SÃO PAULO PARA O NOVO PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO AS PRINCIPAIS MUDANÇAS PROPOSTAS PELA PREFEITURA DE SÃO PAULO PARA O NOVO PLANO DIRETOR ESTRATÉGICO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO Marcia Heloisa P. S. Buccolo, consultora jurídica de Edgard Leite Advogados

Leia mais

Como funciona a aquisição de moradia pela COHAB Curitiba?

Como funciona a aquisição de moradia pela COHAB Curitiba? Como funciona a aquisição de moradia pela COHAB Curitiba? Os interessados em adquirir um imóvel pela COHAB Curitiba devem efetuar inscrição nas agências de atendimento da Companhia e aguardar a classificação

Leia mais

USO DA INTERNET E PARTICIPAÇÃO CIDADÃ NA GESTÃO LOCAL: ORÇAMENTO PARTICIPATIVO INTERATIVO DE IPATINGA

USO DA INTERNET E PARTICIPAÇÃO CIDADÃ NA GESTÃO LOCAL: ORÇAMENTO PARTICIPATIVO INTERATIVO DE IPATINGA USO DA INTERNET E PARTICIPAÇÃO CIDADÃ NA GESTÃO LOCAL: ORÇAMENTO PARTICIPATIVO INTERATIVO DE IPATINGA An Innovations in Technology and Governance Case Study Desde o final dos anos 1980, diversos governos

Leia mais

SEMINÁRIO ESTADUAL POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O DESENVOLVIMENTO URBANO EM PERNAMBUCO

SEMINÁRIO ESTADUAL POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O DESENVOLVIMENTO URBANO EM PERNAMBUCO SEMINÁRIO ESTADUAL POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O DESENVOLVIMENTO URBANO EM PERNAMBUCO 29/10/2015 OS PROGRAMAS E PROJETOS ESTRATÉGICOS PARA INTEGRAÇÃO DA POLÍTICA URBANA EM PERNAMBUCO SUPERINTENDÊNCIAS EM P

Leia mais

COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO URBANO. PROJETO DE LEI Nº 4.992, de 2005

COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO URBANO. PROJETO DE LEI Nº 4.992, de 2005 COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO URBANO PROJETO DE LEI Nº 4.992, de 2005 Dispõe sobre o financiamento e desenvolvimento de programas habitacionais sociais, destinados à população de baixa renda e dá outras

Leia mais

PROGRAMA MINHA CASA, MINHA VIDA A produção de Habitação de Interesse Social na promoção do desenvolvimento urbano

PROGRAMA MINHA CASA, MINHA VIDA A produção de Habitação de Interesse Social na promoção do desenvolvimento urbano PROGRAMA MINHA CASA, MINHA VIDA A produção de Habitação de Interesse Social na promoção do desenvolvimento urbano Maria do Carmo Avesani Diretora do Departamento de Produção Habitacional Secretaria Nacional

Leia mais

Fontes Operação Valores de Operação (R$) Unid. Habitacionais

Fontes Operação Valores de Operação (R$) Unid. Habitacionais Nota da Equipe de Pesquisa do IAU (USP-São Carlos) / PEABIRU sobre as matérias a respeito da modalidade Entidades do Programa Minha Casa Minha Vida publicadas no jornal O Estado de SP A equipe de pesquisa

Leia mais

Diretrizes visando a melhoria de projetos e soluções construtivas na expansão de habitações de interesse social 1

Diretrizes visando a melhoria de projetos e soluções construtivas na expansão de habitações de interesse social 1 Diretrizes visando a melhoria de projetos e soluções construtivas na expansão de habitações de interesse social 1 1. INTRODUÇÃO 1.1. Justificativa O tema estudado no presente trabalho é a expansão de habitações

Leia mais

NOTA TÉCNICA CONJUNTA PROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA

NOTA TÉCNICA CONJUNTA PROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA NOTA TÉCNICA CONJUNTA PROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA Associação dos Notários e Registradores do Brasil ANOREG/BR Instituto de Registro Imobiliário do Brasil IRIB Associação dos Registradores Imobiliários

Leia mais

RECOMENDAÇÃO GT/HIS Nº 02, de 26 de novembro de 2014

RECOMENDAÇÃO GT/HIS Nº 02, de 26 de novembro de 2014 RECOMENDAÇÃO GT/HIS Nº 02, de 26 de novembro de 2014 Inquérito Civil Público nº 1.22.000.002106/2010-13 O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, por intermédio do Grupo de Trabalho Intercameral Habitação de Interesse,

Leia mais

Dicas para investir em Imóveis

Dicas para investir em Imóveis Dicas para investir em Imóveis Aqui exploraremos dicas de como investir quando investir e porque investir em imóveis. Hoje estamos vivendo numa crise política, alta taxa de desemprego, dólar nas alturas,

Leia mais

INSTITUTOS SUPERIORES DE ENSINO DO CENSA PROGRAMA INSTITUCIONAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA PROVIC PROGRAMA VOLUNTÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA

INSTITUTOS SUPERIORES DE ENSINO DO CENSA PROGRAMA INSTITUCIONAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA PROVIC PROGRAMA VOLUNTÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA INSTITUTOS SUPERIORES DE ENSINO DO CENSA PROGRAMA INSTITUCIONAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA PROVIC PROGRAMA VOLUNTÁRIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA IMPACTO DA CONSTRUÇÃO CIVIL NO PRODUTO INTERNO BRUTO BRASILEIRO

Leia mais

ATOS DO PODER EXECUTIVO

ATOS DO PODER EXECUTIVO ATOS DO PODER EXECUTIVO Decreto nº 7.499, de 16 de junho de 2011 Regulamenta dispositivos da Lei no 11.977, de 7 de julho de 2009, que dispõe sobre o Programa Minha Casa, Minha Vida, e dá outras providências.

Leia mais

Administrar uso do FGTS no consórcio de imóvel

Administrar uso do FGTS no consórcio de imóvel Administrar uso do FGTS no consórcio de imóvel Quais são as possibilidades de uso do FGTS no consórcio? Oferta de lance em consórcio de imóvel residencial O consorciado poderá utilizar até 100% do saldo

Leia mais

Seminário Setorial de Construção Civil APIMEC SUL. Outubro de 2010

Seminário Setorial de Construção Civil APIMEC SUL. Outubro de 2010 Seminário Setorial de Construção Civil APIMEC SUL Outubro de 2010 Aviso Esta apresentação contém declarações prospectivas. Tais informações não são apenas fatos históricos, mas refletem as metas e as expectativas

Leia mais

PROJETO DE LEI N.º 1.656-A, DE 2015 (Do Sr. Cabo Daciolo)

PROJETO DE LEI N.º 1.656-A, DE 2015 (Do Sr. Cabo Daciolo) *C0055732A* C0055732A CÂMARA DOS DEPUTADOS PROJETO DE LEI N.º 1.656-A, DE 2015 (Do Sr. Cabo Daciolo) Cria o Programa de Financiamento Habitacional para os Militares da Defesa Nacional e agentes de Segurança

Leia mais

INSTITUTO ADM&TEC SELEÇÃO PÚBLICA SIMPLIFICADA PARA O CURSO SUPERIOR SEQUENCIAL DE FORMAÇÃO ESPECÍFICA EM GESTÃO IMOBILIÁRIA 2015

INSTITUTO ADM&TEC SELEÇÃO PÚBLICA SIMPLIFICADA PARA O CURSO SUPERIOR SEQUENCIAL DE FORMAÇÃO ESPECÍFICA EM GESTÃO IMOBILIÁRIA 2015 INSTITUTO ADM&TEC SELEÇÃO PÚBLICA SIMPLIFICADA PARA O CURSO SUPERIOR SEQUENCIAL DE FORMAÇÃO ESPECÍFICA EM GESTÃO IMOBILIÁRIA 2015 DISCIPLINA: PORTUGUÊS PROVA DE 2ª FASE FUNDOS IMOBILIÁRIOS Os Fundos de

Leia mais

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Dezembro 2010

Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Dezembro 2010 Texto para Coluna do NRE-POLI na Revista Construção e Mercado Pini Dezembro 2010 EMPREENDIMENTOS DE USO MISTO Profa.Dra.Eliane Monetti Prof. Dr. Sérgio Alfredo Rosa da Silva Empreendimentos de uso misto

Leia mais

Concurso 2011. Prof. Cid Roberto. Bancos Comerciais. Bancos Comerciais. prof.bancario@gmail.com

Concurso 2011. Prof. Cid Roberto. Bancos Comerciais. Bancos Comerciais. prof.bancario@gmail.com Concurso 2011 Prof. Cid Roberto prof.bancario@gmail.com Mercado Financeiro Comunidade Conhecimentos Bancários (orkut) 5ª aula Início da aula Instituições Operadoras Livro Como esticar seu dinheiro Ricardo

Leia mais

Crédito imobiliário. Entenda melhor o assunto e conheça o novo serviço EBM.

Crédito imobiliário. Entenda melhor o assunto e conheça o novo serviço EBM. Crédito imobiliário. Entenda melhor o assunto e conheça o novo serviço EBM. Índice O momento ideal para comprar imóveis Números da Habitação PRIMEIROS PASSOS PARA A AQUISIÇÃO DE UM IMÓVEL 4 6 8 22 24 EBMCRED

Leia mais

Brincar de ler e escrever

Brincar de ler e escrever I Edital FNA 2015 Brincar de ler e escrever A Fundação Negro Amor - FNA foi criada em 2008 e, desde então, desenvolve ações na área socioeducativa e cultural, com foco na promoção da educação infantil

Leia mais

Use bem o seu dinheiro

Use bem o seu dinheiro 1016323-6 - abr/2012 Quer saber mais sobre como usar melhor o seu dinheiro? No site www.itau.com.br/usoconsciente, você encontra vídeos, testes e informações para uma gestão financeira eficiente. Acesse

Leia mais

ACORDO DE COOPERAÇÃO 03/2009 ENTRE O COMAER/ CFIAe & CAIXA (CEF) INSTRUÇÕES AOS BENEFICIÁRIOS DA CFIAe GENERALIDADES A Caixa de Financiamento Imobiliário da Aeronáutica (CFIAe) vem acompanhando as taxas

Leia mais

Tipos de Empresas, Requisitos e Passos para Abertura, Abertura Empresas Virtuais, Tributação.

Tipos de Empresas, Requisitos e Passos para Abertura, Abertura Empresas Virtuais, Tributação. Tipos de Empresas, Requisitos e Passos para Abertura, Abertura Empresas Virtuais, Tributação. 1) Tipos de Empresas Apresenta-se a seguir, as formas jurídicas mais comuns na constituição de uma Micro ou

Leia mais

Título: Indicadores e variáveis nos estudos de viabilidade econômica e financeira identificação e relevância para os empreendedores da habitação.

Título: Indicadores e variáveis nos estudos de viabilidade econômica e financeira identificação e relevância para os empreendedores da habitação. Rio de Janeiro, 27 de outubro de 2006. Título: Indicadores e variáveis nos estudos de viabilidade econômica e financeira identificação e relevância para os empreendedores da habitação. Title: Indicators

Leia mais

POLÍTICAS PERMANENTES DE HABITAÇÃO

POLÍTICAS PERMANENTES DE HABITAÇÃO POLÍTICAS PERMANENTES DE HABITAÇÃO A IMPORTÂNCIA DO PROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA Outubro / 2014 POLÍTICAS PERMANENTES DE HABITAÇÃO Histórico recente da evolução do crédito à moradia Impactos dos investimentos

Leia mais

TERMO DE REFERÊNCIA FINANCIAMENTO DE IMÓVEIS NA PLANTA E/OU EM CONSTRUÇÃO - RECURSOS FGTS PROGRAMA DE SUBSÍDIO À HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL - PSH

TERMO DE REFERÊNCIA FINANCIAMENTO DE IMÓVEIS NA PLANTA E/OU EM CONSTRUÇÃO - RECURSOS FGTS PROGRAMA DE SUBSÍDIO À HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL - PSH Informações sobre o Programa de Financiamento de Imóveis na Planta e/ou em Construção Recursos FGTS - PSH 1 O Programa O Programa acima foi instituído por intermédio da Medida Provisória 2212 de 30 / 0

Leia mais

Programas Minha Casa Minha Vida

Programas Minha Casa Minha Vida Programas Minha Casa Minha Vida PNHR OGU Entidades FDS 0 a 3 SM FAR PNHU FGTS 1 2 PNHR - Programa Nacional de Habitação Rural OBJETIVO Financiamento aos agricultores familiares para construção, reforma

Leia mais

VERTICALIZAÇÃO E CUSTO DA TERRA: TENDÊNCIAS DE EXPANSÃO DA CIDADE DE CURITIBA

VERTICALIZAÇÃO E CUSTO DA TERRA: TENDÊNCIAS DE EXPANSÃO DA CIDADE DE CURITIBA VERTICALIZAÇÃO E CUSTO DA TERRA: TENDÊNCIAS DE EXPANSÃO DA CIDADE DE CURITIBA Gislene Pereira Universidade Federal do Paraná (UFPR) gislenepereira42@gmail.com Bruna Gregorini Universidade Federal do Paraná

Leia mais

Administração Financeira: princípios, fundamentos e práticas brasileiras

Administração Financeira: princípios, fundamentos e práticas brasileiras Administração Financeira: princípios, fundamentos e práticas brasileiras Prof. Onivaldo Izidoro Pereira Finanças Corporativas Ambiente Econômico Em suas atividades uma empresa relacionase com: Clientes

Leia mais

APURAÇÃO DO RESULTADO (1)

APURAÇÃO DO RESULTADO (1) APURAÇÃO DO RESULTADO (1) Isnard Martins - UNESA Rodrigo de Souza Freitas http://www.juliobattisti.com.br/tutoriais/rodrigosfreitas/conhecendocontabilidade012.asp 1 Apuração do Resultado A maioria das

Leia mais

Como comprar o seu imóvel. Um jeito único de vender.

Como comprar o seu imóvel. Um jeito único de vender. Como comprar o seu imóvel Um jeito único de vender. NOSSA MISSÃO A Impacto Engenharia investe constantemente em um relacionamento mais estreito com seus clientes e assim oferece um jeito único de servir,

Leia mais

Pedro Carrano e Thiago Hoshino Brasil de Fato (Curitiba (PR)

Pedro Carrano e Thiago Hoshino Brasil de Fato (Curitiba (PR) Nosso déficit não é de casas, é de cidade Raquel Rolnik defende que atualmente não há políticas para moradia, apenas políticas focadas no setor imobiliário e financeiro 22/10/2012 Pedro Carrano e Thiago

Leia mais