MUDANÇA NO PADRÃO DE DISTRIBUIÇÃO SOCIAL A PARTIR DA LOCALIZAÇÃO RESIDENCIAL

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1 NEIO CAMPOS MUDANÇA NO PADRÃO DE DISTRIBUIÇÃO SOCIAL A PARTIR DA LOCALIZAÇÃO RESIDENCIAL Brasília: década 90 Tese apresentada ao Curso de Doutorado do Programa de Pós-Graduação em Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ, como parte dos requisitos necessários à obtenção do grau de Doutor em Planejamento Urbano e Regional. Orientador: Prof. Dr. Pedro Abramo Doutor em Economia / Ècole des Hautes Etudes en Sciences Sociales Rio de Janeiro 2003

2 C198m Campos, Neio. Mudança no padrão de distribuição social a partir da localização residencial : Brasília, década 90 / Neio Campos f. : il. ; 30 cm. Orientador: Pedro Abramo. Tese (doutorado) Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional, Bibliografia: f Localização residencial. 2. Economia urbana. 3. Brasília (DF). I. Abramo, Pedro. II. Universidade Federal do Rio de Janeiro. Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional. III. Título. CDD:

3 NEIO CAMPOS MUDANÇA NO PADRÃO DE DISTRIBUIÇÃO SOCIAL A PARTIR DA LOCALIZAÇÃO RESIDENCIAL Brasília: década 90 Tese submetida ao corpo docente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, como parte dos requisitos necessários à obtenção do grau de Doutor em Planejamento Urbano e Regional. Aprovado em: Prof. Dr. Pedro Abramo Orientador Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional - UFRJ Prof. Dr. João Rovatti Profª Drª Norma Gonçalves Lacerda Profª Drª Ana Clara Torres Ribeiro Prof. Dr. Ricardo Libanez Farret Dr. José Agostinho Anachoreta Leal

4 AGRADECIMENTOS O trabalho de elaboração de uma tese envolve um esforço coletivo, difícil de ser percebido quando da socialização do mesmo, seja em termos da responsabilidade final pelas idéias, análises e conclusões registradas no texto final, como na própria defesa da tese, feita perante uma banca examinadora pelo autor do trabalho. No entanto, o trabalho metodicamente organizado que é perseguido em uma tese, é a expressão de um conjunto de idéias, as quais, de formas distintas, são compartilhadas por diversas pessoas em diferentes posições sociais, contextos e momentos. Os agradecimentos iniciais as pessoas que auxiliaram a conclusão desse trabalho são dirigidos ao meu amigo e orientador Prof. Dr. Pedro Abramo. A ordem referida acima tem um significado concreto fundamental, por que se não tratasse de um amigo, a oferecer o seu ombro fraterno acima de qualquer circunstância, com apoio e generosidade tamanha que impediram à difícil decisão de desistência da tarefa de conclusão do doutoramento, ajudando a superar os dramas pessoais intercorrentes a essa admirável aventura que é a vida humana. Especificamente, no que se relaciona ao papel de orientador, o Prof Dr. Pedro Abramo de muito tempo se apresenta como uma referência importante à perspectiva teóricometodológica adotada nas pesquisas já realizadas, oferecendo importantes contribuições de um economista não-ortodoxo à visão de um geógrafo que busca entender processos sociais por meio da teoria espacial crítica. Estendo esses agradecimentos à Andréa Cunha e Luciana Fernandes, amigas e colegas do Observatório Imobiliário e de Políticas do Solo, coordenado por Prof. Pedro, espaço privilegiado para reflexão da temática desenvolvida na tese. Agradeço ao corpo docente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro pela oportunidade da formação e aprofundamento da compreensão do espaço urbano e regional, por meio de diversos seminários, debates e discussões. Gostaria de destacar o privilégio especial e altamente compensador de ter a Profª Ana Clara Torres Ribeiro como professora durante dois semestres, nos seminários preparatórios do

5 Projeto de Tese. Seu desempenho rigoroso, ao mesmo tempo amável, sedimentou uma admiração iniciada ainda como recém mestre em Planejamento Urbano, em 1988, nas discussões e mobilizações acerca da Reforma Urbana, mas, principalmente, condicionou a minha atividade docente para o ensino de Metodologia da Pesquisa na graduação do curso de Geografia da Universidade de Brasília, onde, os textos com orientação dos passos metodológicos necessários à construção do conhecimento científico me servem de bússola. Estendo esses agradecimentos aos colegas do Programa de Doutorado do IPPUR assim como aos seus funcionários. Em Brasília, tenho tido a oportunidade de conviver profissionalmente com diversas pessoas e situações, tanto com colegas da Universidade de Brasília (UnB) como da Empresa de Consultoria Tecnologia e Consultoria Brasileira (TCBR). Em todas essas oportunidades sobressai a busca da troca de experiências que permite a aquisição de novos conhecimentos, mas, principalmente, o estreitamento de laços de amizade e afeto, fundamentais para propiciar uma convivência prazerosa. O suporte financeiro da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior CAPES, por meio do Programa Institucional de Capacitação Docente e Técnica deu a base material para enfrentar os custos incorridos durante todo o desenvolvimento do Programa. Importante, também, agradecer, na pessoa do Prof. Dr. Martim Smolka, Senior Fellow e Diretor do Programa sobre América Latina e Caribe do Lincoln Institute of Land Policy, a concessão da Bolsa Dissertation Felowship, em junho de Alguns profissionais contribuíram mais diretamente no desenvolvimento desse trabalho, seja por meio da aplicação dos questionários da pesquisa de campo, destacando-se as alunas do Curso de Graduação do Departamento de Geografia, Maria Rita Fonseca e Mariana Miranda, como na revisão do texto, realizada pela Arquiteta Luciana Pessoa. A formatação e ilustração foi elaborada por Nanci Andrade e maior parte dos mapas foram elaborados no Laboratório de Informações Espaciais do Departamento de Geografia da UnB, pelo competente trabalho da colega Potira Hermuche. Agradeço, também a permissão para uso de

6 alguns gráficos e mapas confeccionados pela equipe coordenada pelo Dr. Heber Ramos, diretor da TCBR.. Gilberto Gil afirma que a Bahia lhe deu régua e compasso. Compartilho desse sentimento com ele, acrescentando a bússola representada pela formação dada por meus pais, José Campos e Helena Flora de Oliveira Campos, a convivência com a minha companheira Albaneide e os filhos, Geane, Ciro e Helena, os quais no cotidiano dividiram todos os momentos vivenciados durante a elaboração dessa tese, agradecendo a compreensão e a compaixão que sempre tiveram pelas minhas falhas e ausências.

7 RESUMO A mudança no padrão sócio-espacial de Brasília como uma das expressões do processo de estruturação intra-urbana é o objeto deste trabalho. Compreender como se processa a decisão das escolhas de localização, tanto em relação à produção como o consumo de formas-conteúdo (edifícios, condomínios, bairros, lotes, equipamentos e infra-estruturas urbanas) em seus movimentos concretos de valorização/desvalorização espacial, constitui o seu objetivo geral. Essa decisão é tomada em uma trama de relações complexas na qual o espaço não é apenas uma condição geral para que as escolhas se materializem, mas uma dimensão constitutiva dessas decisões, suscitando, no caso concreto em análise, a questão principal do estudo: como se processa a coordenação espacial dos eventos de transformação do espaço intra-urbano de Brasília, cada vez mais dinâmicos, complexos e contingentes, marcados por tomada de decisões locacionais estratégicas e interdependentes? A abordagem teórico-metodológica relaciona os sinais emitidos por convenções urbanas, enquanto mecanismo de coordenação espacial, ao conceito de forma-conteúdo, ou seja, a materialização localizada da dinâmica social que não é explicada pela sociedade sozinha, mas pelo que essa forma-conteúdo representa enquanto permanência e transformação da ordem/desordem espacial. O principal resultado alcançado é a aplicação de uma abordagem heterodoxa de economia e geografia urbana ao campo dos estudos intra-urbanos, tomando como exemplo empírico à configuração sócio-espacial de Brasília. Constatou-se que a dinâmica sócio-espacial de Brasília tem nas sinalizações emitidas pelos agentes que produzem e se apropriam do espaço, o aspecto constitutivo mais forte, trazendo para o centro da análise a categoria espaço enquanto híbrido de sistemas de ações e de objeto.

8 ABSTRACT The change in the social and spatial Brasilia pattern, as like one of expressions of the intra-urban process, is the object this thesis. To understand how works the location decision-making choice, by the side of production as consuming shape-contents (buildings, neighborhoods, lots, equipments and infra-structure urban), in their concrete movements of valorization/desvalorization of the space, it s the general objective. This decision is adopted in a trama of complex relationship where the space is not just a general condition to support the locational choice, but it s one of the constitutive dimensions of these decisions, arising, in concrete analysis case, the main problem of the study: how works the spatial coordination of events around the Brasilia s intra-urban space transformation? This transformation is taken in context of dynamic, complex and contingents, signalized by strategic and interdependent locational choice. The theoretical and methodological approach relates the urban convention signals while mechanism of spatial coordination, to concept of contents-shape, on the other words, to the located materialization of social dynamic that is not explicated by self society, but by this shape-contents represents while o permanency and transformation of spatial ordem/desordem. The main results this work is the application of a heterodox approach in the fields of intra-urban studies both economics and geography subjects, taken as example Brasilia and it s social and spatial configuration.

9 Lista de Ilustrações Tabelas Tabela nº 1 - Crescimento da População Urbana do Distrito Federal...36 Tabela nº 2 - Distrito Federal Favelas (1982)...39 Tabela nº 3 - Entorno do Distrito Federal Evolução da População Total dos Municípios do Aglomerado de Brasília ( )...42 Tabela nº 4 dados empíricos nos 3 momentos...79 Tabela nº 5 - População Economicamente Ativa (PEA) e População Ocupada (PO) e Tabela nº 6 - Ocupações Principais em 1997 (Em %) Tabela nº 7 - Indicador de Educação e Tabela nº 8 - Renda Domiciliar Mensal Per Capita e Tabela nº 9 - Grau de Concentração de Renda no Distrito Federal e Tabela nº 10 - Índice Médio de Desenvolvimento do Distrito Federal e Tabela nº 11 Determinantes da troca de residência por classe de renda e condição de ocupação do imóvel anterior Tabela nº 12 Trajetórias urbanas entre localidades Tabela n 13 - Déficit Habitacional por Faixa de Renda Tabela nº 14 - População Urbana e Número de Lotes Residenciais Licitados no Distrito Federal Figuras Figura nº 1 - As semelhanças e diferenças entre Ricardo e Marx...68 Figura nº 2 - As semelhanças e diferenças entre Ricardo e Marx...69 Figura nº 3 - Escassez dos bens não produzidos e suas condições de troca...71 Figura nº 4 - Modelo de Análise Decisória...90 Figura n 5 - Localização residencial do migrante de baixa renda em seu processo de integração na cidade...92 Figura n 6 O caminho da convenção urbana Quadros Quadro nº 1 - MODELO DE TURNER...93 Quadro n 2 - Desenho institucional dos primeiros anos do BNH Gráficos Gráfico n 1 Índice de Gini RA s do DF 1997 e Gráfico n 2 População do Distrito Federal (Mil hab. 2000) x Distância de Brasília (Km) Gráfico n 3 População do Entorno (Mil hab. 2000) x Distância de Brasília (Km) Gráfico nº 4 População Acumulada (%) DF e Entorno x Distância de Brasília (Km) Gráfico n 5 Modos de Viagens X Renda...129

10 Mapas Mapa n 1 Localização dos Ribeirões do Torto e Gama...28 Mapa n 2 Distrito F e entorno...41 Mapa n 3 Regiões Administrativas do DF...44 Mapa n 4 - Distrito Federal dinâmica territorial...48 Mapa n 5 - Ocupação Territorial projeção futura (PDOT)...98 Mapa n 6 - Ocupação Territorial )...99 Mapa n 7 - Ocupação Territorial década de Mapa n 8 - Ocupação Territorial década de Mapa n 9 - Ocupação Territorial década de Mapa n 10 - Variação da Ocupação Territorial entre as décadas de 1960 e Mapa n 11 - Postos de Trabalho Mapa n 12 - Matrículas escolares (mil) Mapa n 13 - Renda Domiciliar...115

11 1 SUMÁRIO Apresentação 12 Introdução 14 Capítulo I - A Concepção Urbanística de Brasília 20 Introdução 20 Principais Matrizes Conceituais 22 Breves Incursões Contextuais Acerca da Construção 26 Configuração Espacial de Brasília 30 Capítulo II - Espaço, Localização e Posição Social 50 Introdução 50 Principais contornos do debate sobre Espaço 53 Localização, Valorização do Espaço e Posição Social 63 Localização e Dinâmica Espacial de Brasília 75 Capítulo III - Mobilidade Sócio-espacial em Brasília 82 Introdução 83 Motivações e Preferências nos Deslocamentos Intra-urbanos 96 Fatores de Atração e Expulsão 96 Dimensão dos Deslocamentos Intra-Urbanos 124 Capítulo IV - Convenção Urbana, Formas-Conteúdo e Coordenação da Dinâmica Espacial de Brasília Introdução 130 Convenções Urbanas na Perspectiva Heteredoxa de Economia Urbana e a Dinâmica Espacial da Cidade 133 Formas-Conteúdo Articulando a Espacialidade Intra-Urbana 146 Brasília e a Coordenação da Dinâmica Espacial 165 Conclusões 171 Referências 167 Anexos 187

12 12 APRESENTAÇÃO Este trabalho expressa os momentos pessoais difíceis enfrentados pelo pesquisador no decorrer do doutoramento, associado à própria complexidade da tarefa de trabalhar com um objeto de natureza interdisciplinar, o espaço urbano, constituinte da própria realidade existencial do pesquisador/morador. Apesar do marco lógico do trabalho fincar suas bases na formação de geógrafo, o desenvolvimento da argumentação projeta-se em outras áreas do conhecimento tais como a economia urbana, a sociologia urbana ou ainda a história urbana na tarefa de analisar a mudança no padrão de distribuição social de Brasília a partir da localização. A tese ora apresentada reflete uma jornada já trilhada na temática da estruturação intra-urbana, iniciada na metade dos anos 80, com a participação na pesquisa associada, coordenada pelos pesquisadores e professores da Universidade de Brasília, Aldo Paviani e Ricardo Farret, denominado Mobilidade Residencial Intra-Urbana no Distrito Federal (1986). Nesta pesquisa, o aspecto analítico ressaltado foi às motivações do morador no processo de deslocamento no espaço interno da cidade. Em seguida, a dissertação de mestrado defendida em 1988 no Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília, versava sobre a produção da segregação residencial em Brasília, compreendendo-a como um dos signos do processo de estruturação intra-urbana em um contexto de desigualdade sócioespacial. Continuando os esforços para a compreensão do processo, no início dos anos 90, no âmbito de um Projeto Integrado com o Instituto de Pesquisa e Pós- Graduação em Planejamento Urbano e Regional/IPPUR, foi desenvolvida uma pesquisa sobre a dinâmica imobiliária e a estruturação intra-urbana de Brasília, adotando o mesmo procedimento metodológico e base de informações da pesquisa pioneira coordenada por Martim Smolka para a cidade do Rio de Janeiro (Smolka, 1995).

13 13 Essa pesquisa proporcionou a formação de um banco de dados contendo as informações sobre as transações imobiliárias compreendendo uma série temporal significativa de 30 anos, além de ter permitido aos pesquisadores envolvidos participarem da Rede de Pesquisa Dinâmica Imobiliária e Estruturação Intra-Urbana, de âmbito nacional, a qual fomentou como principais atividades da rede, a realização de dois seminários de pesquisa de caráter internacional, onde foram discutidos os aspectos teórico-metodológicos implicados pela temática. A culminância desse envolvimento canalizou-se para a realização desse programa de doutoramento em Planejamento Urbano e Regional no IPPUR, sob a orientação do Prof. Pedro Abramo, encetando além da reflexão aprofundada acerca do campo geral, a oportunidade de envolvimento nas atividades coordenadas pelo referido pesquisador, ressaltando-se a participação em dois seminários internacionais organizados no decorrer desse período. Face ao envolvimento com a linha de pesquisa, referida anteriormente, o Lincoln Institute of Land Policy concedeu no ano de 2000 uma Bolsa (Dissertation Fellowship) para auxílio no desenvolvimento da pesquisa, assim como, por recomendação do Prof. Martim Smolka, recebeu um convite para participação e apresentação no Lincoln Institute of Land Policy de um curso sobre o Funcionamento do Mercado de Terras Urbanas, ocorrido em novembro de 2001, em Cambridge, MA, Estados Unidos. Cabe mencionar, também, o programa desenvolvido no ano de 2001, no âmbito do European Regional and Development Planning PhD Module, pela Université du Lille, por indicação do Prof. Abramo, o qual proporcionou um intercâmbio profícuo de experiências e visões acerca do planejamento urbano e regional da Europa.

14 14 INTRODUÇÃO Pouco a pouco, baseada no Plano Piloto de Lúcio Costa, Brasília aparecia como um oásis naquela terra vazia e abandonada. As ruas, as praças, os palácios, etc. Era arquitetura a enriquecer o horizonte raso e sem fim do planalto. A cidade que o otimismo de JK permitiu realizar em tão curto prazo: Não quero, dizia ele, uma cidade qualquer, feia e provinciana, mas uma cidade moderna, que possa exprimir o futuro e grandeza do nosso país. Oscar Niemayer Correio Braziliense, 21/04/2001 Analisar Brasília com foco nas mudanças sócio-espaciais encetadas pela localização residencial remete-nos à discussão da utopia urbana que impulsionou o gesto de criação, no sentido que, sua realização, implicaria no desenrolar do processo de formação espacial, a concretização de uma sociedade nova, fundamentada em novas regras de convívio e de estruturação social.

15 15 Muito antes do Iluminismo, imagens utópicas do que a cidade poderia ser povoavam, principalmente, as mentes de arquitetos e urbanistas, no pressuposto que um bom desenho promoveria o surgimento de uma nova sociedade. Em verdade, as utopias urbanas vêm desde a tradição da antiguidade grega, mesclando idealizações de cidade e sociedade. Na República de Platão, um dos interlocutores de Sócrates narra uma lenda fenícia, segundo a qual uma sociedade utópica era gerada nas entranhas da Terra. Do mesmo modo que esta gerara metais nobres, como o ouro, a prata, o cobre, ela teria gerado também os filósofos, os guerreiros, os artesãos e os camponeses, cada um com sua função e cada um com seu lugar na polis. Enquanto aos filósofos, dotados de razão e senso de justiça, caberia governar a sociedade utópica, os guerreiros a defenderiam contra seus inimigos externos, enquanto os artesãos e camponeses trabalhariam para sua manutenção. A função de cada casta/estamento é necessária e imprescindível para garantir a sobrevivência e defesa do todo. Contudo, não deve haver mesclas dos metais. Cada um deverá permanecer em sua pureza original, ou seja, em seu lugar, cumprindo a sua função. (Freitag, 2002). Thomas Morus, no período renascentista, utiliza o mesmo recurso de pensar um lugar nenhum para idealizar uma nova sociedade. Em seu livro Utopia, ele descreve a organização social de uma ilha que não figurava em nenhum mapa da época, povoada por uma sociedade ideal, distribuída por 54 núcleos urbanos, todos iguais. Nessa ilha a propriedade privada tinha sido abolida, sendo que seus moradores habitavam as casas que de 10 em 10 anos eram distribuídas à população por sorteio e sua ocupação era gratuita. Todos os inquilinos tinham que trabalhar pelo menos seis horas por dia, sendo que o trabalho era organizado de forma racional com uma divisão funcional de tarefas. O sexo e o casamento eram regulamentados. As idéias de Thomas Morus influenciaram urbanistas como Campanella e socialistas utópicos tais como Robert Owen e Charles Fourier, os quais,

16 16 desenvolveram modelos de cidades e sociedades utópicas, como por exemplo, a Cidade do Sol, a Nova Atlântida, a New Harmony, e o Falanstério. Em certa medida, a idéia-força que materializou Brasília remete a essa mesma tradição, ou seja, pensar modelos de cidades que instaurassem uma nova sociedade, conforme pode ser inferido da referência feita por Oscar Niemayer à determinação do Presidente JK em construir uma cidade moderna que expressasse a grandiosidade da nação. A modernidade e a urbanização decorrente do processo de industrialização trouxeram uma concepção material e funcional mais adequada a essa visão. O urbanista, portador de uma racionalidade reguladora de uma ordem espacial, expressa no plano, seria o maestro de todo esse processo. Em acordo com a seguinte afirmativa de Abramo: de forma esquemática, podemos dizer que a prática arquitetural do projeto colonizou o espaço urbano e que o exercício generalizado da perspectiva tornou-se o projeto de cidade. Em uma palavra, o plano transformou-se no mecanismo produtor da ordem urbana. (Abramo; 2001: 10) A partir da análise da concepção racionalista de Brasília, cidade paradigma da tradição modernista, do seu processo de formação e de sua atual configuração espacial, essa pesquisa busca estabelecer diálogo entre o conceito de convenção urbana proposta por Abramo (1998) e a noção de forma-conteúdo proposta por Santos (1978). Estes dois termos conceituais ao se articularem permitem uma leitura da dinâmica sócio-espacial da cidade em uma perspectiva diversa de análises urbanas clássicas tais como a vertente de economia urbana neoclássica, da ecologia urbana e da marxista. Esta perspectiva direciona a análise no sentido de contemplar além dos processos concretos das transformações espaciais, materializadas na configuração geográfica das diversas localidades que constituem esse espaço urbano, o seu aspecto simbólico, sinalizador de convenções urbanas, que

17 17 condicionam a dinâmica espacial e, ao mesmo tempo, é condicionada por essas transformações, conferindo-lhe, dessa maneira, uma legibilidade ao processo 1. Portanto, o tema da tese é a mudança no padrão sócio-espacial de Brasília como uma das expressões do processo mais geral de estruturação intra-urbana. Almeja-se compreender como se processa a decisão das escolhas de localização, tanto no nível da produção como no consumo de objetos espaciais (edifícios, condomínios, bairros, lotes, equipamentos coletivos e infra-estruturas urbanas). Essas escolhas são processadas na trama de relações complexas que envolvem o espaço urbano e no jogo de decisões cruzadas e interdependentes acionadas por convenções urbanas. Esse processo enceta transformações no uso do solo urbano, expressas por meio do padrão de expansão urbana, da intensificação de sua ocupação (reparcelamento/verticalização) e da distribuição espacial dos segmentos populacionais, as quais, por sua vez, configuram certas regularidades e permitem a leitura da dinâmica espacial. A estrutura interna da cidade é definida por meio da localização relativa dos elementos espaciais 2, posicionados numa rede de relações entre suas partes constitutivas, configurando um determinado padrão de uso e de ocupação do solo; e pelas relações complementares que as decisões interdependentes de localização tomadas pelos homens, firmas e instituições provocam nas transformações das áreas residenciais, industriais, comerciais e de serviços. Ambos aspectos, em sua dinâmica, geram atributos espaciais, tais como: o centro, as centralidades, as periferias, a segregação espacial. Na perspectiva teórico-metodológica adotada para análise do processo de mudança do padrão sócio-espacial, destacam-se como elementos que materializam/objetivam os movimentos da estrutura intra-urbana, os estoques 1 Certamente uma legibilidade contingente e multifacetada, signo da complexidade urbana do presente. 2 Segundo Milton Santos (1985: 6) os elementos do espaço seriam os homens, as firmas, as instituições, as infra-estruturas e o denominado meio ecológico.

18 18 imobiliários, as motivações e escolhas locacionais no tecido urbano e os padrões de ocupação das áreas da cidade, concretizados nos diversificados usos do solo urbano. Todos estes elementos pressupõem, por sua vez, diferenciadas densidades técnicas, informacionais e simbólicas nos espaços constitutivos da estrutura interna da cidade. Por se tratar de relações estruturais, não basta apenas captar as transformações destes elementos de forma isolada, pois o que dá especificidade a este recorte analítico é o caráter relacional de seus elementos, animado numa dialética sócio-espacial entre as condições de valorização/desvalorização do espaço e de deslocamento do homem. Segundo Santos (1996: 36), o valor de um dado elemento do espaço, seja ele objeto técnico mais concreto ou mais performante, é dado pelo conjunto da sociedade, e se exprime através da realidade do espaço em que se encaixou. Portanto, as duas condições referidas, estabelecem, necessariamente, conexões entre pontos no espaço, ou seja, produzem localizações que, por sua vez, não podem prescindir da terra enquanto um fator constitutivo de sua materialidade, seja como suporte das atividades, seja como capital. O espaço aqui considerado é, primordialmente, o espaço geográfico, pois além de incluir os sistemas de ação do homem, inclui a materialidade dos sistemas de objetos, os quais, por sua vez, de acordo com Santos (op. cit.) formam as configurações territoriais, onde a ação dos sujeitos, ação racional ou não, vem instalar-se para criar um espaço. Portanto, o espaço concreto, onde permeiam os espaços, econômicos, políticos, filosóficos, antropológicos e naturais que lhes dão sentido, vida e valor. Esta tese é organizada em quatro capítulos. O primeiro capítulo aborda a concepção urbanística de Brasília, desde a apresentação resumida das principais matrizes conceituais que condicionaram a formulação do Plano Piloto, passando por breves incursões contextuais acerca do período de construção da cidade até à caracterização do seu processo de formação sócio-espacial.

19 19 O segundo capítulo inicia-se com uma discussão sobre o espaço, categoria de análise transversal aos diversos níveis analíticos propostos, buscando apresentar de forma sintética as principais formulações teóricas acerca de sua compreensão. Em seguida busca-se relacionar a questão da localização e a posição social como um elemento central na manifestação das escolhas residenciais, valendo-se dos aportes oferecidos pela teoria social crítica, principalmente o estudo coordenado por Bourdieu (1997) acerca das condições de produção das formas contemporâneas de miséria social. O capítulo é encerrado com a articulação de uma discussão sobre localização e dinâmica imobiliária, considerando as principais características da mercadoria habitação. No terceiro capítulo, discute-se a mobilidade sócio-espacial de Brasília, tendo por base os resultados da pesquisa de campo feita nas principais localidades, inquirindo sobre as motivações e preferências nos deslocamentos intra-urbanos, a dimensão desses deslocamentos e os fatores de atração e expulsão dos mesmos. O quarto capítulo trata da noção de convenção urbana como mecanismo de coordenação espacial e de sua relação com as formas-contéudo constituintes da estrutura urbana. Inicia com as diversas acepções do conceito para, em seguida, apresentar os principais elementos da forma como a perspectiva heterodoxa de economia urbana proposta por Abramo (1998) explica a dinâmica espacial da cidade. Na última parte trata de identificar no espaço urbano de Brasília os processos de homogeneização e diferenciação espacial decorrentes da atuação dos capitais imobiliários.

20 20 CAPÍTULO I - CONCEPÇÃO URBANÍSTICA DE BRASÍLIA Brasília é retrato vivo da primeira grande cidade brasileira da era científica-técnica, prova concreta de como, no espaço humano, se encontram enfeixadas vontades diversas hierarquizadas segundo os tempos e diferentes em escala, índole e alcance Milton Santos (Prefácio de Brasília Ideologia e Realidade/Espaço Urbano em Questão. In: PAVIANI, A (org.); 1985: 10) INTRODUÇÃO O estudo da mobilidade sócio-espacial de Brasília não prescinde de um entendimento mais geral do processo de formação da cidade, assim como o contexto imbricado em todos os momentos de sua dinâmica espacial. Duas dimensões são identificadas nesse contexto. A primeira implica em pensar a prática de planejamento urbano enquanto uma série de normas e racionalizações acerca da produção e apropriação social do espaço do conjunto constituído pela aglomeração urbana de Brasília.

21 21 A segunda dimensão, apoiando-se na indagação de Brasilmar Nunes, vai no sentido de verificar de que maneira transformar esta concepção 3 em referência simbólica de um povo, de uma cultura. (Nunes; 1997: 14) Nesse sentido, é muito comum na prática cotidiana de Brasília proceder-se o questionamento se gostam ou não de viver na cidade. Questionamento intimamente relacionado à ambivalência desse espaço marcado pelo forte caráter simbólico de Capital Federal, portanto, objeto de notícias rotineiras daqueles que dele se apropriam para o exercício do poder, em escala federal, ou a ele acorrem para fortuitos expedientes de ordem política e/ou burocrática; sendo ao mesmo tempo em que é aglomeração urbana, produto de uma urbanização desigual e excludente, marcada por forte dualidade interna: Plano Piloto versus periferias imediata e externa 4. É, dessa maneira, espaço vivido para seus residentes e, principalmente, cidade natal para geração de brasilienses que, paulatinamente, concorrem para diminuir àquela sensação de uma comunidade de forasteiros, habitando um lugar que não os pertence. Este capítulo pretende dialogar com essas múltiplas dimensões na formação desse espaço singular, iniciando-se com a discussão das premissas conceituais que embasaram a sua concepção de cidade modernista, idealizada a partir de um plano racional compreensivo. Avança no sentido de uma breve contextualização política da decisão irrevogável e determinada do Presidente Juscelino Kubitscheck de construí-la no período de seu governo, concluindo com uma caracterização de sua configuração espacial no sentido de revelar os contornos dinâmicos dessa complexidade ordem/desordem, expressa nos movimentos da cidade atual. 3 A possibilidade de realização no concreto, uma concepção ideal de espaço urbano como é a experiência singular de Brasília. 4 É denominada neste trabalho periferia imediata as 19 (dezenove) localidades que conformam as Regiões Administrativas do Distrito Federal, conforme o Mapa nº 03. Enquanto, periferia externa faz referência ao conjunto urbano estruturado no entorno do quadrilátero do Distrito Federal, ilustrado no Mapa nº 01

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