A formação dos Estados Nacionais M3_Unid.1. Profª Viviane Jordão

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1 A formação dos Estados Nacionais M3_Unid.1 Profª Viviane Jordão

2 O que é Nação? Nação é um contrato político. Os integrantes de uma nação compartilham os mesmos direitos e uma mesma história. Ser brasileiro é compartilhar, junto com tantos outros, do sentimento e dos direitos de pertencer à nação brasileira.

3 O que é Estado? O Estado é uma instituição organizada politicamente, socialmente e juridicamente, que ocupa um território definido, e é dirigido por um governo que possui soberania reconhecida tanto interna como externamente. A ideia de nação e de um Estado-nação, entretanto, não apareceu de repente, mas resultou de um longo período de mudanças que teve início na transição da Idade Média para a Idade Moderna

4 TRANSIÇÃO No período da transição do feudalismo para o capitalismo, renasce o comércio, as cidades tornam-se referências de uma vida livre e distante das obrigações feudais para os que apostam nas novas oportunidades. A economia natural, da época do feudalismo, transformase em uma economia monetária. Tem início a "Era do Capital

5 Características dos Estados Nacionais Modernos Delimitação de fronteiras Moeda Única Unificação dos impostos Formação de um exército permanente e nacional Concentração de poderes nas mãos dos reis (Absolutismo Monárquico) Manutenção dos privilégios da nobreza Formação de um corpo burocrático Unificação de pesos e medidas Imposição da justiça real

6 Introdução O surgimento dos Estados nacionais, entre os séculos XV e XVIII, foi desencadeado por diversos acontecimentos oriundos do desmantelamento da ordem feudal, portanto têm sua origem ainda na Idade Média. Até o final da Idade Média, não existiam Estados constituídos. No feudalismo, o poder político era instituído por relações pessoais, ou melhor, por laços estabelecidos entre os nobres. Não havia nada que fosse unificado.

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8 A autonomia dos feudos cedeu lugar à centralização do poder nas mãos de um monarca, o que firmou a noção de que todos os habitantes de um determinado território deviam obediência ao rei e criou impostos, moedas, exércitos e leis de abrangência nacional. O rei foi o elemento unificador de uma nobreza em crise, conciliando, quando possível com a rica burguesia, condições materiais para o financiamento do próprio estado nacional.

9 A Formação de Portugal A formação dos Estados português e espanhol teve origem da necessidade dos nobres locais em se unir contra a ocupação dos árabes muçulmanos durante a Guerra da Reconquista. Foi só a partir do século XI, com a influência do movimento das Cruzadas, que as lutas se intensificaram.

10 Nos séculos XI e XII, das disputas contra os árabes, da necessidade de construir uma unidade contra o invasor estrangeiro, os ibéricos fundaram reinos importantes, como Leão, Castela, Navarra e Aragão. Castela e Aragão logo se tornaram os mais fortes, anexando os outros dois e os demais territórios conquistados pelos cristãos. As disputas pela reconquista da região da Península Ibérica atraíam um grande número de cavaleiros medievais que vinham de várias regiões da Europa.

11 Animados pelo espírito cruzadista, esses cavaleiros dispunham-se a lutar pelos reinos ibéricos em troca de benefícios de terras. Um desses nobres, Henrique, da casa franca de Borgonha, auxiliou o rei de Leão e recebeu como dote pelo casamento com uma das filhas do monarca, o Condado Portucalense, cujas terras compreendiam importantes cidades, como Coimbra, Braga e Porto.

12 O Reino de Portugal não tardaria a aparecer. Em 1139, com Afonso Henriques, filho de Henrique, o Condado Portucalense declarou independência e, sob a dinastia de Borgonha, os portugueses anexaram terras mouras (árabes) ao sul e ao norte do país. Em 1383, D. Fernando, último rei de Borgonha, faleceu e teve início uma enorme disputa pelo trono de Portugal. A Revolução de Avis foi o resultado do acirramento das tensões entre burguesia e nobreza em Portugal.

13 A nobreza apontou o rei de Castela como rei de Portugal. Os burgueses, os populares e os nacionalistas, por sua vez, uniram-se declarando D. João, mestre de Avis e irmão bastardo de D. Fernando, o verdadeiro monarca. Em 1385, com a derrota dos castelhanos na Batalha de Aljubarrota, D. João de Avis foi aclamado rei de Portugal, concluindo, assim, a formação do Estado nacional português.

14 A Formação da Espanha A unificação da Espanha aconteceu um pouco depois da de Portugal. Um fator decisivo para a formação da monarquia nacional foi o casamento de Fernando de Aragão com Isabel de Leão e Castela, em 1469, unificando os reinos católicos. Além dessa união, a organização de uma burocracia, responsável pela administração do reino, e a submissão da nobreza fortaleceram o poder real.

15 A consolidação da monarquia nacional, sob os reis católicos Fernando e Isabel, deu-se com a reconquista de Granada, em Evento de importância política e simbólica, marcou o fim do domínio muçulmano na península.

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17 A formação da França A gradativa unificação dos diversos feudos em um único Estado na França começou por volta de 987, ano em que a dinastia dos capetíngios, chegou ao poder. Embora reis, a vida dos Capetos não foi fácil. Durante quatro séculos, eles tiveram que lidar com a autonomia dos senhores feudais, embalada pelo auge do feudalismo, e sofreram bastante para instalar um poder real forte e nacional na região.

18 Quatro reis capetíngios foram muito importantes para a formação da França: - Filipe II ( ) foi essencial para a centralização política francesa. Animado com os lucros da expansão do comércio na região, foi Filipe que se juntou à burguesia e organizou um exército nacional, expandindo consideravelmente as fronteiras do reino franco. - Criou impostos nacionais e vendeu cartas de franquia a burgos.

19 Luís IX ( ) continuou combatendo o particularismo feudal e ajudou a consolidar, ainda mais, a monarquia francesa. - Realizou reformas judiciárias e financeiras que ampliaram o poder dos tribunais do rei e instituíram uma moeda única. Por sua intensa religiosidade e ao fato de ter empreendido a Sétima e a Oitava Cruzada, o rei capetíngio foi canonizado pela Igreja, virando São Luís.

20 Filipe IV, o Belo ( ), obrigou o clero a pagar impostos, antes isento dessa obrigação. O papa Bonifácio VIII ameaçou excomungá-lo. Filipe buscou apoio na sociedade realizando, em 1302, a primeira Assembleia dos Estados Gerais, reunindo representantes do clero, da nobreza e dos comerciantes. Na assembleia, os franceses autorizaram a cobrança dos impostos e os conflitos com a Igreja acirraram-se.

21 Após a morte de Bonifácio VIII em 1303, foi eleito um papa francês, Clemente V, que, sob pressão de Filipe IV, transferiu em 1309, a sede do papado para Avignon, na França, onde ele ficaria até Vários papas submeteramse aos reis franceses, em um período conhecido como Cativeiro de Avignon. Cisma do Ocidente: foi uma crise religiosa que ocorreu na Igreja Católica de 1378 a O Papa residia em Roma e o Antipapa residia em Avignon, reclamando ambos para si o poder sobre a Igreja Católica.

22 Guerra dos Cem Anos ( ) França x Inglaterra Disputas entre dinastias pelo controle da França e o desejo da Inglaterra de dominar a região de Flandres, na Bélgica atual, produtora de tecidos e sob controle francês. = evento que marcou o processo de formação das monarquias nacionais inglesas e francesas. A França venceu pois expulsou os ingleses de seu território e consolidou a monarquia.

23 Após a Guerra dos Cem Anos, a nobreza feudal enfraqueceu-se enquanto o poder do rei foi aumentando. O rei obteve apoio da nobreza para vencer a Inglaterra = laço de gratidão, troca de favores = Absolutismo Monárquico. Contando com a aliança formada com a Igreja, que ajudava na legitimação dessa nova forma de governo e com o apoio da nobreza, os reis absolutistas concentravam poderes em suas mãos.

24 A formação da Inglaterra Na Inglaterra, a centralização do poder teve início no século XI, quanto o duque da Normandia, Guilherme, o Conquistador, invadiu as ilhas britânicas e tomou o trono inglês dos anglos-saxões, na Batalha de Hastings (1066). Guilherme I dividiu a Inglaterra em condados, onde representantes do rei eram responsáveis por administrar a justiça e recolher tributos.

25 Henrique II Plantageneta ( ) - Common Law Direito Comum = corpo de leis que valia em todo o reino e que deveria substituir as leis locais. Durante o governo de Ricardo I, ou Ricardo Coração de Leão ( ), a insatisfação geral dos ingleses com o aumento dos impostos acabou por debilitar o poder do rei e a fortalecer os senhores feudais.

26 O irmão de Ricardo, João Sem Terra ( ) conseguiu desagradar ainda mais a população. O apelido de Sem Terra vem das constantes derrotas do monarca inglês João. Em 1215, João Sem Terra foi obrigado a assinar a Magna Carta, que limitava os poderes do rei, impedindo assim o exercício do poder absoluto.

27 Em 1265, devido a abusos cometidos pelo sucessor de João, Henrique III, foram impostas aos reis ingleses as Provisões ou Estatutos de Oxford, que passaram a incluir burgueses no Grande Conselho e a restringir ainda mais o poder real. Em 1295, o Grande Conselho virou o Parlamento e dividiu-se em duas câmaras: - a dos Lordes, composta por barões e prelados - a dos Comuns, composta por burgueses e cavaleiros.

28 A Guerra das Duas Rosas ( ) Lancaster x York rosa vermelha rosa branca Disputas entre duas dinastias pelo trono da Inglaterra. O conflito terminou quando Henrique Tudor, apoiados pelos Lancaster, derrotou Ricardo III, da família York e foi coroado Henrique VII. Lancaster por parte de mãe, Henrique Tudor casou-se com Elizabeth de York, unificando as duas famílias. Foi o início da dinastia Tudor.

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30 De olho no mundo Ainda hoje, muitos povos lutam pelo direito de constituir seu próprio Estado: curdos na Turquia e no Iraque, bascos na Espanha, palestinos no Oriente Médio, entre outros. Faça uma pesquisa procurando identificar os fatores que impedem esses povos de formar o seu próprio Estado. Monte um cartaz com mapas e dados da sua pesquisa a ser apresentado a classe.

31 Questões 1. A monarquia inglesa centralizou o poder e submeteu a nobreza desde o século XII, no reinado de Guilherme, o Conquistador. De que forma a Magna Carta, promulgada no século XIII, representou um limite aos poderes reais? 2. Descreva em linhas gerais, como foi o processo de unificação da monarquia francesa. 3. Por que a Guerra dos Cem Anos ( ), travada entre França e a Inglaterra, foi importante para a unificação do Estado francês? 4. Explique o que foi a Revolução de Avis. Comente sua relação com a formação da monarquia nacional em Portugal. 5. Relacione a formação das monarquias nacionais na Península Ibérica às Guerras de Reconquista. 6. Sintetize a Guerra das Duas Rosas.

32 Filmes: - O leão no inverno, de Anthony Harvey, Joana d Arc, de Luc Besson, El Cid, de Antony Mann, Ivanhoé, de Ricardo Thorpe, 1952

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