APOSTILA 2015 HISTÓRIA PROFESSOR: MARCOS HISTÓRIA - 2º ANO ENSINO MÉDIO

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1 APOSTILA 2015 HISTÓRIA PROFESSOR: MARCOS HISTÓRIA - 2º ANO ENSINO MÉDIO

2 Índice Capitulo 1... P.4 Capitulo 2... P.13 Capitulo 3... P.19 Capitulo 4... P.28 Capitulo 5... P.36 Capitulo 6... P.45 Capitulo 7... P.55 Capitulo 8... P.66 Capitulo 9... P.72 Capitulo P.80 Referencias Bibliográficas...P.90 HISTÓRIA - 2º ANO ENSINO MÉDIO

3 Objetivos Pedagógicos Compreender a cidadania como participação social e política, assim como exercício de direitos e deveres políticos, civis e sociais, adotando, no dia-a-dia, atitudes de solidariedade, cooperação e repúdio às injustiças, respeitando o outro e exigindo para si o mesmo respeito; Posicionar-se de maneira crítica, responsável e construtiva nas diferentes situações sociais, utilizando o diálogo como forma de mediar conflitos e de tomar decisões coletivas; Desenvolver o conhecimento ajustado de si mesmo e o sentimento de confiança em suas capacidades afetiva, física, cognitiva, ética, estética, de inter-relação pessoal e de inserção social, para agir com perseverança na busca de conhecimento e no exercício da cidadania; Saber utilizar diferentes fontes de informação e recursos tecnológicos para adquirir e construir conhecimentos; Questionar a realidade formulando-se problemas e tratando de resolvê-los, utilizando para isso o pensamento lógico, a criatividade, a intuição, a capacidade de análise crítica, selecionando procedimentos e verificando sua adequação. HISTÓRIA - 2º ANO ENSINO MÉDIO

4 CAPITULO 1 Centralização das Monarquias Europeias A trágica Noite de São Bartolomeu (1572), quando milhares de huguenotes foram massacrados, relaciona-se com as lutas religiosas ocorridas na França durante o século XVI. HISTÓRIA - 2º ANO ENSINO MÉDIO

5 A Centralização do poder nas monarquias europeias França, Inglaterra, Portugal e Espanha. Hoje é difícil imaginar a Europa sem esses países. Mas eles só começaram a se consolidar a partir da Baixa Idade Média, paralelamente ao desenvolvimento do comércio e das cidades. Até então, nos diversos reinos formados na Europa com a desagregação do Império Romano do Ocidente, os reis exerciam, principalmente, funções militares e políticas. Sem cumprir atividades administrativas, o rei tinha seus poderes limitados pela ação da nobreza feudal, que, por também serem senhores de terra, controlava de fato o poder. Essa organização do poder é chamada monarquia feudal e sua principal característica era a fragmentação do poder. A partir do século XI, em algumas regiões da atual Europa as monarquias feudais iriam servir de base para a formação de governos centralizados: é o caso de Portugal. da França, da Inglaterra e de Castela (atual Espanha). Os reis começaram então a concentrar grandes poderes, em parte por causa do apoio e do dinheiro recebido dos burgueses. Ao longo do processo de centralização do poder, a aproximação entre o rei e a burguesia colocaria fim à fragmentação política. Entretanto, isso não significou a exclusão da nobreza feudal do poder. Ela se manteve ligada ao rei usufruindo de sua política e de privilégios. Além dos reis, ganharam importância nesse processo os burgueses, que se tornaram mais tarde o grupo social de maior poder político e, sobretudo, econômico. A formação das monarquias Durante quase toda a Idade Média não existiam países como os que conhecemos hoje. Assim, morar em Londres ou em Paris não significava morar na Inglaterra ou na França. As pessoas sentiam-se ligadas apenas a uma região, a um feudo (ou senhor) ou ao lugar onde nasceu. O processo de formação de monarquias com poder centralizado na Europa iniciou-se no século XI e consolidouse entre os séculos XIV e XVI. Ao final de alguns séculos, esse processo deu origem a muitos dos países atuais da Europa, como França, Portugal e Espanha. Entretanto, ele não ocorreu ao mesmo tempo e da mesma maneira em todos os lugares do continente. Em regiões como a península Itálica e o norte da Europa nem chegou a se consolidar. Quase sempre estiveram envolvidos nesse processo de centralização do poder os mesmos grupos sociais: os reis, a burguesia e os nobres feudais. Cada um desses grupos era movido por interesses próprios. Muitas vezes, esses interesses eram convergentes; outras vezes, radicalmente opostos. Para a burguesia, novo grupo social que se formava, a descentralização política do feudalismo era inconveniente. Isso porque submetia os burgueses aos impostos e taxas cobrados pelos senhores e dificultava a atividade comercial pela ausência de uma moeda comum e de pesos e medidas padronizadas. Essas circunstâncias acabaram aproximando os burgueses dos reis, interessados em concentrar o poder em suas mãos. Nessa aliança, a burguesia contribuía com dinheiro e o rei, com medidas administrativas que favoreciam o comércio. O dinheiro da burguesia facilitava aos reis a organização de um exército para impor sua autoridade à nobreza feudal. Essa mesma nobreza feudal, por sua vez, encontrava-se enfraquecida pelos gastos com as Cruzadas e tinha necessidade de um apoio forte, até mesmo para se defender das revoltas camponesas, que se intensificavam. Desse HISTÓRIA - 2º ANO ENSINO MÉDIO

6 modo procurou apoio nos reis, apesar de muitas vezes se sentir prejudicada com a política da realeza em favor da burguesia, que colocava fim a vários dos privilégios feudais. Dividido entre a burguesia e a nobreza feudal, o rei serviu como uma espécie de mediador entre os interesses dos dois grupos. Ao final de um longo tempo, esse processo acabou possibilitando a formação de um poder centralizado e a consolidação de uma unidade territorial. Com isso, formaram-se em diversas regiões da Europa monarquias com poder centralizado, nas quais os reis detinham grande parte do poder. Assim, a monarquia centralizada foi à forma de governo sob a qual se organizou a Europa entre o fim da Idade Média e o início da Idade Moderna. [...] O rei fora um aliado forte nas cidades na luta contra os senhores. Tudo o que reduzisse a força dos barões fortalecia o poder real. Em recompensa pela sua ajuda, os cidadãos estavam prontos a auxiliá-lo com empréstimos em dinheiro. Isso era importante, porque com o dinheiro o rei podia dispensar a ajuda militar de seus vassalos. Podia contratar e pagar um exército pronto, sempre a seu serviço, sem depender da lealdade de um senhor. Seria também um exército melhor, porque tinha uma única ocupação: lutar. Os soldados feudais não tinham preparo, nem organização regular que lhes permitisse atuar em conjunto, com harmonia. Por isso, um exército pago para combater, bem treinado e disciplinado, e sempre pronto quando dele se necessitava, constituía um grande avanço (HUBERMAN, Leo. História da riqueza do homem. Rio de Janeiro, 1977, p ) HISTÓRIA - 2º ANO ENSINO MÉDIO

7 A Monarquia Francesa Em 843, o Império Carolíngio foi dividido em três reinos, que, por sua vez, já estavam subdivididos em feudos governados por duques, marqueses e condes. Os reis eram suseranos, que dependiam dos nobres locais para a obtenção de soldados e rendimentos. Em 987, com a subida ao trono de Hugo Capeto, um desses reinos, o da França, passou a ser governado pela dinastia dos capetíngios. Um seu descendente, Filipe Augusto é considerado o primeiro rei a iniciar o processo de consolidação da Monarquia francesa. Em seu reinado ( ), as cidades começaram a ser libertadas do domínio dos senhores feudais, o que favoreceu a consolidação da burguesia. Apoiado por ela, Felipe impôs sua autoridade aos nobres. Durante seu governo, Paris passou a ser a capital do reino da França. O processo de consolidação da Monarquia na França foi impulsionado por Luís IX ( ). Ele criou uma moeda única, cuja aceitação tornou-se obrigatória em todo o território do reino. Contribuiu, assim, para o comércio, facilitando a circulação das mercadorias. Durante o reinado de Filipe IV ( ), mais conhecido como Filipe, o Belo, os mercadores e banqueiros estrangeiros chegaram a ser expulso da França para evitar a saída de dinheiro, o que fortaleceu ainda mais a burguesia francesa e o próprio rei. Seu governo entrou em conflito com a igreja porque queria cobrar imposto do clero. Com a morte do papa Bonifácio VIII, foi escolhido para substituí-lo o francês Clemente V. Em 1309, Filipe, o Belo, pressionou-o para que transferisse o papado de Roma para a cidade francesa de Avignon (sudeste da França). Assim, a Igreja ficou sob o controle do rei francês. A sede da Igreja só voltaria para Roma em A Monarquia francesa se consolidou nos séculos XIV e XV, durante a Guerra dos Cem Anos contra a Inglaterra. Aliás, esse conflito seria importante também para a Inglaterra consolidar seu poder central. Carlos VII e Filipe IV: personagens centrais do processo de formação da monarquia na França. HISTÓRIA - 2º ANO ENSINO MÉDIO

8 A Monarquia Inglesa Nas Ilhas Britânicas, em meados do século XI, havia quatro reinos: Escócia, País de Gales e Irlanda, formados pelos celtas, e Inglaterra, formada por povos anglo-saxões. Em 1066, o duque Guilherme, da Normandia (região do norte da França), invadiu e conquistou a Inglaterra. Guilherme, O Conquistador, como ficou conhecido, era vassalo do rei francês. Ele dividiu a Inglaterra em condados, para os quais nomeou um funcionário a fim de representá-lo. Esse funcionário (xerife) tinha autoridade sobre todos os habitantes, fossem eles senhores ou camponeses. Com isso, Guilherme acabou fortalecendo seu poder. Em 1154, um nobre francês, Henrique Plantageneta, parente de Guilherme, herdou a Coroa do Reino da Inglaterra, passando a chamar-se Henrique II ( ). Nesse período ocorreu de fato a centralização do poder na Inglaterra. Henrique II foi sucedido por seu filho, Ricardo Coração de Leão ( ). Dos dez anos de seu governo, Ricardo ausentou-se da Inglaterra por nove anos, liderando a Terceira Cruzada e lutando no continente europeu para manter seus domínios na França. Essa longa ausência causou o enfraquecimento da autoridade real e o fortalecimento dos senhores feudais. No reinado de João Sem-Terra ( ), irmão de Ricardo, o enfraquecimento da autoridade real foi ainda maior. Após ser derrotado em conflitos com a França e com o papado, João Sem-Terra foi obrigado, pela nobreza inglesa, a assinar um documento chamado Magna Carta (1215). Por esse documento, a autoridade do rei da Inglaterra ficava bastante limitada. Ele não podia, por exemplo, aumentar os impostos sem prévia autorização dos nobres. A Magna Carta estabelecia que o rei só poderia criar impostos depois de ouvir o Grande Conselho, formado por bispos, condes e barões. Henrique III ( ), filho e sucessor de João Sem-Terra, além da oposição da nobreza, enfrentou forte oposição popular. Um nobre, Simon de Montfort, liderou uma revolta da aristocracia e, para conseguir a adesão popular, convocou um Grande Parlamento em 1265, do qual participavam, além da nobreza e do clero, representantes da burguesia. No reinado de Eduardo I ( ), oficializou-se a existência do Parlamento. Durante os reinados de Eduardo II e de Eduardo III, o poder do Parlamento continuou a se fortalecer. Em 1350, o Parlamento foi dividido em duas câmaras: a Câmara dos Lordes, formada pelo clero e pelos nobres, e a Câmara dos Comuns, formada pelos cavaleiros e pelos burgueses. Como podemos ver, na Inglaterra o rei teve seu poder restringido pela Magna Carta e pelo Parlamento. Mas isso não significou ameaça ao poder central enfraquecido, muito pelo contrário. Comandada pelo rei, conforme os limites impostos pelo Parlamento, a Inglaterra tornar-se-ia um dos países mais poderosos da Europa, a partir do século XVI. Até hoje, a Inglaterra é uma monarquia parlamentarista. HISTÓRIA - 2º ANO ENSINO MÉDIO

9 A Guerra dos Cem Anos Guilherme, o Conquistador, ao dominar a Inglaterra, acabou Joana d Arc ligando-a aos franceses, já que ele era vassalo do rei da França. No início do século XIV, o rei Eduardo III da Inglaterra manifestou a intenção de ocupar o trono francês, do qual se julgava herdeiro. Ao mesmo tempo, desejava dominar a região de Flandres (atuais Bélgica e Holanda), grande produtora de tecidos. Essas ambições acabaram provocando um conflito entre a Inglaterra e a França: a Guerra dos Cem Anos. Ela tem esse nome porque, com pequenas interrupções, prolongou-se por mais de um século: de 1337 a O início do conflito é marcado pela invasão do território francês pelos exércitos da Inglaterra. Os ingleses venceram as batalhas iniciais, apoderando-se de grande parte do território francês. Mas essas vitórias intensificaram a união e a resistência da população francesa. O principal símbolo dessa união foi Joana d' Arc, uma jovem camponesa que obteve vitórias contra os exércitos ingleses, reanimando os franceses. Assustados com a jovem camponesa, os ingleses conseguiram aprisioná-la. Julgada por heresia foi condenada à morte numa fogueira. Mas isso não impediu que os franceses retomassem os territórios perdidos e expulsassem os ingleses. O desfecho da Guerra dos Cem Anos contribuiu para estabelecer os limites territoriais tanto da França vitoriosa quanto da Inglaterra derrotada, além de ter suscitado nos dois lados a formação de um importante sentimento nacionalista A Monarquia Portuguesa Portugal foi um dos primeiros países da Europa a consolidar um governo forte, centralizado na pessoa do rei. A formação da Monarquia portuguesa iniciou-se nas lutas dos cristãos pela expulsão dos árabes islâmicos que, desde o século VIII, ocupavam a península Ibérica. Essas lutas ficaram conhecidas como guerras de Reconquista Durante o domínio árabe, os reinos cristãos ficaram restritos ao norte da península - como Navarra. A partir do século XI, pouco a pouco eles conseguiram ampliar seu território. Foram fundados, então, vários reinos, entre os quais Aragão, Leão, Castela. Com isso, os árabes começaram a recuar em direção ao litoral sul. Durante as guerras de Reconquista, destacou-se o nobre francês Henrique de Borgonha. Como recompensa, ele recebeu do rei de Leão e Castela, Afonso VI, a mão de sua filha e terras que constituíram o condado portucalense. HISTÓRIA - 2º ANO ENSINO MÉDIO

10 O filho e herdeiro de Henrique de Borgonha, Afonso Henriques, proclamou-se então rei de Portugal em 1139, rompendo os laços com Leão e Castela. Tinha início, assim, a dinastia de Borgonha. Afonso Henriques, o Conquistador, estendeu seus domínios para o sul, até o rio Tejo, e fez de Lisboa sua capital. Em 1383, com a morte do último rei (sem herdeiros diretos) da dinastia de Borgonha, D. Fernando, o Formoso, a Coroa portuguesa ficou ameaçada de ser anexada pelo soberano de Castela, parente do rei morto. A burguesia, por sua vez, temia ver seus interesses comerciais prejudicados pelos nobres castelhanos. Para evitar a perda da independência, os portugueses aclamaram D. João, meio-irmão do rei morto, como novo rei. João, mestre da cidade de Avis, venceu a disputa e assumiu o trono em O apoio financeiro da burguesia foi decisivo nessa vitória. Assim, durante toda a dinastia de Avis, os reis favoreceram e apoiaram as atividades burguesas. A Monarquia Espanhola A Península Ibérica, durante o século VIII, teve grande parte de seus territórios dominados pelos árabes que, inspirados pela jihad muçulmana, empreenderam a conquista de diversas localidades do Oriente e do Ocidente. Na porção centro-sul, os árabes consolidaram a formação do Califado de Córdoba, enquanto a região norte ficou sob controle dos reinos cristãos de Leão, Castela, Navarra, Aragão e o Condado de Barcelon. Por volta do século XI, esses reinos católicos resolveram formar exércitos que inspirados pelo movimento cruzadista teriam a missão de expulsar os infiéis muçulmanos daquela região. A partir de então, a chamada Guerra de Reconquista se alongou até o século XV. Com o desenvolvimento desses conflitos, os diferentes reinos participantes do combate conseguiram reduzir a presença dos muçulmanos e conquistar novas terras que enriqueceram tais governos. Durante essas guerras, os reinos ibéricos conseguiram a participação do francês Henrique de Borgonha, nobre que participou da guerra em troca do controle sob as terras do Condado Portucalense. Anos mais tarde, essa região HISTÓRIA - 2º ANO ENSINO MÉDIO

11 deu origem à Monarquia Nacional Portuguesa. Já no século XV, a hegemonia dos reinos católicos era garantida pelo reino de Castela, que controlava a grande maioria das terras da Península Ibérica nesse período. Em 1469, a presença muçulmana estava restrita ao Reino Mouro de Granada. Nesse mesmo ano, os territórios do Reino de Castela e Aragão foram unificados graças ao casamento entre os monarcas cristãos Isabel de Castela e Fernando de Aragão. Depois disso, novos exércitos foram responsáveis por expulsar os muçulmanos definitivamente com a tomada de Granada, no ano de A partir de então, esse reino passou a fortalecer-se com franco incentivo ao comércio marítimo. Fernando de Aragão e Isabel de Castela HISTÓRIA - 2º ANO ENSINO MÉDIO

12 Síntese do Capítulo HISTÓRIA - 2º ANO ENSINO MÉDIO

13 CAPITULO 2 As Cruzadas CRUZADAS CRUZADAS, EXERCITO CRUZADOS, JERUSALEM. HISTÓRIA - 2º ANO ENSINO MÉDIO

14 No final do século XI, a sociedade feudal começava a apresentar sinais de mudanças. A Igreja, principal instituição da Europa ocidental, enfrentavam problemas com muitos de seus bispos e abades, que levavam uma vida luxuosa e abandonavam suas obrigações religiosas. Nos feudos, uma população cada vez mais numerosa não encontrava meios de produzir alimentos suficientes para todos. Neste contexto, surgiram as CRUZADAS, uma espécie de guerra santa empreendida pelos católicos contra os muçulmanos que dominava Jerusalém e outras regiões consideradas sagradas pelos cristãos no Oriente Médio. Nobres, camponeses, crianças, mendigos, enfim, grande parte da sociedade cristã se envolveram, por diversas razões, nesses confrontos que duraria mais de duzentos anos. Entretanto, a importância maior das Cruzadas está no fato de eles terem iniciado um processo que colocaria fim no isolamento da sociedade feudal. Ao mesmo tempo em que cruzavam o continente e o mar Mediterrâneo e estabeleciam contato com outros povos, os católicos europeus faziam comércio. Isso resultou por favorecer o abandono da vida rural aumentando a busca pelas cidades para fazer negócios. Assim, as Cruzadas, que de inicio podem ter representado uma alternativa para a manutenção da sociedade medieval, com o tempo acabaram por ser responsável pela formação de uma outra ordem social. A CONVOCAÇÃO PARA AS CRUZADAS Durante a idade média, muitos cristãos costumavam ir a peregrinação aos locais onde Jesus Cristo teria nascido, vivido e feito suas pregações (Belém, Nazaré, Jerusalém, etc...). Esses locais, conhecidos como Terra Santa, eram considerados sagrados para os cristãos. Em consequência do expansionismo do povo árabe, Jerusalém foi tomada no ano de 638 d.c. O povo árabe havia se convertido ao islamismo (religião monoteísta criada pelo profeta Maomé) mais tolerava os peregrinos cristãos. Em 1071, entretanto, Jerusalém foi tomada pelos Turcos, também muçulmanos, porém mais radicais. Desde então se tornaram muito perigosas às peregrinações a Terra Santa. HISTÓRIA - 2º ANO ENSINO MÉDIO

15 Os turcos estavam expandindo os seus domínios e ameaçavam conquistar Constantinopla capitã, do império Bizantino, também de tradição cristã. A tenção havia tomado conta dos feudos, naquela época. Ondas de ataques e saques ás aldeias cresciam de maneira ameaçadora. Essas razões, associadas à dominação de Jerusalém pelos turcos, levaram o Papa Urbano II a convocar uma expedição de retomada da Terra Santa. O papa, que acusava os turcos de assassinarem os peregrinos e profanarem os lugares santos, procurou encorajar os cristãos do Ocidente à guerra. Para viabilizar a expedição, convocou senhores feudais, bispos, cavaleiros e toda a população. Trecho do discurso do Papa Urbano II, feito em Clermont, na França no ano de 1095 d.c. PAPA URBANO II Deixai os que outrora estavam a se baterem, impiedosamente contra os fiéis, em guerras particulares, lutarem contra os infiéis(...). Deixai os que até aqui foram ladrões tornarem-se soldados. Deixai os se bateram contra seus irmãos e parentes lutarem agora contra os bárbaros como devem. Deixai os que outrora foram mercenários, a baixo salários, receberem agora a recompensa eterna. Uma vez que a terra que vós habitais, fechada por todos os lados pelo mar e circundada por picos e montanhas, é demasiadamente pequena para vossa grande população: a sua riqueza não abunda, mal fornece o alimento necessário aos seus cultivadores (...). Tomai o caminho do santo Sepulcro; arrebatai aquela terra à raça perversa e submetei-a a vós mesmos (...). 1 Os primeiros voluntários escolheram como símbolo da expedição uma cruz costurada em suas roupas, daí o nome Cruzadas para esse movimento. MOTIVOS ALÉM DA FÉ O movimento das Cruzadas deve ser compreendido como parte do processo de mudanças do feudalismo durante a Baixa Idade Média. As sociedades feudais eram agrícolas, autossuficientes, voltadas apenas para subsistência. Tal tipo de organização passou a não atender às necessidades de uma população crescente. Assim, se para a igreja católica as Cruzadas se apresentaram como uma oportunidade de reconquistar a Terra Santa e fortalecer o poder do Papa, para muitos outros elas representavam uma alternativa tanto econômica quanto social. Algumas pessoas, por exemplo, aderiram às Cruzadas porque viam nela uma oportunidade de sair da vida miserável que levavam. 1 (Papa Urbano II. Citado em Leo Huberman. Historia da riqueza do homem. Rio de Janeiro, Zahar, 1993, p. 28.). HISTÓRIA - 2º ANO ENSINO MÉDIO

16 Entre os nobres, grande parte via nas Cruzadas uma oportunidade de aumentar suas fortunas, já que a região da Palestina era considerada de grande riqueza. Muitos jovens entre os nobres viam a oportunidade de conquistar algo para si, já que, por não serem filhos primogênitos, não herdariam feudos, mas desejavam terras. Clero e Nobres junto ao Papa Urbano II OS CAMINHOS DAS CRUZADAS Foram realizadas ao todo oito Cruzadas oficiais, num período de duzentos anos. A primeira convocada pelo Papa Urbano II obteve algum êxito. Para essa cruzada, organizaram-se exércitos vindos de inúmeros lugares da Europa. Oficialmente, ela reuniu-se em Constantinopla em novembro de Essa Cruzada expulsou os turcos de grande parte da Terra Santa e fundou o reino de Jerusalém. Dos 300 mil cruzados que partiram de Constantinopla, apenas 40 mil chegaram à Palestina. Os demais morreram no caminho, em combates ou vitima de doenças, fome, sede e calor; outros voltaram à Europa. Da parte dos turcos, as perdas também foram imensas: cerca de 10 mil acabaram massacrados em Jerusalém. Após a derrota, os turcos atacaram os cruzados com frequência e conseguiram reconquistar a Terra Santa. Novas expedições foram então convocadas pelos cristãos. Entretanto, elas não tiveram o mesmo êxito da primeira. Mal organizadas e divididas internamente por rivalidades entre nobres, várias Cruzadas não conseguiram chegar à Palestina. Na segunda Cruzada, por exemplo, os combatentes de diversas regiões da Europa formaram grupos isolados e foram facilmente derrotados pelos Turcos. Os participantes da Quarta Cruzada, financiada por comerciantes da região do Mediterrâneo, ao chegarem a Constantinopla saquearam a cidade, chegando a invadir as igrejas para tirar objetos de valor. Os saques provocaram o enfraquecimento do comércio de Constantinopla e o fortalecimento das cidades mediterrâneas, que passaram a monopolizar o comércio de especiarias. A Cruzada das crianças Diante das constantes derrotas das Cruzadas, difundiu-se a lenda de que o Santo Sepulcro - local onde, segundo o Novo Testamento, Jesus Cristo foi sepultado - só poderia ser conquistado por crianças, pois elas eram isentas de pecados. Em 1212, 20 mil crianças germânicas e 30 mil francas foram encaminhadas a Jerusalém. Muitas acabaram morrendo pelo caminho, outras foram assassinadas ou aprisionadas e vendidas como escravas nos mercados do Oriente. Em resumo, a expedição foi um enorme fracasso. HISTÓRIA - 2º ANO ENSINO MÉDIO

17 MAPA DAS PRIMEIRAS CRUZADAS Consequências das Cruzadas Apesar de não terem alcançado totalmente seu objetivo religioso, as Cruzadas promoveram grandes mudanças em toda a Europa, como a reabertura do Mediterrâneo à navegação e ao comércio europeu. Isso possibilitou a intensificação do comércio entre o Ocidente e o Oriente, interrompida em grande parte pela expansão muçulmana. Sobre esse processo, o historiador Leo Huberman afirmou: Do ponto de vista religioso, pouco duraram os resultados das Cruzadas, já que os muçulmanos, oportunamente, retomaram o Reino de Jerusalém. Do ponto de vista do comércio, entretanto, os resultados foram tremendamente importantes. Elas ajudaram a despertar a Europa de seu sono feudal, espalhando sacerdotes, guerreiros, trabalhadores e uma crescente classe de comerciantes por todo o continente; intensificaram a procura de mercadorias estrangeiras; arrebataram a rota do Mediterrâneo das mãos dos muçulmanos e a converteram, outra vez, na maior rota comercial entre o Oriente e o Ocidente, tal como antes. 2 2 (Leo Huberman. Historia da riqueza do homem. Rio de Janeiro, Zahar, 1993, p. 30). HISTÓRIA - 2º ANO ENSINO MÉDIO

18 Síntese do Capítulo HISTÓRIA - 2º ANO ENSINO MÉDIO

19 CAPITULO 3 Reforma Religiosa O processo de reformas religiosas teve início no século XVI. Podemos destacar como causas dessas reformas: abusos cometidos pela Igreja Católica e uma mudança na visão de mundo, fruto do pensamento renascentista. HISTÓRIA - 2º ANO ENSINO MÉDIO

20 Reforma Religiosa O que foi a Reforma Religiosa? No século XVI a Europa foi abalada por uma série de movimentos religiosos que contestavam abertamente os dogmas da igreja católica e a autoridade do papa. Estes movimentos, conhecidos genericamente como Reforma, foram sem dúvida de cunho religioso. No entanto, estavam ocorrendo ao mesmo tempo em que as mudanças na economia européia, juntamente com a ascensão da burguesia. Por isso, algumas correntes do movimento reformista se adequavam às necessidades religiosas da burguesia, ao valorizar o homem empreendedor e ao justificar a busca do lucro, sempre condenado pela igreja católica. Os fatores que desencadearam a Reforma. Uma das causas importantes da Reforma foi o humanismo evangelista, crítico da Igreja da época. A Igreja havia se afastado muito de suas origens e de seus ensinamentos, como pobreza, simplicidade, sofrimento. No século XVI, o catolicismo era uma religião de pompa, luxo e ociosidade. Surgiram críticas em livros como o Elogio da Loucura (1509), de Erasmo de Rotterdam, que se transformaram na base para que Martinho Lutero efetivasse o rompimento com a igreja católica. Moralmente, a Igreja estava em decadência: preocupava-se mais com as questões políticas e econômicas do que com as questões religiosas. Para aumentar ainda mais suas riquezas, a Igreja recorria a qualquer subterfúgio, como, por exemplo, a venda de cargos eclesiásticos, venda de relíquias e, principalmente, a venda das famosas indulgências, que foram a causa imediata da crítica de Lutero. O papado garantia que cada cristão pecador poderia comprar o perdão da Igreja. A formação das monarquias nacionais trouxe consigo um sentimento de nacionalidade às pessoas que habitavam uma mesma região, sentimento este desconhecido na Europa feudal, Esse fato motivou o declínio da autoridade papal, pois o rei e a nação passaram a serem mais importantes. Outro fator muito importante, ligado ao anterior, foi a ascensão da burguesia, que, além do papel decisivo que representou na formação das monarquias nacionais e no pensamento humanista, foi fundamental na Reforma religiosa. Ora, na ideologia católica, a única forma de riqueza era a terra; o dinheiro, o comércio e as atividades bancárias eram práticas pecaminosas; trabalhar pela obtenção do lucro, que é a essência do capital, era pecado. A burguesia precisava, portanto, de uma nova religião, que justificasse seu amor pelo dinheiro e incentivasse as atividades ligadas ao comércio. As doutrinas protestantes, criadas pela Reforma, satisfaziam plenamente os anseios desta nova classe, pois pregava o acúmulo de capital como forma de obtenção do paraíso celestial. Assim, grande parte da burguesia, ligada às atividades lucrativas, aderiu ao movimento reformista. HISTÓRIA - 2º ANO ENSINO MÉDIO

21 Por que a Reforma começou na Alemanha? No século XVI, a Alemanha não era um Estado politicamente centralizado. A nobreza era tão independente que cunhava moedas, fazia a justiça e recolhia imposto em suas propriedades. Para complementar sua riqueza, saqueava nas rotas comerciais, expropriando os mercadores e camponeses. A burguesia alemã, comparada à dos países da Europa, era débil: os comerciantes e banqueiros mais poderosos estabeleciam-se no sul, às margens do Reno e do Danúbio, por onde passavam as principais rotas comerciais; as atividades econômicas da região eram a exportação de vidro, de metais e a indústria do papel; mas o setor mais forte da burguesia era o usurário. Quem se opunha à igreja na Alemanha. A igreja católica alemã era muito rica. Seus maiores domínios se localizavam às margens do Reno, chamadas de caminho do clero, e eram estes territórios alemães que mais impostos rendiam à Igreja. A Igreja era sempre associada a tudo que estivesse ligado ao feudalismo. Por isso, a burguesia via a Igreja como inimiga. Seus anseios eram por uma Igreja que gastasse menos, que absorvesse menos imposto e, principalmente, que não condenasse a prática de ganhar dinheiro. Os senhores feudais alemães estavam interessados nas imensas propriedades da Igreja e do clero alemão. Os pobres identificavam a Igreja com o sistema que os oprimia: o feudalismo. Isto porque ela representava mais um senhor feudal, a quem deviam muitos impostos. Às vésperas da Reforma, a luta de classes e política acabou assumindo uma forma religiosa. Senhor Feudal Alemão e membro da igreja Católica HISTÓRIA - 2º ANO ENSINO MÉDIO

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