Revoluções Inglesas 01 Características Principais: Durante o absolutismo dos Tudor destacaram-se: Henrique VIII Elizabete I Absolutismo dos Stuart

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1 Revoluções Inglesas A revolução inglesa do século XVII assumiu um caráter religioso (anglicanos e católicos X puritanos e presbiterianos) e político (monarquia X parlamento). - No séc. XVI surge o absolutismo dos Tudor, após a guerra das Duas Rosas com Henrique VII. o Durante o absolutismo dos Tudor destacaram-se: Henrique VIII Ato de Supremacia. Elizabete I a Inglaterra alcançou grande desenvolvimento econômico com a criação de indústrias, estabelecimento de monopólios e companhias de comércio. - Com a morte de Elizabete, inicia-se o Absolutismo dos Stuart. - Absolutismo dos Stuart - Durante o governo dos Stuart tem início os conflitos entre o rei e o parlamento. - Jaime I defende a implantação do absolutismo de caráter divino e enfrentou resistências do Parlamento, que fechou-o. Os atritos foram devido a criação e aumento de impostos. - Carlos I os atritos entre o rei e o Parlamento se intensificaram. Em 1628, o Parlamento impõe a Petição de Direitos que reafirmava os princípios da Magna Carta e o rei reage fechando o Parlamento. Em 1637 tenta intervir na Igreja Presbiteriana da Escócia substituindoa pelo culto anglicano. A Escócia invade a Inglaterra e a população se divide em dois grupos: cavaleiros (Rei) e cabeças redondas (Parlamento). - Com a vitória dos cabeças redondas, inicia-se a República de Cromwell. - A República de Cromwell 01 Características Principais: O iluminismo é deísta, isto é, acredita na presença de Deus na natureza e no homem e no seu entendimento através da razão. É anticlerical, pois nega a necessidade de intermediação da Igreja entre o homem e Deus e prega a separação entre Igreja e Estado. Afirma que as relações sociais, como os fenômenos da natureza, são reguladas por leis naturais. Acredita que o Homem é naturalmente bom e nascem todos livres e iguais e o objetivo central dos governantes era garantir os direitos naturais dos homens, ou seja, a liberdade, a igualdade e a propriedade privada. O Iluminismo e a Crítica ao Antigo regime: Absolutismo; Sociedade Estamental; Mercantilismo; Intolerância Religiosa. Ao criticar o Antigo Regime, a burguesia foi desenvolvendo sua própria ideologia, baseando-se nos seguintes concepções: Estado só é verdadeiramente poderoso se for rico; Para enriquecer, ele precisa expandir as atividades capitalistas. Para expandir as atividades capitalistas é preciso dar liberdade e poder à burguesia. Princípios do Iluminismo: Racionalismo; / Mecanicismo; / Liberalismo econômico; / Liberalismo político Principais Teóricos do Iluminismo a) René Descartes ( ) - matemático e filósofo francês, defensor do método lógico e racional para construir o pensamento científico b) Isaac Newton ( ) - cientista inglês, descobridor de várias leis físicas, entre elas a lei da gravidade. Para Newton, a função da ciência é descobrir leis universais e enunciá-las de forma precisa e racional c) John Locke ( ) - considerado o "pai do Iluminismo - Entre as realizações de Cromwell, destacam-se: confisco das terras da Representa o individualismo liberal contra o absolutismo Igreja Anglicana e dos realistas; Irlanda e Escócia foram conquistadas e submetidas, Atos de Navegação (1651). - Carlos II restaurou o absolutismo dos Stuarts que procurou orientar a política externa de modo a não prejudicar os franceses e no plano interno decretou o ato de Tolerância que beneficiava os católicos. O Parlamento aprova o Bill of Test e surgiram os Tories e Whigs. - Quando Jaime II pretendeu restabelecer o catolicismo, desprezando os interesses da maioria protestante e intensificou o absolutismo, uniramse os tories e Whigs na Revolução Gloriosa que derrubou o absolutismo e instaurou a Monarquia Constitucional Parlamentar. - O novo rei, Guilherme III jurou o Bill of Rights (Declaração de Direitos) que estabelecia como competência do Parlamento, lançamento de impostos, liberdade de expressão entre outros. Subia ao poder a burguesia aliada dos grandes proprietários de terra. monárquico. Para Locke, o homem, ao nascer, não possui qualquer idéia e sua mente é como uma tábula rasa. O conhecimento, em decorrência, é adquirido por meio dos sentidos, base do empirismo, e processado pela razão. d) Voltaire ( ) - criticava violentamente a Igreja e a intolerância religiosa e é o símbolo da liberdade de pensamento. Defende uma monarquia que garanta as liberdades individuais, sob o comando de um soberano esclarecido. e) O Barão de Montesquieu ( ) - através da sua obra, O Espírito das Leis, pregava a separação dos poderes do Estado em Legislativo, Executivo e Judiciário, como forma de proteger as garantias individuais e evitar o abuso dos governantes. f) Jean-Jacques Rousseau ( ) - Em sua obra mais conhecida, O contrato social, defende um Estado voltado para o Consequências da Revolução Inglesa bem comum e a vontade geral, estabelecido em bases No plano político, a revolução gloriosa marcou o fim do absolutismo na Inglaterra onde o poder do rei passou a ser limitado pelo parlamento, e a monarquia adiquiriu um caráter constitucional. No plano socioeconômico, a revolução gloriosa selou um compromisso entre a burguesia urbana e a nobreza proprietária de grandes terras formando o processo de desenvolvimento do capitalismo industrial. O Iluminismo Corrente de pensamento, também chamada de Ilustração, dominante no século XVIII, especialmente na França, sua principal característica é creditar à razão a capacidade de explicar racionalmente os fenômenos naturais e sociais e a própria crença religiosa. democráticas. No Discurso sobre a origem da desigualdade entre os homens (1755), outra de suas obras, realça os valores da vida natural e critica o mundo civilizado. Para Rousseau o homem nasce bom e sem vícios - o bom selvagem - mas depois é pervertido pela sociedade civilizada. Afirma que a origem das desigualdades social estava na propriedade privada. g) Os Enciclopedistas - Grupos políticos afinados com o clero. Entre 1751 e 1772 são publicados 17 volumes planejados em 1750 por Diderot e pelo físico e filósofo Jean Le Rond d'alembert ( ), sob o título Enciclopédia ou Dicionário racional das ciências, das artes e dos ofícios. Sua publicação sofre violenta campanha contrária da Igreja e de texto e 11 de pranchas de ilustração. 244

2 03 - As Teorias Econômicas a) Os Fisiocratas - São contrários à intervenção do Estado na vida econômica. O mais importante representante da escola fisiocrata é François Quesnay ( ), defendia a existência de um poder natural em ação nas sociedades, que não deve ser contrariado por leis e regulamentos. É partidário de um capitalismo agrário, com o aumento da produção agrícola, única solução para gerar riquezas para uma nação. b) O Liberalismo Econômico - Seu principal inspirador é o economista escocês Adam Smith, considerado o pai da economia política, autor de O ensaio sobre a riqueza das nações, obra fundamental da literatura econômica. Ataca a política mercantilista por ser baseada na intervenção estatal e sustenta a necessidade de uma economia dirigida pelo jogo livre da oferta e da procura de mercado, o laissezfaire. Para Adam Smith, a verdadeira riqueza das nações está no passou a ser de produzir para a metrópole e trazer riquezas para a burguesia inglesa. As Leis Coercitivas Lei do açúcar: taxava sobre a importação que não viesse das Antilhas Britânicas. Lei do Selo: obrigatoriedade do uso do selo em documentos, jornais, contratos ou comprovantes de transação comercial. Lei do Chá: obrigatoriedade de envio de chá oriental a América. Atos de Townshend: conjunto de leis que taxam artigos de consumo As leis intoleráveis tinham por objetivo salvar a Cia das Índias da má situação financeira e concedeu o monopólio, provocando a reação dos colonos em boicotes sistemáticos aos produtos ingleses e nas primeiras tentativas de organização dos colonos para romper os laços com a metrópole. trabalho, que deve ser dirigido pela livre iniciativa dos III A Luta pela Independência empreendedores Principais expoentes: Thomas Robert Malthus, - 1 o Congresso Continental da Filadélfia onde foi redigida a defendia a produção de alimentos cresce em progressão aritmética e a população em progressão geométrica, gerando fome e miséria das grandes massas. David Ricardo defende a lei férrea dos salários, segundo a qual o preço da força de trabalho seria sempre equivalente ao mínimo necessário para a subsistência do trabalhador Os Déspotas Esclarecidos: As idéias racionalistas e iluministas influenciam alguns governantes absolutistas, que pretendem governar segundo a razão e o interesse do povo, sem abandonar, porém, o poder absoluto. Os mais célebres são: Frederico II, da Prússia; Catarina II, da Rússia; o marquês de Pombal, ministro português; e Carlos III, da Espanha. Eles realizam reformas que ampliam a educação, garantem a liberdade de culto, estimulam a economia, fortalecem a igualdade civil, uniformizam a administração pública, introduzem a separação dos poderes judicial e executivo, mas mantêm a servidão da gleba e a autocracia, aguçando as contradições sociais e políticas A INDEPENDÊNCIA DOS EUA I A Colonização Colônias do Norte agricultura de subsistência, com base na pequena propriedade familiar. Indústria e comércio e realização de um contrabando com as Antilhas. Declaração de Direito para restabelecer a liberdade das colônias, sob pena de rompimento definitivo com a Metrópole. - 2 o Congresso Continental da Filadélfia Thomas Jefferson redige a Declaração de Independência ( ). A Inglaterra não aceita e os norte-americanos vencem os ingleses na Batalha de Saratoga em A partir daí passa a receber ajuda da França e da Espanha. A guerra chega ao fim com a Batalha de Yorktown com a vitória dos colonos em 1783 a Inglaterra reconhece a Independência através do Tratado de Versalhes. A revolução representou a concretização dos ideais iluministas, o exemplo para a independência da América Ibérica. IV-Significados da Independência Plano interno- A Escravidão negra permaneceu no país. Plano externo- Os E.U.A adotam uma Política Imperialista de Dominação. V Conquista do Oeste É estimulada desde o governo de George Washington ( ), que oferece facilidades, como preços baixos para as terras conquistadas e prêmios aos pioneiros. Milhares de colonos organizam caravanas e passam a enfrentar os índios da região tomando suas terras. Antes da expansão existem cerca de 1 milhão de índios no Oeste norte-americano. Em 1860 a população indígena está reduzida a cerca de 300 mil, que passam a viver em Colônias do Sul colonização de exploração baseada no reservas oficiais. A ampliação do território foi devido a três recursos: a latifúndio, monocultura, trabalho escravo e voltada para a exportação, plantation. As colônias eram governadas por representantes ingleses que eram assessorados por uma assembléia eleita pelos colonos que se encarregavam de votar leis e impostos. As colônias gozavam de autonomia político-administrativa. II Causas Guerra dos Sete Anos motivada pela disputa de regiões na América entre França e Inglaterra. Apesar da Inglaterra ter saído vitoriosa teve seu tesouro esgotado pelos gastos militares e para se reequilibrar lançou pesados impostos sobre suas colônias e uma série de medidas repressivas. A Nova Política Colonial Inglesa A Inglaterra decreta as leis de Navegação com o objetivo de acabar com a relativa autonomia administrativa das colônias. A partir daí, a função das colônias compra, diplomacia e guerra. VI Guerra de Secessão Ocorreu entre 1861 e 1865, resultado dos atritos entre as regiões norte e sul dos Estados Unidos, devido à divergência dos sistemas econômico, social e político. Diferenças entre norte e sul Em 1860 predomina na região norte dos Estados Unidos a economia agrícola dos farmers (pequenos produtores), e a indústria com trabalho assalariado. O sul está organizado em grandes plantações algodoeiras cultivadas por escravos negros. A eleição de Abraham Lincoln como presidente, em 1861, com uma plataforma política nortista, coloca a União em confronto com os sulistas. As tensões entre norte e sul crescem devido às divergências sobre a introdução de uma política protecionista, defendida pelo norte, e à campanha abolicionista. São criadas sociedades nortistas que ajudam a fuga de escravos para o norte, onde ganham a liberdade. Alguns Estados do sul decidem então se separar e criam a Confederação dos Estados da América (por isso 245

3 passam a ser chamados de confederados), com capital em Richmond, Virgínia. Apesar de não ser um abolicionista radical, Lincoln não aceita o desmembramento da União e declara guerra ao sul. A resistência sulista é muito violenta, apesar da inferioridade de forças e do bloqueio naval estabelecido pelo norte. Para conseguir o apoio dos negros, Lincoln emancipa os escravos em Em abril de 1865 os confederados se rendem. Dias depois Lincoln é assassinado por um escravista fanático durante uma apresentação de teatro VII Consequências da Secessão - A guerra faz 600 mil mortos, causa prejuízos de US$ 8 bilhões e deixa o sul destruído. Mesmo com o fim da escravidão os negros continuam sem direito à propriedade agrícola e sofrem discriminação econômica, social e política. REVOLUÇÃO INDUSTRIAL 1 Conceito Conjunto de transformações técnicas, econômicas e sociais que se caracterizam por um duplo aspecto: substituição da energia física na indústria manufatureira e pela mecânica na fabril; formação de duas classes: burguesia e proletariado. 2 Fases: 1 a Fase ( ): carvão e ferro. 2 a Fase ( ): aço, eletricidade e capitalismo liberal cede lugar ao capitalismo monopolista. 3ª Fase (1950- ):microcomputador,microeletrônica, robótica, Química fina,biotecnologia e engenharia genética. 3- Fatores do Pioneirismo Inglês (1 a Revolução) Acumulação de capital por meio do comércio marítimo mundial. Mão-de-obra resultante da revolução agrícola e do cercamento dos campos. Localização geográfica que isolava a Inglaterra das guerras continentais. Riquezas do subsolo (carvão, ferro, estanho). Poder político nas mãos da burguesia que permitiu o surgimento de uma legislação favorável ao capitalismo. Crescimento Populacional 4 Principais Inovações Técnicas Entre as principais invenções mecânicas do período, destacam-se a máquina de fiar, o tear hidráulico e o tear mecânico, a descoberta como força motriz, barco a vapor, locomotiva a vapor. Motor de combustão interna. II Expansão: França, Alemanha, Itália, Rússia e EUA. III Consequências Surgimento do capitalismo financeiro supremacia das finanças sobre a produção. A formação dos grandes conglomerados econômicos: - Trustes as empresas passam a monopolizar a produção, preço e mercado. - Cartéis acordo para manter preços e divisões dos mercados. - Holding grande companhia assume o controle acionário de outras empresas. Produção em série que provoca a superprodução. A expansão do imperialismo devido a necessidade de matérias primas, mercados externos e mão-de-obra barata. As Ideias Sociais no Século XIX 01 - Socialismo Utópico Também chamado de socialismo romântico, surge no início do século XIX e concebe a organização de uma sociedade ideal sem conflitos ou desigualdades. Os pensadores buscam no Iluminismo e nos ideais da Revolução Francesa os fundamentos de sua crítica à sociedade capitalista. O inglês Thomas Morus é o precursor, com o livro Utopia (1516), no qual afirma que a propriedade particular é a fonte de toda injustiça social. Os principais representantes são o inglês Robert Owen, que defende a sociedade autogerida, e os franceses Charles Fourrier, que pretende uma organização em que todos vivam harmonicamente, e Saint-Simon, que idealiza o domínio da ciência sobre uma sociedade sem classes. Robert Owen ( ), rico industrial inglês que se transforma em um dos mais importantes socialistas utópicos. Sua contribuição nasce da própria experiência. Instala em New Lanark (Escócia) uma comunidade inspirada nos ideais utópicos. Monta uma fiação no centro de uma comunidade operária e promove a organização de serviços comunitários de educação, saúde e assistência social. A comunidade passa a se autogerir e todos os integrantes pertencem à mesma classe. No lugar de dinheiro circulam vales correspondentes ao número de horas trabalhadas. Charles Fourrier ( ) nasce em Besançon, França, filho de um comerciante de tecidos. Trabalha como comerciante mas acaba falindo e decide servir o Exército. Afastado da ativa por problemas de saúde, volta a trabalhar com o comércio e começa a escrever sobre questões Por volta de 1860, a Revolução Industrial assumiu novas sociais e econômicas. Em 1822 lança o jornal O Falanstério (depois características Segunda Rev. Industrial e uma nova dinâmica impulsionada por inovações técnicas, como a descoberta da eletricidade, a invenção de Henry Bessemer para a transformação do ferro em aço, o surgimento dos meios de transporte(ampliação das ferrovias seguida das invenções do automóvel e do avião), o desenvolvimento da indústria química e de outros setores. 5 Consequências Consolidação do modo de produção capitalista e da burguesia e operário como classes antagônicas. Aumento da população urbana. Péssimas condições dos operários, provocando movimentos de contestação como o ludismo (destruição das máquinas). SEGUNDA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL I Invenções que marcaram a passagem da 1 a para a 2 a Revolução: Processo Bessemer de transformação do ferro em aço. Dínamo. mudado para A Falange), defendendo sua idéias, influenciadas pelo idealismo de Rousseau. Propõem que a sociedade se organize em comunidades chamadas falanstérios, espécie de edifícios-cidades onde as pessoas trabalham apenas no que querem. Fourrier defende assim o fim da dicotomia entre trabalho e prazer. Nos falanstérios os bens são distribuídos conforme a necessidade. A educação deve se adaptar às inclinações de cada criança e não existem restrições morais à prática de sexo. Saint-Simon ( ) é como fica conhecido o pensador francês Claude Henri de Rouvroy, conde de Saint-Simon, um dos principais socialistas utópicos. Nasce em Paris e entra para o Exército com 17 anos. Luta na guerra de Independência dos Estados Unidos e, de volta à França, abandona seu título de nobreza e adere à Revolução Francesa. Retoma os estudos aos 40 anos, depois de ter sido preso durante o Período de Terror. Cursa medicina e a Escola Politécnica. Começa a se projetar como teórico do socialismo em 1802, com o livro 246

4 Cartas de um habitante de Genebra a seus contemporâneos, no qual defende uma nova religião baseada na ciência e dedicada ao culto de Newton. Suas idéias são retomadas pelos tecnocratas no século XX Socialismo Científico Teoria política elaborada por Karl Marx e Friedrich Engels entre 1848 e Essa corrente deriva da dialética (resultado da luta de forças opostas) hegeliana e é influenciada pelo socialismo utópico e pela economia inglesa. A partir do materialismo histórico, prevê o triunfo final dos trabalhadores sobre a burguesia. Marx chama de comunismo essa sociedade e de socialismo o processo de transição do capitalismo ao comunismo. Materialismo histórico - Segundo Marx, o homem e suas atividades são reflexos das condições materiais que o cercam. Estas são determinadas pela História, que é resultado do confronto de classes sociais antagônicas que lutam pela hegemonia. A luta de classes é o motor da história e só desaparece com a instalação de uma sociedade comunista, sem divisão de classes ou exploração do trabalho, e baseada na solidariedade. O Estado é o instrumento pelo qual a classe dominante exerce essa hegemonia sobre as demais. Outro conceito do marxismo é a Mais-Valia que corresponde ao valor da riqueza produzida pelo operário além do valor remunerado de sua força de trabalho e que é apropriado pelos capitalistas. 03 Anarquismo Movimento que surge no século XIX, propondo uma organização da sociedade onde não haja nenhuma forma de autoridade imposta. Para os anarquistas, uma revolução não deve levar à criação de um novo Estado porque este seria sempre uma nova forma de poder coercitivo. O anarquismo tem duas correntes importantes. Uma, pacífica, que tem como principal representante o francês Pierre-Joseph Proudhon. Para ele qualquer mudança social deve ser feita com base na fraternidade e na cooperação entre os homens. A outra corrente afirma que a modificação da sociedade só pode ser feita depois de destruída toda a estrutura social existente. Para isso é válida a utilização da violência e do terrorismo. O russo Mikhail Bakunin, considerado um dos principais teóricos e militantes do anarquismo, chega a participar de atentados, influenciado por Serguei Netchaiev, um dos defensores dessa corrente. REVOLUÇÃO FRANCESA I Causas 1. Situação social - Estamentos sociais: O 1 o e 2 o Estados eram isentos de impostos, como ainda usufruíam o tesouro real, através de pensões e cargos públicos. O 3 o Estado formava a maioria da população e reivindicava a extinção dos privilégios e a igualdade civil. Os impostos e as contribuições para o rei, clero e a nobreza eram pagos pelo 3 o Estado. 2. Situação Econômica - Entraves ao capitalismo: servidão, alfândegas internas e cooperações de ofício. - As constantes guerras externas contra a Áustria, Prússia e a Independência dos Estados Unidos contribuíam para arruinar a economia. Além disso, havia os pesados gastos com a manutenção da corte, crescimento da dívida externa. 3. Situação Política - Absolutismo baseado na Teoria do Direito Divino dos Burbons. - Desorganização político-administrativa onde o Estado gastava mais do que arrecadava. - Iluminismo a burguesia tomou consciência da necessidade de derrubar o Antigo Regime. II O Início da Revolução e as jornadas Revolucionárias - Em meio ao caos econômico, o descontentamento era geral. Luiz XVI tinha que tomar uma iniciativa para superar a crise. Sucessivamente o rei indica Turgot que tentou acabar com a servidão e tentou eliminar as corporações de ofício. Para acabar com o déficit tentou fazer uma reforma fiscal e foi demitido. - Necker reforma fiscal e foi demitido. - Calonne e a grave crise econômica provocada pela seca, e tratados com a Inglaterra agrava ainda mais a situação. - Necker convocação dos Estados Gerais que desde 1614 não eram convocados. A burguesia aproveita para fazer reivindicação. Duplicação do número de representantes, votação por cabeça e reunião conjuntas. Jornadas Revolucionárias: Juramento da sala de jogo da péla declara-se em Assembléia Nacional e depois se transformou em Assembléia Nacional Constituinte. Tomada da Bastilha símbolo do absolutismo. Grande Medo assinatura da Declaração de Direitos do Homem que assegurava igualdade, liberdade e fraternidade para aliviar as pressões. Transferência do rei para Versalhes. Fases: * Monarquia Constitucional - Constituição de 1791: fundamentada no liberalismo, abolia o feudalismo, estabelecia liberdade de comércio, confirmava o direito de propriedade privada e voto censitário. - Constituição Civil do clero: confisco dos bens da Igreja e os padres passavam a subordinar-se ao Estado. - Partidos: Girondinos = alta burguesia comercial e industrial. Jacobinos = pequena burguesia. Feuillonts (Planície) alta burguesia financeira. Cordeliers camadas mais populares. - Organização da Contra revolução, onde os exércitos franceses são vitoriosos na Batalha de Valmy. Convenção e República - Disputa entre girondinos e jacobinos sobre o que fazer com o rei, vencendo a proposta dos jacobinos que defendia o julgamento e execução do rei. - Os girondinos no poder viam na guerra uma forma de aumentarem suas fortunas e por isso promove a liberalização dos preços. - Os Sans Cullotes liderados por Jacques Roux exigiam reformas, controle dos preços. Os jacobinos cercam a Convenção, prendem os girondinos e assume o poder. - República Jacobina (Ditadura Jacobina) período do Terror que toma as seguintes medidas: abolição da escravidão nas colônias, fim de todos os privilégios, controle dos preços dos gêneros alimentícios, distribuição das propriedades dos emigrados, voto universal. - Os girondinos derrubam a República jacobina através do Golpe do 09 Termidor e inicia-se o Diretório. 247

5 Diretório - Abolição da lei do máximo que limitava os preços dos gêneros alimentícios. - A volta do voto censitário. - O poder executivo foi confiado a um diretório de cinco membros. - Conspiração de Babeuf: tinha por objetivo tomar o poder e estabelecer uma sociedade mais justa e sem privilégios. - Os realistas desejavam o retorno dos Burbons. - Diante da instabilidade interna, ameaça externa e corrupção, Napoleão através do 18 de Brumário assume o poder. ERA NAPOLEÔNICA 1 Consulado - Napoleão teve como prioridade enfrentar as ameaças externas e reorganização da economia francesa. - Procurou eliminar a ameaça externa, vencendo a Segunda Coligação (Ingl. + Áustria e Rússia). Vence os austríacos na batalha de Marengo e assina a Paz de Amiens com a Inglaterra, em que estabeleceu uma trégua e os ingleses renunciam algumas conquistas coloniais. - Eliminada a ameaça, Napoleão procura resolver a situação interna, a crise financeira foi solucionada com a criação do Banco da França, que exerceria o controle da emissão de papel moeda. Para incentivar o desenvolvimento industrial cria a Sociedade de Fomento à Indústria e realiza obras de infra-estrutura (canais, construção de estradas, etc.), para diminuir o desemprego. As relações com a Igreja foram solucionadas com a Concordata de 1801 que estabelecia a nomeação de bispo pelo consulado e liberdade de culto. Na Educação reorganizou o ensino francês, que passou a ter como principal missão à formação de cidadãos capazes de servir ao estado burguês. - Código Civil Napoleônico assegurava as conquistas burguesas como igualdade de todos perante a lei, o direito de propriedade e proibição de organização de sindicatos operários. Através de um plebiscito é coroado imperador. 2 Império - Período marcado por guerras externas, em geral lideradas pela Inglaterra que via na França uma rival no continente aos seus produtos industrializados. - No confronto contra a Terceira Coligação (Ingl., Rússia e Áustria), onde fica comprovada a superioridade da marinha inglesa na batalha de Trafalgar e em terra a superioridade francesa nas batalhas de Ulm e Austerlitz. Napoleão destrói o Sacro Império Romano- Germânico e cria a Confederação do Reno. - Napoleão visando enfraquecer o poderio inglês decreta o Bloqueio Continental. A Rússia através da Paz de Til sit adere ao Bloqueio. Esse bloqueio prejudicou os países europeus que dependiam das compras de suas matérias-primas pela Inglaterra. 3 Decadência - Nacionalismo das Nações Conquistadas a burguesia dos países que antes recebera os exércitos como libertadores, voltou-se contra ele. A Espanha tradicional aliada, revolta-se diante da invasão napoleônica. - O Fracasso do Bloqueio Continental a economia francesa não possuía estrutura para substituir os ingleses nas relações econômicas no continente. - O Fracasso Militar na Rússia prejudicada pelo bloqueio rompe com a França que reage invadindo o país. Os russos utilizam a tática de terra arrasada. - A 6 a Coligação (Prússia, Áustria, Rússia e Inglaterra) que o venceu na batalha das Nações em Leipzig. Napoleão foi para a Ilha de Elba. Com o exílio restabeleceu-se a dinastia dos Burbons com Luiz XVIII. - Napoleão foge da ilha de Elba e governa durante os Cem Dias, sendo derrotado na batalha de Walterloo. Foi exilado na ilha de Santa Helena. CONGRESSO DE VIENA - Após a derrota de Napoleão em Leipzig, na batalha as Nações (1813) as grandes potências européias reorganizam o mapa político da Europa. Entre os princípios que nortearam o Congresso temos; Restauração volta do Antigo Regime. Legitimidade volta das dinastias depostas pela revolução. Equilíbrio europeu manutenção da velha ordem pelo equilíbrio de forças entre as potências. SANTA ALIANÇA - Os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade foram substituídos pelos princípios da fé, autoridade e tradição marcando a vitória da Ideologia Conservadora. - A Santa Aliança foi um pacto militar entre as grandes potências participantes do congresso de Viena, com o objetivo de reprimir os movimentos liberais e nacionalistas decorrentes das idéias implantadas pela Revolução Francesa. - O declínio da Santa Aliança: Retirada da Inglaterra iniciara seu processo de industrialização, era importante a expansão dos mercados consumidores. Por isso apóia os movimentos de independência das colônias latinoamericanas, defendendo o princípio de não-intervenção contrariando os interesses da Santa Aliança. Doutrina Monroe os EUA se opõem qualquer tentativa recolonizadora. Revolução Liberal na França que restabeleceu a independência política da Grécia, Bélgica, adotando Monarquia Constitucional e Parlamentar AS REVOLUÇÕES DE 1830 França - Luiz XVIII assume o poder após a derrota de Napoleão, restaurando a monarquia dos Burbons. Procurou conciliar a restauração com a manutenção de algumas conquistas da revolução. - Após queda de Napoleão vários partidos disputavam o poder: Ultra-realistas: lutavam pela restauração do Antigo Regime Constitucionalistas: alta burguesia que defendia a manutenção do equilíbrio político, através de uma Constituição. Liberais: defensores dos princípios da Revolução Francesa. - Na França foi instalada pela Alta Burguesia o Terror Branco que perseguia e massacrava liberais, republicanos e bonapartistas. Carlos X partido ultra-realista - Decreta as Ordenações de julho que suspendiam a liberdade de imprensa, dissolviam a Câmara, uma nova lei eleitoral desfavorável à burguesia. O objetivo desses decretos era reagir contra a oposição liberal. - Procurou elevar a carga tributária para contornar a grave crise econômica. 248

6 - Através das jornadas Gloriosas em 1830, Carlos X foi afastado e no seu lugar instalado um governo liberal-burguês de Luís Felipe. - As repercussões da revolução liberais se fazem sentir na: Bélgica que proclamou sua independência da Holanda; na Itália, Alemanha e Polônia. - Luís Felipe realiza uma reforma na Constituição que deu a alta burguesia o controle de setores básicos da economia (ferrovias, bancos, minas de carvão e ferro) assegurando condições para a industrialização. REVOLUÇÕES DE Entre os fatores que determinaram destacam-se: Liberalismo: contrário às limitações impostas pela monarquia absolutista. Nacionalismo: procurou unir os povos de mesma origem e cultura. Socialismo: pregava a igualdade social e econômica A crise econômica: entre 1846 e 1848 ocorre uma série de péssimas colheitas causadas pela seca e por pragas, provocando o aumento dos preços dos produtos e ruína dos camponeses. No setor industrial ocorre uma superprodução devido a ausência do poder aquisitivo da população, causando falência e desemprego. A miséria e o descontentamento da população, onde camponeses e operários passam a reivindicar melhores condições de vida. OBS.: Denomina-se Primavera dos Povos uma série de movimentos revolucionários de forte conteúdo nacionalista que eclodiu na Europa em A Revolução na França - Ocorre no governo de Luís Felipe rei burguês. - O partido socialista defendia suas idéias por meio de banquetes que terminava em debates. - Em 22 de fevereiro Guizot proíbe a realização de banquetes provocando a revolução e a derrubada de Luiz Felipe, proclamando a Segunda República na França. O governo era constituído por republicanos., socialistas e bonapartistas que decreta o fim da pena de morte e sufrágio universal. Foram criadas as Oficinas Nacionais (espécie de fábrica) para diminuir o desemprego. - Nas eleições sai vitorioso Luiz Napoleão (Napoleão III) que no final do seu mandato fechou a Assembléia Nacional, uma vez que a Constituição proibia a reeleição e implanta uma ditadura (18 de brumário de Luiz Napoleão). A Revolução de 1848 em outros países Itália Estava dividida em vários estados independentes e os movimentos tinham um caráter liberal e nacionalista. Contra a descentralização e Segundo Império Francês e a Comuna de Paris Napoleão III procurou desenvolver a economia, garantiu a ordem social através de um governo autoritário e diminuiu o nível de desemprego através da execução de inúmeras obras públicas. Desagradou aos católicos ao retirar seu apoio ao Papa durante os movimentos de unificação na Itália e envolve-se numa guerra contra a Prússia, onde foi derrotado e marca a queda do Segundo Império Francês proclamando a Terceira República Francesa de Thiers. - A Comuna de Paris foi organizada pelo governo da capital e tinha por objetivo implantar em Paris um governo revolucionário, de tendência socialista, com a participação dos trabalhadores. A burguesia sentindo-se ameaçada pela classe trabalhadora, articulou a repressão, executando milhares de pessoas em Paris. INDEPENDÊNCIA DA AMÉRICA ESPANHOLA Causas: Idéias iluministas base ideológica para os anseios autonomistas. Revolução industrial e o liberalismo econômico os políticos monopolistas prejudicava a burguesia britânica e as elites coloniais e o desenvolvimento do capitalismo. Marginalização política da aristocracia Criolla os Chapetones monopolizava o poder político, dominando os altos cargos da administração colonial. Os criollos sentiam-se prejudicados com o monopólio que dificultava as transações econômicas e limitava o acesso aos cargos administrativos e políticos. Invasão Napoleônica na Espanha e a imposição de José Bonaparte. O novo rei foi aceito pelas colônias que desencadearam o processo de emancipação formando juntas governamentais provisórias. FASES: 1 a Etapa: Precursores: - Revolta de Tupac-Amaru no Peru liderou um movimento contra os abusos cometidos pelos chapetones. - Francisco Miranda: proclamou a independência da Venezuela. O movimento foi reprimido. O fracasso desses movimentos foi em grande parte da falta e apoio da Inglaterra que estava empenhada em derrotar Napoleão e a ausência dos EUA. Também favoreceu o isolamento geográfico entre as regiões. 2 a Etapa Simon Bolívar desencadeou a Campanha que culminaria com a libertação da Venezuela, Colômbia e Equador e José San Martín promovia a libertação da Argentina, Chile e Peru. No México, a primeira tentativa ocorre em 1810, liderado pelas massas populares e o movimento foi antes de tudo rural. As insurreições foram o absolutismo surgem diversos movimentos: Jovem Itália lideradas por Miguel Hidalgo, padre Marelos e Vicente Guerreiro que (Unificação em torno de uma República) e Resorgimento (Monarquia Liberal). A primeira tentativa foi feita pelo rei Carlos Alberto, que falhou. Alemanha Após o Congresso de Viena, os Estados alemães foram reunidos numa Confederação, na qual a Áustria e Prússia eram membros importantes. Após uma revolução entrega o Trono a Frederico IV rei da Prússia que sofre oposição da Áustria, que sufoca o sonho de unificação. enfatizaram reformas populares, propondo o fim da escravidão, a igualdade de direitos e a condenação da aristocracia. Augustin Itúrbide enviado pelo rei alia-se a Guerrero no Plano de Iguala e proclama a independência, igualdade de direitos entre criollos e chapetones. Em 1822 Itúrbe torna-se imperador. Consequências Divisão política da América Espanhola. Nova dependência da América em relação a Inglaterra. Fortalecimento dos chefes locais, que passaram a disputar o poder, criando um quadro de anarquia e de dificuldades que deram origem ao Caudilhismo. A UNIFICAÇÃO DA ITÁLIA E DA ALEMANHA 249

7 01 - Unificação Italiana Desde a onda revolucionária de 1848 e 1849, contra a dominação austríaca, começam as tentativas de unificação do reino da Itália. Durante esse período os revolucionários proclamam pelo menos três repúblicas, a de São Marcos, a Toscana e a Romana, mas os exércitos austríacos derrotam os liberais e tropas francesas ocupam Roma. Política de Cavour Em 1852 Camilo Benson, conde de Cavour, assume a presidência do Conselho do Piemonte e começa a pôr em prática um programa para a unificação da Itália. Sua estratégia é mobilizar a população em torno de um único nome, o de Vittorio Emmanuel, e fazer uma aliança com o imperador francês Napoleão III para poder enfrentar as forças austríacas. Sociedade Nacional Em 1857, Giuseppe Garibaldi - e Pallavicino, com o apoio de Cavour, fundam a Sociedade Nacional para fomentar a unidade e conquistar a independência. Fracassam as tentativas de Cavour de conseguir o apoio estrangeiro. Ganham corpo as insurreições patrióticas e as tropas de camisas vermelhas organizadas por Garibaldi. A partir de 1860 Garibaldi passa à ofensiva, liberta a Sicília e a Calábria, derrota as tropas do papado e dos Bourbon e estabelece as condições para a instalação de um Estado unificado na Itália. O Estado é unificado por Vittorio Emmanuel, rei da Sardenha, entre 1861 e Proclamado rei da Itália, Vittorio Emmanuel enfrenta resistência austríaca em devolver Veneza e a recusa do Estado pontifício em entregar Roma para ser capital do reino. 02 Unificação Alemã A divisão da Alemanha em pequenos Estados autônomos atrasa seu desenvolvimento econômico. As atividades comercial e bancária se intensificam com a União Aduaneira (Zollverein) de 1834, com o fim da servidão e com a introdução do trabalho assalariado na agricultura (1848). A partir de 1862, a Prússia conquista a hegemonia sobre os demais Estados alemães e aplica uma política interna unificadora e externa expansionista, tendo Otto von Bismarck como primeiroministro. Crescimento econômico - A política de Bismarck é facilitada pelo rápido crescimento econômico germânico, baseado na produção de carvão mineral e ferro bruto. A produção mecânica, elétrica e química cresce com a concentração de grandes empresas como Stinnes, Krupp, Stumm e Siemens. O transporte naval e ferroviário intensifica o comércio externo. Quando o II Reich (o I Reich é o Sacro Império Romano-Germânico, instalado por Oto I em 962) é instalado por Guilherme I, o país já é uma grande potência industrial e militar. Otto Von Bismarck ( ), conhecido como "chanceler de ferro", é o grande mentor da unificação alemã sob hegemonia prussiana. É ministro do rei da Prússia, em Sua caminhada para alcançar a unidade alemã sob a hegemonia da Prússia começa com a vitória de Sadowa, sobre a Áustria, em A guerra contra a França, em 1870 e 1871, consolida sua política e permite a proclamação do II Reich. Como chanceler do novo império, dedica-se lhe acrescentar novos poderes. Combate ferozmente os socialistas, reprimindo-os ao mesmo tempo em que procura conquistar os trabalhadores com uma política social. Realiza uma política externa baseada no confronto com a França. O IMPERIALISMO DO SÉCULO XIX O colonialismo do século XIX (neocolonialismo), incrementado a partir de 1880, tem por base uma nova divisão econômica e política do mundo pelas potências capitalistas em ascensão. Reino Unido, Estados Unidos e Alemanha experimentam um auge industrial e econômico a partir de 1870, seguidos pela França e Japão. Itália e Rússia ingressam na via da industrialização nesse mesmo período. Os monopólios e o capital financeiro de cada potência competem acirradamente pelo controle das fontes de matérias-primas e pelos mercados situados fora de seus países. Tipos de colônia - O neocolonialismo desenvolve política que tem por eixo dois tipos de colônia: as colônias comerciais e as colônias de assentamento. As colônias comerciais devem fornecer matériasprimas e, ao mesmo tempo, constituir-se em mercados privilegiados para produtos e investimentos de capitais das metrópoles. As colônias de assentamento servem de áreas de recepção dos excedentes populacionais das metrópoles PARTILHA DA ÁFRICA Ocorre a partir de 1870, quando a Alemanha e a Itália entram em disputa com a Inglaterra e a França pela conquista de territórios que sirvam como fontes de abastecimento de matérias-primas industriais e agrícolas e mercados para seus produtos. Portugal e Espanha conseguem manter alguns de seus antigos territórios coloniais. A Conferência de Berlim, em 1884 e 1885, oficializa e estabelece normas para a partilha. Qualquer posse territorial deve ser comunicada às potências signatárias e toda potência estabelecida na costa tem direito ao interior do território, até defrontar com outra zona de influência ou outro Estado organizado. França Conquista territórios no norte da África (Tunísia, Argélia, Marrocos e parte do Saara), na África ocidental (Senegal, Guiné, Costa do Marfim, Daomé atual Benin, Gabão e Congo atual Zaire, estes últimos denominados África Equatorial Francesa). Domina também territórios na África central (Níger, Chade e Sudão) e na África oriental (Madagascar, trocada com o Reino Unido por Zanzibar, atual Tanzânia), Obok, baía de Tadjurah, os sultanatos de Gobad e Ambado e os territórios dos Afars e Issas, atual Djibuti. Reino Unido Estabelece territórios coloniais na África ocidental (Gâmbia, Serra Leoa, Costa do Ouro, atual Gana, Nigéria e as ilhas de Santa Helena e Ascensão), na África oriental (Rodésia, atuais Rep. Dem. do Congo e Zimbábue, Quênia, Somália, ilha Maurício, Uganda e Zanzibar, atual Tanzânia, e Niassalândia, atual Malavi), e na África meridional (União Sul-Africana, incluindo a antiga Colônia do Cabo e as ex-repúblicas bôeres de Natal, Orange e Transvaal - África do Sul -, e os protetorados de Bechuanalândia, atual Botsuana, Basutolândia, atual Lesoto, e Suazilândia). Alemanha Conquista Togo e Camarões (África ocidental), Tanganica e Ruanda-Burundi (África oriental) e Namíbia (África do sudoeste). Portugal Mantém as colônias instaladas na África ocidental (Cabo Verde, São Tomé, Príncipe, Guiné-Bissau), África do sudoeste (Angola e Cabinda) e África oriental (Moçambique). Espanha Continua com suas posses coloniais na África do norte (parte do Marrocos, ilhas Canárias, Ceuta, território de Ifni e Saara Ocidental) e na África ocidental (Guiné Equatorial). 02 IMPERIALISMO NA ÁSIA As potências européias, o Japão e os Estados Unidos envolvem-se numa disputa acirrada para redividir os territórios asiáticos. Índia - A presença britânica na Índia com a Companhia das Índias Orientais supera a concorrência portuguesa e francesa desde o século 250

8 XVII. Contra essa hegemonia se rebelam, em 1857, as tropas nativas, ou cipaios. Revolta dos Cipaios Levante de grupos indianos (cipaios) contra a exploração britânica. Começa em 1857 e é violentamente reprimida pelos britânicos, terminando no ano seguinte. O governo britânico dissolve a Companhia das Índias, reorganiza o exército colonial e converte a Índia em domínio britânico. Influência britânica O Reino Unido implanta em território indiano um sistema de ensino inglês, uma rede ferroviária e a modernização dos portos. Com seus produtos industriais mais baratos, destrói a economia rural autárquica e aumenta o desemprego. Os ingleses se expandem e criam Estados intermediários no Nepal e Butão. Entram no Tibete para garantir privilégios comerciais. Anexam a Birmânia (atual Mianmá) e Ceilão (atual Sri Lanka) e tentam disputar com os russos o domínio do Afeganistão. O domínio britânico faz surgir um movimento nacionalista entre setores das classes abastadas indianas, europeizadas nos colégios e universidades inglesas, onde tinham livre curso as idéias liberais e democráticas. Em 1885 é fundado o Congresso Nacional Indiano, com o objetivo de obter uma participação ativa na administração do país. China Até meados do século XIX os europeus mantêm feitorias no território chinês, por onde realizam o comércio com as metrópoles. A partir daí ocorre uma intensificação nas tentativas de dominar o mercado chinês por meio de guerras e conquistas. Guerra do Ópio Uma das principais atividades do Reino Unido na região é o cultivo do ópio (em território indiano), que é depois vendido aos chineses. Em 1840 as autoridades chinesas passam a reprimir a venda ilegal da droga, o que leva o Reino Unido a declarar a chamada Guerra do Ópio. O conflito termina dois anos depois pela Paz de Nanquin, tratado segundo o qual o Reino Unido retoma o comércio de ópio e obtém ainda a cessão de Hong Kong, ponto estratégico para comércio que deve ser devolvido à China em A partir de 1844, França, Estados Unidos, Inglaterra e Rússia conquistam o controle de áreas do território chinês, como Xangai e Tientsin. Revolta dos Boxers Como reação à dominação estrangeira, nacionalistas se revoltam contra a dinastia manchu. A Guerra dos Boxers, nome dado pelos ocidentais aos membros de uma sociedade secreta chinesa que organizam a revolta, se espalha pelas zonas costeiras e ao longo do rio Yang-Tse, em Exércitos estrangeiros esmagam a rebelião e impõem à China uma abertura à participação econômica ocidental. O capital estrangeiro implanta indústrias, bancos e ferrovias. Japão pressionado pelos EUA, nos meados do século XIX, foram estabelecidos acordos comerciais com o mundo ocidental. Essa abertura econômica japonesa contribuiu para a modernização do Japão, eliminando os poderes do Xogunato e o imperador promoveu uma centralização administrativa e uma modernização econômica, permitindo uma expansão no externo oriente. Esse período é denominado de Era Meiji 03 DEPENDÊNCIA DA AMÉRICA LATINA Ao longo do século XIX, França, Reino Unido e Estados Unidos disputam entre si a hegemonia econômica e política sobre a América Latina, que representa fonte de matérias-primas e mercado para seus produtos industriais. Interferem nas disputas políticas internas, nas quais revezam-se ditaduras caudilhescas. México Perde quase metade de seu território em 1846, como resultado da guerra contra os Estados Unidos. Califórnia, Arizona, Novo México, Utah, Nevada e parte do Colorado passam ao domínio norte-americano. A suspensão do pagamento da dívida externa mexicana, em 1861, provoca a intervenção da Inglaterra, França e Espanha, resultando no domínio francês até Revolução Mexicana Independente desde 1821, o México só consegue consolidar-se como Estado nacional entre 1876 e 1910 com a ditadura de Porfirio Díaz, o primeiro a ter controle sobre o conjunto do território. Exportador de produtos agrícolas e minerais, o país é dominado por uma aristocracia latifundiária. Os camponeses reivindicam terras e as classes médias urbanas, marginalizadas do poder, se opõem ao regime. Em 1910 o liberal e também latifundiário Francisco Madero capitaliza o descontentamento popular e se lança candidato à sucessão de Díaz. As eleições são fraudadas e Díaz vence. O episódio desencadeia uma guerra civil e o país entra num período de instabilidade política que permanece até 1934, quando Lázaro Cárdenas assume o poder. Rebelião de 1910 A reeleição de Díaz provoca um levante popular no norte e no sul do país. No norte, os rebeldes liderados por Pancho Villa incorporam-se às tropas do general dissidente Victoriano Huerta. No sul, um exército de camponeses organiza-se sob o comando de Emiliano Zapata e exige uma reforma agrária no país. Díaz é deposto em 1911 e Madero assume o poder. Enfrenta dissidências dentro da própria elite mexicana e também dos camponeses: Zapata recusa-se a depor as armas enquanto o governo não realizar a reforma agrária. Em 1913 Huerta depõe e assassina Madero e tenta reprimir os camponeses. Villa e Zapata retomam as armas apoiadas por um movimento constitucionalista liderado por Venustiano Carranza. Huerta é deposto em 1914, Carranza assume o poder e dá início a um processo de reformas sociais, mas a reforma agrária é novamente adiada. Em 1915, Villa e Zapata retomam novamente as armas mas Carranza já domina o país. Em 1917 promulga uma Constituição e consolida sua liderança. Zapata é assassinado em Villa retira-se da luta em 1920 e é assassinado em Região do Prata A influência inglesa mantém-se inalterada até a Primeira Guerra Mundial ( ), embora sofrendo a concorrência dos Estados Unidos, França e Alemanha. Ao Reino Unido interessam os produtos agrícolas e pecuários, os minérios e a manutenção do rio do Prata como área aberta à sua influência marítima. Em 1828 estimula a Guerra Cisplatina, que leva à independência do Uruguai, e em 1852 toma as ilhas Malvinas da Argentina. Argentina A presença de uma burguesia mercantil desenvolvida em Buenos Aires, associada ao capital internacional (principalmente inglês), acirra o conflito interno entre os unitários, partidários de um governo central forte, e os federalistas, favoráveis à autonomia regional. A ascensão de Juan Manuel Rosas ao governo de Buenos Aires marca o início de uma ditadura, de 1829 e 1852, que impõe a defesa da ordem civil e eclesiástica e resiste às pressões estrangeiras - o que não impede a ocupação das ilhas Malvinas pelo Reino Unido, em Em 1852, a aliança entre o Brasil e o caudilho de Corrientes, Justo José de Urquiza, derruba Rosas. Em 1853 é elaborada uma Constituição de caráter federalista, embora ainda com governo centralizado. Em 1859, a guerra civil entre Buenos Aires, independente desde 1854, e o governo federal termina com a integração, ao resto do país, daquela cidade, que, mais tarde, é declarada a capital. A fase 251

9 posterior é de desenvolvimento econômico, colonização do interior e predomínio oligárquico. Uruguai Sua posição estratégica, junto ao rio do Prata, torna-o palco de disputas que remontam à fase colonial. Em 1821 é anexado ao Brasil, por Portugal, com o nome de Província Cisplatina. A Guerra da Cisplatina, entre Brasil e Argentina, pela posse da região, possibilita sua independência, em 27/8/1828. Mas não encerra as disputas fronteiriças com os latifundiários do Rio Grande do Sul. As intervenções brasileiras na região - em 1851, contra Manuel Oribe, e em 1864, contra Atanasio Aguirre, em apoio ao general Venancio Flores - têm como reação a intervenção paraguaia. É ela que está na origem da guerra entre esse país e a Tríplice Aliança. Paraguai Após a independência, em 1814, o caudilho José Gaspar Rodríguez de Francia, que governa ditatorialmente com o título de El Supremo, recusa a anexação à Argentina e isola o país. Em 1840 assume o presidente Carlos Antonio Lopez, que inicia os contatos com o exterior e uma política de desenvolvimento autônomo, que será continuada por seu filho, Francisco Solano López. Seus sonhos expansionistas, de criação do Grande Paraguai, terminam com a derrota para o Brasil, secundado pela Argentina e Uruguai (1870). O país fica numa crise profunda, arrasado social e economicamente. Região do Pacífico O capital inglês associa-se às oligarquias locais, estimulando a formação de Estados independentes (Colômbia, Equador, Peru, Bolívia e Chile). O Reino Unido se dedica principalmente à exploração de prata, cobre, salitre e outros minerais. Chile O autoritarismo de Bernardo O'Higgins o faz ser derrubado, em 1823, por Ramón Freire, ditador até A desordem que impera durante o governo do general Francisco Pinto leva à guerra civil e à ditadura de Diego Portales ( ). Depois disso, com Manuel Bulnes, o país entra numa fase de estabilidade. América Central A hegemonia norte-americana ocorre desde o início do século XIX. Consolida-se com a desagregação da Federação das Províncias Unidas da América Central e com a oficialização da Doutrina Monroe como base da política exterior dos Estados Unidos. Estes intervêm na região para garantir concessões territoriais a monopólios agrícolas norte-americanos. A guerra pela independência de Cuba, iniciada em 1895 por José Martí e Antonio Maceo, serve de 2. A Guerra dos Emboabas MG ( ) - Causa: rivalidade entre emboabas (forasteiros) e paulistas que exigiam o direito exclusivo da extração aurífera. - Líderes: Paulistas Amador Bueno da Veiga Emboabas Manuel Nunes Viana. - Morte dos paulistas no Capão da Traição. - Entre as conseqüências temos: criação da capitania de São Paulo e Minas de Ouro; surgimento de Vilas- Sabará, Vila Rica, Ribeirão do Carmo e os paulistas expulsos penetraram no Brasil Central, onde descobriram ouro em Goiás e no Mato Grosso. 3. A Guerra dos Mascates Pernambuco ( ) Causa: Rivalidade entre Olinda e Recife. Líderes: Mascates: João da Mota. / Olindenses: Bernardo Vieira de Melo. Os mascates apesar da superioridade econômica, não tinham autoridade política, pois a Câmara Municipal localizava-se em Olinda. Em 1710, os recifenses conseguiram da Coroa a sua emancipação. Os olindenses, sentindo-se prejudicados invadiram Recife. A luta termina com a confirmação de Recife a categoria de Vila. 4. Revolta de Felipe dos Santos (Vila Rica 1720) Causa: Recriação das Casas de fundição e proibição da circulação der ouro em pó. Objetivos: A não recriação das casas de fundição, fim de vários tributos locais e respeito a liberdade dos revoltosos. A revolta serviu para o amadurecimento da consciência nacional. Movimentos de Emancipação Política 1 Introdução - Movimentos que visavam a separação do Brasil de Portugal. - Influências externas: * Revolução Industrial a Inglaterra defende o livre comércio e o pacto colonial era a maior barreira. As idéias Iluministas que criticava o absolutismo, mercantilismo, sistema colonial defendendo o liberalismo econômico. Independência dos EUA. - As mudanças na colônia A colonização promove o crescimento do Brasil colônia (sociedade urbana, aumento do fluxo de renda interno, aparecimento das classes médias). pretexto para a intervenção norte-americana e para o Metrópole amplia suas exigências em relação a colônia (monopólios, desencadeamento da guerra entre os Estados Unidos e a Espanha. Cuba conquista a independência em 1902, sob tutela dos Estados Unidos. Como resultado da derrota espanhola, em 1898, Porto Rico passa ao domínio norte-americano. Em 1903, por imposição da frota naval norte-americana, o Panamá separa-se da Colômbia e concede aos Estados Unidos a soberania sobre a Zona do Canal do Panamá. BRASIL IMPÉRIO As Revoltas Nativistas: São revoltas ocorridas na Segunda metade do século XVII e 2 a metade do século XVIII. Foram motivadas pelo descontentamento da população contra determinadas medidas da Metrópole consideradas prejudiciais aos seus interesses. 1. Revolta de Beckman (Maranhão, 1684) Causas: - O problema da mão-de-obra - Conflito entre colonos e jesuítas - A atuação da Companhia de comércio do Maranhão(1682). Líderes: Manoel e Tomás Beckman. Objetivo: Acabar com a Cia de comércio. severa fiscalização e alta tributação, como derrama, proibição de manufaturas na colônia), provocando reações da população. 2 Inconfidência Mineira (1789) (Mov. Elitista) Causas: Decadência da mineração e arrocho das restrições metropolitana (estabelecimento da derrama, alvará de 1785) - Influência das idéias iluministas. - Influência da Independência dos EUA. - Causa imediata: Cobrança da derrama. Objetivos: - proclamação de uma república, entretanto alguns almejavam a Monarquia Constitucional. - Convocação militar obrigatória; - Criação de indústrias têxteis e siderúrgicas; - Criação de universidade; - Doação de terras às famílias pobres; - Eliminação dos monopólios. - Com relação à escravidão ocorreram divergências sobre a existência ou não escravidão. - Expulsar os jesuítas. 252

10 Líderes: Tomás Antônio Gonzaga, Cláudio Manuel da Costa, Silva Alvarenga, Alvarenga Peixoto (Arcádia Mineira), Joaquim José da Silva Xavier. A devassa: Traição de Joaquim Silvério dos Reis, onze acusados condenados à morte e apenas Tiradentes foi executado. 3 A Conjuração do Rio de Janeiro (1794) - Causa: Membros da sociedade Literária do Rio de Janeiro foram acusados de defender a República, possuíam obras de escritores iluministas. Após 02 nos de cárcere os implicados foram considerados inocentes e postos em liberdade. 4 Conjuração Baiana (1798- popular) Causas: Decadência econômica da região. - A prosperidade beneficiava apenas comerciantes e senhores de engenho. - Falta de alimento, uma vez que a área de plantio para a subsistência diminui diante do avanço da lavoura canavieira, elevando os preços. - Influência da ala jacobina da Revolução Francesa cuja idéias eram divulgadas pela sociedade cavaleiro da luz. Líderes: os alfaiates João de Deus e Manuel Faustino dos Santos, e os soldados Lucas Dantas e Luís Gonzaga das Virgens. Objetivos: República Igualdade social / Igualdade racial / Aumento dos salários dos soldados O fim do movimento é marcado por delações, prisões, condenações a morte. A coroa passou a conceder prêmios em dinheiro, privilégios e cargos importantes aos denunciantes dos chamados crimes de lesamajestade. Chegada da Família Real Durante a primeira metade do século XIX, Napoleão Bonaparte buscou conquistar a Europa em nome dos ideais democráticos da Revolução Francesa. Decidido a dominar esse continente, ele dividiu o continente em aliados e inimigos da França. Essa divisão foi feita em 1806 com a Decretação do Bloqueio Continental, por meio do qual ele pretendia sufocar economicamente a Inglaterra, seu principal adversário. Aliado do Império britânico, Portugal viu-se em meio a um grave conflito internacional. Finalmente em 1807, com as tropas francesas batendo às portas de Lisboa, cerca de 15 mil pessoas entre nobres, magistrados, altos funcionários, oficiais, padres e comerciantes, além da família real com seus serviçais, arquivos e pertences, embarcaram para o Rio de Janeiro. Abertura dos Portos: O Brasil encontrado por D. João VI e sua Corte possuía uma população de aproximadamente quatro (4) milhões de pessoas, excluindo os índios não aculturados. Mais da metade da população era composta por escravos negros e pardos. No conjunto apenas um terço da população era de brancos. A sociedade continuava predominantemente agrária. As cidades eram modestas e precárias. As principais cidades eram Salvador ( hab.), Recife ( hab.), São Paulo (20.000) e o Rio de Janeiro (que com a instalação da Corte ultrapassou hab), o que agravou suas carências de infra-estrutura (moradia, abastecimento de água, saneamento, saúde pública etc.). A vinda da família real (fato único nas Américas) não alterou completamente esse quadro. Política Econômica de D. João VI: Abertura dos portos (1808): autorização para o livre-comércio entre Brasil e as demais nações não aliadas da França. O imposto de importação estava assim discriminado: 15% para Inglaterra; 16% para Portugal e 24% para as demais nações. Fábricas e Manufaturas (1808): liberação das atividades manufatureiras. Contudo, a concorrência inglesa concorreu para o não desenvolvimento desse setor. Real Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação (1808): constituída para regulamentar, fiscalizar e apoiar essas atividades. Criação do Banco do Brasil (1808): criado para servir de agente financeiro do governo, administrar os fundos orçamentários e ampliar a disponibilidade de moeda e de crédito para o público. Tratado de Aliança e Comércio com a Inglaterra (1810): reafirmação da aliança política com a Inglaterra e como paga pela transferência da família real e sua Corte para o Brasil. Reino Unido de Portugal e Algarves (1815): O Brasil elevava-se a condição de Reino Unido o que enfraqueceu o pacto-colonial e contribuiu para a Independência do Brasil em Política e Administração: Criou o Conselho de Estado, Ministérios, Tribunais, Intendência Geral de Polícia, Arsenal e a Escola da Marinha; / Academia Real Militar (1810): centro de estudos técnicos e científicos destinados a preparar oficiais nas áreas de engenharia, artilharia, geografia, topografia etc. Cultura: Criação das Escolas médico-cirúrgicas (1808): fundadas em Salvador e no Rio de janeiro, transformaram-se em Academias em 1813; Criação da Imprensa Régia (1810): atual Imprensa Oficial no Brasil foi criada para veicular as publicações do governo; Criação da Biblioteca Real (1810): instalada no Rio de Janeiro para acomodar o acervo de livros trazidos de Portugal. Criação do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (1811): criado para apoiar o trabalho de naturalistas brasileiros e estrangeiros na pesquisa da flora do país e de estudo de espécies trazidas do exterior. Criação do Teatro São João (1813): inaugurado no Rio de Janeiro, encenava os espetáculos freqüentados pela Côrte. Temos ainda O Museu Real e a chegada da Missão Francesa e Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios (1816): chegada de artistas e cientistas que vão colaborar na criação da Primeira Academia Brasileira de Belas-Artes. Política Externa: Guiana Francesa: Após chegar ao Brasil, D.João ordenou a invasão da Guiana Francesa ( ). Com o apoio inglês o território foi facilmente conquistado e só devolvido mais tarde, no contexto das negociações políticas entre Portugal e França, após a derrota do império napoleônico em Banda Oriental: as tropas luso-brasileiras ocuparam a chamada banda oriental (atual Uruguai). Por trás da ação havia o desejo de Portugal de fixar fronteira brasileira no rio da Prata, associado ao interesse de Carlota Joaquina, herdeira do trono espanhol. Revolução Pernambucana (1817): em 06 de março de 1817, grupos militares e civis rebelaram-se no Recife, tomaram alguns quartéis e ocuparam bairros centrais da cidade. Destituíram o governador, organizaram um movimento republicano provisório e buscaram apoio na Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Bahia por meio das juntas revolucionárias. Em 29 de março os rebeldes anunciaram a 253

11 convocação de uma Assembléia Constituinte e proclamou a Lei Orgânica (esboço de Constituição). Nela ficavam estabelecidos: soberania popular, separação entre os poderes, liberdade de crença e culto, liberdade de expressão e igualdade de direitos. Os líderes na sua quase totalidade pertenciam às camadas sociais mais elevadas: grandes proprietários, comerciantes, advogados, padres (Frei Caneca) e militares. Motivo: insatisfação geral com a carestia da vida no reino, aumento de impostos com os quais D. João financiava os gastos da Côrte e os gastos de conquista. Já os senhores de terras queriam desbancar os comerciantes portugueses. Esse movimento revolucionário foi patriótico, separatista, antiabsolutista, de inspiração liberal e republicana, mas em nenhum momento pretendeu modificar de forma radical a estrutura social e política da região. Foi, portanto mais uma revolta que revolução. O governo reprimiu a revolta com violência. Processo de Independência Os motivos para a permanência da Corte Portuguesa no Brasil nesse momento já não mais existiam, pois com a ajuda da Inglaterra, os portugueses já haviam afastado as tropas napoleônicas de seu país. A metrópole portuguesa estava agora sob o comando de Lord Beresford, comandante britânico. Portugal estava destruído pela guerra contra os franceses e pela exploração dos ingleses. As classes abastadas haviam se aliado ao invasor e, após a sua expulsão se organizaram para manter seus privilégios. Os portugueses, entretanto, haviam perdido o comércio colonial e a crise econômica era insustentável. A burguesia mercantil ressentia-se da perda dos monopólios comerciais que lhe garantiam as rendas, mas aspirava participar do poder político, acalentando o ideal liberal. Nos quartéis portugueses a insatisfação era grande. Em agosto de 1820, uma revolução liberal eclodiu na cidade do Porto, espalhando-se rapidamente pelo país. Os revolucionários queriam recuperar os privilégios coloniais. No final do ano foram eleitas as Cortes Constituintes, visando pôr fim ao absolutismo da dinastia de Bragança e exigindo o pronto retorno de D. João a Portugal. As idéias liberais que se propagavam pela Europa chegavam a Portugal. Retorno da Corte No Brasil, as notícias do Reino informavam que Portugal tornara-se uma Monarquia Constitucional, e os cidadãos seriam iguais perante a lei. D. João adiava seu retorno, mas foi obrigado a ceder. Em 22 de abril de 1821, a Corte portuguesa retornava a Portugal. O povo acusava o rei de partir levando as riquezas do tesouro. D. Pedro ficou no Brasil ocupando o cargo de regente. Deputados brasileiros de diversas províncias foram a Lisboa lutar por princípios defendidos por José Bonifácio de Andrada e Silva, como o tratamento igualitário entre os dois países. A euforia brasileira logo se desfez, pois a intenção dos portugueses era recolonizadora. As Cortes (Parlamento) decretaram o isolamento da Regência do D. Pedro no Rio de Janeiro as províncias deveriam se entender diretamente com Lisboa; a unificação do exército português e brasileiro sob o mesmo comando; envio de tropas a Salvador, Recife e Rio de Janeiro; a supressão dos mais importantes órgãos de administração no Brasil; e a exigência de pronto retorno de D. Pedro para Portugal. O Fico As medidas recolonizadoras das Cortes geraram resistência no Brasil, mas a corrente anticolonialista estava dividida. O termo brasileiro era estendido a todos aqueles favoráveis à Independência, tivessem ou não nascido no Brasil. A burguesia portuguesa procurava impedir que ocorresse a separação. O Brasil proporcionava-lhe produtos tropicais: couro, ouro, madeiras a baixo custo, utilizadas tanto no comércio interno como para a exportação com altos lucros. Os traficantes lusos também se beneficiavam do comércio escravo. A elite proprietária, entretanto não aceitava o retorno ao status colonial. A unidade territorial brasileira estava ameaçada. Os radicais e os republicanos podiam levar o Brasil a se fracionar. O grupo moderado desejava uma monarquia centralizada no Rio de Janeiro, com D. Pedro à frente, sem que ocorresse uma revolução, pois isso não interessava à elite agrária e escravista. Um abaixo-assinado contendo oito (8) mil assinaturas, foi levado a D. Pedro por José Clemente em 09 de janeiro de 1822 solicitando sua permanência no Brasil. Pressionado pelo presidente da Câmara e do Senado ele comprometeu-se diante do povo a permanecer no Brasil, e a data ficou conhecida como Dia do Fico. O comprometimento de D. Pedro com o partido favorável à Independência teve reflexos internos e externos. As Cortes intensificaram os decretos recolonizadores, enquanto as tropas lusas sediadas no Brasil se movimentaram contra o regente. Em resposta D. Pedro determinou que somente tropas que lhe jurassem obediência poderiam desembarcar. Instituiu o decreto do Cumpra-se (as leis portuguesas só seriam aplicadas após receberem o carimbo de D. Pedro). Recebeu da maçonaria o título de Defensor Perpétuo do Brasil e convocou uma Assembléia Geral e Constituinte. A monarquia encabeçada pelo regente consolidava a hegemonia dos latifundiários, esvaziava o ideal republicano e refutava o federalismo, optando por uma forma unitarista de poder (poder centralizado no Rio de Janeiro). Em agosto de 1822, quando D. Pedro estava na Capitania de São Paulo, cegaram ordens de Portugal para que ele voltasse prontamente a Lisboa, do contrário seriam enviadas tropas ao Brasil. José Bonifácio enviou um mensageiro, que encontrou D. Pedro próximo às margens do Riacho do Ipiranga, em São Paulo, quando voltava de Santos. Os relatórios dos irmãos Andrada José Bonifácio e Antônio Carlos de Andrada e Silva e a carta de sua esposa Dona Leopoldina convenceram-no a proclamar a Independência imediatamente. Era 07 de setembro de Primeiro Império Em setembro de 1822 a independência política de Portugal estava realizada. Contudo, D. Pedro I tinha problemas a enfrentar, a exemplo: contestação de sua autoridade em muitas Províncias e as divergências em torno da elaboração da primeira Constituição, além do reconhecimento internacional do novo Estado. Conflitos pela Independência Ao ser proclamada a independência, alguns governos de província permaneceram fiéis ao governo português. Não se submeteram à autoridade de D. Pedro I: Bahia, Piauí, Maranhão e Província Cisplatina. Para lutar contra essa situação a Coroa brasileira contratou mercenários, entre eles lorde Cochrane, que já havia combatido pela independência do Chile. Reconhecimento da Independência Ao mesmo tempo em que lutava para se impor internamente, D. Pedro I preocupava-se em obter apoio externo para a separação de Portugal. A Inglaterra tinha interesse em conceder esse apoio para conseguir manter os lucros conseguidos no comércio com o Brasil. Mas também não queria romper com Portugal 254

12 seu velho aliado. Assim os ingleses assumiram a posição conciliatória que resultou no Tratado de Paz e Amizade entre Portugal e Brasil (1825). Em troca o governo brasileiro comprometeu-se em pagar Um (1) milhão de libras esterlinas. Os Estados Unidos foram os primeiros a reconhecer a independência do Brasil, em 1824, seguiu-se México (1825), França e Áustria (após 1825) para não melindrar a Coroa portuguesa. A Constituinte de 1823 Constituição da Mandioca A primeira Assembléia Constituinte do Brasil foi convocada por D. Pedro antes da independência, em junho de Mas somente tomou posse em maio de Os deputados eram em sua maioria homens com grande participação na luta pela independência e com idéias liberais. Logo começou um clima de desconfiança entre os deputados e D. Pedro I, que desejava o poder absoluto. Formaram-se assim dois blocos distintos e opostos: de um lado o imperador e os conservadores e do outro os liberais que dominavam a Assembléia. Estavam surgindo nesse momento dois partidos políticos: o Partido Brasileiro (queria autonomia para a Constituinte) e o Partido Português (defendia um governo centralizado e forte). A tensão aumentou quando os jornais liberais Tamoio e Sentinela publicaram artigos exaltados contra oficiais portugueses. Houve espancamento, revolta por parte dos portugueses. D. Pedro exigiu satisfações à tropa e aos oficiais portugueses. A Assembléia Constituinte revidou entrando em sessão permanente. O Imperador dissolveu a Constituinte (noite da agonia) por decreto. A Constituição de 1824 Constituição Outorgada Apesar do que prometia no decreto, D. Pedro I não convocou nova Constituinte. Nomeou um Conselho de Estado com dez membros, presidido por ele mesmo, e encarregou-se de elaborar uma nova Constituição sem consultar o resto da Nação. O Imperador outorgou a primeira carta Constitucional brasileira. Pontos importantes da Carta Constitucional: Criou-se quatro poderes: Legislativo, Executivo, Judiciário e Moderador; Os poderes do Imperador estendiam-se às Províncias; Limites Estreitos de participação popular: somente homens acima de 25 anos que tivessem renda mínima de 100 mil réis/ano. Para ser deputado 400mil réis/ano e para senador 800 mil réis/ano. Confederação do Equador Revolta em Pernambuco no ano de 1824, que permanecia mais ligada aos ideais liberais e republicanos. Foi proclamada uma república nos moldes da norte-americana. Contudo, a revolta duraria pouco, pois o governo imperial agiu com rapidez e violência. Foram contratados mercenários ingleses e alguns senhores contrários ao movimento que se organizaram em milícias armadas. Em setembro de 1824 a capital pernambucana foi reconquistada pelo imperador. Líderes: Paes de Andrade fugiu para a Inglaterra; frade Joaquim do Amor Divino Rabelo e Frei Caneca mortos; Fim do Primeiro Reinado Com a morte de D. João VI (1826), D. Pedro I foi proclamado seu sucessor em Portugal. Entretanto renunciou em favor de sua filha Maria da Glória, menor de idade. Esta deveria casar-se com D. Miguel, irmão de D. Pedro, que exerceria o poder como regente até a maioridade da princesa. Em 1828 D. Miguel proclamou-se rei de Portugal e mandou a sobrinha de volta ao Brasil, estabelecendo um governo absolutista. Esse fato fez com que o imperador se envolvesse mais nos assuntos de Portugal, despertando nos brasileiros a desconfiança de que pretendia unir as duas Coroas. Em 1830 várias manifestações estudantis começaram a ganhar corpo em São Paulo. Imediatamente o jornal O Observador Constitucional deu início a uma campanha pela libertação dos presos nas manifestações. Em novembro o assassinato do jornalista Líbero Badaró, desencadeou uma onda de protestos em diversas partes do país. A crise chegou ao ápice em 1831 quando comerciantes portugueses organizaram no Rio de Janeiro numa recepção festiva ao Imperador que voltava de Minas Gerais. Em resposta os grupos brasileiros saíram às ruas, entoando vivas à Constituição e à independência. O choque foi inevitável e durou quatro dias. Em 20 de março de 1831 D. Pedro nomeou um Ministério somente de brasileiros para tentar aclamar os protestos, quinze dias depois o substituiu por um de portugueses _ Ministério dos Marqueses. Houve manifestações noite das garrafadas. Em 07 de abril de 1831, abdicou do trono em favor de seu filho menor D. Pedro II de apenas cinco anos. Nesse mesmo dia embarcou para a Europa numa embarcação inglesa. Período Regencial Estendeu-se de 1831 a 1840, sendo uma fase politicamente agitada. Correntes Políticas Partido Brasileiro: representando a aristocracia rural, também chamados de moderados ou chimangos. Controlavam o poder político durante a Regência. Líderes: Evaristo da Veiga, Padre Antônio Feijó. Partido dos Liberais Exaltados: queriam autonomia para as províncias e expressavam os interesses dos setores das cidades. Líderes: Borges da Fonseca e Lelis Augusto May. Partido Português: favorável ao absolutismo português. Queriam o retorno de D. Pedro I. As Regências Trinas A Constituição de 1824 previa eleições de três membros para formar uma Regência no caso de afastamento do Imperador. Regência Trina Provisória: (abril a junho de 1831) Nicolau de Campos Vergueiro/ José Carneiro de Campos e Francisco de Lima e Silva: Organizaram as eleições para a Regência Trina Permanente Regência Trina Permanente ( ) José da Costa Carvalho/ Bráulio Muniz e Francisco Lima e Silva Criou-se a Guarda Nacional: formada por pessoas de posses, transformou-se na principal força repressiva da aristocracia rural. Comando: Padre Antônio Feijó que se projetou como defensor da Ordem Pública; Foi elaborado o Código de Processo Penal: que atribuía aos municípios ampla autonomia Judiciária, sendo os juízes de paz eleitos pela população local. Entretanto a autonomia municipal foi utilizada para garantir a impunidade dos senhores rurais e estimular as sangrentas disputas entre os grandes proprietários pelo controle político. Reforma na Constituição de Ato Adicional de 1834: Criação de Assembleias Legislativas das províncias; / Extinção do Conselho de Estado; / Concessão de autonomia às províncias; Substituição da Regência Trina pela Uma eletiva; 255

13 Regência Una de Feijó Feijó procurou cercear o conflito na Câmara; Eclosão de Rebeliões no Brasil; Renúncia do Regente em Regência Una de Araújo Lima ( ) Anulação das medidas descentralizadoras; Lema Regresso à Ordem ; Surgimento dos partidos Liberal e Conservador; Campanha em favor da Antecipação da Maioridade de D. Pedro II; Lei interpretativa do Ato Adicional de 1834: Supressão da autonomia das Províncias; Revoltas do Período Regencial Cabanagem ( ) Pará: Foi a mais violenta das revoltas da Regência, onde morreram mais de 30 mil pessoas. Inconformismo de fazendeiros e comerciantes contra o Padre Feijó; Miséria da população; Deposição do Presidente da Província e ascensão dos revoltosos. Presidentes Rebeldes: Félix Malcher: fazendeiro, acusado de traição e de jurar fidelidade ao imperador, foi deposto. Pedro Vinagre: abandonou o posto ante os ataques das forças do governo central apoiadas pelo mercenário John Taylor. Eduardo Angelim Obs: os rebeldes tomaram Belém. Contudo pouco mais de uma ano depois, os cabanos foram para o interior e somente se entregaram em 1840, com a ascensão de D. Pedro II. Farrapos ( ) Rio Grande do Sul: Pesados impostos sobre o charque, couro, muares. Esses impostos diminuíram a capacidade de concorrência com as mercadorias da Argentina, Uruguai e Paraguai. Líderes: bento Gonçalves e Giuseppe Garibaldi. Ações: Deposição do Presidente da Província; Ocupação de porto Alegre; Proclamação da república Rio-Grandense; Conquista de Laguna (1839) e Santa Catarina (República Juliana mês de julho) Obs: O movimento foi sufocado por Luís Alves de Lima e Silva (nomeado Presidente da província em 1842). Foi uma revolta da elite e por esta razão: Foram devolvidas as propriedades ocupadas; libertaram-se os escravos que haviam lutado junto aos rebeldes; os oficiais revoltosos foram reincorporados ao Exército nos postos que anteriormente ocupavam. Sabinada ( ) Bahia: Foi o momento culminante de vários movimentos rebeldes na Bahia, a exemplo da revolta dos malês (1836). Líder: Francisco Sabino Alves. Ações: Sublevação das tropas; / Fuga do governador; / Formação de um governo local; / Proclamação da república Baianense e Separação da Província até a maioridade de D. Pedro II Balaiada ( ) - Maranhão: Causas: Extrema pobreza da população e revolta contra os proprietários rurais e comerciantes que exploravam a população. Ações: Ataques a fazendas e promoção de fugas de escravos (Preto Cosme). Líderes: Manuel Balaio, Preto Cosme, Raimundo Gomes (Cara Preta). Obs: Em 1840 o Duque de Caxias tornou-se Presidente da Província e controlou os focos de revolta. Essa rebelião foi à expressão da resistência popular, pois muitos dos que não morreram foram anistiados. 2º Reinado: O Império Oligárquico Introdução: Antecipação da maioridade de D. Pedro II 1840; Época de apogeu da monarquia brasileira; No início do 2º Reinado, teve continuidade a centralização da vida política e administrativa; Inicialmente deu-se a pacificação do país com repressão às revoltas do período anterior. Contudo ao final deste período. Somente em 1870 os problemas passam a incomodar e modificar o Império. Consolidação a oligarquia ocorre com um governo conciliador entre os partidos Conservador e Liberal; Economia e sociedade do 2º Reinado: Economia agro-exportadora, especialmente o café. Contudo surgem novos produtos, tais como cacau e borracha; A mão-de-obra escrava vai sendo gradualmente substituída pelo trabalho assalariado (imigrantes); Modernização Conservadora: mantinha-se o caráter elitista da dominação política, ao mesmo tempo em que a economia alcançava índices de crescimento. Transferência definitiva do eixo econômico e populacional do Nordeste para o Sudeste % dos cativos brasileiros pertenciam a senhores nordestinos % dos escravos estavam no Sudeste População brasileira à época: O quadro abaixo demonstra a progressiva substituição da mão-de-obra escrava pela livre e a entrada de imigrantes no Brasil % indivíduos livres (dos quais 30% eram brancos) % indivíduos livres (dos quais 38% eram brancos) Café: chegou ao Brasil em 1727, quando seu consumo ainda era considerado um luxo. Com a Revolução Industrial seu consumo cresce rapidamente, principalmente nos Estados Unidos e países europe us, criando um mercado para o produto brasileiro. O café utilizou-se do modo de plantation. Desde 1820 dá-se a ascensão do café, a qual vai durar até Locais São Paulo, Minas Gerais (2º produtor) e Rio de Janeiro. Questão da mão-de-obra: a partir de 1850, a produção do café ficou ameaçada pela falta de mão-de-obra: reorganização espacial dos escravos brasileiros (NE SU) Solução: sistema de parceria (não funcionou). A partir de 1870, chegada de imigrantes (colonato) o sistema baseava-se na imigração subvencionada e no trabalho escravo. Industrialização: Na década de 1840, já se criara uma situação favorável ao desenvolvimento industrial. Em 1844 a Tarifa Alves Branco, aumenta os impostos sobre os produtos importados (em alguns casos, chegando a 60%). O capital proveniente do café, foi aplicado na expansão da própria cafeicultura, como também financiou a instalação de indústrias e na modernização do país. 256

14 Duas medidas favoreceram o crescimento industrial: Tarifa Alves Branco e a extinção do tráfico negreiro. Assim, desenvolveu-se no Brasil a indústria de base, ou de bens de consumo: sabão, vela, chapéu, cigarros, cerveja, tecidos de algodão. Surgiram também as empresas de navegação, ferrovias, companhias de seguro etc. Na última década do império, o Brasil já contava com 600 indústrias e 55 mil empregados. Irineu Evangelista de Souza barão e visconde de Mauá homem de grande iniciativa e visão empresarial. Fundou empresas de construção de navio a vapor e fundição de ferro. Construiu a primeira ferrovia no Brasil, a primeira linha de bondes do Rio de Janeiro, foi responsável pela instalação da iluminação a gás (RJ), pela instalação do telégrafo e de um cabo submarino ligando Europa e Brasil. Todas essas realizações foram responsáveis pelo progresso do Sudeste (tornou-se o principal centro socioeconômico do país). A Era Mauá significou apenas um surto de industrialização no Brasil do Segundo Reinado A Evolução Política do 2º Reinado Introdução: O Segundo reinado constituiu-se basicamente de três fases: consolidação oligárquica; da conciliação oligárquica e a crise do Império. Consolidação: do golpe da maioridade até a vitória de D. Pedro II sob as revoltas internas. Conciliação: momento no qual conservadores e liberais unem-se no ministério. Crise: período de agonia que evoluiu para a proclamação da República. Fases da Consolidação e Conciliação na Política Interna Os partidos conservador e liberal criados na Regência eram os dois grupos políticos de maior expressão do Brasil monárquico. Contudo, seus interesses não eram assim tão diferentes. Ambos não possuíam coesão, lutavam cegamente pelo poder, aceitavam e defendiam a dominação oligárquica, a ordem imperial e escravista da sociedade brasileira. O primeiro gabinete do II Reinado foi composto por liberais, (uma vez que eles realizaram o Golpe da Maioridade). Eles dissolveram a Câmara e convocaram eleições para deputado. Substituíram chefes de polícia, presidentes de província etc, ou seja utilizaram o nepotismo e a violência para vencer a eleição, que ficaria conhecida como eleições do cacete. No poder os liberais, não conseguiram debelar as forças farroupilhas, sendo substituídos pelos conservadores. Esses ao tomar o poder passaram a perseguir os liberais, dando início a um conflito denominado Revolta Liberal de A Revolta liberal onda de levantes no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. As tropas do governo, comandadas pelo Duque de Caxias (Luís Alves de Lima e Silva) sufocaram as revoltas. Mais uma vez, D. Pedro demitiu os conservadores e instalou os liberais no poder. Complementando a consolidação, o rei criou o cargo de primeiro-ministro. Contudo, este parlamentarismo instaurado no Brasil, era completamente diferente do inglês. Nele o Imperador possuía todo o poder e podia inclusive demitir o primeiro ministro se houvesse alguma discordância com o Parlamento (Parlamentarismo às avessas). Em 1853 a 1858, graças ao marquês de Paraná (Hermeto Carneiro Leão) surgiu o novo ministério formado por liberais e conservadores Período da Conciliação. Após 1858, os dois partidos alternaram-se mais uma vez no poder. Até que em 1870 surgiu o Partido Republicano. A partir de então se iniciava a decadência do regime monárquico, que acabaria culminando na Proclamação da República. Revolução Praieira (Pernambuco, ) Foi a última das rebeliões provinciais e ocorreu em Pernambuco. O nome estava relacionado ao de um jornal que ficava na rua da Praia. Neste jornal, os rebeldes escreveram o Manifesto ao mundo - escrito por Borges da Fonseca. Os rebeldes reivindicavam o voto livre e universal, liberdade de imprensa, garantia de trabalho, nacionalização do comércio, fim da escravidão e instauração da República. O movimento foi dissolvido pelas tropas governamentais. Sufocadas as rebeliões internas, o Brasil voltou-se para a política externa, ocorrendo nesta fase inúmeros conflitos na região do Prata (extremo sul do país) e atritos com a Inglaterra. Conflitos com a Inglaterra Questão Christie (1863) Roubo da carga de um navio inglês no Rio Grande do Sul; Prisão de marinheiros ingleses que faziam arruaça no Rio de Janeiro; Interferência do rei da Bélgica Leopoldo I sentença favorável ao Brasil. Rompimento das relações diplomáticas com a Inglaterra durante dois anos (1863 a 1865). Pedido de desculpas dos ingleses e reatamento das relações diplomáticas. Política Externa do Segundo Reinado A política externa brasileira orientou-se pelas ações das grandes potências européias. Assim como o governo brasileiro sofria intervenções, também interferia nos outros países latino-americanos, principalmente nos que se localizavam na bacia do Prata. Para o governo brasileiro era interessante que os navios nacionais navegassem livremente pela bacia do Prata, evitando que os países platinos formassem uma única e poderosa nação. A hegemonia brasileira sempre marcara a região, reproduzindo a pressão que as grandes potências faziam sobre o Brasil. Era costumeiro os gaúchos envolverem-se na política interna uruguaia, e as transações econômicas freqüentemente envolviam brasileiros, paraguaios, argentinos e uruguaios. A navegabilidade dos rios servia de traço de união entre essas populações. O presidente argentino Juan Manuel Rosas não perdia as esperanças de reconstruir o antigo Vice-Reino do Prata. Na Argentina, federalistas e unitaristas lutavam pelo poder, utilizando-se da força militar dos caudilhos, estancieiros e chefes políticos locais. No Uruguai, os caudilhos agrupavam-se em duas facções: os blancos (maioria latifundiários) e os colorados (comerciantes de Montevidéu). A República Oriental do Uruguai nascera na condição de Estado tampão, funcionando como um amortecedor dos conflitos entre o Brasil e a Argentina. Interessava-lhe, sobretudo, manter a Independência e a neutralidade política. Os governos do Brasil e Argentina, porém, sentiam-se no direito de intervir na política interna uruguaia. Os paraguaios acalentavam sonhos expansionistas. Com a anexação de algumas províncias argentinas, do Uruguai e do Rio Grande do Sul, 257

15 poderiam criar O Grande Paraguai e ainda ter saída direta para o Oceano Atlântico. O governo brasileiro temia essa união na região do Prata e por esta razão apoiava facções divergentes. Nesse clima de conflito e tensões políticas ocorreram vários choques militares entre as nações do Prata. O relacionamento entre Brasil e Paraguai chegava ao limite suportável da diplomacia. A Guerra do Paraguai ( ) O nascimento do Estado paraguaio está vinculado ao desmembramento do Vice-Reinado do Prata. Em 1811, a região adquiriu autonomia política sob a liderança do ditador José Francia que livrou o Paraguai de disputas territoriais. Até 1840 a nação ficou isolada, inclusive fechando o rio Paraguai à navegação internacional. Após a morte do presidente, assumiu Carlos Antônio López ( ). Seu governo manteve a política do isolamento, procurou erradicar o analfabetismo e implantou fábricas, inclusive de armamentos e de pólvora. Ferrovias e redes telegráficas forma construídas, bem como uma usina siderúrgica. Em 1862 Solano López (El Supremo) sucedeu seu pai na condução dos destinos da nação paraguaia. Educado na Europa, voltou inspirado pelas idéias dos déspotas europeus do século XVIII e no governo de Napoleão III. Com tendência expansionista era defensor do projeto de um Paraguai Maior com acesso direto ao Atlântico. A invasão do Uruguai por tropas brasileiras e a fuga de Aguirre (presidente uruguaio) provocaram a imediata reação de Solano López. Explodiu no Rio de janeiro a notícia de que o Paraguai sem aviso prévio de guerra capturou o navio brasileiro Marquês de Olinda, que saíra de Assunção tendo a bordo o presidente da província de Mato Grosso, Carneiro de Campos. Solano López armou um esquema de combate esperando contar com o apoio dos blancos no Uruguai e do general Urquiza na província Argentina de Entre Rios. Reuniu a princípio 64 mil combatentes, elevando-os a 100 mil posteriormente. Fortalezas e uma pequena esquadra fluvial completavam o poder bélico paraguaio. Em 1864, o presidente paraguaio determinou a invasão do Mato Grosso, chegando a Dourados. Pediu autorização da Argentina para cruzar seu território e invadir o Rio Grande do Sul. O presidente Mitre recusou o pedido e López determinou a invasão do território argentino. Em 1965 o Paraguai dividiu suas forças, que passaram a atacar em duas frentes simultaneamente, o norte e o sul. Nesse mesmo ano, brasileiros, argentinos partidários de Mitre e uruguaios colorados chefiados por Flores assinaram a Tríplice Aliança contra López. O almirante Barroso, comandando a esquerda brasileira conseguiu a vitória na batalha de Riachuelo. O exército invasor paraguaio foi cercado e rendeu-se em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul em Em 1866, o conflito chegava a seu ponto máximo. Forças inimigas confrontaram-se em Tuiuti, movimentando 65 mil homens. Foi a maior batalha da guerra, na qual morreram mais de 100mil soldados. Após a derrota López solicitou a paz. Os aliados impuseram condições rigorosas, incluindo a renúncia do presidente paraguaio. Ele recusou e a luta, então, prosseguiu. Entretanto, argentinos e uruguaios retiraramse do conflito por questões internas. Caxias é nomeado para o comando das forças brasileiras e em maio de 1868 assume o comando dos exércitos aliados. Após reorganizar, treinar e reequipar suas forças, organizou um plano estratégico: o exército invadiria o território paraguaio, e a marinha avançaria pelos rios. Após as vitórias em Curupaiti e novamente em Tuiuti, em 1868, caía a fortaleza fluvial de Humaitá. Estavam escancaradas as defesas paraguaias. As vitórias fulminantes de Caxias ficaram conhecidas como as Dezembradas (ocorreram no mês de Dezembro). Finalmente em 1869, Assunção, capital paraguaia foi tomada. As tropas de El Supremo resistiram por meio de guerrilhas. Francisco López foi morto em 1870, em Cerro Cora, próximo a fronteira do Brasil. Destacam-se como causas da Guerra do Paraguai: Os conflitos imperialistas relacionados à bacia do Prata. A política externa do Paraguai. Os interesses ingleses. A Crise do Tráfico Negreiro A pressão inglesa sobre o fim do tráfico negreiro tornou-se mais intensa na época em que a lavoura cafeeira crescia de a todo vapor. Vários compromissos e leis para encerrar o comércio negreiro não haviam sido cumpridas, como a lei de 1831, que declarava ilegal o comércio transatlântico de escravos. Havia grande resistência dos proprietários à extinção do tráfico. O mercantilismo colonial tornara a mão-de-obra escrava a base da produção de mercadorias vendidas no mercado externo e, além disso, o próprio escravo era uma mercadoria. Etapas da Abolição da Escravatura: 1831 O Brasil promulga uma lei que declarava livres os escravos importados pelo Brasil a partir daquela data lei não cumprida Bill Aberdeen aprovada pela Inglaterra dava direito a sua marinha de atacar navios negreiros. Cumprindo esta lei, a Inglaterra invadiu portos brasileiros para caçar navios negreiros e prender traficantes Lei Eusébio de Queirós proibindo o tráfico negreiro e autorizando a expulsão dos traficantes do país Lei do Ventre Livre declarava livres os filhos de escravos nascidos no Brasil lei favorável aos proprietários Lei dos Sexagenários declarava livres os escravos com mais de 65 anos- lei favorável aos proprietários Lei Áurea promulgada em 13 de maio pela princesa Isabel sob pressão da Inglaterra. Quem fez a abolição? Participaram da campanha abolicionista intelectuais, jornalistas, políticos, escritores, a exemplo de Joaquim Nabuco, José do Patrocínio, Raul Pompéia, Castro Alves. Contudo o fim da escravidão era uma exigência do capitalismo industrial e do desenvolvimento econômico do país. Depois de mais de três séculos de escravidão, os negros não tinham recursos financeiros para trabalhar por conta própria. A maioria deles continuou desempenhando um papel subalterno. Muitos nem saíram das fazendas onde trabalhavam muitas vezes os castigos continuaram de maneira cruel e desumana. Crise do Segundo Reinado: As idéias republicanas estiveram presentes no Brasil desde os tempos coloniais. Entretanto, a partir de 1868 se iniciou uma grave crise do sistema imperial brasileiro, tendo como conseqüência em 1889 a Proclamação da República. As transformações que ocorreram no Brasil levaram a uma diversificação social significativa. As novas camadas urbanas tinham interesses diferentes daqueles representados até então, e os industriais emergentes pleiteavam uma política protecionista, nem sempre aprovada pelos agricultores tradicionais. Os fazendeiros do Oeste Paulista almejavam uma política favorável à imigração, mas os 258

16 senhores de terras mais antigos, que ainda possuíam muitos escravos eram contrários a essa política. A ruína do Império aproximava-se rapidamente à medida que não eram solucionadas as contradições internas que surgiam e cresciam. Monarquia ou República, porém não eram opções populares, pois a maioria da população não tinha nem teria qualquer participação ativa Questão Militar: A questão militar na verdade resulta de inúmeros conflitos entre o exército e o governo imperial, ocorridos de 1883 a Durante a Guerra do Paraguai, finda em 1870, o exército reorganizouse. Antes disso, a Guarda Nacional dividia com o exército a função de manter a ordem interna. Durante a segunda metade do século XIX, na mudança do regime que ocorreria no final do século XIX. membros do exército assumiram posições abolicionistas e Assim, em 1870, foi publicado o Manifesto Republicano no jornal A República Como homens livres e essencialmente subordinados aos interesses da nossa pátria, não é nossa intenção convulsionar a sociedade em que vivemos (...) Somos da América e queremos ser americanos. A princípio o Manifesto não resultou em grandes problemas pois representava somente o pensamento de uma pequena parcela da sociedade. Os primeiros nomes ligados ao movimento republicano foram: Quintino Bocaiúva, Saldanha Marinho, Rangel Pestana, Aristides Lobo, Prudente de Morais e Campos Sales. Em 1873 nascia o PRP (Partido Republicano Paulista). Em 1873 esses republicanos históricos reuniram-se na Convenção de Itu para tratar da estratégia política dos republicanos. Apesar do esforço, os republicanos não conseguiram grandes vitórias nas urnas, pois o movimento republicano não possuía unidade ideológica. Contudo, a abolição dos escravos em 1888 contribuiu decisivamente para o fim da monarquia, uma vez que os senhores de escravos passaram a apoiar maciçamente o Partido Republicano. O Positivismo entre os Militares: Apesar de nenhum oficial do exército ter assinado o Manifesto Republicano, novas idéias políticas se difundiam entre os militares após a Guerra do Paraguai. A juventude militar advogava uma nova forma de governo e o principal responsável por isso era o tenente-coronel Benjamin Constant que lecionava na Escola Militar e era adepto do positivismo. A forma de governo defendida era a república ditatorial, centralizada e forte exercida pelos homens das armas que realmente estavam envolvidos com as questões nacionais. Questão Religiosa: A Constituição de 1824 estabeleceu como uma das bases de apoio ao Império a união entre o Estado e a Igreja Católica, com vantagens recíprocas. A Igreja desfrutava de privilégios, com o alto clero ocupando lugar de destaque na sociedade. Apesar de existir liberdade de culto, na prática existiam limitações para o progresso de outras religiões e seitas. O Império brasileiro guardava prerrogativas em relação à Igreja. Mantinha o padroado, que era o direito de o Estado intervir na nomeação de bispos e na abertura de novos templos, e pelo qual os clérigos recebiam salários pagos pelo Estado. Outro direito exercido no Império em relação à Igreja era o beneplácito os atos ditados pelo Papa só eram adotados no Brasil após o consentimento do Imperador. No final do século XIX, membros do governo imperial e da Igreja Católica tiveram um sério atrito. Em 1872, os bispos de Olinda e Recife resolveram adotar as determinações papais, ordenando que as irmandades religiosas expulsassem os maçons (em grande parte religiosos) de suas dioceses. O Imperador interveio na questão e os dois bispos forma condenados à prisão com trabalhos forçados. Embora tivessem sido indultados (perdoados) pelo Duque de Caxias em 1875, a questão não republicanas. A participação militar aumentou a medida que se concretizava o espírito de corporação, de solidariedade de classe. Em 1883, o tenente-coronel Sena Madureira foi o porta-voz de uma reclamação contra a reforma no sistema de aposentadoria militar, sendo punido. Em 1884, preparou uma grande recepção na escola de Tiro do Exército, para o mestre jangadeiro Francisco José do Nascimento, que havia se notabilizado por se recusar, com seus companheiros, a desembarcar escravos nas praias pa província do Ceará. O tenente-coronel voltou a ser punido. Outro episódio ocorreu com o coronel Cunha Matos, que ao inspecionar as guarnições do Piauí descobriu o desaparecimento de gêneros do exército e puniu o capitão Pedro José de Lima. Um deputado amigo do capitão, defendeu-o na Câmara com um discurso atacando Cunha Matos. O coronel defendeu-se publicamente utilizando-se da imprensa, o que era proibido, e foi preso. Vários oficiais protestaram publicamente e deveriam também ser punidos. O Marechal Deodoro da Fonseca que deveria prender os oficiais, recusou-se a fazê-lo e foi demitido. Os militares se insurgiram abertamente contra as ordens do governo imperial. Esses atritos duraram até às vésperas da Proclamação da República, quando os oficiais se uniram aos cafeicultores e assim, tiveram papel decisivo na queda da monarquia no país. Sergipe no Período Imperial Nas primeiras décadas do século XIX, Sergipe ainda se encontrava sob o domínio político da Bahia, o que tornava constante os conflitos entre sergipanos e baianos. Em 08 de julho de 1820 através de Carta Régia de D. João VI foi decretada a autonomia política de Sergipe em relação à Bahia. As autoridades baianas reagiram contra a emancipação. Em 1821 São Cristóvão foi invadida e o primeiro presidente da Província, Carlos Burlamaqui, preso e conduzido a Salvador. A Bahia foi também contrária à Independência do Brasil, o que resultou na invasão de seu território por tropas comandadas por mercenários a mando do Imperador Pedro I. Somente após essa intervenção é que Sergipe tornou-se Província do Império. A Política em Sergipe do XIX: Em se tornando Província foram instalados o governo e os partidos políticos então designados de Liberal e Corcunda. O Partido Corcunda era composto por senhores de engenho e portugueses a eles ligados e residentes em Sergipe. O Partido Liberal era formado por senhores do gado, embora fosse o predileto dos habitantes urbanos que alimentavam grande sentimento antilusitano. As eleições eram marcadas pela violência e pela fraude: Perseguições, assassinatos, raptos, uso de força policial, falsificação de documentos e outros crimes que ficaram impunes, valia tudo para ganhar a eleição 1. Essa truculência estendia-se aos homens livres pobres, escravos, dentre outros. ficou encerrada. O clero passou a atacar o Império nas paróquias e a desgastar a imagem do governo junto aos fiéis. 1 SANTOS, Lenalda Andrade & OLIVA, Terezinha Alves de. Para Conhecer a História de Sergipe. Aracaju:Opção Gráfica, p

17 Revolta de Santo Amaro(1835 a 1837): Em 1836 um fato marcou a história política local. O Partido Corcunda visando não se lograr perdedor das eleições à época, promoveu uma adulteração em documentos e invadiu a Vila de Santo Amarão reduto dos Liberais. Tal fato resultou em assassinatos, roubos e perseguições aos habitantes locais. A partir disso, os partidos em Sergipe tiveram seus nomes modificados para Rapina (Corcunda) e Camondongo (Liberal). Em 1850, acompanhando o movimento nacional mais uma vez alteraram-se seus nomes para Conservador e Liberal. Em 1870 as idéias republicanas chegaram a Sergipe, onde Estância recebeu o Clube Republicano. Após a abolição o Partido Republicano foi organizado em laranjeiras (1888). Era formado por profissionais liberais (Republicanos Históricos). Povoações em Sergipe: O vale da Cotinguiba configurou-se como a região economicamente mais importante da Província: Divina Pastora, Laranjeiras, Maruim, Rosário do Catete, Santo Amaro, Nossa Senhora do Socorro, Capela, Japaratuba, Siriri foram evidência devido a grande produção de cana-de-açúcar para exportação. Sociedade e Cultura em Sergipe no século XIX Nas décadas iniciais do Império a sociedade sergipana era formada por uma camada de proprietários de terras e açucarocratas, a maioria da população era mestiça, isso sem contar os escravos, índios e portugueses. Como características principais dessa sociedade podemos apontar o patriarcalismo, o isolamento e o cristianismo. Costumes severos e simplicidade marcavam seu povo. O luxo era algo reservado apenas às grandes famílias proprietárias. As estradas eram ruins, o que dificultava o acesso e a chegada de informações. A navegação era difícil. Pouca gente viajava. A educação do sergipano também era difícil. Pequena parcela da população chegava aos bancos escolares. Somente os abastados podiam estudar, em sua maioria homens. Poucas mulheres sabiam ler e escrever. Contudo, em 1832 Sergipe ganhou seu primeiro jornal (periódico), denominado Recompilador Sergipano, criado em Estância pelo Monsenhor Silveira. Porém, a partir de 1850 com a proibição do tráfico, e as transformações por que passava o Capitalismo, iniciou-se embora lentamente a se implantar o transporte ferroviário, criavam-se instituições financeiras. O crescimento da produção de açúcar trouxe o desenvolvimento da Zona da Cotinguiba, trazendo o urbanismo e consequentemente uma sociedade e cidades mais ricas, as quais incorporaram novidades e artigos de luxo. Uma outra necessidade que se fazia sentir nesse momento era a construção de um porto para desafogar a produção açucareira da Cotinguiba. Atendendo a essa necessidade deu-se a mudança da capital de São Cristóvão para o povoado Santo Antônio do Aracaju. Mudança da Capital: São Cristóvão durante 266 anos ( ) ostentou a posição de Capital da Província. A mudança da capital também parte fez parte de uma política geográfica que foi dominante no século XIX em que as capitais brasileiras deveriam ficar próximas ao oceano, passando de cidades-fortalezas para cidades-portos. O Ato Imperial de 07 de novembro de 1853 nomeou para administrar a Província, o Dr. Inácio Joaquim Barbosa. Em 1855 o Sr. Inácio Barbosa enumerou uma pauta de motivos que induziam a idéia de mudança da Capital: a inoperância da Capital da Província, falta de porto na cidade para escoar o açúcar produzido na Província, não havia mais perspectivas de crescimento etc. Assim a escolha de Aracaju para sede da capital representou a vitória dos produtores de açúcar da zona da Cotinguiba, região economicamente mais importante da Província. A transferência da capital não foi decisão repentina e improvisada, mas sim, bem estudada tanto geograficamente como politicamente, onde Inácio Barbosa contou com o apoio irrestrito do Barão de Maruim (João Gomes de Melo). Em 1855 Dr. Inácio Barbosa sancionou a Resolução nº 413 pela qual ficava elevada a categoria de cidade o povoado Santo Antônio do Aracaju, com a denominação de cidade do Aracaju. Uma cidade planejada, que demonstrava a necessidade de se comunicar com outras regiões. Realizada a mudança houve algumas manifestações por parte da população no intuito de impedir a saída das repartições públicas. Em 06 de outubro de 1855, morreu Inácio Barbosa aos 34 anos vítima do Cólera-morbus. A Visita do Imperador D. Pedro II. Cinco anos depois da mudança da capital, Sergipe recebeu a visita do Imperador D. Pedro II e da Imperatriz D. Tereza Cristina. Eles visitaram Aracaju, São Cristóvão, Laranjeiras, Estância e Maruim, e passaram por Propriá, Vila Nova (atual Neópolis), Porto da Folha, Itaporanga e pelo povoado da Barra dos Coqueiros. Muitos preparativos foram realizados com a intenção de agradar ao Imperador e de mostrar os progressos da província. Os senhores de engenho criaram o Imperial Instituto Sergipano de Agricultura, comprometendo-se, diante do Imperador, a melhorar e modernizar a agricultura e a contribuírem para libertar aos poucos, os escravos. Mas é principalmente a partir dos anos 1870 que as transformações na vida social tornaram-se maiores. Novas festas, como o carnaval, alegram as ruas de cidades como Laranjeiras e depois Aracaju. Das brincadeiras e desfiles de fantasias já participavam ricos, pobres, homens e mulheres. Isso não era comum. Mesmo nas atividades da Igreja, as pessoas se dividiam, haviam as Irmandades Religiosas para pretos, pardos e brancos. As mulheres pouco participavam da vida social. As festas populares aumentavam de acordo com o movimento das cidades. Às vezes eram festas antigas, quase sempre misturadas com as festas religiosas, como o Natal, por exemplo. Reisado, Chegança, Cacumbi, Taieiras, Lambe-Sujos ou festas de São João, em quase toda a província, já guardavam tradições, cantos, danças e a arte que ainda hoje mantém vivo um dos mais ricos folclores do país. Os Principais nomes da cultura sergipana no século XIX : Manuel Joaquim de Oliveira Campos é o primeiro nome da literatura sergipana. Autor da letra do hino de Sergipe, cuja música foi adaptada de uma antiga ópera ( Italianos em Argel ), por Frei José Santa Cecília. Pedro de Calazans ( ) talentoso poeta, escreveu as obras Páginas Soltas, Últimas Páginas e Ofenísia. Tobias Barreto ( ) um dos mais completos intelectuais do Brasil no Segundo Império, publicou diversos ensaios e estudos de filosofia e crítica literária. Principais obras: Discursos, Estudos Alemãs, Elogio e Menores Loucos. Sílvio Romero ( ) Foi um dos maiores críticos literários e intelectual polemista do seu tempo. Escreveu vasta obra literária, em que se destacam: Introdução a História da Literatura Brasileira e Estudos sobre a Poesia Brasileira. 260

18 QUESTÕES DO TIPO V e F 01- (UFS 2010) Considere o texto. Durante o século XVII, mais precisamente entre 1640 a 1688, a Inglaterra foi abalada por um processo revolucionário de grandes proporções. (...) Processo revolucionário que assinalou a superação, em definitivo, do modo de produção feudal, Do Antigo Regime e de suas instituições, possibilitando o advento de uma sociedade burguesa e a emergência da produção capitalista no país. (Ricardo. Adhemar. Flávio. História. Belo Horizonte. Lê, 1989, p.165) Sobre o processo revolucionário a que o texto faz referência é correto afirma que: 0 0 na guerra civil, ao lado de Carlos I, ficaram os católicos e anglicanos, constituindo o exercito dos cavaleiros e ao lado do Parlamento, estavam os presbiterianos e puritanos formando o exercito dos cabeças redondas. 1 1 durante a República Puritana, o maior destaque no plano externo foi a promulgação dos Atos de Navegação, através dos quais se consolidava a hegemonia da frota mercante inglesa. 2 2 o Parlamento, durante a Revolução Puritana, atuou em defesa da expressão política e dos interesses econômicos dos militares e dos burgueses, que ocupavam cargos públicos. 3 3 o Ato de exclusão eliminou os anglicanos e os dos postos públicos e foi imposto pelo rei ao Parlamento, reativando os atritos entre as várias classes da sociedade inglesa. 4 4 com Gloriosa, o absolutismo foi substituído pela monarquia constitucional, em que a realeza ficava controlada pelo Parlamento, tendo o novo rei assinado a Declaração de Direitos (UFS 2010) No século XVIII, o processo de crescimento urbano deu lugar a difusão de idéias liberais e republicanos que apoiaram movimentos como a Inconfidência Mineira e a Conjuração Baiana. Analise esses movimentos. 0 0 A Inconfidência Mineira foi um ato de rebeldia dos homens livres de Minas Gerais, que influenciados pela Revolução Francesa, reagiram contra os mecanismos de cobrança de impostos estabelecidos pela administração colonial, especialmente, a proibição de circulação do ouro em pó e a criação das casas de fundição. 1 1 Ambos os movimentos tiveram relação, de um lado, com a opressão comercial e fiscal sobre a colônia e, de outro, com as mudanças ocorridas entre as esferas do poder político provocadas pela decadência da economia açucareira, na economia mineira, em Minas Gerais. 2 2 A revolta dos negros de São Domingos teve influencia na eclosão da Conjuração Baiana devido ter mostrado aos artesãos, soldados e mulatos da Bahia, que era possível vencer a dominação dos senhores brancos e instaurar uma República independente baseada na igualdade entre os cidadãos Ambos os movimentos pretendiam a República, mas a Inconfidência Mineira, inspirada na Revolução Americana de 1776, não se propunha acabar com a escravidão; já a Conjuração Baiana, influenciada pela Revolução Francesa e de São Domingos, foi mais radical e, entre seus objetivos estava a abolição da escravidão A perda de domínios e de negócios, como o domínio do tráfico negreiro na costa africana, e o desequilíbrio das finanças levaram a metrópole portuguesa a intensificar os mecanismos de controle comercial e opressão fiscal sobre a colônia e levarem, no final do século XVIII, os mineiros e baianos a se rebelarem (UFS 2010) Em 1870 o mapa da Europa sofreu profundas modificações. Novas forças apareceram (...) nascidas da aspiração pela independência e da unidade nacional. (Renê Rêmond. O Século XIX. Trad. São Paulo. Cultrix1974, p.160) Analise as proposições que definiram as mudanças a que o texto faz referencia. 0 0 O articulador da unificação do sul da Itália foi o republicano Garibaldi que organizou a insurreição no Reino das Duas Sicilias, reunindo um exército de voluntários conhecido como os Mil de Garibaldi. 1 1 A unidade italiana obteve êxito com a aliança do Reino do Piemonte-Sardenha com a França de Napoleão III para anexar territórios italianos aos norte, sob o domínio da Áustria Quando as tropas francesas abandonaram o Estado Pontifício para enfrentar os alemães, as forças de unificação invadiram Roma, transformando-a na capital italiana, o que foi consagrado em um plebiscito. 3 3 Pelo Tratado de Frankfurt a França pagou uma indenização à Alemanha, bem como, lhe entregou as províncias de Alsácia-Lorena, fomentando o revanchismo francês e o desenvolvimento industrial alemão. 4 4 A aliança entre a Prússia, Moravia e a França incentivou os movimentos de libertação nacional no Império Austro-Hungáro e favoreceu a criação do Estado Nacional Prussiano. 04- (UFS 2010) Declarada a maioridade em 23 de julho de 1840, o jovem de 15 anos seria sagrado imperador no mesmo dia, com o título de D. Pedro II. Seu governo duraria 49 anos. Seria o último imperador do Brasil e o dirigente que mais tempo permaneceu no comando do país. O período de foi marcado inicialmente por lutas civis e pela pacificação interna, foi um período de consolidação do Estado Nacional e de relativa prosperidade econômica. (ARRUDA, J. Jobson de A. e PILLETI, Nelson. Toda a História. S. Paulo: Ática p.283) Identifique as afirmações associadas aos acontecimentos na província de Sergipe, durante o período a que o texto se refere. 0 0 Revolta de Santo Amaro provocada pela falsificação das atas de eleição, constando mais votos do que a população da província. 1 1 Epidemia de cólera na província que se alastrou com rapidez causando mortandade e crise no abastecimento de alimentos. 2 2 Reconhecimento por parte do governo central da independência da província, que pertencia a Bahia de Todos os Santos. 3 3 Transferência da capital de São Cristovão para Aracaju, para facilitar o escoamento da produção açucareira da província. 4 4 Participação dos bispos da província no atrito com o Imperador, devido a aplicação da bula papal que condenava os sacerdotes. 05- (UFS/2002) As Revoluções Inglesas do século XVII representaram um marco na vida européia. Analise as proposições abaixo. 0 0 Pela primeira vez a burguesia ascendeu ao poder e lançou as bases para a consolidação de sua própria ordem, responsável pela hegemonia do Parlamento que permanece até hoje. 1 1 Desde sua origem a burguesia centrava seus interesses nas atividades comerciais. 261

19 2 2 O estímulo ao comércio e à indústria no governo de Carlos II reduziu os atritos entre o rei e o Parlamento, o que favoreceu a ascensão da pequena burguesia ao poder. 3 3 Expressou em todos os seus momentos (Revolução Puritana, Revolução Gloriosa) a disputa pelo poder entre os reis Stuarts e o Parlamento. 4 4 A presença de uma mentalidade feudal nas classes média e urbana, visando a manutenção das estruturas comunais, acelerou o processo revolucionário que culminou em (UFS/2003) O movimento que formulou as idéias que derrubaram o Antigo Regime é denominado Iluminismo. Analise as proposições sobre esse movimento. 0 0 O culto da razão e a crença nas leis naturais, idéias defendidas pelo movimento, forneceram as bases científicas para o desenvolvimento da tecnologia contemporânea. 1 1 Os iluministas defendiam a instauração de um governo democrático, onde reinasse a soberania popular e o domínio da maioria. 2 2 Os déspotas esclarecidos foram os responsáveis pela difusão das idéias iluministas na Europa Ocidental e na América. 3 3 O movimento caracterizava-se pela procura de uma explicação racional para tudo e pela oposição ao obscurantismo, à tirania e às injustiças. Essas idéias abriram caminho para a Revolução Francesa. 4 4 As idéias iluministas influenciaram tanto alguns movimentos contra o domínio português, como a Inconfidência Mineira e a Conjuração Baiana, quanto o movimento abolicionista. 07- (UFS/2003) Analise as proposições sobre o Iluminismo. 0 0 Uma das idéias básicas que norteava as formulações iluministas era a da liberdade como característica essencial e natural do homem, em função da qual a sociedade deveria organizar-se. 1 1 Os autores mais celebres, sobretudo pela influência que seus trabalhos exerceram sobre a política das principais nações européias, foram os franceses. Dentre eles: Montesquieu, Voltaire e Jean Jacques Rousseau. 2 2 O despotismo esclarecido foi a principal decorrência política da filosofia iluminista, que, é preciso frisar, não contestava o Estado nem o regime monárquico enquanto tal. 3 3 As bases para uma nova organização política que, de modo geral, assentava-se em idéias marcadamente individualistas, centravam no homem os princípios fundamentais da organização social. 4 4 Os princípios fundamentais do iluminismo foram os determinados pelo humanismo cristão, e tinha como base uma profunda valorização do homem que se contrapunha aos valores religiosos da época. 08- (UFS/2003) A industrialização no século XVIII, na Grã- Bretanha, provocou uma mudança social profunda na medida em que transformou a vida dos homens, sem se preocupar com os custos sociais e ambientais dessa mudança. Sobre esse fenômeno, analise as afirmações abaixo. 0 0 Um dos efeitos mais importantes dos cercamentos das terras na Inglaterra foi o fracionamento da grande propriedade e a conseqüente ascensão dos pequenos proprietários ao poder. 1 1 O controle técnico do processo de produção passou para as mãos dos capitalistas no momento em que se instituiu a divisão e o parcelamento do trabalho. Isto fez com que o trabalhador perdesse a visão global do processo. 2 2 O espírito tradicionalista dos operários, aliado à violência destruidora dos trabalhadores desqualificados ingleses que não entendiam o progresso trazido pelas máquinas, deu origem ao movimento conhecido como Luddismo. 3 3 O operário se especializou em servir uma máquina, transformando-se em autômato destinado a desempenhar atividades cotidianas cansativas e monótonas e mais vulnerável aos acidentes de trabalho. 4 4 A busca por uma maior comunicação entre os operários, que permitisse o aumento de eficiência do operário e maior lucratividade para o empresário, contribuiu com a organização do trabalho fabril na Inglaterra. 09- (TCSO) Analise as informações sobre o movimento nativista e pró-independência do Brasil: 0 0 A Guerra dos Emboabas e a Revolta de Beckman são os únicos movimentos considerados nativistas devido ao seu caráter local. 1 1 A Revolta de Beckman visava tornar o Brasil livre do domínio português. 2 2 A revogação do monopólio comercial dado a Companhia das Índias do Estado do Maranhão e a expulsão dos jesuítas foram objetivos da Revolta de Beckman. 3 3 A Conjuração Baiana e a Inconfidência Mineira são situados nas chamadas rebeliões separatistas. 4 4 Tanto a Inconfidência Mineira quanto a Conjuração Baiana tiveram preocupações emancipacionistas republicanas. 10- (TCSO) - Analise as proposições sobre os Movimentos Nativistas e separatistas: 0 0 A Inconfidência Mineira e a Conjuração Baiana tiveram como objetivo romper com o domínio metropolitano sobre a Colônia. Há, no entanto, uma diferença entre os dois movimentos. O primeiro foi planejado quase que exclusivamente pela elite branca, enquanto que o segundo teve a participação de pobres, negros e mulatos. 1 1 A maior influência que os inconfidentes mineiros receberam vinha da própria América, com as idéias de Thomas Jefferson, Tom Payne e Benjamin Franklin, os arautos da independência dos Estados Unidos. 2 2 Portugal não conseguiu deter os movimentos nativistas que questionavam o domínio metropolitano sobre a Colônia e acabou entrando em um processo de crise. 3 3 Um dos questionamentos dos movimentos nativistas era sobre o pacto colonial, ou seja, questionava-se a manutenção do exclusivo colonial. 4 4 Os ideais republicanos dos movimentos nativistas e dos movimentos separatistas tinham como base os ideais defendidos pelos iluministas e pela Revolução Francesa. 11- (Uel-2008-Adaptada) Sobre a Revolução Industrial, é correto afirmar: 0 0 As Américas anglo-saxônica, hispânica e portuguesa não vivenciaram, como a Europa, o crescimento da mão-de-obra e a consequente baixa nos salários em função de uma melhor distribuição dos trabalhadores entre o campo e a cidade. 1 1 Os países que não vivenciaram o fenômeno da grande indústria conservaram-se agrícolas e não foram afetados pela supervalorização dada ao capital após a citada revolução. 262

20 2 2 O comércio internacional pós revolução provocou uma especialização da produção dividindo o mundo entre áreas produtoras de matérias-primas e áreas industriais e propiciando o acúmulo de capital nos países industrializados. 3 3 Os movimentos sociais surgidos nesse período foram responsáveis pela disseminação das idéias de liberdade e igualdade para todos e o cumprimento da lei do direito ao voto para as mulheres que trabalhavam nas fábricas. 4 4 Mesmo tendo aumentado o número de produtos manufaturados no mercado, a Revolução Industrial não significou, no primeiro século, avanços e progresso tecnológico. 12- (TCSO) A Revolução Francesa representou um marco na História Ocidental por seu caráter de ruptura em relação ao Antigo Regime. Entre as características da crise do Antigo Regime, na França, está: 0 0 A crescente mobilização do Terceiro Estado, liderado pela burguesia, contra os privilégios do clero e da nobreza; 1 1 O desequilíbrio econômico da França, decorrente da Revolução Industrial; 2 2 A retomada da expansão comercial francesa, liderada por Colbert; 3 3 O apoio da Monarquia às sucessivas rebeliões camponesas contrárias à nobreza; 4 4 O fortalecimento da Monarquia dos Bourbons, após a participação vitoriosa na Guerra de Independência dos EUA. 13- (TCSO) - Sobre a Revolução Francesa, julgue: 0 0 A Revolução Francesa (1789) concorreu para o desaparecimento de alguns traços remanescentes do feudalismo, como a servidão. 1 1 A Primeira República, na França, foi instalada com o Diretório. 2 2 A fase do Diretório teve como principal característica o fortalecimento do poder executivo. 3 3 O Golpe 18 Brumário elevou Napoleão ao Consulado e recebeu apoio incondicional dos monarquistas que queriam restaurar a monarquia dos Bourbon. 4 4 A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão foi elaborada durante a Convenção. 14 (UFS/2007) Considere o texto para responder à questão. Não é possível explorar a colônia sem desenvolvê-la; isto significa ampliar a área ocupada, aumentar o povoamento, fazer crescer a produção. É certo que a produção se organiza de forma específica, dando lugar a uma economia tipicamente dependente, o que repercute também na formação social da colônia. Mas, de qualquer modo, o simples crescimento extensivo já complica o esquema; a ampliação das tarefas administrativas vai promovendo o aparecimento de novas camadas sociais, dando lugar aos núcleos urbanos, etc. Assim, a pouco e pouco se vão revelando oposições de interesse entre colônia e metrópole, e quanto mais o sistema funciona, mais o fosso se aprofunda. Por outro lado, a exploração colonial, quanto mais opera, mais estimula a economia central, que é o seu centro dinâmico. A industrialização é a espinha dorsal desse desenvolvimento, e quando atinge o nível de uma mecanização da indústria, todo o conjunto começa a se comprometer porque o capitalismo industrial não se acomoda nem com as barreiras do regime exclusivo colonial nem com o regime escravista de trabalho. (Fernando A. Novais. As dimensões da independência. in: Carlos G. Mota Dimensões. São Paulo: Perspectiva, p. 23) A transição do feudalismo ao capitalismo completou-se no século XVIII. Foi nesse momento, ou a partir dele que ocorreu a crise do sistema colonial e, conseqüentemente, os movimentos de independência nas áreas coloniais. Analise as afirmações que confirmam as argumentações do autor do texto. 0 0 Os movimentos de independência latino-americanos resultaram da ausência de acordo entre os interesses econômicos da aristocracia proprietária de terras e as forças capitalistas externas inglesas. 1 1 Uma vez iniciado o processo de industrialização na Inglaterra, o sistema colonial, montado sob a ótica do capital mercantil desestruturou-se completamente e, nas áreas coloniais, passaram a ocorrer os movimentos de independência. 2 2 O surgimento de uma nova divisão internacional do trabalho transformou as antigas regiões coloniais em fornecedoras de produtos manufaturados e possibilitou a formação de uma elite interessada em romper os laços coloniais metropolitanos. 3 3 A crise do sistema colonial está diretamente relacionada com a introdução do modo de produção capitalista, cujas exigências não poderiam ser atendidas pelos mecanismos básicos do Antigo Sistema Colonial, já que este fora o instrumento do capital comercial. 4 4 Os fatores que atuaram sobre o movimentos de independência das colônias americanas foram frutos da dinâmica interna de conscientização das classes dominantes, representantes do povo nas assembléias das capitanias. 15 (UFS/2007) Do final do século XVIII ao início do século XIX, diversos movimentos armados desafiaram o controle de Portugal sobre a sua colônia brasileira. Juntamente com as mudanças ocorridas no cenário internacional, tais revoltas aceleraram o processo de independência do Brasil. Contextualizando historicamente esses movimentos, pode-se afirmar que: 0 0 As revoltas coloniais ocorridas na segunda metade do século XVII e primeira do XVIII tiveram caráter exclusivamente local. Foram reações isoladas contra os privilégios de algumas companhias de comércio, reação à posição da metrópole em relação a certas autonomias locais ou, entre outras, contra a política fiscal metropolitana. 1 1 Em 1709 Pernambuco foi palco de um movimento em prol da libertação colonial: a Guerra dos Mascates. Esta rebelião foi, essencialmente social, influenciada pelas idéias liberais do iluminismo e liderada por negros e mulatos. 2 2 Entre os movimentos que alcançaram grande repercussão na história por se opor à dominação portuguesa está a Inconfidência Mineira de 1789, mesmo ano da Revolução Francesa. Seus líderes procuraram difundir no Brasil os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade. 3 3 A Revolta de Vila Rica, além de visar à emancipação colonial, questionava também as desigualdades sociais e pregava uma democracia racial no Brasil, com o fim da escravidão e de todos os privilégios. 4 4 A Conjuração Baiana de 1798, entre outras, colocou em xeque o sistema colonial como um todo, inserindo-se no movimento mais amplo que caracteriza a crise do Antigo Regime. 16 (UFS/2007) Observe atentamente o mapa histórico no início do século XX. 263

21 (Hector H Bruit. O Imperialismo. São Paulo: Atual; Campinas: Universidade Estadual de Campinas, 1988, p. 14) O mapa reflete aspectos importantes das relações entre a Europa Ocidental e a África. Identifique as afirmações relacionadas ao contexto histórico e ao mapa. 0 0 No processo de desenvolvimento do neocolonialismo, os europeus tiveram a preocupação de partilhar a África com base na unidade lingüística e cultural dos povos africanos. 1 1 Um dos instrumentos de penetração e domínio da África utilizados por alguns paises europeus foi a melhoria dos transportes, visando explorar as matérias-primas desse continente. 2 2 Os países industriais europeus realizaram a partilha da África com o objetivo de iniciar as relações de produção capitalistas e transformar os africanos em assalariados, consumidores de seus produtos 3 3 Os europeus evitaram colonizar áreas de domínio dos povos muçulmanos porque não estavam dispostos a despender recursos bélicos e financeiros para envolverem-se em guerras santas. 4 4 A Inglaterra e a França foram os primeiros na corrida imperialista, razão que explica o fato de esses países terem se apoderado das terras férteis e estratégicas do continente africano. 17- (UNIOESTE-ESPECIAL) A América Latina, conquistada, colonizada e explorada pelas metrópoles ibéricas, passou a ser, parcialmente, alimentada pelas idéias iluministas, que se consagraram com a Revolução Francesa, e teve a projeção crescente dos interesses econômicos do capitalismo industrial, capitaneado pela Inglaterra. Assim, é pertinente dizer, a respeito da emancipação latino-americana, que 0 0 as metrópoles, buscando uma balança comercial favorável, promoveram o desenvolvimento das colônias. 1 1 as políticas mercantilistas de Portugal e da Espanha procuravam obter o desenvolvimento comercial das metrópoles à custa da exploração de matérias-primas das colônias. 2 2 as primeiras manifestações de descontentamento não tiveram, de modo geral, um caráter separatista, mas expressavam uma reação à exploração e aos abusos das metrópoles. 3 3 as lutas de independência das colônias espanholas surgiram, primeiramente, no início do século XIX, no Uruguai, devido à sua localização estratégica no Prata 4 4 o Paraguai, que possuía uma forte identidade em torno dos homens da terra, conquistou a independência em (TCSO) - Sobre o Primeiro Reinado, julgue: 0 0 Do ponto de vista político o Primeiro Reinado foi um período de perfeito equilíbrio entre as forças progressistas e a burguesia agrária. 1 1 O reconhecimento de nossa independência pela Inglaterra era importante condição para afirmar internacionalmente o novo país. 2 2 A impopularidade de D. Pedro I foi resultado da criação do chamado Ministério dos Brasileiros. 3 3 Em 1823, D. Pedro I dissolveu a Assembléia Constituinte. Do projeto dessa Assembléia constava a fortificação do poder legislativo em detrimento do poder do Imperador. 4 4 O Poder Moderador, principal característica da Constituição de 19- (UEM-INVERNO) As afirmações abaixo se referem a uma série de movimentos sociais deflagrados no período regencial ( ). Sobre essa fase da história do Brasil, que se caracterizou pela intensa agitação social e por uma grande efervescência política, assinale o que for correto. 0 0 As rebeliões regenciais foram orientadas por idéias separatistas e influenciadas pela Guerra de Secessão dos EUA. 1 1 Nesse período, existiam três grupos políticos: restauradores ou caramurus; moderados ou chimangos e os exaltados, farroupilhas ou jurujubas. 2 2 A Guerra dos Farrapos ou Revolução Farroupilha teve como uma de suas principais causas a oposição manifestada pelos gaúchos contra a excessiva centralização do poder. 3 3 Apesar do conturbado cenário político que se apresentou durante o período regencial, em termos econômicos pode-se dizer que houve o surgimento de um parque manufatureiro que deu origem ao primeiro surto industrial no Brasil. 4 4 A Balaiada teve início quando um grupo de políticos liberais os bem-te-vis foi preso pelos moderados conservadores que estavam no poder. A luta estendeu-se por toda a região e contou com a participação popular. 20- (UFPE) O ano de 1848 assistiu a várias revoluções na Europa como, por exemplo, na França e na Itália. O espírito quarenta e oito, como se chamou este período, também atingiu o Brasil e, particularmente, Pernambuco. Esta questão diz respeito à Revolução Praieira. 0 0 A concentração da propriedade fundiária e o monopólio do comércio a retalho pelos portugueses foram fatores que provocaram a Revolução Praieira. 1 1 O Partido da Praia, integrado por liberais pernambucanos, tinha no jornal o Diário Novo um instrumento de veiculação de suas idéias políticas. 2 2 Joaquim Nabuco, líder abolicionista, logo se tornou um correligionário do jornalista praieiro Borges da Fonseca. 3 3 Os revolucionários praieiros pretendiam que o Governo interviesse nos fenômenos de produção, distribuição e comércio Os revolucionários de Pernambuco lançaram um Manifesto ao Mundo esclarecendo suas posições no que diz respeito ao voto universal do povo brasileiro, ao trabalho como garantia de vida para o cidadão brasileiro, ao comércio de retalhos, à reforma do poder judiciário, dentre outras. 21- (COVEST) A política externa brasileira em direção à região do Prata, no século XIX, caracterizou-se por intervenções e guerras. 0 0 O Uruguai esteve sob o controle brasileiro de 1816 a 1827, sob o nome de Província Císplatina. 1 1 O Vice-Reino do Prata se constituía das províncias que hoje 264

22 correspondem só Uruguai, Paraguai, Argentina e Rio Grande do Sul. Por intervenção de D. João VI o Rio Grande do Sul se desmembrou e foi anexado ao Império Brasileiro. 2 2 As lutas na região cisplatina levariam o Brasil g mais uma intervenção nessa região - a guerra contra Oribe e Rosas, entre 1850 e A tríplice aliança entre Uruguai, Brasil e Argentina, em 1865, que redundou na Guerra do Paraguai, pode ser explicada pelo fato do Brasil e da Argentina estarem integrados à ordem mundial, dominada pela Inglaterra, e o Paraguai ter se transformando num país de economia sólida e força militar considerável, independente dessa ordem. 4 4 A Argentina enfrentou a Guerra do Paraguai praticamente sozinha, pois Brasil e Uruguai estavam empenhados em resolver seus problemas de fronteira, ainda decorrentes da Colônia do Sacramento e dos sete Povos do Uruguai. 22- (TCSO) Sobre a cultura e a sociedade em Sergipe no século XIX, julgue: 0 0 O maior exemplo do Barroco sergipano no campo das artes é visível na cidade de São Cristóvão, onde se destaca o conjunto arquitetônico da Praça de São Francisco, com o Convento e a Ordem Terceira. 1 1 A cultura do negro representa em Sergipe, a cultura dominante sendo preservada e estimulada. 2 2 Durante o Segundo Reinado, houve um surto de progresso em todo o Brasil, atingindo também Sergipe. As cidades se expandiram e os filhos da burguesia passavam a fazer cursos superiores fora da Província. 3 3 A produção literária sergipana em torno das tradições culturais de seu povo, a história, lendas e costumes servem como ponto de referência. 4 4 Dentre os principais grupos folclóricos de Sergipe destaca-se a Chegança, composta por mulheres, existente em Laranjeiras e Neópolis. 23- (TCSO) Sobre a mudança da capital de Sergipe, julgue: 0 0 A mudança da capital da Província fez parte de uma política geográfica que foi dominante no século XIX em que as capitais brasileiras deveriam ficar próximas ao oceano, passando de cidadesfortalezas para cidades-portos. 1 1 Dentre os motivos que justificavam a mudança da capital de São Cristóvão para Aracaju, estava a falta de um porto na cidade para escoar o açúcar produzido na Província. 2 2 A escolha de Aracaju para sede da capital representou a vitória dos produtores de açúcar da zona do Cotinguiba, novo centro de produção do açúcar A nova capital, cidade portuária, seria uma capital moderna, completamente planejada, entretanto a transferência de todos os serviços e dos funcionários, causou problemas e resistências. 4 4 A mudança da capital foi uma decisão repentina e improvisada, sancionada pela resolução nº (UFPE-UFRPE-2002) Os filósofos iluministas franceses Voltaire e Diderot acreditaram durante um certo período que um déspota esclarecido poderia ser uma boa alternativa de governo. Segundo Voltaire e Diderot, 0-0) o termo déspota refere-se a um governante cujo poder não tem limites. Frederico II da Prússia e Catarina II da Rússia foram considerados, durante toda a vida, símbolos do despotismo. 1-1) conhecendo a natureza humana, o déspota esclarecido poderá instaurar em seu país a liberdade religiosa e modernizar o Estado. Foram déspotas esclarecidos Luís XIV e Napoleão. 2-2) os monarcas Frederico II da Prússia e Catarina II da Rússia pareciam ser déspotas esclarecidos. Porém, Frederico II mostrou-se belicoso demais, e Catarina liderou a invasão da Polônia. 3-3) os déspotas esclarecidos foram a maior experiência política da Idade Moderna. Maquiavel, ao escrever O Príncipe, ajudou muitos monarcas a exercerem o poder de forma justa. 4-4) Frederico II e Catarina II poderiam ter se tornado adeptos do constitucionalismo, entretanto, nunca defenderam este princípio. 25- (UFPE-UFRPE-2002) A Inconfidência Mineira foi o primeiro movimento político separatista, em que se organizaram setores da elite e setores médios da sociedade colonial brasileira para lutar contra o sistema colonial português e instaurar uma República. Sobre esse movimento, podemos afirmar que: 0-0) a derrota da Inconfidência Mineira resultou do fato de as autoridades portuguesas terem antecipado a derrama, o que possibilitou, à polícia e aos funcionários da Junta da Fazenda, surpreenderem os insurretos. 1-1) os inconfidentes, através de carta enviada por José Joaquim da Maia ao embaixador dos Estados Unidos em Paris, buscaram apoio dos Estados Unidos. Na carta, o que chama atenção é um pedido de armas. 2-2) um dos fatores que concorreram para a criação do movimento da Inconfidência foi o fato de a metrópole aumentar sua pressão fiscal sobre os mineradores, em razão da queda da produção de ouro, a partir da segunda metade do século XVIII. 3-3) o fracasso dos inconfidentes resultou da delação de Joaquim Silvério dos Reis e da fragilidade política do movimento, pois os conspiradores não foram além de ideias e propostas genéricas, sem penetração e mobilização social. 4-4) a Inconfidência tinha como plano revolucionário: reunir homens e armas e buscar apoio dentro e fora de Minas para depor o governo, proclamar a República e abolir a escravatura (UFPE-UFRPE-2002) Em relação à chegada da família real e da corte portuguesa ao Brasil, em 1808, que transformou o Rio de Janeiro na sede de todo o Império português, analise as proposições abaixo Com a vinda da família real e da corte portuguesa para o Brasil, projetos de modificações urbanas foram propostos para a cidade do Rio de Janeiro e para a cidade de São Salvador da Bahia, incluindo a construção de palácios, bancos, academia de artes e lojas A partir de 1821, D. João aplicaria uma política autoritária e repressora, ao transformar as antigas capitanias hereditárias em província e ao decretar a criação de quatro novas províncias: Rio Grande do Norte, Alagoas, Santa Catarina e Sergipe Paralelamente às reformas internas, o Brasil de D. João VI adotava uma política externa de alianças: na Guiana, com os franceses e na Província Cisplatina, com os espanhóis, em Jean Baptiste Debret, Nicolas Antoine Taunay, Grand Jean de Montigny e Auguste Taunay foram alguns dos quarenta integrantes da missão artística francesa financiada pela corte portuguesa que chegou 265

23 ao Brasil, na primeira metade do século XIX. Eles assinavam projetos de arquitetura, pintura e paisagismo para o Rio de Janeiro Em 1815, ainda sob a regência do príncipe D. João, a colônia foi elevada à categoria de Reino Unido a Portugal e Algarve. Coroado como rei, em 1816, D. João VI é considerado, por historiadores portugueses e brasileiros, um dos maiores estadistas da monarquia portuguesa. 27- (UFPE-UFRPE-2001) A vinda da família real portuguesa para o Brasil provocou mudanças significativas na vida política, econômica e cultural da colônia. São consideradas medidas inovadoras adotadas no início do século XIX no Brasil: 0-0) a abertura de novas escolas médias e superiores, no Rio de Janeiro e em outras capitais do Império. 1-1) a instalação de livrarias, cafés e a difusão da imprensa nas principais capitais brasileiras. 2-2) a criação de leis para preservar o meio ambiente e a população indígena. 3-3) a abertura dos portos a todas as nações amigas, permitindo o aumento do volume dos produtos europeus no comércio brasileiro. 4-4) a instalação de muitas fábricas nas grandes cidades brasileiras e a ascensão de homens livres na sociedade colonial. 28-(UFPE-UFRPE-2001) A Sobre a revolução pernambucana de 1817, podemos afirmar que: 0-0) foi um movimento revolucionário apoiado por senhores rurais pernambucanos e todos os comerciantes portugueses defensores da república como forma de governo. 1-1) este movimento está ligado à crise de produção do açúcar e do algodão e à alta dos preços dos gêneros, de primeira necessidade, importados. 2-2) foram metas defendidas pelos revoltosos de 1817: o governo parlamentarista com a consolidação do direito monárquico. 3-3) a cobrança de altos impostos para financiar a invasão da Guiana Francesa pode ser considerada um dos fatores econômicos que levaram ao estopim da revolta. 4-4) os envolvidos com o pensamento da Ilustração, participantes do Areópago de Itambé e da Conspiração dos Suassunas, defendiam a república como forma de governo adotada pelos revolucionários de (UFPE-UFRPE-2001) As revoluções do século XIX na Europa tiveram inicialmente um caráter burguês. A partir de 1848, adquirem uma outra característica: a de serem socialistas, por defenderem, basicamente: 0-0) o fim do regime monárquico e uma democracia regida pela Declaração Universal dos Direitos do Homem e do Cidadão, em que os mais capazes deveriam governar. 1-1) uma transformação do regime econômico, do sistema político e da estrutura das classes, todos sob o domínio dos interesses das classes populares. 2-2) uma transformação do regime econômico, mas mantendo-se o mesmo sistema político e a estrutura de classes, de forma a garantirse a prática do livre mercado. 3-3) os interesses populares, a favor de uma transformação do capitalismo e do regime políticosocial, de forma a superar a exploração do homem pelo homem. 4-4) uma democracia plural e um regime econômico liberal, de modo que todos pudessem exercer plenamente a cidadania, regidos pelo respeito aos direitos humanos. QUESTÕES MÚLTIPLA ESCOLHA 01 (UFPE-UFRPE-2002) A expansão capitalista no século XIX ficou conhecida como imperialismo, e o domínio dos países europeus sobre a África e a Ásia foi denominado neocolonialismo. Sobre o resultado da junção desses dois fenômenos o imperialismo e o colonialismo na África e na Ásia, assinale abaixo a alternativa correta. a) O imperialismo e o neocolonialismo ajudaram os povos africanos e asiáticos a saírem de seu atraso secular, possibilitando-lhes o acesso ao progresso tecnológico. b) A segunda revolução industrial, o capitalismo monopolista e os ideais de progresso estão associados ao imperialismo, ao neocolonialismo e ao completo domínio dos Estados Unidos, no final do século XIX. c) Os maiores beneficiários de todo o domínio imperialista e do neocolonialismo na Ásia e África foi a classe operária européia, em face do pleno emprego da indústria. d) Através do imperialismo e do neocolonialismo, as elites econômicas e políticas inglesas construíram a imagem de que eram o modelo de cultura e civilização, a ser imitado em todo o mundo. e) Entre as nações da África, as que transferiram maiores quantidades de pedras preciosas para a Inglaterra foram Angola e Moçambique, em razão do neocolonialismo. 02 (UFPE-UFRPE-2001) - Um dos filósofos iluministas que exerceram uma enorme influência entre as camadas populares na França, como também nos movimentos mais radicais durante a Revolução Francesa, foi: a) René Descartes, que escreveu o livro clássico O Discurso do Método, em que apontava a forma como o povo deveria se comportar face à s elites dirigentes num momento revolucionário. b) John Locke, por ter sido um dos inspiradores do empirismo, e defensor que todos quando nascemos somos como uma tábula rasa e as influências da sociedade é que nos molda. c) Erasmo de Rotterdam, que escreveu uma obra clássica denominada O Elogio da Loucura, na qual satiriza os costumes da época, o que veio a influenciar enormemente as revoluções burguesas do século XIX. d) Jean-Jacques Rousseau, que de certa forma tornou-se uma exceção entre os iluministas, pela crítica à burguesia e à propriedade privada, escrevendo livros Contrato Social e Discurso sobre a origem da Desigualdade. e) Thomas Morus, que escreveu a Utopia, uma obra em que retrata a vida em uma ilha imaginária, cujos habitantes consideram estupidez não procurar o prazer por todos os meios possíveis UFPE-UFRPE Sobre o processo de independência do Brasil assinale a alternativa correta. a) Após a Independência, os diferentes grupos liberais existentes no Brasil unem-se em torno da centralização do poder. b) Liberais centralistas e liberais federalistas lutaram no início do século XIX contra a elite conservadora do império c) As revoltas populares ocorridas durante o primeiro reinado foram amplamente defendidas pelos liberais centralistas. 266

24 d) José Bonifácio apoiou a Independência do Brasil dentro de uma proposição centralista do estado brasileiro. e) Depois de consumada a independência, D. Pedro I apoiou-se no partido brasileiro'' afastando-se do partido português'' UFPE-UFRPE Sobre a situação econômica do Brasil no século XIX, assinale a alternativa correta. a) Com a abolição do tráfico negreiro, os fazendeiros utilizaram mãode-obra livre para o plantio de café.como forma de pagamento, os trabalhadores poderiam usar as terras do senhor para a produção de sua subsistência. b) O comércio interno de escravos agravou a situação econômica do Norte/Nordeste, mas resolveu o problema de mão-de-obra no Sul e Sudeste. c) Após 1850, com o final do tráfico negreiro, inicia-se a industrialização no Brasil, pois, a mão-de-obra negra abundante deixará o campo e irá se empregar nos centros urbanos. d) O êxito da cafeicultura brasileira em Minas, Rio de Janeiro e São Paulo deveu-se à política imigrantista do governo, que autorizou a vinda de grandes levas de imigrantes europeus. e) Com o estabelecimento da lei de terras em 1850, pessoas de poucos recursos tiveram acesso à terra, com ajuda e apoio dos grandes proprietários brasileiros UFPE-UFRPE-2001 Sobre a produção do café no Segundo Reinado, assinale a alternativa correta: a) Toda a produção agrícola brasileira estava voltada, neste período, para um novo produto: o café, que, introduzido nas regiões do Sul da Bahia, rapidamente se espalhou para o Rio de Janeiro e São Paulo. b) O capital necessário para a implantação de fazendas de café foi muito maior do que o capital investido na produção do açúcar. c) Várias foram as áreas de expansão da cultura do café durante o Segundo Reinado: sertões do Nordeste e região amazônica. O café produzido nessas regiões foi utilizado para consumo local e para exportação. d) A fixação do café no Vale do Paraíba deveu-se às condições geográficas excepcionais e à mão-de-obra escrava disponível. e) O oeste paulista, ao contrário do vale do Paraíba, não produziu café de qualidade e em quantidade desejável. O processo de escoamento para a exportação foi um dos entraves da comercialização do café dessa região (PUC-1976) A importância maior da Revolução Inglesa do século XVII, para o processo conhecido como Revolução Industrial, foi: a) permitir a ascensão dos comerciantes e empresários industriais ao comando da política inglesa; b) possibilitar uma gigantesca reforma agrária que abriu caminho ao capitalismo britânico; c) assentar as bases da hegemonia marítima e comercial e comercial inglesa, a partir dos Atos de Navegações; d) econômicas mercantilistas; suprimir os últimos remanescentes feudais e eliminar as formas políticoe) instaurar a liberdade de consciência e estabelecer as bases do sistema parlamentar 07 - (FGV-1980) A crescente força do Parlamento na Inglaterra e o conseqüente declínio do poder real foi resultado de uma série de conflitos entre parlamentares e realistas.os eventos mais nessa sequência de conflitos foram: a) a Guerra Civil (1642/49) e a Revolução Gloriosa (1688/89); b) o enforcamento de Carlos II e o levante irlandês; c) o enforcamento de Jaime II e a guerra com a Escócia; d) a Restauração (1660) e o enforcamento de Carlos II; e) a execução de Guilherme de Orange e a Restauração (1660) (UnB-DF-1980) O Iluminismo, que representou uma profunda transformação no campo da economia, das Ciências e da política, pregava: a) o Liberalismo, que defendia o Absolutismo, mas defendia também os direitos do homem; b) o Liberalismo Econômico, que protegia a liberdade do Estado em produzir, comprar e vender; c) a Democracia, que apoiava a autonomia do povo na organização do governo; d) nenhuma das alternativas são corretas (MACKENZIE-1980) A filosofia do Iluminismo, erigiu-se sobre certo número de concepções fundamentais, sobressaindo-se entre elas: a) a Razão é o único guia infalível da sabedoria; b) o Universo é uma máquina governada por leis inflexíveis que o homem não pode desprezar; c)a melhor estrutura da sociedade é a mais simples e a mais natural; d) o homem não é congenitamente depravado, mas levado a cometer atos de crueldade e baixeza; e) todas as alternativas são corretas (UGF-1974) A Revolução Industrial significou uma transformação nas técnicas e nos instrumentos de trabalho,que consistiu: a) na substituição do escravo pelo servo; b) na substituição do escravo pelo homem livre; c) na produção baseada na máquina, em substituição à ferramenta; d) no aperfeiçoamento do sistema artesanal; e) aplicação do espírito criativo ao sistema de produção (PUC, 1970) Um dos principais fatores que conduziram à independência dos EUA foi: a) a concorrência mercantil na área do Caribe desenvolvida pelo comercio norte-americano em oposição à Inglaterra; b) a necessidade de romper o monopólio comercial que a Inglaterra exercia sobre os produtos agrários do sul dos Estados Unidos; c) o lançamento sistemático de tributos por parte da Inglaterra, sem anuência da população norte-americana; d) a tentativa inglesa de impedir o desenvolvimento de relações comerciais diretas entre os E.U.A e a França, o que levou esta auxiliar militarmente os E.U.A na Guerra da Independência; e) o processamento da Revolução Industrial nos E.U.A, o que contrariava interesses ingleses (PUC,1976) O processo da emancipação das Treze Colônias Inglesas da América do Norte, na segunda metade do século XVIII, é denominado de Revolução Americana por muitos historiadores porque: a) representou o fim do Antigo Regime político, social e econômico naquela parte do continente americano; b) rompeu o Pacto Colonial mercantilista e lançou as bases de uma sociedade liberal e de tendências democráticas; c) foi primeira etapa das Revoluções Liberais que a partir dali iriam propagar-se pela Europa e pelo resto do mundo; 267

25 d) assinalou o inicio de uma sociedade capitalista, baseada no trabalho assalariado, livre das instituições feudais; e) a ideologia de seus grandes líderes era a mesma que caracterizaria, pouco depois, a Revolução Francesa (FIB-1973) A Revolução Francesa foi da maior importância para as transformações políticas e sociais do século XIX.Assinale a proposição falsa: a) pelas influências nos movimentos de independência latinoamericana; b) pela difusão dos ideais republicanos na Europa e América; c) pelo auxilio francês aos Estados Unidos durante a Guerra de Independência; d) pela influência nos movimentos pró-independência no Brasil; e) pela queda da Monarquia Absoluta e expansão napoleônica (UGF,1973) A Revolução Francesa começou: a) pela convocação dos Estados Gerais; b) com a tomada da Bastilha; c) com a condenação de Luís XVI; d) implantando-se o Terror; e) com o estabelecimento da Convenção Nacional Durante a Revolução Francesa, o Período Napoleônico pode ser caracterizado: a) como a fase de consolidação da instituições burguesas; b) pela vitoria dos princípios de Montesquieu, evidenciada na promulgação da Constituição do Ano VIII (1799) e na Constituição do Ano XII (1804), estabelecendo, respectivamente, o Consulado e o Império; c) pela sucessão de coligações européias, organizadas pela Inglaterra com a adesão das Monarquias Absolutas continentais e explicadas unicamente pelo temor às ambições de Napoleão; d) pelo início de um governo autoritário que se manteve no poder exclusivamente pelo apoio do exército; e) pela decretação do Bloqueio Continental visando levar a Inglaterra à ruína e ressaltar o gênio militar de Napoleão (CESGRANARIO-1975) Após o Congresso de Viena, em 1815, teve lugar a chamada Política de Intervenção, liderada por Metternich, cujos instrumentos, político e ideológico, eram, respectivamente: 1) a Quádrupla Aliança; 2) o Pacto Chaumont; 3) o Tratado de Paris; 4) o Tratado de Viena; 5) a Santa Aliança; a) 1 e 5 c) 3 e 5 e) 2 e 5 b) 2 e 4 d) 1 e (PUC-1979) As Revoluções de 1830/2 e 1848/50, na Europa Centro-Ocidental, constituíram um sério golpe na política intervencionista, contra-revolucionária, preconizada pelo chanceler austríaco Metternich, desde o Congresso de Viena, em A derrota dessa política é bem simbolizada pela fuga do próprio Metternich, em 1848, em condições dramáticas, quando Viena foi o palco de uma Revolução Liberal. As proposições que se seguem apontam para alguns dos marcos que assinalam o avanço do liberalismo entre 1815 e 1850, a despeito da Política de Intervenção, com exceção de: a) a ascensão da burguesia ao poder, na França, após as jornadas de julho de 1830, pondo fim à Restauração aristocrática de 1815; b) a independência nacional belga e a instalação de uma Monarquia Constitucional, após a vitoria do levante de 1830 contra os holandeses; c) o estabelecimento de regimes constitucionais em vários Estados da Alemanha, inclusive na Prússia; d) a afirmação do Piemonte, Monarquia liberal, como líder do Nacionalismo italiano, mesmo derrotado pela Áustria; e) o reconhecimento das reivindicações nacionais e liberais dos povos eslavos submetidos à dominação germânica (Viena) e magiar (Budapest); 18 - (FGV-1980) A intensa participação britânica nos assuntos latinos-americanos, inclusive no seu processo de independência, em fins do século XVIII e inícios do século XIX pode ser constatada: a) pelo auxílio naval fornecido a San Martin para o ataque a Santiago, Antofagasta e Quito; b) pela ocupação britânica da região norte do Chile, que possibilitou a tomada do poder por um chileno de origem britânica: Bernardo O Higgins; c) pelos resultados do Congresso de Viena que, entre outras coisas, estabeleceu que a América Latina estaria dentro da área de influencia britânica; d) pelo apoio britânico a certos movimentos de libertação, como os do Haiti e México; e) pela invasão britânica de Buenos Aires em 1808, bem como pelo veto britânico às pretensões da Santa America Látina (CESGRANRIO-1978) Os diferentes processos de independência, vividos pelas colônias inglesas, espanholas e portuguesas, atestam as diversas transformações econômicas experimentadas por cada uma dessas metrópoles. Assinale a alternativa que NÃO reproduz a idéia contida no texto acima: a) à Inglaterra não mais interessava a vigência do Antigo Sistema Colonial, já que o desenvolvimento de sua industrialização esbarrava nas restrições mercantilistas das outras metrópoles; b) a rigidez da administração espanhola, ao afastar do poder os criollos, isto é, os proprietários nativos das minas e haciendas, isto é, os proprietários nativos das minas e haciendas, fez com que os Cabilos c) as colônia inglesas da America do Norte esperavam conseguir a sua independência após o terminio da Guerra dos Sete Anos, mas foi essa guerra que, depauperando os cofres ingleses, ampliou os interesses metropolitanos sobre aquela região, provocando conflitos; d) a independência do Brasil, em 1822, tem sua explicação na assinatura dos Tratados de Aliança e Amizade e De Comercio e Navegação, em 1810,que fizeram de Portugal um vassalo do capitalismo inglês; e) as colônias ibéricas não puderam impedir, quando sua emancipação a permanência dos laços de dependência econômica agora redefinidos pela emergência do capitalismo na Inglaterra (UGF-1977) Já nas primeiras décadas do século XIX, a Inglaterra insinuou-se na America Latina.Participou das lutas de Independência dos países desta parte do continente americano e na consolidação dos Estados Nacionais.Nesse processo de penetração, papel de destaque foi exercido, exceto: a) pelos empréstimos efetuados mediante elevadas taxas de juro; 268

26 b) pelos comercio com base abundancia de capitais, experiência e vinculações mercantis; c) pelos avultados investimentos aplicados em serviços públicos; d) pelos grupos financeiros britânicos favoráveis ao protecionismo econômico; e) pelas expedições cientificas realizadas pelos súditos ingleses (UGF-1997) O colonialismo europeu do século XIX diverge do tipo de colonialismo desenvolvido principalmente por Portugal e Espanha do século XVI. Dentre os objetivos principais desse novo colonialismo do século XIX, temos: a) busca de metais preciosos, principalmente nas Américas e formação de grandes contingentes populacionais nas colônias; b) necessidade de mercados produtores de açúcar e fumo para abastecer as metrópoles; c) busca de mercados consumidores de bens de produção europeus, para desenvolver o parque industrial colonial; d) busca de mercados consumidores de produtos industrializados, com possibilidade de receber rentáveis investimentos de capitais; e) motivos de ordem religiosa e cultural, que foram as molas propulsoras de todo o colonialismo europeu (FIB-1979) Um dos objetivos do colonialismo e do imperialismo, intensificados com o capitalismo monopolista e financeiro, foi: a) civilizar sociedades primitivas da África, da Ásia e da América Latina, beneficiadas com a ação humanitária dos representantes de sociedades brancas evoluídas; b) controlar áreas de colocação de capitais excedentes, sem excluir outros interesses econômicos e políticos; c) converter ao Cristianismo sociedades pagãs, livrando-as de práticas de canibalismo e de sacrifícios humanos; d) demonstrar a superioridade do homem branco, comprovando na pratica as teorias cientificas e metafísicas; e) utilizar em beneficio da Humanidade as riquezas inexploradas existentes em territórios de sociedades ignorantes (CESGRANRIO-1976) Na África do Sul, a presença inglesa, localizada nas colônias do Cabo e de Natal, cresceu desde o inicio do século XIX, deslocando-se os boers para o nordeste, criando as Republicas de Orange e Transvaal. O inicio, em 1899, de uma longa e difícil guerra entre os ingleses e os boers, foi motivado: a) pelo problema da utilização da mão-de-obra africana pelos boers ; b) pela descoberta das grandes minas de ouro e diamantes no Transvaal; c) pelo projeto inglês de unir o Cabo ao Cairo, o qual atravessa os territórios boers ; d) pela penetração alemã nas Republicas boers, dado o apoio que recebiam estas do Kaiser Guilherme III; e) pela criação da União Sul-Africana, pelas autoridades londrinas (UFMG) O período compreendido entre a abdicação de Dom Pedro I e o Golpe da Maioridade propiciou. a) O fortalecimento do exército, que adquire, a partir de então, preponderante papel político. b) O acirramento das posições relativas ao centralismo e descentralismo político-administrativo. c) A participação efetiva da Igreja nas questões relativas ao sistema escravocrata. d) A conciliação, a nível político, dos partidos Liberal e Conservador. e) A formação dos primeiros núcleos de propaganda do Partido Republicano (CARLOS CHAGAS-BA) I. Após a renúncia de Pedro I (1831), o regime político e a ordem social não são afetados em face da continuidade do poder em Pedro I que assume imediatamente o governo. II. O Ato Adicional de 1834, instrumento de conciliação e fator de equilíbrio entre as forças políticas, aboliu o Conselho do Estado, principal órgão de assessoria do imperador. III. Feíjó, na Regência Una (1835/37), conseguiu restaurar o equilíbrio social, pacificando o país. Assinale: a) Somente a proposição I é correta. b) Somente a proposição II é correta. c) Somente a proposição III é correta. d) São corretas as proposições I e II. e) São corretas as proposições II e III (OSEC-SP) Relativamente à Proclamação da República, podemos dizer que. a) Está ligada ao desenvolvimento da lavoura cafeeira. b) Relaciona-se com a abolição dos escravos. c) Relaciona-se com a difusão das idéias positivistas. d) As alternativas a e b são únicas corretas. e) As alternativas a, b e c são únicas corretas (OSEC-SP) O Período Regencial constituiu-se num dos mais agitados da História do Brasil. Entre as revoltas ocorridas nesse período está a Sabinada, que pretendia. a) Estabelecer a República de Piratini no Rio Grande do Sul. b) Estabelecer um governo republicano liberal em Pernambuco. c) A abdicação de Dom Pedro I. d) Estabelecer uma República Provisória na Bahia durante a minoria de Dom Pedro II. e) Conseguir a maioridade de Dom Pedro II para pôr fim às regências (FATEC-SP) O Ato Adicional de 1834 foi concebido como um instrumento conciliador e como fator de equilíbrio entre as principais forças políticas da época. Na ocasião foram votadas algumas modificações à constituição de 1824, com exceção de: a) a transformação da Regência Trina em Regência Una. b) a abolição do Conselho de Estado, principal órgão de assessoria do imperador. c) o fim da vitaliciedade do Senado. d) a transformação da cidade do Rio de Janeiro em município neutro. e) o fim dos conselhos de províncias, que cederiam lugar às assembléias legislativas (MACKENZIE) O parlamento às avessas, os partidos de elite e a "eleição do cacete" marcaram a atuação política dos grandes proprietários do Segundo Reinado, que tinham por objetivo. a) Garantir o Império centralizador e escravocrata. b) Difundir idéias liberais e democráticas. c) Integrar as várias camadas sociais no processo político. d) Modernizar a estrutura agroexportadora do país. e) Romper com dependência externa e o alinhamento com a Inglaterra (MACKENZIE) "Nada mais conservador que um liberal no poder. Nada mais liberal que um conservador na oposição..." 269

27 (Oliveira Viana). A interpretação correta do trecho anterior, referente aos partidos políticos do Segundo Reinado, seria. a) Buscavam integrar as massa no processo político. b) Combatiam a estrutura escravista de produção. c) Separavam-se por profundas diferenças ideológicas. d) Representavam facções da classe proprietária, buscando apenas o exercício do poder. e) Distinguiam-se por expressarem o pensamento de setores sociais diferentes da população (CARLOS CHAGAS-BA) 1850, com a Lei Eusébio de Queirós, assinala importante fato, que teve como uma de suas consequências imediatas. a) A crise de mão-de-obra para a lavoura cafeeira em desenvolvimento. b) A decadência da exploração da mineração em Minas Gerais. c) O fracasso da expansão da agricultura de cana-de-açúcar. d) A maior penetração do gado bovino na região sanfranciscana. e) O aumento de imigrantes europeus para a recém-criada indústria (UFES) Os anos 70 do século XIX marcaram a aceleração no processo de desagregação do regime monárquico no Brasil. As modificações sociais e econômicas que se avolumaram a partir do ano de 1850, com a abolição do tráfico negreiro, se fizeram sentir de maneira acentuada na vida política nacional. Vários fatores acabaram por criar condições para mudanças nesse sistema político, tais como: I - A itinerância do café, deixando o vale do Paraíba e buscando o oeste paulista. II - A imigração européia, especialmente a alemã e a italiana. III - O processo crescente de urbanização. IV - O crescimento das estradas de ferro. V - Novas idéias surgidas no seio do exército. Assinale: a) se apenas a alternativa V estiver correta. b) se apenas a alternativa II estiver correta. c) se apenas a alternativa IV estiver correta. d) se apenas as alternativas III e IV estiverem corretas. e) se todas as alternativas estiverem corretas (SANTA CASA-SP) O Manifesto Republicano de 1870 recebeu críticas de vários setores brasileiros em virtude de ter. a) Ignorado a questão da centralização federativa. b) Defendido apenas os interesses dos fazendeiros de café. c) Sido omisso no tocante ao problema da escravidão. d) Atacado a ideologia positivista da oficialidade do exército. e) Baseado sue conteúdo na Constituição Americana (FATEC-SP) Na segunda fase do Segundo Reinado, considera a fase do apogeu, ocorreu no Brasil um surto de crescimento das atividades econômicas. Assinale, entre as alternativas a seguir, a que corresponde aos principais fatores que contribuíram para esse desenvolvimento. a) Investimentos particulares nos estaleiros, valorização da mão-deobra negra e desenvolvimento do café. b) Alta das cotações do café, extinção do tráfico negreiro e política protecionista. c) Alta das cotações do café, construção de estradas de ferro facilitando as comunicações e o incentivo ao comércio negreiro. d) Valorização da mão-de-obra do imigrante, extinção de taxas alfandegárias e construção de estradas de ferro e de rodagem. e) A vinda de imigrantes, a extinção do tráfico negreiro e a proibição da exportação do ouro (MACKENZIE) O declínio da monarquia e a propagação dos ideais republicanos, no final do século passado, ligam-se, sem dúvida, aos efeitos que a Guerra do Paraguai nos deixou como herança. Isto porque. a) A vitória da Tríplice Aliança sobre o Paraguai implicou enormes prejuízos no campo diplomático, sobretudo em relação à Inglaterra. b) A guerra acelerou as contradições internas, abalando a mais sólida base da monarquia - a escravidão - e fazendo emergir um exército com consciência de seu poder. c) A derrota brasileira obrigou a monarquia a concessões territoriais que abalaram a economia. d) Os partidos conservadores do Império opunham-se à guerra e defendiam a mudança das estruturas sociais internas. e) Embora nossa situação econômica se consolidasse com a guerra, a monarquia não logrou reconciliar as duas facções de nossa política na época, o Partido Liberal e o Conservador (UFMG) Qual a afirmação CERTA em relação à Revolução Praieira, ocorrida na província de Pernambuco ( )? a) Foi um movimento antilusitano que procurava a derrubada da Regência através do Partido da Ordem. b) Defendia primordialmente o comércio a nível nacional para desenvolver a economia de trocas da província. c) Pretendia a expropriação dos senhores da terra para a proclamação de uma república independente. d) Foi um movimento popular que visava a reformas sociais, principalmente a nacionalização do comércio e a desapropriação dos engenhos. e) Tinha um cunho nitidamente republicano como os demais movimentos de oposição à ordem imperial (PUC-SP) A partir de 1870, a Campanha Abolicionista ganhou força nacional, mas ainda encontrava alguns obstáculos, tais como. a) A necessidade de mecanização da agricultura nordestina, principalmente a de cana-de-açúcar, base das exportações. b) A indefinição dos programas dos partidos políticos, tanto liberais quanto conservadores. c) A noção de escravo como um bem, que exigia a indenização para os proprietários de escravos. d) A reação do proletariado urbano pelo temor da concorrência no mercado de trabalho. e) A falta de apoio de alguns setores sociais, como o intelectual e o artístico (PUC-SP) "Por subir Pedrinho ao trono / Não fique o povo contente. / Não pode ser boa coisa / Servindo com a mesma gente." (Manifestação popular, Pernambuco, 1840.) A referência popular à Declaração da Maioridade exprimia. a) A necessidade de garantir a monarquia mesmo contra a vontade popular. b) O desejo de mudança radical quanto às relações província-governo central. c) O repúdio à presença dos portugueses-reinóis no governo imperial. 270

28 d) A crítica à conciliação entre liberais e conservadores, para reforçar seus interesses. e) As idéias separatistas e nacionalistas reinantes em Pernambuco (PUC-SP) A abdicação de Dom Pedro I pôs fim ao Primeiro Reinado e proporcionou as condições para a consolidação da independência nacional, uma vez que. a) As lutas das várias facções políticas se resolveram com a vitória dos exaltados sobre os moderados. b) As rebeliões anteriores à abdicação possuíam nítido caráter reivindicatório de classe. c) O governo do príncipe não passou de um período de transição em que a reação portuguesa, apoiada no absolutismo do soberano, se conservou no poder. d) As propostas do partido brasileiro contavam com o apoio unânime dos deputados à Assembléia Constituinte de e) As disputas entre conservadores e liberais representaram diferentes concepções sobre a forma de organizar a vida econômica do país (UFBA) I - A camada dominante na sociedade do Brasil Império compunha-se de senhores rurais e altos comerciantes. II - Durante o Período Regencial, a elite dominante brasileira esteve dividida em facções que lutavam pelo controle do poder. III - No Segundo Império brasileiro, liberais e conservadores representavam igualmente os interesses e privilégios da elite dominante. a) I é correta. b) II é correta. c) I e III são corretas. d) II e III são corretas. e) I, II e III são corretas (UFU) "Os reflexos da lei do tráfico negreiro (1850) são transcendentes para a vida econômica do país, modificando, em parte, sua fisionomia. O país dispunha de poucos capitais que se investiam, até então, principalmente no tráfico negreiro. Proibido esse comércio, o capital que se mantém no Brasil fica sem aplicação. É certo que esse capital pode ser conservado no comércio interno de escravos, mas a maior parte tem que tomar outro rumo. O espírito empresarial pode encaminhá-lo, então, para empreendimentos novos e úteis; abrem-se fábricas, constroem-se estradas de ferro, criam-se bancos e companhias de todo tipo." O texto acima afirma que, com a abolição do tráfico negreiro: a) Abrem-se possibilidades para o comércio interno de escravos. b) Desenvolve-se o interesse dos empresários estrangeiros pelo país. c) Inicia-se um surto de novos empreendimentos industriais e comercias. d) Começa um vigoroso movimento de capitais estrangeiros para dentro do país. e) Instaura-se a economia baseada no trabalho livre (OSEC-SP) Foram causas da Proclamação da República. a) A incapacidade da monarquia em atender às exigências de descentralização e autonomia, reclamadas pelo núcleo mais dinâmico da economia: o Oeste Paulista. b) O não-reconhecimento da monarquia à importância do exército, que se sentia desprestigiado enquanto instituição. c) A identificação da monarquia com a instituição da escravidão, revelada pelas medidas protelatórias tomadas para alongar sua vida. d) A existência de um difuso sentimento republicano, alimentado pelo caráter exótico da monarquia brasileira, única em toda a América. e) Todas as alternativas estão corretas (UFPE) A Independência do Brasil despertou interesses conflitantes tanto na área econômica quanto na área política. Qual das alternativas apresenta esses conflitos? a) Os interesses econômicos dos comerciantes portugueses se chocaram com o "liberalismo econômico" praticado pelos brasileiros, subordinados à hegemonia da Inglaterra. b) A possibilidade de uma sociedade baseada na igualdade e na liberdade levou a jovem nação a abolir a escravidão. c) As colônias espanholas tornaram-se independentes dentro do mesmo modelo brasileiro: monarquia absolutista. d) A Guerra da Independência dividiu as províncias brasileiras entre o "partido português" e o "partido brasileiro", levando as Províncias do Grão-Pará, Maranhão, Bahia e Cisplatina a apoiarem, por unanimidade, a independência. e) Os republicanos, os monarquistas constitucionalistas e os absolutistas lutaram lado a lado pela independência, não deixando que as suas diferenças dificultassem o processo revolucionário (UFPE) Aós a Guerra do Paraguai, os temas mais polêmicos debatidos no parlamento brasileiro eram a(s): a) abolição da escravidão e a nova estratégia militar para a ocupação do Paraguai e Uruguai; b) abolição da escravidão e a legitimidade do poder absoluto do imperador; c) Lei do Ventre Livre e o novo liberalismo econômico; d) abolição do Tráfico Negreiro e a propaganda republicana; e) Leis do Sexagenário e do 13 de maio, e o Positivismo (UFPE) Examine detidamente o quadro a seguir sobre a população do Brasil no século XIX. Anos População Livre População Escrava Total % População Escrava Assinale a alternativa que caracteriza o fim do regime escravista. a) A escravidão já estava condenada moralmente. O ato da Princesa Isabel foi apenas a confirmação do seu espírito humanista. b) Os republicanos defendiam uma abolição gradual da escravidão. Os números contidos nesses quadro indicam a coincidência entre a decadência do regime escravista e a proclamação da república. c) Os números apontam para uma decadência desse modo de produção. Os proprietários de terras e escravos já duvidavam de sua eficácia. d) A Lei do Ventre-livre, aprovada em 28 de setembro de 1871, é responsável pela diminuição da população escrava, no país. e) A Lei do Sexagenário, promulgada a 28 de setembro de 1885, libertou a maior parcela de escravo, pondo fim a esse regime (UFPE) Assinale a alternativa que define o papel da "abertura dos portos" no processo de descolonização. a) A abertura dos portos às nações amigas anulou a política mercantilista desenvolvida por Portugal, junto à sua antiga colônia na América, tornando-a de imediato independente. 271

29 b) As novas condições criadas pela Revolução Industrial na Inglaterra e, conseqüentemente, o controle que este país exercia sobre o comércio internacional e os transportes marítimos, não permitiam a Portugal, seu antigo aliado, exercer o pacto colonial. c) A política de portos abertos na América era muito importante para as colônias e negativa para as metrópoles. d) A abertura dos portos possibilitou ao BRASIL negociar livremente com todas as nações, inclusive com a França. e) Através da abertura dos portos, o BRASIL pôde definir uma política protecionista de comércio à sua nascente indústria naval (FESP) A crise do sistema colonial foi marcada no Brasil por contestações diversas que comprovam as aspirações de liberdade do nosso povo. Entre as revoltas podemos destacar as Conjurações Mineira e Baiana que tiveram em comum: 1. O fundamento ideológico apoiado nos princípios do Iluminismo e de Revolução Francesa. 2. A proposta de extinção dos privilégios de classe ou cor, abolindo a escravidão. 3. A inquietação e revolta pela eminente cobrança de impostos em atraso. 4. A discriminação social evidenciada na aplicação da justiça. 5. A numerosa participação popular caracterizada pela presença de negros e mulatos. Assinale a opção correta: a) 1 e 3 b) 2 e 4 c) 3 e 5 d) 1 e 4 e) 2 e (UFF) "Os escravos são as mãos e os pés do senhor de engenho, porque sem eles no Brasil não é possível fazer, conservar e aumentar fazenda." (Antonil. Cultura e Opulência do Brasil, 1711, Livro I, Capítulo, IX). Assinale a opção que, baseada na citação do jesuíta Antonil, justifica corretamente os fundamentos da sociedade colonial. a) A sociedade colonial se resumia ao mundo da casa-grande e da senzala, espaços fundamentais de um mundo rural mediado pelos engenhos açucareiros. b) O ideal de sociedade colonial, segundo os inacianos, era o de uma sociedade de missões, o que explica a crítica do jesuíta Antonil à escravidão. c) A estrutura social do Brasil Colônia era fundamentalmente escravista, uma vez que os setores essenciais da economia colonial, a exemplo da agro-manufatura do açúcar, dependiam do trabalho escravo, sobretudo dos africanos. d) A sociedade escravista erigida na Colônia sempre foi condenada pelos jesuítas que, a exemplo de Antonil, desejavam ardorosamente que índios e africanos se dedicassem ao mundo de Deus. e) A sociedade colonial possuía duas classes, senhores e escravos, pólos antagônicos do latifúndio ou da "fazenda" mencionada por Antonil (FUVEST) No Brasil colonial, a escravidão caracterizou-se essencialmente. a) Por sua vinculação exclusiva ao sistema agrário exportador. b) Pelo incentivos da Igreja e da Coroa à escravidão de índios e negros. c) Por estar amplamente distribuída entre a população livre, constituindo a base econômica da sociedade. d) Por destinar os trabalhos mais penosos aos negros e os mais leves aos índios. e) Por impedir a imigração em massa de trabalhadores livres para o Brasil (CESGRANRIO) Assinale a opção cujo conteúdo está ligado à concretização da emancipação política do Brasil, em a) Reforço da política de monopólios adotada pelo governo de D. João no Brasil. b) Apoia do rei aos setores liberais da colônia, como no caso da Revolução Pernambucana. c) Política recolonizadora do Brasil adotada pela cortes portugueses. d) Desdobramento da Revolução Liberal do Porto na colônia. e) Reação das elites coloniais à permanência do Príncipe Herdeiro de Portugal na colônia (UFES) As críticas econômicas ao trabalho escravo e a esse rentável comércio de seres humanos já eram apresentadas desde o final do século XVIII e repercutiram na Inglaterra, onde, em 1807, foi abolido o tráfico de escravos para as colônias britânicas. A respeito da política antitráfico, enquanto processo de transição para o trabalho livre no Brasil, pode-se afirmar que: a) teve início a partir de exigências externas, com a assinatura dos tratados de 1810 entre Portugal e Inglaterra e, após o "Bill Aberdeen", culminou com a aprovação das Leis Eusébio de Queiroz e Nabuco de Araújo. b) se iniciou com as exigências apresentadas por Talleyrand, no Congresso de Viena, para a instituição do Reino do Brasil. c) teve início no Brasil como exigência dos fisiocratas, para o desenvolvimento do mercado interno e da atividade manufatureira, considerada como a única fonte produtora de riqueza. d) foi introduzida no Brasil como tese econômica defendida pelo romantismo revolucionário ou liberal, que se baseava em princípios humanitários defendidos por Alves Branco, Eusébio de Queiroz, Joaquim Nabuco e Castro Alves. e) resultou na abolição do tráfico negreiro, graças à nova política alfandegária formulada por Alves Branco, que sobretaxou o ingresso de escravos, tornando o seu valor comercial excessivamente elevado (PUC-MG) RESPONDA A QUESTÃO SEGUINTE COM BASE NO ESQUEMA ABAIXO. Refere-se à Revolução Pernambucana de 1817: I. O objetivo dos rebeldes era proclamar uma república inspirada nos ideais franceses de igualdade, liberdade e fraternidade. II. Os líderes do movimento foram condenados à morte por enforcamento. III. Os revoltosos, após matarem os chefes militares governamentais, conquistaram o poder por 75 dias. a) se apenas a afirmação I estiver correta. b) se apenas as afirmações I e II estiverem corretas. c) se apenas as afirmações I e III estiverem corretas. d) se apenas as afirmações II e III estiverem corretas. e) se todas as afirmações estiverem corretas (UFRN) As Conjurações Mineira e Baiana foram influenciadas pelas idéias surgidas, no séc. XVIII, na Europa e nos Estados Unidos. Identifique a opção em que as duas Conjurações estão adequadamente caracterizadas. 272

30 Conjuração Mineira a) participação significativa da elite branca de Minas Gerais b) participação significativa do clero e das camadas mais baixas da população Conjuração Baiana participação de pobres, negros e mulatos da população urbana de Salvador participação exclusiva das camadas populares c) participação exclusiva das camadas populares d) participação expressiva de populares articulados pela elite branca participação, na sua quase totalidade, de membros do clero participação significativa do alto clero, de intelectuais e de militares 54 - (UFMG) Assinale a alternativa que apresenta uma transformação decorrente da vinda da família real para o Brasil. a) Fechamento cultural, devido às Guerras Napoleônicas, provocado pela dificuldade de intercâmbio com a França, país que era então berço da cultura iluminista ocidental. b) Diminuição da produção de gêneros para abastecimento do mercado interno, devido ao aumento significativo das exportações provocado pela Abertura dosportos. c) Mudança nas formas de sociabilidade, especialmente nos núcleos urbanos da região centro-sul, devido aos novos costumes trazidos pela Corte e imitados pela população. d) Formação de novos parceiros comerciais, em situação de equilíbrio, decorrente da aplicação das novas taxas alfandegárias estabelecidas nos Tratados de Amizade e Comércio. e) Todas as alternativas estão corretas 55 - (PUC-RS) A partir do século XVIII, o sistema colonial português entra em sua fase final, devido a uma série de modificações ocorridas, tanto na Colônia quanto em nível externo. Sobre as causas da crise do sistema colonial, relacionar os fatos da coluna da esquerda com seu respectivo significado na coluna da direita. a) à Revolução Farroupilha e aos seus ideais separatistas, como se pode inferir do lema "LIBERDADE, AINDA QUE TARDE". b) à Inconfidência Mineira e aos seus ideais de liberdade e de independência, representados na bandeira que virou símbolo dos inconfidentes. c) aos movimentos bandeirantes, que buscavam romper as estreitas fronteiras da colônia, penetrando no interior do território brasileiro. d) à Guerra Guaranítica, pela qual os índios missioneiros buscavam a libertação do domínio jesuítico, sendo conhecida pelo grito de guerra de Sepé Tiaraju: "LIBERDADE, AINDA QUE TARDE". e) à Confederação do Equador, movimento que lutava pela libertação deste país do domínio brasileiro, como o lema acima deixa claro (PUC-RS) Responder à questão com base no mapa abaixo, sobre a criação de gado no período colonial brasileiro. 1 - Inconfidência Mineira 2 - Abertura dos portos às nações amigas 3 - Elevação do Brasil a Reino-Unido de Portugal e Algarves 4 - Revolução Farroupilha 5 - Revolução do Porto 6 - Guerra de Canudos ( ) força o retorno da família real a Portugal e tenta recolonizar o Brasil. ( ) determina a equiparação jurídica entre Brasil e Portugal, o que foi feito pelo Congresso de Viena. ( ) defende idéias de liberdade e de República, contra a opressão fiscal exercida pela Coroa Portuguesa. ( ) propicia o rompimento do Pacto Colonial e o comércio direto entre o Brasil e outras nações, sobretudo a Inglaterra. A ordem correta dos números da coluna da direita, de cima para baixo, é a) b) c) d) e) (PUC-RS) A respeito da figura abaixo, pode-se afirmar que se refere 273 A partir da observação do mapa, pode-se concluir que a) a criação de gado era atividade exclusiva das regiões litorâneas do Brasil, sendo esse levado para a feira de Sorocaba, de onde partia para o mercado externo, grande consumidor de charque e couro. b) a criação de gado se concentrava no norte do Brasil, devido à inadequação do solo e do clima desta região para o cultivo da canade-açúcar, não havendo integração com as demais áreas coloniais. c) a região Sul do Brasil tinha na criação de gado uma importante fonte de renda, e levava seus derivados para serem comercializados na feira de Sorocaba, proporcionando uma integração econômica com a região mineradora. d) a pecuária só se desenvolveu no Brasil colonial em função do ciclo canavieiro, tendo por único objetivo abastecer de carne e couro a população litorânea, carente destes produtos. e) o gado criado no Rio Grande do Sul não tinha boa aceitação no mercado interno colonial, por seu alto custo, devido à enorme distância que separava o sul do sudeste minerador, além da concorrência da carne estrangeira, de melhor qualidade.

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