RICARDO BLANKE PIVA IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA: EVOLUÇÃO HISTÓRICA E ANÁLISE

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1 RICARDO BLANKE PIVA IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA: EVOLUÇÃO HISTÓRICA E ANÁLISE CANOAS, 2008

2 1 RICARDO BLANKE PIVA IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA: EVOLUÇÃO HISTÓRICA E ANÁLISE Trabalho de conclusão apresentado para a banca examinadora do curso de Ciências Contábeis do Centro Universitário La Salle Unilasalle, como exigência parcial para a obtenção do grau de bacharel em Ciências Contábeis, sob orientação do Prof. Ms. Jessé Alencar da Silva. CANOAS, 2008

3 2 TERMO DE APROVAÇÃO RICARDO BLANKE PIVA IMPOSTO DE RENDA PESSOA FÍSICA: EVOLUÇÃO HISTÓRICA E ANÁLISE Trabalho de conclusão aprovado como requisito parcial para a obtenção do grau de Bacharel do curso de Ciências Contábeis do Centro Universitário La Salle Unilasalle, pelo avaliador: Prof. Ms. Jessé Alencar da Silva Unilasalle Canoas, 17 de novembro de 2008.

4 3 DEDICATÓRIA Dedico este trabalho à minha família, em especial à minha esposa Luciana, fonte de inspiração e de amor por mim.

5 4 AGRADECIMENTOS Agradeço: a Deus, por todas as bênçãos que me permitiu alcançar e por todas aquelas que ainda poderá conceder-me pelo resto de minha vida; aos meus pais, por todo o apoio que me deram desde a infância; à minha esposa, por todo amor e paciência dispensados a mim; aos meus funcionários, por todo suporte e apoio, principalmente quando fiquei por muitas vezes ausente em minha empresa; ao professor Ms. Jessé Alencar da Silva, pela orientação, pelo estímulo e pelos conhecimentos passados no decorrer da pesquisa; aos amigos, parentes, colegas e professores que participaram desta caminhada e que sempre estiveram presentes, incentivando-me, dividindo angústias, compartilhando das vitórias; enfim, a todos que contribuíram direta ou indiretamente para a realização desta jornada, meus sinceros agradecimentos e muito obrigado.

6 5 Não devemos servir de exemplo a ninguém, mas podemos servir de lição. Mário de Andrade

7 6 RESUMO A presente monografia tem por objetivo demonstrar a metodologia desenvolvida através da pesquisa de natureza básica, gerando conhecimentos úteis para a aplicação prática prevista, caracterizando, principalmente, pelo estudo de caso, de maneira a permitir um amplo conhecimento dessa área. É notória a dificuldade dos pesquisadores na consulta de informações sobre a história e a evolução do Imposto de Renda de Pessoa Física IRPF, desde os seus primórdios até a data de hoje. Assim sendo, é com enorme satisfação que descreverei e elaborarei esse trabalho, intitulado Imposto de Renda Pessoa Física: evolução histórica e análise, que demonstrará a história do Imposto de Renda e suas evoluções das últimas décadas, incluindo as principais alterações dos últimos anos, demonstrando a importância do preenchimento da declaração, empregando corretamente em sua execução as determinações legais impostas pela Secretaria de Receita Federal do Brasil, desenvolvendo e orientando corretamente o preenchimento do Imposto de Renda. Palavras-chave: História. Imposto de Renda. Evolução. Análise. Desenvolvimento. ABSTRACT This monograph intends to demonstrate the developed method, through a basic research, generating useful knowledge for the practical previewed application, characterized mainly by a case study, in order to allow a large knowledge in this field. It is notorious the difficulties researchers face to have information about the history and development of Income Tax for individuo, since its first days until nowadays. So, it will be with great satisfaction that I will make and describe the work Income Tax- individuo Historic Evolution and Analysis, which will demonstrate the Income Tax history and its evolution on the last decades, including the mainly changes in the last years. This work will demonstrate the importance of the Income Tax Declaration filling up, following correctly all the legal determinations imposed by Federal Tax Authoririty of Brazil, giving right information about how to fill that form up. Keywords: History. Income Tax. Evolution. Analysis. Development.

8 7 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS AFRF Auditor Fiscal da Receita Federal CPF Cadastro de Pessoas Físicas CTN Código Tributário Nacional FTF Fiscal de Tributos Federais IPI Imposto sobre Produtos Industrializados IR Imposto de Renda IRPF Imposto de Renda Pessoa Física ORTN Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional SRF Secretaria da Receita Federal TRF Técnico da Receita Federal TTN Técnico do Tesouro Nacional

9 8 LISTA DE FIGURAS Figura 1 - Quantidades de declarações IRPF recebidas, no Brasil, em meio magnético e em formulário, de 1991 a Figura 2 - Quantidades de declarações IRPF recebidas, no Brasil, de 1924 a Figura 3 - Demonstrativo da alíquota do IR devido Figura 4 - Demonstrativo do IR pago ou restituído Figura 5 - Arrecadação do IRPF, na Receita Tributária da União de 1925 a

10 9 LISTA DE QUADROS Quadro 1 - A receita do Imposto de Renda física no Brasil em relação às despesas do governo com a administração de 1924 a 1929, em contos de réis...41 Quadro 2 - Quantidade de declarações de rendimentos de pessoas físicas recebidas no Brasil nos cinco primeiros anos...41 Quadro 3 - Comparativo entre os exercícios de 1939 e Quadro 4 - Moedas nacionais...99 Quadro 5 - Quadro informativo dos códigos dos bens e direitos do IRPF...122

11 10 LISTA DE TABELAS Tabela 1 - Tabela progressiva do Imposto de Renda (Lei nº 3.898/1961)...54 Tabela 2 - Correção do Imposto de Renda Pessoa Física...68 Tabela 3 - Restituição do Imposto de Renda...75 Tabela 4 - Tabela progressiva anual do IRPF Tabela 5 - Tabela do índice da BTN fiscal Tabela 6 - Tabela do índice da UFIR Tabela 7 - Tabela progressiva anual do IRPF / Tabela 8 - Tabela progressiva anual do IRPF / Tabela 9 - Tabela progressiva anual do IRPF / Tabela 10 - Planilha comparativa dos cálculos do Imposto de Renda...110

12 11 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO Contextualização Definição do problema Objetivos Objetivo geral Objetivos específicos Delimitação do estudo Relevância do estudo Estrutura do estudo REFERENCIAL TEÓRICO Breve histórico do Imposto de Renda no mundo História do Imposto de Renda no Brasil A instituição do imposto no Brasil e as primeiras reformas A primeira importante alteração na legislação Fiscalização Modelo do Imposto de Renda Obrigatoriedade, cálculo e regulamento do imposto As primeiras reformas no Imposto de Renda Prazos de entrega da declaração Instalação do Conselho de Contribuintes Dedução para encargos de família Novo regulamento Novo modelo de declaração e arrecadação A adaptação do imposto Declaração de espólio Alterações no regulamento...43

13 Fiscalização permanente do Imposto de Renda O Imposto de Renda nos anos de 1940 a Imposto de Renda do Solteiro O imposto alcançando o primeiro lugar em arrecadação A consolidação do imposto Imposto sobre Lucro na Alienação de Imóveis Isentos e não-tributáveis Despesas médicas e pagamento antecipado Aumento da alíquota e desconto na fonte sobre os rendimentos assalariados A reforma tributária Despesas com instrução, incentivos fiscais e Imposto de Renda na fonte sobre rendimentos do trabalho sem vínculo empregatício e aluguéis Sonegação, Imposto de Renda sobre autônomos e aluguéis Código Tributário Nacional O começo da Secretaria da Receita Federal Primeiro processamento eletrônico do IRPF Instituição do Imposto de Renda Simplificado Novas alterações no Imposto de Renda Despesas de aluguéis e isenção de proventos de aposentadoria O surgimento do leão da Receita Federal e a instituição do carnê-leão Ajustes no sistema de bases correntes e a informatização no preenchimento da declaração A devolução do Imposto de Renda O fim da declaração cedular e o início do sistema de bases correntes A Informatização nas declarações de 1991 a O avanço tecnológico no Imposto de Renda A Declaração de Isento e a internet Quantidade de declarações de Imposto de Renda Pessoa Física IRPF A Evolução histórica das deduções e abatimentos do IRPF METODO DE PESQUISA...92

14 Quanto à natureza Quanto à abordagem Quanto aos objetivos Quanto aos procedimentos técnicos Estudo de caso Pesquisa bibliográfica Pesquisa documental Coleta dos dados Análise dos dados ANÁLISE DOS DADOS Dos valores Das moedas Do preenchimento da declaração Apresentação do contribuinte Identificação do contribuinte Composição dos dados do IRPF do contribuinte Análise da legislação e dos cálculos Declaração do ano de Declaração do ano de Declaração do ano de Declaração do ano de Malha Fiscal Rendimentos tributáveis recebidos de pessoas jurídicas pelo titular Rendimentos tributáveis recebidos de pessoas físicas e do exterior pelo titular Rendimentos isentos e não tributáveis Rendimentos sujeitos à tributação exclusiva Dependentes Pagamentos e doações efetuados Declaração de bens e direitos...121

15 Dívidas e ônus reais Informações do cônjuge Espólio Futuras alterações na vida dos contribuintes Declaração de Isento Declaração de renda calculada pela SRF CONCLUSÃO REFERÊNCIAS ANEXOS

16 15 1 INTRODUÇÃO Conheçamos e prossigamos em conhecer o Senhor (BÍBLIA SAGRADA, 2002, p. 765). O texto bíblico de Oséias 6:3, que foi escrito aproximadamente em 732 a.c., enfoca uma verdade universal que, desde os longínquos tempos, os detentores do conhecimento sempre tiveram vantagens em seus negócios, fosse ele na área da agricultura de subsistência, que era a realidade da época, ou em qualquer outra parte da história humana. Atualmente, com o avanço tecnológico, todo o conhecimento adquirido em nossas experiências, sejam elas profissionais ou acadêmicas, servem como base e incentivo para nos mantermos competitivos em nossas atividades e, mesmo assim, ainda somos compelidos a constantes atualizações. É com este espírito que este trabalho tem por objetivo demonstrar as alterações ocorridas, nos últimos anos, no preenchimento da Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda das Pessoas Físicas, desenvolvendo e orientando a aplicação correta dos lançamentos dos contribuintes em suas declarações. De outra parte, também foram descritas neste trabalho a evolução histórica do Imposto de Renda Pessoa Física e todas as alterações ocorridas em seu preenchimento, desde os primórdios do Imposto de Renda até os dias de hoje. O despreparo de muitas pessoas, inclusive da classe contábil, na aplicação dessa atividade, e inclusive na aplicabilidade desta na contabilidade das empresas, carrega em si uma fração considerável do quadro atual. Para Oliveira, Hernandez e Silva, a quebra de paradigmas é um aspecto importante de se refletir: A maioria dos contabilistas limita-se à rotineira escrituração contábil e fiscal do dia-a-dia das empresas, não se preocupa em oferecer aquele algo mais que possibilitaria valorizar muito suas funções e atividades. Muitas vezes, o que o empresário precisa, com toda a urgência, é um simples fluxo de caixa para explicar, antes que seja tarde, porque as atividades de sua empresa não estão gerando o retorno financeiro desejado. E o que ele recebe do

17 16 contador? Apensa e tão-somente balancetes indecifráveis e sem qualquer utilidade para este homem de negócios que tenta manter viva a sua empresa (2007, p. 9, grifo do autor). Dessa forma, busca-se dar seqüência lógica para os conceitos básicos utilizados pelos manuais do Imposto de Renda e pelas orientações colocadas à disposição do contribuinte e do profissional da área no próprio sistema de ajuda na declaração. Assim sendo, reconhecemos que não é fácil assimilar e muito menos transmitir esses conhecimentos. Para alcançar esses objetivos, neste trabalho foram separadas em subitens aquelas que julgamos as principais e mais corriqueiras determinações da legislação, transcrevendo os textos, falando da sua influência na composição do Imposto de Renda, demonstrando os cálculos que devem ser efetuados (quando for o caso), apresentando os conseqüentes lançamentos no preenchimento da declaração e, por fim, mostrando os resultados negativos, quando preenchida erradamente, colocando o contribuinte em malha fiscal. 1.1 Contextualização O enfoque proposto na elaboração deste trabalho é descrever a evolução histórica do Imposto de Renda das pessoas físicas, demonstrando toda sua história e o seu desenvolvimento no decorrer dos anos, para que as pessoas possam compreender, hoje, todas as modificações em nossa legislação. O trabalho busca analisar a importância do preenchimento da declaração de renda, buscando empregar corretamente, em sua execução, as determinações legais impostas através do Regulamento do Imposto de Renda (RIR/99), criado pelo Ministério da Fazenda, representado pelas secretarias da Receita Federal do Brasil, não devendo limitar-se apenas em preencher uma declaração, mas demonstrar para os contribuintes como e por que as pessoas, na maioria das vezes, ficam em malha, sem ao menos entender o que irá acontecer e seu posterior resultado. O trabalho pretende vincular o conhecimento à sua origem e sua aplicação como uma ferramenta de trabalho que terá como característica ser um apoio de pesquisa e informação para os futuros profissionais da área da contabilidade, para o processo de análise dos resultados e das projeções financeiras de cada contribuinte,

18 17 direcionando essas ações aos planos estratégicos para o ajuste anual do Imposto de Renda para cada cliente. 1.2 Definição do problema Devido às diversas mudanças na legislação do Imposto de Renda no decorrer dos últimos anos e da situação do nosso país, os contribuintes precisaram adaptarse constantemente para poderem acompanhar todas essas alterações. Apesar de haver regulamentação específica para o assunto proposto, muitos contribuintes e profissionais da área contábil aplicam e orientam, de maneira equivocada, o preenchimento da declaração de ajuste anual do Imposto de Renda, o que contribui positivamente para os auditores fiscais da Receita Federal e para o próprio sistema da receita confrontar os lançamentos feitos equivocadamente, levando muitas pessoas a entrarem em malha fiscal. Determinar o conhecimento correto será necessário como ferramenta de planejamento e controle, a fim de melhorar o desempenho e a utilização dos recursos disponíveis da declaração do ajuste anual do imposto. E assim, segundo Frezatti (2000, p. 22): [...] planejar é quase uma necessidade intrínseca, como o se alimentar para o ser humano. Não se alimentar significa enfraquecimento e o mesmo ocorre com a organização, caso o planejamento não afete o seu dia-a-dia dentro do seu horizonte mais de longo prazo. Temos como situação problemática o fato de não existir dentro da nossa sociedade a cultura de lermos e estudarmos as leis e o manual de preenchimento da legislação em vigor, já que em decorrência dos fatos anteriormente mencionados, a maioria das pessoas não possui uma organização planejada, em especial nem todas utilizam as ferramentas necessárias para o desempenho dessa atividade. Essas dificuldades ou problemas diminuirão muito no decorrer dos próximos anos em razão da consolidação das informações processadas pela Secretaria de Receita Federal, diminuindo, assim, as fraudes e a sonegação fiscal.

19 Objetivos A presente monografia tem por objetivo os seguintes aspectos abaixo mencionados Objetivo geral Descrever a evolução histórica e análise do Imposto de Renda de Pessoa Física IRPF, incluindo as principais alterações nos últimos anos Objetivos específicos Os objetivos específicos deste estudo são: a) descrever a história e a evolução da declaração do Imposto de Renda de Pessoa Física IRPF; b) demonstrar as alterações ocorridas nos últimos anos no Imposto de Renda; c) analisar a importância do preenchimento da declaração, empregando corretamente, em sua execução, as determinações legais impostas por meio da legislação federal criada pelo Ministério da Fazenda, representado pelas secretarias da Receita Federal do Brasil; d) desenvolver e orientar, de maneira correta, o preenchimento da declaração do Imposto de Renda. 1.4 Delimitação do estudo O estudo limitar-se-á ao conhecimento da evolução histórica do Imposto de Renda Pessoa Física IRPF, desde a sua instituição até a data de hoje, além dos efeitos de sua implementação na vida das pessoas. No Brasil, o estudo limita-se ao período de 1924 a 2008, compreendendo a evolução do Imposto de Renda no decorrer de todos esses anos. A análise do desenvolvimento dos cálculos do Imposto de Renda Pessoa Física limitar-se-á aos anos de 1978, 1988, 1998 e 2008, sendo calculado de dez em dez anos pelo fato de não possuir tabelas para cálculo dos períodos anteriores a

20 , e também pela opção de escolher os últimos 30 anos para demonstrar as perdas tributárias ocorridas, no decorrer desse período, nos cálculos dos impostos dos contribuintes. As figuras demonstradas neste trabalho foram retiradas do memorial da SRF, limitando-se até o ano de 2005, pelo fato da SRF, através de seu memorial, não possuir as atualizações dos anos de 2006 a Relevância do estudo Por se tratar de uma ferramenta de fácil acesso, mas de extrema importância para a vida das pessoas, a explanação do tema se faz necessária para profissionais que têm responsabilidade e competência para estruturar, executar e modificar as perspectivas da metodologia. O contador é o profissional mais capacitado para preencher, elaborar e executar o Imposto de Renda das pessoas físicas, pois como todas as perspectivas trabalham em função da perspectiva financeira, nada mais racional do que colocar o profissional contábil para interpretar e executar as informações contidas na declaração do Imposto de Renda para seus clientes e para si mesmo. 1.6 Estrutura do estudo O estudo será dividido em nove capítulos, que abordarão a metodologia como um todo, descrevendo a evolução histórica do imposto sobre a renda. O primeiro capítulo contará uma breve história sobre os primórdios do Imposto de Renda no mundo. O segundo capítulo falará sobre os primórdios do Imposto de Renda no Brasil. Já o terceiro capítulo descreverá a instituição do Imposto de Renda no Brasil e suas primeiras reformas. No quarto capítulo, serão comentadas as primeiras reformas no Imposto de Renda. O quinto capítulo mostrará a adaptação do imposto. No sexto capítulo, será tratada a reforma tributária. O sétimo capítulo irá relatar os ajustes no sistema de bases correntes e a informatização no preenchimento da declaração. O oitavo capítulo demonstrará o avanço tecnológico no Imposto de Renda. No nono capítulo, será demonstrada e evolução histórica das deduções e abatimentos do IRPF e, por fim, a análise dos dados da declaração de ajuste anual do Imposto de Renda de um contribuinte, apresentando os resultados

21 20 comparativos dos últimos trinta anos de Imposto de Renda obtidos através do presente estudo.

22 21 2 REFERENCIAL TEÓRICO Nasce na Inglaterra, em 30 de novembro de 1796, o Imposto de Renda Pessoa Física, por iniciativa do ministro francês William Pitt. O Imposto de Renda no Brasil está amparado, por base legal, através dos artigos 2º a 145º do RIR/99 (Decreto nº 3.000/99). De acordo com o CTN (Código Tributário Nacional): Art. 16. Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal, específica, relativa ao contribuinte, cuja receita não esteja vinculada a órgão, fundo ou despesa (BRASIL, 2006, p. 5). De acordo com Antônio Houaiss (2004, p. 403), imposto é a contribuição monetária paga ao estado para a manutenção de suas atividades, sendo que o Imposto de Renda de pessoas físicas é o imposto cobrado pelo governo federal pela aquisição de renda. De acordo com o CTN: Art. 43. Imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza é o imposto de competência da União, sobre a renda e proventos de qualquer natureza, que tem como fato gerador a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica (BRASIL, 2006, p. 5). O fato gerador do Imposto de Renda é a aquisição da disponibilidade econômica ou jurídica da renda, assim, entendido o produto do capital, do trabalho ou da combinação de ambos, e de proventos de qualquer natureza, assim entendidos os acréscimos patrimoniais não compreendidos no conceito de renda. Existem alguns conceitos dentro do assunto imposto sobre a renda, que de acordo com o art. 37 do RIR/99, descreveremos os conceitos para melhor compreensão sobre esse tributo instituído pelo governo através da SRF.

23 22 Rendimento bruto é o produto da capital, do trabalho ou da combinação de ambos, os alimentos e pensões percebidas em dinheiro e os proventos de qualquer natureza, assim também entendidos os acréscimos patrimoniais não correspondentes aos rendimentos declarados (art. 37 do RIR/99). A base de cálculo do IRPF é a diferença entre a soma dos rendimentos tributáveis recebidos e as deduções permitidas pela legislação. De acordo com o CTN: Art. 44. A base de cálculo do imposto é o montante real, arbitrado ou presumido, da renda ou dos proventos tributáveis. Art. 45. Contribuinte do imposto é o titular da disponibilidade a que se refere o art. 43, sem prejuízo de atribuir a lei essa condição ao possuidor, a qualquer título, dos bens produtores de renda ou dos proventos tributáveis (BRASIL, 2006, p. 5). A lei pode atribuir à fonte pagadora da renda ou dos proventos tributáveis a condição de responsável pelo imposto cuja retenção e recolhimento lhe caibam. Outro conceito que é importante sabermos é o conceito sobre os rendimentos do trabalho. Entende-se que é a remuneração por trabalho ou serviços prestados, com ou sem vínculo empregatício, que são: a) salários e ordenados; b) proventos de aposentadoria; c) pensões civis e militares; d) retiradas, gratificações e participações nos lucros; e) verbas de representação e remuneração de estagiários e residentes; f) honorários de autônomos, tais como médicos, dentistas, advogados, engenheiros, professores, economistas, contadores, jornalistas etc. A incidência do imposto sobre a renda independe da denominação da receita ou do rendimento, da localização, condição jurídica ou nacionalidade da fonte, da origem ou da forma de percepção. 2.1 Breve histórico do Imposto de Renda no mundo Nasce na Inglaterra, com alguns anos de atraso, o Imposto de Renda Pessoa Física, através de iniciativa do ministro francês William Pitt, em 30 de novembro de

24 , conforme descreveu Aliomar Baleeiro, 1938, a partir do Memorial da Receita Federal do Brasil. O Imposto de Renda nasceu relativamente tarde no desenvolvimento dos povos. O sistema de troca de produtos e serviços por outros produtos e serviços dificultava o cálculo da renda. Somente após a criação da moeda, houve uma unidade para determinar o acréscimo do patrimônio das pessoas, possibilitando, assim, determinar a renda para então tributá-la. No final do século XVIII, a Inglaterra estava ameaçada por Napoleão Bonaparte e necessitava angariar recursos para as despesas da guerra. Então, em 30 de novembro de 1796, o primeiro ministro inglês, William Pitt, apresentou aos diretores do Banco da Inglaterra o seu plano para um chamado empréstimo de lealdade. Propôs ao parlamento que todos os detentores de certa renda fossem obrigados a emprestar uma parte dela, sendo essa idéia sem muito sucesso. O quadro tributário da época não exigia dos mais humildes contribuição proporcionalmente maior, porém, em 1797, William Pitt solicitou alteração e aumento do assessed taxes, uma forma de taxação baseada nos gastos como indício de riqueza. Os contribuintes foram divididos em classes: na primeira, estava quem possuía criadagem, carros e cavalos; a segunda, medida em tributo, era pequena e de pouca expectativa de aumento. Em 1798, William Pitt solicitou ao parlamento modificação no assessed taxes, transformando o imposto sobre as despesas numa tributação sobre a renda, em resumo, um imposto geral provisório sobre todas as fontes de renda mais importantes, surgindo, então, o nome income tax e, em 3 de dezembro de 1798, na Câmara dos Comuns, William defendeu a instituição do Imposto de Renda, ressaltando, conforme Baleeiro: Na última sessão, aqueles que reconheceram quanto é importante levantar uma considerável parte das contribuições no decorrer do ano limitaram-se a criticar os impostos já fixados, taxando-os de injustos e facilmente fraudáveis. Na realidade, parece que os resultados da arrecadação não corresponderam à expectativa, mas isso se deve não a um erro de cálculo dos nossos recursos, nem a um exagero na avaliação da nossa riqueza, mas ao fato de se ter tornado muito fácil alterar a lei e por se ter procurado tornar a arrecadação a menos opressiva possível. Não obstante, os resultados obtidos satisfizeram plenamente à nossa expectativa no tocante aos benefícios decorrentes da medida e animam-nos a permanecer nos mesmos princípios. Deveríamos tomar por norma, antes de tudo, procurar, por meio de uma aplicação justa e rigorosa da lei, levantar a quota de um décimo que os impostos se propõem obter. Para isso, proponho que se ponha de lado uma crítica baseada exclusivamente nos impostos já em

25 24 vigor e que se imponha um imposto geral sobre todas as fontes de rendas mais importantes (1938 1, apud BRASIL, 2008). Com o constante perigo da guerra, houve uma transformação no projeto em lei, no final de O imposto sobre a renda passou a ser cobrado em 1799, nascendo, dessa forma, um imposto que considerava a renda como a própria matéria tributável. De acordo com a história, há algumas discordâncias quanto ao momento exato da criação do Imposto de Renda no mundo, porém, os estudiosos concordam que, na história moderna dos povos, o pioneirismo da tributação sobre a renda deu início na Inglaterra. Os primeiros resultados da arrecadação não corresponderam ao esperado, alcançando, mesmo assim, mais do que o dobro do assessed taxes. Em 1802, o Imposto de Renda foi extinto, não por causa da demissão de William Pitt, que ocorreu um pouco antes, mas como conseqüência da paz transitória entre Inglaterra e França. Um ano após, as desordens recomeçaram e novamente o imposto sobre a renda foi lembrado como fonte de recursos. Addington, que sucedeu Pitt, restabeleceu o imposto em 1803, com uma série de aperfeiçoamentos. Assim, conforme Baleeiro (1938), no Memorial da Receita Federal, os aperfeiçoamentos foram: rendimentos tributados por categoria, de acordo com sua origem; implantação da cobrança na fonte; isenção para pequenos rendimentos e dedução para encargos de família. Com as alterações tributárias, o resultado na arrecadação foi imediato e produziu receitas consideráveis. Após William Pitt retornar ao governo, em 1804, foi mantido o sistema de Addington. Como o imposto sobre a renda havia sido criado a fim de angariar receita para financiar a guerra, não havia clima político para mantê-lo e foi novamente extinto em 1816, fazendo com que o governo inglês buscasse outras fontes de renda. A Inglaterra passou por um período de crises e déficits orçamentários e, em 1842, restabeleceu o Imposto de Renda, apesar de em outras épocas ter sido muito crítica a esse tributo. Dessa forma, foi aumentado o limite de isenção e a tributação recaiu para renda anual superior a 150 libras. O parlamento inglês concordou com o retorno do imposto, acreditando que seria suprimido quando o caixa do tesouro permitisse. Há registro de discursos de 1 BALEEIRO, Aliomar. Imposto sobre a renda. Salvador: Livraria Baiana, 1938.

26 25 políticos e ministros que se comprometiam em extinguir o imposto quando fosse possível. Nunca foi possível e, desde então, o imposto sobre a renda é cobrado. Instituído como um simples imposto de guerra, criado para cobrir dificuldades financeiras, passou a ser permanente e transformou-se na principal fonte de recursos de muitos países. Na Itália, o parlamento introduziu o sistema tributário em 1864, sobre os proventos do comércio. Na França, foi criado na década de 1910, na cobrança de tributos diretos, porém, sendo realmente aplicado em Na Alemanha, após a primeira guerra mundial ( ), o governo possuía um caixa do tesouro com sérias dificuldades. Por isso, em março de 1920, foi instituído o Imposto de Renda, ficando com o governo central um terço da receita e transferidos dois terços para os estados e municípios. Nos Estados Unidos foi instituído, em 1861, um imposto federal sobre as rendas pessoais, que nos estados do sul abrangia os salários, vencimentos e honorários, no norte abrangia o capital e propriedade. Com a guerra civil, foi suprimido em 1872, retornando, para ficar definitivamente, em 1913, aprovado pela Emenda Constitucional nº História do Imposto de Renda no Brasil Em nosso país, o Imposto de Renda começou a surgir com outro nome, Vencimentos dos Cofres Públicos Gerais, em 21 de outubro de 1843, conforme descreve Baleeiro através do Memorial da Receita Federal do Brasil: No Brasil, o Imposto de Renda começou não especificamente com esse nome. Surgiu no início do segundo reinado com a Lei nº 317, de 21 de outubro de 1843, que fixou a despesa e orçou a receita para os exercícios de e O artigo 23 estabeleceu um imposto progressivo sobre os vencimentos percebidos pelos cofres públicos e vigorou por dois anos (BALEEIRO,1938, apud BRASIL, 2008). Assemelhava-se a uma tributação exclusiva na fonte. Baleeiro descreve, assim, a Lei nº 317: Art. 23. Fica criada a seguinte contribuição extraordinária durante o ano desta lei: 1º Todas as pessoas que receberem vencimentos dos cofres públicos, por qualquer título que seja, ficarão sujeitas a uma imposição, que será regulamentada pela maneira seguinte: de $ a $ %; de $ a $ %; de $ a $ %; de $

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