Formação do Estado Nacional Moderno: O Antigo Regime

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1 Formação do Estado Nacional Moderno: O Antigo Regime

2 A formação do Absolutismo Inglês Medieval Territórios divididos em condados (shires) e administrados por sheriffs (agentes reais) submetidos ao poder do Rei. Direito Comum (Common law) Direito consuetudinário, reunião de leis tradicionais e não escritas, comuns a todo reino. Ao contrário do localismo tradicional do feudalismo, o direito comum vigorava por todo o reino. Parlamento Reinado de João ( ). Graças aos pesados impostos que os cavaleiros deveriam pagar ao rei, eles se rebelam e obrigam o monarca a aceitar a Magna Carta. O principal objetivo desse documento é limitar a atuação do rei, sobretudo no que diz respeito aos impostos. Elizabeth I Guerra dos Cem Anos ( ) Conflito entre as monarquias francesas e inglesas. Fortalecimento do Parlamento e criação da Câmara dos Comuns. Guerra das Duas Rosas ( ) Disputa interna da alta nobreza. Enfraquecimento das principais famílias envolvidas e ascensão dos TUDOR.

3 Tela de Philippe-Jacques de Loutherbourg, 1796.

4 A Revolução Inglesa Fatores: Século XVI - Absolutismo apoiado pela burguesia Estado forte é necessário para suplantar o poder dos nobres e garantir a expansão comercial dos ingleses pelo mundo.

5 Os cercamentos No campo, a pequena nobreza rural (os gentry) e os pequenos e médios proprietários (yeomen) vinham enriquecendo. Quanto mais prosperavam, mais esses capitalistas rurais desejavam terras. Esse grupo dedicava-se à agricultura comercial: produziam e vendiam lã e alimentos para exportação. Para consegui-las, eles começaram a cercar seus domínios, expulsando as famílias de camponeses que lá viviam. A essa prática deu-se o nome de cercamento. À medida que os navios ingleses chegavam a lugares mais distantes levando mercadorias da Inglaterra, mais a gentry (nobreza empreendedora de mentalidade capitalista) e os yeomen (pequenos e médios proprietários também voltados para a produção agrícola de mercado) enriqueciam.

6 A Reforma Protestante Rei e burgueses opuseram-se também por questões religiosas. O puritanismo tinha numerosos adeptos na burguesia, pois pregava o trabalho e a poupança tão ao gosto dessa classe social. O Rei, para quem o controle da Igreja era um instrumento indispensável do poder, protegia a Igreja Anglicana e perseguia os que atacavam a religião oficial. Os conflitos religiosos entre puritanos e anglicanos foram, desse modo, a expressão de uma luta mais importante: o choque entre burguesia e realeza tanto que o primeiro movimento revolucionário pelo controle do poder na Inglaterra foi chamado Revolução Puritana. ARRUDA, José Jobson de A. História Moderna e Contemporânea, p. 103.

7 O Processo Revolucionário Inglês Contextualização econômica e social Graças sobretudo à atuação do Estado Inglês, o desenvolvimento manufatureiro e a modernização econômica permitiu o crescente fortalecimento dos segmentos sociais ligados ao setor produtivo capitalista. A alta nobreza tradicional, por sua vez, viu-se cada vez mais dependente das rendas do Estado diante de sua inevitável derrocada econômica. O quadro de tensão entre os grupos dados seus diferentes interesses fez com que os choques entre o Rei e o Parlamento dos comuns se tornassem frequentes. O ponto mais frágil de tal relação se constituía principalmente pela questão dos impostos. A população mais pobre, por sua vez, era amplamente oprimida pelo crescente processo de modernização capitalista. No caso do campo, eram expulsas em consequência dos cercamentos. Nas cidades, tinham sua mão de obra superexplorada pela burguesia manufatureira têxtil.

8 1603 Morte de Elizabeth Tudor Transição para a dinastia dos Stuart. JAIME I, rei da Escócia ( ). Dissolveu o Parlamento várias vezes e quis implantar uma monarquia absolutista. CARLOS I, sucessor de Jaime I ( ). Tentou continuar uma política absolutista e estabelecer novos impostos, sendo impedido pelo Parlamento Com tantas guerras, o rei viu-se obrigado a convocar o Parlamento, que sujeitou o rei ao juramento da Petição dos Direitos (2ª Carta Magna inglesa) garantia a população contra os tributos e detenções ilegais. Fechamento do Parlamento por Carlos I. Tentativa de impor a religião anglicana aos calvinistas escoceses (presbiterianos). Revoltas por parte dos escoceses que invadiram o norte da Inglaterra. Restabelecimento do ship money antiga taxa medieval para a construção de navios. 1640/Curto Parlamento O rei viu-se obrigado a reabrir o Parlamento para obter ajuda da burguesia e da gentry. Mas o Parlamento tinha mais interesse no combate ao absolutismo. Por isso, foi fechado novamente. Em novembro do mesmo ano foi convocado de novo. Desta vez ficou como o Longo Parlamento, que se manteve até /Longo Parlamento Parlamentares hostis ao rei. Perseguições políticas e início da guerra civil.

9 A Guerra Civil ( ) Cavaleiros, o exército fiel ao rei e apoiado pelos senhores feudais. x Os cabeças-redondas, visto que não usavam perucas e estavam ligados à gentry, eram forças que apoiavam o Parlamento. O exército do Parlamento foi comandado por Oliver Cromwell, formado por camponeses, burgueses de Londres e a gentry. A Revolução Puritana ( ) Tomada do poder pelo exército de Cromwell apoiado pelos NIVELADORES (parlamentares representantes da pequena burguesia) e os ESCAVADORES (camponeses despossuídos), grupos chamados de radicais por defender mudanças mais profundas para a sociedade, como a limitação da propriedade privada ou mesmo seu fim. Ambos foram duramente perseguidos após se revoltarem contra Cromwell.

10 1649 Execução de Carlos I República de Cromwell Atos de Navegação. Essa lei resumia-se no seguinte: o comércio com a Inglaterra só poderia ser feito por navios ingleses ou dos países que faziam negócios com a Inglaterra Oliver autonomeou-se Lorde Protetor da República Com apoio dos militares e burgueses, impôs a ditadura puritana, governando com rigidez e intolerância, e com ideias puritanas. Ele morreu em 1658 e seu filho Richard Cromwell assumiu o poder. Mas este logo foi deposto em 1659.

11 Oliver Cromwell O puritano

12 Revolução Gloriosa ( ) Carlos II ( ) da família Stuart. Jaime II ( ) Com a morte de Carlos II, seu irmão Jaime II assume o governo. Este tentou restaurar o absolutismo e o catolicismo. Além disso, punia os revoltosos com a negação do habeas corpus, proteção à prisão sem motivo legal Deposição do Rei. Posse de Guilherme de Orange, casado com Maria Stuart, filha de Jaime II. 1689: Declaração dos Direitos Imposição de limites ao poder real. Ato de tolerância.

13 Declaração de Direitos 1689 Bill of Rights 1- Os Lords 1 o espirituais e temporais e os membros da Câmara dos Comuns declaram, desde logo, o seguinte: 1 - que é ilegal a faculdade que se atribui à autoridade real para suspender as leis ou seu cumprimento; 2 - que, do mesmo modo, é ilegal a faculdade que se atribui à autoridade real para dispensar as leis ou o seu cumprimento, como anteriormente se tem verificado, por meio de uma usurpação notória; 3 - que tanto a Comissão para formar o último Tribunal, para as coisas eclesiásticas, como qualquer outra Comissão do Tribunal da mesma classe são ilegais ou perniciosas; 4 - que é ilegal toda cobrança de impostos para a Coroa sem o concurso do Parlamento, sob pretexto de prerrogativa, ou em época e modo diferentes dos designados por ele próprio; 5 - que os súditos têm direitos de apresentar petições ao Rei, sendo ilegais as prisões, vexações de qualquer espécie que sofram por esta causa; 6 - que o ato de levantar e manter dentro do país um exército em tempo de paz é contrário à lei, se não proceder autorização do Parlamento; 7 - que os súditos protestantes podem ter, para a sua defesa, as armas necessárias à sua condição e permitidas por lei.

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