Juan José Gil Sánchez

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1 VERSÃO BRASILEIRA Juan José Gil Sánchez Modelos preditivos aplicados ao seguro de vida ANO XXIX 114 Nosso modelo facilita a permeabilidade da cultura do risco Diretor de financiamento de riscos e seguros corporativos do Grupo Telefónica Uma ferramenta adequada para a modelagem de riscos TERCEIRO QUADRIMESTRE 2012 JOSÉ MIGUEL RODRÍGUEZ-PARDO DEL CASTILLO Impacto da Diretriz de Gênero no setor segurador Proposta de um novo modelo preditivo MÓNICA SALDAÑA SANZ Cartéis das companhias de seguros marítimos no séc. XIX O exemplo histórico de Barcelona MARIO SALA O naufrágio do cruzeiro Costa Concordia Causas e consequências econômicas do acidente GERÊNCIA DE RISCOS E SEGUROS

2 Instituto de Ciencias del Seguro Centro de Documentación C/ Bárbara de Braganza, 14, 3ª planta Madrid España CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO EM SEGUROS, GERÊNCIA DE RISCOS, SEGURANÇA E MEIO AMBIENTE Sistema integral de gestão documental desenvolvido conforme padrões internacionais. Catálogo web com mais de referências bibliográficas e documentos eletrônicos com texto completo. Múltiplos recursos de informação: bancos de dados externos, imprensa econômica, normas técnicas, etc. Catálogo web na: Para mais informações: Tel.: Fax:

3 editorial Um olhar para o futuro Encerramos um ano que foi dificílimo para muita gente. Com as taxas de desemprego, os despejos e a precariedade de trabalho, as festas de Natal, que normalmente passamos com alegria e diversão, acabaram sendo cruéis para muitas pessoas. Refiro-me àqueles que, exatamente porque há alegria e festa no ar, sentem com maior intensidade o desamparo, a carência de tantas coisas e o desânimo. Ainda assim, nossa situação nos obriga a superar a amargura e o desencanto que nos paralisa como cidadãos críticos e reflexivos. Estas festas devem ter sido o espelho para o qual olhamos e onde como se fosse um objeto mágico pudemos saber o futuro. É hora de compreender que o futuro deixou de ser uma extrapolação previsível do passado. Não é hora de repetir ações que se mostraram infrutíferas. Não, não estamos em crise. O que acontece é que as regras do jogo mudaram. De nada vale nosso empenho em busca da excelência se partimos de posições rotineiras e pouco criativas. A boa notícia é que, ultrapassando as palavras e o modo de formular os problemas, a originalidade e a criatividade estão sempre no cerne das respostas que imaginamos para enfrentar a mudança. Temos a solução nas mãos e não devemos esquecer que a aposta na competência e na inovação é a fonte da nossa prosperidade futura. Competência e inovação são dois valores que a cultura do Grupo Telefónica conforme nos revela na entrevista seu diretor de financiamento de riscos e seguros corporativos aplica nos 25 países onde atua, sendo esta a forma como consegue se posicionar como uma das principais operadoras de telecomunicações, líder mundial em soluções de comunicação, informação e entretenimento. No primeiro dos três estudos publicados neste número da Revista, contamos com a reflexão que seu autor propõe sobre os modelos preditivos utilizados para a modelagem dos riscos pessoais para a correta gestão do modelo de negócio segurador relacionado às redes sociais e às mudanças que isso acarreta na cultura empresarial. O segundo estudo apresenta uma nova metodologia para o cálculo da probabilidade de sobrevivência e falecimento, como resultado da Diretriz de Igualdade de Gênero da União Europeia, segundo a qual o sexo deixará de ser utilizado como uma variável determinante no estabelecimento do prêmio do seguro. No terceiro dos estudos publicados, o autor nos transmite sua visão sobre as razões do auge em Barcelona, na metade do século XIX, das companhias de seguros especializadas no comércio de seguros marítimos e discorre sobre o convênio que várias delas firmaram para evitar a 3

4 editorial concorrência mútua, que amarrava sua atividade comercial, e regular a produção, a venda e os preços. Encerrando a seção, trazemos um relatório elaborado pelo Instituto de Ciências do Seguro da FUNDACIÓN MAPFRE sobre o mercado segurador latino-americano com informações sobre os 25 maiores grupos seguradores no ano de Ele revela um aumento conjunto da concentração desses 25 grupos para 65,3 por cento do negócio. Esse incremento derivou dos processos de aquisição e acordos empresariais que aconteceram nesse ano. No Observatório de Sinistros, relata-se o acidente do Costa Concordia, o navio que, no início de 2012, chocou-se contra uma rocha e naufragou em frente à ilha italiana de Giglio. O tratamento que os meios de comunicação deram ao acidente despertou no imaginário coletivo um afã sobre segurança em navegação, especialmente nos cruzeiros, que se traduziu na implementação de novas medidas de segurança. Apesar da realidade imperante, que nós possamos ter tido festas dignas de serem lembradas. Que, ao levantar a taça e brindar à meia-noite, tenhamos conseguido lembrar que estas festas serão uma recordação das que estão por vir. E que futuro pode ser melhor do que fazer parte de uma boa recordação? Feliz 2013! FUNDACIÓN MAPFRE Instituto de Ciencias del Seguro Paseo de Recoletos, Madrid (España) Tel.: Fax: PRESIDENTE: Filomeno Mira Candel DIRETOR: José Luis Ibáñez Götzens CHEFE DE REDAÇÃO: Ana Sojo Gil COORDENAÇÃO: María Rodrigo López CONSELHO DE REDAÇÃO: Irene Albarrán Lozano, Alfredo Arán Iglesia, Francisco Arenas Ros, Montserrat Guillén Estany, Alejandro Izuzquiza Ibáñez de Aldecoa, César López López, Jorge Luzzi, Francisco Martínez García, Ignacio Martínez de Baroja y Ruíz de Ojeda, Eduardo Pavelek Zamora, Mª Teresa Piserra de Castro, César Quevedo Seises, Daniel San Millán del Río, François Settembrino. PRODUÇÃO EDITORIAL: Comark XXI Consultores de Comunicación y Marketing DESENHO GRÁFICO: Adrían y Ureña Versão Brasileira: Fundación mapfre - Delegação Brasil Direção: Fátima Lima COORDENAÇÃO: Renata Pappalardo e Gabriela Freitas Tradução E REVISÃO: Maristela Leal Casati Projeto Gráfico e Design Adaptado: bmew Propaganda A revista Gerência de Riscos e Seguros não se responsabiliza pelo conteúdo de nenhum artigo ou trabalho assinado por seus autores, e o fato de publicá-los não implica concordância ou identificação com os trabalhos expostos nesta publicação. É proibida a reprodução total ou parcial dos textos e ilustrações desta revista sem a autorização prévia do editor. 4

5 índice TERCEIRO quadrimestre 2012 Obs.: Versão brasileira traduzida, originalmente, da edição espanhola da Revista Gerencia de Riesgos y Seguros, 3 º Quadrimestre de Atualidade 6 Novidades legislativas. Notícias IGREA Congresso Renovações Previsão sobre risco extremo de tempestades solares em Real Decreto regulador da Responsabilidade Civil e a garantia equivalente dos administradores de massa falida. Temporada 2012 de incêndios florestais na Espanha. Limpando vazamentos: Prestige e Deepwater Horizon. Consequências do furacão Sandy. Entrega do VI Prêmio Internacional de Seguros Julio Castelo Matrán. Graduação do curso acadêmico 2011/2012 do CUMES. Agenda Entrevista 14 Juan José Gil Sanchez, diretor de financiamento de riscos e seguros corporativos do Grupo Telefónica O seguro é uma ferramenta financeira admirável e única pela forma em que se ajusta às perdas com os funcionários Estudos Modelos preditivos aplicados ao seguro de vida JOSÉ MIGUEL RODRÍGUEZ-PARDO DEL CASTILLO Impacto da Diretriz de Gênero no setor segurador MÓNICA SALDAÑA SANZ Os cartéis das companhias de seguros marítimos de Barcelona no séc. XIX MARIO SALA Relatório Ranking de grupos seguradores na América Latina 2011 CENTRO DE ESTUDOS Observatório de sinistros Costa Concordia : um naufrágio no litoral GERÊNCIA DE RISCOS E SEGUROS Livros 81 Notícias AGERS 87 Caderno Brasil 90 Sustentabilidade: Gestão de risco, eis a questão 5

6 LEGISLAÇÃO Novidades Ordem ECC/2150/2012, de 28 de setembro, pela qual se modifica a Ordem EHA/339/2007, de 16 de fevereiro, pela qual se desenvolvem determinados preceitos da legislação que regula os seguros privados. B.O.E. núm. 245, de 11 de outubro de Real Decreto 1333/2012, de 21 de setembro, pelo qual são regulados o seguro de responsabilidade civil e a garantia equivalente dos administradores de massa falida. B.O.E. núm. 241, de 6 de outubro de Real Decreto 1192/2012, de 3 de agosto, pelo qual se regula a condição de segurado e de beneficiário para fins da assistência à saúde na Espanha, por conta dos fundos públicos, através do Sistema Nacional de Saúde. B.O.E. núm. 186, de 4 de agosto de Resolução de 13 de julho de 2012, da Secretaria de Estado de Serviços Sociais e Igualdade, pela qual se publica o Acordo do Conselho Territorial do Sistema para a Autonomia e Atenção à Dependência para a melhora do sistema para a autonomia e atenção à dependência. B.O.E. núm. 185, de 3 de agosto de Resolução de 6 de julho de 2012, da Direção Geral de Seguros e Fundos de Pensão, pela qual se cumpre o previsto no dispositivo adicional único do Real Decreto 1736/2010, de 23 de dezembro, pelo qual se modifica o Plano de Contabilidade das Companhias Seguradoras, aprovado pelo Real Decreto 1317/2008, de 24 de julho, com relação às tabelas de mortalidade e sobrevivência a serem utilizadas pelas companhias seguradoras e ao artigo único da Ordem EHA/69/2011, de 21 de janeiro, pela qual se prorroga a utilização das tabelas de sobrevivência GRM95 e GRF95 e as tabelas de falecimento GKM95 e GKF95 no sistema de planos de pensão. B.O.E. núm. 174, de 21 de julho de atualidade IGREA realiza em Sevilha seu congresso de tendências do mercado para 2013 Em 28 de novembro, a IGREA realizou em Sevilha seu congresso de tendências do mercado para 2013, Renovações , ao qual assistiram representantes das principais companhias seguradoras de grandes riscos na Espanha, bem como das principais corretoras e de todas as empresas que são membros da IGREA. O congresso foi inaugurado pelo Secretário Geral, Miguel Ángel Jiménez-Velasco, que deixou clara a importância de estabelecer na empresa uma cultura do risco e a necessidade de implantar sistemas de gestão global de risco (ERM) que permitam às grandes multinacionais espanholas fazer frente à internacionalização com maiores garantias de êxito. Sob o formato de debate entrevistado-entrevistador, foram abordados importantes assuntos sobre as peculiaridades dos distintos mercados seguradores em nível mundial e as exigências particulares de cada um deles. Rogelio Bautista, Gerente de Riscos da Abengoa, e 6

7 Jaime Echanove, Gerente de Desenvolvimento de Negócios da Willis, conversaram sobre a política de asseguramento nos Estados Unidos e as grandes diferenças em relação a outros mercados. Entre outros tópicos, eles falaram sobre temas relativos a acidentes de trabalho, terrorismo e cobertura futura deste risco quando terminar, em 2014, o atual acordo sobre cobertura deste risco em nível estatal, construção, efeitos do Sandy e evolução do seguro de D&O (Directors & Officers). Segundo a opinião dos especialistas, o mercado norte-americano endurecerá levemente em Juan José Gil, Diretor de Financiamento de Riscos e Seguros da Telefónica, e Vicente Cancio, CEO da Zurich Global Solutions para a Espanha, dialogaram sobre o mercado latino-americano e o importante crescimento do PIB desses países. Ressaltaram, também, que neles ainda se mantém uma cessão importante dos programas de seguros aos mercados internacionais de resseguro, ficando o mercado local com os seguros pessoais. Eles fizeram menção especial à problemática atual dos mercados de seguros na Argentina e no Brasil, devido às políticas intervencionistas e protecionistas que esses países mantêm. Daniel San Millán, Gerente de Riscos Ferroviários, e Luis Basabe, Diretor Executivo da Marsh Espanha, apresentaram um projeto inovador de asseguramento de riscos, mais eficiente por meio de um programa Multiline / Multiyear através de companhias cativas, vinculando diferentes ramos durante vários anos e estabelecendo valores agregados de responsabilidade. Em seguida, David González, Gerente de Riscos do Sacyr, fez uma apresentação sobre a busca da excelência no tratamento dos riscos. O congresso foi encerrado pelo Presidente da IGREA, Daniel San Millán, que agradeceu a todos os participantes por sua presença e pelo grande apoio dado à instituição, destacando que a IGREA já possui 31 empresas multinacionais entre seus membros. Mudança de ano com risco extremo de tempestades solares Os estudos e previsões da Academia Nacional de Ciências de Washington (EUA), da NASA, da ESA e de outras agências espaciais e meteorológicas anunciam um grande aumento das tempestades solares para o final do ano passado e início deste ano. Os efeitos eletromagnéticos destes ventos solares em instalações e equipamentos elétricos na Terra e seu espaço próximo podem chegar a produzir danos materiais e alterações de serviços muito significativos. O sol sofre aumentos de atividade em ciclos que têm certa regularidade, com período de retorno estimado em cerca de 50 anos. Esta intensa atividade se manifesta pelo maior número e tamanho das manchas escuras solares e as coincidentes emissões eruptivas extremas de plasma solar, formado por partículas magnéticas 7

8 ionizadas que chegam à atmosfera terrestre e, em condições normais, propiciam auroras boreais nas zonas polares, enquanto que, em condições extremas, alteram eletromagneticamente todo tipo de instalações e equipamentos elétricos e eletrônicos: satélites, redes de telecomunicações, naves espaciais, linhas elétricas, radares, sistemas GPS e muitos outros. A pior experiência que sofremos desde a era industrial, já que antes não havia instalações nem equipamentos elétricos, se deu em 1879, no hemisfério norte. Ela se concentrou nos Estados Unidos e Canadá, onde, apesar da presença limitada deste tipo de sistemas elétricos, houve sérios danos às linhas e aparelhos elétricos e às redes do telégrafo, único sistema de telecomunicação naquele tempo. Registraramse principalmente inúmeros incêndios causados por curtoscircuitos nas linhas e aparelhos elétricos de todo tipo. Diante da prolongada exposição a tempestades solares durante várias semanas, as grandes operadoras de satélites, telecomunicações, aviação e redes elétricas estão adotando medidas para evitar as zonas do espaço e da atmosfera terrestre por onde se espera que circule o tão temido vento solar. Elas também prepararam planos de contingência e de continuidade das atividades para minimizar as alterações de serviços que possam ocorrer. CIRCULAR 7/2012 Comissão de Seguros Patrimoniais, RC e Transportes Responsabilidade Civil. Seguro RC de Administradores de Massa Falida O Boletim Oficial do Estado de 6 de outubro de 2012 publicou o Real Decreto 1333/2012, de 21 de setembro, pelo qual se regula o seguro de RC e a garantia equivalente dos Administradores de Massa Falida, introduzido, em caráter obrigatório, pela Lei 38/2011, em reforma à Lei 22/2003, de Massa Falida, sobre a qual se informou pela Circular 09/2011. Os aspectos de maior destaque do RD, que entrou em vigor no dia seguinte ao de sua publicação (Dispositivo Final segundo), são os que se encontram a seguir: - O dever de asseguramento recai sobre o Administrador de Massa Falida, seja pessoa física ou jurídica (art. 2.1); na segunda suposição, o seguro terá de incluir a responsabilidade dos profissionais que atuam por conta própria (art. 2.2). - O seguro de RC, além de cobrir os danos e prejuízos causados à massa ativa da Massa Falida pelo Administrador de Massa Falida ou pelo auxiliar autorizado, cobrirá os gastos necessários que teria tido o credor que tivesse proposto a ação em interesse da massa (art. 3.2). - Independentemente das obrigações impostas ao Administrador de Massa Falida que dizem respeito à comprovação da vigência da garantia e de suas sucessivas renovações, assim como os ajustes da quantia segurada, o segurador deverá informar imediatamente o tribunal a respeito de qualquer modificação do seguro, falta de pagamento do prêmio, oposição à prorrogação, suspensão da cobertura ou extinção do contrato (art. 7.1), subsistindo a cobertura por um mês a partir da data dessa comunicação (art. 7.2). - A quantia segurada mínima será de euros (art. 8.1), que se elevará a euros se o Administrador de Massa Falida administrar no mínimo três massas falidas ordinárias, ou a euros em massas falidas de importância especial, que terá de se elevar a euros no caso de massas falidas especiais (art. 8.2). Caso o Administrador de Massa Falida seja uma pessoa jurídica, a quantia segurada será de euros, devendo elevar-se para euros (art. 8.4) quando o Administrador de Massa Falida exercer suas funções em massas falidas especiais indicadas no art A cobertura compreenderá 8

9 os pedidos de indenização apresentados durante o exercício das funções do Administrador de Massa Falida ou durante os quatro anos seguintes à sua saída do cargo, sendo que as ações de responsabilidade prescreverão no prazo de um ano (art. 9.1). - A ação direta prevista na LCS (Lei de Contrato de Seguro) será proposta pelos prejudicados ou seus herdeiros (art. 11). - Os seguros de RC contratados após 1º de janeiro de 2012 deverão ajustar-se às condições estabelecidas no RD no prazo de dois meses a partir da entrada em vigor do mesmo (Dispositivo transitório único). A dramática temporada de verão 2012 de incêndios florestais na Espanha O fim da época de incêndios florestais de 2012 na Espanha, em 31 de outubro do ano passado, não poderia ser mais dramático e alarmante, quando foi anunciado o saldo final de dez mortos e hectares de território queimado. A superfície queimada em 2012 foi 235% superior à registrada em Embora o número de incêndios tenha ficado 6,4% abaixo da média dos últimos dez anos, a superfície calcinada ficou 88% acima da média; atendose à superfície arborizada, o aumento foi de 120%. É fácil detectar o enorme aumento de Grandes Incêndios Florestais (GIF) com superfície maior que 500 hectares, que foram 37 em 2012, número muito superior ao dos últimos anos. Em 2012 parece que foi sintomática a coincidência de grandes incêndios em parques naturais em zonas de interface com áreas urbanas muito povoadas, várias das quais tiveram de ser evacuadas, gerando um alarme social e uma repercussão muito forte nos meios de comunicação. Alguns especialistas apontam como suspeitas as duas ondas de grandes incêndios que, em poucos dias no final de julho e na metade de agosto, provocaram este tipo de incêndios, a maioria reconhecidos inicialmente como intencionais. Será um plano orquestrado? É resultado do efeito contágio ou apenas uma estranha coincidência? E, em cada uma destas hipóteses, que intenções os motivaram? Estes são aspectos fundamentais para penalizar os culpados e estabelecer a prevenção futura. As comunidades autônomas mais afetadas foram a Comunidade Valenciana (cerca de ha), Castela e Leão ( ha), Catalunha ( ha) e Galícia ( ha). Entre as principais causas, destacamse as intencionais (63% do total), as provocadas por negligência de pessoas (14%) e as desconhecidas (10%). 9

10 Limpando vazamentos: Prestige vs Deepwater Horizon Dois vazamentos de petróleo, o do Prestige na costa da Galícia e o da plataforma petrolífera da BP no Golfo do México, estão atualmente dirimindo suas responsabilidades. A explosão da plataforma da BP ocorreu há pouco mais de dois anos em 20 de abril de O Prestige afundou faz 10 anos em 13 de novembro de 2002 e só agora é que começou o processo judicial. Nos Estados Unidos, a investigação criminal continua aberta e há inúmeros casos abertos por via civil, mas a BP assumiu a responsabilidade: declarou-se culpada da acusação de negligência pela morte de 11 empregados, de duas acusações relativas a danos ao meio ambiente e de outra ainda por obstrução ao Congresso. Os responsáveis da BP pela plataforma Deepwater Horizon pediram desculpas por seu papel no acidente e, conforme demonstra seu acordo com o governo, assumiram sua responsabilidade. Atualmente eles estão aguardando um pacto para resolver causas civis que se encontram abertas. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos impôs à BP 4,5 bilhões de dólares de multa, dos quais 1,3 bilhão correspondem à multa penal mais elevada imposta até o momento. O pagamento será feito em parcelas durante os próximos seis anos. Não obstante, a Lei de Águas Limpas dos Estados Unidos poderá elevar a multa até um máximo de 21 bilhões de dólares se for determinado, em termos legais, que a BP foi sumamente negligente e não simplesmente negligente. Na Espanha, por um vazamento semelhante, a Lei de Responsabilidade Ambiental e a Lei de Hidrocarbonetos fixam um máximo de 3 milhões de euros. Na Espanha ainda não ficou determinado quem causou a tragédia do Prestige e quem deverá pagar por ela. O promotor pediu 4,442 bilhões de euros pelos danos causados, que o Tesouro já encarou com uma ajuda do Fundo Internacional de Indenização de Danos devidos à Contaminação por Hidrocarbonetos (FIDAC), e aponta a seguradora britânica do petroleiro, The London Steam Ship Owners, que já depositou em juízo uma fiança de 22,77 milhões de euros, como responsável civil direta pela indenização milionária. No acidente da BP, as consequências foram pagas e serão pagas pela empresa que o causou. A BP gastou 14 bilhões de dólares na recuperação das zonas afetadas e criou um fundo de outros 20 bilhões para indenizar os afetados. No acidente do Prestige foi o Estado espanhol que arcou com os gastos de limpeza do vazamento. Ainda que as diferenças entre os dois sinistros sejam importantes, faz-se necessário 10

11 destacar duas coincidências neles: o elevado custo das catástrofes e o fato de as multas serem as mais altas que os Estados podem impor até hoje. Consequências do furacão Sandy O furacão Sandy assolou o Caribe e os estados da costa leste dos Estados Unidos, deixando um saldo devastador de vítimas e danos. Depois de espalhar a devastação na região do Caribe, afetando lugares como Haiti, Cuba, Bahamas, República Dominicana, Porto Rico e Jamaica, ele chegou à costa leste e afundou a Big Apple no caos. Milhares de pessoas ficaram sem fornecimento de energia elétrica, o metrô fechou, os voos foram suspensos e zonas residenciais enormes foram evacuadas. Inúmeras casas ficaram reduzidas a escombros, e os danos materiais foram consideráveis. A AIR Worldwide, a firma de modelagem de catástrofes, estima que as perdas seguradas do furacão Sandy oscilarão entre os 16 e os 22 bilhões de dólares. Entrega do VI Prêmio Internacional de Seguros Julio Castelo Matrán No dia 21 de novembro foi entregue em Madri o VI Prêmio Internacional de Seguros Julio Castelo Matrán, oferecido pela FUNDACIÓN MAPFRE. O vencedor foi Camilo Pieschacón Velasco pelo trabalho intitulado Riesgo sistémico y actividad aseguradora. O estudo analisa o impacto do risco sistêmico no setor segurador e especialmente a evolução registrada entre os anos 2008 e O prêmio foi entregue por Alberto Manzano, presidente da FUNDACIÓN MAPFRE. Do ato de entrega participaram também Filomeno Mira, vicepresidente da FUNDACIÓN MAPFRE, Andrés Jiménez, presidente do Instituto de Ciencias del Seguro, e Mercedes Sanz, secretária do Júri e diretora geral do Instituto de Ciencias del Seguro. 11

12 O vencedor, um pesquisador especializado em seguros e pensões, destaca em sua pesquisa os mecanismos de controle e supervisão do risco sistêmico, uma categoria de risco pouco analisada até agora e que ultimamente tem chamado a atenção em virtude da atual crise financeira, o cenário regulador atual e as tendências, entre outros aspectos. Ele também ressalta que um estudo desta natureza contribui para enriquecer significativamente a literatura sobre a atividade seguradora e a divulgar argumentações menos discutidas ou conhecidas sobre a essência básica do seguro e suas diferenças fundamentais com relação a outras operações de caráter financeiro, principalmente as bancárias. O objetivo do Prêmio Internacional de Seguros Julio Castelo Matrán é premiar bianualmente trabalhos científicos inéditos que estejam relacionados com o Seguro e o Risco. Sua verba chega a euros em dinheiro e um diploma certificando a obtenção do prêmio. Graduação do curso acadêmico 2011/2012 do CUMES A Faculdade de Ciências do Seguro, Jurídicas e da Empresa e o Centro Universitário MAPFRE de Estudos de Seguros (CUMES) realizaram a cerimônia de graduação dos alunos do curso acadêmico 2011/2012 no Auditório da FUNDACIÓN MAPFRE. O ato foi presidido pelo reitor da Universidade Pontifícia de Salamanca, Ángel Galindo, que fez a entrega dos títulos aos 129 alunos que concluíram seus estudos e do título de Doutor pela Universidade Pontifícia de Salamanca ao aluno Francisco Javier Garayoa. A solenidade ficou por conta de Alberto Manzano, presidente da FUNDACIÓN MAPFRE, cujo discurso se intitulava Algunas reflexiones sobre el Seguro en España. Andrés Jiménez, presidente do Instituto de Ciencias del Seguro, entregou o prêmio ao melhor trabalho de graduação para Mendía Aseguinolaza por seu projeto Cuentas nacionales de aportación definida: una alternativa para la sostenibilidad de los sistemas de pensiones, orientado pela professora Begoña Gosálbez. 12

13 agenda AGENDA 2013 CONGRESSOS E SEMINÁRIOS EVENTO DATAS LOCAL CONVOCANTE XXIX Risk Management Conference 3-5 de março Carlsbad CA(EUA) CBOE XIV Conferência Anual de março Nova York, NY (EUA) GARP V Seminário Internacional de Seguros e Resseguros 8-11 de abril Havana (Cuba) ESICUBA Spring 2013 ERM Roundtable 19 de abril Raleigh, NC (EUA) ERM Congresso Mundial de abril Los Angeles, CA (EUA) RIMS Exceedance (Client Conference) 7-10 de maio Boston, MA (EUA) RMS I Asia CRO Assembly 10 de maio Pequim (China) Associação de Genebra Exhibition de junho Brighton (Reino Unido) AIRMIC Conferência Anual 4-7 de agosto Washington (EUA) ARIA Simpósio de setembro Munique (Alemanha) DVS Fórum de setembro - 2 de outubro Maastricht (Países Baixos) FERMA 13

14 entrevista O seguro é uma ferramenta financeira admirável e única pela forma em que se ajusta às perdas No Grupo Telefónica, a Gerência de Riscos é uma função que se atribui ao mais alto encarregado de cada filial e que a Auditoria Interna coordena para que seja apresentada ao Conselho da Telefónica, declara Juan José Gil. Este modelo facilita a permeabilidade da cultura de risco, por envolver boa parte da nossa organização. Além disso, dispomos de uma experiência de financiamento de seguros de duas décadas. Juan José Gil Sánchez diretor de financiamento de riscos e seguros corporativos do grupo telefónica Texto: ALICIA OLIVAS Fotos: ALBERTO CARRASCO 14

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16 entrevista Em primeiro lugar, o sr. poderia descrever como é o dia a dia do diretor de financiamento de riscos e seguros corporativos do Grupo Telefónica? A Gerência de Riscos na Telefónica é uma função atribuída a um grande número de detentores de riscos e supervisionada pelo encarregado mais alto de cada filial ou área corporativa. Ela é coordenada pela Auditoria Interna para ser apresentada ao Conselho da Telefónica por meio da Comissão de Auditoria e Controle. Minha área ajuda a gerir os riscos do grupo através das atividades e práticas do mundo segurador. Para isso, utilizamos as situações que as atividades de Mediação, Seguro e Resseguro proporcionam e procuramos repassar internamente suas técnicas e experiências. NOSSA OBRIGAÇÃO É QUE A TELEFÓNICA TRANSFIRA SEUS RISCOS COM A MAIOR QUALIDADE E O MENOR CUSTO POSSÍVEL Com que equipe o sr. conta para desenvolver todas estas tarefas? A Telefónica conta com uma seguradora conhecida de Vida e Saúde na Espanha, a Antares. Dispomos também de uma seguradora de Não Vida, a Telefónica Insurance, e de uma resseguradora, a Casiopea Re, ambas domiciliadas em Luxemburgo. Na Espanha também contamos com uma corretora de seguros, a Pléyade Peninsular, que tem filiais na Argentina, Brasil, Chile, México e Peru. Quais são, então, as principais funções do seu departamento? Em primeiro lugar, somos os responsáveis por definir os critérios de asseguramento do grupo e também decidimos os níveis de retenção e de transferência. Apoiamos todas as filiais, empregados e dirigentes na gestão dos seguros e sinistros. Também supervisionamos a gestão e os resultados de nossas diversas filiais de seguros, resseguros e mediação de acordo com critérios de rentabilidade e serviços. Nossa obrigação é que a Telefónica transfira seus riscos com a maior qualidade e o menor custo possível. Pautamo-nos no benchmark periódico que solicitamos, nas pesquisas de qualidade de serviços e nas contas de resultado das filiais que gerimos. Além disso, estamos diretamente envolvidos com o procedimento corporativo de gestão de riscos, com a análise e a gestão de riscos de novas atividades e com as fusões e aquisições. 16

17 Aproveitamos a livre prestação de serviços ou a liberdade de estabelecimento para atuar diretamente na União Europeia. Convém ressaltar que algumas destas companhias foram criadas há mais de vinte anos. Digamos que nosso grupo está acostumado a um serviço de seguros muito personalizado e competitivo. Onde se localiza este departamento dentro da empresa e como ele se estrutura? A Área de Seguros está incluída na Direção da Tesouraria, Riscos e Seguros Corporativos. Nosso diretor reporta ao diretor de Finanças da Telefónica, S.A. Independentes de nossa estrutura societária, existem quatro áreas de atividade bem definidas: Seguros Corporativos, que protege os ativos e a conta de resultados do grupo e suas filiais; Planos de Previdência Social Complementar, para atender os compromissos do grupo com seus empregados; Esquemas de seguros contratados pelos clientes do grupo e terceiros; e Seguros contratados por empregados e fornecedores. Nossas filiais intervêm com bastante intensidade em todas estas atividades. NOSSA ÁREA TEM A SORTE DE SER UMA DAS PRIMEIRAS A INTERVIR NAS OPERAÇÕES DE CRESCIMENTO DO GRUPO A INFORMAÇÃO DO PROCEDIMENTO DE GESTÃO DE RISCOS É UM ELEMENTO DE APOIO NA TOMADA DE DECISÕES Modelo de gerência Quais são os pontos principais da Gerência de Riscos seguráveis num grupo como a Telefónica, com uma base de clientes de 300 milhões e presença em 25 países? O importante é como ajudamos nosso grupo a ser mais competitivo e colaborar com a redução do maior número possível de riscos. Nossa aspiração, cumprida em boa parte, é que todas as filiais do grupo disfrutem, sem diferenças, uma cobertura ampla, adaptada às necessidades e competitiva em termos de custos. O sr. poderia descrever o modelo atual de Gerência de Riscos implantado no seu grupo? O procedimento corporativo de gestão de riscos foi renovado recentemente. É um modelo muito completo, uma vez que identifica, corporativamente e país a país, em todas as operadoras e filiais mais importantes, os gestores dos riscos (risk owners), que devem reportar periodicamente os perfis quantitativos e qualitativos de seus riscos. Através da Auditoria Interna, as informações sobem para as áreas regionais e corporativas. Depois de depuradas, a Comissão de Auditoria e Controle do grupo as apresenta ao Conselho de Administração. O modelo facilita a permeabilidade da cultura do risco, por envolver boa parte da nossa organização e resultar numa análise estruturada dos riscos de cada gestor. Como as decisões da Gerência de Riscos influem na orientação global da empresa ou em futuros lançamentos ou investimentos? O Grupo Telefónica tem uma imagem bastante merecida de qualidade em sua gestão estratégica. 17

18 entrevista Por nossa atividade, áreas muito diversas contribuem com suas visões nesse tipo de decisão. A informação do procedimento de gestão de riscos é um elemento de apoio na tomada de decisões. Desenvolvimento internacional Como a Gerência de Riscos está acompanhando seu desenvolvimento internacional? Nossa área tem a sorte de ser uma das primeiras a intervir nas operações de crescimento do grupo, seja por meio de novas atividades ou por acordos e/ou transações. Temos vasta experiência nisso, e nosso objetivo é que nestas operações de integração os temas de riscos seguráveis, programas de seguros e sinistros existentes sejam solucionados de forma rápida e não atrapalhem outras atividades. Além disso, o desenvolvimento internacional sempre é uma fonte importante de conhecimento adicional para nós. A Gerência de Riscos tem alguma característica especial em empresas listadas na Bolsa, como é o seu caso? Com certeza. Estar listado na Bolsa de Valores, especialmente nos Estados Unidos, exige que a gestão dos riscos seguráveis disponha de alguns padrões que sejam ao menos comparáveis aos de qualquer multinacional de cotação semelhante. Além de gerir os riscos derivados da existência de acionistas de todo tipo, as informações fornecidas incluem dados cada vez mais detalhados sobre os programas de seguro. Por outro lado, a gestão de seguros deve ter, se possível, maior transparência e solidez, dada a existência de acionistas e a repercussão do Grupo Telefónica nos meios de comunicação. A GESTÃO DE SEGUROS DEVE TER, SE POSSÍVEL, MAIOR TRANSPARÊNCIA E SOLIDEZ, DADA A EXISTÊNCIA DE ACIONISTAS NOSSO GRUPO ESTÁ ACOSTUMADO A UM SERVIÇO DE SEGUROS MUITO PERSONALIZADO E COMPETITIVO Em sua opinião, a Telefónica está vivendo uma verdadeira cultura do risco? Nossa equipe é um testemunho permanente da gestão de riscos na Telefónica. A ocorrência de perdas acidentais e reclamações de todo tipo nos mostra a qualidade de como ela lida com os riscos, tanto antes como depois de se materializarem. A qualidade e a especialização das equipes e pessoas que gerenciam os riscos são muito altas. Também é verdade que estas situações, às vezes, são muito valiosas para fazer aflorar determinados erros e corrigi- -los. De qualquer forma, o saldo da gestão me parece muito profissional e positivo. Categorias de riscos Quais são as categorias de riscos mais importantes que a sua empresa enfrenta no momento: riscos financeiros, de cunho tecnológico, os que se surgem com a concorrência, as mudanças regulatórias...? Todas as categorias que você mencionou são importantes. É evidente que a situação financeira atual, a constante evolução da tecnologia, os efeitos da concorrência, promovida também pelos reguladores, levam a uma revisão contínua da gestão. Eu acrescentaria também os efeitos da forte globalização, que não geram um grande número de novos riscos, mas sim uma maior intensidade e uma gestão mais complexa dos que existem. Entre os riscos emergentes eu destacaria a presença das redes sociais. Atualmente estamos aprendendo a gerir os riscos que elas trazem, mas elas também proporcionam grandes oportunidades. Quanto à sua localização, que regiões ou países nos quais vocês estão presentes concentram hoje o maior nível de risco? 18

19 companhias e fundação, quanto pelas atividades de seus empregados, dedica historicamente grande atenção e esforço à promoção das sociedades em que está presente. Resumindo, acreditamos que conseguir os objetivos e resultados econômico-financeiros é tão importante quanto a forma em que esses resultados são obtidos. Com relação ao meio ambiente, temos dedicado completa atenção à diretriz europeia sobre Responsabilidade Ambiental. Embora a Telefónica, pela natureza de sua atividade, não tenha a necessidade legal de estabelecer garantias ou coberturas, faz dois anos que dispomos de um programa de seguro que apoia as obrigações da diretriz, inclusive a reparação dos danos ambientais. Nossa presença, em nível de gestão, está fundamentalmente na América Latina e Europa. A crise econômica estendida na Europa e a evolução política em alguns países americanos são elementos aos quais prestamos atenção especial. Em sua opinião, a Gerência de Riscos está preparada para assumir ameaças de tipo ambiental ou em matéria de responsabilidade social, por exemplo? A resposta é, sem dúvida, afirmativa. O Grupo Telefónica, tanto através de suas CADA RENOVAÇÃO CONSTITUI UM GRANDE ESFORÇO DE MEIOS E TEMPO PARA A NOSSA EQUIPE Qual é o procedimento de vocês se o risco se materializa em sinistro? Que importância vocês dão aos planos de contingência de negócio na Telefónica? Os planos de continuidade de negócio na Telefónica são uma exigência dos reguladores, dado o caráter de serviço público de suas atividades. Portanto, sua importância é capital, tanto em sua definição como em seus procedimentos. Quando um risco se materializa, nossas filiais atuam automaticamente. Nossa função consiste em prestar assessoria, caso tenhamos experiência em situações prévias semelhantes. Apoiamos tanto na gestão da situação como no modo de preservar os direitos dos seguros contratados, fornecendo informações e colaborando com os seguradores. Retenção e transferência do risco Quais riscos vocês decidiram passar para 19

20 entrevista 20

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