ROTINA OPERACIONAL DOS AGENTES DE REGISTRO

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1 1 ROTINA OPERACIONAL DOS AGENTES DE REGISTRO 1 - POSTURA E ÉTICA A Postura e a Ética são as duas principais características inerentes ao profissional que exerce a função de agente de registro. Postura, principalmente, porque o agente de registro é a face da ICP-Brasil. É o cartão de visita, o homem de frente, a primeira impressão que o indivíduo que deseja obter um certificado digital da ICP-Brasil tem da instituição como um todo. Ética porque a emissão de um certificado digital exige muita responsabilidade e é imprescindível que o AGR cumpra todas as regras para emitir um certificado digital. A Ética é o estudo geral do que é bom ou mau, correto ou incorreto, justo ou injusto, adequado ou inadequado. Você pode atender aos solicitantes de certificados respondendo estritamente o que lhe foi perguntado, de forma fria, e estará cumprindo seu dever, mas se você mostrar-se mais disponível, talvez sorrir, ser agradável, a maioria das pessoas que você atende também agirá assim com você e seu dia será muito melhor. Lembre-se, certificação digital é uma tecnologia nova e muitas pessoas não possuem os conhecimentos que você possui. É imprescindível estar sempre bem informado, acompanhando não apenas as mudanças nos conhecimentos técnicos, mas também nos aspectos legais e normativos da ICP-Brasil. Vá e busque o conhecimento. A certificação digital no Brasil, bem como a criptografia em geral, apesar de já estar presente há algum tempo em nosso dia-a-dia tecnológico, é um assunto que não está bem claro para a maioria da população. É normal que o futuro titular venha ao AGR cheio de dúvidas. E, da mesma forma, é imprescindível que o agente esteja preparado para respondê-las. Além disto, competência técnica, aprimoramento constante, respeito às pessoas, confidencialidade, privacidade, tolerância, flexibilidade, fidelidade, envolvimento, afetividade, correção de conduta, boas maneiras, responsabilidade e corresponder à confiança que é depositada são atitudes que toda a hierarquia da ICP-Brasil espera dos que desempenham a função de AGR. 2 - PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA As AR devem prover segurança física e lógica para o seu correto funcionamento, de acordo com as seções 3, 4, 5 e 6 do DOC-ICP As condições físicas mínimas para o funcionamento de uma AR devem ser garantidas antes do início de seu funcionamento. Portanto, a principal responsabilidade

2 2 do AGR é manter em funcionamento essa estrutura e operar os computadores da AR de forma correta. Os computadores que acessam o aplicativo de AR, incluindo os equipamentos portáteis, devem estar protegidos contra ameaças e ações não-autorizadas, bem como contra o acesso, uso ou exposição indevidos. Portanto, obrigatoriamente, deverão estar configurados da seguinte forma: não é permitida a instalação de modens em estações de trabalho e servidores sem autorização prévia; possuir os últimos patches e ferramentas de segurança instaladas; possuir mecanismos de combate a processos destrutivos (vírus, cavalo-de-tróia e worms) - Antivírus; possuir mecanismo de controle de acesso que exija autenticação individual (senha e/ou certificado digital); estar configurados de modo a não permitir o acesso remoto; permitir auditoria dos logs do sistema, não permitir modificação dos logs armazenados; possuir política de senha forte habilitada; estar configurado para solicitar nova autenticação após cinco minutos de inatividade na máquina (descanso de tela configurado com senha); utilizar apenas softwares licenciados pelos fabricantes; possuir firewall habilitado ou estar protegido por firewall corporativo; utilizar a Data e Hora Legal Brasileira SENHAS Uma senha, em qualquer sistema computacional, serve para autenticar o usuário, ou seja, é utilizada no processo de verificação da identidade do usuário, assegurando que este é realmente quem diz ser. Se você fornece sua senha para outra pessoa, esta poderá utilizá-la para se passar por você. Uma boa senha deve ter pelo menos oito caracteres (letras, números e símbolos), deve ser simples de digitar e, o mais importante, deve ser fácil de lembrar. Normalmente os sistemas diferenciam letras maiúsculas das minúsculas, o que já ajuda na composição da senha.

3 3 Sempre se certifique de não estar sendo observado ao digitar a sua senha e nunca guarde sua senha escrita, no seu celular, na carteira e muito menos, escrita em um papel e colocado ao lado de seu computador pessoal. Não forneça sua senha para ninguém, em hipótese alguma CONTAS DE LOGIN As contas de login utilizadas para acessar a máquina da AR devem: ser criadas depois de firmado contrato de trabalho; ser contas próprias e exclusivas de cada funcionário; ser automaticamente bloqueadas após 3 tentativas falhas de login ou após 45 dias sem uso S Todas as informações sensíveis à AR devem ser tratadas exclusivamente pelas contas de correio eletrônico internas à própria. É proibido o uso da conta de para fins que não sejam de interesse da AR (piadas, mala direta etc.). Não é recomendada a troca de mensagens com arquivo executável anexado. É proibido o envio de SPAM DESCARTE Todo documento impresso que contenha informações sensíveis deverá ser picotado. Mídias magnéticas deverão ser inutilizadas fisicamente, e ter seu conteúdo destruído (bobinas de fax, disquetes, CDs etc.) SANÇÕES PARA AÇÕES NÃO AUTORIZADAS No caso de ação não autorizada, a AC deverá suspender o acesso dessa pessoa ao sistema de certificação e tomar as medidas administrativas e legais cabíveis.

4 4 3 - PLANO DE CONTINUIDADE DE NEGÓCIOS O Plano de Continuidade de Negócios (PCN) resulta num conjunto de documentos onde estão registradas as ações relativas às adequações da infraestrutura e alterações dos procedimentos do dia-a-dia da organização. Cada entidade participante da ICP-Brasil é responsável pela elaboração de seu PCN, de acordo com suas necessidades de segurança e recursos disponíveis. O PCN contém as políticas a serem seguidas pela entidade na eventual ocorrência de uma interrupção nas suas operações de negócios e é testado pelo menos uma vez por ano, garantindo a continuidade dos serviços críticos ao negócio. Ele visa manter em funcionamento os serviços e processos críticos da entidade, na eventual ocorrência de falhas e intempéries. Para uma AR, são previstos dois cenários: fraude/falha no processo de validação e emissão de certificados; impossibilidade de revogação de certificados pela AR. O PCN é composto por planos de contingência que estão organizados numa estrutura hierárquica contendo duas fases: Fase Resposta e Fase Contingência. A fase de resposta é iniciada imediatamente após a ocorrência de um dos cenários descritos acima. Somente a ocorrência destes eventos não caracteriza uma situação de contingência. Nesta fase, as seguintes ações podem ser tomadas: a avaliação dos danos; estimativa do prazo de retorno; notificação do problema à gerência de segurança; a tomada de decisão, declaração ou não da contingência. Uma vez declarada a contingência é iniciada a Fase Contingência, sendo acionado o plano correspondente à contingência declarada. A Fase Contingência contém os procedimentos a serem seguidos para os eventos responsáveis pela declaração da contingência.

5 5 4 - AGENTE DE REGISTRO Conforme mencionado anteriormente, as atividades realizadas pelo AGR são cruciais na emissão de um certificado digital. É extremamente importante que ele esteja totalmente preparado para a função, que deve ser encarada com responsabilidade e seriedade. Somente o AGR pode assegurar que um certificado digital pertence efetivamente ao titular cujo nome consta daquele certificado. Dele depende toda a ICP-Brasil, cujo principal produto é a confiança. As principais atividades do AGR consistem na validação, verificação e emissão de certificados ICP-Brasil PROCESSO DE EMISSÃO DE CERTIFICADO DIGITAL A validação e verificação da solicitação de certificado ICP-Brasil devem obedecer ao que está determinado nas Resoluções do Comitê Gestor e em suas respectivas PCs. Para validar um certificado digital ICP-Brasil é necessário que o solicitante já tenha realizado a solicitação do certificado previamente no site da AC. Caso o titular não tenha realizado a solicitação do certificado, o AGR deve informá-lo dessa necessidade, instruí-lo sobre como realizar a solicitação e pedir que retorne em outra ocasião, com a solicitação já realizada. No processo de emissão de um certificado digital é necessário efetuar três etapas distintas: 1. Validação da solicitação de certificado - realizadas mediante a presença física do interessado, com base nos documentos de identificação que serão listadas na Seção 5. confirmação da identidade de um indivíduo; confirmação da identidade de uma organização, se necessário; reconhecimento da(s) assinatura(s) nos termos. ATENÇÃO: Esta atividade pode ser realizada dentro ou fora das instalações técnicas da AR. ATENÇÃO: Caso as informações sejam divergentes, o AGR deve alterar, sempre que possível, os dados constantes na solicitação de certificado. ATENÇÃO: Caso os dados não possam ser alterados, o AGR deve pedir ao solicitante do certificado que altere os dados no órgão competente (Receita Federal, por exemplo), e que depois faça uma nova solicitação de certificado.

6 6 2. Verificação da solicitação do certificado e confirmação da validação realizada, observando que deve ser executada, obrigatoriamente: por agente de registro distinto do que executou a etapa de validação; em uma das instalações técnicas da AR devidamente autorizadas funcionar pela AC-Raiz; somente após o recebimento de cópia da documentação apresentada na etapa de validação; antes do início da validade do certificado, devendo esse ser revogado automaticamente caso a verificação não tenha ocorrido até o início de sua validade. 3. Emissão do certificado - liberação da emissão do certificado no sistema da AC. Abaixo serão resumidamente descrito os dois processos de emissão de certificados digitais: 1. Na hora, feita pelo AGR em atendimento em AR, IT ou posto provisório. (a) Dois AGR atendem o cliente. (b) O primeiro agente (validação) faz a validação presencial, coleta e confere os documentos do requerente e coleta a assinatura do termo de titularidade/responsabilidade. (c) O segundo agente (verificação) verifica as informações no sistema e autoriza a emissão. (d) Tanto o primeiro agente quanto o segundo podem emitir o certificado para o cliente (emissão). (e) O cliente sai com o certificado digital emitido e pronto para uso! 2. Feita pelo cliente em casa, atendido em Posto de Atendimento ou em regime de Validação Externa. (a) O cliente é atendido por um AGR apenas, responsável pela validação presencial (b) Neste atendimento, o AGR escolhe a opção Validação fora da AR e o sistema gerará automaticamente outro fluxo de processo, emitindo o Código de Emissão 1, que deverá ser entregue ao cliente. (c) A documentação recolhida pelo primeiro agente deve ser levada para a AR/IT onde é analisada pelo segundo agente, que confere/verifica no sistema. (d) O GAR envia um automático para o cliente, com o Código de Emissão 2 e instruções para emissão do certificado pelo próprio cliente.

7 7 (e) O cliente não sai com o certificado emitido na hora VALIDAÇÃO INTERNA Abaixo segue um check list para Validação Interna. 1. Preparação para a validação: (a) Após a confirmação de agendamento da data de validação, verificar no Sistema GAR se o pedido foi feito corretamente (olhar tipo de mídia, tipo de certificado, nome do titular, status do pedido, etc..). (b) No dia da validação, verificar o computador da AR (conta de usuário, Internet, sistema GAR, impressora, modem 3G caso necessário, etc..); (c) Checar: i. Leitora para os Agentes; ii. Certificado digital dos Agentes; iii. Mídias para emissão dos certificados caso tipo A3. (d) Abrir a sala 30 minutos antes e deixar tudo preparado para a emissão. 2. Passo a passo para emitir o certificado: (a) Com a Internet ligada, entrar no sistema GAR e procurar o pedido. (b) Fazer a Validação, analisando a documentação entregue. Antes de concluir, imprimir 2 cópias e entregar os termos para assinatura do cliente (Titularidade, Responsabilidade e Código de Emissão 1- CE1, para os casos de certificados A1) já com a assinatura do Agente. (c) Outro Agente distinto deverá fazer a Verificação do pedido. (d) A emissão do certificado tipo A3 poderá ser feita pelo mesmo Agente que Verificou o pedido, aproveitando para orientar quanto à utilização, fazer o cadastro do PIN e/ou PUK e o teste do certificado no gerenciador criptográfico e/ou Receita Federal. (e) Orientar o cliente sobre a instalação dos softwares no site da AC, no caso de certificados tipo A3;

8 8 (f) Lançar os dados do atendimento na planilha de controle de validações (controle interno da AR ou IT) e armazenar o dossiê na sequência correta VALIDAÇÃO EXTERNA O processo de validação poderá ser realizado pelo AGR fora do ambiente físico da AR, desde que utilizado ambiente computacional auditável e devidamente registrado no inventário de hardware e software da AR. No caso de uma validação externa, o AGR responsável pela parte de Validação irá ao local para recolher a documentação e efetuar a primeira etapa do processo. Neste caso, posteriormente, os clientes receberão um com as instruções de como proceder para emitir o certificado, o qual só poderá ser emitido após a Verificação (realizada na sede da AR ou IT). Abaixo segue um check list para Validação Externa. 1. Materiais necessários para a validação: (a) Notebook com a bateria; (b) Modem (Internet 3G); (c) Leitora para Agente; (d) Certificado digital do Agente; (e) Mídias para emissão dos certificados caso tipo A3. (f) Levar 2 cópias do Termo de Titularidade/Responsabilidade impressos; (g) 2 cópias do Termo de entrega do Código de Emissão 1; (h) Recibo com os valores do transporte e taxa de validação (valor da visita + deslocamento) 2. Passo a passo para emitir o certificado: (a) Anotar o endereço, telefone, nome de contato da empresa; (b) Verificar no sistema GAR se o pedido foi feito corretamente (verificar tipo de mídia, tipo de certificado, nome do titular, status do pagamento, etc..); (c) Levar os materiais descritos no tópico acima; (d) Caso a ida à empresa seja feita por taxi, se possível, chamá-lo antecipadamente;

9 9 (e) NÃO ESQUECER de pedir recibo do translado de ida e volta para prestação de contas internas. (f) Ao chegar ao local, dirigir-se ao responsável e pedir as documentações (xérox e originais); (g) Montar os equipamentos; (h) Ligar notebook e utilizando o modem 3G, entrar no GAR e procurar o pedido; (i) Entregar os termos para assinatura (Titularidade/Responsabilidade e Código de Emissão 1 CE1) (j) Fazer a Validação, analisando a documentação entregue; (k) Entregar as mídias ao cliente, no caso de certificados tipo A3; (l) Orientar sobre o processo de emissão do certificado; se necessário orientar e instalar os softwares e cadeias de certificados no computador a ser utilizado; orientar sobre a troca de senha; (m) Retornar à IT ou AR com as cópias dos termos; (n) O segundo Agente deverá realizar a verificação no mesmo dia; (o) Lançar os dados do atendimento na planilha de controle de validações (controle interno da AR ou IT) e armazenar o dossiê na sequência correta OS 10 MANDAMENTOS DA VALIDAÇÃO CORRETA 1. É fundamental verificar se quem está solicitando o certificado (e assinando o Termo de Titularidade/responsabilidade) é mesmo a pessoa certa, por meio da conferência e leitura cuidadosa dos documentos apresentados. 2. No caso de pessoa física, o solicitante deve ser o próprio titular, ou seja, não se admitem procuradores. 3. No caso de pessoa jurídica, é preciso comprovar que a pessoa física que se apresenta como responsável pelo uso do certificado ou como representante legal é realmente aquela cujos dados constam na documentação apresentada, admitida a procuração apenas se o estatuto/contrato social da empresa prever expressamente tal possibilidade. A procuração

10 10 apresentada deve ser pública e conter poderes específicos para o outorgado atuar perante ICP-Brasil. 4. Para certificados de pessoa jurídica, além da identificação da empresa (por meio de ato constitutivo ou similar) é necessário identificar as pessoas físicas que estiverem no papel de representante legal, responsável ou procurador. 5. Na identificação das pessoas físicas, é preciso verificar se o documento de identificação apresentado (RG, Passaporte ou outro previsto em lei) está atualizado, ou seja, tem no máximo 5 anos a contar da data da validação. Caso não tenha, solicitar outro documento com foto, emitido há no máximo 5 anos. 6. Pegar todas as assinaturas necessárias no Termo de Titularidade (titular, representante legal, responsável, AGR), no momento da validação, em todas as vias - nunca deixar para depois, nem mesmo as assinaturas do próprio agente de registro; 7. Verificar se a assinatura do titular no Termo de Titularidade corresponde à assinatura do documento de identificação apresentado. Caso não corresponda, pedir que assine novamente, usando a mesma assinatura do documento. 8. Verificar se o comprovante de endereço apresentado: (a) está no nome do titular - não podem ser aceitos comprovantes em nome de terceiros, mesmo que parentes em 1º grau; (b) possui data e está atualizado, ou seja, se tem no máximo 3 meses a contar da data da validação. Caso os requisitos acima não estejam atendidos, fazer com que o titular assine uma Declaração de Endereço; 9. Reter cópia de todos os documentos utilizados na identificação, para montagem do dossiê. O dossiê de validação tem de existir, sempre! Nunca, jamais, um certificado deve ser emitido sem que exista um dossiê correspondente. 10. E, finalmente, nunca se constranja em se negar a emitir o certificado digital se a pessoa não tiver todos os documentos ou não atender a todos os requisitos necessários. Conceder a uma pessoa um certificado digital é permitir que ela assine em nome do titular, para todos os efeitos legais. Essa é uma grande responsabilidade do Agente de Registro, que não pode proceder com descaso ou se sujeitar à intimidação.

11 PROCESSO DE VENDA DE CERTIFICADO DIGITAL Na Figura 1 apresentamos o processo de venda para um e-cpf. Figure 1: Processo de venda - e-cpf

12 12 Apresentamos também processo de venda para um e-cnpj na Figura 2. Figure 2: Processo de venda - e-cnpj

13 DOCUMENTOS PARA IDENTIFICAÇÃO Após a compra do certificado pelo futuro titular, o AGR deverá confirmar a identidade de um indivíduo ou de uma pessoa jurídica, mediante a presença física do interessado, com base em documentos de identificação legalmente aceitos DOCUMENTOS PARA IDENTIFICAÇÃO DE PESSOA FÍSICA Nesta validação presencial deverão ser apresentados os originais (as cópias deverão ser arquivadas) dos documentos abaixo relacionados: 1. Cédula de Identidade (preferencialmente RG ou CNH) ou Passaporte, se brasileiro; 2. Cadastro de Pessoa Física CPF; 3. Foto 3x4 colorida recente; 4. Carteira Nacional de Estrangeiro (CNE), se estrangeiro domiciliado no Brasil; 5. Passaporte, se estrangeiro não domiciliado no Brasil; 6. Comprovante de residência ou domicílio, emitido há no máximo 3 (três) meses da data da validação presencial; 7. Mais um documento oficial com fotografia, no caso de certificados de tipos A4 e S4; 8. PIS/PASEP/NIS/Título de Eleitor, opcionais. ATENÇÃO: Fica dispensada a apresentação de fotografia caso o documento de identificação possua foto e tenha sido emitido há no máximo 5 anos da data da validação presencial. ATENÇÃO: Não é admitida a apresentação de nenhum tipo de procuração (pública ou privada) para emissão de certificado digital para pessoa física. ATENÇÃO: Os documentos que possuem data de validade precisam estar dentro do prazo. ATENÇÃO: Documentos originais não podem ser substituídos por cópia autenticada. ATENÇÃO: Visando tornar o processo de validação presencial mais seguro e mais criterioso, como forma de proteger a rede emissora dos riscos de emissão de certificados digitais com uso de documentos irregulares, algumas ACs da ICP-Brasil adotam como procedimento adicional de segurança: 1. fotografar os titulares de certificados no ato da validação e emissão;

14 14 2. proceder com a abertura de ficha de firma, como procedimento e condição para emissão do certificado (aplicável somente para as IT com atribuições de cartórios de notas); aplicam-se a todas as validações, quer haja suspeição ou não sobre a validade dos documentos apresentados; 3. em casos de não emissão por suspeição de fraude, o agente de registro rejeita o pedido no sistema GAR, com a seguinte justificativa: "Apresentação de documentos contendo indícios ou suspeita de falsificação e/ou irregularidades". ATENÇÃO: Reiteramos que tais medidas são de extrema importância, uma vez que visam mitigar riscos no processo de validação presencial dos titulares DOCUMENTOS PARA IDENTIFICAÇÃO DE PESSOA JURÍDICA No caso de emissão de certificados para uma Pessoa Jurídica, será designada uma pessoa física como responsável pelo certificado, que será a detentora da chave privada. O AGR deverá realizar a confirmação da identidade: da Pessoa Jurídica; dos Representantes Legais necessários para representá-la; do responsável pelo certificado. ATENÇÃO: Para cada Pessoa Jurídica só pode haver um e-cnpj emitido abaixo da AC-RFB A CONFIRMAÇÃO DA IDENTIDADE DA PESSOA JURÍDICA É obrigatória a apresentação do original ou cópia autenticada dos seguintes documentos: Relativos à sua habilitação jurídica Se pessoa jurídica criada ou autorizada, a sua criação por lei: Ato Constitutivo devidamente registrado; Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ). Se entidade privada: Registro Comercial, no caso de empresa individual;

15 15 Ato Constitutivo, Estatuto ou Contrato Social em vigor devidamente registrado, em se tratando de sociedades comerciais ou civis e no caso de sociedade por ações, acompanhado de documentos de eleição de seus administradores, quando aplicável; Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ). Relativos à sua habilitação fiscal: prova de inscrição no CNPJ, com situação ativa, impressa no dia da validação presencial; ou prova de inscrição no Cadastro Específico do INSS (CEI). ATENÇÃO: Para fins de emissão do certificado digital de pessoa jurídica, relativamente aos condomínios (Instrução Normativa N o 2, de 9 de Agosto de 2011). Art. 1 o - É imprescindível a comprovação de seu ato constitutivo devidamente registrado no Cartório de Registro de Imóveis. Parágrafo único: Àqueles condomínios não constituídos nos termos da legislação, admite-se, para fins de comprovação de sua existência, certidão do instrumento de individualização do condomínio emitida pelo Cartório de Registro de Imóveis de sua localização, além da Ata da Assembleia Condominial que escolheu o Síndico, acompanhada da lista dos participantes da eleição, sendo obrigatória a participação de ao menos um proprietário de imóvel localizado no condomínio, com a comprovação de sua propriedade e firma reconhecida na referida Ata. Art. 2 o - Entende-se como ato constitutivo o testamento, a escritura pública ou particular de instituição, ou mesmo a convenção emitida e registrada após a vigência do novo Código Civil (art e ss), não bastando, para tal fim, quaisquer outros documentos, tais como o regimento interno, declarações emitidas pelos respectivos síndicos ou a ata de assembleia condominial. Art. 3 o - A convenção de condomínio registrada anteriormente à vigência do novo Código Civil e a ata de eleição do síndico integram igualmente a documentação necessária à emissão do certificado. Art. 4 o - Todos os requisitos relacionados à identificação dos condomínios seguirão o disposto no DOC-ICP A CONFIRMAÇÃO DA IDENTIDADE DA PESSOA FÍSICA RESPONSÁVEL Possui as mesmas especificações descritas na Seção 5.1 com uma modificação descrita abaixo. ATENÇÃO: Não são aceitas procurações para a representação do Responsável.

16 A CONFIRMAÇÃO DA IDENTIDADE DOS REPRESENTANTES LEGAIS Possui as mesmas especificações descritas na Seção 5.1, com uma modificação descrita abaixo. ATENÇÃO: Somente serão aceitas procurações para a representação dos Representantes Legais, futuros titulares do certificado digital, desde que esteja prescrito no Ato Constitutivo, ou similar, e desde que a procuração esteja válida, seja feita por instrumento público e ser específicas para atuar perante à ICP Brasil. Não são aceitas procurações particulares, mesmo com firma reconhecida. ATENÇÃO: Caso o estatuto, contrato social ou documento equivalente da empresa estabeleça que o Representante Legal cadastrado na RFB como responsável pelo CNPJ não possua poderes para representar a empresa isoladamente, será necessário que os Representantes Legais suficientes para representá-la compareçam também para validação presencial munidos de seus documentos DOCUMENTOS PARA IDENTIFICAÇÃO DE EQUIPAMENTOS OU APLICAÇÃO Em se tratando de certificado emitido para equipamento ou aplicação, o titular será a pessoa física ou jurídica solicitante do certificado, que deverá indicar o responsável pela chave privada. Se o titular for pessoa física, deverá ser feita a confirmação de sua identidade na forma do item 5.1. Se o titular for pessoa jurídica, deverá ser feita a confirmação da identidade da organização e das pessoas físicas, nos seguintes termos: apresentação do rol de documentos elencados no item 5.2; apresentação do rol de documentos elencados no item 5.1 do(s) representante(s) legal(is) da pessoa jurídica e do responsável pelo uso do certificado; presença física do responsável pelo uso do certificado e assinatura do termo de responsabilidade; presença física do(s) representante(s) legal(is) da pessoa jurídica e assinatura do termo de titularidade, ou outorga de procuração atribuindo poderes para solicitação de

17 17 certificado para equipamento ou aplicação e, assinatura do respectivo termo de titularidade DOCUMENTAÇÃO DO DOMÍNIO Deve ser apresentado: Comprovante de que o domínio está registrado na Entidade Administrativa (Registro.br) ou em outra entidade de registro de domínios reconhecida, na mesma razão social da empresa que consta na solicitação do certificado; ou Carta de autorização do detentor do domínio, caso a razão social do solicitante do certificado não seja a mesma razão social do detentor do domínio CÉDULAS DE IDENTIDADE Entende-se por cédula de identidade as carteiras instituídas por lei, desde que contenham foto e às mesmas seja atribuída fé pública em todo o território nacional, tais como: Carteira de Identidade emitida pela Secretaria de Segurança Pública; Carteira Nacional de Habilitação; Carteira de Identidade Funcional; Carteira de Identidade Profissional. No estado de São Paulo, por exemplo, existem 2 modelos de RG. Um deles pode ser plastificado, o outro não. O RG que pode ser plastificado, não poderá ter nenhuma marca de rasura, a foto deverá estar perfurada com o nome do Instituto de Identificação e não poderá ser aceito se estiver REPLASTIFICADO (conforme o provimento CG 25/2006). O RG que não pode ser plastificado deve estar intacto. A sua impressão a laser poderá ser facilmente verificada contra a luz e a fotografia é digitalizada. Não poderá ser apresentado fora dessas condições. Verificada a autenticidade do RG, o AGR deverá verificar a data de emissão da carteira. Caso ela tenha sido emitida dentro dos últimos cinco anos contando da data de validação, não será necessária a apresentação de foto 3x4. Excetuem-se os casos em que a fotografia não permitir o

18 18 reconhecimento da pessoa. Nesse caso, gentilmente solicite ao cliente que apresente uma nova foto 3x4. Alternativamente, a AR ou a IT poderá ter uma câmera digital para facilitar o processo e evitar reagendamentos. Somente serão aceitos passaportes de brasileiros ou estrangeiros dentro do prazo de validade. No caso de estrangeiro, o visto de entrada / permanência deverá ser válido. A Carteira de Identidade do Estrangeiro, ou Registro Nacional de Estrangeiro, dentro do seu prazo de validade. Exceção: O titular que, na data de expiração da validade, tiver sessenta anos completos, ou for portador de deficiência física, não necessitará renovar a sua carteira. (Lei nº.9.505/97). As carteiras de identidades antigas, o livrete modelo 19 e a azul emitida pelo DOPS, não têm validade. Carteira de Identidade dos países signatários do Tratado de Assunção: Argentina, Uruguai, Paraguai, dentro do prazo de validade, (decreto legislativo nº. 197, de 25/09/91). Carteira de Identidade da Bolívia, dentro do prazo de validade (decreto legislativo nº. 884/05). O boliviano deverá comprovar estar dentro do prazo de permanência, que é de noventa dias, prorrogável por mais noventa dias, no período de um ano. Carteira de Identidade chilena. (Decreto nº , de 03/10/1952 â Convênio de trânsito de passageiros e turismo entre o Brasil e o Chile). A Carteira Nacional de Habilitação também possui mais de um modelo. Em alguns deles, o digito verificador do RG é suprimido. Se o titular preencheu seus dados com o dígito, ele deverá apresentar o documento que comprove. Carteiras de Habilitação vencidas não poderão ser aceitas. Aplica-se aqui a mesma regra de tempo da fotografia. ATENÇÃO: Se o titular apresentar-se apenas um dia antes do vencimento de seu CNH, esse poderá ser aceito. Todas as carteiras funcionais de servidores, quando têm validade de documento de identidade, assim estão mencionadas. Estas poderão ser aceitos. Aplica-se aqui a mesma regra de tempo da fotografia. As Carteiras Funcionais obrigatoriamente devem ter fotografia. As Carteiras de Identidade Profissional, como CRM, CREA, OAB, etc., podem ser aceitas como documento de identidade, quando a lei assim o permitir. Note que as carteiras profissionais também deverão ter fotografia e estar dentro do prazo de validade. ATENÇÃO: As carteiras antigas da Ordem dos advogados, de material flexível, não têm mais validade. Os cartões que as substituíram, confeccionados em material rígido e digitalizados, são documentos de identidade. Seu prazo de validade encontra-se prorrogado. Os livretes dos advogados também são documentos de identidade. ATENÇÃO: Caso não haja suficiente clareza no documento apresentado, a AR deve solicitar outro documento, preferencialmente a CNH. Deverão ser consultadas as bases de dados dos órgãos

19 19 emissores da mesma, e outras verificações documentais expressas no item 7 do DOC-ICP Caso haja divergência dos dados constantes do documento de identidade, a emissão do certificado digital deverá ser suspensa e o solicitante orientado a regularizar sua situação junto ao órgão responsável. Para a validação dos dados da CNH recomenda-se efetuar uma consulta na base de dados do DENATRAN, acessando e clicando em Número de Segurança. Para a consulta/validação de dados biográficos constantes da Cédula de Identidade é obrigatório a utilização do Teledocumentos (http:// /sistema/login.aspx), devendo o resultado da pesquisa ser imediatamente arquivado no dossiê do titular do certificado. É fundamental que este registro seja armazenado junto aos demais documentos que compõem o dossiê do certificado digital do cliente. Abaixo segue alguns exemplos de cédulas de identidade: Figure 3: Cédula de Identidade - Carteira de Identidade(novo modelo)

20 20 Figure 4: Cédula de Identidade - Carteira de Identidade(modelo atual)

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