NAÇÃO XAMBÁ: UM UNIVERSO DE DOMÍNIO FEMININO

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1 NAÇÃO XAMBÁ: UM UNIVERSO DE DOMÍNIO FEMININO Valéria Gomes Costa (Mestranda do Programa de Pós-graduação em História na UFPE) Mãe Biu, Tia Tila, Tia Laura e Tia Luiza, mulheres negras, casadas, solteiras, abandonadas pelos maridos, companheiras de maridos negligentes que dedicaram suas vidas a família, ao trabalho e principalmente a devoção aos Orixás. Mulheres que através de suas ações, heranças de suas experiências de vidas contribuíram para a manutenção da religião afro-brasileira, nas décadas de , preservando o Culto Xambá, e das articulações sociais, políticas e culturais na localidade. Através de uma fundação de associação de moradores, organização das folias de momo, captação de recursos e/ou incentivando seja através de uma palavra de orientação ou fazendo valer sua força espiritual, pedindo aos orixás proteção e ajuda para seus/as filhos/as-de-santo, parentes e amigos/as para obterem casa própria, levando a alegria ao promoverem festas do dia das crianças, das mães, de carnaval, bingos, além das animações com os preparativos em dias de toques nas festas dos orixás. Assim as ações da Mãe-de-Santo Severina Paraíso da Silva, juntamente com suas irmãs e Ibás 2 e Madrinha de terreiro 3, Tia Luiza, Tia Laura e Tia Tila, dinamizaram interna e externamente o Terreiro. Tornaram-se peças construtoras de uma maior visibilidade da localidade Portão de Gelo, no Bairro de Beberibe, Olinda/PE, do espaço onde o Ilê Axé Oyá Megué Nação Xambá, foi se estabelecendo em 1951, após a compra de um terreno por Mãe Biu que recebeu também ajuda financeira de filhos/asde-santo e principalmente das famílias Batista, Paraíso e Oliveira, que formaram as principais famílias do Terreiro. Comumente ao narrar histórias das experiências cotidianas de mulheres das Religiões Afro-brasileiras, procuram-se relatar apenas exemplos do posto mais alto na hierarquia dentro do terreiro, ou seja, da Mãe-de-Santo. São várias as biografias que 1 Após o período da repressão dos anos 1930, Mãe Biu, reabre a casa de culto aos orixás, em novo endereço, Estrado do Cumbe, n 1012 Santa Clara Olinda PE Registro de Cartório Estatuto do Terreiro N de Ordem 434, Lv. A n 6, Fl. 87. Pg. 01. Dando continuidade aos fundamentos de sua linhagem de culto, como foram ensinados pelo fundador Artur Rosendo e Maria Oyá nos anos Mulheres zeladoras do terreiro que cuidam da cozinha do santo, cuidam das iaôs (pessoas que estão fazendo o santo), administram o terreiro. 3 Na hierarquia de uma casa de orixá, a Madrinha do Terreiro é depois da Mãe-de-Santo, quem tem o maior posto e mais experiência. No entanto, na Casa Xambá, Tia Tila era mais velha na feitura de santo que Mãe Biu. Tia Tila fez o santo em 26 de junho de 1932 e Mãe Biu em 29 de junho de 1935 (Livro de Feituras da Sociedade Africana Santa Bárbara Nação Xambá: 1930 a 2001).

2 trazem as experiências de lideranças das religiões afro-brasileiras, como Nanã de Aracaju, Mãe Stella de Oxossi, Mãe Menininha do Gantois, entre outras 4. No entanto, queremos trazer para nossa narrativa não só a Mãe-de-Santo, a hierarquia máxima dentro da religião afro-brasileira 5, como também outras mulheres que exerceram (exercem) outras funções como as de madrinha e iabás, de extrema relevância interna no terreiro. Por vezes suas atuações, assim como as da mãe-de-santo, também chegam a extrapolar os muros do terreiro, adquirindo caráter externo, como os exemplos que discutiremos por ora em nosso texto. Tia Tila, filha de Orixalá 6, Tia Laura, filha de Oxum 7. A Articuladora política Tia Luiza, também filha de Oxum, mais que tinha um Odé 8 que agia muito sobre ela e, a filha de Ogum 9 com Iansã 10, Mãe Biu. Essas mulheres, só vêm a corroborar com uma de nossas grandes inquietações quanto a questão de gênero e etnia, já debatida por Cristiana Tramonte, em sua obra Com a Bandeira de Oxalá! Trajetória, práticas e concepções das religiões afro-brasileiras na Grande Florianópolis. Esta autora utilizando-se do debate que Kabenguele Munanga faz em Negritude usos e sentidos, sobre a questão do papel da mulher nas religiões afro-brasileiras em relação ao homem. Colocando que internamente, a mulher tem uma participação mais efetiva e posto de hierarquia mais elevado que o homem, mas quando a religião está ocupando os espaços externos (público) o que vai ocorrer é que são os homens que vão representar as religiões afro-brasileiras e vão ser maioria na representação externa, dando continuidade a uma estrutura patriarcalista, na qual a mulher é incapacitada de exercer representação 4 Micro-biografias que relatam as experiências dessas mães-de-santo e a importância delas para suas localidades. Através de suas ações elas tiveram papéis importantes na articulação político-social do Estado como Nanã de Aracajú que tinha articulações político-sociais com Deputados, Stella de Oxossi e Menininha do Gantois. SILVA, Vagner Gonçalves da. (Org). Caminhos da alma: memória Afro-brasileira. São Paulo: Summus, Nas religiões de matriz africana a Mãe-de-Santo é a autoridade máxima dentro da religião, na qual todas as regras e normas que advêm dos Orixás, são transmitidas por ela a todos/as os/as membros da comunidade religiosa. Ela é a liderança central na ação da comunidade e só reconhece acima de si mesma a autoridade dos Orixás. JOAQUIM, Maria Salete. O Papel da liderança feminina na construção da identidade negra. Rio de Janeiro: Pallas; São Paulo: Educ, pp. 115 e Orixá mais velho, Considerado pai da maioria dos orixás. Representa a paz, sua cor é o branco, seu dia é a sexta-feira, na Nação Xambá, tem uma peculiaridade, é sincretizado com Sant ana, pois a Casa segue a narrativa mitológica que Orixalá ao tentar desvendar os mistérios de Olorum (Orixá supremo que criou o céu e a terra e os seres humanos) vestiu-se de mulher, foi então castigado por Olorum. VERGER, Pierre. Orixás: deuses iorubas na África e no Novo Mundo. 6ª ed. Salvador: Corrupio, pp Orixá feminino que representa a fertilidade e a saúde, popularmente associada a beleza. O dia da semana é a terça-feira pela Nação Xambá, a cor é o amarelo. Tia Laura era a Oxum da Casa, na hierarquia, a primeira Oxum. 8 Orixá ligado às matas, a caça, a fartura e a inteligência. Rei de Ketu (África). As pessoas que tem esse orixá são espertas, ágeis, exercem com maestria cargos de liderança. Na Nação Xambá seu dia é quarta-feira, suas cores são vermelha e verde. 9 Orixá da guerra, ligado ao ferro. Na nação Xambá seu dia também é quarta-feira e sua cor é vermelha. É outra particularidade desta casa de culto de orixás, pois até os dias da semana dedicados aos orixás é diferente das outras Nações, Nagô, Ketu, Jêje, Angola que geralmente seus dias são em comuns, exemplo quarta-feira é dia de Xangô e não de Ogum e Odé como é no Xambá. 10 Orixá guerreira, dona dos ventos e tempestades. A Casa Xambá é dedicada a este orixá, se diz que o Terreiro está sob o axé de Iansã, chamada também de Oyá, todos e todas que pertencem a este Terreiro fazem parte do clã de Oyá e marcam a tradição desta Casa, segundo o princípio das religiões afro-brasileiras. JOAQUIM, Maria Salete. O papel da Liderança religiosa feminina na construção da identidade negra. Rio de Janeiro: Pallas; São Paulo: Educ, 2001.

3 nos espaços públicos 11. Esta questão vem sendo debatida pela historiografia que tem na figura das Mães-de-Santo, principalmente na Bahia, as grandes articuladoras políticas, sociais e culturais. Aqui vale até ressaltar a particularidade do Estado de Pernambuco além de alguns Estados dos Sul do país, como São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina que tiveram uma grande predominância de homens como grandes lideranças religiosas, Pais-de-Santo, como o famoso Joãozinho da Goméia do Rio de Janeiro. É dentro deste universo que nossas personagens se destacam, principalmente por Pernambuco nas décadas de 1950, 1960 e 1970 ter em sua trajetória, lideranças religiosas que exerciam em seus bairros fortes influências político-sociais, como os famosos Pai Adão do Sítio 12 e Apolinário Gomes da Mota 13. Mas, no caso do Xambá foi e é deferente, como relata Maria do Carmo Oliveira 14, uma de nossas entrevistadas, conhecida como Cacau. Tem um lado muito feminino dentro da casa, não sei porquê o terreiro começou com uma mulher, com Maria Oyá e Tia Biu depois que trouxe Tia Tila que trouxe Tia Laura trouxe mamãe. Assim, analisando o fragmento da fala de Cacau, que selecionamos para compor o texto que ora construirmos, queremos contribuir com o debate da historiografia contemporânea sob o olhar da cultura enquanto experiências das práticas cotidianas das mulheres. Além de analisar a atuação das lideranças religiosas femininas, independentemente de sua posição hierárquica dentro do Terreiro, observando suas atuações internas e externamente ao Terreiro na dinâmica do bairro, ou melhor da localidade a qual o Xangô de Mãe Biu (o Terreiro Xambá) foi assentado. Mas devido as práticas cotidianas dessas mulheres, a religião e a cultura afro-brasileira recifense pode ser compreendida dentro de uma outra dinâmica. Mãe Biu: Uma mulher que iniciou uma ação Nas religiões de matriz africana, a mulher ocupa os principais papéis da hierarquia religiosa, em especial quando mães-de-santo 15, comumente são elas as lideranças mais importantes e atuantes dentro dos terreiros afro-brasileiros, pois as tomadas de decisões mais primordiais partem das Ialorixás (Mães-de-Santo). 11.TRAMONTE, Cristiana. Com a Bandeira de Oxalá! Itajaí:UNIVALI, SILVA, Vagner Gonçalves da. (Org). Op.cit. pg Arquivo Público Estadual Jordão Emericiano (APEJE) DOPS Seita Africana, Recife, 1967, Fundo SSP, n Maria do Carmo de Oliveira, 51 anos, filha de Tia Luiza, sobrinha de Mãe Biu e Tia Tila, hoje exerce as funções que Tia Laura exercia na casa de administração, comprar bichos para as obrigações, fazer anotações de quem deu obrigações, é o braço direito do Pai-de-Santo da casa, Ivo filho de Mãe Biu. Data da Entrevista 02/10/2004 Portão de Gelo/Beberibe (Olinda-PE). 15 JOAQUIM, Maria Salete. O papel da liderança feminina na construção da identidade negra. Rio de Janeiro: Pallas, São Paulo Educ, 2001.

4 A exemplo, Mãe Biu, analfabeta, muito insistente aprendeu ainda assinar o nome 16, ex-operária da fábrica Tacaruna 17, conseguiu no início dos anos 1950 adquirir um terreno próprio 18 e resolveu deslocar o seu Terreiro de Xangô do bairro de Santa Clara (Olinda) para o bairro de Beberibe, na localidade de Portão de Gelo 19, dando início a uma longa trajetória de ocupação e apropriações de novos espaços em um novo território, no qual suas ações cotidianas foram trazendo familiares, parentes, filhos/asde-santo para se estabelecerem aos arrabaldes do Terreiro 20. Mãe Biu como liderança religiosa, política e cultural afro-brasileira do bairro, liderou uma das primeiras mobilizações de apropriações e construções de novos espaços, uma vez que ao assentar à sede do Xangô, no Portão de Gelo, não apenas ocupou um novo lugar geográfico, mas redesenhou espaços antropológicos e míticos, como nos diz Certeau. Mãe Biu, junto as suas eternas companheiras e administradoras do Terreiro, como Tia Tila que assumiu o posto de Madrinha da Casa e as Iabás Tia Laura e Tia Luiza, transformaram espaços de forma que a casa própria para moradia se tornou casa de bolo 21. Severina Paraíso da Silva, a Mãe Biu, ficou bastante conhecida no Portão de Gelo ao longo das décadas de até os dias atuais em memória, devido ao seu xangô que além de agrupar seus familiares, parentes, também teve preocupação de estabelecer filhos/as-de-santo dando-lhes a oportunidade de adquirirem casa própria. Tia Biu gostava dá casa as pessoas e casar, uma casa todo mundo tinha que ter uma casa própria, ela tinha essa visão que graças a Deus foi muito bom, mamãe, Tia Lourdes, eu, é, voinha, Tia Nair,Tio Luis, Ciço, Mina, Edleuza, D.Belmira, Antonieta, Sônia, todo mundo tinha que ter uma casa própria, o negócio dela era uma casa (Cacau). 16 Encontramos vários documentos assinados por Mãe Biu, como notas fiscais, referentes à compra de materiais de construção para a construção do Terreiro, nos anos 1950 e reforma nos anos 1980, recibos de contrato de pedreiros, empréstimos de dinheiro que a mãe-de-santo consegue com uma filha de santo (Judith Fabrício da Costa) referente à compra de uma pia em nov/1987. Acervo do Memorial Severina Paraíso da Silva Mãe Biu. Documentos manuscritos. 17 Vários filhos/as-de-santo da Casa Xambá que conviveram com Mãe Biu narram essa história que ela trabalhou alguns anos, antes de servir a religião dos orixás na Fábrica Tacaruna, por volta dos anos Encontramos a Carteira de Trabalho da mesma no acervo do Memorial, no entanto não o catalogamos ainda. 18 Segundo uma de nossas entrevistadas, Maria José Batista, 64 anos, conhecida como D. Zeza, sobrinha de Tia Laura, a antiga sede do Xambá funcionava em Santa Clara, em Olinda (PE) e não era o terreno próprio. Mãe Biu desejava que o Terreiro estivesse num terreno próprio. Após muitos esforços financeiros seus e de seus familiares e filhos/as-de-santos, conseguiu comprar o terreno na localidade de Portão do Gelo em Beberibe, em 1951, local onde hoje é a atual sede o Terreiro. Data da entrevista 13/08/2004 Porto da Madeira Beberibe (Olinda-PE). 19 Na época pertencia a referida localidade ao município do Recife. Documento pessoal de Mãe Biu. Carteira de associado da Montepio dos Ferroviários do Brasil Severina Paraíso da Silva, Doc. de Identidade, n de matr Porto Alegre - RS [1957?]. 20 A primeira família que veio morar próxima ao Terreiro foi a família Oliveira, através de Tia Luíza, que saiu do bairro do Cordeiro, e veio morar próximo ao Xangô. Em seguida o irmão de Mãe Biu, Tio Luiz com sua esposa Tia Nair e família, que passaram a habitar as dependências do Terreiro, onde hoje são as instalações do Memorial. Depoimento das entrevistadas, D. Zeza, filha de Pedro Batista e sobrinha de Laura Batista, e Cacau, filha de Tia Luiza, da família Oliveira, descendente de Maria Oyá, primeira Mãe-de-santo da Nação Xambá, antecessora de Mãe Biu. 21 Local onde se coloca um bolo em dia de Toque de Orixá. O referido bolo é em homenagem aquele orixá. Exemplo: Toque de Oxum, bolo nas cores branco e amarelo em homenagem a Oxum.

5 A partir da fala da nossa entrevistada apoiando-nos nas discussões acerca dos conceitos sobre memória e os processos de seleção pelas qual esta opera, em nossas entrevistas, notamos essa preocupação/atuação da Mãe-de-santo que a levou no início dos anos 1950, ao processo de povoamento/habitação da localidade do Portão de Gelo, antes terrenos baldios. Mãe Biu é considerada a maior sacerdotisa da Nação Xambá, foram 43 anos de liderança, no qual não só empreendeu o assentamento da nova sede, mas segundo uma de nossas entrevistadas, ela nasceu para ser Mãe-de-Santo porque ela era essa casa ela cuidava de todo mundo, fosse quem fosse, num tinha essa história não, era de toda uma comunidade você tá vendo hoje como é forte, então eu acho que nunca mais vai aparecer ninguém igual a Tia Biu, a gente às vezes diz assim: ah! Cemitério está cheio de insubstituíveis, mas ai dentro tá difícil (Cacau). As palavras que vieram à tona nas lembranças de Cacau a respeito das atuações internas de Mãe Biu, aproveitamos para cruzar com alguns documentos que selecionamos para este texto, frutos de nossas pesquisas que se encontram em processo de experimentação teórico-metodológica e organização documental. Percebemos que a Mãe-de-Santo como liderança religiosa, acumulava papéis de médica homeopática, outrora estigmatizada de curandeira, conselheira 22, articuladora de festas carvalescas do bairro. Além de mantenedora das tradições culturais juntamente às outras mulheres, Tia Tila, Tia Luíza e Tia Laura do Culto Xambá. Lançado um outro olhar sobre Mãe Biu, tentando percebe-la como mulher comum, e não como liderança religiosa. Através da documentação pessoal, percebemos que Severina Paraíso da Silva, a Inha, como era carinhosamente chamada por sua irmã Luíza, apesar de analfabeta, abandonada pelo esposo no início dos anos 1950, nos primeiros anos de sua chegada na nova localidade de estabelecimento do Xangô (Portão de Gelo), fazia cursos por correspondências 23, apreciava bordados 24. Era sócia de clube-fazenda 25, ao qual teria Severina, D. Biu, a Inha, Mãe Biu, tinha se associado por diversas razões, desfrutar junto à sua família, filhos carnais e a neta, 22 Cartas pessoais remetidas por filhos/as-de-santo de Mãe Biu. Pedindo para ela jogar búzios para ver se o orixá Oxum aconselha a filha-de-santo viajar em férias do Rio de Janeiro a Recife. Carta em 04/03/1984. Outra Carta possivelmente de uma filha-de-santo, não identificada, pois não está assinada nem datada, encontrada em meio aos documentos dos anos O conteúdo da referida carta, é de pedidos de intervenção da Mãe-de-Santo através de consultas aos búzios para prescrever remédio para a filha-de-santo que está com o cabelo caindo e cuidar de uma questão de emprego de seu esposo. 23 Curso Asas do Brasil, 27/03/ Recibo de pagamento referente a 1 jogo de percal matisado no valor de Cr$ ,00 que Severina Paraíso comprou em 09/05/1963. Recibo manuscrito, assinado pela própria Mãe Biu. 25 Campesinato Sociedade Civil LTDA Clube Santa Luzia, recibo de quitação de títulos de associado em nome de Severina Paraíso da Silva, data 28/03/1984.

6 irmãs, parentes de algumas horas de lazer, quando não estivesse em suas atividades religiosas. Por outro lado, estaria também a referida cidadã, investindo em um bem patrimonial para a família, pois na época podemos considerar que a aquisição do título do clube de campo era um investimento, visto o valor do empreendimento. No entanto, analisando a trajetória da Mãe-de-santo em suas atuações sócias e políticas na comunidade, percebemos que o espaço do clube-fazenda não só seria de desfruto de sua família de sangue mais também de sua família de santo, podendo, portanto ser usufruído por filhos/as-de-santo mais próximos/as de Mãe Biu. Vale ressaltar seu relacionamento com a comunidade, independente do credo religioso, de modo a ser uma grande referência entre as pessoas que sempre buscavam em D. Biu uma conselheira para todos os momentos todo mundo desta comunidade ela visitava se estivesse doente, ela ia pro enterro se morresse, ela ajudava se fosse necessário, ela jamais deixou passar (Cacau). Tia Luíza: a Iabá das articulações políticas Maria Luíza de Oliveira, a Tia Luíza decidiu ser enfermeira por profissão depois de ver um de seus padrastos morrer por falta de assistência médica, segundo relato de sua filha Cacau, em uma de nossas entrevistas. Assim como inúmeras mulheres, construiu família, dividiu-se entre o trabalho os filhos e a devoção aos orixás. Como Iabá da Nação Xambá, era quem fazia os bolos e confeitava-os, quem decorava o salão em dia de toque, segundo Cacau ela tinha muito dessas idéias de modernizar o salão. Aquele canto aonde tem os ilus 26, pode se dizer que a idéia foi dela, de enfeitar de butá cortuna. Eu me lembro que um ano ela mudou a posição dos ilus, os ilus sempre foram de frente, ai ela inovou colocando os ilus de lado, com tanto que o canto tivesse uma maneira diferente. (Cacau). Pela fala de Cacau, notamos que Tia Luíza, assim como sua irmã, Mãe Biu, transformava os espaços internos do próprio xangô, modificando as posições dos ilus, contribuindo com a continuidade das tradições do Culto Xambá, apesar de estar (re)significando-as. Tia Luíza é um outro exemplo de liderança feminina dentro do Terreiro que teve também grande atuação externa, através da fundação da primeira associação de moradores do bairro idealizada por ela e pelas suas atuações na Escola de Samba 26 Instrumento de percussão, popularmente conhecido pelo nome de atabaques, na Nação Xambá é chamado de Igomes, em três variações Iam, Mele-ancó e Mele.

7 Unidos do Comercio 27 e das organizações das festas de carnaval na comunidade, juntamente com Mãe Biu. Em 29 de setembro de 1986 é fundada a primeira Associação de Bairro dos Moradores do Jardim Beberibe 28, fruto do desejo de D. Luiza que talvez por sua profissão, tinha em seu espírito o assistencialismo. Auxiliava os/as doentes na comunidade, quem estivesse necessitando de óculos, enxoval para recém-nascidos ela articulava com políticos locais, comerciantes, para atender a necessidade dessas pessoas, segundo relatos de sua filha Cacau. Na Associação organizava reuniões, festas do Dia das Crianças, das Mães, dos Pais. Além de ser um grande canal de assistência social, Tia Luiza também conseguia mobilizar a comunidade em prol a políticas públicas, a exemplo, a pavimentação da rua quem primeiro começou a mexe pra fazer o calçamento da rua foi ela, infelizmente ela morreu e não viu, a gente foi quem concluiu. (Cacau) Por este fragmento da fala de nossa entrevistada podemos talvez inferir um grande potencial de articulação política comunitária externa ao Terreiro, que fazia Tia Luíza, ou seja, uma articulação também não religiosa. Vale ressaltar que a sede da associação dos moradores do Jardim Beberibe, da comunidade aos arrabaldes de Xangô do Xambá, que beneficiava toda uma comunidade, independentemente da religião de cada morador/a, era sediada na própria casa de Tia Luiza. Isto é, a Iabá que gostava de inovar nos Toques do Xangô, modificando os espaços dentro do Terreiro, também transformou os espaços de sua casa. Eu chegava do trabalho 7h, 8h, 9h sei lá, estava gente do terraço ao quintal que veio, nesse tempo tinha um tal do leite, num teve uma época do governo Sarney que dava leite, isso era o maior inferno dentro de casa, porque era todo mundo atrás desse infeliz ticket desse leite.(cacau) Certeau nos mostra em A Invenção do cotidiano que os espaços se diferenciam do lugar, por serem construídos pelos indivíduos em seus modos de fazer, frutos de suas ações cotidianas. Em outras palavras, o espaço é o lugar praticado 29, Tia Luíza praticava lugares interna e externamente ao Xambá mobilizando espaços, nos toques dando retoques decorativos. No bairro, criando mecanismos de trazer benefícios assistencialistas ou mobilizando a própria comunidade a organizar-se para reivindicar políticas públicas e melhorias para o bairro Escola de Samba do bairro de Beberibe, na qual Tia Luiza era costureira e desfilava. Temos fotografias catalogadas no acervo particular da família, e na entrevista com sua filha Cacau, foi dito sobre a dedicação de Tia Luíza a Escola de Samba e ao carnaval. Na época do festejo de momo, ela se transferia para o barracão da escola para confeccionar fantasias. 28 A comunidade fica em Portão de Gelo, hoje pertencente ao município de Olinda. Estatuto da Associação de Bairro dos Moradores. 29/09/1986. Registro n Via 1ª Fl n 97 à 99 v Lv N A CERTEU, Michel. A invenção do cotidiano. Artes de fazer. 9ª ed. Petrópolis, RJ: Vozes, Pg (Vol. 1) 30 JOAQUIM. Op. Cit.. pg e pg

8 Luiza e Severina, Tia Luiza e Mãe Biu, como eram mais conhecidas na comunidade do Xambá, no Xangô de D. Biu, eram também as organizadoras dos festejos de momo, fazendo valer o papel de lideranças femininas afrodescendentes de transmissão da cultura negra 31. Através da entrevista com Cacau há possibilidade de exercitarmos o nosso pensar dos papéis dessas mulheres na comunidade, como religiosas e articuladoras políticas, na qual Mãe Biu aparece como a iniciadora da ação, incentivando as agremiações carnavalescas que passavam pelo bairro, que faziam reverencia em frente ao seu Terreiro. Enquanto Tia Luiza mostra-se como a empreendedora das idéias da irmã, conseguindo patrocinadores e fazendo do bairro mais um pólo do carnaval da cidade. Tia Biu deu a idéia daquelas troçinhas e ela tornou grandioso. O primeiro grande carnaval que se fez na rua foi mamãe que inventou, patrocinado na época pela confecção de Maria do Carmo, é tinha o patrocínio, a organização... eu me lembro que o bloco foi Madeira do Rosarinho, foi assim a sensação, trouxeram Madeira do Rosarinho, ela trouxe! (Cacau). Madrinha Tila e Tia Laura: As bases de sustentação religiosa da Nação Xambá Completando o ciclo de personagens femininas de destaques dentro do Terreiro Xambá, que através de suas ações deram continuidade as peculiaridades deste culto, (re)significando constantemente as tradições e singularidades religiosas e culturais afrodescendentes, traremos para nossa narrativa a Madrinha Tila, que passou a se dedicar aos orixás desde a década de Acompanhando o deslocamento do Terreiro de Santa Clara para o Portão do Gelo nos anos 1950, seguindo sua irmã Severina, e a Iabá Tia Laura que administrava o Terreiro, considerada o braço direito de Mãe Biu, pois era quem fazia as compras dos bichos para as obrigações 32 com a Mãe-de-Santo na feira. Fazia a contabilidade das despesas da Casa, assumiu o cargo de secretaria oficial da Sociedade Civil em 1973, em assembléia 33, comandava a cozinha nos toques e nas obrigações, segundo filhos/as-de-santo da Casa, cozinhava divinamente bem. Assim, sobre Tia Tila, como era carinhosamente conhecida por todos e todas na comunidade, encontramos no acervo documental do Memorial, um contrato de aluguel de casa em nome de Donatila Paraízo do Nascimento, seu nome civil, como 31 Idem. Pg Oferecimentos de bichos de pena (galinhas, pintos e galos) e bichos e quatro pés (bodes e cabras) aos orixás em agradecimento a vida e tudo aquilo que a Natureza e os Orixás consagram aos devotos do culto. 33 Ata da Sessão de Assembléia Geral em Terceira Convocação da Sociedade Seita Africana Santa Bárbara Xambá em Eleição para Nova Diretoria. 02/01/1973.

9 proprietária do imóvel. Tia Tila, já em 1959 morava no Portão de Gelo com a irmã Severina. No entanto, alugava sua casa 34, situada no bairro do Cordeiro. O referido documento 35 nos dá indícios de que Tia Tila havia muito cedo renunciado a vida particular para dedicar-se aos orixás. Foram 70 anos de devoção aos orixás do Pantheon Xambá 36, Tia Tila faleceu aos 91 anos de idade, como Mãe-de-Santo, foi sucessora da irmã de quem foi companheira ao longo desses anos. Segundo relato de nossa entrevistada Cacau, sempre foi a mensageira dos recados de Iansã, dona de uma memória infalível, de modo a fazer Cacau inferir que os segredos do Terreiro, não está em feitiço, mas na perseverança, na dedicação com que a Madrinha e depois Mãe-de-Santo, Donatila conduzio o Terreiro. Nas louvações de Oyá, ocorrida todos os anos no dia 13 do mês de dezembro, quando Mãe Biu era viva, ao incorporar Iansã, sentava-se no trono e passava todas as mensagens para os/as filhos/as-de-santo 37. Era Madrinha Tila que cuidava para que ninguém esquecesse da mensagem que Iansã deixou a cada um/a Tia Tila se lembrava dos 150 recados eu duvido que ela esquecesse algum, se Oyá disse a você tome um banho na quarta-feira tal dese mato tal, você esquecesse ai, Tia Tila chegava e dizia você tumou o banho que Oyá mandou. Eitá! Esqueci que eu não sei qual era o mato. O mato é esse, tá vendo você não me perguntou, ela sabia (Cacau). Por este trecho do relato, nossa entrevistada recorre até suas lembranças, tentando trazer para nós algo que remeta não apenas a capacidade de memorização de Tia Tila como também o cuidado que tinha em exercer com sapiência sua função de Madrinha de Terreiro. Isto é, seu papel de liderança religiosa feminina, que ao contrário de suas ousadas irmãs Severina e Luiza que extrapolavam os muros do terreiro, atuando na comunidade não religiosa, procurou exercer sua liderança internamente ao longo de seus 70 anos de orixá. Encerrando essa pequena mostra de importantes mulheres do universo religioso do Culto Xambá, concluiremos com Laura Eunice Batista, a Tia Laura, de quem temos até o presente momento de nossas pesquisas pouca documentação escrita, 34 Recibo de Pagamento Relativo ao Aluguel da Casa que ocupa a Rua Goianazes n 241, Cordeiro. Alugada ao Sr. Antônio Alves, 09/10/1959. assinado por Donatila Paraízo do Nascimento. Acervo do Memorial Severina Paraíso da Silva Mãe Biu. 35 Até o presente momento temos apenas dois documentos escritos, catalogados, sobre Tia Tila, o recibo de aluguel da casa do Cordeiro, e um Contrato de Venda de Imóvel referente à venda de um lote de um terreno na Quadra B em Jardim Beberibe, em 18/02/ Art. 2 do Estatuto da Sociedade Seita Africana Santa Bárbara Xambá Registro n 434, Lv. A n 6, Fl Com o falecimento de Mãe Biu, nenhuma outra Mãe-de-Santo da Casa foi ainda designada a sentar-se novamente no trono e transmitir as mensagens do orixá para todas as pessoas que estão na louvação até o presente momento.

10 salvo a Ata da Eleição da Diretoria do ano de 1973, a qual já nos referimos, fotografias e informações através dos relatos que vem nas lembranças de nossos/as informantes. Como Iabá do Terreiro, Tia Laura tinha como uma das funções cuidar da cozinha e segundo Cacau, não deixava que ninguém chegasse perto da mesma e em dia de obrigação e toque ninguém cozinhar, era ela quem designava quem iria fazer algo na cozinha do santo. Tia Laura adorava cozinhar, Ave Maria, fazia comida divinamente bem. Uma vez a gente fez um bingo, então ela tomou conta do bar, deixa que eu faço as comidas. Ano Novo, me lembro muito, agente ficava ali em frente da casa de Ivo, ai ela fazia mingau de cachorro pra todo mundo, então ela gostava até de vê.(cacau) Assim, Tia Laura como iabá que tinha grandes habilidades na cozinha do santo, além das atividades administrativas da casa, tendo a preocupação de conduzi-la com pulsos firmes o Terreiro Xambá conseguiu preservar por mais de 5 décadas, a marca da Nação, o cozimento dos alimentos das obrigações e a organização dos pratos, elemento fundamental que caracteriza uma determinada linha de religião afrobrasileira 38. Essa foi a contribuição que podemos inferir, até o presente momento de nossas pesquisas, acerca desses exemplos de mulheres que dominavam a Nação Xambá interna e externamente ao Terreiro. Referenciais Bibliográficos CERTEAU, Michel de. A Invenção do Cotidiano: Artes de fazer, 9ª ed. Petrópolis: RJ, (Vol. 1) JOAQUIM, Maria Salete O papel da liderança feminina na construção da identidade negra. Rio de Janeiro: Pallas, São Paulo Educ, LODY, Raul. Candomblés Religião e Resistência Cultural. São Paulo: Ática, THOMPSON, Paul. A voz do passado história oral. Rio de Janeiro: Paz & Terra, 3ª ed., Lody, Raul. Candomblés Religião e Resistência Cultural. São Paulo: Ática, 1987.

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