Ao longo dos anos 90, ocorreram diversas mudanças no mercado de trabalho

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1 RIO DE JANEIRO: TRABALHO E SOCIEDADE -Ano 1-Nº 1 JOVENS NO MERCADO DE TRABALHO DO RIO DE JANEIRO* 1. Introdução DANIELLE CARUSI MACHADO** Ao longo dos anos 90, ocorreram diversas mudanças no mercado de trabalho brasileiro, desde a manutenção da taxa de desemprego em um patamar relativamente elevado, ao crescimento das modalidades de trabalho informais, como as atividades desenvolvidas por autônomos e o emprego à margem da legislação trabalhista, sem registro na carteira profissional. No caso específico do Rio de Janeiro, as características gerais do mercado de trabalho durante esta década seguem as tendências nacionais, com algumas peculiaridades. O baixo crescimento da população economicamente ativa (PEA) acompanhado do dinamismo insatisfatório do nível de ocupação e um grau de informalidade traduzido principalmente em expansão do trabalho autônomo presentearam esta região com uma taxa de desemprego aberto modesta face à registrada para as outras áreas metropolitanas. Em termos de rendimentos, a RMRJ teve ganhos relativamente altos após a implantação do Plano Real, que foram reduzidos após 1997, ficando o nível de rendimentos praticamente estagnado no final da década. 1 * Gostaria de agradecer a Adriana Fontes e a Andréia Soares Arpon pelos comentários e a Maria Beatriz Cunha, pela confecção dos dados., isentado-as de qualquer erro presente neste trabalho. ** Aluna do Programa de Doutorado em Economia da PUC/RJ. 1 Para maiores detalhes, ver Análise do Mercado de Trabalho, neste número. Diante deste quadro, surgem várias questões. Uma delas é de que forma a estagnação do nível de rendimentos não foi traduzida em aumento da participação no mercado de trabalho? À medida que a renda dos chefes de família se reduz, há uma pressão para entrada dos membros secundários no mercado de trabalho a fim de se complementar a renda familiar. No entanto, o que verificamos é a redução da taxa de participação, sobretudo dos trabalhadores jovens (maioria filhos). Se por um lado, a caracterização dos jovens é importante para o entendimento das modificações na composição da PEA e da dinâmica do mercado de trabalho, por outro, é essencial face ao papel econômico e social desempenhado por eles. No lado puramente econômico, representam a força de trabalho futura, e portanto a capacidade produtiva potencial de nosso país. Pelo lado social, de acordo o segundo artigo dessa publicação, são os principais agentes de mudança, capazes de incorporar mais facilmente novas idéias e mudar os rumos da sociedade. Concentrar esforços nos jovens, passando pelo entendimento do papel que possuem no mercado de trabalho que possibilite o desenho de ações capazes de reverter aspectos negativos neste cenário, é tarefa imprescindível para o futuro do país. 3

2 RIO DE JANEIRO: TRABALHO E SOCIEDADE -Ano1-Nº1 O objetivo deste artigo, portanto, se resume a caracterizar o segmento jovem no mercado de trabalho da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, e também, em áreas de baixa renda, onde existam maiores dificuldades de acesso aos serviços sociais básicos. No caso da RMRJ, serão utilizados dados da Pesquisa Mensal do Emprego (PME/IBGE) e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE). Para as áreas de favelas do Rio será usada a Pesquisa Sócio Econômica das Comunidades de Baixa Renda (PSECBR/Sociedade Científica da Escola Nacional de Ciências Estatísticas) Alguns Dados Gerais sobre os Jovens na RMRJ 3 De acordo com os dados da PME/IBGE, em 2000, os jovens entre 15 e 24 anos compunham 22,6% da população total em idade ativa (PIA) da RMRJ, 1,2 pontos percentuais abaixo da mesma porcentagem em Como não houve decréscimo do número absoluto de jovens 1,8 milhões de pessoas, esta nova composição etária mostra a intensidade do processo de envelhecimento da população. Conforme a tabela 1, os dados indicam que a porcentagem de trabalhadores jovens participantes do mercado de trabalho medida através da taxa de participação 4 também decresceu de forma significativa ao longo dos anos 90. Enquanto em 1991, mais da metade deles (51,7%) estava ocupada ou em busca de um posto de trabalho neste caso, desempregada, em 2000, apenas 43,0% estavam nesta situação. A redução da taxa de participação foi bem mais acentuada para os jovens de 15 a 17 anos (14 pontos percentuais) do que para os que tinham entre 18 e 24 anos (7,1 pontos percentuais). A taxa de participação destes dois segmentos, em 2000, chegou a 12,0% e a 57,0%, respectivamente. Este fenômeno tem um lado positivo. Afinal é um indicativo da redução do ingresso precoce dos jovens, sobretudo os mais novos de 15 a 17 anos, na vida produtiva, acompanhada, possivelmente, do prolongamento da sua estada na escola. Há, neste caso, benefícios para o país, pois os jovens que comporão a força de trabalho no futuro o farão com um nível de escolaridade superior à geração anterior à sua. Como agente econômico, o jovem terá mais chances de adquirir um bom emprego 5 e de ser mais produtivo nas suas competências profissionais. Como agente social, o jovem certamente terá uma maior bagagem escolar, condição essencial para que exerça de forma ativa seu papel de cidadão. Por outro lado, existem algumas questões, talvez não tão otimistas, que devem ser enfatizadas na análise deste comportamento do jovem. Ao longo da década de 90, apesar da grande saída dos jovens no mercado de trabalho, as condições de inserção para aqueles que ficaram não foram tão satisfatórias. Como pode ser visto na tabela 1, de 1991 a 2000, houve significativa retração do nível de ocupação das pessoas na faixa etária de 15 a 24 anos (14,7%). Para os jovens de 15 a 17 anos, este quadro foi mais dramático, tendo em vista que o saldo negativo entre 1991 e 2000, chegou a aproximadamente 71 mil ocupa- 2 Esta base de dados segue, para determinados conceitos e variáveis, a metodologia utilizada pelo IBGE, permitindo sua compatibilização com alguns indicadores gerais produzidos pelas pesquisas domiciliares, como a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) e a Pesquisa Mensal do Emprego (PME), utilizadas ao longo do artigo. Para maiores detalhes sobre a metodologia desta pesquisa ver SCIENCE. Foram pesquisadas 51 favelas. 3 Nesta seção serão utilizados os dados da Pesquisa Mensal do Emprego (PME) a fim de caracterizar a evolução ao longo da década de 90. No entanto, o foco será uma análise mais estrutural com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE). 4 A taxa de participação corresponde à razão entre a PEA e a PIA. 5 O bom emprego, neste caso, deve ser visto como posto de trabalho almejado pelo trabalhador. Ou seja, um trabalhador mais escolarizado têm maiores chances de escolher um emprego mais adequado com suas perspectivas. 4

3 RIO DE JANEIRO: TRABALHO E SOCIEDADE -Ano 1-Nº 1 TABELA 1 Dados Gerais dos Jovens (15-24 Anos) no Mercado de Trabalho RMRJ (1991/2000) VARIAÇÃO (%) PIA ,9 PEA ,1 Taxa de Participação (%) 51,7 43,0-8,7 Nível de Ocupação ,7 Total de Desempregados ,6 Taxa de Desemprego (%) 8,0 11,7 3,7 Fonte: PME/IBGE. ções, ou seja, uma queda superior a 50%. Na faixa etária de 18 a 25 anos, o decréscimo do nível de ocupação foi de 7,4%. A taxa de desemprego aberto síntese das forças que operam pelo lado da demanda e oferta de trabalho dos jovens subiu 3,7 pontos percentuais entre 1991 e 2000, maior crescimento se comparado às outras duas faixas etárias mais velhas (1,9 e 1,6 ponto percentual para os trabalhadores de 25 a 49 e maiores de 50 anos de idade, respectivamente). 6 Além disso, a taxa (em 2000) é a mais alta dentre as três faixas etárias: 11,7% para os jovens contra 4,7% e 2,4% para as duas faixas de idade seguintes. Ou seja, mesmo com a saída intensa dos jovens do mercado de trabalho, que poderia vir a reduzir a pressão sobre este, não houve melhora para aqueles que ficaram na atividade produtiva. A força de trabalho jovem encontra muitas dificuldades para encontrar uma ocupação, restando muitas vezes o desemprego. Este fenômeno pode ser explicado pela falta de experiência dos jovens, ou baixa escolaridade, em alguns casos, como também pelo fato deles não serem, na sua grande maioria, responsáveis pelo sustento de uma família. Neste caso, podem se dar ao luxo de ficarem desempregados e rodarem no mercado de trabalho antes de se estabilizarem em uma atividade profissional. 6 Os dados de desemprego para os jovens não foram desagregados devido à amostra da PME ser pequena. 7 Para uma leitura mais cuidadosa destes dados, deveríamos normalizar as rendas médias pelo número de horas trabalhadas. No segmento mais jovem certamente há uma grande proporção de trabalhadores com jornadas menores, o que poderia subestimar o cálculo da renda média. Mas resta uma pergunta: qual a posição dos jovens que conseguiram um posto de trabalho? Em termos de rendimento, os jovens ocupados não foram os segmentos etários mais prejudicados no ano de 2000, fenômeno que pode estar relacionado à questão do aumento da escolaridade. De acordo com os dados da PME, os trabalhadores com maiores perdas de rendimento entre 1991 e 2000, tinham entre 30 e 39 anos ou entre 40 e 49 anos retração de 4,2% e 3,6%, respectivamente. Os jovens de 15 a 17 anos de idade, obtiveram ganhos de 6,6% entre 1991 e 2000, enquanto que os de 18 a 24 anos tiveram perdas de 3,4%. Os jovens, 7 por sua vez, ganham R$ 193,00 e R$ 348,00, 15 a 17 anos e 18 a 24 anos, respectivamente muito pouco relativamente as outras faixas etárias, conforme gráfico abaixo. Isto mostra que o mercado de trabalho valoriza experiência, ficando os trabalhadores mais jovens em desvantagem relativamente aos que estão nos grupos etários superiores. 5

4 RIO DE JANEIRO: TRABALHO E SOCIEDADE -Ano1-Nº1 Renda Real Média por Faixa Etária - RMRJ/2000 R$ Jan/ >=65 TOTAL Fonte: PME/IBGE. Uma observação deve ser feita com relação ao comportamento dos rendimentos dos jovens de 15 a 17 anos. Este segmento foi o mais afetado pela estagnação da renda do trabalho entre os anos de 1998 e Enquanto as perdas para as outras faixas etárias, em relação à 1997, não ultrapassaram os 3%, para estes jovens, atingiram o valor de 9%. Desta forma, a recuperação do nível de rendimentos no ano 2000 é influenciada por este quadro anterior. Quanto às características estruturais da ocupação do jovem no mercado de trabalho (posição na ocupação), utilizaremos a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 1999 (PNAD/IBGE). 8 Como pode ser visto na tabela 2, os trabalhadores jovens com 15 a 17 anos de idade estão predominantemente inseridos de forma precária no mercado de trabalho. Cerca de 50% destes trabalhadores são empregados sem carteira assinada (outros empregados sem carteira e trabalhador doméstico sem carteira). 9 As outras formas de inserção na atividade econômica mais importantes para este segmento são: o trabalho por conta própria (16,2%) e o emprego com carteira assinada (25,4%). Destaca-se que o trabalho não remunerado tem um peso nada desprezível para este segmento, já que é responsável por 6,3% do total de ocupações (nos outros grupos etários não ultrapassa a porcentagem de 1,7%). Para outras duas faixas etárias jovens, o emprego com carteira assinada é muito importante 33,5% e 47,9% dos jovens ocupados com 18 a 19 e 20 a 24 anos de idade seguido do emprego sem carteira assinada (28,5% e 19,0%, respectivamente). Outro dado que chama a atenção é o peso do trabalho doméstico sem carteira assinada nas faixas etárias de 15 a 17 e 18 a 19 aproximadamente 7%. Este tipo de ocupação junto com o trabalho não remunerado representam formas de inserção familiares. Na ocupação sem remuneração, os jovens podem estar ajudando seus próprios familiares em atividades produtivas domésticas ou serviços. No trabalho doméstico sem carteira, os jovens estão inseridos em um ambiente familiar, que não o seu, prestando serviços, como faxina, cozinha, etc, no entanto, sem nenhuma garantia legal, à margem da legislação trabalhista. 8 Utilizamos a PNAD ao invés da PME porque a amostra permite cruzamentos de idade com ocupação de forma mais desagregada. O objetivo não é analisar a evolução das condições de ocupação mas identificar a estrutura ocupacional do jovem no ano de 1999 último ano disponível da PNAD. 9 Para o total de trabalhadores, esta porcentagem é de apenas 18,5%. 6

5 RIO DE JANEIRO: TRABALHO E SOCIEDADE -Ano 1-Nº 1 Nos dois casos, não se exige nenhuma qualificação, sendo atividades de refúgio dos trabalhadores de baixa escolaridade e sem treinamento. Para os trabalhadores com mais de 25 anos de idade, o emprego com carteira assinada ainda é crucial, no entanto, o trabalho por conta própria assume um papel mais importante que o emprego sem carteira assinada na absorção destes trabalhadores. Esta constatação não é surpresa, tendo em vista que é esperado que pessoas mais velhas tenham mais facilidade em se tornar trabalhadores autônomos, devido à experiência acumulada em empregos anteriores ou, eventualmente, pela decisão de voltar a trabalhar após a aposentadoria. De acordo com Fontes e Machado (1999), a idade, como proxy de experiência, se mostrou mais importante que anos de estudo na inserção no trabalho por conta própria. TABELA 2 Composição da Ocupação por Faixa Etária RMRJ/1999 GRUPO DE IDADE TOTAL 15 A A A OU MAIS Total 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 Empregado com Carteira 39,6 25,4 33,5 47,9 38,9 Militar 2,0-7,4 5,0 1,4 Funcionário Público Estatutário 8,0-1,7 2,8 9,2 Outros Empregados sem Carteira 12,5 43,0 28,5 19,0 10,3 Empregados sem Declaração de Carteira 0, ,1 Trabalhador Doméstico com Carteira 3,1 1,4 2,9 2,9 3,2 Trabalhador Doméstico sem Carteita 6,3 7,0 7,4 5,6 6,4 Trabalhador Doméstico sem Declaração de Carteira 0, ,0 Conta-Própria 23,7 16,2 15,7 14,1 25,5 Empregador 3,7 0,7 0,8 0,9 4,3 Trabalhador na Produção para o Próprio Consumo 0,1-0,4-0,2 Trabalhador na Construção para Próprio Uso 0, ,1 Não Remunerado 0,8 6,3 1,7 1,7 0,5 Fonte: PNAD/IBGE. OBS: A faixa etária de 10 a 14 anos foi suprimida, afim de manter a comparabilidade com a PME, onde a PIA corresponde à população total com mais de 15 anos de idade. Destaca-se que o padrão de inserção ocupacional atual se caracteriza por excluir os jovens do mercado de trabalho, à medida que impõe barreiras cada vez maiores ao acesso ao primeiro emprego e aos bons empregos. Assim, aos jovens, usualmente, restam as ocupações de pior qualidade com relações de trabalho informais e com remunerações inferiores o desemprego ou a inatividade. Neste caso, a atratividade do mercado de trabalho para os jovens torna-se baixa, não somente por conta do maior valor dado a aquisição de mais escolaridade, mas também, pelas próprias condições impostas pelo mercado de trabalho: baixas remunerações e ocupações de baixa qualidade. Quando os jovens vão para a inatividade, tendo em vista a baixa atratividade do mercado de trabalho, adiam o ingresso no mundo profissional e inserem-se ou não em outras atividades, como nas escolares. Em alguns casos, mais problemáticos, o jovem não aloca seu tempo na escola e nem no trabalho, não adquirindo referências sociais e muitas vezes ficando suscetível a atividades impro- 7

6 RIO DE JANEIRO: TRABALHO E SOCIEDADE -Ano1-Nº1 dutivas. Este quadro é mais dramático quando o jovem insere-se num ambiente de alto risco social. 3. A Inserção dos Jovens Moradores de Favelas do Rio Nesta seção, aproveitando-se da existência de uma rica base de dados 10 sobre moradores de favelas do Rio de Janeiro, optamos por analisar a inserção do jovem que mora nestas áreas. Estes jovens são mais vulneráveis às dificuldades no mercado de trabalho e na escola, possuindo condições menos satisfatórias de sobrevivência e oportunidades. 11 Na cidade do Rio de Janeiro, cerca de pessoas moram em favelas, de acordo com a Contagem Populacional do IBGE de Conforme os dados da PSECBR, 25,3% da população em idade ativa de 51 favelas do Rio são jovens entre 15 e 24 anos, somando, aproximadamente, 50 mil pessoas. Este percentual é mais elevado que o percentual de jovens na RMRJ como um todo, que chega a 20% da PIA, segundo informações da PNAD/ TABELA 3 Composição da População em Idade Ativa por Faixa Etária FAIXAS ETÁRIAS FAVELAS (%) 10a14 12,7 15a17 8,2 18a19 5,2 20a24 11,8 25 ou Mais 62,0 NR 0,0 Total 100,0 Total de Jovens (15 a 24 anos) 25,3 Fonte: PSECBR/SCIENCE. Enquanto no Rio de Janeiro como um todo, grande parte destes jovens estão no papel de filhos apenas 6,7% são chefes de família, nas favelas uma parcela significativa (15,4%) já é chefe de família. Este é um indicativo que grande parte dos jovens moradores das favelas têm uma obrigação fundamental de sustento familiar. Logo, inserem-se na atividade econômica não somente para ajudar seus familiares, mas sobretudo para sustentar a própria família. De acordo com a tabela 4 abaixo, a taxa de participação dos jovens de 15 a 24 anos de idade é 50,9%, bem mais elevada que do total de jovens da RMRJ (43,0%, em 2000, de acordo com a PME/IBGE). Ressalta-se que para os jovens de 20 a 24 anos de idade, esta taxa eleva-se bruscamente para 71%, e para os jovens de 15 a 17 anos esta situa-se em 22,4%, 10 pontos percentuais acima da taxa de participação dos jovens da RMRJ total. Assim, do total de moradores destas favelas na faixa etária de 15 a 24 anos, 41,4% inserem-se em alguma atividade econômica. Mais da metade (51,7%) é absorvida em postos de trabalho no setor serviços. O comércio é relativamente 10 Através das informações de 51 favelas, extraídas da Pesquisa Sócio Econômica das Comunidades de Baixa Renda (PSECBR Sociedade Científica de Ciências Estatísticas/SCIE NCE) no período de 1998 a 2000, podemos identificar o perfil dos trabalhadores jovens e adolescentes moradores de favelas e traçar suas características quanto à inserção na atividade econômica. 11 Ver literatura específica sobre as condições de vida na favela. Zaluar e Alvito (1998) e Oliveira (1999). 12 Para a PME/IBGE, esta porcentagem é de 22,5%. 8

7 RIO DE JANEIRO: TRABALHO E SOCIEDADE -Ano 1-Nº 1 TABELA 4 Dados Gerais do Mercado de Trabalho por Faixa Etária Comunidades de Baixa Renda PIA PEA OCUPADOS DESEMP TX PARTIC TX DESEMP 15a ,4 15,9 18 a ,5 23,9 20 a ,7 17,5 25 ou Mais ,3 9,9 NR 5 - Total ,4 11,6 Jovens (15 a 24) ,9 18,6 Fonte: PSECBR/SCIENCE. mais importante para eles do que para os trabalhadores com mais de 25 anos de idade. Cerca de 21% dos jovens ocupados estão empregados em atividades ligadas ao comércio, enquanto somente 14% dos trabalhadores com mais de 25 anos de idade estão ocupados neste setor. Com relação à posição na ocupação, observamos que a proporção de empregados é maior entre os jovens do que entre os adultos (adultos 63,3% e jovens 83,1%). Isto ocorre porque para estes últimos, o trabalho por conta própria representa uma opção de inserção, dado o seu maior tempo de experiência profissional. Assim como no total da RMRJ, este tipo de ocupação é relativamente menos importante para os jovens. Apenas 6,1% deles são trabalhadores autônomos, proporção que se eleva para 21% quando consideramos os trabalhadores com mais de 25 anos de idade. Mais da metade dos jovens têm registro na carteira de trabalho (51,8%), no entanto, ainda resta uma proporção significativa que se inserem à margem da legislação trabalhista na forma de empregados sem carteira assinada (40,1%), contrastando com os trabalhadores mais velhos, onde esta porcentagem cai para 23,8%. Ou seja, o trabalho informal dos jovens é fundamentalmente o emprego sem carteira assinada, enquanto para os trabalhadores com mais de 25 anos de idade, se traduz em atividade autônoma. 13 Essa taxa desemprego é uma média da taxa de desemprego dos jovens de cada comunidade. Como cada comunidade tem um período de referência, representa apenas uma proxy do desemprego, indicando apenas que o desemprego é mais acentuado para os moradores destas áreas, sobretudo os mais jovens. Quanto à renda do trabalho, da mesma forma que na RMRJ os jovens ganham menos relativamente aos trabalhadores com mais de 25 anos de idade. Um jovem na faixa etária de 15 a 17 anos ganha aproximadamente 170 reais, as faixas etárias seguintes (18 a 19 anos e 20 a 24 anos) possuem rendimentos médios iguais a 234 e 310 reais, respectivamente. A porcentagem de jovens moradores de favelas desempregada é muito alta, chegando a 18,6% 13 da PEA, superior a dos jovens da RMRJ (em torno de 11%) e que a do total da população residente em favelas (em torno de 11,6%). Desta forma, estes jovens estão pressionando o mercado de trabalho, alocando parte do seu tempo na procura por um emprego. Há nas favelas uma grande proporção de jovens que não estão inseridos no mercado de trabalho e nem na escola. Dos jovens ocupados, 77,2% abandonaram 9

8 RIO DE JANEIRO: TRABALHO E SOCIEDADE -Ano1-Nº1 o sistema escolar, dado que a inserção produtiva exige, muitas vezes, jornada de trabalho integral podendo comprometer os estudos da maior parte destes trabalhadores. O dado mais surpreendente, no entanto, é com relação aos jovens que não estão nem ocupados nem procurando ocupação, os inativos. Cerca de 48% deles também não frequentam a escola, não participando do sistema escolar nem do sistema produtivo. São jovens que nada fazem, e são vulneráveis ao crime organizado e à economia do tráfico. De acordo com Oliveira (1999), são adolescentes e jovens, com idades que variam de 10 a 25 anos, que formam em grande parte, o exército ativo ou de reserva do narcotráfico em favelas e periferias. Quando as chances dos trabalhadores se inserirem no mercado de trabalho são encolhidas, a situação dos jovens, moradores de comunidades de baixa renda, torna-se mais dramática. Primeiro porque ao entrarem na corrida profissional, já o fazem em desvantagem a outros jovens que conseguiram completar seus estudos (de melhor qualidade) e adquirir outros conhecimentos mais específicos (informática, línguas estrangeiras, etc). Segundo porque muitos destes jovens já são chefes de família, não podendo se dar ao luxo de ficarem desempregados. Essa posição familiar, muitas vezes precoce, torna preeminente para o jovem o abandono do estudo e o exercício de uma atividade remunerada. Por último, a posição de desvantagem no mercado de trabalho e as dificuldades inerentes ao ingresso no sistema educacional, tornam outras atividades mais atraentes, não só do ponto de vista da renda, mas sobretudo do status social que obtém, tornando-os capazes de personificar uma esfera de poder no ambiente em que vivem (Oliveira, 1999). 5. Referências Bibliográficas OLIVEIRA, Jane Souto de (1999). Barreiras, Transgressões e Invenções de Mercado: a Inserção Econômica de Jovens Pobres. Mimeo. ZALUAR, AlbaeALVITO, Marcos (1998). Um século de favela. Rio de Janeiro: Editora FGV. POCHMANN, Márcio (1998). Inserção Ocupacional e o Emprego dos Jovens. Coleção ABET Mercado de Trabalho. São Paulo: ABET, v. 6. FONTES, Adriana e Machado, DANIELLE C. (1999). Trabalho por conta própria: uma opção satisfatória para os trabalhadores da Região Metropolitana do Rio de Janeiro? O Mercado de Trabalho do Rio de Janeiro: conjuntura e análise. Rio de Janeiro: Secretaria Municipal do Trabalho, Ano 3, nº5. FIBGE. Pesquisa Mensal do Emprego. FIBGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios. SCIENCE. Pesquisa Sócio Econômica das Comunidades de Baixa Renda. 10

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