A Bomba Informática La bombe informatique

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1 A Bomba Informática La bombe informatique Nascido em Paris, França em É filósofo e urbanista Define a era da informática como algo perigoso Paul Virilio 1 Civilização ou militarização da Ciência Capitulo 1 Se a verdade é o que é passível de verificação, a verdade da ciência contemporânea é menos a magnitude de um progresso que a extensão das catástrofes técnicas que provoca. 2

2 Civilização ou militarização da Ciência Capitulo 1 Durante quase meio século de corrida armamentista entre o Leste e o Ocidente, a ciência evolui na perspectiva única em busca de desempenhos-limites em detrimento da descoberta de uma verdade coerente e útil à Humanidade 3 Civilização ou militarização da Ciência Capitulo 1 Tendo se tornado progressivamente TECNOCIÊNCIA, produto da confusão inevitável ente instrumento operatório e pesquisa exploratória, a ciência moderna afastou-se de seus fundamentos filosóficos e se extraviou, sem que ninguém se preocupasse com isso, à excessão de lideres ecológicos e religiosos 4

3 Civilização ou militarização da Ciência Capitulo 1 Espaço de rigor que nutre as aventuras intelectuais, a ciência mergulha num aventureirismo tecnológico que desvirtua. Ciência do excesso, Da exacerbação, ciência-limite ou limite da ciência? 5 Totalidade ou Globalidade Capitulo 2 Fim do espaço : um pequeno planeta suspenso no éter eletrônico de nossos meios de telecomunicação. Não há mais diferenças para politica interna e externa - Bill Clinton Cidade real e virtual. (mundo real vs virtual) Velocidade da informação / distância física. 6

4 Totalidade ou Globalidade Membro Fantasma Capitulo 2 A terra não se estende mais a perder de vista Ela se deixa ver, em todas as suas faces, através da estranha janela. A súbita multiplicação dos pontos de vista não passa, pois, do impacto que teve, sobre a opinião pública, a última globalização: a do olhar, do olho único do CÍCLOPE que governa a caverna, essa caixa preta que dissimula, de forma cada vez mais precária, a grande noite da História, uma História que é vitima da síndrome da realização total. 7 Totalidade ou Globalidade Capitulo 2 k=view&id=212&itemid=169 8

5 A América Capitulo 3 Discurso de posse do Bill Clinton em 20/01/1997 O Século passado foi americano, o próximo século deverá sê-lo ainda mais com os Estados Unidos assumindo a liderança de todo um mundo de democracias... No mesmo discurso lembrava também um modelo americano deteriorado, uma democracia falida e em ruínas, correndo o risco de se tornar uma catástrofe política maior 9 A América Capitulo 3 Na América, tudo começa e tudo acaba pela cobiça de um olhar. Hollywood, Ford, depressão dos anos 30, etc. Quem não gosta da televisão não gosta da América! -Berlusconi durante a campanha eleitoral à Itália. 10

6 A América Capitulo 3 a tecnologia é nosso destino. A liberdade que os aparelhos de alta tecnologia nos dão poder dizer SIM a seu potencial. Temos a liberdade de dizer NÃO a este século ainda mais americano? Ciber é um novo continente, o Ciber é uma realidade suplementar, o Ciber deve refletir a sociedade dos indivíduos, o Ciber é universal, sem chefe e sem líder, etc. 11 Clones Capitulo 4 Ovelha Dolly tendendo a clones humanos Há os que dizem que já acontece. Médicos sondando o corpo humano em tempo real em qualquer parte do planeta Divulgações sobre vaca louca, transgênicos, clonagem animal para que as multinacionais tornar o público senão informado, pelo menos já receptivo 12

7 Clones Capitulo 4 Dependência cada vez maior de experimentação animal para produtos humanos. Liberdade individuais e suas próprias propriedades. Uso dos clones óticos por parte de empresa, governo, etc. 13 Clones Capitulo 4 Depois da dissuasão nuclear e da experimentação social do começo do século passado, a guerra econômica global que se abate sobre o nosso planeta se torne por sua vez, experimental e principalmente bioexperimental. Um japonês: O que eu não perdôo aos americanos é que Hiroshima não foi um ato de guerra, mas uma experiência 14

8 Clones Capitulo 4 Talvez existam guerras justas, mas não há exércitos inocentes. O mesmo se diz para a ciência: não há mais ciência verdadeiramente inocente. A humanidade é o que resta quando se tira do homem tudo o que se toca e tudo o que se vê. 15 Realidade Capitulo 5 Segundo Agatha Christie : Os anos de guerra não pareciam ser anos de verdade. Eles faziam parte de um pesadelo durante o qual a realidade era abolida 16

9 Realidade Capitulo 5 Hoje não há mais necessidade de guerra para matar a realidade. Crashes, descarrilhamentos, explosões,desintegrações, efeito estufa, etc... Tudo ao vivo pela TV Walter Benjamin: os analfabetos da Imagem. 17 Realidade Capitulo 5 Jean Rostand : o rádio talvez não nos tenha tornado mais tolos, mas de qualquer forma tornou a tolice mais sonora Kafka : As massas se apressam, correm, atravessam a época a toque de caixa. Elas pensam avançar mas não fazem mais que marcar passo e cair no vazio, e é só. 18

10 Realidade Capitulo 5 EI4802,00.html 24u21095.shtml 19 Filme A ameaça virtual Anti Trust :00: :26: :30: :35: :37: :48: :24: :27: :34: Filme - Ameaça Virtual 20

11 A Bomba Com todo este voyeurismo, a televigilância adquire um novo sentido: não se trata mais de se prevenir contra uma intrusão criminosa, mas de partilhar suas angustias, seus fantasmas, com toda uma rede, graças à superexposição de um lugar de vida. Tvs ao vivo, webcam, etc. 21 A Bomba Depois da primeira bomba, a bomba atômica capaz de desintegrar a matéria pela energia da radioatividade, surge neste fim de milênio o epectro da segunda bomba, a bomba informática, capaz de desintegrar a paz das nações pela inter-atividade da informação. 22

12 A Bomba Na Internet, a tentação terrorista é permanente, por que é fácil causar danos com toda impunidade. lembramos que é uma afirmação de A Bomba Imagens de voyeurismo universal que dirige o olhar de todos para pontos de vista privilegiados, esta súbita multiplicação dos pontos de vista nada mais é que o impacto, sobre a opinião pública, dos futuros pontos de venda da última globalização, a do olhar do olho único. 24

13 A Bomba A aceleração tecnológica operou, em primeiro lugar a transferência da escrita para a palavra falada. Da carta e do livro para o telefone e o rádio... E hoje a palavra (o verbo) que logicamente parece diante da instantaneidade da imagem em tempo real. 25 A Bomba Com o iletrismo e o analfabetismo, delinea-se a época dos micros silenciosos, do telefone mudo, não mais em pane técnica, Mas em pane da sociabilidade porque logo não teremos mais nada a nos dizer, Nem realmente tempo de dizer Pois, antes não saberemos mais como fazer para escutar ou dizer alguma coisa, 26

14 A Bomba Assim como já não sabemos bem o que escrever. Caspar David Friedrich : Os povos não terão mais voz. Não lhes será permitido ter consciência de si mesmos nem honrar-se. 27 A tecnologia A cibernética da rede das redes é menos uma técnica que um sistema. Um tecno-sistema de comunicação estratégica que traz consigo o risco sistêmico de uma reação em cadeia dos estragos, logo que a mundialização se tornar efetiva. A revolução da informação real é igualmente a da desinformação virtual. 28

15 A aceleração Mais que a geografia, a mundialização condiciona a história presente e futura A aceleração do tempo Real, aceleração limite da velocidade da luz, não apenas neutraliza a extensão geofísica, o tamanho natural do globo terrestre. 29 A aceleração Principalmente diminui a importância das longas durações do tempo local das regiões, dos países e das antigas nações de base essencialmente territoriais. Graças à utilização paciente de uma interatividade que se estende ao conjunto do nosso planeta, a guerra da informação prepara a primeira guerra mundial do tempo, 30

16 Ou mais precisamente: A aceleração A primeira guerra do tempo mundial, desse Tempo Real dos intercâmbios entre as redes interconectadas. Assim sendo, é impossível distinguir claramente a diferença entre a guerra econômica e da guerra informática, Mesclando a guerra comercial com a militar. 31

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