As Ferramentas de SCM e o Suporte do CMM

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1 As Ferramentas de SCM e o Suporte do CMM Como é que as ferramentas de SCM (Software Configuration Management) podem ajudar na melhoria de processos de acordo com o modelo CMM (Capability Maturity Model)? Este artigo aborda o ponto de vista da Rational. No entanto, o leitor poderá extrapolar para outras ferramentas análogas, ou mesmo para o modelo SPICE (Software Process Improvement and Capability determination), também conhecida por norma ISO/IEC Uma vez que a Rational fornece soluções de desenvolvimento de software, vê-se frequentemente envolvida em actividades de melhoramento de processos, utilizando para isso o modelo CMM for Software (SW-CMM) do SEI (Software Engineering Institute). Evidentemente, as ferramentas de desenvolvimento de software, por si só, não são suficientes para garantir bons níveis de maturidade dos processos, mas podem ajudar. As ferramentas da Rational a que se refere este artigo são as de gestão das alterações e de configurações, ou seja, o ClearCase e o ClearQuest. Estas duas ferramentas são utilizadas em conjunto com a gestão unificada das alterações (ou UCM - Unified Change Management). Recorde-se que a UCM é a abordagem da Rational para a gestão das alterações no desenvolvimento de sistemas de software, desde os requisitos à disponibilização do produto. Isto quer dizer que esta abordagem abarca todo o ciclo de desenvolvimento, definindo a forma de gerir as alterações de requisitos, de modelos de desenho, de documentação, de componentes, de casos de teste e de código fonte. A UCM coloca o enfoque em dois conceitos importantes: actividade e artefacto. Uma actividade é uma porção de trabalho a realizar destinada a provocar avanços no estado do projecto. Uma actividade pode ter origem num assunto levantado numa reunião, num defeito introduzido numa base de dados de defeitos, ou num pedido de melhoria enviado por um cliente. As actividades estão ligadas às funcionalidades e aos requisitos do produto. Um artefacto é um item (normalmente um ficheiro) que deve estar sob controlo de versões. Num nível mais conceptual, os artefactos podem ser requisitos, testes, modelos visuais, código, planos de projecto, etc. Ou seja, podem ser basicamente qualquer item que o projecto precise de gerir e de controlar. Um dos aspectos fortes mais importantes da UCM reside no facto de ligar as actividades utilizadas para planear e acompanhar o progresso dos projectos aos artefactos que estão em constante mudança evolutiva.

2 O que é o CMM O SEI tem estado envolvido no melhoramento de processos de software há cerca de uma década e o seu modelo SW-CMM fornece orientações para a melhoria de processos de software. Estas orientações incluem informação sobre práticas chave da indústria que devem ser implementadas para ajudarem a garantir o sucesso dos projectos de software. O modelo CMM prevê cinco níveis de maturidade: Nível 1. As organizações não têm um ambiente estável para o desenvolvimento e manutenção de software. Nível 2. As organizações dispõem de controlos de gestão de software básicos. Nível 3. As organizações utilizam boas práticas de engenharia de software aquando da standardização dos seus processos de software. Nível 4. As organizações especificam objectivos de qualidade quantitativos, tanto para os produtos de software, como para os processos. Nível 5. As organizações concentram a sua atenção na melhoria contínua dos processos. Actualmente, a maior parte das organizações de software funcionam no Nível 1 de maturidade. Muitas delas pretendem alcançar o Nível 4 e o Nível 5, mas obtêm grandes benefícios nos Níveis 2 e 3 e ficam-se por aí. O modelo SEI SW-CMM divide os cinco níveis de maturidade referidos atrás em áreas de processo chave (ou KPAs Key Process Areas). Por sua vez, estas últimas são ainda divididas em cinco aspectos comuns: Compromisso (commitment) o que tem de ser feito para estabelecer o processo? Capacidade (ability) quais os pré-requisitos necessários para se ser bem sucedido? Actividade (activity) quais as funções, actividades e artefactos que são necessários? Medição (measurement) quais as medições e análises que são necessárias para avaliar o progresso? Verificação (verification) como é que a organização valida a conformidade do processo? É no contexto destes cinco aspectos comuns que o CMM fornece linhas de orientação para a melhoria dos processos de software para todas as KPAs em cada nível. Apesar do CMM fornecer orientações genéricas e alguns exemplos das funções, actividades e artefactos que podem ser utilizados para implementar as práticas chave, deixa que os detalhes de implementação se adeqúem às necessidades específicas daqueles que procuram aumentar a maturidade dos seus processos de software. Esses detalhes incluem a selecção do conjunto de métodos, técnicas e ferramentas mais adequados a implementar, bem como a sua implementação na altura certa e com as pessoas correctas. Para uma maior familiarização com o modelo SW-CMM, convirá visitar o site do SEI em Suporte do CMM pela UCM e pelas ferramentas da Rational Nível 2 De seguida, descreve-se (em linhas gerais) a forma como das ferramentas Rational ClearCase e ClearQuest suportam cada KPA do Nível 2. KPA Gestão de Requisitos. A utilização da UCM com o ClearCase e o ClearQuest fornece suporte CMM sempre que os requisitos de sistema alocados ao software são alterados. Os artefactos do ClearCase afectados pelas alterações têm que ser associados a uma actividade na UCM. Consequentemente, só os documentos e o

3 código afectados, que são agora consistentes com os requisitos actualizados, fazem parte da baseline a ser disponibilizada. KPA Planeamento de Projectos de Software. O plano de desenvolvimento de software de um projecto e as suas alterações podem ser geridas e controladas utilizando o ClearCase e o ClearQuest. Os diagramas de distribuição do ClearQuest podem ser utilizados para ver a quem foram atribuídos os pedidos de alterações (em quantidade e por data), permitindo assim uma boa distribuição e calendarização das actividades pelos recursos. KPA Supervisão e Acompanhamento de Projectos de Software. A utilização do addin Project Tracker do ClearQuest permite que os progressos reportados nesta ferramenta possam ser transferidos automaticamente para o Microsoft Project. Desta forma, um gestor de projecto pode actualizar em qualquer altura o plano de projecto com a informação mais actualizada e fidedigna. Além disso, as alterações aprovadas (objecto de compromissos) que afectam o projecto de software são comunicadas utilizando a funcionalidade de notificação via do ClearQuest. KPA Gestão de Subcontratos de Software. Ao exigir-se que os subcontratados utilizem a UCM com o ClearCase e o ClearQuest, está-se a disponibilizar um suporte significativo para a gestão efectiva do seu progresso ao longo do tempo. Além disso, os ClearCase e ClearQuest Multi-site podem ser utilizados para gerir as configurações e as alterações no caso de subcontratados geograficamente dispersos. KPA Garantia da Qualidade de Software. O plano de garantia da qualidade de software de um projecto e as suas alterações podem ser geridas e controladas através da utilização do ClearCase e do ClearQuest. Este último pode ser utilizado para documentar e acompanhar os desvios identificados nas actividades de software e nos work-products. Estas funcionalidades fornecem uma visibilidade apropriada sobre os produtos que estão a ser construídos. KPA Gestão de Configurações de Software. Detalham-se a seguir mais em pormenor os aspectos desta KPA, uma vez que estão relacionados directamente com as capacidades da UCM, do ClearCase e do ClearQuest. Compromisso Compromisso 1. O projecto segue uma política organizacional escrita para a implementação da gestão de configurações de software. Quando é especificada uma política organizacional para a SCM, podem ser implementadas políticas de nível de projecto na UCM. Esta última inclui um conjunto de políticas de projecto que podem ser adoptadas para reforçar as práticas de desenvolvimento entre os membros de uma equipa de projecto. Com a especificação de políticas podemos melhorar a comunicação entre os membros da equipa de projecto e minimizar os problemas aquando da integração do seu trabalho. Por exemplo, pode-se implementar uma política que exija aos especialistas em desenvolvimento a actualização das suas áreas de trabalho com as baselines mais recentes do projecto antes de disponibilizarem trabalho para o fluxo de integração. As políticas UCM podem ser implementadas tanto a partir do ClearCase como do ClearQuest. Capacidades Capacidade 1. Existe ou está estabelecido um Software Configuration Control Board (SCCB), que tem autoridade para gerir as baselines do projecto de software. A utilização da UCM, do ClearCase e do ClearQuest permite funções SCCB como Gestor de Projecto, Gestor de Controlo de Alterações e Gestor de Configuração. A UCM gere o processo de baseline, controla as baselines estabelecidas pelo SCCB e fornece ao SCCB a informação necessária sobre cada alteração analisada. Capacidade 2. Existe um grupo que é responsável pela coordenação e implementação da SCM para o projecto (ou seja, o grupo SCM).

4 A UCM, o ClearCase e o ClearQuest permitem que os membros do grupo SCM nomeadamente os gestores de projecto e os especialistas em desenvolvimento efectuem a gestão da biblioteca de baselines de software, procedam à geração de relatórios SCM e garantam a manutenção das actualizações para as baselines de software. Capacidade 3. São disponibilizados fundos e recursos adequados para a realização das actividades de SCM. A UCM permite que todas as funções do projecto desenvolvam actividades de SCM. O ClearCase e o ClearQuest gerem essas actividades e os seus artefactos. A informação armazenada nestas ferramentas pode ser utilizada para financiar adequadamente as actividades de SCM. Capacidade 4. Os membros do grupo SCM recebem formação relativamente aos objectivos, procedimentos e métodos para a realização das suas actividades de SCM. Os profissionais com formação Rational disponibilizam educação e formação, soluções de Deployment e QuickStart, consultoria e suporte técnico a nível mundial. O ClearCase e o ClearQuest também disponibilizam funcionalidades de ajuda online e tutoriais para efeitos de aprendizagem. Capacidade 5. Os membros do grupo de engenharia de software e de outros grupos relacionados com software obtêm formação para realizarem as suas actividades de SCM. Aplica-se o mesmo que foi dito na Capacidade 4. Actividades Actividade 1. É preparado um plano SCM para cada projecto de software, de acordo com um procedimento documentado. A Rational disponibiliza várias ferramentas para documentar o plano SCM, incluindo o RUP (Rational Unified Process), o Rose, o ClearCase e o ClearQuest. Estas duas últimas ferramentas fornecem várias funcionalidades que podem ser incorporadas no plano SCM, nomeadamente listas automáticas, gestão do espaço de trabalho pessoal e desenvolvimento paralelo através de ramificações (branching) e fusões (merging) ilimitadas. Actividade 2. É utilizado um plano SCM documentado e aprovado como base para a realização das actividades de SCM. A UCM implementa o plano SCM e fornece evidências de que o plano está a ser concretizado através da utilização de funcionalidades de auditoria, de relatório e de gráficos. Actividade 3. Foi estabelecido um sistema de biblioteca de gestão de configurações como repositório para as baselines de software. O ClearCase fornece um repositório seguro e escalável concebido especificamente para o armazenamento de todos os activos do projecto. Além disso, as suas views dinâmicas fornecem acesso ao repositório com base no estatuto, para garantir que só são acedidos os artefactos relacionados com uma actividade. Actividade 4. Os work-products a serem colocados sob gestão de configurações são identificados. O ClearCase e o ClearQuest não limitam a utilização, o tipo ou a dimensão de qualquer espécie de work-product. O RUP fornece orientações para ajudar na determinação dos work-products de software a serem colocados sob o controlo da gestão de configurações. A UCM permite que os work-products sejam organizados em componentes (grupos de elementos de ficheiros relacionados que são desenvolvidos, integrados e disponibilizados em conjunto). Actividade 5. Os pedidos de alterações e a comunicação de problemas para todos os itens/unidades de configuração são iniciados, registados, analisados, aprovados e acompanhados de acordo com um procedimento documentado. A UCM fornece uma solução integrada para a gestão das alterações. O fluxo de

5 trabalho definido no plano SCM é implementado através de um modelo de estado ClearQuest. A UCM exige que qualquer alteração a um item de configuração seja associada a um pedido de alteração. Além disso, a UCM fornece várias funcionalidades para simplificar a gestão dos pedidos de alterações e dos itens de configuração, incluindo um modelo de estado totalmente costumizável, permissões baseadas em estatuto para controlar o movimento dos pedidos de alterações ao longo do processo SCM e notificação automática de alterações para os estados e campos. Actividade 6. As alterações às baselines são controladas de acordo com um procedimento documentado. A UCM exige que qualquer alteração a um item de configuração seja associada a um pedido de alteração. O pedido de alteração regista o conjunto de ficheiros que são criados ou modificados por um especialista em desenvolvimento para concluir uma tarefa. Os pedidos de alterações que são identificados para disponibilizar são agrupados em baselines. Desta forma, a UCM fornece documentação completa sobre aquilo que está incluído numa versão. Actividade 7. São criados produtos a partir da biblioteca de baselines de software e a sua disponibilização é controlada de acordo com um procedimento documentado. A UCM implementa o plano SCM para permitir o controlo e a documentação de actividades incluídas nas baselines. Estas últimas são testadas para assegurar a qualidade e a fiabilidade dos work-products. Também são atribuídos níveis de promoção para indicar os resultados dos testes. Isto assegura a integridade dos produtos construídos a partir da biblioteca de baselines de software. Actividade 8. O estado dos itens/unidades de configuração é registado de acordo com um procedimento documentado. A UCM exige que qualquer alteração a um item de configuração seja associada a um pedido de alteração. O pedido de alteração regista o conjunto de ficheiros que são criados ou modificados por um especialista em desenvolvimento para concluir uma tarefa. O plano SCM é implementado ao longo do modelo de estado ClearQuest. O estado de cada pedido de alteração é indicado pelo estado conforme registado na base de dados ClearQuest. Esta ferramenta disponibiliza funcionalidades de interrogação (query), de gráficos e de relatórios para monitorizar o estado dos pedidos de alterações. Actividade 9. São criados relatórios standard a documentar as actividades de SCM e os conteúdos da baseline de software. Estes relatórios são disponibilizados aos grupos e indivíduos afectados. O ClearQuest fornece funcionalidades de interrogação, de gráficos e de relatórios para monitorizar o estado das actividades de SCM. Estas queries, gráficos e relatórios são organizados em pastas públicas e privadas. As pastas públicas podem ser partilhadas entre as equipas, ao longo de uma organização, ou de uma empresa. O ClearCase cria e guarda um registo de evento sempre que um elemento é modificado ou fundido. Muitos dos comandos ClearCase incluem opções de selecção e de filtragem que podem ser utilizadas para criar relatórios baseados nesses registos. A abrangência de tais relatórios pode cobrir um único elemento, um conjunto de objecto, ou Versioned Object Bases (VOBs) completas. Actividade 10. As auditorias de baselines de software são conduzidas de acordo com um procedimento documentado. A UCM permite criar baselines. Estas baselines identificam o método em que foi criada a baseline, os pedidos de alterações e uma versão de todos os elementos num ou mais itens de configuração. A baseline representa a configuração completa do sistema nesse ponto. Além disso, os conteúdos de uma baseline podem ser comparados dos os da sua predecessora, ou com os de qualquer outra baseline existente. A UCM também fornece uma funcionalidade de auditoria que permite a monitorização de qualquer função de uma construção de software, ou a criação de um registo de configuração.

6 Medição Medição 1. As medições são efectuadas e utilizadas para determinar o estado das actividades de SCM. O ClearQuest fornece funcionalidades de interrogação, de gráficos e de relatórios para monitorizar o estado das actividades de SCM. Como exemplos de métricas recolhidas out-of-the-box podemos referir o estado (Assigned, Open, Closed), a prioridade, a severidade, a data de submissão, a data de modificação e a resolução. Verificação Verificação 1. As actividades de SCM são analisadas com a gestão sénior periodicamente. A UCM facilita a recolha, organização e apresentação de dados associados às actividades de SCM. Podem ser concebidas queries, gráficos e relatórios com o objectivo de sumariar os dados do projecto para a gestão sénior. Por exemplo, são disponibilizados gráficos que apresentam as tendências das novas actividades versus as actividades já resolvidas. Verificação 2. As actividades de SCM são analisadas com o gestor de projecto de forma periódica e com uma orientação para os eventos. Como já foi referido na Verificação 1, a UCM facilita a recolha, organização e apresentação de dados associados às actividades de SCM. Podem ser concebidas queries, gráficos e relatórios para ajudar a equipa de desenvolvimento a gerir as actividades de SCM. De igual modo, podem ser concebidas queries para recolher informação em intervalos específicos de tempo. Também podem ser activadas notificações por com base em eventos específicos, nomeadamente a introdução de uma nova actividade. Verificação 3. O grupo SCM audita periodicamente as baselines de software para verificar a sua conformidade com a documentação que define essas baselines. Ver a explicação da Actividade 10. Verificação 4. O grupo da garantia da qualidade de software analisa e/ou audita as actividades e os work-products de SCM e comunica os resultados. Ver explicação da Actividade 10. Também convém sublinhar que o processo de auditoria pode ser implementado através da ferramenta ClearQuest. Os registos que acompanham os detalhes da auditoria (incluindo o estado da auditoria) podem ser geridos através do ClearQuest. A documentação, os relatórios e outros artefactos da auditoria podem ser ligados aos registos da auditoria e/ou tornarem-se objecto de versões com o ClearCase. A comunicação do estado da auditoria pode então ser efectuada utilizando as funcionalidades de relatório, de interrogação e de gráficos que são disponibilizadas pelo ClearQuest. Convém notar, no entanto, que estes registos de auditoria especializados não estão incluídos no esquema out-of-the-box do ClearQuest, embora possam ser concretizados utilizando as ferramentas de costumização do ClearQuest. Suporte do CMM pela UCM e pelas ferramentas da Rational Nível 3 A UCM suporta as Práticas Chave do Nível 3 do CMM através da gestão dos artefactos produzidos para um ciclo de vida de software definido. Suporta as KPAs Enfoque do Processo Organizacional, Definição do Processo Organizacional e Programa de Formação porque fornece automação para o processo definido e permite a incorporação das políticas e orientações de SCM enquanto decorre o processo de SCM. Estas ferramentas também suportam as KPAs Gestão de Software Integrada, Engenharia de Produto de Software e Coordenação Intergrupo porque permitem desenvolvimento paralelo e espaços de trabalho pessoais, além de garantirem a integridade do processo SCM. A KPA Análise Conjunta (Peer Review) é suportada porque permitem o acesso fácil aos artefactos de desenvolvimento que estão a ser

7 analisados e reportam o seu estado e progresso. Mais especificamente, um dos pontos fortes do ClearQuest reside na sua capacidade para gerir o impacto das alterações, incluindo o acompanhamento, a medição e o reporting. Esta ferramenta de gestão das alterações permite que uma equipa de projecto, além de recolher os pedidos de alterações, também recolha meta-dados sobre as alterações. Estes meta-dados (por exemplo, magnitude da gravidade e do impacto nos custos), aliados a um modelo bem definido do estado da gestão das alterações, podem conter toda a informação essencial para gerir a eficácia da integração do projecto. Por exemplo, pode ser criada uma métrica de gestão de projecto para recolher o número e a magnitude dos principais impactos adversos não antecipados para o projecto de software, acompanhados ao longo do tempo. Suporte do CMM pela UCM e pelas ferramentas da Rational Níveis 4 e 5 O ClearQuest fornece um conjunto robusto de métricas de projecto para controlar quantitativamente o desempenho do processo de software (Nível 4) e para analisar os defeitos (Nível 5), a fim de se tomarem medidas específicas que possam ajudar a prevenir a ocorrência de futuros defeitos e a optimizar o processo de desenvolvimento de software. Um dos aspectos fortes desta ferramenta tem a ver com o facto de poder ajudar a recolher meta-dados de pedidos de alterações e depois medir e reportar o estado da alteração. Uma equipa de projecto pode recolher detalhes descritivos sobre um defeito, a origem desse defeito e/ou o seu estado corrente no processo correctivo. Se estiverem a ser utilizadas outras ferramentas da solução Rational Suite, então alguma da informação anterior poderá ser recolhida directamente a partir do repositório da solução integrada de ferramentas. Por exemplo, as unidades que contêm o defeito ou o script de teste em que ocorreu o defeito poderiam ter sido identificados com base no repositório de testes da Rational quando o defeito foi escrito no Test Manager. No caso de se utilizarem outras ferramentas, qualquer membro do projecto que utilize a interface Web do ClearQuest poderá introduzir toda esta informação. Uma vez recolhidos os meta-dados, o ClearQuest fornece as queries, os gráficos e os relatórios para monitorar o estado das actividades de SCM através da utilização desses meta-dados (por exemplo, número e gravidade dos defeitos). Apesar da maior parte das métricas deste tipo não serem disponibilizadas out-of-the-box, o ClearQuest vem com funcionalidades de query, de gráficos e de relatórios fáceis de utilizar para a criação de queries de acompanhamento dos defeitos. Podem ser criados gráficos para detalhar os defeitos em função da sua gravidade, bem como para acompanhar o seu estado durante o processo de correcção. As ferramentas da Rational foram concebidas para ajudar as organizações ou os projectos a alcançar todos os níveis de maturidade previstos pelo modelo SEI SW- CMM. Mas apesar das ferramentas Rational ClearCase e ClearQuest, conjuntamente com a UCM permitirem responder às necessidades dos clients em termos de CMM, não existe nenhuma ferramenta que se possa afirmar como a solução para todos os problemas. Baseado no artigo How Rational Configuration and Change Management Products Support the Software Engineering Institute's Software Capability Maturity Model, de Bill Cottrell e John Viehweg, especialistas em engenharia de software na Rational Software.

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