PROJETO INTEGRADOR LUIZ DAVI DOS SANTOS SOUZA

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1 PROJETO INTEGRADOR LUIZ DAVI DOS SANTOS SOUZA Os serviços IP's citados abaixo são suscetíveis de possíveis ataques, desde ataques passivos (como espionagem) até ataques ativos (como a impossibilidade de acesso aos serviços). Por esses e outros motivos necessitamos de manter um nível de segurança e controle desses serviços. Para isso elaboramos um documento abaixo explicando o que é cada serviço juntamente com dicas de boas práticas e recomendações de segurança. SERVIÇO WEB HTTP O protocolo HTTP não oferece grau algum de segurança para a comunicação de dados. Com a ampliação da internet e devido à necessidade de trafego de dados seguros, foi implementado HTTPS para prover segurança para as aplicações e usuários. Os principais serviços oferecidos são: confidencialidade da informação entre o servidor e o cliente através da criptografia e a autenticação do servidor para o cliente através de certificados digitais, a porta padrão do protocolo HTTP é a 80, já a porta padrão do protocolo HTTPS é a 443. :: Boas praticas 1. Mantenha seu Apache atualizado com as últimas versões e correções, para correção de falhas e bugs encontrados nas versões anteriores 2. Desative a lista de diretórios, por padrão a apache lista diretórios na ausência

2 dos de um arquivo índice, então deixa-la ativa-la expor a raiz de diretórios do seu servidor. 3. Desative módulos e serviços desnecessários, por padrão o Apache vem com vários módulos e serviços pré-instalados, por isso desativar os itens que não vão ser alterados e bom e evita dores de cabeça. 4. Certifique-se de que o serviço Apache server-info esteja desativado, se a diretiva <Location /server-info>, estiver habilitada. Isso poderia incluir informações sensíveis sobre as configurações do servidor, tais como a versão do servidor, caminhos do sistema, nomes de bancos de dados, informações de biblioteca, e assim por diante. Estas informações com pessoas erradas podem trazer dores de cabeça. 5. Desative o rastreamento HTTP Request, TRACE é um método de solicitação HTTP usado para depuração de resultados. Esse recurso cria uma vulnerabilidade de segurança que permite o invasor roubar informações confidenciais via conectores como cookies e credenciais do site. 6. Não execute o Apache como usuário root, caso você libere este acesso para um cliente acessar um determinado site, ele poderá ter acesso a todo servidor, ou seja, a pasta de todos os clientes, e arquivos de configuração. 7. Ative o mod_evasive, é um módulo de segurança do Apache que proporciona bloqueio de acessos em massa ou ataques de força bruta ao site. :: Segurança No conceito de segurança o HTTP pode limitar a quantidade de informações exibidas sobre o servidor, pode remover as funcionalidades desnecessárias, e

3 limitar à quantidade de informações exibidas sobre o servidor. Em sua configuração padrão os servidores HTTP exibem uma série de informações valiosas, nas quais devemos limitar ao máximo a sua exibição para em caso de ataques, elas não ficarem expostas. Quando for configurado, devemos remover as funcionalidades que são consideradas desnecessárias como: Módulos para autenticação, redirecionamentos, páginas pessoais de usuários, pois se ficarem expostas possa pôr em risco a segurança de todo o servidor. Já que o foco é segurança, é valido também citar o protocolo HTTPS, que, para fácil entendimento, é o protocolo HTTP, melhorado com uma camada extra de segurança, onde os dados que trafegam sob esse protocolo são transmitidos de forma criptografada usando os protocolos SSL/TLS, que permitem justamente essa comunicação segura, e a verificação da autenticidade do servidor e do cliente. SERVIÇO DE ACESSO REMOTO SSH SSH (Secure Shell) é ao mesmo tempo, um programa de computador e um protocolo de rede que permitem a conexão com outro computador na rede de forma a permitir execução de comandos de uma unidade remota, similar ou TELNET, porém a principal diferença e que toda a comunicação do SSH e feito de forma encriptada usando chaves públicas/privadas RSA para criptografar a informação. Sua porta padrão é a 22, :: Boas praticas 1. Não permitir login como root 2. Definir usuários e grupos que podem fazer acesso via SSH

4 3. Não permitir senhas em branco 4. Fazer autenticado com chaves e não senhas 5. Modificar a porta padrão, para evitar a varredura de boots, 6. Ativar o timeouts, para limitar o tempo de uso. 7. Sempre manter seu sistema atualizado :: Segurança - Ativar o modo de depuração, para envio do funcionando para logs - Especificar a frequência da geração de novas chaves do daemon, (pois caso um cracker consiga interceptar esta chave, ao tentar algo ela já foi alterada) - Desativar o envio de mensagem ao syslog do SO SERVIÇO SMTP Simple Mail Transfer Protocol (abreviado SMTP. Traduzido do inglês, significa "Protocolo de transferência de correio simples") é o protocolo padrão para envio de s através da Internet, este padrão rodava sobre a porta 25 e hoje roda na porta 587 aqui no Brasil. A porta 25, por ser utilizada há mais tempo, possui uma vulnerabilidade maior a ataques e interceptação de mensagens, além de não exigir autenticação para envio das mensagens, ao contrário da 587 que oferece esta segurança a mais. A medida foi tomada através do CGI, a fim de minimizar a quantidade de SPAM s que circulam por domínios brasileiros, a partir da constatação de que no início de 2010, o Brasil estava em segundo lugar no ranking mundial de envio de SPAM s, devido a vulnerabilidades à malwares ou configurações feitas incorretamente. Segundo o CGI, a intenção é que a porta 25 seja bloqueada,

5 minimizando os riscos de invasão. :: Boas praticas Uma das limitações da especificação SMTP inicial é que não existe método de autenticação dos emissores. Como tal, foi-lhe adicionada a extensão SMTP-AUTH. Apesar disso, o spamming continuava a ser um problema. Alterar o SMTP extensivamente ou substituí-lo completamente não se torna prático. :: Segurança O SMTP deve ser configurado de forma eficiente, pois por ele é possível enviar mensagens de com qualquer identificação, se esta questão não for trabalhada durante a sua configuração. Como exemplo, e por efeito de conhecimento, explicarei um pouco sobre alguns aspectos de uma ferramenta de bastante difundida entre os adeptos de softwares livres, o Sendmail. O Sendmail é um agente de transferência de correio de código aberto, que suporta diversos tipos de transferência de e métodos de entrega, incluindo o SMTP, citado acima. Algumas dicas para a segurança de quem quiser implementar o serviço seguem abaixo. Devido à natureza do , um determinado atacante pode facilmente lotar o servidor com correspondências e causar um ataque denial of service. Ao determinar limites para as diretivas a seguir em /etc/mail/sendmail.mc, a efetividade de ataques deste tipo é limitada. confconnection_rate_throttle O número de conexões que o servidor pode receber por segundo. Por default, o Sendmail não limita o número

6 de conexões. Se um limite for definido e alcançado, conexões futuras terão demora. confmax_daemon_children O número máximo de processos- filho que podem ser gerados pelo servidor. Por default, o Sendmail não determina um número limite de processos-filho. Se um limite for definido e alcançado, conexões futuras terão demora. confmin_free_blocks O número mínimo de blocos livres que devem estar disponíveis para que o servidor aceite correspondência. O default são 100 blocos. confmax_headers_length O tamanho máximo aceitável (em bytes) para o cabeçalho de uma mensagem. confmax_message_size O tamanho máximo aceitável (em bytes) para qualquer mensagem. SERVIÇO DHCP DHCP significa Dynamic Host Configuration Protocol. Trata-se de um protocolo que permite a um computador que se conecta a uma rede obter dinamicamente (quer dizer, sem intervenção humana) a sua configuração (principalmente, a sua configuração rede). Tem apenas de dizer ao computador para encontrar sozinho um endereço IP através do DHCP. O objetivo principal é a simplificação da administração de uma rede. O protocolo DHCP serve principalmente para distribuir endereços IP numa rede,

7 mas foi concebido à partida como complemento do protocolo BOOTP (Bootstrap Protocol) que é utilizado, por exemplo, quando se instala uma máquina através de uma rede (BOOTP é utilizado em estreita colaboração com um servidor TFTP no qual o cliente vai encontrar os ficheiros a carregar e copiar para o disco duro). Um servidor DHCP pode reenviar parâmetros BOOTP ou de configuração próprios a um dado hóspede. O BOOTP e o DHCP rodam sobre o mesmo protocolo na porta UDP 67 para ouvir e receber mensagens de solicitação dos clientes. Os clientes BOOTP e DHCP geralmente reservam a porta UDP 68 para aceitar respostas de mensagens de um servidor BOOTP ou DHCP. Através de do Broadcast a máquina cliente dispara uma requisição para obtenção de um numero ip, através da porta 67, assim que o servidor recebe esta mensagem ele envia uma resposta para o destino através do endereço MAC. :: Boas praticas 1. A base de protocolo DHCP não inclui qualquer mecanismo de autenticação. 2. Ativar um pool com um range de IP s mais próximo a quantidade de maquinas na infra, e manter os IP s não utilizados como reservados, fazendo com que os invasores não recebam endereço ip. 3. Uma outra opção é vincular o ip ao MAC fazendo com que o invasor com o uso de um ip estático possa trocar pacote na rede. :: Segurança No conceito de segurança o DHCP dinâmico pode vir a comprometer seriamente

8 a rede cujos pontos de acesso não são controlados, ou são utilizados por usuários não confiáveis. Um usuário mal-intencionado ou desavisado pode causar grandes transtornos, configurando um servidor DHCP não oficial, por exemplo. Em redes onde o tipo de controle é feito á nível de maquina, é necessário restringir o uso do DHCP dinâmico. O uso do DHCP com alocação dinâmica pode comprometer seriamente a segurança de uma rede cujos pontos de acesso não são controlados, ou são utilizados por usuários "não confiáveis". As maquinas clientes buscam o serviço de DHCP na rede através de Broadcast e o servidor irá responder, mas quem pode garantir que este servidor que respondeu é o legitimo da rede? O DHCP é construído sobre o protocolo UDP, que é um protocolo inseguro, herdando, portanto, as suas falhas de segurança. A base de protocolo DHCP não inclui qualquer mecanismo de autenticação. Por isso, é vulnerável a uma variedade de ataques como: *Servidores DHCP não autorizados fornecimento de informações falsas aos clientes. *Clientes não autorizados tenham acesso aos recursos. *Esgotamento dos recursos de clientes ataques maliciosos DHCP. Em alocação manual, o endereço de IP de um cliente é atribuído pelo administrador da rede, e o DHCP é usado simplesmente para transmitir o endereço atribuído ao cliente. O endereço IP é associado ao endereço físico da máquina, o MAC. Uma rede privada, independentemente de seu porte, estrutura ou finalidade poderá e irá utilizar um ou mais desses mecanismos, dependendo de fatores como: a política do administrador da rede, finalidade da rede, serviços sendo executados e disponibilizados na rede, tipos de maquinas e equipamentos conectados, entre outros.

9 O servidor DHCP não tem nenhum mecanismo seguro para autenticar o cliente, os clientes podem obter acesso não autorizado aos endereços IP de apresentação de credenciais, tais como identificadores do cliente, que pertencem a outros clientes DHCP. Isso também permite que os clientes DHCP para esgotar o DHCP armazenamento de servidor de endereços IP-, apresentando novas credenciais cada vez que ele pede um endereço, o cliente pode consumir todos os endereços IP disponíveis em um link de rede particular, impedindo outros clientes DHCP da obtenção de serviços. DHCP fornece alguns mecanismos para mitigar esses problemas.

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