Vitermaco Compra de Imóveis para Revenda, Lda.

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1 Vitermaco Compra de Imóveis para Revenda, Lda. Plano de Recuperação (Art.º 192º e segs. do CIRE) Tribunal Judicial de Porto de Mós 2º Juízo Proc.º 142/14.5TBPMS Junho de 2014

2 Índice 1. Enquadramento Identificação Apresentação da Empresa Situação Atual da Empresa Análise Histórica... Erro! Marcador não definido. 3. Plano de Recuperação Finalidade do Plano de Recuperação Plano de Investimentos Medidas Necessárias à Execução do Plano Redução de Créditos por perdão e moratória Estado Luís Pacheco e Maria Pacheco... Erro! Marcador não definido. 5 Efeitos Gerais Fiscalização Comparação com a situação que se verificaria na ausência de qualquer plano de recuperação

3 1. Enquadramento 1.1 Identificação Sociedade: Vitermaco Compra de Imóveis para Revenda, Lda. Sede Social: Casal do Arqueiro, Batalha Natureza Jurídica: Sociedade por Quotas NIPC: Certidão Permanente : Objeto Social: Compra de imóveis para revenda, compra e venda de imóveis, construção civil e obras públicas CAE Principal: R3 Compra e venda de bens imobiliários Capital Social: ,00 Estrutura Societária: Álvaro Monteiro Pedroso Jacinto ,00 - (70%) Simão Pedro Pereira Jacinto 2.250,00 - (15%) Sara Isabel Pereira Jacinto 2.250,00 - (15%) 1.2 Apresentação da Empresa A «Vitermaco Compra de Imóveis para Revenda, Lda.», foi constituída em Dezembro de 1998, é uma sociedade por quotas, com o objetivo de se especializar no mercado de Compra e Venda de imóveis, Construção civil e Construção de Obras Publicas. 3

4 1.3. Situação Atual da Empresa Ao longo dos últimos anos de actividade a empresa registou um decréscimo muito acentuado na sua atividade, decréscimo este que está directamente relacionado com a crise mundial, que tem sido devastadora para o mercado da construção civil e da compra e venda de imóveis, principalmente devido ao sector bancário ter ficado extremamente exigente ao disponibilizar créditos, tanto a empresas, dificultando a obtenção de liquidez que permitisse efetuar o pagamento das sua obrigações, como em relação ao crédito habitação, o que veio prejudicar a a principal fonte de rendimento das empresa deste sector que era exatamente a venda de imóveis a particulares. O motivo referidos anteriormente, conjugados com a dificuldade de acesso ao crédito bancário, impossibilitando a empresa de contrair novos empréstimos, bem como renovar as suas linhas de financiamento de curto prazo, obrigaram a empresa a requerer o plano especial de revitalização, com o objectivo de reestruturar-se e encontrar medidas que permitam continuar a sua actividade, honrando os compromissos com os seus credores. 2. Plano de Recuperação 3.1. Finalidade do Plano de Recuperação A presente proposta de Plano de Recuperação tem como finalidade, apresentar um conjunto de medidas necessárias à manutenção em atividade da empresa, na titularidade do devedor, de modo a serem feitos os pagamentos aos credores à custa dos respetivos rendimentos. Pretende-se com este plano, reestruturar a dívida da insolvente, tentando encontrar prazos e termos segundo os quais serão feitos os reembolsos dos créditos sobre a devedora, compatíveis com os meios que a empresa irá libertar na sua atividade. 4

5 3.2. Plano de Investimentos Não estão previstos investimentos adicionais durante a execução do presente plano de recuperação. 4. Medidas Necessárias à Execução do Plano Notas prévias : Ao presente plano de pagamento aplica-se a cláusula de Salvo regresso de maior fortuna ; Os créditos subordinados só serão liquidados após o pagamento aos restantes credores; Não haverá distribuição de dividendo durante o período do plano Redução de Créditos por perdão e moratória Estado Fazenda Nacional Proposta de Regularização: O montante reclamado, 229,63, será pago extra plano. 5

6 Outros Credores Proposta de Regularização: Pagamento de 10% do capital em 60 meses, com prestações mensais e iguais e sucessivas; Carência de capital nos primeiros 6 meses. O período da carência inicia-se após o trânsito em julgado da sentença que homologa o plano; Perdão total dos juros vencidos e vincendos; 5 Efeitos Gerais De acordo com o n.º 1 do art.º 217º do CIRE, as alterações dos créditos sobre a insolvência introduzidas pelo plano de insolvência produzir-se-ão independentemente de tais créditos terem sido, ou não, reclamados ou verificados. 6 Fiscalização O administrador judicial irá fiscalizar a execução do plano pelo período máximo de três anos, conforme previsto no n.º 6 do art.º 220º do CIRE. Por este serviço, o AJ propõe uma remuneração mensal de 375 à qual acresce IVA à taxa legal em vigor, assim como das despesas com deslocações e outras em que venha a incorrer no exercício das suas funções. 6

7 7 Comparação com a situação que se verificaria na ausência de qualquer plano de recuperação Tendo em conta a situação patrimonial atual da empresa, que levou a que a mesma se apresentasse ao PER, e caso não haja concordância e apoio dos credores para a execução da presente proposta de recuperação, teremos de dar como certo o cenário de liquidação dos ativos que certamente irá acarretar perdas substanciais na venda dos mesmos. Em alternativa, com a aprovação do plano, teremos a garantia de pagamento das obrigações assumidas perante todos os credores nos termos supra expostos. De referir que se mostra imprescindível assegurar os períodos de carência supra apresentados, porquanto a empresa necessita desse período temporal para estabilizar a sua tesouraria, por forma a conseguir manter a sua actividade corrente dentro dos parâmetros que lhe permitam projectar a sua actividade, sendo certo que, pelo menos numa fase inicial, certamente não lhe serão concedidas facilidades de crédito. Terminado o período de carência e tendo em conta as previsões constantes deste plano, a empresa terá condições de tesouraria que lhe permitirão cumprir o que aqui está estabelecido. Assim, atendendo-se ao supra exposto, a aprovação do plano especial de revitalização afigura-se claramente mais vantajosa. Cláusula de confidencialidade: Os Credores não poderão, durante a negociação do plano de recuperação, durante a vigência do mesmo e mesmo após a sua cessação, utilizar ou revelar a terceiros toda e qualquer informação confidencial a que tenham tido ou venham a ter acesso na execução do presente plano de recuperação. Considera-se informação confidencial, para além dos termos do plano de recuperação, toda e qualquer informação, documentos ou conteúdo total ou parcial do mesmo, transmitidos entre a Devedora e os Credores, por escrito, oralmente ou por qualquer outra forma de comunicação, podendo incluir, 7

8 designadamente, ideias, conceitos, planos de negócios, informação técnica relativa a produtos e serviços, sistemas de informação, abordagens metodológicas e de projeto, invenções, descobertas, processos, protótipos, informações sobre clientes, marcas e qualquer outro tipo de informação comercial, financeira, técnica ou estratégica. A Informação Confidencial não deixará de o ser independentemente da forma em que esteja armazenada ou disponibilizada, seja ela por via digital, em unidades de armazenamento, na forma oral ou qualquer outro meio. Os Credores obrigam-se a não divulgar a terceiros ou utilizar em proveito próprio qualquer Informação Confidencial, estando por isso o seu direito a usar a Informação Confidencial estritamente limitado às negociações do plano de recuperação. Os Credores serão responsáveis pelos eventuais prejuízos que a Devedora sofra pela violação do estipulado. A Gerência 8

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