XXIII ENANGRAD. Gestão de Informações e Tecnologia (GIT) TECNOLOGIAS DIGITAIS NAS ORGANIZAÇÕES. Ivo Pedro Gonzalez Junior. Fábio Madureira Garcia

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1 XXIII ENANGRAD Gestão de Informações e Tecnologia (GIT) TECNOLOGIAS DIGITAIS NAS ORGANIZAÇÕES Ivo Pedro Gonzalez Junior Fábio Madureira Garcia Bento Gonçalves, 2012

2 Área temática: GESTÃO DE INFORMAÇÕES E TECNOLOGIA Código : GIT TECNOLOGIAS DIGITAIS NAS ORGANIZAÇÕES

3 RESUMO Com o amplo desenvolvimento da globalização, tem-se desenvolvido e surgido grandes tecnologias capazes de suprir parcialmente as demandas exigidas pelo mercado. As tecnologias ligadas diretamente ao ambiente de informação têm crescido de forma acelerada, a fim de proporcionar uma ampla facilidade na administração de recursos necessários para uma boa utilização dos serviços apresentados e exigidos constantemente. Nas organizações que estão surgindo e as que já encontram-se estabilizadas no mercado, torna-se quase impossível pensar e trabalhar dentro das mesmas sem a utilização dos recursos disponibilizados pela TI, porém é necessário uma reflexão dos investimento de Tecnologia da Informação, bem como relação com a produtividade e os fatores condicionantes da adoção de Tecnologia da Informação, considerando ainda o alinhamento estratégico das organizações. As tecnologias digitais e as estruturas em redes criaram uma maior rapidez na troca de informações e interações entre os diversos agentes envolvidos, e a reflexão para a compreensão destes diversos fatores envolvidos podem auxiliar no desenvolvimento das organizações. PALAVRAS-CHAVE: Tecnologias digitais, Tecnologia da informação, Organizações. ABSTRACT With the extensive development of globalization, has been developed and large emerging technologies capable of providing "partially" the demands required by the market. The technologies related directly to the information environment has grown rapidly, in order to provide a broad feature in the administration of resources needed for a good use of the services provided and "required" constantly. In organizations that are already emerging and are stabilized in the market, it becomes almost impossible to think and work within them without the use of the resources provided by IT, but it is necessary to reflect the investment in information technology, as well as relationship with productivity and the factors affecting the adoption of Information Technology, and considering the strategic alignment of organizations. Digital technologies and the networks created structures in a faster exchange of information and interactions between the various actors involved. KEYWORDS: Digital technology. Information Technology. Organizations.

4 1. INTRODUÇÃO O papel da tecnologia de informação - TI - nas organizações tem assumido uma importância jamais vista em outras épocas. Em tempos de comunicação instantânea, o uso de tecnologias permite percepções humanas intensas, derrubando conceitos e definições. Estas interações favorecem também a criação de redes de comunicação e podem também alterar o comportamento das redes já existentes. Alguns debates surgem quanto à adoção da TI pelas organizações, pois com o alargamento das fronteiras dos mercados, surge uma necessidade muito maior do gerenciamento das informações. Existem diversos fatores que devem ser levados em conta na escolha da adoção de uma tecnologia, fatores estes relacionados do custo da tecnologia a implantar ou a substituição por uma mais produtiva e os processos de difusão. Riscos devem ser também levados em conta de modo que as escolhas desta adoção possam possibilitar um conhecimento mais amplo de todas as variáveis envolvidas e suas implicações. O alinhamento entre negócios e TI relacionam como questões estratégicas fundamentais para o sucesso e desempenho das organizações. Um bom alinhamento pode promover vantagens competitivas e melhor visão dos objetivos a serem alcançados pelas organizações. Entretanto, como diferentes autores observam, é difícil colocar em prática este alinhamento. Dentre os principais motivos podem ser destacados o dinamismo dos ambientes tecnológicos e de negócios e o grande número de variáveis envolvidas que aumentam sensivelmente a complexidade do problema. Ainda refere-se a refere-se ao distanciamento entre o perfil técnico e o perfil de negócios e à dificuldade de entendimento entre eles. Os profissionais das áreas de negócio muitas vezes não sabem transmitir adequadamente suas necessidades, de outro lado os profissionais da área de TI não entendem com facilidade as demandas de negócio, assim o diálogo entre as áreas de negócio e a área de TI não é claro e objetivo. No mundo atual, globalizado e competitivo, saber identificar vantagens tecnológicas diferenciadas para buscar se destacar pode ser encarado como uma grande estratégia competitiva. É possível afirmar que para certas tecnologias a serem utilizadas dentro das organizações, é preciso considerar alguns aspectos, como: os recursos disponíveis, opções de usuários, ferramentas oferecidas pela organização, todos esses fatores com o objetivo de possuir um resultado otimizado em relação às atividades a serem desempenhadas. Além do surgimento e escolha das tecnologias que devem ser utilizadas, é possível verificar com Rogers (1995), que as diferentes formas de adquiri-las reflete na maneira em que são adquiridas e escolhidas por indivíduos. De acordo com Fichman (1992), uma das maiores dificuldades da teoria clássica da difusão é que os indivíduos adquirem tecnologias e inovação relacionada diretamente aos seus próprios interesses, sem a preocupação com o uso dos demais usuários. Estes argumentos necessitam de uma reflexão nos investimentos em Tecnologia da Informação e também impactos na produtividade. O paradoxo da produtividade entra na pauta das discussões a vários anos. Este Paradoxo estabelece que os acréscimos nos investimentos em tecnologia da informação não são acompanhados por acréscimos na produtividade das empresas. Por fim, nos anos mais recentes, entram em cena a tecnologia em nuvens, e ainda as redes sociais. Na computação nas nuvens (Cloud Computing), plataformas e software estão disponibilizados como serviços, como uma tendência recente de tecnologia cujo objetivo é proporcionar serviços de Tecnologia da Informação (TI) sob demanda com pagamento baseado no uso. A intenção é melhorar a flexibilidade, reduzindo o custo total dos negócios e provendo serviços sob demanda. Aliado a isto, o uso de rede sociais como ferramenta de negócios tem potencializado a sua utilização, e assim, organizações tem investido nestas novas tendências. 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2.1 QUÃO EXÓGENA É A CIÊNCIA? Rosemberg (2006) em seu ensaio, na verdade, postula que as relações entre o progresso científico, o progresso técnico e o desenvolvimento econômico, além de amplas e profundas, são mais antigas do que geralmente se supõe. Outra proposição que ele defende é a da precedência lógica e cronológica da tecnologia em relação à ciência, com a primeira também constituindo uma

5 forma de conhecimento, teórico e prático, e não uma simples aplicação da segunda. Trata-se, além do mais, de uma forma de conhecimento geradora de progresso econômico algo que não pode ser diretamente atribuído ao conhecimento científico per se. Com isto, obviamente, nãos e quer dizer que este último seja destituído de importância do ponto de vista econômico, em particular nos dias atuais, mas apenas que as tecnologias de base científica são relativamente recentes em termos históricos, somente começando a manifestar-se de forma sistemática a partir da Segunda Revolução Industrial, durante as décadas finais do século XIX. Além disso, pode-se afirmar como faz o próprio Rosemberg no início da parte III do seu artigo, que, atualmente, é o desenvolvimento tecnológico que vem pautando a programação das pesquisas científicas nos países economicamente mais avançados A ciência vem sendo moldada, direcionada e constrangida por poderosos estímulos econômicos. Esses estímulos têm suas raízes em dois fatos: o primeiro, que a pesquisa científica é uma atividade dispendiosa; o segundo, que ela pode ser direcionada de maneiras que podem gerar grandes retribuições econômicas (ROSEMBERG, 2006). As sociedades industrializadas criaram um vasto domínio tecnológico muito estreitamente moldado por necessidades e incentivos econômicos. Esse domínio tecnológico, por seu turno, proporciona numerosos meios pelos quais, a vida cotidiana se tornou extremamente ligadas a Ciência. Assim, os conhecimentos tecnológicos fornecem uma base de observações que em algum momento se tornou objeto de interesse por parte da ciência, e o progresso tecnológico desempenha um papel muito importante na formulação da agenda subsequente da ciência; O progresso tecnológico identifica as direções de novas pesquisas científicas que apresentem um alto retorno potencial. As relações entre a ciência e a tecnologia não podem ser adequadamente descritas quando se visualiza a pesquisa científica aparecendo em primeiro lugar e levando em algum momento a aplicações na tecnologia. 2.2 FATORES CONDICIONANTES DA ADOÇÃO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO A TI pode se apresentar muitas vezes como um grande dilema para os gestores, pois existe uma necessidade muito maior de gerenciamento de informações objetivando ganhos de produtividade. Torna-se dessa forma um recurso significativo na competitividade atual, mas deve-se olhar também as mudanças rápidas, o que torna cada vez mais difícil tomar decisões de seleção e adoção de TI. Para Fernandes e Alves (1992), O sucesso da adoção de TI está relacionado com o "saber escolher" e o "saber usar", que dependem da assimilação de inovações tecnológicas, alinhamento entre a TI e as estratégias de negócios da empresa, da elaboração de estratégias específicas para investimentos em TI, além de atitudes gerenciais e comportamentais voltadas para a inovação. Santos (2004), apresentou um modelo de análise proposto como base para compreensão do processo de adoção de TI por parte das organizações. Esse modelo apresenta quatro fatores básicos como condicionantes da escolha por uma determinada tecnologia: adoção cumulativa, efeitos de rede, trajetória tecnológica e custos troca. Na sua concepção, o autor colocou esses fatores como inter-relacionados de alguma forma sem, no entanto, estabelecer relações de dependência ou hierarquia entre eles. Subjacentes a esses fatores encontram-se ainda as estratégias de negócios e tecnológica da organização. Em alguns casos, ambas estão explícitas e formalmente definidas; em outros, apenas uma ou, até mesmo, nenhuma delas. Na situação ideal, a empresa possui ambas estratégias definidas, alinhadas entre si, com a tecnológica subordinada a de negócios, e que servem de guia para o processo da adoção das TI. O modelo é apresentado na figura 1.

6 Figura 1 - Fatores condicionantes da adoção de TI Fonte: Santos (2004) 2.3 ALINHAMENTO ESTRATÉGICO Existe ainda algo que deve ser bem observado, que é o alinhamento entre o nível de negocio, e o nível de TI que se está utilizando dentro de uma organização. De acordo com Henderson e Venkatraman(1993), quando a organização possui a capacidade de aplicar uma estratégia de TI conforme as necessidades e interesses da estratégia de negocio apresentada, estes é definido como um alinhamento adequado ou ainda possui esse encaixe entre estratégias, a organização ainda pode sair como uma vantagem competitiva no mercado. Percebe-se que o ambiente das organizações, é bastante volátil, pois as tarefas e atividades desenvolvidas na mesma, nem sempre utilizam-se dos mesmos recursos, o que pode tornar por varias vezes a dificuldade de escolha de recursos tecnológicos padrão para determinados tipos de ambientes e negócios oferecidos por organizações. Há vários autores que enfatizam o alinhamento entre a estratégia de negócio da organização, e a estratégia de TI utilizada pelas mesmas. Com isso, Luftman (2000) sugere que o alinhamento é composto por seus variáveis sendo: medidas de valor e competência, governança, parceria, comunicação, escopo e arquitetura e habilidades. Há uma grande observação no que diz respeito ao problema e motivo encontrado para o mau funcionamento do alinhamento estratégico na organização, uma das variáveis encontradas para o forte desalinhamento estratégico, é a comunicação, que alem de ser um fator que causa falhas na maioria das situações cotidianas, a comunicação também desperta dificuldade do desenvolvimento

7 de um trabalho. De acordo com Mann (2002), essa variável, pode causar um desentendimento entre as informações que serão passadas entre um perfil técnico e o perfil de negócios. De acordo com Pauli e Barreto (2011), as grandes dificuldades do alinhamento entre TI e negócios podem ser destacadas com o dinamismo dos ambientes tecnológicos e de negócios; o grande número de variáveis envolvidas que aumentam sensivelmente a complexidade do problema; distância natural entre os dois mundos envolvidos: negócios e TI. Seguindo ainda com Pauli e Barreto (2011), é possível verificar a falta de conhecimento do pessoal de TI em relação ao negócio ou vice-versa, alem de possuir esse tipo de problema, ainda se pode destacar a falta de importância do pessoal de TI, para o pessoal da área de negócio. Além da falta de interesse e reconhecimento por parte dos executivos em relação ao desenvolvimento e desempenho realizado pelos profissionais de TI nas organizações, com o objetivo e apoio as tarefas a serem executadas nas organizações, o modelo de Luftman (2000), entre as seis variáveis de alinhamento, explica a comunicação como sendo uma coerência de idéias a serem transmitidas entre TI e negócios ou negócios e TI, para uma melhor execução de estratégia. Apesar da percepção da importância da TI dentro das organizações, ainda existem executivos que trazem consigo uma cultura de resistência ao reconhecimento da mesma para a aceleração no que tange ao ambiente econômico. Para Peppard e Ward (1999), a cultura torna-se um tipo de justificativa, a fim de encontrar uma solução para o desalinhamento junto a solução dos conflitos existentes. O alinhamento deve ser encarado como um potencial diferencial estratégico e não apenas como uma despesa financeira mandatória (CHAN et al, 1997) Percebe-se então que o alinhamento estratégico entre executivos de TI e responsáveis pelo negócio das organizações, passam por certos graus de dificuldade, e principalmente quando se considera comunicação bem com a falta de reconhecimento da importância do pessoal de TI para a organização, é que torna-se possível desligação dessa tecnologia dentro das empresas. Segundo destaca Keen (1993), o termo tecnologia da informação vai além dos sistemas de informação, software, hardware, pois alem desses aplicativos envolve os aspectos humanos, organizacionais e ate mesmo administrativos, pois são esses que na maioria das circunstancias tornam-se responsáveis pelas decisões de implantação, manutenção e uso dos equipamentos necessários para o bom andamento e desenvolvimento das atividades a serem desempenhadas. Existem aspectos que devem ser considerados nos sistemas de informação (SI), onde vale ressaltar que os conceitos de eficiência e eficácia devem ser destacados para entender o desenvolvimento da tecnologia da informação as organizações. O termo eficácia significa fazer as coisas certas, o que está diretamente ligada entre os resultados da implantação da TI com os negócios realizados pela empresa e os possíveis impactos que serão adquiridos na estrutura organizacional. Já o termo eficiência, significa fazer as coisas bem, o que esta relacionada aos impactos internos causados pela TI e recursos corretos que são utilizados (LAURINDO et al, 2001) 2.4 PAPEL DA TI NAS ORGANIZAÇÕES Percebe-se que desde a implantação e surgimento de um novo produto no mercado, esse passa por um estágio ou ainda denominado de ciclo de vida do produto, contudo, é preciso destacar que para a informatização de uma empresa entre TI e negócios, é preciso analisar e verificar o ponto do ciclo em que a mesma encontra-se inserida. De acordo com o modelo de Nolan (1979), existem seis fases de estágio para informatizar uma organização, sendo eles: iniciação, contágio, controle, integração, administração e por fim, nível de maturidade. E ainda é possível analisar que uma mesma organização pode possuir diferenças nas fases, o que ainda depende das suas funções que serão implantadas. Existem ainda fatores que merecem análise sobre a sua centralização e descentralização da TI, quando se considera a descentralização, Buchanan e Linowes (1980) explicam em seus trabalhos a existência de três fatores que contribuem para que haja este tipo de situação. Dentro dos três fatores estão as variadas atividades que devem ser realizadas por uma mesma unidade de núcleo, o que acaba gerando uma dificuldade em manter as mesmas metas e até mesmo estruturas; a segunda razão é o desejo de controlar as prioridades no desenvolvimento; e por fim, quando utiliza-se das informações disponibilizadas, usando para obter poder. Grande parte das empresas são estabilizadas, lembradas e bem reconhecidas no mercado, por muitas vezes possuírem uma diferenciação notável em relação aos seus concorrentes, com isso,

8 dentro da gestão da TI, também existem ativos que soa considerados para que a empresa possa adquirir o seu grau de competitividade por um longo espaço de tempo. Para Ross et al (1996), existem cerca de três ativos que são capazes de promover a competitividade na área de TI nas empresas, sendo eles: parceria entre administração da TI e negócio, base tecnológica reutilizável e staff de TI. Cada um desses ativos são definidos, a parceria entre o pessoal de TI e negócios, significa basicamente a comunicação do que se está planejando e as responsabilidades dos acontecimentos entre as duas áreas; a tecnologia reutilizável representa os dados compartilhados e por fim, staff de TI está ligada com os recursos de alto desempenho utilizados, merecendo destaque para o pessoal, os recursos humanos. Seguindo Laurindo et al (2000), os três ativos apresentam impacto no planejamento da TI, entrega e na operação e suporte, pois esses processos sendo utilizados de forma rápida, e levados em consideração também os custos, podem ajudar na vantagem competitiva da organização. Laurindo et al (2000) ainda enfatiza que as empresas vivem em diferentes situações de estratégia para com a TI, o que ainda é importante destacar é que as empresas estão buscando sempre os mesmos fornecedores, os mesmos sistemas, os serviços parecidos, o que não causa um impacto competitivo entre as empresas. A competitividade nesse aspecto não surge apenas da maneira mais especifica de criar um novo jeito de utilizar a TI, mas a forma com que será usado os ativos para não ter fácil imitação, serem quase raros e bem administrados. Ao ser realizado estudos com executivos e empresas em alguns países, levando em consideração principalmente fatores que melhor auxiliam para a implantação e desenvolvimento de uma boa TI nas organizações, Rockart ET al (1996), chegaram a conclusão de alguns pontos em que se deve considerar como: o bom alinhamento estratégico entre executivos de TI e negócios; relacionamentos entre gerência; implantar novos sistemas; quando for necessário deverá capacitar e treinas o pessoal de TI, onde esses são os fatores que influenciam de forma satisfatória para uma gestão de TI nas organizações. 2.5 O PARADOXO DA PRODUTIVIDADE A Teoria do Crescimento (Solow, 1988), aborda que o aumento no volume dos investimentos em tecnologia da informação não é acompanhado pelo aumento na produtividade das empresas. A frase de Solow (1988) you can see the computer age everywhere but in the productivity statistics reflete ainda pesquisas e contradições. Ainda existem vários questionamentos ligados principalmente a produtividade causada pela utilização da TI nas organizações, o que ainda se tem percebido é que essa instalação dentro dos negócios ainda é bastante intangível, o que pode dificultar a conclusão de que a tecnologia da informação traz grande benefícios ou que ainda pode trazer prejuízos com a instalação da mesma. O que deve ser considerado para medir a produtividade do negócio além de aspectos técnicos e de eficiência é o que realmente representa para a empresa, e para que a mesma possa até desfrutar de uma competitividade significativa além das suas concorrentes. Para Waener (2002) existe algumas situações que devem ser consideradas para possivelmente verificar ao benefícios que a tecnologia da informação traz para as organizações. A primeira seria analisar as atividades que mais fazem uso da TI, e observar se houve aumento na produtividade com o uso da TI, e ainda verificar qual foi a contribuição dada para o aumento da produtividade e ainda a lucratividade para os negócios; já a segunda situação está relacionada a observar quais os fatores da economia que apresentam um maior aproveitamento na produtividade e outros setores que não trouxeram nenhum aumento, excluindo-os dos fatores. Existem vários estudos adotados para explicação do paradoxo da produtividade, e torna-se difícil focar numa única explicação, para isso, Waener (2002) seleciona algumas explicações para demonstrar perda da produtividade em algumas situações. Ø Macroeconômica- não existem medidas estatísticas governamentais próprias para verificar a produção no setor de serviços; Ø Inter-organizacional- neste aspecto acredita-se que o investimento em TIé para competir com seus concorrentes e não para contribuição da produtividade; Ø Organizacional- nesta fase, autores afirmam que a TI por si mesma não é uma tecnologia capaz de gerar benefícios na produtividade das organizações, mas quando essa traz impactos e transformações nas empresas, principalmente nos negócios e estruturas hierárquicas, torna-se útil para empresas e traz ganhos através das mudanças perceptíveis;

9 Ø Gerencial- as aplicações considerando os aspectos gerenciais, visam os custos visíveis e os invisíveis da TI, o que se refere a projetos de sistemas organizacionais, estudos esses levantados principalmente por Strassmann; Ø Programas- neste sentido, é discutido como os sistemas atualmente foram criados, a dificuldade por vezes em manuseá-los e a causa da perda da produtividade que pode ser considerada. Teixeira (2001) apresenta algumas explicações do paradoxo de Solow: Ø Declínio da produtividade anos 70; Ø Erros de mensuração nos índices de produtividade; Ø O processo de convergência (catch-up) ter-se esgotado; Ø Melhoria da qualidade e serviços? Ø Difusão da TI diminui o preço. 2.6 GOVERNANÇA DE TI Para Weill e Ross (2004) a Governança da tecnologia da informação, é responsável pelo incentivo do comportamento a ser desejado para o uso a TI na empresa. De acordo com pesquisas realizadas por Weill (2004), existem 8 fatores que podem contribuir para a Governança de TI, afim de reduzir falhas no gerenciamento, sendo eles assim apresentados: Ø Transparência- utilização das ferramentas de governança, para todos os gerentes; Ø Abrangente- a governança deve ser aplicada nos objetivos de toda corporação. Ø Poucas Mudanças- não se deve ocorrer mudanças constantes, mas quando for necessário adaptações decorrentes de situações econômicas; Ø Conhecimento da Cultura da Governança de TI- conhecer bastante sobre a cultura da governança de TI, para uma maior aceitação nas decisões a serem tomadas; Ø Simplicidade- a governança deve preocupar-se a um número reduzido de objetivos de desempenho da corporação; Ø Manipulação de exceção- esta categoria refere-se a aproveita as novas oportunidades, quando as regras da governanças estão claras, para saber onde essas oportunidades deverão ser incluídos. Ø Governança desenvolvida em vários níveis organizacionais- nas grandes empresas, existem varias quantidades de unidades no negócio, onde a governança de TI deve esta atenta para avaliar os objetivos de cada uma e fazer a relação entre elas. Ø Incentivos ao alinhamento com a governança de TI- a administração tem como responsabilidade incentivar, reconhecer o trabalho desenvolvido pela governança de TI. Percebe-se que caso não se tenha uma boa administração da tecnologia de informação, é possível verificar alguns erros constantes, como gastos desnecessário, falta de adaptação em relação ao trabalho, atraso nos projetos o que esses fatores podem também contribuir para o fracasso do investimento. 2.7 CLOUD COMPUTING COMPUTAÇÃO EM NUVEM É uma tendência recente de tecnologia cujo objetivo é proporcionar serviços de Tecnologia da Informação (TI) sob demanda com pagamento baseado no uso (SOUZA, 2009). A computação em nuvem surge da necessidade de construir infraestruturas de TI complexas, onde os usuários têm que realizar instalação, configuração e atualização de sistemas de software. Em geral, os recursos de computação e hardware são propensos a ficarem obsoletos rapidamente e a utilização de plataformas computacionais de terceiros é uma solução inteligente para os usuários lidarem com a infraestrutura de TI. Na computação em nuvem os recursos de TI são fornecidos como um serviço, permitindo que os usuários o acessem sem a necessidade de conhecimento sobre a tecnologia utilizada. Assim, os usuários acessam os serviços sob demanda e independente de localização, isto reduz drasticamente os custos iniciais de investimento, e também aumenta a quantidade de serviços disponíveis. Na computação em nuvem, os recursos de TI são fornecidos como um serviço,

10 permitindo aos usuários acessarem os serviços sem a necessidade de conhecimento sobre a tecnologia utilizada. Para Buyvaa et al (2009), a computação em nuvem está se tornando uma das palavras chaves da indústria de TI. A nuvem é uma metáfora para a Internet ou infraestrutura de comunicação entre os componentes arquiteturais, baseada em uma abstração que oculta à complexidade de infraestrutura. Cada parte desta infraestrutura é provida como um serviço e, estes são normalmente alocados em centros de dados, utilizando hardware compartilhado para computação e armazenamento A convergência de uma gama de importantes tecnologias permite à computação na nuvem prover serviços de forma transparente para o usuário, dentre outras funcionalidades e particularidades. Campos de tecnologia que são de grande relevância nesta convergência são: Hardware, com a capacidade de virtualização; Tecnologias de internet, como a Web 2.0, serviços web; Gerenciamento de Sistemas, como a computação independente (autonomic computing) e a automação de gerenciamento e manutenção de Data Center; alem da computação distribuída, em especial a utility e grid computing (BUYYA ET AL, 2009). 2.8 APRENDIZAGEM INFORMAL E NEGÓCIOS NA WEB SOCIAL Na atual sociedade, também denominada sociedade da informação, do conhecimento e, mais recentemente da aprendizagem temos vivenciadas profundas mudanças na economia, na política, na educação e, principalmente, nas formas de conceber o conhecimento. Estas mudanças podem ser atribuídas, em grande parte, à disseminação da Internet, que revolucionou, de forma significativa, as formas de comunicação e, consequentemente, a vida das pessoas, pois segundo Castells (2003): Na co-evolução da internet e da sociedade, a dimensão política de nossas vidas está sendo profundamente transformada. O poder é exercido antes de tudo em torno da produção e difusão de nós culturais e conteúdos de informação. O controle sobre as redes de comunicação torna-se a alavanca pela qual interesses e valores são transformados em normas condutoras do comportamento humano (CASTELLS, 2003, p.135). Apesar das redes de comunicação estarem desde sempre presentes na vida dos seres humanos, foi graças às tecnologias de comunicação baseadas no computador e, em especial a Internet, que elas ganharam uma nova capacidade e alcance, assumindo um caráter flexível e adaptável, de forma descentralizada e horizontal, condizentes com o modelo de sociedade em que a informação circula a uma velocidade alucinante (MAURÌCIO, 2005). Portanto, a tecnologia acaba por se repercutir nos valores, costumes e hábitos da sociedade, impulsionando assim, um novo olhar sobre as potencialidades que a cibercultura pode interferir nos diversos segmentos sociais em que a interação e a partilha de conhecimentos assumem um papel de grande relevância na construção do saber. Sendo assim, percebe-se que as comunidades vêm se formando com o objetivo de responder às necessidades de diversas esferas sociais e áreas do conhecimento. Há os que as buscam para as atividades econômicas, religiosas, culturais, desportivas, etc. Outros buscam o aprimoramento profissional, criando verdadeiras redes organizadas de partilha de conhecimentos e espaços de aprendizagem colaborativa. Atualmente as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), têm contribuído para a difusão do conhecimento por diversos meios, a exemplo das médias digitais, alargando as possibilidades de comunicação e troca de múltiplos saberes. A escola, local onde se efetua a educação sistematizada, pode valer-se destas tecnologias para propiciar uma aprendizagem construtivista em que o aluno passa a ser visto como um agente ativo e responsável por seu próprio aprendizado, utilizando para isso, de um arsenal de ferramentas que contribuem não só para pesquisa, mas também oferecem condições para que o conhecimento seja construído e o mais importante, seja partilhado e socializado nessa aldeia global através da Web social (LISBOA, 2010) Nos estudos de rede social e aprendizagem de Lisboa (2010), os resultados mostram que há diferenças substantivas entre as comunidades moderadas e públicas relativamente a assuntos tratados, tipo de linguagem utilizada, formas de comunicação e colaboração. O e-moderador surge como o elemento chave na dinamização das comunidades virtuais; no entanto, percebe-se que este

11 elemento ainda não tem plena consciência da importância do seu papel, assumindo muitas vezes uma função mais administrativa do que pedagógica. Em outra esfera, a dos negócios, as redes sociais estão sendo utilizadas para novas mudanças e perspectivas. O livro Facebook Era, de Clara Shih (2009), aborda a utilização das redes sociais online para criar produtos melhores, alcançar novas audiências e vender mais coisas. A utilização da propaganda boca a boca digital é uma das chaves de sucesso deste novo tipo de negócios. Ela é baseada em indicação dos usuários com o chamado Curtir. Neste contexto o CRM (Customer Relationship Management), o marketing de relacionamento ganha dimensões astronômicas em espaço de tempo curto. O Facebook-commerce possibilita a utilização das redes sociais, com milhares de usuários, para esta nova forma de negócio. CONSIDERAÇÕES FINAIS A partir dos avanços tecnológicos observa-se um aumento dos níveis concorrenciais em âmbito global, o uso dos recursos da TI também se intensificou. O papel da tecnologia de informação - TI - nas organizações tem assumido uma importância jamais vista em outras épocas. Em tempos de comunicação instantânea, o uso de tecnologias permite percepções humanas intensas, derrubando conceitos e definições. Estas interações favorecem também a criação de redes de comunicação e podem também alterar o comportamento das redes já existentes. A utilização da tecnologia da informação nas organizações, e mais recente as tecnologias digitais, tende a suprir parcialmente as demandas exigidas pelo mercado no desenvolvimento da globalização. Assim as tecnologias ligadas diretamente ao ambiente de informação têm crescido de forma acelerada, a fim de proporcionar uma ampla facilidade na administração de recursos necessários para uma boa utilização dos serviços apresentados e exigidos constantemente. Nas organizações que estão surgindo e as que já encontram-se estabilizadas no mercado, torna-se quase impossível pensar e trabalhar dentro das mesmas sem a utilização dos recursos disponibilizados pela TI, Neste artigo viu-se aspectos importantes de reflexão, dos investimento de Tecnologia da Informação, onde os sistemas de informação podem constituir uma vantagem competitiva real, sendo aqueles que apoiam a Gestão no esforço de estruturação e dinamização das empresas. São assim sistemas adequados ao uso e aos objetivos da instituição, e que são fundamentais para a atividade diariamente desenvolvida. As empresas bem organizadas do ponto de vista estratégico e econômico conseguem tirar proveito das TI's. O que se observa nos estudos sobre o tema é que estes recursos, e estes investimentos em TI, para sua otimização e para que efetivamente contribuam para a geração de vantagem competitiva devem apresentar estratégias alinhadas às estratégias de negócio, ou seja, apresentarem um alinhamento estratégico. Fatores importantes e que merecem a atenção é a relação com a produtividade e os fatores condicionantes da adoção de Tecnologia da Informação. As tecnologias digitais e as estruturas em redes criaram uma maior rapidez na troca de informações e interações entre os diversos agentes envolvidos, e dessa forma, permite novas formas de aprendizagem, tanto formal, quanto informal, e ainda a utilização das redes e mídias sociais comporta a criação de novos negócios e produtos, bem como a forma de como são realizados. REFERÊNCIAS BUCHANAN, J.R. & LINOWES, R.G.: Making Distributed Data Processing Work. Harvard Business Review, v.58, n.5, p , Sept./Oct Buyya, R., Yeo, C. S., Venugopal, S., Broberg, J., and Brandic, Cloud computing and merging it platforms: Vision, hype, and reality for delivering computing as the 5th utility. Future Gener. Comput. Syst., 25(6):

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