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1 1 PONTO 1: Introdução PONTO 2: Crimes contra a Honra continuação PONTO 3: Crimes contra a Liberdade Pessoal 1. Introdução: - Teoria da dupla imputação art. 225, 3º 1, CF. - STF RE INF 639, J Crimes contra a Honra continuação: Injúria: 1. Perdão judicial (art. 140, 1º 2, CP): Para homicídio (art. 121, 5º 3, CP) e lesão corporal (art. 129, 8º 4, CP) só cabe perdão judicial se forem culposos. Para crimes contra a honra cabe perdão judicial em crime doloso. Súmula 18 5 do STJ. A sentença é declaratória de extinção da punibilidade. - Provocação: presença física das duas partes. Não há necessidade de que a provocação constitua crime. 1 Art. 225, 3º - As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos causados. 2 Art. 140, 1º - O juiz pode deixar de aplicar a pena: I - quando o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente a injúria; II - no caso de retorsão imediata, que consista em outra injúria. 3 Art. 121, 5º - Na hipótese de homicídio culposo, o juiz poderá deixar de aplicar a pena, se as conseqüências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária. 4 Art. 129, 8º - Aplica-se à lesão culposa o disposto no 5º do art Súmula 18 do STJ: A sentença concessiva do perdão judicial é declaratória da extinção da punibilidade, não subsistindo qualquer efeito condenatório.

2 2 - Retorsão: constitua uma outra ou nova injúria. Cabe a legitima defesa contra a honra. Porem, deve ser moderada e proporcional. Na retorsão não cabe legitima defesa, pois não se trata de uma agressão atual e iminente requisitos art 25 6 do CP. É um caso de retorsão imediata que consiste em outra injúria. 2. Injúria real - art 140, 2º 7, CP: - violência art , CP; - vias de fato art. 21 9, LCP (infração subsidiária) empurrão, puxar cabelo, ou seja, algo que não chega configurar lesão leve. meio. Há casos que o animus laedendi é humilhar alguém, sendo utilizada a lesão como Questão do concurso de crimes: preceito secundário. Significa que se para injuriar a pessoa bateu na vítima, responderá pela injúria + lesão leve (concurso material). Como não se refere as vias de fato o preceito secundário, estas serão absorvidas pela injúria (princípio da consunção ou absorção). 3. Injúria Preconceituosa ou Racismo Impróprio art. 140, 3º 10, CP: 6 Art Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem. 7 Art. 140, 2º - Se a injúria consiste em violência ou vias de fato, que, por sua natureza ou pelo meio empregado, se considerem aviltantes: Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa, além da pena correspondente à violência. 8 Art Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem: Pena - detenção, de três meses a um ano. 9 Art. 21. Praticar vias de fato contra alguém: Pena prisão simples, de quinze dias a três meses, ou multa, de cem mil réis a um conto de réis, se o fato não constitue crime. 10 Art. 140, 3 o Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência:

3 3 Reclusão de 1 a 3 anos não se trata de uma IMPO. IMPO: contravenções penais + crimes com pena máxima não superior 2 anos. O art da Lei 9099/95 foi alterado em 2006 pois antes interessava a pena + o rito. Atualmente, esta vedação aos crimes que tiverem procedimento especial não vale mais. Só interessa a pena máxima. Diferença da injúria preconceituosa do racismo próprio: Injúria Preconceituosa: Racismo: - Art. 140, 3º, CP. - Lei 7716/89. - Ação penal pública condicionada a - Ação penal pública incondicionada. representação. - Afiançável. - Inafiançável art. 5º, XLII 12, CF. - Prescritível. - Imprescritível art. 5º, XLII, CF. - Não há segregação. - Pode haver segregação. - Vítima determinada - Art. 20 = vítima indeterminada. 4. Majorantes art , CP: Causas especiais de aumento da pena. Terceira fase do critério trifásico. Pena - reclusão de um a três anos e multa. 11 Art. 61. Consideram-se infrações penais de menor potencial ofensivo, para os efeitos desta Lei, as contravenções penais e os crimes a que a lei comine pena máxima não superior a 2 (dois) anos, cumulada ou não com multa. 12 Art. 5º, XLII - a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei. 13 Art As penas cominadas neste Capítulo aumentam-se de um terço, se qualquer dos crimes é cometido: I - contra o Presidente da República, ou contra chefe de governo estrangeiro; II - contra funcionário público, em razão de suas funções; III - na presença de várias pessoas, ou por meio que facilite a divulgação da calúnia, da difamação ou da injúria. IV - contra pessoa maior de 60 (sessenta) anos ou portadora de deficiência, exceto no caso de injúria. (Incluído pela Lei nº , de 2003) Parágrafo único - Se o crime é cometido mediante paga ou promessa de recompensa, aplica-se a pena em dobro.

4 4 I contra o Presidente da República, ou contra chefe de governo estrangeiro; Deve-se observar o art da Lei 7170/83 (crimes contra Segurança Nacional) necessita de motivação política (arts. 1º e 2º 15 ). Portanto, caso seja Presidente ou chefe de governo estrangeiro + motivação política lei especial. Nesta Lei apenas há referência aos crimes de calúnia ou difamação. Caso haja injúria com motivação política aplica-se o art. 140 c/c art. 141 do CP, uma vez que não prevista na Lei 7170/83. II - contra funcionário público, em razão de suas funções; Necessidade de relação de causalidade entre a ofensa e a função pública. Se a ofensa é proferida na presença do funcionário público haverá desacato. Se não é proferida na presença do funcionário teremos a injúria majorada. III na presença de várias pessoas, ou por meio que facilite a divulgação da calúnia, da difamação ou da injúria. Presença de várias pessoas: - Posição majoritária mínimo de 3 pessoas, porque quando a lei quis duas mencionou expressamente. Meio que facilita a divulgação imprensa (Lei de Imprensa - Lei 5250/67 foi declarada inconstitucional pelo plenário do STF ADPF 130). 14 Art Caluniar ou difamar o Presidente da República, o do Senado Federal, o da Câmara dos Deputados ou o do Supremo Tribunal Federal, imputando-lhes fato definido como crime ou fato ofensivo à reputação. Pena: reclusão, de 1 a 4 anos. Parágrafo único - Na mesma pena incorre quem, conhecendo o caráter ilícito da imputação, a propala ou divulga. 15 Art. 1º - Esta Lei prevê os crimes que lesam ou expõem a perigo de lesão: I - a integridade territorial e a soberania nacional; II - o regime representativo e democrático, a Federação e o Estado de Direito; III - a pessoa dos chefes dos Poderes da União. Art. 2º - Quando o fato estiver também previsto como crime no Código Penal, no Código Penal Militar ou em leis especiais, levar-seão em conta, para a aplicação desta Lei: I - a motivação e os objetivos do agente; II - a lesão real ou potencial aos bens jurídicos mencionados no artigo anterior.

5 5 Assim, todo e qualquer crime praticado pela imprensa será majorado. IV - contra pessoa maior de 60 (sessenta) anos ou portadora de deficiência, exceto no caso de injúria. Exceto na injuria porque já está no 3º do art. 140, já é uma qualificadora, não podendo ser bis in idem. 5. Exclusão do crime art , CP: Natureza jurídica: expressão não são puníveis : a) causa de extinção da pena; b) causa de exclusão da tipicidade material; c) causa de exclusão da ilicitude Posição Majoritária: são causas especiais de exercício regular do direito e estrito cumprimento do dever legal conforme previsão do art. 23, III, CP. Inciso I: a ofensa irrogada em juízo, na discussão da causa, pela parte ou por seu procurador; Ofensa um ao outro. Ex: Júri. Imunidade Judiciária. Inciso II: a opinião desfavorável da crítica literária, artística ou científica, salvo quando inequívoca a intenção de injuriar ou difamar; Caracterizada na livre manifestação do pensamento, liberdade de expressão. Literária. 16 Exclusão do crime Art Não constituem injúria ou difamação punível: I - a ofensa irrogada em juízo, na discussão da causa, pela parte ou por seu procurador; II - a opinião desfavorável da crítica literária, artística ou científica, salvo quando inequívoca a intenção de injuriar ou difamar; III - o conceito desfavorável emitido por funcionário público, em apreciação ou informação que preste no cumprimento de dever do ofício. Parágrafo único - Nos casos dos ns. I e III, responde pela injúria ou pela difamação quem lhe dá publicidade.

6 Inciso III: o conceito desfavorável emitido por funcionário público, em apreciação ou informação que preste no cumprimento de dever do ofício. 6 Caso especial de estrito cumprimento do dever legal. 6. Ação Penal art , CP: - Regra: ação penal privada queixa. - Injúria real (violência): ação penal pública incondicionada. No caso de injúria real praticada mediante vias de fato como não se refere no art. 145, CP a ação será privada. - Ofendido Presidente da República ou Chefe de Governo Estrangeiro: ação penal pública condicionada a requisição do Ministro da Justiça. - Injúria Preconceituosa: ação penal pública condicionada a representação. - Ofendido funcionário público: ação penal pública condicionada a representação ou ação penal privada. Súmula do STF - vítima irá decidir. Obs: Art da Lei 9099/95 institui como ação penal pública condicionada a representação. Como se trata de lei mais nova, há posição que entende ser aplicado este artigo e não a posição do art. 145 do CP (ação pública incondicionada). 3. Crimes contra a Liberdade Pessoal: A partir do art. 146 do CP até art. 149 do CP. Constrangimento ilegal art , CP: 17 Art Nos crimes previstos neste Capítulo somente se procede mediante queixa, salvo quando, no caso do art. 140, 2º, da violência resulta lesão corporal. 18 Súmula 714 do STF: É concorrente a legitimidade do ofendido, mediante queixa, e do Ministério Público, condicionada à representação do ofendido, para a ação penal por crime contra a honra de servidor público em razão do exercício de suas funções. 19 Art. 88. Além das hipóteses do Código Penal e da legislação especial, dependerá de representação a ação penal relativa aos crimes de lesões corporais leves e lesões culposas.

7 Art Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, ou depois de lhe haver reduzido, por qualquer outro meio, a capacidade de resistência, a não fazer o que a lei permite, ou a fazer o que ela não manda: Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa. 7 1º - As penas aplicam-se cumulativamente e em dobro, quando, para a execução do crime, se reúnem mais de três pessoas, ou há emprego de armas. 2º - Além das penas cominadas, aplicam-se as correspondentes à violência. 3º - Não se compreendem na disposição deste artigo: I - a intervenção médica ou cirúrgica, sem o consentimento do paciente ou de seu representante legal, se justificada por iminente perigo de vida; II - a coação exercida para impedir suicídio. 1. Objeto Jurídico: Tutela-se a liberdade pessoal e autodeterminação. Liberdade: - física (de ir e vir); - psíquica (ausência de coação). Fundamento Constitucional art. 5º, II 21, CF. 2. Sujeitos: - Sujeito ativo: qualquer pessoa. Se o sujeito ativo for funcionário público poderemos estar diante do crime de Abuso de Autoridade Lei 4898/65. - Sujeito passivo: qualquer pessoa, desde que possui capacidade de autodeterminação. Art , da Lei 7170/83 Vítima for Presidente de um dos três poderes e existe motivação política. 20 Art Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, ou depois de lhe haver reduzido, por qualquer outro meio, a capacidade de resistência, a não fazer o que a lei permite, ou a fazer o que ela não manda: Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa. 21 Art. 5º, II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. 22 Art Atentar contra a liberdade pessoal de qualquer das autoridades referidas no art. 26.

8 8 3. Tipo Objetivo: - violência: - vis absoluta ou corporalis: agressão física; - vis relativa ou compulsiva: grave ameaça; - imprópria: expressão: [...] ou depois de lhe haver reduzido, por qualquer outro meio, a capacidade de resistência [...]. Basta que a ameaça seja grave. Não exige que a ameaça seja injusta. - Delito subsidiário: Porque funciona como elementar, circunstância ou qualificadora de outros crimes. Ex: estupro constrangimento ilegal é um elemento do tipo (constrangimento ilegal + prática sexual). Nelson Hungria chamava o crime subsidiário de soldado de reserva. - Crime complexo: - Puro/ em sentido estrito: é o que resulta da fusão de dois ou mais crimes autônomos. Homicídio + roubo = Latrocínio. FT + FT (fato típico). Art , CP - Se um dos crimes que formam o complexo é de ação publica incondicionada todo o complexo é de ação pública incondicionada. atípico. - Impuro/ em sentido amplo: é o que resulta da soma de fato típico mais fato FT + FA. Constrangimento ilegal + relação sexual = estupro. O constrangimento ilegal é crime complexo impuro/ sentido amplo, pois se tem a violência ou grave ameaça para que a vítima faça ou deixe de fazer alguma coisa. Portanto, há fato típico mais atípico. Pena: reclusão, de 4 a 12 anos 23 Art Quando a lei considera como elemento ou circunstâncias do tipo legal fatos que, por si mesmos, constituem crimes, cabe ação pública em relação àquele, desde que, em relação a qualquer destes, se deva proceder por iniciativa do Ministério Público.

9 9 - Pretensão ilegítima: Se a pretensão for legitima eventual constrangimento poderá caracterizar o crime do art do CP. Não se pode buscar de forma legítima, via judiciário. 4. Tipo subjetivo: - dolo + especial fim de agir. Não há forma culposa. Trata-se de um dolo ligado a outro dolo especifico. 5. Majorantes - art. 146, 1º, CP: No mínimo 4 pessoas para incidência desta majorante. Emprego de armas: - próprias: são as fabricadas para ataque ou defesa. Ex: revolver, pistola, punhal; - impróprias: não foram fabricadas para ataque ou defesa, mas podem ser utilizadas para esse fim. Ex: faca de cozinha, machado, foice, serra elétrica, chave de fenda, taco de beisebol. - Art. 146, 2º, CP refere ao concurso material necessário. 6. Exclusão do crime: art. 146, 3º, CP: Natureza jurídica: duas posições: 1) Posição mais antiga e majoritária: muitos ainda sustentam a exclusão da ilicitude, em face do exercício regular do direito e do estado de necessidade. 2) Posição moderna: pela exclusão da tipicidade. 24 Art Fazer justiça pelas próprias mãos, para satisfazer pretensão, embora legítima, salvo quando a lei o permite: Pena - detenção, de quinze dias a um mês, ou multa, além da pena correspondente à violência.

10 10 Inciso I: Exercício da atividade médica, em regra, configura um exercício regular de direito (art. 23, III 25, CP). Normalmente, se pressupõe o consentimento do paciente. Neste caso, não necessita de consentimento do paciente. O médico está em exercício regular do direito e estado de necessidade. Portanto, não há constrangimento ilegal. O paciente está correndo risco de morte. Inciso II: Não existe crime porque se está em legitima defesa de terceiro, a fim de proteger a própria vida da pessoa. 7. Ação penal: Ação penal é sempre pública incondicionada. O constrangimento ilegal será sempre uma IMPO, mesmo na forma majorada. Ameaça art. 147 do CP: Art Ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de causar-lhe mal injusto e grave: Pena - detenção, de um a seis meses, ou multa. Parágrafo único - Somente se procede mediante representação. 1. Objeto jurídico: 2. Sujeitos: Mesmas observações do crime anterior. 3. Tipo Objetivo: - crime de forma livre: qualquer meio de execução (palavra, gesto, escrito, ou qualquer outro meio simbólico). - Mal grave: é aquele capaz de intimar a vítima. 25 Art Não há crime quando o agente pratica o fato: III - em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito

11 11 Se a promessa for de impossível concretização não há ameaça. Ex: tomara que um raio te parta ao meio. Se não causar temor a vítima também não se configura ameaça. Ex: ameaça de uma pessoa magra bater num lutador de vale tudo. - Mal injusto: é o que a vítima não está obrigada a suportá-lo. Normalmente, ameaça de matar ou bater. Se o mal é justo, não se trata de ameaça. Ex: se não me pagar eu vou te acionar. 4. Tipo Subjetivo: É o dolo. Não há dolo especifico e nem modalidade culposa. 5. Consumação e tentativa: O crime é formal, ou seja, se consuma independentemente do resultado naturalístico. A tentativa é possível na modalidade plurissubsistente. 6. Ação Penal: único, do CP. A ação penal é pública condicionada a representação da vítima. Art. 147, parágrafo Ameaça é sempre uma IMPO. Seqüestro e cárcere privado art. 148, CP: Art Privar alguém de sua liberdade, mediante seqüestro ou cárcere privado: Pena - reclusão, de um a três anos. 1º - A pena é de reclusão, de dois a cinco anos: I - se a vítima é ascendente, descendente, cônjuge ou companheiro do agente ou maior de 60 (sessenta) anos; II - se o crime é praticado mediante internação da vítima em casa de saúde ou hospital; III - se a privação da liberdade dura mais de 15 (quinze) dias. IV - se o crime é praticado contra menor de 18 (dezoito) anos; V - se o crime é praticado com fins libidinosos.

12 12 2º - Se resulta à vítima, em razão de maus-tratos ou da natureza da detenção, grave sofrimento físico ou moral: Pena - reclusão, de dois a oito anos. 1. Objeto jurídico: A liberdade de locomoção da vítima (física). 2. Sujeitos: Mesmas observações dos crimes anteriores. 3. Tipo objetivo: Privar alguém de sua liberdade, mediante seqüestro ou cárcere privado. Diferença entre seqüestro e cárcere privado: Seqüestro: Cárcere privado: - é o gênero; - é a espécie; - a vítima não é confinada; - a vítima é confinada; - há um maior espaço der locomoção da vítima. - há um espaço restrito de locomoção da vítima. 4. Tipo subjetivo: crime. Dolo. Não há culpa e nem dolo especifico. Se houver fim especial de agir muda-se o Trata-se de um delito subsidiário. 5. Qualificadoras ( 1º e 2º do art. 148 do CP): Se a vítima completa 60 anos no cativeiro Crime permanente - Súmula 711 do STF. O crime do art. 148 do CP é um crime permanente, ou seja, a consumação se prolonga no tempo. Incidindo a lex gravior durante a realização do crime. Inciso II - a internação fraudulenta. Atualmente de difícil ocorrência.

13 13 Inciso III estamos diante de um crime a prazo. Ou seja, a consumação só ocorre depois de ultrapassado um determinado prazo. Inciso IV vítima mais vulnerável. Princípio da continuidade normativa típica: ocorre quando há uma mera revogação formal de um determinado tipo penal que continua sendo previsto como crime por outro tipo penal. - Art. 219, CP (antes era o rapto violento - revogado). Lei /05. - art. 148, 1º, V, CP. - Informativo 606 do STF. - Art. 148, 2º, CP: Grave sofrimento físico ou moral necessita de perícia para verificação. Redução a condição análoga à de escravo art. 149 do CP: Art Reduzir alguém a condição análoga à de escravo, quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto: Pena - reclusão, de dois a oito anos, e multa, além da pena correspondente à violência. 1 o Nas mesmas penas incorre quem: I - cerceia o uso de qualquer meio de transporte por parte do trabalhador, com o fim de retê-lo no local de trabalho; II - mantém vigilância ostensiva no local de trabalho ou se apodera de documentos ou objetos pessoais do trabalhador, com o fim de retê-lo no local de trabalho. 2 o A pena é aumentada de metade, se o crime é cometido: I - contra criança ou adolescente; II - por motivo de preconceito de raça, cor, etnia, religião ou origem. 1. Objeto jurídico:

14 14 A liberdade pessoal, além de estar sendo tutelado a vida, a integridade corporal e a dignidade da pessoa humana. 2. Sujeitos: - Sujeito ativo e passivo: podem ser qualquer pessoa. Crimes bi-comuns. 3. Tipo Objetivo: - Vínculo trabalhista. Lei /03 passou a exigir a relação de emprego. - Crime de forma vinculada (era de forma livre até 2003). - Truck System vedado pela CLT art Significa utilizar parte do salário para pagamento de dívidas com empregador. Obs: diferença do art. 203, 1º, I 27, do CP está na liberdade, no art. 203 a vítima não tem a liberdade cerceada. - Causas de aumento Art. 149, 2º: 4. Competência: - Se há interesse de um ou de poucos trabalhadores Justiça Estadual. - Se relacionado a organização do trabalho como um todo Justiça Federal. - STF, RE , j. 30/11/06. - STJ, AgRg no CC , j. 09/02/ Art Ao empregador é vedado efetuar qualquer desconto nos salários do empregado, salvo quando este resultar de adiantamentos, de dispositvos de lei ou de contrato coletivo. 27 Art Frustrar, mediante fraude ou violência, direito assegurado pela legislação do trabalho: Pena - detenção de um ano a dois anos, e multa, além da pena correspondente à violência. 1º Na mesma pena incorre quem: I - obriga ou coage alguém a usar mercadorias de determinado estabelecimento, para impossibilitar o desligamento do serviço em virtude de dívida.

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