Lamentavelmente estamos vivenciando nos últimos meses um período de. escassez de vacinas combinadas contendo o componente pertussis acelular:
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- Fábio Faro Pereira
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1 NOTA TÉCNICA 17/11/2015 Desabastecimento das vacinas combinadas à DTPa Novidades sobre disponibilização da quíntupla do PNI para os reforços Comissão Técnica de Revisão de Calendários e Consensos SBIm Lamentavelmente estamos vivenciando nos últimos meses um período de escassez de vacinas combinadas contendo o componente pertussis acelular: vacinas quíntupla (DTPa-VIP/Hib) e sêxtupla(dtpa-vip-hb/hib ). Essa indisponibilidade está afetando não só o Brasil, como vários países do mundo, inclusive da Europa. Essa situação resulta de limitada capacidade de produção do antígeno pertussis acelular, bem como do aumento da demanda mundial pelas vacinas combinadas. A previsão de normalização na disponibilização dessas vacinas é somente para os primeiros meses de 2016 (fevereiro/março). É desejável que os esquemas de vacinação sejam cumpridos com todas as doses administradas nas idades preconizadas e sem atrasos, assegurando assim a proteção adequada e precoce para os lactentes jovens. A interrupção de esquemas de vacinação primária pode levar a consequências dramáticas, especialmente para coqueluche e doença invasiva por Haemophilus influenzae tipo b (Hib). Porém, diante da escassez das vacinas quíntupla (DTPa-VIP/Hib) e sêxtupla (DTPa-VIP-HB/Hib) preconizadas nos calendários da SBIm e da SBP, a Comissão Técnica de Revisão de Calendários e Consensos SBIm sugere
2 adotar estratégia que priorize grupo de maior risco (lactentes jovens, por exemplo) até que a situação seja normalizada. Considerar as seguintes opções na ausência total das vacinas Para menores de 12 meses de idade Encaminhar à rede pública. Deve-se priorizar a preservação da imunização primária com um mínimo de três doses das vacinas pólio, tríplice bacteriana, Hib e hepatite B. Independentemente de a criança ter iniciado com alguma vacina que tenha o componente acelular, completar o esquema com a quíntupla(dtpw-hb/hib) e VIP/VOP disponibilizadas pelo Programa Nacional de Imunizações. A despeito do risco aumentado de eventos adversos comparativamente às vacinas acelulares, o risco potencial das doenças é muito maior. Como regra geral, a intercambialidade de vacinas tríplices bacterianas ( DTPw/DTPa) com diferentes componentes ou produtores, não deve interferir na adequada resposta imune de qualquer dos seus componentes. Para crianças, inclusive menores de 12 meses, com história de evento adverso grave após dose de DTPw (contraindicação formal para vacinas de células inteiras) Usar a tríplice bacteriana acelular infantil (DTPa), se disponível.
3 Para a 3ª dose do esquema primário Pode ser considerado o adiamento de alguns meses (fevereiro/março). Nesse caso, o esquema seria de duas doses primárias e um reforço no final do primeiro ano de vida; esse esquema (2+1) é adotado por vários países da Europa e tem segurança e eficácia demonstradas, embora não seja o esquema preconizado pela SBIm nem pelo PNI. Para o primeiro reforço (ou quarta dose) recomendado para crianças no segundo ano de vida. Considerar as seguintes alternativas: a) Atrasar a aplicação desta dose. Essa opção permite o reforço (ou quarta dose) da vacina Hib. Lembramos que a recomendação dessa dose de reforço é dos 15 aos 18 meses e a criança já tendo o esquema primário aplicado, está adequadamente protegida contra aquelas doenças. b) Aplicar a vacina tríplice bacteriana acelular infantil (DTPa). A ausência do componente pólio inativada pode ser compensada pela vacina oral disponível na rede pública durante as campanhas anuais. Neste caso, o reforço (ou quarta dose) da vacina Hib não será contemplado.
4 c) Encaminhar à rede pública, onde será aplicada a vacina quíntupla (DTPw-HB/Hib) e VOP. A vacina quíntupla, por problemas de produção da vacina de células inteiras, estará disponibilizada, temporariamente, nas doses de reforço pelo Programa Nacional de Imunizações. É importante salientar que a SBIm recomenda uma quarta dose da vacina Hib após a idade de 12 meses, principalmente para aquelas que receberam as vacinas combinadas à DTPa na primovacinação, visto que a imunogenicidade para o componente Hib é menor nas combinações acelulares do que naquelas de células inteiras. Para o 2 o. reforço (ou quinta dose) recomendada para os 4-5 anos de idade a) As formulações de adulto (dtpa e dtpa-vip) são opções adequadas, sendo preferível a formulação combinada à vacina poliomielite inativada. As formulações do tipo adulto (dtpa e dtpa-vip) devem ser usadas exclusivamente para crianças a partir de 3 anos de idade b) Assim como para o primeiro reforço, a vacina quíntupla estará disponibilizada para o segundo reforço, temporariamente, pelo Programa Nacional de Imunizações.
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