CONSUMO DE BENS DURÁVEIS E POUPANÇA EM UMA NOVA TRAJETÓRIA DE COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR BRASILEIRO RESUMO

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1 CONSUMO DE BENS DURÁVEIS E POUPANÇA EM UMA NOVA TRAJETÓRIA DE COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR BRASILEIRO VIVIANE SEDA BITTENCOURT (IBRE/FGV) E ANDREI GOMES SIMONASSI (CAEN/UFC) RESUMO O rabalho avalia a dinâmica descria pelo consumo de bens duráveis e poupança dos consumidores brasileiros enre seembro de 005 e abril de 0 e conribui com a lieraura ao uilizar como ferramena de análise um modelo auoregressivo com valor limie endógeno e dados qualiaivos da pesquisa Sondagem de Expecaivas do Consumidor Brasileiro, da FGV. Indicadores qualiaivos para essas duas variáveis foram calculados e a meodologia proposa permiiu invesigar, simulaneamene, a linearidade e esacionaridade de suas rajeórias. Os resulados sugerem, em ambos os casos, uma dinâmica não-linear com raiz uniária parcial. Adicionalmene, a esacionaridade consaada a parir de um valor limie esimado de 3,3 ponos percenuais para o Indicador de Compras de Bens Duráveis e de 3,6 ponos percenuais para o Indicador de Poupança permiem classificar seus hisóricos com indícios de sauração da capacidade de poupança e consumo dos indivíduos. Palavras-Chave: Consumo de Bens Duráveis; Poupança; Valor Limie Endógeno. ABSTRACT This paper evaluaes he dynamics described by he Brazilian consumer s savings and consumpion of durables beween Sepember 005 and April 0, and conribues o he lieraure applying qualiaive daa from FGV Consumer Survey o an endogenous hreshold auoregressive model. Qualiaive indicaors for hese wo variables were developed and he mehodology allowed us o invesigae, simulaneously, he saionariy and lineariy of heir behaviors. The resuls sugges a non-linear dynamic wih parial uni roo for hese wo indicaors. In addiion, he saionariy observed from an esimaed hreshold of 3.3 bp for he indicaor of purchases of durables and 3.6 bp o he indicaor of savings show evidences of sauraion of savings and consumpion individual capaciies. Keywords: Consumpion of Durables; Savings; Endogenous Threshold. JEL: C8; D; C Área 7 - Microeconomia, Méodos Quaniaivos e Finanças

2 CONSUMO DE BENS DURÁVEIS E POUPANÇA EM UMA NOVA TRAJETÓRIA DE COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR BRASILEIRO. INTRODUÇÃO O esudo se propõe a verificar a exisência de ciclos de consumo e poupança, ou seja, os consumidores anecipariam consumo, esgoando sua capacidade em anecipar novos gasos e a condição necessária à realização de novas compras seria o reequilíbrio do orçameno familiar. O objeivo consise enão em invesigar a possível exisência de limies para consumo e poupança no Brasil, uilizando na invesigação empírica as variáveis qualiaivas da Sondagem de Expecaivas do Consumidor da FGV, ao invés de dados agregados radicionais para o consumo no país. As Sondagens são pesquisas qualiaivas que represenam a forma majoriária de moniorameno das inenções dos consumidores e empresários nos Esados Unidos e na Europa. A parir das resposas obidas nese ipo de pesquisa são comumene consruídos indicadores que raduzem, inclusive, senimeno dos indivíduos em relação aos deerminanes da produção e do consumo. Com a finalidade de sineizar o resulado de cada pesquisa são desenvolvidos os denominados Indicadores de Confiança. Tais indicadores são variáveis endógenas e reflexos das condições macroeconômicas, mas possuem ainda a vanagem quanificar faores psicológicos que não são capados por variáveis econômicas. A aplicação de ais faores aos modelos econômicos e esaísicos conribui no senido de enriquecer a análise de qualquer fenômeno econômico sem negligenciar aspecos como o oimismo, seja pelo lado da demanda ou da ofera. A meodologia para condução do exercício empírico considera a proposa de Caner e Hansen (00) para analisar a dinâmica dos indicadores para as Compras de Bens Duráveis e Poupança da Sondagem do Consumidor. Esa meodologia possui a vanagem de incorporar a possibilidade de mudanças de regime endógenas concomiane à análise do processo esocásico descrio por cada indicador. Assim sendo, além de idenificar a esacionaridade, permie-se inferir acerca da exisência de efeio limiar em cada indicador. Os resulados sugerem que a dinâmica descria por cada indicador é não linear, de forma que apresenam reversão à média e raiz uniária global e em um regime, mas com a possibilidade de esacionaridade a parir de um limiar. A combinação dos resulados sugere ainda a sauração das capacidades de consumo de bens duráveis e de poupança, principalmene em períodos de elevada insabilidade econômica. O presene rabalho esá organizado da seguine forma. A seção apresena uma breve descrição da Sondagem de Expecaivas do Consumidor, seus indicadores e suas relações com varáveis macroeconômicas. Na seção 3, apresena uma revisão de lieraura empírica. Na seção 4 apresena os dados, exercícios preliminares, o modelo economérico e discue as hipóeses a serem esadas. Na seção 5, os resulados empíricos são apresenados e discuidos e finalmene apresenamos as conclusões e considerações finais.

3 . A SONDAGEM DE EXPECTATIVAS DO CONSUMIDOR, SEUS QUESITOS QUALITATIVOS E SUAS RELAÇÕES COM VARIÁVEIS MACROECONÔMICAS. SOBRE PESQUISAS QUALITATIVAS E A SONDAGEM DO CONSUMIDOR Essa seção discue a imporância das pesquisas qualiaivas, insrumeno de imporância e confiabilidade reconhecidas nos países desenvolvidos, no senido de prover informações sobre os agregados econômicos e as esaísicas oficiais com maior empesividade. A imprecisão de informações passadas para economia, como a brasileira, nos leva a crer cada vez mais que pesquisas do ipo qualiaivas são de fundamenal imporância haja visa a maior velocidade e conemporaneidade das informações obidas. Enquano as esaísicas quaniaivas radicionais como as de produção e emprego são conhecidas com defasagem enre 30 a 60 dias em relação ao fao ocorrido, as sondagens fornecem sinalizações de endência acuradas para um horizone de rês a seis meses à frene ainda durane o mês de realização da pesquisa. No Brasil, esudos envolvendo informações de pesquisas qualiaivas aplicadas são recenes e escassos, assim como as fones que provêem informação rica e de qualidade. A lieraura econômica nacional ainda cona com poucos esudos volados para análise desses indicadores de confiança e seu o poder prediivo sobre variáveis macroeconômicas. Desde seembro de 005 o IBRE apura mensalmene informações qualiaivas deerminanes sobre consumo, poupança, siuação financeira das famílias, mercado de rabalho, expecaiva de inflação, axa de juros e siuação econômica. A pesquisa é aplicada em see das principais capiais do país, com amosra represenaiva da população e do percenual de consumo de cada capial com aproximadamene 00 consumidores. O levanameno esaísico de naureza qualiaiva possui esraificação por classes de renda familiar mensal, faixas eárias, níveis de escolaridade e gênero do responsável pela família. O moniorameno da confiança do consumidor em por objeivo produzir indicações sobre as suas decisões de gasos e poupanças fuuras. Esas, por sua vez, consiuem-se em indicadores úeis na anecipação dos rumos de curo prazo da economia. Denre os quesios que uilizaremos em nossa análise referenes à pesquisa esá o Indicador de Poupança e o Indicador que mede a Inenção de Compras de Bens Duráveis nos seis meses seguines. Sua formulação é descria abaixo: IndicadordePoupança = 00 + RF RD Onde; RF é o percenual, medido pela freqüência relaiva, de consumidores que esão poupando na comparação enre receias e despesas da família; RD é o percenual, medido pela freqüência relaiva, dos consumidores que se julgam endividados. O Indicador que mede o ímpeo para comprar bens duráveis nos próximos seis meses é medido pela diferença enre o percenual dos consumidores com inenção de comprar mais, dos que julgam que os gasos serão menores nos seis meses seguines em relação aos seis meses aneriores. IndicadordeInençãodeComprasdeBensDuráveis + 6 = 00 + RF + 6 RD + 6 RF +6 é o percenual, medido pela freqüência relaiva, de consumidores que preendem comprar mais bens duráveis nos próximos seis meses; RD +6 é o percenual, medido pela freqüência relaiva, dos consumidores que projeam comprar menos bens duráveis nos próximos seis meses. 3

4 Os quesios fornecem indicadores com elevado poder de explicação em relação a variáveis macroeconômicas radicionais, ais como desemprego, consumo das famílias e inadimplência. Esa capacidade é medida pela aderência dos indicadores qualiaivos aos agregados macroeconômicos oficiais moivando a uilização desas variáveis em nossa análise. O indicador que mede o ímpeo para compra de bens duráveis é um quesio imporane na evolução do Índice de Confiança do Consumidor que pode ser considerado como elemeno fundamenal na explicação e anecipação direa da evolução do nível de consumo e indireamene da demanda agregada. 4 Gráfico - ICC e PIB pela óica do consumo das famílias 30,0 0,0 Índice de Confiança do Consumidor -Com ajuse sazonal Média Móvel Trimesral 5,0 0,0 5,0 0,0 05,0 00,0 95,0 Índice de Confiança do Consumidor Consumo das famílias (PIB) 8,0 6,0 4,0,0 0,0 -,0 Consumo das famílias (PIB) - Sem ajuse sazonal Variação % sobre o mesmo rimesr do ano anerior 90,0-4,0 Fone: FGV/IBRE, elaborado pelo auor. O Gráfico revela uma fore relação enre as expecaivas dos consumidores e o nível de aividade brasileira o que vem esimulando pesquisadores à validação de sua capacidade prediiva como proxy do consumo das famílias, que é responsável por quase 60% do PIB segundo a óica da demanda. A análise da série do Índice de Confiança dos Consumidores com o PIB apresena ala correlação (0.73) conforme pode ser observado no referido gráfico.. SOBRE O CONSUMO DE BENS DURÁVEIS O consumo das famílias é iem imporane na economia brasileira, sendo, porano a disposição para compras num horizone emporal de seis meses faor relevane para decisões de políicas públicas. Esa subseção apresena um breve hisórico sobre as vendas de duráveis para mosrar a aderência da variável que mede a disposição de gasar dos consumidores com Indicador de Vendas de Duráveis exraídos da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) produzida pelo IBGE. O crescimeno da renda vem ornando a classe média o exrao social dominane no país. A expansão do crédio em razão de axas de juros menores elevou o poder de compra dessa classe enre 006 e março de 008 (NERI, 009), quando aingiu um dos maiores níveis observados de vendas de duráveis. A parir de julho de 008, os reflexos da crise financeira inernacional inerromperam a rajeória ascendene do consumo.

5 A parir de seembro de 008, quando a crise ainge efeivamene o mercado brasileiro, resrições ao crédio e incereza com relação aos rumos da economia são os principais enraves. No início de 009, a expansão das vendas decorreu num primeiro momeno apenas da recuperação de compras advindas de consumo represado pela fala de crédio e pela diminuição da confiança verificadas durane o quaro rimesre de 008. A políica fiscal expansionisa adoada pelo governo aravés da isenção de IPI dos bens duráveis de linha branca eve impaco expressivo sobre as vendas do seor, um dos mais afeados pela crise financeira inernacional. Uma parcela crescene das compras passou a ser aribuída à anecipação de consumo para aproveiameno de preços favoráveis ao longo de 009, endo em visa a expecaiva de proximidade do final do período de isenções fiscais. Em fevereiro e março de 00, os indicadores mais empesivos de nível de aividade pareciam mosrar uma nova aceleração das vendas e produção, novamene influenciadas pela anecipação de consumo, face à expecaiva de reirada dos benefícios remanescenes. A parir de abril de 00, o IPI reduzido para duráveis foi manido de forma resria quase que exclusivamene a produos que economizam energia ou são pouco poluenes. A expecaiva, e poseriormene a reirada de alguns benefícios, provocaram uma primeira rodada de desaceleração de produção e de vendas de duráveis. O gráfico abaixo mosra a evolução do Indicador de Inenção de Compras de Bens Duráveis (Sondagem do Consumidor) e de Venda de Duráveis no Comércio (PMC Duráveis, IBGE). A desaceleração de produção e vendas de duráveis durou apenas alguns meses. Gráfico - Indicador da Inenção de Compras de Bens Duráveis (Sondagem do Consumidor-FGV) e Índice de Volume de Vendas de Bens Duráveis (PMC-IBGE) - Média Móvel Trimesral 5 Fone: FGV/IBRE, elaborado pelo auor. A hipóese sugerida por alguns economisas para esse faor seria que a reirada gradual dos benefícios disribuiu ao longo do empo o ajuse orçamenário das famílias. O consumidor brasileiro, relaivamene conservador e pouco acosumado a gerenciar níveis de endividameno elevados, aproveiou a conínua melhora do mercado de rabalho e dos rendimenos para recuperar o equilíbrio orçamenário. Indicador combinado de vendas de Veículos, Moos, pares e peças, móveis e eleroelerônicos, elaborado pelo IBRE/FGV a parir de dados da Pesquisa Mensal do Comércio PMC, do IBGE.

6 Apesar da avaliação favorável do consumidor em relação ao ambiene econômico geral e ao mercado de rabalho, o indicador de ímpeo para compras de duráveis nos meses seguines não reornou ao paamar verificado ao final de 007 e início de 008. Além das condições gerais de crédio, do cuso do dinheiro e de crescimeno econômico, ese indicador vem apresenando um hisórico de associação (negaiva) com os níveis de inadimplência da pessoa física, conforme se observa no gráfico 3 abaixo em que comparamos a evolução recene da Taxa de Inadimplência de Pessoa Física (BACEN) e do Indicador da Inenção de Compras de Bens Duráveis (FGV). A evolução do Indicador da Inenção de Compras de Bens Duráveis, expresso em ponos, no eixo da direia, eve seu melhor momeno na virada enre 007 e 008, quando as condições de crédio eram favoráveis, a axa de juros relaivamene baixa, a economia crescia foremene e a Taxa de Inadimplência pessoa física siuava-se abaixo dos 7,% médios do período pós 003. Gráfico 3- Indicador da Inenção de Compras de Bens Duráveis (FGV) e Taxa de Inadimplência Pessoa Física (BACEN) 6 05,0 9,0 00,0 8,5 Indicador da Inenção de Compras de Bens Duráveis (FGV) 95,0 90,0 85,0 80,0 75,0 70,0 Indicador da Inenção de Compras de Bens Duráveis Taxa de Inadimplência 8,0 7,5 7,0 6,5 Taxa de Inadimplência pessoa física (BACEN) -% 65,0 6,0 60,0 5,5 Periodo: Se/06 a Abr/ Fone: FGV/IBRE, elaborado pelo auor. A parir de março daquele ano, o ímpeo de compras começou a perder força, convergindo, para o paamar próximo ao de sua média hisórica, em orno de 83 ponos, em agoso de 008. Ese primeiro movimeno parecia esar mais relacionado às quesões do próprio ciclo de endividameno das famílias do que com as expecaivas relacionadas à economia, embora nas faixas de renda mais alas, a crise americana já influenciasse nas expecaivas para os meses seguines. Com a crise inernacional e seu reflexo sobre as condições de crédio e o crescimeno econômico, o indicador de compras coninuou em queda aé aingir 7,9 ponos em fevereiro de 009, nível próximo ao recorde de baixa, regisrado em seembro de 005 (66,5 ponos). Paralelamene, a parir de junho de 008, a Taxa de Inadimplência iniciou um movimeno de ala aé aingir 8,5% em maio de 009, o maior nível regisrado a parir de 003. Com as medidas de isenção do IPI adoadas no primeiro rimesre de 009, o ímpeo de compras ficou limiado pelo esado geral da economia e pelo nível de inadimplência elevado. A diminuição gradual da inadimplência pessoa física a parir de maio daquele ano não suriu efeio sobre o ímpeo de

7 compras naquele momeno por dois moivos: i) o nível de inadimplência ainda era elevado; ii) a perspeciva do fim do período de IPI reduzido começava a impacar as projeções de compras pelos consumidores. O indicador de compras de duráveis volou a apresenar endência de ala gradual em março de 00 combinando o quadro de inadimplência mais baixa e absorvidos os ajuses ao fim do IPI reduzido (ao menos no erreno das previsões para o horizone de seis meses). O Gráfico 3 mosra que a inadimplência enconrava-se, em julho de 00, em 6,5%, nível baixo em ermos hisóricos, endo ulrapassado, para baixo, a média hisórica em fevereiro de 00. O indicador de compras apresenou recuperação ao longo de 00. A hipóese de que os indicadores pareciam aponar para um quadro semelhane ao de , com indicador de compras elevado e inadimplência baixa sendo possível induzir que naquele período o empo de ajuses ao ciclo de endividameno do consumidor inha se compleado e que as vendas de duráveis reomariam gradualmene o rimo anerior à crise de POUPANÇA E ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIAS A aderencia ilusrada graficamene enre a série de endividameno das famílias da Sondagem (percenual das famílias dizem esar se endividando) com a axa de endividameno do Banco Cenral, que refere-se a inadimplência acima de 90 dias em relação ao oal das operações de crédio com recursos livres. possui correlação enre as séries de 0.63 com uma defasagem de 6 meses. Evidencia-se dessa forma que a percepção dos consumidores sobre endividameno ocorre seis meses anes dela de fao se efeivar. Gráfico 4 - Endividameno das Famílias (Sondagem do Consumidor FGV) e Taxa de Inadimplência (BACEN) Média Móvel Trimesral 7 9,0 9,0 Endividameno dos Consumidores -FGV (%) 7,0 5,0 3,0,0 9,0 7,0 Endividameno dos Consumidores Taxa de Inadimplência 8,5 8,0 7,5 7,0 6,5 6,0 Taxa de Inadimplência -BACEN (%) 5,0 5,5 dez/05 mar/06 jun/06 se/06 dez/06 mar/07 jun/07 se/07 dez/07 mar/08 jun/08 se/08 dez/08 mar/09 jun/09 se/09 dez/09 mar/0 jun/0 se/0 dez/0 mar/ Fone: FGV/IBRE, elaborado pelo auor. Periodo: Nov/05 a Abr/ Conudo, em 0 o ambiene que se configura é uma combinação de confiança elevada com baixa disposição para compras de duráveis e aumeno da inadimplência. Esa combinação sugere a possibilidade de ocorrência de um novo ciclo para esas componenes de consumo e poupança. A força e a duração dessas desacelerações êm sido difíceis de se prognosicar no Brasil em função das mudanças a que o mercado vem passando recenemene, com a inclusão de novas classes de renda,

8 surgimeno de novas modalidades de emprésimo e aumeno dos prazos de financiameno. Assim sendo, ese esudo se limiaará a analisar as dinâmicas do consumo de bens duráveis e de poupança dos indivíduos expliciando se há mudança de comporameno e se esa dinâmica é explosiva ou dá sinais de esagnação. 3. LITERATURA RELACIONADA AO TEMA De acordo com Desroches e Grosselin (004), poucos esudos êm enconrado nos índices de senimeno poder explicaivo significaivo em relação aos faores fundamenais da economia. Alguns pesquisadores, no enano, êm sugerido que os índices de senimeno podem ser úeis durane grandes evenos econômicos ou políicos, pois eles endem a apresenar rajeória diferene de ouras variáveis macroeconômicas, em ais períodos. Com base nessa hipóese, esses auores consruíram um modelo de limiar simples que levou em consideração a magniude da variação do senimeno do consumidor para previsão dos seus gasos. Tesando o modelo de Campbell-Mankiw (989), aqueles auores descobriram que o limiar do senimeno dos consumidores defasados é um bom predior para o crescimeno do consumo aual, uma vez que os resulados mosraram que as propriedades de uma equação de consumo são melhoradas. A lieraura nacional sobre consumo vem crescendo recenemene desacando Issler e Rocha (000), Gomes, Issler e Salvao (005) e Gomes (005). Gomes, Issler e Salvao (005) invesigaram a evolução do consumo de bens duráveis no Brasil a parir da decisão de consumo individual e da possibilidade de exisência de resrição de crédio. Realizando eses de separabilidade, os resulados mosraram que o comporameno do consumo de bens duráveis é diferene de bens não duráveis e que exise uma relação de longo prazo (coinegração) enre o consumo de bens duráveis, não duráveis e renda. No curo prazo exibem uma dinâmica comum que podem ser em pare influencia da resrição a liquidez no Brasil. Ou seja, políicas que visam resringir o crédio podem provocar grande impaco sobre o consumo, e por conseqüência sobre o bem esar dos consumidores. Além da resrição orçamenária, maximização da uilidade ineremporal, esoque de bens duráveis, a resrição a liquidez foi esada por Campbell em 987, e replicada no Brasil por Cavalcani (993), Reus e. al. (988) e Issler e Rocha (000). Issler e Rocha enconraram em seus resulados que 74% da renda no Brasil perencem a consumidores que esão resrios a consumir apenas a sua renda correne. Além disso, seus eses evidenciaram coinegração enre consumo e renda. Gomes (005) analisou a evolução do consumo brasileiro confronando rês eorias disinas sobre decisão de consumo: consumidor oimizador, míope ou resrição de crédio. A primeira propõe que os consumidores oimizam seu bem esar ineremporalmene, sendo o consumo em função da axa de juros. A segunda, miopia, que os consumidores consomem a renda correne e a erceira de que os indivíduos não êm acesso a crédio, mas que não há resrições de acúmulo de riqueza, de forma que o consumo reage de forma assimérica a renda. As esimaivas sugeriram que os juros não são significaivos, rejeiando a hipóese de comporameno oimizador. Os resulados ambém não confirmaram a hipóese de miopia e de resrição ao crédio. Podendo apenas observar que exise a suavização do consumo, pois em alguns anos as axas de crescimeno de consumo e renda êm sinais oposos. Benes (006) procurou esudar e quanificar a relação enre a confiança do consumidor e o nível de consumo no Brasil invesigando a exisência de um possível senido de causalidade dominane na relação enre o consumo e as expecaivas do consumidor. Seu objeivo era ambém verificar se os índices de confiança conêm algum poder explicaivo incremenal que não pode ser observado a parir apenas da uilização de variáveis macro-fundamenadas. Os resulados da pesquisa sugerem que comparando em ermos relaivos 8

9 que o poder explicaivo do ICC sobre o consumo oal ao das demais variáveis macro-fundamenadas é válido, uma vez que apenas a capacidade explicaiva do crédio se desacou em relação ao poder explicaivo do ICC e às demais séries de macroeconômicas. Em resposa à quesão levanada por Masusaka e Sbordone (995) o pessimismo dos consumidores quano às perspecivas fuuras, mesmo que não fundamenadas economicamene podem provocar impacos significaivos sobre o nível de aividade aravés dos gasos deses agenes. Tesando as hipóeses ambém de Kaona (975) na esimação da função consumo, Malgarini e Margani (007) mosraram que o senimeno do consumidor parece desempenhar papel imporane na explicação de padrões de consumo das famílias ialianas mesmo depois de conrolar a função da renda disponível e ouras variáveis macroeconômicas possivelmene correlacionadas com a despesa. Os auores salienaram ainda a possibilidade de aspecos psicológicos influenciarem especialmene as decisões de consumo da "classe média". De acordo com seus resulados eles concluem que cerca de 30% do consumo pode ser explicadas pelas variáveis macroeconômicas confirmando que a confiança do consumidor coném informações que não podem ser exraídos por padrão as variáveis quaniaivas. Além disso, aconecimenos políicos e exraordinários influenciam significaivamene o Indicador de Confiança dos Consumidores, conudo afeando grupos de famílias de forma heerogênea, confirmando que o papel da psicologia pode ser influenciado por caracerísicas sócio-demográficas dos consumidores. Mais recenemene, Khalifa, Seck e Tobing (00), avaliaram os efeios da riqueza financeira sobre o comporameno de consumo das famílias. Uilizando a écnica de esimaiva limiar desenvolvido em Hansen (999) dividiu se a amosra endogenamene por níveis de renda e esimou-se os efeios de cada caegoria de rendimenos. Usando o denominado Painel de Esudo da dinâmica da renda em 00, 003 e 005, os resulados sugerem que exise um limiar de nível de renda de quase dólares, abaixo do qual o efeio riqueza financeira é insignificane. Os resulados reforçam a noção de que os agregados familiares com baixos níveis de renda endem a limiar o seu consumo fora da riqueza financeira, diferene daqueles com maiores níveis de renda. A abordagem seguida nese rabalho segue as proposas empíricas e almeja conribuir com esa vasa lieraura aplicando dados de pesquisas qualiaivas a um modelo economérico em forma reduzida que permia caracerizar a dinâmica e a naureza do processo esocásico que descreve as rajeórias do consumo de bens duráveis e de poupança do consumidor brasileiro. A écnica proposa permiirá idenificar se exise uma mudança de dinâmica no comporameno do consumidor em relação a esas variáveis e idenificar de a evenual mudança de dinâmica ou evenual sauração da capacidade de consumir e poupar esão relacionados a momenos de insabilidade económica. 4. ASPECTOS METODOLÓGICOS 4. BASE DE DADOS Dados da Fundação Geulio Vargas da Sondagem de Expecaivas do Consumidor sobre Inenção de Compras de Bens Duráveis e Poupança dos consumidores brasileiros enre seembro de 005 e abril de 0 foram uilizados para condução do exercício empírico fundamenado no modelo auo-regressivo com valor limie endógeno proposo por Caner e Hansen (00), cujos principais ponos da eoria seguem adiane. Denre as variáveis que compõem a pesquisa uilizaremos o Indicador que mede a Inenção de Compras de Bens Duráveis para os seis meses seguines comparado aos seis meses aneriores, mais especificamene se os gasos serão maiores, iguais ou menores. São considerados bens duráveis: 9

10 eleroelerônicos, uilidades domésicas e ouros, exceo auomóveis e imóveis. O indicador mede a diferença percenual enre as resposas favoráveis menos desfavoráveis mais 00. Além dese indicador qualiaivo, será uilizado ouro que mede a poupança, sob a óica da siuação financeira familiar. Nese caso são comparadas receias e despesas e infere-se se a família esá poupando, se manendo em equilíbrio ou endividando-se. A amosra compreende um oal de 65 observações mensais no período descrio. 4. O MODELO ECONOMÉTRICO O objeivo cenral da disseração consise em capar se exise uma mudança de padrão no consumo e na capacidade de poupança do consumidor brasileiro, para ano, considera-se plenamene adequada uma adapação do modelo auo-regressivo com valor limie (Threshold Auoregressive Model). O modelo inroduzido por Caner e Hansen (00), permie, simulaneamene, analisar a esacionaridade e a possibilidade de mudança de regime nas séries emporais de inenção de consumo de bens duráveis e de poupança selecionadas. Para cada uma delas será esimada a seguine equação: 0 y = θ ' ' x Ι ( Z θ x < λ + Ι Z ε λ + ) ( ) () com ' =,... T e onde x = y, r, y,..., y )', Ι (.) é uma função indicador com Ι = se x A e Ι = 0 se x A ( x) ( x), ( k ε é um erro independene e idenicamene disribuído (i.i.d), Z = y y m para m, r é um veor de componenes deerminísicos incluindo a consane e possivelmene uma endência linear e λ é o parâmero que represena o valor limie (hreshold). Tal parâmero é desconhecido, mas assume valores no inervalo Λ = [ λ, λ ], onde λ e λ são escolhidos de forma que Prob( Z λ ) = π, π > 0 e Prob( Z λ ) = π, π <. Assume-se que π e π são siméricos, ou seja, π = π, impondo, porano, a resrição que nenhum regime erá menos que π % das observações. Caner e Hansen (00) sugerem que π = 0, 5, aceiando, porém os limies de 5 ou 0% no percenual mínimo de observações 3. Por fim, define-se θ = ( ρ, β, α)' e θ = ( ρ, β, α )', onde ρ e ρ são escalares, β e β êm a mesma dimensão de r e α e α são veores de dimensão k. Porano, ρ e ρ são coeficienes de y, β e β são coeficienes dos componenes deerminísicos e α e α são os coeficienes de y,...., ) nos regimes e, respecivamene. ( y k A opção por um modelo que permie a classificação das observações em dois regimes se mosra adequada à consecução do objeivo proposo no esudo, haja visa que o ineresse consise apenas em verificar uma mudança de padrão de consumo e poupança dos consumidores brasileiros e não esimar a função consumo, poupança ou demanda. Tecnicamene, a opção por um modelo economérico que permiiria a definição de múliplos regimes pode implicar em esimaivas inconsisenes, haja visa o diminuo número de observações que poderiam compor cada regime. O modelo é esimado por Mínimos Quadrados Ordinários (MQO). Para implemenar MQO na equação (), Caner e Hansen (00) sugerem aplicar o algorimo da concenração, o qual consise em execuar as seguines operações: 3 Como a amosra uilizada no esudo possui 65 observações, nenhum regime deverá er menos que 3 observações (5%), após as defasagens o modelo cujos resulados seguem na seção 4 foi esimado com um mínimo de 6 e 5 observações para poupança e consumo no regime.

11 . Para cada λ Λ o modelo é esimado por MQO, ou seja, para cada λ Λ y ˆ ( )' ˆ ( )' ˆ = θ λ x Ι ( Z ) θ λ ( ) ε ( λ) < λ + x Ι Z λ + () com: ˆ σ ( λ) = T T = ˆ ε ( λ). Esimar o valor limie, λ, minimizando σ ( λ), ou seja; ˆ λ = arg min ˆ σ ( λ) λ Λ 3. Esimar θ e θ uilizando a esimaiva de λ em (b), λˆ, iso é: y ˆ ( ˆ)' ˆ ( ˆ)' ˆ = θ λ x Ι ( Z ) θ λ ( ) ε ( ˆ) λ < λ + x Ι Z λ + (3.) com T ˆ σ ( ˆ) λ = T ˆ ε ( ˆ) λ (3.) = em-se: As esimaivas das equações (3.) e (3.) são de suma imporância para o propósio dese esudo, pois serão uilizadas para conduzir inferência sobre os parâmeros do modelo aravés de esaísicas de ese, ais como a esaísica e a de Wald descrias a seguir. 4.3 INVESTIGANDO A DINÂMICA DAS VARIÁVEIS SELECIONADAS Invesigar a mudança de dinâmica implica em esar, no modelo, se ˆ θ ˆ, ˆ )' ˆ ( ˆ) ( ˆ, ˆ ( ˆ) λ = ( ˆ ρ, β α θ λ = ρ β, ˆ α )'. De ouro modo, noe que, na presença de linearidade, a regressão 3. orna-se igual à famosa regressão ADF (Augmened Dickey-Fuller). Um dos principais propósios do esudo é verificar se a inenção de consumo ou poupança possuem dinâmica não-linear, esando a esacionaridade do processo descrio pela mesma via ese radicional de raiz uniária ADF pode nos levar a resulados imprecisos. Por ese moivo, o resulado será apresenado no esudo por um ese consisene para invesigar a dinâmica do consumo e da poupança. Caner e Hansen (00) propuseram, para al, a seguine esaísica de ese: W T = W ( ˆ) λ = supw ( λ) T λ Λ T σ onde 0 W T ( λ) = T e σ 0 represena a variância do resíduo obido quando se esima o ˆ σ ( ˆ) λ modelo impondo H : θ = θ, com ˆ ) 0 ˆ σ ( λ calculado de acordo com (3.). A disribuição assinóica de W T sob esacionaridade, ρ < 0, foi invesigada por Davies (987), Chan (99), Andrews e Ploberger (994) e Hansen (996). Caner e Hansen (00) mosram que, sob a presença de raiz uniária, a disribuição assinóica de W T depende da esruura dos dados, significando que os valores críicos não podem ser abulados. Desa forma, os auores sugerem dois méodos de boosrap para aproximar a disribuição assinóica de W T : o primeiro é apropriado para o caso esacionário, ρ < 0, enquano o segundo é mais adequado para o caso com raiz uniária, ρ = 0. Dado que a ordem de inegração é desconhecida a priori, Caner e Hansen sugerem calcular os valores críicos por boosrap assumindo ρ = 0 e ρ < 0 e usar o valor críico mais conservador, ou seja, o maior p-value.

12 Porano, esa será a esraégia uilizada nese arigo para esar a hipóese nula de linearidade; H : θ = θ TESTANDO A HIPÓTESE DE RAIZ UNITÁRIA EM MODELOS NÃO-LINEARES No modelo, os parâmeros ρ e ρ conrolam a esacionaridade do processo y. Assim, y será inegrado de ordem, Ι (), se a hipóese nula, H ρ = ρ 0, for verdadeira. Uma hipóese alernaiva 0 : = naural seria H : ρ < 0 e ρ < 0, sugerindo que o processo y é esacionário nos dois regimes. Conudo, exise ainda uma possibilidade inermediária chamada de raiz uniária parcial: ρ < 0 e ρ = 0 H : ou ρ = 0 e ρ < 0 Se H for verdadeira, o processo y erá raiz uniária em um dos regimes, mas será esacionário no ouro. Três eses 4 para invesigar a esacionaridade do consumo e da poupança são enão realizados: um ese de raiz uniária global e dois eses para capar a presença de raiz uniária em cada regime, de acordo com as esaísicas R, e, respecivamene. T Tal discriminação é exremamene imporane, pois nos permie examinar se o comporameno do consumidor brasileiro segundo esas duas variáveis seguiu uma dinâmica diferene (de esacionário para não esacionário ou vice-versa) depois que ainge cero valor limie, λ. A hipóese de que isso ocorreria pelo surgimeno de uma nova classe de consumidores resulane do crescimeno econômico recene. 5. RESULTADOS PARA A CAPACIDADE DE POUPANÇA A parir da meodologia descria na seção 4, as abelas e sumarizam os resulados para os eses de linearidade e de igualdade dos coeficienes, bem como expliciam os resulados das esimações do modelo irresrio 5 nos dois regimes 6, o limiar para os regimes, λ, o número de observações, o número de defasagens óimo 7 (m) para a variável Z = y y 8 m, o número óimo de defasagens, k, na regressão ADF 9 (equação ), e os valores críicos 0 para os eses de linearidade. Todo o processo de esimação e compuação de eses de hipóeses foi implemenado usando um programa escrio em GAUSS. 4 Ver dealhes no apêndice. 5 O modelo resrio assume a presença de raiz uniária na equação (). Z. 7 A escolha de m é realizada a parir do valor que maximiza W T. Mais dealhes sobre esimação de m esão em Caner e Hansen (00). 8 É imporane observar que a variável limiar não precisa ser apenas a poupança. Poderíamos uilizar apenas a axa, mas acredia-se que o nível considerado desejável pode variar de acordo com o momeno econômico, já a variação do indicador em cada momeno é que deve ser a mérica da auoridade moneária para evenuais inervenções e por isso esa foi a variável escolhida na análise. Ouro pono é que se sabe que a não rejeição da hipóese de linearidade pode ser causada pelo uso de uma variável limiar que não seja esriamene esacionária sob Ho. 9 Calculado de acordo com o criério GS (do geral para o específico general o specific ). 6 Regime consise em λˆ < Z, enquano o regime consise em λˆ 0 Ver valor em (**) na noa abaixo de cada abela.

13 3 Tabela : Resulados do Modelo Irresrio e Tese de Linearidade do Indicador de Poupança Esimaivas, m ˆ =, ˆ λ = 3, 60 Tese para Igualdade dos Coeficienes Z < λˆ Z λˆ Esaísica Boosrap Esimaiva σ Esimaiva σ de Wald P-value Inercepo 7,66 6,40 70,0 7,9 4,73 0,300 y -0,0750 0,0665 -,0 0,333 7,76 0,0500 y -0,7 0,40 5,38 3,0 3,54 0,50 y -0,04 0,9-3,00,7 5,6 0,0800 Observações 59 6 Tese Conjuno de Linearidade (Wald para Valor Limie) 6,9(+) 0,050 Nº. de Observações 65 Fone: Esimaivas dos auores. Noas: (**) Não significane a 5%. (+) Valor Críico a 5% = 6,5. Enender o comporameno da poupança não é somene uma observação enre a decisão de consumo e poupança, mas sim uma relevane esraégica políico-econômica. Ao analisar uma série emporal é necessário reirar a endência e rabalhar com sua axa de crescimeno que dependerá dos choques no presene e no passado, porém noa-se que no Brasil não há uma endência clara de sazonalidade mesmo após a esabilização econômica. Inicialmene observa-se que dinâmica de poupança brasileira no Brasil é não linear, o ese conjuno de linearidade apresena esaísica superior ao valor críico com nível de significância de 5%, rejeia-se, porano a hipóese de linearidade conjuna da série, o que sugere mudança de padrão no comporameno do consumidor brasileiro em relação a poupança. Ademais, a abela indica um número óimo de defasagens ( m ) igual a e um valor limie, λˆ, de 3,60. Conseqüenemene, na equação () obém-se Z = y y, de onde se verifica que variações inferiores à 3,60 ponos percenuais (p.p) no crescimeno do indicador de poupança caracerizam as observações no regime, e variações superiores a esse percenual definem as observações do regime. Os coeficienes no inerior da abela represenam as esimaivas da equação ADF em cada regime e, dada a diferenciação já consaada aravés do ese de Wald de linearidade, perde-se imporância a comparação das esimaivas nos dois regimes, mesmo quando esaisicamene significanes. Ademais, ressala-se que de acordo com os eses de Wald para igualdade dos coeficienes há divergência enre os coeficienes da defasagem e da segunda diferença nos dois regimes. Uma vez rejeiada a hipóese nula de linearidade, é necessário invesigar a presença de raiz uniária no Indicador de Poupança. Calculamos as esaísicas R T, e para m = e reporamos ano os p-valores assinóicos como ambém os p-valores calculados pelo méodo boosrap cujo propósio é de reduzir o desvio e promover desvios padrão mais confiáveis. Mesmo com uma amosra de 65 observações após as defasagens uilizadas, a opção por uma freqüência mensal faz com que os p-valores calculados pelo méodo boosrap possam ser paricularmene imporanes para garanir a robusez dos resulados que são apresenados na abela.

14 4 Tabela : Teses de Raiz Uniária para os dois Regimes do Indicador de Poupança Teses Esaísica p-valor Assinóico Boosrap R T 0,7 0,06 0,080,59 0,836 0,530 3,5 0,0806 0,030 Fone: Esimaivas dos auores. De acordo com o resulado da esaísica R T, significane a 5%, a axa de crescimeno do indicador de poupança é não esacionária com valores críicos calculados por boosrap. Os resulados das esaísicas e indicam que podemos rejeiar a hipóese nula de raiz uniária no regime, ou seja, a série nesse regime é esacionária significando que no regime há uma esagnação do crescimeno da poupança. No regime, não podemos rejeiar a hipóese nula de raiz uniária, ou seja, ela é não esacionária com endência explosiva. Dessa forma, os resulados nos mosram que a hipóese nula da exisência de raiz uniária não é susenada o regime, enquano na série complea e no regime al hipóese não pode ser rejeiada. Dessa forma, variações percenuais inferior a 3,6 p.p., valor limie para o regime, essa variável segue um processo não esacionário indicando que o nível de poupança não deve ser preocupação da auoridade moneária uma vez que a eoria econômica afirma que crescimeno econômico esá relacionado a níveis de poupança elevados. Não obsane, para variações superiores a 3,60 p.p., o processo descrio é esacionário, ou seja, a dinâmica de poupança é não-linear com raiz uniária parcial. Gráfico 5 - Regime e Regime da Capacidade de Poupança 05,0 03,0 0,0 99,0 97,0 95,0 93,0 9,0 89,0 87,0 Regime Regime 85,0 se/05 nov/05 jan/06 mai/06 jul/06 se/06 nov/06 jan/07 mai/07 jul/07 se/07 nov/07 jan/08 mai/08 jul/08 se/08 nov/08 jan/09 mai/09 jul/09 se/09 nov/09 jan/0 mai/0 jul/0 se/0 nov/0 jan/ Fone: Esimaivas dos auores Tabela 3: Observações sobre o Regime da Capacidade de Poupança Ano Observações no Regime Meses 005 dez 007 ou; dez mar; ago; se 0 0 Fone: Esimaivas dos auores

15 O ano de 005 foi um período de desaceleração em relação a 004 com crescimeno do PIB de apenas,3%, inferior a média da América Laina. Esse desempenho fraco decorreu-se pela desaceleração dos invesimenos, da indúsria de ransformação e da agropecuária e principalmene pelo consumo das famílias cuja evolução favorável decorreu pelo aumeno do crédio e da massa salarial. O cenário uma políica moneária mais cauelosa para conrole da inflação, juros alos e crise políica afeou a confiança dos consumidores. O resulado do rabalho apresena uma mudança de comporameno do consumidor em relação à capacidade de poupança em dezembro de 005 que pode ser corroborada pelo aumeno da axa de inadimplência de pessoa física nos 5 meses seguines. Como já ciado aneriormene enre 006 e 008, houve expansão do crédio principalmene para pessoas físicas com axas de juros menores. O crescimeno da renda corroborando a eoria econômica permiiu elevação dos níveis de poupança durane 007 com indícios de rupura na endência de crescimeno a parir de novembro e janeiro de 008 após as eleições presidenciais. A capacidade de poupar do consumidor apresenou sinais de esagnação em março de 008, quando consumo e venda de bens duráveis aingia os maiores níveis observados confirmando a hipóese levanada de necessidade de ajuse orçamenário dos consumidores após período de expansão do consumo. Após esse limiar a axa de inadimplência aumenou por dois meses consecuivos. A mudança de comporameno do consumidor se ornando menos poupador e mais endividado ocorre novamene em julho e seembro de 008, quando efeivamene a crise financeira ainge o mercado brasileiro. A incereza com relação ao fuuro econômico brasileiro e nove meses consecuivos de elevação das axas de inadimplência de pessoas físicas corroboram que a mudança de comporameno rouxe conseqüências nos meses seguines. 5. PARA A CAPACIDADE DE COMPRA DE BENS DURÁVEIS Tabela 4: Resulados do Modelo Irresrio e Tese de Linearidade do Indicador da Inenção de Compras de Bens Duráveis Esimaivas, m ˆ =, ˆ λ = 3, 30 Tese para Igualdade dos Coeficienes Z < λˆ Z λˆ Esaísica Boosrap Esimaiva σ Esimaiva σ de Wald P-value Inercepo -,95 4,88 0,4 0, 4,33 0,40 y 0,04 0,0585-0,36 0,07,0 0,0300 y 0,74 0,3 0,663 0,409,33 0,470 y 0,4 0,0995,47,06,3 0,40 Observações 60 5 Tese Conjuno de Linearidade (Wald para Valor Limie) 4,+ 0,000 Nº. de Observações 65 Fone: Esimaivas dos auores. Noas: (**) Não significane a 5%. (+) Valor Críico a % = 3,8 5 O mesmo ipo de análise de resulados se aplica a dinâmica da inenção de comprar bens duráveis no Brasil. Observa-se pelo ese conjuno de linearidade que dinâmica de inenção de consumo no Brasil é não linear, sugerindo mudança no padrão no consumo de bens duráveis. A abela 4 indica um número óimo de defasagens ( m ) igual a e um valor limie, λˆ, de 3,30. Conseqüenemene, na equação () obém-se Z = y y, de onde se verifica que variações inferiores a 3,30 ponos diferença enre o

16 Indicador da Inenção de Comprar de Bens Duráveis ao mês irão configurar as observações inseridas no regime, enquano oscilações superiores a ese limiar irão definir observações do regime. Os coeficienes no inerior da abela represenam as esimaivas da equação ADF em cada regime e, dada a diferenciação já consaada aravés do ese de Wald de linearidade, perde-se imporância a comparação das esimaivas nos dois regimes, mesmo quando esaisicamene significanes. Uma vez rejeiada a hipóese nula de linearidade, invesigamos a presença de raiz uniária no Indicador da Inenção de Comprar Bens Duráveis. Calculamos as esaísicas R T, e para m = e reporamos ano os p-valores assinóicos como ambém os p-valores calculados pelo méodo boosrap. A amosra de mesmo amanho da série de poupança, com 65 observações, após as defasagens uilizadas, a opção por uma freqüência mensal faz com que os p-valores calculados pelo méodo boosrap possam ser paricularmene imporanes para garanir a robusez dos resulados que são apresenados na abela 5. Tabela 5: Teses de Raiz Uniária para os dois Regimes do Indicador da Inenção de Compras de Bens Duráveis Teses Esaísica p-valor Assinóico Boosrap R T 3, 0,0440 0,0-0,73 0,97 0,900 3,6 0,095 0,0500 Fone: Esimaivas dos auores 6 Dessa forma, os resulados na Tabela 5 nos mosram que a hipóese nula da exisência de raiz uniária é susenada (não pode ser rejeiada) para a série como um odo e para o regime, enquano no regime al hipóese pode ser rejeiada. Em ouras palavras, de acordo com o resulado da esaísica R T é significane a 0%, ou seja, a dinâmica de consumo de bens duráveis segue uma dinâmica não esacionária considerando os valores críicos calculados por boosrap. Os resulados das esaísicas e indicam que podemos rejeiar a hipóese nula de raiz uniária no regime, onde o consumo se apresena numa endência esacionária. No regime, não podemos rejeiar a hipóese nula de raiz uniária, o consumo de bens duráveis é não esacionário Sendo assim, variações percenuais inferiores a 3,3 p.p., valor limie para o regime, essa variável segue um processo não esacionário indicando que o nível de consumo não deve ser obsane de alguma políica inervencionisa específica, exceo em casos relacionados a conenção de inflação de demanda, cujo propósio seja reduzir o consumo. Não obsane, para variações superiores a 3,30 p.p., o processo descrio é esacionário. Desa forma, a dinâmica de consumo é não-linear com raiz uniária parcial o que pode afear o crescimeno econômico viso que o consumo das famílias é variável relevane na deerminação do PIB e conseqüenemene do crescimeno econômico do país, devendo, porano ser alvo de políicas inervencionisas.

17 7 Gráfico 6- Regime e Regime da Capacidade de Consumo de Bens Duráveis 0,0 05,0 00,0 95,0 90,0 85,0 80,0 75,0 70,0 65,0 Regime Regime 60,0 se/05 nov/05 jan/06 mai/06 jul/06 se/06 nov/06 jan/07 mai/07 jul/07 se/07 nov/07 jan/08 mai/08 jul/08 se/08 nov/08 jan/09 mai/09 jul/09 se/09 nov/09 jan/0 mai/0 jul/0 se/0 nov/0 jan/ Fone: Esimaivas dos auores Tabela 6: Observações sobre o Regime da Capacidade de Consumo de Bens Duráveis Ano Observações no Regime Meses 005 Nov 007 dez 008 mar 009 jul 0 fev Fone: Esimaivas dos auores Em 005, mesmo com axa de juros na ordem de 9% a.a. e escândalos como mensalão e CPI s, o consumo das famílias foi faor primordial para susenação da economia. Em novembro de 005, o Indicador da Inenção de Compras de Bens Duráveis aingiu valor limie dando sinais que a capacidade de consumo esacionaria no período poserior. O modelo indicou mudança de regime no final de 007 mais especificamene em dezembro, após um período de crescimeno econômico susenado por invesimeno, consumo e crescimeno da renda. E poseriormene em março de 008, quando consumo de duráveis aingia um dos níveis mais alos da série. Em 009, a expansão da massa salarial e aumeno do crédio reomaram sua rajeória ascendene, embora a axas menores do que anes da crise fizeram com que o consumo das famílias aumenasse sua paricipação no PIB nacional. Em julho de 009, uma variação acima do limiar significou mudança de comporameno do consumidor sobre compras ornando-o esacionário no período seguine corroborando a hipóese de limiação orçamenária após o período de incenivos fiscais. Em 0, o limiar ocorre em fevereiro, segundo mês após apero da políica moneária que elevou a axa de juros Selic pelo segundo mês consecuivo com o objeivo de conrolar a inflação por demanda aravés da desaceleração dos gasos dos consumidores. Os resulados mosram que a políica vem se mosrando eficaz uma vez que há uma mudança no comporameno dos consumidores no período seguine.

18 8 CONSIDERAÇÕES FINAIS O rabalho conribui com a lieraura sobre a dinâmica do consumo e poupança por uilizar variáveis qualiaivas da Sondagem de Expecaivas do Consumidor (FGV) em um modelo auoregressivo com valor limie endógeno (Threshold Auoregressive Model) inroduzido por Caner e Hansen (00) que permie esar, simulaneamene, a exisência de mudança de regime e esacionaridade para os indicadores de Poupança e Inenção de Compras de Bens Duráveis escolhidos na análise. Análises preliminares aesaram a relevância dos dados qualiaivos uilizados na pesquisa e sua boa aderência aos agregados macroeconômicos radicionais, fao que esimula o uso desas pesquisas que provêem informações com maior empesividade e são amplamene ciadas na lieraura inernacional. Os resulados das esimações para o modelo auo-regressivo com valor limie endógeno permiiram consaar que: i) os indicadores de Poupança e Inenção de Compras de Bens Duráveis seguem uma dinâmica não-linear e não esacionária globalmene; iii) no período analisado, para variações inferiores a 3,6 p.p. no Indicador de Poupança e 3,3 p.p. no Indicador da Inenção de Compras de Bens Duráveis, a endência apresenada é não explosiva, mas para variações superiores a esses limiares a capacidade de poupança e consumo se ornam esacionários. A combinação dos resulados que aesam a mudança de dinâmica com a possibilidade de raiz uniária parcial permiem classificar momenos de sauração da capacidade dos indivíduos ano em relação à poupança quano ao consumo de bens duráveis. Eses períodos de sauração esariam ainda asssociados à incerezas na economia local e no cenário exerno. Finalmene, ressala-se a imporância das esimaivas obidas para os limiares em cada indicador como objeo de análise por pare da auoridade moneária enquano promoora do crescimeno econômico e manenedora da esabilidade econômica.

19 9 REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS Alesina, A., Wagner, A. (00) Choosing (and Reneging On) Exchange Rae Regimes. NBER Working Paper series, 9809, June. Anonides, G., Van Raaij, W.F. (988). Consumer Behavior: A European Perspecive, Chicheser, John Wiley. Aresis, P., Cipollini, A., Faouh, B. (004). Threshold Effecs in he U.S. Budge Defici. Economic Inquiry, v.4, 4-. Benes, Fabio Gomes Morand. O Poder Prediivo do Índice de Confiança d Consumidor no Brasil: Uma Análise aravés de Veores Auorregressivos. Rio de Janeiro, março de 006. Campbell, J. & Mankiw, G. (989). Consumpion, income and ineres raes: Reinerpreing he ime series evidence. In Blanchard, O. J. & Fischer, S., ediors, Naional Bureau of Economic Research Macroeconomics Annual, pages MIT Press, Cambridge, MA. Caner, M., Hansen, B. E. (00). Threshold Auoregression wih a Uni Roo. Economerica, v.69, Desroches, Brigie and Gosselin, Marc-André. Evaluaing hreshold effecs in consumer senimen. Souhern Economic Journal 70, n. 4 (004): Fundação Geulio Vargas, Indicadores Econômicos, fgvdados, FGV-00. Gomes, F.A.R., Issler, J.V., Salvao, M.A. (005). Principais Caracerísicas do Consumo de Bens Duráveis no Brasil e Teses de Separabilidade enre Duráveis e Não Duráveis. Revisa Brasileira de Economia, Jan/Mar005, 59(): Hall, R. E. (978) Sochasic Implicaions of he Life-Cycle Permanen Income Hipohesis: Theory and Evidence. Journal of Poliical Economy, vol. 86, nº 6,dezembro. Hansen, B.E. (996). Inference When A Nuisance Parameer Is No Idenified Under The Null Hypohesis. Economerica, v.64, IPEA Insiuo de Pesquisa Econômica Aplicada. IPEADATA. IBGE Insiuo Brasileiro de Geografia e Esaísica. Esaísicas Econômicas Khalifa, Sherif, Ousmane Seck, e Elwin Tobing. Financial Wealh Effec: Evidence from Threshold Esimaion. 6 de Seembro de 00. Kaona, George Economia Psicológica. New York: Elsevier Scienific Publishing Company Malgarini, M., Margani, P. (007). Psychology, consumer senimen and household expendiures, Apllied Economics, 39:3, - Neri, M. C. (00). A nova classe media: O lado brilhane dos pobres. FGV/CPS

20 0 ANEXO I A disinção enre H, H e H 0 é feia via uso das seguines esaísicas de ese proposas por Caner e Hansen (00): a) Uma esaísica para ρ,, uilizada para esar a hipóese nula de raiz uniária, H ρ = ρ 0, conra a alernaiva de esacionaridade apenas no regime, iso é; H ρ < 0 e ρ 0. 0 : = : = b) Uma esaísica para ρ,, uilizada para esar a hipóese nula de raiz uniária, H 0 : ρ = ρ = 0, conra a alernaiva de esacionaridade apenas no regime, iso é; H : ρ = 0 e ρ < 0. c) Uma esaísica de Wald unicaudal, R T = Ι( ˆ ρ < 0) + Ι ( ˆ ρ < 0), uilizada para esar a hipóese nula de raiz uniária, H ρ = ρ 0, conra a alernaiva H ρ < 0 e ρ 0. 0 : = : < Os valores críicos para as esaísicas R T, e enconram-se abulados em Caner e Hansen (00). Foram abulados valores críicos assinóicos e, para melhorar a inferência em amosras pequenas, valores críicos por boosrap. É imporane mencionar que simulações de Mone Carlo realizadas por Caner e Hansen (00) mosram que, na presença de raiz uniária parcial, os eses baseados nas esaísicas êm muio mais poência (e melhor amanho) que o radicional ese ADF e que o ese baseado na esaísica R. Na presença de esacionaridade pura (esacionaridade nos dois regimes), os eses ainda possuem mais poência que o ese ADF quando exisem efeios de hreshold nos ouros parâmeros do modelo (). Iso levou Caner e Hansen a concluir que os eses são capazes de discriminar correamene os casos de raiz uniária pura, raiz uniária parcial e esacionaridade pura. T

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