O QUE PODEMOS VER NA PROPAGANDA?

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "O QUE PODEMOS VER NA PROPAGANDA?"

Transcrição

1 1 O QUE PODEMOS VER NA PROPAGANDA? Geiza da Silva Gimenes 1 Grazielle Vital da Silveira 2 RESUMO O presente artigo tem como objetivo observar o discurso de uma propaganda da revista VEJA, a qual faz referência a um carro da empresa PEUGEOT. Observamos, com base na teoria da Análise do Discurso, as condições de produção deste anúncio, levando em consideração que o contexto histórico-social é parte constitutiva do discurso, pois representa as condições em que um texto foi produzido, proporcionando uma interpretação de acordo com o momento da produção. Neste sentido, detectamos que o discurso da propaganda analisada exerce uma força dominante sobre o comportamento dos consumidores, provocando as reações idealizadas em determinado momento e em determinado público. Palavras-chave: Propaganda. Análise do Discurso. Produção. ABSTRACT The present article has as objective to observe the speech of an advertisement from VEJA magazine, that makes reference to a car of the PEUGEOT company. We observed, based on the Speech Analysis theory, the production conditions of this announcement, considering that the historic-social context is constituent part of the speech, therefore it represents the conditions where a text was produced, providing to an interpretation the moment of the production. From this, we detected that the speech of the advertisement analyzed makes a dominate force to the buyer s behavior, arousing the ideal reasons in determined moment and in determined public. Key-Words: Advertisement. Speech Analysis. Production. 1 INTRODUÇÃO Nesta pesquisa, buscamos nos orientar nas propostas de autores como Dubois (2004), Mussalim (2001), Tavares (2007), Araújo (2004), entre outros, com 1 Mestre em Análise do Discurso pela UFMS. Orientadora pelas FAIR Faculdades Integradas de Rondonópolis MT, mantidas pela UNIR União de Escolas Superiores de Rondonópolis. 2 Graduada em Letras pela UNIR - União de Escolas Superiores de Rondonópolis.

2 2 objetivo de observar o discurso de uma propaganda de carro, com base na teoria da Análise do Discurso, que representa a parte da lingüística que determina as regras que comandam a produção de seqüências de frases estruturadas. O texto publicitário, a saber, é construído em função do ouvinte ou do leitor virtual, com intuito de persuadir o público. Além disso, é, geralmente, formado por um texto cuidadosamente selecionado em seus componentes lingüísticos e, na maioria das vezes, em seus componentes visuais. Palavra e imagem são fundamentais para a prática persuasiva desse tipo de texto em que, nele, até o verbal se faz imagem. Os atos discursivos, em propagandas, procuram não só informar, como também modificar comportamentos. O sujeito comunicante constrói assim sua mensagem através de estratégias e interpretar é saber reconhecê-las, exigindo que o sujeito interpretante deva possuir uma competência semântico-discursiva que lhe permite depreender o sentido que emana de fatores lingüísticos e extra lingüísticos. O método adotado foi o arqueogenealógico, pois buscamos criticar, mostrar que aquilo que tomamos por evidente e certo foi saber produzido, tem um lugar, uma marca, podendo ser criticado, transformado e até mesmo destruído (ARAÚJO, 2004 p.41). O material utilizado foi a propaganda da revista VEJA de 22 de julho de 2005 que faz referência a um carro da empresa PEUGEOT. 2 ANÁLISE DO DISCURSO Segundo Dubois (2004, p.50) chama-se análise de discurso a parte da lingüística que determina as regras que comandam a produção de seqüências de frases estruturadas. O autor explica que a análise de discurso pela escola francesa tem como objetos essenciais a relação do falante com o processo de produção das frases (enunciação) ou a relação do discurso com o grupo social a que ele se destina (sociolingüística). Assim, a análise de discurso propriamente fundamenta-se em operações de redução de frases e em certos conceitos da gramática transformacional. O discurso resulta da aplicação de regras a um certo número de frases de base: a estrutura do discurso é a sua história transformacional (DUBOIS, 2004, p.50).

3 3 Já Mussalim (2001, p. 101) afirma que a Análise do Discurso (AD) se caracteriza por tomar o discurso como seu objeto próprio, considerando o texto na sua capacidade. Para a autora, AD envolve interpretação, na qual deve considerar o modo de funcionamento lingüístico-textual dos discursos, as diferentes modalidades do exercício da língua num determinado contexto- histórico-social de produção. 3 O DISCURSO Para Dubois (2004 p.192) discurso é a linguagem posta em ação; a língua assumida pelo falante. É também uma unidade igual ou superior à frase, constituído por uma seqüência que forma uma mensagem com um começo, um meio e um fim. Na acepção lingüística moderna, o termo discurso designa todo enunciado superior à frase, considerado do ponto de vista das regras de encadeamento das seqüências de frases. A perspectiva da análise do discurso opõe-se, então, a qualquer ótica que tende a tratar a frase como a unidade lingüística terminal. Dubois (2004 p. 192) explica que as frases não constituem uma classe formal de unidades que se opõem entre si, com isso, deixa-se o domínio da língua como sistema de signos, abordando o discurso como domínio, pois é nesse que a língua funciona como instrumento de comunicação. É nesse domínio que a frase, deixando de ser um último termo, torna-se uma unidade: a frase é a unidade do discurso. O alargamento do objetivo da lingüística no enunciado concebido como discurso leva a pesquisar métodos de análise: a concepção do enunciado como discurso exige que sejam formuladas as regras de encadeamento, os processos discursivos. Os discursos apresentam traços formais característicos. Dubois (2004 p.194) relata que o conceito de discurso modificou radicalmente as perspectivas da lingüística contemporânea: a análise do discurso renova a problemática da lexicologia; concebendo a frase como uma unidade, reintroduzindo o sujeito da enunciação e as formações ideológicas em face do falante-ouvinte idealizado por N. Chomsky, ela leva à constatação de um estudo renovado das relações entre língua e sociedade. Para Cardoso (2003, p.21) não se pode dizer que o discurso se confunde com a fala, já que este é

4 4 fruto do reconhecimento de que a linguagem tem uma dualidade constitutiva e que a compreensão do fenômeno da linguagem não deve ser buscada apenas na língua sistema ideologicamente neutro, mas num nível situado fora do pólo da dicotomia língua e fala. Em outras palavras, ao mesmo tempo em que a linguagem é uma entidade formal, constituindo um sistema, é também atravessada por entradas subjetivas e sociais. O discurso é, nestes termos, um lugar de investimentos sociais, históricos, ideológicos, psíquicos, por meio de sujeitos interagindo em situações concretas. 4 O SUJEITO Segundo Orlandi (1999 p.55) a produção do sujeito é caracterizada na gênese de todo discurso, em que ocorre o projeto totalizante de um sujeito, que o converte em autor. Este projeto é o de assegurar a coerência e a completude de uma representação, em que o sujeito se constitui como autor do texto. A interpelação do indivíduo em sujeito traz consigo, necessariamente, a aparência de unidade que a dispersão toma. Observa-se, dessa forma, os efeitos da ideologia: ela produz a aparência da unidade do sujeito e a da transparência do sentido. Os efeitos, por sua vez, funcionam como evidências que, na realidade, são produzidas pela ideologia. Tomá-los como uma realidade é ficar submerso na ideologia, a sua construção enquanto evidências. Para não fazê-lo, isto é, para exercer uma função crítica, é preciso levar em conta dois fatos: o processo de constituição do sujeito e a materialidade do sentido (Orlandi, 1999 p.55). Orlandi (1999 p.56) afirma que os fundamentos de uma teoria não-subjetiva do sujeito é que podem dar conta da ilusão da autonomia e unidade enquanto efeitos ideológicos da interpelação do indivíduo em sujeito. Vale ressaltar que é em relação a tal constituição do sujeito que também se pode pensar a relação entre inconsciente e ideologia. Para Pêcheux (1975 apud op. cit.) inconsciente e a assujeitamento ideológico estão materialmente ligados no interior do que se poderia designar como processo do significante na interpelação e identificação do sujeito, no qual se realizam as condições ideológicas. Para compreender este processo é preciso mencionar que a categoria do sujeito é a categoria constitutiva de toda ideologia: não há ideologia sem sujeito.

5 5 5 FORMAÇÕES DISCURSIVAS Foucault (1969, apud Mussalim 2001 p.101) define formação discursiva (FD) como um conjunto de regras anônimas, históricas, sempre determinadas no tempo e no espaço, que definiram uma época dada, e para uma área social, econômica e geográfica ou lingüística dada, as condições de exercício da função enunciativa. Tavares (2004) afirma que o discurso pertence a um sistema de normas que derivam da estrutura de uma ideologia política, correspondendo, pois, a um certo lugar no interior de uma formação social dada (Pêcheux 1988, p.77 apud op. cit.). Desta forma, as posições que um indivíduo pode ou deve ocupar no discurso são autorizadas pelas formações imaginárias, que derivam da experiência humana ao longo do tempo no contexto social. Ou seja, a imagem que o indivíduo faz da posição (ou posições) que ocupa em um determinado discurso origina-se de uma formação imaginária e manifesta-se discursivamente por meio da materialidade lingüística, podendo haver marcas lingüísticas específicas que revelem a posição de sujeito assumida por quem diz. Tavares (2004) com base em Foucault (1969, apud Maingueneau 1993:14) relata que as formações imaginárias inserem-se em formações discursivas, que são conjuntos (...) de regras anônimas, históricas, determinadas no tempo e no espaço, que definem em uma época e para uma área social, econômica, geográfica ou lingüística dada, as condições de exercício da função enunciativa. O autor continua afirmando que as regras ou regularidades vigentes em uma formação discursiva não são fechadas, são condições de produção para um discurso, englobando todas as possibilidades de discurso, de constituição de sujeitos (através de formações imaginárias) e sentido. Assim, as formações discursivas permitem a manifestação das formações ideológicas, a partir das quais surgem as formações imaginárias. No entanto, para que

6 6 se encontrem as regularidades de seu funcionamento, todo discurso deve ser remetido à formação discursiva que, por sua vez se define pela relação (x ou y) que tem com a formação ideológica (ORLANDI, 1986, p.117 apud TAVARES, 2004). Nestes termos, as formações ideológicas fornecem como condições de discurso para as formações discursivas as representações necessárias para ver e dizer o mundo, possibilitando que as formações discursivas interpelem o indivíduo em sujeito, colocando-o em certa posição. Por fim, pode-se considerar que as formações discursivas estão interrelacionadas, referidas como interdiscurso. Os significados específicos destas formações são determinados pelo exterior, em sua relação com o interdiscurso. No entanto, os sujeitos não estão conscientes desta determinação externa, uma vez que se vêem como fonte dos significados, quando eles são, na verdade, os efeitos de uma formação discursiva (MUSSALIM, 2001, p. 104). 6 O DISCURSO DA PROPAGANDA Cardoso (2003, p.93) afirma que discurso de propaganda e marketing constitui um material privilegiado para a prática escolar de ensino e aprendizagem de língua materna, ressaltando que o discurso da propaganda tem por objeto atingir o alocutário, de modo a levá-lo a uma ação específica, que é a de comprar o produto que se apresenta. Para a autora, a linguagem é uma forma de ação, orientada para influenciar pessoas, é a interação entre o locutor e o alocutário se estabelece via de regras determinadas. A representação do locutor no discurso de propaganda normalmente se faz por meio de um jogo ambíguo em que o eu não se apresenta como tal, mas como um ele, uma terceira pessoa, um referente, criando dessa forma, uma ilusão de objetividade. O alocutário, no discurso da propaganda é peça-chave de todo o processo, podendo ser representado por meio de um você ou de uma entidade autônoma, independente do locutor, que ganha identidade no processo de alocução. Neste sentido, a interpelação se efetiva quando o leitor, afetado, passa a ser sujeito situado na formação discursiva que o interpela.

7 7 Por isso, o discurso da propaganda normalmente faz uso de recursos lingüísticos, tais como imperativos (ou formas equivalentes), além de enunciados, no sentido de Foucault, de um campo lexical de uma determinada formação discursiva, na qual o alocutário se situa como sujeito. Ademais pode-se dizer que o texto publicitário é construído em função do ouvinte ou do leitor virtual. A propaganda tem o intuito de persuadir o público, sendo constituída, geralmente, por um texto cuidadosamente, selecionado em seus componentes lingüísticos e, na maioria das vezes, em seus componentes visuais. Palavra e imagem são fundamentais para a prática persuasiva desse tipo de texto em que, nele, até o verbal se faz imagem. Os atos discursivos, neste discurso, procuram não só informar, como também modificar comportamentos. Por isso, para interpretar um discurso da propaganda, além de uma competência lingüística, deve-se ter competência semântico-discursiva que permite depreender o sentido que emana de fatores lingüísticos e extra lingüísticos, a fim de reconhecer as estratégias usadas na construção dos atos discursos. 7 METODOLOGIA Segundo Araújo (2004 p.40) o genealogista aborda as práticas que tomam o ser humano como objeto de estudo científico, cujo resultado é a formação de um novo tipo de saber. Esse saber, afirma Foucault, é organizado em torno da norma que possibilita controlar os indivíduos ao longo de sua existência. Essa norma é a base do poder, a forma do poder / saber que dará lugar não às grandes ciências da observação, mas àquelas que chamamos de ciências humanas. Para a autora Foucault é um arqueogenealogista, pela sua constante função de arqueólogo, em que o tema central não é o poder, mas sim o sujeito, na análise das formações discursivas. Isso implica dizer que Foucault descreve o modo com que um objeto se delineia para o saber, e, em seguida, o interpreta genealogicamente. Além disso, Foucault elabora uma análise interpretativa, em que o arqueólogo usa as formações discursivas como meio para isolar temas, conceitos, objetos de análise, os quais serão tratados pelo genealogista, que localiza essas práticas e considera o seu papel para disciplinar, normalizar, medicalizar (Araújo, 2004 p.40).

8 8 Araújo (2004 p.41) ainda ressalta que o procedimento arqueogenealógico é crítico por excelência, mostra que aquilo que tomamos por evidente e certo foi saber produzido, tem um lugar, uma marca, podendo ser criticado, transformado e até mesmo destruído. Desta forma, adotamos para este trabalho o método arqueogenealógico, na tentativa de interpretar ou fazer história do presente mostrando que transformações históricas forma responsáveis pela nossa atual constituição como sujeitos (Araújo, op. cit.). 8 RESULTADOS E DISCUSSÕES

9 9 Revista VEJA de 22 de julho de 2005 PEUGEOT. Cardoso (2003 p.93) afirma que discurso de propaganda e marketing constitui um material privilegiado para a prática escolar de ensino e aprendizagem de língua materna. A autora ressalta que o discurso da propaganda tem por objeto atingir o alocutário, de modo a levá-lo a uma ação específica, que é a de comprar o produto que se apresenta. Nesse sentido, a linguagem é uma forma de ação, orientada para influenciar pessoas, é a interação entre o locutor e o alocutário se estabelece via de regras determinadas. Para tanto, observamos nesta propaganda que o locutor é a empresa de automóvel Peugeot. Ela fala de um de seus produtos, um carro cujo nome é o mesmo da empresa. Ela fala do produto como objeto do discurso, exemplo disso o uso das palavras segurança e conforto. O referente da propaganda é tanto público masculino quanto feminino. Podemos perceber no uso do seguinte enunciado: tudo que uma mulher procura em um homem e um homem procura em um carro. O locutor se utiliza de enunciados da formação discursiva do casamento, quando se refere em segurança, conforto e estabilidade, os quais são termos próprios do casamento. A propaganda é extremamente machista, pois afirma que estas características são referencias para que uma mulher se case com um homem. E que as mesmas características são referenciais para que o homem compre um carro. Como linguagem não verbal, o locutor utiliza uma fotografia do carro com design arrojado o que demonstra conforto, na fotografia o carro está no asfalto, num subida, o que representa a segurança e a estabilidade do automóvel. 9 CONSIDERAÇÕES FINAIS A presente pesquisa teve como importância não só o contexto históricosocial, mas também um acréscimo teórico na busca do saber de tais tópicos como a análise do discurso, discurso, sujeito, as formações discursivas e a propaganda.

10 10 Sabe-se que o discurso da propaganda lança mão de recursos lingüísticos, tais como imperativos (ou formas equivalentes), e usa normalmente enunciado (no sentido de Foucault) de um campo lexical de uma determinada formação discursiva, na qual o alocutário se situa como sujeito. O discurso da propaganda lança mão de outros recursos simbólicos que a não a linguagem verbal. Para tanto, após reflexões podemos dizer que tal discurso exerce uma força dominante sobre o comportamento dos consumidores, constitui-se como porta-voz de saberes, apossa-se, sustentam-se em outros discursos para se realizar e provocar as reações idealizadas em determinado momento e em determinado público. 10 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ARAÚJO. Inês Lacerda. Foucault um Arqueogenealogista do Saber, do Poder e da Ética. Revista de Ciências Humanas, Florianópolis: EDUFSC, n.35, p , abril de CARDOSO, Silvia Helena Barbi. Discurso e Ensino. Ed. Autêntica 2ª edição, DUBOIS. Jean. Dicionário de Lingüística. Cultrix. 9ª edição, São Paulo, MUSSALIN, Fernanda; BENTES, Anna Christina. Introdução à Lingüística: domínios e fronteiras, - 2 ed. - São Paulo: Cortez, ORLANDI, Eni Pulcinelli. Discurso e leitura. Ed. Cortez 4ª edição, SIQUERI. Marcelo S. Formação Discursiva e o Texto Imagético: Possibilidades. Universidade Federal de Mato Grosso. Disponível em: Acesso em 18/08/2007. TAVARES, Maria Alice. Inference então as mark of subjectivity construction and meaning actualization in sociolinguistics interviews. DELTA, São Paulo, v. 20, n. 1, Disponível em: Acesso em: 27 de Agosto de 2007.

ANÁLISE CRÍTICA DE UMA PROPAGANDA DA SKY VEICULADA NA REVISTA VEJA

ANÁLISE CRÍTICA DE UMA PROPAGANDA DA SKY VEICULADA NA REVISTA VEJA ANÁLISE CRÍTICA DE UMA PROPAGANDA DA SKY VEICULADA NA REVISTA VEJA Themis Rondão Barbosa 1 IFMS Resumo: Este trabalho tem por objetivo analisar um texto publicitário da SKY publicado na revista Veja (n.

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL IV SEAD - SEMINÁRIO DE ESTUDOS EM ANÁLISE DO DISCURSO 1969-2009: Memória e história na/da Análise do Discurso Porto Alegre, de 10 a 13 de novembro de 2009 A MATERIALIZAÇÃO

Leia mais

A MEMÓRIA DISCURSIVA DE IMIGRANTE NO ESPAÇO ESCOLAR DE FRONTEIRA

A MEMÓRIA DISCURSIVA DE IMIGRANTE NO ESPAÇO ESCOLAR DE FRONTEIRA A MEMÓRIA DISCURSIVA DE IMIGRANTE NO ESPAÇO ESCOLAR DE FRONTEIRA Lourdes Serafim da Silva 1 Joelma Aparecida Bressanin 2 Pautados nos estudos da História das Ideias Linguísticas articulada com Análise

Leia mais

ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS: que lugar é este?

ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS: que lugar é este? Universidade do Sul de Santa Catarina UNISUL maria.schlickmann@unisul.br Palavras iniciais... As reflexões que apresento neste texto são um recorte de estudo que venho realizando na minha tese de doutorado.

Leia mais

(Re)buscando Pêcheux: algumas reflexões in-certas 1

(Re)buscando Pêcheux: algumas reflexões in-certas 1 (Re)buscando Pêcheux: algumas reflexões in-certas 1 Beatriz Maria ECKERT-HOFF 2 Doutoranda em Lingüística Aplicada/UNICAMP Este texto se insere no painel 04, intitulado Mises au point et perspectives à

Leia mais

AS CONTRIBUIÇÕES DO SUJEITO PESQUISADOR NAS AULAS DE LEITURA: CONSTRUÇÃO DE SENTIDOS ATRAVÉS DAS IMAGENS

AS CONTRIBUIÇÕES DO SUJEITO PESQUISADOR NAS AULAS DE LEITURA: CONSTRUÇÃO DE SENTIDOS ATRAVÉS DAS IMAGENS AS CONTRIBUIÇÕES DO SUJEITO PESQUISADOR NAS AULAS DE LEITURA: CONSTRUÇÃO DE SENTIDOS ATRAVÉS DAS IMAGENS INTRODUÇÃO Ângela Mª Leite Aires (UEPB) (angelamaryleite@gmail.com) Luciana Fernandes Nery (UEPB)

Leia mais

SALA/AMBIENTE DE LEITURA: DISCURSOS SOBRE A ATUAÇÃO DO PROFESSOR NO NOVO ESPAÇO *

SALA/AMBIENTE DE LEITURA: DISCURSOS SOBRE A ATUAÇÃO DO PROFESSOR NO NOVO ESPAÇO * 1 SALA/AMBIENTE DE LEITURA: DISCURSOS SOBRE A ATUAÇÃO DO PROFESSOR NO NOVO ESPAÇO * Denise Franciane Manfré Cordeiro Garcia (UNESP/São José do Rio Preto) Fernanda Correa Silveira Galli (UNESP/São José

Leia mais

ELEMENTOS CONSTITUINTES DO DISCURSO: UMA ANÁLISE EM REDAÇÕES ESCOLARES RESUMO

ELEMENTOS CONSTITUINTES DO DISCURSO: UMA ANÁLISE EM REDAÇÕES ESCOLARES RESUMO ELEMENTOS CONSTITUINTES DO DISCURSO: UMA ANÁLISE EM REDAÇÕES ESCOLARES Jamires Nobre Menezes de Oliveira ( UNEB). RESUMO Este trabalho apresenta os elementos constituintes do discurso estabelecidos entre

Leia mais

O discurso sobre a profissão docente: construindo sentidos. Luciana Aleva Cressoni. PPGPE/UFSCar

O discurso sobre a profissão docente: construindo sentidos. Luciana Aleva Cressoni. PPGPE/UFSCar O discurso sobre a profissão docente: construindo sentidos Luciana Aleva Cressoni PPGPE/UFSCar Depois de uma palavra dita. Às vezes, no próprio coração da palavra se reconhece o Silêncio. Clarice Lispector

Leia mais

COMPRE AQUI E MORE BEM : A LINGUAGEM PUBLICITÁRIA E OS DISCURSOS DA PROPAGANDA IMOBILIÁRIA

COMPRE AQUI E MORE BEM : A LINGUAGEM PUBLICITÁRIA E OS DISCURSOS DA PROPAGANDA IMOBILIÁRIA COMPRE AQUI E MORE BEM : A LINGUAGEM PUBLICITÁRIA E OS DISCURSOS DA PROPAGANDA IMOBILIÁRIA Maria Eliane Gomes Morais (PPGFP-UEPB) Linduarte Pereira Rodrigues (DLA/PPGFP-UEPB) Resumo: Os textos publicitários

Leia mais

O SUJEITO-PROFESSOR E SUA INSCRIÇÃO APARENTE NO DISCURSO EDUCACIONAL VIGENTE Luzia Alves 1

O SUJEITO-PROFESSOR E SUA INSCRIÇÃO APARENTE NO DISCURSO EDUCACIONAL VIGENTE Luzia Alves 1 410 O SUJEITO-PROFESSOR E SUA INSCRIÇÃO APARENTE NO DISCURSO EDUCACIONAL VIGENTE Luzia Alves 1 RESUMO. O presente estudo se propõe a analisar num artigo, publicado em uma revista de grande circulação no

Leia mais

A LEITURA NA VOZ DO PROFESSOR: O MOVIMENTO DOS SENTIDOS

A LEITURA NA VOZ DO PROFESSOR: O MOVIMENTO DOS SENTIDOS A LEITURA NA VOZ DO PROFESSOR: O MOVIMENTO DOS SENTIDOS Victória Junqueira Franco do Amaral -FFCLRP-USP Soraya Maria Romano Pacífico - FFCLRP-USP Para nosso trabalho foram coletadas 8 redações produzidas

Leia mais

A ESCOLHA DAS LÍNGUAS OFICIAIS DO MERCOSUL: HEGEMONIA E SILENCIAMENTO 1

A ESCOLHA DAS LÍNGUAS OFICIAIS DO MERCOSUL: HEGEMONIA E SILENCIAMENTO 1 A ESCOLHA DAS LÍNGUAS OFICIAIS DO MERCOSUL: HEGEMONIA E SILENCIAMENTO 1 Daiana Marques Sobrosa 2 1. Introdução Em 26 de março de 1991, Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai assinaram o Tratado de Assunção

Leia mais

REPRESENTAÇÕES DOS SURDOS DE ALUNOS DA DISCIPLINA FUNDAMENTOS DE LIBRAS

REPRESENTAÇÕES DOS SURDOS DE ALUNOS DA DISCIPLINA FUNDAMENTOS DE LIBRAS REPRESENTAÇÕES DOS SURDOS DE ALUNOS DA DISCIPLINA FUNDAMENTOS DE LIBRAS ANA RACHEL CARVALHO LEÃO Faculdade de Letras/Universidade Federal de Minas Gerais Av. Antônio Carlos, 6627 312070-901 Belo Horizonte

Leia mais

25/07 ESBOÇO DE ANÁLISE DE UM TEXTO MIDIÁTICO IMAGÉTICO SOB OS PRESSUPOSTOS DA ANÁLISE DO DISCURSO. Maricília Lopes da Silva (PG-UNIFRAN)

25/07 ESBOÇO DE ANÁLISE DE UM TEXTO MIDIÁTICO IMAGÉTICO SOB OS PRESSUPOSTOS DA ANÁLISE DO DISCURSO. Maricília Lopes da Silva (PG-UNIFRAN) 25/07 ESBOÇO DE ANÁLISE DE UM TEXTO MIDIÁTICO IMAGÉTICO SOB OS PRESSUPOSTOS DA ANÁLISE DO DISCURSO. Maricília Lopes da Silva (PG-UNIFRAN) Introdução Nesta pesquisa, desenvolve-se um trabalho pautado nos

Leia mais

FORMAÇÃO IDEOLÓGICA: O CONCEITO BASILAR E O AVANÇO DA TEORIA

FORMAÇÃO IDEOLÓGICA: O CONCEITO BASILAR E O AVANÇO DA TEORIA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL IV SEAD - SEMINÁRIO DE ESTUDOS EM ANÁLISE DO DISCURSO 1969-2009: Memória e história na/da Análise do Discurso Porto Alegre, de 10 a 13 de novembro de 2009 FORMAÇÃO

Leia mais

Planejamento didático para o ensino de Surdos na perspectiva bilíngue. Vinicius Martins Flores Universidade Luterana do Brasil ULBRA

Planejamento didático para o ensino de Surdos na perspectiva bilíngue. Vinicius Martins Flores Universidade Luterana do Brasil ULBRA Planejamento didático para o ensino de Surdos na perspectiva bilíngue. Vinicius Martins Flores Universidade Luterana do Brasil ULBRA Resumo: O presente trabalho apresenta uma análise, que se originou a

Leia mais

A INSTITUCIONALIZAÇÃO DA AD NOS PROGRAMAS DE PÓS- GRADUAÇÃO DA PUC/RS E DA UFRGS

A INSTITUCIONALIZAÇÃO DA AD NOS PROGRAMAS DE PÓS- GRADUAÇÃO DA PUC/RS E DA UFRGS A INSTITUCIONALIZAÇÃO DA AD NOS PROGRAMAS DE PÓS- GRADUAÇÃO DA PUC/RS E DA UFRGS Taís da Silva MARTINS Universidade Federal de Santa Maria taissmartins@superig.com.br Em nossa pesquisa, buscamos entender

Leia mais

Aula8 HETEROGENEIDADE DISCURSIVA: OS MODOS DE REPRESENTAÇÃO DO OUTRO NO DISCURSO. Eugênio Pacelli Jerônimo Santos Flávia Ferreira da Silva

Aula8 HETEROGENEIDADE DISCURSIVA: OS MODOS DE REPRESENTAÇÃO DO OUTRO NO DISCURSO. Eugênio Pacelli Jerônimo Santos Flávia Ferreira da Silva Aula8 HETEROGENEIDADE DISCURSIVA: OS MODOS DE REPRESENTAÇÃO DO OUTRO NO DISCURSO META Discutir a heterogeneidade discursiva como constitutiva da linguagem. OBJETIVOS Ao final desta aula, o aluno deverá:

Leia mais

O QUE OS ALUNOS DIZEM SOBRE O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA: VOZES E VISÕES

O QUE OS ALUNOS DIZEM SOBRE O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA: VOZES E VISÕES O QUE OS ALUNOS DIZEM SOBRE O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA: VOZES E VISÕES Aline Patrícia da Silva (Departamento de Letras - UFRN) Camila Maria Gomes (Departamento de Letras - UFRN) Orientadora: Profª Dra.

Leia mais

UMA ANÁLISE DISCURSIVA DE DICIONÁRIOS* Joelma Aparecida Bressanin joelmaab@hotmail.com Doutoranda Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT)

UMA ANÁLISE DISCURSIVA DE DICIONÁRIOS* Joelma Aparecida Bressanin joelmaab@hotmail.com Doutoranda Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) Introdução UMA ANÁLISE DISCURSIVA DE DICIONÁRIOS* Joelma Aparecida Bressanin joelmaab@hotmail.com Doutoranda Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) O projeto História das Ideias Linguísticas 1

Leia mais

A constituição do sujeito em Michel Foucault: práticas de sujeição e práticas de subjetivação

A constituição do sujeito em Michel Foucault: práticas de sujeição e práticas de subjetivação A constituição do sujeito em Michel Foucault: práticas de sujeição e práticas de subjetivação Marcela Alves de Araújo França CASTANHEIRA Adriano CORREIA Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Filosofia

Leia mais

O TEXTO COMO ELEMENTO DE MEDIAÇÃO ENTRE OS SUJEITOS DA AÇÃO EDUCATIVA

O TEXTO COMO ELEMENTO DE MEDIAÇÃO ENTRE OS SUJEITOS DA AÇÃO EDUCATIVA O TEXTO COMO ELEMENTO DE MEDIAÇÃO ENTRE OS SUJEITOS DA AÇÃO EDUCATIVA Maria Lúcia C. Neder Como já afirmamos anteriormente, no Texto-base, a produção, a seleção e a organização de textos para a EAD devem

Leia mais

UNIVERSIDADE PAULISTA CURSO DE LETRAS DIEGO LOPES MACEDO ELIANA ANTUNES DOS SANTOS GILMARA PEREIRA DE ALMEIDA RIBEIRO

UNIVERSIDADE PAULISTA CURSO DE LETRAS DIEGO LOPES MACEDO ELIANA ANTUNES DOS SANTOS GILMARA PEREIRA DE ALMEIDA RIBEIRO UNIVERSIDADE PAULISTA CURSO DE LETRAS DIEGO LOPES MACEDO ELIANA ANTUNES DOS SANTOS GILMARA PEREIRA DE ALMEIDA RIBEIRO ANÁLISE DO DISCURSO DA PROPAGANDA MARLBORO SOROCABA 2014 1 Introdução O presente trabalho

Leia mais

FORMAÇÃO DE PROFESSORES QUE ENSINAM MATEMÁTICA

FORMAÇÃO DE PROFESSORES QUE ENSINAM MATEMÁTICA FORMAÇÃO DE PROFESSORES QUE ENSINAM MATEMÁTICA Fabiana de Jesus Oliveira União de Ensino do Sudoeste do Paraná fabiana@unisep.edu.br Diversas são as pesquisas que têm mostrado que o ensino encontra-se

Leia mais

Katia Luciana Sales Ribeiro Keila de Souza Almeida José Nailton Silveira de Pinho. Resenha: Marx (Um Toque de Clássicos)

Katia Luciana Sales Ribeiro Keila de Souza Almeida José Nailton Silveira de Pinho. Resenha: Marx (Um Toque de Clássicos) Katia Luciana Sales Ribeiro José Nailton Silveira de Pinho Resenha: Marx (Um Toque de Clássicos) Universidade Estadual de Montes Claros / UNIMONTES abril / 2003 Katia Luciana Sales Ribeiro José Nailton

Leia mais

O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO: UM EMBATE ENTRE O ATUAL E A MEMÓRIA. Élcio Aloisio FRAGOSO 1

O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO: UM EMBATE ENTRE O ATUAL E A MEMÓRIA. Élcio Aloisio FRAGOSO 1 1 O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO: UM EMBATE ENTRE O ATUAL E A MEMÓRIA Élcio Aloisio FRAGOSO 1 Resumo O novo acordo ortográfico já rendeu uma série de discussões sob pontos de vistas bem distintos. O acordo

Leia mais

DIFICULDADES DE LEITURA E ESCRITA: REFLEXÕES A PARTIR DA EXPERIÊNCIA DO PIBID

DIFICULDADES DE LEITURA E ESCRITA: REFLEXÕES A PARTIR DA EXPERIÊNCIA DO PIBID DIFICULDADES DE LEITURA E ESCRITA: REFLEXÕES A PARTIR DA EXPERIÊNCIA DO PIBID BARROS, Raquel Pirangi. SANTOS, Ana Maria Felipe. SOUZA, Edilene Marinho de. MATA, Luana da Mata.. VALE, Elisabete Carlos do.

Leia mais

PROJETO SALA DE REDAÇÃO

PROJETO SALA DE REDAÇÃO PROJETO SALA DE REDAÇÃO Eliane Teresinha da Silva Acadêmica do Curso de Letras Português e Literaturas UAB Restinga Seca/UFSM Gláucia Josiele Cardoso Acadêmica do Curso de Letras Português e Literaturas

Leia mais

Palavras-chave: Representação. Homem. Publicidade. Semântica Argumentativa.

Palavras-chave: Representação. Homem. Publicidade. Semântica Argumentativa. REPRESENTAÇÃO MASCULINA NA PUBLICIDADE BRASILEIRA: UM ESTUDO SEMÂNTICO-ARGUMENTATIVO Maria Eliane Gomes Morais (PPGFP-UEPB) Linduarte Pereira Rodrigues (DLA/PPGFP-UEPB) Resumo: A publicidade, assim como

Leia mais

CULTURA JOVEM E NARRATIVA PUBLICITÁRIA: UM ESTUDO SOBRE ANÚNCIOS DE CIGARRO DAS DÉCADAS DE 1960/1970

CULTURA JOVEM E NARRATIVA PUBLICITÁRIA: UM ESTUDO SOBRE ANÚNCIOS DE CIGARRO DAS DÉCADAS DE 1960/1970 Departamento de Comunicação Social CULTURA JOVEM E NARRATIVA PUBLICITÁRIA: UM ESTUDO SOBRE ANÚNCIOS DE CIGARRO DAS DÉCADAS DE 1960/1970 Aluno: Juliana Cintra Orientador: Everardo Rocha Introdução A publicidade

Leia mais

O REAL DA LÍNGUA O REAL DA HISTÓRIA considerações a partir do texto La Lengua de Nunca Acabar. Pêcheux e Gadet (1987)

O REAL DA LÍNGUA O REAL DA HISTÓRIA considerações a partir do texto La Lengua de Nunca Acabar. Pêcheux e Gadet (1987) O REAL DA LÍNGUA O REAL DA HISTÓRIA considerações a partir do texto La Lengua de Nunca Acabar. Pêcheux e Gadet (1987) Blanca de Souza Viera MORALES (UFRGS) Para Pêcheux e Gadet a lingüística não pode reduzir-se

Leia mais

OS DESDOBRAMENTOS DE SENTIDOS PARA O IDOSO INSTITUCIONALIZADOS

OS DESDOBRAMENTOS DE SENTIDOS PARA O IDOSO INSTITUCIONALIZADOS OS DESDOBRAMENTOS DE SENTIDOS PARA O IDOSO INSTITUCIONALIZADOS Geralda Maria de Carvalho Zaidan Universidade Estadual de Campinas-UNICAMP Introdução Este trabalho pretende constituir-se numa síntese da

Leia mais

O PAPEL SOCIAL DA LÍNGUA: O PODER DAS VARIEDADES LINGÜÍSTICAS Carmen Elena das Chagas (UFF/UNESA) carmenelena@bol.com.br

O PAPEL SOCIAL DA LÍNGUA: O PODER DAS VARIEDADES LINGÜÍSTICAS Carmen Elena das Chagas (UFF/UNESA) carmenelena@bol.com.br O PAPEL SOCIAL DA LÍNGUA: O PODER DAS VARIEDADES LINGÜÍSTICAS Carmen Elena das Chagas (UFF/UNESA) carmenelena@bol.com.br CONSIDERAÇÕES INICIAIS A língua, na concepção da sociolingüística, é intrinsecamente

Leia mais

Ajuda ao SciEn-Produção 1. 1. O Artigo Científico da Pesquisa Experimental

Ajuda ao SciEn-Produção 1. 1. O Artigo Científico da Pesquisa Experimental Ajuda ao SciEn-Produção 1 Este texto de ajuda contém três partes: a parte 1 indica em linhas gerais o que deve ser esclarecido em cada uma das seções da estrutura de um artigo cientifico relatando uma

Leia mais

ENSINO-APRENDIZAGEM DE LINGUA INGLESA: Uma nova ordem do discurso

ENSINO-APRENDIZAGEM DE LINGUA INGLESA: Uma nova ordem do discurso 517 ENSINO-APRENDIZAGEM DE LINGUA INGLESA: Uma nova ordem do discurso Tatiana Silvia Andrade dos Santos 1 UNITAU RESUMO. A necessidade de se aprender inglês para o mercado de trabalho já faz parte da memória

Leia mais

UM ESTUDO SOBRE A CONSTITUIÇÃO DA IDENTIDADE DO PROFESSOR DE INGLÊS DA CIDADE DE FAGUNDES - PB

UM ESTUDO SOBRE A CONSTITUIÇÃO DA IDENTIDADE DO PROFESSOR DE INGLÊS DA CIDADE DE FAGUNDES - PB UM ESTUDO SOBRE A CONSTITUIÇÃO DA IDENTIDADE DO PROFESSOR DE INGLÊS DA CIDADE DE FAGUNDES - PB 01. RESUMO Karla Rodrigues de Almeida Graduada em Letras pela UFCG e-mail: karlaalmeida.1@hotmail.com Izanete

Leia mais

ANÁLISE E TEORIAS DO DISCURSO 1

ANÁLISE E TEORIAS DO DISCURSO 1 ANÁLISE E TEORIAS DO DISCURSO 1 Karilene da Silva Corrêa PG-UEMS A AD Análise do Discurso é uma área da Linguística que tem como objeto de estudo o discurso do locutor. O estudo deste campo de análise

Leia mais

QUEM LÊ ALFA É O CARA: AS RELAÇÕES ARGUMENTATIVAS ESTABELECIDAS ENTRE ENUNCIADOR E ENUNCIATÁRIO

QUEM LÊ ALFA É O CARA: AS RELAÇÕES ARGUMENTATIVAS ESTABELECIDAS ENTRE ENUNCIADOR E ENUNCIATÁRIO QUEM LÊ ALFA É O CARA: AS RELAÇÕES ARGUMENTATIVAS ESTABELECIDAS ENTRE ENUNCIADOR E ENUNCIATÁRIO Ana Karla Pereira de MIRANDA Universidade Federal do Mato Grosso do Sul PPGMEL ak_miranda@hotmail.com Resumo:

Leia mais

Enunciação e política de línguas no Brasil

Enunciação e política de línguas no Brasil Enunciação e política de línguas no Brasil Eduardo GUIMARÃES Universidade Estadual de Campinas Considerando o fato de que o Brasil é um país multilingüe, tomo como objetivo específico aqui a reflexão sobre

Leia mais

OS MECANISMOS DE COESÃO EM CAMPANHAS DE SAÚDE

OS MECANISMOS DE COESÃO EM CAMPANHAS DE SAÚDE OS MECANISMOS DE COESÃO EM CAMPANHAS DE SAÚDE Kleiton Cassemiro do Nascimento¹ DLLEM / UFRN Kleitoncass@gmail.com RESUMO Este trabalho tem como objetivo fazer uma análise dos mecanismos de coesão adotados

Leia mais

O PERCURSO FORMATIVO DOS DOCENTES QUE ATUAM NO 1º. CICLO DE FORMAÇÃO HUMANA

O PERCURSO FORMATIVO DOS DOCENTES QUE ATUAM NO 1º. CICLO DE FORMAÇÃO HUMANA O PERCURSO FORMATIVO DOS DOCENTES QUE ATUAM NO 1º. CICLO DE FORMAÇÃO HUMANA Profª. Ms. Marilce da Costa Campos Rodrigues - Grupo de estudos e pesquisas em Política e Formação Docente: ensino fundamental

Leia mais

RELAÇÕES DE GÊNERO NA REDE SOCIAL: UM OLHAR SOBRE O MANUAL PARA ENTENDER AS MULHERES Carolina Sena de Meneses (UFRB) carolina_msena@hotmail.

RELAÇÕES DE GÊNERO NA REDE SOCIAL: UM OLHAR SOBRE O MANUAL PARA ENTENDER AS MULHERES Carolina Sena de Meneses (UFRB) carolina_msena@hotmail. RELAÇÕES DE GÊNERO NA REDE SOCIAL: UM OLHAR SOBRE O MANUAL PARA ENTENDER AS MULHERES Carolina Sena de Meneses (UFRB) carolina_msena@hotmail.com 1. Introdução O presente artigo fará uma análise sobre a

Leia mais

48 Os professores optaram por estudar a urbanização, partindo dos espaços conhecidos pelos alunos no entorno da escola. Buscavam, nesse projeto, refletir sobre as características das moradias existentes,

Leia mais

THE CONSTRUCTION OF IDENTITIES OF SCIENCE IN GALILEU MAGAZINE

THE CONSTRUCTION OF IDENTITIES OF SCIENCE IN GALILEU MAGAZINE THE CONSTRUCTION OF IDENTITIES OF SCIENCE IN GALILEU MAGAZINE Natália Martins Flores (Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Comunicação/PPGCOM- UFSM. E-mail: nataliflores@gmail.com) Ada Cristina Machado

Leia mais

CRIARCONTEXTO: ANÁLISE DO DISCURSO NAS LETRAS DE MÚSICA 1. Faculdade de Letras, Universidade Federal de Goiás, CEP - 74001-970, Brasil

CRIARCONTEXTO: ANÁLISE DO DISCURSO NAS LETRAS DE MÚSICA 1. Faculdade de Letras, Universidade Federal de Goiás, CEP - 74001-970, Brasil CRIARCONTEXTO: ANÁLISE DO DISCURSO NAS LETRAS DE MÚSICA 1 Juliana Dionildo dos Santos 2 e Eliane Marquez da Fonseca Fernandes 3 Faculdade de Letras, Universidade Federal de Goiás, CEP - 74001-970, Brasil

Leia mais

Subjetividade, afetividade, mídia 1

Subjetividade, afetividade, mídia 1 Subjetividade, afetividade, mídia 1 Edneuza Alves Universidade Católica de Brasília Nesta comunicação, analiso e discuto o relacionamento afetivo do homem moderno através da mídia, tomando como recorte

Leia mais

A CONSTRUÇÃO DE IMAGEM DO PROFESSOR DE LÍNGUA PORTUGUESA

A CONSTRUÇÃO DE IMAGEM DO PROFESSOR DE LÍNGUA PORTUGUESA A CONSTRUÇÃO DE IMAGEM DO PROFESSOR DE LÍNGUA PORTUGUESA Carlos Alexandre Nascimento Aragão (UNIT) 1 1. UMA BREVE ABORDAGEM SOBRE A ANÁLISE DO DISCURSO O discurso é concebido por Pêcheux (1988) como um

Leia mais

BAKHTIN E AS IDENTIDADES SOCIAIS: UMA POSSÍVEL CONSTRUÇÃO DE CONCEITOS

BAKHTIN E AS IDENTIDADES SOCIAIS: UMA POSSÍVEL CONSTRUÇÃO DE CONCEITOS BAKHTIN E AS IDENTIDADES SOCIAIS: UMA POSSÍVEL CONSTRUÇÃO DE CONCEITOS Petrilson Alan Pinheiro (petrilsonpinheiro@yahoo.com.br petripinheiro@yahoo.com) RESUMO O grande interesse por questões acerca das

Leia mais

DIETA DO SEXO - DISCURSOS SOBRE FEMININO/MASCULINO EM UMA PROPAGANDA DE PRESERVATIVOS: MEMÓRIA DISCURSIVA, INTERPRETAÇÃO E DESLIZAMENTO DE SENTIDOS

DIETA DO SEXO - DISCURSOS SOBRE FEMININO/MASCULINO EM UMA PROPAGANDA DE PRESERVATIVOS: MEMÓRIA DISCURSIVA, INTERPRETAÇÃO E DESLIZAMENTO DE SENTIDOS DIETA DO SEXO - DISCURSOS SOBRE FEMININO/MASCULINO EM UMA PROPAGANDA DE PRESERVATIVOS: MEMÓRIA DISCURSIVA, INTERPRETAÇÃO E DESLIZAMENTO DE SENTIDOS Verônica Rodrigues Times 1 Texto e Discurso: delimitando

Leia mais

Prof. Daniel Santos Redação RECEITA PARA DISSERTAÇÃO ARGUMENTAÇÃO ESCRITA - ENEM. E agora José?

Prof. Daniel Santos Redação RECEITA PARA DISSERTAÇÃO ARGUMENTAÇÃO ESCRITA - ENEM. E agora José? Prof. Daniel Santos Redação RECEITA PARA DISSERTAÇÃO ARGUMENTAÇÃO ESCRITA - ENEM E agora José? Respondam Rápido: O que encanta um homem? O que encanta uma mulher? E o que ENCANTA um corretor do ENEM?

Leia mais

Este, Esse ou Aquele Autora: Maria Tereza de Queiroz Piacentini

Este, Esse ou Aquele Autora: Maria Tereza de Queiroz Piacentini Este, Esse ou Aquele Autora: Maria Tereza de Queiroz Piacentini Em português existem três pronomes demonstrativos com suas formas variáveis em gênero e número: este, esse, aquele. Existem três invariáveis:

Leia mais

O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA

O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA Elisandra Aparecida Palaro 1 Neste trabalho analisamos o funcionamento discursivo de documentos do Instituto Federal de Educação, Ciência

Leia mais

LER E ESCREVER: APRENDER COM O LÚDICO

LER E ESCREVER: APRENDER COM O LÚDICO LER E ESCREVER: APRENDER COM O LÚDICO Inês Aparecida Costa QUINTANILHA; Lívia Matos FOLHA; Dulcéria. TARTUCI; Maria Marta Lopes FLORES. Reila Terezinha da Silva LUZ; Departamento de Educação, UFG-Campus

Leia mais

Padrões de Competências para o Cargo de Professor Alfabetizador

Padrões de Competências para o Cargo de Professor Alfabetizador Padrões de Competências para o Cargo de Professor Alfabetizador Alfabetização de Crianças O Professor Alfabetizador é o profissional responsável por planejar e implementar ações pedagógicas que propiciem,

Leia mais

OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO

OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO OS PROCESSOS DE TRABALHO DO SERVIÇO SOCIAL EM UM DESENHO CONTEMPORÂNEO Karen Ramos Camargo 1 Resumo O presente artigo visa suscitar a discussão acerca dos processos de trabalho do Serviço Social, relacionados

Leia mais

(IM)PACTOS DA/COM A LEITURA LITERÁRIA NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES ALFABETIZADORES Fernanda de Araújo Frambach UFRJ

(IM)PACTOS DA/COM A LEITURA LITERÁRIA NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES ALFABETIZADORES Fernanda de Araújo Frambach UFRJ (IM)PACTOS DA/COM A LEITURA LITERÁRIA NA FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES ALFABETIZADORES Fernanda de Araújo Frambach UFRJ Resumo O presente trabalho objetiva apresentar uma pesquisa em andamento que

Leia mais

Por uma pedagogia da juventude

Por uma pedagogia da juventude Por uma pedagogia da juventude Juarez Dayrell * Uma reflexão sobre a questão do projeto de vida no âmbito da juventude e o papel da escola nesse processo, exige primeiramente o esclarecimento do que se

Leia mais

EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA E POLÍTICAS PÚBLICAS SOCIAIS

EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA E POLÍTICAS PÚBLICAS SOCIAIS EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA E POLÍTICAS PÚBLICAS SOCIAIS Flávio Pereira DINIZ (FCS UFG / diniz.fp@gmail.com) 1 Dijaci David de OLIVEIRA (FCS UFG / dijaci@gmail.com) 2 Palavras-chave: extensão universitária;

Leia mais

FORMAÇÃO DOCENTE: ASPECTOS PESSOAIS, PROFISSIONAIS E INSTITUCIONAIS

FORMAÇÃO DOCENTE: ASPECTOS PESSOAIS, PROFISSIONAIS E INSTITUCIONAIS FORMAÇÃO DOCENTE: ASPECTOS PESSOAIS, PROFISSIONAIS E INSTITUCIONAIS Daniel Silveira 1 Resumo: O objetivo desse trabalho é apresentar alguns aspectos considerados fundamentais para a formação docente, ou

Leia mais

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA FARROUPILHA PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA FARROUPILHA PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA FARROUPILHA PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO ANEXO I. PROJETO DE CURTA DURAÇÃO 1. IDENTIFICAÇÃO 1.1 Título do

Leia mais

O letramento a partir da oralidade e do uso de gêneros textuais no Ensino Fundamental

O letramento a partir da oralidade e do uso de gêneros textuais no Ensino Fundamental O letramento a partir da oralidade e do uso de gêneros textuais no Ensino Fundamental Rosangela Balmant; Universidade do Sagrado Coração de Jesus- Bauru-SP. rosangelabalmant@hotmail.com Gislaine Rossler

Leia mais

REPRESENTAÇÕES DE CULTURA SURDA DE ALUNOS DA DISCIPLINA FUNDAMENTOS DE LIBRAS

REPRESENTAÇÕES DE CULTURA SURDA DE ALUNOS DA DISCIPLINA FUNDAMENTOS DE LIBRAS Introdução REPRESENTAÇÕES DE CULTURA SURDA DE ALUNOS DA DISCIPLINA FUNDAMENTOS DE LIBRAS Ana Rachel Carvalho Leão 1 Este trabalho tem por objetivo apresentar algumas representações sobre cultura surda

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA

CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA RELAÇÃO DE RESUMOS DE MONOGRAFIAS E ARTIGOS DE PÓS- GRADUAÇÃO Lato sensu Curso: Língua Inglesa/2005 Nome Aluno(a) Título Monografia/Artigo Orientador/Banca Annelise Lima

Leia mais

A ESPACIALIZAÇÃO DO CRACK: UM ESTUDO DO SEU EFEITO ASSOCIADO À METRÓPOLE. Jéssyca Tomaz de CARVALHO¹ jessyca_tc_@hotmail.com

A ESPACIALIZAÇÃO DO CRACK: UM ESTUDO DO SEU EFEITO ASSOCIADO À METRÓPOLE. Jéssyca Tomaz de CARVALHO¹ jessyca_tc_@hotmail.com A ESPACIALIZAÇÃO DO CRACK: UM ESTUDO DO SEU EFEITO ASSOCIADO À METRÓPOLE Helena de Moraes BORGES¹ 1 helenaborgesm@hotmail.com Jéssyca Tomaz de CARVALHO¹ jessyca_tc_@hotmail.com Ângela Maria Martins PEIXOTO¹

Leia mais

JOGO DE PALAVRAS OU RELAÇÕES DE SENTIDOS? DISCURSOS DE LICENCIANDOS SOBRE EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA PRODUÇÃO DE TEXTOS EM UMA AVALIAÇÃO

JOGO DE PALAVRAS OU RELAÇÕES DE SENTIDOS? DISCURSOS DE LICENCIANDOS SOBRE EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA PRODUÇÃO DE TEXTOS EM UMA AVALIAÇÃO JOGO DE PALAVRAS OU RELAÇÕES DE SENTIDOS? DISCURSOS DE LICENCIANDOS SOBRE EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA PRODUÇÃO DE TEXTOS EM UMA AVALIAÇÃO Tatiana Galieta (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) Introdução

Leia mais

determinam o comportamento e as consequências do comportamento no contexto de interação, ou seja, na relação funcional dos comportamentos.

determinam o comportamento e as consequências do comportamento no contexto de interação, ou seja, na relação funcional dos comportamentos. Psicoterapia comportamental infantil Eliane Belloni 1 A psicoterapia comportamental infantil é uma modalidade de atendimento clínico que visa propiciar mudanças no comportamento da criança a partir de

Leia mais

O HÁBITO DA LEITURA E O PRAZER DE LER

O HÁBITO DA LEITURA E O PRAZER DE LER O HÁBITO DA LEITURA E O PRAZER DE LER ALVES, Ivanir da Costa¹ Universidade Estadual de Goiás Unidade Universitária de Iporá ¹acwania@gmail.com RESUMO A leitura é compreendida como uma ação que deve se

Leia mais

CAMPOS LEXICOS DOS FALARES RURAIS DE GOIÁS, MATO GROSSO, MINAS GERAIS E SÃO PAULO.

CAMPOS LEXICOS DOS FALARES RURAIS DE GOIÁS, MATO GROSSO, MINAS GERAIS E SÃO PAULO. CAMPOS LEXICOS DOS FALARES RURAIS DE GOIÁS, MATO GROSSO, MINAS GERAIS E SÃO PAULO. Gisele Martins SIQUEIRA (Mestranda FL/UFG) Gisele.msiqueira@gmail.com Maria Suelí de AGUIAR (FL/UFG) aguiarmarias@gamil.com

Leia mais

A CONSTRUÇÃO DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO E LEITURA EM CRIANÇAS DE 3 A 6 ANOS

A CONSTRUÇÃO DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO E LEITURA EM CRIANÇAS DE 3 A 6 ANOS A CONSTRUÇÃO DO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO E LEITURA EM CRIANÇAS DE 3 A 6 ANOS 1 CAMPOS, Gaziela 2 GUIMARÃES, Suely Fernandes 3 MATTOS, Andressa Melo 4 PEREIRA, Jocimara Lima 5 MONTEIRO, Eliana 6 ANTONIO,

Leia mais

COMUNICAÇÃO DE MARKETING

COMUNICAÇÃO DE MARKETING COMUNICAÇÃO DE MARKETING COMUNICAÇÃO INTEGRADA DE MARKETING Meio através do qual a empresa informa, persuadi e lembra os consumidores sobre o seu produto, serviço e marcas que comercializa. Funções: Informação

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL IV SEAD - SEMINÁRIO DE ESTUDOS EM ANÁLISE DO DISCURSO 1969-2009: Memória e história na/da Análise do Discurso Porto Alegre, de 10 a 13 de novembro de 2009 LINGUÍSTICA

Leia mais

Unidade: Os Níveis de Análise Linguística I. Unidade I:

Unidade: Os Níveis de Análise Linguística I. Unidade I: Unidade: Os Níveis de Análise Linguística I Unidade I: 0 OS NÍVEIS DE ANÁLISE LINGUÍSTICA I Níveis de análise da língua Análise significa partição em segmentos menores para melhor compreensão do tema.

Leia mais

Construção, desconstrução e reconstrução do ídolo: discurso, imaginário e mídia

Construção, desconstrução e reconstrução do ídolo: discurso, imaginário e mídia Construção, desconstrução e reconstrução do ídolo: discurso, imaginário e mídia Hulda Gomides OLIVEIRA. Elza Kioko Nakayama Nenoki do COUTO. Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Letras. huldinha_net@hotmail.com

Leia mais

1 A Internet e sua relação com a linguagem na atualidade: algumas informações introdutórias

1 A Internet e sua relação com a linguagem na atualidade: algumas informações introdutórias 1 A Internet e sua relação com a linguagem na atualidade: algumas informações introdutórias Objetivamos, com esse trabalho, apresentar um estudo dos processos de importação lexical do português que ocorrem

Leia mais

O que você deverá saber. Ao final do estudo do Tópico 3 você deverá:

O que você deverá saber. Ao final do estudo do Tópico 3 você deverá: Tópico 3 Relatórios Técnico-científicos n. O que você deverá saber Ao final do estudo do Tópico 3 você deverá: - saber identificar os elementos que compõem a estrutura de um relatório técnico-científico;

Leia mais

Profª Drª Maria Aparecida Baccega

Profª Drª Maria Aparecida Baccega Profª Drª Maria Aparecida Baccega http://lattes.cnpq.br/8872152033316612 Elizabeth Moraes Gonçalves - UMESP Alguns dados de currículo Livre Docente em Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO MESTRADO e DOUTORADO

EMENTAS DAS DISCIPLINAS DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO MESTRADO e DOUTORADO 1 MESTRADO: EMENTAS DAS DISCIPLINAS DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO MESTRADO e DOUTORADO A) DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS DAS LINHAS 1 e 2: Estudos Organizacionais e Sociedade e Marketing e Cadeias

Leia mais

ORIENTAÇÕES PARA TRABALHOS DE PESQUISA NO ENSINO FUNDAMENTAL

ORIENTAÇÕES PARA TRABALHOS DE PESQUISA NO ENSINO FUNDAMENTAL JÚNIOR/2013 Mostra de Trabalhos do Ensino Fundamental ORIENTAÇÕES PARA TRABALHOS DE PESQUISA NO ENSINO FUNDAMENTAL Novo Hamburgo, abril de 2013. 1 APRESENTAÇÃO Estas orientações foram elaboradas baseadas

Leia mais

PALAVRAS-CHAVE: Leitura. Escrita. Perspectiva sócio-cognitiva e interativa.

PALAVRAS-CHAVE: Leitura. Escrita. Perspectiva sócio-cognitiva e interativa. LEITURA E ESCRITA COMO PROCESSO: UMA PROPOSTA PEDAGÓGICA NA PERSPECTIVA SÓCIO-COGNITIVA E INTERATIVA Marta Oliveira Barros¹ Josias Silvano Barros² ORIENTADORA: Dra. Maria de Lourdes da Silva Leandro³ RESUMO

Leia mais

LUDENS 2011: jogos e brincadeiras na matemática i. Palavras-chaves: lúdico na matemática, jogo, ensino da matemática.

LUDENS 2011: jogos e brincadeiras na matemática i. Palavras-chaves: lúdico na matemática, jogo, ensino da matemática. LUDENS 2011: jogos e brincadeiras na matemática i Palavras-chaves: lúdico na matemática, jogo, ensino da matemática. Justificativa A Matemática faz parte do cotidiano das pessoas. Nas diversas atividades

Leia mais

A QUESTÃO DO DISCURSO THE QUESTION OF DISCOURSE

A QUESTÃO DO DISCURSO THE QUESTION OF DISCOURSE A QUESTÃO DO DISCURSO THE QUESTION OF DISCOURSE Mírian dos Santos* RESUMO No interior das ciências da linguagem várias disciplinas se destacam, tais como a Semântica, a Análise do Discurso, a Pragmática,

Leia mais

Ensino Técnico Integrado ao Médio FORMAÇÃO GERAL. Ensino Médio. Etec. Etec: Professor Massuyuki Kawano

Ensino Técnico Integrado ao Médio FORMAÇÃO GERAL. Ensino Médio. Etec. Etec: Professor Massuyuki Kawano Ensino Técnico Integrado ao Médio FORMAÇÃO GERAL Ensino Médio Etec Etec: Professor Massuyuki Kawano Código: 136 Município: Tupã Área de conhecimento: Ciências Humanas e Suas Tecnologias Componente Curricular:

Leia mais

LURDINALVA PEDROSA MONTEIRO E DRª. KÁTIA APARECIDA DA SILVA AQUINO. Propor uma abordagem transversal para o ensino de Ciências requer um

LURDINALVA PEDROSA MONTEIRO E DRª. KÁTIA APARECIDA DA SILVA AQUINO. Propor uma abordagem transversal para o ensino de Ciências requer um 1 TURISMO E OS IMPACTOS AMBIENTAIS DERIVADOS DA I FESTA DA BANAUVA DE SÃO VICENTE FÉRRER COMO TEMA TRANSVERSAL PARA AS AULAS DE CIÊNCIAS NO PROJETO TRAVESSIA DA ESCOLA CREUSA DE FREITAS CAVALCANTI LURDINALVA

Leia mais

Mudanças didáticas e pedagógicas no ensino de Língua Portuguesa

Mudanças didáticas e pedagógicas no ensino de Língua Portuguesa Mudanças didáticas e pedagógicas no ensino de Língua Portuguesa Silvio Profirio da Silva¹ Durante décadas, o ensino de Língua Portuguesa desenvolvido em nossas escolas limitou - se à análise e à classificação

Leia mais

Elvira Cristina de Azevedo Souza Lima' A Utilização do Jogo na Pré-Escola

Elvira Cristina de Azevedo Souza Lima' A Utilização do Jogo na Pré-Escola Elvira Cristina de Azevedo Souza Lima' A Utilização do Jogo na Pré-Escola Brincar é fonte de lazer, mas é, simultaneamente, fonte de conhecimento; é esta dupla natureza que nos leva a considerar o brincar

Leia mais

ISSN 2238-9113 ÁREA TEMÁTICA:

ISSN 2238-9113 ÁREA TEMÁTICA: 13. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ISSN 2238-9113 ÁREA TEMÁTICA: ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( X ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( ) SAÚDE ( ) TRABALHO ( ) TECNOLOGIA

Leia mais

19/07 ENSINO E APRENDIZAGEM DA LINGUAGEM ESCRITA EM CLASSES MULTISSERIADAS NA EDUCAÇÃO DO CAMPO NA ILHA DE MARAJÓ

19/07 ENSINO E APRENDIZAGEM DA LINGUAGEM ESCRITA EM CLASSES MULTISSERIADAS NA EDUCAÇÃO DO CAMPO NA ILHA DE MARAJÓ 19/07 ENSINO E APRENDIZAGEM DA LINGUAGEM ESCRITA EM CLASSES MULTISSERIADAS NA EDUCAÇÃO DO CAMPO NA ILHA DE MARAJÓ Waldemar dos Santos Cardoso Junior (Universidade Federal do Pará /Campus Universitário

Leia mais

Aluno(a) Nº. Série: Turma: Ensino Médio Trimestre [ ] Data: / / Disciplina: Professor: Linguagem e língua

Aluno(a) Nº. Série: Turma: Ensino Médio Trimestre [ ] Data: / / Disciplina: Professor: Linguagem e língua Aluno(a) Nº. Série: Turma: Ensino Médio Trimestre [ ] Data: / / Disciplina: Professor: Linguagem e língua É a palavra que identifica o ser humano, é ela seu substrato que possibilitou a convivência humana

Leia mais

ESCUTANDO DISCURSIVAMENTE A ESCRITA DE SUJEITOS ADOLESCENTES SOBRE QUESTÕES DE CORPO: UMA PROPOSTA PEDAGÓGICA

ESCUTANDO DISCURSIVAMENTE A ESCRITA DE SUJEITOS ADOLESCENTES SOBRE QUESTÕES DE CORPO: UMA PROPOSTA PEDAGÓGICA ESCUTANDO DISCURSIVAMENTE A ESCRITA DE SUJEITOS ADOLESCENTES SOBRE QUESTÕES DE CORPO: UMA PROPOSTA PEDAGÓGICA Rubens Prawucki (Centro Universitário - Católica de SC) 1- Iniciando as reflexões: O objetivo

Leia mais

ALFABETIZAÇÃO DE ESTUDANTES SURDOS: UMA ANÁLISE DE ATIVIDADES DO ENSINO REGULAR

ALFABETIZAÇÃO DE ESTUDANTES SURDOS: UMA ANÁLISE DE ATIVIDADES DO ENSINO REGULAR ALFABETIZAÇÃO DE ESTUDANTES SURDOS: UMA ANÁLISE DE ATIVIDADES DO ENSINO REGULAR INTRODUÇÃO Raquel de Oliveira Nascimento Susana Gakyia Caliatto Universidade do Vale do Sapucaí (UNIVÁS). E-mail: raquel.libras@hotmail.com

Leia mais

Justificativa: Cláudia Queiroz Miranda (SEEDF 1 ) webclaudia33@gmail.com Raimunda de Oliveira (SEEDF) deoliveirarai@hotmail.com

Justificativa: Cláudia Queiroz Miranda (SEEDF 1 ) webclaudia33@gmail.com Raimunda de Oliveira (SEEDF) deoliveirarai@hotmail.com 1 COMO COLOCAR AS TEORIAS ESTUDADAS NA FORMAÇÃO DO PNAIC EM PRÁTICA NA SALA DE AULA? REFLEXÕES DE PROFESSORES ALFABETIZADORES SOBRE O TRABALHO COM O SISTEMA DE NUMERAÇÃO DECIMAL Cláudia Queiroz Miranda

Leia mais

A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO PROFESSOR DE PEDAGOGIA DA FESURV - UNIVERSIDADE DE RIO VERDE

A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO PROFESSOR DE PEDAGOGIA DA FESURV - UNIVERSIDADE DE RIO VERDE A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO PROFESSOR DE PEDAGOGIA DA FESURV - UNIVERSIDADE DE RIO VERDE Bruna Cardoso Cruz 1 RESUMO: O presente trabalho procura conhecer o desempenho profissional dos professores da faculdade

Leia mais

UMA CULTURA ESTUDANDO CULTURA A ETNOGRAFIA COMO METODOLOGIA DE PESQUISA Nínive Magdiel Peter Bovo

UMA CULTURA ESTUDANDO CULTURA A ETNOGRAFIA COMO METODOLOGIA DE PESQUISA Nínive Magdiel Peter Bovo UMA CULTURA ESTUDANDO CULTURA A ETNOGRAFIA COMO METODOLOGIA DE PESQUISA Nínive Magdiel Peter Bovo Resumo: A etnografia é uma metodologia emprestada da Antropologia Cultural que tem ajudado pesquisadores

Leia mais

CONSTRUÇÃO DO EU LÍRICO E O RETRATO NA POETICA CECÍLIA MEIRELES

CONSTRUÇÃO DO EU LÍRICO E O RETRATO NA POETICA CECÍLIA MEIRELES CONSTRUÇÃO DO EU LÍRICO E O RETRATO NA POETICA CECÍLIA MEIRELES Silvia Eula Muñoz¹ RESUMO Neste artigo pretendo compartilhar os diversos estudos e pesquisas que realizei com orientação do Prof. Me. Erion

Leia mais

Projeto de Graduação 1 Prof. Fabiano Dorça. Metodologia Científica

Projeto de Graduação 1 Prof. Fabiano Dorça. Metodologia Científica Projeto de Graduação 1 Prof. Fabiano Dorça Metodologia Científica Metodologia Científica Conjunto de abordagens, técnicas e processos utilizados pela ciência para formular e resolver problemas de aquisição

Leia mais

América Latina e geopolítica crítica: contribuições para o ensino de geografia no Ensino Médio

América Latina e geopolítica crítica: contribuições para o ensino de geografia no Ensino Médio América Latina e geopolítica crítica: contribuições para o ensino de geografia no Ensino Médio Cláudio Roberto Ribeiro Martins claudiorrmartins@gmail.com FCT/UNESP - Presidente Prudente Palavras-chave:

Leia mais

update MARKETING UD09001-MARKETING EMPRESARIAL Por Paulo Vieira de Castro

update MARKETING UD09001-MARKETING EMPRESARIAL Por Paulo Vieira de Castro - EMPRESARIAL A NOVA GESTÃO DA INFLUÊNCIA Com a ascensão dos poderes informais na sociedade contemporânea, a engenharia relacional passa a ocupar lugar de destaque nas organizações para reverter seu déficit

Leia mais

Ensinar a ler em História, Ciências, Matemática, Geografia

Ensinar a ler em História, Ciências, Matemática, Geografia PAOLA GENTILE Ensinar a ler em História, Ciências, Matemática, Geografia A forma como se lê um texto varia mais de acordo com o objetivo proposto do que com o gênero, mas você pode ajudar o aluno a entender

Leia mais

INSTITUTO FLORENCE DE ENSINO COORDENAÇÃO DE PÓS-GRADUAÇÃO CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM (TÍTULO DO PROJETO) Acadêmico: Orientador:

INSTITUTO FLORENCE DE ENSINO COORDENAÇÃO DE PÓS-GRADUAÇÃO CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM (TÍTULO DO PROJETO) Acadêmico: Orientador: INSTITUTO FLORENCE DE ENSINO COORDENAÇÃO DE PÓS-GRADUAÇÃO CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM (TÍTULO DO PROJETO) Acadêmico: Orientador: São Luis 2015 (TÍTULO DO PROJETO) (NOME DO ALUNO) Projeto de Pesquisa do Programa

Leia mais