CENTRO UNIVERSITÁRIO DE JOÃO PESSOA UNIPÊ PRÓ REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO COORDENAÇÃO DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO RAQUEL MAENY AZEVEDO DE OLIVEIRA

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1 1 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE JOÃO PESSOA UNIPÊ PRÓ REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO COORDENAÇÃO DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO RAQUEL MAENY AZEVEDO DE OLIVEIRA A PERCEPÇÃO DOS SEGUIDORES DA RELIGIAO CATÓLICA SOBRE AS ESTRATÉGIAS DE MARKETING ADOTADAS PELA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA NA CIDADE DE JOÃO PESSOA - PB João Pessoa 2008

2 2 RAQUEL MAENY AZEVEDO DE OLIVEIRA A PERCEPÇÃO DOS SEGUIDORES DA RELIGIAO CATÓLICA SOBRE AS ESTRATÉGIAS DE MARKETING ADOTADAS PELA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA NA CIDADE DE JOÃO PESSOA - PB Monografia apresentada ao Centro Universitário de João Pessoa UNIPÊ, como requisito para obtenção do título de Bacharel em Administração. Orientador: Prof: Cristine Helena Limeira Pimentel. João Pessoa 2008

3 3 O48a Oliveira, Raquel Maeny Azevedo de. A percepção dos seguidores da religião católica sobre as estratégias de marketing adotadas pela igreja católica apostólica romana na cidade de João Pessoa-PB-- João Pessoa, Monografia (Curso De Administração de Empresas) Centro Universitário de João Pessoa - UNIPÊ 1. Marketing. 2. Igreja. 3.Católica. 4. Religião. 5. Estratégias. I. Título. CDU 658.8

4 4 RAQUEL MAENY AZEVEDO DE OLIVEIRA A PERCEPÇÃO DOS SEGUIDORES DA RELIGIAO CATÓLICA SOBRE AS ESTRATÉGIAS DE MARKETING ADOTADAS PELA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA NA CIDADE DE JOÃO PESSOA - PB Monografia apresentada ao Centro Universitário de João Pessoa UNIPÊ, com requisito parcial para a obtenção do título de Bacharel em administração. Aprovada em.../.../de... BANCA EXAMINADORA Prof: Ms.Cristine Helena Limeira Pimentel Orientadora UNIPÊ Prof: Ms. Márcio Reinaldo de Lucena Ferreira Examinador - UNIPÊ Prof (a): Ms. Cristiana Cartaxo de Mello Lula Examinadora - UNIPÊ

5 5 Aos meus pais pelo carinho, apoio e confiança irrestrita na minha trajetória, propiciando as condições necessárias para a realização deste trabalho. Á Deus que me transmitiu luz, fé e paciência e, acima de tudo sabedoria para concretizar esse sonho. Aos meus entes queridos, que sempre me passaram perseverança. Á minha bisavó querida Maria Francisca de Azevedo (in memorian), que sempre me passou verdade e, que tudo se pode conseguir basta acreditar sempre.

6 6 AGRADECIMENTOS Aos meus pais, pelo apoio, a confiança para com a minha capacidade de realização, pelo investimento em meu desenvolvimento intelectual e, acima de tudo, pelo o amor que sempre tiveram por mim. Á Deus por me tornar o que eu sou hoje. Aos meus amigos, pelas reflexões criticas e sugestões sempre bem recebidas. Ao meu irmão, pelas vezes que me ajudou com a melhoria dos meus trabalhos. Á minha orientadora, pelo estímulo e competente orientação durante a pesquisa. Aos professores, pelo apoio no convívio estimulante durante o curso. Aos meus avós, por sempre me passarem o valor da integridade e do respeito e, de que a família é o que temos de mais importante. Á minha tia Rossana, por me mostrar que não importa os obstáculos, basta crer nas recompensas. Á Kleber Inácio por me mostrar que tudo pode ser lindo e perfeito e, por ter me ensinando um novo sentido para amar. As minhas amigas de sala Sabryna, Nadja, Nathálya, Marília, Cristiane e Marcela Stropp, pelo companheirismo e cumplicidade no cotidiano e nos deslanchar do curso. Um agradecimento em especial para as minhas amigas Sabryna e Nadja por tudo o que fizeram por mim. Aos meus outros entes, que sempre acreditaram em mim. Á Maria Francisca de Azevedo, pela mulher, mãe, avó, amiga que sempre foi. Por me ensinar a ter fé e ser uma pessoa integra. Onde a senhora mãe estiver obrigada pelas palavras bonitas, pelos versos antigos, pelas histórias de luta e, principalmente, pelos belos laços que davas em meus vestidos quando eu era criança, foi daí que me ensinastes que se queremos nos destacar em algo, temos que fazer bem feito.

7 7 A liberdade de procurar e dizer a verdade é um elemento essencial da comunicação humana, não só com relação aos fatos e à informação, mas também e especialmente sobre a natureza e destino da pessoa humana, com respeito à sociedade e o bem comum, com respeito à nossa relação com Deus. (Papa João Paulo II)

8 8 OLIVEIRA, Raquel Maeny Azevedo de. A PERCEPÇÃO DOS SEGUIDORES DA RELIGIÃO CATÓLICA SOBRE AS ESTRATÉGIAS DE MARKETING ADOTADAS PELA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA NA CIDADE DE JOÃO PESSOA - PB Monografia (Graduação em Administração de Empresas) Centro Universitário de João Pessoa UNIPÊ. RESUMO O Marketing vem se expandindo e atingindo outras áreas que pareciam não se adequarem a esse meio. A Religião vem mostrando cada vez mais a necessidade de técnicas do Marketing para se adaptar ao mercado competitivo em que se vive, mas mantendo sempre a ética e a moral dentro das suas instituições religiosas. O Marketing é uma área da Administração que se expandiu durante toda a história da humanidade, chegando com força total às instituições religiosas, ocorrendo o mesmo dentro da Igreja Católica, usando técnicas que são favoráveis no crescimento e no desenvolvimento organizacional e através deles se pode manter a fidelização dos clientes - fiéis. Apesar de toda a relutância de uma religião ainda muito tradicionalista, essa instituição milenar está se adaptando ao nosso mercado para não ser ultrapassada e assim esquecida. Assim nessa pesquisa foi realizado um estudo para identificar as mudanças dentro da igreja em questão. O objetivo principal é o de analisar o marketing aplicado dentro da igreja católica apostólica romana. Esse estudo identificará em as religiões existentes na cidade de João Pessoa e quantificando os fiéis. Demonstrando as estratégias utilizadas pela igreja e verificando a percepção dos fiéis quando a essas estratégias. Palavra chave: Marketing. Igreja. Católica. Religião. Estratégias.

9 9 OLIVEIRA, Raquel Maeny Azevedo de. THE PERCEPTION OF FOLLOWER OF THE CATHOLIC RELIOGION ON THE MARKETING STRATEGIES ADOPTED BY THE ROMAN CATHOLIC CHURCH IN THE CITY OF JOÃO PESSOA-PB Monograph (Graduation in Business administration) Centro Universitário de João Pessoa UNIPÊ. ABSTRACT The marketing has been expanding and reaching other areas that seemed not suitable for this means. The religion is increasingly showing the need for the marketing techniques to adapt to the competitive market in which they live, but always maintaining the ethics and morals within their religious institutions. Marketing is one area of government that has expanded throughout the history of humanity, arriving with full force to religious institutions, the same occurring within the Catholic Church, using techniques that are favorable for growth and organizational development and through them can remain the loyalty of customers believers. And with all the reluctance of religion still very traditionalist, this ancient institution is adapting to our market not to be overcome and forgotten. Where this survey was conducted a study to identify the changes within the church in question. The main objective is to analyze the marketing application within the apostolic Catholic Church Roman. This study will identify the religions of city of Joao Pessoa and the quantification of the faithful. Displaying the strategies used by the church and checking the perception of the faithful on these strategies. Key words: marketing. Church. Catholic. Religion. Strategies.

10 10 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 2 EVOLUÇÃO DA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA 2.1 Jesus Cristo: vida e conceitos Os seus percussores: Simão Pedro e Paulo de Tarso 2.2 Uma breve história geral da igreja católica apostólica romana Uma breve história da igreja católica apostólica romana no Brasil 2.3 Sua evolução em aspectos mundiais e no Brasil 2.4 Renovação carismática católica 3 MARKETING RELIGIOSO 3.1 Marketing geral Os compostos e instrumentos do marketing Marketing social e sem fins lucrativos 3.2 Marketing religioso Marketing na fé e na adoração O evangelho comum com o marketing 4 AS ESTRATÉGIAS DE MARKETING DA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA 4.1 Salvação: o produto da fé 4.2 Ibmc 4.3 Kater filho 4.4 O fenômeno do marketing católico: padre Marcelo Rossi 5 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS 5.1 Caracterização da pesquisa 5.2 Problematização 5.3 Objetivos Objetivo geral Objetivos específicos 5.4 Instrumentos de coleta de dados 5.5 Procedimentos de coleta de dados 5.6 Organização e análise de dados

11 11 6 ANALISANDO O MARKETING APLICADO NA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA 6.1 Quantificações dos fiéis questionados 6.2 O marketing e os fiéis da igreja católica apostólica romana 7 CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS APÊNDICE A Questionário

12 12 1 INTRODUÇÃO O marketing consegue ser um campo desafiador e inovador, fazendo parte assim, do nosso cotidiano há muito tempo. Além do que, o marketing é uma das maiores ferramentas para a construção de relacionamentos, permitindo entender o comportamento das pessoas. Por intermédio das estratégias de marketing conseguiu-se a proeza de se expandir além das atividades empresariais, passando a ser aplicado a tudo que se relaciona ao social. A religião pode adotar essas técnicas, já que se adéqua perfeitamente ao social. E a Igreja Católica se encontra cada vez mais envolvida nesse ramo. O estudo revela que a adoção do marketing dentro da mesma está conseguindo construir novos entendimentos e relacionamentos para a consolidação de fiéis, permitindo entender as mudanças dentro do ambiente interno e externo. O motivo para a realização deste trabalho monográfico foi o de realizar uma pesquisa que identifica que até mesmo a religião mais antiga da história da humanidade, está adotando uma nova ordem para se relacionar com os fiéis, utilizando-se técnicas de marketing. Esses meios começaram a serem adotados pelo fato da Igreja Católica perceber que está perdendo gradativamente fiéis para outras religiões. O marketing aplicado de forma correta pode de certa forma, manter os fiéis existentes e conquistar novos. O objetivo principal deste trabalho é o de analisar o marketing dentro da Igreja Católica, tendo como foco principal a cidade de João Pessoa- PB verificaram-se as religiões existentes nesse espaço e, quantificaram-se os fiéis das mesmas. Além de estudar as estratégias de marketing utilizadas pela Igreja Católica e a percepção dos fiéis católicos para com esses métodos. A metodologia se definiu pelo estudo bibliográfico minucioso, a aplicação de um questionário e análise exploratória da questão discutida descritos em capítulos próprios. O trabalho mostra a evolução da Igreja Católica Apostólica Romana e como ela veio aceitando as mudanças com o decorrer dos séculos com ênfase ao marketing, que muitas das vezes é considerado como um estudo comercial também pode ser adotado dentro da religião. A finalidade desse trabalho é mostrar que o marketing pode sim favorecer a expansão de uma igreja tão tradicional e milenar, como é a Igreja Católica. Este trabalho está distribuído em seis partes, incluindo a introdução. A segunda parte refere-se a evolução da Igreja Católica Apostólica Romana, identificando os seus criadores e percussores, sua história de forma geral e no Brasil e o movimento Carismático Católico. A

13 13 terceira parte explica os conceitos de marketing e, como ela se adapta perfeitamente nas religiões. A quarta parte é onde estão localizado os procedimentos metodológicos como, os métodos que foram utilizados para a realização da pesquisa. A quinta parte encontra-se a análise de dados, parte fundamental da pesquisa, pois, é nele que se demonstra o resultado final, se analisando de forma clara e direta as respostas dos entrevistados. E por fim as considerações finais, que explica os resultados de uma forma detalhada e, de como essa pesquisa pode esclarecer e ajudar o marketing dentro da Igreja Católica.

14 14 2 A EVOLUÇÃO DA IGREJA CATÓLICA APÓSTOLICA ROMANA A Igreja Católica vem evoluindo e se modificando com o passar de sua história de mais de dois mil anos. E no decorrer desse capítulo isso será mostrado de forma minuciosa e direita, demonstrando que mesmo em uma instituição milenar uma estrutura pode ser modificada e adapta ao momento em que se vive JESUS CRISTO: VIDA E CONCEITOS Judeu nascido em Belém da Judéia. Nascendo em família humilde, recebendo instruções em uma escola da Sinagoga, o que era comum aos meninos Judeus. Jesus foi perseguido desde o seu nascimento, por ser anunciado como filho de Deus. E aos seus trinta anos, passou a conviver com pessoas humildes. Falava de maneira simples, sem nenhuma autoridade, mostrando sempre a preocupação para com o próximo, pregava sempre o perdão. Jesus então escolheu os seus doze discípulos, para que pudesse transmitir a Boa Nova, e para que o seu poder curasse as pessoas. Os discípulos eram: Simão Pedro (o príncipe dos apóstolos), André (o primeiro pescador de homens), João (o apóstolo bem amado), Tiago Maior (irmão de João), Felipe (o místico), Bartolomeu (o viajante), Tomé (o ascético), Mateus ( publicano), Tiago Maior, Judas Tadeu (o primo de Jesus), Simão (o cananeu) e Judas Iscariotes (o traidor). Outro apostolo famoso foi Paulo de Tarso, apóstolo dos gentios, não foi testemunha ocular de Jesus Cristo, mas convertido através das visões do Jesus ressuscitado, tornou-se um dos mais ardentes apóstolos do Cristianismo. Poucos dias antes da festa de Páscoa, Jesus disse aos seus doze discípulos: Vamos subir a Jerusalém. Ali vão me entregar nas mãos dos sumos sacerdotes e dos doutores da lei. Vão me condenar à morte e me entregarão aos romanos. Eles caçoarão de mim, cuspirão em mim, me baterão com chicote e me matarão. Mas, depois de três dias, eu ressuscitarei (Mc 10, 32 34). Foi sua popularidade que começou a perturbar as autoridades que temiam que ele fosse realmente o Messias. No monte das Oliveiras, foi entregue por Judas Iscariotes um dos discípulos com um beijo na face. Jesus foi julgado pelo próprio povo que ele tanto defendia. Jesus carregou a sua cruz até fora da cidade, ali o pregaram na cruz, já com a coroa de espinhos sobre a cabeça. Foi crucificado, sob ordem do governador Pônicio Pliatos. Jesus foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia como dizia em suas próprias palavras.

15 15 Passaram-se quarenta dias depois da páscoa. Durante esses dias, o Senhor teve encontros com os seus discípulos. Disse-lhes: Fiquem em Jerusalém e esperem pelo o ajudante que o pai lhes vai enviar. Serão minhas testemunhas aqui em Jerusalém e em outros países, até os últimos lugares da terra (Jesus Cristo). Depois de falar todas essas coisas para os seus discípulos, Jesus foi elevado aos céus. Mesmo com sua passagem rápida pela Terra, Jesus, o fundador de certa forma da empresa Cristã, utilizou muito bem as ferramentas de comunicação disponíveis na época, como já foi analisado por Kater Filho (1994), o consultor utilizado pelas instituições católicas. Jesus falava às multidões, subia as montanhas e usava a sua voz para passar os seus ensinamentos, onde um grande número de pessoas o ouvia. E também sabia muito bem escolher o local em que praticaria os milagres. Se for analisado de uma forma visionária do Marketing, Jesus fazia suas curas estrategicamente em cidades onde havia um grande fluxo de viajantes. As pessoas que iam até as cidades para trocar produtos ou participar de festas voltavam para suas regiões levavam a noticia de que a boa nova estava acontecendo. Sabia despertar os seus colaboradores e discípulos o ardor da misericórdia, ou como diria os homens do Marketing dos dias atuais, Jesus sabia motivar os seus seguidores para que fossem por todo o mundo e pregassem o evangelho em novas culturas. De forma simples, introduziu o conceito de Marketing boca a boca, presente nas diversas religiões até os dias de hoje. Por esse conceito tão antigo, o boca a boca, ainda atrai muitos clientes fieis. E com a força com que os comunicadores divulgavam e ainda divulgam o produto, faz com que todos atuem e, tomem atitudes que vão a encontro às necessidades do povo em geral. Para muitos Jesus foi o maior marketeiro da história. E não existe na façanha da humanidade, um homem tão preocupado com as necessidades das pessoas. Ele pregava o produto da salvação e o expandiu pelo mercado. Ele tocava diretamente nos receios das pessoas, e essa sim era a sua maior estratégia de Marketing. Jesus Cristo conseguiu modificar as crenças do mundo sendo firme em sua missão, e sendo um líder convicto em seus propósitos. O seu foco sempre era o perdão, onde os erros devem ser encarados como um aprendizado. Ele usou a interatividade para poder conseguir fixar as verdades, tendo o poder de transformar os ouvintes em agentes. Jesus não desprezava as coisas pequenas. Tanto que quando ele decidiu mudar o mundo, escolheu doze homens para trabalhar ao seu lado, e não centenas como muitos lideres.

16 16 Jesus não seguia as massas, ele os liderava. Ele não contava os acontecimentos, ele fazia acontecer. Era ávido para recrutar pessoas que ele considerasse capaz de substituí-lo. Jesus não escondia o seu poder, ele seguia ensinando. E por isso, esse seria o motivo de sua exatidão e segurança. As pessoas se aproximavam de Jesus por que ele não as via pela raça, situação social, ou pelo seu sexo. Ele as olhava com amor, e pelas suas reais necessidades. Jesus reconhecia as fraquezas das pessoas, e lhes fazia o possível para transmitir a segurança. Ele fazia com que as pessoas se comprometessem, Jesus esperava o melhor das pessoas. Jesus foi de certa forma um fenômeno cultural, que causou agitação espiritual e política em toda parte que esteve. Ele mudava a vida das pessoas toda vez que abria a boca Os seus Percussores: Simão Pedro e Paulo de Tarso Pedro tem uma importância central na teologia católica romana. É considerado o príncipe dos apóstolos e o fundador, junto com São Paulo, da igreja de Roma (a Santa Sé), sendo-lhe reconhecido ainda o titulo do primeiro Papa (um tanto de forma retardatária, posto que tal designação só começasse a ser usada cerca de dois séculos mais tarde, Pedro foi o primeiro Bispo de Roma). Essa circunstância é invocada pela Igreja Católica para que o Papa detenha uma posição de supremacia sobre toda a Igreja. Antes de se tornar um dos doze discípulos de Cristo, Simão Pedro era um pescador. Segundo o relato do evangelho de São Lucas (5:1-11), Pedro teria conhecido Jesus quando este lhe pediu que utilizasse uma das suas barcas, de forma a poder pregar a uma multidão de gente que o queria ouvir. Pedro, que estava a lavar redes com São Tiago e João, seus sócios, concedeu-lhe o lugar na barca que foi afastada um pouco da margem. No final da pregação, Jesus disse a Simão Pedro que fosse pescar de novo com as redes em águas mais profundas. Pedro diz-lhe que tentará em vão pescar durante toda a noite e nada conseguira, mas, em atenção ao seu pedido fez o ordenado. O resultado foi uma pescaria de tal monta que as redes iam rebentando, sendo necessária a ajuda da barca dos seus dois sócios, que também quase afundava puxando o montante de peixes. Numa atitude humildade e espanto Pedro prosta-se perante Jesus e diz para que se afaste dele, já que é um pecador. Jesus encoraja-o, então a segui-lo, dizendo que o tornará um pescador de homens.

17 17 Segundo relatos bíblicos, Simão Pedro foi o primeiro discípulo a professar a fé de que Jesus era o filho de Deus. É foi esse acontecimento que levou Jesus a chamá-lo de Pedro, que significa a pedra basilar da nova crença. Encontramos no relato do vento no Evangelho de São Mateus (16:13 23), onde Jesus teria perguntado aos seus discípulos (depois de ser informado que sobre ele corria entre o povo), E vós, quem pensais que eu sou?, ao que Pedro respondeu: És o Cristo, Filho de Deus vivo. Jesus ter- lhe dito então: Simão filho de Jonas, és um homem abençoado! Por isso, não te foi revelado nenhum homem, mas pelo meu Pai, que está no céu, por isso te digo, tu és Pedro, e sobre está pedra edificarei a minha igreja, e o poder da morte não poderá mais vencê-la. Dar-te-ei as chaves do Reino do Céu, e o que ligares na terra será ligado no céu. É por esta razão que São Pedro é geralmente representado com chaves na mão e a tradição apresenta-o como porteiro do Paraíso. Os Evangelhos referem-no muitas vezes (mais que a qualquer outro dos discípulos). No capitulo 21 do Evangelho de São João, é relatado que Cristo, ressuscitado, depois de perguntar repetidas vezes a Pedro se este a ama, lhe diz: Cuida das minhas ovelhas. Em verdade te digo: quando eras mais novo, cingias o cinto e ias para onde querias. Quando fores mais velho, estenderás as mãos e será outro a cingir-te o cinto, levando-te para onde não queres. O que indica que terá sido martirizado pela crucificação. Clemente de Roma, cerca de 95 d. C, alude ao martírio de Pedro, que sofreu inúmeras tribulações e que, como Paulo, teria dado o testemunho. Uma tradição um tanto quanto insegura, porém pitoresca, conta que sendo o primeiro Bispo de Roma, Pedro foi exortado pela comunidade romana a fugir da cidade onde os cristãos eram perseguidos e executados no Ciro Nero. Mas, no caminho se arrepende após uma visão que teve de Cristo, e voltou para ser martirizado com as suas ovelhas que foram abandonadas. Arrependido, volta para Roma e entrega-se às autoridades que o crucificam. Diz à tradição que exigiu que fosse crucificado de pernas para o ar, já que não se considerava digno de morrer da mesma forma que Cristo. Além de várias comprovações históricas, a Igreja Católica têm como prova bíblica desta sua estadia em Roma a primeira carta do próprio Pedro, em que diz: A igreja que está em Babilônia vos saúda, assim como meu filho (ajudante) Marcos, (capitulo 5, verso 13). Na opinião de muitos estudiosos, a Babilônia, assim como outro livro Bíblico, o Apocalipse de João, Apocalipse 17 e 18 também o faz, seria a própria Roma. Paulo considerado por muitos católicos, como o outro alicerce da igreja, nasceu em Tarso, que atualmente faz parte da Turquia, em uma família Judaica. Nasceu em uma data desconhecida, mas sem duvida antes do ano dez da nossa era. Seu pai, em circunstâncias que

18 18 se desconhece, adquiriu a cidadania romana mantendo a fé judaica, e educou-se na tradição judaica. Como era tradicional nas famílias judaicas, a criança recebeu dois nomes: um bíblico (Saulo) e o outro romano (Paulo). Paulo era um judeu piedoso. No inicio ele tinha eterna convicção de que Jesus não podia ser o Salvador, mas, sim um sedutor do povo. Por isso, Paulo ia de cidade em cidade, afastar a fé dos que acreditavam em Jesus. Quando em uma das viagens, teve uma experiência que iria mudar a sua vida. Um encontro místico com Jesus Cristo, que o questionava de porque ele o perseguia, e que o mandou procurar os seguidores dele. Paulo seguiu o dito, e lá encontrou um seguidor de Jesus, que não quis acreditar que Paulo tivesse virado um dos discípulos. Mas, depois viu que Cristo o tinha escolhido, e o recebeu na comunidade Cristã. Desde então, Paulo não era mais seu perseguidor, e sim começava a pregar o seu nome e os seus ensinamentos. Fundando comunidades Cristãs. Paulo como tantos outros peregrinos dos ensinamentos de Cristo, foi perseguido e teve que fugir de uma cidade para outra. Paulo de Tarso tinha um grande poder de persuasão, conseguia convencer e pregar justamente o que Jesus havia deixado. Mesmo quando era proibido de pregar os ensinamentos, ele ia há outras regiões evangelizar. Analisando-se por uma visão atual, Paulo era o promotor do produto da Salvação, que pode ser identificado nos dias de hoje, como um ato de venda pessoal em Marketing, o maior divulgador de todos os tempos do cristianismo. Paulo de Tarso, depois de Jesus, juntamente com Pedro são as figuras mais importantes do desenvolvimento do cristianismo. O que pode ser propriamente dito, os criadores da igreja católica. Após muitos anos de atividade missionária, com três grandes viagens apostólicas descritas na Bíblia. Foi preso em Jerusalém, sob a acusação de estar infiltrando gentios (os seus seguidores) no Templo de Jerusalém e, tendo apelado ao Imperador Romano, foi enviado a Roma, onde teria sido julgado e, após cerca de dois anos encarcerado, foi libertado. Reiniciou sua atividade missionária, sendo que, muito provavelmente visitou a Espanha e retornou a Ásia Menor, onde repentinamente preso e, mais uma vez, enviado a Roma. E lá, ficou preso no segundo subsolo do cárcere marmetino. Foi julgado e condenado à morte e, em face de ser cidadão romano, em vez de ser crucificado, teria sido decapitado. Seu tumulo encontra-se na Basílica de São Paulo, na via Ostiense, lugar tradicionalmente aceito como sendo de seu martírio.

19 19 Muitos acham que Paulo é a maior autoridade, até mesmo maior do que Pedro. Algo a nosso ver, não muito verdadeiro. Pois, os evangelhos mostram claramente a importância de Pedro como chefe do Colégio Apostólico e intermediário de Jesus Cristo. Tu és Kefa e sobre está Kefa edificarei a minha igreja. Essas palavras são mais do que suficientes para estabelecer a importância e a autoridade superior de Pedro. Juntando isso a testemunha dos Atos dos Apóstolos e o próprio testemunho de Paulo, que fez questão de se encontrar com Pedro para ter confirmação de sua missão. Segundo a tradição, Pedro e Paulo foram as colunas da Igreja de Roma. O alicerce do cristianismo. 2.2 UMA BREVE HISTÓRIA DA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA Essa história cobre aproximadamente mais de dois mil anos, e é uma das mais antigas instituições religiosas em atividade, influindo no mundo em aspectos espirituais religiosos, morais, políticos e sócio cultural. Acredita-se que a igreja católica foi fundada por Jesus Cristo e os católicos crêem que a igreja está alicerçada sobre o apóstolo Pedro, a quem Cristo prometeu o primado: sobre esta pedra edificarei a minha igreja e Dar te ei as chaves do Reino dos Céus (9 cf. Mt 16, 17 20) e depois de sua ressurreição o confirmou: apascenta os meus cordeiros (cf. Jo. 21, 15 17), e que teria apontado Pedro, depois Bispo de Roma, e os seus sucessores como fundamento e cabeça visível de toda igreja. O Cristianismo nasceu e desenvolveu-se dentro do quadro político cultural do Império Romano. Durante três séculos o império pagão perseguiu os cristãos, porque a sua religião representava outro universalismo e proibia os fiéis de prestarem culto religioso ao soberano. No século IV, o Cristianismo começou a ser tolerado pelo império, para depois alcançar estatuto de liberdade, se tornando religião oficial do Estado. Desde daí começaram a surgir fatos históricos que marcam até hoje os fundamentos do Cristianismo. A igreja católica teve um papel fundamental na formação e da consolidação do Feudalismo. No Século IX, não existia na Europa Ocidental quem não acreditasse em Deus. A igreja controlava a fé, os costumes, a cultura, o comportamento, e acima de tudo a ordem social. E aqueles que empunham a isso, eram rigorosamente punidos. Nesse período a igreja se transformou na maior proprietária de terras da Europa Ocidental, onde nessa época, a terra era principal fonte de poder e riqueza.

20 20 Desde o final da antiguidade, a hierarquia do clero era constituída pelo Papa e pelos Bispos e Padres. Eles formavam o clero secular, expressão que designava os sacerdotes que desenvolviam atividades voltadas para o público em geral. De uma forma mais paralela, foi desenvolvido o clero regular, formado por religiosos que vivam em mosteiros com regime de reclusão ou de semi reclusão. Os mosteiros ou monastérios desempenharam um importante papel cristianizando e mantendo escolas e bibliotecas. Durante a Alta Idade Média, as pessoas que sabiam ler e escrever em geral pertenciam ao clero. E por esse motivo, nesse momento da história, eles eram os únicos a possuir o domínio para o ensino formal. Ou seja, todo o ensino estava sob o controle da igreja e era voltado para o ingresso da vida religiosa. A língua para transmitir os ensinamentos era o latim, falado pelos integrantes do clero e pelas pessoas cultas. Os primeiros estudos eram feitos em escolas que funcionavam em conventos e igrejas das vilas, onde se aprendia a ler e escrever, noção de cálculo e canto religioso. O curso superior era sempre orientado por padres ou monges em escolas mantidas nas catedrais onde eram divididos em dois ciclos: o trivium (gramática, retórica e lógica) e o quadrivium (música, geometria e astronomia), e as universidades se restringiam a isso. E só no Século XIV que as entidades de ensino superior conseguiram sua autonomia. Devido à forte presença da igreja, os doutores (pensadores) da igreja, erma voltados para questões relativas aos dogmas e aos parceiros da fé, em uma tentativa de se formar uma religião organizada. Entre os principais religiosos que ajudaram a transformar religião de Cristo em uma doutrina formal está Santo Agostinho, que associava o Cristianismo aos textos do filósofo grego Platão e de seus seguidores. Santo Agostinho conseguiu construir argumentações que foram capazes de sustentar e explicar as verdades religiosas. Aqueles que questionavam as práticas instituídas pelos dogmas da Igreja eram considerados seus adversários. Em outras palavras, os que interpretavam os ensinamentos cristãos de maneira diferente daquela que a igreja pregava passavam a ser chamavam de hereges. E para manter a sua soberania, a igreja desencadeou uma guerra sem tréguas contra os hereges. A forma de reprimi-los, a igreja criou a excomunhão e o tribunal do Santo Oficio, mais conhecido como inquisição. O primeiro ato foi o de impedir que o cristão recebesse os benefícios da Salvação, concedidos por seu intermédio. Ficando oficial pelo Papa em A inquisição julgava os hereges e dissidentes, e os puniam de maneira implacável, condenandoas à morte na fogueira. O poder da igreja católica sobre as pessoas sempre focou o poder absoluto. Os hereges eram perseguidos pelas autoridades do clero, pela nobreza e pelos reis.

21 21 Esse é um ponto da história da igreja católica que não pode se orgulhar, não tendo nada de honroso e, sim ter uma vergonha absoluta Uma Breve História da Igreja Católica Apostólica Romana no Brasil O Cristianismo chegou ao Brasil já no seu descobrimento e, conseguiu lançar profundas raízes na sociedade. Durante os séculos XVI e XVII, o governo central de Portugal tentava um equilíbrio com a igreja católica, como intuito de diminuir os conflitos existentes entre os missionários, os colonos e os índios. Assim, o governo controlava as atividades da igreja na colônia, com isso, arcava com o sustento da instituição religiosa e, ganhava a obediência e o reconhecimento da igreja. Além disso, o governo era que nomeava os bispos e padres e, concedia as licenças para construção de igrejas, ajudando de forma financeira todo esse processo. A separação do estado e a igreja foi decretada logo após a proclamação da república. Garantindo assim, a liberdade religiosa. O governo de Getúlio Vargas foi marcado pela aprovação da constituição de 1934, onde é previsto uma colaboração entre a igreja e o estado, neste momento foram atendidas várias reivindicações católicas, tais como: aulas religiosas facultativas nas escolas públicas e a presença do nome de Deus na constituição. 2.3 SUA EVOLUÇÃO EM ASPECTOS MUNDIAIS E NO BRASIL Segundo a própria igreja católica a sua constituição consumou-se no dia de Pentecostes. Desde o começo o Cristianismo foi Universal. A igreja católica apostólica romana é a maior em proporções territoriais, ou seja, conta com o maior número de igrejas espalhadas por todo o mundo. Possui uma doutrina baseada na fé e na salvação eterna, na sua integridade a totalidade é liderada pelo Papa. Em particular, pode ser chamada também de igreja universal, pois, o nome católico significa universal. E sua sede fica em Roma, Itália, precisamente no Vaticano, também chamada de Santa Sé. Hoje a igreja católica é constituída por três vertentes: o clero tradicionalista, a renovação carismática e a teologia da libertação. Os Papas foram os grandes contribuintes para o desenvolvimento da igreja. O Papa Ângelo Giuseppe Roncalli, foi um deles. Mais conhecido pelo nome de João XXIII, foi o

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