Cleber José da Silva. Itatiba, fev CLEBER JOSÉ DA SILVA

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1 INSTITUTO QUALITTAS-UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CLÍNICA MÉDICA E CIRÚRGICA DE ANIMAIS SELVAGENS E EXÓTICOS AVIFAUNA MIGRATÓRIA E DOENÇAS EMERGENTES CONHECIMENTO EPIDEMIOLÓGICO ATUAL E CARACTERÍSTICAS DE PROPAGAÇÃO DA INFLUENZA AVIÁRIA E DA FEBRE DO VALE DO NILO Cleber José da Silva Itatiba, fev CLEBER JOSÉ DA SILVA

2 2 AVIFAUNA MIGRATÓRIA E DOENÇAS EMERGENTES CONHECIMENTO EPIDEMIOLÓGICO ATUAL E CARACTERÍSTICAS DE PROPAGAÇÃO DA INFLUENZA AVIÁRIA E DA FEBRE DO VALE DO NILO Trabalho monográfico de conclusão do curso de Clínica Médica e Cirúrgica de Animais Selvagens e Exóticos (TCC), Programa de Pós- Graduação Latu sensu, apresentado ao Instituto qualittas e á Universidade Castelo Branco como requisito parcial para obtenção do título de especialista em clínica de animais selvagens, sob orientação do Prof. Paulo Rogério Mangini Itatiba, fev AVIFAUNA MIGRATÓRIA E DOENÇAS EMERGENTES CONHECIMENTO EPIDEMIOLÓGICO ATUAL E CARACTERÍSTICAS DE PROPAGAÇÃO DA INFLUENZA AVIÁRIA E DA FEBRE DO VALE DO NILO

3 3 Elaborado por Cleber José da Silva Aluno do Curso de Pós-graduação-Lato sensu em Clínica Médica e Cirúrgica de Animais Selvagens e Exóticos Instituto Qualittas-Universidade Castelo Branco Foi analisado e aprovado com grau: Itatiba, de de Membro Membro Professor Orientador: Paulo Rogério Mangini Itatiba, fev. 2008

4 Dedico este Trabalho á todos os animais que de qualquer forma contribuem para a evolução de pesquisas e trabalhos científicos, tendo sempre em mente que não passam de prestativas cobaias, experiências desafiadoras e ou de simples e exatos números estatísticos; e sim de seres vivos que merecem nosso mais absoluto respeito. Que seus legados científicos sejam usados para buscar o mais importante dos direitos: O da preservação e manutenção da VIDA. 4

5 5 Agradecimentos À todos os mestres desta Arte que é a luta pela conservação das espécies de vida livre. Antes de serem homens da ciência e ensino, estes são homens de sincera ideologia e de iniciativa admirável. Que possamos nos espelhar em suas atitudes e como eles distribuir e propagar o mais distante possível esta filosofia real de VIDA. Resumo Avifauna Migratória e doenças emergentes: conhecimento epidemiológico atual e características de propagação da Influenza Aviária e da Febre do Nilo Ocidental. Há um importante aumento no surgimento de enfermidades infecciosas nas últimas décadas, cuja origem seja a fauna selvagem, com fatores múltiplos relacionados á essa ocorrência, bem como a manutenção e a sua distribuição. Autoridades mundiais em sanidade voltam toda a sua atenção á duas enfermidades emergentes: a Influenza Aviária (VIA) na forma hiperpatógena (H5N1) e a Febre do Nilo Ocidental (VNO). Devido primeiro aos impactos sanitários e econômicos destas enfermidades, por suas conseqüências diretas na saúde pública e também nos setores de produção animal; e em segundo pelo grande poder de disseminação dos seus agentes. Ambos os agentes patogênicos têm íntima relação com aves selvagens, sendo estas identificadas como o reservatório natural e principal fonte de propagação destas

6 6 enfermidades. Neste contexto a avifauna migratória ganha maior importância por sua capacidade de deslocamentos transcontinentais, o que cria amplas possibilidades ao surgimento de uma nova pandemia. Esse cenário leva á preocupação por parte dos países ao longo da rota migratória das aves. A avifauna do Brasil inclui um grande contingente de espécies compartilhadas, sendo importante sítio de migração destas aves. Ainda não existe uma análise abrangente da situação atual de infecção de aves brasileiras ou da ocorrência destes agentes na área de distribuição de espécies nativas do Brasil. Este estudo tem como objetivo rever a literatura sobre o vírus da Influenza Aviária (H5N1) e do vírus da Febre do Nilo Ocidental. O levantamento bibliográfico foi realizado nos bancos de dados eletrônicos e por pesquisa direta. Identificando os principais hospedeiros do VNO e da VIA no Brasil e os prováveis ambientes de surgimento de focos destas enfermidades. Foi confirmada sorologia positiva para VNO na América do Norte em 95 espécies de aves, 07 das quais ocorrem no Brasil. Também confirmada a VIA em 99 espécies de aves de vida livre no Continente Asiático, das quais 15 espécies são nativas do Brasil. Quais os prováveis veículos de distribuição viral ao Continente Sul Americano e qual porta de entrada em território brasileiro são questões discutidas neste trabalho. Palavras-chave: avifauna migratória, Influenza Aviária, H5N1, Febre do Vale do Nilo, vigilância epidemiológica, zoonoses emergentes, migrações. Abstract Migratory Avifauna and emerging diseases: current knowledge epidemic and propagation characteristics of Avian Influenza and the West Nile Fever. There an important increase on the appearance of infectious diseases in the last decades, originate from the wild fauna, with multiple factors related to this incident, as well as it s maintenance and distribution. Worldwide sanitary authoritys have turned all of their attention to two emerging diseases: the Avian Influenza (IA) in the several pathological form (H5N1) and West Nile Virus Fever (WN). First of all due to the economical and sanitary impacts of these diseases, by it s direct consequences to the public health and at the animal production sector, and followed by the highly dissemination capacity of it s agents. Both pathogenic agents have a close relation with wild birds, being these identified as a natural reservoir and principally a source of propagation to these diseases. In this context the Migratory Avifauna gain a greater importance by it s capacity of transcontinental dislocation, what create large possibilitys to the appearance of a new pandemic. This setting worry the countries in the migration bird routes. The avifauna in the Brazil includes a large contingent of shared species, being a important place to the migration of these birds. There isn t an existence of a wide-ranging analysis on the current situation of the infection on Brazilian birds yet or the occurrence of these agents on the area of distribution of the Brazilian native species. The objective of this study was to review the literature

7 7 related to Avian Influenza virus (H5N1) and the West Nile Virus. The bibliographic research was conducted using databases, as well as through direct research. Identifying the potential hosts and vectors for the West Nile Virus and Influenza Avian virus in Brazil and probable vulnerable areas to the appearance of this disease. Positive serology for WNV was confirmed in 95 species of birds in North American, 07 of them occurs in Brazil. Also IA was confirmed in 99 species of wild birds in Asian Continent, from the, 15 species are native from Brazil. What are the probable vehicle of virus distribution in the South American Continent and what entrance ways in Brazilian Territory are the subjects discussed in this review. Key Words: migratory avifauna, Avian Influenza, H5N1, West Nile Virus Fever, epidemiologic surveillance, emerging diseases, migration.

8 8 "Olhe no fundo dos olhos de um animal e, por um momento, troque de lugar com ele. A vida dele se tornará tão preciosa quanto a sua e você se tornará tão vulnerável quanto ele. Agora sorria, se você acredita que todos os animais merecem nosso respeito e nossa proteção, pois em determinado ponto eles são nós e nós somos eles." --Philip Ochoa "É triste pensar que a natureza fala e que o gênero humano não a ouve" Victor Hugo SUMÁRIO Resumo v Abstract vi Índice de tabelas x Índice de figuras x Lista de anexos xi 1.0._INTRODUÇÃO _Migração de Aves _Definição _Padrões Migratórios _Locais de Concentração _Distribuição de Patógenos _Monitoramento Sanitário _O Vírus da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade _Etiologia _Epidemiologia _Variação Genética _Patogenia _Saúde Pública _Sinais clínicos _Distribuição e Propagação Viral _O Vírus do Nilo Ocidental _Etiologia _Epidemiologia _Distribuição Viral _Propagação Viral 19

9 1.3.5_Sinais Clínicos _OBJETIVOS _MÉTODOS _RESULTADOS _Padrões de Deslocamento de Aves _Porta de Entrada _Avifauna Migratória _Influenza Aviária _Reservatórios _Prevalência Viral _Manutenção Ambiental _Espécies Susceptíveis _Rotas Migratórias _Possibilidades de Propagação Viral _Febre do Nilo Ocidental _Reservatório _Rotas Migratórias _Espécies Susceptíveis _Origem Viral _Manutenção Ambiental _Vetores _DISCUSSÃO _Influenza Aviária _Distribuição Viral _Manutenção Viral _Introdução Viral _Propagação Viral _Febre do Nilo Ocidental _Introdução Viral _Manutenção Viral _Propagação Viral _Monitoramento Aves Migratórias-Brasil _CONCLUSÃO _Influenza Aviária _Febre do Nilo Ocidental _Conclusões Gerais _RECOMENDAÇÕES _REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 88 ANEXOS 94 9

10 10 LISTA DE FIGURAS Figura 01: Doenças Emergentes e Reemergentes e sua Distribuição Global 04 Figura 02: Ciclo geral do Vírus da Influenza Aviária 07 Figura 03: Ocorrência relativa do Vírus da Influenza em diferentes aves 09 Figura 04: Sinais clínicos e anatomopatológicos da Influenza Aviária 13 Figura 05: Ciclo epidemiológico do Vírus do Nilo Ocidental 16 Figura 06: Mapa epidemiológico Americano do VNO em Figura 07: Mapa epidemiológico Americano do VNO em Figura 08: Rotas migratórias Continentais utilizadas por Aves 21 Figura 09: Rotas migratórias do continente americano utilizadas pelas aves 23 Figura 10: Recuperação de Aves (Charadriformes) anilhados nos EUA 25 Figura 11: Progressão de países com ocorrência do (via) h5n1 em aves 35 Silvestres com comparação entre 2002 e Figura 12: Cenários de entrada no Brasil do (VIA) por meio de Aves 38 Migratórias. Norte do Continente Americano e Regiões SubAntártidas. Figura 13: Rotas Migratórias de Aves para América do Sul 44 Figura 14: Pontos Estratégicos para Realização de Inquérito Sorológico 71 e Monitoramento de Aves Migratórias em Território Brasileiro. LISTA DE TABELAS Tabela 01: Número de Espécies brasileiras infectadas em cativeiro (cat) 34 ou em vida livre (vl) pelo vírus da Influenza Aviária hiperpatógena (h5n1) no sudeste da Ásia.

11 11 Tabela 02: Espécies da Avifauna Brasileira com registros de Infecção 40 pelo vírus da Influenza Aviária (H5N1). Tabela 03: Número de Espécies Brasileiras com Confirmação (co) 47 ou Suspeita (su) de Infecção pelo Vírus do Nilo Ocidental nos Estados Unidos e México. Tabela 04: Espécies da Avifauna Brasileira com Registros de Infecção 50 pelo Vírus do Nilo Ocidental. Tabela 05: Resultados Laboratoriais do Material colhido em Aves 69 Migratórias na região de Galinhos-RN, Tabela 06: Resultados Laboratoriais do Material colhido em Aves 71 Migratórias no Parque Nacional Lagoa do Peixe-RS, LISTA DE ANEXOS Anexo 01- Lista de aves migratórias setentrionais no Brasil 95 Anexo 02- Reservatórios e vetores em que o Vírus do Nilo Ocidental 99 foi isolado. Anexo 03- Lista de Aves Migratórias (não passeriformes) do Continente 102 Americano de importância para Introdução e Manutenção do Vírus do Nilo Ocidental Anexo 04- Lista de Aves Migratórias (passeriformes) do Continente 104 Americano de importância para Introdução e Manutenção do Vírus do Nilo Ocidental Anexo 05- Plano de Prevenção à Influenza Aviária em Aves Silvestres 106 e de Subsistência Anexo 06- Sítio de Aves Migratórias a serem Monitorados Através 109 de Vigilância Ativa para Influenza Aviária e Febre do Vale do Nilo.

12 _INTRODUÇÃO 1.1_Migração de Aves 1.1.1_Definição Existem várias formas de definir migração, sendo considerado inclusive, por alguns autores, que a simples transposição de uma fronteira política entre países, já caracteriza este tipo de movimento. Migração é o movimento realizado por populações de aves entre uma área utilizada para reprodução e uma ou mais áreas não reprodutivas, de forma sazonal, estabelecendo-se um padrão cíclico (SICK, 1983). Não confundir o processo migratório com outros tipos de deslocamentos não estacionais, associados à resposta rápida por alterações ambientais, como exemplo chuvas ou secas prolongadas, ocorrências de incêndios, redução ou aumento na

13 13 disponibilidade de alimento (motivado pela época de floração, frutificação e oferta de sementes), dentre outros fenômenos (HARRINGTON et all., 1986). Esse fenômeno é muito complexo e variável, devido à diversidade de estratégias utilizadas pelas diferentes espécies que realizam tais deslocamentos: diferenças nas rotas, nas escolhas dos lugares de parada, na estrutura social das espécies durante os deslocamentos, nos padrões de mudas (trocas) de penas, etc. (CEMAVE, 2006) _Padrões Migratórios As migrações podem ainda ser restritas ao território nacional ou ter suas rotas incluindo vários países e continentes. Todo ano, com a aproximação do outono, milhões de aves deixam suas frias áreas de reprodução em busca de locais com temperaturas mais amenas e com maior disponibilidade de alimento (áreas de invernada), para depois retornarem às suas áreas de origem durante a primavera e verão, completando assim seu ciclo biológico. O Brasil é um país que está na rota de muitas espécies de aves migratórias, tanto de visitantes os setentrionais (aves Neárticas), que possuem seus sítios de reprodução no hemisfério norte, como as meridionais (aves Neotropicais), que reproduzem em áreas do hemisfério sul (NUNES et all., 2006) _Locais de Concentração Os habitats selecionados pelas aves migratórias ao longo de suas rotas são diversos e estão relacionados aos hábitos alimentares, disponibilidade de recursos e

14 14 táticas de forrageamento. Devido à distribuição não-contínua desses recursos, as espécies migrantes geralmente se concentram em áreas específicas. Esses locais têm importância fundamental para conservação dessas espécies, uma vez que, ao realizarem grandes migrações, elas necessitam de áreas chave para trocarem as penas desgastadas, se alimentarem e adquirir as reservas energéticas necessárias para a continuação das longas viagens (AZEVEDO-Jr. et all., 2001; NUNES et all., 2006). Algumas espécies migratórias, embora pesem entre 100 gramas e 250 gramas, conseguem voar 70 horas seguidas, cruzando mares e continentes, para pousar sempre nas mesmas áreas. Muitas vezes, durante esse deslocamento podem voar mais de km sem pousar em terra (CEMAVE, 2007). São muitas as espécies de aves que realizam longas migrações transpondo fronteiras políticas de países e até continentes e por isso constituem recursos naturais compartilhados. Intensas alterações ambientais podem implicar na perda de populações inteiras ou, em casos extremos, na extinção de espécies (LARA- RESENDE, 1983) _Distribuição de Patógenos Os locais de concentração de aves migratórias, além da relevância para a conservação das aves, também são importantes no contexto de vigilância epidemiológica. Outro importante aspecto a ser considerado pelos países em rotas de aves migratórias é sobre a potencialidade dessas espécies na disseminação de doenças, particularmente aquelas que possam gerar impactos na economia e trazer

15 15 riscos à saúde pública. Sabe-se que as aves migratórias são reservatórios naturais de vírus de importantes enfermidades, como o vírus Influenza, Newcastle e Febre do Nilo Ocidental (NUNES et all., 2006). Atualmente, a detecção de microrganismos patogênicos em aves migratórias tende a causar preocupações nas autoridades e população dos países que estão ao longo de suas rotas, pois sugere um risco de transporte de doenças para regiões não-infectadas. Desta forma, é fundamental a realização do monitoramento das áreas onde elas se concentram, para a detecção de possíveis portas de entrada do vírus no país e a prevenção da disseminação desses agentes e da ocorrência de epidemias (CEMAVE, 2006) _Monitoramento Sanitário A avifauna do Brasil inclui um grande contingente de espécies compartilhado com outros continentes, formado por espécies migratórias e espécies residentes com distribuição cosmopolita, que são vias potenciais de introdução de doenças emergentes. Ainda não existe uma análise abrangente da situação atual de infecção de aves brasileiras ou da ocorrência destes agentes na área de distribuição de

16 16 espécies nativas do Brasil (PETRY e PETER, 2006). Figura 1: DOENÇAS EMERGENTES E REEMERGENTES E SUA DISTRIBUIÇÃO GLOBAL Fonte: Adaptado de MORENS et all Importantes doenças, para as quais as aves são importantes reservatórios e que necessitam serem monitoradas são a Influenza Aviária e a Febre do Nilo Ocidental. Ambas por seu caráter antropozoonótico, aumentando o risco de ocorrência de pandemia gerada por cepas altamente patogênicas, bem como pelos aspectos relacionados à sanidade animal, principalmente pelo fato de o Brasil constituir-se no maior exportador de aves de produção do mundo. São enfermidades de interesse mundial, monitoradas pela Oficina Internacional de Epizootia (OIE), por seus agentes terem grande poder de disseminação atravessando fronteiras internacionais e gerarem importantes problemas sanitários e econômicos (BRENTANO et all., 2006).

17 17 1.2_O Vírus da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade 1.2.1_Etiologia A Influenza é uma doença infecciosa do sistema respiratório, causada por vírus da família Orthomyxoviridae. Há três tipos de influenza, A, B e C, assim classificadas conforme os tipos de vírus e seus perfis antigênicos. A influenza aviária é causada pelos vírus do tipo A da influenza. Esses vírus têm sido isolados de aves domésticas e selvagens, as quais constituem reservatórios naturais (CEMAVE, 2006). Porém também são ocasionalmente isolados em mamíferos, como do tipo humano, do tipo suíno, o vírus do grupo A eqüino e os diferentes vírus do grupo A aviário (BRENTANO et all., 2006). Quando outras espécies de animais são infectadas com os vírus de influenza aviária, tais como o homem, suíno, eqüino, galinhas e perus, estes são considerados hospedeiros aberrantes. Esta distinção entre hospedeiro natural e aberrante é feita face à diferente evolução dos vírus aviários nos diferentes grupos de hospedeiros. As taxas de variabilidade genética parecem ser menores nos hospedeiros naturais do que nas outras espécies, especialmente nos mamíferos onde a evolução parece ser muito mais alta. Enquanto que na maior parte das aves aquáticas e silvestres a infecção pelos diferentes vírus de influenza é assintomática, alguns subtipos do vírus

18 18 podem se apresentar altamente patogênicos em outras espécies (BRENTANO et all., 2006) _Epidemiologia No ciclo natural do vírus ocorre primeiro a transmissão pelas aves silvestres para as aves comerciais ou domésticas e das aves para os suínos, nos quais ocorre uma combinação de genes dos vírus aviários com genes dos vírus que estejam circulando nos suínos, que podem então ser eventualmente transmitidos do suíno para o homem e do homem para o suíno, se adaptando. Até 1997 não havia sido ainda relatada a transmissão do vírus aviário diretamente aos humanos, quando em Hong Kong foi comprovado o primeiro caso de transmissão de vírus aviário altamente patogênico diretamente das aves ao homem. Este "pulo" do vírus aviário a humanos tem sido atribuído à adaptação de vírus altamente patogênicos em aves domésticas tais como marrecos, patos e galinhas, criando as condições necessárias ao vírus para que pudesse ser transmitido das aves para o homem (DESSEN, 2006).

19 19 FIGURA O2: CICLO GERAL DO VÍRUS DA INFLUENZA AVIÁRIA Fonte: Centers for Disease Control (CDC) _Variação Genética Por conterem um genoma de RNA os vírus de influenza são bastante sujeitos a freqüentes mutações. Estas mutações são conhecidas como Antigenic drift e determinam a alta taxa de variabilidade dos vírus de influenza e em conseqüência os problemas com a incompleta proteção conferida pelas vacinas e pela alta variabilidade na patogenicidade dos diferentes vírus. Outra característica muito importante dos vírus de influenza A é o fato de terem um genoma com diferentes segmentos e quando da infecção simultânea de um hospedeiro por vírus diferentes estes podem intercambiar genes durante o processo de replicação viral, processo conhecido por antigenic shift, resultando em vírus que contém uma nova combinação de genes e que assim contribui ao surgimento freqüente de novos subtipos de vírus (BRENTANO et all., 2006).

20 20 Os vírus da influenza possuem duas grandes classes de antígeno, os internos e os de superfície. Os antígenos internos são, a nucleoproteína e a proteína estrutural M1, sendo específicos de cada tipo de Influenza (SVS, 2004). Na superfície, contém em sua estrutura, um envelope composto pelas glicoproteínas hemaglutinina e neuraminidase, as quais conjuntamente definem os diferentes subtipos de vírus conforme sua presença. São divididos em 15 subtipos antígenos de hemaglutinina (H) e 9 subtipos de neuraminidase (N) (CEMAVE, 2006). As aves aquáticas e outras aves silvestres são a principal fonte de disseminação de diferentes subtipos de vírus de influenza e exercem papel importante no surgimento de novos vírus, pois fornecem o "pool" de diferentes combinações de genes que resultam na variabilidade dos vírus de influenza encontrados nos outros animais e nas diferenças de patogenicidade dos diferentes vírus em diferentes espécies. As aves silvestres são, portanto as fontes constantes da natureza na perpetuação dos vírus aviários e para que periodicamente circulem novos vírus aviários (BRENTANO et all., 2006). As aves aquáticas migratórias dos Anseriformes, gaivotas e pelicanos, parecem ser um dos principais reservatórios e agentes de disseminação da enfermidade. Geralmente as aves aquáticas não apresentam sinais da infecção e, durante a migração, podem infectar novas áreas (CARON, 2006).

21 21 FIGURA 03: OCORRÊNCIA RELATIVA DO VÍRUS DA INFLUENZA EM GRUPOS DIFERENTES DE AVES. Fonte: Centers for Disease Control (CDC) _Patogenia Os vários subtipos diferentes de vírus de influenza aviária variam muito quanto a seu grau de patogenicidade nas diferentes espécies de aves (Brentano et al. 2006) A maioria das cepas de vírus não é virulenta em aves, apresentando poucos sinais clínicos de doenças ou somente insuficiências respiratórias ou doenças reprodutivas leves. Estas são conhecidas como cepas de baixa patogenicidade (BP) e são comumente isoladas de aves silvestres (CEMAVE, 2006). Ao contrário dos mamíferos, que têm as vias respiratórias como alvo de infecção do vírus influenza, as aves selvagens ao redor do mundo carregam esses

22 22 vírus em seus intestinos e geralmente não ficam doentes. Entretanto, linhagens patogênicas do vírus propagam-se muito rapidamente em bandos de aves domésticas. Nessas aves causam doença que afeta os órgãos internos, com taxa de mortalidade de 90 a 100%, em 48 horas. As aves domésticas abrigam vírus na saliva, secreções nasais e fezes. Tais aves podem se contaminar quando entram em contato direto com aves selvagens infectadas ou com água e ou alimento contaminados com vírus. A infecção com a forma viral de baixa patogenicidade causa sintomas leves da doença e, assim sendo, os vírus podem não ser detectados. A maioria dos casos de gripe aviária em seres humanos resultou do contato direto com aves domésticas infectadas (DESSEN, 2006). A influenza aviária é considerada como importante enfermidade nas aves quando é causada por vírus altamente patogênicos e é nestes casos que se caracteriza como uma doença grave, de notificação obrigatória aos órgãos internacionais de controle de saúde animal, acarretando em barreira sanitária para a comercialização de produtos avícolas no mercado interno e externo e em enorme prejuízo econômico para a avicultura comercial. Até o momento apenas os vírus com as hemaglutininas identificadas como H5 e H7 tem sido altamente patogênicos a galinhas e a algumas outras espécies de aves domésticas. Porém, nem todos os vírus H5 e H7 são altamente patogênicos ou tem a capacidade de causar infecções em humanos (BRENTANO et all., 2006) 1.2.4_Saúde Pública

23 23 A doença em humanos já foi causada também por dois outros subtipos de influenza aviária. O subtipo H9N2 foi isolado de humanos em Hong Kong em , mas este vírus não foi altamente patogênico a aves nem a pessoas. Também o vírus aviário do subtipo H7N7 altamente patogênico para galinhas foi capaz de infectar humanos na Holanda em 2003, mas a mortalidade de pessoas foi limitada e a doença foi rapidamente controlada nas aves domésticas, não permitindo que o vírus se disseminasse. Dentre os inúmeros vírus de influenza aviária, apenas o subtipo H5N1 até hoje foi altamente patogênico também em humanos (CARON, 2006). O mundo direciona sua atenção para esta cepa do vírus de influenza, pelos grandes impactos econômicos, sociais e na vida silvestre, ocasionados em muitos países e na preocupação de uma possível pandemia para os seres humanos (NUNES et all., 2006). Até julho de 2006, este vírus já levou à morte de 134 pessoas e mais de 150 milhões de aves, em sua maioria doméstica, e continua se dispersando entre outros países (Organização Mundial da Saúde-WHO e da Sanidade Animal OIE). A doença é classificada na lista A da OIE, sendo, portanto de notificação compulsória _Sinais clínicos Em aves selvagens e patos domésticos, o vírus de IA de alta patogenicidade se replica mais lentamente e é capaz de produzir poucos sinais clínicos. Em aves domésticas, os sinais clínicos estão relacionados à replicação viral e dano patológico

24 24 provocado em diversos órgãos, e em muitos casos o curso da doença é tão fulminante que ocorre a morte das aves antes do aparecimento de sinais clínicos. As aves que sobreviverem a esse curso, após 3-7 dias podem apresentar desordens nervosas como tremores de cabeça e pescoço, incoordenação motora e opistótono. Lesões clássicas de vírus de alta patogenicidade incluem edema e cianose de cabeça, vesículas e ulcerações na crista, edema nas patas, manchas avermelhadas nas pernas, petéquias na gordura abdominal e nas superfícies das mucosas e serosas, além de necrose da mucosa da moela e proventrículo. Se o curso da infecção for hiper agudo, nenhuma lesão será observada (Plano Contingência 2007). Legenda: Figura A_Traqueíte hemorrágica,b_edema da crista e barbela,c_edema facial Figura D_Petéquias e Equimoses na pele,e_lesões hemorrágicas próventrículo Figura F_Lesões petequiais no mesentério. Figura 04: Sinais clínicos e anátomopatológicos da Influenza Aviária Fonte: Plano de Contingência para Influenza Aviária-MAPA O Médico Veterinário deve ficar alerta diante de um quadro respiratório grave e repentino. A forma grave, especialmente o edema e cianose, exigem diagnóstico diferencial para doença de Newcastle (MACEDO, 2006).

25 _Distribuição e Propagação Viral O Vírus da Influenza Aviária (VIA) quer em formas brandas ou hiperpatógenas, se apresentam como zoonose entre aves selvagens e domésticas, reservatórios virais que atualmente têm sido uma das grandes preocupações das autoridades sanitárias mundiais, dada a grande capacidade de disseminação (WEBBY e WEBSTER, 2003). As características biológicas e a complexidade do processo de transmissão do VIA tornam a vigilância dessa doença um grande desafio (OLSEN et all., 2006). O vírus já foi isolado em 58 diferentes países, no sudeste da Ásia, Europa e África. Tem sido sugerido que a migração de aves poderia estar contribuindo para a propagação do vírus. O papel das aves migratórias na dispersão do vírus influenza H5N1 ainda não é totalmente conhecido. Há registros de mortalidade de aves silvestres migratórias o que sugere uma possível vulnerabilidade dessas aves ao realizarem longas migrações quando infectadas por esse vírus (NUNES et all., 2006).

26 _O Vírus do Nilo Ocidental 1.3.1_Etiologia A Febre do Nilo Ocidental é uma encefalite viral causada por um flavivírus, que acomete principalmente aves e ocasionalmente o homem e cavalos e outros animais domésticos e silvestres (CEMAVE, 2004), como bovinos, cães, gatos, camelos e morcegos (ACHA e SZYFRES, 1986). É a mais importante zoonose emergente nas Américas. Seu agente é um vírus da família Flaviridae, pertencente ao complexo das encefalites japonesas, como a Encefalite de St. Louis, Rocio, Ilhéus, Encefalite Japonesa, Murray e Valey, dentre outras (SVS, 2004). Embora várias espécies de mamíferos sejam susceptíveis á infecção natural, somente humanos e eqüinos podem desenvolver doença clínica. Aparentemente os

27 27 hospedeiros mamíferos não são capazes de transmitir a enfermidade (SANTOS, 2001) _Epidemiologia A sua transmissão é vetorial, entretanto sem um vetor único específico, primariamente do gênero Culex, embora o vírus tenha sido isolado de 29 espécies diferentes de mosquitos (CAMPBELL et all., 2002), como o Aedes e o Anopheles (SVS, 2004; DEVINE, 2003; CHEVALIER et all., 2004, MaCKENZIE et all., 2004). Esse gênero de mosquito tem distribuição cosmopolita e inclui muitas espécies antropofílicas e adaptadas ao convívio humano (FORATTINI et all., 1995). As aves são os hospedeiros e reservatórios naturais do VNO. Seu papel como hospedeiro primário desse agente na natureza tem sido confirmado pelos vários isolamentos obtidos (RAPPOLE, 2000). O VNO se mantém na natureza em um ciclo de transmissão mosquito-ave-mosquito. O VNO infecta predominantemente as aves; somente na América do Norte, já foram identificadas 111 espécies de aves susceptíveis á infecção pelo VNO (SANTOS, 2001).

28 28 FIGURA 05: CICLO EPIDEMIOLÓGICO DO VÍRUS DO NILO OCIDENTAL Fonte: Fonte: Centers for Disease Control (CDC) Entretanto não está descartada a possibilidade de outros animais se apresentarem como tal. Assim, as aves migratórias, pela característica biológica de deslocamento são de uma importância significativa na amplificação da doença no mundo (SVS, 2004) _Distribuição Viral A infecção é endêmica no delta do Nilo-Egito, e ocorre de forma epidêmica entre populações onde a prevalência é menor. Até a década de 80, os surtos humanos e eqüinos eram raros. Os maiores haviam sido observados em Israel ( e 1957) e na Província do Cabo, África do Sul (1974), este com mais de

29 29 3 mil casos humanos confirmados. Inquérito sorológico realizado na região afetada indicou que 55% da população haviam se infectado pelo VNO. O VNO foi isolado do homem, de outros mamíferos e de artrópodes na África (Egito, Uganda, Congo, Moçambique, República Centro-Africana, Nigéria e África do Sul), Ásia (Israel, Índia, Paquistão, ilha de Bornéu e nos países da antiga União Soviética). Além disso, evidências soro epidemiológicas demonstram sua ocorrência em outros países da Ásia (Tailândia, Filipinas, Malásia e Turquia) (ACHA e SZYFRES, 1986). Até 1999, a circulação do VNO nunca havia sido detectada no hemisfério ocidental. No verão de 1999, foi detectado o primeiro surto da infecção pelo VNO no continente americano, especificamente na cidade de Nova Iorque (LAYTON, 2000). Desde então, apesar da intensificação das medidas de controle vetorial e vigilância, a área de transmissão vem se expandindo no País, tendo sido detectada a circulação do VNO em mais da metade dos estados norte-americanos (CDC, 2002b).

30 30 FIGURA 06: MAPA EPIDEMIOLÓGICO AMERICANO DO VNO EM 2002 Fonte: Fonte: Centers for Disease Control (CDC) 2006 Em apenas dois anos, o vírus foi detectado, ao norte, no Canadá, e ao sul, nas Ilhas Cayman, região do Caribe, provavelmente levado por aves migratórias nas rotas que passam por essas ilhas, sendo possível que se distribua rapidamente por todo o continente americano (CEREC, 2001). FIGURA 07: MAPA EPIDEMIOLÓGICO AMERICANO DO VNO EM 2004 Fonte: Fonte: Centers for Disease Control (CDC) 2006

31 _Propagação Viral A Febre do Nilo Ocidental, já chegou à América do Sul. Até o ano 2006, só tinham sido notificados casos nos Estados Unidos, no Canadá, no México, e já em aves e em cavalos na América Central. No ano de 2006, foi detectado em cavalos na Argentina e agora, no princípio de 2007, em humanos quatro crianças tiveram um quadro de meningite. A possível porta de entrada pode ser nesses pontos de migração de aves, uma vez que cavalos não migram (ARAÚJO, 2007). Quatro cavalos morreram na província de Buenos Aires após terem sido infectados pelo vírus do Nilo Ocidental, o que constitui os primeiros casos registrados na Argentina da doença, informou o Ministério da Saúde portenho (agência EFE, 2006). Essas características permitiram a ocorrência do vírus em praticamente todo o mundo. O VNO permanece com status de desequilíbrio na América do Norte, com contínuas mudanças ecológicas e com potencial de expansão. A cada ano surgem informações sobre novas manifestações clínicas, variedades de hospedeiros e modos de transmissão, incluindo a possibilidade de transmissão não vetorial por exposição oral ao vírus (GLASER, 2004) _Sinais Clínicos A maioria das infecções em eqüinos são assintomáticas, sendo que somente em poucos casos a infecção resulta em encefalomielite. Os sinais clínicos observados com maior freqüência são: apatia, andar cambaleante e incoordenação, ataxia, paralisia parcial e morte. Geralmente eqüinos afetados não apresentam febre. (SANTOS, 2001).

32 32 2.0_OBJETIVOS A avifauna do Brasil inclui um grande contingente de espécies compartilhado com outros continentes, formado por espécies migratórias e espécies residentes com distribuição cosmopolita, que são vias potenciais de introdução de doenças emergentes. Ainda não existe uma análise abrangente da situação atual de infecção de aves brasileiras pelo Vírus do Nilo Ocidental e do Vírus da Influenza Aviária na forma hiperpatógena (H5N1), ou da ocorrência destes agentes na área de distribuição de espécies nativas do Brasil. O objetivo deste trabalho é identificar os potenciais hospedeiros e vetores do VNO e VIA no Brasil através de uma ampla revisão da literatura existente sobre o tema. Adicionalmente são sugeridas pautas para o planejamento de uma estratégia de vigilância ornitológica destas doenças emergentes no país.

33 33 3.0_MÉTODOS Foi compilada uma lista das aves migratórias que transitam entre o Brasil e outros continentes, cruzando a lista oficial de aves migratórias brasileiras publicada pelo Centro de Pesquisa para Conservação das Aves Silvestres (CEMAVE 2005), a lista de aves brasileiras publicada pelo Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos (CBRO 2006) e publicações específicas. A nomenclatura segue a lista de aves do Brasil. A lista de aves migratórias que transitam no Brasil foi cruzada com as listas mais atualizadas de espécies hospedeiras confirmadas ou potencias do VNO nas Américas (CENAVE 2005, CDC 1999, 2006, OMS 2005a) e o VIA em escala global (OMS 2005b, USGS 2006). Foi realizada uma ampla revisão de literatura disponível, complementada com consultas em outras fontes de informação disponíveis na internet, como relatórios e boletins técnicos. Especial atenção foi dada aos portais da Organização Mundial da Saúde (OMS), Organização Panamericana da Saúde (OPAS), Organização Mundial de Sanidade Animal (OIE) e Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), entre outras. A partir desta revisão o objetivo foi inferir os potenciais hospedeiros, rotas e áreas de risco no Brasil.

34 34 4.0_RESULTADOS 4.1_Padrões de Deslocamento de Aves As espécies migrantes foram agrupadas em quatro padrões gerais de deslocamento migrantes neárticos, migrantes austrais, espécies vagantes ou nômades e espécies residentes migrantes parciais (Bencke 2001, Stotz et al. 1996). As espécies e seus deslocamentos sazonais são de um modo geral restritos ao continente americano, porém existem várias conexões, episódicas ou sazonais, com outros continentes (PETRY e PETER, 2006). Legenda: Países em cinza apresentaram registros oficiais de Influenza H5N1 até FIGURA 08: ROTAS MIGRATÓRIAS CONTINENTAIS UTILIZADAS POR AVES Fonte: Centro Nacional de Monitoramento de Aves Silvestres (CEMAVE) 2006.

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