ESCOLA SUPERIOR DE GUERRA

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1 ESCOLA SUPERIOR DE GUERRA DEPARTAMENTO DE ESTUDOS CAEPE 2011 MONOGRAFIA (CAEPE) Ameaças químicas, Biológicas, Radioativas e Nucleares e Segurança Nacional Código do Tema: 01/302 Cel Med Aer Alberto Lima Sobreiro

2 ESCOLA SUPERIOR DE GUERRA ALBERTO LIMA SOBREIRO SOBREIRO, Alberto L. AMEAÇAS QUÍMICAS, BIOLÓGICAS, RADIOATIVAS E NUCLEARES E SEGURANÇA NACIONAL Cod 01/302 Rio de Janeiro 2011

3 ALBERTO LIMA SOBREIRO AMEAÇAS QUÍMICAS, BIOLÓGICAS, RADIOATIVAS E NUCLEARES E SEGURANÇA NACIONAL Trabalho de Conclusão de Curso Monografia apresentada ao Departamento de Estudos da Escola Superior de Guerra como requisito à obtenção do diploma do Curso de Altos Estudos de Política e Estratégia. Orientador: Cel Av R/1 Josué Batista de Jesus Neto. Rio de Janeiro 2011

4 C2011 ESG Este trabalho, nos termos de legislação que resguarda os direitos autorais, é considerado propriedade da ESCOLA SUPERIOR DE GUERRA (ESG). É permitido a transcrição parcial de textos do trabalho, ou mencioná-los, para comentários e citações, desde que sem propósitos comerciais e que seja feita a referência bibliográfica completa. Os conceitos expressos neste trabalho são de responsabilidade do autor e não expressam qualquer orientação institucional da ESG Alberto Lima Sobreiro Cel Med Aer Biblioteca General Cordeiro de Farias Sobreiro, Alberto Lima Ameaças químicas, Biológicas, Radioativas e Nucleares e Segurança Nacional / Coronel Medico Aeronáutica, Alberto Lima Sobreiro - Rio de Janeiro: ESG, f.: il. Orientador: Cel Av R/1 Josué Batista de Jesus Neto Trabalho de Conclusão de Curso Monografia apresentada ao Departamento de Estudos da Escola Superior de Guerra como requisito à obtenção do diploma do Curso de Altos Estudos de Política e Estratégia (CAEPE), Ameaças QBRN. 2. Eventos QBRN no mundo e no Brasil. I.Título.

5 À minha mulher Cristina que me acompanha há 28 anos, a meus filhos Gabriel e Beatriz pela compreensão, como resposta aos momentos de minhas ausências e omissões, em dedicação às atividades da ESG.

6 AGRADECIMENTO Aos amigos da turma Segurança e Desenvolvimento, aos amigos do ESG Café que, juntos, tornaram este ano memorável. Ao Corpo Permanente da ESG pelos ensinamentos e orientações que me fizeram refletir, cada vez mais, sobre a importância de se estudar o Brasil com a responsabilidade implícita de ter que melhorar.

7 This is the way the world ends This is the way the world ends This is the way the world ends Not with a bang but a whimper The Hollow Men, T. S. Eliot

8 RESUMO A falta de um órgão responsável pela formulação de políticas que visem a coordenação, centralização e racionalização de esforços para responder a ameaças de ordem químicas, biológicas, radioativas ou nucleares, tanto causadas por acidentes ou incidentes quanto por atos premeditados, criminosos ou terroristas, expõe uma vulnerabilidade inaceitável em um pais que aspira um nível mais elevado no sistema de Governança Mundial. Este estudo, sem ambição de esgotar o tema, percorre as ameaças citadas, faz uso de questionários respondidos por Oficiais e Agentes de Segurança Pública (todos estagiários do CAEPE 2011) e propõe a criação de um órgão específico para prevenir possíveis riscos à Segurança Nacional decorrentes das atividades anteriormente descritas. Palavras Chave: Bioterrorismo. Segurança Nacional. Terrorismo.

9 ABSTRACT The lack of institutions in charged to create polices to coordinate, centralize and rationalize the efforts to give appropriate response to threats: biological, chemical, radioactive and nuclear, in recurrence of accidents or incidents as well, those caused by criminal acts, expose our country to an unacceptable vulnerability that one who aspire an higher level on the Global Governance system. This paper, without ambition of exhaust de theme, follows the menaces related and address a proposition to create a specific institution charged to prevent possible risks to the National Security. Keywords: National Security. Bioterrorism. Terrorism.

10 LISTA DE ILUSTRAÇÕES GRAFICO 1 Possibilidade de evento QBRN entre 2011 e GRAFICO 2 GRAFICO 3 Percepção do risco de ocorrência de um evento QBRN em um futuro próximo no Brasil Necessidade de criação de um órgão que centralize as ações de resposta QBRN... 29

11 LISTA DE TABELAS Tabela 1 Baixas estimadas em um bioataque hipotético... 22

12 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ABIN AMIA CDC CDH CSNU CTEx DF EMAER EME GLO GSI HFA HRAN IBGE MMA MST OM PEC QBRN RDD RES RiP SAMU SDDQNEx SEPROD USP Agência Brasileira de Inteligência Asociación Mutual Israelita Centro de Controle de Doenças Comissão de Direitos Humanos Conselho de Segurança das Nações Unidas Centro Tecnológico do Exército Distrito Federal Estado Maior da Aeronáutica Estado Maior do Exército Garantia da Lei e da Ordem Gabinete de Segurança Institucional Hospital das Forças Armadas Hospital Distrital da Asa Norte Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Manual do Ministério da Aeronáutica Movimento dos Sem Terra Organizações Militares Proposta de Emenda Constitucional Químicos, Biológicos, Radioativos e Nucleares Radiological Dispersive Devices Reservado Ribosome Inactivacting Proteins Serviço de Assistência Médica de Urgência Sistema de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear do Comando do Exército Secretaria de Produtos de Defesa Universidade de São Paulo

13 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO OBJETIVOS ESPECÍFICOS HIPÓTESE CONTEXTUALIZAÇÃO EVENTOS QBRN NO MUNDO E NO BRASIL EXTERNAMENTE INTERNAMENTE CONCLUSÃO REFERÊNCIAS ANEXO A - QUESTIONÁRIO PARA SEPROD ANEXO B - QUESTIONÁRIO PARA OS ESTAGIÁRIOS DO CAEPE/

14 12 1 INTRODUÇÃO Em 18 de dezembro de 2010 o autor foi enviado, como representante do Hospital das Forças Armadas, a uma reunião de coordenação com os responsáveis pela assistência médica aos envolvidos na posse presidencial, que ocorreria duas semanas após este encontro. Presentes à reunião o Diretor do Hospital de Base do Distrito Federal (DF); o Diretor do Hospital Distrital da Asa Norte (HRAN); o Chefe do Serviço de Assistência Médica de Urgência (SAMU); o Corregedor de Saúde do DF, e a encarregada do Serviço de Vigilância Sanitária do DF. Durante a reunião, foram abordados em grande profundidade diversos tópicos concernentes ao atendimento em contingências, quando Corregedor de Saúde do Distrito Federal o Sr. Marco Antonio Souza Silva levantou a hipótese da ocorrência de um atentado terrorista durante a posse presidencial. Até aquele momento, nenhum participante havia cogitado tal possibilidade e tal suposição parecia absolutamente improvável. Na semana seguinte, uma segunda reunião para gerenciar o atendimento médico na posse presidencial, ocorreu nas dependências do Palácio do Itamaraty e nesta ocasião, mais uma vez o tema veio à tona - possibilidade de atentado terrorista durante a posse presidencial- desta vez, o assunto foi abordado pelo Diretor do Departamento Médico da Câmara dos Deputados, Dr. Luiz Henrique Hargreaves. Questionado pelos presentes sobre a preocupação, aparentemente infundada de tal evento vir a ocorrer, este revelou, que algumas semanas antes, um determinado grupo de pressão interessado na aprovação de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC 300), havia ameaçado ostensivamente o relator dessa proposta, o Deputado Candido Vacareza. Posteriormente, setores ligados à Inteligência do Senado Federal, identificaram a possibilidade de uma agressão com o uso de gás lacrimogêneo que, supostamente, seria introduzido no sistema de ar condicionado do Senado durante a posse presidencial, por membros daquele mesmo grupo. Imediatamente ficou evidente que não havia nenhum plano de contingência, em qualquer nível da administração, para assistência em casos como este. O Serviço de Assistência Médica de Urgência (SAMU), embora contasse com experiência no tratamento de grandes desastres, não possuía qualquer procedimento específico, nem preparo técnico e material para abordar uma agressão química, biológica ou radiológica. Rapidamente, um plano bastante

15 13 rudimentar foi elaborado para responder à possível ameaça, através de uma mudança no trânsito próximo à admissão do Hospital de Base de Brasília, além da criação de uma área para descontaminação biológica. Entretanto, permaneceu a sensação de impotência diante de uma ameaça possível porém, desconsiderada na plena maioria dos planejamentos envolvendo atividades de massa no Brasil. A presente monografia tem como objetivo geral analisar o enfoque dado à questão da Segurança Nacional quanto a possíveis eventos acidentais, criminosos ou terroristas envolvendo o uso de agentes QBRN (Químicos; Biológicos; Radioativos e Nucleares) e, considerar a possibilidade de criação de um órgão central de coordenação de ações que previnam ou mitiguem efeitos de tais eventos. 1.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS a) determinar, mediante questionário apropriado, se há percepção de ameaças QBRN; b) determinar, por meio de entrevistas a Oficiais ligados a áreas afins, qual a capacidade real das Forças Armadas de responder e lidar com situações críticas que envolvam dispersão de agentes de natureza QBRN; c) determinar a existência de órgão coordenador de ações contra ameaças QBRN. 1.2 HIPÓTESE Não existem estruturas e coordenação a nível nacional para lidar com ameaças QBRN. Esta pesquisa pretende gerar subsídios que permitam aproximação da real situação do país, no que diz respeito a estrutura existente para enfrentar um evento QBRN em qualquer proporção que se exprima. O processo de investigação foi iniciado por pesquisa utilizando-se da rede mundial de computadores (internet), seguida de levantamento bibliográfico e documental e, posteriormente, por questionários enviados e respondidos por estagiários do CAEPE 2011 e Oficiais das Forças Armadas que pertençam a Organizações Militares envolvidas em questões QBRN. O principal óbice encontrado pelo autor na elaboração da pesquisa foi a falta de colaboração formal de alguns

16 14 entrevistados que, embora tenham expressado suas opiniões e sentimentos de maneira informal, negaram-se a formalizá-los documentalmente, alegando a impossibilidade de fornecer declarações sobre Áreas Sensíveis. 1.3 CONTEXTUALIZAÇÃO Um questionário formulado pelo autor e respondido por cinquenta estagiários do CAEPE 2011, entre eles oficiais das forças singulares, das forças auxiliares e também por civis oriundos da área de segurança pública, demonstrou que a grande preocupação é a segurança da população durante os eventos esportivos, que ocorrerão nos próximos anos no país, principalmente no período com o Brasil sediando a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos respectivamente. Esta preocupação manifesta-se no receio do uso por grupos extremistas de meios QBRN contra alvos de alto valor em território brasileiro. O jornal O Globo noticiou em sua edição de 19 de março de 2011 (pag. 15) noticiou a respeito da visita do presidente americano Barack Obama a Brasília: Militares especialistas em operações contra terrorismo, defesa química, biológica e nuclear estarão prontos para entrar em ação em qualquer emergência. ( ) O grau de segurança é compatível com o risco, afirmou o coronel Carlos Penteado, da Seção de Comunicação Social do Comando Militar do Planalto. Em 28 de abril de 2011, o presidente eleito da Associação Nacional dos Procuradores da República, Sr Alexandre Camanho de Assis, durante audiência na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) advertiu que a falta de investimento no combate ao crime organizado pode colocar o Brasil no eixo de ações de grupos terroristas interessados em tirar proveito da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de O Jornal A Folha de São Paulo em sua edição de 9 de agosto de 2011, publicou que policiais militares, civis e agentes federais de oito Estados e do Distrito Federal se reuniram em Brasília com ex-agentes norte-americanos para um curso de duas semanas sobre Gerenciamento de Incidentes Críticos. Simulações foram realizadas como parte do treinamento, incluindo um cenário onde uma bomba suja 1 explodiria em um shopping próximo a um estádio de futebol onde seriam realizados 1 Artefato explosivo convencional associado a elementos radioativos.

17 15 jogos da Copa de Laercio Rossetto, Delegado-Chefe da Região Central de Brasília e um dos participantes do curso declarou: Apesar de incluir situações como graves acidentes de carro e catástrofes naturais, o curso foi voltado para atos de terrorismo. Segundo Rossetto: Hoje, um ataque terrorista não é somente praticado contra autoridades. É para provocar o terror. Nossas forças de segurança têm condições, o que precisamos é de uma coordenação nacional. Não há dúvida que as Forças Armadas preocupam-se com ameaças Químicas, Biológicas, Radiológicas e Nucleares (QBRN). Em 29 de maio de 2002, oito meses depois do ataque ao World Trade Center, foi publicada a Portaria 036- EME-RES, aprovando a Diretriz de Implantação do Sistema de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear no âmbito do Comando do Exército (SDBQNEx), cujo objetivo é capacitar as forças terrestres para o emprego nas missões de Defesa Externa, Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e cooperação com a Defesa Civil em ambiente operacional onde ocorra a presença e/ou ameaça de emprego de agentes QBN. Quase dez anos após a publicação dessa Portaria, os resultados práticos de tal diretriz ainda não se fazem sentir no meio militar. Uma visita do CAEPE 2011 às instalações do CTEx (Centro Tecnológico do Exército) evidenciou que apenas uma unidade móvel com capacidade de identificação de diversos agentes QBRN tinha sido adquirida. Quantidade, obviamente, insuficiente para estabelecer capacidade de pronta resposta em caso de necessidade. Mais ainda, esta unidade, embora transportável por via aérea, encontrava-se parqueada nas instalações daquela Organização Militar (OM), para atendimento à planta nuclear de Angra dos Reis em caso de acidente nuclear. Nenhum dos oficiais ouvidos pelo autor tinha conhecimento de qualquer plano de contingência para atendimento a um outro evento, que não um acidente nas Centrais Nucleares, embora estivessem em plena capacidade de atuar, dentro dos limites físicos e técnicos, em outras atividades como ocorreu nos jogos mundiais militares em julho de O Comando da Aeronáutica publicou em 23 de julho de 1999 a MMA (Manual Básico de Proteção Radiológica); MMA (Manual de Descontaminação de Pessoas); MMA (Manual de Atendimento de Aeronaves Envolvidas em Acidente Nuclear ou Emergência Radiológica) e a MMA (Manual Básico de Descontaminação Radiológica de Aeronaves). Em 21 de Março de 2011, dez dias após o acidente no complexo nuclear de Fukushima, o Estado Maior da Aeronáutica

18 16 aprovou a PORTARIA EMAER Nº 09/4SCI PROCEDIMENTOS EM ACIDENTES NUCLEARES OU RADIOLÓGICOS, tornando explícitos os procedimentos a serem tomados, no âmbito do Comando da Aeronáutica, em caso de evento acidental radiológico ou nuclear. Depreende-se de imediato, que a portaria do Comando do Exército e, mais tarde, a do Comando da Aeronáutica, foram confeccionadas posteriormente a grandes eventos (terrorista ou acidental / natural), em uma atitude reativa. Permanece a questão central: que Instituição é responsável pela centralização, coordenação e racionalização de meios de resposta a eventos não somente radiológicos ou nucleares, mas também químicos e biológicos; ou seja onde reside a responsabilidade de uma resposta QBRN?

19 17 2 EVENTOS QBRN NO MUNDO E NO BRASIL Embora todo o espectro de ameaças de ordem QBRN devam ser consideradas, monitoradas e controladas por um único órgão, o escopo deste trabalho se afastará da questão nuclear por entender que esta se encontra ainda, sob domínio de Estados que mantém suficiente controle sobre seus armamentos e fontes. Considere-se ainda, que o desenvolvimento de um artefato nuclear dificilmente seria realizado por um grupo isolado, sem apoio governamental ou de grandes empresas do setor. A introdução de agentes químicos e biológicos como forma de terror, remonta a períodos imemoriais. A mais antiga descrição sobre a utilização de armas biológicas encontra-se no Livro do Êxodo, na Bíblia, quando Deus envia as dez pragas ao Egito ajudando Moisés a libertar seu povo. A Quinta Praga, a morte dos animais, lançada sobre o Egito 2 é identificada como Anthrax, considerado até hoje o agente biológico mais utilizado como bioarma. Historiadores defendem que em 429 AC, Espartanos incendiavam piche e enxofre com o intuito de criar fumaça tóxica durante as batalhas e que legionários romanos usavam carcaças de animais podres para contaminar fontes de água de inimigos (Rosa, Paulo D, O exército inglês em 1763 enviou cobertas infectadas por varíola, previamente usadas em um hospital, para os índios Delaware, então aliados dos franceses 2. Os alemães foram os primeiros a utilizar armas químicas de forma estruturada, principalmente o gás mostarda, que era lançado próximo às trincheiras inimigas 3. Em 1984, membros de umas seita rural do Oregon, seguidores de Bhagwan Shree Rajneeshan espalharam voluntariamente culturas de salmonela tiphy em bares do Condado de Wasco, com o intuito de influenciar o resultado de uma demanda judicial cuja sentença estava por ser proferida. Setecentas e cinquenta 2 3 Fonte:www.educacional.com.br.

20 18 vítimas foram atingidas e quarenta e cinco internadas. Embora este não tenha sido o primeiro ataque biológico em território americano foi o que alcançou o maior êxito 4. Em 19 de abril de 1995 um americano chamado Timothy McVeigh, idealizou e perpetrou um bem sucedido ataque a bomba contra o prédio da Administração Pública de Oklahoma causando 168 mortes. Foi condenado e executado em 11 de junho de Não havia ligação do mesmo com redes terrorista internacionais. O atentado teve motivação exclusivamente ideológica de ultra direita (terrorismo doméstico) 5. O ataque às Torres Gêmeas em 1993 e posteriormente em 2001 deixaram claro que o terrorismo islâmico extremista (Al Qaeda) atingira o continente americano. Pouco tempo depois, várias cartas enviadas de uma caixa postal em New Jersey, endereçadas a diversos senadores dos EUA e também a veículos de notícias, acabaram por causar a morte de pelo menos cinco pessoas e a contaminação de outras dezoito. Inicialmente, os suspeitos usuais foram nominados (grupos islâmicos radicais), mas, posteriormente, verificou-se que os ataques foram planejados e executados por cidadãos americanos agindo de dentro do seu próprio país o que desmistificou definitivamente o senso comum de que tais atos provinham unicamente de fontes externas à América (novamente, terrorismo doméstico). A escalada dos armamentos químico e biológico tornou-se uma ameaça concreta e o consenso geral sobre este perigo é que: a melhor forma de evitar um desastre biológico é eliminar todo o arsenal existente. Assim, em 1969, a Inglaterra apresentou ao Comitê de Desarmamento das Nações Unidas uma proposta de proibição à produção, desenvolvimento e estocagem de bioarmas, obrigando os países que assinaram o acordo a permitirem a inspeção local no caso de denúncias de violação do protocolo 6. As nações do Pacto de Varsóvia fizeram igual proposta, porém, omitindo o item da inspeção. Estabeleceu-se em 1972 a Convenção de Proibição, Desenvolvimento, Produção e Estocagem de Armas Bacteriológicas (Biológicas) e Toxinas e sua Destruição. Tal tratado foi homologado neste mesmo ano e assinado por mais de 100 nações, incluindo os EUA, a União Soviética e o Iraque. Foi celebrado pelo então Presidente Ernesto Geisel pelo Decreto numero de 1 de abril de (http://www.johnstonsarchive.net/terrorism/index.html). 5 O Estado de São Paulo, 20 de abril de (www.virtual.epm.br/material/tis/currmed/temas/med3/t1a_2000/armasbiologicas/rist_frame.htm).

21 19 Apesar de terem assinado o tratado, Iraque e União Soviética continuaram conduzindo seus programas de bioarmas 7. Uma epidemia de Anthrax aconteceu em 1979 entre pessoas que habitavam e trabalham a cerca de quatro quilômetros de uma instalação soviética militar de microbiologia, em Sverdlosk, hoje, Ekaterinburgo. Neste mesmo tempo, o gado morria de Anthrax há cerca de 50 km deste local. O presidente Yeltsin, quando pressionado, admitiu que tal laboratório estava envolvido em guerra biológica e um acidente havia ocorrido, liberando esporos de anthrax no meio ambiente. Tal acidente ocasionou a maior epidemia de anthrax inalatório da história 8. Há uma enorme variedade de agentes biológicos com potencial de uso como armas. O Centro de Controle de Doenças de Atlanta (CDC) classifica os agentes biológicos com potencial de utilização como bioterrorismo em três categorias (A, B e C), de acordo com os seguintes parâmetros: a) Elevada mortalidade / morbidade; b) Infecciosidade; c) Eficácia em baixas doses; d) Múltiplas possibilidades de transmissão (água, alimentos, aerossol, etc); e) Facilidade de manipulação e reprodução; f) Facilidade de disseminação; g) Grau de patogenicidade; h) Estabilidade durante a produção, armazenamento, transporte e disseminação; i) Dificuldade de detecção; j) Período de incubação curto; k) Ausência de tratamento; e l) Ausência de imunização. Na categoria A estão listados os agentes de prioridade máxima, que colocam em risco a segurança, facilmente disseminados ou transmitidos de pessoa 7 CHRISTOPHER, G. W.; CIESLAK, T. J.; PAVLIN, J. A. & EITZEN Jr., E. M., Biological warfare. A historical perspective. JAMA, 278:

22 20 a pessoa, com alto índice de mortalidade. O Anthrax e a varíola encontram-se nessa categoria. A varíola é uma doença infecto-contagiosa, exclusiva do homem, transmitida por contato de pessoa para pessoa por meio do convívio e geralmente pelas vias respiratórias. O período de incubação é em media de 12 dias. Em 1980 a Organização Mundial de Saúde (OMS), finalmente declarou a doença extinta e determinou que os laboratórios de todo mundo destruíssem suas amostras. Entretanto, dois laboratórios de contenção de máxima segurança, (considerados nível 4 em Biossegurança) têm permissão para seu armazenamento. São eles: o Centro de Controle de Doenças (CDC) de Atlanta, EUA e o Instituto Vector na Rússia. Representantes destes países alegaram a necessidade de manter as amostras para pesquisas de novas vacinas e medicamentos. Segundo pesquisadores, como o Professor Jack Woodall, professor aposentado do Instituto de Bioquímica da Universidade Federal do Rio de Janeiro e também para o historiador Gilberto Hochman, especializado em saúde, da Fundação Oswaldo Cruz, a destruição dos estoques é uma questão de segurança pública. Para Hochman, assim como pode haver um homem-bomba, pode existir um homem-varíola. Basta uma pessoa se inocular com o vírus e entrar em um aeroporto, que o vírus já começa a ser transmitido. Ainda segundo Hochman, além do uso por terroristas, a varíola corre o risco de ser utilizada como arma militar. Algo que corrobora esta possibilidade é o fato de soldados norte-americanos ainda serem vacinados periodicamente contra a doença. Na categoria B estão os agentes de segunda prioridade, que apresentam moderada facilidade de transmissão. Cursam com media morbidade e baixa mortalidade. A ricina está classificada nesta categoria. Considerada a mais potente toxina de origem vegetal, a Ricinuscommunis L. é uma proteína presente nas sementes da mamona, pertencente a um grupo especial de proteínas denominadas RIPs (Ribosome-Inactivating-Proteins). Ao penetrar nas células humanas, a ricina se liga aos ribossomos, paralisando a síntese protéica causando a morte celular. A exposição acidental é altamente improvável. Sua fabricação e emprego para envenenar pessoas são considerados como um ato proposital. Nestes casos, sua transmissão poderia ocorrer através da inalação de gotículas, ingestão de alimento ou água contaminada. Produzem sintomas

23 21 abdominais e/ou respiratórios graves, podendo levar a morte. Não existe um tratamento específico para o envenenamento por ricina. O mais famoso caso de envenenamento por ricina ocorreu em Londres, em 1978, em plena Guerra Fria, quando agentes da polícia secreta Búlgara, usando uma arma disfarçada de guarda chuva, dispararam uma pequena esfera, menor que um milímetro de diâmetro, embebida em ricina, diretamente na perna do dissidente político Georgi Markov, que morreu três dias após o atentado. A autópsia realizada encontrou a esfera embebida no veneno. Em fevereiro de 2004 em Washington, D.C. o Capitólio teve várias dependências fechadas, após ter sido encontrada uma substância branca numa sala de correspondência do Senado, análises realizadas em laboratório confirmaram a presença de ricina. Não foram registradas vítimas. Menad Benchellali era conhecido por seus amigos como O Químico, devido a suas habilidades especiais aprendidas nos campos de treinamento da Alqaeda, no Afeganistão. Quando retornou à França em 2001, de acordo com investigadores, montou um laboratório no quarto de hóspedes na casa de seus pais e começou a produzir ricina. Trabalhando à noite, com as janelas abertas para dissipar o cheiro emanado do processo, ele misturou ingredientes em um decantador de café e espalhou a mistura em papéis de jornal para secar. O produto final foi um pó branco que foi guardado em frascos de vidro e potes de creme Nivea, para ser usado, conforme disse a um policial, em um evento em que se envolveu na Jihad. A produção de ricina e também de outros agentes biológicos é fácil e rápida, estando ao alcance de qualquer grupo pequeno e determinado. Como foi visto anteriormente, um único homem, agindo por auto iniciativa, pode, em um espaço restrito, compor uma cadeia de produção de agentes químicos e biológicos tornando-os, dessa forma, elegíveis em primeira linha para ataques restritos. Na categoria C estão englobados os agentes patogênicos emergentes que podem ser num futuro próximo, manipulados para disseminação em massa, devido à sua disponibilidade, facilidade de produção e disseminação. Esta última categoria apresenta potencial para alta morbidade e mortalidade, além de grande impacto sobre a Saúde Pública (ebola P Ex). Com relação a armas biológicas, a Organização Mundial de Saúde encomendou um estudo sobre os possíveis efeitos de uma guerra biológica

24 22 convencional. Os resultados da simulação conduzida por um grupo especializado pode ser visto na tabela a seguir (tabela1). Tabela 1: Baixas estimadas em um bioataque hipotético 9. ALTURA ESTIMATIVA DE AGENTE (KM) MORTES ESTIMATIVA DE INCAPACITADOS Febre do Vale Rift Encefalite viral Tifo Brucelose Febre Q > Tularemia > Anthrax (Carbúnculo) > Nota-se que o Anthrax pode revelar-se outra vez como a arma biológica ideal e de maior poder de destruição de vidas. Em relação às armas químicas, as mais agressivas são aquelas que atuam sobre o sistema nervoso da vítima, desativando a enzima colinesterase, que tem como função controlar a transmissão dos impulsos nervosos, como a respiração, ocasionando com isso parada respiratória. Estes agentes pertencem ao grupo de compostos organo-fosforados, que são estáveis e de fácil dispersão, com estrutura similar àquelas utilizadas nos pesticidas. Neste grupo encontram-se o Tabun, Soman, Sarin e VX 10. Como exemplo do uso de agentes químicos em ações militares antiinsurgência, cita-se o uso de gás sarim pelo exército iraquiano em 16 de Marco de 1988 na cidade de Halabja, Curdistão iraquiano, quando morreram entre 3500 e 5000 pessoas, além de contaminar entre 7000 e outras. Em dezembro de 1994 e janeiro de 1995, Masami Tsuchiya, membro da seita Aum Shinrikyo (Verdade Suprema), sintetizaram entre 100 e 200 gramas de VX que foram usados contra três pessoas. Duas pessoas foram intoxicadas e um 9 Dispersão sobre uma população de habitantes considerando a liberação de 50 kg do agente por um avião ao longo de uma linha de 2 km. (fonte: Health Aspects of Chemical Biological Weapons, World Health Organization, 1970 report of WHO Group of Consultants). 10 Material Safety Data Sheet -- Lethal Nerve Agent Sarin (GB). 103d Congress, 2d Session. United States Senate (May 25, 1994).

25 23 homem de 28 anos morreu. Acredita-se que esta foi a única vítima fatal do VX. A vítima foi seguida e teve seu pescoço borrifado com VX. Conseguiu andar por cem metros, antes de entrar em colapso e morrer dez dias após, sem ter saído do coma. Acredita-se que este foi um teste para o atentado que se seguiu no metrô de Tóquio. Os médicos que atenderam a vítima suspeitaram que a causa do coma fosse uma contaminação por pesticida organo-fosforado. A verdadeira causa (envenenamento por VX), somente ficou clara quando da prisão dos seguidores da seita, após o atentado do metrô. Em Março de 1995, em um ato de terrorismo doméstico, membros da seita Verdade Suprema (Aum Shinrikyo), seguindo orientações de seu líder, o guru Shoko Asahara, entraram em vagões do metrô de Tóquio e abriram bolsas plásticas que continham o gás letal, que rapidamente se espalhou, matando doze pessoas e afetando mais de cinco mil. Asahara foi condenado à forca em Outros treze membros foram igualmente condenados ao enforcamento. Não deve ser esquecido que durante o processo investigativo, levado a termo pelas autoridades japonesas, foi identificado um patrimônio pertencente à organização, de aproximadamente um bilhão de dólares, disponíveis para ações terroristas. Encontraram ainda, alguns aviões de pequeno porte preparados para disseminação aérea do agente sob forma de aerossóis. A produção do sarin é fácil e barata. Qualquer um com conhecimentos de química elementar é capaz de produzi-lo. Em maio de 2003, Angus Stickles, repórter do programa Today, transmitido pela Radio 4 na Grã Bretanha, usando apenas um cartão de crédito e uma carta em papel timbrado de uma empresa, adquiriu com sucesso os quatro componentes para a produção desse veneno, em uma quantidade quatro vezes superior a usada no atentado de Tóquio. O conceito oficial de armas químicas foi definido pela Chemical Weapons Convention, como sendo as substâncias que através de efeitos químicos sobre processos biológicos possam causar morte, perda temporária de funções vitais, ou ainda prejuízo permanente a pessoas ou animais

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