Infertilidade Masculina Relacionada à Infecção por Chlamydia trachomatis - Revisão Bibliográfica

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1 Artigo Infertilidade Masculina Relacionada à Infecção por Chlamydia trachomatis - Revisão Bibliográfica Magda Helena Lagares¹, Kátia Karina Verolli de Oliveira Moura², Thairine Rocha de Souza Queiroz 1, Débora Acyole Rodrigues 1, José Vitor Magalhães Martins 1, Rayana Pereira Dantas 1 1 Graduanda do curso de Biomedicina da Pontifícia Universidade Católica de Goiás 2 Professora Doutora em Biologia Molecular e Genética, da Pontifícia Universidade Católica de Goiás Resumo Summary Infertilidade masculina relacionada à infecção por Chlamydia trachomatis - revisão bibliográfica A infecção por Chlamydia trachomatis é considerada a doença bacteriana e sexualmente transmissível mais comum na atualidade nos países industrializados, causando aproximadamente 90 milhões de novos casos por ano no mundo. No homem, a infecção pela Chlamydia trachomatis pode causar a uretrite não gonocócica, proctite, epididimite e pode levar à infertilidade. Além disso, esse patógeno tem a capacidade de usar os espermatozoides como veículo de transmissão para o trato genital feminino durante a ejaculação. No trato genital feminino, por sua capacidade ascendente, também coloniza as partes superiores causando cervicite, endometrite, salpingite, doença inflamatória pélvica, infertilidade e gravidez tubária, uma das maiores causas de morte materna. No Brasil estima-se a ocorrência de novos casos a cada ano e verifica-se uma incidência de 3,5% no sexo feminino e de 2,3% no sexo masculino. A ausência de sintomatologia faz com que o diagnóstico precoce da infecção não ocorra, dificultando a quebra da cadeia epidemiológica. Sugere-se a investigação rotineira para Chlamydia trachomatis em pessoas sexualmente ativas, através da Reação em Cadeia da Polimerase (PCR), pois essa é uma técnica que mostra melhor sensibilidade e especificidade quando comparada a outras técnicas. Dessa forma, na busca de tratamento da infertilidade, o diagnóstico adequado facilita a tomada de decisões. O objetivo do presente estudo foi revisar artigos científicos no período de 2000 a 2012, nos quais os autores relacionaram a presença de Chlamydia trachomatis em pacientes masculinos com queixa de infertilidade, bem como avaliar os melhores métodos diagnósticos. Palavras-chave: Chlamydia trachomatis, infertilidade masculina, PCR Male infertility related to infection by Chlamydia trachomatis a literature review Infection by Chlamydia trachomatis is considered the most common bacterial disease sexually transmitted infection nowadays, causing around 90 million new cases per year worldwide. In males infection by Chlamydia trachomatis may cause non-gonococcal urethritis, epididymitis and proctitis, and can lead to infertility, furthermore, this pathogen has the ability to use the sperm as a carrier for transmission to the female genital tract during ejaculation. In the female genital tract because of its ascending ability it also colonizes the upper parts of the female genital tract, causing cervicitis, endometritis, salpingitis, pelvic inflammatory disease, infertility, and ectopic pregnancy, a major cause of maternal death. In Brazil it is estimated that 1,967,200 new cases occur each year, checking for an incidence of 3.5% in females and 2.3% in males. The absence of symptoms makes early diagnosis of the infection difficult and complicates the epidemiological chain breaks, so it is suggested a routine investigation for Chlamydia trachomatis in sexually active people, by polymerase chain reaction (PCR), because this is the best technique that shows sensitivity and specificity when compared to other techniques. The objective of this study was to conduct a literature review, in order to determine the frequency of infertility in both genders and highlight key pathophysiological aspects and diagnosis of this infection. Keywords: Chlamydia trachomatis, male infertility, PCR Introdução A infertilidade conjugal é atualmente um problema de distribuição mundial e magnitude crescente. Calcula-se que de 20 a 35% das mulheres que desejam engravidar não conseguem e que o fator masculino é responsável por 30 a 50% desses casos (1, 2). Apesar disso, a importância da avaliação e do tratamento do homem infértil tem sido atualmente questionada (3). Em muitas ocasiões a origem da infertilidade não está bem identificada, porém há uma grande quantidade de fatores nocivos para a reprodução que podem estar presentes simultaneamente, que culminam com o agravamento do quadro de alterações semiológicas. Um desses fatores, determinante ou coadjuvante, é a patologia infecciosa do tipo inespecífica das vias seminíferas, geralmente assintomática (4). 72

2 Estudos demonstram que homens podem abrigar infecções subclínicas no trato genital causadas por vários agentes etiológicos e, de forma assintomática, apresentarem no sêmen certos patógenos, dentre eles a Chlamydia trachomatis (5). Reconhecida como o maior desafio para a reprodução humana, é o microrganismo sexualmente transmissível de maior frequência nos países industrializados (4). Há relatos de que esse patógeno está presente em 71% dos casos de infertilidade masculina (4). Revisão bibliográfica As doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) têm grande impacto na saúde da população global, em especial nos países em desenvolvimento, onde a magnitude dessas infecções é difícil de ser determinada devido à ausência de dados a partir de notificações (6). Essas infecções são relativamente frequentes e constituem sério problema de saúde pública em quase todo o mundo. O Centro de Controle de Doenças (CDC), nos EUA, mostra que a infecção pela Chlamydia trachomatis está tão amplamente disseminada que existem mais novos casos da doença que qualquer outra doença sexualmente transmissível como sífilis, gonorreia, HPV, herpes e AIDS (7). A infecção por Chlamydia trachomatis é considerada a doença bacteriana, sexualmente transmissível mais comum na atualidade (8), causando aproximadamente 90 milhões de novos casos por ano no mundo (9, 10). No Brasil, o Programa Nacional de DST e AIDS do Ministério da Saúde estima a ocorrência de novos casos a cada ano, com uma incidência de 3,5% no sexo feminino e de 2,3% no sexo masculino (11). Estudo realizado por Marques et al., 2007 (12) comprova que nenhuma outra doença sexualmente transmissível mostra frequência tão elevada quanto a infecção por Chlamydia trachomatis. Estudos epidemiológicos recentes enfatizam que há uma prevalência muito substancial de assintomáticos ou minimamente sintomáticos de infecções uretrais por Chlamydia trachomatis, especialmente em homens mais jovens, o que pode tornar difícil o diagnóstico e a detecção (13). Estas infecções são de considerável importância epidemiológica, uma vez que geralmente não são detectadas nem tratadas e, portanto, podem representar um importante reservatório de infecção pela Chlamydia trachomatis em mulheres (14, 15). No homem a infecção pela Chlamydia trachomatis pode causar a uretrite não gonocócica, proctite e epididimite e levar a infertilidade (16). Mas a principal preocupação de especialistas em reprodução humana, em relação à Chlamydia trachomatis, deve-se ao fato de que este patógeno tem a capacidade de usar os espermatozoides como veículo de transmissão para o trato genital feminino durante a ejaculação (17). Apesar da acidez vaginal, a Chlamydia trachomatis consegue atravessar o trato genital feminino e proliferar com facilidade quando alcança o muco cervical e, por sua capacidade ascendente, também coloniza as partes superiores do trato, causando cervicite, endometrite, salpingite, doença inflamatória pélvica, infertilidade e gravidez tubária (18, 19). Chlamydia trachomatis A Chlamydia trachomatis é uma bactéria intracelular obrigatória, apresenta diâmetro aproximado de 0,2 a 0,8 µm e não cresce em meios artificiais de cultura, pois não possui a capacidade de gerar ATP para produzir sua própria energia sem infectar a célula do hospedeiro (10, 20, 21). Ela apresenta membrana interna e externa, mas não possui a camada de peptidoglicanos característica de muitas bactérias. Seu cromossomo apresenta aproximadamente 1.000Kb e codifica em média 600 proteínas. Possui RNA e DNA, o que a diferencia dos vírus e a classifica como bactéria (8, 21). Pertence à família Chlamydiaceae, a Chlamydia trachomatis possui ao menos 18 sorotipos distintos: os sorotipos A, B, Ba e C estão associadas ao tracoma, enquanto os sorotipos D a K estão associadas às infecções sexualmente transmissíveis e adquiridas durante o período pré-natal. Os sorotipos L1, L2 e L3 são mais invasivos do que os outros, estando associados ao linfogranuloma venéreo (LGV), proctocolite hemorrágica, endocardite, peritonite, pleurite e periapendicite, entre outras infecções (1, 10, 22). Ciclo de vida A infecção por esse agente desenvolve-se a partir da fixação de corpos elementares (EB), forma infecciosa do patógeno, em células epiteliais da uretra formando uma inclusão (vacúolo). Nesta inclusão, os corpos elementares se diferenciam em corpúsculo reticulado (RB), forma ativa do patógeno, que prolifera e desenvolve infecção. Simultaneamente, os corpúsculos reticulados se diferenciam em novos corpos elementares que se rompem e infectam outras células, reiniciando o ciclo (4, 10, 21, 23). Chlamydia trachomatis e infertilidade O papel da Chlamydia trachomatis em seres humanos tem sido controverso. Embora cause infecção sintomática no trato genital inferior de, aproximadamente, 50% dos homens, o seu papel na parte superior do trato é bem menos conhecido (16). Na uretra masculina, a Chlamydia trachomatis causa inflamação aguda geralmente caracterizada por corrimento intenso, resultante de uma forte resposta inflamatória. Por ter a capacidade de se disseminar dentro do trato genital masculino, a Chlamydia trachomatis também pode colonizar a próstata, as vesículas seminais e os epidídimos onde desenvolve infecções agudas e crônicas (24, 25). Apesar da etiologia das infecções nesses órgãos não ser bem definida, sabe-se que estas infecções, às vezes, causam oclusões nos ductos excretores, danos na espermatogênese e respostas imunológicas com a consequente produção de anticorpos antiespermatozoides, afetando a capacidade reprodutiva do homem (1, 26). Além disso, a presença dessa bacté- 73

3 ria está associada a um decréscimo na concentração espermática, motilidade, velocidade, vitalidade e morfologia dos espermatozoides (5,16, 27, 28). Em um grande estudo de 627 amostras de sêmen, 136 apresentaram evidências de infecção por Chlamydia trachomatis. A presença de Chlamydia reduziu a morfologia espermática normal em 14,4%, o volume de 6,4%, a concentração de 8,3%, motilidade de 7,8%, e velocidade de 9,3% (29). Há um consenso entre alguns autores sobre o papel etiológico da Chlamydia trachomatis em infecções genitais masculinas e sobre sua influência na capacidade reprodutiva do homem: Nos epidídimos às vezes provoca uma estenose parcial ou total desses órgãos e dos ductos ejaculatórios, que comprometem dramaticamente a fertilidade masculina. Em alguns casos, resultam em azoospermia; Dependendo da resposta imune ao patógeno formam-se anticorpos antiespermatozoides, os quais também afetam a fertilidade masculina; Por seu suposto envolvimento com prostatites crônicas, suspeita-se que a Chlamydia trachomatis cause diversas anormalidades seminais, tais como hipospermia, baixos níveis de frutose e de marcadores bioquímicos da próstata, edema, dilatação das vesículas seminais, dos ductos ejaculatórios e do plexo venoso periprostático, além de calcificações intraprostáticas. Estas anormalidades afetam a atividade secretora glandular e a qualidade do sêmen; Também há evidências de que a Chlamydia trachomatis aumenta a apoptose das células germinais imaturas, afetando a produção de espermatozoides. Um lipopolissacarídeo presente em sua estrutura seria o responsável por esse fenômeno; Outras evidências indicam que a resposta imune às infecções por Chlamydia trachomatis promove peroxidação lipídica da membrana espermática, aumentando a produção de radicais livres que também afetam a fertilidade masculina (26, 30, 31). A fragmentação do DNA do espermatozoide também é um importante fator de infertilidade masculina. Estudos recentes mostraram que há um aumento na correlação dessa fragmentação e infecção por Chlamydia trachomatis (32). No geral, estudos in vivo de Chlamydia trachomatis em homens forneceram provas conflituosas quanto a sua associação com a redução da fertilidade. Em contraste, experiências in vitro revelaram que a exposição dos espermatozoides a corpos elementares de Chlamydia trachomatis provoca uma redução significativa do número de espermatozoides móveis e resulta em sua morte prematura (30, 33, 34). Resultados similares, que levaram ao aumento dos níveis de fragmentação do DNA do espermatozoide, também foram encontrados em estudos in vivo por Gallegos et al, 2008 (28), proporcionando assim uma possível explicação da patogênese do organismo em infertilidade masculina. Uma série de estudos de microscopia eletrônica tem demonstrado a interação entre Chlamydia e o esperma. Este fato foi demonstrado tanto em amostras de biópsia de testículo e epidídimo quanto em amostras de sêmen. Depois da passagem do corpo elementar infeccioso para o núcleo, todas as fases da formação de corpo reticulado na cabeça do espermatozoide foram detectadas (14, 16). Danos estruturais dos espermatozoides também foram relatados em estudo feito por Galegos et al, 2009 (28). Uma pesquisa realizada na Suécia, avaliando 244 casais inférteis, revelou a presença de anticorpos para Chlamydia trachomatis em 24,2% das mulheres e em 20,2% dos homens. A presença de positividade para Chlamydia trachomatis nos homens foi diretamente relacionada com a obtenção de baixos índices de gestação e não foi relacionada com a presença de fator tubário nas suas parceiras, sugerindo que a infecção pela Chlamydia trachomatis tem um impacto negativo sobre a fertilidade (35). Vigil et al, 2002 (17) estudaram 284 parceiros masculinos de casais inférteis de consultoria do Centro de Estudos em Biologia Reprodutiva (CE- BRE). A incidência de infecção por Chlamydia trachomatis foi de 38,6%. Para Askienazy-Elbhar 2005 (36) a infecção do trato genital masculino e a inflamação foram associados a 35% dos casos de infertilidade masculina em vários estudos. Para ele, a investigação faz parte de um processo multidisciplinar, com inclusão de novas técnicas como o estudo da integridade do DNA. Diz ainda que infecção bacteriana seminal pode causar inflamação crônica transiente ou persistente e as investigações microbiológicas, bem como leucospermia, secreção clamidiana de IgA e citocinas inflamatórias ajudam a aproximar a responsabilidade de inflamação em infertilidade ou condição patológica. Fatores de risco Diversos são os fatores de risco importantes associados à infecção pela Chlamydia trachomatis como: o início precoce da atividade sexual, a multiplicidade de parceiros sexuais, ser solteiro, não usar preservativo nas relações sexuais, a nuliparidade, o uso de ducha vaginal, presença de ectopia cervical, ter tido DST no passado, falta de conhecimentos sobre DST e AIDS e idade inferior a 20 anos, sendo este último considerado o mais importante referido nas pesquisas (1, 35). Diagnóstico O diagnóstico baseia-se na identificação da própria bactéria ou de algum indício da sua presença (20). Entre os testes laboratoriais disponíveis para a detecção direta da clamídia estão a cultura, a imunofluorescência direta (DFA), o enzimaimunoensaio (EIA), a sonda de DNA e as técnicas de amplificação de ácidos nucleicos que apresentam maior sensibilidade. Há ainda testes de diagnóstico indireto através da pesquisa de anticorpos (10). As taxas de prevalência das in- 74

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5 fecções por Chlamydia trachomatis variam amplamente segundo a população pesquisada, o sítio de onde a amostra é coletada e o teste utilizado para diagnóstico. Os testes diretos, como a pesquisa de antígenos e ácidos nucleicos, apresentam maior sensibilidade e especificidade para o diagnóstico, embora impliquem em maior custo. Os indiretos, como a pesquisa de anticorpos séricos, são frequentemente utilizados para o rastreamento por se constituírem métodos fáceis para coleta e manuseio, mas têm restrições por não serem adequados para pesquisa de infecção ativa e pelos altos percentuais de reações cruzadas (6). A grande dificuldade em diagnosticar Chlamydia trachomatis deve-se à ausência de sintomatologia, cerca 70% a 80% das mulheres infectadas e 50% dos homens não apresentam sintomatologia. Isso faz com que o diagnóstico precoce da infecção não ocorra, dificultando a quebra da cadeia epidemiológica e o próprio manejo dessa infecção (12, 37, 38). Quando os sintomas aparecem, estes são vagos e inespecíficos, podendo manifestar-se sob a forma de disúria e corrimento uretral nos homens (37, 39). A uretrite se manifesta com prurido uretral associado ao eritema do meato e aparecimento de gota viscosa matinal à compressão do pênis (20). Métodos de Diagnóstico Coloração pela técnica de Giemsa: detecta as densas inclusões citoplasmáticas granulosas que são os efeitos citopáticos causados pela presença da Chlamydia trachomatis (35). Esse método pode ser útil no diagnóstico da conjuntivite de inclusão em recém-nascidos, mas é pouco sensível no diagnóstico da conjuntivite do adulto e de infecções do trato urogenital (10). A citologia em esfregaços corados por Giemsa tem sensibilidade diagnóstica muito baixa, ao redor de 20%, portanto uma citologia negativa não pode afastar o diagnóstico de uma infecção clamidiana (20). Citologia pela técnica de Papanicolau: mostra as mesmas inclusões encontradas na coloração pelo Giemsa. O exame de Papanicolau é de baixa sensibilidade e não deve ser usado como método de rastreio para a Chlamydia trachomatis (35). Imunofluorescência direta (DFA): consiste na identificação dos corpúsculos elementares em material endocervical, através de anticorpos monoclonais fluorescentes, visualizados com auxílio de microscópio ótico. O uso de anticorpos poli/monoclonais conjugados com substâncias fluorescentes, como a fluoresceína, identifica componentes da membrana externa da Chlamydia trachomatis. Segundo Frias 2001 (20), na prática, esse é o método diagnóstico mais factível e com resultados aceitáveis. Mas para Marques et al, 2005 (35), é uma técnica que pode ser influenciada por problemas de coleta e fixação do material, além disso, materiais com pouca quantidade de células epiteliais e presença de sangue propiciam resultados falso- -negativos, além de apresentar reações cruzadas com outras bactérias como Staphylococcus, espécies de Bacteroides e Escherichia coli (40). Métodos imunoenzimáticos: os testes EIA (Enzyme Immuno Assay) e Elisa (Enzyme Liked Immunosorbent Assay) permitem a pesquisa de Chlamydia trachomatis em grande número de amostras. Têm menor sensibilidade que a cultura celular e os métodos de biologia molecular. Um teste de Elisa conjugado com tecnologia automatizada (Elfa-Vidas) oferece ótimos resultados. Porém, o elevado preço do equipamento, dos reagentes e componentes do conjunto, inviabiliza o seu uso rotineiro. (35). Detecção de anticorpos (imunoflorecência indireta) IFI: a pesquisa de anticorpos antichamydia tem valor diagnóstico nas infecções complicadas, como linfogranuloma venéreo, tracoma, endometrite, salpingite, periepatite, síndrome de Reiter e pneumonia. Essa técnica não é usada em diagnóstico de infecções superficiais, como uretrite e cervicite. (35). Para Frias, 2001 (20), a sorologia é altamente sensível, porém muito pouco específica. Cultura em células: várias linhagens celulares permitem o cultivo da Chlamydia trachomatis, sendo mais utilizadas as células McCoy distribuídas em monocamadas sobre microplacas. Para verificar a positividade do teste, através da presença de inclusão citoplasmática constituída de EB e RB, cora-se o tecido cultivado preferentemente com anticorpo monoclonal fluorescente (10). A vantagem da cultura é a baixa probabilidade de contaminação e a preservação do microrganismo para estudos adicionais, como o teste de suscetibilidade à terapia antimicrobiana e genotipagem (10). É o método diagnóstico mais preciso, considerado o padrão-ouro para identificação. Entretanto, seu custo extremamente elevado e a necessidade de utilização de técnicas sofisticadas, com meios de cultura em células vivas, tornam este método impraticável dentro da realidade brasileira (20). Apresenta como desvantagem a necessidade de infraestrutura de laboratório muito onerosa, além disso, é trabalhosa e exige cuidados na conservação da amostra (microrganismos viáveis). Por isso, embora a especificidade seja de 100%, a sensibilidade, mesmo em laboratórios de excelência, é de 80% (10). Técnicas de biologia molecular: a reação em cadeia da polimerase (PCR), a detecção de DNA e a ampliação do sinal (captura híbrida) são testes mais sensíveis do que a cultura para o diagnóstico de uretrite por Chlamydia trachomatis em ambos os sexos e de cervicite clamidiana nas mulheres. São os ensaios mais sensíveis para detecção e diagnóstico de infecções por clamídia e gonococos do trato genital (41-45), promovem a detecção de sequências específicas de nucleotídeos de Chlamydia trachomatis (35) e apresentam 76

6 como vantagem a possibilidade de usar também amostras de urina (10). Essas técnicas detectam com rapidez pequenas quantidades de ácidos nucleicos em amostras clínicas. A amplificação de DNA ou RNA consiste na obtenção de milhares de cópias de um segmento de DNA a partir de primers (iniciadores) de uma sequência de DNA alvo. Os primers definem as regiões de DNA a serem amplificadas e a especificidade da técnica. A sensibilidade dos testes de amplificação de DNA é em torno de 20% maior do que a da cultura, a DFA e a EIA (10). A detecção de ácidos nucleicos é o método mais completo em termos de sensibilidade e especificidade e com menores riscos, dos quais a PCR é o mais difundido, apesar de seus custos elevados (10). É reconhecida a superioridade das técnicas moleculares, com destaque para a PCR em tempo real que, por sua alta sensibilidade e especificidade para infecção ativa por Chlamydia trachomatis, é recomendada para o rastreamento primário da doença. Em homens, a sensibilidade do exame no primeiro jato urinário equivale àquela atingida no raspado uretral que, portanto, não deve ser realizado rotineiramente em nenhum dos sexos por implicar em coleta mais invasiva e desconfortável, sem que represente melhor desempenho do método. Há ainda a vantagem de o DNA da bactéria poder persistir detectável por até sete dias depois do início do tratamento com antibióticos, o que possibilita a confirmação etiológica mesmo após a introdução de terapia empírica (46). A Associação Médica do Canadá recomenda a investigação rotineira para Chlamydia trachomatis em pessoas sexualmente ativas, através da reação em cadeia da polimerase (PCR) por ser o exame que mostra melhor sensibilidade e especificidade para o diagnóstico dessa infecção, listando os indivíduos para os quais o teste deve ser oferecido: Mulheres abaixo de 25 anos de idade Homens que fazem sexo com homens Pessoas que tenham um novo parceiro sexual nos últimos dois meses Pessoas com mais de dois parceiros sexuais no último ano Pessoas com história de DST no último ano Mulheres que tiveram um aborto; Profissionais do sexo; Pessoas que viajaram para país onde as DST e o HIV são altamente endêmicos e Pessoas que desejarem se submeter a screening para DST (39) Tratamento Segundo a OMS 2003, após detecção, o tratamento padrão para a infecção genital com Chlamydia consiste em: Recomendado: Doxiciclina, 100 mg por via oral, duas vezes ao dia durante 14 dias Eritromicina, 500 mg por via oral, 4 vezes ao dia durante 14 dias Alternativo: Tetraciclina, 500 mg por via oral, 4 vezes ao dia durante 14 dias (47) Considerações Finais A Chlamydia trachomatis é umas das doenças sexualmente transmissíveis com grande incidência de casos entre jovens em idade fértil em muitos países e está diretamente ligada à infertilidade. Essa infecção é considerada a doença bacteriana sexualmente transmissível mais comum na atualidade levando a um grande impacto na saúde da população global, em especial nos países em desenvolvimento. Por não ter capacidade de gerar ATP para produzir sua própria energia, a Chlamydia trachomatis é chamada de bactéria intracelular obrigatória que pode levar à infertilidade tanto de homens quanto de mulheres. Essas infecções são relativamente frequentes e constituem sério problema de saúde pública, em quase todo o mundo. Atualmente as pesquisas sobre a infecção, a nível nacional, são realizadas de forma precisa, sobre populações isoladas, o que impede uma análise real a nível populacional das taxas de contaminação de Chlamydia trachomatis, impedindo medidas de intervenção e controle da doença. Contudo, as medidas iniciais de um tratamento têm ampla importância, a fim de se evitar decorrências graves, porém faz-se necessário uma melhor ação contra essa infecção em programas de saúde pública no Brasil. Diante disso, na busca de tratamento da infertilidade, o diagnóstico adequado facilita a tomada de decisões. O diagnóstico adequado implica vários fatores, desde a especificidade e sensibilidade do método ao material usado para análise sem agressão ao paciente. Com base nisso, recomenda-se a investigação rotineira de Chlamydia trachomatis em pessoas sexualmente ativas através da reação em cadeia da polimerase (PCR), pois esta mostra melhor sensibilidade e especificidade para o diagnóstico dessa infecção se comparada a outros métodos. Além disso, apresenta vantagem adicional por ser eficaz com utilização de amostras cuja coleta não é invasiva, tais como a urina de primeiro jato e esfregaços vulvares apresentando a mesma sensibilidade daquela atingida no raspado uretral. A PCR apresenta também a vantagem de detectar a presença do DNA da bactéria, mesmo após o início do tratamento, o que não pode ser feito pelo método da cultura, considerado por alguns autores como padrão-ouro para diagnóstico. Agradecimentos PUC-Goiás, Núcleo de Pesquisas Replicon. Correspondências para: Kátia Karina Verolli de Oliveira Moura 77

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