UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CURSO DE GRADUAÇÃO EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS LUCAS VIEIRA DOS SANTOS

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CURSO DE GRADUAÇÃO EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS LUCAS VIEIRA DOS SANTOS"

Transcrição

1 UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CURSO DE GRADUAÇÃO EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS LUCAS VIEIRA DOS SANTOS O HIV/AIDS E A TEORIA DE SECURITIZAÇÃO: A EPIDEMIA COMO UM PROBLEMA DE SEGURANÇA INTERNACIONAL FLORIANÓPOLIS 2013

2 2 LUCAS VIEIRA DOS SANTOS O HIV/AIDS E A TEORIA DE SECURITIZAÇÃO: A EPIDEMIA COMO UM PROBLEMA DE SEGURANÇA INTERNACIONAL Monografia submetida ao curso de Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Catarina, como requisito obrigatório para a obtenção do grau de Bacharelado. Orientadora: Profª. Drª. Juliana Lyra Viggiano Barroso FLORIANÓPOLIS 2013

3 3 UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CURSO DE GRADUAÇÃO EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS A Banca Examinadora resolveu atribuir a nota 9,0 (nove) ao aluno Lucas Vieira dos Santos na disciplina CNM 7280 Monografia, pela apresentação do trabalho O HIV/AIDS E A TEORIA DE SECURITIZAÇAO: A EPIDEMIA COMO PROBLEMA DE SEGURANÇA INTERNACIONAL Banca Examinadora: Profª. Drª. Juliana Lyra Viggiano Barroso (orientadora) Profª. Drª. Graciela de Conti Pagliari Prof. Dr. Felipe Amin Filomeno FLORIANÓPOLIS, 18 de novembro de 2013

4 4 Dedico este trabalho a todas às pessoas que, de alguma maneira, lutam pelo fim da epidemia de AIDS

5 5 AGRADECIMENTOS Agradeço, primeiramente, à minha família, pelo apoio irrestrito e pelos valores a mim passados. Agradeço à minha orientadora, Professora Juliana, pelas correções oportunas e pelas críticas sempre construtivas. Agradeço aos pesquisadores citados neste trabalho, por me permitirem tomar emprestado seu conhecimento para redigir esta monografia. Agradeço aos novos amigos que fiz durante a graduação, pelas risadas e pelo companheirismo, e lhes desejo toda a sorte do mundo. Agradeço a todos os meus professores, pelo conhecimento transmitido. Agradeço, por fim, a Deus, por estar sempre presente.

6 6 Os maiores aliados da AIDS são a ignorância, preconceito e discriminação. É a partir da renovação e sustentação dos compromissos de enfrentamento à epidemia, do investimento efetivo e eficiente de recursos, da utilização de evidências e respeito aos direitos humanos que poderemos vislumbrar o fim da AIDS. (Relatório UNAIDS A ONU e a resposta à AIDS no Brasil)

7 7 RESUMO Entrando agora em sua quarta década, ainda sem uma cura conhecida, a epidemia de HIV/AIDS tem tudo para se tornar a mais devastadora pandemia da história moderna e uma dos maiores desafio já enfrentados pela comunidade médico-científica. Todavia, suas implicações vão muito além da questão de saúde pública, constituindo uma contundente ameaça à estabilidade em algumas regiões do planeta, não respeitando fronteiras e pondo em risco, diariamente, diversos grupos humanos. Dessa forma, o presente trabalho procura analisar por que o HIV/AIDS pode ser visto como um assunto de segurança internacional, isto é, como um tema da nova agenda internacional, entendida como um reflexo da necessidade de ampliação do escopo de análise diante do vácuo deixado pelo fim da Guerra Fria. Para tal análise, utilizar-se-á do arcabouço teórico relacionado à teoria da securitização da Escola de Copenhague e de dados relativos ao perfil global e regional da epidemia, bem como suas ramificações nos ambitos da segurança humana e nacional. Palavras-chave: Segurança internacional. Securitização. Segurança humana. HIV/AIDS.

8 8 ABSTRACT Now entering its fourth decade, with no known cure, HIV/AIDS is well poised to become the most devastating pandemic in modern human history and one of the biggest challenges faced by the medical and scientific communities. However, its implications go far beyond the public health domain, constituting a blunt threat to stability in some regions of the planet, with no regards to boundaries and endangering many human groups. Therefore, this paper seeks to analyze why HIV/AIDS can be seen as a matter of international security, i.e., as a subject of the new international agenda, understood as a reflection of the need to expand the scope of analysis as a result of the vacuum left by the end of the Cold War. For this analysis, we will use the theoretical framework related to securitization theory of the Copenhagen School, data on regional and global profile of the epidemic and its ramifications for the areas of human and national security. Key-words: International security. Securitization. Human security. HIV/AIDS.

9 9 LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ACNUR AGNU AIDS CDC CIA CSNU EUA GT HIV OIT ODM OMS ONU PCB PEPFAR PMA PNUD SIV UNAIDS UNESCO UNFPA UNGASS UNICEF UNODC Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados Assembleia Geral das Nações Unidas Síndrome da Imunodeficiência Adquirida Centro de Controle e Prevenção de Doenças Agência Central de Inteligência Conselho de Segurança das Nações Unidas Estados Unidos da América Grupos Temáticos Vírus da Imunodeficiência Humana Organização Internacional do Trabalho Objetivos do Milênio Organização Mundial da Saúde Organização das Nações Unidas Junta de Coordenação de Programas President s Emergencial Plan for AIDS Relief Programa Alimentar Mundial Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento Vírus da Imunodeficiência Símia Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura Fundo de População das Nações Unidas Sessão Especial da Assembleia Geral das Nações Unidas Fundo das Nações Unidas para a Infância Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime

10 10 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO SEGURANÇA INTERNACIONAL: ABORDAGENS TEÓRICAS AS ABORDAGENS TRADICIONAIS E ALTERNATIVAS EM SEGURANÇA INTERNACIONAL A ANÁLISE CONCEITUAL DE SEGURANÇA E SECURITIZAÇÃO: A ESCOLA DE COPENHAGUE A EPIDEMIA DE HIV/AIDS E SUAS IMPLICAÇÕES PARA A SEGURANÇA HUMANA E PARA A SEGURANÇA NACIONAL OS NÚMEROS DA AIDS: ORIGEM E EVOLUÇÃO O HIV/AIDS NO ÂMBITO DA SEGURANÇA HUMANA O HIV/AIDS NO ÂMBITO DA SEGURANÇA NACIONAL A SECURITIZAÇÃO DA EPIDEMIA DE HIV/AIDS A SECURITIZAÇÃO DO HIV/AIDS NOS ESTADOS UNIDOS A SECURITIZAÇÃO DENTRO DO CONSELHO DE SEGURANÇA A SECURITIZAÇÃO NA ASSEMBLEIA GERAL O PAPEL DO UNAIDS CONSIDERAÇÕES FINAIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS... 65

11 11 1 INTRODUÇÃO A noção de segurança em relações internacionais sempre foi bastante controversa, permeada por uma infinidade de debates não resolvidos acerca de seu verdadeiro significado. As principais correntes de pensamento dessa área podem ser divididas em dois grupos: o primeiro é composto por acadêmicos que interpretam a segurança do ponto de vista da segurança estatal, isto é, o medo de possíveis ameaças militares entre Estados. Essa escola de pensamento tem como base central a tradição realista das relações internacionais. A visão realista do problema de segurança nacional é exemplificada pela ideia do dilema de segurança (BAYLIS, 2005), ou seja, a noção de que as necessidades de segurança de um Estado obrigatoriamente resultarão em insegurança para outros Estados, conforme cada Estado interpreta o comportamento alheio como potencialmente ameaçador ou perigoso (BUZAN, 1991). Para os realistas, o sistema internacional é anárquico, o que implica na ausência de uma autoridade central que restrinja o comportamento dos atores no caso, os Estados. Nesse ambiente naturalmente hostil, os atores acabarão por desenvolver capacidades militares como meio de defesa. Essa visão pessimista da segurança internacional é compartilhada pelos contemporâneos neorrealistas, como Kenneth Waltz e John Mearsheimer, que identificam a balança de poder como a característica central do sistema internacional (WALTZ, 1979; MEARSHEIMER, 1990). Particularmente, Waltz teve uma importância fulcral para o campo de estudos em segurança internacional: sua teoria neorrealista argumenta que o Estado é a unidade de análise mais importante para as relações internacionais e que o objetivo central dos Estados é a autopreservação since no one can be relied on to do it for them (WALTZ, 1979, p. 109) e que as características estruturais do sistema internacional moldam o comportamento estatal. Nesse sentido, alega que as unidades do sistema anárquico são funcionalmente iguais, sendo diferenciadas, portanto, por suas maiores ou menores capacidades de realizar a mesma tarefa. Segundo Vieira (2007), isso significa que a estrutura de um sistema em particular é definida pela distribuição de capacidades entre unidades semelhantes e não através de diferenças no seu caráter e funções. Assim, para Waltz e para uma boa parte dos teóricos neorrealistas, a segurança só pode ser alcançada através de um equilíbrio das capacidades de poder entre as unidades mais importantes do sistema. Desde o início dos anos 1980, entretanto, a conceitualização neorrealista do padrão de segurança internacional vem sendo questionada por um número crescente de autores que fazem parte de uma segunda corrente de pensamento, que procura elaborar uma maneira

12 12 alternativa de compreender a segurança. Essas novas abordagens passaram a incluir na análise da segurança atores não exclusivamente estatais e ameaças não exclusivamente militares como definidoras do comportamento de tais atores. Ullman (1983) argumenta que a segurança nacional pode ser solapada por eventos que não vêm da jurisdição militar, em uma definição não convencional de ameaça à segurança nacional, que passa a incluir uma série de eventos não necessariamente militares que afetam a qualidade de vida da população ou que limitam as opções políticas disponíveis para um governo ou para uma entidade não governamental. Na mesma tendência, Buzan (1991) tornou claras as diferenças entre ameaças de segurança econômica, política, ambiental, societal e militar que poderiam afetar do mesmo modo estados e atores não-estatais. A subsequente emergência da noção de segurança humana está intimamente ligada ao desenvolvimento da literatura construtivista de Relações Internacionais. Essa escola de pensamento acredita que são as ideias e não o poder que moldam as relações entre os Estados (WENDT, 1992). Os construtivistas sociais evitam a visão limitada de segurança dos estudos tradicionais e voltam-se para a ampliação do foco para uma análise mais compreensiva da segurança humana. Para os teóricos dessa corrente, essa mudança de foco demonstra claramente o poder que as ideias exercem na formulação de um novo entendimento de segurança, que passa a englobar a segurança de grupos humanos que não estão sob ameaças militares, mas sim sob outros tipos de ameaça como doenças, degradação ambiental, instabilidade socioeconômica etc. A introdução dessa nova agenda de segurança no campo acadêmico foi acompanhada por tendência, advinda do fim da Guerra Fria, de mudar o objeto de referência do Estado para o indivíduo (VIEIRA, 2007). Nesse sentido, as Nações Unidas encabeçaram estiveram no centro dessa nova dinâmica. Em 1992, a pedido do Conselho de Segurança, o então Secretário-Geral Boutros Boutros-Ghali escreveu uma série de documentos que tratavam da mudança que vinha ocorrendo na ordem da segurança internacional. A Agenda para a Paz de Boutros-Ghali delineou a lógica por trás da mudança em direção a uma segurança mais centrada no indivíduo (BOUTROS-GHALI, 1992). Seguindo essa perspectiva, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) foi a primeira iniciativa a abraçar oficial e institucionalmente essa noção de segurança do indivíduo. Em 1994, foi lançado o Relatório de Desenvolvimento Humano, que listava as diferentes categorias nas quais a segurança humana poderia estar em risco (segurança alimentar, econômica, pessoal, comunitária, ambiental, política etc.) e que propunha uma série de medidas com o objetivo de institucionalizar de fato o conceito de

13 13 segurança humana e a necessidade de respostas globais aos mais diversos problemas suscitados por esse novo conceito. Essa noção de segurança humana ilustra um caso de securitização de novos temas, algo que foi proposto pelos pensadores da Escola de Copenhague. A securitização e os critérios de securitização, segundo o grupo de Copenhague, são práticas intersubjetivas, por meio das quais um agente securitizador procura estabelecer socialmente a existência de uma ameaça à sobrevivência de uma unidade do sistema internacional (DUQUE, 2008). Para esses teóricos, portanto, a agenda de segurança internacional deve, também, abarcar temas que vão além da alçada militar. Nessa agenda ampliada, a epidemia global de HIV/AIDS claramente está enquadrada nessa definição mais recente e ampla de segurança. Governos, agências multilaterais, a mídia e a academia, todos passaram a levantar questões a respeito dos impactos econômicos da doença, de como a epidemia está deixando milhões de crianças órfãs, se ela pode vir a se tornar uma ameaça à segurança alimentar, como ela está relacionada à escalada da criminalidade nos países em desenvolvimento e subdesenvolvidos e as implicações da epidemia para as estruturas de governança e para o desenvolvimento econômico (KRISTOFFERSON, 2000; ELBE 2005, 2006; PIOT et al., 2004; DE WAAL, 2003). Na tentativa de conter o avanço da doença e de seus efeitos devastadores, diversos programas foram lançados, em especial capitaneados por organismos do Sistema ONU, de modo a melhorar a conjugação das políticas dos governos nacionais e mobilizar forças internacionais em torno de políticas e objetivos comuns. Em 1994, o Conselho Econômico e Social das Nações Unidas lançou o UNAIDS Joint United Nations Programme on HIV and AIDS cuja missão era aprimorar, reforçar e a expandir a resposta dos governos locais ao HIV, com o intuito de evitar que a epidemia de HIV/AIDS se tornasse uma verdadeira pandemia. Reconhecendo as implicações para a segurança internacional, o Conselho de Segurança das Nações Unidas fez história em janeiro de 2000 ao debater pela primeira vez em seu plenário um assunto de saúde pública. Ao adotar a Resolução 1308, as nações reafirmaram a ameaça potencial à segurança internacional que a epidemia impõe, especialmente em locais envolvidos em conflitos, e deram um passo fundamental para a securitização do HIV/AIDS, reconhecendo que Se não for controlada, a pandemia de HIV/AIDS pode se tornar um risco à estabilidade e segurança (RESOLUÇÃO 1308 DO CSNU, 2000, p. 1).

14 14 A própria Assembleia Geral das Nações Unidas, diante do crescimento do número de casos da doença, adotou, em 27 de junho de 2001, a Declaração de Comprometimento com o HIV/AIDS. Nela os líderes mundiais reconhecem que a epidemia global de HIV/AIDS [...] constitui uma emergência global e um dos mais formidáveis desafios para a vida humana e para a dignidade (DECLARATION OF COMMITMENT ON HIV/AIDS, 2001, p. 1). Agora em sua quarta década, o vírus do HIV/AIDS se mostra como a mais devastadora pandemia da história moderna. O HIV/AIDS é hoje uma das principais causas de insegurança ao redor do mundo e em especial nas regiões mais pobres do planeta exigindo uma resposta incisiva, conjunta e global dos diferentes atores envolvidos (ELBE, 2006). As proporções atingidas pela doença são tão grandes que acadêmicos e policy makers já reconhecem que, nos países mais afetados, os efeitos a longo do prazo do HIV/AIDS não estão confinados apenas aos indivíduos portadores do vírus; nesses mesmos países a doença trará e já esta trazendo, como destaca Elbe (2002) uma miríade de ramificações econômicas, políticas e sociais que precisarão de respostas incisivas e conjuntas, não restritas a um único Estado. Sendo assim, faz-se necessário estudar os aspectos de internacionalização e securitização de um tema que atinge milhões de pessoas ao redor do mundo já que, dentre as ramificações supracitadas, estão as dimensões emergentes da segurança humana, nacional e internacional de doença. É preciso que sejam estudadas e reconhecidas tais dimensões com o intuito de ampliar o entendimento sobre a natureza de epidemias globais, de modo que a resposta dada ao problema seja proporcional à extensão do desafio à segurança global e humanitária imposto pela pandemia de AIDS e, especialmente porque o campo da segurança pode contribuir de maneira sensível com os esforços internacionais de prevenção e redução do número de casos globais de HIV (ELBE, 2002). Assim, o que o presente trabalho procura entender é como a noção de segurança mudou ao longo das últimas duas décadas de modo a permitir a inclusão de um tema de saúde como uma das principais ameaças à estabilidade de algumas regiões do planeta, algo impensável dentro de uma agenda de segurança estritamente militar. O objeto de estudo do presente trabalho, portanto, está centrado na temática do HIV/AIDS e como ela se enquadra no âmbito da segurança internacional. Mais especificamente, o estudo procurará responder por que e epidemia de HIV/AIDS passou ser vista como um problema de segurança internacional em especial pelos Estados Unidos e pela ONU, que passaram a empreender grandes esforços para elevar o tema à alçada da segurança internacional, principalmente com a chegada do novo milênio, período em que o número

15 15 global de casos da doença chegou ao ápice. Para tal, utilizar-se-á do arcabouço teórico supracitado, proporcionado pelo grupo de Copenhague. Para a consecução da presente pesquisa, tratar-se-á de revisar a literatura especializada sobre o tema do HIV/AIDS, precisamente àquele relativo à securitização do assunto. Apesar de ser uma doença relativamente nova, seu grande impacto sobre a sociedade abriu espaço para uma bibliografia extensa sobre as inúmeras dimensões da epidemia, tanto da perspectiva biológica quanto da análise histórico-sociológica. Inicialmente, procurar-se-á revisar a literatura clássica consolidada de relações internacionais sobre o processo de securitização e de consolidação da agenda de segurança internacional. Em seguida, recorrer-se-á à leitura de autores mais específicos sobre o impacto gerado no campo da segurança internacional pela epidemia e sobre a dimensão desse impacto que acabou levando à inclusão do tema na nova agenda de segurança como evidenciado, por exemplo, pelo tratamento inédito dado à epidemia pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, no início do novo milênio. Como já existem dados sobre a epidemia de HIV/AIDS e seu processo securitização, o método utilizado como linha de orientação do presente trabalho será o interpretativo-dedutivo. Segundo Dias e Silva (2002), pelo método interpretativo se busca entender o processo pelo qual o fenômeno influencia o seu contexto e assim como ele é influenciado, ao passo que o caráter dedutivo implica em utilizar uma teoria geral no caso, a teoria construtivista dentro do campo das relações internacionais para tentar elucidas as questões específicas da securitização dessa doença em particular. Dentro dessa perspectiva, a consecução dos objetivos baseia-se em pesquisa bibliográfica de livros e periódicos, em meio impresso e eletrônico, discursos e publicações oficiais de órgãos envolvidos diretamente com o tema (e aqui se destacam os inúmeros reports e press releases publicados pelo UNAIDS e por outras entidades do sistema ONU), além de pareceres e boletins informativos do Ministério da Saúde e do seu braço dedicado ao tratamento de DST, o Departamento de DST, AIDS e Hepatites virais e de agências não governamentais e representantes da sociedade civil. Estruturalmente, o presente trabalho, além da introdução e da conclusão, conta com três capítulos. Após esta breve introdução, no segundo capítulo, será debatida a evolução do conceito de segurança, bem como suas abordagens tradicionalistas e abrangentes dentro do campo de Relações Internacionais. Focar-se-á na perspectiva de segurança e securitização proposta pelos teóricos da Escola de Copenhague, que teve por base a linha de raciocínio construtivista e desenvolveu uma conceituação ampliada da segurança, com a inclusão dos campos econômico, societal e ambiental.

16 16 Uma vez estabelecidos os pressupostos teóricos, no terceiro capítulo serão apresentados os dados relativos aos perfis global e regional da epidemia de modo a agregar concretude à análise do objeto de estudo bem como a nova abordagem em segurança humana e os espraiamentos da doença dentro desse âmbito que permitiram mudar o modo como a epidemia passou a ser vista como uma ameaça real à segurança humana, à segurança nacional e à estabilidade regional e global. A partir daí, o quarto capítulo delineia algumas ideias a respeito da securitização do HIV/AIDS nas arenas de altas políticas, especialmente no âmbito político norte-americano e na jurisdição de alguns organismos do Sistema das Nações Unidas, considerando a teoria de securitização da Escola de Copenhague. Por fim, a última seção alinha algumas ideias à título de conclusão.

17 17 2. SEGURANÇA INTERNACIONAL: ABORDAGENS TEÓRICAS Vladimir Šulović (2010) afirma que desde o seu surgimento, os estudos de segurança representaram o core dos estudos de Relações Internacionais, tratando predominantemente das questões ligadas à guerra e à paz. Nos anos posteriores à Segunda Guerra Mundial, os estudos em segurança passaram a fazer parte do léxico dos estudos estratégicos, ou seja, aqueles com um foco particular no setor militar. Todavia, a crescente complexidade da agenda de Relações Internacionais ao longo das últimas décadas, notadamente com a emergência de novos riscos, ameaças e desafios nos mais variados âmbitos ambiental, econômico, social entre outros tornou a visão tradicional de segurança, em sua essência, muito restrita. Nesse breve capítulo, abordar-se-ão os conceitos teóricos relevantes para a compreensão posterior do objeto de pesquisa. Antes dessa abordagem acerca dos paradigmas convencionais e alternativos nos estudos de segurança internacional, faz-se necessário esclarecer o que significa segurança, um conceito tão caro e ao mesmo tempo tão frágil para os estudiosos da área. Huysmans (1998) sugere que definir o significado de uma categoria (no caso, segurança) é condensá-la em uma sentença, de modo que não haja dúvidas para o leitor sobre o conteúdo do texto. A análise conceitual, do mesmo modo, também condensa o significado de segurança para que se possa estabelecer um caminho mais ou menos comum dentro das futuras pesquisas na área, porém faz-se isso de modo muito mais complexo do que apenas reunir um conceito em uma frase. Para Šulović (2010), a suposição inicial de uma análise conceitual é a de que o significado do objeto que está sendo examinado é mais ou menos familiar, mas tal significado, geralmente, não se manifesta de maneira explícita. Como diz Panić (2009, p. 29, tradução nossa): quando falamos de segurança, geralmente assumimos que sabemos bem o que de fato é segurança. Usamos segurança como uma palavra cujo significado é geralmente conhecido e não pensamos duas veze-s antes de entrar em um debate sobre segurança. Tornar esse significado explícito ao eliminar suas inconsistências e ambiguidades é o propósito de se fazer uma análise conceitual, de modo que se possa achar um denominador comum que expresse distinções conceituais comuns que perpassam as diferentes concepções de segurança (BALDWIN, 1997). O conceito de segurança, de fundamental importância para as Relações Internacionais, traz em seu bojo noções tão essenciais como paz, guerra, poder, liberdade e sobrevivência. Para Neves (2011, p. 18) segurança não diz respeito só ao homem individualmente, mas sfaz

18 18 sentir na vida em sociedade, assim como na existência dos Estados e do próprio sistema internacional. O Dicionário da Academia Brasileira de Letras nos diz que segurança é o ato ou efeito de tornar seguro; ato ou efeito de assegurar; proteção, defesa. Essa definição denotativa, não contempla, todavia, os diversos fatores que devem ser considerados ao se falar em segurança, dependo do propósito, do ponto de análise e da própria formação pessoal. Mesmo para os estudiosos do assunto, o tema de segurança mostra-se bastante complexo e avesso a uma definição monolítica. Em Baylis (2005) encontramos três definições de segurança: Uma nação está segura na medida em que não esteja correndo risco de sacrificar valores centrais se deseja evitar a guerra e seja capaz, caso desafiada, de mantê-los por meio da vitória em tal guerra 1. Segurança, em um sentido objetivo, mede a ausência de ameaças a valores adquiridos, e em um sentido subjetivo mede a ausência do medo de que tais valores serão alvo de ataque 2. Segurança estável só pode ser alcançada por pessoas e grupos se eles não privarem outros dela mesma; isso pode ser alcançado se a segurança for concebida como um processo de emancipação 3. A primeira definição nos traz uma visão mais tradicional ligada ao conceito de defesa de valores centrais, se necessário, através do uso da força. A segunda apreciação introduz à análise o conceito de valores, que podem ser atacados por outros. A terceira conceituação apresenta segurança como um processo emancipatório, de maneira que os grupos não se privem de suas necessidades. Para Buzan (1991, p. 432, tradução nossa) segurança é [ ] a busca pela liberdade de ameaças e a capacidade dos Estados e sociedades de manter sua identidade independente e sua integridade funcional. Em uma visão mais holística, Baldwin (1997), ao longo de seu artigo, se pergunta segurança para quem, segurança por quais valores, segurança de quais ameaças, por quais meios, a que custo, em que período de tempo? Dessa forma, percebe-se que não há um conceito firmado sobre o que seja segurança. No sistema internacional, o conceito de segurança, além de toda sua abrangência, está atrelado ao debate entre as visões tradicionais, herdeiras da tradição realista, e as visões mais 1 LIPPMANN apud BAYLIS, 2005, p. 255, tradução nossa. 2 WOLFERS apud BAYLIS, 2005, p. 255, tradução nossa. 3 BOOTH & WHEELER apud BAYLIS, 2005, p. 255, tradução nossa.

19 19 abrangentes. Não há uma definição única de segurança que guie o trabalho de todos os especialistas na área, e isso representa uma dificuldade quando se quer demonstrar que determinado tema é um assunto de segurança internacional. Desse modo, antes de passar à análise sobre a noção de securitização que tornou possível a inclusão da epidemia de HIV/AIDS como um tema tão sensível à nova agenda de segurança internacional, abordaremos brevemente as visões tradicionais e alternativas predominantes (nomeadamente, o realismo e o construtivismo) em segurança internacional. 2.1 AS ABORDAGENS TRADICIONAIS E ALTERNATIVAS EM SEGURANÇA INTERNACIONAL Dentro do campo das Relações Internacionais, os estudos de segurança consolidaramse no decorrer do século XX, tendo como pontos fulcrais, a Segunda Guerra Mundial, a Guerra Fria e o pós-guerra Fria. Desde o surgimento e a consolidação do campo como relevante para o debate em Relações Internacionais até os dias de hoje, ocorreram mudanças sensíveis tanto nas configurações e arranjos internacionais quanto nas perspectivas de estudo utilizadas. A primeira corrente de pensamento que ganhou destaque no campo da segurança foi a tradicionalista, herdeira da tradição realista dos estudos em relações internacionais. Estudiosos tradicionalistas definem segurança como a liberdade de qualquer ameaça objetiva militar à sobrevivência do estado em um sistema anárquico internacional (ŠULOVIĆ, 2009, p.2, tradução nossa). Tal corrente de pensamento encontrou consonância com a conjuntura internacional da época 4 : em fim dos anos 70 e começo dos anos 80, a invasão soviética no Afeganistão e a eleição de Reagan para a presidência dos EUA reacenderam a dinâmica das competições militares entre as duas superpotências da época, levando a uma repaginação da perspectiva realista na forma do neorrealismo ou realismo estrutural. Com o declínio da economia norte-americana, os sucessivos choques do petróleo e o esfacelamento dos impérios coloniais 5, alguns estudiosos passaram a questionar o escopo restrito do conceito tradicional de segurança internacional, passando a demandar a inclusão de outros temas na agenda: ameaças não-militares e internas (ULLMAN, 1983); recursos, meio ambiente e demografia (MATHEWS, 1989); economia, ecologia, fatores domésticos da segurança e ameaças transnacionais (KEOHANE, 1984; HAFTENDOR, 1991). 4 HOBSBAWM, 1995, p , passim. 5 Ibid., p passim.

20 20 Essas novas perspectivas 6, chamadas de abrangentes, passaram a desafiar a concepção tradicional de segurança ao alagar e aprofundar os estudos de segurança, tanto horizontal quanto verticalmente. Horizontalmente, os estudiosos abrangentes acreditam que, de fato, o conceito de segurança expandiu-se de uma jurisdição exclusivamente militar para outros setores tais como ambiental, econômico, societal e político. Verticalmente, esse novo escopo de segurança internacional deve estar aberto a objetos referentes 7 que não sejam exclusivamente o Estado grupos humanos, indivíduos, a humanidade como um todo (BUZAN et al., 1998). As novas linhas de pensamento dentro do campo de relações (e segurança) internacionais passaram, portanto, a incluir na análise da segurança atores não exclusivamente estatais e ameaças não exclusivamente militares como definidoras do comportamento dos atores. Tendo em vista a dimensão horizontal, esses novos pensadores acreditam que, na verdade, o conceito de segurança expandiu-se: a noção de que as relações internacionais são afetadas por mais fatores do que a política de poder dos Estados deu origem a uma abordagem teórica mais ampla, que tem se tornado cada vez mais relevante nos círculos acadêmicos. Essas abordagens teóricas alternativas encontram suporte no arcabouço construtivista, que vinha sendo lentamente construído desde a década de Essa escola de pensamento acredita que são as ideias e não o poder que moldam as relações entre os Estados (WENDT, 1992). A partir de uma combinação de abordagens sociológicas e teoria crítica (McDONALD, 2008a), os teóricos construtivistas argumentam que a realidade mundial é socialmente construída através de interações subjetivas e que fatores ideacionais tais como normas, identidades, e ideias são essenciais para a construção e mutação da política mundial (BAYLIS, 2005; McDONALD, 2008a). Conforme ressalta Baylis (2005), os teóricos construtivistas têm um modo de pensar a política internacional bastante diferente daquele neorrealista. Para os construtivistas sociais, a estrutura é produto de relações sociais compostas de elementos como recursos materiais, conhecimento compartilhado e práticas. Adler (1999, p. 205) ressalta que o construtivismo é a perspectiva segundo a qual o modo pelo qual o mundo material forma a, e é formado pela, 6 Duque (2009, p. 33) e Neves (2011, p. 21) informam que, além da corrente tradicionalista e da abordagem abrangente, há uma terceira abordagem denominada crítica, que considera que a ameaça e os objetos de segurança são socialmente construídos, tomando uma postura mais inquisitiva em relação à estrutura de segurança, considerando que a segurança do indivíduo (segurança humana) é mais importante do que a estatal. 7 Objetos referentes: things that are seen to be existentially threatened and that have a legitimate claim to survival (BUZAN et al., 1998, p. 36).

Análise de discurso como ferramenta fundamental dos estudos de Segurança Uma abordagem Construtivista

Análise de discurso como ferramenta fundamental dos estudos de Segurança Uma abordagem Construtivista Análise de discurso como ferramenta fundamental dos estudos de Segurança Uma abordagem Construtivista Guilherme Frizzera 1 RESUMO A Análise de Discurso (AD) é uma ferramenta essencial para os estudos de

Leia mais

Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Principais Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente

Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Principais Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente Ciências Humanas e Suas Tecnologias - Geografia Ensino Médio, 3º Ano Principais Conferências Internacionais sobre o Meio Ambiente Prof. Claudimar Fontinele Em dois momentos a ONU reuniu nações para debater

Leia mais

CARTA DE OTTAWA. PRIMEIRA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE PROMOÇÃO DA SAÚDE Ottawa, novembro de 1986

CARTA DE OTTAWA. PRIMEIRA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE PROMOÇÃO DA SAÚDE Ottawa, novembro de 1986 CARTA DE OTTAWA PRIMEIRA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE PROMOÇÃO DA SAÚDE Ottawa, novembro de 1986 A Primeira Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde, realizada em Ottawa, Canadá, em novembro

Leia mais

DISCIPLINA: INTRODUÇÃO AO ESTUDO DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS

DISCIPLINA: INTRODUÇÃO AO ESTUDO DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS 7.PROJETO PEDAGÓGICO 1º SEMESTRE DISCIPLINA: INTRODUÇÃO À ECONOMIA EMENTA: Conceitos Fundamentais; Principais Escolas do Pensamento; Sistema Econômico; Noções de Microeconomia; Noções de Macroeconomia;

Leia mais

VERSÃO APROVADA Tradução de cortesia ANEXO 4

VERSÃO APROVADA Tradução de cortesia ANEXO 4 ANEXO 4 RELATÓRIO PRELIMINAR DO CEED AO CONSELHO DE DEFESA SUL- AMERICANO SOBRE OS TERMOS DE REFERÊNCIA PARA OS CONCEITOS DE SEGURANÇA E DEFESA NA REGIÃO SUL- AMERICANA O é uma instância de conhecimento

Leia mais

ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS CONFERÊNCIA SOBRE OS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO DO MILÊNIO

ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS CONFERÊNCIA SOBRE OS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO DO MILÊNIO ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS CONFERÊNCIA SOBRE OS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO DO MILÊNIO Grupo de Trabalho 4: Fortalecendo a educação e o envolvimento da sociedade civil com relação ao vírus HIV, malária

Leia mais

UIPES/ORLA Sub-Região Brasil

UIPES/ORLA Sub-Região Brasil 1 A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE NO MUNDO GLOBALIZADO 1 Introdução Área de atuação. A Carta de Bangkok (CB) identifica ações, compromissos e garantias requeridos para atingir os determinantes

Leia mais

Desenvolvimento e Desigualdades: cenários e perspectivas para a saúde no mundo

Desenvolvimento e Desigualdades: cenários e perspectivas para a saúde no mundo Ciclo de Debates sobre Bioética, Diplomacia e Saúde Pública Desenvolvimento e Desigualdades: cenários e perspectivas para a saúde no mundo Samira Santana de Almeida 1 RELATÓRIO 1. Apresentação O presente

Leia mais

Desenvolvimento e Meio Ambiente: As Estratégias de Mudanças da Agenda 21

Desenvolvimento e Meio Ambiente: As Estratégias de Mudanças da Agenda 21 Desenvolvimento e Meio Ambiente: As Estratégias de Mudanças da Agenda 21 Resenha Desenvolvimento Raíssa Daher 02 de Junho de 2010 Desenvolvimento e Meio Ambiente: As Estratégias de Mudanças da Agenda 21

Leia mais

A preparação do Brasil para a Conferência Rio+20 Sugestões para contribuições

A preparação do Brasil para a Conferência Rio+20 Sugestões para contribuições A preparação do Brasil para a Conferência Rio+20 Sugestões para contribuições I. Informações preliminares sobre a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável ( Rio+20 ) De 28 de maio

Leia mais

Governança Sustentável nos BRICS. Resumo executivo

Governança Sustentável nos BRICS. Resumo executivo Governança Sustentável nos BRICS Resumo executivo Sumário executivo A rapidez com que, nos últimos anos, as economias emergentes do Brasil, da Rússia, da Índia, da China e da África do Sul vêm se aproximando

Leia mais

Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global

Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global Rede de Áreas Protegidas, Turismo e Inclusão Social: de uma perspectiva da América do Sul para uma perspectiva global (texto extraído da publicação IRVING, M.A.; BOTELHO, E.S.; SANCHO, A.; MORAES, E &

Leia mais

RIO+20: AVALIAÇÃO PRELIMINAR DE RESULTADOS E PERSPECTIVAS DA CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

RIO+20: AVALIAÇÃO PRELIMINAR DE RESULTADOS E PERSPECTIVAS DA CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL RIO+20: AVALIAÇÃO PRELIMINAR DE RESULTADOS E PERSPECTIVAS DA CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL Carlos Henrique R. Tomé Silva 1 Durante dez dias, entre 13 e 22 de julho de

Leia mais

Historia das relações de gênero

Historia das relações de gênero STEARNS, P. N. Historia das relações de gênero. Trad. De Mirna Pinsky. Sao Paulo: Contexto, 2007. 250p. Suellen Thomaz de Aquino Martins Santana 1 Historia das relações de gênero aborda as interações entre

Leia mais

MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. PORTARIA Nº 1.927, DE 10 DE DEZEMBRO DE 2014 (DOU de 11/12/2014 Seção I Pág. 82)

MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. PORTARIA Nº 1.927, DE 10 DE DEZEMBRO DE 2014 (DOU de 11/12/2014 Seção I Pág. 82) MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO PORTARIA Nº 1.927, DE 10 DE DEZEMBRO DE 2014 (DOU de 11/12/2014 Seção I Pág. 82) Estabelece orientações sobre o combate à discriminação relacionada ao HIV e a Aids nos

Leia mais

Resolução adotada pela Assembleia Geral em 19 de dezembro de 2011. 66/121. Políticas e programas voltados à juventude

Resolução adotada pela Assembleia Geral em 19 de dezembro de 2011. 66/121. Políticas e programas voltados à juventude Organização das Nações Unidas A/RES/66/121 Assembleia Geral Distribuição: geral 2 de fevereiro de 2012 65 a sessão Item 27 (b) da pauta Resolução adotada pela Assembleia Geral em 19 de dezembro de 2011

Leia mais

Violência contra crianças e adolescentes: uma análise descritiva do fenômeno

Violência contra crianças e adolescentes: uma análise descritiva do fenômeno A crise de representação e o espaço da mídia na política RESENHA Violência contra crianças e adolescentes: uma análise descritiva do fenômeno Rogéria Martins Socióloga e Professora do Departamento de Educação/UESC

Leia mais

Os caminhos e descaminhos de uma epidemia global

Os caminhos e descaminhos de uma epidemia global Os caminhos e descaminhos de uma epidemia global Por Rodrigo Cunha 5 de junho de 1981. O Relatório Semanal de Morbidez e Mortalidade do Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos

Leia mais

Cooperação Internacional no Âmbito das Nações Unidas: solidariedade versus interesses nacionais

Cooperação Internacional no Âmbito das Nações Unidas: solidariedade versus interesses nacionais Ciclo de Debates sobre Bioética, Diplomacia e Saúde Pública Cooperação Internacional no Âmbito das Nações Unidas: solidariedade versus interesses nacionais RELATÓRIO Samira Santana de Almeida 1 1. Apresentação

Leia mais

A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO

A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO Introdução Escopo A Carta de Bangkok identifica ações, compromissos e promessas necessários para abordar os determinantes da saúde em

Leia mais

Ministério da Saúde SAÚDE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: SAÚDE NA RIO + 20

Ministério da Saúde SAÚDE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: SAÚDE NA RIO + 20 Ministério da Saúde SAÚDE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: SAÚDE NA RIO + 20 INTRODUÇÃO A Organização das Nações Unidas realizará em junho de 2012, no Rio de Janeiro, a Conferência das Nações Unidas sobre

Leia mais

A Declaração de Jacarta. sobre Promoção da Saúde no Século XXI

A Declaração de Jacarta. sobre Promoção da Saúde no Século XXI A Declaração de Jacarta sobre Promoção da Saúde no Século XXI * * * * * * * * * * * * * * * * * ** * * * * * * * * * A Declaração de Jacarta sobre Promoção da Saúde no Século XXI * * * * * * * * * * *

Leia mais

CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO CAPÍTULO 3 COMBATE À POBREZA ÁREA DE PROGRAMAS

CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO CAPÍTULO 3 COMBATE À POBREZA ÁREA DE PROGRAMAS CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO CAPÍTULO 3 COMBATE À POBREZA ÁREA DE PROGRAMAS Capacitação dos pobres para a obtenção de meios de subsistência sustentáveis Base para

Leia mais

Resumo. Introdução. Grupo de pesquisadores da rede municipal de ensino da cidade do Recife PE.

Resumo. Introdução. Grupo de pesquisadores da rede municipal de ensino da cidade do Recife PE. TRABALHO DOCENTE: POR UMA EDUCAÇÃO AMBIENTAL CRÍTICA, TRANSFORMADORA E EMANCIPATÓRIA OLIVEIRA, Marinalva Luiz de Prefeitura da Cidade do Recife GT-22: Educação Ambiental Resumo Este trabalho tem o objetivo

Leia mais

Estatuto do Fórum Internacional de Plataformas Nacionais de ONGs

Estatuto do Fórum Internacional de Plataformas Nacionais de ONGs Estatuto do Fórum Internacional de Plataformas Nacionais de ONGs Preâmbulo O Fórum Internacional de Plataformas Nacionais de ONGs (FIP) foi criado em outubro de 2008, em Paris, pelo conjunto de 82 plataformas

Leia mais

O Complexo Jogo dos Espaços Mundiais

O Complexo Jogo dos Espaços Mundiais O Complexo Jogo dos Espaços Mundiais O Mundo está fragmentado em centenas de países, mas ao mesmo tempo, os países se agrupam a partir de interesses em comum. Esses agrupamentos, embora não deixem de refletir

Leia mais

Cumulatividade e Sinergia: Conceitos e Desafios para Avaliações de Impactos e elaboração de Planos de Gestão no Brasil Andressa Spata

Cumulatividade e Sinergia: Conceitos e Desafios para Avaliações de Impactos e elaboração de Planos de Gestão no Brasil Andressa Spata Cumulatividade e Sinergia: Conceitos e Desafios para Avaliações de Impactos e elaboração de Planos de Gestão no Brasil Andressa Spata Problema Questionamentos no Brasil a respeito dos conceitos de cumulatividade

Leia mais

1904 (XVIII). Declaração das Nações Unidas sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial

1904 (XVIII). Declaração das Nações Unidas sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial Décima Oitava Sessão Agenda item 43 Resoluções aprovadas pela Assembléia Geral 1904 (XVIII). Declaração das Nações Unidas sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial A Assembléia Geral,

Leia mais

Avaliação Econômica. O Processo de Seleção de Diretores nas Escolas Públicas Brasileiras

Avaliação Econômica. O Processo de Seleção de Diretores nas Escolas Públicas Brasileiras Avaliação Econômica O Processo de Seleção de Diretores nas Escolas Públicas Brasileiras Objeto da avaliação: adoção de diferentes mecanismos para a seleção de diretores de escolas públicas brasileiras

Leia mais

Introdução às relações internacionais

Introdução às relações internacionais Robert Jackson Georg Sørensen Introdução às relações internacionais Teorias e abordagens Tradução: BÁRBARA DUARTE Revisão técnica: ARTHUR ITUASSU, prof. de relações internacionais na PUC-Rio Rio de Janeiro

Leia mais

2- FUNDAMENTOS DO CONTROLE 2.1 - CONCEITO DE CONTROLE:

2- FUNDAMENTOS DO CONTROLE 2.1 - CONCEITO DE CONTROLE: 1 - INTRODUÇÃO Neste trabalho iremos enfocar a função do controle na administração. Trataremos do controle como a quarta função administrativa, a qual depende do planejamento, da Organização e da Direção

Leia mais

Capítulo 10 ABORDAGEM INTEGRADA DO PLANEJAMENTO E DO GERENCIAMENTO DOS RECURSOS TERRESTRES

Capítulo 10 ABORDAGEM INTEGRADA DO PLANEJAMENTO E DO GERENCIAMENTO DOS RECURSOS TERRESTRES Capítulo 10 ABORDAGEM INTEGRADA DO PLANEJAMENTO E DO GERENCIAMENTO DOS RECURSOS TERRESTRES Introdução 10.1. A terra costuma ser definida como uma entidade física, em termos de sua topografia e sua natureza

Leia mais

49 o CONSELHO DIRETOR 61 a SESSÃO DO COMITÊ REGIONAL

49 o CONSELHO DIRETOR 61 a SESSÃO DO COMITÊ REGIONAL ORGANIZAÇÃO PAN-AMERICANA DA SAÚDE ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE 49 o CONSELHO DIRETOR 61 a SESSÃO DO COMITÊ REGIONAL Washington, D.C., EUA, 28 de setembro a 2 de outubro de 2009 CD49.R10 (Port.) ORIGINAL:

Leia mais

HIERARCHY IN INTERNATIONAL RELATIONS 1

HIERARCHY IN INTERNATIONAL RELATIONS 1 .. RESENHA Bookreview HIERARCHY IN INTERNATIONAL RELATIONS 1 Gustavo Resende Mendonça 2 A anarquia é um dos conceitos centrais da disciplina de Relações Internacionais. Mesmo diante do grande debate teórico

Leia mais

operacional que, na maioria das vezes, é realizada por voluntários, a fim de manter baixo o custo da operação.

operacional que, na maioria das vezes, é realizada por voluntários, a fim de manter baixo o custo da operação. 5 INTRODUÇÃO O terceiro setor é composto por uma grande diversidade de organizações do setor privado que realizam atividades para o público em geral, isto é, para a sociedade. Estas organizações não têm

Leia mais

1. United Nations Conference on Environment and Development UNCED (ECO-92) DECLARAÇÃO DO RIO DE JANEIRO SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO

1. United Nations Conference on Environment and Development UNCED (ECO-92) DECLARAÇÃO DO RIO DE JANEIRO SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO VEJA RIO+20 1. United Nations Conference on Environment and Development UNCED (ECO-92) DECLARAÇÃO DO RIO DE JANEIRO SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO Abstract: A declaração final da ECO-92 acenou para

Leia mais

BRICS Monitor. Especial RIO+20. Os BRICS rumo à Rio+20: África do Sul. Novembro de 2011

BRICS Monitor. Especial RIO+20. Os BRICS rumo à Rio+20: África do Sul. Novembro de 2011 BRICS Monitor Especial RIO+20 Os BRICS rumo à Rio+20: África do Sul Novembro de 2011 Núcleo de Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade BRICS Policy Center / Centro de Estudos e Pesquisas BRICS BRICS

Leia mais

BUSCA ATIVA DE POSSÍVEIS PORTADORES DE HIV/AIDS EM PROJETO EXTENSIONISTA E SEU PERFIL

BUSCA ATIVA DE POSSÍVEIS PORTADORES DE HIV/AIDS EM PROJETO EXTENSIONISTA E SEU PERFIL 9. CONEX Apresentação Oral Resumo Expandido 1 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE ( X ) SAÚDE ( ) TRABALHO (

Leia mais

A UNIVERSIDADE E OS PROJETOS SOCIAIS: PROJETO RONDON COOPERAÇÃO ENTRE A UNIVERSIDADE E COMUNIDADES DO ESTADO DO MATO GROSSO / MT

A UNIVERSIDADE E OS PROJETOS SOCIAIS: PROJETO RONDON COOPERAÇÃO ENTRE A UNIVERSIDADE E COMUNIDADES DO ESTADO DO MATO GROSSO / MT A UNIVERSIDADE E OS PROJETOS SOCIAIS: PROJETO RONDON COOPERAÇÃO ENTRE A UNIVERSIDADE E COMUNIDADES DO ESTADO DO MATO GROSSO / MT Myrian Lucia Ruiz Castilho André Luiz Castilho ** A educação é um direito

Leia mais

A Arquivologia como campo de pesquisa: desafios e perspectivas. José Maria Jardim Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO

A Arquivologia como campo de pesquisa: desafios e perspectivas. José Maria Jardim Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO A Arquivologia como campo de pesquisa: desafios e perspectivas José Maria Jardim Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO A indissociabilidade entre ensino/produção/difusão do conhecimento

Leia mais

PRINCÍPIOS DO RIO. Princípio 1

PRINCÍPIOS DO RIO. Princípio 1 PRINCÍPIOS DO RIO António Gonçalves Henriques Princípio 1 Os seres humanos são o centro das preocupações para o desenvolvimento sustentável. Eles têm direito a uma vida saudável e produtiva em harmonia

Leia mais

EDUCAÇÃO PARA TODOS DECLARAÇÃO DE COCHABAMBA

EDUCAÇÃO PARA TODOS DECLARAÇÃO DE COCHABAMBA BR/2001/PI/H/4 EDUCAÇÃO PARA TODOS DECLARAÇÃO DE COCHABAMBA Os Ministros da Educação da América Latina e do Caribe, reunidos a pedido da UNESCO, na VII Sessão do Comitê Intergovernamental Regional do Projeto

Leia mais

INDIVÍDUO E SOCIEDADE PARTE 2

INDIVÍDUO E SOCIEDADE PARTE 2 TEXTO NUM. 2 INDIVÍDUO E SOCIEDADE PARTE 2 Max Weber, O indivíduo e a ação social: O alemão Max Weber (1864-1920), diferentemente de Durkheim, tem como preocupação central compreender o indivíduo e suas

Leia mais

Competências avaliadas pela ICF

Competências avaliadas pela ICF Competências avaliadas pela ICF ð Estabelecendo a Base: 1. Atendendo as Orientações Éticas e aos Padrões Profissionais Compreensão da ética e dos padrões do Coaching e capacidade de aplicá- los adequadamente

Leia mais

Lider coach: Uma nova abordagem para a gestão de pessoas. Orlando Rodrigues.

Lider coach: Uma nova abordagem para a gestão de pessoas. Orlando Rodrigues. Lider coach: Uma nova abordagem para a gestão de pessoas. Orlando Rodrigues. Ao longo da historia da Administração, desde seus primórdios, a partir dos trabalhos de Taylor e Fayol, muito se pensou em termos

Leia mais

Como transformar a sua empresa numa organização que aprende

Como transformar a sua empresa numa organização que aprende Como transformar a sua empresa numa organização que aprende É muito interessante quando se fala hoje com profissionais de Recursos Humanos sobre organizações que aprendem. Todos querem trabalhar em organizações

Leia mais

Sumário executivo. From: Aplicação da avaliação ambiental estratégica Guia de boas práticas na cooperação para o desenvolvimento

Sumário executivo. From: Aplicação da avaliação ambiental estratégica Guia de boas práticas na cooperação para o desenvolvimento From: Aplicação da avaliação ambiental estratégica Guia de boas práticas na cooperação para o desenvolvimento Access the complete publication at: http://dx.doi.org/10.1787/9789264175877-pt Sumário executivo

Leia mais

#ElesPorElas. Movimento ElesPorElas (HeForShe) de Solidariedade da ONU Mulheres pela Igualdade de Gênero Impactando Universidades

#ElesPorElas. Movimento ElesPorElas (HeForShe) de Solidariedade da ONU Mulheres pela Igualdade de Gênero Impactando Universidades #ElesPorElas Movimento ElesPorElas (HeForShe) de Solidariedade da ONU Mulheres pela Igualdade de Gênero Impactando Universidades ElesPorElas Criado pela ONU Mulheres, a Entidade das Nações Unidas para

Leia mais

BR/2001/PI/H/3. Declaração das ONGs Educação para Todos Consulta Internacional de ONGS (CCNGO), Dakar, 25 de Abril de 2000

BR/2001/PI/H/3. Declaração das ONGs Educação para Todos Consulta Internacional de ONGS (CCNGO), Dakar, 25 de Abril de 2000 BR/2001/PI/H/3 Declaração das ONGs Educação para Todos Consulta Internacional de ONGS (CCNGO), Dakar, 25 de Abril de 2000 2001 Declaração das ONGs Educação para Todos Consulta Internacional de ONGS (CCNGO),

Leia mais

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CONSELHO SUPERIOR DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CONSELHO SUPERIOR DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CONSELHO SUPERIOR DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO Resolução n 69/ 2011 Aprova o Projeto Pedagógico do Curso de Graduação em, Bacharelado, do Centro

Leia mais

Policy Brief. Os BRICS e a Segurança Internacional

Policy Brief. Os BRICS e a Segurança Internacional Policy Brief Outubro de 2011 Núcleo de Política Internacional e Agenda Multilateral BRICS Policy Center / Centro de Estudos e Pesquisa BRICS Policy Brief Outubro de 2011 Núcleo de Política Internacional

Leia mais

VIGILÂNCIA AMBIENTAL

VIGILÂNCIA AMBIENTAL VIGILÂNCIA AMBIENTAL VIGILÂNCIA AMBIENTAL Introdução Considera-se a vigilância ambiental como o processo contínuo de coleta de dados e análise de informação sobre saúde e ambiente, com o intuito de orientar

Leia mais

MINUTA DE DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS

MINUTA DE DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS 1 MINUTA DE DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS O Presidente da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação, no uso de suas atribuições

Leia mais

DOCUMENTO DE POSICIONAMENTO DA IBIS SOBRE A JUVENTUDE

DOCUMENTO DE POSICIONAMENTO DA IBIS SOBRE A JUVENTUDE DOCUMENTO DE POSICIONAMENTO DA IBIS SOBRE A JUVENTUDE A IBIS visa contribuir para o empoderamento dos jovens como cidadãos activos da sociedade, com igual usufruto de direitos, responsabilidades e participação

Leia mais

BENEFÍCIOS DA PARTICIPAÇÃO NO ACORDO INTERNATIONAL DO CAFÉ DE 2007

BENEFÍCIOS DA PARTICIPAÇÃO NO ACORDO INTERNATIONAL DO CAFÉ DE 2007 BENEFÍCIOS DA PARTICIPAÇÃO NO ACORDO INTERNATIONAL DO CAFÉ DE 2007 O Acordo Internacional do Café (AIC) de 2007 é um instrumento chave para a cooperação internacional em matéria de café, e participar dele

Leia mais

PROGRAMA DO: Governo da República Federativa do Brasil (Ministério das Cidades Ministério do Meio Ambiente)

PROGRAMA DO: Governo da República Federativa do Brasil (Ministério das Cidades Ministério do Meio Ambiente) PROGRAMA DO: Governo da República Federativa do Brasil (Ministério das Cidades Ministério do Meio Ambiente) COM APOIO DO: Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (UN-HABITAT) e o Programa

Leia mais

Declaração de Santa Cruz de la Sierra

Declaração de Santa Cruz de la Sierra Reunião de Cúpula das Américas sobre o Desenvolvimiento Sustentável Santa Cruz de la Sierra, Bolivia, 7 ao 8 de Dezembro de 1996 Declaração de Santa Cruz de la Sierra O seguinte documento é o texto completo

Leia mais

HIV. O vírus da imunodeficiência humana HIV-1 e HIV-2 são membros da família Retroviridae, na subfamília Lentividae.

HIV. O vírus da imunodeficiência humana HIV-1 e HIV-2 são membros da família Retroviridae, na subfamília Lentividae. A Equipe Multiprofissional de Saúde Ocupacional da UDESC lembra: Dia 01 de dezembro é dia mundial de prevenção à Aids! Este material foi desenvolvido por alunos do Departamento de Enfermagem da Universidade

Leia mais

Tabela 1 Total da população 2010 Total de homens Total de mulheres Homens % Mulheres % Distrito Federal 2.562.963 1.225.237 1.337.

Tabela 1 Total da população 2010 Total de homens Total de mulheres Homens % Mulheres % Distrito Federal 2.562.963 1.225.237 1.337. PROGRAMA TÉMATICO: 6229 EMANCIPAÇÃO DAS MULHERES OBJETIVO GERAL: Ampliar o acesso das mulheres aos seus direitos por meio do desenvolvimento de ações multissetoriais que visem contribuir para uma mudança

Leia mais

PAINEL I A IGUALDADE DE GÉNERO COMO FACTOR COMPETITIVO E DE DESENVOLVIMENTO

PAINEL I A IGUALDADE DE GÉNERO COMO FACTOR COMPETITIVO E DE DESENVOLVIMENTO PAINEL I A IGUALDADE DE GÉNERO COMO FACTOR COMPETITIVO E DE DESENVOLVIMENTO Maria Regina Tavares da Silva Perita em Igualdade de Género Consultora das Nações Unidas Nesta Conferência de celebração dos

Leia mais

Organização Mundial da Saúde

Organização Mundial da Saúde TRADUÇÃO LIVRE, ADAPTADA AO PORTUGUÊS PELA OPAS/OMS BRASIL. Organização Mundial da Saúde Uma Resposta Sustentável do Setor Saúde ao HIV Estratégia mundial do setor da saúde contra o HIV/aids para 2011-2015

Leia mais

Prevenção. Alianças. Direitos. Assistência. HIV/AIDS + TRABALHO Diretrizes para os empregadores. www.oit.org/aids OIT/AIDS

Prevenção. Alianças. Direitos. Assistência. HIV/AIDS + TRABALHO Diretrizes para os empregadores. www.oit.org/aids OIT/AIDS HIV/AIDS + TRABALHO Diretrizes para os empregadores Prevenção Assistência Direitos Alianças Como utilizar o Repertório de Recomendações Práticas da OIT sobre o HIV/Aids e o Mundo do Trabalho e seu Manual

Leia mais

O Sr. CELSO RUSSOMANNO (PP-SP) pronuncia o. seguinte discurso: Senhor Presidente, Senhoras e Senhores

O Sr. CELSO RUSSOMANNO (PP-SP) pronuncia o. seguinte discurso: Senhor Presidente, Senhoras e Senhores O Sr. CELSO RUSSOMANNO (PP-SP) pronuncia o seguinte discurso: Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, transcorreram já mais de duas décadas desde que a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida

Leia mais

O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey

O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey O Valor estratégico da sustentabilidade: resultados do Relatório Global da McKinsey Executivos em todos os níveis consideram que a sustentabilidade tem um papel comercial importante. Porém, quando se trata

Leia mais

BRICS Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul

BRICS Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul MECANISMOS INTER-REGIONAIS BRICS Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul O que faz o BRICS? Desde a sua criação, o BRICS tem expandido suas atividades em duas principais vertentes: (i) a coordenação

Leia mais

AVALIAÇÃO DA EPIDEMIA DE AIDS NO RIO GRANDE DO SUL dezembro de 2007

AVALIAÇÃO DA EPIDEMIA DE AIDS NO RIO GRANDE DO SUL dezembro de 2007 AVALIAÇÃO DA EPIDEMIA DE AIDS NO RIO GRANDE DO SUL dezembro de 2007 Notas importantes: O Banco de dados (BD) do Sistema de Informação Nacional de Agravos de Notificação (SINAN) vem sofrendo nos últimos

Leia mais

RIO+10 E ERRADICAÇÃO DA POBREZA

RIO+10 E ERRADICAÇÃO DA POBREZA RIO+10 E ERRADICAÇÃO DA POBREZA SUELY MARA VAZ GUIMARÃES DE ARAÚJO Consultora Legislativo da Área XI Geografia, Desenvolvimento Regional, Ecologia e Direito Ambiental, Urbanismo, Habitação, Saneamento

Leia mais

Rio de Janeiro, 23 de junho de 2008.

Rio de Janeiro, 23 de junho de 2008. Rio de Janeiro, 23 de junho de 2008. A presente nota objetiva auxiliar na discussão acerca da definição da expressão derivados dos recursos genéticos no âmbito da internalização do terceiro objetivo da

Leia mais

1. Introdução. 1 Segundo Seitenfus: apesar das escassas relações, são numerosos os laços que unem o Brasil ao

1. Introdução. 1 Segundo Seitenfus: apesar das escassas relações, são numerosos os laços que unem o Brasil ao 1. Introdução O objetivo deste trabalho é analisar o posicionamento brasileiro perante as normas internacionais relacionadas a intervenções humanitárias e missões de paz no período pós-guerra Fria, e como

Leia mais

CHAMADO À AÇÃO DE TORONTO

CHAMADO À AÇÃO DE TORONTO Organização Pan-Americana da Saúde Ministério da Saúde CHAMADO À AÇÃO DE TORONTO 2006-2015 Rumo a uma Década de Recursos Humanos em Saúde nas américas Reunião Regional dos Observatórios de Recursos Humanos

Leia mais

Palavras-chave: Narcotráfico; Plano Estratégico de Fronteiras; Securitização.

Palavras-chave: Narcotráfico; Plano Estratégico de Fronteiras; Securitização. A Securitização do Narcotráfico nos Estados Unidos e a influência no Brasil The Securitization of Drug Trafficking in the United States and influence in Brazil Nerissa Krebs Farret 1 RESUMO O presente

Leia mais

Política de Proteção Infantil

Política de Proteção Infantil Política de Proteção Infantil Diga SIM à Proteção Infantil! Como uma organização internacional de desenvolvimento comunitário centrado na criança e no adolescente, cujo trabalho se fundamenta na Convenção

Leia mais

V Encontro das Agências no Brasil 18 e 19 de março de 2001. Mudanças na Cultura de Gestão

V Encontro das Agências no Brasil 18 e 19 de março de 2001. Mudanças na Cultura de Gestão 1 V Encontro das Agências no Brasil 18 e 19 de março de 2001. Painel: Desenvolvimento Institucional Mudanças na Cultura de Gestão Roteiro: 1. Perfil das organizações do PAD. 2. Desenvolvimento Institucional:

Leia mais

NR 35 - GESTÃO DA SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO (PROPOSTA DE TEXTO)

NR 35 - GESTÃO DA SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO (PROPOSTA DE TEXTO) NR 35 - GESTÃO DA SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO (PROPOSTA DE TEXTO) Objeto, princípios e campo de aplicação 35.1 Esta Norma Regulamentadora - NR estabelece princípios e requisitos para gestão da segurança

Leia mais

ESTATÍSTICAS GLOBAIS DE 2014

ESTATÍSTICAS GLOBAIS DE 2014 EMBARGADO PARA TRANSMISSÃO E PUBLICAÇÃO ATÉ ÀS 06:30 (HORÁRIO DE BRASÍLIA), TERÇA-FEIRA, 14 DE JULHO DE 2015 FICHA INFORMATIVA ESTATÍSTICAS GLOBAIS DE 2014 15 de pessoas com acesso a terapia antirretroviral

Leia mais

Mestrados Profissionais em Segurança Pública. Documento do Workshop Mestrado Profissional em Segurança Pública e Justiça Criminal

Mestrados Profissionais em Segurança Pública. Documento do Workshop Mestrado Profissional em Segurança Pública e Justiça Criminal I- Introdução Mestrados Profissionais em Segurança Pública Documento do Workshop Mestrado Profissional em Segurança Pública e Justiça Criminal Este documento relata as apresentações, debates e conclusões

Leia mais

DOCUMENTO 03 ENSINO SUPERIOR NO BRASIL

DOCUMENTO 03 ENSINO SUPERIOR NO BRASIL DOCUMENTO 03 ENSINO SUPERIOR NO BRASIL Com o advento da nova Constituição em 1988 e a promulgação e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional em fins de 1996, novas perspectivas foram colocadas

Leia mais

Canguilhem e as ciências da vida

Canguilhem e as ciências da vida Canguilhem e as ciências da vida 679 CANGUILHEM, G. Estudos de História e de Filosofia das Ciências: concernentes aos vivos e à vida Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2012 1 Lizandro Lui 1 Instituto

Leia mais

Tendo considerado o relatório do Secretário-Geral sobre a revista elaborar Carta Mundial da Natureza,

Tendo considerado o relatório do Secretário-Geral sobre a revista elaborar Carta Mundial da Natureza, Carta Mundial para a Natureza A Assembleia Geral, Tendo considerado o relatório do Secretário-Geral sobre a revista elaborar Carta Mundial da Natureza, Recordando que, na sua resolução 35/7 de 30 de outubro

Leia mais

Panorama da pandemia de Aids: o relatório da UNAIDS

Panorama da pandemia de Aids: o relatório da UNAIDS Panorama da pandemia de Aids: o relatório da UNAIDS Resenha Desenvolvimento / Segurança Jéssica Naime 08 de fevereiro de 2007 Panorama da pandemia de Aids: o relatório da UNAIDS Resenha Desenvolvimento

Leia mais

Visando uma comunidade harmoniosa

Visando uma comunidade harmoniosa Plano de promoção de Kawasaki para uma sociedade multicultural e harmoniosa Visando uma comunidade harmoniosa esboço Multicultural Promotion Policies Políticas de promoción multicultural Políticas de Promoção

Leia mais

Ministério da Educação. Primavera 2014. Atualização do Redesenho do Currículo

Ministério da Educação. Primavera 2014. Atualização do Redesenho do Currículo Ministério da Educação Primavera 2014 Atualização do Redesenho do Currículo Em 2010, o Ministério da Educação começou a transformar o sistema educacional de British Columbia, Canadá, Ensino Infantil Médio

Leia mais

A PROTEÇÃO DOS CIVIS E DA AÇÃO HUMANITÁRIA POR MEIO DE UM TRATADO DE COMÉRCIO DE ARMAS EFICAZ

A PROTEÇÃO DOS CIVIS E DA AÇÃO HUMANITÁRIA POR MEIO DE UM TRATADO DE COMÉRCIO DE ARMAS EFICAZ A PROTEÇÃO DOS CIVIS E DA AÇÃO HUMANITÁRIA POR MEIO DE UM TRATADO DE COMÉRCIO DE ARMAS EFICAZ FOLHETO Marko Kokic/CICV DISPONIBILIDADE DE ARMAS: O CUSTO HUMANO Todos os anos, devido à disponibilidade generalizada

Leia mais

A SAÚDE NA AGENDA DO DESENVOLVIMENTO GLOBAL PÓS-2015

A SAÚDE NA AGENDA DO DESENVOLVIMENTO GLOBAL PÓS-2015 A SAÚDE NA AGENDA DO DESENVOLVIMENTO GLOBAL PÓS-2015 Documento de Posicionamento 1 IMVF Documento de Posicionamento A SAÚDE DA AGENDA PARA O DESENVOLVIMENTO GLOBAL PÓS-2015 Documento de Posicionamento

Leia mais

Rumo à transformação digital Agosto de 2014

Rumo à transformação digital Agosto de 2014 10Minutos - Tecnologia da Informação 6ª Pesquisa Anual sobre QI Digital Rumo à transformação digital Agosto de 2014 Destaques O QI Digital é uma variável para medir quanto valor você pode gerar em sua

Leia mais

IDENTIDADE DA CPLP NO DOMÍNIO DA DEFESA

IDENTIDADE DA CPLP NO DOMÍNIO DA DEFESA 1 IDENTIDADE DA CPLP NO DOMÍNIO DA DEFESA 1. INTRODUÇÃO As identidades coletivas, em qualquer domínio considerado, assumem uma importância central; a sua afirmação dá sentido aos projetos comuns, promove

Leia mais

O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável

O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável O papel da mulher na construção de uma sociedade sustentável Sustentabilidade Socioambiental Resistência à pobreza Desenvolvimento Saúde/Segurança alimentar Saneamento básico Educação Habitação Lazer Trabalho/

Leia mais

Resumo Objetivo e Definição do problema

Resumo Objetivo e Definição do problema 1 Resumo Objetivo e Definição do problema O presente trabalho estuda o uso potencial de instrumentos que utilizam uma interação próxima entre os setores público, privado e o terceiro setor, visando aumentar

Leia mais

CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO

CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO CAPÍTULO 1 INTRODUÇÃO A atuação do homem no meio ambiente, ao longo da história, fornece provas de suas ações em nome do progresso. Esta evolução tem seu lado positivo, pois abre novos horizontes, novas

Leia mais

Filosofia - Introdução à Reflexão Filosófica

Filosofia - Introdução à Reflexão Filosófica Filosofia - Introdução à Reflexão Filosófica 0 O que é Filosofia? Essa pergunta permite muitas respostas... Alguns podem apontar que a Filosofia é o estudo de tudo ou o nada que pretende abarcar tudo.

Leia mais

Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento

Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento A Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, tendo se reunido no Rio de Janeiro, de 3 a 14 de junho de 1992, reafirmando

Leia mais

Os atores e as redes: construindo espaços para inovação

Os atores e as redes: construindo espaços para inovação Os atores e as redes: construindo espaços para inovação Flávia Charão Marques WORKSHOP SOBRE PROCESSOS DE AVALIAÇÃO DA SUSTENTABILIDADE EM AGROECOSSISTEMAS FAMILIARES Pelotas, 31 de agosto de 2011 Av.

Leia mais

Planejamento Organização Direção Controle. Termos chaves Planejamento processo de determinar os objetivos e metas organizacionais e como realiza-los.

Planejamento Organização Direção Controle. Termos chaves Planejamento processo de determinar os objetivos e metas organizacionais e como realiza-los. Decorrência da Teoria Neoclássica Processo Administrativo. A Teoria Neoclássica é também denominada Escola Operacional ou Escola do Processo Administrativo, pela sua concepção da Administração como um

Leia mais

COLETA DE DADOS PROFA. ENIMAR JERÔNIMO WENDHAUSEN

COLETA DE DADOS PROFA. ENIMAR JERÔNIMO WENDHAUSEN COLETA DE DADOS PROFA. ENIMAR JERÔNIMO WENDHAUSEN Objetivo da aula Conhecer os instrumentos de coleta de dados, suas vantagens e limitações. Caminhos Para a Obtenção de Dados Pesquisa em ciências sociais

Leia mais

FIEP FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIA DO ESTADO DA PARAÍBA

FIEP FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIA DO ESTADO DA PARAÍBA FIEP FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIA DO ESTADO DA PARAÍBA INQUETAÇÕES E DESCONFORTO PARA NÓS, SERES HUMANOS! RESPOSTA DA FIEP E DAS INDÚSTRIAS DA PARAÍBA. O QUE ESTAMOS FAZENDO AGORA. ANÁLISE DOS PRINCIPAIS PROBLEMAS

Leia mais

Resolução de Questões- Tropa de Elite ATUALIDADES Questões- AULA 1-4 NILTON MATOS

Resolução de Questões- Tropa de Elite ATUALIDADES Questões- AULA 1-4 NILTON MATOS Resolução de Questões- Tropa de Elite ATUALIDADES Questões- AULA 1-4 NILTON MATOS 2012 Copyright. Curso Agora eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. OBS: EM NEGRITO OS ENUNCIADOS, EM AZUL AS

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO MESTRADO e DOUTORADO

EMENTAS DAS DISCIPLINAS DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO MESTRADO e DOUTORADO 1 MESTRADO: EMENTAS DAS DISCIPLINAS DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO MESTRADO e DOUTORADO A) DISCIPLINAS OBRIGATÓRIAS DAS LINHAS 1 e 2: Estudos Organizacionais e Sociedade e Marketing e Cadeias

Leia mais

RECONHECENDO a geometria variável dos sistemas de pesquisa e desenvolvimento dos países membros do BRICS; ARTIGO 1: Autoridades Competentes

RECONHECENDO a geometria variável dos sistemas de pesquisa e desenvolvimento dos países membros do BRICS; ARTIGO 1: Autoridades Competentes MEMORANDO DE ENTENDIMENTO SOBRE A COOPERAÇÃO EM CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO ENTRE OS GOVERNOS DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, FEDERAÇÃO DA RÚSSIA, REPÚBLICA DA ÍNDIA, REPÚBLICA POPULAR DA CHINA E

Leia mais

Declaração de Joanesburgo sobre Desenvolvimento Sustentável

Declaração de Joanesburgo sobre Desenvolvimento Sustentável Declaração de Joanesburgo sobre Desenvolvimento Sustentável Das origens ao futuro 1. Nós, representantes dos povos do mundo, reunidos durante a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável em Joanesburgo,

Leia mais

Como obter produção e consumo sustentáveis?

Como obter produção e consumo sustentáveis? Como obter produção e consumo sustentáveis? Meiriane Nunes Amaro 1 O conceito de produção e consumo sustentáveis (PCS) 2 vem sendo construído há duas décadas, embora resulte de um processo evolutivo iniciado

Leia mais