Segundo Nahas (2001, citado por SIMÃO et al., 2006), considerando o conceito de estilo de vida como um conjunto de ações

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1 ARTIGO PERFIL DO ESTILO DE VIDA ENTRE PROFESSORES DA REDE ESTADUAL E PARTICULAR DE ENSINO REGULAR DA CIDADE DE MURIAÉ MG Rodrigo Mendes Costa* Newton Sanches Milani** RESUMO A era moderna tem sido marcada pelo aumento das doenças crônico-degenerativas, com prevalência para morbidade cardiovascular. Esse fato tem relação com os avanços tecnológicos e o estilo de vida inadequado (sedentarismo, alimentação incorreta, stress, etc.) adotado por grande parcela da sociedade. Atentos a esse problema, tivemos o objetivo de comparar o estilo de vida e o nível de atividade física habitual dos professores de escolas estaduais com os daqueles de escolas particulares da cidade de Muriaé-MG. Foram analisados através de um questionário sobre estilo de vida 49 indivíduos, sendo 27 da Escola Estadual Maria Augusta Silva Araújo, com idade entre 25 e 58 anos, e 22 da Escola São Paulo, com idade entre 19 e 58 anos. Na comparação do nível de atividade física habitual foi utilizado o questionário do Perfil de Estilo de Vida. A porcentagem de sedentarismo foi maior no grupo de professores de escolas estaduais. Quando comparados por idade, os resultados demonstraram similaridade dos grupos, tendo os inativos entre 36 e 55 anos e, posteriormente, mais ativos até 35 anos e acima dos 55 anos. Conclui-se que os professores apresentam nível elevado de sedentarismo, indicando o estilo de vida inadequado desses profissionais. Palavras-chave: estilo de vida, atividade física, professores de escolas estaduais e particulares. Introdução Segundo Nahas (2001, citado por SIMÃO et al., 2006), considerando o conceito de estilo de vida como um conjunto de ações Recebido para publicação em 30/05/2006 e aprovado em 28/08/2006. *Pós-Graduação Lato Sensu em Treinamento Desportivo UFV. Pós-Graduação Lato Sensu em Atividades Motoras para Promoção da Saúde e Qualidade de Vida UFJF. **Universidade Federal de Viçosa - UFV. 32

2 habituais que refletem as atitudes, os valores e as oportunidades na vida das pessoas, parece, nesse caso, não haver mais dúvidas de que o estilo de vida passou a ser um dos mais importantes determinantes da saúde de indivíduos, grupos e comunidades. Para os autores, está bem documentado que grande parte dos fatores de risco podem ser modificados através de alterações no comportamento individual. Assim, o estabelecimento de hábitos de vida saudável, como alimentação adequada, controle dos níveis de estresse e prática regular de atividade física, aliado a um comportamento preventivo geral, tem registrado efeitos positivos sobre a saúde. Estudos mostram que uma alimentação saudável pode reduzir o risco de muitas doenças, como o câncer e as doenças cardiovasculares. De acordo com Venturim e Molina (2005), estudos sobre comportamento humano vêm demonstrando a importância de um estilo de vida saudável para pessoas de ambos os sexos, de todas as idades e condições socioeconômicas. De acordo com o Colégio Americano de Medicina Esportiva (1996), uma pessoa só é considerada saudável quando apresenta um estilo de vida que reduza os riscos das principais doenças crônicas não-transmissíveis (DCNT). Um estilo de vida saudável abrange, para Nahas (2001), nutrição balanceada, atividade física, comportamento preventivo, relacionamento social e controle do estresse assumindo uma concepção multifacetada e pluridimensional. Apesar de todas as evidências no que se refere às atitudes que promovam um estilo de vida saudável e aos efeitos dele decorrentes, as pessoas, de modo geral, possuem hábitos de vida bastante diferentes do que pode ser considerado ideal. Esses hábitos são determinados por diversas condições impostas por uma vida urbana moderna, como diminuição do tempo disponível, alimentação inadequada, desinformação sobre hábitos saudáveis, jornada de trabalho extensa, entre outras, além das dificuldades do sistema de saúde em propor e colocar em prática alternativas para lidar com as doenças mais freqüentes da atualidade. Amorim e Gomes (2003) ratificam essas informações alertando para o fato de que, durante o século XX, houve aumento significativo das doenças cardíacas em todo o mundo, particularmente nos países industrializados, passando a ser a principal causa de morte entre adultos acima dos 35 anos de idade. Os reais motivos para esse aumento foram, por um lado, o aumento da longevidade e o sucesso no combate às doenças infectocontagiosas e, por outro lado, as mudanças no estilo 33

3 de vida, com o aumento do sedentarismo, o excesso de gordura na dieta e os níveis elevados e constantes de estresse. Até recentemente, acreditava-se que tais malefícios gerados pelo estilo de vida eram privilégios dos países desenvolvidos. Contudo, dados da WHO (1998) demonstraram que as projeções para 2025, de problemas de saúde atribuídos a um estilo de vida suicida, deveriam ser também uma preocupação dos países em desenvolvimento. Dados atuais demonstram o alto índice de mortalidade na população mundial devido às doenças cardiovasculares, entre elas as coronariopatias ou doenças arteriais coronarianas (DAC), os acidentes vasculares cerebrais (AVCs), a hipertensão, a insuficiência cardíaca congestiva, as valvulopatias e a cardiopatia reumática. Podem ser incluídas ainda as informações do Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e do Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM), os quais relatam que, aproximadamente, vidas são perdidas anualmente devido ao sedentarismo. Comparando-se dados epidemiológicos atuais com aqueles de séculos passados, o índice de morbidade e mortalidade decorrente dessas disfunções (típicas de adultos e idosos) pode ser caracterizado como epidemia. Contrastando com conceitos outrora estabelecidos, de que adultos de países desenvolvidos apresentam risco mais elevado de desenvolvimento de doenças cardiovasculares que os adultos brasileiros (considerando-se a cardiopatia isquêmica do coração e as patologias cerebrovasculares), ao comparar dados daqueles países com os do Brasil, verifica-se que a doença cerebrovascular nas populações brasileiras estudadas apresenta coeficiente situado entre os das populações de maior mortalidade. Para evidenciar a importância em termos populacionais dessas enfermidades, podem ser citados dados epidemiológicos do Ministério da Saúde (1993), os quais demonstram que nos últimos 40 anos as causas de morte em nível patológico no Brasil têm apresentado sensível mudança, em virtude da queda da prevalência das enfermidades infecciosas e parasitárias, ocorrendo, concomitantemente, elevação no complexo das patologias crônico-degenerativas. Portanto, apesar das vantagens do crescimento econômico do País, a população tornou-se vulnerável aos fatores de risco das disfunções cardiovasculares, modificando-se as causas de morbidade e mortalidade (DA SILVA, 1996). Preocupada com isso, a própria Organização Mundial da Saúde, no final da década de 1980, acrescentou ao seu conceito de saúde o 34

4 termo aptidão física. Por ser esta um dos componentes da saúde, ela pode ser entendida como a capacidade das pessoas realizarem esforços físicos que possam garantir a sua sobrevivência em boas condições orgânicas no ambiente em que vivem (GLANER et al., 1998). Guedes e Guedes (1995a,b) e Monteiro (1996) relatam que nos últimos anos o reconhecimento das vantagens da prática da atividade física regular na melhoria da qualidade de vida vem despertando atenção, também, quanto à complexa relação entre os níveis de prática da atividade física, os índices da chamada aptidão física e o estado de saúde das pessoas. A prática da atividade física tem influência nos índices de aptidão física, os quais, por sua vez, interferem nos níveis dessa prática e, certamente, estão relacionados ao estado de saúde de uma maneira recíproca. Contudo, apesar dos esforços realizados por diversas autoridades e grupos especializados para promover a atividade física diária, relatando seus benefícios à saúde, os índices de comportamentos sedentários não têm se alterado positivamente. Justificativa O presente estudo se justifica pela inexistência de uma pesquisa sobre estilo de vida envolvendo educadores da cidade de Muriaé-MG. Este trabalho servirá de base para que esses profissionais e, inclusive, trabalhadores de outros setores e serviços tenham conhecimento sobre a importância de um estilo de vida saudável. Por isso, tornam-se imprescindíveis as informações a respeito dos hábitos de vida de indivíduos e grupos populacionais, uma vez que eles estão diretamente relacionados aos efeitos positivos e negativos sobre a saúde e qualidade de vida. O estilo de vida passou a ser um dos mais importantes determinantes da saúde de indivíduos e da qualidade de vida para pessoas de ambos os sexos, de todas as idades e condições socioeconômicas, com influência na morbidade e mortalidade. Segundo Monteiro (1996), a Educação para a saúde objetiva apoiar indivíduos, grupos e comunidades a tomarem decisões sobre saúde, fundamentadas em informações. O Profissional de Educação Física voltado à promoção da saúde deve passar informações sobre um estilo de vida ativa, em que o 35

5 exercício físico estaria obrigatoriamente incluído e que seria adotado por toda a vida do indivíduo, contribuindo para melhor qualidade de vida. O estilo de vida ativa e a mudança de hábitos, através do exercício físico regular, facilitam na prevenção e no tratamento de doenças crônico-degenerativas (MONTEIRO, 1996). Exercício físico regular pode aumentar o bem-estar dos indivíduos, por meio de um imediato aumento da disposição geral e, a longo prazo, da melhoria da auto-estima, ajudando também a reduzir a ansiedade e o estresse. Objetivo A proposta deste estudo foi analisar e comparar o estilo de vida de professores de escolas públicas com o daqueles de escolas privadas de ensino regular, com ênfase no componente atividade física habitual. Metodologia Esta pesquisa caracterizou-se por um estudo direto, de campo e descritivo, que teve como objetivo comparar o estilo de vida e, particularmente, o nível de atividade física habitual dos professores de escolas públicas e privadas de ensino regular. O presente estudo foi realizado na cidade de Muriaé, Estado de Minas Gerais/Brasil, onde se situam a E.E.M.A.S.A. (Escola Estadual Maria Augusta Silva Araújo) e a Escola São Paulo. A amostra deste estudo, em julho de 2003, foi composta por 49 professores da rede de ensino da cidade de Muriaé-MG, do sexo feminino, sendo 27 da E.E.M.A.S.A., com idade entre 25 e 58 anos (média de 41,40 ± 8,27), e 22 da Escola São Paulo, com idade entre 19 e 58 anos (média de 40,09 ± 9,34). A amostra se constituiu apenas de mulheres, por terem maior representatividade no sistema educacional, e conseqüentemente, nessas escolas. Primeiramente foram feitos contatos com os supervisores e orientadores das escolas para esclarecimentos sobre a importância do trabalho e, posteriormente, para aplicação do instrumento, de forma que os profissionais respondessem as perguntas tendo como critério 36

6 básico a honestidade. Durante a abordagem, os avaliadores forneciam informações sobre os objetivos, a forma de divulgação e o caráter da pesquisa, garantindo aos professores a exclusão de dados pessoais. A partir dessas informações, os indivíduos optavam pela sua participação. Um dos autores do projeto, por ser professor de educação física da escola estadual e ter trabalhado em ambas as escolas no ano de 2003, se colocou à disposição caso ocorressem dúvidas a respeito da pesquisa. As entrevistas foram realizadas pelos supervisores e orientadores de ambas as escolas, durante a jornada de trabalho. Para avaliação e comparação do estilo de vida de cada indivíduo e grupo populacional, foi aplicado um questionário no caso, o do Perfil do Estilo de Vida Individual - já validado por outras pesquisas (NAHAS et al., 2000). Este instrumento tem por objetivo analisar o perfil do estilo de vida, por meio de 15 perguntas. Para cada resposta é atribuído um escore, que varia de 0 a 3. Os escores 0 e 1 indicam que o indivíduo deve ser orientado a mudar seus comportamentos nos itens assim avaliados, pois oferecem riscos à sua saúde e afetam a qualidade de vida. A idéia geral é permitir que a pessoa ou grupo identifique os aspectos positivos e negativos em seu estilo de vida, recebendo informações e tendo oportunidades para tomadas de decisões que possam levar a uma vida com mais qualidade. Dessa forma, respostas de escore 0 e 1 apresentam um estilo de vida negativo, enquanto escores 2 e 3 correspondem a um estilo de vida positivo. É considerado um instrumento simples, auto-administrativo, que inclui cinco aspectos fundamentais do estilo de vida das pessoas e que sabidamente afetam a saúde geral e estão associados ao bem-estar psicológico e às diversas doenças crônicas não-transmissíveis (DCNT). Para analisar os dados do estilo de vida utilizou-se, na comparação dos resultados obtidos pelos grupos pesquisados, a estatística descritiva, a partir do pacote estatístico SPSS for Windows, versão Foram realizados os procedimentos da distribuição de freqüência em porcentagem nos componentes do estilo de vida, cálculo das médias e desvio-padrão somente na variável idade. Resultados e Discussão Os professores de escolas estaduais apresentaram resultados médios de idade de 41,40 ± 8,27, e aqueles das escolas particulares, de 40,09 ± 9,34. 37

7 Em relação às características do estilo de vida, os resultados são apresentados a seguir, por meio de tabelas e gráficos; particularmente na atividade física, também serão apresentados dados através da idade cronológica. a) Atividade física habitual: A comparação do nível de atividade física no total da amostra, de acordo com o sexo feminino dos professores de escolas estaduais e particulares (Figuras 1, 2 e 3), mostrou que 66,7% dos professores de escolas estaduais e 54,6% de escolas particulares não fazem ao menos trinta minutos de atividades físicas moderadas/intensas, de forma contínua ou acumulada, cinco ou mais dias da semana; 14,8 e 31,8% às vezes fazem; 7,4 e 4,5% quase sempre fazem; e 11,1% e 9,1% sempre fazem. Ainda, 74,1% dos professores de escolas estaduais e 50% daqueles de escolas particulares não fazem exercícios que envolvam força e alongamento muscular duas vezes por semana; 7,4 e 22,7% às vezes fazem; 14,8 e 18,2% quase sempre fazem; e 3,7 e 9,1% sempre fazem. Entretanto, 11,1% dos professores de escolas estaduais e 27,3% daqueles de escolas particulares não caminham ou pedalam como meio de transporte e, preferencialmente, não usam as escadas em vez do elevador; 33,3 e 22,7% às vezes fazem; 25,9 e 13,6% quase sempre fazem; e 29,7 e 36,4% sempre fazem. 70,00% 60,00% 50,00% 40,00% 30,00% 20,00% 10,00% 0,00% Não Às vezes Quase Sempre Sempre ESTADUAL PARTICULAR Figura 1 - Comparação da atividade física no total da amostra, de acordo com o sexo feminino, dos professores de escolas estaduais e particulares de ensino regular de Muriaé-MG, com relação à prática de ao menos trinta minutos de atividades físicas moderadas/intensas, de forma contínua ou acumulada, cinco ou mais dias na semana. 38

8 Não Às vezes Quase Sempre Sempre ESTADUAL PARTICULAR Figura 2 - Comparação da atividade física no total da amostra, de acordo com o sexo feminino, dos professores de escolas estaduais e particulares de ensino regular de Muriaé-MG, com relação à prática de exercícios que envolvam força e alongamento muscular, ao menos duas vezes por semana Não Às vezes Quase Sempre Sempre ESTADUAL PARTICULAR Figura 3 - Comparação da atividade física no total da amostra, de acordo com o sexo feminino, dos professores de escolas estaduais e particulares de ensino regular de Muriaé-MG, com relação a caminhar ou pedalar como meio de transporte e à preferência de usar as escadas em vez do elevador no dia a dia. b) Atividade física (idade): A comparação da atividade física de acordo com a idade cronológica dos professores de escolas estaduais e particulares (Tabela 1) indicou maior similaridade entre os indivíduos de e anos, podendo ser considerados irregularmente ativos; de anos, praticamente inativos; e de 56-39

9 58 anos, praticamente ativos. Os dados demonstram elevado índice de inatividade por parte desses profissionais e ratificam a literatura, que aponta o aumento do sedentarismo com o aumento da idade. Para Nahas (2001, citado por VENTURIM; MOLINA, 2005), a atividade física exerce papel relevante na prevenção e no tratamento das doenças crônicas não-transmissíveis (DCNT). Vários trabalhos evidenciam associação inversa entre os níveis de atividade física e a incidência de DCNT. Além disso, indivíduos ativos fisicamente têm expectativa ampliada de anos de vida produtiva e independente, reduzindo, ainda, os custos relativos ao controle e tratamento dessas doenças. Os autores, citando dados do Ministério da Saúde (2001), afirmam que na maioria dos países em desenvolvimento mais de 60% dos adultos que vivem em áreas urbanas não são envolvidos em nível suficiente de atividade física, afirmando que hoje se gasta menos de 500 kcal de energia por dia. Isso explica, em parte, por que o sedentarismo estaria presente em cerca de 70% da população brasileira, matando mais do que a obesidade, a hipertensão, o tabagismo, a diabetes e o colesterol alto. Em 2020, a estimativa é de que 73% das mortes sejam atribuídas a esses agravos. Um rápido crescimento dessas doenças vem sendo registrado tanto naqueles países desenvolvidos como naqueles em desenvolvimento. Nestes últimos, atinge de forma desproporcional as populações pobres e desfavorecidas, o que contribui para ampliar ainda mais a enorme gama de patologias que estes países já suportam. Estudo de Souza et al. (2003), utilizando o instrumento Pentáculo do Bem-Estar, comprovou que a prática regular de exercícios físicos contribui para que as pessoas tenham um maior cuidado com a saúde, em todos os componentes que a influenciam, melhorando, conseqüentemente, o estilo de vida. O estudo de Oliveira (2001), utilizando o mesmo instrumento com professores dos cursos da área de saúde, mostrou que estes necessitam incorporar novas atitudes diante de suas vidas, principalmente aquelas relacionadas à prática de atividade física. Outros estudos também têm revelado dados importantes quanto ao estilo de vida de professores. O estudo de Mendonça (2004) sobre o perfil do estilo de vida de 11 professores da rede pública estadual no município de Viçosa-MG revelou um perfil desfavorável, principalmente nos componentes nutrição e atividade física, mais favorável no comportamento preventivo e bom no relacionamento social e controle 40

10 do estresse. Silva e Tsukuda (2004), ao investigarem o nível de atividade física de 80 professoras da rede pública municipal de Luís Eduardo Magalhães-BA, com idade entre 19 e 50 anos, constataram níveis de atividade física e estilo de vida fora dos padrões recomendáveis para uma boa saúde. Elsangedy et al. (2005) também encontraram resultados semelhantes em 112 professores da Universidade Paranaense - UNIPAR, constatando que 69,63% não realizam atividade física dentro das recomendações. Já o estudo de Petroski et al. (2006) com 366 professores com idade entre 31 e 70 anos (média de 47,23 anos) da Universidade Federal de Santa Catarina UFSC destaca que pouco mais da metade dos professores eram ativos ou muito ativos fisicamente; o percentual de sedentários e insuficientemente ativos foi similar entre os sexos. O sexo feminino foi maioria entre os ativos (50%), e o masculino foi maioria entre os muito ativos (16,1%). Não houve diferença significativa entre os sexos no tocante aos níveis de atividade física. Por sua vez, o estudo de Souza e Ceschini (2005) com 139 professoras do ensino fundamental de escolas das zonas urbana e rural do Vale do Juruá-AC, com idade entre 21 e 50 anos (média de 36,3 anos), apontou para redução do sedentarismo para caminhada habitual com o avanço da idade e maior percentual de professoras classificadas como ativas em idade superior a 34 anos. Bankoff e Zamai (1999) afirmam que as alterações morfológicas do sistema locomotor decorrente dos hábitos posturais, associados à somatória de vida do indivíduo acrescida do fator idade, constituem nos dias atuais uma das mais graves doenças no grupo das crônicodegenerativas, apontando para uma mudança no modo de vida da população brasileira com evidente redução do seu gasto energético, traduzindo uma vida cada vez mais sedentária. Ainda segundo os autores, elas refletem diretamente a modernização dos tempos, a qualidade de vida e de trabalho, o tempo livre e lazer que é gasto passivamente diante da televisão, a locomoção que nos grandes centros urbanos é dificultada pelo próprio sistema de transporte (obsoleto e ineficiente) e a distância, já que se gasta muito tempo no trajeto residência-trabalho, com conseqüente redução do tempo de lazer, contribuindo assim para uma vida sedentária. Quanto à importância de praticar atividade física, esta independe da idade, do sexo e do local, mas deve ser praticada com segurança e orientação profissional, destacando que ela precisa ser regular e sistematizada, devendo ser feita por toda a família. Também, deve constar de mudanças nos hábitos 41

11 alimentares, reeducação no que diz respeito às atividades realizadas no dia a dia, como assistir televisão, jogar videogame, navegar pela internet muitas horas seguidas, utilização de elevador no lugar de escadas etc., levando-se em conta que a saúde deve ser considerada de forma mais abrangente, não só como uma questão de bem-estar físico, mas psíquico e social. Assim, a prevenção e o tratamento adequado das doenças crônico-degenerativas vão se estabelecer a partir da identificação e, quando possível, da remoção dos agentes causadores ou responsáveis por essas doenças, denominados fatores de risco; as evidências sugerem que o treinamento físico pode proteger contra o desenvolvimento da doença coronariana, além de poder melhorar a probabilidade de sobrevida após um ataque cardíaco. Nahas (1999) enfatiza que as estratégias para manutenção ou redução do peso corporal com mais chances de sucesso e que não põem em risco a saúde incluem a combinação de três fatores: redução da ingestão calórica total e do consumo de gorduras; aumento da atividade física diária; e terapia para modificação comportamental (destinada a ajudar na manutenção dos novos hábitos alimentares e de atividade física). Esse mesmo autor comenta que é necessário informar, motivar e oportunizar a prática, e incentivar a manutenção e a educação poderá contribuir muito nesse contexto. Nahas et al. (2005) relatam que, apesar de todas as evidências disponíveis sobre os benefícios da prática de atividades físicas, acreditase que grande parte da população continua exposta a comportamentos sedentários. Nos Estados Unidos, estima-se que aproximadamente 60% dos adultos são insuficientemente ativos e cerca de um em cada três pessoas não realiza qualquer atividade de lazer (US DEPARTMENT OF HEALTH AND HUMAN SERVICES, 1999). De acordo com Pitanga (2000), maiores níveis de prática de atividades físicas tendem a provocar reduções nas concentrações de triglicerídios, bem como redução na proporção CT/HDL-C, e essas reduções podem ser atribuídas ao aumento da atividade da lipoproteína lipase na musculatura esquelética e/ou no tecido adiposo. Um outro mecanismo pouco conhecido em humanos, mas que não pode ser ignorado, é o possível decréscimo da síntese hepática de triglicerídios, seguida de exercícios. Florindo et al. (2000) afirmam que, apesar de grande parte da literatura existente restringir-se ao estudo dos fatores determinantes da Densidade Mineral Óssea (DMO) e a conseqüente osteoporose e 42

12 fraturas no sexo feminino, pesquisas do final da década de 1990 têm indicado que esta doença é também um problema de saúde que atinge os homens. Com relação à determinação genética e ambiental da DMO, estudos demonstraram que até 80% da massa óssea total é determinada por fatores genéticos e 20% por fatores ambientais. Dos fatores ambientais, os relacionados ao estilo de vida, como a alimentação (ingestão de cálcio) e o nível de atividades físicas, são considerados os de maior importância. Conforme Costa e Duarte (2002), o acidente vascular cerebral (AVC) é considerado uma doença primária do idoso, porém aparece também nas estatísticas como a terceira causa de morte entre as pessoas de meia idade. O índice de mortalidade por AVC diminuiu significativamente a partir de 1972, tendo em vista a ênfase dada aos esforços na prevenção e no controle dos fatores de risco, especialmente na hipertensão arterial. No Brasil, estudos realizados no Estado de São Paulo apontam também diminuição da mortalidade por doenças cerebrovasculares, apesar de continuar sendo uma das principais causas de morte em nosso país, considerada uma das taxas mais altas do mundo. Os programas de atividades físicas regulares desenvolvidos no Brasil, como também em grande parte do mundo, têm como objetivo principal, quase sempre, o caráter preventivo, ou seja, atividades que evitem a ocorrência de um acidente vascular cerebral. Alguns autores afirmam que muitos poucos estudos foram desenvolvidos em relação ao acidente vascular cerebral e à atividade física. No Brasil, não é conhecido nenhum programa de atividade física e/ou esportiva para pessoas com seqüelas de AVC, egressos de programas de reabilitação. Não são conhecidos, também, estudos que tenham sido desenvolvidos com o objetivo de verificar as mudanças de comportamento emocional desses indivíduos após a realização de um programa de atividade física regular, com ênfase na melhoria da qualidade de vida, sendo este o primeiro. Por outro lado, a importância da atividade física na melhoria da qualidade de vida e no controle do estresse tem sido muito divulgada. Por essa razão, freqüentemente, os profissionais da saúde têm afirmado que uma vida saudável deveria equilibrar uma alimentação balanceada, uma vida familiar e social prazerosa e a prática regular de atividade física. 43

13 Outros benefícios podem ser alcançados através do exercício regular, como: redução dos níveis de ansiedade, estresse e depressão, melhoria no humor, aumento do bem-estar físico e psicológico, melhor funcionamento orgânico geral, maior rendimento no trabalho, disposição física e mental aumentada (SAMULSKI, 2002). Tabela 1 - Comparação do nível de atividade física habitual, de acordo com a idade cronológica dos professores de escolas estaduais e particulares de ensino regular de Muriaé-MG Atividade Física Pergunta: Você realiza ao menos 30 minutos de atividade física moderadas/intensas, de forma contínua ou acumulada, cinco ou mais dias na semana? E. ESTADUAL Não 1 33, , Às vezes Quase sempre Sempre 2 67, E. PARTICULAR Não , ,3 Às vezes 1 33, ,3 Quase sempre 1 50 Sempre 1 33, Pergunta: Ao menos 2 vezes por semana você realiza exercícios que envolvam força e alongamento muscular? E. ESTADUAL Não , Às vezes 2 67,7 Quase sempre 1 33, , Sempre 1 25 E. PARTICULAR Não , Às vezes 1 12, ,7 Quase sempre ,5 1 33, Sempre 1 33, Pergunta: No seu dia a dia, você caminha ou pedala como meio de transporte e, preferencialmente, usa as escadas em vez do elevador? E. ESTADUAL Não 1 33,3 1 16, Às vezes 1 33, , Quase sempre 1 33, , Sempre 1 16, E. PARTICULAR Não ,5 2 67,7 Às vezes Quase sempre 1 33,3 1 12,5 Sempre , ,3 44

14 c) Nutrição: A comparação do nível de nutrição no total da amostra, de acordo com o sexo feminino, dos professores de escolas estaduais e particulares (Tabela 2) evidenciou que 11,1% dos professores de escolas estaduais e 13,6% dos professores de escolas particulares não incluem cinco porções de frutas e verduras na alimentação diária; 51,8 e 31,8% às vezes incluem; 29,7 e 36,4% quase sempre incluem; e 7,4 e 18,2% sempre incluem. Da mesma forma, 22,2% dos professores de escolas estaduais e 13,6% dos professores de escolas particulares não evitam a ingestão de alimentos gordurosos (carnes gordas, frituras) e doces; 48,2 e 36,4% às vezes evitam; 25,9 e 27,3% quase sempre evitam; e 3,7 e 22,7% sempre evitam. Por fim, 14,8% dos professores de escolas estaduais e 9,1% daqueles de escolas particulares não fazem quatro a cinco refeições variadas ao dia, incluindo o café da manhã completo; 33,3 e 50% às vezes fazem; 33,3 e 27,3% quase sempre fazem; e 18,6 e 13,6% sempre fazem. Também na nutrição existe melhor prevalência dos professores de escolas particulares em relação aos de escolas estaduais, porém ambos os grupos apresentam carência nutricional e não atendem às recomendações, que são de suma importância para se manter um organismo saudável. Embora os professores de escolas particulares apresentem condição nutricional melhor, os grupos devem estar alerta para os problemas que podem ocorrer devido à má alimentação. O grupo apresentou baixa ingestão de frutas e verduras, maior consumo de alimentos gordurosos e doces e muito pouca variedade nas refeições. Para Trustel (1994, citado por BANKOFF et al., 2004), uma alimentação saudável deve ter as seguintes características: ter variedade; ao menos três refeições diárias, incluindo café da manhã completo; incluir cereais, frutas e verduras regularmente; incluir sal com moderação; evitar doces em excesso; e limitar a proporção de gorduras a 30% ou menos das calorias totais diárias e o colesterol a menos de 300 mg diário. Monteiro et al. (1995, citado por BANKOFF et al., 2004) ratificam essas informações quando relatam que a alimentação é importante fator tanto na prevenção como no tratamento da obesidade e de muitas doenças de alta prevalência nas sociedades atuais. Esses mesmos autores salientam ainda que as tendências de transição nutricional ocorrida neste século em diferentes regiões do mundo convergem para uma dieta mais rica em gorduras (particularmente as de origem animal), açúcares e alimentos refinados. 45

15 Finalizando, Nahas et al. (2005) relatam que nos últimos anos cresceu bastante o interesse pelo estudo dos comportamentos alimentares de risco à saúde. Há um extenso corpo de evidências ligando um maior consumo de gorduras na dieta a inúmeras conseqüências à saúde, tanto de curto quanto de longo prazo. Por outro lado, estudos têm demonstrado ainda que menor consumo de frutas e verduras está associado a aumento na incidência de vários tipos de câncer e de doenças cardiovasculares. Diante dessas evidências, instituições científicas, como o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, têm proposto uma campanha (5-a-day for a better health) que oriente as pessoas a consumir, no mínimo, cinco porções de frutas e verduras por dia. Apesar disso, conforme dados sintetizados por Havas et al. (1998), apenas cerca de um em cada três americanos atendiam a essa recomendação. No Brasil, apesar de persistirem problemas nutricionais de natureza carencial, a sociedade brasileira passou a enfrentar um novo desafio: superar os problemas de natureza comportamental. Tabela 2 - Comparação da característica Nutrição no total da amostra, de acordo com o sexo feminino, dos professores de escolas estaduais e particulares de ensino regular de Muriaé-MG NUTRIÇÃO ESTADUAL 27 PARTICULAR 22 Sua alimentação diária inclui ao menos 5 porções de frutas e verduras. Não 3 11,1 3 13,6 Às vezes 14 51,8 7 31,8 Quase sempre 8 29,7 8 36,4 Sempre 2 7,4 4 18,2 Você evita ingerir alimentos gordurosos (carnes gordas, frituras) e doces. Não 6 22,2 3 13,6 Às vezes 13 48,2 8 36,4 Quase sempre 7 25,9 6 27,3 Sempre 1 3,7 5 22,7 Você faz 4 a 5 refeições variadas ao dia, incluindo café da manhã completo. Não 4 14,8 2 9,1 Às vezes 9 33, Quase sempre 9 33,3 6 27,3 Sempre 5 18,6 3 13,6 46

16 d) Comportamento preventivo: A comparação do índice de comportamento preventivo no total da amostra, de acordo com o sexo feminino, dos professores de escolas estaduais e particulares (Tabela 3) indicou que 11,1% dos professores de escolas estaduais e 13,6% daqueles de escolas particulares não conhecem e não controlam sua pressão arterial e níveis de colesterol; 18,6 e 13,6% às vezes conhecem e procura controlá-los; 11,1 e 18,2% quase sempre conhecem e procuram controlá-los; e 59,2 e 54,6% sempre conhecem e procura controlá-los. Já 3,7% dos professores de escolas estaduais e 27,3% daqueles de escolas particulares fumam e ingerem álcool sem moderação; 11,1 e 9,1% às vezes não fumam e ingerem álcool com moderação; 3,7 e 4,5% quase sempre não fumam e bebem com moderação; e 81,5 e 59,1% não fumam e bebem com moderação sempre. Já 11% dos professores de escolas estaduais e 4,5% dos professores de escolas particulares não usam sempre o cinto de segurança e, se dirigem, não respeitam as normas de trânsito, ingerindo álcool se vão dirigir; às vezes (4,5%) e quase sempre (9,1%) dos professores de escolas particulares usam cinto e, se dirigem, respeitam as normas de trânsito e nunca bebem se vão dirigir; e, finalmente, 88,9% dos professores de escolas estaduais e 81,9% dos professores de escolas particulares sempre fazem uso do cinto de segurança, respeitam as normas de trânsito e nunca bebem se vão dirigir. Apesar da maior incidência dos professores de escolas estaduais em relação aos de escolas particulares, os grupos apresentaram excelentes índices de prevenção em relação a algumas questões de saúde e segurança. Apesar do baixo relato de tabagismo, ingestão de bebidas alcoólicas e posteriormente elevado índice de condutas positivas no trânsito, ainda, torna-se importante informar algumas questões referentes a esses comportamentos. Os efeitos e as conseqüências do tabagismo na saúde estão bem documentados na literatura. Há suficiente evidência de que o cigarro seja o grande vilão no processo de desenvolvimento de câncer pulmonar, enfisema, bronquite crônica, doença vascular periférica, entre outros. Em estudos recentes, o cigarro também foi considerado o responsável pela maior parte dos óbitos envolvendo o sistema cardiorrespiratório. Em outras palavras, para cada cinco mortes por doenças cardiorrespiratórias, uma é conseqüência direta do uso de cigarros (Centro para Controle e Prevenção de Doenças- CDC, 1999). Das mortes atribuídas ao cigarro, 28% envolvem câncer de pulmão; 47

17 37%, doença vascular; e 26%, outras doenças respiratórias (PETO et al., 1992, citado por QUEIROGA; JÚNIOR, 2005). Nahas et al. (2005) afirmam que as campanhas de combate ao tabagismo são cada vez mais restritivas e dirigidas a todas as idades; nos últimos 20 anos, houve redução na prevalência de fumantes entre os adultos. Quanto à ingestão de bebidas alcoólicas e outras drogas, os autores consideram como comportamento de risco que geralmente se inicia em idades precoces e pode se estender por toda a vida, afetando o desenvolvimento físico, mental e social das pessoas, tendo associação com as chamadas causa externas de mortalidade (acidentes no trânsito e homicídios). Tabela 3 - Comparação da característica Comportamento Preventivo no total da amostra, de acordo com o sexo feminino, dos professores de escolas estaduais e particulares de ensino regular de Muriaé-MG COMPORTAMENTO PREVENTIVO ESTADUAL 27 PARTICULAR 22 Você conhece sua pressão arterial, seus níveis de colesterol e procura controlálos. Não 3 11,1 3 13,6 Às vezes 5 18,6 3 13,6 Quase sempre 3 11,1 4 18,2 Sempre 16 59, ,6 Você não fuma e ingere álcool com moderação (menos de 2 doses ao dia). Não 1 3,7 6 27,3 Às vezes 3 11,1 2 9,1 Quase sempre 1 3,7 1 4,5 Sempre 22 81, ,1 Você sempre usa cinto de segurança e, se dirige, o faz respeitando as normas de trânsito, nunca ingerindo álcool se vai dirigir. Não 3 11,1 1 4,5 Às vezes X 1 4,5 Quase sempre X 2 9,1 Sempre 24 88, ,9 e) Relacionamento social: A comparação do índice de relacionamento social no total da amostra, de acordo com o sexo feminino, dos professores de escolas estaduais e particulares (Tabela 48

18 4) apontou os seguintes resultados: às vezes, 3,7% dos professores de escolas estaduais e 4,5% dos professores de escolas particulares procuram cultivar amigos e estão satisfeitos com seus relacionamentos; 14,8 e 4,5%, quase sempre; e 81,5 e 91%, sempre. Por sua vez, 3,7% dos professores de escolas estaduais não incluem em seu lazer reuniões com amigos, atividades esportivas em grupo e participação em associações; às vezes, 29,7% dos professores de escolas estaduais; e 40,9% dos professores de escolas particulares incluem em seu lazer reuniões com amigos, atividades esportivas em grupo e participação em associações; 33,3 e 40,9%, quase sempre; e 33,3 e 18,2%, sempre. Por fim, somente 3,7% dos professores de escolas estaduais não procuram ser ativos em sua comunidade, não se sentindo útil no seu ambiente social. Entretanto, às vezes 18,6% dos professores de escolas estaduais e 13,6% dos professores de escolas particulares procuram ser ativos em sua comunidade, sentindo-se útil no seu ambiente social; 25,9 e 27,3%, quase sempre; e 51,8 e 59,1%, sempre. No relacionamento social, os bons resultados igualam os professores de escolas estaduais e particulares, que, de certa forma, valorizam aspectos como cidadania, solidariedade, respeito, amizade, etc. Apesar das inúmeras dificuldades perante as extensas e cansativas jornadas de trabalho, tanto os professores de escolas estaduais quanto os de escolas particulares conseguem com grande freqüência participar de algumas atividades sociais e de lazer. A grande maioria procura cultivar as suas amizades e relacionamentos por meio de reuniões ou práticas de lazer e esportivas e se sentem úteis na comunidade. Para Nahas et al. (2000), o relacionamento do indivíduo consigo mesmo, com as pessoas à sua volta e com a natureza representa um dos comportamentos fundamentais do bem-estar espiritual e, por conseqüência, da qualidade de vida de todos os indivíduos. A vida humana, por natureza, é assentada em relacionamentos e é preciso estar bem consigo e cultivar os relacionamentos com outras pessoas para se ter uma vida com real qualidade. Nos últimos 20 anos, diversos estudos envolvendo pacientes e pessoas em risco para doenças crônicas (AIDS, câncer, doenças cardíacas) produziram evidências de que o comportamento das pessoas pode predizer a incidência ou reincidência dessas doenças. Características como hostilidade, cinismo e excessivo individualismo mostraram-se fortes indicadores de risco para novos eventos cardíacos, independentemente de outros fatores. 49

19 Tabela 4 - Comparação da característica Relacionamento Social no total da amostra, de acordo com o sexo feminino, dos professores de escolas estaduais e particulares de ensino regular de Muriaé-MG RELACIONAMENTO SOCIAL ESTADUAL 27 PARTICULAR 22 Você procura cultivar amigos e está satisfeito com seus relacionamentos. Não X X Às vezes 1 3,7 1 4,5 Quase sempre 4 14,8 1 4,5 Sempre 22 81, Seu lazer inclui reuniões com amigos, atividades esportivas em grupo, participação em associações. Não 1 3,7 X Às vezes 8 29,7 9 40,9 Quase sempre 9 33,3 9 40,9 Sempre 9 33,3 4 18,2 Você procura ser ativo em sua comunidade, sentindo-se útil no seu ambiente social. Não 1 3,7 X Às vezes 5 18,6 3 13,6 Quase sempre 7 25,9 6 27,3 Sempre 14 51, ,1 f) Estresse: A comparação do índice de estresse no total da amostra, de acordo com o sexo feminino, dos professores de escolas estaduais e particulares (Tabela 5) revelou que 11,1% dos professores de escolas estaduais e 4,5% daqueles de escolas particulares não reservam tempo (ao menos cinco minutos) todos os dias para relaxar. Por outro lado, às vezes 22,2% dos professores de escolas estaduais e 31,8% dos professores de escolas particulares reservam ao menos cinco minutos todos os dias para relaxar; 11,1 e 9,1%, quase sempre; e 55,6 e 54,6% sempre. Somente 3,7% dos professores de escolas estaduais e 4,5% dos professores de escolas particulares alteram-se numa discussão quando contrariados; 40,7 e 31,8% às vezes mantêm uma discussão sem alterar-se quando contrariados; 37 e 36,4%, quase sempre; e 18,6 e 27,3% sempre. Enfim, 11,1% dos professores de escolas estaduais não equilibram o tempo dedicado ao trabalho com o tempo dedicado ao lazer; mas 37% dos professores de escolas estaduais e 40,9% dos professores de escolas particulares às vezes equilibram o tempo dedicado ao trabalho com o tempo dedicado ao lazer; 18,6 e 36,4%, 50

20 quase sempre; e 33,3 e 22,7%, sempre. É importante destacar que os professores apresentaram resultados semelhantes e regulares no estresse, visto que ambos os grupos estão condicionados por falta de tempo, cansaço e pressão do dia a dia. É importante ressaltar ainda que, atualmente, a grande maioria sofre com a imensa jornada de trabalho, com as baixas remunerações e intensamente com as tensões, as quais acarretam facilmente elevados índices de sobrecarga diária, expressa constantemente por aspectos biológicos, psicológicos e sociais. Segundo Barbanti (2002), o estresse representa um estímulo (trabalhar demais, problemas escolares) ou resposta a determinadas reações do organismo, como: estar cansado e exausto. De acordo com dados do CNTE- Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação, citados por Mendonça (2004), 48% dos docentes brasileiros sofrem da síndrome do BURNOUT, caracterizada como um estado de exaustão profissional depressiva, perda de entusiasmo pela profissão, com diversos distúrbios psicológicos e comportamentais. Pouco mais da metade dos professores encontra tempo para relaxar, geralmente se estressam com facilidade e dedicam pouco tempo entre trabalho e lazer. Tabela 5 - Comparação da característica Estresse no total da amostra, de acordo com o sexo feminino, dos professores de escolas estaduais e particulares de ensino regular de Muriaé-MG ESTRESSE ESTADUAL 27 PARTICULAR 22 Você reserva tempo (ao menos 5 minutos) todos os dias para relaxar. Não 3 11,1 1 4,5 Às vezes 6 22,2 7 31,8 Quase sempre 3 11,1 2 9,1 Sempre 15 55, ,6 Você mantém uma discussão sem alterar-se, mesmo quando contrariado. Não 1 3,7 1 4,5 Às vezes 11 40,7 7 31,8 Quase sempre ,4 Sempre 5 18,6 6 27,3 Você equilibra o tempo dedicado ao trabalho com o tempo dedicado ao lazer. Não 3 11,1 X Às vezes ,9 Quase sempre 5 18,6 8 36,4 Sempre 9 33,3 5 22,7 51

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