VITRINE DE PRODUÇÃO ACADÊMICA II: PRODUÇÃO DE ALUNOS DA FACULDADE DOM BOSCO

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1 VITRINE DE PRODUÇÃO ACADÊMICA II: PRODUÇÃO DE ALUNOS DA FACULDADE DOM BOSCO

2 VITRINE DE PRODUÇÃO ACADÊMICA II: PRODUÇÃO DE ALUNOS DA FACULDADE DOM BOSCO Organização Durval Antunes Filho Diretor-geral do Grupo Dom Bosco Evilásio Gentil de Souza Neto Diretor-geral da Faculdade Dom Bosco Luiz Fernando Bianchini Diretor-adjunto da Faculdade Dom Bosco Isabelle M. Nejm Félix Diretora acadêmica da Faculdade Dom Bosco Isabel Cristina Bini Coordenadora de extensão e pós-graduação da Faculdade Dom Bosco Produção Comunicação Dom Bosco

3 APRESENTAÇÃO A Vitrine de Produção Acadêmica II apresenta algumas produções acadêmicas de alunos dos cursos de Administração, Ciências Contábeis, Direito, Educação Física, Enfermagem, Fisioterapia e Psicologia da Faculdade Dom Bosco. Em sua segunda versão, é resultado do empenho e da dedicação dos professores da disciplina de Produção Acadêmica, incentivados pelos coordenadores de curso, pela equipe pedagógica e direção da Instituição. Caracteriza-se como instrumento de divulgação on-line dos trabalhos de acadêmicos e como forma de incentivo à produção científica enquanto estudantes de ensino superior. A pretensão é alimentar anualmente esta Vitrine com novas produções, cada vez mais consistentes e de qualidade, de alunos de graduação da Faculdade Dom Bosco. Curitiba, 13 de setembro de Professora Noemia Hepp Panke Gerente do Projeto 3

4 SUMÁRIO 1 PRODUÇÕES DE ALUNOS DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO ARTIGO DE REVISÃO: O MONITORAMENTO DOS COLABORADORES NAS ORGANIZAÇÕES PRODUÇÕES DE ALUNOS DO CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS RESUMO CRÍTICO: NÃO BASTA SER LÍDER: TEM QUE SER COACH! RESENHA DESCRITIVA: LIDERANÇA COACHING PRODUÇÕES DE ALUNOS DO CURSO DE DIREITO SÍNTESE: ORIGENS DO DIREITO RESUMO INFORMATIVO: CULTURA JURÍDICA EUROPEIA RESUMO CRÍTICO: O ENIGMA DE KASPAR HAUSER E MINHAS TARDES COM MARGUERITTE FICHAMENTO: ELEMENTOS PARA UMA CRÍTICA DO ESTADO RESENHA DESCRITIVA DA OBRA DE PAOLO GROSSI A CARTOMANTE E DIREITO E LITERATURA: UM EXERCÍCIO DE DESAPRENDIZAGEM ARTIGO DE REVISÃO: ESTIGMAS PRODUÇÕES DE ALUNOS DO CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA SÍNTESE DO FILME O PODER ALÉM DA VIDA RESUMO INFORMATIVO: A MEDIDA DE DOBRAS CUTÂNEAS RELATÓRIO: OS EFEITOS DA GINÁSTICA LABORAL SOBRE AS HABILIDADES BÁSICAS DE FUNCIONÁRIOS DE SETORES ADMINISTRATIVOS RESENHA DESCRITIVA: LESÕES NA GINÁSTICA ARTÍSTICA ARTIGO DE REVISÃO: LESÕES PRÉ-DESPORTIVAS NO JUDÔ RESENHA DESCRITIVA: O VERDADEIRO, O BELO E O BOM: OS PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA UMA NOVA EDUCAÇÃO ARTIGO DE REVISÃO: OS BENEFÍCIOS E TÉCNICAS DO STEP TRAINING NAS ACADEMIAS

5 5 PRODUÇÕES DE ALUNOS DO CURSO DE ENFERMAGEM SÍNTESE RESUMO INFORMATIVO RESUMO CRÍTICO RELATÓRIO: PRÁTICA SOCIAL DOAÇÃO E AMOR AO PRÓXIMO BASEADO EM ANA NÉRI RESENHA DESCRITIVA: TRANSFORMAÇÕES NA ADMINISTRAÇÃO EM ENFERMAGEM NO SUPORTE NOS TRANSPLANTES NO BRASIL RESENHA CRÍTICA: QUALIDADE NO SERVIÇO DE SAÚDE ARTIGO DE REVISÃO: DIABETES NA GESTAÇÃO PRODUÇÕES DE ALUNOS DO CURSO DE FISIOTERAPIA SÍNTESE: ARTRITE E OSTEOPOROSE RESUMO INFORMATIVO A IMPORTÂNCIA DA ATIVIDADE FÍSICA DURANTE O PROCESSO DE ENVELHECIMENTO RESUMO CRÍTICO RELATÓRIO: A EVOLUÇÃO DO MAL DE ALZHEIMER E OS ASPECTOS DO TRATAMENTO RESENHA DESCRITIVA: TRATAMENTO COM ANTI-INFLAMATÓRIOS TÓPICOS NA OSTEOARTRITE DE JOELHO RESENHA CRÍTICA: INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA NA REABILITAÇÃO VENTILATÓRIA DE RECÉM-NASCIDOS QUE APRESENTAM COMPROMETIMENTO CARDÍACO E COMPLICAÇÕES PULMONARES FISIOTERAPIA AQUÁTICA PARA NEONATOS PRODUÇÕES DE ALUNOS DO CURSO DE PSICOLOGIA SÍNTESE: O AMOR É UMA NECESSIDADE BIOLÓGICA RESUMO INFORMATIVO RESUMO CRÍTICO RELATÓRIO O AMOR ROMÂNTICO NÃO CONDIZ COM A REALIDADE RESENHA DESCRITIVA: HOMOSSEXUALIDADE SEM TABUS RESENHA CRÍTICA: A PSICOLOGIA SOCIAL

6 1 PRODUÇÕES DE ALUNOS DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO 1 PRODUÇÕES DE ALUNOS DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO PROFESSORA: ROSA LOBERTO 1.1 ARTIGO DE REVISÃO: O MONITORAMENTO DOS COLABORADORES NAS ORGANIZAÇÕES Disciplina: Produção Acadêmica II Curso: Administração Gênero: Artigo de revisão Aluna: Paula Woicik 1 Professora-orientadora: Rosa Loberto RESUMO: A prática das empresas de monitorar os funcionários está se tornando cada vez mais comum em suas rotinas. Essa prática é uma questão bastante polêmica, mas as organizações aderiram a novas tecnologias com a intenção de proteger o patrimônio e garantir maior eficiência nas atividades dos colaboradores. Dentro deste contexto, surgem também questionamentos em relação aos direitos e à privacidade dos trabalhadores. Os limites do empregador em relação ao uso de sistemas de monitoramento devem ser respeitados, pois para punir uma situação irregular, a empresa precisa publicar claramente as regras da empresa, de maneira que os funcionários entendam que o monitoramento pode ser utilizado pela companhia, não somente como fiscalização, mas como proteção do empregador e da própria segurança do trabalhador frente a atitudes de pessoas mal- -intencionadas. Na maioria dos casos, a medida tem obtido resultados satisfatórios, mas é importante ressaltar que o uso das tecnologias para monitorar os trabalhadores no ambiente de trabalho pode ser feita, desde que seja de forma equilibrada, a fim de preservar a intimidade, a honra e a dignidade dos colaboradores. Palavras-chave: Monitoramento. Segurança no ambiente de trabalho. Privacidade dos colaboradores. Direitos do empregador. 1 INTRODUÇÃO O tema abordado no presente estudo tem sido causa de polêmica na maioria das organizações. Após o surgimento das novas tecnologias, os empregados estão cada vez mais subordinados ao monitoramento, e o índice de empresas que investem nesses sistemas está aumentando. O empregador pode fiscalizar seus funcionários sob vários pretextos, como: sigilo de documentos, proteção ao patrimônio, supervisão de rotina, e, principalmente, melhorar o processo produtivo. 1 Acadêmica do 2º. período do curso de Administração na Faculdade Dom Bosco. 6

7 1 PRODUÇÕES DE ALUNOS DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO Por esses motivos, os sistemas de monitoramento mais utilizados por empregadores são os sistemas de vídeo, áudio, vigilância, revistas pessoais, e o mais comum, o monitoramento eletrônico. Mas, para alguns trabalhadores, o uso desses recursos é usado como forma de pressionar o andamento das atividades rotineiras. Porém, as organizações alegam que o monitoramento no ambiente de trabalho é feito por vários motivos e possui várias justificativas. Portanto, essas condutas não são proibidas, e se aplicadas de forma correta, têm por objetivo proteger as pessoas. O intuito deste trabalho é mostrar que a empresa pode monitorar seus funcionários sem invadir a privacidade e sem inibir a naturalidade de um agradável ambiente de trabalho. Entretanto, é fundamental que as companhias adquiram medidas corretas e os funcionários tenham ciência prévia dos procedimentos. 2 DEFINIÇÃO E OBJETIVO De acordo com Ormond (2006), monitoramento é o acompanhamento, avaliação e controle das condições ou de fenômenos naturais ou artificiais, com o objetivo de obter dados quantitativos e qualitativos que possibilitem maior conhecimento sobre eles, identificando, assim, possíveis riscos ou oportunidades que possam ser controlados ou aproveitados para minimizar eventos indesejáveis. As empresas investem, cada vez mais, em sistemas para monitoramento de funcionários sob vários pretextos, como: sigilo de documentos, proteção ao patrimônio, supervisão de rotina e para melhorar a eficiência e eficácia das atividades desenvolvidas pelos subordinados. Algumas empresas fazem controle por meio da vigilância para aperfeiçoar o desempenho e aumentar a segurança. Com toda tecnologia disponível atualmente é possível que as organizações façam uso de vários métodos de monitoramento. Bilhões de ligações telefônicas, s e faxes são grampeados por dia ao redor do mundo. Mais de 70% das empresas estadunidenses monitoram o uso da internet de seus empregados, e é comum acontecer afastamento de funcionário por uso indevido dessa ferramenta. Desde 1787, Jeremy Benthan publicava uma teoria de monitoramento. Segundo ele, era a forma perfeita, pois as pessoas não sabiam se estavam sendo vigiadas. Nos anos 60, foi aceito o uso de câmeras de vigilância em público. Com o passar dos anos, monitorar se tornou comum na sociedade. Ellen Bayer, da Associação Americana de Gerenciamento, acredita que a privacidade no local de trabalho de hoje é meramente ilusória. Nesta era de cubículos em espaços abertos, carteira dividida, computadores em rede e teletrabalhadores, é difícil que se creia estar realmente num espaço privado. Hoje o mercado para monitoramento de computadores e empregados é enorme, pois as empresas precisam saber da eficiência de tempo, produtividade, segurança, proteção e até motivação 7

8 1 PRODUÇÕES DE ALUNOS DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO dos trabalhadores. De acordo com as teorias de motivação humana de Mc Gregor (2006), existem dois tipos diferentes de comportamentos dos empregados: teoria X e Y. A teoria X acredita que os empregados são preguiçosos e evitarão trabalho o tanto quanto possível. Já a teoria Y acredita que os empregados são ambiciosos, automotivados, com autocontrole e autoridade. De acordo com Taylor, pessoas podiam ser tratadas de forma padronizada, como máquinas. Atualmente, as empresas veem seus empregados como seu maior patrimônio. Para Peter Drucker (1999), o mais valioso patrimônio para uma organização do século XX era o equipamento de produção; o mais valioso patrimônio de uma empresa do século XXI são os funcionários. O monitoramento, então, é uma forma de proteger as pessoas. 2.1 POSSIBILIDADE E FORMAS DE MONITORAMENTO As empresas têm o direito de monitorar os empregados, mas eles devem ter o conhecimento de que estão sendo vigiados. É regular o uso pelo empresário de sistemas de monitoramento que exclua banheiros e refeitórios, vigiando apenas o local efetivo de trabalho. Porém, para punir uma situação irregular, a empresa precisa publicar claramente as regras para os funcionários. O monitoramento não serve apenas como meio de fiscalização dos empregados, mas como proteção do empregador frente a terceiros. Sendo assim, é aceitável o acordo de monitoramento que pode ser convencionado entre as partes, no que tange à utilização dos instrumentos digitais, de acordo com o Art. 7º, XXVII da Constituição Federal de É visto que todas as formas de monitoramento são feitas para melhorar o desenvolvimento das atividades exercidas pelos trabalhadores. Vários sistemas são utilizados, como: sistemas de vídeo, áudio, vigilância, informática e revistas pessoais no interior da empresa. De acordo com o advogado Thiago Cavalcanti (2010), as filmagens devem ser utilizadas para monitorar o local de trabalho, visando à segurança, e não para perseguir ou fiscalizar o funcionário. Há pessoas que concordam, mas algumas questionam a respeito da privacidade e a confiança, com a utilização de câmeras de vídeo. O uso dessa tecnologia não deve ser usado como forma de escravizar, pressionar ou constranger os colaboradores. O uso de câmeras não é ilegal, mas o funcionário deve ser avisado, e as regras têm de ficar claras. Algumas empresas, por exemplo, usam a frase Sorria, você está sendo filmado. O Tribunal Superior do Trabalho tem por decisão que a instalação de câmeras para fins de segurança não ofende a privacidade do trabalhador, mesmo assim, o Ministério Público do Trabalho fiscaliza as empresas para que a intimidade do empregado não seja violada. Valdir Pereira, Procurador do Trabalho, DF e TO, afirma que segundo o Art. 5º, X da Constituição Federal, são invioláveis a intimidade, a vida privada, 8

9 1 PRODUÇÕES DE ALUNOS DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito da indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. Portanto, para o Ministério Público do Trabalho é claramente inconstitucional essa conduta, pois o colaborador passa a ser um suspeito de uma conduta irregular, sendo que o controle do patrimônio deveria ser direcionado a quem pode realmente causar um dano a esse patrimônio. De acordo com o Procurador, as câmeras não podem ser instaladas em cantinas, salas de café e banheiros, por violarem dispositivos constitucionais a uma vida privada, honra e imagem. Se isso acontecer, é necessário que o funcionário procure o Ministério do Trabalho e denuncie a irregularidade. É evidente que a instalação das câmeras previne problemas. Como já aconteceu em várias cidades, quando as imagens ajudaram a polícia a prender, por exemplo, falsos médicos e flagraram um funcionário furtando remédios. Também aconteceu um caso no Brasil, quando as câmeras mostraram médicos batendo ponto para os colegas ou indo embora mais cedo. Há várias companhias com filmadoras ligadas dia e noite, pois além da segurança da empresa, ajuda também a fazer um controle das atividades dos funcionários, melhorar o processo produtivo e as imagens servem também de provas para um possível processo. Na prefeitura de Londrina, 16 câmeras vigiam quase todo o patrimônio. Em entrevista concedida ao Jornal Hoje, em 01/09/2007, o diretor de bens Pedro Afonso, relata que a intenção não é só fiscalizar, ele acredita que se alguém tem má intenção, vai pensar muito antes de realizar algo considerado errado. Já, os sistemas de áudio, como escutas telefônicas e gravações de ligações de funcionários, segundo Aparecida Tokumi Hashimoto (2009): É permitida para fins de controle e fiscalização da execução das tarefas profissionais, em face de a Constituição Federal, em seu artigo 5º, XII, garantir a inviabilidade da correspondência e das comunicações, salvo, por ordem judicial, nas hipóteses que a lei estabelecer, para fins de investigação criminal ou instrução processual penal. Portanto, o empregador não pode fazer escutas que não dizem respeito ao trabalho, pois a Constituição Federal protege a privacidade e a intimidade do indivíduo, e esses procedimentos só podem ser utilizados desde que o funcionário esteja ciente de que está sendo monitorado. Segundo Sandra Lia Simón (2000, p. 154), Se o telefone integra o conjunto dos meios de produção, ou seja, se é utilizado para o desenvolvimento da prestação de serviços, como por exemplo, no telemarketing, o empregador, dando ciência ao trabalhador, pode instalar aparelhos para gravação de respectivas conversas, pois o poder de direção justifica essa interferência. Dessa forma, entende-se que o monitoramento das ligações deve ser usado de forma para garantir a segurança dos empregados e das empresas, sem práticas abusivas. Outra forma de monitoramento, bastante questionado, é a revista pessoal dos funcionários. 9

10 1 PRODUÇÕES DE ALUNOS DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO Essa prática é adotada por várias razões e justificativas, mas, principalmente, para inibir furtos dentro da empresa. Infelizmente, a realidade mostra que essas situações são comuns em supermercados e indústrias eletrônicas, pois o furto de pequenos objetos pode significar uma perda financeira de valor elevado. Os colaboradores não recebem bem essas medidas, porém as empresas que adotam essa prática justificam como uma necessidade para preservar seu patrimônio, e também para identificar funcionários desonestos. Barros (2007), citado por Freitas (2012), entende que: A mera tutela genérica da propriedade não é suficiente para justificar a revista pessoal, que deve ser usada como último recurso ante a falta de outros meios idôneos e igualmente eficazes na salvaguarda do patrimônio do detentor dos meios de produção. Ademais, é preciso haver um justo motivo, ou seja, uma razão clara e objetiva que explique a adoção de um ato invasivo. A exemplo da existência, no local de prestação de serviços, de bens suscetíveis de subtração e ocultação, com valor material, ou que possuam relevância para o bom funcionamento da atitude empreendedora e para a segurança das pessoas. Dessa forma, entende-se que a necessidade da realização da revista pessoal é como meio de prevenção do patrimônio do empregador. De acordo com Freitas (2012), a revista é prática tolerável desde que preservada a dignidade do trabalhador, sendo, pois, admitida excepcionalmente, observadas, entretanto, a intimidade e a privacidade do empregado. Em entrevista concedida à TV Justiça, em 19/04/2011, o sociólogo Antônio Flávio Testa afirma que as pessoas que sofrem algum tipo de humilhação ou de violência ficam muito magoadas, porque possuem a intimidade e os direitos não assegurados. Em consequência, a TV Justiça mostrou o caso de uma empresa de transporte de valores, a qual foi condenada a pagar indenização a uma funcionária que foi vítima da revista íntima. Ela era obrigada a tirar a roupa, e, caso estivesse usando, até o absorvente. O advogado trabalhista Maurício Correa afirma, na mesma reportagem, que a revista é permitida desde que seja feita de forma moderada, e principalmente, desde que não tenha contato físico entre empregador e funcionário. O ideal é que os colaboradores sejam pré-avisados da decisão. É importante ressaltar, que a revista pessoal não é proibida, porém deve ser feita, se necessário, sem abuso, sem constrangimento e sempre respeitando a honra e a dignidade do trabalhador. 2.2 MONITORAMENTO ELETRÔNICO Para maior eficiência das atividades, as organizações utilizam a internet e suas tecnologias, pois lhes proporcionam várias vantagens. Na era da informação, as empresas têm o direito também de monitorar tudo o que os funcionários fazem no computador do trabalho, desde que eles sejam previamente informados. O monitoramento eletrônico, além de ser polêmico, é normalmente usado. Mas não com a intenção de vasculhar a vida de quem trabalha na companhia, 10

11 1 PRODUÇÕES DE ALUNOS DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO pois acompanhar todos os passos dos funcionários seria um serviço caro e desgastante. O objetivo de usar esses recursos é de, principalmente, aumentar a produtividade, proteger contra roubo, proteger a rede de ataques esternos ou invasões, e controlar o acesso às redes sociais e o downloads de programas e conteúdos impróprios. A professora da FGV, Daniela Lago, em entrevista concedida à Revista HSM, em 11/06/2010, alerta que a ferramenta é muita efetiva a partir do momento que traz ao funcionário a ideia de observação. Desse modo, o mesmo, ciente de sua liberdade de uso, sabe que o uso incorreto da internet poderá lhe acarretar alguma consequência. O empregador pode, se descobrir mau uso dessa ferramenta, proceder de maneira a evitar que a má conduta se repita. Por isso, é importante que os colaboradores conheçam a política de segurança de informação da empresa. Na maioria dos casos, a medida tem obtido resultados satisfatórios, mas não é raro ouvir histórias de funcionários demitidos por justa causa, devido a atitudes inadequadas em relação ao uso da internet. No ambiente de trabalho, a criatividade e a informação estão presentes, e a internet é fundamental. O uso do bom senso é inevitável para usufruir dessa tecnologia no dia a dia, pois no ambiente de trabalho ela deve ser usada para auxiliar nas tarefas da empresa e não como diversão. Para Alexandre Belmonte (2004, p.36): O empregador deverá conscientizar os empregados de que o computador é uma ferramenta de trabalho e não um instrumento para comunicações pessoais, daí podendo proibir ou estabelecer limites para a utilização do correio eletrônico e a internet para fins pessoais. É possível, portanto, a utilização dessa tecnologia pelo empregado no ambiente empresarial, desde que seja feita de forma equilibrada, a fim de preservar a intimidade do trabalhador e o direito à segurança da propriedade do empresário. 3 CONSIDERAÇÕES FINAIS Diversas organizações adotam algum tipo de sistema de monitoramento para proteger o patrimônio, a segurança e a produtividade dos próprios funcionários. Porém, podem existir conflitos, em relação ao assunto, entre empregador e colaboradores, devido a algumas questões polêmicas que envolvem a privacidade das pessoas e a confiança da empresa para com os trabalhadores. Não existe solução única, tudo depende das aplicações, do tipo de trabalho, e da necessidade que cada companhia tem para realizar o monitoramento de seus empregados. Mais do que controles, empresas e funcionários devem usar o bom senso. Dessa forma, será garantido o clima de respeito, harmonia e confiança no ambiente de trabalho. Para garantir um satisfatório desempenho e bons resultados dos empregados, principalmente nos tempos digitais, as organizações precisam adquirir recursos para que atitudes incorretas ou de má conduta não se repitam ou venham a acontecer 11

12 1 PRODUÇÕES DE ALUNOS DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO diariamente. O ideal é que os funcionários sejam avisados de qualquer decisão que envolva o monitoramento, e deve ser feito respeitando os limites e as leis, sem provocar constrangimento, e, acima de tudo, respeitar a privacidade do trabalhador, que é o mais valioso patrimônio que a empresa pode possuir. REFERÊNCIAS BELMONTE, Alexandre Angra. O monitoramento da correspondência eletrônica nas relações de trabalho. São Paulo, 2004, p.36. BOLETIM JURÍDICO. Disponível em: <www. boletimjuridico.com.br>. Acesso em: 8 jun OLHAR DIGITAL. Disponível em: <www. olhardigital.com.br>. Acesso em: 15 maio RH PORTAL. Disponível em: <www.rhportal.com. br>. Acesso em: 18 maio SANDRA, Lia Simon. A proteção constitucional da intimidade e da vida privada do empregado. São Paulo: LTR, 2000, p TV JUSTIÇA. Disponível em: <www.tvjustiça.jus. com.br>. Acesso em: 24 maio 2012 ÚLTIMA INSTÂNCIA. Disponível em: <www. ultimainstancia.com.be>. Acesso em: 29 maio UNIVERSO JURÍDICO. Disponível em: www. universojuridico.com.br. Acesso em: 12 junho 201 BRASIL. Constituição. Brasília, DIÁRIO DE PERNAMBUCO. Disponível em: <www.diariodepernambuco.com.br>. Acesso em: 22 maio DNT. Disponível em: <www.dnt.adv.br>. Acesso em: 22 maio GLOBO. Disponível em: <www.g1.globo.com>. Acesso em: 29 maio INSTITUTO KIRIMURE. Disponível em: <www. btsinstitutokirimure.ufba.br>. Acesso em: 11 maio JURIS WAY. Disponível em: <www.jurisway.org. br>. Acesso em: 22 maio JUS. Disponível em: <www.jus.com.br>. Acesso em: 22 maio MOTTA, Fernando Cláudio Prestes. Teoria geral da administração. 3. ed. ver. São Paulo: Pioneira Thomson Learning,

13 2 PRODUÇÕES DE ALUNOS DO CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS 2 PRODUÇÕES DE ALUNOS DO CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS PROFESSORA: ROSA LOBERTO 2.1 RESUMO CRÍTICO: NÃO BASTA SER LÍDER: TEM QUE SER COACH! Disciplina: Produção Acadêmica I Curso: Ciências Contábeis Gênero: Resumo crítico Alunas: Elaine Cristina Vieira e Bianka Benka Labhardt Professora-orientadora: Rosa Loberto Tadeu Alvarenga, no artigo Não basta ser líder: tem que ser Coach!, argumenta que o Líder Coach se destaca por conseguir o melhor de seus liderados, pois os valoriza como seres humanos, o que leva à excelência da organização e, consequentemente, ao destaque em relação à concorrência. Esse modelo de liderança contribui para que o líder tenha mais foco nos resultados da empresa, consiga diminuir a pressão sobre ele e melhore sua qualidade de vida. Além disso, o Coaching auxilia principalmente o RH, pois favorece a gestão de pessoas e diminui a tensão entre elas. Já Carolina Leite Barbosa, no artigo intitulado O papel do coaching dentro da organização, afirma que a postura de alguns líderes autoritários faz parte do passado. A partir de citações de outros autores, reforça a ideia de que o Coaching revela o potencial e a criatividade dos liderados e desperta novos talentos. Ambos acreditam que o capital humano é o diferencial das organizações, principalmente em tempos de globalização e competitividade de mercado. Sem dúvida alguma, as empresas eficientes dependem da capacidade de seus gestores, da sua visão global e de que eles sejam inovadores, acessíveis e conheçam as pessoas com as quais trabalham, dirigindo-as ao alcance de metas e objetivos. É por meio da valorização das pessoas e incentivo do seu potencial que os liderados conseguem trabalhar em equipe e atingir o sucesso da organização. Por essas razões, o Coaching tornou-se o modelo de liderança dos tempos modernos. REFERÊNCIAS ALVARENGA, Tadeu. Não basta ser líder: tem que ser Coach!. Disponível em: <www.abts.org.br/ material/arquivos/artigos/coach_lider.pdf>. Acesso em: 19 set BARBOSA, Carolina Leite. O papel do coaching dentro da organização. Disponível em: <www. jogart.com.br/>. Acesso em: 19 set

14 2 PRODUÇÕES DE ALUNOS DO CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS 2.2 RESENHA DESCRITIVA: LIDERANÇA COACHING Disciplina: Produção Acadêmica II Curso: Ciências Contábeis Gênero: Resenha descritiva Aluna: Marília Scarsetto 1 Professora-orientadora: Rosa Loberto A presente resenha foi escrita a partir da leitura do texto O papel do coaching dentro da organização, escrito por Carolina Barbosa, acadêmica do curso de pós-graduação Gestão Estratégica de Pessoas e também do texto escrito pelo doutor Tadeu Alvarenga Não basta ser líder: tem que ser Coach!. Ambos os textos empregam uma linguagem de fácil compreensão. Carolina Barbosa, em seu texto, aborda a liderança nas empresas e a necessidade dessa atividade na configuração atual do mercado de trabalho. Relata que hoje, mais do que chefes, os líderes de equipe são os gestores do capital humano, maior patrimônio das organizações. Essa valorização das pessoas traz a necessidade de um profissional voltado para atendê--las. Esse profissional é o Coach. A autora cita a ICF International Coaching Federation, que define o Coaching como uma parceria continuada que estimula e apoia o colaborador a produzir resultados gratificantes em sua vida profissional. O profissional Coaching lidera apostando na motivação pessoal e profissional, na interação e na valorização de sua equipe, possibilita o crescimento de seus clientes, ajudando-os a expandir suas competências e identificar suas limitações a fim de alcançar suas metas e desejos. Barbosa faz referência também a Cristina Amaral, que contribui afirmando que o desenvolvimento contínuo é o objetivo dos líderes Coachings, uma espécie de círculo virtuoso dentro das empresas que possibilita a satisfação de todos os envolvidos e o sucesso da empresa. A necessidade de se diferenciar das outras empresas, dentro de um mercado cada vez mais competitivo e globalizado, torna o capital humano o maior patrimônio das corporações e o Coaching representa, sem dúvida, a melhor ferramenta para maximizar esse potencial. O Dr. Tadeu Alvarenga corrobora a mesma ideia em seu texto O papel do coaching dentro da organização ao definir o Coaching como a forma 1 Acadêmica do 2 período do Curso de Ciências Contábeis da Faculdade Dom Bosco. 14

15 2 PRODUÇÕES DE ALUNOS DO CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS de liderança que mais se enquadra aos padrões de mercado na atualidade, já que a atividade se baseia inteiramente no respeito. Dessa forma, o líder Coach consegue trabalhar sua liderança de forma mais sólida, superior à relação chefe e funcionário, pois aproveita ao máximo o potencial do liderado. Esse cenário contempla as novas necessidades do mercado, no qual a criatividade e o talento do colaborador são as maiores riquezas das empresas. Pelo método tradicional de comando, é difícil conseguir despertar as características mais positivas de uma equipe, pois o autoritarismo muitas vezes gera desconfiança. E, sem dúvida, para que uma empresa consiga alcançar sucesso e se destacar perante os concorrentes, precisa de uma equipe criativa e produtiva. Além desses benefícios, Alvarenga cita ainda duas vantagens do Coaching: a primeira é diminuição da pressão sobre o próprio líder que pode atuar de uma forma mais focada nos resultados da empresa e a segunda vantagem é para o setor de Recursos Humanos que tem suas atividades facilitadas pela prática do Coaching, uma vez que o trabalho e o ambiente são melhorados de forma significativa na empresa. são responsáveis por dar identidade à empresa, pois são suas ideias e atitudes, sua participação física e intelectual que possibilitam o sucesso da empresa. A valorização das características pessoais e profissionais, a capacitação e a identificação dos seus pontos fortes, com toda certeza, geram profissionais mais motivados, dispostos a dar seu melhor para a empresa, e, como consequência, todos ganham as companhias que estiverem atentas às mudanças e necessidades do mercado e preocupadas com o bem-estar de seus colaboradores terão, com certeza, profissionais Coachings à frente de suas equipes. Os textos são relevantes para estudantes e profissionais da área de Administração de Empresas, Recursos Humanos, Ciências Contábeis e afins, assim como para todos os empresários que buscam o sucesso de suas empresas. REFERÊNCIAS ALVARENGA, T. Não basta ser líder: tem que ser Coach!. Disponível em: <www.abst.org.br/material/ arquivos/coach_lider.pdf>. Acesso em: 19 set BARBOSA, C. O papel do coaching dentro da organização. Disponível em: <www.jogart.com. br/>. Acesso em: 19 set Os dois textos abordam de uma forma muito positiva o papel do Coaching dentro das corporações, ambos ressaltam que o Coaching é uma atividade que surge como resposta às novas configurações e necessidades do mercado de trabalho, no qual os colaboradores, mais do que simples funcionários, 15

16 3 PRODUÇÕES DE ALUNOS DO CURSO DE DIREITO 3 PRODUÇÕES DE ALUNOS DO CURSO DE DIREITO PROFESSOR: RODNEY CAETANO 3.1 SÍNTESE: ORIGENS DO DIREITO Disciplina: Produção Acadêmica I Curso: Direito Gênero: Síntese Aluna: Joyce Kelly do Carmo Viana Professor-orientador: Rodney Caetano As origens do Direito são o assunto tratado pelo autor e juiz aposentado Silvio de Salvo Venosa no capítulo Fontes do Direito, em seu livro Introdução ao Estudo do Direito, publicado pela editora Atlas, no ano de Venosa afirma que mesmo com a evolução histórica, muitas ideias originais do direito ainda são conservadas. Sem observar mais a fundo a história do direito, tanto seu estudo quanto sua compreensão ficarão prejudicados. O autor apresenta os conceitos de duas fontes principais do direito. Para ele, as fontes formais são as leis e os costumes, ou seja, os meios pelos quais se manifestam a sociedade. E as fontes materiais são as instituições ou grupos capazes de modificar normas. a lei, a analogia, os costumes e princípios gerais do direito. Sendo assim, o texto é relevante, pois direciona a atenção do leitor para a importância do estudo das origens do direito. REFERÊNCIA VENOSA, Silvio de Salvo. Introdução ao estudo do Direito: fontes do Direito. São Paulo: Atlas, Silvio Venosa ainda disserta sobre as formas do poder: o processo legislativo, a jurisdição, os usos e costumes e a fonte negocial. A teoria juspositivista só aceita a lei como fonte de direito, contudo a lei de introdução ao código civil apresenta como fontes 16

17 3 PRODUÇÕES DE ALUNOS DO CURSO DE DIREITO 3.2 RESUMO INFORMATIVO: CULTURA JURÍDICA EUROPEIA Disciplina: Produção Acadêmica I Curso: Direito Gênero: Resumo informativo Aluna: Renata Gabriela Pereira do Nascimento Professor-orientador: Rodney Caetano O escritor português Antonio Manuel Hespanha, em seu livro Cultura jurídica europeia, faz uma síntese sobre a tradição jurídica medieval, especialmente sobre os glosadores e comentadores. A partir do século XIII e XIV, começou a valorização do direito comum e direito local. Os direitos locais começam cada vez mais ganhar espaço nas cidades italianas, que estavam em crescimento, abrindo-se mão do Direito Comum. Buscam base nos Direitos Romanos (Justinianeu) e ampliam o iura propria (Direito Local). Por meio de todas essas mudanças vieram a surgir os pós-glosadores, ou seja, os comentadores. Os comentadores são os responsáveis pela sistematização de todos os tipos de direito, com objetivos práticos, quando nasce uma nova escola, a escola tomista, que vai ser mediadora entre a prática e a realidade. Os escolásticos colocam em dúvida que todo o direito sirva somente para representar os interesses do rei ou do papa. A revolução escolástica inicia-se com a aparição dos textos aristotélicos. Pelo uso da razão, conclui-se que os textos sagrados não são suficientes para ordenar a sociedade, trazendo consequências culturais. A evolução jurídica desse período mostra a ruptura dos conceitos intelectuais da época trazendo novas idéias e novas doutrinas. A partir do século XIII, temos a presença dos primeiros advogados por meio das consultas dos professores e técnicos da época. Dessas consultas técnicas começaram a desenvolver com mais eficácia o uso das jurisprudências, que eram baseadas em pareceres dos comentadores. Com o passar do tempo, e com as especificações cotidianas, a presença dos juristas torna-se de suma importância para todo o ordenamento jurídico moderno e contemporâneo. REFERÊNCIA HESPANHA, Antonio Manuel. A unificação e a cientificização: as escolas da tradição jurídica medieval. In: Cultura jurídica europeia síntese de um milênio. Portugal: Fórum da História, 2003, p

18 3 PRODUÇÕES DE ALUNOS DO CURSO DE DIREITO 3.3 RESUMO CRÍTICO: O ENIGMA DE KASPAR HAUSER E MINHAS TARDES COM MARGUERITTE Disciplina: Produção Acadêmica I Curso: Direito Gênero: Resumo crítico Aluno: Claiton Tavares da Silva Professor-orientador: Rodney Caetano Dirigido pelo cineasta alemão Werner Herzog, em 1974, o filme O Enigma de Kaspar Hauser, mostra, em seu primeiro momento, como fica o ser humano quando totalmente privado do convívio social. A total falta de contato com outros seres humanos tornou Kaspar Hauser um ser tolhido de qualquer sentimento ou reação social. Após muitos anos, ao ser libertado, inicia seu processo de adaptação ao convívio social e à linguagem, tanto oral quanto escrita. Gradativamente foi aprendendo a interagir com os outros, a ler e a escrever. Após aprender definitivamente a se comunicar, o personagem passa a usufruir do convívio social e a interagir de forma adequada com todos. Já o filme Minhas tardes com Margueritte, dirigido pelo cineasta Jean Becker, em 2010, mostra o relacionamento entre Germaine e Margueritte. Ele é um homem de muito bom coração que, em grande parte pela criação desprovida de demonstrações de afeto e por bulling, dispõe de pouca cultura. Já Margueritte é uma leitora assídua e de cultura destacável. Da interação dos dois resulta uma grande e bela amizade. Em função desse convívio, Germaine melhora sua cultura e aprimora sua linguagem, enquanto Margueritte encontra um amigo que irá cuidar dela pelo resto da vida. As duas obras são, sem dúvida, de grande teor dramático e conduzem, no transcorrer das cenas, a experimentar muitas sensações: desde a maldade do ser humano em permitir que outro ser humano seja privado do convívio social por tantos anos, à felicidade de ver que para cada mau existem infinitos bons. Constatamos nossa incapacidade de viver sós e nossa grandeza e imensurável capacidade enquanto grupo. Os filmes mostram o quanto podemos ser rudes e maléficos a outrem e o quanto podemos ser bons e benéficos. O poder da linguagem pode destruir um mundo assim com esse mesmo poder pode melhorá-lo sensivelmente. 18

19 3 PRODUÇÕES DE ALUNOS DO CURSO DE DIREITO REFERÊNCIAS O enigma de Kaspar Hauser. Direção de Werner Herzog. Alemanha: ArtHaus, Minhas tardes com Margueritte. Direção de Jean Becker. França: Imovison,

20 3 PRODUÇÕES DE ALUNOS DO CURSO DE DIREITO 3.4 FICHAMENTO: ELEMENTOS PARA UMA CRÍTICA DO ESTADO Disciplina: Produção Acadêmica I Curso: Direito Gênero: Fichamento de resumo Aluna: Aline Raunaimer de Oliveira Professor-orientador: Rodney Caetano Teoria do Estado Elementos para uma crítica do Estado Fichamento de resumo WOLKMER, Antonio Carlos. Elementos para uma crítica do Estado. Porto Alegre: Sergio Antonio Fabris Editor, Elementos para uma crítica do Estado é um livro que busca um contraponto das ideias tradicionais sobre a organização política estatal, sem exaltá-la ou suprimi-la, apenas trazendo à luz novas perspectivas de reformulação do espaço público do Estado, submetido ao poder da Sociedade Civil com plena participação do cidadão no exercício da democracia. O livro também apresenta uma breve síntese das tipologias do Estado para exercer uma crítica em cada um de seus elementos essenciais. O livro é dividido em oito capítulos que vão desde a natureza estatal, sua estrutura e organização interna, até uma concepção crítica de sua representação na sociedade. Há também um capítulo inteiro dedicado à desmistificação do Estado, sugerindo estratégias para reverter os equívocos adquiridos pelos cidadãos. O livro está na biblioteca do campus Marumby da Faculdade Dom Bosco. 20

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