Plano de melhoria do sucesso escolar

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1 Abrantes, novembro de 2012 Escola Secundária Dr. Solano de Abreu Plano de melhoria do sucesso escolar Ano letivo 2012/2013

2 PLANO DE MELHORIA DO SUCESSO ESCOLAR 2012/2013 Introdução O plano de melhoria do sucesso escolar da ESSA visa reforçar e consolidar as práticas de sucesso já implementadas. A construção deste plano teve como referências constantes: o Projeto Educativo, o Plano de Ação do Projeto Educativo, os relatórios da Equipa de Autoavaliação e, também, uma autorreflexão do diretor, visando dar resposta a um problema de insucesso escolar ocorrido no ano 2011/2012. Procurou-se delinear prioridades e estabelecer alguns parâmetros mensuráveis, através da definição dos objetivos e das estratégias para os atingir. Pretende-se com este plano o aumento da taxa de sucesso e, principalmente, a melhoria dos valores médios dos resultados das disciplinas com exame nacional, para taxas acima da média nacional. 1. Diagnóstico do insucesso escolar O insucesso escolar, que há uns anos atrás era atribuído ao foro individual, tornou-se subitamente um problema incómodo sob o ponto de vista social. O insucesso escolar passou a ser assumido como um fracasso da escola. A Escola Secundária Dr. Solano de Abreu, no ano letivo 2011/2012, implementou uma série de atividades (projetos Mat10+, Biogeoexplica, FQ, Monge Melhor Geometria e Lugar à Língua Portuguesa) e procedimentos (planos de diferenciação pedagógica) conducentes ao sucesso escolar e, paradoxalmente, viu o sucesso diminuir. Importa, portanto, pôr todos os grupos de recrutamento a refletir e a apresentar sugestões que contribuam para a melhoria efetiva dos resultados. Esta proposta de trabalho é um plano da ESSA e deve ser participado, assumido e interiorizado por todos os departamentos, grupos e professores, como uma causa comum. Para o elaborarmos foi fundamental traçar um diagnóstico, tendo em conta os resultados escolares obtidos no ano letivo 2011/2012, os relatórios da equipa de autoavaliação da ESSA, o contributo de todos os grupos disciplinares e o conhecimento da realidade legislativa atual. As causas parecem diversas, tocando a vários agentes: alunos, famílias, professores e escola. Outras causas existirão, certamente, que podem ser afetadas ao sistema, aos currículos e à legislação, mas neste plano interessa apenas aflorar aqueles, que em nosso entendimento, criam maiores prejuízos na comunidade educativa, interrogar e problematizar o valor e o intuito dos exames no sistema educativo. Causas atribuíveis aos alunos: - Falta de vocação. Os alunos ingressam em novos ciclos sem que possuam os pré-requisitos necessários. É, também, uma das causas do desinteresse, da desmotivação e da indisciplina dos alunos. São exemplos disso os alunos que escolheram o CCH de Ciências e Tecnologias, quando tinham obtido nível 2 à disciplina de Matemática, no 9º ano, e os alunos que escolheram o CCH de Artes Visuais a pensar na facilidade do curso e que depois reprovaram em Geometria Descritiva e/ou História e Cultura das Artes.

3 - Alguma instabilidade característica da adolescência. Esta conduz muitas vezes o aluno a rejeitar a escola, a desinvestir no estudo das matérias e, frequentemente, à indisciplina. - Estilos de vida. Dificuldade em compatibilizar as exigências escolares com as mais diversas solicitações (saídas noturnas frequentes, jogos de computador absorventes, etc.), provocando hábitos de vida pouco regrados. Alguns alunos encaram, ainda, as atividades escolares como pouco estimulantes, trabalhosas e rotineiras. Causas atribuíveis às famílias: - Famílias desestruturadas. Alguns alunos vivem conflitos familiares e/ou divórcios litigiosos dos pais, fazendo com que se sintam, frequentemente, rejeitados e desinteressados, face ao seu percurso escolar, adotando um comportamento indisciplinado. - Famílias desfavorecidas. Com as dificuldades económicas, muitas vezes, a instabilidade emocional torna-se mais profunda, traduzindo a ausência de modelos e valores estáveis e levando os alunos a não investir na escola. A linguagem que estes alunos são obrigados a utilizar, nos níveis mais elevados de, cada vez mais afastada da que utilizam no seu meio familiar, aumenta-lhes progressivamente as suas dificuldades de compreensão e integração, levando-os a desinteressar-se das atividades escolares. - Demissão dos pais da educação dos seus filhos. Os pais raramente se dirigirem à escola para colaborarem. Colocam-se, quase sempre, na atitude de meros clientes de serviços, exigindo resultados escolares e poucos incómodos na sua prestação. Muitas vezes, não aceitam percursos educativos e formativos mais adequados ao perfil individual dos seus educandos. Causas atribuíveis aos professores: - Métodos de, recursos didáticos e técnicas de comunicação algumas vezes inadequados às características da turma ou de cada aluno. - Gestão da disciplina na sala de aula. Causas atribuíveis à Escola: - Falta de uma maior previsão de resultados, por parte do diretor, e consequente atuação na implementação de estratégias que resultem no maior e melhor sucesso. - Deficiente orientação vocacional, que muitos alunos revelam no secundário, agravada pela ausência, nas escolas que geram alunos do 9º ano para o 10º ano, de serviços de informação e orientação adequados. - Número elevado de alunos por escola e turma, que tem provocado o aumento dos conflitos, mas, sobretudo, a diminuição do rendimento individual. A ESSA é alvo de uma procura excessiva, aumentando a pressão e, consequentemente, o número de alunos por turma - Organização de turmas demasiado heterogéneas, que parece dificultar a gestão da aula pelo professor, mas também a coesão do grupo, traduzindo-se no crescimento de conflitos internos. - Pouca cultura de reflexão do trabalho pedagógico. - Pouca cultura de trabalho colaborativo. Causas atribuíveis ao sistema:

4 - Número elevado de alunos por turma e alteração da carga letiva dos docentes, para além da instabilidade que vem ferindo a profissão, constituem impedimentos a um trabalho empenhado e consistente. - Qualidade dos exames nacionais e dos respetivos critérios. Importa refletir se os exames aferem cabalmente o conhecimento dos discentes, se estão ou não adequados aos programas se, enfim, merecem o título de prova crucial para avaliar a globalidade do conhecimento. Conclusão: Um plano de melhoria do sucesso escolar não passa exclusivamente pela lecionação dos conteúdos programáticos, tendo os exames como único horizonte. A melhoria do sucesso escolar, sem nunca negligenciar a importância do exame, enquanto tal, deve ambicionar a preparação do aluno para inúmeras dimensões: sociais e políticas, mas também éticas e estéticas. O sucesso escolar redobra a responsabilidade de todos os intervenientes. Contudo, se os alunos são aqueles que podem usufruir das maiores vantagens nas classificações obtidas, devem ser eles e os respetivos encarregados de educação a desenvolver uma cultura de responsabilidade, face aos desafios que os aguardam. Aos professores, para além de ensinarem, compete estimular e fortalecer essa cultura de responsabilidade. É preciso acentuar que será sempre o aluno a ter a última palavra sobre o rumo que quer seguir.

5 Todos 2. Fichas de Ações de Melhoria Dimensão: Organizativa Estratégias Objetivos a atingir com os esforços de melhoria Indicadores Metas Criação de equipas pedagógicas de trabalho semanal nos grupos disciplinares. Fomentar a discussão interpares. Operacionalização da supervisão pedagógica, prevista no Plano de Ação do Projeto Educativo. Fortalecer o espírito de entreajuda Monitorização dos resultados escolares e fomento de uma prática reflexiva, nos diferentes departamentos e grupos de recrutamento. Monitorizar os resultados escolares no final dos 1º e 2º período Promover a análise e reflexão em grupo. Implementação de estratégias de apoio às aprendizagens, racionalizando os recursos e divulgando os projetos de trabalhos adequados às lacunas diagnosticadas, já criados. Aplicação de estratégias de diferenciação, formalizadas em plano nos conselhos de turma dos 1º e 2º períodos, quando o insucesso for igual ou superior a 40%. Rentabilizar os projetos Mat+, Biogeoexplica, FQ, Monge Melhor Geometria, onde devem ser resolvidos exercícios de exame ou da mesma tipologia. Resolver exercícios de exame ou da mesma tipologia. Rentabilizar as recentemente criadas salas de apoio ao estudo. Desenvolver práticas de diferenciação pedagógica Aumento do número de alunos a frequentar os projetos de natureza pedagógica Aumento do número de alunos a frequentar as salas de apoio ao estudo Mais 20 % do que no ano anterior Mais alunos do que no início do ano letivo

6 Todos Dimensão: Disciplinar Estratégias Objetivos a atingir com os esforços de melhoria Indicadores Metas Distinção de atos de indisciplina de observações contestatárias. Definição, em conselho de turma, de regras de atuação exigentes, em relação aos alunos, sempre e logo que haja problemas generalizados de indisciplina Clarificar, em sala de aula, as atitudes inerentes, a um ato de indisciplina. Preparar os alunos para pensar e resolver conflitos, criando um verdadeiro espírito crítico e autocrítico, em vez de um espírito de desafio constante. Concertar formas de atuação assertiva entre todos os professores, nos conselhos de turma. Diminuição do número de alunos com falta disciplinar. Menos 1/3 do que no ano anterior Maior divulgação dos direitos e deveres do aluno, no âmbito do Estatuto do Aluno e Ética Escolar Conhecer, através dos diretores de turma, o Estatuto do Aluno e Ética Escolar, nomeadamente no que diz respeito aos seus direitos e deveres e disciplina.

7 Profissional e CEF 3º ciclo regular e secundário CCH Dimensão: Pedagógica Estratégias Objetivos a atingir com os esforços de melhoria Indicadores Metas Valorização de projetos de natureza pedagógica. Rentabilização do trabalho na sala de estudo, que proporcione um acompanhamento efetivo dos alunos com dificuldades, ajustando quanto possível, a área de especialidade do professor às necessidades dos alunos. Identificação das necessidades/dificuldades dos alunos e aplicação de estratégias de diferenciação pedagógica. Colocação de questões nos testes, em que sejam necessárias a apropriação e mobilização de conceitos adquiridos em unidades programáticas anteriores. Resolução de questões dos Testes Intermédios / Exames Nacionais. Aplicação de exercícios de carácter prático para desenvolver as competências ao nível da interpretação, raciocínios indutivo e dedutivo, de modo a melhorar o desempenho dos alunos em situações de aplicação de conhecimentos em novas situações. Apoiar os alunos com dificuldade. Auxiliar os bons alunos a obterem ainda melhores resultados. Colmatar lacunas detetadas Permitir um conhecimento global dos conteúdos por forma a mobilizá-los e relacioná-los. Treinar a capacidade de interpretar, analisar e generalizar/particularizar. Permitir uma autoavaliação ativa, conducente a um melhor desempenho. Aumento da taxa de sucesso nos 1º e 2º período face aos mesmos períodos nos anos anteriores Aumento das médias das classificações das disciplinas no 3º período Aumento das médias de classificações de exame dos alunos internos Melhorar os resultados do ano anterior Melhorar os resultados do ano anterior Ter melhores resultados do que a média nacional Promoção da motivação, do interesse e da necessidade de concentração, através de atividades práticas e da realização de trabalhos de grupo Consciencializar os alunos da necessidade de concentração, de forma a melhorar as aprendizagens. Aumentar o nível de interesse e motivação. Aumento do número de alunos a concluir módulos. Melhorar os resultados do ano anterior Desenvolvimento de aulas o mais práticas. Evitar a dispersão dos alunos. Promover a interação aluno/professor. Desenvolver competências empreendedoras. Estabelecimento de uma ponte entre os conteúdos lecionados e a realidade. Relevar a importância dos diferentes conteúdos programáticos Valorização de aulas no exterior Facilitar a integração na vida ativa. Realização de trabalhos de grupo Promover a interajuda

8 Todos Dimensão: Didática Estratégias Objetivos a atingir com os esforços de melhoria Indicadores Metas Utilização de recursos audiovisuais, como ponto de partida para as aprendizagens, de modo a proporcionar atividades de motivação e interesse para a apreensão de conteúdos. (Estes recursos devem ser encarados como um meio, não devendo em caso algum, substituir o docente. Ou seja, os meios audiovisuais devem fazer parte da aula, quando tal for adequado, mas não devem ser a aula). Rentabilizar corretamente os recursos existentes. Favorecer o espírito crítico e participativo.

9 3º ciclo regular e secundário CCH Todos Dimensão: Avaliativa Estratégias Objetivos a atingir com os esforços de melhoria Indicadores Metas Apresentação oral da matriz dos testes aos alunos. Focalizar os alunos na matéria a ser testada e na estrutura dos testes. Promoção de uma avaliação formativa, aplicando processos de avaliação reguladora Aplicação de critérios de rigor e exigência. Implementar técnicas de avaliação: 1. Questionamento oral: Questionamento professor /turma; Questionamento professor/ aluno; Questionamento aluno/aluno (Questões orais dirigidas ao raciocínio dedutivo ou inferencial. Estratégias: 1. Dar tempo / saber esperar; 2. Envolver o maior número de alunos na discussão; 3. Aprender a lidar com os respetivos erros. Explorar o erro como processo de regulação efetivo da aprendizagem) 2. Escrita avaliativa: Feedback escrito a produções de alunos. (Estratégia facilitadora para o aluno ser levado a tomar consciência dos seus erros e de os corrigir. Avaliação e reflexão sobre o erro. Avaliação como diálogo que procura questionar, dar pistas e incentivar a reflexão por parte do aluno. Identificar o que está bem feito, no sentido não só de dar autoconfiança como igualmente permitir que aquele saber seja conscientemente reconhecido.) 3. Autoavaliação: Explicitação / negociação de critérios pelo professor; Avaliação desenvolvida pelo próprio; Avaliação desenvolvida por pares. Reconhecer o esforço e o empenho no trabalho desenvolvido pelo aluno no domínio do saber, retratado na avaliação e traduzido na consequente proposta de classificação. Diminuição da taxa de insucesso Melhores resultados em exames externos Reforço do número de classificações elevadas Melhorar os resultados do ano anterior Ter melhores resultados do que a média nacional Melhorar a média das classificações positivas, relativamente ao ano anterior

10 Todos Dimensão: Familiar Estratégias Objetivos a atingir com os esforços de melhoria Indicadores Metas Maior envolvimento dos encarregados de educação na vida escolar dos seus educandos, através dos contactos dos DT s. Os DT s e de um maior acompanhamento das atividades escolares diárias dos seus educandos. Esclarecimento, nas reuniões de final de período com os encarregados de educação, das questões relevantes para a turma quer de ordem pedagógica, quer disciplinar. Melhorar o envolvimento dos pais nas atividades escolares diárias dos seus educandos. Corresponsabilizar os pais pelo sucesso/insucesso dos seus educandos Aumento da presença dos pais na escola Aumentar o número de presenças de pais na escola, sem serem convocados, relativamente ao ano anterior Verificação pelos professores da rubrica dos encarregados de educação, nos testes ou noutras provas escritas, depois de classificadas e entregues aos alunos.

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