AGRUPAMENTO DE ESCOLAS GIL VICENTE PLANO DE MELHORIA. Julho de 2012

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1 AGRUPAMENTO DE ESCOLAS GIL VICENTE PLANO DE MELHORIA Julho de 2012 Rua da Verónica, 37, Lisboa Tel: /2 Fax:

2 INDICE I. Introdução. 3 II. Ponto de partida III. Componentes do plano A. objetivos, metas e indicadores... 6 B. Ações C. Intervenientes... 8 D. Recursos E. Calendário. 9 F. Desenvolvimento estratégico 9 G. Monitorização, avaliação e divulgação IV. Considerações finais

3 I. Introdução O Plano de Melhoria constitui-se como instrumento de suporte à programação e à implementação da melhoria no Agrupamento de Escolas Gil Vicente (AEGV) e é determinado por um conjunto de objetivos, metas, indicadores e ações, cuja governabilidade e sustentabilidade mobilizará a comunidade educativa e os seus recursos. Trata-se de um programa de desenvolvimento deliberado, planificado e duradouro, comprometido com o bom desempenho da organização e das pessoas para a melhoria contínua dos serviços que presta e focado na mudança e na resolução de um conjunto específico de problemas previamente diagnosticado. Este plano, discutido com a comunidade educativa através dos seus representantes, membros constituintes do conselho pedagógico e do conselho geral do AEGV, atende ao disposto na Lei n.º 31/2002, de 20 de dezembro, e tem por diretrizes os dados resultantes de um processo extenso e participado de avaliação. Considera, sobretudo, os relatórios de avaliação interna e externa que reconhecem a necessidade desta organização escolar introduzir melhorias em três áreas essenciais do seu desempenho: os resultados escolares e o ambiente de aprendizagem; a articulação curricular e os processos de comunicação, colaboração e participação; e os mecanismos de regulação da ação educativa, com vista ao aumento da qualidade da organização escolar. É neste sentido que o plano direciona a melhoria. Reveste-se de amplitude e de profundidade, contemplando áreas de intervenção diversificadas que se fazem valer da coerência conferida pelas interligações e correlações existentes entre elas. Segue um planeamento flexível e progressivo. Ou seja, é capaz de atender à necessidade de reformulação de meios e estratégias, entendendo o processo numa perspetiva cíclica e formativa. Prevê a melhoria por fases de desenvolvimento, expressas por objetivos imediatos, de curto, médio e longo prazo. Estende-se no tempo e pressupõe o envolvimento de todos os atores educativos, assim como a recolha e análise regular de evidências de desempenho. 3

4 II. Ponto de partida O Plano de Melhoria em apreço resulta do diagnóstico desta organização escolar, formulado a partir das conclusões da avaliação interna e externa do agrupamento, conhecidas entre dezembro de 2011 e janeiro de Inscreve, também, a visão e a estratégia expressas nos documentos orientadores e na ação gestionária do AEGV, na análise sobre os resultados da avaliação e nas sugestões e áreas de melhoria avançadas quer pela avaliação interna, da responsabilidade da consultoria Tendência em Ascensão (TEA), quer pela Inspeção Geral de Educação (IGE). A informação gerada pela avaliação interna e externa, assente nos resultados, na prestação do serviço educativo e na liderança e gestão, orientou para a ação. Ela foi peça chave para a definição e aplicação do planeamento estratégico, uma vez que esclareceu o que a organização faz bem e quais os aspetos a melhorar. Possibilitou, ainda, a ponderação sobre os fatores ambientais que potenciam ou desfavorecem a condição em que esta organização escolar se encontra e o seu planeamento para o futuro. Assim, o ponto de partida do Agrupamento de Escolas Gil Vicente para este Plano de Melhoria teve por base os pontos fortes e os pontos fracos diagnosticados pela avaliação, bem como as potencialidades e as ameaças abaixo enunciadas e esquematizadas de forma a permitir uma leitura da matriz SWOT que a seguir se apresenta. PONTOS FORTES - Valorização da identidade do agrupamento e do seu património físico, cultural e pedagógico - Visão estratégica e de desenvolvimento futuro - Oferta educativa e formativa adequada - Reconhecimento e afetação de competências e de responsabilidades - Práticas de desenvolvimento do currículo - Recursos educativos e sua rendibilização - Corpo docente - Recursos tecnológicos - Valorização do processo de autoavaliação - Parcerias, protocolos e outras formas de associação POTENCIALIDADES - Conjunto diversificado de entidades e instituições parceiras do AEGV - Património cultural envolvente das escolas do AEGV - Tecnologias de Informação e Comunicação ao serviço do conhecimento e da aprendizagem PONTOS FRACOS - Resultados, análise dos resultados e qualidade do ambiente educativo - Articulação curricular, colaboração e comunicação - Ausência de elementos de regulação nos principais documentos de programação e execução da organização - Número insuficiente de assistentes operacionais AMEAÇAS - Condição económico-financeira e sociocultural local e nacional - Política educativa - Política, estruturas e oferta de formação de docentes 4

5 Os pontos fortes serão objeto de acompanhamento e merecerão da organização o investimento necessário à sua manutenção e aperfeiçoamento. Os aspetos a melhorar apontados pela avaliação interna coincidem com as propostas de melhoria avançadas pela avaliação externa. São desafios reconhecidos e apropriados pela organização e encontram-se organizados em três áreas de intervenção prioritária que integram o Plano de Melhoria do agrupamento: - Resultados e ambiente de aprendizagem - Currículo e prática pedagógica - Regulação da qualidade do agrupamento. As prioridades de melhoria assentam e respondem, portanto, às propostas e critérios formulados pela avaliação. Todavia, foi igualmente ponderado o âmbito das intervenções e o(s) impacto(s) pretendido(s), bem como a capacidade do agrupamento de escolas para reunir e mobilizar os recursos necessários à implementação do plano, para encontrar soluções adequadas e cumprir os objetivos no tempo estipulado, respondendo satisfatoriamente às expetativas que norteiam o projeto de melhoria. 5

6 III. Componentes do plano A. Objetivos, Metas e Indicadores As fragilidades identificadas, organizadas em áreas de intervenção prioritária para a melhoria do desempenho deste agrupamento de escolas, determinaram um conjunto de objetivos estratégicos, concretizados e complementados por objetivos operacionais, metas, indicadores e ações de melhoria que se constituem como parte fundamental de um plano concertado e coerente. Neste sentido, foram definidos três objetivos estratégicos, um por área de melhoria: Prioridade P1. Resultados Objetivo Estratégico: Melhorar os resultados escolares e o ambiente de aprendizagem Prioridade P2. Currículo e prática pedagógica Objetivo Estratégico: Reforçar estratégias de comunicação, articulação do currículo e colaboração pedagógica Prioridade P3. A qualidade da organização escolar Objetivo Estratégico: Promover a qualidade da organização escolar Nas seguintes tabelas inscrevem-se, por ordem de prioridade, as áreas de melhoria e os respetivos objetivos operacionais, que norteiam o presente plano. Prioridade P1. Resultados Objetivo Estratégico Melhorar os resultados escolares e o ambiente de aprendizagem OBJETIVO OPERACIONAL META INDICADOR DE REGULAÇÃO 1. Melhorar os resultados escolares. Diminuir o afastamento das taxas globais de sucesso escolar da média nacional. JPM. ENEB. ENES 2. Implementar procedimentos de supervisão dos resultados académicos. Implementar três procedimentos anuais de supervisão dos resultados académicos. Relatórios de sucesso 3. Reduzir os índices de indisciplina dentro e fora da sala de aula. Reduzir em 0,5% os índices de indisciplina dentro e fora da sala de aula. Relatório Anual de (In)Disciplina 4. Aumentar os níveis de satisfação de alunos e professores quanto ao ambiente de aprendizagem. Aumentar em 0,5% o grau de satisfação de alunos e professores quanto ao ambiente de aprendizagem. Questionários de satisfação 6

7 Prioridade P2. Currículo e Prática Pedagógica Objetivo Estratégico Reforçar estratégias de comunicação, articulação do currículo e colaboração pedagógica OBJETIVO OPERACIONAL META INDICADOR DE REGULAÇÃO 1. Consolidar o processo de articulação curricular nos diferentes órgãos e níveis de educação e ensino 2. Favorecer o trabalho colaborativo entre professores do mesmo grupo disciplinar 3. Cimentar práticas de análise consequente dos resultados académicos e do cumprimento dos programas 4. Envolver, orientar e comprometer os EE com a escola e com o percurso escolar e sucesso dos seus educandos 5. Reforçar a comunicação online com a comunidade educativa através da implementação de mecanismos facilitadores do contacto e da interação pedagógica. Consolidar o processo de articulação curricular nos diferentes orgãos e níveis de ensino, em quatro dimensões essenciais: - vertical/horizontal - intra e interdepartamental. Favorecer o trabalho colaborativo entre docentes do mesmo grupo disciplinar, em três áreas: - planificação e preparação da atividade letiva - definição de estratégias e elaboração de materiais - avaliação de alunos. Cimentar práticas de análise consequente dos resultados académicos e do cumprimento dos programas em todos os grupos disciplinares. Envolver, orientar e comprometer 2,0% dos encarregados de educação com a escola e com o percurso e sucesso escolar dos seus educandos. Reforçar a comunicação online com a comunidade educativa através da implementação de três mecanismos facilitadores do contacto e da interação pedagógica. Instrumentos de planificação. Reuniões e atas. Relatórios de monitorização e avaliação. Instrumentos de planificação e trabalho. Registos de monitorização e avaliação. Instrumentos de análise. Registo e análise dos resultados. Instrumentos de planificação. Registos de reuniões. Relatório de execução e resultados. Instrumentos de planificação, de trabalho e de avaliação. Registos de eficiência e eficácia Prioridade P3. A qualidade da organização escolar Objetivo Estratégico Promover a qualidade da organização escolar OBJETIVO OPERACIONAL META INDICADOR DE REGULAÇÃO 1. Rever os principais instrumentos de gestão do agrupamento no sentido de clarificar estratégias e de observar a introdução de metas e indicadores de medida 2. Promover uma cultura profissional centrada nos processos de atuação, nos resultados e na sua utilização 3. Garantir práticas de autoavaliação nas estruturas educativas 4. Monitorizar, avaliar e divulgar o processo de melhoria inscrito no plano. Rever o Projeto Educativo e o Projeto Curricular no sentido de clarificar estratégias e de observar a introdução de metas e indicadores de medida. Promover uma ação anual de formação e/ou sensibilização para os processos de atuação, os resultados e a utilização dos resultados. Garantir práticas de autoavaliação em todas as estruturas educativas. Monitorizar, avaliar e divulgar o conjunto de ações de melhoria inscritas no plano. Projeto Educativo. Projeto Curricular. Reuniões de trabalho. Registos de avaliação das ações. Instrumentos de autoavaliação. Relatório de autoavaliação. Fichas de Ação de Melhoria. Reuniões de monitorização e avaliação. Registos de progresso 7

8 B. Ações Pretende-se que as ações de melhoria inerentes à consecução dos objetivos acima descritos resultem de um trabalho amplamente participado pela comunidade educativa, pelo que, após auscultação de todos os atores e apreciação das suas sugestões, se anexarão ao plano. Não obstante, e em coerência com o trabalho já desenvolvido, assume-se, uniformemente, para cada objetivo operacional, (i) a criação ou reforço de uma equipa, e respetivo coordenador, responsáveis pela execução e avaliação das ações; (ii) a definição de um plano de comunicação e de trabalho, através do preenchimento de uma ficha de ação de melhoria, onde se registarão, entre outros elementos, a descrição da ação, os objetivos, o calendário, os recursos, os intervenientes, os critérios de sucesso e os momentos de verificação dos resultados; (iii) a realização de reuniões de trabalho, acompanhamento e monitorização da ação; (iv) a elaboração de relatórios de avaliação dos processos e resultados da ação. C. Intervenientes Os principais intervenientes do plano emergem das estruturas de administração e gestão do agrupamento, que serão rentabilizadas como principais motores da melhoria. A estes juntar-se-ão outras pessoas, equipas ou grupos que, pelas funções que desempenham, e/ou por critérios de representatividade, constituir-se-ão como uma mais-valia para a prossecução dos objetivos previstos. Contudo, decorre do próprio plano de melhoria, da sua amplitude e natureza, a criação de um grupo de trabalho especificamente constituído, para proceder à sua implementação, monitorização, avaliação, análise e divulgação dos resultados obtidos. Esta equipa será responsável pela agenda para a melhoria, pela conceção de um quadro operacional, pelos descritores de sucesso do plano e pelos instrumentos de planificação, trabalho e avaliação necessários ao desenvolvimento do projeto. Elaborará um relatório anual e final de avaliação e preparará a continuidade do processo de melhoria, com base nos resultados alcançados. D. Recursos O trabalho desenvolvido no sentido de inventariar os recursos necessários à implementação e ao cumprimento do plano, bem como aqueles que já existem e, ainda, os que serão adquiridos e/ou acionados, sustentam a avaliação e a tomada de decisão sobre a capacidade do agrupamento para planificar, executar e gerir a melhoria pretendida. Tais pressupostos tiveram por base as condições e os recursos atuais, bem como as dinâmicas organizativas e o funcionamento em vigor. Consideraram-se, também, as potencialidades introduzidas pelo acompanhamento que a administração educativa fará ao desenvolvimento do plano. 8

9 Contudo, a ausência de apoio especializado sobre as questões da avaliação e da melhoria, as fortes ameaças colocadas pela política educativa e a conjuntura socioeconómica, que atualmente afeta a qualidade de vida da população discente e das suas famílias, são fatores condicionantes que se podem manifestar em sentido contrário ao da melhoria. E. Calendário O presente plano tem um horizonte temporal de cinco anos escolares (de 2012/2013 a 2016/2017) justificado, em grande medida, pela natureza das intervenções, pelas circunstâncias e as condições em que será executado e pela existência de uma maioria de objetivos de médio e longo prazo. Tal como está concebido, o plano beneficiará do calendário estipulado, essencial à implementação e à avaliação das ações e dos objetivos previstos e à aferição do impacto produzido. F. Desenvolvimento estratégico A estratégia de desenvolvimento do plano prevê que a mudança pretendida faça parte da agenda desta organização escolar e das pessoas que lá trabalham, que com ela se relacionam, ou que a procuram pelos serviços que presta. A sua indispensabilidade e pertinência devem ser reconhecidas por todos. Para tanto, a implementação e o cumprimento do plano de melhoria do AEGV prevê a construção de uma planificação rigorosa e realista, compatível com as demais responsabilidades e funções da organização; a afetação criteriosa de agentes esclarecidos e empenhados, prevista na distribuição do serviço; a distribuição de tarefas; a definição de suportes e circuitos pré-determinados de informação e comunicação entre os diversos grupos de trabalho e entre estes e a gestão; a identificação e utilização de meios e de recursos adequados; a criação de instrumentos de trabalho eficientes; a definição de momentos de verificação frequentes; a realização de uma avaliação que realce as diferenças entre o ponto de partida e o ponto de chegada de cada ação e o impacto alcançado, com base em critérios predefinidos. O registo dos processos e das conclusões, bem como o trabalho de equipa e a capacidade de concertação e de gestão das intervenções fazem, também, parte do conjunto de estratégias a que este plano obedecerá. A análise e a utilização dos resultados determinarão a continuidade cíclica da melhoria. Para além destas medidas, o planeamento prevê o lançamento deste projeto em reunião geral, com a presença de toda a comunidade educativa, altura em que serão abordados os princípios e os contornos fundamentais do processo de melhoria, o seu enquadramento legal e a legitimidade da sua conceção e aplicação. Esta sessão debruçar-se-á sobre a fundamentação e a identidade do plano de melhoria do agrupamento. A par desta diligência, estão previstas outras iniciativas setoriais que se realizarão ao longo do processo, de acordo com uma planificação elaborada para o efeito, ou sempre que se justificar. Têm o objetivo de esclarecer, mais pormenorizadamente, e de sensibilizar, envolver e responsabilizar os intervenientes mais 9

10 diretos e a comunidade pelo cumprimento do plano. Estas ações serão pautadas por uma abordagem de proximidade com as pessoas e com o seu trabalho. Apresentarão exemplos práticos que poderão contribuir, para a realização e a reflexão de tarefas individuais ou conjuntas e para o desenvolvimento do plano. São nestas circunstâncias que se prevê o contributo de todos, para a definição das ações de melhoria, para a apropriação, implementação e institucionalização progressiva de boas práticas e para a consciencialização do contributo individual no cumprimento de objetivos comuns. G. Monitorização, avaliação e divulgação O plano prevê o desenvolvimento de mecanismos e de instrumentos e estruturas de monitorização já anteriormente referidos, bem como a definição de momentos de verificação e de avaliação e análise dos resultados, inscritos em relatórios e reuniões agendadas para o efeito. O confronto entre o investimento e a consecução dos objetivos, e entre os resultados e os critérios de sucesso predeterminados, elucidarão sobre a mudança efetuada e o progresso alcançado e servirão para fundamentar ações futuras. Os resultados serão divulgados e discutidos sectorialmente e junto da comunidade educativa. 10

11 IV. Considerações finais O Plano apresentado: resulta de um processo de auditoria exaustivo e amplamente participado realizado quase em simultâneo pela avaliação interna e pela avaliação externa ao Agrupamento de Escolas Gil Vicente; representa o esforço da organização para a melhoria sistemática e contínua do seu desempenho e o compromisso possível com a qualidade do serviço público de educação; integra objetivos imediatos, de curto, médio e longo prazo; segue um planeamento flexível e progressivo; enuncia e calendariza as atividades e estratégias subjacentes ao desenvolvimento do plano; prevê mecanismos de monitorização, controlo, verificação, revisão e divulgação do plano e dos seus resultados. 11

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