A COMPREENSÃO E A INTERPRETAÇÃO DO DISCURSO NA PERSPECTIVA SEMÂNTICO ARGUMENTATIVA

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1 2243 A COMPREENSÃO E A INTERPRETAÇÃO DO DISCURSO NA PERSPECTIVA SEMÂNTICO ARGUMENTATIVA Leci Borges Barbisan PUCRS/CNPq 1 Cristina Rörig PUCRS/CNPq 2 O objetivo deste texto é apresentar uma reflexão que está em desenvolvimento no Programa de Pós-Graduação em Letras da PUCRS acerca do que se entende por compreensão e interpretação a partir da Teoria da Argumentação na Língua (ANL), teoria semântica criada, em 1983, por Oswald Ducrot e Jean-Claude Anscombre e continuada atualmente por Oswald Ducrot e Marion Carel. Com esta reflexão, quer-se verificar em que medida esses dois processos podem ser distintos do ponto de vista linguístico. Duas hipóteses norteiam esta proposta: a de que o linguístico indica como chegar à construção do sentido no discurso e a de que a compreensão e a interpretação são atividades enunciativas. Para a demonstração dessas afirmações, organiza-se este texto em três momentos. Primeiramente, apresentase a leitura feita por Ducrot de conceitos saussureanos e enunciativos que fundamentam sua ANL. A seguir, tomam-se as concepções de linguagem e de semântica e pragmática, por meio das quais discursos são analisados por essa teoria, para, na continuação, indicar conceitos que têm por finalidade explicar o sentido no uso da língua. Por último, constroi-se uma metodologia, embasada na Teoria da Argumentação na Língua, que permita, a partir da análise de alguns discursos, demonstrar as hipóteses que orientam o presente trabalho. Espera-se, com essas considerações, participar da discussão sobre questões relativas ao papel do linguístico e da exterioridade na construção do sentido pelo discurso. 1. Os fundamentos da Teoria da Argumentação na Língua (ANL) A ANL é uma teoria linguística que se propõe a explicar o sentido produzido pelo locutor, ser de fala, ao empregar a língua. Em vista dessas decisões a de focalizar o linguístico e a de tomar como objeto de estudo o uso da língua, a ANL filia-se a duas vertentes teóricas: o estruturalismo saussureano e a enunciação, lidas com vistas à criação de uma semântica linguística. Do estruturalismo saussureano, escolhe principalmente a noção de relação, mas também os conceitos de língua e fala. Do ponto de vista enunciativo, embora aceite as noções de pessoa, tempo e espaço (eu/tu-aqui-agora), tais como podem ser encontradas nos trabalhos de Émile Benveniste, a semântica linguística de Ducrot serve-se de uma concepção própria de enunciação. Na ótica estruturalista, os signos definem-se uns em relação aos outros e só assim podem ser analisados, já que não faz sentido observá-los em si mesmos, separadamente. Do mesmo modo, na proposta de Ducrot, um enunciado só adquire sentido pela relação que estabelece com outros enunciados em discursos reais. Esse conceito estende-se à relação entre discursos. Os conceitos de língua e fala, tomados separadamente por Saussure, sofrem alterações na ótica de Ducrot, sendo entendidos articulados na construção de sentido pelo uso da língua. A enunciação, para a ANL, é o acontecimento singular, único, constituído pelo emprego de uma entidade linguística (palavra ou frase) em um tempo e em um lugar determinados. São parte do sentido do enunciado as alusões que este faz à sua enunciação, na medida em que palavras e estruturas referem-na. Em vista disso, a ANL distingue-se das teorias que afirmam que a linguagem dá acesso direto à realidade. Para Ducrot, a linguagem produz uma espécie de apreensão enunciativa da realidade e o faz pelos aspectos subjetivo (ponto de vista do locutor sobre a realidade) e intersubjetivo (relação entre locutor e alocutário). Como explica o linguista, o modo como a linguagem ordinária 1 Professora do Programa de Pós-Graduação em Letras da PUCRS e 2 Doutoranda em Linguística Aplicada. Programa de Pós-Graduação em Letras da PUCRS. Bolsista CNPq

2 2244 descreve a realidade consiste em fazer dela o tema de um debate entre os indivíduos (op. cit., 1990, p. 50). Subjetividade e intersubjetividade unificados constituem o valor argumentativo dos enunciados. O valor argumentativo é a orientação que a palavra dá ao discurso, ou seja, a possibilidade ou a impossibilidade de continuação do discurso. O valor argumentativo é o nível fundamental da descrição semântica. Essa é a concepção de linguagem que fundamenta a Teoria da Argumentação na Língua. O sentido produzido por um locutor para seu alocutário, estreitamente vinculado ao aspecto enunciativo da linguagem, é o resultado de escolhas singulares, feitas pelo locutor ao mobilizar sua língua. Essas escolhas linguísticas inter-relacionadas constroem um sentido. Em decorrência, é o sentido do linguístico, criado pelo locutor, que deve ser resgatado pelo alocutário. Resta procurar resposta à pergunta: o que é mesmo o sentido do linguístico? Na perspectiva que a ANL escolhe para fundamentar seus conceitos a de uma apreensão argumentativa da realidade produzida enunciativamente por um locutor por meio de seu discurso, no qual as palavras e as frases estão relacionadas, produzindo sentido para um alocutário língua e fala, como propostos por Saususure, encontram-se articulados. Consequentemente, a semântica é vista como a apreensão do sentido produzido no linguístico e a pragmática, como o sentido que se busca na exterioridade. É assim, juntas, mas em que uma (a pragmática) é subordinada à outra (a semântica), que ambas constroem o sentido no discurso. É com base na chamada pragmática integrada ao linguístico que o tema deste trabalho será discutido, retomando a impossibilidade de separar língua e fala, logo, distanciando-se da proposta saussureana. 2. A Semântica e a Ppragmática A palavra pragmática evoca uma multiplicidade de sentidos nas ciências da linguagem. Por isso, faz-se necessária uma delimitação terminológica para definir seu emprego. Ducrot (2005) realiza um estudo de dois sentidos, considerados principais. Em uma primeira acepção do termo, são pragmáticos os aspectos contextuais, sem consideração da estrutura linguística, isto é, sem consideração da combinação das palavras na estrutura. Embora, admite o linguista, uma parte do sentido não possa ser apreendida pelas estruturas linguísticas, os sentidos construídos pelo contexto externo à linguagem não implicam necessariamente que a estrutura dos enunciados seja ignorada. Ao contrário, o linguístico indica o que se deve procurar no contexto e como procurá-lo para a apreensão do sentido. Há uma segunda acepção do termo: o modo como o enunciado representa sua enunciação, a atitude do locutor e a relação que este estabelece com seu(s) alocutário(s). Como teoria enunciativa, a ANL mostra que a fala, dentre outras funções, coloca-se em cena a si própria ao produzir uma representação de sua enunciação, comentando o que o locutor faz em sua fala. Assim, também nesta segunda acepção, semântica e pragmática não se separam, ao contrário, integram-se, entendendo-se que o sentido acrescentado pela pragmática já se encontra inscrito em filigrana na própria estrutura linguística, porque a significação das palavras contém instruções que apontam para a busca do sentido no uso da língua. Para que se compreenda com clareza a noção de instrução essencial neste trabalho é necessário que se apresentem alguns conceitos criados por Oswald Ducrot para explicar o sentido do enunciado. É a partir desses conceitos e desse modo de conceber a linguagem que são desenvolvidas as análises neste estudo. 3. A Noção de Instrução A partir dos conceitos de língua, fala e relação, embora modificando-os e ampliando-os, Ducrot (1987) estabelece como noções semânticas preliminares a distinção entre frase e enunciado e entre significação e sentido. O termo frase é entendido como uma entidade teórica, construída pelo linguista para explicar o enunciado, realidade empírica, observável. O discurso é uma sequência de enunciados inter-relacionados. A significação é o valor semântico da frase; o sentido é o valor semântico do enunciado. A diferença mais importante entre significação e sentido é de natureza: a significação é um conjunto de instruções que permitem compreender o sentido. A significação é essencialmente aberta. A instrução de X mas Y, por exemplo, é: busque uma conclusão r de modo que resulte justificada por X, e uma conclusão não-r, justificada por Y (DUCROT, 1990, p. 59). É

3 2245 necessário que o alocutário de um enunciado X mas Y busque a conclusão expressa pelo locutor em seu enunciado. É, portanto, o locutor que constroi sentido em seu discurso e esse sentido deve ser resgatado pelo alocutário, já que a própria significação da frase, portanto, da língua, lhe dá instruções para isso. Pode-se pensar que não basta a instrução dada pela língua, e que é necessário que se acrescente o contexto externo ao linguístico para que se chegue ao sentido criado pelo locutor. A essa possível objeção, Ducrot (in DUCROT E SCHAEFFER, 1995) dá como resposta o fato de que o recurso à situação é previsto pelo linguístico, constituindo a própria descrição semântica, ou seja, a instrução, que determina o tipo de busca a ser efetuado no interior da situação de discurso, portanto, fora da linguagem, para a compreensão do sentido. Trata-se, pois, do efeito da palavra sobre a situação, não o contrário. Além do sentido de pragmático como contexto fora da linguagem, os enunciados, alerta o autor, instauram um tipo de relação único entre os participantes do discurso. É um segundo sentido de pragmático, o enunciativo (DUCROT, 2005): a relação do locutor com o alocutário comporta imagens de ambos que transparecem, por exemplo, na afirmação, na qual o locutor pode distanciar-se do que diz, ou na exclamação, pela qual, ao contrário, o locutor se engaja no que está sendo enunciado. Pela negação, ou pela pressuposição, o alocutário é dado como conhecendo algo a que alude o discurso, pela argumentação espera-se que o alocutário admita determinado princípio, etc. Nessa mesma obra, Ducrot afirma que o próprio enunciado constroi, ou pretende construir um contexto imaginário ideal e que a situação que determina o sentido é projetada pelo próprio enunciado. Essas imagens têm efeito sobre a continuação do discurso. Em vista disso, estabelecem-se estreitas relações entre semântica e pragmática, que passam a ser vistas de modo integrado. A partir, então, da impossibilidade de separar língua e fala, frase e enunciado e, semanticamente falando, significação e sentido e semântica e pragmática, sugere-se a definição de compreensão, neste estudo, como sendo a apreensão, pelo alocutário 01 (A1), do sentido produzido pelo locutor 01 (L1). Interpretação é um termo que passa a designar, neste trabalho, a produção de sentido criado pelo A1 sobre o discurso do L1. Pela interpretação, o alocutário do primeiro discurso desloca-se para a posição de locutor 02 (L2), responsável por um novo discurso, pelo qual responde ao L1. O alocutário 02 (A2), neste caso, passa a ser ou o locutor do primeiro discurso ou outro alocutário qualquer. Dessa forma, na proposta que aqui se apresenta, fundamentada na ANL, a compreensão é definida como sendo a apreensão pelo alocutário do sentido produzido pelo locutor. Interpretação é um termo que fica reservado a uma nova enunciação, reposta à primeira, em que o alocutário assume o lugar do locutor e passa a produzir outro sentido para o locutor cujo discurso buscou compreender ou para outro alocutário. Compreender e interpretar constituem-se, em decorrência, como dois discursos inter-relacionados, que se respondem; o primeiro é o ponto de partida que precisa ser, antes de mais nada, compreendido; o segundo é a resposta ao primeiro; um pressupõe o outro, num diálogo entre locutor e alocutário. 4. A Noção de Bloco Semântico De acordo com a Teoria dos Blocos Semânticos, momento atual da Teoria da Argumentação na Língua, o termo encadeamento é definido pela articulação entre dois segmentos ligados pelos conectores DC (portanto, normativo) e PT (no entanto, transgressivo). Como os dois segmentos produzem juntos um único sentido, os enunciados Pedro é rico, ele deve ser feliz Pedro encontrou Maria, ele deve ser feliz não exprimem a mesma felicidade. No primeiro enunciado, Pedro é feliz como pode ser feliz alguém que é rico; no segundo, a felicidade é motivada pelo amor. Cada um desses encadeamentos constitui um bloco semântico, já que a interdependência entre seus dois segmentos produz uma unidade semântica indecomponível. Cada bloco semântico contendo encadeamentos transgressivos e normativos, constituídos a partir de dois predicados, combinados eventualmente com a negação, comporta quatro aspectos. São eles:

4 2246 A portanto B: Há perigo portanto João toma cuidado e A no entanto neg-b: Há perigo no entanto João não toma cuidado. Esses são aspectos conversos do bloco. A portanto B: Há perigo portanto João toma cuidado e neg-a portanto neg-b: Não há perigo portanto João não toma cuidado. São os aspectos recíprocos do bloco. A portanto B: Há perigo portanto João toma cuidado e neg-a no entanto B: Não há perigo no entanto João toma cuidado. São aspectos transpostos do bloco. Para que se compreenda o sentido inscrito nos enunciados, é preciso verificar como as palavras, frases e discursos se relacionam, bem como apreender o percurso linguístico traçado pelo locutor ao argumentar para seu alocutário. Consideram-se seres discursivos tanto o locutor quanto o alocutário. O locutor inscreve-se no sentido do enunciado e diferencia-se do sujeito empírico, autor real e ser no mundo, cujo estudo não é de interesse da ANL. A origem do ponto de vista de um enunciado é o enunciador. Ducrot (1990) admite que todo enunciado apresenta um certo número de pontos de vista relativos às situações de que se fala (op. cit., p. 19). Os enunciadores expressam-se pela enunciação; se eles falam, é somente no sentido de que a enunciação é vista como expressando seu ponto de vista, sua atitude, mas não no sentido material do termo, suas palavras (DUCROT, 1987). Os enunciadores são responsáveis pelos pontos de vista identificáveis no enunciado. Com as funções de locutor, de alocutário e de enunciador, chega-se à teoria da polifonia, criada por Oswald Ducrot, para contestar a unicidade do sujeito falante na linguagem. Como responsável pelo enunciado, o locutor dá existência aos enunciadores e define sua atitude em relação a eles: identifica-se com um, concorda com outro, ou opõe-se a outro. Dessa forma, o locutor assume a responsabilidade pela escolha dos enunciadores. 5. Metodologia e Análises Foram escolhidos para análise, neste trabalho, quatro discursos de diferentes gêneros. Tomouse como critério a diversidade de relação entre o semântico e o pragmático que esses discursos apresentam. Espera-se, com o resultado dessas análises, discutir as noções de compreensão e interpretação, e chegar a uma resposta às hipóteses que norteiam este estudo Análise 1: Chuva de arroz (jornal Zero Hora, Opinião ZH, 19/05/05) Preocupados em chamar a atenção para os baixos preços do produto que atribuem basicamente às importações do Mercosul, os orizicultores gaúchos recorreram até mesmo a uma chuva de arroz em casca em Bagé, valendo-se de quatro aviões. O recurso a essa medida extrema num país de tanta fome não escapou das críticas. Chamou a atenção, porém para as dificuldades enfrentadas pelos orizicultores. Por isso, é importante que as reivindicações sejam encaradas como prioridade pelo governo federal, até mesmo pela necessidade de o Estado compensar os prejuízos da seca. Com a análise do texto acima, pretende-se mostrar os encadeamentos argumentativos constitutivos do discurso e como a relação entre eles constroi a argumentação do locutor. No primeiro trecho considera-se: Preocupados em chamar a atenção para os baixos preços do produto que atribuem basicamente às importações do Mercosul, os orizicultores gaúchos recorreram até mesmo a uma chuva de arroz em casca em Bagé, valendo-se de quatro aviões. O recurso a essa medida extrema num país de tanta fome não escapou das críticas. Formulam-se os seguintes encadeamentos: importar produtos de países do Mercosul DC obter preços menores para o produtor nacional não obter bons preços para o arroz DC estar preocupados demonstrar preocupação (com a desvalorização do preço do arroz) DC protestar com uma chuva de arroz estar num país de muita fome PT manifestar-se com chuva de arroz manifestar-se com chuva de arroz em país de muita fome DC originar críticas Este último encadeamento aponta para críticas oriundas da transgressão contida no encadeamento: estar num país de muita fome PT manifestar-se com chuva de arroz, que pressupõe o aspecto normativo: país de muita fome DC não manifestar-se com chuva de arroz, que não daria

5 2247 espaço a críticas. Os dois encadeamentos, o normativo e o transgressivo, encontram-se em relação de conversão. A transgressão contida no enunciado, manifestar-se com chuva de arroz para chamar a atenção, dá continuidade ao discurso, sendo que a segue: Chamou a atenção, porém para as dificuldades enfrentadas pelos orizicultores. Esse enunciado contém uma argumentação interna que pode ser representada por: manifestar-se com chuva de arroz PT expor suas dificuldades. A palavra porém funciona como articulador que relaciona encadeamentos cujas conclusões se opõem. manifestar-se com chuva de arroz DC apelar para medida extrema manifestar-se com chuva de arroz, medida extrema DC originar críticas originar críticas DC isso é ruim porém manifestar-se com chuva de arroz PT mostrar dificuldades dos orizicultores mostrar dificuldades dos orizicultores DC isso é bom O locutor concorda com a primeira argumentação de que a chuva de arroz é uma medida extrema, portanto negativa, mas continua seu discurso assumindo a segunda argumentação, de que essa medida mostra as dificuldades dos produtores, considerado positivo. Essa segunda argumentação é retomada no enunciado seguinte pelo anafórico isso: Por isso, é importante que as reivindicações sejam encaradas como prioridade pelo governo federal, até mesmo pela necessidade de o Estado compensar os prejuízos da seca. O anafórico em questão exerce a função de articulador entre encadeamentos e estabelece relação entre o pressuposto contido no enunciado anterior, que é: os orizicultores enfrentam dificuldades, e o que se lê após o articulador por isso corresponde ao seguinte encadeamento: dificuldades enfrentadas pelos orizicultores para comercializar o arroz DC importância de prioridade a ser dada pelo Governo à solução do problema. Um novo articulador, até mesmo, vem relacionar o encadeamento que o precede com o que o segue: antes de até mesmo: dificuldades enfrentadas pelos orizicultores para comercializar o arroz DC importância de prioridade a ser dada pelo Governo à solução do problema; depois de até mesmo: necessidade de compensar os prejuízos da seca DC importância ainda maior de prioridade a ser dada pelo Governo à solução do problema. Observa-se neste discurso a presença de articuladores (porém, por isso, até mesmo) que pontuam as relações entre encadeamentos que representam os sentidos expressos pelos enunciados do texto. A importância da presença de articuladores decorre do fato de que os diferentes pontos de vista do locutor encontram-se argumentados no discurso, o que torna a apreensão do sentido bem definida; a instrução de entidades linguísticas, principalmente de articuladores e da pressuposição apontam para a busca do sentido. É o caso de porém que indica a necessidade de que se encontrem duas conclusões contrárias, por ele articuladas, e de até mesmo, que tem como instrução a procura no enunciado de um argumento mais forte do que outro para a mesma conclusão. Já a pressuposição marcada em dificuldades enfrentadas pelos orizicultores mostra que o alocutário compartilha com o locutor a afirmação da existência de dificuldades. Certamente o alocutário pode não saber que dificuldades são essas, mas esse conhecimento não é necessário para que se compreenda o sentido criado pelo locutor. A compreensão, então, é possível, nesse discurso, quase totalmente com base no linguístico, já que há articuladores que conduzem a argumentação de modo bastante seguro e marcam a posição assumida pelo locutor em relação ao tema de que trata. Entretanto, interpretações podem ser feitas em termos de discordância com a posição do locutor ou em relação aos argumentos por ele apresentados. Essa interpretação, porém, construiria outro discurso, o do locutor 02, ou seja, o alocutário 01 do discurso que está sendo analisado. 5.2 Análise 2

6 2248 Figura 1 Mafalda 01 Fonte Quino, n2, São Paulo: Global Editora, Tradução Mozar Benedito. Edição de texto: Henfil, s.d. O locutor responsável pela tira serve-se de duas formas de linguagem: a verbal e a da imagem que aparecem com maior ou menor interdependência. O locutor põe em cena uma personagem, Mafalda, que é, nesta tira, ao mesmo tempo, locutor e alocutário. O enunciado em análise é: Caberá aqui tudo o que, na escola, vão me meter na cabeça? Nesse enunciado há a palavra aqui, cujo sentido não é especificado linguisticamente. Para compreender-se o que aqui significa, é necessário que se recorra à imagem. A instrução do termo aqui é algo como: busque no contexto neste caso, na imagem a especificação desse termo. Note-se que não se trata, nessa tira, de um lugar, mas da extensão da fita que representa o tamanho da cabeça de Mafalda. A argumentação interna de aqui pode ser expressa por: tamanho da cabeça DC tamanho da capacidade de armazenar conhecimentos. Esse sentido, trazido do contexto pragmático para o linguístico não é, porém, suficiente para que se compreenda o sentido do enunciado; é apenas uma parte dele. Há marcas linguísticas que devem redefinir e especificar o que a imagem indica. Essas marcas são a forma interrogativa e o termo tudo. A pergunta indica uma dúvida, ou seja, pressupõe, por polifonia, a possibilidade de uma afirmação e também de uma negação: E1: a escola ensina muitas coisas DC minha cabeça tem capacidade de contê-las todas E2: a escola ensina muitas coisas PT minha cabeça não tem capacidade de contê-las todas A dúvida expressa pela interrogação e o sentido de tudo, que estaria indicando uma comparação de um tamanho (a cabeça medida pela fita) com outro (os ensinamentos que a escola vai dar), especificam o sentido de aqui. A forma interrogativa mostra que o locutor não assume nenhuma das duas possibilidades. Vê-se então que o contexto pragmático não é suficiente para a compreensão do sentido do termo aqui nessa tira. Torna-se necessário que a compreensão seja encontrada na linguagem verbal que dá instruções para a apreensão do sentido. A interpretação poderia ser outro discurso que discutiria questões como: a escola não ensina muitas coisas, a aprendizagem não depende do tamanho da cabeça do aluno, etc, etc. 5.3 Análise 3 Figura 2 Mafalda 02 Fonte Quino, n2, São Paulo: Global Editora, Tradução Mozar Benedito. Edição de texto: Henfil, s.d.

7 2249 Ao ler-se o primeiro quadrinho dessa tira, verifica-se que o locutor (personagem Felipe), ao observar uma mosca voando, julga que ela é feliz por não precisar ir à escola; portanto, ele gostaria de ser uma mosca. Esse enunciado pode ser representado pelos encadeamentos: ser mosca DC não ir à escola não ir à escola DC ser feliz ser mosca DC ser feliz Essa argumentação é continuada no segundo quadrinho, em que o locutor constroi outro sentido de mosca, dizendo que a mosca é livre, não precisa estudar a tabuada nem aguentar a professora. Como encadeamento representativo desse enunciado, tem-se: ser mosca DC ter liberdade, não ter de decorar a tabuada nem suportar a professora Nos quadros três e quatro não há linguagem verbal, no entanto, Mafalda, por meio de um gesto, cria mais outro sentido para mosca e sugere que se trata de um inseto que pode ser morto facilmente. Verifica-se então que Felipe e Mafalda argumentam a partir distintas linguagens: Felipe servese do linguístico, e Mafalda, da imagem. No último quadrinho, o locutor repete a tabuada, o que mostra sua escolha: não ser mosca DC não ser abatido facilmente. A imagem do quarto quadrinho, no qual se vê Felipe olhando para a mosca morta, relaciona o quinto quadrinho ao segundo. Partindo-se do enunciado: ser mosca DC ser livre, não estudar a tabuada nem suportar a professora, chega-se à compreensão do quadrinho cinco: não ser mosca DC estudar a tabuada. O locutor opta, então, pelo aspecto recíproco do mesmo bloco semântico. O sentido final da tira resulta da instrução fornecida pelo linguístico, associada ao contexto pragmático. A interpretação pode ser realizada pelo alocutário da tira, ao se transformar em locutor e produzir novos discursos sobre a escola. 5.4 Análise 4 - Charge: Papai Noel e os Sapatinhos Figura 3 Charge Fonte: Jornal Zero Hora, publicado em Porto Alegre no dia 22 de dezembro de Que amor! Aqui no Iraque também se espera Papai Noel com sapatinho! Esta charge, publicada em 22 de dezembro de 2008, apresenta a figura do Papai Noel associada a sapatinho de Natal e ao acontecimento histórico no Iraque, um pouco antes dessa data. A palavra aqui, no enunciado Aqui no Iraque também se espera Papai Noel com sapatinho!, tem como instrução: busque no enunciado, ou fora dele, o lugar em que o locutor está. Neste caso, essa palavra é explicitada pelo linguístico por meio da expressão no Iraque. É, portanto, a própria estrutura do enunciado que vai atribuir-lhe sentido. Nada, fora dele, pode indicar, nesta charge, o sentido de aqui. O termo também é polifônico e apresenta dois enunciadores: E1 - é Natal em outros lugares DC espera-se Papai Noel com sapatinhos

8 2250 E2 - é Natal no Iraque DC não se espera Papai Noel com sapatinhos São dois blocos distintos, que podem ser expressos por encadeamentos do tipo A DC B e A DC neg-b. O locutor assume os dois enunciadores. A surpresa do locutor decorre do contraste entre o que era assumido antes do momento da enunciação: é Natal no Iraque DC não se espera Papai Noel com sapatinhos e do que é percebido no momento da fala: é Natal no Iraque DC espera-se Papai Noel com sapatinhos. O locutor toma esse ponto de vista como tema de seu enunciado e o constroi revelando sua surpresa. Entretanto, o sentido do discurso em questão não é apenas o que se lê no linguístico. Há algo mais complexo: a palavra sapatinhos e o lugar que o interlocutor, em vista disso, passa a ocupar nesse discurso. Sapatinhos poderia ser compreendido como são sapatos pequenos DC pertencem a crianças Mas há um desacordo entre o mito de que as crianças colocam seus sapatinhos na janela, na lareira, ou próximo ao pinheirinho de Natal, para que o Papai Noel coloque neles os presentes que vai trazer-lhes, e a imagem da charge. Logo, o linguístico sapatinho e a imagem (lançamento de sapatos), apontam para uma busca no contexto histórico, portanto fora da linguagem. Porém, essa busca deve ser orientada pela instrução, contida na significação do termo sapatinhos, que indica: busque no enunciado o sentido de sapatos de crianças e busque no contexto histórico o que esses sapatinhos representam no Natal. É então que a imagem aponta para a necessidade de se compreender qual é a representação do interlocutor colocada, pelo locutor, em seu enunciado. Representação essa que, em virtude do desacordo entre linguagem verbal e imagem, deve ser apreendida, por interdiscursividade, como a de um alocutário que tem conhecimento do que aconteceu no Iraque, por ocasião da visita do presidente americano àquele país. Observe-se, por exemplo, que a argumentação interna à palavra sapatinho não é a mesma, no entendimento do locutor e no que é expresso pela imagem. Para o primeiro locutor (Papai Noel), a argumentação interna seria: AI (sapatinhos) desejo de ganhar presentes DC isso é bom Esse encadeamento justifica-se pela exclamação Que amor! que põe em evidência o aspecto enunciativo da língua em uso e representa a reação do locutor diante da realidade: os sapatinhos que Papai Noel observa no Iraque. O sentido da exclamação que amor! pode ser expresso por encadeamentos como: estão me lançando sapatinhos DC esperam presentes meus esperam presentes meus DC isso é bom Na imagem, em que se vê o lançamento de sapatos, haveria a manifestação de descontentamento em relação a alguém (Bush). Note-se que, na construção da argumentação interna de sapatinhos, a atitude do locutor é essencial para a produção do sentido do enunciado. A relação entre a atitude do locutor, surpreendendo-se com os sapatinhos no Iraque, apreciando o fato, e entendendo-o pela data (Natal) e pelo sentido que os sapatinhos adquirem nesse contexto, e a imagem que apresenta sapatos sendo lançados contra o Papai Noel (o presidente americano), o que não é apreciável, produz humor. Resta lembrar que o gênero charge associa sempre a linguagem verbal e a imagem e que, além disso, é bastante vinculado ao momento histórico em que é produzido. Em consequência, seu locutor cria uma representação de um alocutário, informado dos fatos aos quais a linguagem remete. Nesse sentido, é possível pensar-se que a charge contém muito frequentemente uma interdiscursividade, um diálogo entre discursos, o da própria charge e outro, do momento histórico do qual se toma conhecimento pela palavra, por discursos outros, produzidos anteriormente e aos quais ela faz alusão. Essa é uma exigência que o gênero faz ao leitor, sem o que não haverá compreensão. Mas a charge, embora algumas delas não contenham palavras, não é feita só de imagens. Neste caso, por exemplo, são necessários aspectos da estrutura linguística que determinam a busca do sentido fora do enunciado. Explica-se, assim, a integração do pragmático (contextual e enunciativo) ao linguístico. Pela interpretação, pode-se afirmar que Papai Noel é ou ingênuo ou mal informado. Esse sentido talvez estivesse na declaração de Bush de que o número do sapato jogado contra ele não era o seu. A ingenuidade do Papai Noel sobre os sapatos lançados no Iraque estaria representando a declaração de Bush sobre os sapatos. Não se ignora que o gênero se abre para essas interpretações, mas para se chegar a elas, torna-se indispensável, inicialmente, que se apreenda o sentido construído pelo linguístico, seguindo sua instrução.

9 2251 Considerações Percebe-se que há diferentes graus de integração entre o pragmático (o contextual e o enunciativo) e o linguístico, bem como diferentes aproximações e distanciamentos entre compreensão e interpretação do sentido de enunciados. No primeiro discurso analisado, Chuva de Arroz, por exemplo, a busca à exterioridade é bastante reduzida, quase inexistente. A ocorrência de articuladores que relacionam enunciados no discurso aproxima consideravelmente a compreensão e a interpretação, o que restringe a possibilidade de sentidos outros. No segundo discurso, o da medida da cabeça de Mafalda, o apelo à imagem torna-se indispensável, mas insuficiente para a compreensão total do sentido: é o linguístico que singulariza o sentido de aqui contido no enunciado. Já no terceiro discurso, a tira da mosca, a passagem do segundo quadrinho (em que se lê que Felipe gostaria de ser uma mosca) para o quinto (em que Felipe não gostaria mais de ser mosca) deve ser explicada pelas imagens do terceiro e do quarto quadrinhos. Essas imagens descrevem a cena que desempenha o papel de uma nova argumentação, a qual permite compreender que o locutor assume o aspecto recíproco do bloco semântico do segundo quadrinho em seu enunciado final. Na charge, última análise aqui apresentada, não só a imagem, mas também o discurso relativo ao momento histórico a que o discurso do locutor faz alusão, adquirem grande importância na produção do sentido. Nesse caso, a compreensão exige a busca da interdiscursividade, caracterizando um diálogo. Há, então, a predominância de conhecimentos exteriores à linguagem, o que constitui o gênero charge. Entretanto, a importância da instrução não pode ser negligenciada. É ela que aponta para a busca, no contexto e na enunciação, da compreensão do sentido. As análises apresentadas neste estudo corroboram as duas hipóteses: a de que o linguístico indica como compreender o sentido no discurso e de que compreender e interpretar são atividades enunciativas. A relação entre a linguagem verbal, a imagem e o momento histórico é direcionada pela instrução. É a instrução, inscrita na significação da frase (construto teórico), portanto na própria língua, que aponta a fronteira que se estabelece entre compreensão e interpretação. Explica-se, com isso, que essas duas atividades são distintas e que se trata de duas enunciações. Numa primeira enunciação, o locutor cria, por meio de palavras (que podem ser acompanhadas, em discursos escritos, de imagens ou referências a outros discursos), o sentido que deve ser compreendido pelo alocutário e atribuído ao locutor. Numa segunda enunciação ocorre a interpretação pela tomada de posição do alocutário, transformado em locutor, diante do discurso cujo sentido buscou apreender. Certamente não há um único sentido para um enunciado; entretanto, não se pode afirmar que um enunciado comporte qualquer sentido. O papel da instrução seria justamente o de limitar a pluralidade de sentidos que são, todavia, permitidos na interpretação. Tal é a natureza da linguagem, já que, se assim não fora, não haveria possibilidade de interação entre sujeitos falantes. Esse modo de ver a linguagem é o que propõe a Teoria da Argumentação na Língua, e decorre de uma concepção de linguagem que lhe é própria: a da impossibilidade de separar língua e fala. As noções de subjetividade e de intersubjetividade enunciativas conduzem à orientação argumentativa que caracteriza a criação de sentido de um locutor para um alocutário. Concebida desse modo, a ANL pode trazer excelentes contribuições para as atividades de compreensão de textos. Análises de livros didáticos, por exemplo, têm mostrado que, nesses materiais escolares, compreensão e interpretação aparecem tomadas uma pela outra, permitindo leituras por vezes impossíveis de serem aceitas. O conhecimento de conceitos fundamentais da ANL por um professor que levasse para seu ensino esse olhar sobre a linguagem, adequando-o em nível e à competência de seus alunos, poderia trazer, talvez, bons resultados para a compreensão e a produção de textos. As reflexões aqui apresentadas encontram-se ainda em desenvolvimento no Núcleo de Estudos do Discurso da PUCRS, onde novas pesquisas estão sendo realizadas na tentativa de aprimorar esta proposta. Referências CAREL, Marion; DUCROT, Oswald. La Semantica Argumentativa. Una introducción a la teoría de los bloques semánticos: Edición literaria a cargo de María Marta Negroni y Alfredo M. Lescano. Buenos Aires: Colihue, 2005.

10 2252 DUCROT, Oswald A pragmática e o estudo semântico da língua. Letras de Hoje, Porto Alegre, v.40, n.1, p. 9-21, mar., DUCROT, Oswald. O dizer e o dito. Campinas, SP: Pontes, DUCROT, Oswald. La polifonía en linguística In: DUCROT, Oswald. Polifonia y argumentación. Conferencias del seminário teoria de la argumentacion y analisis del discurso. 1 ed. Cali: Universidad del Valle, p DUCROT, Oswald, SCHAEFFER, Jean-Marie. Nouveau dictionnaire encyclopédique des sciences du langage. Paris: Seuil, 1995.

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