AVALIAÇÃO DOS EFEITOS DA LEI KANDIR SOBRE A ARRECADAÇÃO DE ICMS NO ESTADO DO CEARÁ

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "AVALIAÇÃO DOS EFEITOS DA LEI KANDIR SOBRE A ARRECADAÇÃO DE ICMS NO ESTADO DO CEARÁ"

Transcrição

1 AVALIAÇÃO DOS EFEITOS DA LEI KANDIR SOBRE A ARRECADAÇÃO DE ICMS NO ESTADO DO CEARÁ Alejandro Magno Lma Leão Mesre em economa pelo CAEN Audor Fscal da Recea do Esado do Ceará Fabríco Carnero Lnhares Phd em Economa pela Unversy of New Hampshre (UNH) USA Professor da UFC, Deparameno de Economa Aplcada Gulherme Irff Douorando em Economa, CAEN/UFC Professor da UFC Classfcação Jel: C22; E62. RESUMO A Le Complemenar n. 87/96, conhecda como Le Kandr, promoveu sgnfcavas mudanças no Imposo Sobre Crculação de Mercadoras e Servços (ICMS), denre esas a desoneração dese rbuo de compeênca esadual sobre as exporações de produos prmáros e semelaborados. A medda de desvalorzação fscal, mposa pelo Governo pela Le, buscava dar maor compevdade ao produo braslero no mercado nernaconal. Fo oferecdo aos esados um seguro-recea como forma de ressarcmeno das possíves perdas de arrecadação. A ausênca de uma reforma bem mas ampla no ssema rbuáro braslero fez crescer a compeção enre os esados e enre eses e a Unão pela reparção das receas. O Esado do Ceará, apesar da pequena parcpação relava na exporação oal braslera, ambém amargou perdas de arrecadação em consequênca da mundade rbuára sobre as vendas para o mercado exerno. Os valores esmados revelam a nsufcênca dos repasses federas na compensação das perdas de arrecadação de ICMS para o Ceará. Palavras-chave: Le Kandr, Exporações, Arrecadação, ICMS, Ressarcmeno. ABSTRACT The Complemenary Law no. 87/96, known as Kandr Law, promoed sgnfcan changes n he Tax Movemen of Goods and Servces (ICMS), he exempon from he jursdcon of hs sae ax on expors of prmary producs and sem-prepared. The measure of deprecaon ax, mposed by he governmen hrough he Law, seekng o gve he Brazlan produc more compeve n he nernaonal marke. Was offered o he saes a "revenue nsurance" as a compensaon of possble losses n revenues. Lack of a wder reform n he Brazlan ax sysem has ncreased he compeon beween saes and beween hem and he unon by revenue sharng. The Sae of Ceará, despe he small relave share n oal Brazlan expors, also ber loss of revenue due o he mmuny ax on sales o he exernal marke. The esmaed values show a lack of federal ransfers n compensaon for loss of revenues from ICMS o Ceará. Key-words: Kandr Law, Expors, Collecon, ICMS, Compensaon.

2 1 1 Inrodução Numa conjunura em que a palavra de ordem do Governo é aumenar a arrecadação e coner a despesa do seor públco, buscando compensar perdas de receas, como, por exemplo, da renúnca rbuára em vrude do acrrameno da guerra fscal, enre os Esados, a Le Complemenar n.º 87/96, mas conhecda como Le Kandr, que dscplna o funconameno do Imposo sobre Operações Relavas à Crculação de Mercadoras e sobre Presações de Servços de Transpore Ineresadual e Inermuncpal e de Comuncação, doravane ICMS, e que mplanou sgnfcavas alerações na rbuação de operações e presações de exporação, compleou doze anos em seembro de 28, sem nenhuma avalação quanava de seus efeos sobre a arrecadação rbuára do Esado do Ceará. A referda Le fo aprovada na época numa esraéga medaa, que quebrou as ressêncas dos esados, ao oferecer-lhes um seguro-recea que preva repasses auomácos em caso de queda da arrecadação, crando, desa forma, um complexo mecansmo de compensação para garanr a manuenção da recea dos esados, mnmzando, naquele momeno, o conflo pela reparção de recursos. Dessa forma, com o nuo de dar maor compevdade ao produo braslero no mercado nernaconal, dada a preocupação com a redução dos cusos que afeam ano as exporações brasleras, como a produção domésca que compee com smlares mporados, além da consane dfculdade de mplemenação, pelo Governo, de uma reforma fscal mas ampla. O objevo da Le não fo regulamenar o ICMS, mas uma enava de mnorar os efeos negavos da políca de esablzação econômca provocados pelas âncoras cambal (valorzação do real) e moneára (elevação da axa de juros) que afeavam respecvamene os resulados da balança comercal e o volume dos nvesmenos produvos da economa. Cabe ressalar que a renúnca fscal correspondene à parcela de recea orunda do ICMS sobre as exporações fo acea e suporada pelos Esados, Dsro Federal e Muncípos, em vrude do aumeno das ransferêncas da Unão em favor deles, prncpalmene va Fundo de Parcpação dos Esados (FPE) e Fundo de Parcpação dos Muncípos (FPM), a parr de 1998, bem como pela promessa de ressarcmeno das perdas orgnadas pela Le Kandr pelo Governo Federal por meo do seguro-recea, mecansmo nsuído pela própra le. Passados doze anos, os efeos da desoneração do ICMS sobre as exporações em relação à conjunura econômca se mosram um ano quano obscuros. Nesse período, como forma de se buscar novas fones de receas, houve o acrrameno da compeção rbuára enre os esados, com a aprovação de generosos ncenvos fscas por eses, na enava de aração ou manuenção de nvesmenos produvos, bem como maor pressão sobre o Governo cenral por ransferêncas e auxílos fnanceros. Assm sendo, para se quanfcar o mpaco da não-ncdênca do ICMS sobre as exporações na arrecadação do mposo no Esado do Ceará, cabe confronar as esmavas das perdas de recea causadas pela aplcação da le, com os valores efevamene repassados ao Esado pelo Governo Federal como forma de ressarcmeno ou compensação. Ane o exposo, o objeo do presene rabalho é quanfcar os efeos da desoneração do ICMS sobre as exporações dos produos defndos no Ar. 32 da Le Complemenar nº. 87/96 sobre a arrecadação desse rbuo no Esado do Ceará. Ourossm, o objevo do esudo será nvesgar, medane os dados de arrecadação do ICMS e das exporações cearenses e de ouras varáves consderadas, no período de 1991 a 27, o mpaco da desvalorzação fscal sobre a recea rbuára do mposo, com base no esudo das correlações e nerações das varáves denro da sére emporal consderada, comparavamene aos mecansmos

3 2 compensaóros das ransferêncas nergovernamenas e de ransferêncas de crédos fscas mandos pelos exporadores para ouros conrbunes do mposo. Ese ensao anda cona com mas ouras seções. A segune a ese raça breve revsão de leraura de esudos que enfocam o assuno. O ercero segmeno, abordar alguns aspecos relavos à Le Kandr, procurando esabelecer um paralelo em relação às mudanças ocorrdas no ICMS, além de uma abordagem da ssemáca de compensação das perdas de esados, Dsro Federal e muncípos pela Unão medane a ransferênca de recursos fnanceros. Na quara seção, exbremos a orgem da base de dados ulzada para a análse, a especfcação dos modelos economércos esmados e ulzados para avalar os efeos da le sobre a arrecadação de ICMS no Ceará, bem como seus resulados e dscussão, além da meodologa empregada na esmação. Por úlmo, nas consderações fnas, serão comenados os resulados e as conclusões observadas. 2 Revsão de Leraura O mpaco das mudanças na rbuação das exporações sobre as receas esaduas desde a vgênca da Le Kandr desperou o neresse não somene dos governanes e elaboradores de polícas públcas, mas ambém de acadêmcos e esudosos das fnanças ofcas. Nesse sendo, dversos esudos foram desenvolvdos na área. Em 1997, Kume & Pan apresenaram uma esmava da recea do ICMS sobre as exporações do ano de 1994 e procuraram avalar o mpaco da redução da carga fscal mposa aos Esados pela desoneração do rbuo ncdene sobre as vendas exernas. Os auores concordam que a desoneração do ICMS sobre as exporações de produos prmáros e semelaborados elmnaram sgnfcavas dsorções do ssema rbuáro braslero no que dz respeo à rbuação de seores produvos de vanguarda, possblando o aumeno de compevdade dos produos brasleros no mercado nernaconal. Não dexam, enreano, de salenar que a rerada da axação do ICMS sobre as exporações culmnou com uma perda de recea basane sensível, prncpalmene para os esados menos desenvolvdos. Em 2, Ran & Albuquerque fzeram um balanço de perdas e ganhos e proposa de mudança em relação à Le Kandr, analsando o Esado de Mnas Geras. Segundo a mesma lnha, em 24, Olvera, Amaral, & Rezende esudaram os efeos da desoneração do ICMS nas exporações sobre a arrecadação no Esado da Baha, analsando a correlação dos ncremenos ou reduções das exporações com as varações na arrecadação nos cnco anos anerores e cnco anos subsequenes à vgênca da Le Complemenar nº. 87/96. Os dos rabalhos concluíram que ambos os esados perderam recursos e que o ressarcmeno va seguro-recea prevso na le, além de não compensar as perdas, apena os esados que consegue alavancar medane esforço própro sua arrecadação. No caso de Mnas Geras, a apuração das perdas levou em consderação os produos prmáros e semelaborados, crédos de aqusção de avos e crédo de energa elérca, sendo que a perda líquda do Esado desde a mplemenação da Le aé dezembro de 1999 fo de R$1.689 mlhões. Em relação à Baha, os auores não chegam a quanfcar as perdas, mas cam que os governanes se quexaram de perdas na ordem de R$914 mlhões enre o período de seembro de 1997 a março de 23. Os auores acrescenam anda que as alerações posvas na paua das exporações dos esados decorreram mas de faores exernos do que da própra desoneração. Pellegrn, em 26, analsou os dez anos de compensação da Unão aos Esados, decorrene da desoneração do ICMS sobre as exporações condas na Le Kandr. Para o auor, a desoneração do ICMS afeou ano a cumulavdade como a efevdade das exporações, em vrude da acrrada dspua enre os enes federados pela parlha das receas

4 3 públcas, mplcando consderável rerocesso no alcance da desoneração de mposo preendda. Cabe ressalar que a lnha de pesqusa seguda nos rabalhos que procuraram analsar os mpacos da Le Kandr sobre a arrecadação dos esados prorzou a ulzação de esaíscas descrvas e análses comparavas. Segundo oura dreção, esa nvesgação concenrará esforços com vsas a dreconar o ema para uma abordagem quanava que possa oferecer uma avalação baseada em esmavas economércas. 3 Le Kandr: Breve Hsórco 3.1 Objevos, Caraceríscas e Efeos A Le Complemenar n.º 87/96, aprovada em seembro de 1996, após longo período de negocações enre o Governo Federal e os Esados. Sua dscussão sucedeu num ambene em que se debaam város ouros aspecos relaconados às fnanças esaduas, muncpas e dsras, prncpalmene os embaes relaconados às dívdas públcas (mas especfcamene as mobláras) que vsam ao chamado ajuse fscal. Sob o pono de vsa do Governo Federal, a aprovação desa Le era de fundamenal mporânca para crar mecansmos de ncenvos às exporações va subração dos mposos de produos brasleros desnados ao Exeror. Pela ópca do Governo, a rerada dese mposo aumenara a compevdade dos produos prmáros e semelaborados naconas no mercado mundal, aumenando as exporações, com efeos posvos sobre a balança comercal do País. Anda pela vsão do Governo cenral, sera mporane ambém nesse processo que houvesse desonerações do ICMS sobre os avos permanenes, com o objevo de ncenvar a produção nerna, que no curo prazo gerara aumenos de receas para os esados e, consequenemene, para os muncípos, em função dos novos nvesmenos que seram feos na economa. Além dsso, as empresas passaram a aprovear o crédo dos pagamenos do ICMS no consumo de energa elérca. Fcou ambém defndo na Le Complemenar n.º 87/96 que havera a possbldade de aproveameno do crédo do ICMS para odas as empresas em função de seus gasos com maeral de uso ou consumo. A Le Kandr eve, enão, sua mplemenação dvdda em duas eapas. Na prmera, ncada em seembro/ouubro de 1996, foram desoneradas as exporações de produos prmáros e dos semelaborados, e passou a ser possível o aproveameno do crédo do ICMS pago nas aqusções de máqunas e equpamenos do avo permanene. Na segunda eapa, a parr de janero de 1997, passara ambém a ser aproveado como crédo o ICMS pago nas aqusções dos maeras de uso e consumo das empresas, ssemáca esa que não chegou a ser adoada pelos esados, haja vsa os mecansmos de prorrogação do benefíco ulzados por eles. 3.2 O ICMS anes e depos da Le Kandr O ICMS, crado pela Consução Federal de 1988 (CF-88), para subsur o Imposo de Crculação de Mercadoras (ICM) prncpal rbuo de compeênca esadual, esando prevso no ar. 155, II da CF-88. A reforma rbuára de 1988 veo complemenar um cclo de quesonameno ao cenralsmo políco e foralecmeno da Unão, realzados a parr da reforma de 1966, em dermeno da Federação. Não por acaso, a reforma de 1988 eve como exo cenral a quesão federava, sendo sua orenação básca foralecer esados e muncípos. O ICM, prncpal mposo sobre o valor agregado do País, eve papel crucal na reorganzação rbuára. Sua base de arrecadação fo amplada pelo ICMS, ao ncorporar a

5 base de ncdênca dos angos mposos úncos e especas cobrados pela Unão sobre combusíves e lubrfcanes, energa elérca, comuncações e servços de ranspore neresadual. A mporânca da amplação da base de arrecadação do ICMS pode ser apreendda pelos segunes dados: em 1988, anes da enrada em vgor da reforma rbuára, 79,6% do oal do mposo arrecadado provnham da ndúsra de ransformação, enquano 18,7% dervavam do seor ercáro; em 1997, os percenuas mudaram, respecvamene, para 52,4% e 45,4%. (PRADO e CAVALCANTI, 1988). Dados mas recenes mosram, no caso do Ceará, que a parcpação do seor ndusral na arrecadação do ICMS em 25 e 26 fcou na faxa dos 53%, enquano o seor de servços parcpou com quase 47% na geração da recea rbuára dese mposo. A exnção dos mposos úncos e especas eve fore mpaco sobre a base de cálculo à qual o ICMS esá referdo, dado que as aqusções de energa elérca, combusíves e mneras, como nsumos do processo produvo, passaram a ocasonar crédo rbuáro para o comprador, suação radcalmene dferene da aneror a 1988, quando os mposos úncos e especas se agregavam aos cusos dos nsumos. De acordo com nformações do Mnséro da Fazenda (1997), o ICMS represenou 6,9% do PIB, ou 24,% da carga rbuára global, menconando anda que a arrecadação drea dos esados em 1997 angu 8,2% do PIB, ou seja, o ICMS para o conjuno dos esados represenou aproxmadamene 84,% da arrecadação própra. Já em 25, o ICMS chegou a 27,53% da carga rbuára global, represenando aproxmadamene 84% da arrecadação própra dos esados. A Consução de 1988 anda rara ouras alerações relaconadas à rbuação ndrea no País. Um dos prncpas aspecos fo a amplação do chamado regme de compensação. A regulamenação do ICMS (RICMS) fcou a cargo da le ordnára dos dversos esados. A fxação das alíquoas nernas aos esados, desde que superores às neresaduas, passaram a ser defnda por pare de cada RICMS. No que ange à ssemáca de arrecadação, como regra geral o mposo é cobrado em váras (ou odas) eapas do cclo de produção e comercalzação com dedução da pare paga na eapa precedene para apuração do mposo a pagar em cada pare do referdo cclo (prncípo da não-cumulavdade do ICMS). A compeênca para cobrança do ICMS é do esado de orgem da operação objeo do mposo. A própra Consução de 1988, reconhecendo alguns dos problemas decorrenes da adoção do prncípo da orgem, esabeleceu alíquoas mas baxas nas ransações enre esados mas rcos e mas pobres. Pelo exo orgnal da Cara Magna de 1988, a mundade do ICMS nas exporações era esabelecda apenas para produos ndusralzados, fcando a desoneração de produos semelaborados a cargo de le complemenar. Essa lacuna fo preenchda com a Le Complemenar n.º 65, de 15 de abrl de 1991, que defnu como produos semelaborados, sujeos ao pagameno do mposo nas exporações, aqueles: () que resulassem de maéraprma de orgem anmal, vegeal ou mneral quando exporada n naura; () cuja maéraprma de orgem anmal, vegeal ou mneral não enha sofrdo qualquer processo que mplcasse na modfcação da naureza químca orgnára; () cujo cuso da maéra-prma de orgem anmal, vegeal ou mneral represenasse mas de 6% (sessena por ceno) do cuso oal do produo. Referda le (LC 65/91) conferu ao CONFAZ (Conselho Naconal de Políca Fazendára) a arbução de defnr a lsa dos semelaborados. Desse modo, a lsa dos produos semelaborados rbuáves elaborada pelo CONFAZ favoreceu os fscos esaduas, o que ensejou conflos com as empresas, haja vsa a abrangênca de bens alcançados pelo ICMS nas exporações, além de odos os produos prmáros, o que, na vsão de esudosos da quesão fscal, dmnura a compevdade dos produos naconas. 4

6 5 Em 1994, veo a mplemenação do Plano Real, ao mesmo empo em que a balança comercal braslera passou de um superav de US$ 1,4 blhões para defcs de US$ 3,4 b e US$ 5,6 b em 1995 e 1996, respecvamene. Nesse momeno, o depuado Anono Kandr, enão Mnsro do Planejameno do Governo Fernando Henrque Cardoso, consegue a aprovação no Congresso Naconal do Projeo de Le Parlamenar n.º 95/1996, de sua auora, que passa a ser conhecda como Le Kandr (Le Complemenar n.º. 87, de 13 de seembro de 1996), esabelecendo as prncpas regras de cobrança do ICMS em subsução ao Decreo- Le n.º 46, de 31 de dezembro de A aprovação da le rouxe sgnfcavas alerações na legslação do rbuo, bem como enorme perspecva de perda de arrecadação pelos esados, haja vsa a oal desoneração das operações com mercadoras desnadas ao Exeror, além da garana de aproveameno negral dos crédos relavos aos nsumos ulzados pelos exporadores nas mercadoras com desno ao mercado exerno. Apesar da não-ncdênca rbuára defnda na Le Kandr, as empresas exporadoras podem maner o credo fscal do ICMS referenes às aqusções dos nsumos ulzados na produção a ser negocada com o mercado exerno. A regra geral deermna o esorno do crédo fscal do ICMS, quando a operação subsequene não for rbuada, conforme preceua o ar.66, 2 do Decreo n /97 (RICMS do Ceará). No caso das exporações, a Le Complemenar n.º 87/96 nroduz uma exceção a esa norma, fundamenada no prncípo da não-cumulavdade, prevso no o ar. 57 do mesmo decreo, onde se compensa o que for devdo em cada operação relava à crculação de mercadoras ou presação de servços de ranspore neresadual e nermuncpal e de comuncação com o monane cobrado nas anerores por esse ou por ouro esado. Vale salenar que ese crédo pode ser ransferdo a ouros esabelecmenos para a ulzação no abameno do mposo a ser pago nas saídas nernas ou neresaduas, fazendo surgr, desse modo, um mercado paralelo de compra e venda de crédo de ICMS, em que compradora recebe o crédo do ICMS e paga por ele com cero deságo, aumenando anda mas o monane da perda de arrecadação dos esados e nroduzndo no ambene econômco uma perda socal (peso moro) e uma consequene redução do bem-esar da comundade, haja vsa que uma parcela dessa recea que sera usada pelo Governo para a sasfação das demandas colevas, se ransforma em excedene para o seor prvado. 3.3 As ransferêncas compensaóras Tendo em vsa a amenzação das perdas de arrecadação prevsas com a mplemenação da nova ssemáca rbuára de desoneração do ICMS sobre as exporações, além da vablzação políca do projeo, o Governo nsuu, na própra Le Complemenar n.º 87/96, mecansmos de compensação va ransferêncas de recursos para esados e muncípos, fazendo nascer o chamado seguro-recea, endo auorzado já em ouubro do mesmo ano o adanameno de R$ 5 mlhões. Na verdade, al mecansmo fo nroduzdo na Le não propramene com o objevo de ressarcr os esados pelas perdas de arrecadação do ICMS sobre as vendas exernas, mas para garanr a manuenção do nível médo de recea dese mposo no período de julho/95 a junho/96, devdamene corrgda pelo IGP-DI e amplada por um faor de crescmeno (3% em 96/97, 2% em 98, 2% em 99), conforme esabelecdo no dsposvo legal e poserores alerações. Dessa forma, havera ressarcmeno quando a arrecadação poseror fosse nferor à observada no período-base defndo na le, sendo os recursos lmados ao monane das perdas ncas esmadas, funconando apenas como garana de preservação da arrecadação real do ICMS para cada Esado.

7 6 Dessa forma, pela ssemáca adoada, os Esados que consegussem com esforço própro superar os lmes ncas de arrecadação esabelecdos, não receberam o ressarcmeno, apesar de erem perddo receas referenes às vendas desnadas ao Exeror. Por ouro lado, faores alheos ao mercado exerno, como sonegação, problemas fnanceros de empresas e concessão de benefícos em razão do acrrameno da guerra-fscal enre os enes federados, resularam em premação va ransferêncas de recursos do seguro-recea para os esados que veram arrecadação nsasfaóra. A parr de 2, as regras de compensação prevsas na Le Kandr foram aleradas. Incalmene, fo edada a Le Complemenar n. 12, de 11 de julho de 2, e, poserormene, a Le Complemenar n.º 115, de 26 de dezembro de 22, que deu à Le sua versão aual. Em subsução ao seguro-recea, fo crado um fundo orçamenáro com recursos da Unão, cujos apores eram feos aos esados com base em coefcenes fxos, expressos na Le e defndos em negocações enre enes federados e Governo cenral. De acordo com a Le Complemenar nº. 115, a parr de 24, os monanes ransferdos passaram a ser decddo no Congresso Naconal, quando da ramação do orçameno geral da Unão. Oura novdade fo à revogação da deermnação conda na LC 12 que defna o ano de 26 como o período fnal da vgênca da compensação, subordnando o repasse à exsênca de dsponbldade orçamenára consgnada a essa fnaldade. Também em 24 fo crado um auxílo fnancero da Unão, endo o nuo exclusvo de compensar a desoneração das exporações de bens prmáros e sem-elaborados ou de pelo menos amenzar o ânmo dos governanes nsasfeos com o monane da perda de recea rbuára. Para o Governo federal, o auxílo fnancero aos esados, ao Dsro Federal e aos muncípos sera um prêmo pela cooperação dos enes federados no esforço de obenção de resulados superaváros no comérco exeror. Os valores são dsrbuídos aos esados de acordo com coefcenes auorzados anualmene, por meo de prevsão orçamenára e medane edção de meddas provsóras. Os prmeros repasses foram auorzados pela Le n /24 e, poserormene, pela Le n /25, aprovando, em ambos os casos, o repasse do monane de R$9 mlhões na razão de um doze avos a cada mês e anda por nermédo da Medda Provsóra n. 271 de dezembro de 25, que aprovou crédo adconal no mesmo valor em duas parcelas (dezembro de 25 e janero de 26), condconando a lberação dos recursos ao envo, pelos esados, de nformações sobre a efeva manuenção e aproveameno do monane do mposo cobrado nas operações e presações anerores, conforme prevso no Ar. 155, 2º, ncso X, alínea a da Consução Federal de Especfcação do Modelo, Base de Dados e Análse dos Resulados 4.1 Modelo Economérco Ese capíulo em por fnaldade apresenar a especfcação dos modelos economércos a serem esmados para mensurar o mpaco da Le Kandr na arrecadação de ICMS pela SEFAZ-CE, bem como os resulados dos eses de especfcação (raz unára, correlação seral e esabldade) e dscussão acerca dos modelos. Souza e Alvm (23) mosram que os valores das exporações acompanham o crescmeno do PIB real, segundo dversos deflaores. Dessa forma, o comporameno ao longo do empo desa varável, que é uma função da avdade econômca, produz mpacos sobre a arrecadação do ICMS. Esses podem ser represenados por efeos dreos ou ndreos. Para que se possa vsualzar melhor as efeos, serão descros a segur os modelos que represenaram al nfluênca, sem consderar, no prmero momeno, a exsênca da Le Kandr.

8 7 Uma versão smples do prmero modelo em a segune especfcação: (1) I = α + φχ + δp + ξ, onde a varável dependene I represena o logarmo neperano da arrecadação do ICMS, X é logarmo neperano das exporações cearenses e P o logarmo neperano da produção ndusral do esado e ξ é ermo do erro aleaóro da regressão. 1 O ermo φ represena o efeo das exporações sobre a arrecadação do ICMS, podendo esse efeo ser sendo dreamene, no caso da rbuação sobre esas ou ndreamene medane o mpaco causado pelas exporações líqudas de rbuos na expansão ou reração da economa. Para elucdar esses efeos, deermnado esado, anes da le, nha de arrecadação de ICMS orunda da rbuação gerada pela aplcação da alíquoa vgene sobre as saídas exernas. O valor represenava o efeo dreo da rbuação sobre as exporações, X ; enreano, a aberura às exporações cra economas de escala, maxmza o emprego e aumena a compevdade nerna, fazendo crescer a produvdade da economa e melhorando o nível geral de renda. Essa melhora mpulsonada pelo crescmeno das exporações, X, produz efeos de mulplcação e aceleração sobre o seor de mercado nerno, não exporador, N. 2 Tas efeos são orgnados pelo efeo-renda e pelos efeos de encadeameno do processo produvo para rás e para frene, que nsuem demanda por servços e nsumos, além de avdades secundáras de processameno, mpacando na demanda fnal em função do crescmeno da renda e do emprego. Por ouro lado, a elevação do nível de renda provoca o crescmeno das mporações de nsumos, máqunas e bens de consumo. Acompanhando esse ncremeno no produo, o alargameno da base rbuára gerada pelos seores nernos não-exporadores e pelo seor mporador, aflora o efeo ndreo exercdo pelas exporações no crescmeno da arrecadação de mposos, enre eses o ICMS. Esses efeos são mensurados por φ no modelo acma. O segundo modelo, em sua versão mas smples, leva em cona o efeo da própra arrecadação do ICMS em períodos passados sobre a arrecadação presene e fuura. Desse modo, o ermo I 1 represena o ICMS do período aneror como um dos deermnanes da arrecadação. O modelo é assm descro: (2) I = α + φχ + δi 1 + ξ Anes do adveno da Le Kandr, as exporações exercam os dos efeos sobre a arrecadação do ICMS. Com a vgênca da le, o efeo dreo é elmnado, permanecendo somene o efeo ndreo. Desse modo, para verfcar se a Le Kandr eve efeo sobre a arrecadação de ICMS, recorreu-se a eses de esabldade do parâmero φ nos modelos acma, pos uma aleração neses parâmeros, no caso dos modelos economércos rero descros, sugere que a resposa da arrecadação do ICMS (I) em vrude da exporação (X) mudou. Se não houver, enreano, mudança esruural (ou seja, o modelo for esável), a relação enre I e X não se alerou. No caso dese esudo procuramos verfcar se houve mudança na esruura da arrecadação de ICMS pela SEFAZ-CE com a mplemenação da Le Kandr, ou seja, após o segundo semesre de Para verfcar (comprovar) se há esabldade esruural nos parâmeros dos modelos 1 e 2, empregamos o ese de Chow, assumndo a noção de que a mudança ocorreu em Tal ese em como hpóese auxlar o fao de que os resíduos das regressões esmadas, anes e após a mudança esruural, sejam dsrbuídos de forma ndependene com méda zero e 2 varânca σ. 1 Ouras varáves que represenassem o nível de avdade econômca do Esado do Ceará poderam ser usadas, mas P fo a que propcou melhor ajuse. 2 Teora da Base Exporadora.

9 8 Caso haja nsabldade nas equações para a arrecadação de ICMS pela SEFAZ-CE, esa pesqusa adoa como esraéga de mensuração do efeo da Le Kandr uma exensão dos modelos acma com a ulzação de uma varável qualava que seja capaz de capar mudanças nos seus parâmeros decorrenes do referdo dploma legal. Tal varável assume valores e 1, e em a segune caracerísca:, se < T * D = 1, se T * O período T* marca o nco da Le Kandr, ouubro de 1996; sendo assm, T* represena o prmero semesre de Neses ermos, esmaremos dos modelos, o prmero com a segune especfcação: k k (3) I = α + βd + φ X + δ P + λ D X + * ϑ D * P + ξ = = k = Dane dessa especfcação, as varáves D X e D P são ulzadas para averguar os efeos da Le Kandr sobre a arrecadação de ICMS. Na ausênca da Le, o mpaco das exporações na arrecadação do ICMS é meddo pelos coefcenes φ da equação (3). Com a Le, o efeo passa a ser meddo pelos coefcenes φ e λ, onde λ sera o efeo das exporações sobre a arrecadação de ICMS de forma ndrea, ou seja, o efeo das exporações como um ndcador da avdade econômca no Esado. O efeo da Le Kandr sobre a arrecadação do ICMS é mensurado dreamene por φ + λ. Em relação às ouras varáves dummys; esas foram ulzadas apenas para efeo de conrole, haja vsa a possbldade de haver quebra esruural na dnâmca da arrecadação. O segundo modelo, odava, adoa a segune formulação: k k (4) I = α + βd + φ X + δ I + ϕ D X + * ϑ D * I + ξ = = 1 k = A dferença enre os dos modelos esá na nclusão do produo ndusral do Ceará no modelo descro na equação (3) e na ulzação da varável dependene defasada pelo modelo demonsrado pela equação (4). 3 Noe-se que é precso deermnar o número de defasagens a ser ulzada nos respecvos modelos, bem como a quandade de erações enre a varável bnára e as demas varáves explcavas. A defnção do número máxmo de defasagens da sére (k) ulzadas nos modelos será em função da mnmzação do Créro de Informação de Schwarz (SIC), o que perme deermnar de manera endógena a quandade de defasagens. Por sua vez, a sgnfcânca esaísca dos parâmeros β, λ e ϑ é deermnada por meo de eses F. O pono ncal para esmar os modelos ora apresenados conssem em esar se as varáves I, X e P são esaconáras. Para sso, será empregado o Tese de Raz Unára desenvolvdo por Dckey & Fuller (1979), conhecdo como Dckey-Fuller Aumenado (ADF). O número de defasagens (k) ulzadas na equação de regressão do ese é deermnado pelo SIC, a parr de um máxmo de 12 defasagens. 5.2 Base de dados O banco de dados ulzado na presene nvesgação cobru o período de 1991 a 27, com perodcdade semesral. Em relação ao ICMS, rabalhou-se com a sére hsórca fornecda pela CATRI-CEPAC da SEFAZ-CE, enquano o valor das exporações do Esado k = k = 3 Ouras varáves explcavas, como consumo de energa elérca e axa de desemprego abera em Foraleza, foram ulzadas, enreano, apenas o produo ndusral fo sgnfcane, além da varável exporação.

10 9 do Ceará, em dólares dos EEUU, fo obdo juno ao ssema AlceWeb, 4 sendo ulzada a axa de câmbo efeva real para conversão das moedas. A produção físca ndusral do Ceará, obda da Pesqusa Indusral Mensal Produção Físca do IBGE levou em consderação o índce de base físca mensal sem ajuse sazonal. Para efeo comparavo, os valores obdos nos modelos, os repasses compensaóros do Governo federal e os crédos auorzados pelo Fsco esadual foram ransformados pelo INPC do IBGE com base em janero de 27. Além da base efevamene ulzada na formulação do modelo economérco, desacam-se anda dados quanavos e qualavos levanados nos sos de órgãos específcos como: IPEA, IPECE, BACEN, Recea Federal, Mnsero da Fazenda, IBGE, SEFAZ-CE, enre ouros. 5.3 Análse dos resulados A análse dos modelos requer a verfcação da ordem de negração das séres, para se cerfcar de que os resulados não sejam espúros. Sendo assm, para esar a esaconaredade das séres, empregamos o ese ADF, o qual em como hpóese nula de que a varável é não esaconara. Os resulados apresenados na Tabela 1 ndcam que para odas as varáves em análse, rejea-se a hpóese nula ao nível de 5% de sgnfcânca. Tabela 1 Resulados do Tese de Raz Unára Dckey-Fuller Aumenado, ADF. Varáves Nível - (µ) Valores Crícos (5%) P-valor I* 3,9298 3,49,7 P** 4,9579 3,5578,19 X** 4,7864 3,6449,53 Fone: Elaborado pelos auores com base nos resulados fornecdos pelo sofware Evews 5.1. Observações: (*), (**) a esaísca (µ) refere-se aos modelos com nercepo, nercepo e endênca lnear, respecvamene. Ulzamos o SIC para a escolha de defasagem para cada varável esada. Os valores crícos foram obdos em MacKnnon (1996). Em conformdade com o ese de Chow, cuja hpóese nula é o fao de que a esruura do modelo economérco permanece a mesma conra a hpóese alernava de que sua esruura mudou (há uma quebra esruural no modelo), a Tabela 2 repora a esaísca do ese e o p-valor para os dos modelos; o modelo 1 (equação 3) rejea a hpóese nula (a esruura permanece a mesma após a Le Kandr, ) ao nível de 5% de sgnfcânca, enquano no modelo 2 (equação 4), a rejeção ocorre ao nível de 7%. Dane dsso, podemos nferr que a Le Kandr conrbuu para modfcar a esruura da arrecadação de ICMS no Ceará, pos há quebra esruural nfluencada preponderanemene pelas alerações rbuáras mposas pela referda Le. Tabela 2 Resulados do ese de Chow Modelos Esaísca - LM Rao P-valor Modelo Modelo Fone: Elaborado pelos auores com base nos resulados fornecdos pelo sofware Evews 5.1. E, anda, como forma de confrmar esses resulados, ulzar-se-á o Tese de CUSUM, para cerfcar-se da esabldade do modelo. Ese ese fo desenvolvdo por Brow, Durbn & Evans (1975) e é baseado na soma acumulada dos resíduos. Para realzação do ensao, raçamse duas lnhas com os valores crícos ao nível de 5% de sgnfcânca, e verfca se o parâmero de nsabldade da soma acumulada va fora da área enre as duas lnhas crcas. Se sso ocorrer, o modelo é nsável. Conforme os Gráfcos 1 e 2, em anexo, verfcamos que 4 hp://alceweb.desenvolvmeno.gov.br

11 1 ambos os modelos apresenados por esa pesqusa são nsáves ao nível de 5% de sgnfcânca, resulado que corrobora o ese de Chow. Para esmar o modelo descro na equação (5), que para faclar a análse será chamado de Modelo M1, a quandade de defasagens sugerda pela mnmzação do SIC aponou defasagem, enquano o ese F sugere somene a eração da Le Kandr com as exporações; ou seja, a arrecadação de ICMS (I) é função dos ermos correnes (período ) e assume a segune forma: (5) I = α + βd + φ1 X + φ2p + φ3d * X + ξ 1 Por sua vez, de manera análoga, a equação (6) descreverá o Modelo M2, que, após a mnmzação do SIC e a realzação do ese F, adoa a segune especfcação: (6) I = α + βdi + φ2 I 1 + φ3 X + φ4d * X + ξ Os ermos φ 1 e φ 3 represenam, respecvamene, as elascdades da arrecadação de ICMS em relação à arrecadação de ICMS defasada (-1) e a elascdade da arrecadação relavamene as exporações cearenses. Os demas parâmeros são análogos ao do modelo M1. Noemos que o modelo M2 dfere do prmero por não nclur a elascdade do produo ndusral cearense em relação à arrecadação de ICMS. Sendo assm, os dos modelos esmados para averguar o mpaco da Le Kandr sobre a arrecadação de ICMS pela SEFAZ-CE são apresenados na Tabela 3, a qual repora os 2 coefcenes e os erros-padrão, bem como os valores do SIC e do R. Tabela 3 Modelos Esmados Varável Dependene: Arrecadação de ICMS semesral Varáves explcavas Modelo M1 Modelo M2 Coefcenes Erro-Padrão Coefcenes Erro-Padrão Inercepo ,265*.738 D * * PT * X * *.1491 D X * *.1197 I(-1) * R SIC Esaísca F (p-valor) Fone: Elaborado pelos auores com base nos resulados fornecdos pelo sofware Evews 5.1. * Denoa a sgnfcânca ao nível de 5%. Noa: O Tese de correlação seral de Breusch & Godfrey (BG) ndcou a ausênca de auocorrelação aé 2ª. Ordem no modelo M2, enquano que no modelo M1 verfcou-se a exsênca de auocorrelação seral de prmera ordem, endo o mesmo sdo corrgdo e, anda, a não exsênca de auocorrelação de segunda ordem. A pror, podemos desacar que quase odas as varáves são esascamene sgnfcanes ao nível de 5%; a únca exceção é o nercepo no modelo M1. De acordo com o 2 ajusameno dos modelos, R, ambos esão bem ajusados, como, por exemplo, o modelo M2 explca aproxmadamene 93% da varação na arrecadação semesral de ICMS no Esado. Neses ermos, é váldo dzer que a varável D fo ulzada para capar o efeo da Le Kandr na arrecadação de ICMS, nos modelos M1 e M2, va erações enre as exporações e D, D X. O resulado dessas erações apresena efeo negavo sobre a arrecadação de mposo; sendo assm, podemos nferr que Le Kandr ensejou uma perda de arrecadação de ICMS para o Esado, haja vsa que anes da Le a arrecadação era de e, após a le enrar

12 11 em vgor, a arrecadação passou para.15 (Modelo M1). 5 Neses ermos, concluímos que, anes da Le Kandr, um aumeno de 1% nas exporações cearenses aumenava a arrecadação de ICMS em 1,15% (efeo dreo e ndreo), e, após a Le, um aumeno de 1% nas exporações enseja aumeno na arrecadação de,16% (apenas o efeo ndreo). Logo o Esado perdeu,99% na arrecadação de ICMS, so consderando o modelo M1. No modelo M2, um aumeno de 1% nas exporações orgnava um aumeno de,55% na arrecadação de ICMS anes da Le, e, após a Le, ese aumenou passou para,4%, perfazendo uma perda de,15% na arrecadação. Convém desacar que, ndependenemene da meodologa economérca empregada, os resulados sugerem que o Ceará ncorreu em perda de arrecadação de ICMS em vrude da Le Kandr. Em relação às demas varáves do modelo M1, podemos dzer que o produo ndusral cearense (P) apresena efeo posvo sobre a arrecadação de ICMS, como esperado, uma vez que a produção ndusral é ulzada como proxy da avdade econômca no Esado; sendo assm, se a produção ndusral aumenar 1%, a arrecadação de ICMS cresce 1.32% por semesre. Vejamos que o efeo na arrecadação é mas que proporconal (elásco) do que o efeo na produção. O modelo M2, por sua vez, fez uso da arrecadação de ICMS defasada em um período, I(-1), esa varável é ulzada para capar o efeo dnâmco da economa cearense, uma vez que a arrecadação no semesre é nfluencada pela arrecadação no semesre -1; desse modo, é possível nferr que a elascdade da arrecadação de ICMS no período -1 enseja um efeo dnâmco capaz de perpeuar semesre passado. Em ouras palavras, como o ICMS é um mposo ndreo capaz de produzr efeos em dversos ponos no empo, so é, a arrecadação no período correne,, é nfluencada pelas arrecadações passadas, em pelo menos um período aneror, e como esa pesqusa faz uso de observações semesras, assummos o fao de que a arrecadação no semesre (correne) é nfluencada pela arrecadação do semesre aneror ( -1). Em conformdade com a esmação, modelo M2, dzemos que arrecadação em -1 exerce um mpaco posvo e nelásco na arrecadação de ICMS correne. Sendo assm, um aumeno de 1% na arrecadação de ICMS em gera um mpaco de aproxmadamene 5.5% na arrecadação no semesre segune. A elascdade das exporações em relação à arrecadação de ICMS semesral agora é nelásca, quando comparada à do modelo M1; ourossm, um aumeno de 1% nas exporações cearenses enseja um ncremeno na arrecadação de ICMS de 5,5% Cálculo das perdas De manera geral, vale dzer que o exercíco empírco realzado por esa pesqusa confrmou a hpóese de que a Le Kandr produzu um ônus para o Esado do Ceará em ermos de arrecadação de ICMS sobre o seor exporador, pos a Le Complemenar nº 87/96 desonera o ICMS sobre operações que desnem ao Exeror mercadoras, nclusve produos prmáros e ndusralzados semelaborados. Para calcular a perda de arrecadação de ICMS com a desoneração das exporações, empregamos o modelo sem mudanças para o período após a Le Kandr, esmando, desa forma, qual sera a arrecadação de ICMS caso não exssse a le. Em seguda, para o mesmo período (1997 a 27), calculamos a dferença enre o ICMS prevso (esmava de arrecadação sem a le) e o ICMS real (observado no nersíco de empo consderado). Desse modo, a perda oal é dada pela dferença enre o somaóro do ICMS prevso menos o ICMS real e o ressarcmeno feo pelo Governo federal. 5 Para exrar esse resulado, somamos os coefcenes das varáves X e D X, respecvamene (-.995), o que perfaz um oal de.15 aproxmadamene.

13 12 Em ermos quanavos, os resulados dos dos modelos guardaram cera proxmdade, observada uma dferença em orno de 16%. O prmero modelo esmou a perda de arrecadação do ICMS do Esado do Ceará em valores próxmos a R$ 1,55 blhão de reas, conra R$ 1,8 blhão do segundo modelo, consderando o período de janero de 1997 a dezembro de Os valores recebdos pelo Esado em forma de ressarcmeno e auxílo fnancero do Governo federal, a preços de janero de 27, alcançaram o monane de R$,51 blhão. A dferença enre os valores esmados e os repasses recebdos represena a perda oal acumulada de ICMS pelo Esado do Ceará com a Le Kandr, ou seja, R$1,4 b, pelo prmero modelo e R$1,29 b pelo segundo. Denro dessa perda, desacam-se as ransferêncas de crédos das empresas exporadoras auorzados pela SEFAZ enre 22 a 26, quanfcado em valores próxmos a R$,18 b. 7 Porano, denfcada a perda de receas de ICMS auferdas pela economa cearense em vrude da vgênca da Le Kandr, cabe ao Governo esadual arcar com ese ônus, haja vsa que a conraparda do Governo federal em forma de ressarcmeno não se mosrou sufcene para compensar ese prejuízo de arrecadação. 6 Consderações Fnas Há muos anos o ssema rbuáro naconal carece de uma reforma profunda e clara que vse a smplfcar ano a cobrança como a regulamenação dos rbuos. A Consução de 1988 reformou amplamene o papel do Esado, crando um ssema de fnancameno de recursos nsufcene para o amanho defndo para ese, prncpalmene pela ncompabldade produzda enre a reparção de receas e a arbução de compeêncas delegadas aos enes federados. Desse modo, o Governo federal, pós-consução de 1988, deparando-se com a ncapacdade de recursos para fnancar a máquna e as demandas socas, recorreram à cração de rbuos, prncpalmene em forma de conrbuções (CSLL, IPMF, CPMF), jusamene para não er que dvdr o fruo da arrecadação com as demas undades da Federação. Os esados e muncípos que havam consegudo aparene ndependênca fnancera com o aumeno das ransferêncas de receas da Unão, depos de 1988, va fundos de parcpação (FPE e FPM), passam a sofrer, poserormene, cera deeroração de suas receas, ao mesmo empo em que passam a assumr mas responsabldades, como nos casos das esadualzações ou muncpalzações de avdades báscas como saúde e educação. Nesse conexo, em 1996, os esados sofrem um duro golpe com a mplanação da Le Kandr e a mnene perda de arrecadação de ICMS sobre as exporações. Somando-se a eses faores, observa-se em âmbo naconal o acrrameno da compeção rbuára, mas conhecda como guerra fscal, fazendo com que os esados enrem numa verdadera baalha para maner o nível de receas ou mesmo aumenar seus recursos com a aração de novos nvesmenos, aflorando anda mas o conflo federavo. O Ceará fo um dos esados que recebeu basanes nvesmenos prvados, movados pela mão-de-obra baraa, apesar de não qualfcada e, prncpalmene, pelos benefícos do Fundo de Desenvolvmeno Indusral do Ceará - FDI. Em relação à Le Kandr, o Ceará, apesar da dscrea parcpação no monane exporado pelo Brasl, ambém amargou perdas na arrecadação do ICMS. Pelos resulados apurados na presene pesqusa empírca, pode-se conclur que a perda de arrecadação de ICMS do Esado do Ceará com a não-ncdênca do mposo sobre as exporações fo esmada enre 3 a 3,5 vezes os valores ransferdos pelo Governo federal a íulo de ressarcmeno e de auxílo fnancero como forma de compensação; ou seja, para que o Esado não vesse sua recea deerorada, a Unão devera er repassado 2 a 2,5 vezes os valores efevamene 6 Valores corrgdos pelo INPC, IBGE, com base em janero de Preços de janero de 27, calculado pelo índce médo anual, INPC IBGE.

14 13 reembolsados, sso quando se compara a perda de recea esadual esmada com as ransferêncas e auxílos fnanceros federas, excluídas as deduções desnadas ao FUNDEF/FUNDEB. Desse modo, quando se consderam as ransferêncas de crédos de ICMS feas pelas empresas exporadoras em favor de ouros conrbunes denro do Esado, pare dessa perda pode ser quanfcada. Só para exemplfcar, no período de 22 a 26, os valores de ransferêncas auorzados pela Secreara da Fazenda do Ceará correspondem a 42,39% (ou aproxmadamene 37% a preços reas com base em 27) dos valores oas repassados a ese Esado pelo Governo federal como ressarcmeno pela Le Kandr, de ouubro de 26 (níco dos repasses) aé dezembro de 27. Se consderarmos só o período da dsponbldade de dados das ransferêncas de crédos (22 a 26), dos valores recebdos do Governo cenral como ressarcmeno pela perda do ICMS nas exporações no mesmo período, aproxmadamene 68% eve como desno a ncava prvada, reduzndo o débo fscal, prncpalmene, de companhas de energa elérca, maores omadoras dese po de crédo. Convém ressalar que, a parr de 1998, houve mudança na esruura da paua de produos exporados pelo Ceará, quando as exporações de produos ndusralzados superaram a parcpação dos báscos. Em 1996, os produos báscos parcpavam de 52% das exporações cearenses, enquano os ndusralzados correspondam a 46%; no ano de 1998, houve nversão e os percenuas passaram para 45% e 54%, respecvamene, para báscos e ndusralzados. Desde aí, a parcpação dos ndusralzados fo crescendo, chegando a 68% em 26 conra 3% dos báscos. 8 Denro da caegora de ndusralzados, cabe relevar que a subcaegora sem elaborados ou sem manufaurados era rbuada normalmene pelo ICMS nas exporações conforme defndo em le complemenar, enquano os manufaurados ou elaborados já gozavam da não-ncdênca desde a Consução de A parcpação dos produos semelaborados no oal de produos ndusralzados no Ceará de 2 a 26 fo de 25,6% em méda. 9 Concdenemene, dos anos após a mplanação da Le Kandr, os produos ndusralzados, formados pela parcela correspondene aos manufaurados (ndusralzados puros) que não recebam ncdênca rbuára e pelos semelaborados que veram al benefíco a parr de 1996, passaram a lderar a paua exporadora do Ceará. Em prmera análse, poderíamos rar a conclusão de que a recea orunda da axação sobre as exporações do Esado em análse sofrera deeroração, ndependenemene da exsênca ou não da le que desonerou o ICMS sobre esas operações e presações. A análse, enreano, não é ão smples, haja vsa a fore nerdependênca das varáves econômcas e o poder desas de mpacar posva ou negavamene a dnâmca do ssema. Denro da quesão da dspensa de mposo nas operações de vendas para o Exeror, exse um emaranhado de ações de causas e efeos que se nerlgam e deermnam ou defnem os rumos da economa em esudo. Como nos refermos anerormene, a perda de recea dos esados com a referda le crou um cenáro compevo enre as undades da Federação, fazendo florescer a busca por novas opções de receas para aender as demandas crescenes do governo como agene suprdor das necessdades colevas báscas e promooras do desenvolvmeno econômco. Esse cenáro fo nfluencado foremene pela concessão de ncenvos fnancerofscas pelos esados na aração de nvesmenos produvos va benefícos relaconados ao ICMS, exacerbando no âmbo da Federação braslera a já conhecda guerra-fscal. No caso da economa cearense, a LC 87/96, ao mpuar perda de recea rbuára ao Esado, pode er nfluencado o foralecmeno da políca de desenvolvmeno ndusral, por meo de 8 Bolem da Conjunura Econômca do Ceará 26, IPECE. 9 IPECE: Fnanças Públcas Ceará em números 27.

15 14 ncenvos e renúnca fscal (FDI), que, por sua vez, deve er conrbuído com a modfcação da esruura produva local e mpacado na aleração da paua dos produos exporáves. 1 Nesse conexo, a aleração na paua de exporação aumenara o agregado de produos cearenses elaborados na parcela não rbuada, caso não exssse a le que deermnou a nãoncdênca do ICMS sobre as exporações. Por ouro lado, a nova realdade vvda pela economa cearense fez crescer a pressão por mas nvesmenos públcos em nfraesruura e por mas gasos nos servços essencas de educação, saúde e segurança, que, por sua vez, mpulsonou o governo a aumenar seu esforço própro de arrecadação, seja medane o aumeno da base rbuára e/ou de alíquoas, aperfeçoameno da máquna arrecadadora e fscalzadora ou va dspensa e/ou reduções de juros e mulas nos Programas de Recuperação do Crédo Trbuáro REFIS. Para comprovar o mpaco desse po de programa nas receas públcas esaduas, no período de 22 a 26, a SEFAZ-CE arrecadou somene com o REFIS cerca de 66% do que lhe fo repassado pelo Governo federal como ressarcmeno pela Le Kandr aé 27 (ou aproxmadamene 57% a preços consanes de 27), o que represenou 1,75% da arrecadação oal de ICMS no ano de 22, chegando a 2,4% do mposo arrecadado em 24. Por ouro lado, a dspensa ou redução anual de mulas e juros de débos fscas dos REFIS, crada no governo de Ben Veras em 22 e ulzada em odo o governo de Lúco Alcânara (23-26), ao premar o mau pagador, crou uma culura de posergação do pagameno das obrgações rbuáras pelos conrbunes locas, haja vsa a espera pelos benefícos do programa. O aual Governo, já no fnal do segundo ano do mandao, não recorreu à ssemáca de perdão rbuáro ulzada pelos seus anecessores. Ane o exposo, não podemos desprezar o efeo posvo da desvalorzação fscal no seor exporador como nduor da avdade econômca. Desacamos não somene o ganho de compevdade relaconado aos preços, mas, prncpalmene, a possbldade de melhora do parque ndusral com o ncenvo às aqusções de bens de capal, dada a desoneração dos nvesmenos com o aproveameno de crédos fscas na aqusção de avo moblzado. Pelos resulados aqu demonsrados, enreano, observamos que os mecansmos de compensações ulzados pelo Governo federal se revelaram nsufcenes para compensar as perdas na arrecadação do ICMS sofrdas pelo Esado do Ceará, além de nefcenes quando se propõem apenas a complemenar o nível de arrecadação vgene à época da le, desesmulando, de cero modo, o esforço própro pelo aumeno das receas orundas dese mposo. Por ouro lado, a manuenção dos crédos nas compras das empresas exporadoras e a ransferênca deses para ouros conrbunes do mposo abre margem para o surgmeno de alocações nefcenes de recursos no mercado. Referêncas Bblográfcas FERREIRA, P. C. G.; ARAÚJO, C. H. V. Reforma rbuára, efeos alocavos e mpacos de bem-esar. Revsa Braslera de Economa, v. 53, n. 2, p , BARBOSA, F. H. e. all. (coord.). Federalsmo fscal, efcênca e eqüdade: uma proposa de Reforma Trbuára, Fundação Geúlo Vargas, Brasíla, 152p, BRASIL. Le Complemenar Nº. 87/96 de 13 de seembro de Dspõe sobre o mposo dos Esados e do Dsro Federal sobre operações relavas à crculação de mercadoras e 1 Sera neressane analsar se essa aleração na paua com o surgmeno de um segmeno ndusral mas fore era se dado em dermeno do crescmeno dos seores exporadores radconas ou em vrude da própra deeroração dos valores de rocas no mercado nernaconal e/ou do esgoameno de ceras culuras, mas so não é objeo dese esudo.

16 15 sobre presações de servços de ranspore neresadual e nermuncpal e de comuncação, e dá ouras provdêncas. (LEI KANDIR). Dáro Ofcal da Unão, Brasíla, p , 16 Se. 1996, Seção 1. BRASIL. Le Complemenar Nº. 12/2, de 11 de julho de 2. Alera dsposvos da Le Complemenar no 87, de 13 de seembro de 1996, que "dspõe sobre o mposo dos Esados e do Dsro Federal sobre operações relavas à crculação de mercadoras e sobre presações de servços de ranspore neresadual e nermuncpal e de comuncação, e dá ouras provdêncas. Dáro Ofcal da Unão, Brasíla, 12 Jul. Secção 1, 2. BRASIL. Consução da Repúblca Federava do Brasl: promulgada em 5 de ouubro de In: Se Ofcal do Governo Federal: hp:// BROWN, R. L.; DURBIN, J.; EVANS, J. M. Technques for esng he consancy of regresson relaonshps over me. Journal of he Royal Sascal Socey, v. 37, p , CEARÁ. Decreo nº , de 31 de julho de Regulamena, no âmbo esadual, dsposvos da Le no /96, que dspõe acerca do ICMS no Esado do Ceará. In: Se Ofcal do Governo Esadual: s/24569.pdf GIAMBIAGI, F.; ALÉM, A. C. Fnanças Públcas: Teora e Práca no Brasl. Ro de Janero: 2 ed. Ro de Janero: Campus, 21. GREENE, W. Economercs analyss. New Jersey, EUA: Prence Hall, 5ª ed., 23. KUME, H.; PIANI, G. O ICMS sobre as Exporações Brasleras: uma esmava da Perda Fscal e do Impaco Sobre as Vendas Exernas. Ro de Janero: IPEA, Texo para dscussão, 465. LEITÃO, A. M. L. A Le Kandr e a Desoneração do ICMS. Monografa do Curso de Especalzação em Planejameno e Desenvolvmeno Econômco. UFC: Foraleza, 21. MUSGRAVE, R. A,; MUSGRAVE, P. B. Fnanças Públcas: Teora e Práca. São Paulo: Ed. da Unversdade de São Paulo, 198. MELO, M. C. P. Comérco exeror do Esado do Ceará no Período Recene: expansão quanava ou dferencada. In: ROSA, A. L. T.; HOLANDA, M. C.; VIANA, P. J. R. (Org.). Economa do Ceará em Debae. 1 ed. Foraleza: IPECE, 27, v. 1, p OLIVEIRA, A. C. B.; AMARAL, L. F., FONSECA, L. M. R. Desoneração do ICMS nas Exporações: efeos sobre a arrecadação do ICMS no Esado da Baha. Monografa. Salvador: UFBA, 24. O Problema dos Crédos de ICMS Acumulados Pelos Exporadores: Uma Proposa Alernava. Insuo de Esudos para o Desenvolvmeno Indusral IEDI, 26. In:

17 16 hp:// d=54 PELLEGRINI, J. A. Dez Anos da Compensação Prevsa na Le Kandr: conflo nsolúvel enre os enes federados? Monografa premada no XI Prêmo Tesouro Naconal 26. Brasíla: ESAF, 26. PRADO, S.; CAVALCANTI, C. E. G. Aspecos da Guerra Fscal no Brasl. São Paulo: IPEA/FUNDAP, Panorama da Economa Braslera, 2 a 25. IBGE In: Se Ofcal do Governo Federal: menaro.pdf RIANI, F.; ALBUQUERQUE, C. M. A Le Complemenar nº 87/96 (Le Kandr): Balanço de Perdas e Ganhos e Proposa de Mudança o Caso de Mnas Geras. In: Semnáro sobre a economa mnera, Anas. Belo Horzone: UFMG, Cedeplar, p , 2. SOUZA, M.; ALVIM, C. F. O que afea as exporações brasleras? Revsa Economa e Energa, n. 41, Nov/Dez, 23. VARIAN, H. R. Mcroeconoma. 2 ed. Ro de Janero: Campus, VARSANO, R. Uma análse da carga rbuára no Brasl. Ro de Janero: IPEA, Texos para Dscussão, 583. ANEXO :1 :1 1:1 2:1 3:1 4:1 5:1 6:1 7:1 CUSUM 5% Sgnfcance Gráfco 1 Resulado do Tese de CUSUM Modelo CUSUM 5% Sgnfcance :1 :1 1:1 2:1 3:1 4:1 5:1 6:1 7:1 CUSUM 5% Sgnfcance CUSUM Gráfco 2 Resulado do Tese de CUSUM Modelo 2 5% Sgnfcance

CAPÍTULO 1 REPRESENTAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO DE SISTEMAS. Sistema monovariável SISO = Single Input Single Output. s 1 s 2. ... s n

CAPÍTULO 1 REPRESENTAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO DE SISTEMAS. Sistema monovariável SISO = Single Input Single Output. s 1 s 2. ... s n 1 CAPÍTULO 1 REPREENTAÇÃO E CLAIFICAÇÃO DE ITEMA 1.1. Represenação de ssemas 1.1.1. semas com uma enrada e uma saída (IO) e sema monovarável IO = ngle Inpu ngle Oupu s e = enrada s = saída = ssema 1.1..

Leia mais

2 Programação Matemática Princípios Básicos

2 Programação Matemática Princípios Básicos Programação Maemáca Prncípos Báscos. Consderações Geras Os objevos dese capíulo são apresenar os conceos de Programação Maemáca (PM) necessáros à compreensão do processo de omzação de dmensões e descrever

Leia mais

A IMPLANTAÇÃO DO PRINCÍPIO DO DESTINO NA COBRANÇA DO ICMS E SUAS IMPLICAÇÕES DINÂMICAS SOBRE OS ESTADOS

A IMPLANTAÇÃO DO PRINCÍPIO DO DESTINO NA COBRANÇA DO ICMS E SUAS IMPLICAÇÕES DINÂMICAS SOBRE OS ESTADOS A IMPLANTAÇÃO DO PRINCÍPIO DO DESTINO NA COBRANÇA DO ICMS E SUAS IMPLICAÇÕES DINÂMICAS SOBRE OS ESTADOS Nelson Leão Paes PIMES/UFPE Resumo Nese argo, ulzou-se um modelo de equlíbro geral dnâmco para esmar

Leia mais

CIRCULAR Nº 3.634, DE 4 DE MARÇO DE 2013. Padrão. Padrão. max i. I - F = fator estabelecido no art. 4º da Resolução nº 4.

CIRCULAR Nº 3.634, DE 4 DE MARÇO DE 2013. Padrão. Padrão. max i. I - F = fator estabelecido no art. 4º da Resolução nº 4. CIRCULAR Nº 3.634, DE 4 DE MARÇO DE 2013 Esabelece os procedmenos para o cálculo da parcela dos avos ponderados pelo rsco (RWA) referene às exposções sueas à varação de axas de uros prefxadas denomnadas

Leia mais

ipea COEFICIENTES DE IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO NA INDÚSTRIA

ipea COEFICIENTES DE IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO NA INDÚSTRIA COEFICIENTES DE IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO NA INDÚSTRIA Paulo Mansur Levy Mara Isabel Fernans Serra Esa noa em como objevo dvulgar resulados relavos ao comporameno das exporações e mporações produos ndusras

Leia mais

S&P Dow Jones Indices: Metodologia da matemática dos índices

S&P Dow Jones Indices: Metodologia da matemática dos índices S&P Dow Jones Indces: Meodologa da maemáca dos índces S&P Dow Jones Indces: Meodologa do índce Ouubro 2013 Índce Inrodução 3 Dferenes varedades de índces 3 O dvsor do índce 4 Índces ponderados por capalzação

Leia mais

A Concorrência entre o Brasil. uma Aplicação do Modelo Constant-Market-Share*

A Concorrência entre o Brasil. uma Aplicação do Modelo Constant-Market-Share* A Concorrênca enre o Brasl e a Chna no ercado Sul-afrcano: uma Aplcação do odelo Consan-arke-Share* Arane Danelle Baraúna da Slva Álvaro Barranes Hdalgo 2 RESUO: O fore crescmeno da economa chnesa nos

Leia mais

Impacto da Educação Defasada sobre a Criminalidade no Brasil: 2001-2005

Impacto da Educação Defasada sobre a Criminalidade no Brasil: 2001-2005 1 Impaco da Educação Defasada sobre a Crmnaldade no Brasl: 2001-2005 Evandro Camargos Texera Ana Lúca Kassouf Seembro, 2011 Workng Paper 010 Todos os dreos reservados. É probda a reprodução parcal ou negral

Leia mais

Análise do Desempenho dos Gestores de Fundos, baseada nas Transações e nas Participações das Carteiras

Análise do Desempenho dos Gestores de Fundos, baseada nas Transações e nas Participações das Carteiras Vâna Sofa Sequera Umbelno Análse do Desempenho dos Gesores de Fundos, baseada nas Transações e nas Parcpações das Careras Dsseração de Mesrado apresenado à Faculdade de Economa da Unversdade de Combra

Leia mais

1. Introdução. B = S = Valor presente esperado dos superávits futuros (1) P

1. Introdução. B = S = Valor presente esperado dos superávits futuros (1) P . Inrodução A vsão radconal da deermnação do nível de preços é baseada na eora Quanava da Moeda. Segundo essa vsão o padrão de avdade real em uma economa mplca um cero nível desejado de encaxes moneáros

Leia mais

3 Planejamento da Operação Energética no Brasil

3 Planejamento da Operação Energética no Brasil 3 Planeameno da Operação Energéca no Brasl 3.1 Aspecos Geras O ssema elérco braslero é composo por dos dferenes pos de ssemas: os ssemas solados, os quas predomnam na regão Nore do Brasl e represenam cerca

Leia mais

XX SNPTEE SEMINÁRIO NACIONAL DE PRODUÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA GRUPO IX GRUPO DE ESTUDO DE OPERAÇÃO DE SISTEMAS ELÉTRICOS - GOP

XX SNPTEE SEMINÁRIO NACIONAL DE PRODUÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA GRUPO IX GRUPO DE ESTUDO DE OPERAÇÃO DE SISTEMAS ELÉTRICOS - GOP XX SNPTEE SEMINÁRIO NACIONAL DE PRODUÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA Versão 1.0 22 a 25 Novembro de 2009 Recfe - PE GRUPO IX GRUPO DE ESTUDO DE OPERAÇÃO DE SISTEMAS ELÉTRICOS - GOP OTIMIZAÇÃO DA

Leia mais

Erro! Indicador não definido. Erro! Indicador não definido. Erro! Indicador não definido. Erro! Indicador não definido.

Erro! Indicador não definido. Erro! Indicador não definido. Erro! Indicador não definido. Erro! Indicador não definido. A Prevsão com o Modelo de Regressão.... Inrodução ao Modelo de Regressão.... Exemplos de Modelos Lneares... 3. Dervação dos Mínmos Quadrados no Modelo de Regressão... 6 4. A Naureza Probablísca do Modelo

Leia mais

ANEXO III. Nota Técnica nº 148/2010-SRE/ANEEL Brasília, 24 de maio de 2010.

ANEXO III. Nota Técnica nº 148/2010-SRE/ANEEL Brasília, 24 de maio de 2010. ANEXO III Noa Técnca nº 148/21-SRE/ANEEL Brasíla, 24 de mao de 21. M E T O D O L O G I A E Á L U L O D O F A T O R X ANEXO II Noa Técnca n o 148/21 SRE/ANEEL Em 24 de mao de 21. Processo nº 485.269/26-61

Leia mais

A economia política dos fluxos de capitais brasileiros pós-plano Real. Title: The Political Economy of Brazilian Capital Flows after the Real Plan

A economia política dos fluxos de capitais brasileiros pós-plano Real. Title: The Political Economy of Brazilian Capital Flows after the Real Plan A economa políca dos fluxos de capas brasleros pós-plano Real Dvanldo Trches * Soraa Sanos da Slva ** Tle: The Polcal Economy of Brazlan Capal Flows afer he Real Plan RESUMO O presene esudo em como objevo

Leia mais

Interpolação e Extrapolação da Estrutura a Termo de Taxas de Juros para Utilização pelo Mercado Segurador Brasileiro

Interpolação e Extrapolação da Estrutura a Termo de Taxas de Juros para Utilização pelo Mercado Segurador Brasileiro Inerpolação e Exrapolação da Esruura a Termo de Taxas de Juros para Ulzação pelo Mercado Segurador Braslero Sergo Lus Frankln Jr. Thago Baraa Duare César da Rocha Neves + Eduardo Fraga L. de Melo ++ M.Sc.,

Leia mais

ECONOMETRIA. Prof. Patricia Maria Bortolon, D. Sc.

ECONOMETRIA. Prof. Patricia Maria Bortolon, D. Sc. ECONOMETRIA Prof. Parca Mara Borolon. Sc. Modelos de ados em Panel Fone: GUJARATI;. N. Economera Básca: 4ª Edção. Ro de Janero. Elsever- Campus 006 efnções Geras Nos dados em panel a mesma undade de core

Leia mais

Desconcentração e interiorização da economia fluminense na última década

Desconcentração e interiorização da economia fluminense na última década DSCONCNTRAÇÃO INTRIORIZAÇÃO DA CONOMIA FLUMINNS NA ÚLTIMA DÉCADA PAULO MARCLO SOUZA; NIRALDO JOSÉ PONCIANO; MARLON GOMS NY; HNRIQU TOMÉ MATA; UNIVRSIDAD FDRAL DA BAHIA SALVADOR - BA - BRASIL pmsouza@uenf.br

Leia mais

XX SNPTEE SEMINÁRIO NACIONAL DE PRODUÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA GRUPO - VII GRUPO DE ESTUDO DE PLANEJAMENTO DE SISTEMAS ELÉTRICOS - GPL

XX SNPTEE SEMINÁRIO NACIONAL DE PRODUÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA GRUPO - VII GRUPO DE ESTUDO DE PLANEJAMENTO DE SISTEMAS ELÉTRICOS - GPL XX SNPTEE SEMINÁRIO NACIONAL DE PRODUÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA Versão 1.0 XXX.YY a 5 Novembro de 009 Recfe - PE GRUPO - VII GRUPO DE ESTUDO DE PLANEJAMENTO DE SISTEMAS ELÉTRICOS - GPL HIDROTERM

Leia mais

Dados do Plano. Resultado da Avaliação Atuarial. Data da Avaliação: 31/12/2010

Dados do Plano. Resultado da Avaliação Atuarial. Data da Avaliação: 31/12/2010 AVALIAÇÃO ATUARIAL Daa da Avaliação: 3/2/200 Dados do Plano Nome do Plano: CEEEPREV CNPB: 20.020.04-56 Parocinadoras: Companhia Esadual de Geração e Transmissão de Energia Elérica CEEE-GT Companhia Esadual

Leia mais

Valor do Trabalho Realizado 16.

Valor do Trabalho Realizado 16. Anonio Vicorino Avila Anonio Edésio Jungles Planejameno e Conrole de Obras 16.2 Definições. 16.1 Objeivo. Valor do Trabalho Realizado 16. Parindo do conceio de Curva S, foi desenvolvida pelo Deparameno

Leia mais

Arbitragem na Estrutura a Termo das Taxas de Juros: Uma Abordagem Bayesiana

Arbitragem na Estrutura a Termo das Taxas de Juros: Uma Abordagem Bayesiana Arbragem na Esruura a ermo das axas de Juros: Uma Abordagem Bayesana Márco Pole Laurn Armêno Das Wesn Neo Insper Workng Paper WPE: / Copyrgh Insper. odos os dreos reservados. É probda a reprodução parcal

Leia mais

ESTUDO COMPARATIVO DE SISTEMAS DE AERAÇÃO PARA A ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTOS SUZANO

ESTUDO COMPARATIVO DE SISTEMAS DE AERAÇÃO PARA A ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTOS SUZANO ESTUDO COMPARATIVO DE SISTEMAS DE AERAÇÃO PARA A ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ESGOTOS SUZANO Roque Passos Pvel Escola Polécnca da Unversdade de São Paulo - EPUSP Pedro Alem Sobrnho Escola Polécnca da Unversdade

Leia mais

DEMANDA BRASILEIRA DE CANA DE AÇÚCAR, AÇÚCAR E ETANOL REVISITADA

DEMANDA BRASILEIRA DE CANA DE AÇÚCAR, AÇÚCAR E ETANOL REVISITADA XXX ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO Mauridade e desafios da Engenharia de Produção: compeiividade das empresas, condições de rabalho, meio ambiene. São Carlos, SP, Brasil, 12 a15 de ouubro

Leia mais

KEE WORDS: Exchange Rates, Parity, Purchasing Power, Gstav Cassel

KEE WORDS: Exchange Rates, Parity, Purchasing Power, Gstav Cassel [VIANNA, PEDRO JORGE; PARIDADE DO PODER DE COPRA: TEORIA OU ETODOLOGIA?]. Recfe. V Enconro de Economsas da Língua Poruguesa, 5-7 de novembro de 2003. TÍTULO: PARIDADE DO PODER DE COPRA: TEORIA OU ETODOLOGIA?

Leia mais

Equações Simultâneas. Aula 16. Gujarati, 2011 Capítulos 18 a 20 Wooldridge, 2011 Capítulo 16

Equações Simultâneas. Aula 16. Gujarati, 2011 Capítulos 18 a 20 Wooldridge, 2011 Capítulo 16 Equações Simulâneas Aula 16 Gujarai, 011 Capíulos 18 a 0 Wooldridge, 011 Capíulo 16 Inrodução Durane boa pare do desenvolvimeno dos coneúdos desa disciplina, nós nos preocupamos apenas com modelos de regressão

Leia mais

É a parte da mecânica que descreve os movimentos, sem se preocupar com suas causas.

É a parte da mecânica que descreve os movimentos, sem se preocupar com suas causas. 1 INTRODUÇÃO E CONCEITOS INICIAIS 1.1 Mecânca É a pare da Físca que esuda os movmenos dos corpos. 1. -Cnemáca É a pare da mecânca que descreve os movmenos, sem se preocupar com suas causas. 1.3 - Pono

Leia mais

PREVISIBILIDADE NO MERCADO DE COMMODITIES: UM ESTUDO APLICADO AO PREÇO DA SOJA NO BRASIL

PREVISIBILIDADE NO MERCADO DE COMMODITIES: UM ESTUDO APLICADO AO PREÇO DA SOJA NO BRASIL Salvador, BA, Brasl, 08 a de ouubro de 03. PREVISIBILIDADE O MERCADO DE COMMODITIES: UM ESTUDO APLICADO AO PREÇO DA SOJA O BRASIL Everon Anger Cavalhero (UFPEL ) ecavalhero@cvsm.com.br Kelmara Mendes Vera

Leia mais

Renda Básica da Cidadania versus Imposto de Renda Negativo: O Papel dos Custos de Focalização

Renda Básica da Cidadania versus Imposto de Renda Negativo: O Papel dos Custos de Focalização Renda Básca da Cdadana versus Imposo de Renda Negavo: O Papel dos Cusos de Focalzação Nelson Leão Paes Marcelo Leer Squera Re s u m o O presene argo procura comparar duas polícas socas alernavas de combae

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ INVESTIMENTOS EM DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA SOB INCERTEZA REGULATÓRIA UTILIZANDO OPÇÕES REAIS

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ INVESTIMENTOS EM DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA SOB INCERTEZA REGULATÓRIA UTILIZANDO OPÇÕES REAIS UNIRSIDAD FDRAL D ITAJUBÁ TS D DOUTORADO INSTIMNTOS M DISTRIBUIÇÃO D NRGIA LÉTRICA SOB INCRTZA RGULATÓRIA UTILIZANDO OPÇÕS RAIS JULIA CRISTINA CAMINHA NORONHA Tese apresenada ao Programa de Pós-Graduação

Leia mais

Gripe: Época de gripe; actividade gripal; cálculo da linha de base e do respectivo intervalo de confiança a 95%; e área de actividade basal.

Gripe: Época de gripe; actividade gripal; cálculo da linha de base e do respectivo intervalo de confiança a 95%; e área de actividade basal. Grpe: Época de grpe; acvdade grpal; cálculo da lnha de ase e do respecvo nervalo de confança a 95%; e área de acvdade asal. ÉPOCA DE GRPE Para maor facldade de compreensão será desgnado por época de grpe

Leia mais

Uma avaliação da poupança em conta corrente do governo

Uma avaliação da poupança em conta corrente do governo Uma avaliação da poupança em cona correne do governo Manoel Carlos de Casro Pires * Inrodução O insrumeno de políica fiscal em vários ojeivos e não é surpreendene que, ao se deerminar uma mea de superávi

Leia mais

Análise econômica dos benefícios advindos do uso de cartões de crédito e débito. Outubro de 2012

Análise econômica dos benefícios advindos do uso de cartões de crédito e débito. Outubro de 2012 1 Análise econômica dos benefícios advindos do uso de carões de crédio e débio Ouubro de 2012 Inrodução 2 Premissas do Esudo: Maior uso de carões aumena a formalização da economia; e Maior uso de carões

Leia mais

Despacho n.º 13/06. 2. A presente resolução entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação. João Renato Lima Presidente do C.A.

Despacho n.º 13/06. 2. A presente resolução entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação. João Renato Lima Presidente do C.A. Despacho n.º 13/06 De enre as arbuções da Agênca de Regulação Económca desaca-se a compeênca de fxar as arfas e os mecansmos de reajuses a serem pracados pela oncessonára do servço públco de ranse e dsrbução

Leia mais

DINÂMICA E PREVISÃO DE PREÇOS DE COMMODITIES AGRÍCOLAS COM O FILTRO DE KALMAN

DINÂMICA E PREVISÃO DE PREÇOS DE COMMODITIES AGRÍCOLAS COM O FILTRO DE KALMAN XXVIII ENCONTRO NACIONAL DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO DINÂICA E PREVISÃO DE PREÇOS DE COODITIES AGRÍCOLAS CO O FILTRO DE KALAN Flávo Pnhero Corsn (POLI-USP) flavo.corsn@gmal.com Celma de Olvera Rbero (POLI-USP)

Leia mais

Universidade Federal de Pelotas UFPEL Departamento de Economia - DECON. Economia Ecológica. Professor Rodrigo Nobre Fernandez

Universidade Federal de Pelotas UFPEL Departamento de Economia - DECON. Economia Ecológica. Professor Rodrigo Nobre Fernandez Universidade Federal de Peloas UFPEL Deparameno de Economia - DECON Economia Ecológica Professor Rodrigo Nobre Fernandez Capíulo 6 Conabilidade Ambienal Nacional Peloas, 2010 6.1 Inrodução O lado moneário

Leia mais

Programação Não Linear Irrestrita

Programação Não Linear Irrestrita EA 044 Planejameno e Análse de Ssemas de Produção Programação Não Lnear Irresra DCA-FEEC-Uncamp Tópcos -Inrodução -Busca undmensonal 3-Condções de omaldade 4-Convedade e omaldade global 5-Algormos DCA-FEEC-Uncamp

Leia mais

HEURÍSTICA PARA O PROBLEMA DE ROTEIRIZAÇÃO E ESTOQUE

HEURÍSTICA PARA O PROBLEMA DE ROTEIRIZAÇÃO E ESTOQUE Pesqusa Operaconal e o Desenvolvmeno Susenável 7 a /9/5, Gramado, RS HEURÍSTICA PARA O PROBLEMA DE ROTEIRIZAÇÃO E ESTOQUE André Luís Shguemoo Faculdade de Engenhara Elérca e Compuação Unversdade Esadual

Leia mais

Crescimento econômico e restrição externa: Um modelo de simulação pós-keynesiano

Crescimento econômico e restrição externa: Um modelo de simulação pós-keynesiano Crescmeno econômco e resrção exerna: Um modelo de smulação pós-keynesano Mara Isabel Busao 1 Maro Luz Possas 2 Resumo O argo busca dscur a dnâmca do crescmeno econômco das economas em desenvolvmeno a parr

Leia mais

exercício e o preço do ativo são iguais, é dito que a opção está no dinheiro (at-themoney).

exercício e o preço do ativo são iguais, é dito que a opção está no dinheiro (at-themoney). 4. Mercado de Opções O mercado de opções é um mercado no qual o iular (comprador) de uma opção em o direio de exercer a mesma, mas não a obrigação, mediane o pagameno de um prêmio ao lançador da opção

Leia mais

Autoria: Josilmar Cordenonssi Cia

Autoria: Josilmar Cordenonssi Cia Uma Possível Solução para o Equy Premum Puzzle (EPP Auora: Joslmar Cordenonss Ca Resumo MEHRA e PRESCO (985 levanaram uma quesão que aé hoje não fo respondda de forma sasfaóra: o prêmo de rsco das ações

Leia mais

Convergência e Formação de Clubes no Brasil sob a Hipótese de Heterogeneidade no Desenvolvimento Tecnológico

Convergência e Formação de Clubes no Brasil sob a Hipótese de Heterogeneidade no Desenvolvimento Tecnológico Convergênca e Formação de Clubes no Brasl sob a Hpóese de Heerogenedade no Desenvolvmeno Tecnológco Chrsano Penna Fabríco Lnhares RESUMO: Esse argo examna a exsênca de endêncas de crescmeno comuns e formação

Leia mais

VALOR DA PRODUÇÃO DE CACAU E ANÁLISE DOS FATORES RESPONSÁVEIS PELA SUA VARIAÇÃO NO ESTADO DA BAHIA. Antônio Carlos de Araújo

VALOR DA PRODUÇÃO DE CACAU E ANÁLISE DOS FATORES RESPONSÁVEIS PELA SUA VARIAÇÃO NO ESTADO DA BAHIA. Antônio Carlos de Araújo 1 VALOR DA PRODUÇÃO DE CACAU E ANÁLISE DOS FATORES RESPONSÁVEIS PELA SUA VARIAÇÃO NO ESTADO DA BAHIA Anônio Carlos de Araújo CPF: 003.261.865-49 Cenro de Pesquisas do Cacau CEPLAC/CEPEC Faculdade de Tecnologia

Leia mais

CIBRIUS INSTITUTO CONAB DE SEGURIDADE SOCIAL

CIBRIUS INSTITUTO CONAB DE SEGURIDADE SOCIAL CIBRIUS INSTITUTO CONAB SEGURIDA SOCIAL Plano ConabPrev (COM BASE NA PROPOSTA REGULAMENTO A SER SUBMETIDA A PREVIC Noa Técnca Auaral 060/13 (Refcada) Agoso/2015 1 ÍNDICE 1 OBJETIVO... 5 2 GLOSSÁRIO...

Leia mais

Nota Técnica sobre a Circular nº 2.972, de 23 de março de 2000

Nota Técnica sobre a Circular nº 2.972, de 23 de março de 2000 Noa Técnca sobre a rcular nº 2.972, de 23 de março de 2000 Meodologa ulzada no processo de apuração do valor da volaldade padrão e do mulplcador para o da, dvulgados daramene pelo Banco enral do Brasl.

Leia mais

ANÁLISE DO CUSTO DE CAPITAL PRÓPRIO NO BRASIL POR MEIO DOS MODELOS CAPM NÃO-CONDICIONAL E CAPM CONDICIONAL

ANÁLISE DO CUSTO DE CAPITAL PRÓPRIO NO BRASIL POR MEIO DOS MODELOS CAPM NÃO-CONDICIONAL E CAPM CONDICIONAL ANÁLISE DO CUSTO DE CAPITAL PRÓPRIO NO BRASIL POR EIO DOS ODELOS CAP NÃO-CONDICIONAL E CAP CONDICIONAL (Cos of equy analyss n Brazl: Non-Condonal CAP and Condonal CAP) Lumla Souza Grol 1 1 Unversdade Federal

Leia mais

Estudo comparativo de processo produtivo com esteira alimentadora em uma indústria de embalagens

Estudo comparativo de processo produtivo com esteira alimentadora em uma indústria de embalagens Esudo comparaivo de processo produivo com eseira alimenadora em uma indúsria de embalagens Ana Paula Aparecida Barboza (IMIH) anapbarboza@yahoo.com.br Leicia Neves de Almeida Gomes (IMIH) leyneves@homail.com

Leia mais

ENGENHARIA ECONÔMICA AVANÇADA

ENGENHARIA ECONÔMICA AVANÇADA ENGENHARIA ECONÔMICA AVANÇADA TÓPICOS AVANÇADOS MATERIAL DE APOIO ÁLVARO GEHLEN DE LEÃO gehleao@pucrs.br 55 5 Avaliação Econômica de Projeos de Invesimeno Nas próximas seções serão apresenados os principais

Leia mais

Renda Básica da Cidadania ou Imposto de Renda Negativo: Qual o Mais Eficiente no Combate a Pobreza?

Renda Básica da Cidadania ou Imposto de Renda Negativo: Qual o Mais Eficiente no Combate a Pobreza? Renda Básca da Cdadana ou Imposo de Renda Negavo: Qual o Mas Efcene no Combae a Pobreza? Auores Nelson Leão Paes Marcelo Leer Squera Ensao Sobre Pobreza Nº 12 Feverero de 2008 CAEN - UFC 1 Renda Básca

Leia mais

Ana Cristina Guimarães Carneiro

Ana Cristina Guimarães Carneiro UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA UFPB CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS CCSA CURSO DE MESTRADO EM ECONOMIA CME NÍVEL MESTRADO Ana Crsna Gumarães Carnero Avalação das Mudanças Recenes na Marz Energéca

Leia mais

FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS ESCOLA DE ECONOMIA DE SÃO PAULO THIAGO CAIUBY GUIMARÃES TESTES EMPÍRICOS DA EFICIÊNCIA DO MERCADO ACIONÁRIO BRASILEIRO

FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS ESCOLA DE ECONOMIA DE SÃO PAULO THIAGO CAIUBY GUIMARÃES TESTES EMPÍRICOS DA EFICIÊNCIA DO MERCADO ACIONÁRIO BRASILEIRO FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS ESCOLA DE ECONOMIA DE SÃO AULO THIAGO CAIUBY GUIMARÃES TESTES EMÍRICOS DA EFICIÊNCIA DO MERCADO ACIONÁRIO BRASILEIRO SÃO AULO 28 THIAGO CAIUBY GUIMARÃES TESTES EMÍRICOS DA EFICIÊNCIA

Leia mais

Análise comparativa e teste empírico da validade dos modelos CAPM tradicional e condicional: o caso das ações da Petrobrás

Análise comparativa e teste empírico da validade dos modelos CAPM tradicional e condicional: o caso das ações da Petrobrás Análse comparava e ese empírco da valdade dos modelos capm radconal e condconal: o caso das ações da Perobrás Análse comparava e ese empírco da valdade dos modelos CAPM radconal e condconal: o caso das

Leia mais

CRESCIMENTO E DESIGUALDADE: PROSPERIDADE VERSUS ARMADILHAS DA POBREZA NO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DOS ESTADOS BRASILEIROS*

CRESCIMENTO E DESIGUALDADE: PROSPERIDADE VERSUS ARMADILHAS DA POBREZA NO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DOS ESTADOS BRASILEIROS* CRESCIMENTO E DESIGUALDADE: PROSPERIDADE VERSUS ARMADILHAS DA POBREZA NO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DOS ESTADOS BRASILEIROS* Renaa Couo Morera 1, Marcelo José Braga 2 e Slva Harum Toyoshma 3 Resumo: O problema

Leia mais

OTIMIZAÇÃO ENERGÉTICA NA CETREL: DIAGNÓSTICO, IMPLEMENTAÇÃO E AVALIAÇÃO DE GANHOS

OTIMIZAÇÃO ENERGÉTICA NA CETREL: DIAGNÓSTICO, IMPLEMENTAÇÃO E AVALIAÇÃO DE GANHOS STC/ 08 17 à 22 de ouubro de 1999 Foz do Iguaçu Paraná - Brasil SESSÃO TÉCNICA ESPECIAL CONSERVAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA (STC) OTIMIZAÇÃO ENERGÉTICA NA CETREL: DIAGNÓSTICO, IMPLEMENTAÇÃO E AVALIAÇÃO DE

Leia mais

O MERCADO DE CÂMBIO E A TAXA DE CÂMBIO NA ECONOMIA BRASILEIRA: 1999 A 2007

O MERCADO DE CÂMBIO E A TAXA DE CÂMBIO NA ECONOMIA BRASILEIRA: 1999 A 2007 FRANCISCO CARLOS DA CUNHA CASSUCE O MERCADO DE CÂMBIO E A TAXA DE CÂMBIO NA ECONOMIA BRASILEIRA: 999 A 007 Tese apresenada à Unversdade Federal de Vçosa, como pare das exêncas do Prorama de Pós- Graduação

Leia mais

1- Testes Acelerados. Como nível usual entende-se o nível da variável stress a que o componente ou aparelho será submetido no dia-adia.

1- Testes Acelerados. Como nível usual entende-se o nível da variável stress a que o componente ou aparelho será submetido no dia-adia. - Teses Aelerados São de rande mporâna na ndúsra espealmene na ndúsra elero-elerôna em que eses de empos de vda demandam muo empo. (os produos são muo onfáves) Inorporação de uma arável-sress adonada a

Leia mais

Denilson Ricardo de Lucena Nunes. Gestão de suprimentos no varejo

Denilson Ricardo de Lucena Nunes. Gestão de suprimentos no varejo Denlson Rcardo de Lucena Nunes Gesão de suprmenos no varejo semas de reposção de esoques em duas camadas e análse de esquemas de monorameno da prevsão de demanda Tese de Douorado Tese apresenada ao programa

Leia mais

Função definida por várias sentenças

Função definida por várias sentenças Ese caderno didáico em por objeivo o esudo de função definida por várias senenças. Nese maerial você erá disponível: Uma siuação que descreve várias senenças maemáicas que compõem a função. Diversas aividades

Leia mais

ANÁLISE DAS EVIDÊNCIAS DE PODER DE MERCADO NO SEGMENTO DE DISTRIBUIÇÃO DE GASOLINA C NO BRASIL, DE 2002 A

ANÁLISE DAS EVIDÊNCIAS DE PODER DE MERCADO NO SEGMENTO DE DISTRIBUIÇÃO DE GASOLINA C NO BRASIL, DE 2002 A ROSANGELA AARECIDA SOARES FERNANDES ANÁLISE DAS EVIDÊNCIAS DE ODER DE MERCADO NO SEGMENTO DE DISTRIBUIÇÃO DE GASOLINA C NO BRASIL, DE 22 A 28 Tese apresenada à Unversdade Federal de Vçosa, como pare das

Leia mais

Curso de preparação para a prova de matemática do ENEM Professor Renato Tião

Curso de preparação para a prova de matemática do ENEM Professor Renato Tião Porcenagem As quaro primeiras noções que devem ser assimiladas a respeio do assuno são: I. Que porcenagem é fração e fração é a pare sobre o odo. II. Que o símbolo % indica que o denominador desa fração

Leia mais

5 Apreçamento de ESOs com preço de exercício fixo

5 Apreçamento de ESOs com preço de exercício fixo 5 Apreçameno de ESOs com preço de exercíco fxo Ese capíulo rá explorar os prncpas modelos de apreçameno das ESOs ulzados hoje em da. Neses modelos a regra de decsão é esruurada em orno da maxmzação do

Leia mais

Índice de Preços Imobiliários para o Brasil: Estudos para Discussão

Índice de Preços Imobiliários para o Brasil: Estudos para Discussão Mnséro do Planejameno, Orçameno e Gesão Insuo Braslero de Geografa e Esaísca IBGE Dreora de Pesqusas Coordenação de Índces de Preços Ssema Naconal de Índces de Preços ao Consumdor SNIPC Índce de Preços

Leia mais

CAPÍTULO 9. y(t). y Medidor. Figura 9.1: Controlador Analógico

CAPÍTULO 9. y(t). y Medidor. Figura 9.1: Controlador Analógico 146 CAPÍULO 9 Inrodução ao Conrole Discreo 9.1 Inrodução Os sisemas de conrole esudados aé ese pono envolvem conroladores analógicos, que produzem sinais de conrole conínuos no empo a parir de sinais da

Leia mais

Belém Pará (Março de 2012)

Belém Pará (Março de 2012) Pardade Descobera da Taxa de Juros da Economa Braslera num Ambene de Crse Fnancera Mundal: Teora e Evdênca Empírca Davd Ferrera Carvalho(*) Resumo O argo em como propóso avalar o efeo da recene políca

Leia mais

CONTRATO N.º 026/2.015

CONTRATO N.º 026/2.015 CLÁUSULA PRIMEIRA - DAS PARTES CONTRATO N.º 026/2.015 Insrumeno paricular de conrao que enre si fazem: de um lado, como conraane, a PREFEITURA MUNICIPAL DE RIO QUENTE, e de ouro, como conraado, e a empresa

Leia mais

Escolha do Consumidor sob condições de Risco e de Incerteza

Escolha do Consumidor sob condições de Risco e de Incerteza 9/04/06 Escolha do Consumdor sob condções de Rsco e de Incerteza (Capítulo 7 Snyder/Ncholson e Capítulo Varan) Turma do Prof. Déco Kadota Dstnção entre Rsco e Incerteza Na lteratura econômca, a prmera

Leia mais

Otimização no Planejamento Agregado de Produção em Indústrias de Processamento de Suco Concentrado Congelado de Laranja

Otimização no Planejamento Agregado de Produção em Indústrias de Processamento de Suco Concentrado Congelado de Laranja Omzação no Planeameno Agregado de Produção em Indúsras de Processameno de Suco Concenrado Congelado de Larana José Renao Munhoz Crova Agro Indusral Lda., 15800-970, Caanduva, SP (ose.munhoz@crova.com)

Leia mais

da rede são atualizados de acordo com a equação 2 [13]:

da rede são atualizados de acordo com a equação 2 [13]: LS-DRAUGHTS - UM SISTEMA DE ARENDIZAGEM ARA DAMAS COM GERAÇÃO AUTOMÁ- TICA DE CARACTERÍSTICAS HENRIQUE CASTRO NETO, RITA MARIA SILVA JULIA Faculdade de Compuação, Unversdade Federal de Uberlânda Av. João

Leia mais

(19) 3251-1012 O ELITE RESOLVE IME 2013 DISCURSIVAS FÍSICA FÍSICA. , devido à equação (1). Voltando à equação (2) obtemos:

(19) 3251-1012 O ELITE RESOLVE IME 2013 DISCURSIVAS FÍSICA FÍSICA. , devido à equação (1). Voltando à equação (2) obtemos: (9) - O LIT SOLV IM DISCUSIVS ÍSIC USTÃO ÍSIC sendo nula a velocdade vercal ncal v, devdo à equação (). Volando à equação () obemos:,8 ˆj ˆj b) Dado o momeno lnear da equação () obemos a velocdade na dreção

Leia mais

CRESCIMENTO ECONÔMICO E MEIO AMBIENTE: O QUE ESTÁ FALTANDO PARA ENTENDER O ELO ENTRE ELES?

CRESCIMENTO ECONÔMICO E MEIO AMBIENTE: O QUE ESTÁ FALTANDO PARA ENTENDER O ELO ENTRE ELES? RESUMO CRESCIMENTO ECONÔMICO E MEIO AMBIENTE: O QUE ESTÁ FALTANDO PARA ENTENDER O ELO ENTRE ELES? Fábo Henrque Granja e Barros 1 Bernardo Mueller 2 Jorge Madera Noguera 3 Exse vasa leraura empírca ressalando

Leia mais

APLICAÇÃO DE MODELAGEM NO CRESCIMENTO POPULACIONAL BRASILEIRO

APLICAÇÃO DE MODELAGEM NO CRESCIMENTO POPULACIONAL BRASILEIRO ALICAÇÃO DE MODELAGEM NO CRESCIMENTO OULACIONAL BRASILEIRO Adriano Luís Simonao (Faculdades Inegradas FAFIBE) Kenia Crisina Gallo (G- Faculdade de Ciências e Tecnologia de Birigüi/S) Resumo: Ese rabalho

Leia mais

BBR - Brazilian Business Review E-ISSN: 1807-734X bbronline@bbronline.com.br FUCAPE Business School Brasil

BBR - Brazilian Business Review E-ISSN: 1807-734X bbronline@bbronline.com.br FUCAPE Business School Brasil BBR - Brazlan Busness Revew E-ISSN: 1807-734X bbronlne@bbronlne.com.br FUCAPE Busness School Brasl Fausno Maos, Paulo Rogéro; Texera da Rocha, José Alan Ações e Fundos de Invesmeno em Ações: Faores de

Leia mais

ESTOQUE DE RIQUEZA E A POUPANÇA DO SETOR PRIVADO NO BRASIL 1970/95 *

ESTOQUE DE RIQUEZA E A POUPANÇA DO SETOR PRIVADO NO BRASIL 1970/95 * TEXTO PARA DISCUSSÃO N ο 572 ISSN 1415-4765 ESTOQUE DE RIQUEZA E A POUPANÇA DO SETOR PRIVADO NO BRASIL 1970/95 * Luclene Morand ** Ro de Janero, julho de 1998 * A esmação do esoque de rqueza nerna, angível

Leia mais

EFEITOS DA MIGRAÇÃO PARA OS NÍVEIS DE GOVERNANÇA DA BOVESPA

EFEITOS DA MIGRAÇÃO PARA OS NÍVEIS DE GOVERNANÇA DA BOVESPA EFEITOS DA MIGRAÇÃO PARA OS NÍVEIS DE GOVERNANÇA DA BOVESPA TRABALHO PREPARADO PARA A BOVESPA Anono Gledson de Carvalho (esa versão: Janero/23) RESUMO Muo em-se ressalado sobre a mporânca de uma boa governança

Leia mais

Avaliação Inter/Intra-regional de absorção e difusão tecnológica no Brasil: Uma abordagem não-paramétrica. AUTORES.

Avaliação Inter/Intra-regional de absorção e difusão tecnológica no Brasil: Uma abordagem não-paramétrica. AUTORES. Avalação Iner/Inra-regonal de absorção e dfusão ecnológca no Brasl: Uma abordagem não-paramérca. Palavras chave: Efcênca écnca Produvdade oal Varação ecnológca AUTORES Emerson Marnho ouor em Economa pela

Leia mais

MARKOV SWITCHING CAPM: UMA ANÁLISE DA SENSIBILIDADE DO RETORNO DAS EMPRESAS GAÚCHAS EM RELAÇÃO AO MERCADO EM DIFERENTES AMBIENTES DE RISCO

MARKOV SWITCHING CAPM: UMA ANÁLISE DA SENSIBILIDADE DO RETORNO DAS EMPRESAS GAÚCHAS EM RELAÇÃO AO MERCADO EM DIFERENTES AMBIENTES DE RISCO MARKOV SWITCHING CAPM: UMA ANÁLISE DA SENSIBILIDADE DO RETORNO DAS EMPRESAS GAÚCHAS EM RELAÇÃO AO MERCADO EM DIFERENTES AMBIENTES DE RISCO Pedro Tonon Zuanazz 1 Marcos Vnco Wnk Junor 2 Resumo Um dos prncpas

Leia mais

EVOLUÇÃO DO CRÉDITO PESSOAL E HABITACIONAL NO BRASIL: UMA ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DOS FATORES MACROECONÔMICOS NO PERÍODO PÓS-REAL RESUMO

EVOLUÇÃO DO CRÉDITO PESSOAL E HABITACIONAL NO BRASIL: UMA ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DOS FATORES MACROECONÔMICOS NO PERÍODO PÓS-REAL RESUMO 78 EVOLUÇÃO DO CRÉDITO PESSOAL E HABITACIONAL NO BRASIL: UMA ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DOS FATORES MACROECONÔMICOS NO PERÍODO PÓS-REAL Pâmela Amado Trisão¹ Kelmara Mendes Vieira² Paulo Sergio Cerea³ Reisoli

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO DO LESTE DE MINAS GERAIS - UnilesteMG

CENTRO UNIVERSITÁRIO DO LESTE DE MINAS GERAIS - UnilesteMG 1 CENTRO UNIVERSITÁRIO DO LESTE DE MINAS GERAIS - UnlesteMG Dscplna: Introdução à Intelgênca Artfcal Professor: Luz Carlos Fgueredo GUIA DE LABORATÓRIO LF. 01 Assunto: Lógca Fuzzy Objetvo: Apresentar o

Leia mais

CIRCULAR Nº 3.640, DE 4 DE MARÇO DE 2013

CIRCULAR Nº 3.640, DE 4 DE MARÇO DE 2013 CIRCULAR Nº.640, DE 4 DE MARÇO DE 20 Esabelece os procedimenos para o cálculo da parcela dos aivos ponderados pelo risco (RWA), relaiva ao cálculo do capial requerido para o risco operacional mediane abordagem

Leia mais

FILTROS ATIVOS: UMA ABORDAGEM COMPARATIVA. Héctor Arango José Policarpo G. Abreu Adalberto Candido

FILTROS ATIVOS: UMA ABORDAGEM COMPARATIVA. Héctor Arango José Policarpo G. Abreu Adalberto Candido FILTROS ATIVOS: UMA ABORDAGEM COMPARATIVA Hécor Arango José Polcaro G. Abreu Adalbero Canddo Insuo de Engenhara Elérca - EFEI Av. BPS, 1303-37500-000 - Iajubá (MG) e-mal: arango@ee.efe.rmg.br Resumo -

Leia mais

O Custo de Bem-Estar da Inflação: Cálculo Tentativo

O Custo de Bem-Estar da Inflação: Cálculo Tentativo O Cuso de Bem-Esar da Inflação: Cálculo Tenaivo com o Uso de um Modelo de Equilíbrio Geral José W. Rossi Resumo O cuso de bem-esar da inflação em sido calculado usando-se basicamene dois ipos de abordagem:

Leia mais

Esta monografia é dedicada a Letícia e aos meus pais, João e Adelangela

Esta monografia é dedicada a Letícia e aos meus pais, João e Adelangela Esa monografa é dedcada a Leíca e aos meus pas, João e Adelangela Agradecmenos Gosara de agradecer ao Prof. Vrgílo, pelo apoo e orenação dados durane ese e ouros rabalhos. Agradeço ambém a meus colegas

Leia mais

4 - ANÁLISE DE SÉRIES TEMPORAIS

4 - ANÁLISE DE SÉRIES TEMPORAIS INE 700 Aálse de Séres Temporas 4 - ANÁLISE DE SÉRIES TEMPORAIS Sére Temporal é um cojuo de observações sobre uma varável, ordeado o empo, e regsrado em períodos regulares. Podemos eumerar os segues exemplos

Leia mais

Curva de Phillips, Inflação e Desemprego. A introdução das expectativas: a curva de oferta agregada de Lucas (Lucas, 1973)

Curva de Phillips, Inflação e Desemprego. A introdução das expectativas: a curva de oferta agregada de Lucas (Lucas, 1973) Curva de Phillips, Inflação e Desemprego Lopes e Vasconcellos (2008), capíulo 7 Dornbusch, Fischer e Sarz (2008), capíulos 6 e 7 Mankiw (2007), capíulo 13 Blanchard (2004), capíulo 8 A inrodução das expecaivas:

Leia mais

Agosto / 2014 Versão 2.16

Agosto / 2014 Versão 2.16 Agoso / 4 Versão.6 Todos os dreos reservados. Nenhuma pare dessa obra pode ser reproduzda em qualquer forma ou meo, seja elerônco, mecânco, de foocópa, ec, sem permssão do Safra, deenor do dreo auoral.

Leia mais

Análise Discriminante: classificação com 2 populações

Análise Discriminante: classificação com 2 populações Análse Dscrmnane: classcação com oulações Eemlo : Proreáros de coradores de rama oram avalados seundo duas varáves: Renda U$ ; Tamanho da roredade m. Eemlo : unção dscrmnane unvarada ~ ama4 4 3 e ~ ama8.5

Leia mais

SUSTENTABILIDADE E LIMITES DE ENDIVIDAMENTO PÚBLICO: O CASO BRASILEIRO

SUSTENTABILIDADE E LIMITES DE ENDIVIDAMENTO PÚBLICO: O CASO BRASILEIRO SUSTENTABILIDADE E LIMITES DE ENDIVIDAMENTO PÚBLICO: O CASO BRASILEIRO 2 SUMÁRIO INTRODUÇÃO...3 1 TESTES DE SUSTENTABILIDADE DA DÍVIDA PÚBLICA BASEADOS NA RESTRIÇÃO ORÇAMENTÁRIA INTERTEMPORAL DO GOVERNO...5

Leia mais

Guia de Recursos e Atividades

Guia de Recursos e Atividades Guia de Recursos e Aividades girls worldwide say World Associaion of Girl Guides and Girl Scous Associaion mondiale des Guides e des Eclaireuses Asociación Mundial de las Guías Scous Unir as Forças conra

Leia mais

ANÁLISE CONDICIONADA DA DEMANDA COM CORREÇÃO DE HETEROCEDASTICIDADE

ANÁLISE CONDICIONADA DA DEMANDA COM CORREÇÃO DE HETEROCEDASTICIDADE ANÁLISE CONDICIONADA DA DEMANDA COM CORREÇÃO DE HETEROCEDASTICIDADE Angela Crsna Morera da Slva UFRJ/COPPE - Unversdade Federal do Ro de Janero, Cenro de Tecnologa, Bloco F, sala 114, Cdade Unversára Ro

Leia mais

METODOLOGIA PROJEÇÃO DE DEMANDA POR TRANSPORTE AÉREO NO BRASIL

METODOLOGIA PROJEÇÃO DE DEMANDA POR TRANSPORTE AÉREO NO BRASIL METODOLOGIA PROJEÇÃO DE DEMANDA POR TRANSPORTE AÉREO NO BRASIL 1. Inrodução O presene documeno visa apresenar dealhes da meodologia uilizada nos desenvolvimenos de previsão de demanda aeroporuária no Brasil

Leia mais

3 Teoria de imunização

3 Teoria de imunização 33 3 Teora de munzação Como fo vso, o LM é um gerencameno conuno de avos e passvos como o nuo de dmnur ou aé elmnar os rscos enfrenados pelas nsuções fnanceras. Deses rscos, o rsco de axa de uros represena

Leia mais

ACORDOS TBT E SPS E COMÉRCIO INTERNACIONAL AGRÍCOLA: RETALIAÇÃO OU COOPERAÇÃO? 1

ACORDOS TBT E SPS E COMÉRCIO INTERNACIONAL AGRÍCOLA: RETALIAÇÃO OU COOPERAÇÃO? 1 ACORDOS TBT E SPS E COMÉRCIO INTERNACIONAL AGRÍCOLA: RETALIAÇÃO OU COOPERAÇÃO? fernanda.almeida@ufv.br APRESENTACAO ORAL-Comércio Inernacional FERNANDA MARIA DE ALMEIDA; WILSON DA CRUZ VIEIRA; ORLANDO

Leia mais

A estrutura a termo de taxas de juros no Brasil: modelos, estimação, interpolação, extrapolação e testes

A estrutura a termo de taxas de juros no Brasil: modelos, estimação, interpolação, extrapolação e testes A esruura a ermo de axas de juros no Brasl: modelos, esmação, nerpolação, exrapolação e eses Sergo Lus Frankln Jr. Thago Baraa Duare César da Rocha Neves + Eduardo Fraga L. de Melo ++ M.Sc., SUSEP/CGSOA

Leia mais

Boom nas vendas de autoveículos via crédito farto, preços baixos e confiança em alta: o caso de um ciclo?

Boom nas vendas de autoveículos via crédito farto, preços baixos e confiança em alta: o caso de um ciclo? Boom nas vendas de auoveículos via crédio faro, preços baixos e confiança em ala: o caso de um ciclo? Fábio Auguso Reis Gomes * Fabio Maciel Ramos ** RESUMO - A proposa dese rabalho é conribuir para o

Leia mais

FEEC - UNICAMP. O Sistema Interligado Nacional: Políticas de Operação e suas Consequências

FEEC - UNICAMP. O Sistema Interligado Nacional: Políticas de Operação e suas Consequências FEEC - UNICAMP Campnas, mao de 28 O Ssema Inerlgado Naconal: Polícas de Operação e suas Consequêncas Secundno Soares Flho APRESENTAÇÃO 2 Ssema Elérco Braslero Geração Hdrelérca Geração Termelérca Dsponbldade

Leia mais

Ricardo Ratner Rochman FGV-EAESP. William Eid Junior FGV-EAESP

Ricardo Ratner Rochman FGV-EAESP. William Eid Junior FGV-EAESP INSIDERS CONSEGUEM RETORNOS ANORMAIS?: ESTUDOS DE EVENTOS SOBRE AS OPERAÇÕES DE INSIDERS DAS EMPRESAS DE GOVERNANÇA CORPORATIVA DIFERENCIADA DA BOVESPA Rcardo Raner Rochman FGV-EAESP Wllam Ed Junor FGV-EAESP

Leia mais

Análise de Eficiência Energética em Sistemas Industriais de Ventilação

Análise de Eficiência Energética em Sistemas Industriais de Ventilação Aálse de Efcêca Eergéca em Ssemas Idusras de elação Kleber Davd Belovsk, Déco Bspo, Aôo Carlos Delaba, Sérgo Ferrera de aula Slva Faculdade de Egehara Elérca da Uversdade Federal de Uberlâda UFU, Aveda

Leia mais

Revisão dos Modelos de Projeção de Pequeno Porte 2015

Revisão dos Modelos de Projeção de Pequeno Porte 2015 Revsão dos Modelos de Projeção de Pequeno Pore 05 Os modelos de projeção consuem mporane nsumo para auxlar o processo de omada de decsão do omê de Políca Moneára (opom). Especfcamene denre os modelos de

Leia mais

HIPÓTESE DE CONVERGÊNCIA: UMA ANÁLISE PARA A AMÉRICA LATINA E O LESTE ASIÁTICO ENTRE 1960 E 2000

HIPÓTESE DE CONVERGÊNCIA: UMA ANÁLISE PARA A AMÉRICA LATINA E O LESTE ASIÁTICO ENTRE 1960 E 2000 HIPÓTESE DE CONVERGÊNCIA: UMA ANÁLISE PARA A AMÉRICA LATINA E O LESTE ASIÁTICO ENTRE 1960 E 2000 Geovana Lorena Berussi (UnB) Lízia de Figueiredo (UFMG) Julho 2010 RESUMO Nesse arigo, invesigamos qual

Leia mais

7. FILTROS PASSIVOS E ATIVOS

7. FILTROS PASSIVOS E ATIVOS 7. FILTROS PASSIVOS E ATIVOS São esudadas nese capíulo esruuras de crcuos capazes de mgar o problema de dsorção de correnes e/ou ensões em ssemas elércos. Inca-se com os flros passvos, verfcando alguns

Leia mais