UFRRJ INSTITUTO DE ZOOTECNIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ZOOTECNIA

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1 UFRRJ INSTITUTO DE ZOOTECNIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ZOOTECNIA DISSERTAÇÃO Desempenho de Bovinos Submetidos à Suplementação Protéico-Energética em Diferentes Meses da Estação Seca Daniele de Latorre Pereira 2006

2 UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO INSTITUTO DE ZOOTECNIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ZOOTECNIA DESEMPENHO DE BOVINOS SUBMETIDOS À SUPLEMENTAÇÃO PROTÉICO-ENERGÉTICA EM DIFERENTES MESES DA ESTAÇÃO SECA DANIELE DE LATORRE PEREIRA Sob a Orientação do Professor Pedro Antônio Muniz Malafaia e Co-orientação dos Professores Victor Cruz Rodrigues José Paulo de Oliveira Dissertação submetida como requisito parcial para obtenção do grau de Mestre em Ciências, no Programa de Pós-Graduação em Zootecnia, Área de Concentração em Produção Animal. Seropédica, RJ Setembro de 2006

3 UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO INSTITUTO DE ZOOTECNIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ZOOTECNIA DANIELE DE LATORRE PEREIRA Dissertação submetida como requisito para obtenção do grau de Mestre em Ciências, no Programa de Pós-Graduação em Zootecnia, área de Concentração em Produção Animal. DISSERTAÇÃO APROVADA EM / /2006 Pedro Antônio Muniz Malafaia. Dr., UFRRJ (Orientador) Carlos Augusto Brandão de Carvalho. Dr., APTA Mirton José Frota Morenz. Dr., UFRRJ

4 DEDICATÓRIA Ao meus pais, pelo o esforço e dedicação a mim durante toda minha vida. etapa. Aos meus padrinhos, por terem acreditado em mim e me ajudarem a passar por esta Ao meu marido Jonas, por estar sempre ao meu lado.

5 AGRADECIMENTOS A Deus, pela força que depositou em mim para ultrapassar todos os obstáculos e finalizar mais essa etapa da minha vida. A todos os meus familiares que me incentivaram e me ajudaram a concluir esse trabalho. Ao meu Orientador Prof. Pedro Malafaia, pela oportunidade, confiança, compreensão e paciência. Ao Sr. Deusdeth Guimarães, por ter cedido a sua fazenda e ter depositado confiança. Sem essa colaboração o experimento não teria sido realizado. Ao meu marido Jonas Kluppel Figueira Rodrigues pelo o incentivo e ajuda incansável para a realização deste experimento. A todos os amigos que estavam sempre presentes de forma direta ou indireta, colaborando de alguma forma para a concretização deste trabalho.

6 RESUMO PEREIRA, Daniele de Latorre. Desempenho de bovinos submetidos à suplementação protéico-energética em diferentes meses da estação seca p. Dissertação (Mestrado em Zootecnia). Instituto de Zootecnia, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ, Este estudo foi desenvolvido na Fazenda Nova Boa Vista, no município de Cantagalo, Estado do Rio de Janeiro, tendo início em 21/05/2005 e término em 29/10/2005, com duração de 160 dias. Foram utilizados 99 novilhos holandês-zebu, com peso vivo inicial de 311 ± 42kg, distribuídos em três lotes contendo 33 animais cada e colocados em pastagem de Brachiaria brizantha cv. Marandu. O lote A começou a receber a suplementação protéico-energética em 21/05/05, o lote B no dia 25/06/05 e o lote C no dia 23/07/05; quando os amimais dos lotes B e C eram iniciados na suplementação, estes eram mantidos no mesmo piquete dos animais do lote A. O consumo médio diário de suplemento foi de 0,060 kg/animal, o ganho médio de peso foi de 0,307; 0,271 e 0,261 kg/animal/dia e o ganho de peso acumulado foi de 49,1; 43,3 e 41,8 quilos para os lotes A, B e C, respectivamente. Os animais do lote A tiveram um maior ganho de peso em relação aos outros dois lotes mas não foi verificado diferença significativa (P<0,05) entre o lote que foi suplementado por um maior período em relação aos outros lotes que receberam suplemento por menos tempo. Assim portanto, pode-se começar a suplementação protéico-energética em junho e/ou julho, ao invés de maio, conforme comumente se preconiza nesta região. Palavras chaves: Consumo de pasto. Ganho de peso. Suplementação protéico-energética.

7 ABSTRACT PEREIRA, Daniele de Latorre. Daily weight gain of cattle fed proteic-energetic supplement in different months of the dry season p. Dissertation (Master Science in Animal Science). Instituto de Zootecnia, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, RJ, This study was carried out at the Nova Boa Vista farm, Cantagalo, Rio de Janeiro State, Brazil. Three groups of 33 crossbred (Holstein x Zebu) weighing 311±42 kg were submitted to a proteic-energetic supplementation, during different months of the dry season. The group A received the proteic-energetic supplementation throughout the dry season (21/5/05 29/10/05), the group B started in the proteic-energetic supplementation on 25/6/05 up to 29/10/05 and the group C received the proteic-energetic supplementation from 23/7/05 up to 29/10/05. During all experimental period, the animals were maintained for grazing on the Braquiaria decumbens paddocks. Among the groups, the daily intake of the proteicenergetic supplement was 0,06 kg.animal -1 and the daily weight gain of the supplemented animals did not differ statistically and were de 0,307; 0,271 and 0,261 kg/animal, respectively for the groups A, B and C. It cam be concluded that proteic-energetic supplementation can be started in june/july whereas in may as currently pointed out in this in this region Key words: Beef catle. Supplementation. Tropical pasture.

8 LISTA DE TABELAS Tabela 1. Temperaturas máximas e mínimas, umidade relativa do ar (URA) e precipitação pluviométrica... 8 Tabela 2. Composição do suplemento, com base na matéria natural... 9 Tabela 3. Ganho médio diário de peso por cada período de pesagem Tabela 4. Peso médio dos três grupos experimentais Tabela 5. Consumo médio diário de suplemento protéico-energético em cada período experimental Tabela 6. Massa de forragem acima da altura do resíduo de pastejo nas áreas experimentais Tabela 7. Composição bromatológica da forragem e do suplemento protéicoenergético Tabela 8. Detalhamento das despesas e receitas obtidas com a suplementação protéico-energética... 15

9 LISTA DE FIGURAS Figura 1. Ganho de peso dos lotes experimentais... 12

10 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO REVISÃO DE LITERATURA Utilização de Pastagens para Produção de Carne Bovina Suplementação na Época Seca Suplementação Energética Disponibilidade de Forragem Utilização de Uréia e do NaCl nos Suplementos Suplementação nas Fases de Produção Aspectos Econômicos da Suplementação Protéico-energética MATERIAL E MÉTODOS Área Experimental e Dados Climatológicos Animais, Tratamentos Experimentais e Manejo Geral Análises Estatísticas RESULTADOS E DISCUSSÃO Desempenho dos Animais Consumo do Suplemento Protéico-energético Valor nutritivo da Forragem e do Suplemento Aspectos Econômicos da Suplementação Protéico-energética CONCLUSÕES REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS... 17

11 1 INTRODUÇÃO O Brasil, por estar localizado na região tropical, possui grande potencial para produção forrageira, sendo essa considerada a fonte de alimento mais econômica para a alimentação dos bovinos. No ambiente tropical, durante a primavera e o verão, as pastagens são caracterizadas por terem maior disponibilidade e qualidade; já no outono e no inverno, elas têm sua taxa de crescimento reduzida e associada geralmente à uma menor qualidade nutricional. A sazonalidade na produção e na qualidade é conseqüência da estação seca, da estação chuvosa e do manejo das pastagens, propiciando ganho de peso na época das águas e perda de peso na seca. Para corrigir as carências quantitativas e qualitativas das pastagens durante a época seca, faz-se necessária alguma forma de suplementação protéico-energética. Com a crescente demanda de carne bovina, há um incentivo maior para a adoção de estratégias atualizadas de nutrição que resultem em menor idade ao abate, custos de manutenção mais baixos, menor área de pastagem e uma circulação mais rápida do capital investido na pecuária, com conseqüente aumento do lucro do empreendimento. As pastagens, durante o período seco, na maioria das vezes, possuem menos de 6 % de proteína bruta (PB) na matéria seca, o que resulta em uma deficiência de proteína degradável no rúmen (PDR) para atender o crescimento microbiano e a atividade fermentativa (VAN SOEST, 1994). Dessa forma, para amenizar os efeitos das restrições quantitativa e qualitativa das pastagens no período seco, faz-se a necessária a utilização de diferentes estratégias de suplementação protéico-energética (MALAFAIA et al., 2003). Segundo KABEYA et al., (2002), um grande desafio é predizer com eficiência o impacto que a suplementação terá no desempenho animal. Uma estratégia de suplementação adequada seria aquela destinada a maximizar o consumo e a digestibilidade da forragem disponível e propiciar ganhos de peso durante a estação seca do ano. Consultando a literatura sobre a suplementação protéico-energética no Brasil, constata-se que não existem informações referentes à época ideal para iniciar esta estratégia nutricional. O que se faz, na maioria das vezes, é fornecer o suplemento ao longo de todo o período seco do ano; isto é, geralmente, do início de maio até meados de outubro. Objetivou-se com este trabalho determinar o melhor mês para o início da suplementação protéico-energética, de bovinos de corte, durante a seca, na região de Cantagalo, situada no noroeste do Estado do Rio de Janeiro. 1

12 2 REVISÃO DE LITERATURA 2.1 Utilização de Pastagens para Produção de Carne Bovina Um dos principais componentes dos sistemas de produção de bovinos é a alimentação; em especial, as pastagens. A disponibilidade e a qualidade das forrageiras são influenciadas pela espécie e suas cultivares, pelas propriedades físicas e químicas do solo, pelas condições climáticas, pela idade fisiológica e pelo manejo que a forrageira é submetida (EUCLIDES, 2001). O que se busca em uma forrageira é a capacidade de atender, pelo maior período possível, às exigências nutricionais dos animais. No entanto, se por um lado as forragens variam em qualidade, por outro lado, os requerimentos nutricionais dos animais também não são constantes durante sua vida, ou mesmo no decorrer do ano. Estes variam em função de diversos fatores, como idade, estado fisiológico, sexo, grupo genético, peso e escore corporal (EUCLIDES, 2001). Qualquer decréscimo no consumo voluntário tem efeito negativo significativo sobre a eficiência de produção e o entendimento dos fatores que restringem o consumo de forragem pode ser de grande importância como elemento auxiliar no estabelecimento de manejos que permitam superar essas limitações e melhorar a utilização das pastagens (EUCLIDES, 2001). A utilização do pastejo diferido tem sido sugerido como alternativa para corrigir a defasagem de produção de forragem durante o ano. O pastejo diferido é um manejo estratégico de pastagens que consiste, basicamente, em selecionar determinadas áreas e vedálas à entrada de animais no final da estação de crescimento. Desta forma, é possível promover um acúmulo de forragem na forma de feno-em-pé para pastejo direto durante o período crítico de disponibilidade de alimentos. Além de constituir uma reserva de forragem, as plantas têm condições para florescer e produzir sementes, contribuindo para a regeneração e sustentabilidade da pastagem (PAULINO, 1999). A qualidade da forragem envolve o consumo, a concentração de nutrientes e a natureza dos produtos finais da digestão, associados à sua eficiência de utilização (PAULINO et al., 2001). A tentativa de equilibrar os nutrientes oferecidos contribui para manutenção de um padrão de fermentação uniforme, parâmetros ruminais (amônia e ph) constantes, objetivando maior eficiência microbiana, maior disponibilidade de substratos energéticos (ácidos graxos voláteis) e proteína microbiana (PAULINO et al., 2001). O teor de proteína bruta (PB) do pasto é um dos fatores que mais limitam o crescimento microbiano ruminal nos animais mantidos em pastagens tropicais e, segundo MILFORD e MINSON (1966), citados por MALAFAIA et al. (2003), sempre que o teor de PB for inferior a 60 ou 70 g /kg de matéria seca (MS), a ingestão e digestão da forragem será reduzida pela deficiência de nitrogênio (N). O fornecimento de uma fonte de N para os animais que estão consumindo forragens de baixa qualidade favorece o crescimento de bactérias fibrolíticas e, conseqüentemente, aumenta a taxa de digestão e a síntese de proteína microbiana, permitindo incrementar o consumo voluntário da forragem (MALAFAIA et al., 2003). De acordo com RUSSEL et al., (1992), se fornecido uma fonte de proteína degradável no rúmen (PDR) ou uma fonte de nitrogênio não protéico (NNP) que atenda às necessidades das bactérias fibrolíticas nas situações onde há limitação de N, a atividade dessa população 2

13 aumenta significativamente, pois essa microbiota requer, como principal fonte de nitrogênio, o íon amônio (N-NH 3 ) liberado a partir da degradação ruminal da PDR e do NNP. A proteína microbiana sintetizada no rúmen varia de acordo com a energia disponível para os microrganismos e pelos compostos nitrogenados degradados no rúmen. Segundo (MALAFAIA et al., 2003) a proteína microbiana sintetizada no rúmen pode permitir ganhos de 200 a 600 g/d em animais jovens e, fontes de proteínas não degradada no rúmen (PNDR) são requeridas para a obtenção d ganhos superiores a 600 g/d. 2.2 Suplementação na Época da Seca O atendimento das exigências nutricionais dos animais surgem das relações entre o consumo, fermentação, digestão, absorção e utilização de nutrientes pelos tecidos. Os bovinos criados em pastagens tropicais podem experimentar deficiências múltiplas de nutrientes, especialmente durante a estação seca. A suplementação para bovinos em pastejo constitui o ato de fornecer uma fonte de nutrientes, com reflexos em mudanças no consumo de forragens, disponibilidade de nutrientes e energia para o desempenho animal (PAULINO et al. 2003). Em muitos sistemas de produção, nutrientes suplementares são necessários para obter desempenhos aceitáveis a partir de animais criados em regime de pastagens (PAULINO et al., 2001). A suplementação protéico-energética é uma estratégia que visa a complementação das exigências nutricionais dos animais perante a qualidade e quantidade de forragem oferecida garantindo um melhor desempenho dos animais no período seco do ano. A grande variação das respostas à suplementação, provavelmente, é atribuída à natureza dos suplementos (energéticos ou protéicos), à participação dos ingredientes na mistura e a interação de múltiplas condições das pastagens, seja em relação a qualidade desta ou a quantidade (FRANCO et al., 2004). Assim, o objetivo na formulação de suplementos para dietas à base de forragem é, tipicamente, estipular a energia, proteína e minerais suplementares necessários para satisfazer uma determinada produção animal (PAULINO et al., 2001). Quando o objetivo da suplementação é um ganho de peso de aproximadamente 250 g/dia, há necessidade de se incluir energia e proteína na mistura mineral. Nesse caso, a mistura deve complementar os macro e microelementos das forrageiras e suplementar proteína e energia. Geralmente são constituídas de cloreto de sódio (controlador da ingestão), mistura mineral, uréia, uma fonte de proteína verdadeira e uma fonte de carboidrato solúvel (EUCLIDES, 2001). No estudo realizado por BISSCHOFF et al. (1967), foi avaliado o desempenho de 64 novilhos Nelore com média de 290 kg, no período de junho a outubro, mantidos em pastagem de Panicum maximum. Neste, o grupo controle apenas recebeu mistura mineral e o outros dois grupos receberam 0,5 kg/d de suplementos com 38,5% PB e 14,6% PB. Os ganhos médios diários foram 0,058 kg; 0,116 kg e 0,174 kg para os grupos controle, suplementado com 38,5% PB e suplementado com 14,6% PB, respectivamente. Esse estudo evidenciou que os animais, na maioria das vezes, podem perder peso na época seca quando não receberem suplementação protéico-energética. 3

14 2.3 Suplementação Energética Outro aspecto é a utilização das fontes energéticas no suplemento, pois quando a disponibilidade de energia da pastagem não for suficiente para às exigências dos animais, apenas a suplementação protéica pode não ser adequada para auxiliar no balanço energético a partir do seu efeito benéfico sobre o consumo e a digestibilidade da forragem. No caso das gramíneas tropicais, a produção da proteína microbiana é limitada também pelo suprimento de substratos prontamente fermentenscíveis; então, quando a disponibilidade de forragem for limitada, a suplementação energética tende a ser benéfica. Há uma grande variação do tipo de carboidratos presentes nos alimentos e em suas propriedades físicas, as quais podem afetar sua disponibilidade para fermentação microbiana. A eficiência na utilização do N-amoniacal é maior quando os carboidratos e proteínas presentes nos suplementos são fermentados de forma sincronizada, ou seja, à uma taxa de degradação equivalente (ZEOULA et al., 1997). Sendo assim, de acordo com MALAFAIA et al. (2003), o consumo de energia e nitrogênio deve ser adequado para otimizar a fermentação ruminal e a produção de proteína microbiana. Um excessivo consumo de proteína, sem adequação energética, pode proporcionar significativa perda de nitrogênio pela urina (RUSSEL et al., 1992). Em situações em que a PB é limitante, a utilização apenas de suplemento energético, pode agravar a deficiência de PB e resultar na redução de consumo e da digestibilidade do pasto. Contudo quando a quantidade de suplemento energético consumido for inferior a 2 g/kg de peso vivo (PV) o consumo de forragem não é afetado (MALAFAIA et al., 2003). 2.4 Disponibilidade de Forragem Durante o período seco, o uso do suplemento deve ser acompanhado de uma adequada oferta de volumoso, pois quando há maior disponibilidade de forragem, proporciona-se um maior ganho de peso para uma mesma quantidade e qualidade de suplemento consumido pelos animais (EUCLIDES et al., 2001). Isto demonstra a importância do manejo das pastagens sobre o desempenho de animais, pois a base da alimentação do rebanho brasileiro é o pasto, sendo, portanto, necessário o uso do diferimento ou vedação da pastagem para garantir a oferta de forragem. Segundo COSTA (2003), o diferimento do pasto para ser usado na época da seca constitui-se em uma alternativa na qual é possível obter melhor distribuição de alimento durante o ano. O diferimento constitui uma poupança de forragem, cujo uso deve ser melhorado com a utilização de uma estratégia de suplementação adequada aos animais. Para conciliar maior produção com melhor qualidade, recomenda-se a vedação escalonada das pastagens da seguinte forma: 40% da área de pastagens destinadas a produção de feno em pé é vedada no início de fevereiro para consumo de maio a fins de julho e os 60% restantes, são vedados no início de março para utilização de agosto a meados de outubro (EUCLIDES, 2001). A massa de forragem é fundamental e deverá estar entre 2500 a 3000 kg de MS/ha ou, no mínimo, 30g de MS/kg de peso vivo e o consumo de suplemento deve sempre estimular o consumo da forragem seca e evitar possível efeito substitutivo (MALAFAIA et al., 2003). 4

15 Assim, se o animal deixar de consumir forragem por causa do suplemento, estará ocorrendo a substituição, e o suplemento não estará estimulando o consumo de forragem. Com base na literatura existente, na maioria das vezes, não consegue-se explicar se os melhores ou piores desempenhos são devido ao consumo do suplemento ou ao aumento na ingestão e digestibilidade da forragem. Contudo, deve-se considerar que em sistemas de pastejo, cabe ao pasto suprir a maior parte dos nutrientes necessários para satisfazer as exigências nutricionais dos animais. 2.5 Utilização de Uréia e do NaCl nos Suplementos A uréia é amplamente utilizada nos suplementos como uma fonte de nitrogênio degradado no rúmen, tendo como principal objetivo o fornecimento de N-NH 3 aos microrganismos fibrolíticos para melhorar o aproveitamento das pastagens de baixa qualidade. Sua utilização chama atenção também pelo baixo custo unitário do N, alta concentração de nitrogênio e elevada disponibilidade mercadológica. Além dessas vantagens, ela pode ser utilizada como reguladora de consumo do suplemento pois tem baixa palatabilidade. LOPES et al., (2002) utilizaram 208 bezerros com 15 meses e obtiveram ganhos de peso médio diário de 358, 349 e 300 g para os animais recebendo suplementos contendo 10, 12,5 e 15 % de uréia, respectivamente. Neste estudo o suplemento contendo 15% de uréia (100% de substituição da proteína verdadeira) teve melhor custo/benefício. Na formulação dos suplementos, quando se utiliza fontes protéicas e energéticas de alta palatabilidade, a utilização do cloreto de sódio (NaCl) como controlador do consumo do suplemento pelo animal se faz necessária. Assim, segundo COSTA (2003), as formulações de suplementos fornecidas em sistemas de auto-alimentação, permitem o controle do consumo pelo próprio animal, nos níveis estabelecidos, bem como facilita o manejo e racionaliza a utilização da mão-de-obra na distribuição de suplementos na pastagem, a qual pode ser executada obedecendo-se a uma periodicidade semanal, ou mesmo quinzenal. Além disso, evita que o animal crie dependência pelo suplemento e apresenta aspectos positivos sob o ponto de vista nutricional, tais como sincronização da liberação de energia-amônia e equilíbrio do ph. Portanto, recorre-se ao uso de controladores de consumo tais como o sal (NaCl) e a uréia. A utilização do sal como controlador de consumo não é uma idéia nova, sendo inicialmente relatada por BISSCHOFF et al., (1967), onde utilizaram níveis crescentes de sal no suplemento como controlador de consumo. Este estudo demonstrou que o sal não foi muito eficiente como controlador de consumo quando se tem pastagens de baixa qualidade; esses autores afirmaram que o sal pode ser usado eficientemente para controlar o consumo nas pastagens de média a alta qualidade. Geralmente utiliza-se de 150 até 350g de NaCl/kg de suplemento; nessas situações, há necessidade de uma excelente disponibilidade de água, devido aos elevados níveis de sal ofertado aos animais (MALAFAIA et al., 2003). Deve-se estar periodicamente ajustando o consumo diário, pois os animais têm a capacidade de adaptação à quantidade de sal utilizado no suplemento, consumindo mais do que se deseja. Outro aspecto importante, segundo MALAFAIA et al., (2003), é a forma correta da mistura da uréia com os outros ingredientes protéico-energéticos, onde, para evitar a 5

16 intoxicação pelo consumo da uréia, pode-se ajustar o seu consumo para 0,1 a 0,2 g /kg de peso vivo (na fase de adaptação ) e para 0,3 a 0,4 g /kg de peso vivo (na fase de pós adaptação ). 2.6 Suplementação nas Fases de Produção A suplementação protéico-energética de bovinos em pastejo é uma das principais ferramentas para intensificação dos sistemas primários regionais. Esta suplementação permite corrigir dietas desequilibradas, aumentar a eficiência de conversão das pastagens, melhorar o ganho de peso dos animais e encurtar os ciclos reprodutivos, de crescimento e engorda dos bovinos. A produtividade animal reflete a combinação de fatores genéticos, ambientais (edafoclimáticos), técnicos, econômicos e sociais. O genótipo ideal é o que se adapta ao sistema de produção e produz o que o mercado está valorizando. A nutrição é sem dúvida uma ferramenta de manejo que mais altera a idade do animal ao abate ou à primeira cria. Em outras palavras, a precocidade ou a taxa com que o animal se aproxima do seu peso adulto e/ou de abate é muito sensível às alterações do ambiente nutricional (PAULINO et al., 2003). Dentro de um sistema de produção de bovinos deve-se estabelecer como metas: a idade ao primeiro parto para as fêmeas e a idade ao abate para os machos, a taxa de reposição, a taxa de fertilidade das matrizes e o peso ao desmame. Analisando estas variáveis zootécnicas, monitorando o valor nutricional do pasto e traçando objetivos dentro do sistema de produção, devemos definir o tipo e a época oportuna para fornecer a suplementação com o objetivo de corrigir parcial ou, inteiramente a deficiência nutricional observada no pasto. De acordo com COSTA (2003), o aporte de nutrientes, via suplementação, durante a recria e recuperação de escore corporal de matrizes e touros, pode visar, desde a simples mantença de peso, passando por ganhos moderados de cerca de 200 a 300 g por animal/dia e até ganhar 500 a 600 g por animal/dia. Já na fase de terminação, os suplementos devem proporcionar ganhos diários de cerca de 700 g para novilhas e acima de 800 g para machos em engorda. A Embrapa Gado de Corte recomenda, na época da seca, para vacas de cria um suplemento que contenha acima de 30% de proteína bruta, minerais, podendo usar NNP (uréia) até 40% da necessidade de proteína degradável no rúmen, com fornecimento de 0,1% a 0,3% do peso vivo por animal/dia. Para animais em recria o suplemento deve conter acima de 25% de proteína bruta, minerais, podendo usar uréia até 30% das exigências em proteína degradável no rúmen, com fornecimento de 0,1% a 0,5% do peso vivo por animal/dia. Para animais de engorda (semi-confinamento), o suplemento pode ter 18% a 25% de PB e alto valor energético (acima de 75% de NDT), com fornecimento de 0,7% a 1,7% do peso vivo por animal/dia. Outros aspectos importantes na suplementação são o tamanho do cocho, que deve ter no mínimo de 10 a 15 cm por cabeça animal, e a qualidade da água. 2.7 Aspectos Econômicos da Suplementação Protéico-energética Uma estratégia de suplementação recomendável, do ponto de vista econômico, é aquela que maximiza o consumo, melhora a digestão da forragem e não supre nutrientes além dos requerimentos dos animais. 6

17 Com relação aos custos, nota-se que poucos são os trabalhos que incluem análise econômica dos resultados e, mesmo nestes casos, são análises parciais e sem o enfoque sistêmico. Dada a relevância do tema, há a necessidade de se desenvolverem estudos para avaliação da eficiência bio-econômica da suplementação protéico-energética do pasto. Sob esta ótica, podem existir exigências específicas com respeito ao tipo de animal, à idade e ao peso, podendo, em contrapartida, haver preços diferenciados para as carcaças que atenderem às demandas específicas (EUCLIDES, 2002). Outro aspecto pouco abordado, de acordo com MALAFAIA et al., (2003), é que o ganho de peso de animais recebendo suplementos protéico-energéticos sempre atenderá à lei de Mitscherlich; isto é, ganhos decrescentes à medida que se aumenta o consumo de suplemento. Em um estudo onde bezerras mestiças leiteiras receberam aproximadamente 600 g/dia (0,4% do peso vivo) de suplementos contendo farelo de soja ou farinha de peixe, o ganho médio diário de peso dos animais não suplementados (lote controle) foi de 464 g/d, enquanto que os suplementados ganharam, respectivamente, 546 e 578 g/dia (TEIXEIRA et al., 2005). Neste estudo, onde as bezerras foram manejadas em pastagem rotacionada de capim Tanzânia por 105 dias do período chuvoso, o acréscimo no ganho de peso dos grupos suplementados (82 a 114 g/dia) não foi economicamente justificável quando foram descontados os gastos com o suplemento protéico-energético ingerido. O uso da suplementação do pasto está em franca expansão devido, principalmente, ao trabalho de propaganda promovido pelas empresas produtoras de suplementos. Porém, o uso indiscriminado dessa prática pode não promover resultados econômicos adequados. Por exemplo, a suplementação durante o período das águas pode promover o efeito de substituição do pasto pelo suplemento, o que não é desejável. Outro aspecto importante neste contexto é o fato da suplementação protéico-energética ser recomendada sem estar fundamentada em resultados regionais. É necessário ressaltar que esses fatores podem contribuir de forma negativa e resultar em redução do uso desta alternativa tecnológica que, além de promissora, é fundamental para a melhoria da competitividade da pecuária de corte brasileira (EUCLIDES, 2002). Por isso, é importante sempre avaliar todo o sistema de produção, como, por exemplo, a pastagem que existe na propriedade, o potencial genético dos animais, os preços dos insumos na região, as condições climáticas que mais acometem na região durante as estações do ano, o mercado da venda de animais, para que não se corra riscos na implantação dessa estratégica nutricional. 7

18 3 MATERIAL E MÉTODOS 3.1 Área Experimental e Dados Climatológicos O trabalho foi realizado na Fazenda Nova Boa Vista, no município de Cantagalo, situado na região noroeste do Estado do Rio de Janeiro. Essa região é caracterizada por uma estação quente e úmida com duração de 6 a 7 meses, geralmente de outubro a abril, seguida de 5 a 6 meses de tempo frio e seco, de maio a setembro. A fazenda está situada a 21º 49 52,3 de latitude sul e 42º 15 14,6 de longitude oeste, à uma altitude média de 168 m. O clima da região é classificado como AW (tropical úmido de savana, com inverno seco e verão chuvoso), segundo a classificação de Köppen. As condições climáticas obtidas durante o período experimental foram coletadas em uma estação climatológica localizada a 35 km do local do experimento na cidade de Cordeiro RJ e são mostradas na Tabela 1. Tabela 1. Temperaturas máximas e mínimas, umidade relativa do ar (URA) e precipitação pluviométrica, no período de maio a outubro de 2005 Temperatura (ºC) URA Precipitação Pluviométrica Mês Máxima Mínima (%) (mm) Maio 26,4 15, ,5 Junho 25,1 14, ,0 Julho 23,4 13, ,4 Agosto 26,3 14, ,6 Setembro 25,1 16, ,6 Outubro 29,9 18, ,2 Fonte: Estação Climatológica de Cordeiro RJ 3.2 Animais, Tratamentos Experimentais e Manejo Geral Foram utilizados 99 novilhos Holandês-Zebu, distribuídos aleatoriamente, utilizando o peso individual e a condição de castrado e inteiro, de modo a formarem três lotes com o máximo de uniformidade. A média de peso, após jejum total de 12 horas, foi de 311 ± 42 kg. Os animais foram sempre manejados em pastagens de Brachiaria brizantha cv. Marandú, com topografia acidentada (aproximadamente 30-45º) e composição botânica similar. Todos os animais foram tratados com ivermectina no início do experimento. O lote A recebeu suplementação protéico-energética durante 161 dias (21/05/05 29/10/05); o lote B recebeu suplementação protéico-energética decorridos 35 dias após o início da suplementação do lote A (25/06/05 29/10/05; 126 dias) e o lote C recebeu suplementação protéico-energética durante 98 dias (23/07/05 29/10/05), começando aproximadamente dois meses após o lote A ter iniciado o consumo do suplemento. Em 21 de maio de 2005 o lote A, contendo 33 animais, começou a ser suplementado com uma mistura protéico-energética cuja composição é mostrada na (Tabela 2). Os outros 8

19 dois lotes ficaram em outro pasto sem receber suplementação protéico-energética, porém recebendo sal mineral adquirido no comércio local. Tabela 2. Composição do suplemento, com base na matéria natural Ingredientes (%) Sal fino (NaCl) 25 Uréia 25 Farelo de Trigo 50 O lote B, contendo 33 animais, começou a ser suplementado no dia 25 de junho de 2005, quando foi colocado junto com o lote A. O lote C ficou apenas em regime de pasto e passou a receber o suplemento protéico-energético no dia 23 de julho de 2005, quando foi colocado junto com os outros dois lotes. Todos os grupos de animais passaram por aproximadamente 7 dias de adaptação antes de entrarem no pasto que estava sendo oferecido a suplementação protéico-energética. O suplemento protéico-energético foi sempre disposto em cochos de madeira com espaçamento aproximado de 10 cm para cada animal. Os comedouros foram mantidos sempre cheios, buscando evitar restrição no consumo do suplemento. Sempre que o abastecimento era feito, a data era anotada e a quantidade fornecida bem como as sobras eram pesadas. Dessa maneira, pôde-se estimar o consumo médio diário do suplemento protéico-energético. Os animais foram pesados individualmente em 21/05, 25/06, 23/07, 27/08, 01/10 e 29/10, sempre com jejum prévio de 12 horas. Com o ganho total de peso e o consumo médio diário de suplemento pôde-se calcular a margem bruta (MB) como sendo: MB (R$/animal) = (ganho total de peso x preço do kg do peso vivo) (consumo médio diário do suplemento protéico-energético x preço do kg do suplemento protéico-energético). Como custos, foram considerados apenas os verificados com a ingestão do suplemento, não computando as despesas com o preparo da mistura bem como sua distribuição nos cochos. A massa de forragem acima da altura do resíduo da pastagem foi estimada no início e no final do experimento, por intermédio de cortes à aproximadamente 10 cm do solo, de seis áreas delimitadas por um quadrado metálico de 1 metro de lado, sendo lançado aleatoriamente na pastagem levando em consideração o tamanho do pasto para que não fossem retiradas amostras apenas de uma área. As amostras do suplemento protéico-energético e da pastagem foram analisadas no laboratório de Nutrição Animal do Departamento de Nutrição Animal e Pastagem da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro para determinar matéria seca (MS), proteína bruta (PB), conforme os protocolos analíticos da AOAC (1990). A fibra em detergente neutro (FDN) e lignina (LIG), foram analisadas segundo VAN SOEST et al. (1991). 9

20 3.3 Análises Estatísticas O experimento foi montado sob um delineamento inteiramente casualisado e os valores dos ganhos médios diários de peso foram submetidos a análise de variância segundo o modelo Yij= m + Ti + eij, em que Yij equivale ao valor observado na j-ésima unidade experimental, que recebeu o i-ésimo tratamento; m significa a média geral; Ti equivale ao efeito de tratamento e eij significa o erro experimental, suposto normal e independentemente distribuído, com média zero e variância δ 2. Utilizou-se o teste de Tukey (α = 5%) para discriminar a existência de diferenças entre as médias dos tratamentos. 10

21 4.1 Desempenho dos Animais 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO Os animais que foram suplementados durante todo o experimento tiveram um maior ganho de peso, mais este não foi significativo (P>0,05) em relação aos outros dois lotes que receberam a suplementação protéico-energética por menos tempo (Tabela 3). Esses dados permitem concluir que a suplementação protéico-energética pode iniciar-se, também, nos meses de junho e julho, ao invés de maio, conforme comumente preconizado nesta região. Tabela 3. Peso médio (kg/animal) dos três grupos experimentais Data Pesagem Lote A (21/05 29/10) Lote B (25/06 29/10) Lote C (23/07 29/10) Início (21/06/05) 311,2 313,9 312,7 25/06/05 320,6 321,4 321,0 23/07/05 336,4 331,5 327,4 27/08/05 346,1 342,5 338,9 01/10/05 353,7 349,8 347,3 29/10/05 360,3 356,5 354,5 Ganho de peso (kg/animal) 49,1 a 43,3 a 41,8 a Médias com letras iguais não diferem entre si (P<0,05) de acordo com teste de Tukey. No período entre o início do experimento e a primeira pesagem os três lotes de animais tiveram um ganho de peso diário similar, quando foram suplementados ou não (Tabela 4). O maior ganho de peso do lote A pode ser oriundo do fato dele ter pastejado, sozinho, por 35 dias, uma pastagem onde havia maior oferta e bom valor nutricional no início da estação seca. Tabela 4. Ganho médio diário de peso em cada período de pesagem Ganho Médio Diário de Peso (kg/animal/d) Datas das pesagens Lote A Lote B Lote C 21/05 25/06/05 0,267 0,235 0,238 25/06-23/07/05 0,566 0,360 0,229 23/07 27/08/05 0,285 0,324 0,337 27/08 01/10/05 0,224 0,213 0,248 01/10 29/10/05 0,236 0,242 0,256 Média Geral 21/05 29/10/05 0,307 a 0,271 a 0,261 a Médias com letras iguais não diferem entre si (P<0,05) de acordo com teste de Tukey. 11

22 Decorrido um mês de suplementação, a diferença de ganho de peso do lote inicialmente suplementado para os outros dois lotes não suplementados foi de aproximadamente 1 kg; já no segundo mês de suplementação, (pesagem de 23/07), houve uma diferença de 6,9 kg do lote A para o lote B, e para o lote C, uma diferença de 10,4 kg. (Figura 1). A partir do momento em que os três lotes passaram a ser suplementados simultaneamente (23/7) e mantidos sempre no mesmo piquete, verificou-se que a diferença entre eles foi sendo reduzida e, ao final do experimento, o lote suplementado durante todo período seco (lote A) teve um acréscimo de ganho de peso de 49,1 kg contra 41,8 kg do lote C, uma diferença não significativa (P>0,05) de 7,3 kg (Figura 1). Ganho de peso acumulado (kg/animal) ,1 Lote A 42,5 43,3 41,8 Lote B 34,9 36,6 34,6 Lote C 29,3 25,2 26,2 18,3 14,8 9,3 8,2 8,3 25/6/ /7/ /8/2005 1/10/ /10/2005 Data das pesagens Figura 1. Ganhos de peso dos lotes experimentais 4.2 Consumo do Suplemento Protéico-energético Depois que os três lotes foram mantidos juntos, o consumo do suplemento foi, em média, 0,060 kg/animal/dia (Tabela 5), o que equivaleu a, aproximadamente, 15g de uréia/dia. A medida em que cada lote começava a receber o suplemento protéico-energético estes eram colocados no mesmo piquete do lote de animais que já haviam iniciado o consumo do suplemento; sendo assim, não foi possível estimar o consumo médio de cada lote em cada período experimental. Apenas no lote A, que foi suplementado durante todo o período experimental, foi possível estimar o consumo médio diário, durante a fase em que só este foi suplementado. O consumo de 0,035 kg/animal/dia verificado no lote A (Tabela 5), é considerado pequeno e, talvez, deveu-se a abundante oferta de pasto durante os 35 dias que o lote A foi colocado sozinho no piquete. 12

23 Tabela 5. Consumo médio diário de suplemento protéico-energético por períodos de pesagem Consumo médio diário (kg/animal) Período Lote A Lote B Lote C 21/05 25/06/05 0, /06-23/07/05 0,047 0,047-23/07 27/08/05 0,073 0,073 0,073 27/08 01/10/05 0,063 0,063 0,063 01/10 29/10/05 0,073 0,073 0,073 Média Geral 21/05 29/10/05 0,060 BISSCHOFF et al., (1967) trabalharam com 64 novilhos Nelore com peso médio de 290 kg no período de 27/06/61 à 07/10/61, utilizando suplementos protéico-energéticos contendo 3 e 5% de uréia, fornecidos na base de 0,5 kg/animal/dia, e um tratamento controle recebendo apenas sal mineral Os autores observaram um ganho de peso diário de 0,058; 0,116 e 0,172 kg, respectivamente, para o grupos controles e suplementados com 3 e 5% de uréia. Os dois lotes que receberam os suplementos protéico-energéticos tiveram um acúmulo de ganho de peso de 8,2 e 12,2 kg durante 71 dias. Comparando os dados obtidos por um período de aproximadamente 70 dias, nota-se um acúmulo no ganho de peso de 33,2 kg (42,5 9,3; Figura 3); muito superior aos ganhos de peso encontrados por BISSCHOFF et al., (1967). Outro aspecto é que, no presente estudo, o consumo de suplemento foi de 0,060 kg/animal/dia, enquanto que o consumo verificado por BISSCHOFF et al.,(1967) foi de 0,5 kg/animal/dia. Paradoxalmente, comparando-se com os dados do presente experimento, podemos notar que; naquele estudo, os animais ingeriram mais suplemento protéicoenergético e obtiveram um menor ganho de peso. LOPES et al., (2002), utilizaram 208 bezerros Nelore com 15 meses, fornecendo três suplementos protéico-energéticos durante 56 dias contendo de uréia 10, 12,5 e 15 %, com consumo médio de 0,358; 0;349 e 0,300 kg/animal/dia e com um ganho médio de peso de 0,308; 0,313 e 0,283 kg/animal/dia, respectivamente; valores próximos aos verificados no presente experimento. Entretanto, o tempo de suplementação utilizado por aquele autor foi de 56 dias, enquanto neste estudo o período de suplementação variou de 98 a 160 dias, onde o consumo de suplemento foi bem menor (Tabela 5). 4.3 Valor Nutritivo da Forragem e do Suplemento O pasto onde os animais foram suplementados e a outra área onde permaneceram antes de serem suplementados possuía uma quantidade de matéria seca acima da altura do 13

24 resíduo capaz de atender satisfatoriamente as necessidades dos animais (Tabela 6). Dessa forma, pode-se garantir que não havia restrição quantitativa da pastagem por todo período experimental. Tabela 6. Massa de forragem acima da altura do resíduo de pastejo nas áreas experimentais Área da pastagem 37 ha (Pasto dos animais suplementados) 17 ha (Pasto dos animais não suplementados) Coleta 25/05/2005 Coleta 01/10/ kg de MS/ha 3317 kg de MS/ha 4392 kg de MS/ha 2470 kg de MS/ha O teor de proteína bruta do capim que foi coletado nos dias 25/05/05 e 01/10/05 era de 2,03 e 1,79 %, respectivamente (Tabela 7). MALAFAIA et al., (2003), citaram que quando o teor de proteína bruta for inferior a 6 % na matéria seca do pasto, a ingestão da forragem é reduzida pela deficiência de nitrogênio. Assim, conforme observado na Tabela 7, o teor de proteína da forragem estava abaixo daquele necessário para uma boa digestão da fibra do pasto, justificado-se a utilização de um suplemento protéico-energético contendo uréia, com o objetivo de maximizar o consumo e a digestibilidade da forragem. Tabela 7. Composição bromatológica da forragem e do suplemento protéico-energético Nutrientes Suplemento Pastagem Pastagem (25/05/2005) (01/10/2005) MS (%) 69,5 42,2 74,1 PB (%MS) 84,2 2,03 1,79 FDN (%MS) 21,0 72,7 78,5 LIG (%MS) 1,85 8,17 10,3 4.4 Aspectos Econômicos da Suplementação Protéico-energética Apesar dos animais do lote A, que foram suplementados por todo o período seco do ano, terem propiciado uma maior margem bruta total (Tabela 8), esta não deve ser considerada a única variável na tomada de decisão sobre quando iniciar a suplementação protéico-energética dos rebanhos. Tal assertiva prende-se ao fato de que a margem bruta, neste caso, foi calculada computando-se apenas as despesas com o consumo diário do suplemento protéico-energético, deixando de fora dos cálculos os gastos para preparar e distribuir o suplemento nos comedouros. Fica claro que os custos com a mão-de-obra para o preparo e distribuição do suplemento protéico-energético para os animais do lote A, por 161 dias, serão sempre superiores aos verificados no lote C, que recebeu o suplemento por apenas 98 dias. 14

25 A margem bruta diária, obtida pela divisão da margem bruta total pela duração do período de suplementação de cada lote, foi maior para o lote C (Tabela 8). Essa informação dá suporte a idéia de que a suplementação protéico-energética pode ser iniciada mais tardiamente; isto é, em junho ou julho, ao invés de maio, conforme rotineiramente apregoado nesta região. Entretanto, para que a suplementação protéico-energética possa dar resultados satisfatórios, começando mais tardiamente, é necessário que a fazenda tenha excelente disponibilidade de pasto (Malafaia et al. 2003, 2005). Tabela 8. Detalhamento das despesas e receitas obtidas com a suplementação protéicoenergética Grupos Experimentais Variáveis Lote A Lote B Lote C Ganho de peso com a suplementação protéico-energética (kg/animal) 49,1 43,3 41,8 Dias de suplementação Consumo médio de suplemento (kg/animal/dia) 0,060 0,060 0,060 Custo do suplemento protéico-energético (R$/kg) 0,60 0,60 0,60 Despesas com a ingestão do suplemento protéico-energético (R$/animal) 5,8 4,5 3,5 Preço por kg de peso vivo (R$) 1,60 1,60 1,60 Receita Bruta (R$/animal) 78,6 69,3 66,9 Margem Bruta Total (R$/animal) 72,8 64,7 63,4 Margem Bruta Diária (R$/animal/dia de suplementação) 0,45 0,51 0,64 15

26 5 CONCLUSÕES Para a região onde foi conduzido este estudo, a suplementação protéico-energética pode ser iniciada mais tardiamente; isto é, em junho ou julho, ao invés de maio, conforme comumente preconizado nesta região. Tal decisão resultará em menores gastos e, ainda por cima, permitirá obter ganhos de peso satisfatórios nos animais. 16

27 6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ASSOCIATION OF OFFICIAL ANALYTICAL CHEMISTS. AOAC. Official methods of analysis. 15 ed. Arlington; v.i, 1117p. BISSCHOFF, W.V.A.; QUINN, L.R.; MOTT, G.O. et al. Suplementações alimentares protéico-energética de novilhos em pastejo. Pesquisa Agropecuária Brasileira, v. 2, p , COSTA, M.A.L. Suplementação de bovinos em pastejo. Disponível em: < Acesso em:. 3 e 14 nov e 18 dez EMBRAPA GADO DE CORTE. Suplementação na seca cria, recria e engorda. Disponível em: < Acesso em:. 07 mai EUCLIDES, V.P.B. Produção intensiva de carne bovina em pasto. In: II SIMPÓSIO DE PRODUÇÃO DE GADO DE CORTE, 2001, Viçosa. Anais Viçosa, p EUCLIDES, V.P.B.; EUCLIDES FILHO, K.; COSTA, F.P.; et al. Desempenho de novilhos F1 Angus-Nelore em pastagens de Brachiaria decumbens submetidos a diferentes regimes alimentares. Revista Brasileira de Zootecnia, v. 30, n. 2, p , EUCLIDES, V.P.B. Estratégias de suplementação em pasto: uma visão crítica. In: SIMPÓSIO SOBRE MANEJO ESTRATÉGICO DA PASTAGEM, 2002, Viçosa. Anais Viçosa, p FRANCO, A.V.M., FRANCO, G.L., ANDRADE, P. Parâmetros ruminais e desaparecimento da MS, PB e FDN da forragem em bovinos suplementados em pastagem na estação seca. Revista Brasileira de Zootecnia, Viçosa, v. 33,n. 5, p , KABEYA, K.S.; PAULINO, M.F.; DETMANN, E.; et al. Suplementação de novilhos mestiços em pastejo na época de transição água-seca: desempenho produtivo, características físicas de carcaça, consumo e parâmetros ruminais. Revista Brasileira de Zootecnia, Viçosa, v. 31, n. 1, jan/fev LOPES, H.O.S., TOMICH, T.R., ARAÚJO, V.L.; et al. Suplementação de bovinos na seca com misturas múltiplas contendo níveis crescentes de uréia em substituição ao farelo de soja. In: REUNIÃO ANUAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE ZOOTECNIA, 39, 2002, Recife. Anais Recife, MALAFAIA, P.; CABRAL, L.S.; VIEIRA, R.A.M.; et al. Suplementação protéico-energética para bovinos criados em pastagens: aspectos teóricos e principais resultados publicados no Brasil. Livestock Research for Rural Development, v. 15, n. 12, dez

28 MALAFAIA, P. A. M.; LIZIEIRE, R. S.; VALENTE, T. N. P.; et al. Suplementação protéicoenergética utilizados na recria de bezerras mestiças leiteiras. 5 Rio Sul Leite, Três Rios, n. 5, p , PAULINO, M.F. Estratégias de suplementação para bovinos em pastejo. In: I SIMPÓSIO DE PRODUÇÃO DE GADO DE CORTE, 1999, Viçosa. Anais Viçosa, p PAULINO, M.F., DETMANN, E., ZERVOUDAKIS, J.T. Suplementos múltiplos para recria e engorda de bovinos em pastejo. In: II SIMPÓSIO DE PRODUÇÃO DE GADO DE CORTE, 2001, Viçosa. Anais Viçosa, p PAULINO, M.F., FIGUEIREDO, D.M., MORAES, E.H.B.K., et al. Suplementação de bovinos em pastagens: uma visão sistêmica. In: IV SIMPÓSIO DE PRODUÇÃO DE GADO DE CORTE, 2003, Viçosa. Anais Viçosa, p RUSSEL, J.B.; O CONNDOR, J.B.; FOX, D.G. A net carbohydrate and protein system for evaluating cattle diets. Journal Animal Science, v. 70, p , TEIXEIRA, M.C. Utilização do farelo de soja e da farinha e peixe em associação com açúcar em suplementos para bezerras mestiças leiteiras na época das chuvas. 28 pg Dissertação de Mestrado na UFRRJ. VAN SOEST, P.J. Nutritional ecology of the ruminant. Ithaca Cornell University, p. 476, ZEOULA, L..M.; MARTINS, A.S.; SANTOS, G.T.; et al. Estudos da cinética da degradação do amido de diferentes alimentos concentrados energéticos. In: REUNIÃO ANUAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE ZOOTECNIA, 34., 1997, Juiz de Fora. Anais...Juiz de Fora, p

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