ENTREVISTA. Historien (Petrolina). ano 4. n. 9. Jul/Dez 2013

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "ENTREVISTA. Historien (Petrolina). ano 4. n. 9. Jul/Dez 2013"

Transcrição

1 549 ENTREVISTA Historien (Petrolina). ano 4. n. 9. Jul/Dez 2013

2 CONVERSANDO SOBRE ENSINO DE HISTÓRIA ENTREVISTA COM CARLOS AUGUSTO LIMA FERREIRA Rafael de Oliveira Cruz 1 As reflexões sobre a prática de Ensino e formação de professores de História têm sido pauta de inúmeros debates entre pesquisadores brasileiros. Dimensionar os papéis do professor enquanto pesquisador e mediador de conhecimento vêm sido visto com preocupação e interesse, e para discutir sobre essa realidade convidamos o Prof. Carlos Augusto Lima Ferreira para conversarmos 2 sobre a realidade atual na formação do professor de História e os desafios e as novas possibilidades na prática docente em História. O Prof. Carlos Augusto é Licenciado em História (1985) e Especialista em Metodologia e Didática do Ensino Superior (1992) pela Universidade Católica do Salvador, Mestre (1998) e Doutor (2003) em Educação pela Universidade Autônoma de Barcelona. Atualmente é Professor Adjunto da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) onde coordena o Grupo de Estudos e Pesquisa em Ensino de História GEPENH. Rafael Cruz: Gostaria de iniciar pedindo que o senhor falasse um pouco da sua formação acadêmica e por que esse interesse em trabalhar com a prática do Ensino de História. Prof. Carlos Augusto: Bom, eu sou formado em História pela Universidade Católica do Salvador e tenho Especialização em Metodologia do Ensino Superior; tenho Mestrado e Doutorado em Educação com uma discussão sobre Ensino de História e as Novas Tecnologias na Universidade Autônoma de Barcelona. Foi, porém, na Especialização que eu comecei a discutir as questões relativas ao Ensino de História e a Formação de Professores. E daí, desenvolvi um trabalho sobre Ensino de História e História Local, depois esse interesse foi cada vez mais se fortalecendo na medida em que eu fui me deslocando da disciplina que eu trabalhava, que era História da Bahia, para as disciplinas de Metodologia do Ensino de História, Estágio Supervisionado I e II, e Didática, que naquela época era 1 Mestrando em História pela Universidade Federal da Bahia. Licenciado em História pela Universidade de Pernambuco Campus Petrolina. Professor da Rede Estadual da Bahia. 2 Agradeço a Janilly Santos de Carvalho por fazer a transcrição da entrevista.

3 Rafael de Oliveira Cruz Didática especifica para o curso de Pedagogia, mas que ela se ampliava pra todas as licenciaturas. Ainda que fosse nessa perspectiva, procurava dar um recorte da Didática Geral pra pensá-la no Ensino de História e isso foi crescendo, crescendo e resolvi no Mestrado, trabalhar com o Ensino de História. Então foi isso que me fascinou e fascina até hoje, e já vai um longo tempo, trabalhando na área do Ensino de Historia. RC: Como o senhor avalia o espaço que a investigação, a pesquisa sobre o Ensino de Historia tem nos cursos de Pós-Graduação? CA: Olha, a temática nos cursos de Pós-Graduação é extremamente restrita. Para não dizer que ela é imperceptível do ponto de vista do conjunto de Pós-Graduações em História que existem no Brasil. Eu não saberia te precisar, se não me falha a memória, mas devemos ter hoje entre sessenta e quatro a setenta cursos de Pós- Graduação no Brasil, destes apenas três programas, discutem o Ensino de História, que são: na Universidade Federal da Paraíba, o primeiro que tivemos no Brasil, o da Universidade Estadual de Londrina e recentemente a UNIRIO. Eu acho que isso mostra o quanto está distante da formação do professor, o quanto está distante da discussão nos Programas de Pós-Graduação em História as questões ligadas ao Ensino de História, que, todavia, são privilegiadas nos Programas de Educação. E que não deveria ser, porque eu quero crer que o debate acerca do Ensino de História deve ser também, objeto de reflexão dentro da história e isso lamentavelmente não acontece. RC: Recentemente fala-se muito da criação de Programas de Pós-Graduação, com Mestrados Profissionais em Historia. Será que também não abre a possibilidade pra um debate sobre Ensino? CA: Eu acho que é um Programa de extrema importância e esperança para a área do Ensino de História. Eu acho que não deveria ser dessa forma, mas já que a CAPES começa a incentivar e incentivar com muita força os Mestrados Profissionais na área de Ensino e o de História foi aprovado (recentemente), inclusive com nota quatro e que é uma nota máxima para programas de mestrado. Agora, que isso não fechasse as portas nos programas dos Mestrados Acadêmicos e dos Doutorados Acadêmicos. O Programa de Mestrado Profissional em História foi aprovado em rede e é capitaneado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Agora é interessante notar que ele vai ser um Programa sobre Ensino de Historia, mas na grande maioria esmagadora dos docentes que fazem parte desse Mestrado em rede, são professores oriundos dos Programas de Historia. Com o que, acho que é mais uma prova de que essa discussão deveria estar dentro do Ensino, desculpe, dentro da História. Mas já que isso ainda não é possível, sim, eu vejo com muito bons olhos a introdução dos Mestrados Profissionais, principalmente porque ele vai ser direcionado pra os professores da rede, e neste momento, faz com que os 551

4 Entrevista Prof. Carlos Augusto Ferreira Lima (UEFS) professores da rede tenham a possibilidade de ingressar no stricto sensu, discutindo dentro da Historia as questões pertinentes ao Ensino de História. RC: O Senhor mantém lá na Universidade Estadual de Feira de Santana, um grupo de pesquisa que trabalha com ensino de história... CA: É o GEPENH que visa discutir e pesquisar o ensino de história e formação de professores... RC: O senhor pode falar um pouco sobre ele e sobre o que ele tem pesquisado? CA: Quando nós criamos esse grupo, nós tínhamos exatamente o pensamento de fazê-lo com que fosse aberto uma área de possibilidade de que essa discussão saísse da área de Educação e efetivamente fosse pra área de História. Então ele é um grupo de pesquisa ligado ao Departamento de Educação, mas ligado também à subárea do Ensino de História. Portanto, temos um grupo de estudantes e de professores de História que dialogam no grupo de pesquisa e isso foi bem vindo tanto na graduação quanto no Mestrado, tanto eu, quanto o outro colega, que somos líderes do grupo de pesquisa, o Professor José Augusto Ramos da Luz, já temos algumas pessoas interessadas em discutir o Ensino de História dentro do Programa de Pós-Graduação em História. Inclusive, eu tenho uma orientanda (Dulcinea Coutinho Barros) que discute Ensino de Historia não em Educação, mas em História. O que eu acho que é extremamente louvável. E do ponto de vista do debate sobre Ensino de História, é o primeiro trabalho que está sendo realizado no Programa de Mestrado em História da UEFS. RC: E a partir desse momento então, como é que o senhor avalia que é construída a formação do professor de Historia dentro da academia. De que forma a academia pensa a formação do professor? Ou ainda é um curso que são basicamente voltados para uma formação de pesquisa histórica? CA: Apesar de termos avançado muito na questão do Ensino de História esta ainda é uma questão subalternizada nos cursos de Formação de Professores de História. Eu acho isso um tanto quanto ruim, porque você termina dicotomizando a formação. Eu vou te dar como exemplo o meu curso: nós somos um curso de Licenciatura em História, que efetivamente descuidada formação de professores, ou seja, é um curso de Licenciatura em História, mas que tem uma cara absolutamente bacharelesca. Então, isso inclusive para o aluno é ruim porque ele potencialmente não vê possibilidade de discutir Ensino de História no contexto da formação de História, por conta de um olhar enviesado de todos nós que fazemos o curso de História. E isso não é um problema único e exclusivo do curso de história da UEFS, não. Ele é um problema generalizado. Se esse debate ainda permanece, é por conta exatamente da questão que claramente dicotomiza ensino e pesquisa.

5 Rafael de Oliveira Cruz Como se o professor fosse incapaz de ser um sujeito que pensa, que pesquisa, que vê na discussão sobre o Ensino da Historia um objeto de reflexão, um objeto, portanto, de pesquisa. Eu acho que isso é algo duro, e inclusive isso tem um legado negativo, senão vejamos: Alguns cursos de História têm feito concurso pra área de Ensino de História, solicitando Graduação, Mestrado e Doutorado em Historia, fechando, por exemplo, a porta àquele profissional que buscou a qualificação em Ensino de História nos programas de Educação, por exemplo. Eu acho que isso é um olhar enviesado para a questão, por que termina se fechando as possibilidades aos sujeitos que não conseguiram fazer a pesquisa de ensino em história nos programas de História e foram buscar isso nos programas de Pós Graduação em Educação e ficam impossibilitados de fazerem os concursos, porque nesta hora, os departamentos de história bloqueiam qualquer possibilidade... Esse ano tivemos três casos emblemáticos sobre essa questão, o que motivou uma posição muito interessante do GT de Ensino de História e Educação da ANPUH. Eu recomendaria que as pessoas acessassem o site da ANPUH Brasil para conhecer o documento RC: E também não seria o caso de a própria academia repensar, por exemplo, durante muito tempo se focou em um curso de Bacharelado e o curso de Licenciatura separado e normalmente eram os cursos de bacharelado em que o formado, o bacharel em História que prosseguia fazendo Mestrado e Doutorado, já que se acreditava que o licenciado não estava preparado para a pesquisa. E depois, esse Doutor em Historia que só fez o Bacharelado, retorna para academia como professor, para trabalhar com a formação de novos professores de História. Não seria o momento de a academia repensar também em seu corpo docente e como é que eles vão lidar com a formação de professores? CA: Sem dúvidas se constitui um equívoco essa postura. Porque o professor é um sujeito que reflete, que pensa e que produz conhecimento. E eu não gosto, inclusive, de trabalhar na perspectiva em que um pesquisa, o outro ensina, não. O professor pesquisa, o professor pensa e também ensina. Entendeu? Eu não faço separação. Ainda ontem eu perguntava pra uma aluna minha que está trabalhando com uma discussão sobre religião, como é que ela ia trabalhar com a temática na sala de aula. E ela disse que não tinha se dado conta, de que efetivamente ela estava em um curso de Licenciatura e como é que amanhã ela ia se deparar com esse desafio em sala de aula, sendo pautada pelos alunos... e não sabia como fazer. Por quê? Porque ela nunca foi preparada, e olhe que é dentro do curso de Licenciatura. Ela nunca foi preparada pra pensar essa temática como uma potencial fonte de pesquisa e investigação no campo do Ensino de História também. Então, eu acho que isso está ligado a um equívoco e uma perspectiva absolutamente bacharelesca que nós temos nos cursos. E creio que esse debate está longe de terminar, porque cada vez mais isso, ao invés de ser repensado, ele só se acirra. Por exemplo, você [entrevistador] está em um Programa de História, que 553

6 Entrevista Prof. Carlos Augusto Ferreira Lima (UEFS) não existe a mínima possibilidade de haver discussão sobre Ensino de Historia. Quem quiser fazer Ensino de história no Programa de História na UFBA, não conseguirá, tem que ir para a Faculdade de Educação. Eu tenho um colega que fez Mestrado e Doutorado na UFBA e o debate dele foi sobre História da Educação, mas ficou durante muito tempo sem orientação, por conta da ausência de pessoas que pesquisavam e faziam esse debate dentro do Programa de Historia. E nós estamos falando de um Programa de História que tem Mestrado e Doutorado qualificado na região Norte e Nordeste, o que eu lamento!porque pela importância que tem deveria estar trazendo pra dentro do Programa esse debate. E eu não vou dizer que há uma recusa dos programas, mas, boa vontade também não se há para que esse tema seja refletido, seja debatido e, por conseguinte, sejam incorporados aos Programas. R:Recentemente, o Ministério da Educação propôs a ideia de reunir as disciplinas a partir de Núcleos Comuns, como por exemplo, as disciplinas História, Geografia, Filosofia e Sociologia, seriam agrupadas em Ciências Humanas e suas Tecnologias. Mas a academia não se manifestou. Inclusive alguns gestores, tinham colocado que algumas dificuldades de se promover essa mudança seriam porque os professores são formados em áreas especificas, e não em um conceito geral de Ciências Humanas. Para o senhor, há uma omissão no debate? Como o senhor avalia isso? P: Olha, esse é um debate que está começando a ser realizado. Porque, a perspectiva que está posta, é a perspectiva interdisciplinar. A academia tem muito o discurso da interdisciplinaridade, mas as nossas atitudes são absolutamente disciplinares. Eu acho que vai ser um bom debate, e que em certa medida o Ministério coloca essa discussão pra mobilizar um debate nacional acerca disso, e eu lhe confesso que eu não tenho nenhuma opinião formada sobre isso, até porque não conheço o documento que está sendo produzido pelo Ministério, mas vejo com bons olhos um debate sobre a questão, que pelo menos nos mobiliza a entender essas novas possibilidades. Até porque, por exemplo, a Universidade Federal da Bahia e as novas universidades que estão nascendo aqui na Bahia, estão discutindo as suas formações pelo viés da interdisciplinaridade, com os bacharelados interdisciplinares que consideram a dimensão das Ciências Humanas. Como eu já disse, eu não tenho opinião formada, mas acho que o debate é pertinente na medida em que nos força a repensar os modelos de ensino que a gente tem. E nesse sentido, sermos provocados pelo Ministério, é salutar, pelo menos instiga o debate. R:Uma coisa que a gente percebe é a ausência muito do debate, é sobre o Ensino de Historia nas series iniciais, até porque, a formação do professor de História, ela é voltada pra o Segundo Ciclo do Ensino Fundamental e para o Ensino Médio, não uma formação pra o Ensino, antigamente chamado de Primário, hoje de Fundamental I, que é território exclusivo dos formados em Pedagogia. Como se debater hoje o Ensino

7 Rafael de Oliveira Cruz de Historia dentro dessas séries iniciais e até algumas políticas públicas, como por exemplo, do estado de São Paulo, que retirou a disciplina de historia do currículo das séries iniciais. P: É, isso é uma questão política, não é? e novamente nos coloca um desafio na medida em que a gente tem que se posicionar.eu tenho uma colega do Departamento de Educação que diz com muita propriedade que um dos problemas da educação brasileira (entre tantos outros)está na base, por conta de que os pedagogos não têm uma formação pra lidar com as especificidades, por exemplo, com a História, com a Geografia, com a Matemática, com a Língua Portuguesa, porque não é em seis meses que você tem uma boa preparação. Se você já não tem em quatro anos... Eu diria a você que é um desafio que está posto. Eu co-oriento uma professora no Doutorado em Educação, na Universidade Federal da Bahia, cuja tese gira em torno dessa discussão, ou seja, o Ensino de História nas séries iniciais. Um grande desafio, para ela, porque a produção acerca dessa discussão é muito pequena e também porque isso não é área de pesquisa do Ensino de História, isso é área de pesquisa da Pedagogia. Eu estou convencido de que a gente vai ter que, em algum momento, debater sobre isso em algum momento se posicionar sobre isso e mais, buscar também trabalhar nas séries iniciais, porque nossa contribuição nesta formação é por demais sentida, e dessa forma, eu acho que a gente não vai poder se ausentar do debate, ele está muito próximo a acontecer e eu acho que já tem trabalhos que começam a surgir com muita consistência nessa área. Tem um grupo no Paraná, inclusive a professora Sandra Regina Ferreira de Oliveira, da Universidade Estadual de Londrina, é umas pesquisadoras dessa área, inclusive ela coordenou no último Encontro Nacional de Pesquisadores em Ensino de História, que aconteceu no mês de outubro, na Universidade Federal de Sergipe, um grupo de trabalho sobre Ensino de História nas séries iniciais. Ora, se esse grupo lá, teve vida, é porque isso já uma discussão que começa a tomar conta da área dos pesquisadores do ensino da historia, e eu vejo com muito bons olhos. E a gente não vai poder se ausentar dessa discussão. R:Dentro da prática docente, muito se fala hoje é sobre inserção das novas tecnologias, mas ainda é preciso também preparar o terreno, porque alguns professores possuem resistência, até mesmo em trazer essas novas tecnologias. Como repensar, como as tecnologias podem ser um auxílio, mas também não depender exclusivamente da tecnologia em sala de aula e não se fazer refém dela, no momento da construção do ensino-aprendizagem? P: Essa é uma discussão que inclusive começa a se fortalecer na área da História. Há hoje um conjunto de sujeitos que trabalham com o Ensino de História e Novas Tecnologias, eu inclusive, a minha tese de doutorado foi sobre Ensino de História e Novas Tecnologias, só que naquele momento, eu me deparei com uma realidade 555

8 Entrevista Prof. Carlos Augusto Ferreira Lima (UEFS) muito dura, que foi deparar-me com uma constatação: se o professor não estava bem formado para as discussões das questões historiográficas e de ensino, que dirá para as novas tecnologias. O que inclusive me fez mudar o foco da tese.de novas tecnologias, ela passou a ser formação de professores. Ainda que eu entendesse que as novas tecnologias naquele momento já era uma discussão que começava a se fortalecer notadamente no campo da Educação. Depois da primeira tentativa de consolidar a Associação Brasileira de História e Computação, que depois de cinco ou seis encontros nacionais (não me lembro ao certo) veio a desaparecer. Vejo uma exitosa retomada e que existe uma movimentação no Brasil de pesquisadores com trabalhos na área de Ensino de História voltado para as Novas Tecnologias. Ontem mesmo eu escrevi para o pessoal do Rio Grande do Sul, da Federal, que acabou de publicar um livro muito interessante sobre Jogos e Ensino de História. Tem um grupo de pesquisa na Federal de Uberlândia, que trabalha com Novas Tecnologias e Ensino de História, na Federal de Sergipe com o Prof. Dilton Maynard, que inclusive vai fazer a palestra final da ANPUH de Pernambuco sobre Ensino de História e Internet eu poderia ficar aqui enumerando vários grupos e pessoas que estão dialogando e pesquisando sobre o tema. E isso é fundamental, pois o historiador não pode abrir mão de se apropriar dessa questão porque ela está presente no mundo, inclusive no universo escolar os nossos alunos respiram tecnologia. Quero ressaltar, porém, que devamos refletir sobre o impacto e o papel dessa tecnologia no ensino e não se submeter a elas. A tecnologia por si só não faz o melhor ensino, a tecnologia por si só não faz uma melhor aula. A tecnologia por si só não demanda uma relação com o sujeito. Você tem que ter uma intermediação, e essa intermediação é papel do professor. RC: E aí nesse momento também se repensar a interdisciplinaridade em sala de aula, já que estando na academia a gente faz essa disciplinaridade, como o senhor falou e volta na escola a repetir essa disciplinaridade, até mesmo há uma dificuldade de diálogo entre o profissional de História com as outras áreas de Ciências Humanas. Volta e meia o professor de História não consegue até mesmo lidar com o aluno na técnica de mapas e cartografia. CA: Até porque essa questão de pensar o mapa, ou quando a gente pensa o mapa, o estudante pensa que é Geografia. Quando também o historiador deve ser um sujeito que reflita sobre mapa, sobre território, e a gente não se dá conta disso, não é? Principalmente na Educação básica. Então, essa dificuldade nossa de dialogar com as outras áreas do conhecimento, eu acho que a tendência é se dissipar, na medida em que entendamos que o mundo hoje exige a interdisciplinaridade, e a rapidez das informações vai fazer com que dialoguemos com as outras áreas do conhecimento, sem dúvida. Eu acho que isso é uma questão que logo, logo a gente supera. É difícil? É! Mas não é impossível.

9 Rafael de Oliveira Cruz RC: Como o senhor avalia a perspectiva hoje da formação dos professores e quais as necessidades do debate que precisam ser pautadas com mais urgência nesse momento, pra está se discutindo sobre formação, sobre ensino e a necessidade de demonstrar que o professor também é um pesquisador e que o que a pesquisa tem que ser levada pra sala de aula também? CA: Primeiro devemos acabar com essa questão da dicotomia que ainda é tão presente nas formações de professores de História. Se entendermos que o estudante que estamos formando é um sujeito que vai refletir, que vai pensar, que vai pesquisar, tanto o campo da historiografia quanto o campo do ensino, estaremos superando essa dimensão. Enquanto não superarmos essa dicotomia, mesmo no curso de Licenciatura, eu acho que a tendência é permanecer. Mas não dá mais para falarmos num professor que não é pesquisador, não podemos falar de um sujeito que não pesquise, que não pense as fontes, que não pense toda essa dimensão historiográfica no campo de ensino. Agora, para isso, é preciso que a mudemos o nosso fazer, que mudemos a perspectiva dos currículos que estão postos e construídos de forma a privilegiar muito mais a investigação do que a docência. Assim, contribuiremos decisivamente pra formarmos melhores professores(as). E olha que aliado a esse ainda temos um problema com o conjunto de sujeitos que adentram ao curso de História, que é a questão de identidade com o curso. Esse é um outro problema que não estamos tratando. Os estudantes que adentram ao curso de História por opção primeira, por ser a carreira que sempre o encantou se constitui minoria. E na medida em que não se tem identidade com aquilo que se faz, vai ser problemático no momento de atuação profissional. Mas eu creio que estas questões que apontei e que, ao meu ver, são a pauta do dia, vamos poder superar, e ao superá-las, termos uma formação que sempre quisemos. Não sei se é ideal, mas pelo menos pensar uma formação onde o ensino e pesquisa fazem parte do mesmo curso. RC: E nessa questão da formação, até incentivar que o profissional que esta na Educação Básica, também possa fazer um Mestrado, Doutorado, e se mantenha na Educação Básica. E pra ele também há possibilidades dentro da Educação Básica. CA: Há isso é fundamental! Principalmente quando o professor depois de adentrar ao curso stricto sensu e concluí-lo, retorne pra Educação Básica. Desde que o stricto sensu que ele faça, tenha conexão com a Educação Básica. É o ideal! Eu acredito que o professor(a) pode sim efetivar a sua ida aos programas de pós graduação, basta, também, para isso, que comecemos a repensar essas relações. O que não dá é que pensemos uma relação hierárquica com a universidade e o stricto sensu virando as costas pra educação básica, e mais, que a temática ensino de história e formação de professores, não seja objeto de reflexão dos cursos de Pós-Graduação de História. 557

10 Entrevista Prof. Carlos Augusto Ferreira Lima (UEFS) RC: Bom, Prof. Carlos Augusto, queria agradecer muito por o senhor ter tido essa disponibilidade de conversar com a gente. CA: Eu que agradeço. E espero que essa discussão que travamos aqui, possa contribuir com os leitores e pelo menos provocar outros tantos.

SEÇÃO ENTREVISTA A INICIAÇÃO CIENTÍFICA E A PUBLICAÇÃO NA GRADUAÇÃO COMO MEIOS DE QUALIDADE NA FORMAÇÃO DE ENSINO SUPERIOR JOSÉ ROBERTO RUS PEREZ

SEÇÃO ENTREVISTA A INICIAÇÃO CIENTÍFICA E A PUBLICAÇÃO NA GRADUAÇÃO COMO MEIOS DE QUALIDADE NA FORMAÇÃO DE ENSINO SUPERIOR JOSÉ ROBERTO RUS PEREZ Revista Eventos Pedagógicos v.5, n.4 (13. ed.), número regular, p. 115-121, nov./dez. 2014 SEÇÃO ENTREVISTA A INICIAÇÃO CIENTÍFICA E A PUBLICAÇÃO NA GRADUAÇÃO COMO MEIOS DE QUALIDADE NA FORMAÇÃO DE ENSINO

Leia mais

A CAPES : quais ambições para a pesquisa em Letras e Linguística?

A CAPES : quais ambições para a pesquisa em Letras e Linguística? A CAPES : quais ambições para a pesquisa em Letras e Linguística? Universidade de São Paulo benjamin@usp.br Synergies-Brésil O Sr. foi o representante da Letras junto à CAPES. O Sr. poderia explicar qual

Leia mais

ED WILSON ARAÚJO, THAÍSA BUENO, MARCO ANTÔNIO GEHLEN e LUCAS SANTIGO ARRAES REINO

ED WILSON ARAÚJO, THAÍSA BUENO, MARCO ANTÔNIO GEHLEN e LUCAS SANTIGO ARRAES REINO Entrevista Cláudia Peixoto de Moura Nós da Comunicação tendemos a trabalhar com métodos qualitativos, porque, acredito, muitos pesquisadores desconhecem os procedimentos metodológicos quantitativos ED

Leia mais

05/12/2006. Discurso do Presidente da República

05/12/2006. Discurso do Presidente da República , Luiz Inácio Lula da Silva, no encerramento da 20ª Reunião Ordinária do Pleno Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Palácio do Planalto, 05 de dezembro de 2006 Eu acho que não cabe discurso aqui,

Leia mais

MEMÓRIAS GEOGRÁFICAS À TONA:

MEMÓRIAS GEOGRÁFICAS À TONA: MEMÓRIAS GEOGRÁFICAS À TONA: Uma retomada da história do Curso de Geografia da UFU a partir de uma entrevista com a Profa. Dra. Suely Regina Del Grossi Revista OBSERVATORIUM: Qual (ais) a (s) razão (ões)

Leia mais

PERDOAR E PEDIR PERDÃO, UM GRANDE DESAFIO. Fome e Sede

PERDOAR E PEDIR PERDÃO, UM GRANDE DESAFIO. Fome e Sede PERDOAR E PEDIR PERDÃO, UM GRANDE DESAFIO HISTÓRIA BÍBLICA: Mateus 18:23-34 Nesta lição, as crianças vão ouvir a Parábola do Servo Que Não Perdoou. Certo rei reuniu todas as pessoas que lhe deviam dinheiro.

Leia mais

CENTRO HISTÓRICO EMBRAER. Entrevista: Eustáquio Pereira de Oliveira. São José dos Campos SP. Abril de 2011

CENTRO HISTÓRICO EMBRAER. Entrevista: Eustáquio Pereira de Oliveira. São José dos Campos SP. Abril de 2011 CENTRO HISTÓRICO EMBRAER Entrevista: Eustáquio Pereira de Oliveira São José dos Campos SP Abril de 2011 Apresentação e Formação Acadêmica Meu nome é Eustáquio, estou com sessenta anos, nasci em Minas Gerais,

Leia mais

Redação do Site Inovação Tecnológica - 28/08/2009. Humanos aprimorados versus humanos comuns

Redação do Site Inovação Tecnológica - 28/08/2009. Humanos aprimorados versus humanos comuns VOCÊ ESTÁ PREPARADO PARA CONVIVER COM OS HUMANOS APRIMORADOS? http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=voce-esta-preparado-conviver-humanosaprimorados&id=010850090828 Redação do

Leia mais

PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA (PIBID): UMA AVALIAÇÃO DA ESCOLA SOBRE SUAS CONTRIBUIÇÕES

PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA (PIBID): UMA AVALIAÇÃO DA ESCOLA SOBRE SUAS CONTRIBUIÇÕES PROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSA DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA (PIBID): UMA AVALIAÇÃO DA ESCOLA SOBRE SUAS CONTRIBUIÇÕES Silva.A.A.S. Acadêmica do curso de Pedagogia (UVA), Bolsista do PIBID. Resumo: O trabalho

Leia mais

RESULTADOS E EFEITOS DO PRODOCÊNCIA PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA DOS PROFESSORES DO INSTITUTO FEDERAL DE ALAGOAS RESUMO

RESULTADOS E EFEITOS DO PRODOCÊNCIA PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA DOS PROFESSORES DO INSTITUTO FEDERAL DE ALAGOAS RESUMO RESULTADOS E EFEITOS DO PRODOCÊNCIA PARA A FORMAÇÃO CONTINUADA DOS PROFESSORES DO INSTITUTO FEDERAL DE ALAGOAS Elisabete Duarte de Oliveira e Regina Maria de Oliveira Brasileiro Instituto Federal de Alagoas

Leia mais

OS SABERES NA FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE MATEMÁTICA. Cleber Luiz da Cunha 1, Tereza de Jesus Ferreira Scheide 2

OS SABERES NA FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE MATEMÁTICA. Cleber Luiz da Cunha 1, Tereza de Jesus Ferreira Scheide 2 Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão, Presidente Prudente, 22 a 25 de outubro, 2012 1029 OS SABERES NA FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE MATEMÁTICA Cleber Luiz da Cunha 1, Tereza de Jesus Ferreira Scheide 2

Leia mais

Meu nome é José Guilherme Monteiro Paixão. Nasci em Campos dos Goytacazes, Norte Fluminense, Estado do Rio de Janeiro, em 24 de agosto de 1957.

Meu nome é José Guilherme Monteiro Paixão. Nasci em Campos dos Goytacazes, Norte Fluminense, Estado do Rio de Janeiro, em 24 de agosto de 1957. Rio de Janeiro, 5 de junho de 2008 IDENTIFICAÇÃO Meu nome é José Guilherme Monteiro Paixão. Nasci em Campos dos Goytacazes, Norte Fluminense, Estado do Rio de Janeiro, em 24 de agosto de 1957. FORMAÇÃO

Leia mais

EXPERIÊNCIAS DE UM PROJETO DE APOIO ESCOLAR COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE SOCIAL Extensão em andamento

EXPERIÊNCIAS DE UM PROJETO DE APOIO ESCOLAR COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE SOCIAL Extensão em andamento EXPERIÊNCIAS DE UM PROJETO DE APOIO ESCOLAR COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE SOCIAL Extensão em andamento Jéssica Albino 1 ; Sônia Regina de Souza Fernandes 2 RESUMO O trabalho

Leia mais

Lógicas de Supervisão Pedagógica em Contexto de Avaliação de Desempenho Docente. ENTREVISTA - Professor Avaliado - E 5

Lógicas de Supervisão Pedagógica em Contexto de Avaliação de Desempenho Docente. ENTREVISTA - Professor Avaliado - E 5 Sexo Idade Grupo de Anos de Escola docência serviço Feminino 46 Filosofia 22 Distrito do Porto A professora, da disciplina de Filosofia, disponibilizou-se para conversar comigo sobre o processo de avaliação

Leia mais

30/09/2008. Entrevista do Presidente da República

30/09/2008. Entrevista do Presidente da República Entrevista coletiva concedida pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em conjunto com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, com perguntas respondidas pelo presidente Lula Manaus-AM,

Leia mais

Transcriça o da Entrevista

Transcriça o da Entrevista Transcriça o da Entrevista Entrevistadora: Valéria de Assumpção Silva Entrevistada: Ex praticante Clarice Local: Núcleo de Arte Grécia Data: 08.10.2013 Horário: 14h Duração da entrevista: 1h COR PRETA

Leia mais

Entrevista exclusiva concedida pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao SBT

Entrevista exclusiva concedida pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao SBT Entrevista exclusiva concedida pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao SBT Brasília-DF, 30 de outubro de 2006 Jornalista Ana Paula Padrão: Então vamos às perguntas, agora ao vivo, com

Leia mais

EDUCAÇÃO FÍSICA E EDUCAÇÃO ESPECIAL: A RELAÇÃO DE PARCERIA ENTRE PROFESSORES QUE TRABALHAM NO MODELO DE ENSINO COLABORATIVO

EDUCAÇÃO FÍSICA E EDUCAÇÃO ESPECIAL: A RELAÇÃO DE PARCERIA ENTRE PROFESSORES QUE TRABALHAM NO MODELO DE ENSINO COLABORATIVO EDUCAÇÃO FÍSICA E EDUCAÇÃO ESPECIAL: A RELAÇÃO DE PARCERIA ENTRE PROFESSORES QUE TRABALHAM NO MODELO DE ENSINO COLABORATIVO Patrícia Santos de Oliveira¹ Melina Thais da Silva² RESUMO A proposta de trabalho

Leia mais

Superando Seus Limites

Superando Seus Limites Superando Seus Limites Como Explorar seu Potencial para ter mais Resultados Minicurso Parte VI A fonte do sucesso ou fracasso: Valores e Crenças (continuação) Página 2 de 16 PARTE 5.2 Crenças e regras!

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação

Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Presidência da República Casa Civil Secretaria de Administração Diretoria de Gestão de Pessoas Coordenação Geral de Documentação e Informação Coordenação de Biblioteca 14 Discurso: em encontro com professores

Leia mais

CONVERSA COM PAULO FREIRE: Linguagem e Poder

CONVERSA COM PAULO FREIRE: Linguagem e Poder CONVERSA COM PAULO FREIRE: Linguagem e Poder Entrevista concedida a Virginia Maria de Figueiredo e Silva e Tânia Maria Piacentini * Paulo Freire esteve em Florianópolis, no dia 8 de junho, a convite da

Leia mais

Existe espaço para os covers mostrarem seus trabalhos? As pessoas dão oportunidades?

Existe espaço para os covers mostrarem seus trabalhos? As pessoas dão oportunidades? A Estação Pilh@ também traz uma entrevista com Rodrigo Teaser, cover do Michael Jackson reconhecido pela Sony Music. A seguir, você encontra os ingredientes da longa história marcada por grandes shows,

Leia mais

JOGO DE PALAVRAS OU RELAÇÕES DE SENTIDOS? DISCURSOS DE LICENCIANDOS SOBRE EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA PRODUÇÃO DE TEXTOS EM UMA AVALIAÇÃO

JOGO DE PALAVRAS OU RELAÇÕES DE SENTIDOS? DISCURSOS DE LICENCIANDOS SOBRE EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA PRODUÇÃO DE TEXTOS EM UMA AVALIAÇÃO JOGO DE PALAVRAS OU RELAÇÕES DE SENTIDOS? DISCURSOS DE LICENCIANDOS SOBRE EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA PRODUÇÃO DE TEXTOS EM UMA AVALIAÇÃO Tatiana Galieta (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) Introdução

Leia mais

Osasco - SP 04/2015. Classe B1 Estudo de Caso. Setor Educacional - c) Educação Superior

Osasco - SP 04/2015. Classe B1 Estudo de Caso. Setor Educacional - c) Educação Superior EaD DE DENTRO PARA FORA: O APROVEITAMENTO E INTEGRAÇÃO DOS DOCENTES PRESENCIAIS COMO FORMA DE MELHORAR O ENVOLVIMENTO E ENFRENTAR OS DESAFIOS DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA EM UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR.

Leia mais

EDUCAÇÃO ALGÉBRICA, DIÁLOGOS E APRENDIZAGEM: UM RELATO DO TRABALHO COM UMA PROPOSTA DIDÁTICA 1

EDUCAÇÃO ALGÉBRICA, DIÁLOGOS E APRENDIZAGEM: UM RELATO DO TRABALHO COM UMA PROPOSTA DIDÁTICA 1 EDUCAÇÃO ALGÉBRICA, DIÁLOGOS E APRENDIZAGEM: UM RELATO DO TRABALHO COM UMA PROPOSTA DIDÁTICA 1 Claudemir Monteiro Lima Secretária de Educação do Estado de São Paulo claudemirmonteiro@terra.com.br João

Leia mais

REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA GRAVIDEZ: A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE EM INSTITUIÇÃO DADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS. Idade na admissão.

REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA GRAVIDEZ: A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE EM INSTITUIÇÃO DADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS. Idade na admissão. REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA GRAVIDEZ: A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE EM INSTITUIÇÃO Código Entrevista: 2 Data: 18/10/2010 Hora: 16h00 Duração: 23:43 Local: Casa de Santa Isabel DADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS Idade

Leia mais

Manifeste Seus Sonhos

Manifeste Seus Sonhos Manifeste Seus Sonhos Índice Introdução... 2 Isso Funciona?... 3 A Força do Pensamento Positivo... 4 A Lei da Atração... 7 Elimine a Negatividade... 11 Afirmações... 13 Manifeste Seus Sonhos Pág. 1 Introdução

Leia mais

Da Biblioteconomia à Ciência da Informação

Da Biblioteconomia à Ciência da Informação Da Biblioteconomia à Ciência da Informação Ricardo Rodrigues Barbosa Entrevista realizada com o Prof. Ricardo Rodrigues Barbosa, no mês de Julho de 2010, pelo Prof.. Entrevistador Fale sobre a ECI, a área

Leia mais

A formação profissional em Ciência da Informação em Portugal: desafios e perspectivas

A formação profissional em Ciência da Informação em Portugal: desafios e perspectivas A formação profissional em Ciência da Informação em Portugal: desafios e perspectivas Fernanda Ribeiro Doutora em Ciências Documentais pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Diretora da Faculdade

Leia mais

O CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA UFBA; DA CRÍTICA A FORMAÇÃO À FORMAÇÃO CRÍTICA

O CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA UFBA; DA CRÍTICA A FORMAÇÃO À FORMAÇÃO CRÍTICA O CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA UFBA; DA CRÍTICA A FORMAÇÃO À FORMAÇÃO CRÍTICA Fernando Reis do E. Santo A Faculdade de Educação da UFBA tem se destacado, ao longo da sua história, por iniciativas académicas

Leia mais

II Congresso Nacional de Formação de Professores XII Congresso Estadual Paulista sobre Formação de Educadores

II Congresso Nacional de Formação de Professores XII Congresso Estadual Paulista sobre Formação de Educadores II Congresso Nacional de Formação de Professores XII Congresso Estadual Paulista sobre Formação de Educadores VIVENCIANDO A PRÁTICA ESCOLAR DE MATEMÁTICA NA EJA Larissa De Jesus Cabral, Ana Paula Perovano

Leia mais

LONDRES Reunião do GAC: Processos Políticos da ICANN

LONDRES Reunião do GAC: Processos Políticos da ICANN LONDRES Reunião do GAC: Processos Políticos da ICANN e Responsabilidades do interesse público em relação aos Direitos Humanos e Valores Democráticos Terça feira, 24 de junho de 2014 09:00 a 09:30 ICANN

Leia mais

"Organizar evento é como uma grande orquestra"

Organizar evento é como uma grande orquestra "Organizar evento é como uma grande orquestra" Publicação: 25 de Maio de 2014 às 00:00 O primeiro evento que ela organizou foi aos 12 anos, a festa junina da escola. O que Tânia Trevisan não imaginava

Leia mais

Modelos entrevistas com intelectuais das Ciências Humanas e Filósofos

Modelos entrevistas com intelectuais das Ciências Humanas e Filósofos Modelos entrevistas com intelectuais das Ciências Humanas e Filósofos ENTREVISTA PETER SINGER. - SELEÇÃO DE TRECHOS Fonte: Portal da Revista Época. Disponível em http://revistaepoca.globo.com/revista/epoca/0,,edg74453-5856-421,00.html

Leia mais

NADJA VLADI - Editora da revista Muito.

NADJA VLADI - Editora da revista Muito. NADJA VLADI - Editora da revista Muito. Jornalista, doutora em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Faculdade de Comunicação da UFBA. Atualmente atua como editora-coordenadora da revista Muito do

Leia mais

18/11/2005. Discurso do Presidente da República

18/11/2005. Discurso do Presidente da República Discurso do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na cerimônia de entrega de certificado para os primeiros participantes do programa Escolas-Irmãs Palácio do Planalto, 18 de novembro de 2005

Leia mais

Assunto: Entrevista com a primeira dama de Porto Alegre Isabela Fogaça

Assunto: Entrevista com a primeira dama de Porto Alegre Isabela Fogaça Serviço de Rádio Escuta da Prefeitura de Porto Alegre Emissora: Rádio Guaíba Assunto: Entrevista com a primeira dama de Porto Alegre Isabela Fogaça Data: 07/03/2007 14:50 Programa: Guaíba Revista Apresentação:

Leia mais

Contexto. Rosana Jorge Monteiro Magni

Contexto. Rosana Jorge Monteiro Magni Título MUDANÇAS DE CONCEPÇÕES SOBRE O PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM DE GEOMETRIA EM UM CURSO DE ATUALIZAÇÃO PARA PROFESSORES DE MATEMÁTICA DA EDUCAÇÃO BÁSICA Doutoranda da Universidade Anhangura/ Uniban

Leia mais

PROFESSOR FORMADOR, MESTRE MODELO? ANDRÉ, Marli Eliza Dalmazo Afonso de PUC-SP PASSOS, Laurizete Ferragut UNESP GT-20: Psicologia da Educação

PROFESSOR FORMADOR, MESTRE MODELO? ANDRÉ, Marli Eliza Dalmazo Afonso de PUC-SP PASSOS, Laurizete Ferragut UNESP GT-20: Psicologia da Educação PROFESSOR FORMADOR, MESTRE MODELO? ANDRÉ, Marli Eliza Dalmazo Afonso de PUC-SP PASSOS, Laurizete Ferragut UNESP GT-20: Psicologia da Educação Considerando a importância de estudos que abordem dimensões

Leia mais

NA LOJA DE CHAPÉUS. Karl Valentin. Personagens. Vendedora. Valentin ATO ÚNICO

NA LOJA DE CHAPÉUS. Karl Valentin. Personagens. Vendedora. Valentin ATO ÚNICO NA LOJA DE CHAPÉUS De Karl Valentin Personagens Vendedora Valentin ATO ÚNICO Bom dia, senhor. O que deseja? Um chapéu. Que tipo de chapéu? Um chapéu pra botar na cabeça. Certamente, meu senhor, um chapéu

Leia mais

ANÁLISE DA POSTURA DE UMA PROFESSORA PARTICIPANTE DE UM CURSO DE FORMAÇÃO CONTINUADA

ANÁLISE DA POSTURA DE UMA PROFESSORA PARTICIPANTE DE UM CURSO DE FORMAÇÃO CONTINUADA IX CONGRESO INTERNACIONAL SOBRE INVESTIGACIÓN EN DIDÁCTICA DE LAS CIENCIAS Girona, 9-12 de septiembre de 2013 COMUNICACIÓN ANÁLISE DA POSTURA DE UMA PROFESSORA PARTICIPANTE DE UM CURSO DE FORMAÇÃO CONTINUADA

Leia mais

RELENDO A HISTÓRIA AO LER HISTÓRIAS

RELENDO A HISTÓRIA AO LER HISTÓRIAS RELENDO A HISTÓRIA AO LER HISTÓRIAS BRASÍLIA ECHARDT VIEIRA (CENTRO DE ATIVIDADES COMUNITÁRIAS DE SÃO JOÃO DE MERITI - CAC). Resumo Na Baixada Fluminense, uma professora que não está atuando no magistério,

Leia mais

Como escrever para o seu. Site. e usar seu conhecimento como forma de conquistar e reter clientes. Blog do Advogado Moderno - PROMAD

Como escrever para o seu. Site. e usar seu conhecimento como forma de conquistar e reter clientes. Blog do Advogado Moderno - PROMAD o seu Site e usar seu conhecimento como forma de conquistar e reter clientes. Conteúdo Introdução Escrever bem é um misto entre arte e ciência Seus conhecimentos geram mais clientes Dicas práticas Faça

Leia mais

Jairo Martins da Silva. FOTOs: divulgação

Jairo Martins da Silva. FOTOs: divulgação Jairo Martins da Silva FOTOs: divulgação E N T R E V I S T A Disseminando qualidade e cultura Superintendente-geral da Fundação Nacional da Qualidade, Jairo Martins da Silva fala sobre o desafio da qualidade

Leia mais

O TRABALHO DOCENTE NUM PROGRAMA DE ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: CONTRADIÇÕES E PERSPECTIVAS

O TRABALHO DOCENTE NUM PROGRAMA DE ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: CONTRADIÇÕES E PERSPECTIVAS O TRABALHO DOCENTE NUM PROGRAMA DE ALFABETIZAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: CONTRADIÇÕES E PERSPECTIVAS Daiana Rodrigues dos Santos Prado¹; Francine de Paulo Martins² Estudante do Curso de Pedagogia; e-mail:

Leia mais

Avalie sua vida em 2015 Construa aprendizados para crescer em 2016

Avalie sua vida em 2015 Construa aprendizados para crescer em 2016 Avalie sua vida em 2015 Construa aprendizados para crescer em 2016 1. Introdução... 3 1.1. Orientações Gerais... 3 2. Principais Objetivos... 4 3. Direcionadores Estratégicos... 4 4. Ações realizadas...

Leia mais

EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMEÇA NA ESCOLA: COMO O LIXO VIRA BRINQUEDO NA REDE PÚBLICA EM JUAZEIRO DO NORTE, NO SEMIÁRIDO CEARENSE

EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMEÇA NA ESCOLA: COMO O LIXO VIRA BRINQUEDO NA REDE PÚBLICA EM JUAZEIRO DO NORTE, NO SEMIÁRIDO CEARENSE EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMEÇA NA ESCOLA: COMO O LIXO VIRA BRINQUEDO NA REDE PÚBLICA EM JUAZEIRO DO NORTE, NO SEMIÁRIDO CEARENSE Emmanuelle Monike Silva Feitosa 1 Celme Torres Ferreira da Costa 2 Niraldo Muniz

Leia mais

Relatório do estágio de prática de ensino em ciências sociais

Relatório do estágio de prática de ensino em ciências sociais UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL UFRGS INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS UMANAS IFCH FACULDADE DE EDUCAÇÃO FACED Relatório do estágio de prática de ensino em ciências sociais Curso: Ciências Sociais

Leia mais

PROJETO PROFISSÕES. Entrevista com DJ

PROJETO PROFISSÕES. Entrevista com DJ Entrevista com DJ Meu nome é Raul Aguilera, minha profissão é disc-jóquei, ou DJ, como é mais conhecida. Quando comecei a tocar, em festinhas da escola e em casa, essas festas eram chamadas de "brincadeiras

Leia mais

Revista Sul-americana de Filosofia e Educação RESAFE A FILOSOFIA E A NOVIDADE DO PENSAMENTO

Revista Sul-americana de Filosofia e Educação RESAFE A FILOSOFIA E A NOVIDADE DO PENSAMENTO 83 Relato de experiência A FILOSOFIA E A NOVIDADE DO PENSAMENTO Vânia Mesquita 1 Resumo: O presente relato busca introduzir a discussão sobre o filosofar em sala de aula como uma importante possibilidade

Leia mais

ESTÁGIO SUPERVISIONADO: REFLEXÕES SOBRE UMA PRÁTICA

ESTÁGIO SUPERVISIONADO: REFLEXÕES SOBRE UMA PRÁTICA ESTÁGIO SUPERVISIONADO: REFLEXÕES SOBRE UMA PRÁTICA Carla Silvia Pimentel/UEPG/DEMET/FEUSP cspimenta@bol.com.br INTRODUÇÃO Tendo por objetivo refletir sobre os estágios e sua contribuição no processo de

Leia mais

30/07/2009. Entrevista do Presidente da República

30/07/2009. Entrevista do Presidente da República Entrevista coletiva concedida pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em conjunto com a presidente do Chile, Michelle Bachelet, após encerramento do seminário empresarial Brasil-Chile

Leia mais

Rio de Janeiro, 5 de junho de 2008

Rio de Janeiro, 5 de junho de 2008 Rio de Janeiro, 5 de junho de 2008 IDENTIFICAÇÃO Meu nome é Alexandre da Silva França. Eu nasci em 17 do sete de 1958, no Rio de Janeiro. FORMAÇÃO Eu sou tecnólogo em processamento de dados. PRIMEIRO DIA

Leia mais

Entrevista coletiva concedida pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, por ocasião da visita à Comunidade Linha Caravaggio

Entrevista coletiva concedida pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, por ocasião da visita à Comunidade Linha Caravaggio Entrevista coletiva concedida pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, por ocasião da visita à Comunidade Linha Caravaggio Chapecó-SC, 23 de junho de 2006 Presidente: É um programa, talvez

Leia mais

INQ Já alguma vez se sentiu discriminado por ser filho de pais portugueses?

INQ Já alguma vez se sentiu discriminado por ser filho de pais portugueses? Transcrição da entrevista: Informante: nº15 Célula: 5 Data da gravação: Agosto de 2009 Geração: 2ª Idade: 35 Sexo: Masculino Tempo de gravação: 10.24 minutos INQ Já alguma vez se sentiu discriminado por

Leia mais

Transcrição de Entrevista nº 4

Transcrição de Entrevista nº 4 Transcrição de Entrevista nº 4 E Entrevistador E4 Entrevistado 4 Sexo Masculino Idade 43 anos Área de Formação Engenharia Electrotécnica E - Acredita que a educação de uma criança é diferente perante o

Leia mais

difusão de idéias A formação do professor como ponto

difusão de idéias A formação do professor como ponto Fundação Carlos Chagas Difusão de Idéias outubro/2008 página 1 A formação do professor como ponto fundamental Lúcia P. S. Villas Bôas: Ainda que generalizações sejam imprudentes, considerando-se as transformações

Leia mais

Lição 10 Batismo Mergulhando em Jesus

Lição 10 Batismo Mergulhando em Jesus Ensino - Ensino 11 - Anos 11 Anos Lição 10 Batismo Mergulhando em Jesus História Bíblica: Mateus 3:13 a 17; Marcos 1:9 a 11; Lucas 3:21 a 22 João Batista estava no rio Jordão batizando as pessoas que queriam

Leia mais

FORMAÇÃO PLENA PARA OS PROFESSORES

FORMAÇÃO PLENA PARA OS PROFESSORES Fundação Carlos Chagas Difusão de Idéias dezembro/2006 página 1 FORMAÇÃO PLENA PARA OS PROFESSORES Bernardete Gatti: o país enfrenta uma grande crise na formação de seus professores em especial, de alfabetizadores.

Leia mais

Conhece os teus Direitos. A caminho da tua Casa de Acolhimento. Guia de Acolhimento para Jovens dos 12 aos 18 anos

Conhece os teus Direitos. A caminho da tua Casa de Acolhimento. Guia de Acolhimento para Jovens dos 12 aos 18 anos Conhece os teus Direitos A caminho da tua Casa de Acolhimento Guia de Acolhimento para Jovens dos 12 aos 18 anos Dados Pessoais Nome: Apelido: Morada: Localidade: Código Postal - Telefone: Telemóvel: E

Leia mais

DESAFIOS CRIATIVOS E FASCINANTES Aula de Filosofia: busca de valores humanos

DESAFIOS CRIATIVOS E FASCINANTES Aula de Filosofia: busca de valores humanos DESAFIOS CRIATIVOS E FASCINANTES Aula de Filosofia: busca de valores humanos Glorinha Aguiar glorinhaaguiar@uol.com.br Eu queria testar a metodologia criativa com alunos que eu não conhecesse. Teria de

Leia mais

PEDAGOGIA ENADE 2005 PADRÃO DE RESPOSTAS - QUESTÕES DISCURSIVAS COMPONENTE ESPECÍFICO

PEDAGOGIA ENADE 2005 PADRÃO DE RESPOSTAS - QUESTÕES DISCURSIVAS COMPONENTE ESPECÍFICO PEDAGOGIA ENADE 2005 PADRÃO DE RESPOSTAS - QUESTÕES DISCURSIVAS COMPONENTE ESPECÍFICO QUESTÃO 4 a) O conteúdo do diálogo a ser completado deve manifestar que as colocações da aluna não constituem aquilo

Leia mais

Reuniões Efetivas Dezembro 2012

Reuniões Efetivas Dezembro 2012 Reuniões Efetivas Dezembro 2012 Vamos discutir neste artigo a questão das reuniões em nossas organizações e como torná las mais efetivas e produtivas. Reuniões improdutivas e ruins estão inevitavelmente

Leia mais

POSSIBILIDADE DE ACESSO A EDUCAÇÃO E INCLUSÃO SOCIAL ATRAVÉS DO PROGRAMA MULHERES MIL: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

POSSIBILIDADE DE ACESSO A EDUCAÇÃO E INCLUSÃO SOCIAL ATRAVÉS DO PROGRAMA MULHERES MIL: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA POSSIBILIDADE DE ACESSO A EDUCAÇÃO E INCLUSÃO SOCIAL ATRAVÉS DO PROGRAMA MULHERES MIL: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA Albertina Marília Alves Guedes¹ Elisa Angélica Alves Guedes² Maria Nizete de Menezes Gomes

Leia mais

SEÇÃO ENTREVISTA O DESAFIO DE APRENDER A ENSINAR NA FORMAÇÃO DOS PROFESSORES MARTA MARIA PONTIN DARSIE

SEÇÃO ENTREVISTA O DESAFIO DE APRENDER A ENSINAR NA FORMAÇÃO DOS PROFESSORES MARTA MARIA PONTIN DARSIE Revista Eventos Pedagógicos Articulação universidade e escola nas ações do ensino de matemática e ciências v.6, n.2 (15. ed.), número regular, p. 442-449, jun./jul. 2015 SEÇÃO ENTREVISTA O DESAFIO DE APRENDER

Leia mais

Entrevista A2. 2. Que idade tinhas quando começaste a pertencer a esta associação? R.: 13, 14 anos.

Entrevista A2. 2. Que idade tinhas quando começaste a pertencer a esta associação? R.: 13, 14 anos. Entrevista A2 1. Onde iniciaste o teu percurso na vida associativa? R.: Em Viana, convidaram-me para fazer parte do grupo de teatro, faltava uma pessoa para integrar o elenco. Mas em que associação? Na

Leia mais

Dados internacionais de catalogação Biblioteca Curt Nimuendajú

Dados internacionais de catalogação Biblioteca Curt Nimuendajú Catalogação: Cleide de Albuquerque Moreira Bibliotecária/CRB 1100 Revisão: Lucimar Luisa Ferreira / Marinez Santina Nazzari Revisão Final: Elias Januário Consultor: Luís Donisete Benzi Grupioni Projeto

Leia mais

1. Introdução. Palavras Chaves: Observação do Espaço Escolar. Cotidiano. Processo formativo.

1. Introdução. Palavras Chaves: Observação do Espaço Escolar. Cotidiano. Processo formativo. A OBSERVAÇÃO DA ROTINA ESCOLAR COMO MEIO DE CONHECIMENTO: POSSIBILIDADES FORMATIVAS PARA O FUTURO PROFESSOR, UM RELATO DE EXPERIÊNCIA A PARTIR DO PIBID. Santos, Vanessa Lago dos Licencianda em Pedagogia,

Leia mais

Revista OBSERVATORIUM (R.O): Conte-nos um pouco sobre sua formação acadêmica até sua chegada à Universidade Federal de Uberlândia.

Revista OBSERVATORIUM (R.O): Conte-nos um pouco sobre sua formação acadêmica até sua chegada à Universidade Federal de Uberlândia. Experiências de uma vida dedicada à Geografia e ao meio ambiente - Marlene Teresinha de Muno Colesanti Instituto de Geografia da Revista OBSERVATORIUM (R.O): Conte-nos um pouco sobre sua formação acadêmica

Leia mais

Caros amigos e alunos, este espaço destaquei para que vocês possam perceber alguns testes em relação ao autoconhecimento, inteligência, autoestima,

Caros amigos e alunos, este espaço destaquei para que vocês possam perceber alguns testes em relação ao autoconhecimento, inteligência, autoestima, Testes em Geral Caros amigos e alunos, este espaço destaquei para que vocês possam perceber alguns testes em relação ao autoconhecimento, inteligência, autoestima, raciocínio lógico, empatia entre outros.

Leia mais

R E L A T Ó R I O D E E N G E N H A R I A D E S O F T W A R E ( 2 0 0 5 / 2 0 0 6 )

R E L A T Ó R I O D E E N G E N H A R I A D E S O F T W A R E ( 2 0 0 5 / 2 0 0 6 ) R E L A T Ó R I O D E E N G E N H A R I A D E S O F T W A R E ( 2 0 0 5 / 2 0 0 6 ) Tendo iniciado no presente ano lectivo 2005/2006 o funcionamento da plataforma Moodle na Universidade Aberta, considerou-se

Leia mais

GS Educacional www.gseducacional.com.br

GS Educacional www.gseducacional.com.br Curso: Completo de Importação Henrique, boa noite. Nós que pensamos a Meritocracia e valoramos a quem Realiza, nos vimos na obrigação de dar feedbacks. Em pouco tempo de curso e sem nem receber ainda a

Leia mais

Sinopse I. Idosos Institucionalizados

Sinopse I. Idosos Institucionalizados II 1 Indicadores Entrevistados Sinopse I. Idosos Institucionalizados Privação Até agora temos vivido, a partir de agora não sei Inclui médico, enfermeiro, e tudo o que for preciso de higiene somos nós

Leia mais

RAZÕES QUE DESMOTIVAM E MOTIVAM NA APRENDIZAGEM EM ALUNOS DO ENSINO MÉDIO DE UMA ESCOLA PÚBLICA DE PELOTAS

RAZÕES QUE DESMOTIVAM E MOTIVAM NA APRENDIZAGEM EM ALUNOS DO ENSINO MÉDIO DE UMA ESCOLA PÚBLICA DE PELOTAS RAZÕES QUE DESMOTIVAM E MOTIVAM NA APRENDIZAGEM EM ALUNOS DO ENSINO MÉDIO DE UMA ESCOLA PÚBLICA DE PELOTAS Roberta A. dos Santos 1* (IC), Karen.L. Cruz 1 (IC) Verno Krüger 2 (PQ) beta x@hotmail.com 1-

Leia mais

O cotidiano da gestão educacional e a gestão do cotidiano escolar

O cotidiano da gestão educacional e a gestão do cotidiano escolar 5 CAPÍTULO 5 ESTÁGIO SUPERVISIONADO I: GESTÃO EDUCACIONAL O cotidiano da gestão educacional e a gestão do cotidiano escolar Introdução A compreensão deste capítulo está diretamente relacionada ao entendimento

Leia mais

Confira a entrevista do Pastor Juanribe Pagliarin, da Rádio SuperVida FM, concedida para a Onda Gospel, em Portugal.

Confira a entrevista do Pastor Juanribe Pagliarin, da Rádio SuperVida FM, concedida para a Onda Gospel, em Portugal. Confira a entrevista do Pastor Juanribe Pagliarin, da Rádio SuperVida FM, concedida para a Onda Gospel, em Portugal. ONDA GOSPEL - Quando revelou ao seu amigo, Luis Melancia a vontade de adquirir a rádio,

Leia mais

Estudo x trabalho: aprenda a vencer a rotina de atividades rumo ao sucesso

Estudo x trabalho: aprenda a vencer a rotina de atividades rumo ao sucesso Estudo x trabalho: aprenda a vencer a rotina de atividades rumo ao sucesso Sumário introdução 03 Capítulo 5 16 Capítulo 1 Pense no futuro! 04 Aproveite os fins de semana Capítulo 6 18 Capítulo 2 07 É preciso

Leia mais

Encontro Nacional Jovem de Futuro 2013: conexões e troca de experiências

Encontro Nacional Jovem de Futuro 2013: conexões e troca de experiências boletim Jovem de Futuro ed. 04-13 de dezembro de 2013 Encontro Nacional Jovem de Futuro 2013: conexões e troca de experiências O Encontro Nacional Jovem de Futuro 2013 aconteceu de 26 a 28 de novembro.

Leia mais

A inclusão das Línguas Estrangeiras Modernas no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) Por Ana Paula Seixas Vial e Jonathan Zotti da Silva

A inclusão das Línguas Estrangeiras Modernas no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) Por Ana Paula Seixas Vial e Jonathan Zotti da Silva A inclusão das Línguas Estrangeiras Modernas no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) Por Ana Paula Seixas Vial e Jonathan Zotti da Silva Pela primeira vez, o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD)

Leia mais

Experiência na formação de estudantes do curso profissionalizante normal

Experiência na formação de estudantes do curso profissionalizante normal Experiência na formação de estudantes do curso profissionalizante normal Vanessa Fasolo Nasiloski 1 Resumo O presente texto tem como objetivo central relatar a experiência de ensino desenvolvida com os

Leia mais

CONHECENDO-SE MELHOR DESCOBRINDO-SE QUEM VOCÊ É? 13 PASSOS QUE VÃO AJUDÁ-LO PARA SE CONHECER MELHOR E DESCOBRIR QUE VOCÊ REALMENTE É

CONHECENDO-SE MELHOR DESCOBRINDO-SE QUEM VOCÊ É? 13 PASSOS QUE VÃO AJUDÁ-LO PARA SE CONHECER MELHOR E DESCOBRIR QUE VOCÊ REALMENTE É CONHECENDO-SE MELHOR DESCOBRINDO-SE QUEM VOCÊ É? 13 PASSOS QUE VÃO AJUDÁ-LO PARA SE CONHECER MELHOR E DESCOBRIR QUE VOCÊ REALMENTE É Descobrindo-se... Fácil é olhar à sua volta e descobrir o que há de

Leia mais

podres mecanismo de seleção no acesso às escolas municipais de alto prestígio da cidade do Rio de Janeiro (CHAMARELLI, 2007a). Vale destacar que um

podres mecanismo de seleção no acesso às escolas municipais de alto prestígio da cidade do Rio de Janeiro (CHAMARELLI, 2007a). Vale destacar que um 1. Introdução Tomo consciência de mim, originalmente, através do outro: deles recebo a palavra, a forma e o tom que servirão à formação original da representação que terei de mim mesmo. (BAKHTIN, 1992,

Leia mais

A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE HISTÓRIA NO SUL DA BAHIA: MUDANÇAS E PERMANÊNCIAS. Maricélia Cardoso Matos 1 marimatos25@hotmail.com

A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE HISTÓRIA NO SUL DA BAHIA: MUDANÇAS E PERMANÊNCIAS. Maricélia Cardoso Matos 1 marimatos25@hotmail.com A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE HISTÓRIA NO SUL DA BAHIA: MUDANÇAS E PERMANÊNCIAS. Maricélia Cardoso Matos 1 marimatos25@hotmail.com Pensar na formação de professor é, antes de tudo, pensar na realidade vivida

Leia mais

Entrevista coletiva concedida pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no hotel Skt. Petri

Entrevista coletiva concedida pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no hotel Skt. Petri Entrevista coletiva concedida pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no hotel Skt. Petri Copenhague-Dinamarca, 01 de outubro de 2009 Bem, primeiro dizer a vocês da alegria de poder estar

Leia mais

FACCAMP FACULDADE CAMPO LIMPO PAULISTA COORDENADORIA DE EXTENSÃO E PESQUISA

FACCAMP FACULDADE CAMPO LIMPO PAULISTA COORDENADORIA DE EXTENSÃO E PESQUISA FACCAMP FACULDADE CAMPO LIMPO PAULISTA COORDENADORIA DE EXTENSÃO E PESQUISA CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EM ARTE-EDUCAÇÃO 1. Nome do Curso e Área do Conhecimento Curso de Especialização Lato Sensu

Leia mais

X SEMINÁRIO NACIONAL. Programa ABC na Educação Científica. 08 a 10 de outubro de 2014. Ilhéus - Bahia

X SEMINÁRIO NACIONAL. Programa ABC na Educação Científica. 08 a 10 de outubro de 2014. Ilhéus - Bahia X SEMINÁRIO NACIONAL Programa ABC na Educação Científica 08 a 10 de outubro de 2014 Ilhéus - Bahia O Ensino de Ciências na Bahia I (Sessão 5) Prof. Dr. José Fernando Moura Rocha Instituto de Física - UFBA

Leia mais

Íntegra do Tópico Ecossistemas Comunicativos

Íntegra do Tópico Ecossistemas Comunicativos Módulo Intermediário - Mídia Rádio Íntegra do Tópico Ecossistemas Comunicativos Rádio e escola: a tecnologia a serviço de ecossistemas comunicativos e do protagonismo juvenil Eliany Salvatierra Doutoranda

Leia mais

PRÁTICAS, EXPERIÊNCIAS, CULTURA ESCOLAR: QUESTÕES QUE ENVOLVEM A PRÁTICA DOCENTE

PRÁTICAS, EXPERIÊNCIAS, CULTURA ESCOLAR: QUESTÕES QUE ENVOLVEM A PRÁTICA DOCENTE PRÁTICAS, EXPERIÊNCIAS, CULTURA ESCOLAR: QUESTÕES QUE ENVOLVEM A PRÁTICA DOCENTE DAMKE, Anderléia Sotoriva - UFMS anderleia.damke@yahoo.com SIMON, Ingrid FADEP ingrid@fadep.br Resumo Eixo Temático: Formação

Leia mais

Estórias de Iracema. Maria Helena Magalhães. Ilustrações de Veridiana Magalhães

Estórias de Iracema. Maria Helena Magalhães. Ilustrações de Veridiana Magalhães Estórias de Iracema Maria Helena Magalhães Ilustrações de Veridiana Magalhães 2 Era domingo e o céu estava mais azul que o azul mais azul que se pode imaginar. O sol de maio deixava o dia ainda mais bonito

Leia mais

OS DIFERENTES MODOS DE LEITURA NO ENSINO DE CIÊNCIAS

OS DIFERENTES MODOS DE LEITURA NO ENSINO DE CIÊNCIAS OS DIFERENTES MODOS DE LEITURA NO ENSINO DE CIÊNCIAS Narjara Zimmermann (narjarazi@ige.unicamp.br) (Mestranda do Programa de Pós-graduação em Ensino e História de Ciências da Terra, Instituto de Geociências,

Leia mais

Indicamos inicialmente os números de cada item do questionário e, em seguida, apresentamos os dados com os comentários dos alunos.

Indicamos inicialmente os números de cada item do questionário e, em seguida, apresentamos os dados com os comentários dos alunos. Os dados e resultados abaixo se referem ao preenchimento do questionário Das Práticas de Ensino na percepção de estudantes de Licenciaturas da UFSJ por dez estudantes do curso de Licenciatura Plena em

Leia mais

Discurso do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na cerimônia de lançamento do Programa Nacional de Saúde Bucal

Discurso do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na cerimônia de lançamento do Programa Nacional de Saúde Bucal , Luiz Inácio Lula da Silva, na cerimônia de lançamento do Programa Nacional de Saúde Bucal Sobral-CE, 17 de março de 2004 Meu caro governador do estado do Ceará, Lúcio Alcântara, Meu caro companheiro

Leia mais

Discurso do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na visita ao Assentamento Lulão

Discurso do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na visita ao Assentamento Lulão , Luiz Inácio Lula da Silva, na visita ao Assentamento Lulão Santa Cruz de Cabrália-BA, 28 de setembro de 2005 Meu caro governador Paulo Souto, governador do estado da Bahia, Meu querido companheiro Miguel

Leia mais

ENTREVISTA PROF. DR. FABRICIO POSSEBON. Coordenador do curso de Graduação (licenciatura e bacharelado) em Ciências das Religiões da UFPB

ENTREVISTA PROF. DR. FABRICIO POSSEBON. Coordenador do curso de Graduação (licenciatura e bacharelado) em Ciências das Religiões da UFPB 5 ENTREVISTA PROF. DR. FABRICIO POSSEBON Coordenador do curso de Graduação (licenciatura e bacharelado) em Ciências das Religiões da UFPB Clarissa De Franco equipe editorial Último Andar Último Andar:

Leia mais

1. Eu tenho problema em ter minhas necessidades satisfeitas. 1 2 3 4 5 6

1. Eu tenho problema em ter minhas necessidades satisfeitas. 1 2 3 4 5 6 FIAT Q Questionário de Relacionamento Interpessoal Glenn M. Callaghan Department of Psychology; One Washington Square, San Jose University, San Jose CA 95192-0120 Phone 08) 924-5610 e fax (408) 924 5605.

Leia mais

CONTRIBUIÇÕES DO PIBID PARA O APERFEIÇOAMENTO DA PRÁTICA DOCENTE: INOVAÇÕES NO AMBIENTE ESCOLAR

CONTRIBUIÇÕES DO PIBID PARA O APERFEIÇOAMENTO DA PRÁTICA DOCENTE: INOVAÇÕES NO AMBIENTE ESCOLAR ISSN 2316-7785 CONTRIBUIÇÕES DO PIBID PARA O APERFEIÇOAMENTO DA PRÁTICA DOCENTE: INOVAÇÕES NO AMBIENTE ESCOLAR Gabriela Dutra Rodrigues Conrado Universidade Federal do Pampa - UNIPAMPA gabrielapof@hotmail.com

Leia mais

- Você sabe que vai ter que falar comigo em algum momento, não sabe?

- Você sabe que vai ter que falar comigo em algum momento, não sabe? Trecho do romance Caleidoscópio Capítulo cinco. 05 de novembro de 2012. - Você sabe que vai ter que falar comigo em algum momento, não sabe? Caçulinha olha para mim e precisa fazer muita força para isso,

Leia mais

Um na Estrada Caio Riter

Um na Estrada Caio Riter Um na Estrada Caio Riter PROJETO DE LEITURA 1 O autor Caio Riter nasceu em 24 de dezembro, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. É bacharel em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pela Pontifícia

Leia mais

ESTRATÉGIAS DE DOCUMENTAÇÃO DA PRÁTICA PEDAGÓGICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UM ESTUDO DE CASO

ESTRATÉGIAS DE DOCUMENTAÇÃO DA PRÁTICA PEDAGÓGICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UM ESTUDO DE CASO ESTRATÉGIAS DE DOCUMENTAÇÃO DA PRÁTICA PEDAGÓGICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: UM ESTUDO DE CASO Eixo Temático 2 - Pesquisa e Práticas Educacionais Autora: Beatriz de Oliveira Abuchaim Orientadora: Maria Malta

Leia mais