Tese de CONJUNTURA INTERNACIONAL E NACIONAL DO MOVIMENTO SOCIALISMO JÁ!

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1 Tese de CONJUNTURA INTERNACIONAL E NACIONAL DO MOVIMENTO SOCIALISMO JÁ! Aprofunda-se a crise do capitalismo no mundo e ampliam-se os desafios das classes trabalhadoras A situação mundial segue marcada por uma crise do modo de produção capitalista, sem precedentes e que se agrava com os desdobramentos do fracasso de seu modelo neoliberal. A crise, que teve seu estopim em 2008 nos Estados Unidos (EUA), hoje é apresentada pela mídia como crise da dívida de países de União Europeia. Porém, seus impactos são e continuarão sendo mundiais, reforçando a exploração e opressão sobre os trabalhadores e povos. Com essa crise financeira mundial, os EUA vêm perdendo a sua hegemonia política no mundo. Em contrapartida, para tentar manter o seu poder geopolítico, o governo norte-americano vem aumentando os investimentos na área militar. Como prova disso, o país recentemente reativou a 4ª Frota militar no Cone sul, ameaçando a paz no Atlântico Sul. Além disso, provoca a tensão no Oriente Médio e na Ásia. Os planos de austeridade ditados pelas velhas receitas do Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial incluíram cortes nos serviços públicos, aumento de impostos e programas de salvamento dos bancos, com injeção de trilhões de euros, resultando em mais recessão e aumento do desemprego. A independência de classe dos trabalhadores e a resistência dos povos se expressam em inúmeras manifestações populares pela democratização nos países árabes, nas extensas mobilizações da juventude, bem como na retomada dos movimentos grevistas dos trabalhadores na Grécia, Espanha, Portugal, Itália. Além disso, recentemente, 100 milhões de trabalhadores na Índia, entre outros países, também realizaram manifestações tendo como pano de fundo o questionamento às políticas econômicas adotadas sob a orientação do FMI, do Banco Mundial e do Banco Central Europeu. Cresce a responsabilidade do movimento sindical mundial em defender que os trabalhadores não podem pagar pela crise nem abrir mão de direitos e, muito menos, permitir a adoção de políticas que diminuam ou enfraqueçam o papel do Estado no desenvolvimento com distribuição de renda e valorização do trabalho. Para não perder o domínio geopolítico no Norte da África e no Oriente Médio, as nações que compõem a OTAN estimulam ataques aos governos locais, como no caso do Iraque, Líbia, Irã e Síria. Essas ações estimulam Israel com a sua política contra os povos árabes, provocando guerras civis sem respeito à autodeterminação dos povos, um dos direitos fundamentais pregados pela ONU.

2 A redução da capacidade de dominação do neoliberalismo está refletida no desgaste de sua hegemonia e legitimidade, na maior fragilidade de direção do imperialismo e na falta de coesão política para apresentar um programa que responda às situações impostas pela crise mundial. Na Europa, está em curso a destruição do que sobrou do modelo social Europeu, o Estado de bem-estar social (Welfare State). Ao mesmo tempo, crescem as ameaças contra as liberdades democráticas e a soberania dos países mais fracos economicamente. A crise está afetando, em maior ou menor medida, todos os países, inclusive os chamados BRICS (bloco que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). A depender do impacto que tenha sobre a China, que possui vínculos profundos com os Estados Unidos e que responde por parte importante do dinamismo da economia mundial, a crise pode atingir um patamar ainda mais grave. Os Brics têm a possibilidade de fazer um contraponto ao sistema do capital financeiro, construindo outras alternativas. Além dos efeitos econômico-sociais, a crise é uma das causas da crescente instabilidade política e conflitos militares. A guerra em larga escala passou a ser uma variável considerada em todas as análises, mesmo por aqueles que ironizavam como superados os vínculos entre imperialismo e conflitos militares. O imperialismo intervém militarmente, sendo a guerra realizada sempre como uma saída para situações da crise do sistema. Também se vinculam à crise mundial e às guerras, o aumento da migração, da xenofobia e do racismo. A ONU foi fundada após a 2a Guerra Mundial, em 1948, com o objetivo de evitar as guerras. Com a nova geopolítica do pós-guerra, os principais países vencedores participam como membros permanentes e com direito a veto na Comissão de Segurança da ONU. Com isso, passou-se por um período num mundo bipolar, com os EUA liderando um bloco e a União Soviética, outro. Esse período ficou conhecido como a Guerra Fria. Após a queda do Leste Europeu, o mundo se tornou unipolar, prevalecendo a hegemonia dos EUA. A ONU ficou defasada na nova geopolítica e a Comissão de Segurança acabou virando um instrumento do imperialismo estadunidense, com o poder de veto quando seus interesses são contrariados. Quando os EUA não têm maioria, ficam isolados, como ocorreu na última guerra no Iraque. Apesar de a ONU discordar dos argumentos, os EUA invadiram o país, destituíram o governo, demonstrando a fragilidade da Comissão de Segurança e esvaziando, ainda mais, o papel da ONU como mediadora dos conflitos internacionais. É necessário rediscutir a ONU, com o objetivo de democratizá-la, atualizando-a na nova geopolítica, com uma maior participação dos países na Comissão de Segurança e acabando com o poder de veto dos membros permanentes. A economia da zona do euro continua apresentando resultados alarmantes. O desemprego atingiu 10,4% (a maior taxa desde julho de 1998), em dezembro/11; a economia norte-americana não dá sinais de recuperação importantes, mesmo com a redução da taxa de desemprego e a manutenção de políticas monetária e fiscal (ampliação dos gastos públicos e baixa taxa de juros) voltadas a garantir um maior dinamismo e reaquecimento da economia. Tem crescido a adoção de medidas de

3 proteção da indústria do país contra a concorrência estrangeira. Na China, cujo Produto Interno Bruto (PIB) vinha crescendo a taxas superiores a 9,0%, tendo o setor da indústria como o principal responsável, anuncia-se a possibilidade de redução do PIB para 7,5%, mesmo com a inflação sob controle (conforme discurso do governo do país). Dada a recessão mundial, é improvável que o crescimento dos BRICS, e da China em especial, seja suficiente para sustentar e auxiliar a economia mundial a sair da crise. Com uma proposta de atualizar os organismos da ONU, em um contexto pós-guerra fria, os Brics, numa perspectiva anticrise, apresentaram uma formulação, que amplia e democratiza o Conselho de Segurança da ONU e indica a necessidade de reformulação do FMI e da OMC, com o aumento do número de nações com direito a definir políticas, que não sejam exclusivamente pautadas numa lógica financeira, mas que contemplem as preocupações sociais. Os países em desenvolvimento também pautam a mudança da moeda com referência comercial mundial, que hoje é o dólar, para outro sistema, constituído por um conjunto de moedas com a garantia de várias nações e não somente dependente de uma moeda. As atuais iniciativas tomadas como solução para a crise do capitalismo apontam na direção das políticas neoliberais de financeirização que levaram o mundo à bancarrota. Percebe-se que as empresas multinacionais, ao contrário dos Estados Nacionais, vêm registrando, ano após ano, aumento de lucros. Além disso, sempre na ótica da competitividade, tais empresas têm tido grande liberdade para se deslocarem para mercados (países) onde a produção gera mais lucro e mais exploração da mão de obra. O processo de especulação financeira e imobiliária segue em ascensão, com taxas de lucros e de valorização, respectivamente, extraordinárias, recebendo ainda mais estímulos com a enxurrada de dólares e euros no mercado para salvar bancos e empresas. A única saída, na perspectiva do FMI, do Banco Mundial e do Banco Central Europeu, é a receita ortodoxa baseada na redução do gasto social público e do custo com a força de trabalho, em que se recomendam medidas como a redução nominal dos salários de servidores públicos e do salário mínimo, como aprovado pelo parlamento grego; o aumento da idade para aposentadoria; a redução do tamanho do Estado, ou seja, demissão de servidores públicos e cortes nos investimentos sociais, enfim, desmonte do Estado de bem-estar social. A democracia principalmente as democracias europeias está fortemente ameaçada pela ânsia devastadora do capital em busca da sobrevivência do sistema. As soberanias nacionais e o poder decisório de seus povos são descartados diante da imposição autoritária do centro de poder do mercado europeu. Não há mais intermediários. Agora, a gestão dos governos nacionais é direta dos operadores do mercado financeiro. Um novo tipo de ditadura do capital tem sido forjado em nome do salvamento do Euro. O agravamento da crise estrutural do capitalismo não significa sua incapacidade de se reorganizar e superar sua crise. Pelo contrário, inclusive de forma mais cruel, com o avanço da tecnocracia autoritária intervém em estados democráticos nacionais, como ocorreu na Grécia e na Itália. Para a classe trabalhadora, a superação da crise passa, necessariamente, pela derrocada do capitalismo, o que não pode ser realizado em um único país ou continente, já que esse modo de

4 produção se impôs internacionalmente. Assim, é fundamental considerar, nesta conjuntura atual, as correlações de forças e as mobilizações e ações dos trabalhadores, considerando a superação do modo de produção capitalista para o socialismo. O cenário latino-americano e caribenho é relativamente distinto do cenário internacional. Nas regiões mais afetadas pelos Estados Unidos, há maiores dificuldades não apenas econômicosociais, mas também políticas e militares, seja sob a forma de guerra civil (Colômbia), seja sob a forma de crime organizado em larga escala (México, Guatemala, El Salvador, Porto Rico, entre outros). Em outros países da América Latina e Caribe, há governos que estão implementando políticas de desenvolvimento centradas no fortalecimento do papel do Estado, na valorização dos mercados internos e na integração regional, combinadas a política de ampliação da qualidade de vida e da democracia. O caráter progressista de alguns governos latino-americanos deve ser avaliado pela sua capacidade de promover a soberania nacional, a democracia, a elevação da renda do trabalho e geração de empregos, a ruptura com as políticas ditadas pelos centros de poder e instituições a seu serviço (FMI, Banco Mundial, Organização Mundial do Comércio - OMC) em seu conjunto, e de se posicionar criticamente à ordem mundial que levou à mais recente crise do sistema capitalista no mundo. Ruptura a esse processo ocorreu, recentemente, no Paraguai. O presidente Fernando Lugo se elegeu com precária base parlamentar, em razão da tardia adesão dos movimentos sociais ao processo eleitoral, apoiando-se numa coalização antipartido Colorado partido este que governou o Paraguai de em que se destacou a presença do conservador Partido Liberal. Durante sua gestão, incapaz de obter maioria parlamentar, Lugo não pôde avançar em promessas chaves de campanha que confrontavam a oligarquia paraguaia, como a realização de uma reforma agrária, por exemplo. Com esse cenário, montou-se um Golpe Parlamentar, em que uma ação orquestrada pelo parlamento paraguaio deu-se após arbitrário processo de impeachment do, então, presidente sem que lhe tenha sido garantido o legítimo, amplo e incontestável direito de defesa. Esse golpe tem, entre outras intenções, a de modificar o tabuleiro geopolítico da região, criando no Paraguai em razão de sua localização territorial estratégica, disponibilidade de reservatórios de água doce e de fontes energéticas que afetam principalmente ao Brasil, Argentina, ou proximidade das reservas de gás da Bolívia uma fonte de contenção e desestabilização dos governos de esquerda e centroesquerda da região. Tal projeto se articula fortemente com o imperialismo estadunidense e se consolida com a instalação de bases militares no país. Só esse vínculo, combinado com o desespero da direita paraguaia, poderia dar-lhe imaginariamente a força suficiente para confrontar vizinhos regionais muito mais poderosos. Não se pode subestimar as forças atrasadas e de direita das oligarquias, que são utilizadas como instrumentos à disposição dos interesses estadunidenses, tal como as fraudes eleitorais ocorridas recentemente no México. No caso do Brasil, a estratégia macroeconômica desenvolvida nesses três mandatos democrático-populares no governo federal articulou o desenvolvimento social ancorado no crescimento econômico, na geração de emprego e renda, na valorização do salário mínimo, no aumento do investimento social, no incentivo às políticas universais e no avanço das políticas voltadas para o combate à pobreza.

5 Na última década (principalmente a partir de 2004), a economia brasileira apresentou consistente crescimento econômico (com uma taxa média anual de 4%), fortemente impulsionado pelo fortalecimento do mercado interno via ampliação do crédito, política de valorização do salário mínimo e melhoria do mercado de trabalho e, por consequência, da distribuição da renda. Apesar desse avanço, ainda temos uma das maiores e mais elevada concentração de renda, com mais de 12 milhões de pessoas na extrema pobreza. O Brasil precisa fazer reformas estruturantes como a política; a reforma tributária, taxando as grandes fortunas, com o objetivo de corrigir o desequilíbrio social; a reforma agrária, para acabar com o latifúndio improdutivo e dar mais assistência à agricultura familiar; a reforma urbana, para transformar a infraestrutura, como saneamento, mobilidade, segurança, habitação; a regulamentação da comunicação, com a democratização do acesso e fiscalização da outorga de concessões públicas; a reforma educacional, com regulação do setor privado, do sistema nacional articulado do setor público e privado, com o incentivo à pesquisa e o aumento do acesso às universidades; a reforma do sistema de saúde, fortalecendo e universalizando o SUS. Cabe destacar, ainda, nas ações do desenvolvimento e do trabalho, o que se refere às políticas no âmbito da educação profissional. Ao mesmo tempo em que o Governo sinaliza vontade política no tocante à ampliação do acesso por meio de importantes investimentos nas redes públicas de educação profissional, tanto federal quanto nos estados, destina volumosos recursos para a iniciativa privada, particularmente para o Sistema S, através do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (PRONATEC), configurando uma significativa contradição entre a concepção de valorização da educação profissional como política pública e a definição de estratégias que atendam aos interesses daqueles que a exploram como mercadoria. A luta dos trabalhadores e trabalhadoras da educação pelo Piso, com amplas greves e mobilizações em todo o país, é uma evidente contraposição à mercantilização da educação. Um resultado importante no período foi a promulgação da Lei do Piso pelo Governo Lula. Porém, em muitos estados e municípios, a Lei é descumprida e questionada juridicamente, mesmo tendo sido referendada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Nesse sentido, devemos ratificar o projeto da CONTEE para o país, intensificando a histórica luta pela educação pública e gratuita de qualidade socialmente referenciada voltada para o interesse do povo em todos os níveis, combatendo a transformação da educação em mercadoria e lutando também por medidas específicas que visem à elevação do grau de escolaridade das classes trabalhadoras brasileiras em curto e médio prazo. A luta pela regulamentação do setor privado de ensino, subordinando o interesse privado ao público, deve continuar sem tréguas ou vacilações. Em relação às perspectivas de crescimento econômico brasileiro, sob o ponto de vista da dinâmica econômica mundial, deverá seguir a tendência de queda, por um lado, pelos efeitos da crise no Brasil que ocorrerão via setor externo da economia, em especial no comércio mundial; por outro, em função de políticas paradoxais que poderão ser adotadas a depender da análise dos impactos da crise na economia brasileira como um todo. Portanto, um dos desafios mais importantes no próximo período é garantir o desenvolvimento socioeconômico sustentado. Avalia-se que, para se manter (ou mesmo ampliar) as

6 conquistas sociais e do mercado de trabalhos obtidos desde o ciclo de crescimento econômico, iniciado em 2004, será necessário, no mínimo, um crescimento na ordem de 4% do Produto Interno Bruto (PIB), com valorização do trabalho e melhoria das relações de trabalho, com democracia nas empresas e participação dos sindicatos e de comissões sindicais nos locais de trabalho. Há demonstração do equívoco na condução da política econômica baseada em juros altos e na restrição do crédito como formas de controle da inflação e do consumo, como parte da manutenção do tripé: meta de inflação câmbio flexível superávit primário. A política fiscal contracionista exigida nessa lógica restringe os instrumentos e possibilidades do Estado para aumentar os investimentos e ampliar as políticas sociais. Embora o discurso governamental seja defortalecimento do mercado interno, as medidas adotadas são contraditórias. É necessário um maior investimento na industrialização do país para fortalecer a soberania nacional, com a valorização do trabalho, melhorando a distribuição de renda e, consequentemente, a qualidade de vida do povo. O cenário de aprofundamento da crise econômica, com impactos significativos sobre o emprego e as condições de vida dos trabalhadores, principalmente nos países centrais do capitalismo, exigirá do Brasil a implementação de políticas que garantam o crescimento/desenvolvimento centrado no mercado interno e uma estratégia de investimento de médio e longo prazo que possibilitem o desenvolvimento sustentável, rumo a uma maior diversificação produtiva, com ambos atuando para minorar, ainda mais, os efeitos desse período de instabilidade econômica mundial. Cabe ressaltar que a liberalização do capital financeiro, que favorece, ainda mais, a especulação, concorre para ao aumento da dívida interna e fragiliza os investimentos em políticas sociais e de infraestrutura. Atualmente são poucos os países que possuem condições para obter sucesso nesse tipo de estratégia (crescimento via mercado interno), e o Brasil, certamente, é um deles. Isso ocorre porque tanto o consumo, como a renda do mercado interno brasileiro, tem margem para crescer, porque ainda existe um contingente populacional considerável fora do mercado consumidor, ao contrário do verificado nos países centrais. Nesse sentido, uma condição fundamental para que tal objetivo seja alcançado é elevar, no PIB, a participação dos rendimentos do trabalho em contraposição aos lucros. Portanto, um dos grandes desafios colocados no próximo período em relação à agenda do desenvolvimento diz respeito ao embate entre lucros e salários. Mesmo com o aumento da renda do trabalho, os lucros têm crescido em velocidade ainda maior, já que, mesmo com o aumento do emprego, sua proporção na economia nacional permanece ainda distante do verificado na década de Além da continuidade do aumento do emprego assalariado, existe a necessidade de crescimento da renda individual do trabalho, visto que a política econômica e a precarização das relações de trabalho, em especial, a alta rotatividade e terceirização, impedem avanços mais visíveis nesse aspecto. Além daquelas já arroladas acima, propomos: 0-Por uma política salarial para os servidores públicos federais e pela reposição da inflação nos vencimentos defasados nos últimos 08 anos;

7 1-Aprovação dos 10% do PIB no PNE; 2- Apoio às políticas de integração da América Latina e Caribe que visem à soberania e à emancipação dos povos; 3- Repúdio ao Golpe de Estado no Paraguai e pela volta da democracia; 4- Repúdio e denúncia à intervenção imperialista na América Latina e Caribe, exigindo a retirada da IV Frota e a efetiva condenação do golpe em Honduras; 5- Repúdio à instalação de bases norte-americanas na Colômbia; 6- Apoio à democratização do Conselho de Segurança da ONU; 7-Defesa de reformulação do FMI e da OMC com aumento do número de nações com direito a definir políticas econômicas e sociais; 8- Defesa da garantia de emprego e proibição de demissões sem justa causa; 9- Consideração, para efeito de cálculo do provento de aposentadoria, da soma de todos os salários de contribuição, em igualdade de condições, sem que haja prevalência de uma sobre a outra; 10- Empenho de todos os esforços pela revogação do parágrafo segundo do Artigo 114 da emenda 45; 11- Fim do superávit primário e revogação da LRF, com ampliação dos investimentos em obras de infraestrutura e em políticas sociais; 12-Luta contra a política macroeconômica, bem como pela revogação da Lei de Responsabilidade Fiscal; 13- Ampliação e fortalecimento da Previdência Pública e Solidária, com o fim do fator previdenciário; 14- Associação da luta pelo fortalecimento da previdência social à luta pelo aperfeiçoamento do sistema público de saúde; 15- Restituição à nação do que foi privatizado, com a reestatização da Vale, da Embraer e readmissão dos demitidos; 16- Anulação dos leilões do petróleo e garantia de que a riqueza do Pré-Sal não seja entregue às multinacionais e apoio à campanha da FUP por uma Petrobras 100% Estatal;

8 17- Luta pela garantia de que, na construção do marco regulatório para exploração do Présal, parte substancial dos recursos seja destinada para as áreas de educação e saúde e não entregue às multinacionais; 18- Auditoria da Dívida Pública (externa e interna), como fazem Equador, Bolívia, Venezuela e Paraguai; 19- Controle da remessa de lucros das multinacionais e da fuga de capitais; 20- Mais avanços na Reforma Agrária, em unidade com o MST e outros movimentos, na cobrança de assentamentos e de crédito para a pequena agricultura familiar com atualização do índice de produtividade e limite de propriedade de terras; 21- Luta contra a privatização da Amazônia, contra a Lei n /2009, que resultou da conversão da Medida Provisória nº 458/2009 que regulamenta e dispõe sobre a regularização fundiária das ocupações incidentes em terras situadas em áreas de União, no âmbito da Amazônia Legal (grilagem), e pela defesa do meio ambiente; 22- Luta em defesa do patrimônio ambiental, contra a privatização dos recursos naturais e por uma urgente mudança na matriz energética; 23-Busca de se fazer representar junto a fóruns governamentais e não governamentais de políticas para mulheres, antirracistas, de combate à homofobia e lesbiofobia; 24- Afirmação de compromissos de luta que visem combater todo tipo de preconceito, discriminação com a relação à cor, orientação sexual, de idade de credo, fortalecendo os direitos constitucionais; 25-Redução da jornada de trabalho de 44 para 40h semanais, sem redução de salário; 26-Garantia de implantação e avanços no Plano de Cargos, Carreira e Salários nos setores público e privado; 27-Mudança no IRPF, com base nos estudos do IPEA; 28- Reforma tributária progressiva, fundada prioritariamente sobre tributos diretos, imposto sobre as grandes fortunas, desoneração do trabalho e maior taxação do capital e da grande propriedade rural, dos lucros financeiros e das remessas de lucros e dividendos ao exterior; 29-Impedimento da desnacionalização da educação; Revisão da Lei da Anistia, para punir os crimes da ditadura militar; 30- Incentivos do Estado para a agricultura orgânica e para a agroecologia, como alternativas de desenvolvimento sustentável, em assentamentos de reforma agrária;

9 31-Implementação de um marco regulatório para a imprensa que permita uma real e efetiva democratização dos meios de comunicação, incluindo revisão das concessões de rádio e TV. Tese de ORGANIZAÇÃO SINDICAL DO MOVIMENTO SOCIALISMO JÁ! PELO PROTAGONISMO E CONTRA O DIVISIONISMO A presente tese tem por objetivo precípuo aperfeiçoar a organização sindical de nossa categoria e, para tal, trazemos uma série de reflexões e proposituras para os avanços necessários, devido ao fato de que entendemos o atual modelo como superado e incipiente, sendo esta ferramenta essencial para os embates que temos na busca de melhores condições de vida e de trabalho. Nosso sindicato, quando de sua criação, possuía como premissa principal e verdadeira a pluralidade, pois é princípio fundamental na política sindical a amplitude, porque não se trata de parte da sociedade, mas da representação de uma categoria profissional. Ao passar dos anos essa pluralidade foi sendo esquecida, bem como a base, e a entidade se tornando território político de correntes exclusivistas, oriundas das mais diversas organizações partidárias. No início tínhamos um representante sindical por seção, vara ou turma. A partir de um certo momento todas as representações sindicais passaram a existir em eleições abrangentes, sendo que nossa OLT Organização por Local de Trabalho foi substituída pela organização e representação por prédios, resultando no afastamento da entidade de suas bases, com prejuízos irreparáveis. Esse tipo de representação não contempla a convivência diária e o debate permanente, tampouco nossas iniciativas sindicais, fragilizando as mobilizações e as greves. Foi descartado o debate político diuturno entre o servidor e seu sindicato, que tal prática, no passado, levou-nos à condição e reconhecimento nacional como o sindicato mais combativo do Poder Judiciário. Precisamos rever nossa OLT- organização por local de trabalho, caso contrário continuaremos com esse hiato muitíssimo prejudicial. Outro e fundamental aspecto é que, na realidade, existem inúmeros companheiros que promovem o debate de nossas questões sindicais nos setores, varas, turmas, etc. e não possuem a devida proteção política sindical, ficando vulneráveis aos humores ou preferências políticas de seus administradores, oportunizando a ocorrência do famigerado assédio moral.

10 Devemos deliberar pela criação das Delegacias Sindicais nos municípios do interior em que estiverem lotados mais de 50 sindicalizados, com sede própria e com orçamento definido no orçamento participativo do Sintrajufe. Outra preocupação, aqui já externada é com a própria composição do sistema diretivo da entidade. Hoje deveríamos ter como norma a proporcionalidade nas eleições de nosso sindicato, pois foi efetuado um plebiscito e os sindicalizados optaram pelo sistema proporcional, todavia não foi implementado. Os atuais dirigentes do Sintrajufe-RS à época defenderam a aplicação da proporcionalidade, chegando a apelar, inclusive, aos tribunais. Agora que estão eleitos e dirigindo a entidade deverm, a partir deste Congresso, passar a aplicá-la, promovendo as alterações estatutárias necessárias e inserindo a proporcionalidade qualificada como forma de composição das futuras direções do Sintrajufe-RS. DESFILIAR-SE OU NÃO DA CUT Desde 1991 nosso sindicato é filiado à Central Única dos Trabalhadores e agora a atual direção propõe a desfiliação. Quando atuávamos enquanto dirigentes do nosso sindicato junto à CUT, participando inclusive da direção executiva, tivemos nossas maiores conquistas, tanto no campo salarial quanto nas condições de trabalho. Antes de mais nada, a atual direção deveria cumprir com suas obrigações junto a essa Central recolhendo as contribuições devidas, pois inexiste até esta data deliberação da categoria que aponte para a desfiliação, o que torna nossa categoria inadimplente, pois qualquer deliberação em relação à Central deveria ser tomada em Congresso, conforme o que determina o estatuto do Sintrajufe-RS, e a pauta proposta para este Congresso Estadual é a prova incontestável e o reconhecimento de que realizaram uma ação ilegal e autoritária. A atual direção atropelou o estatuto da nossa categoria, os sindicalizados da sua base e produziu uma desfiliação antecipada, pois os companheiros cutistas são impedidos de participar das instâncias e debates no seio da CUT, porque simplesmente a direção do Sintrajufe-RS se nega em cumprir com sua obrigação. Só podemos concluir que é uma direção autoritária, sendo a democracia mera peça de retórica e conveniência. Essa deliberação de não recolhimento de mensalidades é plenamente nula. Essa atitude é o que chamamos de política do fato consumado. Por outro lado, usam dos momentos em que estamos reunidos para disparar discursos contra as políticas da CUT, taxando os trabalhadores lá filiados como governistas e outros adjetivos que aqui não cumpre enumerar. Cobram posicionamentos político-sindicais da Central, todavia jamais foram até lá, o que é sua obrigação, dialogar com os dirigentes e explanar das nossas necessidades políticas, buscando o amparo para seus representados que somos nós servidores do Judiciário. Conhecemos algumas correntes políticas há bastante tempo e sabemos perfeitamente de suas intenções, também sabemos perfeitamente que tais decisões não podem se dar por

11 conveniências, pois têm como resultado uma grande instabilidade política no seio da categoria, servindo única e exclusivamente para a divisão dos servidores. Nas nossas mobilizações clamam aos quatro ventos por unidade na ação, porém no dia a dia o que fazem é exatamente o inverso. Mas toda essa crise política tem uma grande causa, que é o divisionismo patrocinado pelas correntes políticas, tendo como pano de fundo o aparelhamento das entidades populares, em especial as Centrais Sindicais, que hoje se dividem em campos e partidos. Estávamos todos no campo dito avançado, porém hoje dá para dizer que não eram tão avançados quanto propugnavam, pois em determinado momento resolveram realizar uma grande divisão, ou seja, as correntes em que militam nossos atuais dirigentes resolveram fundar o Conlutas; a outra corrente resolveu fundar a CTB e os petistas e independentes permaneceram na CUT. Este é o divisionismo que leva a um debate estreito e excludente, que pode levar nossa categoria a ficar isolada do restante dos servidores públicos e dos demais trabalhadores. Esse processo de divisão vem ocorrendo desenfreadamente em todo o país. Onde as correntes sindicais oposicionistas são eleitas, começa o processo de desqualificação da Central Sindical. O trabalhador oprimido por uma conjuntura desfavorável, aliada ao imobilismo da maioria das bases, resultado do divisionismo desenfreado elegem como inimigos os próprios trabalhadores e sua instância superior, a Central, no nosso caso a CUT. Nossa Fenajufe foi desfiliada da CUT em meados do ano passado, todavia as mobilizações decresceram, sendo notório o afastamento das bases dos movimentos reivindicatórios. Nossa categoria, formada na sua imensa maioria por companheiros com um nível intelectual elevado, com uma carga cultural acima da média, não poderia estar sendo submetida à vontade política de uma corrente ou partido, pois se isso ocorre estará entregando seu valoroso patrimônio histórico e político construindo com muita luta, lucidez e protagonismo políticos, que não são qualquer coisa. Somos o primeiro sindicato de servidores públicos fundado neste país, fomos o primeiro sindicato de servidores do Judiciário a se filiar à CUT, fomos o primeiro sindicato de servidores a fazer greve e a conquistar melhorias salariais até então inimagináveis, fomos a primeira entidade no país a deliberar e impulsionar o Fora Collor, fomos o primeiro sindicato de servidores do Judiciário a participar de greves gerais, detemos um valoroso percentual de sindicalizados. Hoje, estamos cansados de ouvir discursos inflamados proferindo vitórias, quando na realidade são conquistas de caráter defensivo, ou seja, contra a retirada de direitos. Nossas greves se encerram com a categoria dividida, saindo das assembleias com o péssimo sentimento de impotência e abandono, sem nenhum tipo de ganho econômico, sequer temos a reposição da inflação há 08 anos. Nossas lutas têm sido insuficientes, muito aquém do necessário.

12 Todavia a soberba e o autoritarismo se proliferam. Nunca vimos um dirigente fazendo uma autocrítica, sempre são os mestres na arte de dirigir, são politicamente intocáveis e os culpados sempre estão do lado de fora, o Gilmar, o Peluso, o Joaquim Barbosa, agora o Lewandowski, a CUT, o PT, a Dilma. Por falar em culpados, fazemos algumas observações: - Hoje a maioria dos sindicatos do Judiciário do país são dirigidos pelos companheiros da mesma corrente dos dirigentes do Sintrajufe-RS. Na greve de junho tivemos 05 sindicatos em greve em todo o país. Talvez seja culpa dos outros. - Na greve de agosto foram 10 dos 30 sindicatos filiados à Fenajufe, desfiliada da CUT desde meados do ano passado,que fizeram a greve. Talvez a CUT, à qual são filiados somente 04 sindicatos de servidores do Judiciário e MPU tenha lutado contra nossas greves. Talvez seja culpa dos outros. - Na greve do RS, na Justiça do Trabalho da capital, aproximadamente 80 companheiros assinavam o ponto paralelo diário. Nas Justiças Federal e Eleitoral nem vamos citar. Talvez seja culpa dos outros. É uma enorme insuficiência política pensar que os culpados são somente os que estão fora da nossa categoria. Com 08 anos sem reposição, sequer da inflação, com o poder aquisitivo esfacelado, com as metas processuais draconianas, com o PJE Processo Judicial Eletrônico torturando os servidores, é praticamente impossível que lideranças sindicais não mobilizem seus pares. Motivos sobram, mas aqui conseguem, greve a greve, reduzir o número de companheiros grevistas. Talvez o Lewandowski, a CUT, o PT e a Dilma estejam oprimindo os trabalhadores, descontando salários e punindo grevistas, só que não nos informaram. O último PCS que conquistamos foi em 2006, quando nosso sindicato já era, há 15 anos, filiado à CUT, o PT era governo e Lula o Presidente da República. Pelas razões acima expostas, solicitamos aos delegados deste Congresso Estadual que reflitam e deliberem pela manutenção de nosso Sintrajufe-RS filiado à Central Única dos Trabalhadores, pois não é essa a culpada pelas nossas sucessivas derrotas e pela nossa falta de mobilização e de conquistas. Além dos pleitos acima propomos: 1-Eleição de um representante do Sintrajufe-RS por setor, vara, turma, etc., na qualidade de delegados sindicais, que exerçam essa representação exclusivamente nos seus locais de trabalho; 2-Assembléias por prédio sob a direção dos diretores de base eleitos para tal;

13 3-As deliberações ocorridas nas bases localizadas no interior do Estado devem ser apreciadas e debatidas nas Assembléias Gerais, assegurada a oportunidade e participação dos companheiros lotados naquelas unidades; 4-Pela criação das Delegacias Sindicais nos municípios do interior do Estado que detiverem mais de 50 sindicalizados, com orçamento próprio, a ser definido no orçamento participativo do Sintrajufe-RS; 5-Negociação junto à CUT para sanar nossa inadimplência, com pedido de anistia; 6-Reafirmar a filiação e participação em todas as instâncias de dliberação da Central Única dos Trabalhadores; 7-Alteração estatutária para que seja inserida a proporcionalidade qualificada nas próximas eleições do Sintrajufe-RS; TESE SOBRE PLANO DE LUTAS DO MOVIMENTO SOCIALISMO JÁ! Em razão de todas as necessidades, no que diz respeito a nossa carreira e nossa vida profissional, apresentamos um conjunto de propostas com a finalidade de buscarmos muitas e alvissareiras conquistas para o conjunto da categoria. Preliminarmente, necessitamos nos situar politicamente, para a seguir formularmos algumas proposituras, no nosso entender muitissimo necessárias. Para que nossas conquistas ocorram, precisamos de muita unidade, que somente será alcançada com uma amplitude organizacional definida democraticamente durante este Congresso. Precisamos, urgentemente acabar com o exclusivismo nas instâncias diretivas do Sintrajufe. Quando possuíamos eleições proporcionais tivemos nossas maiores conquistas. A partir de determinado momento houve uma nova forma,, que segundo seus defensores criaria melhores condições de execução programática e de cobrança direta pelas bases, que foi a majoritariedade. Nesse momento, tivemos a exclusão das minorias, sendo que a maioria passou a ter o monopólio político sindical e as bases nunca conseguiram cobrar coisa alguma. Agora, depois de 15 anos na direção, uma força política foi derrotada e substituída por outra, o que significa a mesma coisa para os servidores, pois tem a mesma prática política, o mesmo exclusivismo e, pior, um autoritarismo que já lhe custou uma enorme divisão no seio da própria diretoria. Por isso clamamos pela proporcionalidade qualificada nas próximas eleições sindicais, tendo em vista que já foi aprovada em amplo plebiscito, somente não foi implementada, tendo inclusive a atual direção buscado os tribunais para que isso ocorresse.

14 Precisamos ter uma representação mais ampla e incluir no sistema diretivo do Sintrajufe a figura do delegado sindical, que será eleito em cada setor, vara, turma, etc., e será o elo entre o servidor de base e o seu sindicato. Esse delegado terá a condição de dirigente sindical, com todas as prerrogativas, somente não terá cadeira no Conselho Geral, permanecendo os atuais diretores de base e direção colegiada com essa incumbência. Temos que atentar que hoje inúmeros servidores cumprem esse papel, todavia sem a prerrogativa de dirigentes sindicais, ficando submetidos aos humores ou preferencias políticas dos administradores. Esse dirigente de local de trabalho inibe o tão conhecido assédio moral e todas as formas de opressão. Devemos criar as Delegacias Sindicais, sob a direção dos diretores de base, em municípios do interior do Estado em que estiverem lotados mais de 50 sindicalizados, com sede própria e finanças a serem definidas no orçamento participativo estadual do Sintrajufe. É urgente a realização de seminário visando um planejamento estratégico do sindicato, com a participação de delegados eleitos nas bases e todas as instâncias de direção. Outra proposta é a eleição de membros do GT Plano de Carreira, sendo um por setor, vara, turma, etc. Necessitamos fazer uma grande campanha salarial, a partir de um calendário de mobilizações permanente, com debates, seminários, reuniões e preparação de uma greve em nível nacional sem precedentes, tendo como bandeira principal a reposição do poder aquisitivo. Ao mesmo tempo, devemos nos reunir com todas as entidades representativas dos operadores do direito, construindo um fórum de discussões permanente, sob nossa coordenação, que também discutirá e deliberará a respeito das novas formas de organização, distribuição e execução do trabalho, tendo como foco principal o Processo Judicial Eletrônico. (PNE). Precisamos lutar pela implementação dos 10% do PIB no Plano Nacional de Educação Temos que mobilizar pelo fim das contribuições previdenciárias para inativos. Pela incorporação da GAS nas aposentaorias. Pelo fim do Fator Previdenciário. Pela implementação dos Conselhos Populares. É urgente o debate sobre o acesso e formas de nomeação de servidores nas funções comissionadas, que hoje, conforme interpretações dos tribunais são encargo das administrações, sem nenhum tipo de critério objetivo, bem como a fixação do período de exercício, que no nosso entender não deve ultrapassar 02 anos, com direito a uma e única recondução. Lutar pela jornada de 06 horas diárias. Devemos fazer um amplo debate, envolvendo todos os beneficiários dos planos de saúde, buscando o pagamento integral pelos tribunais. Criação de um plano de saúde odontológico coberto

15 integralmente pelos tribunais. remoção. Exigir que as remoções de servidores se dêem exclusivamente através dos concursos de Propugnamos pela aplicação de 30% a título de cotas raciais nos concursos públicos para ingresso no Judiciário Federal e MPU, no mesmo rumo a aplicação do mesmo percentual para acesso às CJ s e FC s. Também propugnamos pela aplicação de 30% de cotas raciais nas chapas concorrentes em nossas eleições sindicais, bem como na composição final de direções, exatamente como foi aprovado na última plenária estatutária da Fenajufe, tal qual encaminhado pelo último Congresso Nacional da categoria. Exigir a implementação de todos os direitos e benefícios aos dependentes de companheiros que possuam relação homoafetiva Estas eram algumas de nossas contribuições para o aperfeiçoamento e efetiva aplicação da democracia sindical em nosso sindicato. NA DEFESA DA DEMOCRACIA SINDICAL NO SINTRAJUFE-RS! Tese de POLÍTICAS PERMANENTES do MOVIMENTO SOCIALISMO JÁ! O TRABALHADOR NEGRO NO JUDICIÁRIO Estamos aqui reunidos para dialogar, debater e buscar avanços para o conjunto de nossa categoria. Este tema é a questão do trabalhador negro no Judiciário Federal, todavia precisamos nos situar politicamente para que possamos realizar um diagnóstico aproximado da realidade, definindo as ações para novas e promissoras conquistas. Nesse sentido, como é do pleno conhecimento dos companheiros, estamos vivenciando um período de enormes perdas, tanto salariais quanto políticas e sociais, pois nosso país aderiu a tão propalada globalização, que nada mais é senão a implantação generalizada dos projetos de dominação social e economica ditados pelos xerifes do mundo, o império capitalista.

16 Aqui em nosso país temos assistido a um grande avanço do capital, que em sua fase superior deixa um rastro de destruição e se impõe pela força submetendo governantes, governos e a população mundial. Isso foi muitíssimo visível nas tais manifestações e passeatas instigadas pelas forças imperialistas e absorvidas, em especial pela nossa classe média, que é submissa voluntariamente, comportando-se como verdadeiros abutres à espera dos restos putrefatos abandonados pela burguesia dominante. Nas tais manifestações democráticas o organograma era sempre o mesmo, ou seja, como comissão de frente vinha uma horda de sociopatas de todo gênero, destruindo qualquer coisa por onde passavam, apoiados pela massa oportunista e majoritariamente despolitizada, também formada por descontentes de todos os matizes. Meus companheiros, esse é o início da fase superior do capitalismo. Como bem definem alguns pensadores: a barbárie está presente. Não traziam qualquer bandeira que significasse a ruptura com esse sistema, não vimos nenhuma faixa dizendo fora imperialismo, fora neoliberalismo, fora capitalismo ou socialismo já ou por um Brasil socialista. Não abrem mão, em momento algum, do novo liberalismo excludente e perverso, como podemos lhes dizer: o lumpenzinato evoluiu, ou seja, cresceu para baixo. A título de curiosidade podemos destacar que raramente se viu um negro ou um operário nas tais manifestações. Em meio a esse deprimente quadro, assistimos aos ditos representantes do povo propalando a legitimidade dessas ações predatórias, o crescimento da oposição mais liberal e cruel do que o atual governo, nossa velha conhecida, e que é propagandeada diuturnamente pela mídia burguesa que invade os lares brasileiros e que, subliminarmente, apontava os Aécios e as Marinas como saída para todos os problemas. O episódio das escutas estadunidenses foi o retrato da ingestão direta do imperialismo em nosso país, mas a resposta do lacaio do presidente estadunidense, expôs ao mundo quem realmente ele é, o que e quem representa. Agora que sabemos um pouco do que precisamos enfrentar e derrotar, podemos dar início ao debate sobre o conjunto de reivindicações necessárias, pois é da nossa natureza guerreira a disposição para muitas batalhas, como foi o caso dos Lanceiros Negros no RS e dos inúmeros quilombolas de nossa pátria, cujo principal líder foi Zumbi dos Palmares. Cumpre aqui ressaltar que os Lanceiros Negros foram os verdadeiros soldados da tão falada Revolução Farroupilha, que não passava de uma disputa economica entre a burguesia agrária gaúcha e a fidalguia portuguesa. Aos negros gaúchos escravizados, caso lutassem ao lado dos revolucionários (fazendeiros), foi prometida a alforria e a posse de terras ao final. E ao final o genocida Davi Canabarro, bancado pelo sanguinário Bento Gonçalves, matou todos os soldados negros (os Lanceiros Negros) ao formalizarem um acordo economico com a burguesia imperial em 1845, dando fim à dita Revolução Farroupilha. Podemos observar o quanto é despolitizado e desinformado o povo que cultua o

17 gauchismo, pois erguem anualmente um acampamento apelidado de farroupilha, no município mais imperialista do Rio Grande do Sul, onde sequer os tais revolucionários conseguiram entrar, que recebeu da fidalguia a insígnia MUI LEAL E VALOROSA, porque era muito leal e valorosa para o império, era uma cidade imperial. Temos vários companheiros negros que labutam no Judiciário Federal, que ingressaram no serviço público via concurso também público, numa condição de igualdade com milhares de não negros, sendo que estes não negros desfrutam de apoio economico e financeiro, o que lhes proporciona as ideais condições de preparo para uma disputa tão acirrada e de difícil transposição. Como diria um humilde companheiro: enquanto nós negros trabalhamos durante o dia para comer à noite, os filhos deles estudam pela manhã na escola privada, à tarde no melhor cursinho e à noite nos seus computadores de última geração. Não podemos esquecer que somos descendentes diretos de um povo escravizado pelos não negros deste país, que somente foi libertado pelos interesses economicos do império e que, na sua constituição, foi barrado de qualquer tipo de aprendizado, até mesmo de alfabetizar-se, perdurando essa prática até parte do século anterior. Assim começamos a fundamentar nossa primeira reivindicação, ou seja, objetivamente propugnamos pelas cotas para ocupação dos cargos em todos os concursos para ingresso no Judiciário Federal (30% em todos os níveis). Bem que o STF poderia seguir a mesma orientação da Presidência da República e implementar as cotas neste Poder. Prosseguindo, precisamos dizer que o percentual de negros detentores de Cargos em Comissão e de Funções Comissionadas é negativo no TRT da 4ª Região. A maioria esmagadora dos negros que conseguiu ingressar na carreira, com todas as dificuldades que lhes são impostas, já na carreira foi aos bancos universitários e é possuidor de bacharelado, mestrado e até doutorado, todavia quem ocupa os cargos de maior remuneração são os não negros, sendo que alguns sequer possuem o ensino superior completo. Os critérios para acesso a esses cargos e funções hoje têm caráter subjetivo, ficando a sociedade submetida ao humor ou às simpatias e preferências pessoais do administrador (juiz ou diretor), que usa livremente o erário público para remunerar os seus seguidores, sendo muitos deles seus parceiros políticos e ideológicos. Entendemos que devemos exigir concurso interno, com mandato por tempo determinado, para ocupação desses cargos/funções, bem como artigo específico no Plano de Carreira que se avizinha. Como podemos verificar, esta é a segunda reivindicação, que é a aplicação de 30%, a título de cotas em concursos internos, para servidores negros, no que tange à ocupação dos cargos em comissão e funções comissionadas em todos os setores de cada tribunal. A seguir, precisamos implantar, prioritariamente, até para não perdermos o foco do debate feito no último Congresso e Plenária estatutários da FENAJUFE, as cotas nas chapas concorrentes e na ocupação dos cargos em nossas direções sindicais, em todos os níveis, obedecendo a propositura já debatida e aprovada, também no percentual de 30%.

18 O debate acerca do Plano de Carreira é urgente e necessário, e em assim sendo estou aqui convidando todos os companheiros para uma ação organizada e efetiva, com o protagonismo necessário para obtermos a vitória de nossos pleitos, tanto na elaboração, quanto na aprovação da lei que organizará e ordenará nossa carreira enquanto servidores públicos do Poder Judiciário Federal. Muita saúde, muita alegria a todos, pois os lutadores das causas populares precisam estar em sua plenitude para enfrentar os donos dos meios de produção, as elites dominantes e os entreguistas de todos os matizes. ADRIANO WERLANG ALAN CARLOS DIAS DA SILVA ARMANDO DA SILVA JAIME MESSER LAURY MACIEL DE SOUZA PAULO ROBERTO COSTA DA ROSA PAULO ROBERTO TIECHER DE JESUS VALDIR DOS SANTOS LAINI MOVIMENTO SOCIALISMO JÁ!

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