CURSO DE RETA FINAL - MAGISTRATURA DE SÃO PAULO Prof. André Barros

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1 MATERIAL DE APOIO PROFESSOR CURSO DE RETA FINAL - MAGISTRATURA DE SÃO PAULO Prof. André Barros 3a AULA: DIREITO DAS SUCESSÕES: Do direito das Sucessões (artigos a do Código Civil). Sucessão legítima (artigos a do Código Civil). Sucessão testamentária (Código Civil, artigos 1961 a 1965). Do inventário e da partilha (artigos a do Código Civil). SUCESSÕES - INTRODUÇÃO 1. CONCEITO 2. SUCESSÃO A TÍTULO UNIVERSAL HERANÇA Conceito e características Condomínio forçado preferência (art.1.794) 3. SUCESSÃO A TÍTULO SINGULAR LEGADO Conceito 4. ABERTURA DA SUCESSÃO 4.1. PRINCÍPIO DA SAISINE 4.2. LEI APLICÁVEL DIREITO CIVIL DIREITO TRIBUTÁRIO DIREITO PROCESSUAL CIVIL 5. ACEITAÇÃO EXPRESSA TÁCITA PRESUMIDA

2 5.1. PROIBIÇÕES: aceitação de apenas parte da herança; pois esta é uma universidade (bem imóvel) Mas se for herdeiro e legatário poderá repudiar a apenas um deles. aceitação sob ou condição do termo 6. RENÚNCIA 6.1. (Questão Juiz/SP Prova Oral dia 23/07/07) Quais as formas admitidas na lei para renúncia de herança? Dê exemplo da renúncia tácita. De qual maneira se formaliza a renúncia expressa? 6.2. (Questão Juiz/SP Prova Oral dia 23/07/07) A renúncia se refere apenas um bem ou a totalidade, da herança? É retratável? 6.3. RENÚNCIA ABDICATIVA x TRANSLATIVA IMPOSTO DIREITO DE REPRESENTAÇÃO SUCESSÃO LEGÍTIMA 1. SUCESSÃO LEGÍTIMA (ou ab intestato art ): É a regra, embora subsidiária. É considerada subsidiária pois somente ocorre nas seguintes hipóteses: - inexistência de testamento válido (quando houver herdeiros necessários); - testamento caduco; - testamento nulo; - testamento que não abranja todos os bens. 2. (Questão Juiz/SP Prova Oral dia 23/07/07) Interprete o artigo 1798 do CC. Art Legitimam-se a suceder as pessoas nascidas ou já concebidas no momento da abertura da sucessão (Questão Juiz/SP Prova Oral dia 23/07/07) Um embrião é implantado no útero da mãe, após a morte do pai. Este desejava que isso ocorresse. O filho nessa condição é herdeiro ou não? ENUNCIADO 267/CJF Art : A regra do art do Código Civil deve ser estendida aos embriões formados mediante o uso de técnicas de reprodução assistida, abrangendo, assim, a vocação hereditária

3 da pessoa humana a nascer cujos efeitos patrimoniais se submetem às regras previstas para a petição da herança. 3. ORDEM DE VOCAÇÃO HEREDITÁRIA 3.1. (Questão n. 11 Juiz/TJSP º Concurso) Só uma destas afirmativas é verdadeira. Indiquea. A) Será igual o quinhão de cada herdeiro quando concorrerem à herança irmãos bilaterais com irmãos unilaterais do falecido. B) A herança transmite-se aos herdeiros na data da distribuição do inventário. C) Somente as pessoas já nascidas no momento da abertura da sucessão têm legitimidade para suceder. D) Na falta de descendentes, são chamados à sucessão os ascendentes, em concorrência com o cônjuge sobrevivente. Gabarito oficial: D 3.2. (Questão n. 13 Juiz/TJSP º Concurso) Sobre a sucessão legítima e a ordem da vocação hereditária, assinale a resposta correta. A) Quando o cônjuge supérstite concorre à herança com ascendentes do falecido, cabe-lhe a metade da herança, mas se concorrer com um só ascendente ou estiver no segundo grau na linha ascendente de parentesco, cabem-lhe 2/3 (dois terços) da herança. B) O cônjuge supérstite concorre à herança com os descendentes do de cujus, salvo se o casamento se deu pelo regime da separação total de bens; ou, se o foi pelo regime da comunhão parcial, o cônjuge falecido não houver deixado bens particulares seus. C) O cônjuge supérstite, quando concorre à herança com descendentes do de cujus, terá direito a quinhão hereditário correspondente a 50% (cinqüenta por cento) do quinhão dos descendentes que sucederem por cabeça; a 1/4 (um quarto) da herança, quando a sucessão dos descendentes se der por estirpe. D) O cônjuge supérstite, qualquer que seja o regime do casamento, concorre à herança com os ascendentes do de cujus. Gabarito oficial: D 3.3. (Questão n. 11 Juiz/TJSP º Concurso) Considere as seguintes situações: I. João morreu sem deixar cônjuge, convivente, descendentes e mãe, mas tendo irmãos, pai e avó materna vivos; seu único herdeiro legítimo é seu pai; II. Antonio faleceu sem deixar descendentes, cônjuge, convivente e ascendentes; dois de seus irmãos eram ainda vivos; Pedro, filho de irmão já falecido, também é herdeiro legítimo de Antonio por representação; III. Paulo faleceu sem deixar descendentes, cônjuge, convivente, ascendentes, irmãos e sobrinhos; seus herdeiros legítimos são dois tios e filho de terceiro tio já falecido;

4 IV. Joaquim, José e Manoel são os únicos sobrinhos de Luís, que morreu sem deixar descendentes, cônjuge, convivente, ascendentes e irmãos; os dois primeiros são irmãos e o terceiro primo deles e, como sucessores legítimos, herdam por cabeça. Estão corretas (A) todas as conclusões. (B) apenas as conclusões I e III. (C) apenas as conclusões II e IV. (D) apenas as conclusões I, II e IV. Gabarito: D 3.4. (Questão Juiz/SP Prova Oral dia 24/07/07) Sobrinho neto pode herdar por representação a seu pai? SOMENTE SOBRINHO TEM DIREITO DE REPRESENTAÇÃO. SOBRINHO NETO NÃO Art Na classe dos colaterais, os mais próximos excluem os mais remotos, salvo o direito de representação concedido aos filhos de irmãos. 4. SUCESSÃO - COMPANHEIRO 4.1. (Questão n. 12 Juiz/TJSP º Concurso) Sobre a sucessão em união estável, assinale a resposta correta. A) Na união estável, nos termos do Código Civil, o companheiro supérstite não participa da sucessão do companheiro falecido, relativamente aos bens por este adquiridos a título gratuito ou próprios e exclusivos seus, quer deixando ou não deixando parentes sucessíveis. B) O companheiro supérstite, que concorre na sucessão legítima do companheiro falecido, relativamente aos bens adquiridos pelo esforço comum durante a união estável, terá direito à metade da herança, além da sua própria meação, se os parentes sucessíveis deixados pelo falecido estiverem na linha colateral por consangüinidade e afinidade. C) O companheiro supérstite que concorre com descendentes exclusivos do companheiro falecido, em qualquer hipótese e em quaisquer bens, terá direito a uma quota equivalente à que for atribuída àqueles. D) Na sucessão testamentária, o companheiro falecido, deixando herdeiros colaterais, não poderá dispor além da metade dos seus bens exclusivos em favor do companheiro supérstite. Gabarito oficial: A 4.2. (Questão n. 11 Juiz/TJSP º Concurso) A propósito do direito sucessório, pode-se dizer que

5 I. a companheira terá direito à metade da herança da sucessão do outro, quanto aos bens adquiridos onerosamente, na vigência da união estável, se concorrer com outros parentes sucessíveis; II. se concorrer com descendentes só da autora da herança, o companheiro participará da sucessão da outra, quanto aos bens adquiridos onerosamente na vigência da união estável, e da metade do que couber a cada um deles; III. o direito à sucessão aberta, bem como o quinhão de que disponha o co-herdeiro, pode ser objeto de cessão por escritura pública; IV. é eficaz a cessão por escritura pública, pelo co-herdeiro, de seu direito hereditário sobre qualquer bem da herança considerado singularmente. Interpretando as assertivas apresentadas, consideram-se verdadeiras somente (A) I e II. (B) II e IV. (C) I, II e III. (D) II e III. Gabarito: D SUCESSÃO TESTAMENTÁRIA 1. SUCESSÃO TESTAMENTÁRIA - É a principal, porém excepcional. É a que resulta de disposição válida de última vontade do autor da herança. É ato personalíssimo, podendo ser mudado a qualquer tempo. Pode ser a título universal (o testador institui herdeiro chamado de herdeiro instituído ou testamentário), ou singular (quando o testador deixa para alguém uma coisa certa ou quantia certa) (Questão n. 14 Juiz/TJSP º Concurso) Sobre sucessão testamentária, assinale a resposta correta. A) Em testamento, pode o testador dispor livremente de seus bens, dentro da quota do disponível e respeitada a legítima dos herdeiros necessários; mas, se a disposição testamentária extravasar, em valores ou bens, a quota do disponível, e alcançar a legítima dos herdeiros necessários, nulo será o testamento. B) O legado de usufruto, sem fixação de tempo, entende-se vitalício para o legatário; mas, se ele falecer antes do testador, caducará o legado, sem que os herdeiros dele, legatário, possam sucedê-lo, recolhendo o legado por representação a qualquer título. C) A pena cominada por sonegados, em que o herdeiro sonega bens da herança, não os descrevendo no inventário quando estejam em seu poder, ou omitindo-os à colação a que estiver obrigado a levá-los, é da perda, pelo herdeiro que assim proceder, da metade do seu quinhão hereditário, que lhe será aplicada, antes da partilha, nos próprios autos do inventário. D) As doações em vida, como antecipação da legítima a algum herdeiro necessário, estão sujeitas à colação, a fim de igualar as legítimas dos herdeiros, só podendo ser dispensada em testamento e desde que expressamente assim disposto pelo testador.

6 Gabarito oficial: B 2. PRINCÍPIO DA LIMITADA LIBERDADE DE TESTAR Art Havendo herdeiros necessários, o testador só poderá dispor da metade da herança. 3. TESTAMENTO. REQUISITOS 3.1. (Questão Juiz/SP Prova Oral dia 05/05/08) Quais os requisitos do testamento público? E do particular? TESTAMENTO PÚBLICO - REQUISITOS Art São requisitos essenciais do testamento público: I - ser escrito por tabelião ou por seu substituto legal em seu livro de notas, de acordo com as declarações do testador, podendo este servir-se de minuta, notas ou apontamentos; II - lavrado o instrumento, ser lido em voz alta pelo tabelião ao testador e a duas testemunhas, a um só tempo; ou pelo testador, se o quiser, na presença destas e do oficial; III - ser o instrumento, em seguida à leitura, assinado pelo testador, pelas testemunhas e pelo tabelião. Parágrafo único. O testamento público pode ser escrito manualmente ou mecanicamente, bem como ser feito pela inserção da declaração de vontade em partes impressas de livro de notas, desde que rubricadas todas as páginas pelo testador, se mais de uma. TESTAMENTO PARTICULAR - REQUISITOS Art O testamento particular pode ser escrito de próprio punho ou mediante processo mecânico. 1 o Se escrito de próprio punho, são requisitos essenciais à sua validade seja lido e assinado por quem o escreveu, na presença de pelo menos três testemunhas, que o devem subscrever. 2 o Se elaborado por processo mecânico, não pode conter rasuras ou espaços em branco, devendo ser assinado pelo testador, depois de o ter lido na presença de pelo menos três testemunhas, que o subscreverão. 4. DIREITO DE ACRESCER Consiste no direito do co-herdeiro ou co-legatário de receber o quinhão originário de outro co-herdeiro ou co-legatário, que não quis ou não pôde recebê-lo, desde que sejam, pela mesma disposição testamentária, conjuntamente chamados a receber a herança ou o legado (Questão Juiz/SP Prova Oral dia 29/04/08) O que é direito de acrescer? Há, na sucessão testamentária, esse direito?

7 4.2.(Questão Juiz/SP Prova Oral dia 29/04/08) Em se tratando de legado, há direito de acrescer, qual a especificidade?e se a todos os legatários é destinado o mesmo bem? O beneficiário pode recusar esse acréscimo? E se aceitar a herança ou o legado? CONJUNÇÃO VERBAL (VERBIS TANTUM): é aquela em que o testador, na mesma disposição (mesma frase), designa diversos herdeiros ou legatários, especificando o quinhão de cada um. Ex: deixo um terço de minha casa para Maria e dois terços para Flávia. O conjunto é apenas verbis. CONJUNÇÃO REAL (RE TANTUM): é aquela em que o testador, através de frases distintas, nomeia diversos legatários para receber um mesmo bem, sem especificar o quinhão de cada um. Exemplificando: numa parte do testamento, o autor afirma que deixa "a sua casa para João", após, mais a frente, afirma que deixa "a sua casa a Paulo". Os legatários são conjuntos re, embora não sejam conjuntos verbis. CONJUNÇÃO MISTA (RE ET VERBIS): é aquela em que o testador, na mesma disposição, designa diversos herdeiros ou legatários, sem especificar o quinhão de cada um. Ex: deixo tal bem para Maria e Flávia. A conjunção, portanto é verbal (mesma frase) e real (mesmo objeto). Tanto a conjunção real como a mista geram o direito de acrescer. Já a conjunção verbal não, pois o testador, ao especificar os quinhões, manifestou a vontade de que cada um recebesse apenas aquela parte/fração. Vale lembrar que essas regras interpretativas somente são aplicáveis se o testador não manifestou sua vontade de forma clara. 5. DESERDAÇÃO x EXCLUSÃO POR INDIGNIDADE 5.1. EXCLUSÃO POR INDIGNIDADE = É uma pena civil aplicável ao sucessor legítimo ou testamentário que houver praticado atos de ingratidão contra o de cujus. Tem-se a privação de um direito. A exclusão não pode ser de ofício. Exige-se que o legítimo interessado proponha ação específica de exclusão por indignidade (prazo de 4 anos a contar da abertura da sucessão 1.815). Se não tiver herdeiro, MP tem legitimidade? Para uma parte da doutrina, NÃO. Quem deveria propor é a Procuradoria do Município. Outra corrente defende a legitimidade, em face do interesse público que pode estar envolvido. ENUNCIADO 116 do CJF: O Ministério Público, por força do artigo do novo Código Civil, desde que presente o interesse público, tem legitimidade para promover a ação visando a declaração de indignidade de herdeiro ou legatário. Hipótese de exclusão Art (I independe de condenação criminal. O juízo do inventário pode apurar a prática do crime e excluir o herdeiro. Se no futuro, a sentença penal negar a autoria ou a materialidade, a sentença civil ficará prejudicada.

8 Efeitos Art e Exclui o direito do indigno, mas o direito de representação de seus sucessores permanece (a pena não pode ir além da pessoa do réu). Exclui o direito de usufruto, administração e eventual sucessão. O excluído deve restituir frutos e rendimentos percebidos. Tem o direito de ser reembolsado dos gastos que teve com a conservação. Validade dos atos praticados perante 3º de boa-fé (teoria do herdeiro aparente) 5.2. DESERDAÇÃO = É ato pelo qual o de cujus exclui da sucessão, mediante testamento com expressa declaração de causa, herdeiro necessário, privando-o de sua legítima, por ter praticado qualquer ato taxativamente enumerado nos arts , e do CC (MHDiniz) (Questão Juiz/SP Prova Oral dia 12/05/08) O que é deserdação? Quais as causas comuns, aos descendentes e ascendentes, em relação à deserdação?e as causas específicas aos ascendentes e descendentes? Existem? Art Os herdeiros necessários podem ser privados de sua legítima, ou deserdados, em todos os casos em que podem ser excluídos da sucessão. Art Além das causas mencionadas no art , autorizam a deserdação dos descendentes por seus ascendentes: I - ofensa física; II - injúria grave; III - relações ilícitas com a madrasta ou com o padrasto; IV - desamparo do ascendente em alienação mental ou grave enfermidade. Art Além das causas enumeradas no art , autorizam a deserdação dos ascendentes pelos descendentes: I - ofensa física; II - injúria grave; III - relações ilícitas com a mulher ou companheira do filho ou a do neto, ou com o marido ou companheiro da filha ou o da neta; IV - desamparo do filho ou neto com deficiência mental ou grave enfermidade. Art Somente com expressa declaração de causa pode a deserdação ser ordenada em testamento (Questão Juiz/SP Prova Oral dia 28/04/08) O que é deserdação? Basta somente verificar os requisitos? A quem compete ajuizar essa ação? (Questão Juiz/SP Prova Oral dia 28/04/08) Quem pode deserdar? O cônjuge pode? E o herdeiro?

9 Art Ao herdeiro instituído, ou àquele a quem aproveite a deserdação, incumbe provar a veracidade da causa alegada pelo testador. Parágrafo único. O direito de provar a causa da deserdação extingue-se no prazo de quatro anos, a contar da data da abertura do testamento. 6. ROMPIMENTO DO TESTAMENTO (Questão Juiz/SP Prova Oral dia 05/05/08) O que é rompimento de testamento? (Questão Juiz/SP Prova Oral dia 06/05/08) O que é rompimento de testamento? (Questão Juiz/SP Prova Oral dia 06/05/08) Após a realização do testamento fato que complementa o testamento, por exemplo, o surgimento de um herdeiro necessário. Isto seria um rompimento? Art Sobrevindo descendente sucessível ao testador, que não o tinha ou não o conhecia quando testou, rompe-se o testamento em todas as suas disposições, se esse descendente sobreviver ao testador. Art Rompe-se também o testamento feito na ignorância de existirem outros herdeiros necessários. Art Não se rompe o testamento, se o testador dispuser da sua metade, não contemplando os herdeiros necessários de cuja existência saiba, ou quando os exclua dessa parte. INVENTÁRIO 1. INVENTÁRIO JUDICIAL x EXTRAJUDICIAL Art. 982/CPC: Havendo testamento ou interessado incapaz, proceder-se-á ao inventário judicial; se todos forem capazes e concordes, poderá fazer-se o inventário e a partilha por escritura pública, a qual constituirá título hábil para o registro imobiliário. Parágrafo único. O tabelião somente lavrará escritura pública se todas a partes interessadas estiverem assistidas por advogado comum ou advogados de cada uma delas, cuja qualificação e assinatura constarão do ato notarial (Questão Juiz/SP Prova Oral dia 23/07/07) Quem é legitimado para requerer inventário? Quando pode ser o MP, legitimado? Art. 987/CPC. A quem estiver na posse e administração do espólio incumbe, no prazo estabelecido no art. 983, requerer o inventário e a partilha. Art. 988/CPC. Tem, contudo, legitimidade concorrente:

10 I o cônjuge supérstite; II o herdeiro; III o legatário; IV o testamenteiro; V o cessionário do herdeiro ou do legatário; VI o credor do herdeiro, do legatário ou do autor da herança; VII o síndico da falência do herdeiro, do legatário, do autor da herança ou do cônjuge supérstite; VIII o Ministério Público, havendo herdeiros incapazes; IX a Fazenda Pública, quando tiver interesse (Questão Juiz/SP Prova Oral dia 24/07/07) Quem é o administrador provisório que a lei diz que cuida dos bens do falecido, até encerramento do inventário? 2. COLAÇÃO: É uma conferência dos bens da herança com outros transferidos pelo de cujus, em vida, aos seus descendentes e cônjuge sobrevivente, se concorrer com descendentes promovendo o retorno ao monte das liberalidades feitas pelo autor da herança antes de falecer, para uma eqüitativa apuração das quotas hereditárias dos sucessores legitimários (MHDiniz) (Questão Juiz/SP Prova Oral dia 28/04/08) O que é colação?qual a diferença entre colação e redução? Art São sujeitas à redução as doações em que se apurar excesso quanto ao que o doador poderia dispor, no momento da liberalidade. 1 o O excesso será apurado com base no valor que os bens doados tinham, no momento da liberalidade. 2 o A redução da liberalidade far-se-á pela restituição ao monte do excesso assim apurado; a restituição será em espécie, ou, se não mais existir o bem em poder do donatário, em dinheiro, segundo o seu valor ao tempo da abertura da sucessão, observadas, no que forem aplicáveis, as regras deste Código sobre a redução das disposições testamentárias. 3 o Sujeita-se a redução, nos termos do parágrafo antecedente, a parte da doação feita a herdeiros necessários que exceder a legítima e mais a quota disponível. 4 o Sendo várias as doações a herdeiros necessários, feitas em diferentes datas, serão elas reduzidas a partir da última, até a eliminação do excesso (Questão Juiz/SP Prova Oral dia 23/07/07) Os pais não podem em direito de regresso, obter aquilo que foi pago, em razão de ilícito praticado pelo filho. Diante disso, é possível levar a colação no inventário?

11 Art Não virão à colação os gastos ordinários do ascendente com o descendente, enquanto menor, na sua educação, estudos, sustento, vestuário, tratamento nas enfermidades, enxoval, assim como as despesas de casamento, ou as feitas no interesse de sua defesa em processo-crime..(questão n. 06 Juiz/TJSP º Concurso) Cônjuges com vida em comum vêm a falecer em lamentável acidente de veículo, na mesma ocasião e em razão do mesmo acontecimento, sem que tenha sido possível se determinar quem morreu primeiro, conforme o laudo pericial realizado. Deixaram apenas parentes colaterais de terceiro grau, notoriamente conhecidos. Nesse caso, (A) há que se presumir que foi o varão quem morreu primeiro, porque era pessoa já um tanto alquebrada pelo peso da idade e, assim, somente os parentes da mulher deverão ser os destinatários dos bens deixados pelas vítimas. (B) o juiz não pode admitir a comoriência no próprio inventário, embora a contar com dados de fato disponíveis e seguros para tanto, porque a matéria deve ser definida nas vias ordinárias, sem limitações. (C) não tendo sido possível se determinar qual das vítimas faleceu antes da outra, caberá, simplesmente, no tempo oportuno, declaração judicial de herança jacente. (D) o juiz deverá declarar que, nas circunstâncias, não tendo sido possível se determinar qual dentre os comorientes precedeu ao outro, não ocorrerá transferência de direitos entre eles, de modo que cada falecido deixará a herança aos próprios parentes. GABARITO OFICIAL: D

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