Programa Nacional de Acção para o Crescimento e o Emprego (PNACE 2005/2008) Relatório do 2.º ano de Execução

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1 Programa Nacional de Acção para o Crescimento e o Emprego (PNACE 2005/2008) Relatório do 2.º ano de Execução OUTUBRO 2007

2 PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS Gabinete do Coordenador Nacional da Estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico

3 ÍNDICE Introdução Um Programa com foco e resultados 2 2. Um Programa que responde às recomendações e observações da Comissão Europeia Um Programa que converge com as prioridades europeias para a Estratégia de Lisboa Vector Crescimento e Sustentabilidade Económica e Financeira Revisão do enquadramento subjacente aos sectores empresarial e imobiliário, à tesouraria e às compras do Estado Racionalização e sustentabilidade dos sistemas de saúde. 7 I - Driver Sustentabilidade da Segurança Social II - Driver Modernização da Administração Pública.. 13 II a) Reforma da Administração Pública. 13 II b) Simplificação Administrativa. 15 II c) Simplificação administrativa direccionada para os cidadãos.. 16 II d) Simplificação administrativa direccionada para as empresas. 18 II e) Simplificação administrativa direccionada para a Administração Pública Vector competitividade Melhor enquadramento para as empresas Desenvolvimento científico e tecnológico Um novo impulso à inovação 26 III - Driver Ligar Portugal Um Plano de Acção para Mobilizar a Sociedade da Informação e do Conhecimento. 29 IV - Driver Redes de Conhecimento e Inovação.. 32 V - Driver Energia.. 35 V a) Promover a concorrência. 35 V b) Garantir a adequação ambiental. 36 V c) Garantir a segurança de abastecimento de energia 38 VI - Driver Desenvolvimento do Sistema Logístico nacional.. 39

4 6. Vector Qualificação e Emprego Melhoria da qualificação dos portugueses Promoção da criação de emprego, prevenção e combate ao desemprego Melhoria das condições de trabalho Modernização do sistema de protecção social VII - Driver Valorização do Ensino Básico VIII- Driver Novas Oportunidades.. 52 VIII a) Novas Oportunidades jovens 52 VIIII b) Novas Oportunidades adultos. 53 VIII c) O Contributo dos Fundos Estruturais da UE para a Iniciativa Novas Oportunidades. 54 IX - Driver Rede de Serviços Comunitários de Proximidade.. 7. Visão Global e Novo Ciclo... Anexo

5 INTRODUÇÃO O Conselho da Primavera de 2005 mandatou a Comissão Europeia para solicitar aos Estados Membros a elaboração de Programas Nacionais de Reformas no horizonte de 2008, tendo em conta os três eixos estruturantes (Macro, Micro e Emprego) e as 24 linhas de orientação para a implementação da Agenda de Lisboa e para a promoção do Crescimento e do Emprego. Dando cumprimento a essa solicitação, Portugal aprovou e enviou em Outubro de 2005 à Comissão Europeia o seu Programa Nacional de Reformas, intitulado Estratégia de Lisboa Portugal de Novo; (PNACE 2005/2008). O PNACE 2005/2008 foi desenhado em torno de quatro prioridades estratégicas e sete políticas, declinadas em 125 medidas concretas de acção. Face à apreciação e às recomendações da Comissão Europeia ao PNACE, o relatório do primeiro ano de execução, aprovado e enviado à Comissão Europeia em Outubro 2006, realçou o elevado nível de concretização das medidas e a sua conformidade com as prioridades da estratégia europeia e com as recomendações específicas para Portugal, e lançou as bases para uma avaliação de impacto tendo em conta nove drivers estruturantes para a concretização da Agenda de Lisboa em Portugal. O conceito de driver traduz classes de medidas convergentes no seu objecto de aplicação, sendo esse objecto determinante para o sucesso global do programa. O presente Relatório, relativo ao segundo ano de execução do PNACE 2005/2008, evidencia o nível de conformidade das acções empreendidas ao longo do processo de implementação do Programa com as prioridades europeias e com as recomendações para Portugal constantes da apreciação do Relatório anterior e explicita o nível de progresso obtido nos drivers seleccionados, sem esquecer a explicitação de resultados de outras medidas estruturantes. A avaliação do segundo ano de execução dos Programas Nacionais de Reformas coincide com o processo de preparação do Novo Ciclo da Agenda de Lisboa para o período 2008/2010, cujas directrizes e prioridades deverão ser fixadas no Conselho Europeu da Primavera de Neste contexto considerámos relevante incluir neste relatório um capítulo síntese de avaliação global do caminho percorrido, compromisso com a concretização do ciclo em curso e projecção do novo ciclo, que deverá ser na nossa perspectiva um ciclo de acção e aprofundamento do trabalho já realizado, tendo também em conta a oportunidade de sincronização entre as perspectivas financeiras 2007/2013 e as prioridades da Agenda de Lisboa. A elaboração do presente Relatório contou com a colaboração dos representantes dos diversos ministérios, no contexto da Rede de Coordenação da Estratégia de Lisboa, tendo sido enriquecido pelos contributos resultantes da reunião realizada na Assembleia da República, com a Comissão de Assuntos Europeus e a Comissão de Economia, Inovação e Desenvolvimento Regional, e com a audição feita junto dos parceiros sociais, incluindo o Conselho Nacional para o Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. 1

6 1. UM PROGRAMA COM FOCO E RESULTADOS Tendo em conta a difícil situação de partida em 2005, o PNACE 2005/2008 foi elaborado com a preocupação de atacar, de forma eficaz e em termos estruturais, os problemas orçamentais, económicos e sociais do país, promovendo reformas corajosas e estabelecendo objectivos ambiciosos. O primeiro objectivo estabelecido foi o de restabelecer a credibilidade das contas públicas, promovendo um processo de consolidação orçamental de natureza estrutural, quer em termos de sustentabilidade, quer em termos da qualidade da despesa, tendo sido estabelecido como objectivo o atingir de um défice orçamental de 2,4%1 do PIB em Após ter sido cumprida a meta fixada para 2005, o objectivo de forte redução do défice orçamental traçado para 2006 foi mais do que alcançado, tendo-se registado um valor de 3,9% do PIB e o défice estimado em 2007 para o conjunto das administrações públicas situa-se actualmente em 3%, antecipando em um ano o objectivo antes fixado. O segundo objectivo estabelecido foi retomar uma dinâmica económica de crescimento e passar duma situação de estagnação económica para um crescimento superior a 2% em 2008, tendo como referência o valor de 2,4% que, face à turbulência e incerteza dos mercados internacionais, foi revista para 2,2%. Regista-se uma recuperação gradual do crescimento económico, passando de 0,5% em 2005 para 1,3% em 2006, sendo estimado para 2007 um crescimento de 1,8%, valores também compatíveis com o objectivo fixado para o ciclo do Programa. O terceiro objectivo fixado focou-se no aumento da competitividade e na mudança da base concorrencial da economia portuguesa, designadamente através da modernização da Administração Pública, da melhoria da qualidade dos serviços públicos, da qualificação e do aumento do investimento público e privado em I&D. Em relação ao Investimento em I&D estabeleceu-se como objectivo a duplicação do investimento público (passando de 0,5% do PIB para 1%) e a criação de condições para a triplicação do investimento privado (passando de 0,26% para 0,8% do PIB). Não existindo ainda dados consolidados que permitam garantir o cumprimento destes objectivos, os indicadores existentes de aumento do esforço público e privado em I&D permitem manter elevadas expectativas de sucesso quanto ao seu cumprimento no contexto do Ciclo. O quarto objectivo centrou-se na consolidação da empregabilidade e no aumento da taxa de emprego de 67% para 69% no contexto do ciclo, apostando fundamentalmente numa maior e melhor (re)qualificação dos activos. A taxa de emprego situa-se nos 67,9% permitindo manter a expectativa de cumprimento da meta estabelecida. Por outro lado, do ponto de vista qualitativo, a estrutura do emprego evoluiu favoravelmente, progredindo fortemente o nível de emprego criado no domínio dos serviços com elevado valor acrescentado e aumentando o emprego mais qualificado. Havendo ainda um difícil e exigente caminho a percorrer, a avaliação dos resultados obtidos com a implementação do PNACE 2005/2008 é positiva, tal como são encorajadores alguns sinais de mudança do perfil competitivo do país, com um crescimento económico impulsionado sobretudo pela exportações, um aumento significativo da capacidade de atracção de investimento estrangeiro, uma alteração favorável da balança tecnológica e uma crescente credibilidade económica internacional. 1 Inicialmente fixado em 2,8% do PIB. 2

7 2. UM PROGRAMA QUE RESPONDE ÀS RECOMENDAÇÕES E OBSERVAÇÕES DA COMISSÃO EUROPEIA Desde o processo de elaboração e apreciação do PNACE 2005/2008 que tem existido uma profunda convergência entre Portugal e a Comissão Europeia, quanto às prioridades e quanto à estratégia a adoptar para concretizar com sucessos as reformas necessárias. Nas suas apreciações, a Comissão Europeia tem relevado a ambição das reformas encetadas por Portugal e a sua oportunidade e urgência. Tem igualmente incentivado o País a conseguir uma progressiva focalização de objectivos e metas e a manter um elevado ritmo de acção. Na sua apreciação ao Relatório do 1º Ano de implementação do PNACE 2005/2008, a Comissão Europeia incentivou Portugal a continuar o processo de consolidação das contas públicas, dando particular ênfase à qualidade da despesa e à modernização da Administração Pública. Realçou ainda a importância de reforçar os mecanismos de incentivo à aprendizagem ao longo da vida (ALV), como forma de dar sustentabilidade à mudança da base económica e às dinâmicas de envelhecimento activo necessárias à sustentabilidade do modelo de segurança social. Foi ainda sublinhada a importância das medidas activas de políticas de emprego, da dinamização de redes de inovação, da melhoria da eficiência dos mercados e da promoção de níveis mais elevados de coesão social. Conforme este Relatório evidencia, Portugal procurou ao longo do segundo ano de implementação do PNACE 2005/2008 dar uma resposta concreta às recomendações e observações do Conselho Europeu sobre proposta da Comissão Europeia. A análise detalhada por driver e a grelha de medidas estruturantes comprovam essa atitude e essa prioridade. A redução do défice público, a reforma da segurança social, a reforma e a modernização da administração publica, a racionalização da oferta pública em sectores como a saúde e a educação, a abertura do processo negocial sobre o livro branco das relações laborais, a reforma do sistema de formação profissional, os programas de requalificação de activos, as reformas nos mercados das telecomunicações, da energia e dos serviços e a implementação dum Plano Nacional de Acção para a Inclusão Social (PNAI), são exemplos da convergência entre as recomendações da Comissão e as prioridades nacionais, bem como da preocupação activa em tirar partido das recomendações da comissão para impulsionar a dinâmica reformista. Este processo estruturante de reformas é um processo evolutivo e cumulativo colocando permanentemente novos desafios e prioridades, os quais serão enunciados na análise específica de cada vector. 3

8 3. UM PROGRAMA QUE CONVERGE COM AS PRIORIDADES EUROPEIAS PARA A ESTRATÉGIA DE LISBOA O Conselho Europeu da Primavera de 2006 definiu 4 prioridades foco para a implementação da Agenda de Lisboa, designadamente o cumprimento das metas de Barcelona e o reforço do investimento público e privado em Investigação e Desenvolvimento, a criação dum contexto mais favorável aos negócios, designadamente para as PME, o aumento da empregabilidade através da aposta na aprendizagem ao longo da vida, no envelhecimento activo e na inserção profissional dos jovens e a promoção duma política energética ambientalmente sustentável e territorialmente integrada. A implementação do PNACE 2005/2008 evidencia uma forte convergência entre as prioridades de acção em Portugal e as prioridades europeias. No domínio do investimento em Investigação e Desenvolvimento para além dum acréscimo do orçamento público para a ciência de 64% em 2007, foram concretizadas medidas estruturantes para dinamizar o investimento público e privado, designadamente através da aplicação dum programa de incentivos fiscais à investigação feita pelas empresas, do lançamento de parcerias internacionais para a investigação e desenvolvimento com centros de excelência mundiais (MIT, CMU, Austin-Texas, Harvard, Lausanne, Fraunhofer) e do lançamento dum concurso internacional para a contratação de 1000 novos investigadores doutorados. Para criar um melhor ambiente para os negócios foram lançadas novas medidas, na continuação do programa de eliminação e simplificação de formalidades, que inclui o sistema de criação de empresas em menos de uma hora e de criação de empresas através da Internet, a implementação de serviços online e desmaterializados para as empresas, como por exemplo a Informação Empresarial Simplificada, os registos comerciais on-line, a possibilidade de solicitar e obter uma Marca online ou a eliminação de actos e registos notariais. De salientar ainda a criação de uma via verde para projectos de potencial interesse nacional (PIN) e a reestruturação do sistema de capital de risco através dum novo programa quadro de inovação financeira para o mercado das PME (INOFIN). Visando potenciar a empregabilidade, a inserção de jovens no mercado de trabalho, a aprendizagem ao longo da vida e o envelhecimento activo, foi aumentada a oferta de ensino profissionalizante, apostou-se na formação com dupla certificação, promoveu-se a certificação de competências e a requalificação de mais de adultos, no quadro da Iniciativa Novas Oportunidades. No âmbito do apoio à transição dos jovens para a vida activa, designadamente dos jovens qualificados, foram alargados os programas de sucesso como os estágios profissionais, o Inovjovem e o Inovcontacto. Neste domínio, foi alcançado um importante Acordo, com os Parceiros Sociais, para a reforma do sistema de formação profissional. No domínio da energia, para além do aprofundamento da regulação e da transparência dos mercados e do avanço na criação do mercado ibérico de electricidade, foi feita uma aposta determinante nas energias renováveis que visam antecipar para 2010 o cumprimento por Portugal das metas fixadas para 2020 no Conselho Europeu da Primavera de

9 4. VECTOR CRESCIMENTO E SUSTENTABILIDADE ECONÓMICA E FINANCEIRA No domínio macroeconómico, cumpriu-se em 2006 mais uma fase do processo de consolidação orçamental, com o objectivo de forte redução do défice orçamental das Administrações Públicas a ser plenamente alcançado, tendo este atingido o valor de 3,9% do PIB, 0,7 pontos percentuais abaixo da meta inicialmente formulada, o que conduziu até à revisão do objectivo orçamental traçado para 2007, agora fixado em 3% do PIB. Para além do contributo da receita fiscal, em grande parte atribuível aos ganhos de eficiência na arrecadação de impostos, é de destacar que o ajustamento foi obtido, maioritariamente, através de uma redução da despesa pública, sem recurso a medidas de carácter extraordinário, num contexto de reforço da sustentabilidade de médio e longo prazo das finanças públicas, e de melhoria qualitativa do processo e controlo orçamental. A estratégia baseada na prossecução, com credibilidade, de reformas estruturais há muito adiadas começa já a dar os seus frutos em termos do restabelecimento da confiança dos agentes económicos. Observa-se uma recuperação gradual do crescimento económico, assente num forte dinamismo das exportações, o que denota capacidade de reacção dos agentes económicos nacionais em se adaptarem a uma conjuntura internacional caracterizada por uma mudança permanente e por um clima de intensa concorrência. Relativamente às medidas que sustentam o PNACE, assumem especial relevo as relativas à educação e formação das pessoas (visando elevar a sua qualificação), à inovação (através da forte aposta na I&D), e à criação de um ambiente de negócios favorável à actuação dos agentes económicos, com especial relevo para as pequenas e médias empresas e para o papel que o processo de modernização da Administração Pública e de simplificação administrativa pode desempenhar neste domínio (do qual o Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado, PRACE, e o Programa de Simplificação Administrativa e Legislativa, SIMPLEX, constituem referências). No que respeita à reforma das finanças públicas, a consolidação orçamental, de carácter estrutural, constitui não só uma exigência relativamente à sustentabilidade das contas públicas, como também uma oportunidade para reforçar a sua qualidade. Neste domínio, é de destacar o lançamento, em 2006, do projecto com vista à futura estruturação do Orçamento do Estado por programas, com estabelecimento de regras e objectivos orçamentais de carácter plurianual, visando dotar a Administração, até 2010, de um sistema jurídico e operacional coerente neste domínio. A Comissão Técnica criada para o efeito apresentou já, em Maio deste ano, um relatório intercalar em que são apresentados os princípios gerais a seguir na estruturação da reforma. Um elemento central na orçamentação por programas é a mudança de enfoque, deixando o orçamento de estar centrado nos recursos, para passar a estar centralizado nos resultados. Desta forma, tão importante quanto saber qual a dimensão do envelope financeiro que é atribuído a um organismo, é a definição antecipada dos objectivos que lhe estão associados, os quais permitirão, a posteriori, aferir a eficácia da despesa realizada. A preocupação com o planeamento, a programação, a orçamentação, o controlo e a avaliação de desempenho, visando o aumento da eficácia e da eficiência da despesa pública efectuada, constitui um elemento transversal presente noutras iniciativas que entretanto têm vindo a ser prosseguidas pelo Governo. São disso exemplo a reforma do sistema de emprego público, a revisão do enquadramento subjacente aos sectores empresarial e imobiliário, à tesouraria e às compras do Estado, ou a adopção de medidas que visam garantir a sustentabilidade dos sistemas de saúde. As iniciativas prosseguidas nos domínios macroeconómico, microeconómico e emprego contribuem, assim, de forma articulada para o processo gradual de transformação estrutural da economia portuguesa, visando elevar o potencial de crescimento e promover o desenvolvimento sustentável do país, num quadro de finanças públicas consolidadas e de reforço da coesão social, territorial e ambiental. 5

10 4.1 Revisão do enquadramento subjacente aos sectores empresarial e imobiliário, à tesouraria e às compras do Estado Dando sequência às alterações legislativas implementadas em 2007 no âmbito do sector empresarial do Estado, designadamente em termos da revisão do seu Regime Jurídico, da redefinição do Estatuto do Gestor Público e do estabelecimento de princípios de bom governo, fomentar-se-á em 2008 a adopção de modelos de governação equiparáveis às melhores práticas do sector privado e proceder-se-á à definição de orientações estratégicas globais, sectoriais e específicas a cada empresa. A contratualização de objectivos plurianuais com os gestores públicos (com a indexação das remunerações aos resultados alcançados), a responsabilização da gestão perante os cidadãos (através da transparência na divulgação pública de informação relevante), e o acompanhamento reforçado da actividade e da evolução dos indicadores financeiros mais relevantes das principais empresas que compõem o sector empresarial do Estado (através do Gabinete de Acompanhamento do Sector Empresarial do Estado, Parcerias e Concessões, recentemente criado na Direcção-Geral do Tesouro e Finanças no âmbito do PRACE), constituem algumas das outras áreas a serem alvo de intervenção neste domínio. Relativamente às parcerias público-privadas, a actuação do MFAP procurará garantir que o recurso a este tipo de instrumento assegurará ao parceiro público a fruição das vantagens inerentes à gestão privada, mas em condições de custo e de repartição de risco equitativas para ambas as partes. Com a publicação do Decreto-Lei n.º 300/2007, de 23 de Agosto, procedeu-se à revisão do Regime Jurídico do Sector Empresarial do Estado, pretendendo-se, com o mesmo, assegurar a efectiva definição das orientações para este sector, tendo em vista a sua gestão mais racional, eficaz e transparente, e o reforçar dos mecanismos de controlo financeiro e os deveres especiais de informação das empresas públicas. Procurou-se, ainda, assegurar a consistência entre este Regime e o novo Estatuto do Gestor Público (Decreto-Lei n.º 71/2007, de 27 de Março), o qual promove a aproximação com a figura do administrador de empresas privadas, tal como regulado na lei comercial. No novo Estatuto destaca-se, enquanto instrumento de responsabilização e de fixação de metas quantificadas, a consagração do contrato de gestão, podendo o gestor público ser afastado se os objectivos não forem alcançados. É colocada, desta forma, a ênfase na avaliação de desempenho, fazendo depender a remuneração variável, sempre que a ela houver lugar, do alcançar dos objectivos predeterminados. O documento consagra, igualmente, a necessidade de dar observância a regras de ética e às boas práticas decorrentes dos usos internacionais. Relativamente a esta matéria, a Resolução do Conselho de Ministros n.º 49/2007, de 28 de Março, estabeleceu os princípios de bom governo do sector empresarial do Estado, dirigidos aos seus vários intervenientes (ao Estado, enquanto titular de participações e stakeholder, e às empresas), destacando-se os princípios ligados à divulgação de informação. No âmbito da reorganização promovida pelo PRACE foi criado na Direcção-Geral do Tesouro e Finanças o Gabinete de Acompanhamento do Sector Empresarial, Parcerias e Concessões, que irá desempenhar um papel específico na avaliação da situação económica e financeira, de um ponto de vista actual e prospectivo, das principais unidades empresariais do Estado e na recomendação de medidas destinadas a garantir a sua sustentabilidade. Na área das parcerias público-privadas, com o Decreto-Lei n.º 141/2006, de 27 de Julho, promoveu-se o aprofundamento da articulação técnica e política entre os diferentes ministérios envolvidos, a clarificação do modelo de partilha de risco e o aumento do nível de exigência de rigor, transparência e controlo financeiro. As mesmas preocupações de transparência, boa administração e controlo encontram-se presentes na reforma da gestão do património imobiliário do Estado (Decreto-Lei n.º 280/2007, de 7 de Agosto). Nessa medida, foi estabelecido um programa de inventariação calendarizada dos trabalhos necessários à elaboração e actualização do inventário dos bens imóveis dos domínios públicos do Estado, das Regiões Autónomas e das Autarquias Locais e dos imóveis do domínio privado do Estado e dos institutos públicos, e criados procedimentos de coordenação na administração dos bens imóveis através de um 6

11 programa de gestão do património imobiliário, tendo sido reforçados os deveres de informação em matéria de gestão patrimonial. Neste domínio, é de destacar a consideração do princípio de que o espaço ocupado nos bens imóveis do Estado deve ser sujeito a contrapartida, a qual pode assumir a forma de uma compensação a pagar pela entidade utilizadora. Através do Decreto-Lei n.º 273/2007, de 30 de Julho, operacionalizou-se a reforma da gestão da dívida pública e da tesouraria do Estado. O modelo adoptado de gestão integrada dos activos e passivos financeiros do Estado permitirá ganhos de eficiência, uma vez que os saldos de tesouraria passarão a ser utilizados para compensar parcialmente os saldos da dívida, diminuindo a dívida em circulação e os consequentes encargos financeiros para o Estado. Relativamente ao sistema nacional de compras públicas, estabelecido pelo Decreto-Lei n.º 37/2007, de 19 de Fevereiro, a sua gestão assenta na actuação de uma entidade gestora central, a Agência Nacional de Compras Públicas (ANCP), articulada com unidades ministeriais de compras e entidades compradoras, funcionando em rede. Este sistema visa a organização das compras públicas e a gestão do parque de veículos do Estado, numa lógica de partilha de serviços comuns. Prevê-se que as poupanças possam atingir, de forma gradual, entre 10% a 15% da despesa relevante. Cabe, desde Maio de 2007, à ANCP a responsabilidade da gestão do Programa Nacional de Compras Electrónicas. No final de 2006 envolvia todos os 16 ministérios, cerca de 920 organismos, 12 categorias de produtos e 103 processos de agregação e negociação. O valor total negociado atingiu 41 milhões de euros, a que corresponde cerca de 20% de poupança, verificando-se uma aceleração da sua actividade ao longo do tempo, com o valor de 2006 a representar mais do dobro da soma acumulada das compras públicas realizadas nos três anos anteriores. 4.2 Racionalização e sustentabilidade dos sistemas de saúde Ao nível da reestruturação da rede de cuidados primários e cuidados hospitalares, encontra-se em curso a reconfiguração dos actuais centros de saúde, através da criação das unidades de saúde familiares (USF), estruturas mais pequenas e flexíveis, com os objectivos de melhorar a acessibilidade dos cidadãos aos cuidados de proximidade e de diminuir a pressão sobre a procura de cuidados mais diferenciados, caracterizados por apresentarem custos médios mais elevados. O Decreto-Lei n.º 298/2007, de 22 de Agosto, que veio estabelecer o regime jurídico da organização e do funcionamento das USF, consagra igualmente um regime de incentivos a atribuir a todos os elementos que as constituem, encontrando-se a remuneração dos seus profissionais associada ao cumprimento de objectivos. Um estudo recente sobre o impacto orçamental do lançamento e implementação das USF concluiu que o modelo organizativo agora proposto, construído à semelhança do Regime Remuneratório Experimental (em que os profissionais de saúde são remunerados atendendo à produtividade apresentada, isto é, em função do número de utentes que acompanham e das características que estes apresentam), vai permitir consideráveis reduções de custos na prestação de cuidados de saúde, incorporando já, esta conclusão, o efeito dos incentivos acima referidos. No que respeita à prestação de cuidados hospitalares, a rede de maternidades foi redefinida, encontrando-se em curso a reforma da rede de urgências, através da promoção da racionalização dos pontos de acesso à mesma, tendo sido já realizada a apresentação pública do relatório por parte da equipa técnica responsável por esta reestruturação. Relativamente à Política do Medicamento e da Farmácia, salienta-se, para além da melhoria do acesso do cidadão (promovido através da venda de medicamentos não sujeitos a receita médica fora das farmácias, destacando-se, aqui, a possibilidade de o fazer através da Internet), as alterações dos preços dos medicamentos (redução geral de 6%, conjugada com a eliminação da bonificação de 10% na comparticipação de genéricos e redução em 5% do escalão máximo de comparticipação, salvaguardando, contudo, a protecção dos cidadãos mais desfavorecidos e portadores de algumas doenças crónicas), a revisão do sistema de preço de referência e a celebração de um protocolo com a APIFARMA (por 3 anos, com o objectivo de estabilização da despesa em medicamentos para o mercado ambulatório e, pela primeira vez, para o mercado hospitalar, num quadro de controlo do gasto convencional e de incentivo moderado à inovação). 7

12 Ainda neste domínio, encontra-se, desde Julho de 2007, a ser implementado o Programa do Medicamento Hospitalar. Este Programa visa melhorar a racionalização e a monitorização sistemática e compreensiva do consumo de medicamentos, contribuindo, desta forma, para o controlo efectivo da despesa hospitalar nesta área. Esta avaliação é reforçada pelo sistema de monitorização implementado pelo INFARMED, e que assenta na definição de um código harmonizado de medicamento para todos os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS), o qual serve de base a um reporte mensal dos consumos de medicamentos e movimento assistencial por centro de custos de cada hospital. Este sistema apresenta já uma cobertura de cerca de 90% do total de consumos realizados. Relativamente à introdução de novos medicamentos nas instituições do SNS, o Decreto-Lei n.º 195/2006, de 3 de Outubro, atribuiu ao INFARMED, desde Janeiro deste ano, competências na avaliação prévia de cada medicamento, baseada na avaliação do seu valor terapêutico acrescentado e na avaliação da vantagem económica comparativamente às alternativas de tratamento existente, fundamentada em estudos científicos e de avaliação económica de medicamentos. O processo de decisão passa ainda pela identificação do impacto orçamental associado à introdução do medicamento e, caso se decida por esta opção, pelo estabelecimento de um contrato com a empresa responsável pela sua produção a dois anos, em que se define o montante máximo de encargos a suportar pelo SNS com o medicamento no respectivo período. Em 2006 e 2007, foram reforçados os processos de planeamento, controlo orçamental e da actividade levados a cabo na área da saúde. Procedeu-se à implementação de um processo de planeamento estratégico ao nível dos hospitais, com a definição de planos de médio prazo, os quais englobam a definição de objectivos estratégicos, principais linhas de actuação, planos de investimento e projecções económico-financeiras para o período. A monitorização do desempenho em termos da produção efectivada e da evolução dos principais indicadores assistenciais e económico-financeiro assenta na disponibilização em rede de informação com uma frequência mensal, existindo reuniões trimestrais de acompanhamento com as administrações de todos os hospitais, reuniões individuais com os hospitais considerados críticos em termos de desempenho e reuniões temáticas visando a disseminação das melhores práticas identificadas. O controlo orçamental e da actividade foi adicionalmente reforçado com a definição de um modelo de controlo interno para os hospitais, com base nas melhores práticas internacionais seguidas no sector. O modelo fundamenta-se na disseminação de procedimentos administrativos e contabilísticos, tendo sido reforçada a vertente de auditoria interna, em que se destaca a formação de auditores nesta área. Ainda relativamente aos hospitais, deu-se continuidade, em 2007, com a criação de 10 novas instituições, ao processo de transformação dos hospitais pertencentes ao sector público administrativo em entidades públicas empresariais, prosseguindo-se, desta forma, objectivos de eficácia, através da melhoria do acesso e da qualidade dos cuidados de saúde prestados, e de eficiência, relativamente à gestão prosseguida por estas entidades. Os dados disponíveis para o desempenho financeiro observado no primeiro semestre deste ano exibem uma melhoria significativa dos resultados operacionais face ao período homólogo do universo de hospitais empresarializados, passando de -330,1 milhões de euros em 2006, para -144,1 em É de destacar o contributo para este resultado atribuível à evolução apresentada pela estrutura de custos, a registar, em termos totais, uma variação de 0,5%, com o custo das mercadorias vendidas e das matérias consumidas a variar 2,8%, os custos com o pessoal 1% e os fornecimentos e serviços externos -8,0%. Espera-se que a evolução futura das rubricas de custos venha ainda a reflectir as iniciativas actualmente em curso em matéria de serviços partilhados na saúde. Aqui há a salientar a dinamização da central de compras da Administração Central dos Sistemas de Saúde, e a constituição, pelo Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH) em Abril deste ano, da Unidade de Serviços Partilhados em Compras e Logística. Esta última entidade tem como objectivo prestar, aos seus associados e clientes, serviços de definição de estratégias de compra, sourcing, procurement, logística interna e monitorização de desempenho, estimando-se para 2008, a obtenção de uma poupança líquida na ordem dos 8,2 milhões 8

13 de euros. Esta poupança será ampliada à medida que os contratos agora existentes venham a ser objecto de renegociação, prevendo-se que, em termos acumulados e no final do horizonte temporal de previsão, possa atingir o valor de 140 milhões de euros. Em Junho deste ano, foram igualmente apresentadas pelo SUCH duas novas entidades empresariais nas áreas de gestão de recursos humanos e gestão financeira. Prevê-se que as poupanças estimadas, em termos acumulados e no final do horizonte temporal de previsão, a atingir por estas novas estruturas cheguem aos 56 milhões de euros. Encontra-se prevista a extensão deste modelo a outros hospitais do SNS. Com influência ao nível da evolução dos custos com o pessoal, o Decreto-Lei n.º 44/2007, de 23 de Maio, alterou o regime remuneratório para o trabalho extraordinário. No quadro de referência dos regimes de organização do trabalho dos médicos das carreiras de clínica geral e hospitalar, estabelecese para os primeiros o princípio da excepcionalidade que deverá presidir à prestação de trabalho extraordinário e para os segundos o princípio da liberdade, em vez da anterior obrigatoriedade da prestação de trabalho extraordinário. Os efeitos associados às medidas em curso, anteriormente descritas, fazem-se já sentir, tendo contribuído para que em 2006, e ao contrário do verificado no passado recente, não tenha ocorrido qualquer reforço da dotação do Orçamento do Estado para o SNS (a qual igualou, em 2006, a dotação final de 2005), tendo este apresentando, pela primeira vez em muitos anos, uma situação financeira excedentária de 104 milhões de euros. 9

14 DRIVERṠ Vector Crescimento e Sustentabilidade Económica e Financeira

15 I - DRIVER SUSTENTABILIDADE DA SEGURANÇA SOCIAL Concretizando o acordo de reforma assinado com os parceiros sociais em Outubro de 2006, foi publicada em Janeiro de 2007 a nova Lei de Bases da Segurança Social (Lei n.º 4/2007, de 16 de Janeiro). O Decreto-Lei n.º 187/2007, de 10 de Maio, cuja entrada em vigor ocorreu em Junho passado, desenvolve os princípios acordados em matéria de cálculo de pensões, designadamente no que respeita à consideração do factor de sustentabilidade, à aceleração do período de passagem à nova fórmula de cálculo das pensões e à revisão do regime de flexibilização da idade de reforma. Assim, no cálculo das pensões atribuídas a partir de 2008, será considerado um factor de ponderação que, ao atender à evolução da esperança média de vida, permite redistribuir a pensão a que o beneficiário tem direito por um maior número de anos, contribuindo, desta forma, para a neutralidade financeira e equidade intra-geracional do sistema de segurança social, concorrendo sempre para a garantia de melhor sustentabilidade social, sendo exemplos deste objectivo último o novo regime jurídico da protecção nas eventualidades de invalidez e velhice (Decreto-Lei n.º 187/2007, de 10 de Maio) do qual se destaca o princípio do envelhecimento activo que garante ao trabalhador que opta por trabalhar mais algum tempo para além da idade da reforma, uma bonificação na formação da pensão por cada mês de trabalho efectivo, assim como a distinção no regime de protecção social na invalidez entre invalidez relativa, já existente e invalidez absoluta que prevê um tratamento especial e que se traduz nos casos de incapacidade permanente e definitiva para a obtenção de quaisquer meios de subsistência através do trabalho, considerando-se situações de gravidade social extrema. Está salvaguardada na situação de invalidez absoluta de longa duração a não aplicação do factor de sustentabilidade no momento da passagem da pensão por invalidez para a pensão por velhice, bem como a aplicação de nova regra em matéria de mínimos sociais, garantindo-se de forma gradual a atribuição aos beneficiários de pensões de invalidez absoluta, um valor mínimo de pensão igual ao mínimo do valor da pensão de velhice correspondente a uma carreira contributiva completa. Iniciou-se já a implementação do período transitório relativo à introdução da nova fórmula de cálculo das pensões para os beneficiários inscritos até 31 de Dezembro de 2001 e que iniciem a pensão até 31 de Dezembro de 2016 (anteriormente previsto para 2017), através da consideração, de forma proporcional, dos períodos da carreira contributiva decorridos, respectivamente, até 2006 e a partir deste ano. Relativamente ao regime de flexibilização da idade de reforma, possível para os beneficiários que apresentem pelo menos 30 anos de descontos e 55 anos de idade, foi, em termos gerais, introduzida uma penalização de 0,5% por cada mês de antecipação relativamente à idade de 65 anos. Com a regra de actualização (definida na Lei n.º 53-B/2006, de 29 de Dezembro, e com aplicação a partir de 2008), segundo a qual quer as pensões, quer as prestações sociais são actualizadas de acordo com a variação dos preços do consumidor e tendo em conta a evolução real do PIB Indexante dos Apoios Sociais - procura-se salvaguardar a existência de um maior equilíbrio entre o andamento das contribuições e prestações. A Lei n.º 52/2007, de 31 de Agosto, procedeu à adaptação do regime de protecção social da função pública ao regime geral da segurança social em matéria de aposentação e cálculo de pensões, estando a sua entrada em vigor estipulada para Janeiro de 2008 (as excepções dizem respeito ao regime de redução da pensão antecipada, a aplicar a partir de 2015, e ao regime de actualização das pensões superiores a 1,5 vezes o Indexante de Apoios Sociais, cuja produção de efeitos ocorrerá desfasadamente no tempo a partir de 2009). Os impactos decorrentes da adopção destas medidas sobre a evolução futura da despesa com pensões foram já confirmados pelo Grupo de Trabalho sobre o Envelhecimento do Comité de Política Económica do Conselho de Economia e Finanças da União Europeia. A análise realizada sustenta uma melhoria significativa da sustentabilidade de longo-prazo das finanças públicas, na componente relacionada com a despesa pública sensível ao envelhecimento da população. 11

16 Relativamente às restantes medidas do Acordo sobre a Reforma da Segurança Social, o Conselho de Ministros aprovou já a legislação que estabelece o quadro do financiamento da segurança social, dando concretização ao princípio da adequação selectiva das fontes de financiamento, tornando mais transparente e rigorosa a gestão financeira do sistema, pela delimitação precisa das responsabilidades do Estado e dos trabalhadores e entidades empregadoras, respectivamente, nas transferências realizadas para o sector não contributivo da segurança social e no pagamento das contribuições sociais com que são suportados os encargos do sector contributivo. Foi, neste âmbito, também consagrada a prestação de informação mensal sobre o número de beneficiários, receitas e despesas desagregadas por sistema, subsistema e fontes de financiamento. Encontra-se em fase de elaboração a legislação que irá regulamentar a implementação de um Regime Complementar de Natureza Pública, de contas individuais, de contribuição definida e capitalização real, financiado pelas contribuições voluntárias dos beneficiários da segurança social, visando o acomodar dos efeitos sobre as pensões associados à aplicação do factor de sustentabilidade. No campo da consagração de incentivos à natalidade, o Decreto-Lei n.º 308-A/2007, de 5 de Setembro, veio estabelecer medidas de incentivo à natalidade e de apoio às famílias com um maior número de filhos. Neste sentido, passa a ser reconhecido às mulheres grávidas o direito ao abono de família durante o período pré-natal, após a 12.ª semana de gestação. Por outro lado, numa óptica de reforço da protecção social conferida aos agregados familiares com maior número de filhos, procede-se à discriminação positiva das famílias mais numerosas, através de uma majoração do abono de família para crianças e jovens, garantindo-se o prolongamento da protecção reforçada, que, neste momento, já é concedida a todas as crianças no 1.º ano, durante os 2.º e 3.º anos de vida das mesmas, contribuindo para o suportar do acréscimo de despesas num período em que este é mais sentido. Adicionalmente, consagra-se a duplicação do valor do abono de família, em caso do nascimento do segundo filho e o triplicar em caso do nascimento do terceiro e seguintes. Ainda no domínio do reforço da sustentabilidade do sistema de segurança social, foi, igualmente, modificado o regime de atribuição do subsídio de desemprego (Decreto-Lei n.º 220/2006, de 3 de Novembro). Nas alterações introduzidas, destaca-se o facto de a duração da prestação passar a depender não apenas da idade, mas também do período contributivo do beneficiário, tendo sido alargado o respectivo prazo de garantia (de 270 dias de trabalho por conta de outrem, com o correspondente registo de remunerações num período de 12 meses imediatamente anteriores à data do desemprego, para 450 dias de trabalho num período de 24 meses). As condições de acesso à pensão antecipada após desemprego também sofreram alterações, passando a idade de acesso à pensão de velhice, regra geral, dos 60 para os 62 anos, mediante a verificação do prazo de garantia e tendo o beneficiário, à data do desemprego, pelo menos 57 anos de idade. Um dos aspectos que importa ainda destacar relativamente às alterações introduzidas relaciona-se com o reforço da participação activa dos beneficiários na procura de emprego, os quais têm de demonstrar o seu empenhamento no processo, tendo, igualmente, sido clarificado o conceito de emprego conveniente, através da delimitação, com maior precisão, das situações em que são admitidas as recusas a ofertas de emprego, as quais, se não preenchidas, originam a cessação da atribuição da prestação. A alteração ao regime de desemprego verificada conta, não só com maior rigor na atribuição do subsídio em função das regras aplicáveis, mas também de um reforço acrescido do papel dos centros de emprego no acompanhamento personalizado dos beneficiários das prestações de desemprego visando a sua mais célere inserção no mercado de trabalho, nomeadamente definindo quais os esforços de procura activa mais adequados, partindo do diagnóstico de eventuais necessidades de formação profissional e, tendo em conta a conjuntura do mercado de trabalho, quais os empregos em que se pode verificar uma mais rápida inserção profissional. 12

17 II - DRIVER MODERNIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Este driver contempla duas vertentes: a reforma da Administração Pública, traduzida na reestruturação da Administração Central do Estado (PRACE) e num novo modelo de gestão dos serviços e dos recursos humanos da Administração Pública e a simplificação administrativa, concretizada através do programa SIMPLEX, nas suas três dimensões, de simplificação da vida das empresas, de simplificação da vida dos cidadãos e da simplificação administrativa direccionada para a Administração Pública. II a) Reforma da Administração Pública O Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado (PRACE), dando sequência à publicação das novas leis orgânicas dos ministérios e da legislação correspondente às estruturas dos serviços, num total de 407 diplomas, encontra-se na sua fase final de implementação, compreendendo uma redução de 26,2% das macro-estruturas da Administração Central (direcções-gerais e institutos públicos) e uma diminuição de 24,9% das micro-estruturas (direcções de serviço e divisões). No que respeita aos cargos dirigentes verificou-se igualmente uma diminuição de 22,1% dos cargos de direcção superior e de 24,9 dos cargos de dirigentes intermédios. Como previsto no diploma que regulamenta a extinção, a fusão e a reestruturação dos serviços públicos e a racionalização do número de efectivos (Decreto-Lei n.º 200/2006, de 25 de Outubro), iniciou-se já, por parte dos diversos ministérios, a aplicação dos mecanismos de mobilidade geral e a colocação dos funcionários dispensados na situação de mobilidade especial (regulados pela Lei n.º 53/2006, de 7 de Dezembro). O processo de reorganização da rede escolar do 1.º ciclo do ensino básico, visando melhorar as condições de aprendizagem, conduziu já ao encerramento de escolas. A Resolução do Conselho de Ministros n.º 66/2007, de 7 de Maio, procedeu à reforma da rede consular portuguesa conduzindo à reestruturação de 27 postos consulares de carreira e à reafectação de 93 funcionários consulares, promovendo a sua mobilidade e a racionalização da sua distribuição e implementando a requalificação do serviço consular. Relativamente à evolução do número de funcionários, e traduzindo o controlo de admissões e de contratação de pessoal, foi cumprida em 2006 a regra da limitação do recrutamento externo a um novo efectivo por cada dois saídos, tendo-se observado uma diminuição líquida de aproximadamente funcionários. Em termos de emprego público, foi concebido um novo modelo de gestão dos recursos humanos centrada na prossecução de objectivos, princípio ao qual se encontram subordinados os regimes de vinculação, carreiras e remunerações e o sistema de avaliação dos serviços públicos, dos dirigentes e dos funcionários, agora submetidos pelo Governo à apreciação da Assembleia da República. Com este sistema procura-se ultrapassar algumas das especificidades que moldam e condicionam a operacionalidade e a flexibilidade actualmente existentes, designadamente, a existência de um número excessivo de carreiras (característica que dificulta a mobilidade dos funcionários), a ausência de transparência do sistema remuneratório e de articulação deste com as disponibilidades orçamentais (da qual os mecanismos automáticos de evolução remuneratória constituem a expressão mais marcada) e a não existência de mecanismos remuneratórios susceptíveis de incentivar e premiar o desempenho dos vários intervenientes, tendo em conta as atribuições que lhes são conferidas em matéria de prestação do serviço público. Com as medidas apresentadas pretende-se reforçar os poderes de gestão dos dirigentes em matéria de política de recursos humanos, sendo assegurada flexibilidade nas opções de recrutamento e de fixação de remunerações, num quadro de controlo sobre a evolução das despesas com o pessoal, de monitorização, de responsabilização e de transparência dos actos praticados. A avaliação do desempenho constitui, assim, um elemento estruturante, permitindo assegurar o reconhecimento dos melhores desempenhos, quer dos serviços, quer dos dirigentes e funcionários. A par do aumento dos poderes de gestão dos dirigentes reforça-se igualmente a posição dos trabalhadores na negociação das suas remunerações e nas possibilidades da sua mobilidade entre serviços públicos. 13

18 Relativamente ao regime de vínculos, prevê-se exclusivamente dois tipos de vinculação: por nomeação e por contrato. A nomeação, até agora considerada como o vínculo normal, passa a ser apenas aplicável quando estiver em causa a prática de funções relacionadas com o exercício de poderes de soberania e de autoridade, passando a vigorar, relativamente às restantes funções, o regime de contrato de trabalho em funções públicas. Este constituirá uma adaptação do regime laboral comum, fixado no Código do Trabalho, às especificidades da Administração Pública. Aos funcionários actualmente detentores de vínculo de nomeação, que não exercem as funções relacionadas com o exercício de poderes de soberania e autoridade, passará a ser aplicado o contrato de trabalho em funções públicas, mantendo, contudo, os regimes de cessação da relação jurídica de emprego público e demais regalias, como o regime de aposentação e a mobilidade especial, próprios da nomeação definitiva. Visando elevar a flexibilidade na gestão dos recursos humanos em função das necessidades dos serviços, estabelece-se que o recrutamento, quando está em causa o exercício de actividades de natureza temporária, se processa por recurso à constituição de relações jurídicas por tempo determinado ou determinável. Consagra-se, igualmente, um mecanismo cautelar e de responsabilização civil, financeira e disciplinar aplicável às situações de contratualização de prestação de serviços em violação das condições previstas na lei para a sua efectivação. Em termos de carreiras, pretende-se reduzir para três as 1473 carreiras de regime geral e categorias isoladas actualmente existentes, mediante fusão das anteriores em novas, apresentando, estas, conteúdos funcionais mais abrangentes. Esta redução é acompanhada pela consagração de mecanismos que asseguram uma maior flexibilidade de mudança de carreira por parte dos funcionários. Em matéria de remunerações, é consagrada uma tabela remuneratória única, operando-se as mudanças de posição em função da verificação dos requisitos associados à avaliação de desempenho e de critérios de gestão que venham a ser anualmente adoptados pelo dirigente máximo do serviço. Estes critérios terão de ter em conta as disponibilidades orçamentais que lhe tenham sido atribuídas, podendo as mesmas, para além das mudanças de posição, ser também afectas à atribuição de prémios ou ao recrutamento de novos trabalhadores. De salientar que, regra geral, não existirá lugar a alteração do posicionamento remuneratório de um trabalhador, não obstante o preenchimento dos requisitos gerais previstos na legislação para a sua ocorrência, se as disponibilidades financeiras consagradas para essa finalidade se tiverem esgotado com a alteração do posicionamento remuneratório dos restantes trabalhadores ordenados anteriormente na classificação. Encontra-se, contudo, salvaguardada que essa alteração ocorrerá sempre que um trabalhador acumular (com referência às classificações atribuídas no âmbito das avaliações anuais) um determinado número de pontos, mudança que deverá ser tida em consideração na orçamentação anual das despesas com pessoal destinadas a esta finalidade. Relativamente à regra geral, o sistema de créditos, garantindo que a alteração do posicionamento remuneratório dos funcionários, verificadas as condições de avaliação, ocorre sempre, introduz todavia um factor de dilação temporal dessas alterações, contribuindo, assim, para a diminuição do drift salarial (no limite, um funcionário que apresente sempre uma classificação de desempenho adequado, relativamente à qual não são impostas quotas de avaliação, verá a sua posição remuneratória alterada ao fim de dez anos, sendo que cada classificação negativa resultará no adiamento em um ano dessa alteração). Um outro elemento inovador, a reforçar a autonomia na gestão dos recursos humanos, consiste na introdução da possibilidade de negociação do posicionamento remuneratório para os casos da constituição de vínculo através do recurso a contrato. A falta de acordo com determinado candidato, nesta situação, determina a negociação com o que se lhe segue na ordenação, não podendo, em caso algum, ser proposto um posicionamento remuneratório superior ao indicado aos candidatos anteriores. Os funcionários em situação de mobilidade especial têm prioridade no recrutamento. Adicionalmente à remuneração base, continuam a ser consagrados os suplementos remuneratórios, eliminando-se, contudo, a sua natureza automática e permanente, e estabelecendo-se que estes assumem a forma de montantes determinados e só excepcionalmente uma fracção da remuneração base. A destacar que do reposicionamento remuneratório, que irá ocorrer em virtude da entrada em vigor do novo regime, não poderá resultar um nível remuneratório superior ao actualmente auferido. Aos trabalhadores que obtenham classificações mais elevadas, decorrentes da avaliação de desempenho, pode ser atribuído, como antes mencionado, um prémio pecuniário, de prestação única. 14

19 O Sistema Integrado de Gestão e Avaliação do Desempenho na Administração Pública (SIADAP) integra os subsistemas de avaliação de desempenho dos serviços, dos dirigentes e dos trabalhadores da Administração Pública. Reflectindo o carácter estruturante e articulado das reformas em curso, o SIADAP articula-se com os sistemas de planeamento, estratégia e avaliação de cada ministério, criados no âmbito do PRACE, pretendendo-se que constitua um instrumento de avaliação do cumprimento dos objectivos anuais e estratégicos, de carácter plurianual, designadamente em matéria de eficácia, eficiência e qualidade, baseando-se, para isso, em indicadores de medida dos resultados a obter pelos serviços. Relativamente a estes, estabelece-se que a sua avaliação deve produzir efeitos sobre as opções de índole orçamental e sobre a avaliação realizada aos dirigentes superiores. Assim, serviços a que seja atribuída uma classificação de desempenho insuficiente de forma consecutiva podem ver a pertinência da sua existência ser colocada em causa. Por sua vez, a atribuição de uma distinção de mérito eleva as quotas máximas estabelecidas nos subsistemas de avaliação dos dirigentes e funcionários para as classificações de desempenho relevante e excelente, e pode conduzir a um reforço das dotações orçamentais, visando, designadamente, a mudança de posições remuneratórias dos funcionários ou a atribuição de prémios. O subsistema de avaliação dos dirigentes superiores baseia-se em cartas de missão, agora alargadas aos dirigentes de 2.º grau, nos resultados obtidos e na apreciação das competências. À semelhança do que já ocorria para os funcionários, é consagrado um sistema de quotas para a diferenciação do desempenho dos dirigentes, produzindo a sua avaliação efeitos em matéria de atribuição de prémios de gestão e de renovação ou cessação da respectiva comissão de serviço. O subsistema de avaliação dos trabalhadores foi reformulado, sublinhando-se, em termos de opções, o privilegiar da fixação de objectivos individuais (em linha com os dos serviços e a obtenção de resultados), a realização do diagnóstico de necessidades de formação e de melhoria dos postos e processos de trabalho, e o assegurar da evolução das carreiras numa perspectiva de distinção do mérito e excelência do desempenho. Numa lógica de implementação de serviços partilhados, caberá à Empresa de Gestão Partilhada de Recursos da Administração Pública (GeRAP), a par da gestão de recursos humanos e financeiros (com prioridade para a implementação do Plano Oficial de Contabilidade Pública), a prestação de serviços de apoio técnico e administrativo à gestão de recursos humanos, destacando-se, aqui, a gestão da mobilidade especial, e a promoção de acções destinadas a reforçar as capacidades profissionais dos funcionários colocados nesta situação, criando melhores condições de empregabilidade e de reinício da sua actividade profissional. Numa primeira fase, a GeRAP prestará serviços ao Ministério das Finanças e da Administração Pública, podendo a sua área de intervenção ser sucessivamente alargada a serviços de outros departamentos governamentais. Relativamente à situação de mobilidade especial, encontramse já nessa situação aproximadamente funcionários. As propostas de lei relativas à revisão dos regimes de vínculos, carreiras e remunerações e do SIADAP foram já submetidas à apreciação da Assembleia da República. Observados todos os trâmites legislativos, aguarda-se a ocorrência da sua publicação ainda no decurso do corrente ano e a sua entrada em vigor em Janeiro de Atendendo às ramificações aos mais diversos níveis que a reforma do emprego público apresenta (tabela salarial única, regime sobre o contrato de trabalho na Administração Pública, estatuto disciplinar, estatuto do pessoal dirigente, e legislação sobre procedimentos de selecção, fusão de carreiras gerais e carreiras especiais), importa que produza efeitos ao longo de 2008, de modo a assegurar, a todos os intervenientes, uma melhor e mais sustentada adaptação ao novo sistema de gestão de recursos humanos que se pretende ver instituído. Em 2008 assistir-se-á ao fim do congelamento da evolução remuneratória horizontal nas carreiras (com as alterações de posicionamento remuneratório a seguir as novas regras que constam da proposta de lei respectiva), ao início da atribuição de prémios de desempenho e à aplicação do novo regime de vínculos no recrutamento de novos trabalhadores. II b) Simplificação Administrativa Simplificar a vida dos cidadãos na sua relação com o Estado e a Administração Pública e melhorar a qualidade da prestação dos serviços públicos constitui o objectivo central que conduziu à elaboração do Programa de Simplificação Administrativa e Legislativa (SIMPLEX), apresentado em Março de Das 333 medidas que o Governo se propôs concretizar até ao final desse ano, cerca de 90% foram 15

20 executadas. Na obtenção dos resultados foi decisiva a revolução tecnológica em curso na Administração Pública, permitindo que Portugal constitua actualmente um caso de sucesso a nível mundial na disponibilização de serviços de governo electrónico. Destaca-se aqui a entrega de declarações de natureza fiscal via Internet, o NetEmprego, a disponibilização electrónica do Boletim Trabalho e Emprego (BTE), a Segurança Social Directa, a Empresa On-Line ou o acesso gratuito ao Diário da República. A título de exemplo, a Segurança Social Directa em Setembro de 2007 já tinha acessos de pessoas colectivas e tinha sido utilizada, pelo menos uma vez, por empresas. A disponibilização electrónica do BTE permitirá obter uma poupança prevista para 2007 face a 2006, de ,46 euros. O SIMPLEX 2007, dando continuidade ao programa concretizado de 2006, integra 235 medidas direccionadas para os cidadãos e empresas, a desenvolver sob a direcção política do Primeiro-Ministro e continua a envolver, numa responsabilidade comum e partilhada, todos os Ministros e os serviços das respectivas áreas de competência. A sua definição foi precedida de um amplo processo de consulta pública, permitindo o acesso de todos os que quiseram contribuir para a sua elaboração. O seguimento da execução do Programa cabe a um Painel de Acompanhamento composto por 5 pessoas convidadas a título individual, em função da experiência profissional, competência e independência. Em termos de concepção, o SIMPLEX 2007 reforça o conceito de acontecimento de vida, sobretudo na relação dos cidadãos com o Estado, passando o desenho das medidas a estar estruturado não em função da estrutura organizacional da Administração Pública, mas sim do princípio do balcão único, capaz de disponibilizar soluções de atendimento integradas, assegurando que, num único contacto ou interacção, o interessado possa praticar os actos ou obter a informação que pretende. A actualização da morada em todos os serviços da Administração através de uma só comunicação, a reemisão de um conjunto de documentos de identificação dos cidadãos perante os vários serviços, associando, no caso de roubo de documentos, o processo de participação da ocorrência às autoridades policiais (projecto Perdi a Carteira ), a concentração dos principais actos que se relacionam com o falecimento de uma pessoa e o registo dos bens da herança (projecto Sucessão e Herança ) e a expansão do processo simplificado de compra e venda de casa (projecto Casa Pronta, actualmente disponível em sete locais) constituem alguns exemplos das medidas a concretizar. Neste sentido, foi já assumida a criação de uma segunda geração de lojas do cidadão, prevendo-se a abertura da primeira em Dezembro deste ano e a expansão da rede em 2008, com a criação de 30 novas lojas por todo o país. O reconhecimento do progresso alcançado na área do governo electrónico é consensual. Portugal registou recentemente uma subida assinalável no índice Global E-Government, da responsabilidade da Universidade de Brown, o qual procura medir, ao nível dos sites governamentais, o grau de disponibilização de conteúdos e serviços on-line e qualidade do acesso, tendo subido da 48.ª para a 7.ª posição do ranking. Ao nível dos países da União Europeia ocupa mesmo o 2.º lugar. Os progressos observados são igualmente confirmados por um relatório divulgado recentemente pela Comissão Europeia, de acordo com o qual Portugal registou a maior subida no Online Public Services Ranking em termos de melhoria da qualidade de serviços públicos on-line entre 2005 e 2007, tendo sido mesmo classificado com fast mover, tendo registado a maior subida de todos os países. Neste ranking Portugal posiciona-se na 3.ª posição em termos de disponibilidade on-line dos serviços, e na 4.ª posição no que respeita à sua sofisticação. Há a destacar o facto de Portugal ter atingido um nível de 100% de disponibilidade e sofisticação nos serviços dirigidos às empresas, sendo classificado como o segundo melhor país da União Europeia neste item. Segundo o relatório Doing Business 2008 recentemente tornado público pelo Banco Mundial, Portugal ocupa a 37.ª posição no ranking que avalia o ambiente para os negócios, correspondendo a uma subida de 3 posições em relação à edição anterior e de 8 posições relativamente à posição ocupada em II c) Simplificação administrativa direccionada para os cidadãos No domínio das medidas dirigidas à satisfação das necessidades dos cidadãos, iniciou-se já a implementação do projecto Nascer Cidadão, permitindo o registo das crianças imediatamente após o seu nascimento nas maternidades e hospitais. Resultado da articulação entre os Ministérios da Justiça, da 16

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