Sumário. Segurança e Ambiente

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1 Sumário 2010 Segurança e Ambiente

2 A Central Termoeléctrica do Pego foi adquirida à EDP Electricidade de Portugal, S.A., no dia 24 de Novembro de 1993, pela Tejo Energia Produção e Distribuição de Energia Eléctrica, S.A. Esta é constituída, em 50% pela Internacional Power (Reino Unido), em 39% pela ENDESA (Espanha), e em 11% pela Electricidade de Portugal (Portugal). Simultaneamente, a International Power e a ENDESA constituíram também as empresas PEGOP Energia Eléctrica, S.A. e CarboPego Abastecimento de Combustíveis, S.A. que asseguram, respectivamente, a exploração da Central Termoeléctrica do Pego e o abastecimento de combustíveis (carvão). A Tejo Energia é responsável pela gestão do contrato de venda de energia e pelas relações com o sindicato bancário, planeamento estratégico e as relações com os accionistas. A Pegop foi criada especificamente para a exploração da Central Termoeléctrica do Pego, tendo iniciado em 2010 a exploração do grupo 3 da Central de Ciclo Combinado do Pego. Encontra-se baseada no Pego, concelho de Abrantes, emprega 149 colaboradores directos e uma média de 142 de prestadores de serviços permanentes e gere um conjunto alargado de contratos com outras empresas que operam partes da instalação ou que mantêm determinados equipamentos. A CarboPego é a empresa responsável pelo fornecimento do combustível carvão à Central do Pego. Esta é responsável pela compra do carvão no mercado internacional e pela logística até à entrega na Central. A Central Termoeléctrica do Pego possui dois grupos produtores de energia eléctrica, equipado cada um deles com um gerador de vapor, um grupo turbina-alternador e um transformador principal. Os grupos são idênticos, com uma potência unitária de 314 MWe. À potência de 314 MWe, cada gerador de vapor queima cerca de 110 toneladas/hora de carvão, pelo que, em condições de utilização plena dos dois grupos com uma disponibilidade média de 99%, a Central do Pego consome anualmente cerca de 1,5 milhões de toneladas de carvão e garante uma produção anual superior a 4,5 milhões de MWh.

3 MENSAGEM DA ADMINISTRAÇÃO Em 2010, continuou-se a trabalhar não apenas na manutenção do actual nível de desempenho em matéria de gestão ambiental e de segurança e saúde no trabalho, mas também a analisar a documentação e as práticas de exploração com vista à melhoria contínua do desempenho de segurança e ambiente, como definido no Compromisso de Segurança, Saúde e Ambiente da Pegop. Durante 2010, consolidaram-se as actividades de exploração de acordo com as instruções funcionais e procedimentos revistos no âmbito da entrada em funcionamento das novas instalações de tratamento de efluentes gasosos, a dessulfuração (reduz as emissões de dióxido de enxofre, SO2), a desnitrificação (reduz as emissões de óxidos de azoto, NOx) e o novo sistema de gestão dos precipitadores electrostáticos (redução de partículas). Manteve-se o reconhecimento da Royal Society for the Prevention of Accidents (RoSPA), relativamente aos esforços desenvolvidos no âmbito da Segurança e Saúde do Trabalho, tendo-nos mais uma vez distinguido com a atribuição do President's Award. No último trimestre de 2009, efectuou-se a auditoria Quality Safety Audit (QSA) ao Sistema de Gestão de Segurança, por auditores internos certificados pela RoSPA. No início de 2011, para requalificação do nível 4, efectuar-se-á a auditoria global ao Sistema de Gestão de Segurança, por auditor externo da RoSPA. Nos termos do Regulamento (CE) n.º 1221/2009, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 25 de Novembro, o qual define o conjunto de requisitos para o registo de organizações no Sistema Comunitário de Eco Gestão e Auditoria (EMAS), continua-se a apostar no envolvimento activo e na sensibilização/formação em matéria de segurança, saúde e ambiente de todos os colaboradores da Pegop e de Prestadores de Serviços. Neste âmbito, de realçar a extensa formação adicional ministrada aos colaboradores Pegop que vão estar directamente envolvidos nos novos grupos da Central de Ciclo Combinado do Pego. Em 2010, não ocorreu qualquer acidente de trabalho com baixa, por parte dos trabalhadores da Pegop. Relativamente aos trabalhadores dos Prestadores de Serviços, verificou-se um acidente, que embora de pequena gravidade, provocou dias de baixa. No seguimento do referido no Sumário de Segurança e Ambiente de 2009, continuaram-se os trabalhos relativos ao estudo de viabilidade de captura e armazenamento de dióxido de carbono (CO2) em conjunto com a Universidade de Évora e com o Laboratório Nacional de Engenharia e Geologia (LNEG), o qual conta ainda com o financiamento da Agência de Inovação e do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). Relativamente aos outros dois projectos em análise: co-combustão de biomassa e utilização de painéis solares térmicos integrados no processo de produção da Central, os quais irão permitir reduzir o consumo de carvão, estes encontram-se em estudo. Este Sumário pretende manter-se como uma peça fundamental de comunicação com o público em geral e com as comunidades locais, no sentido de divulgar os resultados alcançados quanto ao desempenho de segurança, saúde e ambiente do ano transacto, bem como das medidas tomadas para garantir a melhoria desse desempenho nos próximos anos. Sendo a componente ambiental deste Sumário sujeita a validação do Verificador EMAS, garante-se que o que se menciona é verificado através de adequadas evidências materiais. Esta mensagem, tem também como destinatários todos os que contribuíram para os resultados alcançados em matéria de desempenho de segurança, saúde e ambiente, e aos quais agradecemos a sua colaboração no atingir dos objectivos propostos.

4 A Pegop Energia Eléctrica, S.A. é a empresa responsável pela Operação e Manutenção nas Centrais Termoeléctrica a Carvão e de Ciclo Combinado do Pego, detendo o controlo da gestão global de todas as actividades locais associadas com a produção de electricidade a partir da combustão de combustíveis fósseis e a correspondente venda e deposição de cinzas e gesso. A empresa empenha-se no bem-estar geral e na minimização de potenciais acidentes graves que possam decorrer da sua actividade, com impacto na comunidade em geral e nos parceiros de negócio, nos seus colaboradores e em terceiros, fazendo da promoção da sua protecção uma obrigação e uma cultura intrínseca, de forma a assegurá-la a um nível elevado. Os assuntos de Ambiente e de Segurança e Saúde no Trabalho são tratados ao mesmo nível das actividades operacionais da empresa, sendo disponibilizados os recursos adequados para a implementação dos requisitos dos Sistemas de Gestão e alcançar os objectivos estabelecidos. Assumimos como princípio que todas as actividades, mesmo as mais urgentes ou importantes, devem ser planeadas adequadamente para serem executadas em segurança para as pessoas e ambiente. O cumprimento das responsabilidades legais é considerado apenas como um ponto de partida. Sempre que possível, fomenta-se o relacionamento e contribuição recíproca com entidades oficiais e grupos de trabalho na área de ambiente e segurança, com o objectivo de privilegiar e melhorar as boas práticas implementadas. Os procedimentos para implementação desta política serão consequência dos sistemas de gestão de Segurança e de Ambiente desenvolvidos e implementados na Pegop. Reconhecemos a importância das competências de todos os trabalhadores e, por isso, é disponibilizada formação adequada para que cada um possa desempenhar as suas funções sem riscos para si, para terceiros e para o ambiente. O Director da Central é o responsável máximo pela elaboração, desenvolvimento e implementação da política da empresa bem como pelo estabelecimento de responsabilidades claras relativas à gestão Ambiental, de Higiene, Segurança e Saúde no Trabalho e de Segurança na Prevenção de Acidentes Graves com Substâncias Perigosas. O Núcleo de Segurança e Saúde e o Núcleo de Ambiente e Auditoria fornecem apoio e consultoria a todos os departamentos. É da responsabilidade de todos os trabalhadores cumprir os procedimentos internos e a legislação em vigor. Reconhecemos que os acidentes e doenças podem ser resultado de falhas do controlo de gestão, não sendo necessariamente da responsabilidade dos trabalhadores. A gestão Ambiental é feita através de um sistema certificado com base na norma ISO14001 e registado no EMAS (Sistema Comunitário de Eco-gestão e Auditoria). A gestão da Segurança e Saúde no Trabalho é feita utilizando um sistema baseado na especificação OHSAS (NP 4397), sendo auditado por entidade do Reino Unido, para avaliação da sua robustez e bom desempenho. A gestão da Segurança na Prevenção de Acidentes Graves com Substâncias Perigosas foi integrada na gestão da Segurança e Saúde no Trabalho, demonstrando o empenho e compromisso de equidade na eficiência de todas as áreas funcionais. A empresa tem uma área de medicina no trabalho que disponibiliza os primeiros socorros e a vigilância médica, de forma a promover a adequação das condições físicas dos colaboradores às actividades por eles desempenhadas. Promovemos a melhoria contínua de processos e práticas e dos locais de trabalho, preparamos, testamos e revemos planos de actuação para responder a emergências, de forma a permitir minimizar o impacto ambiental e maximizar a segurança e saúde das pessoas. Acreditamos que é possível prevenir os acidentes, pelo que os riscos são sistematicamente identificados, avaliados e geridos de forma a evitar quaisquer danos pessoais, materiais e/ou ambientais. Cada trabalhador é uma peça fundamental da organização e por isso encorajamos, de forma construtiva, a sua contribuição para o desenvolvimento e melhoria da gestão Ambiental, de Higiene, Segurança e Saúde no Trabalho e de Segurança na Prevenção de Acidentes Graves com Substâncias Perigosas, quer participando nas reuniões de equipa, nas reuniões da Comissão de Segurança, Saúde e Ambiente ou mais informalmente, de modo espontâneo, aberto e transparente. Tal aplica-se também aos representantes dos Prestadores de Serviços os quais participam nas reuniões da Comissão. Os trabalhadores são apoiados sempre que se lesionem ou fiquem doentes de forma a que consigam uma rápida e eficaz recuperação. No sentido de manter e melhorar as condições de segurança, saúde e ambiente efectuam-se auditorias internas e externas. As recomendações destas contribuem para o desenvolvimento de objectivos e metas do Plano de Negócios e para o estabelecimento dos objectivos pessoais de todos os colaboradores. A aplicação desta política e o desempenho das práticas Ambientais, de Higiene, Segurança e Saúde no Trabalho e de Segurança na Prevenção de Acidentes Graves com Substâncias Perigosas é, periodicamente, verificada e revista segundo especificações externas e princípios vigentes na empresa, com vista a uma melhoria contínua. No âmbito da nossa política de abertura e integridade, a Pegop comunica mensal e anualmente os seus resultados à Administração, através de relatórios e aos trabalhadores e público em geral, anualmente, através do Sumário de Segurança e do Sumário Ambiental. Pego, 27 de Outubro de 2009

5 Sumário 2010 SEGURANÇA

6 Resultados e Objectivos ACTIVIDADES RELEVANTES REALIZADAS Os assuntos de segurança e saúde do trabalho continuaram a recolher a melhor atenção e interesse de todos. Foram realizadas diversas acções visando a segurança dos trabalhadores em geral, o cumprimento dos requisitos legais e a melhoria contínua em sectores como a formação e informação, as condições técnicas, acompanhamento e supervisão de trabalhos, preparação e acompanhamento dos trabalhos de revisão do grupo, auditoria, etc. Salientam-se seguidamente as mais importantes: No âmbito da segurança e das condições de trabalho seguro, foi prestada colaboração com vários projectos de construção, como sejam a continuação dos trabalhos para a construção da nova central de ciclo combinado, conclusão da remodelação da zona envolvente da portaria e início da construção do edifício da nova portaria, o que incluiu a elaboração do respectivo plano de segurança. As reuniões da Comissão de Segurança Saúde e Ambiente continuaram a realizarse, com a participação dos responsáveis respectivos, dos representantes de todas as áreas da Pegop e das empresas permanentes de prestação de serviços, além do seu presidente e de dois representantes da direcção da Pegop. Foi elaborado o plano de segurança para os trabalhos de revisão das horas do grupo 1 e efectuada a supervisão dos trabalhos com o objectivo de garantir o cumprimento das regras de segurança. Efectuados treinos dos cenários de emergência, que abrangeram diversos temas, desde a utilização dos equipamentos de combate a incêndios e de respiração autónoma em diferentes situações de emergência até ao controlo de derrames, incluindo também o treino na utilização da viatura ligeira de combate a incêndios. Os resultados dos exercícios foram discutidos dentro das equipas de intervenção, com o objectivo de identificar pontos de melhoria e promover a sua implementação. Continuámos a sensibilizar os trabalhadores para a importância de serem reportados todos os acidentes, incidentes e quase acidentes, salientando a forma como esta componente da monitorização reactiva é importante para evitar acidentes futuros. Realizada formação de segurança sobre variados temas. No cumprimento do respectivo plano foram realizadas 89 sessões de formação que abrangeram 1202 formandos. Foi providenciada Indução de Segurança na recepção a todos os novos trabalhadores e estagiários, assim como aos envolvidos nos trabalhos de revisão do grupo 1 e aos intervenientes na construção da nova central de ciclo combinado que necessitaram realizar actividades nos terrenos da central a carvão. Continuou a colaboração inter-empresas, e de benchmarking, nomeadamente no relativo ao passaporte de segurança e à actividade Fresh Eyes que actua na área comportamental dos trabalhadores. O relatório anual da Actividade do Serviço de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho foi elaborado e enviado às entidades competentes, conforme requisito legal e dentro do prazo estabelecido. Durante o ano foi ainda preparada a candidatura ao prémio President's Award da RoSPA, que foi novamente alcançado.

7 RESULTADOS ALCANÇADOS Pegop Contratos 0 0,00 0,00 1 3, Pegop Contratos Número de dias de trabalho decorridos desde último acidente (até 31 de Dezembro de 2010) Recorde de dias consecutivos de trabalho sem acidentes de trabalho Acidentes com perda de dias de trabalho Taxa de frequência (Tf) Taxa de gravidade (Tg) Tf = nº de acidentes com baixa x 10 6 nº horas - homem trabalhadas Tg = nº de dias perdidos x 10 6 n º horas - homem trabalhada s AUDITORIA DE SEGURANÇA QSA (Quality Safety Audit) Da RoSPA (Royal Society for the Prevention of Accidents) A Pegop utiliza, desde 1996, o sistema QSA da RoSPA na verificação da eficácia do Sistema de Gestão de Segurança.As auditorias são efectuadas alternadamente por auditores da RoSPA e por auditores internos com formação e qualificação QSA. O objectivo da auditoria QSA vai ao encontro dos requisitos dos sistemas de gestão de segurança, incluindo o HS(G)65 do HSE (Health and Safety Executive, do Reino Unido) e o OHSAS O sistema QSA verifica a abrangência, a qualidade e a implementação da documentação de controlo de segurança, e atribui um conjunto significativo de resultados numéricos a 11 subsecções, permitindo quantificar e comparar todas as componentes do Sistema de Gestão de Segurança. Os resultados figuram num diagrama (abaixo) que permite ver não apenas a pontuação das respectivas subsecções, mas ainda a evolução do próprio sistema. Gráfico da evolução do Sistema de Gestão de Segurança POLÍTICA Política Geral Compromisso Responsabilidades ANIZ E REV 80 ORG ISÃO 100 Revisão do Desempenho 45 AÇÃO AUDIT ORIA Processo de Auditoria de Segurança 30 Procedimentos Auditoria Planeamento 80 Monitorização Reactiva DE Monitorização Activa SE MP EN HO ÃO Implementação de Procedimentos 100 Implementação de medidas de Controlo de Risco Ç TA LE MP O NT EI N ME ME EA N LA P VALORES PEGOP 1996 / 2001 / 2008

8 Sistema de Gestão de Segurança COMPROMISSO DA EMPRESA O empenho contínuo da Pegop para garantir que o seu sistema de gestão de segurança se mantém robusto e adequado pode ser evidenciado por diversas acções, desde a revisão regular da sua política de segurança, saúde e ambiente, a realização de auditorias regulares ao sistema, o estabelecimento de planos com objectivos de segurança tanto pessoais como para a empresa no seu todo, mas também passando pela cooperação e benchmarking com empresas congéneres dentro e fora do país, na promoção do Passaporte de Segurança e na consolidação de actividades de monitorização activa como o Fresh Eyes para os comportamentos de segurança. PLANEAMENTO O acordo comercial estabelecido com uma empresa para nos manter informados acerca de nova legislação publicada no âmbito da segurança e saúde do trabalho, garante-nos que os requisitos legais que nos são aplicáveis são analisados e introduzidos no nosso sistema de gestão de segurança e nas actividades de trabalho. O plano com os objectivos de segurança foi proposto à Equipa de Gestão, que após aprovação os incluiu no Plano de Negócios anual. Os objectivos de segurança reflectem, entre outras, as recomendações das auditorias de segurança, das avaliações de riscos, das reuniões estratégicas e da Comissão de Segurança Saúde e Ambiente. IMPLEMENTAÇÃO As responsabilidades dos intervenientes nas várias áreas de actividade estão descritas nos quadros de responsabilidade da respectiva instrução funcional. Foi realizada formação acerca do novo Plano de Emergência Interno (PEI) dirigida a todos os trabalhadores do centro de produção, conforme a sua função durante a emergência. Assim, foram preparados módulos para a Comissão de Emergência, para as Equipas de Intervenção, e para todos os trabalhadores não abrangidos nos dois primeiros módulos. Quanto à formação de Segurança e Saúde no Trabalho, foi realizada formação acerca do processo de consignações para os trabalhadores que operam a nova central de ciclo combinado. No cumprimento do plano de formação da Pegop foi ainda realizada formação de segurança relativamente à Selecção e Utilização de Máquinas e Equipamentos, formação a novos Responsáveis de Zona no âmbito do Plano de Vigilância Permanente, Sistema de Controlo de Agentes Perigosos para a Saúde, Indução de Segurança a todos os estagiários assim como a trabalhadores da construção da central de ciclo combinado e da revisão do grupo 1 da central a carvão, etc. Ao longo do ano foram realizadas 89 sessões de formação de segurança, que abrangeram 1202 formandos. A documentação do Sistema de Gestão de Segurança continua a ser revista e actualizada, sendo criados e introduzidos novos documentos, sempre que necessário, nesse sentido foi iniciada a revisão da documentação de Segurança e Saúde de forma a englobar as futuras actividades de trabalho na nova central de ciclo combinado. Aquela documentação, que inclui os resultados das avaliações de riscos, está disponível para consulta a todos os trabalhadores da Pegop e das empresas de prestação de serviços através da rede interna de computadores. A documentação relevante de segurança é também disponibilizada em suporte informático a todas as empresas contratadas para as revisões dos grupos.

9 FUNCIONAMENTO De forma regular e frequente foram efectuadas avaliações e inspecções às condições de trabalho, comportamento seguro nos postos de trabalho e utilização dos equipamentos de protecção individual adequados, para que não baixe o nível de atenção de todos relativamente a estes temas, e se mantenha o bom desempenho alcançado. A revisão das horas do grupo 1 foi outra actividade importante. O plano de segurança de projecto foi elaborado e distribuído a todos os intervenientes, que o desenvolveram relativamente às suas actividades. Foram realizadas reuniões com cada uma das empresas intervenientes, relativamente aos demais documentos a entregar para cumprimento dos requisitos legais. O cumprimento do plano de segurança e das regras de segurança em geral foram supervisionados pelos responsáveis da Pegop, apoiados por um coordenador de segurança e uma equipa de técnicos de segurança. Não se verificou nenhum acidente de trabalho com baixa durante os trabalhos da paragem do grupo, que tiveram uma duração horas de trabalho (equivalentes a quase dias de trabalho), levadas a cabo por uma média diária de 499 trabalhadores ao longo de 28 dias, com um pico de 657 trabalhadores. Os trabalhos de arranjo da zona envolvente da portaria foram concluídos, posteriormente foi iniciada a construção do edifício da nova portaria. Ambos ao abrigo dos respectivos planos de segurança e saúde, sendo as obras acompanhadas a tempo inteiro por um técnico de segurança, supervisionados pela Pegop e por um coordenador de segurança. No início do ano foi realizada a reunião geral para todos os trabalhadores, em que foram apresentados os principais objectivos alcançados e os objectivos de Segurança e Saúde do Trabalho para o novo ano. O plano de realização das reuniões da Comissão de Segurança Saúde e Ambiente também foi cumprido, nestas participaram os responsáveis daquelas áreas além de representantes da equipa de gestão e de representantes dos trabalhadores de todas as áreas da Pegop e das empresas permanentes de prestação de serviços, esta comissão é constituída por um total de 19 pessoas. Continuou a colaboração inter-empresas, nomeadamente no relativo ao passaporte de segurança e ao Fresh Eyes (observação de trabalho seguro) que intervém na área comportamental dos trabalhadores. As nossas equipas de intervenção continuaram a efectuar os seus treinos dos cenários de emergência para se manterem aptas a controlar alguma situação daquele tipo. Complementarmente e com o objectivo de testar o Plano de Emergência Interno, foi realizado um simulacro de acidente industrial grave que envolveu toda a estrutura de resposta às emergências, nomeadamente o Órgão Central de Comando, a Comissão de Emergência, as Equipas de Emergência e o Órgão de Relações Públicas. Este exercício foi acompanhado por uma equipa de especialistas externos com o papel de observadores para identificarem os pontos fortes e fracos, assim como as oportunidades de melhoria. O resultado foi positivo. VERIFICAÇÃO E ACÇÃO CORRECTIVA Todas as actividades no âmbito da monitorização activa continuaram a ser efectuadas, de forma a verificar e garantir o bom estado dos equipamentos e áreas de trabalho, assim como verificar os aspectos comportamentais e o cumprimento das regras de segurança, mas também preservar e melhorar as condições de segurança e limpeza em toda a instalação. Nesse sentido foram efectuadas 217 rondas, resultantes de inspecções de segurança realizadas por empresa externa e por rondas do Plano de Vigilância Permanente. Tanto estas inspecções como as observações pontuais por parte de qualquer trabalhador, sempre que aplicável deram origem a acções correctivas, tanto por contacto directo como via programa de gestão de manutenção Q5. A actividade de monitorização activa Fresh Eyes para observação dos comportamentos de segurança também sofreu uma evolução com a entrada em serviço da aplicação informática FEDA destinada ao registo e gestão dos resultados das observações, e que facilitará a sua análise. Também foram dados passos importantes com vista ao incremento do número de observadores no curto prazo. As inspecções regulares aos equipamentos do centro de produção continuaram a ser efectuadas, e incluíram equipamentos e acessórios de elevação, equipamentos sob pressão, linhas de vida e equipamentos anti quedas, elevadores, extintores portáteis e sistemas fixos de extinção de incêndios, etc. Foram também efectuadas diversas avaliações às condições de segurança radiológica, e identificadas as zonas de segurança, para a realização das sessões de radiografia industrial da construção da nova central de ciclo combinado. Foi iniciada a actividade de inspecção aos gradis de toda a instalação, para garantir a boa fixação de todos eles, e providenciar a sua reparação ou substituição se aplicável. Os dados de sinistralidade da Pegop e das empresas permanentes de prestação de serviços são introduzidos mensalmente numa aplicação informática que calcula os índices respectivos, ficando esta informação disponível para consulta pelos responsáveis. Estes dados são analisados sendo posteriormente apresentados e discutidos nas reuniões da Comissão de Segurança, Saúde e Ambiente. AUDITORIA E REVISÃO As auditorias regulares ao Sistema de Gestão de Segurança continuam a ser efectuadas. Foi realizada a auditoria preliminar ao sistema de gestão de segurança, por parte da Lloyd's, com vista à iniciação do processo de certificação de conformidade com a OHSAS Os resultados foram apresentados à equipa de gestão, na reunião de fecho, onde, além dos pontos positivos, foram salientados os possíveis pontos de melhoria. As auditorias internas a temas específicos do sistema de gestão de segurança foram também realizadas. Nas Reuniões Estratégicas, continuam a ser passadas em revista as questões mais relevantes de segurança e saúde, é analisado o progresso no alcançar dos objectivos estabelecidos e decidem-se eventuais acções e ajustes.

10 OBJECTIVOS Efectuar a auditoria QSA ao Sistema de Gestão de Segurança, esta auditoria será realizada pelo auditor externo da RoSPA. Efectuar a auditoria de conformidade do Sistema de Gestão de Segurança com a especificação OHSAS 18001, visando a certificação. Cumprir o plano de auditorias internas de segurança. Conseguir o "Gold Award" da RoSPA, assim como manter o nível 4 do Quality Safety Audit (QSA). Efectuar uma auditoria de verificação de conformidade legal, para verificar se estão a ser cabalmente cumpridos todos os requisitos legais que são aplicáveis à nossa actividade. Manter a documentação do Sistema de Gestão de Segurança revista, actualizada e em conformidade com as boas práticas internacionais e com os requisitos da especificação OHSAS Concluir a revisão da documentação de Segurança e Saúde de forma a englobar as actividades de trabalho na nova central de ciclo combinado e criar a documentação adicional de Segurança e Saúde que seja considerada necessária. Elaborar e publicar o Sumário Anual de Segurança e Ambiente. Produzir o Relatório Anual da Actividade do Serviço de Segurança e Saúde no Trabalho, que integra a novo Relatório Único a enviar às autoridades competentes, dentro do prazo legal estabelecido. Continuar com o programa de identificação de perigos e avaliação de riscos, com a participação de todos os departamentos, e a implementação das correspondentes medidas de controlo. Continuar o programa de inspecções regulares de segurança e saúde do trabalho, realizadas por empresa especialista contratada. Continuar o processo de colaboração Inter-Empresas relativo a temas de segurança, nomeadamente o Passaporte de Segurança. Relativamente à construção do novo edifício da portaria, garantir a boa aplicação e cumprimento das regras de Segurança e Saúde no Trabalho, nesse sentido, gerir o contrato relativamente à coordenação de segurança, assim como manter o acompanhamento e supervisionamento dos trabalhos. Realizar a medição de ruído ocupacional, e produzir os respectivos quadros individuais de avaliação de exposição pessoal diária de cada trabalhador ao ruído durante o trabalho. Efectuar a formação a novos observadores Fresh Eyes, inclusive na utilização da aplicação informática FEDA. Incrementar a quantidade de observações, avaliar os dados recolhidos, deles tirar conclusões e procurar introduzir melhorias sempre que possível. Continuar a sensibilizar as pessoas para a necessidade e importância de serem comunicados todos os acidentes e incidentes. Realçar que a cultura de segurança da Pegop não é de procurar atribuir culpas mas simplesmente de encontrar e corrigir possíveis causas de acidentes, salientando os benefícios que podem resultar da colaboração das pessoas. Planear, organizar e realizar em cada ano, um simulacro de evacuação de edifícios e locais e um simulacro de emergência.

11 Sumário 2010 AMBIENTE ACTUALIZAÇÃO DA DECLARAÇÃO AMBIENTAL

12 SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL DA CENTRAL DO PEGO O Sistema de Gestão Ambiental (SGA) implementado na Central do Pego estabelece as responsabilidades, práticas e procedimentos em todas as áreas da organização. A metodologia de funcionamento do mesmo encontra-se descrita no Manual de Gestão Ambiental e outra documentação associada. Entre a documentação associada realça-se a relativa à metodologia de avaliação dos aspectos ambientais e seus critérios. Devido à extensão da mesma, não será aqui efectuada a sua explanação, contudo, os critérios para avaliação dos aspectos ambientais estão à disposição do público, quando solicitados. O SGA da Central do Pego foi certificado em Janeiro de 1997 na norma NP EN ISO e registado no Sistema Comunitário de Eco gestão e Auditoria (EMAS) em Maio de Foi a primeira instalação industrial em Portugal a obter a certificação NP EN ISO e o registo no EMAS com a identificação de registo PT Desde essa altura, continuamos a desenvolver o SGA para que este responda não só a novos requisitos legais, a alterações significativas ocorridas na instalação, mas também ao nosso compromisso de melhora contínua no desempenho das nossas actividades. Para assegurar o funcionamento do SGA e trabalhar com objectivos de melhoria contínua, definiram-se mecanismos de acompanhamento que compreendem: Planeamento Uma componente importante da gestão ambiental é a identificação e avaliação dos aspectos ambientais associados às actividades desenvolvidas na Central Termoeléctrica do Pego que podem interagir com o ambiente. Em seguida, avalia-se os impactes ambientais que estão associados a estes aspectos ambientais, permitindo hierarquizar os aspectos consoante o impacte que provocam no ambiente. Para gerir os aspectos ambientais significativos e efectuar o acompanhamento dos objectivos e metas estabelecidos de acordo com o Compromisso de Segurança, Saúde e Ambiente, opções tecnológicas, questões financeiras e operacionais, alteração dos requisitos legais e parecer das partes interessadas, utilizam-se: quadros de responsabilidade, instruções funcionais (procedimentos) e, quando aplicável, propostas de modificação à instalação; avaliação de desempenho, estabelecimento e acompanhamento de objectivos e metas ambientais para o(s) ano(s) seguinte(s), através de reuniões de revisão e da Comissão de Segurança, Saúde e Ambiente. Implementação e monitorização De forma a garantir a adequada implementação do SGA, com a envolvência e responsabilização nas suas actividades de todos os colaboradores da Pegop e de Prestadores de Serviços, efectua-se: controlo operacional, verificação de registos e, quando necessário, tomada de acções preventivas e acções correctivas através de implementação de quadros de responsabilidade e instruções funcionais. modificações à instalação: incluindo a avaliação ambiental e de segurança, definindo-se responsabilidades e datas chave para a sua implementação. estabelecimento e actualização de procedimentos para actuar em situações de emergência ou potenciais acidentes, os quais são testados em exercícios de simulação com equipas de 1.ª intervenção. Comunicação, formação e participação dos colaboradores e prestadores de serviços A comunicação interna efectua-se a vários níveis, incluindo: reuniões de equipa, reuniões da Comissão de Segurança, Saúde e Ambiente, reuniões de revisão e reuniões gerais. Anualmente, procede-se à divulgação do Sumário Ambiental. No sentido de desenvolver competências ambientais, efectuam-se acções de sensibilização/formação dos colaboradores Pegop e de Prestadores de Serviços relativas à política de segurança, saúde e ambiente e aos requisitos do sistema de gestão ambiental, entre outros, de acordo com as necessidades de cada interveniente. Para assegurar um conhecimento adequado dos aspectos ambientais e do SGA os colaboradores participam na elaboração e revisão de documentação, assim como nas reuniões e grupos de trabalho operacionais periódicos envolvendo vários níveis da organização. Encontram-se estabelecidas as condições gerais aplicáveis à contratação de serviços externos, em matéria de protecção ambiental, para assegurar o cumprimento dos requisitos do SGA no decorrer das actividades de prestação de serviços. Tal inclui, para os prestadores de serviços, com trabalhadores em permanência na Central, a avaliação do impacto ambiental das suas actividades, antes do início dos trabalhos e a verificação periódica do seu desempenho ambiental.

13 Relações com o exterior Para assegurar a comunicação, não só internamente, mas também com as partes interessadas externas publica-se o Sumário de Segurança e Ambiente (Declaração Ambiental) o qual se encontra disponível na página de Internet, Este é divulgado a autarquias, juntas de freguesia, entidades oficiais, prestadores de serviços, entre outros, e constitui um instrumento privilegiado de divulgação das nossas práticas, procedimentos e resultados ambientais. O relatório e contas anual da Tejo Energia comporta elementos relativos a acções e investimentos de melhoria ambiental. Os resultados ambientais da Central do Pego são periodicamente comunicados às autoridades competentes através de relatórios definidos na licença ambiental e na legislação aplicável. Para além destes relatórios e, de acordo com o procedimento de resposta a comunicações externas, dá-se resposta aos diversos pedidos de informação. No âmbito do contínuo interesse demonstrado por diversas entidades na nossa actividade, mantêm-se em funcionamento as visitas à instalação, sendo aí distribuída documentação de cariz ambiental. Auditoria e Melhoria As auditorias internas ao SGA, de periodicidade anual, avaliam a conformidade das áreas de gestão e controlo ambiental com os requisitos exigidos pela legislação, pelo Compromisso de Segurança, Saúde e Ambiente, pela norma NP EN ISO e pelo regulamento EMAS. Semestralmente, a Lloyd's Register Quality Assurance (LRQA), efectua auditorias de acompanhamento ao SGA para manutenção da certificação. Periodicamente efectua-se a reunião de revisão do SGA, para avaliação da gestão ambiental na sua globalidade, particularmente quanto à concretização dos objectivos, metas e programa de gestão, mas também para identificar oportunidades de melhoria. Neste processo, tem-se em conta não só o resultado das auditorias, mas também alterações na legislação, avaliação de riscos e aspectos ambientais, comunicações do exterior, entre outros. FACTOS E ENQUADRAMENTO RELATIVOS A 2010 Este Sumário, preparado em conformidade com o Regulamento (CE) n.º 1221/2009, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 25 de Novembro, (EMAS III), engloba as informações relativas à Central Termoeléctrica do Pego em As declarações e dados ambientais apresentados foram validados, em Março de 2011, por um Verificador da Lloyd's Register Quality Assurance LRQA (Acreditação IPAC n.º PT-V-0002), Eng.ª Marta Bento (Verificadora EMAS n.º EMAS). O próximo Sumário Ambiental, relativo ao ano de 2011, será publicado em Abril de Em Fevereiro e Julho de 2010, após a auditoria realizada pela LRQA, manteve-se a certificação na norma internacional de Sistemas de Gestão Ambiental NP EN ISO e o registo no EMAS. Não ocorreram incidentes ambientais. Em Junho, foi veiculada uma denúncia pela Administração da Região Hidrográfica do Tejo (ARH Tejo), pela Brigada do Ambiente da Guarda Nacional Republicana e pela Inspecção Geral do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAOT). Esta referia a eventual utilização incorrecta e acondicionamento de produtos químicos no âmbito da limpeza química da caldeira do grupo 3 (da nova Central de Ciclo Combinado do Pego) assim como o inadequado tratamento dos efluentes líquidos resultantes da mesma. Referia ainda que em 30 de Maio um fumo negro havia sido emitido pela chaminé e ainda que a 15 de Junho, a jusante da Central o rio Tejo apresentava uma cor acastanhada. Os representantes da ARH Tejo e da Brigada do Ambiente que estiveram presentes na Central foram informados e visualizaram o adequado armazenamento e utilização dos produtos químicos, o correcto acondicionamento dos efluentes líquidos da limpeza química numa bacia de retenção impermeabilizada antes do seu envio para tratamento na instalação de tratamento de efluentes líquidos (ITEL). Foram ainda informados que em 30 de Maio ocorreu o arranque do Grupo 2, depois de ter estado parado desde 1 de Março por solicitação da REN (Redes Energéticas Nacionais). Tal facto leva a que o período de arranque seja mais prolongado que um arranque em que o grupo ainda se encontre quente. Nesta situação, pode ser visível a emissão de partículas resultantes da queima transitória de fuelóleo, antes do início do consumo de carvão.

14 FACTOS E ENQUADRAMENTO RELATIVOS A 2010 (cont.) Quanto à referência à cor acastanhado do rio Tejo, em 15 de Junho, verificou-se que ambos os Grupos da Central Termoeléctrica do Pego se encontravam parados, e não ocorreram purgas das torres de refrigeração. A ITEL processou caudais baixos e com os parâmetros operacionais normais e dentro dos limites legais, isto é, limpo sem cor acastanhada. Queremos realçar que o rio Tejo apresentava, antes da torre de captação de água (a qual se encontra localizada a montante da descarga de efluentes líquidos tratados) uma cor acastanhada, provavelmente devido a possuir muitos sedimentos em suspensão. O facto de haver flutuações de caudal leva a um revolvimento desses sedimentos e ao aparecimento de cor acastanhada ao longo das margens. A IGAOT foi informada por escrito destas situações. Em face do acima referido, e tendo em conta o adequado acondicionamento e utilização de produtos químicos, o tratamento dos efluentes líquidos da limpeza química, e o facto de que a emissão visível de partículas se deveu a uma operação de arranque do grupo e a água do rio Tejo apresentava uma cor acastanhada antes da sua captação para a Central, logo não resultante de actividades da mesma, a denúncia não teve fundamento, pelo que não voltámos a ser abordados pelas Entidades referidas. Desenvolvimento de melhorias introduzidas nas instalações de tratamento de efluentes gasosos, dessulfuração (redução de emissão de SO2) e desnitrificação (redução de emissão de Nox). Envolvimento de colaboradores Pegop, em termos de formação e na fase de comissionamento para a futura operação e manutenção da nova Central de Ciclo Combinado do Pego. A Central Termoeléctrica do Pego recebeu em Setembro de 2010, no seguimento de uma inspecção realizada em Abril, uma notificação emitida pela IGAOT, relativa ao incumprimento dos critérios de admissão de cinzas e de lamas da Instalação de Tratamento de Efluentes Químicos (ITEQ) no aterro de resíduos da Central, no que respeita ao selénio, fluoretos e sulfatos. De acordo com a Licença Ambiental (LA) nº 42/2007 e com a Licença de Exploração do Aterro n.º 14/2008, os resíduos a depositar no aterro estão sujeitos a uma verificação de conformidade anual (actualmente de cinco em cinco anos, de acordo com 1.º Aditamento à LA), conforme os critérios estipulados no Decreto-Lei n.º 152/2002, de 23 de Maio. Estes critérios incluem um conjunto de parâmetros entre os quais não se encontra o parâmetro selénio (prevista a sua monitorização em legislação posterior, Decreto-lei n.º 183/2009, a qual estabelece um período de adequação). Relativamente aos parâmetros fluoretos e sulfatos nas lamas da ITEQ, os quais se encontravam acima dos valores referidos na legislação, tal pode estar relacionado com dificuldades operacionais, uma vez que foi estabelecido contratualmente com a empresa responsável pela concepção, fornecimento, instalação e comissionamento da ITEQ que a mesma deve cumprir com os valores estabelecidos no Decreto-Lei n.º 152/2002. A Central do Pego está a trabalhar no sentido de apurar as causas dos valores dos fluoretos e sulfatos nas lamas da ITEQ, sendo este um processo complexo, que implica, entre outros, a análise de características de materiais e da avaliação dos processos de combustão e dessulfuração. É importante realçar que o meio hídrico não foi minimamente afectado pelos valores dos parâmetros em análise, uma vez que se cumpriu com os valores limite de emissão dos efluentes tratados (entre os quais se inclui os lixiviados do aterro de resíduos) previamente à sua descarga no rio Tejo. Por último, acresce referir que a Entidade Competente (Agência Portuguesa do Ambiente) foi previamente informada desta questão, com referência no Relatório Ambiental Anual de Para este processo de contra-ordenação e por entender que lhe assiste razão, a Tejo Energia apresentou contestação, aguardando actualmente decisão da IGAOT. Efectuaram-se aproximadamente 910 horas de formação e sensibilização em matérias de protecção ambiental a colaboradores Pegop e de Prestadores de Serviços. O centro de visitantes continua a atrair muitos interessados na nossa actividade. Em 2010, o número de pessoas que visitou a Central foi de cerca de Este documento é um resumo da nossa actuação em termos ambientais. Se nele constarem assuntos sobre os quais deseje informações adicionais, ou para uma visita à Central, contacte-nos pelo telefone +(351) , e faremos o melhor para o esclarecer.

15 O PROCESSO DA PRODUÇÃO DE ENERGIA ELÉCTRICA A figura 1 representa de uma forma muito geral a produção de energia eléctrica a partir do carvão; com o auxílio desta imagem é possível compreender a explicação que se segue sobre a Central AMÓNIA 1 4 CALCÁRIO PERCIPITADORES ELECTROSTÁTICOS DESNITRIFICAÇÃO (DESPOEIRADORES) DESSULFURAÇÃO (ABSORVEDOR) (CATALISADOR) (REMOÇÃO DE POEIRAS) GESSO Figura 1 Esquema representativo da produção de energia a partir do carvão O carvão é retirado do parque pela máquina de retoma seguindo por meio de 1 Na Central do Pego utiliza-se como combustível 2 tapetes transportadores cobertos (2) para os silos situados junto do gerador de carvão. Proveniente de várias partes do mundo, predominantemente África do Sul e Colômbia, o carvão chega ao Porto de Sines e daí é transportado por caminho-de-ferro até à Central do Pego. Nesta, é descarregado pela base dos vagões e levado em telas transportadoras cobertas para silos, no interior da Instalação ou para o Parque de Carvão. No Parque de Carvão efectua-se a compactação e, quando necessário, aspersão com água para evitar a emissão de poeiras de carvão (1). vapor. Em seguida é extraído dos silos por tapetes alimentadores e conduzido para os moinhos, onde é seco e reduzido a pó fino a fim de assegurar uma combustão completa na câmara de combustão (3). circulante na parte do edifício da caldeira é aspirado pelos ventiladores 3 deo ararquente secundário, passa através dos aquecedores de ar regenerativos e é conduzido à câmara dos queimadores. Uma parte do ar debitado pelos ventiladores de ar secundário, é impulsionado pelos ventiladores de ar primário e enviado aos moinhos, onde seca o combustível pulverizado e depois o transporta em suspensão para os queimadores. O carvão pulverizado inflama-se e é queimado na câmara de combustão da caldeira (4), envolvida por painéis tubulares onde circula água. O vapor separado da água ao nível do barrilete, passa depois por diversos sobreaquecedores, de onde segue através de tubagens de 4 interligação para a turbina (5). Ao promover o movimento das pás da turbina cria-se energia mecânica que é encaminhada para um gerador (6) convertendo a energia mecânica em energia eléctrica (7). A água que funciona como refrigerante do condensador principal é aspirada pelas Após a sua expansão através do corpo de alta 5 pressão 6 bombas de circulação da bacia das torres de refrigeração (9) e conduzida aos da turbina, o vapor regressa à caldeira onde é novamente aquecido no ressobreaquecedor e volta à turbina para se expandir nos corpos de média e baixa pressão, escoando-se por fim para o condensador (8). A água condensada é retirada do condensador por meio de bombas de extracção e regressa novamente ao barrilete, tendo entretanto circulado, sucessivamente, através dos préaquecedores de baixa pressão, do desgaseificador, da bomba de alimentação da caldeira, dos pré-aquecedores de alta pressão e do economizador. Fecha-se assim, o ciclo água/vapor de funcionamento de cada um dos grupos da Central. 10 Como resultado da reacção para remoção do SO2 produz-se gesso (15) que é enviado para uma cadeia de secagem, armazenado temporariamente em silo até à sua expedição para valorização externa ou deposição no aterro de resíduos da Central. condensadores de onde volta às torres para arrefecimento (10). Esta água circula em circuito fechado a fim de diminuir a quantidade de água consumida. As torres de refrigeração arrefecem esta água com ar, lançando para a atmosfera o vapor de água daí resultante. gases quentes saídos da câmara de combustão, aspirados pelos ventiladores 7 Os de tiragem, passam pelo sobreaquecedor, ressobreaquecedor e pelo economizador, transmitindo calor ao vapor e à água que neles circula. Seguidamente sofrem injecção de vapor de amónia, após o que passam por um reactor com catalisador para favorecer a redução dos óxidos de azoto (NOX). Em seguida, passam pelos aquecedores de ar regenerativos onde transmitem 8 calor ao ar de combustão e pelos precipitadores electroestáticos despoeiradores (11), para redução de partículas. Após os precipitadores os gases passam no absorvedor, onde o dióxido de enxofre (SO2) é removido por contacto directo com o calcário moído em suspensão aquosa. Finalmente os gases são lançados na conduta principal de fumos e saem pela chaminé (12). As cinzas volantes (13) são recolhidas em tremonhas situadas no percurso dos 9 gases quentes, principalmente nas dos precipitadores electroestáticos, e conduzidas por via pneumática para um silo onde são armazenadas até serem transportadas ao local de destino. As escórias (14) são retiradas do fundo da câmara de combustão, no cinzeiro, são arrefecidas por água e transportadas por camião para o aterro de resíduos da Central.

16 DESEMPENHO AMBIENTAL EM 2010 IMPACTES AMBIENTAIS SIGNIFICATIVOS Das actividades da Central do Pego resultam diferentes tipos de impactos ambientais. A Pegop considera como aspectos e impactes ambientais directos os que estão associados às actividades controladas directamente pela gestão da Central e como indirectos os que resultam da interacção entre a actividade da Central e terceiros e sobre quais a gestão da Central pode ter alguma influência, embora não resultem directamente do processo de produção de energia eléctrica. A tabela seguinte apresenta os mais significativos, identificando-os como directos ou indirectos, indica-se ainda as actividades que permitem o seu controlo e/ou redução do risco, incluindo os objectivos e metas ambientais associados. Aspecto ambiental Potencial impacto (tipo) Medidas implementadas Objectivos associados de prevenção e/ou controlo (quando aplicável) Consumo de matérias-primas Consumo dos recursos naturais Utilização de circuitos fechados de refrigeração. Minimizar o consumo de água - água e combustíveis fósseis (directo) Utilização da água dos circuitos de refrigeração no processo de dessulfuração. Minimizar o consumo de combustíveis fósseis - energia eléctrica Monitorização do consumo de auxiliares (quantidade de energia consumida pela própria Central) e da eficiência térmica. Minimizar o consumo de energia eléctrica Existência de contadores para controlo de consumos. Emissões de poluentes para a atmosfera - Poluição atmosférica - Possível acidificação do meio ambiente - Alterações climáticas (directos) Monitorização em contínuo e pontual das emissões na chaminé. Monitorização das emissões de CO2 em função dos combustíveis consumidos e respectiva verificação à luz da legislação em vigor sobre o comércio europeu de licenças de emissão (CELE). Operação e manutenção das instalações de dessulfuração, de desnitrificação e dos precipitadores electrostáticos de modo a garantir emissões na chaminé inferiores aos valores limite de emissão (VLE). Cumprimento dos VLE, de forma mais exigente que os requisitos legais. Monitorização da qualidade do ar e da qualidade da água do rio Tejo. Descarga de efluentes líquidos tratados para o meio hídrico Efeitos nos ecossistemas aquáticos (directo) Tratamento dos esgotos químicos, oleosos e domésticos nas Instalações de Tratamento de Efluentes líquidos Monitorização em contínuo e pontual dos efluentes líquidos após tratamento e antes da descarga no rio Tejo. Utilização de óleos lubrificantes biodegradáveis (na torre de captação de água do rio e na instalação de tratamento de efluentes líquidos). Reduzir impactos no rio Tejo pelo controlo da qualidade do efluente tratado. Metas Resultados Objectivo de manutenção relativo a consumo de água industrial. Redução de 32% no consumo de água industrial (menor utilização dos grupos geradores de vapor). Eficiência térmica de acordo com target Solcep (Solcep programa de monitorização e optimização de eficiência térmica). Objectivo não atingido mas próximos dos 100% (influenciado pelo regime de utilização dos grupos, o qual depende das solicitações da REN Redes Energéticas Nacionais). Objectivo de manutenção de consumo de fuelóleo. Redução de 32% no consumo de fuelóleo. Valores médios diários e mensais de emissões sustentadamente abaixo dos VLE. Objectivo atingido NOX: número de períodos de 48 horas acima de 220 mg/nm3 <5 Não ocorreram períodos de 48 horas acima dos valores mencionados. SO2: número de períodos de 48 horas acima de 220 mg/nm3 :9 Partículas: número de períodos de 48 horas acima de 50 mg/nm3:0 Eficiência de funcionamento dos analisadores de monitorização superior a 80%. Eficiência de funcionamento dos analisadores foi de 91%. ph no efluente tratado entre 6 e 9. Média anual de ph no efluente tratado: 7,5 Descarga no efluente final com efeito de variação de temperatura < 3 ºC. Variação de temperatura de água do rio Tejo: 0 ºC

17 Aspecto ambiental Produção de resíduos sólidos (perigosos e não perigosos) Potencial impacto (tipo) - Impacte visual - Contaminação do solo (directo) Riscos de acidentes ambientais (derrames de produtos químicos industriais) Riscos de explosão, incêndio, contaminação da água e solo (directo) Medidas implementadas Objectivos associados de prevenção e/ou controlo (quando aplicável) Emissões para a atmosfera Emissões líquidas e/ou contaminação do solo com produtos químicos ou hidrocarbonetos Produção de resíduos Inqueimados nas cinzas volantes <7% Separação, armazenamento temporário no parque, até envio para destinatário licenciado, para valorização, tratamento ou eliminação. Manter o teor em inqueimados nas cinzas volantes Impermeabilização da totalidade do aterro de resíduos e adaptação dos correspondentes sistema de drenagem de águas superficiais e lixiviados. Valorização das escórias Controlo do processo de combustão de carvão e do processamento de gesso, no sentido de obter cinzas e gesso para valorização na indústria. Valorização das lamas produzidas na Instalação de Tratamento de Efluentes Líquidos (ITEL) Valorização de 50% das lamas da ITEL. Produtos químicos industriais e os combustíveis estão armazenados em reservatórios com indicadores de nível e em bacias de retenção. Minimizar a possibilidade de ocorrência de incidentes ambientais. Reclamações justificáveis = 0 Existência de Plano de Emergência Interno (PEI). Testar a resposta a emergências operacionais. Procedimentos de emergência testados pelas equipas de primeira intervenção da Central. Comportamentos e práticas ambientais de prestadores de serviços e fornecedores Metas Avaliação anual de desempenho ambiental dos prestadores de serviços com pessoas a trabalhar em permanência na Central. Sensibilizar os trabalhadores para os requisitos legais, a gestão ambiental e as regras a cumprir na Central do Pego. Divulgação da declaração ambiental da Central a prestadores de serviços e fornecedores. (no sentido de reduzir comportamentos ambientais incorrectos). (para reduzir a quantidade de cinza depositada em aterro e manter a venda das mesmas como subproduto) Valorização de 3% das escórias Incidentes ambientais = 0 Sensibilização ambiental e no controlo de agentes perigosos para a saúde. Acções de treino em cenários de emergências: 2 Resultados Valor médio anual de inqueimados: 4,1% e valorização de 91% das cinzas produzidas. Valorizou-se na indústria cimenteira, 32% das escórias do aterro. Não realizado. O destino a dar às lamas da ITEL será reavaliado em 2011, tendo em conta as suas características e os requisitos de licenciamento subjacentes à sua valorização. Inexistência de qualquer reclamação justificável ou incidente ambiental. Ministradas cerca de 440 horas de sensibilização a colaboradores da Pegop. Realizadas as acções de treino em cenários de emergência. Realizar um simulacro para validação do Plano de Emergência Interno. Simulacro realizado. Utilização dos módulos de formação revistos por trabalhadores de Prestadores de Serviços. Ministradas 472 horas de formação a colaboradores de Prestadores de Serviços. (directo e indirecto) Para além do transporte de cinzas para a indústria betoneira e de gesso maioritariamente para a indústria de fabrico de produtos de gesso, a Central do Pego possui um efeito indirecto, embora não significativo, em termos de emissões atmosféricas associadas ao transporte de pessoas, materiais e outros produtos para a Central.

18 CONSUMOS, EMISSÕES E RESÍDUOS ASSOCIADOS AO FUNCIONAMENTO DA CENTRAL Nos termos da legislação relativa à Prevenção e Controlo Integrados da Poluição (PCIP) foi concedida à Central Termoeléctrica do Pego a Licença Ambiental (LA) n.º 42/2007 em Outubro de 2007 e, posteriormente o 1.º Aditamento à mesma, em Agosto de O 1.º Aditamento inclui, entre outros, a redução do valor limite de emissão (VLE) de partículas para a atmosfera e a alteração na frequência de monitorização do aterro de resíduos. A LA tem em consideração os documentos de referência sobre as melhores técnicas disponíveis para o sector de actividade e inclui os requisitos necessários para assegurar a protecção do ar, da água e do solo, e de prevenir ou reduzir a poluição sonora e a produção de resíduos, com o objectivo de alcançar um nível elevado de protecção do ambiente no seu todo. Neste âmbito, foram estabelecidos na LA e no 1.º Aditamento os Valores Limite de Emissão (VLE) que devem ser respeitados nos aspectos ambientais referidos. Nos parágrafos seguintes efectua-se referência aos VLE aplicáveis, quer decorrentes da LA ou de legislação, bem como ao seu respectivo cumprimento. Para uma mais fácil interpretação, os valores apresentados em seguida foram arredondados. Quando solicitada, encontra-se disponível na Central informação mais detalhada. CARVÃO O consumo específico de carvão (quantidade de carvão consumido por energia produzida) tem-se mantido ao longo dos anos, à excepção do último ano. Tal é devido a menor eficiência térmica da Central, cujos valores têm sido da ordem dos 36-37%, mas inferior no último ano (34,8%) devido ao regime muito variável de utilização da Central requerido pela REN e ao aumento dos consumos eléctricos associados ao funcionamento das novas instalações de tratamento de efluentes gasosos. Combustíveis consumidos Carvão (kilotoneladas) Consumo específico de carvão, t/gwh ,3 6,9 12 2,1 1,1 1,8 3,4 Fuelóleo (utilizado para situações de arranque e de estabilização da combustão), kt Consumo específico de fuelóleo, t/gwh (1) (1) 7,8 4,2(1) (1) O acréscimo do consumo de fuelóleo relativamente a anos anteriores deve-se ao actual regime de exploração dos grupos geradores de vapor, com consequente aumento do número de arranques e paragens (devido às solicitações da REN). Para além do carvão e do fuelóleo, consome-se na Central gasóleo e propano. O gasóleo é utilizado nos grupos diesel de emergência e nas bombas diesel do sistema de extinção de incêndios. Em 2010 e anos anteriores, estes equipamentos operaram apenas para testes de verificação de funcionamento. O propano utiliza-se para acendimento dos queimadores instalados nas caldeiras (para arranque dos grupos e variações de carga). As quantidades consumidas anualmente são muito reduzidas quando comparadas com as dos outros combustíveis. Em 2010, consumiram-se 6,3 toneladas de gasóleo e 6,15 toneladas de propano. O consumo específico destes combustíveis foi de 0,0034 t/gwh de gasóleo e 0,0033 t/gwh de propano. ÁGUA A água para o consumo geral é captada no rio Tejo. Para além desta proveniência, efectua-se captação de água de um furo, que é tratada na Instalação de Tratamento de Águas (ITA). Com os volumes de captação abaixo referidos cumpriu-se o VLE imposto pela LA n.º 42/2007, que é de 2 820x103 m3/mês. [x ] Água captada do rio Captação de água específica, x103 m3/gwh Água restituída ao rio 2006 (1)(2) (4) (5) (2)(3) ,58 2,39 2,75 3,67 (4) (4) (5) (4) (5) 5, (1) Em 2006, este valor apresenta-se mais elevado que em anos anteriores, devido a uma fuga de água na conduta do circuito de água de refrigeração do grupo 1 e também à elevada utilização dos grupos geradores de vapor. (2) Valores estimados para os meses de Setembro a Novembro de 2006, e Fevereiro de (3) Em 2007, este valor apresenta-se mais baixo que em anos anteriores, devido a paragem prolongada dos grupos geradores de vapor, para instalação dos sistemas de tratamento dos efluentes gasosos (dessulfuração e desnitrificação). (4) Alguns valores estimados no cálculo dos volumes captados e restituídos de e para o rio, devido a anomalia dos medidores de caudal. (5) Valores mais elevados de consumo de água devido a maior variação de utilização dos grupos geradores de vapor e à entrada em funcionamento da instalação de dessulfuração.

19 No que respeita ao cumprimento com o VLE de cloro livre residual de 0,5 mg/l (definido na LA n.º 42/2007), verificou-se um valor médio anual de 0,01 mg/l (obtido a partir dos valores médios mensais), sendo o valor máximo diário de 0,2 mg/l na água das purgas das torres de refrigeração. Em termos de avaliação do diferencial de temperatura entre a água do rio Tejo monitorizada em contínuo 30 metros a jusante da descarga de efluentes líquidos tratados e a medida junto à Torre de Captação de água para a Central, verifica-se o cumprimento do VLE definido na LA n.º 42/2007 acréscimo de 3ºC face à temperatura do meio receptor, obtendo-se uma variação de -0,9 a 0,7 ºC. EMISSÕES PARA A ATMOSFERA A queima de carvão dá origem à produção de cinzas volantes, escórias (cinzas de fundo) e a emissões para a atmosfera. Os principais gases resultantes deste processo de combustão são o dióxido de carbono, o dióxido de enxofre e os óxidos de azoto. Como medidas primárias para redução das emissões para a atmosfera tem-se o consumo de carvão de baixo teor de enxofre e queimadores de baixa emissão de óxidos de azoto (NOX). A regulação da queima é feita de modo a garantir uma combustão com excesso de ar, optimizando as perdas por ocorrência de inqueimados nas cinzas e perdas de calor pelos gases de combustão. Acima dos queimadores encontram-se as entradas do Over Fire Air, que permite a redução das emissões de NOX. Com a entrada em funcionamento das novas instalações de tratamento de efluentes gasosos, os gases acima referidos passam pela instalação de desnitrificação (redução de óxidos de azoto), em seguida, pelos precipitadores electrostáticos (redução de partículas), após o que passam na instalação de dessulfuração (redução de dióxidos de enxofre). Após a dessulfuração, os gases são libertados para a atmosfera através de uma chaminé de 226 metros de altura. Podem dispersar-se por centenas de quilómetros, dependente das condições atmosféricas. Existem sete estações de monitorização da qualidade do ar, para medir a sua concentração ao nível do solo, quatro localizadas no concelho de Abrantes e as restantes em Mação, Gavião e Mora. Os poluentes das emissões gasosas (SO2, NOX e partículas) são medidos em contínuo, por instrumentos em linha. Para além da monitorização em contínuo, efectuam-se anualmente duas monitorizações pontuais dos parâmetros: CO (monóxido de carbono), compostos orgânicos expressos em carbono total, compostos inorgânicos clorados, compostos inorgânicos fluorados e metais pesados totais. Em 2010, verificou-se o cumprimento com os valores limite de emissão (VLE) de todos os parâmetros para ambas as monitorizações. Relativamente aos valores registados de caudal mássico de CO na primeira monitorização verificou-se um valor anormalmente mais alto de CO devido a instabilidade da combustão no momento de amostragem, sendo que o valor registado na segunda monitorização corresponde a valores usuais e abaixo do requerido no limiar para a monitorização em contínuo. No que respeita aos valores de caudal mássico dos compostos inorgânicos fluorados verificou-se a ultrapassagem do limiar para a monitorização em contínuo, o que não sucedeu no ano anterior. Estamos a estudar as causas que poderão ter levado à obtenção de tais valores, assim como acompanhar as monitorizações a efectuar em 2011 para este parâmetro.

20 Os valores médios anuais dos poluentes monitorizados em contínuo registados em 2010 são significativamente menores que em anos anteriores devido ao início de funcionamento em 2009 das instalações de desnitrificação e dessulfuração. Estes apresentam valores significativamente abaixo dos VLE estabelecidos na LA n.º 42/2007., VLE (3) Licença original LA n.º 42/ º Aditamento (4) 50/20 (1) - valor limite de emissão (VLE), a respeitar até à data de entrada em serviço industrial das instalações de tratamento de efluentes gasosos. (2) - VLE a respeitar após a entrada em serviço industrial destas instalações. (3) - Em 2008, os valores médios das emissões obtidos reflectem a entrada em funcionamento da desnitrificação e dessulfuração, particularmente no último trimestre do ano. Os valores do mês de Maio não foram incluídos porque a Central praticamente não produziu energia. 3 (4) - O VLE para as partículas foi objecto de redução para as 20 mg/nm, como consta do 1.º Aditamento à LA n.º 42/2007. Quantidade total emitida, t Dióxido de Enxofre (4,11) (4,45) (2,95) 1345 (0,4) 616 (0,33) Dióxido de Azoto (2,37) (2,74) 7602 (1,99) 2218 (0,65) 1169 (0,63) Partículas 678 (0,14) 628 (0,16) 465 (0,12) 91 (0,03) 25 (0,01) (Emissões por electricidade produzida - t/gwh) (1) - SO2, NO2, Partículas: monitorizados em contínuo. Inclui alguns valores estimados. (2) - Correcção das emissões específicas de SO2, NO2 e partículas, no ano de 2008, devido a lapso no cálculo das toneladas emitidas no período de Maio a Dezembro de 2008 (instalado novo equipamento para medida de caudal). EMISSÕES DE DIÓXIDO DE CARBONO (CO2) No âmbito de legislação relativa às emissões de gases com efeito de estufa, a qual estabelece um regime de licenças e de comércio de emissões, foi emitido em Novembro de 2008, o novo Título de Emissão de Gases com Efeito de Estufa (TEGEE II) para a Central do Pego. O Plano Nacional de Atribuição de Licenças de Emissão (PNALE II), nos anos de , atribuiu anualmente à Central do Pego licenças no valor de toneladas de CO2, menos 28% que as atribuídas no período Em 2010, foram emitidas para a atmosfera toneladas de CO2. Desta forma, não foi necessário adquirir licenças de emissão de CO2. A emissão específica de CO2 em 2010 foi de 870 t/gwh. OUTRAS EMISSÕES DE GASES COM EFEITO DE ESTUFA Relativamente aos restantes gases com efeito de estufa, em 2010, não ocorreram emissões de hexafluoreto de enxofre (SF6) assim como de gases de equipamentos de refrigeração. As emissões de metano (CH4) e óxido nitroso (N2O) são calculadas a partir das quantidades de combustíveis consumidos multiplicadas por um factor de emissão tabelado. Os valores para 2010 foram de 17,8 toneladas de CH4 e 13,7 toneladas de N2O, inferiores a anos anteriores devido a uma menor utilização dos grupos geradores de vapor.

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