Formação e Estrutura do Programa Nacional de Segurança do Paciente

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1 Formação e Estrutura do Programa Nacional de Segurança do Paciente 29 de julho de 2015 Capacitação em segurança do paciente para a vigilância sanitária SESA-PR Rosângela Gomes Benevides Coordenadora de Programas Estratégicos do SUS Anvisa

2 Fatos Adolescente de 12 anos morreu após ter vaselina injetada no lugar de soro Cinco pacientes morreram infectados por bactéria Médicos operam pé errado e paciente se revolta: 'Fui tratado como lixo' Auxiliar de enfermagem corta parte do dedo de criança em São Paulo

3 Antecedentes Década de 70 estudos sobre a incidência de eventos adversos relacionados ao cuidado e a negligência em hospitais 1999 Errar é humano: construindo um sistema de saúde mais seguro, do Institute of Medicine (IOM) Nos EUA, cerca de 100 mil pessoas morreram em hospitais a cada ano vítimas de eventos adversos Prejuízo financeiro: gastos anuais decorrentes de eventos adversos foram estimados entre 17 e 29 bilhões de dólares 2000 Relatório no Reino Unido estimou que o prolongamento do tempo de permanência hospitalar devido a eventos adversos custou cerca de 2 bilhões de libras ao ano 2004 A OMS lançou a Aliança Mundial para a Segurança do Paciente pautando o tema em nível mundial e como prioridade em saúde pública

4 Diagnóstico No Brasil, de cada dez pacientes atendidos em um hospital, um sofre pelo menos um evento adverso como: Queda Administração incorreta de medicamentos Falhas na identificação do paciente Erros em procedimentos cirúrgicos Infecções Mau uso de dispositivos Fonte: Mendes W et al. Revisão dos estudos de avaliação da ocorrência de eventos adversos em hospitais. Rev Bras Epidemiol 2005; 8(4): Uma revisão sistemática de estudos de diferentes países concluiu que, em média, 10% dos pacientes internados sofrem algum tipo de evento adverso

5 Diagnóstico A maior parte destas ocorrências poderia ser evitada com medidas para ampliar a segurança do paciente no hospital Fonte: Mendes W et al. Revisão dos estudos de avaliação da ocorrência de eventos adversos em hospitais. Rev Bras Epidemiol 2005; 8(4): Estudos apontam que pelo menos a metade dos eventos adversos é evitável

6 Antecedentes Em atenção à magnitude dos problemas de segurança do paciente, os diversos atores envolvidos no cuidado à saúde precisaram incluir o tema em suas agendas e definir estratégias para a melhoria da qualidade e do desempenho das organizações de saúde! Profissionais e Gestores da Saúde Pacientes e Familiares Organizações de Saúde Decisores políticos

7 Segurança do Paciente no Brasil

8 Um exemplo: a Rede Sentinela Desde 2011, 200 hospitais da Rede Sentinela monitoram um conjunto de eventos adversos no atendimento aos pacientes. A experiência permitiu o lançamento do Programa Nacional de Segurança do Paciente. A Rede responde por aproximadamente 60 mil leitos e cerca de 40 mil atendimentos por dia. 2 AC AM 0 RR 2 RO 2 MT 2 AP0 PA 1 4 MS RS PR GO 1 SP MA 2 9CE 4 0PI 6 RN 9PBPE TO A BA SE DF7 L SC 21 MG1 21 RJ ES TOTAL: 215 Instituições Os hospitais da rede realizam monitoramento sistemático: Infecção sanguínea adquirida na UTI do hospital Uso de medicamentos Uso de Sangue Uso de produtos como próteses

9 Ministério da Saúde cria o Programa Nacional de Segurança do Paciente para o monitoramento e prevenção de danos na assistência à saúde Portaria nº 529, de 1º de abril de Institui o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP).

10 O Programa Nacional de Segurança do Paciente OBJETIVO GERAL Contribuir para a qualificação do cuidado em saúde em todos os estabelecimentos de saúde do território nacional. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Implantar a gestão de risco e os Núcleos de Segurança do Paciente nos estabelecimentos de saúde; Envolver os pacientes e familiares nas ações; Ampliar o acesso da sociedade às informações Produzir, sistematizar e difundir conhecimentos; e Fomentar a inclusão do tema segurança do paciente no ensino técnico e de graduação e pós-graduação na área da saúde.

11 Metas definidas para o PNSP O Programa Nacional de Segurança do Paciente

12 O Programa Nacional de Segurança do Paciente A Portaria nº 529/2013, além de instituir o PNSP, define o Comitê de Implementação do Programa Nacional de Segurança do Paciente o CIPNSP, colegiado, de caráter consultivo, para promover ações de melhoria da segurança do cuidado em saúde. Secretaria Executiva (SE/MS) Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS/MS) Secretaria de Atenção à Saúde (SAS/MS) Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde(SGTES/MS) Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE/MS) Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (CONASEMS) Conselho Nacional de Saúde (CNS) Conselho Federal de Medicina (CFM) Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) Conselho Federal de Odontologia (CFO) Conselho Federal de Farmácia (CFF) Confederação Nacional de Saúde (CNS) Organização Pan Americana de Saúde (OPAS) Hospital Sírio Libanês (IEP- HSL) Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerias (FHEMIG) Fundação Getúlio Vargas (FGV) Representantes: governo, entidades de classe, serviços, sociedade civil e academia

13 O CIPNSP é coordenado pela Anvisa Metodologia de trabalho: O Programa Nacional de Segurança do Paciente Regimento Interno (temporário) Estratégia e Investimento Documento de Referência (temporário) Implantação e Notificações CIPNSP Disseminação e Publicação Protocolos Capacitação e Pesquisa

14 Atual estrutura do PNSP: O Programa Nacional de Segurança do Paciente Grupo Executivo Anvisa MS (SAS, SVS, SGTES) Fiocruz MS (SE, SAS, SGTES, SVS, SCTIE) Anvisa CIPNSP (Comitê de Implementação do Programa) Fiocruz ANS Conselhos (CFO, CFM, CFF, COFEN, CONASS, CONASEMS, CNS) OPAS Inst. Ensino e Pesquisa

15 O Programa Nacional de Segurança do Paciente Marco regulatório do PNSP: RDC Nº 63/2011 Requisitos de Boas Práticas de Funcionamento para os Serviços de Saúde Portaria Nº 529/2013 PNSP NSP! RDC Nº 36/2013 Institui ações para a segurança do paciente em serviços de saúde e dá outras providências Credenciamento de serviços na Rede Sentinela Portarias 1377 e 2095/2013: 6 Protocolos Básicos de Segurança do Paciente

16 O Programa Nacional de Segurança do Paciente Sensibilização & Publicação Hotsite (criação) Banner Boletins Cubos Portfólio Livros Pen-drive Documento de Referência Série Segurança do Paciente e Qualidade em Serviços de Saúde Folder e cartaz Paciente pela segurança do paciente

17 Sensibilização & Publicação O Programa Nacional de Segurança do Paciente I e II Seminários Internacionais sobre Segurança do Paciente maio e agosto de 2013, em Brasília-DF I Seminário Nacional para a Implantação do PNSP outubro 2013, em Brasília-DF Encontros da Rede Sentinela outubro 2013, em Florianópolis-SC e junho 2014, em Ipojuca-PE I Congresso Internacional sobre Segurança do Paciente abril de 2014, em Ouro Preto-MG 31ª Conferência da ISQua outubro de 2014, no Rio de Janeiro-RJ III Seminário Internacional sobre Segurança do Paciente e Qualidade em Serviços de Saúde maio 2015, em Brasília-DF Diversos eventos técnico-científicos desde a criação do PNSP

18 Capacitação & Qualificação Plano de Capacitação do PNSP O Programa Nacional de Segurança do Paciente Capacitação em Assistência Farmacêutica (HIAE) 80 vagas Curso de Gestão de Risco e Qualidade em Serviços de Saúde (HIAE) 16h e 48h Capacitação para enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem (EAD-HSL) Curso de Especialização em Qualidade em Saúde e Segurança do Paciente parceira Brasil/Portugal Capacitação de profissionais das vigilâncias sanitárias Qualificação para nível médio

19 O Programa Nacional de Segurança do Paciente Protocolos Prática de Higiene das Mãos em Serviços de Saúde Prevenção de Úlcera por Pressão Cirurgia Segura Prevenção de Quedas Identificação do Paciente Prescrição, Uso e Administração de Medicamentos Portaria GM/MS nº 1.377/2013 Portaria GM/MS nº 2.095/2013 Protocolos disponíveis no hotsite de segurança do paciente

20 O Programa Nacional de Segurança do Paciente Avanços nos primeiros dois anos: Grupo de Trabalho 1 Hotsite 1 Caderno Seg. do Paciente e Qualidade 1 Portaria interna 1 Doc. referência 1 Ensino - Especialização 1 Livro 1 Ferramenta Paciente Pela segurança 1 Portaria 1 Ensino - Mestrado 1 Protótipo Notivisa Protocolos 2 Resoluções 2 Cursos 6 Capacitações e Oficinas 9 Simpósios, Reuniões, Eventos e Seminários 62 Total Geral 92 Identificados a partir de Relatório bianual do PNSP (ainda não publicado) e de uma oficina de avaliação Ao todo, foram contabilizadas 92 ações, especialmente no que se refere a simpósios, eventos e seminários.

21 Próximos passos para o PNSP Publicar material de apoio à implantação dos Núcleos de Segurança do Paciente Realizar o monitoramento e avaliação das notificações Elaboração de um Plano de Segurança do Paciente Implementação dos Protocolos Básicos de Segurança do Paciente Apoiar a formação dos Comitês Estaduais Estabelecer rede de hospitais apoiadores Projeto-piloto de implantação dos NSP

22 Próximos passos para o PNSP Realizar campanha de mídia Articular com o setor regulado metas para o PNSP Estabelecer meta mobilizadora e indicadores Definir orçamento e financiamento do PNSP Realizar o mestrado em Segurança do Paciente Propor linha de pesquisa Publicar o Relatório Bianual do PNSP

23 Obrigada!

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