Contributo da UGT para Relatório sobre Convenção n.º 187 e Recomendação n.º 197 da OIT Sobre O Quadro Promocional para a Segurança e Saúde no Trabalho

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Contributo da UGT para Relatório sobre Convenção n.º 187 e Recomendação n.º 197 da OIT Sobre O Quadro Promocional para a Segurança e Saúde no Trabalho"

Transcrição

1 Contributo da UGT para Relatório sobre Convenção n.º 187 e Recomendação n.º 197 da OIT Sobre O Quadro Promocional para a Segurança e Saúde no Trabalho A UGT saúda a presente Convenção e respectiva Recomendação na medida em que tais instrumentos têm por objectivo desenvolver "uma cultura preventiva de segurança e saúde" pautando-se pela necessidade premente de colocar esse tema nas agendas nacionais, através da promoção de programas nacionais e de ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis. A necessidade de uma nova Convenção nesta matéria tem sido aceite, sobretudo face aos níveis alarmantes que persistem de sinistralidade laboral e de incidência de doenças profissionais responsáveis por 5,000 mortes por dia (devido a acidentes ou doenças relacionadas com o trabalho), segundo as mais recentes estatísticas da OIT que reforçam ainda mais a necessidade prioritária de colocar esta matéria na ordem do dia dos Estados-membros. Os problemas relacionados com a segurança e a saúde no trabalho e, em especial, com a sinistralidade laboral, são globais e transversais a todos os países europeus sendo que, neste contexto, impõe-se a necessidade de promover a consolidação de uma cultura de prevenção dos riscos profissionais traduzida no presente Quadro Promocional para a Segurança e Saúde no Trabalho, ferramenta definida no âmbito da Estratégia Global da OIT para a segurança e Saúde no Trabalho.

2 Ao nível nacional a situação relativamente à sinistralidade laboral e incidência de doenças profissionais não foge à regra, antes pelo contrário, na medida em que continuamos a ser dos países da União Europeia em que se registam níveis de sinistralidade mais elevados. A presente Convenção acolhe, pois, nas suas disposições a definição dos dois pilares em que a Estratégia Global assenta por um lado a promoção de uma verdadeira cultura de prevenção em que Governos, empregadores e trabalhadores respeitem o direito a um ambiente de trabalho saudável consignando, por outro, a importância da gestão sistemática da segurança e saúde no trabalho à escala nacional e internacional como a metodologia mais adequada para promover a melhoria crescente e efectiva dos programas, políticas e estratégias com vista à diminuição da sinistralidade laboral e à melhoria sustentada das condições de trabalho. Neste sentido, os instrumentos em questão fixam e definem os contornos do que se entende por política nacional, sistema nacional, programa nacional de segurança e saúde no trabalho, bem como por cultura de prevenção nacional em matéria de segurança e saúde no trabalho. A matéria regulada pela presente Convenção e respectiva Recomendação encontra-se, pois, em geral coberta pela legislação nacional actualmente em vigor em Portugal, sendo que as disposições relativas à política nacional, ao programa nacional e ao sistema nacional de prevenção de riscos profissionais figuram nos moldes que constam dos seus conteúdos. Todas as definições que constam do artigo 1 da Convenção Definições - têm acolhimento no enquadramento das matérias relativas à segurança, higiene e saúde no nosso país. O entendimento que temos relativamente aos conceitos definidos Política Nacional, Sistema Nacional e Programa Nacional de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho e Cultura de Prevenção figuram nos moldes referidos. No que se refere às disposições relativas à definição da Política Nacional sobre Segurança e Saúde no Trabalho artigo 3 do capítulo III da Convenção e 2

3 capítulo I da Recomendação decorre da ratificação da Convenção n.º 155 da OIT, a obrigação dos Estados definirem, porem em prática e reexaminarem periodicamente, uma política nacional coerente de segurança, saúde e ambiente de trabalho (artº 4º). É, pois, incumbência dos ministérios responsáveis pelas condições de trabalho Ministério do Trabalho e da Segurança Social e da saúde Ministério da Saúde a definição da politica de promoção e fiscalização da segurança, higiene e saúde no trabalho. São vários os instrumentos de politica no domínio da SHST entre os quais se destacam os Programas do Governo, os Acordos de Concertação entre os Governos e os Parceiros Sociais, o Livro Verde e o Livro Branco sobre Serviços de Prevenção nas Empresas e outros instrumentos de política social ou económica que integram aspectos de SHST, tais como o Plano Nacional de Emprego, o Programa Integrado de Apoio à Inovação e as Opções Estratégicas da Saúde. No entanto, salienta-se, que nosso país a política nacional de prevenção dos riscos profissionais encontra acolhimento específico num documento assinado, em sede de Concertação Social, pelo Governo e Parceiros Sociais Acordo sobre Condições de Trabalho, Higiene e Segurança no Trabalho e Combate à Sinistralidade datado de 9 de Fevereiro de Este Acordo tem como finalidade prosseguir um conjunto de objectivos estratégicos, orientando-se quer para a adopção de medidas concretas de curto prazo, quer para o desenvolvimento de uma abordagem integrada de prevenção com vista à dinamização do sistema de prevenção de riscos profissionais. Foram definidos como objectivos estratégicos a difusão e fomento de uma cultura de prevenção dos riscos profissionais, partilhada por empregadores e por trabalhadores, a diminuição do número de acidentes de trabalho e de doenças profissionais e a conciliação da modernização do tecido empresarial com a adopção de medidas visando a melhoria das condições de segurança e saúde no trabalho. 3

4 Uma das grandes medidas desse Acordo foi a definição concertada de um Plano Nacional de Acção para a Prevenção (PNAP) concebido como um instrumento da política global de prevenção dos riscos profissionais e combate à sinistralidade. O PNAP é, pois, o instrumento forte da política de prevenção afirmando-se como um mecanismo de intervenção concertada e de partilha de responsabilidades entre o Estado e os Parceiros Sociais. Integra um vasto conjunto de medidas conducentes à definição e implementação de uma politica nacional de prevenção dos riscos profissionais e de combate à sinistralidade. No entanto, grande parte dos compromissos assumidos quer ao nível do Acordo, quer no que se refere especificamente ao âmbito do Plano Nacional de Acção para a Prevenção não foram ainda concretizados, o que impossibilita a consolidação de uma afectiva politica de prevenção e, consequentemente uma redução efectiva dos acidentes de trabalho e doenças profissionais. Na verdade, o balanço relativamente à implementação das medidas preconizadas encontra-se muito aquém das nossas expectativas iniciais e muito aquém das necessidades reais do país, na medida em que volvidos 5 anos da sua assinatura, teve apenas como resultados práticos a reactivação do Conselho Nacional de Higiene e Saúde no Trabalho órgão promotor da concertação e de partilha de responsabilidades entre Parceiros Sociais e Governo e cuja actividade, saliente-se, se encontra de novo paralisada, não reunindo há mais de um ano. Consideramos que a ratificação da presente Convenção implicará relançar a aplicação das várias dimensões do Acordo e a implementação global das medidas constantes no PNAP. De referir, ainda, que a legislação nacional e toda a filosofia subjacente à prevenção dos riscos profissionais advém da ratificação das Convenções da OIT e da transposição das Directivas Comunitárias sobre a matéria, pelo que as disposições contidas no número 3 do artigo 3 da Convenção encontram paralelo nas práticas nacionais. 4

5 Significa, portanto, que o princípio da participação tripartida nas matérias de segurança, higiene e saúde no trabalho se encontra devidamente consignado na nossa legislação. Na prática a aplicação deste princípio que se assume, desde sempre, fundamental e imprescindível, não tem sido aplicado no último ano em virtude de todas as instâncias de discussão e participação se encontrarem paralisadas designadamente o Conselho Nacional de Higiene e Saúde no Trabalho e o Instituto para a Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho (estrutura nacional com competências específicas na área da prevenção) este último por falta de lei orgânica tornou inexistente uma estrutura de participação dos Parceiros Sociais, o que se traduziu numa situação de completo afastamento e não participação nos processos de definição e implementação das politicas nacionais nesta área. No que se refere, ainda, ao número 3 do artigo 3 da Convenção Política Nacional as disposições relativas à avaliação de riscos e ao desenvolvimento de uma cultura nacional de prevenção que inclua a informação, consulta e formação encontram-se consignadas na legislação nacional. Com efeito, em virtude da transposição da Directiva Comunitária 89/391/CEE e, em respeito pelo espírito do diploma a prevenção dos riscos profissionais assenta em princípios gerais (princípios gerais da prevenção) que integram de forma clara a avaliação dos riscos, a eliminação dos riscos na origem, e controlo. Igualmente a informação, formação e consulta dos trabalhadores são direitos dos trabalhadores que decorrem do direito fundamental à participação dos trabalhadores e seus representantes nas matérias de SHST. Relativamente às disposições relativas ao Sistema Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho artigo 4 da Convenção cumpre-nos referir que as mesmas têm paralelo no nosso sistema nacional de prevenção de riscos profissionais. Deve-se, pois, à transposição da Directiva Comunitária 89/391/CEE a definição das linhas essenciais ao estabelecimento do sistema nacional de prevenção de riscos profissionais que norteia a intervenção das diferentes entidades nos seguintes domínios prioritários: regulamentação, licenciamento, certificação, 5

6 normalização, investigação, formação, informação, consulta e participação, serviços de prevenção e vigilância da saúde e fiscalização. Conforme definido no Decreto Lei n.º 411/ 91 transposto para o Código de Trabalho Lei n.º 99/ 3003, de 27 de Agosto o Estado promove o desenvolvimento de uma rede nacional para a prevenção de riscos profissionais constituída de acordo com as áreas acima referidas, mediante serviços próprios e celebrando acordos com outras entidades com capacidade técnica nos domínios da segurança, higiene e saúde no trabalho. No que se refere às disposições contempladas no número 2 do artigo 4 da Convenção Sistema Nacional verifica-se, igualmente, a sua consagração no ordenamento jurídico nacional, não implicando a sua ratificação qualquer alteração ou ajustamento. Relativamente à regulamentação, é de sublinhar que toda a estrutura base da legislação nacional decorre, conforme já referido, do direito comunitário tendo como referência central a Directiva Comunitária 89/391/CEE, as directivas dela decorrentes e as directivas sectoriais, dela emergindo os diplomas que enformam a demais legislação: legislação geral referente aos locais de trabalho, aos agentes físicos, químicos e biológicos, à organização e funcionamento das actividades de segurança e saúde no trabalho, acidentes de trabalho e doenças profissionais legislação de âmbito sectorial e legislação referente a grupos específicos de trabalhadores. A par desta legislação, directamente associada aos preceitos e filosofia da Directiva Comunitária, outra existe com implicação incontornável na execução da prevenção de riscos: prevenção de acidentes industriais graves, licenciamento de actividades (industriais e comerciais), segurança de produtos e incêndios e organização de emergência. Mais se refere que, face à dimensão e natureza dos riscos, é possível o estabelecimento de regulamentação interna, nas empresas, que complementa a legislação geral aplicável. 6

7 No que concerne à esfera da Negociação Colectiva são, igualmente, observadas disposições relativamente à segurança, higiene e saúde no trabalho que asseguram níveis de protecção mais elevados. Relativamente ao disposto na alínea b) do número 2 da Convenção, de referir que, no nosso país o Instituto para a Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho (ISHST) é, ainda, o organismo da administração pública central responsável pela promoção da segurança, higiene, saúde e bem-estar no trabalho, encontrando-se integrado na administração indirecta do Estado e tutelado pelo Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social. Tem, pois, como missão promover a segurança, higiene e saúde no trabalho, exercício no contexto do qual lhe cabe coordenar, executar e avaliar as políticas no âmbito do sistema nacional de prevenção de riscos profissionais. No que se refere ao disposto na alínea c) do número 2 a Inspecção-Geral do Trabalho (IGT) é o órgão responsável pelo acompanhamento e controlo do cumprimento das normas relativas às condições de trabalho, entre elas as condições de segurança e saúde no trabalho, emprego, desemprego e pagamento das contribuições para a segurança social, encontrando-se sujeita à tutela do Ministro do Trabalho e da Solidariedade. A sua acção é desenvolvida de acordo com os princípios vertidos nas Convenções n.os 81, 129 e 155 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e ainda de acordo com o Decreto-Lei n.º 102/2000, de 6 de Junho Estatuto da Inspecção-Geral do Trabalho. Não podemos deixar de referir o facto da IGT não dispor dos meios suficientes humanos, materiais e técnicos para exercer a sua acção com a máxima eficácia. O actual ratio inspectores / trabalhadores pode não estar muito longe dos existentes noutros países da UE, no entanto, a nossa situação é muito distinta, na medida em que a sua esfera de actuação não se limita às questões relativas às condições de trabalho, mas também a tudo o que se refere à verificação do cumprimento da lei de todas as matérias laborais, como sendo, as relações de trabalho, os conflitos laborais, o trabalho de menores, horários de trabalho, remunerações, contratos e emigrantes clandestinos, etc. 7

8 Mais se acrescenta que a IGT tem, neste momento, cerca de 300 inspectores do trabalho para todo o espaço nacional um número claramente insuficiente para o desenvolvimento de todas as suas actividades. Relativamente, ainda, às disposições referidas na alínea b) e alínea c) do número 2 da Convenção não podemos deixar de referir que, no âmbito do Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado (PRACE) se encontram previstas mudanças nas estruturas de prevenção e inspecção. Neste sentido foi decidida a criação de um novo organismo que integra a prevenção e a inspecção à semelhança do modelo que tivemos no passado denominado como Autoridade para as Condições de Trabalho. Nesta medida, foi extinto o ISHST, cujas competências passam para a refira Autoridade. Ainda no que se refere ao número 2 da Convenção, de sublinhar que, em virtude da transposição da Directiva Comunitária, foram igualmente consignados na nossa legislação os mecanismos de participação e diálogo em matéria de SHST nas empresas representantes dos trabalhadores para a segurança, higiene e saúde no trabalho. No entanto, refira-se que, só em 2004 aquando a regulamentação do Código de Trabalho se procedeu à respectiva regulamentação do processo de eleição. Esta era, portanto, uma matéria que continuava a descoberto desde a transposição da Directiva Comunitária. Uma nota não poderá deixar de ir para o incumprimento da lei que assistimos, nesta matéria, com o aval do poder institucional em que um número substancial de publicações de resultados de actos eleitorais realizados não foram precedidos da correspondente publicação em BTE. O processo eleitoral cumpre, como outro qualquer acto eleitoral, uma série de passos, sendo que um deles é precisamente a publicação em BTE das convocatórias dos actos eleitorais com uma antecedência mínima de 90 dias à data da sua realização. Essa não publicação coloca-nos algumas reservas quanto à real democraticidade dos processos. 8

9 No âmbito, ainda, da cooperação e participação podem também ser criadas, por convenção colectiva, comissões de higiene e segurança de composição paritária, fazendo parte destas os representantes dos trabalhadores. Mais se acrescenta que ao representante dos trabalhadores em matéria de shst, compete em geral: - Assegurar a participação e o diálogo, tendo em vista o desenvolvimento da segurança e saúde no trabalho; - Pronunciar-se e propor medidas para prevenir os riscos profissionais. Ao representante dos trabalhadores para a SHST assiste-lhe, ainda, o direito de solicitar a intervenção da IGT ou de outra autoridade competente se as medidas adoptadas e os meios fornecidos pelo empregador forem insuficientes para garantir a segurança e a saúde no local de trabalho. A elencagem de disposições que constam do número 3 do artigo 4 da Convenção Sistema Nacional e que são referidas como pilares fundamentais de qualquer sistema nacional de prevenção de riscos profissionais encontram paralelo no nosso país. Conforme referido, anteriormente, o princípio da participação tripartida encontra-se consignado na nossa legislação nacional, não obstante, a inexistência de uma estrutura de participação tripartida no actual modelo do Instituto para a Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho. De referir que o organismo que antecedeu o actual Instituto para o Desenvolvimento e Inspecção das Condições de Trabalho consagrava a participação dos Parceiros Sociais no seu Conselho Geral. No que se refere ao Conselho Nacional de Higiene e Segurança no Trabalho instância consultiva tripartida assume-se por definição como o órgão de concertação e de partilha de responsabilidades entre o Estado e os Parceiros Sociais na definição, acompanhamento da execução e avaliação das políticas de prevenção de riscos profissionais e de combate à sinistralidade laboral. Relativamente à formação em matéria de segurança, higiene e saúde no trabalho decorre da legislação o direito do trabalhador receber uma formação adequada no domínio da segurança, higiene e saúde no trabalho, tendo em atenção o posto de trabalho e o exercício de actividades de risco elevado conforme o disposto no artigo 278.º do Código de Trabalho. 9

10 De referir que, não obstante, a legislação nacional consagrar tal princípio, continua a verificar-se, no nosso país, um enorme défice na formação que é ministrada aos trabalhadores em matéria de prevenção de riscos profissionais. Relativamente aos serviços de segurança, higiene e saúde no trabalho, igualmente, esta é uma disposição consignada na nossa legislação nacional o empregador deve garantir a organização e o funcionamento dos serviços de segurança, higiene e saúde no trabalho, nos termos previstos em legislação especial. (artigo 276.º do Código de Trabalho). Uma nota não poderá deixar de ir para o atraso no processo de certificação das empresas prestadoras de serviços na área de SHST. Consideramos inadmissível o atraso no reconhecimento e autorização de funcionamento destas empresas. Consideramos inaceitável que, 4 anos após publicação da legislação que o regulamenta, o processo de certificação continue a avançar tão lentamente que, actualmente, só tenhamos a nível nacional pouco mais de 30 empresas autorizadas e apenas para o exercício de actividades no domínio da segurança das cerca de 600 empresas candidatas. Um comentário relativamente à alínea f) do número 3 da Convenção. É certo que dispomos, no nosso país, de um sistema estatístico de acidentes de trabalho e doenças profissionais, no entanto, a leitura dos números que são produzidos é dificultada por um obstáculo de princípio: a fiabilidade e actualização da própria informação estatística. No caso dos acidentes de trabalho continuamos a dispor de várias fontes estatísticas distintas (Inspecção Geral de Trabalho, Ministério da Justiça e Direcção Geral de Estudos, Estatística e Planeamento), todas elas oficiais, todas elas aparentemente correctas, mas diferentes e, regra geral, desactualizadas. No caso das doenças profissionais a situação é ainda mais grave pois, se bem que aí a fonte seja única, o Centro Nacional de Protecção Contra os Riscos Profissionais instituição de Segurança Social, de âmbito nacional, que tem como objectivo assegurar a prevenção, tratamento, recuperação e reparação de doenças ou incapacidades resultantes de riscos profissionais este não possui estatísticas fiáveis, continuando a verificar-se um nível insustentável de sub-notificação. Mais se acrescenta que, este Centro é uma das instituições 10

11 que foi objecto de extinção, no âmbito do Programa Reestruturação da Administração Central do Estado (PRACE). Esta situação sistema estatístico de sinistralidade e doenças profissionais - é, aliás, uma preocupação geral, na medida em que faz parte dos conteúdos do Plano Nacional de Acção para a Prevenção levar a cabo medidas conducentes à reestruturação do sistema estatístico de acidentes de trabalho e doenças profissionais, em ordem a que seja produzida informação fidedigna, rigorosa e selectiva que sustente políticas cada vez mais eficazes. Medida D). Mais se refere, a este propósito, que esta é uma das muitas medidas que continua por implementar. Relativamente à cobertura da eventualidade de acidente de trabalho ou doença profissional, a legislação nacional figura a obrigatoriedade da empresa celebrar contrato de seguro cuja previsão se encontra no nº 1 do art. 37º da Lei nº 100/97, de 13 de Setembro, que aprovou o Novo Regime Jurídico dos Acidentes de Trabalho e Doenças Profissionais, vulgarmente designada por L.A.T., posteriormente regulamentada pelo D.L. nº 143/99, de 30 de Abril, e pelo D.L. nº 248/99, de 2 de Julho, este relativamente à protecção da eventualidade de doenças profissionais. Mais se refere que, tais diplomas se encontram em processo de revisão em virtude da regulamentação do Código de Trabalho. Ainda no que se refere ao disposto relativamente aos conteúdos a figurarem nos sistemas nacionais de segurança e saúde no trabalho e, tendo em consideração a este respeito as disposições contidas no número 3 do capítulo II da Recomendação, cumpre-nos referir que, as mesmas encontram efectivo paralelo na legislação nacional. Com efeito, a legislação nacional consigna o direito à prestação de trabalho em condições de segurança, higiene e saúde a todos os trabalhadores, existindo disposições específicas direccionadas para as actividades de alto risco, para os trabalhadores jovens e trabalhadores da economia informal. Relativamente às matérias que constam do número 5 são pressupostos subjacentes à cultura de prevenção de riscos profissionais, no nosso país, todas as disposições elencadas. 11

12 Uma nota relativamente às campanhas de sensibilização e informação. Com efeito, têm sido levadas a cabo campanhas nacionais de prevenção de riscos profissionais baseadas em acções de informação e sensibilização sobre riscos profissionais em geral, ou específicos, direccionados para sectores de actividade com maior exposição a esses riscos. Estas campanhas nacionais centram-se sobretudo nas actividades da Semana Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho da Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho. Mais se acrescenta que, no passado foram desenvolvidas campanhas de âmbito sectorial a nível nacional, com participação tripartida e resultados muito positivos. No entanto, há já alguns anos que estas deixaram de ser promovidas. No que concerne às disposições relativas ao Programa Nacional de Segurança e Saúde no Trabalho, também estas encontram paralelo no nosso país. Desta forma e, conforme já referido aquando as considerações relativas à Política Nacional, dispomos de um programa nacional neste âmbito Plano Nacional de Acção para a Prevenção aprovado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 105/2004. O PNAP integra, pois, um conjunto de medidas e acções com desenvolvimento previsto num horizonte temporal de três anos largamente já ultrapassado - projectando-se em diversas e importantes vertentes da melhoria das condições de trabalho e do combate à sinistralidade laboral, com particular incidência nos seguintes domínios: - Sensibilização de empregadores, trabalhadores, médicos e enfermeiros do trabalho e outros agentes relevantes; - Desenvolvimento e execução de programas de prevenção de riscos profissionais para os trabalhadores da administração central, regional e local; - Educação e formação para a segurança e saúde no trabalho, incluindo trabalhadores, empregadores e respectivos representantes; - Aperfeiçoamento do sistema estatístico sobre acidentes de trabalho e doenças profissionais; 12

13 - Fomento e sedimentação de uma cultura de prevenção, assente na promoção de boas práticas empresariais no âmbito da prevenção dos riscos profissionais. É, pois, constituído por 12 medidas de actuação, sendo que para cada medida são apontadas as diversas acções específicas para a sua concretização, os respectivos prazos de execução e as entidades envolvidas. O balanço relativamente ao cumprimento dos compromissos acordados é bastante negativo a verdade é que a maioria das medidas não foram implementadas daí que uma das exigências prioritárias da UGT seja a da implementação imediata das medidas constantes nesse documento que foi aprovado por todos os parceiros, inclusive o Governo. Temos vindo a pressionar o Governo para que seja efectuada uma avaliação do cumprimento do Acordo, no sentido de analisar o grau de efectiva implementação das medidas propostas e que proceda à identificação das medidas prioritárias ainda não concretizadas e responsáveis pela sua concretização, a fim de ser definida a sua urgente implementação. Outro programa a destacar, neste âmbito, mais especificamente direccionado para as questões da cultura de prevenção é o Programa Nacional de Educação para a Segurança e Saúde no Trabalho PNESST. Este programa contempla um conjunto de actividades tendentes ao desenvolvimento de uma cultura de prevenção em meio escolar para a Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho (SHST). Teve início em 2000, tendo como finalidades contribuir para a diminuição da sinistralidade laboral e das doenças profissionais e promover a aproximação entre a escola e o mundo do trabalho. O PNESST sustenta-se em três eixos de acção: - Desenvolvimento curricular e inclusão de conteúdos de SHST nas ofertas formativas dos ensinos básicos, secundários e superior; - Formação de professores; - Sensibilização e formação da comunidade educativa para a SHST, no âmbito do projecto educativo da escola. 13

14 É nossa convicção que o problema da sinistralidade laboral também reside na falta generalizada, a nível individual, de uma verdadeira cultura de prevenção, e que essa cultura deve ser interiorizada mesmo antes da entrada na vida activa, ou seja, que essa cultura preventiva tem de começar a ser construída nas escolas, por isso apoiámos sem reservas o PNESST. Contudo, não podemos apoiar o atraso na sua generalização ao universo das escolas portuguesas, daí que coloquemos entre as nossas exigências a da generalização do PNESST a todas as escolas do país, de forma faseada, mas com a participação activa dos principiais agentes dessa generalização, os professores e as suas estruturas sindicais. Aliás, temos que referir que, o próprio futuro do PNESST se encontra, actualmente, em risco na medida que assenta numa estrutura de professores destacados do Ministério da Educação. Após a aprovação do novo estatuto da carreira docente, estes professores terão que optar entre voltar à escola para progredirem numa carreira ou permanecer no PNESST sem possibilidade de acederem aos escalões mais altos da sua carreira. Uma última nota vai para as disposições constantes do capítulo IV da Recomendação relativas ao Perfil Nacional. Esta disposição não encontra paralelo na nossa legislação nacional. É um facto que existe uma recomendação da Assembleia da República, cujo conteúdo toca algumas das disposições referidas número 3 da Resolução da Assembleia da Republica n.º 44/ 2001 institui o Dia Nacional de Prevenção e Segurança no Trabalho - em que é sugerido ao Governo a apresentação anual, à Assembleia da República, dos dados disponíveis relativos à sinistralidade laboral, bem como a informação das medidas tomadas e acções realizadas no decurso do Ano, assim como as previstas para o ano seguinte, na área da prevenção e segurança no trabalho, e ainda todos os relatórios elaborados pelo Conselho Nacional de Higiene e Segurança no Trabalho. A verdade é que tal recomendação não teve acolhimento por parte do Governo, nunca tendo sido apresentado qualquer relatório relativamente às matérias recomendadas. 14

15 Como última nota, não podemos deixar de referir a situação de incumprimento do Serviço Nacional de Saúde, no que respeita às suas responsabilidades de protecção e vigilância da saúde de vários sectores e grupos de trabalhadores específicos. Com efeito, desde a publicação do Decreto Lei 441/ 91 (que transpõe a Directiva Quadro de SHST) que o SNS devia ter procedido às devidas adaptações no sentido de cumprir as obrigações que lhe estão cometidas. Até hoje, volvidos 16 anos, nada foi feito neste sentido, colocando o Estado Português como um dos grandes incumpridores das suas próprias leis. Não entendemos esta desresponsabilização do Estado relativamente a uma questão que afronta um dos direitos básicos dos trabalhadores a protecção e vigilância da saúde. Temos, continuamente, insistido para que seja apresentado, por parte do Ministério da Saúde, o referido Plano de Adaptação. 21/12/06 15

16 16

ACORDO SOBRE CONDIÇÕES DE TRABALHO, HIGIENE E SEGURANÇA NO TRABALHO E COMBATE À SINISTRALIDADE

ACORDO SOBRE CONDIÇÕES DE TRABALHO, HIGIENE E SEGURANÇA NO TRABALHO E COMBATE À SINISTRALIDADE CONSELHO ECONÓMICO E SOCIAL COMISSÃO PERMANENTE DE CONCERTAÇÃO SOCIAL ACORDO SOBRE CONDIÇÕES DE TRABALHO, HIGIENE E SEGURANÇA NO TRABALHO E COMBATE À SINISTRALIDADE Lisboa, 9 de Fevereiro de 2001 ACORDO

Leia mais

O ENVOLVIMENTO DOS TRABALHADORES NA ASSOCIAÇÃO EUROPEIA

O ENVOLVIMENTO DOS TRABALHADORES NA ASSOCIAÇÃO EUROPEIA PARECER SOBRE O ENVOLVIMENTO DOS TRABALHADORES NA ASSOCIAÇÃO EUROPEIA (Proposta de Regulamento sobre o Estatuto da AE e Proposta de Directiva que completa o estatuto da AE no que se refere ao papel dos

Leia mais

1984 Diário da República, 1.ª série N.º 64 1 de Abril de 2008

1984 Diário da República, 1.ª série N.º 64 1 de Abril de 2008 1984 Diário da República, 1.ª série N.º 64 1 de Abril de 2008 d) Obras de demolição de edificações existentes, excepto as que por regulamento municipal possam ser dispensadas de licença ou autorização;

Leia mais

6º Congresso Nacional da Administração Pública

6º Congresso Nacional da Administração Pública 6º Congresso Nacional da Administração Pública João Proença 30/10/08 Desenvolvimento e Competitividade: O Papel da Administração Pública A competitividade é um factor-chave para a melhoria das condições

Leia mais

Convenção 187 Convenção sobre o Quadro Promocional para a Segurança e Saúde no Trabalho. A Conferência Geral da Organização Internacional do Trabalho,

Convenção 187 Convenção sobre o Quadro Promocional para a Segurança e Saúde no Trabalho. A Conferência Geral da Organização Internacional do Trabalho, Convenção 187 Convenção sobre o Quadro Promocional para a Segurança e Saúde no Trabalho A Conferência Geral da Organização Internacional do Trabalho, Convocada em Genebra pelo Conselho de Administração

Leia mais

Índice Descrição Valor

Índice Descrição Valor 504448064 Índice Descrição Valor 1 Missão, Objectivos e Princípios Gerais de Actuação 11 Cumprir a missão e os objectivos que lhes tenham sido determinados de forma económica, financeira, social e ambientalmente

Leia mais

Anexo 1. Programa Municipal de Voluntariado. Introdução

Anexo 1. Programa Municipal de Voluntariado. Introdução Anexo 1 Programa Municipal de Voluntariado Introdução 1. A proposta de desenvolvimento do Programa Municipal de Voluntariado decorre da competência da Divisão de Cidadania e Inovação Social do Departamento

Leia mais

1. Contextualização da segurança, higiene e saúde do trabalho no regime jurídico

1. Contextualização da segurança, higiene e saúde do trabalho no regime jurídico 1. Contextualização da segurança, higiene e saúde do trabalho no regime jurídico O documento legislativo que estabelece o regime jurídico de enquadramento da segurança, higiene e saúde no trabalho é determinado

Leia mais

COMBATE AO TRABALHO INFANTIL Nota de Imprensa

COMBATE AO TRABALHO INFANTIL Nota de Imprensa COMBATE AO TRABALHO INFANTIL Nota de Imprensa No próximo dia 12 de Junho, comemora-se o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil. O PETI e o Escritório da OIT Organização Internacional do Trabalho em

Leia mais

Discurso do IGT na conferência da EDP

Discurso do IGT na conferência da EDP Discurso do IGT na conferência da EDP 1. A Segurança e Saúde no Trabalho é, hoje, uma matéria fundamental no desenvolvimento duma política de prevenção de riscos profissionais, favorecendo o aumento da

Leia mais

( DR N.º 229 30 Setembro 1999 30 Setembro 1999 )

( DR N.º 229 30 Setembro 1999 30 Setembro 1999 ) LEGISLAÇÃO Decreto-Lei n.º 389/99, de 30 de Setembro, Regulamenta a Lei n.º 71/98, de 3 de Novembro, que estabeleceu as bases do enquadramento jurídico do voluntariado (JusNet 223/1999) ( DR N.º 229 30

Leia mais

PROTOCOLO ENTRE O MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E O MINISTÉRIO DA SAÚDE

PROTOCOLO ENTRE O MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E O MINISTÉRIO DA SAÚDE PROTOCOLO ENTRE O MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E O MINISTÉRIO DA SAÚDE A promoção da educação para a saúde em meio escolar é um processo em permanente desenvolvimento para o qual concorrem os sectores da Educação

Leia mais

Perguntas Frequentes sobre Voluntariado

Perguntas Frequentes sobre Voluntariado Perguntas Frequentes sobre Voluntariado Juntos podemos fazer da solidariedade um compromisso Índice 1. O que é o Voluntariado? 3 2. Que organizações podem ser promotoras do Voluntariado? 3 3. O que é ser

Leia mais

CAPÍTULO I. 'LVSRVLo}HVJHUDLV 2EMHFWLYRV. 2UJDQL]Do}HVSURPRWRUDV

CAPÍTULO I. 'LVSRVLo}HVJHUDLV 2EMHFWLYRV. 2UJDQL]Do}HVSURPRWRUDV 'HFUHWR/HLQž GHGH6HWHPEUR O voluntariado é uma actividade inerente ao exercício de cidadania que se traduz numa relação solidária para com o próximo, participando, de forma livre e organizada, na solução

Leia mais

RESPONSABILIDADE SOCIAL EM PORTUGAL REALIDADE OU FICÇÃO?

RESPONSABILIDADE SOCIAL EM PORTUGAL REALIDADE OU FICÇÃO? RESPONSABILIDADE SOCIAL EM PORTUGAL REALIDADE OU FICÇÃO? O mundo sindical tem tido várias reacções a este conceito, nem sempre favoráveis, sendo certo que deve haver consciência de que uma certa medida

Leia mais

Legislação Farmacêutica Compilada. Portaria n.º 377/2005, de 4 de Abril. B, de 20 de Maio de 2005. INFARMED - Gabinete Jurídico e Contencioso 59-C

Legislação Farmacêutica Compilada. Portaria n.º 377/2005, de 4 de Abril. B, de 20 de Maio de 2005. INFARMED - Gabinete Jurídico e Contencioso 59-C 1 Estabelece que o custo dos actos relativos aos pedidos previstos no Decreto- Lei n.º 72/91, de 8 de Fevereiro, bem como dos exames laboratoriais e dos demais actos e serviços prestados pelo INFARMED,

Leia mais

1 CSI e Journal of Safety Research, 40 (2009)125-139.

1 CSI e Journal of Safety Research, 40 (2009)125-139. 28 de Abril de 2011 Dia Nacional da Prevenção e Segurança no Trabalho Portugal Dia Internacional da Segurança e Saúde no Trabalho OIT Dia Internacional em Memória dos Trabalhadores Vítimas de Acidentes

Leia mais

Proposta de alteração do regime jurídico da promoção da segurança e saúde no trabalho Posição da CAP

Proposta de alteração do regime jurídico da promoção da segurança e saúde no trabalho Posição da CAP Proposta de alteração do regime jurídico da promoção da segurança e saúde no trabalho Posição da CAP Em Geral Na sequência da publicação do novo Código do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 7/2009, de 12

Leia mais

Ministério dos Petróleos

Ministério dos Petróleos Ministério dos Petróleos Decreto Lei nº 10/96 De 18 de Outubro A actividade petrolífera vem assumindo nos últimos tempos importância fundamental no contexto da economia nacional, constituindo por isso,

Leia mais

PROTECÇÃO DO CONSUMIDOR. Desde 2004 a Informar os Consumidores de Jogos de Fortuna ou Azar. Responsabilidade Social: www.jogoresponsavel.

PROTECÇÃO DO CONSUMIDOR. Desde 2004 a Informar os Consumidores de Jogos de Fortuna ou Azar. Responsabilidade Social: www.jogoresponsavel. PROTECÇÃO DO CONSUMIDOR Desde 2004 a Informar os Consumidores de Jogos de Fortuna ou Azar Responsabilidade Social: www.jogoresponsavel.pt Transparência e Segurança: www.jogoremoto.pt A REGULAÇÃO EM PORTUGAL

Leia mais

Direcção-Geral da Saúde Circular Informativa

Direcção-Geral da Saúde Circular Informativa Assunto: Para: Organização de Serviços de Segurança e Saúde do Trabalho/Saúde Ocupacional (SST/SO) nos Cuidados Primários de Saúde - ACES e Sede de ARS(s) Todos os serviços do Ministério da Saúde Nº: 05/DSPPS/DCVAE

Leia mais

PREFÁCIO. Paulo Bárcia. Director do Escritório da OIT em Lisboa

PREFÁCIO. Paulo Bárcia. Director do Escritório da OIT em Lisboa Interior da capa PREFÁCIO O edifício normativo da Organização Internacional de Trabalho compreende diferentes instrumentos: Convenções, Recomendações, Resoluções, Conclusões e Directrizes. Destacam-se

Leia mais

PUBLICAÇÕES:TECNOMETAL n.º 139 (Março/Abril de 2002) KÉRAMICA n.º 249 (Julho/Agosto de 2002)

PUBLICAÇÕES:TECNOMETAL n.º 139 (Março/Abril de 2002) KÉRAMICA n.º 249 (Julho/Agosto de 2002) TÍTULO: Sistemas de Gestão da Segurança e Saúde do Trabalho AUTORIA: Paula Mendes PUBLICAÇÕES:TECNOMETAL n.º 139 (Março/Abril de 2002) KÉRAMICA n.º 249 (Julho/Agosto de 2002) FUNDAMENTOS A nível dos países

Leia mais

PARLAMENTO EUROPEU E CONSELHO

PARLAMENTO EUROPEU E CONSELHO 27.4.2001 PT Jornal Oficial das Comunidades Europeias L 118/41 II (Actos cuja publicação não é uma condição da sua aplicabilidade) PARLAMENTO EUROPEU E CONSELHO RECOMENDAÇÃO DO PARLAMENTO EUROPEU E DO

Leia mais

BASES GERAIS DO REGIME JURÍDICO DA PREVENÇÃO, HABILITAÇÃO, REABILITAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA. Lei n.º 38/2004, de 18 de Agosto

BASES GERAIS DO REGIME JURÍDICO DA PREVENÇÃO, HABILITAÇÃO, REABILITAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA. Lei n.º 38/2004, de 18 de Agosto BASES GERAIS DO REGIME JURÍDICO DA PREVENÇÃO, HABILITAÇÃO, REABILITAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA Lei n.º 38/2004, de 18 de Agosto Define as bases gerais do regime jurídico da prevenção,

Leia mais

TÍTULO: A nova lei do ruído. AUTORIA: Ricardo Pedro. PUBLICAÇÕES: TECNOMETAL n.º 166 (Setembro/Outubro de 2006) INTRODUÇÃO

TÍTULO: A nova lei do ruído. AUTORIA: Ricardo Pedro. PUBLICAÇÕES: TECNOMETAL n.º 166 (Setembro/Outubro de 2006) INTRODUÇÃO TÍTULO: A nova lei do ruído AUTORIA: Ricardo Pedro PUBLICAÇÕES: TECNOMETAL n.º 166 (Setembro/Outubro de 2006) INTRODUÇÃO Foi publicado no passado dia 6 de Setembro o Decreto-Lei n.º 182/2006 que transpõe

Leia mais

RESOLUÇÃO PROPOSTA DE LEI DO CÓDIGO DE TRABALHO CONTINUA INACEITÁVEL NEGOCIAÇÃO DEVE PROSSEGUIR

RESOLUÇÃO PROPOSTA DE LEI DO CÓDIGO DE TRABALHO CONTINUA INACEITÁVEL NEGOCIAÇÃO DEVE PROSSEGUIR RESOLUÇÃO PROPOSTA DE LEI DO CÓDIGO DE TRABALHO CONTINUA INACEITÁVEL NEGOCIAÇÃO DEVE PROSSEGUIR 1. Desde que em Julho passado o Governo anunciou a apresentação de um projecto de Código Laboral, decorreram

Leia mais

(2006/C 297/02) considerando o seguinte: constatando que:

(2006/C 297/02) considerando o seguinte: constatando que: C 297/6 Resolução do Conselho e dos Representantes Governos dos Estados-Membros, reunidos no Conselho, relativa à realização dos objectivos comuns em matéria de participação e informação dos jovens para

Leia mais

LEI N. 108/91, DE 17 DE AGOSTO (LEI DO CONSELHO ECONÓMICO E SOCIAL)

LEI N. 108/91, DE 17 DE AGOSTO (LEI DO CONSELHO ECONÓMICO E SOCIAL) LEI N. 108/91, DE 17 DE AGOSTO (LEI DO CONSELHO ECONÓMICO E SOCIAL) Com as alterações introduzidas pelas seguintes leis: Lei n.º 80/98, de 24 de Novembro; Lei n.º 128/99, de 20 de Agosto; Lei n.º 12/2003,

Leia mais

Capítulo I Denominação, sede e objecto. Artigo 1º. (Firma e sede) Artigo 2º. (Agências, filiais, delegações e outras formas de representação)

Capítulo I Denominação, sede e objecto. Artigo 1º. (Firma e sede) Artigo 2º. (Agências, filiais, delegações e outras formas de representação) Capítulo I Denominação, sede e objecto Artigo 1º (Firma e sede) 1 - A sociedade adopta a firma de APOR - Agência para a Modernização do Porto, S.A. e tem a sua sede na Rua Justino Teixeira, nº 861, 4300-281

Leia mais

GOVERNO. Estatuto Orgânico do Ministério da Administração Estatal

GOVERNO. Estatuto Orgânico do Ministério da Administração Estatal REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR LESTE GOVERNO Decreto N. 2/ 2003 De 23 de Julho Estatuto Orgânico do Ministério da Administração Estatal O Decreto Lei N 7/ 2003 relativo à remodelação da estrutura orgânica

Leia mais

PROPOSTA DE REGULAMENTO INTERNO

PROPOSTA DE REGULAMENTO INTERNO PROPOSTA DE REGULAMENTO INTERNO VOLUNTARIOS SOCIAIS DO CONCELHO DE ALBERGARIA-A-VELHA - PROGRAMA ALBERGARIA SOLIDÁRIA NOTA JUSTIFICATIVA No âmbito de uma política social que se vem orientando para potenciar

Leia mais

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS Bruxelas, 8.10.2007 SEC(2007)907 DOCUMENTO DE TRABALHO DOS SERVIÇOS DA COMISSÃO documento de acompanhamento da Comunicação da Comissão sobre um programa para ajudar as

Leia mais

COMENTÁRIOS DA UGT AO DOCUMENTO PACTO PARA O EMPREGO GRUPO DE TRABALHO PARA A QUALIFICAÇÃO E O EMPREGO

COMENTÁRIOS DA UGT AO DOCUMENTO PACTO PARA O EMPREGO GRUPO DE TRABALHO PARA A QUALIFICAÇÃO E O EMPREGO COMENTÁRIOS DA UGT AO DOCUMENTO PACTO PARA O EMPREGO GRUPO DE TRABALHO PARA A QUALIFICAÇÃO E O EMPREGO O documento em apreciação realiza uma síntese adequada da quase totalidade dos temas discutidos na

Leia mais

Relatório da. Avaliação intercalar da execução do Plano de Acção da UE para as Florestas Contrato de Serviço N.º 30-CE-0227729/00-59.

Relatório da. Avaliação intercalar da execução do Plano de Acção da UE para as Florestas Contrato de Serviço N.º 30-CE-0227729/00-59. Relatório da Avaliação intercalar da execução do Plano de Acção da UE para as Florestas Contrato de Serviço N.º 30-CE-0227729/00-59 Resumo Novembro de 2009 Avaliação intercalar da execução do Plano de

Leia mais

Mercados. informação regulamentar. Alemanha Condições Legais de Acesso ao Mercado

Mercados. informação regulamentar. Alemanha Condições Legais de Acesso ao Mercado Mercados informação regulamentar Alemanha Condições Legais de Acesso ao Mercado Setembro 2012 Índice 1. Regime Geral de Importação 3 2. Regime de Investimento Estrangeiro 4 3. Quadro Legal 5 2 1. Regime

Leia mais

SEGURANÇA, HIGIENE E SAÚDE NO TRABALHO PROGRAMA DE FORMAÇÃO

SEGURANÇA, HIGIENE E SAÚDE NO TRABALHO PROGRAMA DE FORMAÇÃO FORMAÇÃO SEGURANÇA, HIGIENE E SAÚDE NO TRABALHO PROGRAMA DE FORMAÇÃO 1 Introdução No actual quadro legislativo (35/2004) é bem claro que a responsabilidade pelas condições de Segurança, Higiene e Saúde

Leia mais

REGULAMENTO MUNICIPAL DE SEGURANÇA, HIGIENE E SAÚDE NO TRABALHO

REGULAMENTO MUNICIPAL DE SEGURANÇA, HIGIENE E SAÚDE NO TRABALHO REGULAMENTO MUNICIPAL DE SEGURANÇA, HIGIENE E SAÚDE NO TRABALHO (Aprovado na 8ª Reunião Extraordinária de Câmara Municipal realizada em 17 de Dezembro de 1999 e na 1ª Reunião Extraordinária de Assembleia

Leia mais

PROJECTO DE RELATÓRIO

PROJECTO DE RELATÓRIO PARLAMENTO EUROPEU 2004 2009 Comissão da Cultura e da Educação 2007/2253(INI) 7.3.2008 PROJECTO DE RELATÓRIO sobre a concentração e o pluralismo dos meios de comunicação social na União Europeia (2007/2253(INI))

Leia mais

Portaria n.º 605/99, de 5 de Agosto Regulamento do Sistema Nacional de Farmacovigilância (Revogado pela Decreto-Lei n.º 242/2002, de 5 de Novembro)

Portaria n.º 605/99, de 5 de Agosto Regulamento do Sistema Nacional de Farmacovigilância (Revogado pela Decreto-Lei n.º 242/2002, de 5 de Novembro) Regulamento do Sistema Nacional de Farmacovigilância (Revogado pela Decreto-Lei n.º 242/2002, de 5 de Novembro) O sistema de avaliação e autorização de introdução no mercado de medicamentos, que tem vindo

Leia mais

Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho SHST

Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho SHST Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho SHST O QUE DIZ A LEI OBSERVAÇÕES Todos os trabalhadores têm direito à prestação de trabalho em condições de segurança, higiene e saúde, competindo ao empregador assegurar

Leia mais

ESCLARECIMENTO ORDEM DOS ARQUITECTOS, ENCOMENDA PÚBLICA E PARQUE ESCOLAR. UMA CRONOLOGIA 29-03-2010

ESCLARECIMENTO ORDEM DOS ARQUITECTOS, ENCOMENDA PÚBLICA E PARQUE ESCOLAR. UMA CRONOLOGIA 29-03-2010 ESCLARECIMENTO ORDEM DOS ARQUITECTOS, ENCOMENDA PÚBLICA E PARQUE ESCOLAR. UMA CRONOLOGIA 29-03-2010 Por forma a melhor esclarecer os membros da OA quanto à posição e actuação da Ordem, nos últimos dois

Leia mais

Código de conduta e de ética para o sector da segurança privada

Código de conduta e de ética para o sector da segurança privada Código de conduta e de ética para o sector da segurança privada I. Porquê um código de conduta e de ética no sector? O sector da segurança privada representa na União Europeia quase 10.000 empresas que

Leia mais

CAPÍTULO I Disposições gerais

CAPÍTULO I Disposições gerais Regulamento Municipal do Banco Local de Voluntariado de Lagoa As bases do enquadramento jurídico do voluntariado, bem como, os princípios que enquadram o trabalho de voluntário constam na Lei n.º 71/98,

Leia mais

Ministério da Comunicação Social

Ministério da Comunicação Social Ministério da Comunicação Social ESTATUTO ORGÂNICO DO MINISTERIO DA COMUNICAÇÃO SOCIAL Missão 1. Ministério da Comunicação Social é o órgão do Governo encarregue de organizar e controlar a execução da

Leia mais

CONTRIBUTOS DA UGT SOBRE A DINAMIZAÇÃO DA CONTRATAÇÃO COLECTIVA ATRAVÉS DA DESCENTRALIZAÇÃO DE BASE NEGOCIAL. (documento de 10 de Janeiro de 2011)

CONTRIBUTOS DA UGT SOBRE A DINAMIZAÇÃO DA CONTRATAÇÃO COLECTIVA ATRAVÉS DA DESCENTRALIZAÇÃO DE BASE NEGOCIAL. (documento de 10 de Janeiro de 2011) CONTRIBUTOS DA UGT SOBRE A DINAMIZAÇÃO DA CONTRATAÇÃO COLECTIVA ATRAVÉS DA DESCENTRALIZAÇÃO DE BASE NEGOCIAL (documento de 10 de Janeiro de 2011) I. Resolução do Conselho de Ministros n.º 101-B/2010de

Leia mais

Decreto-Lei n.º 187/2002 de 21 de Agosto *

Decreto-Lei n.º 187/2002 de 21 de Agosto * Decreto-Lei n.º 187/2002 de 21 de Agosto * Nos termos da Resolução do Conselho de Ministros n.º 103/2002, de 26 de Julho, que aprovou o Programa para a Produtividade e o Crescimento da Economia, foi delineado

Leia mais

Decreto-Lei n.º 441/91 de 14 de Novembro

Decreto-Lei n.º 441/91 de 14 de Novembro Decreto-Lei n.º 441/91 de 14 de Novembro A realização pessoal e profissional encontra na qualidade de vida do trabalho, particularmente a que é favorecida pelas condições de segurança, higiene e saúde,

Leia mais

O Voluntariado e a Protecção Civil. 1. O que é a Protecção Civil

O Voluntariado e a Protecção Civil. 1. O que é a Protecção Civil O Voluntariado e a Protecção Civil 1. O que é a Protecção Civil A 03 de Julho de 2006, a Assembleia da Republica publica a Lei de Bases da Protecção Civil, que no seu artigo 1º dá uma definição de Protecção

Leia mais

DIÁLOGO SOCIAL EUROPEU: PROJECTO DE ORIENTAÇÕES MULTISSECTORIAIS PARA O COMBATE DA VIOLÊNCIA E ASSÉDIO DE TERCEIROS RELACIONADOS COM O TRABALHO

DIÁLOGO SOCIAL EUROPEU: PROJECTO DE ORIENTAÇÕES MULTISSECTORIAIS PARA O COMBATE DA VIOLÊNCIA E ASSÉDIO DE TERCEIROS RELACIONADOS COM O TRABALHO DIÁLOGO SOCIAL EUROPEU: PROJECTO DE ORIENTAÇÕES MULTISSECTORIAIS PARA O COMBATE DA VIOLÊNCIA E ASSÉDIO DE TERCEIROS RELACIONADOS COM O TRABALHO EPSU, UNI Europa, ETUCE, HOSPEEM, CEMR, EFEE, EuroCommerce,

Leia mais

Lei de Bases da Economia Social

Lei de Bases da Economia Social Projecto de Lei nº 68/XII Lei de Bases da Economia Social A Economia Social tem raízes profundas e seculares na sociedade portuguesa. Entidades como as misericórdias, as cooperativas, as associações mutualistas,

Leia mais

Dinamizar o Empreendedorismo e promover a Criação de Empresas

Dinamizar o Empreendedorismo e promover a Criação de Empresas Dinamizar o Empreendedorismo e promover a Criação de Empresas À semelhança do que acontece nas sociedades contemporâneas mais avançadas, a sociedade portuguesa defronta-se hoje com novos e mais intensos

Leia mais

Câmara Municipal Gondomar REGULAMENTO DO CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE GONDOMAR

Câmara Municipal Gondomar REGULAMENTO DO CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE GONDOMAR Câmara Municipal Gondomar REGULAMENTO DO CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE GONDOMAR Aprovado pela Câmara em 6/02/2003, alterado em Reunião de Câmara de 18/09/2003 Aprovado pela Assembleia Municipal em

Leia mais

Linhas de Acção. 1. Planeamento Integrado. Acções a desenvolver: a) Plano de Desenvolvimento Social

Linhas de Acção. 1. Planeamento Integrado. Acções a desenvolver: a) Plano de Desenvolvimento Social PLANO DE ACÇÃO 2007 Introdução O CLASA - Conselho Local de Acção Social de Almada, de acordo com a filosofia do Programa da Rede Social, tem vindo a suportar a sua intervenção em dois eixos estruturantes

Leia mais

Programa de trabalho da Presidência Portuguesa para o Conselho Ecofin

Programa de trabalho da Presidência Portuguesa para o Conselho Ecofin Programa de trabalho da Presidência Portuguesa para o Conselho Ecofin A Presidência Portuguesa na área dos Assuntos Económicos e Financeiros irá centrar-se na prossecução de três grandes objectivos, definidos

Leia mais

Quadro jurídico no sistema educativo português

Quadro jurídico no sistema educativo português I Simpósio Luso-Alemão sobre a Qualificação Profissional em Portugal - Oportunidades e Desafios Isilda Costa Fernandes SANA Lisboa Hotel, Av. Fontes Pereira de Melo 8, Lisboa 24 de novembro 2014 Contexto

Leia mais

Relatório e Parecer da Comissão de Execução Orçamental

Relatório e Parecer da Comissão de Execução Orçamental Relatório e Parecer da Comissão de Execução Orçamental Auditoria do Tribunal de Contas à Direcção Geral do Tesouro no âmbito da Contabilidade do Tesouro de 2000 (Relatório n.º 18/2002 2ª Secção) 1. INTRODUÇÃO

Leia mais

(Resoluções, recomendações e pareceres) RESOLUÇÕES CONSELHO

(Resoluções, recomendações e pareceres) RESOLUÇÕES CONSELHO 19.12.2007 C 308/1 I (Resoluções, recomendações e pareceres) RESOLUÇÕES CONSELHO RESOLUÇÃO DO CONSELHO de 5 de Dezembro de 2007 sobre o seguimento do Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos

Leia mais

As organizações do trabalho

As organizações do trabalho Ano Lectivo 2010/2011 ÁREA DE INTEGRAÇÃO Agrupamento de Escolas de Fronteira Escola Básica Integrada Frei Manuel Cardoso 12º Ano Apresentação nº 9 As organizações do trabalho Pedro Bandeira Simões Professor

Leia mais

Estatuto Orgânico do Ministério da Administração Pública, Emprego e Segurança Social

Estatuto Orgânico do Ministério da Administração Pública, Emprego e Segurança Social Estatuto Orgânico do Ministério da Administração Pública, Emprego e Segurança Social Ter, 02 de Junho de 2009 18:38 Administrador REPÚBLICA DE ANGOLA Conselho de Ministros Decreto-lei nº 8 /07 de 4 de

Leia mais

disponibiliza a LEI DO VOLUNTARIADO

disponibiliza a LEI DO VOLUNTARIADO A disponibiliza a LEI DO VOLUNTARIADO Lei n.º 71/98 de 3 de Novembro de 1998 Bases do enquadramento jurídico do voluntariado A Assembleia da República decreta, nos termos do artigo 161.º, alínea c), do

Leia mais

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA Alteração ao Regime Jurídico da Avaliação do Ensino Superior Num momento em que termina o ciclo preliminar de avaliação aos ciclos de estudo em funcionamento por parte da Agência de Avaliação e Acreditação

Leia mais

em nada nem constitui um aviso de qualquer posição da Comissão sobre as questões em causa.

em nada nem constitui um aviso de qualquer posição da Comissão sobre as questões em causa. DOCUMENTO DE CONSULTA: COMUNICAÇÃO DA COMISSÃO EUROPEIA SOBRE OS DIREITOS DA CRIANÇA (2011-2014) 1 Direitos da Criança Em conformidade com o artigo 3.º do Tratado da União Europeia, a União promoverá os

Leia mais

SEGURANÇA, HIGIENE E SAÚDE NO TRABALHO PROGRAMA DE FORMAÇÃO

SEGURANÇA, HIGIENE E SAÚDE NO TRABALHO PROGRAMA DE FORMAÇÃO FORMAÇÃO SEGURANÇA, HIGIENE E SAÚDE NO TRABALHO PROGRAMA DE FORMAÇÃO Introdução No actual quadro legislativo (Lei 7/2009 Código do Trabalho) e (Lei 102/2009 Regime jurídico da promoção da segurança e saúde

Leia mais

Ministério do Ambiente

Ministério do Ambiente Ministério do Ambiente Decreto-Lei n.º 4/09 de 18 de Maio A Lei Constitucional da República de Angola no seu artigo 24.º assegura que «todos os cidadãos têm o direito de viver num meio ambiente sadio e

Leia mais

Ministério da Educação

Ministério da Educação Ministério da Educação Decreto Lei n.º 7/03 de 17 de Junho Diário da República, I Série nº47 17.06.2003 Considerando as últimas alterações verificadas na denominação dos organismos de administração central

Leia mais

COMPROMISSO PARA O CRESCIMENTO, COMPETITIVIDADE E EMPREGO. Grupo de Trabalho Competitividade e Crescimento

COMPROMISSO PARA O CRESCIMENTO, COMPETITIVIDADE E EMPREGO. Grupo de Trabalho Competitividade e Crescimento COMPROMISSO PARA O CRESCIMENTO, COMPETITIVIDADE E EMPREGO Grupo de Trabalho Competitividade e Crescimento O Programa do XIX Governo estabelece a consolidação orçamental como um dos objectivos cruciais

Leia mais

Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social ACORDO PARA A REFORMA DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL

Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social ACORDO PARA A REFORMA DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL ACORDO PARA A REFORMA DA FORMAÇÃO PROFISSIONAL 14 de Março de 2007 Considerando os Parceiros Sociais e o Governo que: 1. A aposta estratégica na qualificação da população portuguesa é opção central para

Leia mais

PRESSUPOSTOS BASE PARA UMA ESTRATÉGIA DE INOVAÇÃO NO ALENTEJO

PRESSUPOSTOS BASE PARA UMA ESTRATÉGIA DE INOVAÇÃO NO ALENTEJO PRESSUPOSTOS BASE PARA UMA ESTRATÉGIA DE INOVAÇÃO NO ALENTEJO ÍNDICE 11. PRESSUPOSTO BASE PARA UMA ESTRATÉGIA DE INOVAÇÃO 25 NO ALENTEJO pág. 11.1. Um sistema regional de inovação orientado para a competitividade

Leia mais

PARECER DA UGT SOBRE A INTERDIÇÃO DE ESTÁGIOS EXTRACURRICULARES NÃO REMUNERADOS

PARECER DA UGT SOBRE A INTERDIÇÃO DE ESTÁGIOS EXTRACURRICULARES NÃO REMUNERADOS PARECER DA UGT SOBRE A INTERDIÇÃO DE ESTÁGIOS EXTRACURRICULARES NÃO REMUNERADOS A UGT sempre valorizou o Programa Nacional de Estágios e a necessidade do aumento do número destes, independentemente de

Leia mais

Universidade Nova de Lisboa ESCOLA NACIONAL DE SAÚDE PÚBLICA

Universidade Nova de Lisboa ESCOLA NACIONAL DE SAÚDE PÚBLICA REGULAMENTO O Regulamento do Curso de Especialização em Medicina do Trabalho (CEMT) visa enquadrar, do ponto de vista normativo, o desenvolvimento das actividades inerentes ao funcionamento do curso, tendo

Leia mais

PARECER DOS RTSST-MONTEPIO À PROPOSTA DE LEI N.º 283/X/4.ª

PARECER DOS RTSST-MONTEPIO À PROPOSTA DE LEI N.º 283/X/4.ª PARECER DOS RTSST-MONTEPIO À PROPOSTA DE LEI N.º 283/X/4.ª Os RTSST-Montepio, primeira estrutura do género a ser eleita em Portugal ao abrigo da Lei 35/2004, entenderam formular o presente parecer em complemento

Leia mais

PE-CONS 3619/3/01 REV 3

PE-CONS 3619/3/01 REV 3 PE-CONS 3619/3/01 REV 3 relativa à avaliação dos efeitos de determinados planos e programas no ambiente O PARLAMENTO EUROPEU E O CONSELHO DA UNIÃO EUROPEIA, Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade

Leia mais

::ENQUADRAMENTO ::ENQUADRAMENTO::

::ENQUADRAMENTO ::ENQUADRAMENTO:: ::ENQUADRAMENTO:: :: ENQUADRAMENTO :: O actual ambiente de negócios caracteriza-se por rápidas mudanças que envolvem a esfera politica, económica, social e cultural das sociedades. A capacidade de se adaptar

Leia mais

ESCOLA PROFISSIONAL DE FELGUEIRAS ESTATUTOS CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS

ESCOLA PROFISSIONAL DE FELGUEIRAS ESTATUTOS CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS ESCOLA PROFISSIONAL DE FELGUEIRAS ESTATUTOS CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS ARTIGO 1º Denominação A Escola Profissional adopta a designação de ESCOLA PROFISSIONAL DE FELGUEIRAS e a abreviatura EPF. ARTIGO

Leia mais

Estaleiros Temporários ou Móveis Decreto-Lei n.º 273/2003, de 29 de Outubro

Estaleiros Temporários ou Móveis Decreto-Lei n.º 273/2003, de 29 de Outubro Estaleiros Temporários ou Móveis Decreto-Lei n.º 273/2003, de 29 de Outubro 1. INTRODUÇÃO A indústria da Construção engloba um vasto e diversificado conjunto de características, tais como: Cada projecto

Leia mais

Resolução do Conselho de Ministros n.º 34/2012

Resolução do Conselho de Ministros n.º 34/2012 Resolução do Conselho de Ministros n.º 34/2012 A Resolução do Conselho de Ministros n.º 16/2012, de 14 de fevereiro, que aprova os critérios de determinação do vencimento dos gestores públicos, estabelece

Leia mais

Página 765 PRESIDÊNCIA DO GOVERNO REGIONAL DOS AÇORES

Página 765 PRESIDÊNCIA DO GOVERNO REGIONAL DOS AÇORES SECRETARIA REGIONAL DOS ASSUNTOS SOCIAIS Despacho Normativo n.º 22/2008: Estabelece as regras da cooperação, no âmbito da toxicodependência, luta contra o HIV-Sida, comportamentos de risco e igualdade

Leia mais

Estatuto Orgânico do Ministério da Ciência e Tecnologia

Estatuto Orgânico do Ministério da Ciência e Tecnologia Estatuto Orgânico do Ministério da Ciência e Tecnologia Conselho de Ministros Decreto Lei n.º 15/99 De 8 de Outubro Considerando que a política científica tecnológica do Governo propende para uma intervenção

Leia mais

Projecto de Lei nº 68/XII. Lei de Bases da Economia Social

Projecto de Lei nº 68/XII. Lei de Bases da Economia Social Projecto de Lei nº 68/XII Lei de Bases da Economia Social A Economia Social tem raízes profundas e seculares na sociedade portuguesa. Entidades como as misericórdias, as cooperativas, as associações mutualistas,

Leia mais

Ministério da Indústria

Ministério da Indústria Ministério da Indústria Decreto Lei n.º 18/99 de 12 de Novembro Considerando que o estatuto orgânico do Ministério da Indústria aprovado pelo Decreto Lei n.º 8/95, de 29 de Setembro, além de não se adequar,

Leia mais

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988 CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL 1988 TÍTULO VIII DA ORDEM SOCIAL CAPÍTULO II DA SEGURIDADE SOCIAL Seção II Da Saúde Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante

Leia mais

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA Diário da República, 1.ª série N.º 176 10 de Setembro de 2009 6167 ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA Lei n.º 102/2009 de 10 de Setembro Regime jurídico da promoção da segurança e saúde no trabalho A Assembleia da

Leia mais

Quando falamos de prevenção no âmbito da Segurança, Higiene e Saúde no. Trabalho, estamos a falar de um conjunto de actividades que têm como objectivo

Quando falamos de prevenção no âmbito da Segurança, Higiene e Saúde no. Trabalho, estamos a falar de um conjunto de actividades que têm como objectivo 1 - Em que consiste a prevenção? Quando falamos de prevenção no âmbito da Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho, estamos a falar de um conjunto de actividades que têm como objectivo eliminar ou reduzir

Leia mais

GUIA DO VOLUNTÁRIO. Sociedade Central de Cervejas

GUIA DO VOLUNTÁRIO. Sociedade Central de Cervejas GUIA DO VOLUNTÁRIO Sociedade Central de Cervejas ÍNDICE 1. A RESPONSABILIDADE SOCIAL NA SCC: O NOSSO COMPROMISSO... 3 2. O NOSSO COMPROMISSO COM O VOLUNTARIADO... 4 2.1 A ESTRUTURAÇÃO DO VOLUNTARIADO EMPRESARIAL...

Leia mais

GOVERNO REGIONAL DOS AÇORES

GOVERNO REGIONAL DOS AÇORES GOVERNO REGIONAL DOS AÇORES Decreto Regulamentar Regional n.º 26/2007/A de 19 de Novembro de 2007 Regulamenta o Subsistema de Apoio ao Desenvolvimento da Qualidade e Inovação O Decreto Legislativo Regional

Leia mais

SEMINÁRIO A EMERGÊNCIA O PAPEL DA PREVENÇÃO

SEMINÁRIO A EMERGÊNCIA O PAPEL DA PREVENÇÃO SEMINÁRIO A EMERGÊNCIA O PAPEL DA PREVENÇÃO As coisas importantes nunca devem ficar à mercê das coisas menos importantes Goethe Breve Evolução Histórica e Legislativa da Segurança e Saúde no Trabalho No

Leia mais

8226 Diário da República, 1.ª série N.º 215 8 de Novembro de 2007

8226 Diário da República, 1.ª série N.º 215 8 de Novembro de 2007 8226 Diário da República, ª série N.º 215 8 de Novembro de 2007 da Madeira os Drs. Rui Nuno Barros Cortez e Gonçalo Bruno Pinto Henriques. Aprovada em sessão plenária da Assembleia Legislativa da Região

Leia mais

Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Europeia, e, nomeadamente, o n. o 1 do seu artigo 175. o,

Tendo em conta o Tratado que institui a Comunidade Europeia, e, nomeadamente, o n. o 1 do seu artigo 175. o, L 197/30 PT Jornal Oficial das Comunidades Europeias 21.7.2001 DIRECTIVA 2001/42/CE DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO de 27 de Junho de 2001 relativa à avaliação dos efeitos de determinados planos e

Leia mais

Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento. (2010-2015) ENED Plano de Acção

Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento. (2010-2015) ENED Plano de Acção Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento (2010-2015) ENED Plano de Acção Estratégia Nacional de Educação para o Desenvolvimento (2010-2015) ENED Plano de Acção 02 Estratégia Nacional de

Leia mais

Município de Arganil Câmara Municipal. Regulamento do Banco de Voluntariado de Arganil. Preâmbulo

Município de Arganil Câmara Municipal. Regulamento do Banco de Voluntariado de Arganil. Preâmbulo Município de Arganil Câmara Municipal Regulamento do Banco de Voluntariado de Arganil Preâmbulo A Lei nº 71/98, de 3 de Novembro, estabelece as bases do enquadramento jurídico do voluntariado, definindo-o

Leia mais

Partido Popular. CDS-PP Grupo Parlamentar. Projecto de Lei nº 195/X. Inclusão dos Médicos Dentistas na carreira dos Técnicos Superiores de Saúde

Partido Popular. CDS-PP Grupo Parlamentar. Projecto de Lei nº 195/X. Inclusão dos Médicos Dentistas na carreira dos Técnicos Superiores de Saúde Partido Popular CDS-PP Grupo Parlamentar Projecto de Lei nº 195/X Inclusão dos Médicos Dentistas na carreira dos Técnicos Superiores de Saúde A situação da saúde oral em Portugal é preocupante, encontrando-se

Leia mais

Segurança e Higiene no Trabalho. Volume I - Princípios Gerais. Guia Técnico. um Guia Técnico de O Portal da Construção. www.oportaldaconstrucao.

Segurança e Higiene no Trabalho. Volume I - Princípios Gerais. Guia Técnico. um Guia Técnico de O Portal da Construção. www.oportaldaconstrucao. Guia Técnico Segurança e Higiene no Trabalho Volume I - Princípios Gerais um Guia Técnico de Copyright, todos os direitos reservados. Este Guia Técnico não pode ser reproduzido ou distribuído sem a expressa

Leia mais

FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE AERONÁUTICA. Departamento de Relações Públicas e Comunicação

FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE AERONÁUTICA. Departamento de Relações Públicas e Comunicação Departamento de Relações Públicas e Comunicação Regulamento 1. Do Departamento de Relações Públicas e Comunicação 1.1 Definição 1.2. Constituição 1.3. Articulação e procedimentos 1.4. Local de funcionamento

Leia mais

CONSELHO LOCAL DE ACÇÃO SOCIAL DO CONCELHO DE ODEMIRA

CONSELHO LOCAL DE ACÇÃO SOCIAL DO CONCELHO DE ODEMIRA CONSELHO LOCAL DE ACÇÃO SOCIAL DO CONCELHO DE ODEMIRA REGULAMENTO INTERNO PREÂMBULO A REDE SOCIAL criada pela resolução do Conselho de Ministros nº197/97 de 18 de Novembro e implementada ao abrigo do Programa

Leia mais

ANTE PROJECTO DA PROPOSTA DE LEI DE BASES DO PLANEAMENTO ECONÓMICO E SOCIAL. CAPITULO I Princípios Gerais e Objectivos.

ANTE PROJECTO DA PROPOSTA DE LEI DE BASES DO PLANEAMENTO ECONÓMICO E SOCIAL. CAPITULO I Princípios Gerais e Objectivos. Nota explicativa O actual quadro jurídico do planeamento económico e social, aprovado pela Lei nº 52/II/85, de 10 de Janeiro, encontra-se desactualizado face à nova realidade jurídica, política, económica

Leia mais

Assegurar que o Progress produz resultados

Assegurar que o Progress produz resultados Assegurar que o Progress produz resultados Quadro estratégico para a execução do Progress, programa comunitário para o emprego e a solidariedade social (2007 2013) Comissão Europeia Assegurar que o Progress

Leia mais

LEI N.º /2007 Lei reguladora do Direito Fundamental de Associação Sindical

LEI N.º /2007 Lei reguladora do Direito Fundamental de Associação Sindical LEI N.º /2007 Lei reguladora do Direito Fundamental de Associação Sindical A Assembleia Legislativa decreta, nos termos conjugados dos artigos 27.º, 36.º, 40.º, 43.º e 71.º alínea 1, da Lei Básica da Região

Leia mais

REGULAMENTO DO CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO NOTA JUSTIFICATIVA

REGULAMENTO DO CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO NOTA JUSTIFICATIVA NOTA JUSTIFICATIVA Em conformidade com os poderes regulamentares que lhes são atribuídos pelos artigos 112º n.º 8 e 241º da Lei Constitucional, devem os Municípios aprovar os respectivos regulamentos municipais,

Leia mais

CEF/0910/28031 Relatório preliminar da CAE (Poli) - Ciclo de estudos em funcionamento

CEF/0910/28031 Relatório preliminar da CAE (Poli) - Ciclo de estudos em funcionamento CEF/0910/28031 Relatório preliminar da CAE (Poli) - Ciclo de estudos em funcionamento Caracterização do ciclo de estudos Perguntas A.1 a A.9 A.1. Instituição de ensino superior / Entidade instituidora:

Leia mais