Universidade Federal da Bahia Instituto de Ciências da Saúde Departamento de Biomorfologia Disciplina de Histologia II

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Universidade Federal da Bahia Instituto de Ciências da Saúde Departamento de Biomorfologia Disciplina de Histologia II"

Transcrição

1 Universidade Federal da Bahia Instituto de Ciências da Saúde Departamento de Biomorfologia Disciplina de Histologia II ROTEIRO DE AULAS PRÁTICAS 1º SEMESTRE *** RELAÇÃO DAS LÂMINAS*** Aluno: Turma prática: Colaboradores: Ana Luiza Vilar Guedes Daniel Carvalho Felipe Renê Garcia Gustavo Andrade Tedesqui Igor Teixeira Brito Júlio César de Oliveira Leal Marcella Flores Priscila Fonseca L. Jorge Rachel Oliveira Santos Haine Ramon Campos Nascimento Rodrigo Castro Guimarães Sávio Pastor Tássia Joana Carvalho Lopes Thaynã Souto S. de Santana Vinicius Oliveira Novais Orientação: Prof. Márcio Cajazeira Aguiar Profa. Maria Isabela G. Campos

2 1) MICROSCOPIA E TÉCNICA HISTOLÓGICA BÁSICA 2 Microscópio Óptico (M.O.) - Partes 1. pé 2. braço 3. tubo ou canhão 4. revólver 5. platina 6. charriot 7. parafusos para ajuste macro e/ou micrométrico do foco Óptica Sistema de aumento: - oculares (10x) - objetivas (4x, 10x, 40x, 100x) Sistema de iluminação: - espelho - condensador - diafragma - filtro Observações: 1. A imagem proporcionada pelo M.O. é aumentada, virtual e invertida em relação ao objeto examinado. 2. Calcula-se o aumento da imagem obtida ao M.O. multiplicando-se o valor do aumento da ocular pelo valor do aumento da objetiva. 3. Campo microscópico é a área da preparação que se está observando ao M.O. Quanto maior o aumento da imagem, menor é a abrangência do campo. 4. Em virtude do último item, sempre se inicia a observação ao M.O. com uma combinação de lentes que proporcione o menor aumento, a fim de se ter uma visão panorâmica da região que se quer observar com maior aumento. Manejo do Microscópio 1. Acender a lâmpada do sistema de iluminação. 2. Abrir totalmente o diafragma e colocar o sistema condensador - diafragma na posição mais elevada, pois é aquela que permite melhor iluminação. 3. Movimentar o revólver, colocando em posição a objetiva de menor aumento (4X). 4. Tomar a lâmina com a lamínula para cima e colocá-la na platina, prendendo-a com os grampos. 5. Movimentar o charriot, fazendo com que o preparado fique em baixo da objetiva. 6. Com o parafuso macrométrico, elevar a platina ao máximo, observando que a objetiva não toque na lamínula, pois poderá quebrá-la. 7. Focalizar a preparação para a obtenção de uma imagem nítida, movimentando o parafuso macrométrico e abaixando a platina até que se possa visualizar a imagem. 8. Aperfeiçoar o foco com o parafuso micrométrico. 9. Colocar a região do preparado que se quer ver com maior aumento bem no centro do campo visual da lente. 10. Movimentar o revólver, colocando em posição a objetiva de 10X (aumento médio). 11. Repetir o procedimento do item Para focalizar a nova imagem, repetir o procedimento do item Repetir o item Repetir o item Colocar a objetiva de 40X (maior aumento) em posição e repetir os itens 6, 7 e A objetiva de 100X é chamada de imersão e seu uso será explicado posteriormente.

3 OBSERVAÇÕES IMPORTANTES: 1. A maior parte de nossos microscópios possuem lentes parafocais. Isto significa que, uma vez obtido o foco com a objetiva de menor aumento, basta girar o revólver, colocar a objetiva 10X em posição e acertar o foco apenas com o parafuso micrométrico. 2. Procede-se da mesma forma, ao focalizar a objetiva 40X, desde que a imagem esteja em foco com a objetiva 10X. 3 TÉCNICA PARA OBTENÇÃO DE LÂMINAS (preparados histológicos permanentes) 1. Colheita do material - é a obtenção da peça, por biópsia ou necropsia. 2. Fixação - o tratamento assim denominado visa impedir a destruição das células por suas próprias enzimas (autólise) ou bactérias. Este tratamento é feito imediatamente após a retirada do material (biópsia), ou até antes (fixação por perfusão do animal). A fixação visa ainda endurecer os tecidos, tornando-os mais resistentes e favoráveis às etapas subsequentes da técnica histológica. Resumindo, pode-se dizer que a fixação é o tratamento da peça histológica a fim de que possamos observar ao microscópio os componentes teciduais, com a morfologia e a composição química semelhantes às existentes no ser vivo. A fixação pode ser feita por processos físicos ou químicos. A fixação química, mais usada em Histologia, é feita por fixadores que podem ser simples ou compostos. Como exemplo de fixador simples temos o formol e, de composto, citamos o líquido de Bouin (uma mistura de formol, ácido pícrico e ácido acético). 3. Desidratação - visa retirar a água dos tecidos, a fim de permitir a impregnação da peça com parafina. Para isto, a peça é submetida a banhos sucessivos em álcoois de teor crescente (ex.: álcool a 70%, 80%, 90% e 100%). 4. Diafanização - visa impregnar a peça com um solvente de parafina. O mais usado é o xilol. 5. Impregnação pela parafina fundida - tem a finalidade de permitir a obtenção de cortes suficientemente finos para serem observados ao microscópio. Para isso os tecidos devem ser submetidos a banhos de parafina a 60 C, no interior da estufa. Em estado líquido, a parafina penetra nos tecidos, dando-lhes, depois de solidificada, certa dureza. 6. Inclusão - é a passagem da peça que estava na estufa para um recipiente retangular (forma) contendo parafina fundida que, depois de solidificada à temperatura ambiente, dá origem ao chamado bloco de parafina. A inclusão pode também ser feita com celoidina, gelatina ou resina epóxi, sendo estas últimas usadas para microscopia eletrônica. 7. Microtomia - é a etapa em que se obtém delgadas fatias de peças incluídas na parafina, através de um aparelho chamado micrótomo, que possui navalha de aço. A espessura dos cortes geralmente varia de 5 a 10 µm (micrômetros). (1 µm = 0,001 mm) 8. Extensão - os cortes provenientes da microtomia são enrrugados. Para desfazer estas rugas, são esticados num banho de água a 58 C, e pescados com uma lâmina. Leva-se então, à estufa a 37 C, por 2 horas, para que se dê a colagem do corte à lâmina. 9. Coloração - tem a finalidade de dar contraste aos componentes dos tecidos, tornando-os visíveis e destacados uns dos outros. Para realizá-la, são observados 3 itens:

4 4 a) Eliminação da parafina - por meio de banhos sucessivos em xilol, benzol ou toluol. b) Hidratação - é executada quando o corante utilizado é solúvel em água. Deve ser gradativa, com álcoois de teor decrescente, para evitar o rompimento dos tecidos. c) Coloração - os corantes são compostos químicos com determinados radicais ácidos ou básicos que possuem cor e apresentam afinidade de combinação com estruturas básicas ou ácidas dos tecidos. Rotineiramente, usa-se hematoxilina, corante básico que se liga aos radicais ácidos dos tecidos, e eosina, corante ácido que tem afinidade por radicais básicos dos tecidos. Os componentes que se combinam com corantes ácidos são chamados acidófilos e os componentes que se combinam com corantes básicos são chamados basófilos. Por exemplo, os núcleos das células, onde predominam substâncias ácidas (DNA), são basófilos, ou seja, coram-se pela hematoxilina (corante básico de cor roxa); por sua vez, o citoplasma, onde predominam substâncias básicas (proteínas estruturais), é acidófilo, corando-se pela eosina (corante ácido de cor rosa). 10. Desidratação - visa retirar a água, quando os corantes utilizados forem soluções aquosas, a fim de permitir perfeita visualização dos tecidos, pois a água possui índice de refração diferente do vidro, e ainda prevenir a difusão dos corantes. Para isto usam-se banhos em álcoois de teor crescente. 11. Diafanização - a diafanização é feita com xilol, a fim de tornar os cortes perfeitamente transparentes. 12. Montagem - é a etapa final da técnica histológica, e consiste na colagem da lamínula sobre o corte, com bálsamo do Canadá, que é solúvel em xilol e insolúvel em água. A lamínula impede que haja hidratação do corte pela umidade do ar ambiente, permitindo então que estas lâminas se mantenham estáveis por tempo indefinido. Após a montagem, levam-se as lâminas à estufa para secagem do bálsamo do Canadá.

5 2) TECIDOS EPITELIAIS DE REVESTIMENTO E GLANDULAR 5 LÂMINA M6 Epitélio cilíndrico simples e Glândula exócrina tubulosa simples (junção reto-anal, HE) A mucosa do reto é revestida por células cilíndricas absortivas, pois apresenta uma única camada de células, e estas possuem forma e núcleo alongados (40x). Este epitélio pode também ser chamado de colunar ou prismático simples. Observar que estas células epiteliais são polarizadas (40x), possuindo seus núcleos no pólo basal que é o pólo nutritivo da célula. Abaixo desse epitélio existe a lâmina própria ou córion constituído por tecido conjuntivo frouxo. Na lâmina própria são observadas inúmeras glândulas exócrinas tubulares retas. Cada glândula tem uma única luz tubular reta, dentro da qual os produtos de secreção são liberados (observar que neste espécime a luz das glândulas pode estar obliterada). Cada glândula é um tubo circundado de tecido conjuntivo, que desemboca no epitélio de revestimento. Dentre as células epiteliais que constituem esta glândula, destacam-se as células caliciformes, cuja porção apical do citoplasma não é corada e os núcleos se localizam na porção basal (40x). Nesta preparação as glândulas aparecem em cortes longitudinais (semelhantes a um dedo de luva) e em cortes transversais (aspecto circular). Ainda nesta lâmina, observa-se o epitélio estratificado pavimentoso não queratinizado. Neste existem várias camadas celulares, as células epiteliais justapostas à lâmina basal são cilíndricas ou cúbicas e constituem a camada germinativa ou basal. Acima desta, as camadas intermediárias são formadas por células poligonais ou poliédricas que vão se tornando mais achatadas ao se aproximarem da superfície. Finalmente, as células achatadas da camada mais superficial caracterizam o epitélio denominado pavimentoso. A superfície deste epitélio não está revestida por queratina, por esse motivo é considerado não queratinizado (40x). Lâmina M6 Epitélio simples pavimentoso (junção reto/anal, HE) O tecido conjuntivo apresenta vasos sanguíneos que estão preenchidos por hemácias. Esta estrutura está limitada por uma camada única de células epiteliais com núcleo achatado, ou seja, um epitélio pavimentoso simples, que nos vasos é denominado de endotélio (40x).

6 6 Lâmina J1 Epitélio estratificado pavimentoso queratinizado (pele / nervo periférico, HE) Observa-se um epitélio estratificado, ou seja, várias camadas que recebem nomenclatura específica. Na camada basal as células apresentam morfologia cúbica ou cilíndrica e têm a função germinativa. Em seguida, na camada espinhosa as células assumem forma poligonal com núcleo central. As células pavimentosas mais superficiais constituem a camada granulosa e apresentam grânulos basófilos em seu citoplasma (40x). Externamente, pode-se observar uma espessa camada de material acidófilo e filamentoso, constituída de queratina e denominada camada córnea. LÂMINA C1 - Glândula exócrina túbulo-acinosa composta (glândula mista, HE) Esta glândula é constituída por unidades secretoras em forma de ácinos ou túbulos, por isso é classificada como túbulo-acinosa. Essas unidades secretoras drenam para um sistema de ramificado de ductos, sendo por isso chamada de composta. As unidades secretoras podem ser serosas ou mucosas. As unidades serosas são constituídas por células piramidais, basófilas, com núcleo arredondado localizado no pólo basal, enquanto as unidades mucosas são formadas por células piramidais de citoplasma claro e núcleo achatado no pólo basal (40x). Os ductos excretores apresentam luz ampla e são constituídos por células epiteliais cúbicas ou cilíndricas. Quanto maior o diâmetro do ducto, mais altas são suas células e maior o número de camadas que apresentam. Observar a presença de septos de tecido conjuntivo entre os lóbulos glandulares (4x). QUESTÕES: 1. O que é lâmina basal? 2. Qual a importância da camada basal no epitélio? 3. Dentre as lâminas observadas, justifique a presença da queratina apenas na lâmina de pele. 4. Definir lâmina própria. Qual a sua importância em relação ao epitélio? 5. Qual a diferença entre estroma e parênquima? 6. Diferencie as formas de secreção glandular. 7. Quanto à origem, qual a relação entre epitélio de revestimento e o epitélio glandular?

7 3) TECIDO CONJUNTIVO PROPRIAMENTE DITO E TECIDO ADIPOSO 7 LÂMINA B1 Fibras elásticas (pele, orceína) Para adequada visualização das fibras elásticas o preparado foi corado aqui com orceína. Notar a presença de fibras delgadas, ramificadas e de coloração púrpura. As fibras podem se apresentar em cortes longitudinais ou em cortes transversais (40x). Além disso, nesta lâmina de pele, encontram-se fibras colágenas coradas mais fracamente e mais espessas do que as elásticas, além de pequenos capilares menos conservados. LÂMINA B2 Fibras reticulares (fígado, prata) Essa lâmina de fígado foi corada por sais de prata (impregnação argêntica), evidenciando em negro as fibras reticulares. As outras estruturas não podem ser bem diferenciadas. Observar que elas formam uma rede delicada e emaranhada que sustenta o parênquima hepático e é mais densa na cápsula e nos espaços-porta. Essas fibras podem ser vistas em corte longitudinal ou transversal (40x). LÂMINA B3 Fibras colágenas (pele, HE) A derme da pele fica adjacente à epiderme e é dividida em 2 zonas: derme papilar, mais superficial e delgada, e derme reticular, mais profunda e extensa (4x). A derme papilar, imediatamente abaixo da epiderme, é constituída de tecido conjuntivo frouxo, sem predominância de componentes, e no qual as fibras colágenas se dispõem em filamentos finos acidófilos, dando ao tecido um aspecto delicado e homogêneo. As células mais comuns são os fibroblastos, identificados pelos núcleos basófilos e alongados (40x). Na derme reticular há predominância das fibras colágenas que se organizam em feixes grossos acidófilos dispostos em todas as direções, por isso esse tecido é denominado de denso não modelado. Este tecido é menos celularizado e tem um aspecto mais grosseiro se for comparado ao conjuntivo frouxo da derme papilar. As células mais freqüentes também são os fibroblastos. É importante ressaltar que as fibras elásticas também estão presentes neste tecido conjuntivo, apesar de não serem

8 8 identificadas nos preparados de pele corados com HE. Abaixo da derme reticular, encontra-se a hipoderme constituída, sobretudo de tecido adiposo unilocular (4x). LÂMINA B4 Tecido conjuntivo denso modelado (tendão, HE) Observa-se na lâmina um tecido conjuntivo cujo componente predominante são as fibras colágenas, daí a sua classificação como denso. Essas fibras são acidófilas e estão dispostas em feixes paralelos. Esta organização deve-se a resposta do tecido às trações exercidas sobre ele. Note que o longo eixo das fibras acompanha o longo eixo dos núcleos dos fibroblastos que se encontram corados pela hematoxilina. A morfologia desses núcleos pode variar de ovóide (células ativas) a alongada (células pouco ativas), sendo neste caso classificado como fibrócito (40x). QUESTÕES: 1- Diferencie ultra-estruturalmente o fibrócito do fibroblasto ativo. 2- Qual a função das fibras elásticas na derme da pele? 3- Qual a diferença funcional entre derme papilar e reticular? 4- Qual a função das fibras reticulares e cite 2 outros órgãos onde podem ser encontradas.

9 4) TECIDO CARTILAGINOSO E ÓSSEO 9 LÂMINA E1 Cartilagem hialina (HE) Esta lâmina possui vários cortes de cartilagem hialina (4x). Cada corte é envolvido pelo pericôndrio, no qual observam-se os condroblastos. Adjacente ao pericôndrio, observa-se a matriz cartilaginosa basófila, contendo condrócitos no interior de lacunas (40x). Estes não preenchem totalmente a lacuna devido à retração que sofrem durante a preparação histológica. Notar também os grupos isógenos localizados principalmente no centro da matriz cartilaginosa. Circundando os condrócitos existe uma zona estreita e bem basófila, denominada impropriamente de cápsula. A matriz territorial é diferenciada da matriz interterritorial pelo fato da primeira se apresentar com maior basofilia e estar circundando condrócitos de um mesmo grupo isógeno. LÂMINA E3 Fibrocartilagem (HE) Possuindo características intermediárias entre a cartilagem hialina e o tecido conjuntivo denso, a fibrocartilagem apresenta feixes de fibras colágenas, acidófilas, orientadas na direção das tensões funcionais e substância fundamental escassa exceto próximo às lacunas, onde há maior quantidade de proteoglicanas (região mais basófila). Os condrócitos estão dispersos na matriz, no interior das lacunas e se apresentam isoladamente ou em raros grupos isógenos (40x). Nesse tecido não há pericôndrio. LÂMINA D1- Osso (desmineralizado, HE) A técnica de desmineralização permite somente a visualização da parte orgânica do osso. Neste corte observam-se inúmeras trabéculas de osso esponjoso, delimitando espaços que estão preenchidos pela medula óssea. Sua matriz de aspecto acidófilo comporta inúmeras lacunas com células de morfologia amendoada denominadas de osteócitos. Os osteoblastos e os osteoclastos, células transitórias, não podem ser vistos nessa lâmina. Notar a presença dos sistemas de Havers com lamelas concêntricas ao redor do canal de Havers.

10 10 Ainda nesta lâmina é possível observar o tecido adiposo unilocular que constitui a medula óssea amarela. Os adipócitos são células grandes, esféricas que apresentam os núcleos achatados na periferia, devido à presença de uma única gotícula lipídica, dissolvida durante o processamento histológico (40x). Entre as células existe um tecido conjuntivo frouxo vascularizado, porém só é possível visualizar os vasos maiores contendo hemácia acidófilas (40x). QUESTÕES: 1. Conceitue grupos isógenos. 2. Diferencie a fibrocartilagem do tecido conjuntivo denso. 3. Defina matriz osteóide.

11 5) TECIDO MUSCULAR 11 LÂMINA H1 Músculo esquelético (Língua, HE) Subjacente ao tecido conjuntivo observa-se o tecido muscular esquelético. As fibras musculares estão envolvidas por uma bainha de tecido conjuntivo, o endomísio que é de difícil visualização, enquanto que o perimísio, mais visível, reveste cada feixe de fibras (10X). Cabe notar a presença de amplos espaços endomisiais devido à retração do tecido durante o preparo histológico. Em corte longitudinal, observam-se células alongadas, cilíndricas, não ramificadas, multinucleadas e com estriações transversais que aparecem como linhas escuras e claras intercaladas, características da organização das miofibrilas (40X). Em corte transversal, as mesmas assumem um formato poliédrico com núcleos periféricos. LÂMINA H2 Músculo cardíaco (HE) Neste tecido o músculo pode ser observado em 2 cortes: longitudinal e transversal (10X). No primeiro, as fibras musculares se dispõem em uma rede resultante de anastomoses irregulares, apresentam um ou dois núcleos ovóides, estriações transversais e discos intercalares, (40X). Em corte transversal, percebe-se a morfologia irregular das fibras com núcleos esféricos centralmente localizados. Pode-se observar também a presença de tecido conjuntivo intensamente vascularizado. LÂMINA H3 Músculo liso (HE) Neste corte de músculo liso, as fibras musculares aparecem tanto cortadas longitudinalmente quanto transversalmente (10X). Em cortes longitudinais, percebe-se o formato fusiforme da fibra muscular lisa com núcleo único e central, sem a presença de estrias transversais. Em cortes transversais, as células musculares lisas apresentam-se como estruturas circulares ou poligonais com núcleo central. A depender da região onde a célula foi cortada, o núcleo pode apresentar diâmetros variados ou mesmo não ser observado. QUESTÕES: 1. Cite 2 locais onde pode ser encontrado o músculo liso 2. Porque são observadas as estriações transversais nas fibras musculares esqueléticas? 3. No que consistem os discos intercalares do músculo cardíaco?

12 6) TECIDO NERVOSO 12 LÂMINA I2 Cérebro (HE) É importante ressaltar a diferença entre as células da neuroglia e os corpos celulares dos neurônios. Nos neurônios nota-se o corpo celular, contendo núcleo esférico, grande e claro com nucléolo evidente. As células da neuroglia possuem núcleo pequeno e bem corado. Na superfície do córtex cerebral observa-se a presença de um tecido conjuntivo muito vascularizado revestido por células achatadas. Essa camada constitui a meninge mais interna a pia-máter. Note a presença de um ventrículo revestido por uma camada de células ependimárias com morfologia cúbica achatada, citoplasma pouco corado e presença de cílios que proporcionam o movimento do LCR. No interior do ventrículo observa-se o plexo coróide constituído por dobras da pia-máter (tecido conjuntivo frouxo) revestidas por células ependimárias produtoras do LCR, que se apresentam com aspecto globoso, citoplasma acidófilo e núcleo basófilo (40x). LÂMINA I1 Cerebelo (HE) Nesta lâmina pode-se observar córtex cerebelar (substância cinzenta) que forma uma série de pregas profundas sustentadas por uma medula central de substância branca (4x). O córtex cerebelar é constituídos por 3 camadas descritas a seguir. A camada molecular é a mais externa e composta por numerosas fibras amielínicas (acidófilas), alguns núcleos de células da glia (menores e basófilos) e alguns núcleos de neurônios (maiores e mais claros, com nucléolo bem evidente) (40X). Abaixo, encontra-se a camada de células de Purkinje, constituída por neurônios de pericários grandes dispostos em uma fileira única. Estas células apresentam dendritos ramificados que se estendem para a camada molecular. Entre a camada de Purkinje e a substância branca, observa-se a camada granular, rica em células granulosas, que são os menores neurônios do corpo humano. O córtex cerebelar é sustentado por uma medula central de substância branca que é formada por fibras mielínicas (acidófilas) e células da glia. Notar que acima da camada molecular, aparece a pia-máter. LÂMINA J1 Nervo periférico (HE)

13 LÂMINA J1 Nervo periférico (HE) 13 Os feixes nervosos cortados longitudinalmente se caracterizam pelo trajeto ondulado das fibras nervosas acidófilas, não sendo possível diferenciá-las das fibras colágenas do endoneuro. Observam-se ainda núcleos de células de Schwann (mais ovóides) e núcleos de fibroblastos (mais basófilos e achatados). Em volta de cada feixe nervoso, nota-se a presença de uma bainha de várias camadas de células justapostas, o perineuro. Nos feixes nervosos cortados transversalmente, o perineuro também é visível. Nesse corte, os axônios são vistos como pontos acidófilos irregulares podendo ou não estar circundado por uma área clara (referente à bainha de mielina perdida durante o processamento histológico) e mais externamente por um pequeno anel acidófilo (referente ao limite citoplasmático da célula de Schwann). QUESTÕES: 1. Qual o significado do aspecto ondulado das fibras nervosas cortadas longitudinalmente? 2. No que consiste o LCR e qual a sua função? 3. Porque os neurônios apresentam nucléolo evidente?

Vasconcelos, DFP. Roteiro para Aula Prática de Histologia Básica. www.institutododelta.com.br

Vasconcelos, DFP. Roteiro para Aula Prática de Histologia Básica. www.institutododelta.com.br Como citar este documento: Vasconcelos, DFP. Roteiro para Aula Prática de Histologia Básica. Disponível em:, acesso em: (coloque a data aqui). ROTEIRO PARA AULA PRÁTICA DE HISTOLOGIA BÁSICA Roteiro de

Leia mais

1. Classificação dos tecidos conjuntivos propriamente dito. Tecido conjuntivo frouxo areolar

1. Classificação dos tecidos conjuntivos propriamente dito. Tecido conjuntivo frouxo areolar Material: esôfago Técnica: HE 1. Classificação dos tecidos conjuntivos propriamente dito Tecido conjuntivo frouxo areolar Observação com aumento total de 100x: Observe que o esôfago apresenta uma luz irregular

Leia mais

ATLAS DE CITOLOGIA E HISTOLOGIA VETERINÁRIA I. Dra. Madalena Monteiro Doutor Pedro Faísca

ATLAS DE CITOLOGIA E HISTOLOGIA VETERINÁRIA I. Dra. Madalena Monteiro Doutor Pedro Faísca ATLAS DE CITOLOGIA E HISTOLOGIA VETERINÁRIA I Dra. Madalena Monteiro Doutor Pedro Faísca EPITÉLIOS DE REVESTIMENTO 1- PARTICULARIDADES DO TECIDO EPITELIAL 1.1- Membrana basal 1.2- Especializações da membrana

Leia mais

Roteiro para acompanhamento das aulas práticas de Histologia

Roteiro para acompanhamento das aulas práticas de Histologia Departamento de Morfologia do Instituto de Ciências Biológicas Disciplina de Histologia e Embriologia VI 1º período de Medicina Professor Lúcio Henrique de Oliveira Roteiro para acompanhamento das aulas

Leia mais

EPITELIAL CONJUNTIVO MUSCULAR NERVOSO

EPITELIAL CONJUNTIVO MUSCULAR NERVOSO www.iaci.com.br BIOLOGIA Iaci Belo EPITELIAL CONJUNTIVO MUSCULAR NERVOSO Células justapostas com pouco material intercelular Ausência de vasos sanguíneos ou nervos Funções de revestimento e secreção NARINAS

Leia mais

COMO SURGEM OS TECIDOS

COMO SURGEM OS TECIDOS TECIDO EPITELIAL COMO SURGEM OS TECIDOS Nos seres de reprodução sexuada, que constituem a maioria dos organismos, todas as células surgem a partir de uma única célula, a célula-ovo. Esta sofre divisões

Leia mais

Diversas funções no organismo: revestimento, absorção, secreção. Tecido epitelial e tecido conjuntivo. Prof. Mauro. Quanto ao formato da célula:

Diversas funções no organismo: revestimento, absorção, secreção. Tecido epitelial e tecido conjuntivo. Prof. Mauro. Quanto ao formato da célula: TECIDO EPITELIAL Diversas funções no organismo: revestimento, absorção, secreção. Tecido epitelial e tecido conjuntivo Característica principal: Células justapostas, permitindo a existência de pouco material

Leia mais

Anatomia da pele. Prof. Dr. Marcos Roberto de Oliveira. marcos.oliveira@fadergs.edu.br

Anatomia da pele. Prof. Dr. Marcos Roberto de Oliveira. marcos.oliveira@fadergs.edu.br Anatomia da pele Prof. Dr. Marcos Roberto de Oliveira marcos.oliveira@fadergs.edu.br SISTEMA TEGUMENTAR: PELE E FÁSCIA Funções: proteção regulação térmica sensibilidade Sua espessura varia de 0.5mm nas

Leia mais

Faculdade de Ciências Médicas Universidade Nova de Lisboa

Faculdade de Ciências Médicas Universidade Nova de Lisboa Sangue Nesta lâmina observa-se um esfregaço de sangue, que constitui um tipo de tecido conjuntivo fluído constituído por células emersas em matriz extracelular plasma. O plasma é uma solução aquosa de

Leia mais

Tecido Conjuntivo. Tecido Conjuntivo

Tecido Conjuntivo. Tecido Conjuntivo Tecido Conjuntivo Tecido com diversos tipos de células c separadas por abundante material intercelular sintetizado por elas. - Origem: mesênquima (derivado do mesoderma); conjuntivo Coloração depende muito

Leia mais

ORIGEM: TECIDO CONJUNTIVO

ORIGEM: TECIDO CONJUNTIVO ORIGEM: TECIDO CONJUNTIVO TECIDO EPITELIAL MUITAS CÉLULAS; CÉLULAS JUSTAPOSTAS; POUCA OU NENHUMA SUBSTÂNCIA INTERCELULAR; FORMADO POR UMA OU VÁRIAS CAMADAS DE CÉLULAS; NÃO POSSUI FIBRAS; É AVASCULARIZADO;

Leia mais

Prof. Rita Martins rita.martins@ibmr.br

Prof. Rita Martins rita.martins@ibmr.br Prof. Rita Martins rita.martins@ibmr.br Classificação: A. Tecidos conjuntivos embrionários: 1- Tecido Conjuntivo Mesenquimal (mesênquima) 2- Tecido Conjuntivo Mucoso B. Tecidos conjuntivos propriamente

Leia mais

C O NJUNTIVO D I C E T

C O NJUNTIVO D I C E T C NJUNTIVO TECIDO ORIGEM EMBRIONÁRIA Mesoderma OBS.: Os tecidos conjuntivos da cabeça se originam das células das cristas neurais (neuroectoderma). CARACTERISTICAS MORFOLÓGICAS Formado por inúmeros tipos

Leia mais

VISITA DIRIGIDA AO LABORATÓRIO DE HISTOTECNOLOGIA

VISITA DIRIGIDA AO LABORATÓRIO DE HISTOTECNOLOGIA VISITA DIRIGIDA AO LABORATÓRIO DE HISTOTECNOLOGIA MÉTODOS DE OBTENÇÃO DE PREPARAÇÕES HISTOLÓGICAS 01- COLHEITA DE MATERIAL Fragmentos de órgãos e tecidos a serem processados devem ser obtidos imediatamente

Leia mais

TECIDOS EPITELIAIS DE REVESTIMENTO. 2. Tecido epitelial pseudoestratificado cilíndrico ciliado. Material: Traquéia.

TECIDOS EPITELIAIS DE REVESTIMENTO. 2. Tecido epitelial pseudoestratificado cilíndrico ciliado. Material: Traquéia. TECIDOS EPITELIAIS DE REVESTIMENTO 1. Tecido epitelial cilíndrico simples a) Intestino delgado b) vesícula biliar 2. Tecido epitelial pseudoestratificado cilíndrico ciliado. Material: Traquéia. 3. Tecido

Leia mais

ANATOMIA E FISIOLOGIA. Renata Loretti Ribeiro Enfermeira Coren/SP 42883

ANATOMIA E FISIOLOGIA. Renata Loretti Ribeiro Enfermeira Coren/SP 42883 ANATOMIA E FISIOLOGIA Renata Loretti Ribeiro Enfermeira Coren/SP 42883 Renata Loretti Ribeiro - Enfermeira 2 DEFINIÇÕES Anatomia é a ciência que estuda, macro e microscopicamente, a constituição e o desenvolvimento

Leia mais

Histologia Animal. Prof. Milton

Histologia Animal. Prof. Milton Histologia Animal Prof. Milton Origem: Ectoderme Tecido Epitelial Características Gerais: Células justapostas Células poliédricas Células lábeis ( E! ) Ausência de substância Intersticial ( Matriz ) Avascular

Leia mais

INSTITUTO DOM FERNANDO GOMES APOSTILA DE BIOLOGIA (IV UNIDADE)

INSTITUTO DOM FERNANDO GOMES APOSTILA DE BIOLOGIA (IV UNIDADE) INSTITUTO DOM FERNANDO GOMES ALUNO (A): PROFESSOR (A): Rubiana SÉRIE: 9ºano APOSTILA DE BIOLOGIA (IV UNIDADE) Histologia é a ciência que estuda os tecidos do corpo humano, sua anatomia microscópica e sua

Leia mais

Técnica Básicas para Análises de Células e Tecidos

Técnica Básicas para Análises de Células e Tecidos Técnica Básicas para Análises de Células e Tecidos Visão panorâmica da célula Algumas grandezas... 1km 1.000m 1m 100 cm 1cm 10 mm 1mm 1000 m 1 m 1000 nm 1Å (Angstron) 10-10 m 1 Visão panorâmica da célula

Leia mais

SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA/SECRETARIA DE EDUCAÇÃO POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE GOIÁS COMANDO DE ENSINO POLICIAL MILITAR

SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA/SECRETARIA DE EDUCAÇÃO POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE GOIÁS COMANDO DE ENSINO POLICIAL MILITAR SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA/SECRETARIA DE EDUCAÇÃO POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE GOIÁS COMANDO DE ENSINO POLICIAL MILITAR COLÉGIO DA POLÍCIA MILITAR SARGENTO NADER ALVES DOS SANTOS SÉRIE/ANO: 1ª TURMA(S):

Leia mais

BIOLOGIA HISTOLOGIA ANIMAL

BIOLOGIA HISTOLOGIA ANIMAL ANIMAL Módulo 12 Página 15 à 36 FECUNDAÇÃO -Mórula = células iguais (células tronco) DIFERENCIAÇÃO TECIDOS FECUNDAÇÃO -Mórula = células iguais (células tronco) DIFERENCIAÇÃO TECIDOS TECIDOS = Conjunto

Leia mais

TECIDO CONJUNTIVO. Embrionário. - Conjuntivo Propriamente Dito. - Especializados - Cartilaginoso - Ósseo - Sanguineo

TECIDO CONJUNTIVO. Embrionário. - Conjuntivo Propriamente Dito. - Especializados - Cartilaginoso - Ósseo - Sanguineo TECIDO CONJUNTIVO Embrionário - Conjuntivo Propriamente Dito - Especializados - Cartilaginoso - Ósseo - Sanguineo Origem Embrionária Mesoderma Células Mesenquimais Funções Gerais Fornecer suporte estrutural

Leia mais

EXERCÄCIOS DE HISTOLOGIA. 1- (PUC-2006) Associe o tipo de tecido animal Å sua correlaçéo:

EXERCÄCIOS DE HISTOLOGIA. 1- (PUC-2006) Associe o tipo de tecido animal Å sua correlaçéo: EXERCÄCIOS DE HISTOLOGIA 1- (PUC-2006) Associe o tipo de tecido animal Å sua correlaçéo: 1) Tecido Ñsseo compacto 2) Tecido Ñsseo esponjoso 3) Cartilagem hialina 4) Cartilagem elöstica 5) Cartilagem fibrosa

Leia mais

Grupo de células que, em geral, tem umaorigem embrionária comum e atuam juntas para executar atividades especializadas

Grupo de células que, em geral, tem umaorigem embrionária comum e atuam juntas para executar atividades especializadas UNIVERSIDADE DE CUIABÁ NÚCLEO DE DISCIPLINAS INTEGRADAS DISCIPLINA: CIÊNCIAS MORFOFUNCIONAIS I Considerações Gerais sobre HISTOLOGIA Professores: Ricardo, Lillian, Darléia e Clarissa UNIVERSIDADE DE CUIABÁ

Leia mais

Nome: _. Turma: 1º módulo _. CEDUP Curso Técnico em Análises Clínicas Disciplina: Histologia Módulo I Professora Giseli Trento Andrade e Silva

Nome: _. Turma: 1º módulo _. CEDUP Curso Técnico em Análises Clínicas Disciplina: Histologia Módulo I Professora Giseli Trento Andrade e Silva 1 Histologia CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL ABÍLIO PAULO CRICIÚMA SC CURSO: TÉCNICO EM ANÁLISES CLÍNICAS DISCIPLINA: HISTOLOGIA - MÓDULO I OBJETIVO GERAL Conhecer os tecidos para estabelecer relações

Leia mais

SISTEMA MÚSCULO ESQUELÉTICO. Enf. Thais Domingues

SISTEMA MÚSCULO ESQUELÉTICO. Enf. Thais Domingues SISTEMA MÚSCULO ESQUELÉTICO Enf. Thais Domingues SISTEMA MÚSCULO ESQUELÉTICO Composto de ossos, músculos, cartilagem, ligamentos e fáscia, proporcionando ao corpo, com sua armação estrutural uma caixa

Leia mais

ESTUDO DOS TECIDOS ANIMAIS

ESTUDO DOS TECIDOS ANIMAIS TECIDO CONJUNTIVO células pouco numerosas e bastante espaçadas Substância intercelular composição varia de acordo com o tipo de tecido, ex: derme: há uma substância gelatinosa que dá resistência e elasticidade

Leia mais

DISCIPLINA BIOLOGIA APLICADA ESCOLA NOVAERENSE

DISCIPLINA BIOLOGIA APLICADA ESCOLA NOVAERENSE DISCIPLINA BIOLOGIA APLICADA ESCOLA NOVAERENSE Prof. Thais Regina Silva Domingues DISCIPLINA BIOLOGIA APLICADA ESCOLA NOVAERENSE Thais Regina Silva Domingues Enfermeira da Estratégia Saúde da Família Pós-Graduanda

Leia mais

Introdução à Biologia Celular, Histologia e Embriologia e seus métodos de estudo

Introdução à Biologia Celular, Histologia e Embriologia e seus métodos de estudo Morfologia Biologia Celular, Histologia e Embriologia Docentes Prof. Dr. Cesar Martins: cmartins@ibb.unesp.br Prof. Dr. Cláudio Oliveira Prof. Dr. Rafael H Nóbrega Introdução à Biologia Celular, Histologia

Leia mais

Embriogênese (parte II) Histologia animal (parte I) Natália A. Paludetto nataliaapaludetto@gmail.com

Embriogênese (parte II) Histologia animal (parte I) Natália A. Paludetto nataliaapaludetto@gmail.com Embriogênese (parte II) Histologia animal (parte I) Natália A. Paludetto nataliaapaludetto@gmail.com Anteriormente... Zigoto Mórula Blástula Gástrula Neurula Organogênese Anexos embrionários Gêmeos Dos

Leia mais

Osteologia. Estudo da estrutura dos ossos oste = osso; logia = estudo de

Osteologia. Estudo da estrutura dos ossos oste = osso; logia = estudo de Osteologia Estudo da estrutura dos ossos oste = osso; logia = estudo de Ossos Ossos são orgãos esbranquiçados, muito duros, que unindo-se aos outros por meio de junturas ou articulações, constituem o esqueleto.

Leia mais

Histologia do Tecido Muscular

Histologia do Tecido Muscular Histologia do Tecido Muscular Vera Regina Andrade, 2014 Células ou fibras alongadas possuem proteínas contráteis Com capacidade de contração e distensão, proporcionando os movimentos corporais Três tipos

Leia mais

CAPÍTULO 6 TECIDO MUSCULAR

CAPÍTULO 6 TECIDO MUSCULAR CAPÍTULO 6 TECIDO MUSCULAR 1 Características Histológicas O tecido muscular é constituído por células alongadas que possuem grande quantidade de filamentos citoplasmáticos com proteínas contráteis. Esse

Leia mais

Prof Thiago Scaquetti de Souza

Prof Thiago Scaquetti de Souza Prof Thiago Scaquetti de Souza SISTEMA RESPIRATÓRIO HUMANO Funções e anatomia O sistema respiratório humano possui a função de realizar as trocas gasosas (HEMATOSE). Esse sistema é composto pelas seguintes

Leia mais

HISTOLOGIA. Folículos ovarianos

HISTOLOGIA. Folículos ovarianos HISTOLOGIA No ovário identificamos duas porções distintas: a medula do ovário, que é constituída por tecido conjuntivo frouxo, rico em vasos sangüíneos, célula hilares (intersticiais), e a córtex do ovário,

Leia mais

Histologia Animal. multicelularidade. tecido. parazoários eumetazoários. conjunto de células afins que atuam no desempenho de uma determinada função.

Histologia Animal. multicelularidade. tecido. parazoários eumetazoários. conjunto de células afins que atuam no desempenho de uma determinada função. Histologia Animal multicelularidade parazoários eumetazoários tecido conjunto de células afins que atuam no desempenho de uma determinada função. Histologia Animal Nos vertebrados, quatro tipos principais:

Leia mais

Tecido Conjuntivo. Histologia Geral Msc. Rafael Quirino Moreira

Tecido Conjuntivo. Histologia Geral Msc. Rafael Quirino Moreira Tecido Conjuntivo Histologia Geral Msc. Rafael Quirino Moreira Tecido Conjuntivo Estabelecimento e manutenção da forma do corpo Papel conferido pela Matriz Extracelular MEC principal constituinte do Tecido

Leia mais

Características: Células alongadas e grande quantidade de filamentos contráteis; Origem mesodérmica;

Características: Células alongadas e grande quantidade de filamentos contráteis; Origem mesodérmica; Características: Células alongadas e grande quantidade de filamentos contráteis; Origem mesodérmica; Características: Tipos: Músculo estriado esquelético; Músculo estriado cardíaco; Músculo liso; Músculo

Leia mais

Seleção para Monitoria em Histologia / GABARITO

Seleção para Monitoria em Histologia / GABARITO FEPECS Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde ESCS - Escola Superior de Ciências da Saúde Seleção para Monitoria em Histologia / GABARITO Data: 14 de abril de 2015 Estudante / matrícula: 1.

Leia mais

Sistema Tegumentar. Arquitetura do Tegumento. Funções do Sistema Tegumentar Proteção 09/03/2015

Sistema Tegumentar. Arquitetura do Tegumento. Funções do Sistema Tegumentar Proteção 09/03/2015 Sistema Tegumentar Sistema Tegumentar É constituído pela pele, tela subcutânea e seus anexos cutâneos Recobre quase toda superfície do corpo Profa Elaine C. S. Ovalle Arquitetura do Tegumento Funções do

Leia mais

TECIDO MUSCULAR. Nesse aumento observa-se fibras musculares lisas em corte longitudinal e em corte transversal.

TECIDO MUSCULAR. Nesse aumento observa-se fibras musculares lisas em corte longitudinal e em corte transversal. TECIDO MUSCULAR 1. Tecido Muscular Liso Material: Bexiga Técnica: HE Observação com aumento total de 100x: Na bexiga encontramos a mucosa com epitélio de transição ou polimorfo e tecido conjuntivo. Abaixo

Leia mais

20/10/2014. TECIDO CONJUNTIVO ou CONECTIVO

20/10/2014. TECIDO CONJUNTIVO ou CONECTIVO TECIDO CONJUNTIVO ou CONECTIVO Poucas células, encontram-se separadas; Presença de grande quantidade de substância intercelular; Substância intercelular ou matriz extracelular Substância fundamental amorfa:

Leia mais

Tecido Conjuntivo. Prof Leonardo M. Crema

Tecido Conjuntivo. Prof Leonardo M. Crema Tecido Conjuntivo Prof Leonardo M. Crema Variedades de Tecido Conjuntivo Propriamente dito (frouxo, denso modelado e não modelado) Com propriedades especiais (tecido elástico, reticular, adiposo, mielóide,

Leia mais

fibras musculares ou miócitos

fibras musculares ou miócitos Os tecidos musculares são de origem mesodérmica e relacionam-se com a locomoção e outros movimentos do corpo, como a contração dos órgãos do tubo digestório, do coração e das artérias. As células dos tecidos

Leia mais

Tecido conjuntivo 1º ano Pró Madá Componentes da matriz extracelular A matriz é uma massa amorfa, de aspecto gelatinoso e transparente. É constituída principalmente por água e glicoproteínas e uma parte

Leia mais

Níveis de organização do corpo humano - TECIDOS. HISTOLOGIA = estudo dos tecidos

Níveis de organização do corpo humano - TECIDOS. HISTOLOGIA = estudo dos tecidos Níveis de organização do corpo humano - TECIDOS HISTOLOGIA = estudo dos tecidos TECIDOS Grupos de células especializadas, semelhantes ou diferentes entre si, e que desempenham funções específicas. Num

Leia mais

Aula3 TECIDO CONJUNTIVO. Shirlei Octacílio da Silva

Aula3 TECIDO CONJUNTIVO. Shirlei Octacílio da Silva Aula3 TECIDO CONJUNTIVO META Apresentar, de forma completa, porém didática, todos os elementos que formam o tecido conjuntivo, de forma que o aluno possa entender que as diferentes proporções destes elementos

Leia mais

Histologia animal. Equipe de Biologia

Histologia animal. Equipe de Biologia Histologia animal Equipe de Biologia Tipos de tecidos animais Tecidos epiteliais Tecidos conjuntivos Tecidos musculares http://www.simbiotica.org/tecidosanimal.htm Tecido nervoso Tecidos epiteliais Apresenta

Leia mais

OS SENTIDOS: O TATO, O PALADAR, O OLFATO, A AUDIÇÃO E A VISÃO PROF. ANA CLÁUDIA PEDROSO

OS SENTIDOS: O TATO, O PALADAR, O OLFATO, A AUDIÇÃO E A VISÃO PROF. ANA CLÁUDIA PEDROSO OS SENTIDOS: O TATO, O PALADAR, O OLFATO, A AUDIÇÃO E A VISÃO PROF. ANA CLÁUDIA PEDROSO ATRAVÉS DOS SENTIDOS TEMOS A CAPACIDADE DE PERCEBER O AMBIENTE EXTERNO AO NOSSO ORGANISMO. ISSO É POSSÍVEL DEVIDO

Leia mais

Processo de Consolidação das Fraturas Consolidação Óssea

Processo de Consolidação das Fraturas Consolidação Óssea André Montillo UVA Processo de Consolidação das Fraturas Consolidação Óssea O Tecido ósseo é o único que no final de sua cicatrização originará tecido ósseo verdadeiro e não fibrose como os demais tecidos

Leia mais

BIOLOGIA SISTEMA RESPIRATÓRIO HUMANO

BIOLOGIA SISTEMA RESPIRATÓRIO HUMANO BIOLOGIA Prof. Helder SISTEMA RESPIRATÓRIO HUMANO 1. Anatomia do Sistema Respiratório O oxigênio do ar deve chegar aos alvéolos e passar para o sangue, fazendo o gás carbônico o caminho inverso. O caminho

Leia mais

TECIDO MUSCULAR CARACTERÍSTICAS

TECIDO MUSCULAR CARACTERÍSTICAS TECIDO MUSCULAR CARACTERÍSTICAS O tecido muscular é formado por células alongadas ricas em filamentos (miofibrilas), denominadas fibras musculares. Essas células tem origem mesodérmica e são muito especializadas

Leia mais

TECIDO CONJUNTIVO HISTOLOGIA

TECIDO CONJUNTIVO HISTOLOGIA TECIDO CONJUNTIVO HISTOLOGIA CARACTERÍSTICAS GERAIS: - Unem e sustentam outros tecidos - Não apresentam células justapostas - Possuem vários tipos de células - Possuem matriz intercelular material gelatinoso

Leia mais

Organismo. Sistemas. Órgãos. Tecidos. Células

Organismo. Sistemas. Órgãos. Tecidos. Células Organismo Sistemas Órgãos Tecidos Células Histologia animal O ramo da ciência que estuda os tecidos é a Histologia (histo= tecido; logia=estudo). A célula-ovo contém toda a informação genética do futuro

Leia mais

HISTOFISIOLOGIA SISTEMA URINÁRIO

HISTOFISIOLOGIA SISTEMA URINÁRIO HISTOFISIOLOGIA SISTEMA URINÁRIO Daniela Brum Anatomia do Sistema Urinário Rins Ureteres Bexiga Uretra Sistema Urinário - Funções Filtrar o sangue removem, armazenam e transportam produtos residuais meio

Leia mais

TECIDO CARTILAGINOSO. Observação com aumento total de 40x: Na mesma lâmina apareceu os dois órgãos traquéia e esôfago.

TECIDO CARTILAGINOSO. Observação com aumento total de 40x: Na mesma lâmina apareceu os dois órgãos traquéia e esôfago. TECIDO CARTILAGINOSO 1)Tecido Cartilaginoso Hialino Material: Traquéia Técnica: Hematoxilina e Eosina (HE) Observação com aumento total de 40x: Na mesma lâmina apareceu os dois órgãos traquéia e esôfago.

Leia mais

Sistema Respiratório

Sistema Respiratório Sistema Respiratório Características Gerais Funções: Condução e troca de gases Funções protetoras - ar seco umidificado por secreções glandulares e material particulado Fonação Olfação Regulação da temperatura

Leia mais

1. o ANO ENSINO MÉDIO PROF.ª SABRINA ARAÚJO PROF.ª SARAH SANTOS

1. o ANO ENSINO MÉDIO PROF.ª SABRINA ARAÚJO PROF.ª SARAH SANTOS 1. o ANO ENSINO MÉDIO PROF.ª SABRINA ARAÚJO PROF.ª SARAH SANTOS Unidade IV Estudo dos tecidos. 2 Aula 13.1 Conteúdo Tecido Conjuntivo I. 3 Habilidade Conhecer as características e as funções do tecido

Leia mais

Tecido Epitelial Glandular

Tecido Epitelial Glandular Tecido Epitelial Glandular Revestimento Glandular Tecido epitelial É constituído por células epiteliais especializadas na atividade de secreção As moléculas a serem secretadas são armazenadas em grânulos

Leia mais

TECIDOS. 1º ano Pró Madá

TECIDOS. 1º ano Pró Madá TECIDOS 1º ano Pró Madá CARACTERÍSTICAS GERAIS Nos animais vertebrados há quatro grandes grupos de tecidos: o muscular, o nervoso, o conjuntivo(abrangendo também os tecidos ósseo, cartilaginoso e sanguíneo)

Leia mais

SISTEMA DIGESTÓRIO. Prof. Dr. José Gomes Pereira

SISTEMA DIGESTÓRIO. Prof. Dr. José Gomes Pereira SISTEMA DIGESTÓRIO Prof. Dr. José Gomes Pereira SISTEMA DIGESTÓRIO Glândulas Anexas Salivares Fígado Pâncreas exócrino Vesícula biliar I. Glândulas Salivares 1. Considerações Gerais Origem: ectodérmica

Leia mais

HISTOLOGIA TECIDOS BÁSICOS: TECIDO EPITELIAL DE REVESTIMENTO TECIDO EPITELIAL GLANDULAR

HISTOLOGIA TECIDOS BÁSICOS: TECIDO EPITELIAL DE REVESTIMENTO TECIDO EPITELIAL GLANDULAR HISTOLOGIA TECIDOS BÁSICOS: TECIDO EPITELIAL DE REVESTIMENTO TECIDO EPITELIAL GLANDULAR TECIDO CONJUNTIVO PROPRIAMENTE DITO TECIDO CONJUNTIVO DE PROPRIEDADES ESPECIAIS TECIDO CONJUNTIVO ESPECIALIZADO TECIDO

Leia mais

Citologia. Estudo das células. Luceni Bortolatto

Citologia. Estudo das células. Luceni Bortolatto Citologia Estudo das células Luceni Bortolatto Propriedades da células Membrana plasmática Proteínas Citoplasma, constituído por organóides e hialoplasma (ou citosol) núcleo Membrana Plasmática Pequena

Leia mais

Anatomia do Periodonto. Por Carlos Marcelo da Silva Figueredo,, DDS, MDSc,, PhD cmfigueredo@hotmail.com www.periodontiamedica.com

Anatomia do Periodonto. Por Carlos Marcelo da Silva Figueredo,, DDS, MDSc,, PhD cmfigueredo@hotmail.com www.periodontiamedica.com Anatomia do Periodonto Por Carlos Marcelo da Silva Figueredo,, DDS, MDSc,, PhD cmfigueredo@hotmail.com Periodonto Normal Anatomia macroscópica Anatomia microscópica Anatomia macroscópica Gengiva Ligamento

Leia mais

Sistema Nervoso. Msc. Roberpaulo Anacleto

Sistema Nervoso. Msc. Roberpaulo Anacleto Sistema Nervoso Msc. Roberpaulo Anacleto Tecido nervoso Anatomicamente o sistema nervoso esta dividido em: Sistema nervoso central (SNC) encéfalo e espinal medula Sistema nervoso periférico (SNP) nervos

Leia mais

TECIDO CONJUNTIVO. (tecido conjuntivo propriamente dito)

TECIDO CONJUNTIVO. (tecido conjuntivo propriamente dito) Definições gerais Estabelece conexões e une os demais tecidos; Sustentação e manutenção da forma (estroma); Caminho para vasos e fibras nervosas; Origem: Mesoderma Características gerais formado por matriz

Leia mais

Tecidos Epiteliais Glandulares GLÂNDULAS EXÓCRINAS. 4. Acinos mucosos e mistos ou sero-mucosos na glândula salivar sublingual. GLÂNDULAS ENDOCRINAS

Tecidos Epiteliais Glandulares GLÂNDULAS EXÓCRINAS. 4. Acinos mucosos e mistos ou sero-mucosos na glândula salivar sublingual. GLÂNDULAS ENDOCRINAS Tecidos Epiteliais Glandulares GLÂNDULAS EXÓCRINAS 1. Glândula sudorípara na pele grossa. 2. Glândula sebácea + sudorípara na pele fina. 3. Acinos serosos + ductos na parótida 4. Acinos mucosos e mistos

Leia mais

ACERVO DIGITAL FASE II. Histologia do Sistema Reprodutor Masculino

ACERVO DIGITAL FASE II. Histologia do Sistema Reprodutor Masculino ACERVO DIGITAL FASE II Histologia do Sistema Reprodutor Masculino I-Testículo Material: Testículo Maduro Método: HE Observação com aumento total de 40x: Neste aumento são observados os túbulos seminíferos

Leia mais

Biologia 1 aula 11 COMENTÁRIOS ATIVIDADES PARA SALA COMENTÁRIOS ATIVIDADES PROPOSTAS TECIDOS CONJUNTIVOS I

Biologia 1 aula 11 COMENTÁRIOS ATIVIDADES PARA SALA COMENTÁRIOS ATIVIDADES PROPOSTAS TECIDOS CONJUNTIVOS I Biologia 1 aula 11 TECIDOS CONJUNTIVOS I 1. T.C.D. modelado: fibras colágenas dispostas em feixes ordenados paralelamente, dando-lhe enorme resistência e pouca elasticidade. Esse tecido forma os tendões

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS INSTITUTO DE BIOLOGIA DEPTO. DE MORFOLOGIA DISCIPLINAS DE HISTOLOGIA HISTOLOGIA I ROTEIRO DAS AULAS PRÁTICAS

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS INSTITUTO DE BIOLOGIA DEPTO. DE MORFOLOGIA DISCIPLINAS DE HISTOLOGIA HISTOLOGIA I ROTEIRO DAS AULAS PRÁTICAS UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS INSTITUTO DE BIOLOGIA DEPTO. DE MORFOLOGIA DISCIPLINAS DE HISTOLOGIA HISTOLOGIA I ROTEIRO DAS AULAS PRÁTICAS PELOTAS, 2012. ÍNDICE MICROSCOPIA DE LUZ OU ÓPTICA 3 USO DO

Leia mais

Citologia, Histologia e Embriologia

Citologia, Histologia e Embriologia FUNDAÇÃO PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS - FUPAC FACULDADE PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS DE UBERLÂNDIA Citologia, Histologia e Embriologia Educação Física 1º P Prof. Msc Ana Paula de Souza Paixão O que significa

Leia mais

CITOLOGIA organelas e núcleo

CITOLOGIA organelas e núcleo Biologia CITOLOGIA organelas e núcleo Professor: Fernando Stuchi Níveis de Organização do Corpo Humano Conceitos Fundamentais População - Conjunto formado pelos organismos de determinada espécie, que vivem

Leia mais

COLÉGIO SÃO PAULO Rio de Janeiro, junho/2014.

COLÉGIO SÃO PAULO Rio de Janeiro, junho/2014. COLÉGIO SÃO PAULO Rio de Janeiro, junho/2014. ENSINO MÉDIO RECUPERAÇÃO PARALELA PARCIAL ORIENTAÇÃO DE ESTUDO DISCIPLINA: Biologia (2ª série) PROFESSOR: Priscila Temas/Capítulos - Cap 12 Núcleo, divisões

Leia mais

Trabalho Online 1-6 2. ENFISEMA EM FUMANTES É PROVOCADA POR UMA ENZIMA

Trabalho Online 1-6 2. ENFISEMA EM FUMANTES É PROVOCADA POR UMA ENZIMA Trabalho Online NOME: Nº.: DISCIPLINA: BIOLOGIA I PROFESSOR(A):LEANDRO 2ª SÉRIE TURMA: 210_ 2º Bimestre Nota: DATA: / / 1. Faça uma comparação entre músculo esquelético e músculo liso exemplificando sua

Leia mais

Prof André Montillo www.montillo.com.br

Prof André Montillo www.montillo.com.br Prof André Montillo www.montillo.com.br Qual é a Menor Unidade Viva? Célula Qual é a Menor Unidade Viva? Tecidos Órgãos Aparelhos Sistemas Célula Células Tecidos Órgãos Sistemas ou Aparelhos Sistemas ou

Leia mais

UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular ANATOMOFISIOLOGIA I Ano Lectivo 2015/2016

UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular ANATOMOFISIOLOGIA I Ano Lectivo 2015/2016 Programa da Unidade Curricular ANATOMOFISIOLOGIA I Ano Lectivo 2015/2016 1. Unidade Orgânica Ciências Humanas e Sociais (1º Ciclo) 2. Curso Motricidade Humana 3. Ciclo de Estudos 1º 4. Unidade Curricular

Leia mais

PRÁTICA 1: MICROSCOPIA DE LUZ

PRÁTICA 1: MICROSCOPIA DE LUZ PRÁTICA 1: MICROSCOPIA DE LUZ INTRODUÇÃO: O microscópio de luz é um aparelho que destina-se a observação de objetos muito pequenos, difíceis de serem examinados em detalhes a olho nu. O tipo de microscópio

Leia mais

Definição. Tecido conjuntivo. Caracterizam-se por Grande quantidade de material extracelular distanciamento das suas células e matriz.

Definição. Tecido conjuntivo. Caracterizam-se por Grande quantidade de material extracelular distanciamento das suas células e matriz. Definição Tecido conjuntivo Caracterizam-se por Grande quantidade de material extracelular distanciamento das suas células e matriz. 1 Células Fixas Livres Componentes Matriz Celular Fibras Colágeno Elásticas

Leia mais

DEPARTAMENTO DE BIOLOGIA MOLECULAR

DEPARTAMENTO DE BIOLOGIA MOLECULAR FACULDADE DE MEDICINA DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO AUTARQUIA ESTADUAL LEI Nº 8899 de 27/09/94 (Reconhecida pelo Decreto Federal nº 74179 de 14/06/74) Av. Brigadeiro Faria Lima, 5416 CEP 15090-000 Fone: 17

Leia mais

Introdução a Neurofisiologia I.

Introdução a Neurofisiologia I. Introdução a Neurofisiologia I. Obs: O texto abaixo apresenta caráter introdutório, dessa forma, não substitui à bibliografia básica indicada. O tecido nervoso acha-se distribuído pelo organismo, interligando-se

Leia mais

Prof. Dr. José Gomes Pereira

Prof. Dr. José Gomes Pereira Prof. Dr. José Gomes Pereira 1. Considerações preliminares Série: órgãos tubulares e glandulares 1.1. Funções estruturas modificadas e especializadas Ingestão Mastigação Deglutição Digestão Absorção Eliminação

Leia mais

As glândulas se originam das células epiteliais e possuem a função de síntese, armazenamento e secreção.

As glândulas se originam das células epiteliais e possuem a função de síntese, armazenamento e secreção. EPITÉLIO GLANDULAR As glândulas se originam das células epiteliais e possuem a função de síntese, armazenamento e secreção. Composição das secreções glandulares: Proteínas: pâncreas Carboidratos: célula

Leia mais

TECIDO CONJUNTIVO. derme tendão

TECIDO CONJUNTIVO. derme tendão TECIDO CONJUNTIVO derme tendão Tecido adiposo cartilagem sangue osso http://medinfo.ufl.edu/~dental/denhisto/lecture_materials/conntiss1_07_nxpowerlite_1.ppt Tecido Conjuntivo Característica: vários tipos

Leia mais

Fibro Edema Gelóide. Tecido Tegumentar. Epiderme. Epiderme. Fisiopatologia do FibroEdema Gelóide

Fibro Edema Gelóide. Tecido Tegumentar. Epiderme. Epiderme. Fisiopatologia do FibroEdema Gelóide Lipodistrofia Ginóide Estria Discromia Distúrbios inestéticos O termo "celulite" foi primeiro usado na década de 1920, para descrever uma alteração estética da superfície cutânea (ROSSI & VERGNANINI, 2000)

Leia mais

Níveis de. Organização do. Corpo Humano

Níveis de. Organização do. Corpo Humano Níveis de Organização do Corpo Humano No corpo humano existem vários grupos de células semelhantes entre si. Cada grupo constitui um TECIDO Semelhança de forma: todas destinam-se a uma função específica.

Leia mais

Sistema Tegumentar. apparatus. A hipoderme, tecido conjuntivo frouxo contendo quantidades variáveis de gordura, sublinha a pele.

Sistema Tegumentar. apparatus. A hipoderme, tecido conjuntivo frouxo contendo quantidades variáveis de gordura, sublinha a pele. Sistema Tegumentar 1- TEGUMENTO: O tegumento, composto pela pele e seus anexos, glândulas sudoríparas, glândulas sebáceas, pêlos e unhas, é o maior órgão e constitui 16% do peso corporal. Ele reveste todo

Leia mais

Sistema Esquelético Humano. Sistema Esquelético Humano. Sistema Esquelético Humano. Esqueleto axial. Sistema Esquelético Humano.

Sistema Esquelético Humano. Sistema Esquelético Humano. Sistema Esquelético Humano. Esqueleto axial. Sistema Esquelético Humano. Anatomia Humana Sistema Esquelético Ed. Física Prof. Cláudio Costa Osteologia: É o estudo dos ossos. Composição do Sistema Ósseo: 206 peças duras, resistentes e flexíveis chamadas ossos, pelas cartilagens

Leia mais

ORIENTAÇÃO DE ESTUDOS

ORIENTAÇÃO DE ESTUDOS ORIENTAÇÃO DE ESTUDOS RECUPERAÇÃO SEMESTRAL 3º Ano do Ensino Médio Disciplina: Biologia 1. Para os estudiosos, a manifestação de "... vida..." deve-se a características, tais como: ( ) uma composição química

Leia mais

Histologia Animal. - Estuda a classificação, estrutura, distribuição e função dos tecidos animais.

Histologia Animal. - Estuda a classificação, estrutura, distribuição e função dos tecidos animais. Histologia Animal - Estuda a classificação, estrutura, distribuição e função dos tecidos animais. - Tecidos: Grupamento de células harmonizadas e diferenciadas que realizam uma determinada função. - Principais

Leia mais

Miologia anatomia e fisiologia dos músculos

Miologia anatomia e fisiologia dos músculos ANATOMIA DOS ANIMAIS DOMÉSTICOS Miologia anatomia e fisiologia dos músculos Valdirene Zabot valdirene@unochapeco.edu.br Tipos de tecido O tecido muscular e, consequentemente, os músculos, são classificados,

Leia mais

Tecido Muscular e Contração

Tecido Muscular e Contração Tecido Muscular e Contração Aula ao Vivo Características gerais: Constitui os músculos Originado do mesoderma; Relacionado à locomoção e movimentação de substâncias internas do corpo em função da capacidade

Leia mais

II.4 - Histofisiologia dos Epitélios Glandulares:

II.4 - Histofisiologia dos Epitélios Glandulares: Capítulo 1: Parte 3 1 II.4 - Histofisiologia dos Epitélios Glandulares: O epitélio que participa principalmente da secreção está geralmente disposto em estruturas denominadas glândulas. As substâncias

Leia mais

COLÉGIO JARDINS. Aluno: Data: / / SÉRIE: 1º A( ) B( ) Profº Marcos Andrade

COLÉGIO JARDINS. Aluno: Data: / / SÉRIE: 1º A( ) B( ) Profº Marcos Andrade COLÉGIO JARDINS Aluno: Data: / / SÉRIE: 1º A( ) B( ) Profº Marcos Andrade TECIDO CONJUNTIVO I São aqueles que atuam nas funções de preenchimento de espaços entre órgãos, sustentação, defesa e nutrição.

Leia mais

Curso: Biologia. Histologia. Disciplina: Biologia I. Professora: Ivanéa Vasques Cruz

Curso: Biologia. Histologia. Disciplina: Biologia I. Professora: Ivanéa Vasques Cruz Curso: Biologia Histologia Disciplina: Biologia I Professora: Ivanéa Vasques Cruz Página 2 de 14 Conteúdo O que é Histologia? 2 TECIDO EPITELIAL 2 TECIDO EPITELIAL DE REVESTIMENTO OU EPITÉLIO DE REVESTIMENTO

Leia mais

Sistema Muscular PROF. VINICIUS COCA

Sistema Muscular PROF. VINICIUS COCA Sistema Muscular PROF. VINICIUS COCA MUSCULO CARDÍACO (MIOCÁRDIO) Músculo cardíaco possui anatomia própria, diferindo anatômica e funcionalmente dos outros tipos musculares. MÚSCULO LISO O músculo liso

Leia mais

DISTRIBUIÇÃO DA GORDURA SUBCUTÂNEA BASEADA NA OBSERVAÇÃO DE PEÇAS ANATÔMICAS DISSECADAS 1

DISTRIBUIÇÃO DA GORDURA SUBCUTÂNEA BASEADA NA OBSERVAÇÃO DE PEÇAS ANATÔMICAS DISSECADAS 1 DISTRIBUIÇÃO DA GORDURA SUBCUTÂNEA BASEADA NA OBSERVAÇÃO DE PEÇAS ANATÔMICAS DISSECADAS 1 CAMPOS, Adriana 1 ; SANTOS, Danillo Luiz 2 ; ARAÚJO, Patrick Correia de Souza 3 ; LUIZ, Carlos Rosemberg 4 ; BENETTI,

Leia mais

22.05. O tipo básico de tecido epitelial é o de revestimento sendo os demais tecidos epiteliais (glandular e neuroepitélio) derivados desse.

22.05. O tipo básico de tecido epitelial é o de revestimento sendo os demais tecidos epiteliais (glandular e neuroepitélio) derivados desse. BIO 8E aula 22 22.01. O tecido epitelial de revestimento é pobre em substância intercelular e avascular. Existe também o tecido epitelial glandular que é derivado do tecido epitelial de revestimento. O

Leia mais

APOSTILA DE CIÊNCIAS

APOSTILA DE CIÊNCIAS Escola D. Pedro I Ciências - 2ª Unidade Carla Oliveira Souza APOSTILA DE CIÊNCIAS Órgão dos Sentidos Assunto do Teste SALVADOR BAHIA 2009 Os cinco sentidos fundamentais do corpo humano: O Paladar identificamos

Leia mais

ANATOMIA HUMANA. Faculdade Anísio Teixeira Curso de Férias Prof. João Ronaldo Tavares de Vasconcellos Neto

ANATOMIA HUMANA. Faculdade Anísio Teixeira Curso de Férias Prof. João Ronaldo Tavares de Vasconcellos Neto ANATOMIA HUMANA Faculdade Anísio Teixeira Curso de Férias Prof. João Ronaldo Tavares de Vasconcellos Neto Tecido Nervoso Compreende basicamente dois tipos celulares Neurônios unidade estrutural e funcional

Leia mais

ANATOMIA I Profª Ingrid Frederico Barreto ICA 1 ESTUDO DIRIGIDO: OSSOS. Objetivo: Ajudar o estudante a rever os conteúdos de forma aplicada.

ANATOMIA I Profª Ingrid Frederico Barreto ICA 1 ESTUDO DIRIGIDO: OSSOS. Objetivo: Ajudar o estudante a rever os conteúdos de forma aplicada. ANATOMIA I Profª Ingrid Frederico Barreto ICA 1 ESTUDO DIRIGIDO: OSSOS Objetivo: Ajudar o estudante a rever os conteúdos de forma aplicada. 1. Liste todos os ossos do esqueleto axial. 2. Liste todos os

Leia mais