6/8/2012. Contabilidade Intermediária. Aula 1 Apuração do Resultado do Exercício. Objetivos. Objetivos. Profa. Ma. Simone Maria Menezes Dias

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1 Contabilidade Intermediária Aula 1 Apuração do Resultado do Exercício Profa. Ma. Simone Maria Menezes Dias Objetivos Entender a sistemática do Balancete de Verificação. Utilizar o Balancete de Verificação para conferência dos saldos contábeis. Estruturar o Balancete de Verificação. Apurar o resultado do exercício de uma empresa. Objetivos Demonstrar o resultado do exercício por meio da DRE. Entender as características do Regime decaixa e do Regimede Competência. Identificar as contas redutoras do Ativo e Passivo. Efetuar lançamentos Contábeis utilizando essas contas redutoras. Entender a dinâmica de utilização das contas redutoras. 1

2 Introdução Antes de tratar da apuração do Resultado do Exercício, vale a pena rever alguns conceitos fundamentais ao entendimento da disciplina. O Plano de Contas é o conjunto composto pela relação ordenada e codificada das contas utilizadas pela entidade. Um Plano de Contas ideal pode ser composto por três partes: Elenco das Contas, Manual das Contas e Modelos padronizados de Demonstrações Contábeis. Introdução A escrituração ou o registro dos fatos por partidas dobradas nos livros contábeis é feito basicamente nos livros Diário e Razão. É importante ressaltar que a escrituração em livros contábeis não se traduz como atividade precípua no aprendizado da Contabilidade. A tarefa de escrituração está gradativamente sendo incorporada pelo computador. Plano de Contas O Plano de Contas é o conjunto composto pela relação ordenada e codificada das contas utilizadas pela entidade, bem como de todas as normas e procedimentos adotados pelo seu sistema contábil, objetivando servir como guia e meio de padronização, a fim de facilitar a análise e a elaboração dos registros e demonstrações contábeis. 6 2

3 6/8/2012 Plano de Contas Cada empresa deverá elaborar seu próprio Plano de Contas, de acordo com o porte, ramo de atividades e quaisquer outros fatores que determinem características peculiares relacionadas a seus controles internos e sistemas contábeis. 7 Elenco das Contas Consiste na relação das contas que serão utilizadas para o registro dos Fatos Administrativos decorrentes da gestão do patrimônio da empresa, bem como dos Atos Administrativos considerados relevantes. O Elenco de Contas envolve a intitulação (nome) e o código de cada conta. 8 Mas, Afinal, O Que É Plano de Contas? É um elenco sistematizado das contas que serão utilizadas pelo processo contábil. Em outras palavras, é o agrupamento organizado e sistematizado das contas que irão compor o processo contábil da entidade. 3

4 Algumas Regras Básicas para a Elaboração do Plano de Contas a)unidade 1: contas de ativo b)unidade 2: contas de passivo c)unidade 3: contas de patrimônio líquido d)unidade 4: contas de resultado receitas e)unidade 5: contas de resultado custos e despesas Por exemplo, no ativo circulante, a representação numérica fica representada da seguinte maneira: 1. Ativo 1.1 Ativo Circulante Disponível Caixa Bancos Clientes etc Conceito de Partidas Dobradas O registro de qualquer operação implica que um débito em uma ou mais contas deve corresponder a um crédito equivalente em uma ou mais contas, de forma que a soma dos valores debitados seja sempre igual à soma dos valores creditados. Não há débito(s) sem crédito(s) correspondente(s). 4

5 Convenção Contábil Foram estabelecidos alguns termos puramente contábeis para se executar o método das partidas dobradas. O lado do passivo e patrimônio líquido (as origens de recursos) seria o lado que representaria as contas com saldo credor do balanço. No lado do ativo (bens e direitos), as contas teriam saldo devedor (as aplicações de recursos). Origens e Aplicações de Recursos A estrutura contábil está construída partindo de dois princípios fundamentais: Origens. Aplicações de recursos. Patrimônio de Uma Entidade Aplicações de Recursos Origens de Recursos Representação Gráfica das Origens e Aplicações de Recursos de Uma Entidade. 5

6 Representação Gráfica do Patrimônio Saldo Devedor ATIVO Aplicações de recursos Todo o ativo Deve para as fontes de recursos que o financiaram Saldo Credor PASSIVO Representa as fontes de recursos de terceiros É considerado Credor das aplicações PATRIMÔNIO LÍQUIDO Representa a fonte de recursos próprios. É considerado Credor das aplicações Débito e Crédito OladoESQUERDOdeumacontaéchamadode lado do DÉBITO. O lado DIREITO de uma conta é chamado de lado do CRÉDITO. Representação gráfica de um razonete em T Débito e Crédito Título da Conta Lado do DÉBITO Lado do CRÉDITO 6

7 6/8/2012 Débito e Crédito Saldo: diferença entre o total de débitos e o total de créditos feitos em uma conta. Se o valor dos débitos for superior ao valor dos créditos, a conta terá um saldo devedor. Se o valor dos créditos for superior ao valor dos débitos, a conta terá um saldo credor. Lançamentos a Débito e a Crédito das Contas A natureza da conta é que determinará o lado a ser utilizado para os aumentos e o lado para as diminuições. Contas de ativo. Contas de passivo. Contas de patrimônio líquido. Contas de Ativo Os elementos que compõem o ativo configuram-se no lado esquerdo do Balanço. Coerentemente, as contas de Ativo sempre devem apresentar saldos devedores. Para que uma conta de Ativo possua saldo devedor, é necessário que os aumentos e as diminuições sejam assim registrados: 7

8 6/8/2012 Contas de Passivo Qualquer conta de ativo DÉBITO CRÉDITO $ Aumentos $ Diminuições Contas de Passivo Os elementos que compõem o Passivo configuram-se no lado direito do Balanço. Coerentemente, as contas de Passivo sempre devem apresentar saldos credores. Para que uma conta de Passivo possua saldo credor, é necessário que os aumentos e as diminuições sejam assim registrados: Contas de Passivo Qualquer conta de passivo DÉBITO CRÉDITO $ Diminuições $ Aumentos 8

9 Contas de Patrimônio Líquido Os elementos que compõem o Patrimônio Líquido configuram-se no lado direito do Balanço. Coerentemente, as contas de Patrimônio Líquido devem apresentar saldos credores. Para que uma conta de Patrimônio Líquido possua saldo credor, é necessário que os aumentos e as diminuições sejam assim registrados: Contas de Patrimônio Líquido Qualquer conta de PL DÉBITO CRÉDITO $ Diminuições $ Aumentos Resumo do Mecanismo de Débito e Crédito Contas de Efetua-se um lançamento a: Débito para Crédito para Ativo Aumentar Diminuir Passivo Diminuir Aumentar Patrimônio Líquido Diminuir Aumentar 27 9

10 Situações do Patrimônio Líquido Situações Patrimônio Líquido Ativo maior Patrimônio que o passivo líquido positivo Ativo menor Patrimônio que o passivo líquido negativo Ativo igual ao Patrimônio passivo líquido nulo Equações A > P = PL + A < P = - PL A = P = PL 0 Balancete de Verificação Como controle auxiliar, há o Balancete de Verificação, que nada mais é do que o controle de saldos das contas movimentadas pela empresa em determinado período. O Balancete é o primeiro passo para a elaboração das Demonstrações Contábeis. Pode ser encontrado em diversas formas, em duas, quatro e até em seis colunas. Fatos Administrativos da Cia. Básica A Cia. Básica apresenta as seguintes transações a cada período: 1. Constituição do capital inicial pelos sócios Um, Dois e Três, emdinheiro, no total de $ Aquisição de instalações em dinheiro no valor de $ Aquisição de mercadorias para revenda, a prazo, no valor de $ Abertura de conta-corrente no Banco Verde, no valor de $

11 Fatos Administrativos da Cia. Básica 5. Aquisição de um veículo, financiado pelo Banco Verde em 12 meses, no valor total de $ (não considere juros). 6. Venda de mercadoria adquirida no item 3, com recebimento futuro (90 dias), no valor total de $ Pede-se: Elabore a contabilidade da empresa, utilizando o método das Partidas Dobradas. Exemplo Cia Básica RAZONETES - Cia. Básica CAIXA CAPITAL (1) (2) (1) (4) INSTALAÇÕES ESTOQUES (2) (3) (6a) 0 FORNECEDORES B/C/M (3) (4) (5a) (5) FINANCIAMENTO VEÍCULO (5) (5a) RECEITA DE VENDAS (6) (6) CLIENTES (6a) CUSTO MERCADORIA 11

12 Apuração do Resultado do Exercício Razonetes Cia. Básica APURAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO RECEITA DE VENDAS RESULTADO EX (6) (B) (A) (A) ( C) CUSTO MERCADORIA LUCRO DO PERÍODO (7) ( C) (B) 0 Balancete de Verificação - após apuração do resultado Empresa: Cia. Básica Data: período 6 Contas saldo movimentado saldo acumulado devedor credor devedor Credor Caixa B/C/M Estoques Clientes Instalações Veículos Fornecedores Financiamentos Capital Receitas Custo da Mercadoria Lucro do Período TOTAL Receita Despesa, Receita e Resultado Principais Causas da Variação do Patrimônio Líquido: Investimento inicial (e posteriores) de capital. Resultado do confronto entre as receitas e as despesas do período. 12

13 As Variações do Patrimônio Líquido Receita A Receita corresponde, em geral, às vendas de mercadorias ou à prestação de serviço. Ela é refletida no Balanço por meio da Entrada de dinheiro no caixa (Receita à vista) ou entrada em forma de direitos a receber (Receita a prazo) Duplicatas a Receber. Venda de mercadorias ou prestação de serviços Juros sobre depósitos bancários ou títulos As Variações do Patrimônio Líquido Despesa É todo sacrifício, todo o esforço da empresa para obter Receita. Ela é refletida no Balanço por meio de uma redução no caixa (quando é pago no ato - à vista) ou mediante um aumento de uma dívida Passivo (quando a despesa é contraída no presente para ser paga no futuro a prazo). Diminuindo o ativo ou Aumentando o passivo As Variações do Patrimônio Líquido Resultado Se as receitas obtidas superarem as despesas incorridas LUCRO Se as despesas incorridas superarem as receitas obtidas PREJUÍZO 13

14 As Variações do Patrimônio Líquido Mecanismo de débito e crédito Contas de Despesa e Receita DÉBITO CRÉDITO $ Diminuições $ Aumentos As Variações do Patrimônio Líquido Encerramento de Contas de Receita e Despesa Conta de resultado = apura o lucro ou prejuízo do exercício, de acordo com a confrontação das contas de receita e de despesa. Contas periódicas devem possuir saldo zero no início dos períodos. As Variações do Patrimônio Líquido Distribuição de Resultados Ocorrendo Lucro ou Prejuízo, o resultado será transferido para a conta Lucros ou Prejuízos Acumulados. 14

15 As Variações do Patrimônio Líquido Após a apuração do resultado, transferir o saldo da conta Resultado do Exercício para a conta Reservas, se for lucro, ou para a conta Prejuízos Acumulados, se for prejuízo. Essas contas são patrimoniais, do grupo do Patrimônio Líquido. 1. Receitas Demonstração do Resultado do Exercício Período: Outubro de 20x9. Em $ mil Receita de serviços Despesas Despesa de material p/ escritório 250 Despesas de peças para reparos Despesa de salários Despesa de aluguel 400 (6.250) 3. Lucro Líquido Demonstração do Resultado do Exercício Demonstração do Resultado do Exercício Demonstra as contas Receita, Despesa e Lucro (ou Prejuízo) do Exercício. A DRE é um resumo ordenado das receitas e despesas da empresa em determinado período, normalmente 12 meses. 15

16 Demonstração do Resultado do Exercício É apresentada de forma dedutiva (vertical), ou seja, das receitas subtraem-se as despesas e, em seguida, indica-se o resultado (lucro ou prejuízo). Cabeçalho: Nome da empresa Nome da demonstração Período coberto 1. Receitas Demonstração do Resultado do Exercício Período: Outubro de 20x9 Em R$ mil Receita de serviços Despesas Despesa de material p/ escritório 250 Despesas de peças para reparos Despesa de salários Despesa de aluguel 400 (6.250) 3. Lucro Líquido Receita Bruta de Vendas Neste item, as vendas são separadas por categorias, que se relacionam com o ramo de atividades da companhia. Se a companhia for uma indústria, suas vendas ficam relacionadas na linha Vendas de Produtos. Se o ramo de atividade da empresa for comercial, a conta utilizada é Vendas de Mercadorias, e, finalmente, se for uma prestadora de serviços, a conta utilizada é a Prestação de Serviços. 16

17 Impostos Incidentes Sobre as Vendas Entre os impostos e contribuições que a lei das S/A determina que sejam discriminados na DRE estão aqueles que incidem sobre a Receita Bruta de Venda, tais como: ICMS, IPI, ISSQN, PIS, COFINS. Custo das Mercadorias e Serviços Vendidos Como determina a lei da S/A, é necessário discriminar o custo das mercadorias vendidas e dos serviços vendidos, e a contabilidade o faz por meio de apuração obtida no Inventário Periódico. Quando é utilizado o Inventário Permanente, o custo das mercadorias e serviços vendidos é obtido diretamente da ficha de controle de estoques. Lucro Bruto O Lucro Bruto é a diferença entre as Vendas de Mercadorias e o Custo dessa Mercadoria Vendida, sem considerar despesas administrativas, de vendas e financeiras. 17

18 Despesas Administrativas Este tipo de despesas compreende os gastos com a direção e administração do negócio, e nele estão inclusos os honorários da administração, o salário do pessoal administrativo, despesas legais judiciais, material de expediente etc. Resultado Operacional Antes do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Esta linha da DRE apresenta o resultado operacional da companhia antes das deduções dos impostos incidentes sobre o lucro: Imposto de Renda (IR) e Contribuição Social sobre o Lucro (CSL). Elabore a DRE a partir do Balancete a seguir: Receita de serviços Caixa 500 Veículos Duplicatas a Pagar 700 Contas a Receber 550 Despesa de material p/ escritório 250 Despesas de peças para reparos Despesa de salários Despesa de aluguel

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