ANUÁRIO O Financiamento Especializado do Consumo em Portugal.

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1 ANUÁRIO 2010 O Financiamento Especializado do Consumo em Portugal 1

2 ASFAC A todos, sem excepção, o nosso obrigado! O presente anuário reflecte o compromisso e empenho de todas as instituições e entidades que anualmente colaboram com a ASFAC. A Direcção da ASFAC agradece, por isso, a participação de todos aqueles que no último ano, quer a nível institucional, quer individual, contribuíram de forma positiva para o trabalho realizado pela Associação e, assim colaboraram, com o seu conhecimento e profissionalismo, para a defesa e representação dos interesses do sector de crédito especializado. Saudamos, em particular, as entidades Associadas que participaram activamente em todas as solicitações que lhes foram dirigidas, assim como o Banco de Portugal e demais autoridades da tutela. Também não poderemos esquecer os nossos Parceiros, que colaboram regularmente com a ASFAC, para além das entidades e organismos que cooperam com a Associação das mais diversas formas. A Direcção da ASFAC Lisboa, Julho de 2011 ANUÁRIO 2010 O Financiamento Especializado do Consumo em Portugal 2

3 ANUÁRIO 2010 O Financiamento Especializado do Consumo em Portugal Índice I. ASFAC - Associação de Instituições de Crédito Especializado Missão e Objectivos Enquadramento Institucional da actividade Principais projectos desenvolvidos em Estrutura Associativa Representatividade Europeia Formação especializada Responsabilidade social Educação Financeira Produção de Informação Estatísticas ASFAC Estatísticas EUROFINAS WES World Economic Survey Informação legislativa mensal Webletter de Educação Financeira Anuário da actividade do sector Colaboração com o Observatório do Endividamento dos Consumidores Análise de Risco e Prevenção de Fraude Acesso à BDIC Base de Dados de Identificação Civil Central de Responsabilidades de Crédito do Banco de Portugal / Novo Modelo Notoriedade da actividade Comunicação Social Comunicação com Entidades de Defesa do Consumidor Site Conferência anual do sector Promoção dos interesses do sector Novo regime do crédito aos consumidores Novo regime das taxas de usura Novo regime da actividade dos agentes de crédito O Mediador de crédito Pró-Rata do IVA Branqueamento de capitais Preçários Sistemas de pagamentos Implementação do protocolo com IRN Cláusulas de alteração unilateral de taxas nos contratos de crédito II. O Crédito Especializado Financiamento das Aquisições a Crédito Evolução Histórica Enquadramento Geral Financiamento Especializado do Consumo como catalisador da economia mundial Para as empresas Para os particular Tipos de Crédito

4 índice a. Crédito clássico b. Crédito Pessoal c. Crédito Stock d. Crédito Revolving (Rotativo) e. Emissão de Cartões de Crédito f. Crédito Directo (Telefone e Internet) g. Crédito Consolidado Locação Financeira A Evolução Histórica Enquadramento Geral O Leasing As vantagens do Renting e do Leasing Operacional Factoring A Evolução Histórica Enquadramento geral As vantagens do Factoring Crédito Responsável III. Enquadramento Geral Evolução legislativa do Crédito Especializado em Portugal Evolução Geral Instituições de crédito a. Bancos b. Instituições Financeiras de Crédito (IFIC) c. Sociedades Financeiras para Aquisições a Crédito (SFAC) d. As Sociedade de Locação Financeira (Leasing) e. As Sociedades de Cessão Financeira (Factoring) Regime Jurídico dos Contratos de Financiamento Dos Contratos de Crédito ao Consumo Enquadramento geral Âmbito de Aplicação Delimitação negativa Regras jurídicas a. Publicidade b. Procedimentos pré-contratuais c. Forma e Formalidades d. Período de Reflexão e. Cumprimento Antecipado f. Contrato de crédito coligado g. Concessão de crédito em conta corrente h. Concessão de crédito sob a forma de descoberto Do Contrato de Locação Financeira (Leasing) Forma e formalidades Prazo e Vigência Posição jurídica do locador Posição jurídica do locatário Risco Resolução do contrato especificidades Regime fiscal a. IRC b. IRS c. IMT d. IMI e. IVA Do Contrato de Cessão Financeira (Factoring) Forma e Formalidades Conteúdo Dos Contratos Financeiros à Distância

5 índice IV. A supervisão do sector A supervisão do Banco de Portugal no âmbito da actividade exercida pelas Associadas da ASFAC Obrigações das Associadas da ASFAC no âmbito da supervisão comportamental Regras sobre deveres de prestação de informações aos clientes Regras sobre apreciação de reclamações Regras sobre o Livro de Reclamações Adopção de Códigos de Conduta Regras sobre o preçário Regras relativas à publicidade Obrigações das Associadas da ASFAC no âmbito da supervisão prudencial Adequação de Fundos próprios Rácio de solvabilidade Controlo de Riscos de Crédito Concentração Reservas Reservas obrigatórias Provisões Controlo Interno de Erros e Fraudes Dever de prestar informação ao Banco de Portugal Comunicação das responsabilidades por crédito concedido ou potencial Prazos e forma de publicação das contas Prestação de informações prudenciais Informação sobre empresas incluídas no perímetro de consolidação para efeitos prudenciais Cálculo dos Juros V. O Endividamento e a Gestão de Crédito Sobreendividamento, Rácio de Endividamento e Taxa de Esforço Gestão de Crédito O Pré-contencioso O Contencioso A Cobrança Optimizada Procedimento de injunção a. Âmbito de aplicação b. Procedimento Acção Declarativa Especial para Cumprimento de Obrigações pecuniárias emergentes de Contratos a. Âmbito de aplicação b. Procedimento c. Citação do Devedor e Contestação Acção Executiva para Pagamento de Dívida a. Âmbito de aplicação b. Procedimento Seguro de Protecção ao Crédito VI. A Actividade do Crédito Especializado em As Condicionantes Económicas de Os principais mercados europeus O mercado português em As perspectivas para VII. As Associadas VIII. As Aderentes

6 Capítulo I ASFAC Associação de Instituições de Crédito Especializado 6

7 ASFAC - Associação de Instituições de Crédito Especializado Capítulo I 1.1 Missão e Objectivos A Associação de Instituições de Crédito Especializado, conhecida através da sigla ASFAC, foi criada em 1991 com o intuito de defender os interesses das entidades ligadas ao crédito em Portugal. Desde a sua criação e até 2005, esta entidade tinha como designação Associação de Sociedades Financeiras para Aquisições a Crédito. A alteração veio clarificar o espectro de representatividade das entidades Associadas, de modo a salientar a actividade por elas desenvolvida. A ASFAC é uma entidade sem fins lucrativos e, como tal, regula-se pela legislação nacional aplicável a este tipo de instituições. Podem ser destacados 10 pontos fortes nos objectivos da Associação: I. Defender e representar os interesses do sector do crédito especializado perante as entidades de tutela, nomeadamente Ministério das Finanças e Banco de Portugal. II. Ser o interlocutor do sector junto de entidades públicas, como a Direcção-Geral do Consumidor, Comissão Nacional de Protecção de Dados, Instituto Nacional de Estatística, e privadas como a Associação Portuguesa de Bancos, Associação de Comércio Automóvel de Portugal (ACAP), Associação Portuguesa de Leasing e Factoring (APFL), Associação Portuguesa de Seguradoras (APS), Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO), entre outras. III. Fomentar o reconhecimento da actividade do sector financeiro especializado, assim como das empresas Associadas. IV. Melhorar e optimizar a actividade das entidades que pertencem à Associação. Um dos exemplos neste campo é o programa de formação especializada desenvolvida pela ASFAC para o sector. V. Desenvolver, analisar e ampliar propostas de enquadramento legal da actividade das empresas Associadas, quer de forma directa, quer de forma indirecta no processo legislativo. VI. Avaliar todos os assuntos de cariz ético e deontológico relativos à actividade das instituições Associadas. VII. Criar e promover informação relacionada com o mercado do sector de crédito especializado que possa ser útil para as entidades que compõem a AS- FAC, assim como para outras entidades públicas ou privadas, nacionais ou internacionais. Neste âmbito, é exemplo da actividade da ASFAC a divulgação dos indicadores de actividade trimestrais e a colaboração com a EUROFINAS (European Federation of Finance House Associations) e com AFSA (American Financial Services Association). VIII. Analisar e gerir bases de dados, propriedade de terceiros ou do próprio sector, que poderão ser pertinentes para a actividade das Associadas. Neste âmbito, é de evidenciar a base de dados da CREDIN- FORMAÇÕES. IX. Criar e organizar estudos relacionados com o comportamento dos portugueses na área financeira. X. Aumentar os níveis de literacia financeira dos portugueses através do desenvolvimento de programas de educação financeira. A ASFAC é constituída por 25 instituições financeiras de crédito especializado Associadas e cinco Aderentes, o que perfaz um total de 32 entidades. As empresas Aderentes são empresas fornecedoras de serviços essenciais ao desenvolvimento da actividade das Associadas, em particular seguros de protecção de risco de crédito, consultoria e informação financeira, fornecedores de software especializado entre outras. Ao longo das duas últimas décadas, o Executivo consi- 7

8 Capítulo I ASFAC - Associação de Instituições de Crédito Especializado derou que a ASFAC tem sido um parceiro privilegiado do Governo. Esta distinção deveu-se ao papel que a Associação teve na promoção do sector e o trabalho desenvolvido em defesa do crédito especializado, assim como o seu crescimento. Uma das provas da importância da Associação para o crescimento do sector é a consulta realizada a propósito da legislação actual das instituições financeiras de crédito, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 186/2002 de 21 de Agosto. 2. Principais projectos desenvolvidos em Estrutura Associativa Durante o ano de 2010 não se verificaram novas adesões à ASFAC, contudo foram estabelecidos contactos com diversas instituições financeiras. Não obstante o cerne da actividade da Associação ser a promoção do mercado de crédito especializado no nosso país e as instituições Associadas cumprirem um papel de relevo no incremento da economia portuguesa, a ASFAC tem vindo a assumir um protagonismo cada vez maior junto da sociedade civil como entidade que fornece informação especializada sobre o sector. Deste modo a Associação não deverá ser vista como uma instituição fechada e centrada para a defesa dos interesses do mercado onde actua, mas sim como uma entidade de interesse público que contribui, paralelamente, para o sector e para a sociedade em geral, em particular através dos seus programas de educação financeira. 1.2 Enquadramento Institucional da Actividade Em termos internacionais, a Associação representa as entidades que a compõem junto da EUROFINAS European Federation of Finance House Associations. A Federação Europeia foi criada em 1959 pelas associações da Áustria, Bélgica, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Suécia. Nessa época o mercado de crédito especializado nestes países estava bastante desenvolvido. Visto que a actividade de crédito especializado se foi desenvolvendo noutros países, a Federação foi incluindo novos membros. Actualmente juntaram-se ao conjunto inicial de membros da Federação seis países, fruto do crescimento da actividade de crédito especializado. Além de Portugal, compõem o grupo de novos membros a Espanha, Finlândia, Irlanda, Itália e República Checa. A EUROFINAS é membro correspondente da Associação Americana de Serviços de Financiamento e ainda da Associação Profissional das Sociedades de Financiamento de Marrocos. A ASFAC participa em todos os comités especializados organizados pela EUROFINAS, acompanha e analisa a evolução do mercado mundial e estabelece os compromissos que considera essenciais para a defesa das entidades Associadas. 2.2 Representatividade Europeia Como membro da EUROFINAS, Federação Europeia do sector do crédito especializado, a ASFAC acompanhou e participou activamente nos trabalhos desenvolvidos ao longo de 2010, nomeadamente, nos seguintes dossiês: a) Implementação da Directiva do Crédito ao Consumo Acompanhamento do processo de implementação da referida Directiva nos vários países membros da EU- ROFINAS e reporte da forma como foi conduzido o assunto em Portugal. Monitorização do trabalho levado a cabo pela Federação para se posicionar como principal interlocutor da Comissão Europeia na avaliação da transposição da Directiva e respectivo impacto. b) Proposta de Directiva do Crédito aos Consumidores Foi seguida a evolução política da proposta acima indicada, junto da Comissão Europeia e do Parlamento Europeu onde está neste momento em análise destacando-se o sucesso da Federação na exclusão dos serviços financeiros do documento. c) Revisão da Directiva de Protecção de Dados Pessoais A EUROFINAS emitiu um parecer sobre a revisão do documento, em que defende a necessidade da não inclusão de disposições sobre a revelação de critérios de crédito scoring. d) Intermediários de Crédito e Mediação de Seguros Acerca da Directiva de Mediação de Seguros verificouse o posicionamento da Federação junto da Comissão Europeia para ser consultada aquando da revisão do documento. No que diz respeito à Directiva dos Intermediários de Crédito, a EUROFINAS defendeu a não aplicação de requisitos extensos e onerosos aos intermediários de crédito, tal como acontece com os mediadores de seguros. e) Limites das Taxas de Juro A Federação elaborou um relatório acerca da aplicação dos limites das taxas de juro, que contou com a colabo- 8

9 Capítulo I ASFAC - Associação de Instituições de Crédito Especializado ração de todos os Membros, de modo a contribuir para o estudo que a Comissão Europeia deverá publicar em f) Empréstimo responsável A EUROFINAS acompanhou as iniciativas legislativas neste domínio. g) Práticas comerciais desleais e publicidade Foram efectuados os contactos necessários junto da Comissão Europeia para garantir a participação da Federação no estudo que está a ser conduzido sobre práticas comerciais desleais. h) Conferência Anual Como habitual, a ASFAC marcou presença no evento anual que reúne os representantes do sector a nível europeu. Em 2010, a conferência organizada pela EUROFINAS e LE- ASEUROPE decorreu em Hamburgo, no início de Outubro, e juntou mais de 500 profissionais. 2.3 Formação Especializada a) Acções internas Após um diagnóstico das necessidades das Associadas, a ASFAC colocou em marcha um conjunto de acções de formação totalmente dirigidas ao sector, a custos inferiores aos praticados no mercado. De salientar que as formações abaixo enunciadas registaram um total de 600 participantes: Liderança de Equipas; Gestão do Tempo e Organização do Trabalho; Gestão e Motivação de Equipas; Qualificação de Mediadores, Agentes e Correctores de Seguros parceria com a APS. b) Acções externas Foi dada continuidade à parceria iniciada em 2009 com a Escola de Gestão Empresarial, da Universidade Católica do Porto, e concretizada a segunda edição da Pós- Graduação em Crédito ao Consumo nas cidades de Lisboa e Porto. Destinada a colaboradores do sector financeiro ou que com ele interagem no dia-a-dia, a Pós-Graduação, com a duração de 48 horas, contou com 60 participantes. 2.4 Responsabilidade Social i) Formação em educação financeira No âmbito da política de responsabilidade social da AS- FAC, cujo objectivo é aumentar os níveis de literacia da população portuguesa, foram estabelecidas parcerias para a formação de formadores na área da educação de financeira, a custo zero, com as seguintes instituições: 1. Câmara Municipal de Loures Realização de um conjunto de acções de formação sobre gestão do orçamento familiar para cerca de 100 habitantes de alguns dos bairros municipais. Além dos habitantes, destaca-se a participação das assistentes sociais. 2. Agrupamento de Escolas de Alvide A propósito do projecto comerbem.com, cujo objectivo é sensibilizar os alunos do 9.º e 12.º anos para a relação entre hábitos alimentares saudáveis e poupança financeira, foram desenvolvidas várias acções de educação financeira para cerca de 70 alunos e cinco professores. 3. Escola Secundária Seomara da Costa Primo Foram concretizadas duas acções de formação para alunos e professores do ensino técnico-profissional, que envolveram mais de uma centena de participantes. 4. Fundação Agir Hoje Formação em educação financeira a 40 mediadores da Fundação para que, no seu trabalho diário com as populações em dificuldades financeiras ou com baixos rendimentos, possam contribuir para uma gestão financeira mais eficaz. 5. Instituto de Apoio à Criança A ASFAC efectuou várias acções de formação em diversas regiões do país que envolveram 200 participantes, nomeadamente, assistentes sociais, psicólogos, técnicos de acção social e participantes no projecto de requalificação profissional da Santa Casa da Misericórdia. 6. Projecto Rua Desenvolvimento de duas acções de formação para 30 adolescentes integrados no Projecto Rua Zona J de Chelas. Este projecto visa a integração dos jovens que foram excluídos do sistema de ensino, concedendo-lhes formação escolar, comportamental e profissional. 7. Associação Guarda Mais Social Concretização de acções de formação a técnicos de acção social da instituição e a um conjunto de jovens beneficiárias do Rendimento Social de Inserção (RSI). No total, foram impactados cerca de 40 formandos. ii) Parceria Ministério da Educação No final do ano a Direcção-Geral para a Inovação e De- 9

10 Capítulo I ASFAC - Associação de Instituições de Crédito Especializado senvolvimento Curricular aprovou o Guião Pedagógico de Educação Financeira elaborado pela ASFAC para os 1.º, 2.º e 3.º ciclos do ensino básico, assim como a sua distribuição pelas escolas do país até ao final do ano lectivo. Também a peça de teatro de educação financeira e a respectiva ficha pedagógica serão distribuídas às escolas para que os alunos possam aprender conteúdos sobre gestão do dinheiro e utilização do crédito de forma benéfica, através da representação. 2.5 Produção de Informação Estatísticas ASFAC Com base na informação partilhada pelas Associadas, a AS- FAC difunde mensalmente dados referentes à produção e à carteira de crédito, leasing e ALD. De três em três meses a Associação divulga ainda as estatísticas de balanço e demonstração de resultados. Além destas informações, a Associação procede à difusão de uma análise macroeconómica, que resulta de uma pesquisa da informação produzida pelo Banco de Portugal, Eurostat, ACAP e INE. A Associação deu ainda início à avaliação da exequibilidade da concretização do estudo Caracterização do sobreendividado Estatísticas EUROFINAS Como habitual, a ASFAC contribuiu com os dados do mercado português (referentes às suas Associadas) para as estatísticas da Federação. A informação sobre o mercado de crédito especializado foi enviada trimestral, semestral e anualmente, embora com diferentes níveis de complexidade e desagregação. A Associação esteve também envolvida na preparação do workshop Consumer Credit, organizada pela Eurofinas e que irá acontecer em Junho de 2011, cujo objectivo é divulgar os conceitos e medidas pertinentes para a correcta avaliação do mercado de crédito ao consumo nos diferentes países membros da Federação WES World Economic Survey À semelhança do que aconteceu em anos anteriores, a ASFAC contribuiu, enquanto especialista na área financeira em Portugal, para os relatórios da WES Informação Legislativa Mensal É enviada mensalmente aos Associados e Aderentes da ASFAC uma newsletter jurídica com a síntese das principais medidas legislativas de interesse para o sector e com pareceres jurídicos sobre a regulamentação da actividade Webletter de Educação Financeira A ASFAC elabora e distribui mensalmente a webletter Ter em Conta, com conteúdos de educação financeira e finanças pessoais, aos seus Membros, comunicação social e público que se inscreve através do site da Associação Anuário da actividade do sector Edição do anuário referente ao ano de 2009, em formato electrónico, e disponibilização no site da Associação Colaboração com o Observatório do Endividamento dos Consumidores A Associação mantém o relacionamento institucional com a entidade acima referida em todos os assuntos referentes ao exercício da actividade do crédito especializado, designadamente, informação, regulamentação, entre outras Análise de Risco e Prevenção da Fraude O Grupo de Trabalho constituído na ASFAC para evitar fraudes no registo automóvel estabeleceu contactos com o Secretário de Estado para a Modernização Administrativa e a Secretária de Estado para a Modernização Judiciária para, em conjunto, encontrarem soluções de cariz técnico que permitam acabar com este problema Acesso à BDIC Base de Dados de Identificação Civil No seguimento da aprovação por parte da Comissão Nacional de Protecção de Dados ao acesso à Base de Dados de Identificação Civil, foram estabelecidos múltiplos contactos com a Secretaria de Estado para a Modernização Judiciária com o intuito de obter o despacho do Secretário de Estado que permita o acesso à referida informação Central de Responsabilidades de Crédito do Banco de Portugal / Novo Modelo A Associação, que faz parte do Grupo de Trabalho do Banco de Portugal, acompanhou os desenvolvimentos do projecto de implementação do novo modelo da CRC, através da participação na reunião promovida pelo regulador. 2.6 Notoriedade da Actividade Comunicação Social A ASFAC manteve, ao longo de 2010, uma presença regular nos órgãos de comunicação social. Informar a opinião pública acerca da evolução do mercado de crédito 10

11 Capítulo I ASFAC - Associação de Instituições de Crédito Especializado ao consumo e apoiar os portugueses a aumentar os seus níveis de literacia financeira foram os objectivos da Associação. De salientar as parcerias que a ASFAC tem com alguns programas televisivos que, além de contribuírem para uma melhor gestão financeira pessoal, também dão o seu contributo para a melhoria da imagem do sector, designadamente: a) Programa Sociedade Civil O protocolo estabelecido em 2005 com a RTP2 foi renovado, dado o interesse dos telespectadores nas temáticas abordadas pela ASFAC. Ao longo do ano de 2010 a Associação participou nos seguintes programas: i. O que aumentou em 2010? ii. Guia de sobrevivência de divorciados. iii. Menos é mais. iv. Renegociar os créditos. v. Férias cá dentro. vi. Educação Financeira. vii. Marketing e publicidade responsáveis. viii. Onde cortar no orçamento familiar e ainda poupar? ix. Como ensinar os mais pequenos a poupar. x. Poupança. b) Rubrica na SIC Mulher Foi dada continuidade à rubrica Afinal de Contas, no programa Mundo das Mulheres e iniciada a rubrica Contas em Dia, no programa Mais Mulher (que substituiu o anterior). Em ambos os espaços televisivos a participação da ASFAC é quinzenal e visa conteúdos de gestão financeira, especificamente, para o público feminino. c) Artigos de Opinião A ASFAC é frequentemente convidada a escrever artigos de opinião sobre temas relacionados com educação financeira e o mercado de crédito especializado para diversos meios de referência e revistas especializadas Comunicação com entidades de defesa do consumidor Com o intuito de aumentar o grau de conhecimento dos consumidores, face à forma como as instituições de crédito especializado desenvolvem a sua actividade, a ASFAC esteve em permanente contacto com os consumidores e seus representantes, nomeadamente, Secretaria de Estado do Comércio, Concorrência e Defesa do Consumidor, CIAC s, Instituto do Consumidor e Associações de Defesa do Consumidor Site Mediante o feedback, francamente positivo, dos visitantes do site da Associação, nomeadamente, referente à área de educação financeira, foram desenvolvidos novos conteúdos para esta área. De salientar que o site registou, em 2010, mais de 140 mil visitas Conferência Anual do Sector A 21 de Setembro a ASFAC reuniu cerca de 80 representantes dos seus membros para analisar e debater as tendências de evolução do mercado de crédito especializado, assim como a regulação do sector. Um representante da EUROFINAS e a Directora de Supervisão Comportamental do Banco de Portugal foram dois dos oradores convidados deste encontro. 2.7 Promoção dos interesses do sector Novo regime do crédito aos consumidores A Associação acompanhou a implementação do regime do crédito aos consumidores, Decreto-Lei n.º 133/2009, tanto com apoio jurídico e institucional para a resolução de questões interpretativas, como organizando reuniões e consultas. Tal como está previsto na legislação, a ASFAC elaborou, com o contributo das Associadas, um parecer acerca da implementação do novo regime de crédito aos consumidores Novo regime das taxas de usura Após a entrada em vigor, a 1 de Janeiro de 2010, do regime das taxas máximas no crédito ao consumo, a ASFAC acompanhou o processo e promoveu reuniões com as Associadas, intermediando, sempre que necessário, pedidos de esclarecimento ao Banco de Portugal Novo regime da actividade dos agentes de crédito No âmbito da consulta pública efectuada a propósito da 11

12 Capítulo I ASFAC - Associação de Instituições de Crédito Especializado proposta de regulação dos agentes de crédito, prevista no Decreto-Lei n.º133/2009, a ASFAC enviou o seu parecer ao Banco de Portugal e à Secretaria de Estado do Tesouro e das Finanças O Mediador de crédito A ASFAC acompanhou a actividade do Mediador de crédito, figura criada no ano de 2009 para solucionar conflitos sobre gestão de crédito entre as instituições financeiras e respectivos clientes Pró-Rata do IVA Acompanhamento do desenrolar dos processos de impugnação judicial referentes à interpretação actualista e sem fundamento legal feita em alguns casos pela Administração Fiscal a um conjunto de Associadas, relativamente ao Pró-Rata do IVA. O objectivo deste processo é, com base nos resultados, requerer formalmente ao Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais a rectificação da referida interpretação Branqueamento de capitais A ASFAC acompanhou o processo de alteração do regime de Branqueamento de Capitais por parte do regulador, tendo-se ficado a aguardar a proposta legislativa de regulação ao longo de todo o ano de Preçários Acompanhamento do processo de aplicação do novo regime de preçários, organização de reuniões com as Associadas para esclarecimento de dúvidas e encomenda de parecer jurídico com o intuito de esclarecer as instituições financeiras e garantir a uniformização das práticas no sector Sistema de pagamentos Tal como solicitado pelas Associadas, a ASFAC efectuou um pedido de parecer sobre a interpretação do Decreto-Lei 317/2009 e sua aplicação ao sector do crédito especializado Implementação do protocolo com IRN Foi dada continuidade à assistência prestada às Associadas no acesso à utilização do registo automóvel online Cláusulas de alteração unilateral de taxas nos contratos de crédito Acompanhamento deste processo junto do Banco de Portugal. 12

13 Capítulo II O Crédito Especializado 13

14 O Crédito Especializado Capítulo II 1. Financiamento DAs AquisiçõES a Crédito 1.1 Evolução Histórica A história do crédito ao consumo remonta à primeira década do século XIX. Países como Estados Unidos, Reino Unido e França foram os primeiros a utilizar esta forma de financiamento, embora nestas formas iniciais nem sempre se registasse a aplicação de uma taxa de juro. O início da concessão de crédito constituiu uma estratégia de comerciantes e mercadores para estimular a actividade comercial, os quais vendiam os bens a prestações sem juros. Foi no início da segunda metade do século, nos Estados Unidos da América que esta prática se popularizou como forma de financiar o abastecimento de bens aos novos colonos. Contudo, só após o final da Guerra da Secessão, em 1865, os banqueiros norte-americanos encararam o verdadeiro potencial desta prática e se interessaram pelo crédito ao consumo. Esta prática foi seguida em muitos países europeus, como França, Reino Unido e Espanha. Em Portugal, só no final da década de 80, mais precisamente em 1989, a actividade do crédito teve enquadramento legal através da criação da figura jurídica das Sociedades Financeiras para a Aquisição a Crédito, as SFAC, no Decreto-Lei n.º 49/89, de 22 de Fevereiro. Cerca de dois anos mais tarde, em 1991, o Decreto-Lei nº 359/91, de 21 de Setembro, autonomizou o regime jurídico do Crédito ao Consumo, através da transposição da Directiva n.º 87/102/CE, que se refere à homogeneização das disposições legislativas, regulamentares e administrativas dos Estados-membros da, então, Comunidade Europeia. O enquadramento jurídico da actividade do crédito ao consumo em Portugal foi emoldurado pela necessidade de modernização do sistema financeiro português e a sua harmonização face às iniciativas comunitárias. Portugal adoptou as regras mínimas para o funcionamento do mercado do crédito ao consumo, tendo como base o direito comunitário vigente. O enquadramento legal da actividade de crédito ao consumo tem como objectivo garantir a protecção dos direitos dos consumidores em três áreas distintas: I. Definição dos requisitos dos contratos de crédito ao consumo; II. Instituição de regras relativas à efectiva prestação de informação completa e verdadeira, que permita ao consumidor formar uma correcta vontade de contratar; III. Adopção da Taxa Anual Efectiva Global (TAEG). Após estas determinações, o sector do crédito ao consumo em Portugal teve um crescimento acelerado, tal como é apanágio de mercados emergentes. A dualidade entre a procura e a oferta explica o crescimento elevado registado nos primeiros tempos de actividade. A fase de amadurecimento conduziu a uma estabilização do mercado com crescimentos lentos e sustentados. As instituições financeiras do país adaptaram-se às melhorias das condições de vida dos portugueses e alteração dos seus hábitos de consumo, apresentando soluções inovadoras e apelativas. A evolução positiva do crédito ao consumo no nosso país assentou em factores de carácter estrutural, que resultaram do equilíbrio entre a capacidade e disponibilidade financeira dos agentes do mercado, assim como a maior tendência da população portuguesa para consumir e ainda a integração do crédito na gestão do rendimento disponível. 14

15 Capítulo II O Crédito Especializado A melhoria dos sistemas informáticos e o aperfeiçoamento dos métodos de análise de risco de crédito possibilitaram a aceleração dos processos de análise de risco e de concessão de crédito, mas também o crescimento e diversificação da oferta. Actualmente, o crédito ao consumo é uma realidade no mercado nacional. Instituída há duas décadas, esta actividade está em permanente actualização e inovação devido a factores como a consolidação do mercado e também o melhor conhecimento por partes dos consumidores. As instituições de crédito têm um grande cuidado não só a desenvolver produtos financeiros que vão ao encontro dos requisitos dos consumidores, e também novos canais de comunicação que permitam ter contacto directo com o cliente com mais facilidade, rapidez e a qualquer altura. Existe ainda, por parte das instituições, no âmbito da sua responsabilidade social, uma preocupação crescente para a educação financeira dos consumidores. Desta forma, as instituições financeiras estão a desenvolver e a educar financeiramente os portugueses apresentando-lhes ferramentas para que possam tomar decisões mais informadas. 1.2 Enquadramento Geral O enquadramento da actividade define concretamente as entidades legalmente autorizadas para atribuir financiamento para aquisição de bens ou serviços são os Bancos, as Instituições Financeiras de Crédito (IFIC) e as Sociedades Financeiras para a Aquisição de Crédito (SFAC). Estas são as instituições que podem conceder crédito ao consumo aos particulares (directamente ou na posição de adquirentes) e a empresas (directamente ou na posição de fornecedores). Estas instituições têm como finalidade facilitar o processo de aquisição de bens ou serviços, no papel de intermediários entre vendedores e compradores. Estas entidades também podem estabelecer relações comerciais directas, do qual a concessão de crédito a clientes e empresas é exemplo disso. No entanto, embora todas estas entidades possam conceder financiamento para a obtenção de bens e serviços, existem diferenças nos procedimentos inerentes às SFAC, bancos e IFIC. Os Bancos e as IFIC têm permissão para conceder todo o tipo de licenciamento, ou seja, poderão conceder não só crédito ao consumo mas incluir na sua oferta locação financeira, crédito hipotecário e crédito pessoal. No caso das SFAC, estas só estão autorizadas a conceder financiamento para a compra de bens e serviços, isto é, só podem actuar no segmento de crédito ao consumo. Outras das actividades das instituições de crédito são o desconto e negociação de títulos de crédito. Todos os agentes financeiros, isto é, os Bancos, as SFAC e as IFIC, estão autorizadas a prestar garantias, emitir cartões de crédito, antecipar fundos relativos a créditos que lhes sejam concedidos, prestar serviços que estejam directamente relacionados com estas acções e efectuar operações cambiais necessárias à execução da sua actividade. Porém, é necessário destacar que no caso concreto das SFAC, o exercício de todas estas actividades está condicionado ao âmbito de actuação, ou seja, operações de crédito ao consumo. 1.3 Financiamento especializado do Consumo como catalisador da Economia Mundial A evolução e crescimento da economia mundial foram a força motriz do desenvolvimento da actividade do financiamento do crédito especializado ao consumo. Esta situação é notória no caso do mercado empresarial, em particular no caso das pequenas e médias empresas. É evidente a necessidade que as empresas têm de ter fontes de crédito ligadas a necessidade imediata de capital, rapidez de resposta, prazos de liquidação e destino do financiamento. Os métodos de financiamento tradicionais não se enquadravam e não respondiam às necessidades deste mercado. As instituições de crédito especializado apresentaram-se como as melhores opções para os actuais requisitos do mercado, sendo mais especializadas e imediatas. A expansão do crédito e a cada vez maior concorrência do mercado, que resultado do seu desenvolvimento, levaram à especialização do crédito, instigando à procura por parte das instituições de crédito de técnicas de gestão mais aprofundadas e a criação de novas vantagens competitivas. É neste ambiente que os agentes do mercado financeiro têm vindo a focar-se em três áreas distintas: I. Aperfeiçoamento da técnica de scoring na análise de risco de crédito; II. Utilização permanente de novas tecnologias de informação; III. Aperfeiçoamento e agilização do processo de avaliação e aprovação de crédito. A personalização do crédito à medida das necessidades do cliente, assim como a rapidez de resposta destas instituições financeiras, são os dois principais motivos para a 15

16 Capítulo II O Crédito Especializado forte adesão das empresas e particulares a este tipo de financiamento. As instituições de crédito são, por isso, um agente inquestionável do sector financeiro, com serviços e produtos à disposição de todos os que pretendem melhorar a sua actividade empresarial ou qualidade de vida Para as Empresas As entidades de crédito especializado são verdadeiros parceiros dos pequenos empresários, como das pequenas, médias e grandes empresas com soluções e serviços cada vez mais diferenciados. As instituições de crédito especializado têm um papel incontornável no sucesso empresarial. Estas instituições financeiras respondem eficazmente às necessidades empresariais, apoiando a modernização, e anulam os riscos financeiros decorrentes das facilidades de pagamento que a maioria dos comerciantes tem. O reequipamento das empresas e o seu desenvolvimento e competitividade são outras vantagens na utilização das instituições de crédito especializado Para Particulares A flexibilidade das propostas de financiamento e a rapidez na concessão de crédito, por parte das instituições financeiras, facilitam o processo de aquisição de compra de variados bens e serviços. As instituições de crédito especializado colocam à disposição várias soluções de crédito vantajosas para os consumidores e permitem, deste modo, que os comerciantes apresentem condições mais favoráveis de venda de produtos e serviços aos seus clientes. 1.4 Tipos de Crédito a) Crédito Clássico O Crédito Clássico consiste no financiamento da aquisição de bens ou serviços para o consumidor final e cuja liquidação tem um plano de amortização pré-definido. Este tipo de Crédito é habitualmente concedido a particulares, empresários em nome individual e empresas e é usado para financiar a aquisição de meios de transportes (veículos de passageiros novos e usados), equipamentos para o lar (mobiliário, ar condicionado e electrodomésticos) ou outro tipo de equipamentos, em concreto autocaravanas, barcos e roulottes. b) Crédito Pessoal O crédito pessoal só pode ser atribuído por Bancos e IFIC. A legislação não autoriza as SFAC a conceder este tipo de financiamentos. Este tipo de crédito é concedido ao consumidor final para ser utilizado para qualquer fim, sem necessidade de estar afecto à compra de um bem ou serviço, por um período fixo. c) Crédito Stock O crédito stock também pode ser designado como crédito a fornecedores. Este tipo de financiamento visa permitir a aquisição de bens para posterior revenda, independentemente do sector de actividade retalhista. d) Crédito Revolving (Rotativo) O crédito rotativo ou revolving não está intrinsecamente ligado à aquisição de um bem ou serviço, tal como acontece com o crédito pessoal. Porém, o ponto em que diferem estes dois tipos de crédito é o facto do crédito rotativo não ter prazo fixo para a amortização de dívida. Este tipo de crédito assenta num plano de amortização de divida flexível e num plafond de crédito, ou seja, o montante de crédito disponibilizado pela instituição financeira ao cliente antes da compra de um bem ou serviço. O crédito pode ser usado parcialmente ou na sua totalidade. Este é um tipo de financiamento em que o capital utilizado pode ser novamente disponibilizado. Os exemplos mais comuns do crédito rotativo são a abertura de crédito em conta corrente e os cartões de crédito. e) Emissão de Cartões de Crédito Quando emitidos por uma instituição de crédito ou sociedade financeira, os cartões de crédito são um meio de garantia do cumprimento de obrigações que permite ao seu detentor o usufruto do financiamento, atribuído pela entidade emissora, para a aquisição de bens ou serviços, independentemente da sua natureza. O cartão de crédito funciona como um tipo de atribuição de crédito rotativo ou revolving. O cartão de crédito permite, para além da aquisição de bens e serviços, ser utilizado para realizar levantamentos de dinheiro a crédito, o que é comumente designado como cash advanced. Quando o cartão de crédito é utilizado para comprar bens ou serviços, o pagamento de juros só é efectuado quando o montante não é liquidado durante o período de graça, sendo este prazo acordado previamente entre as duas entidades: mutuário e a instituição emissora do cartão. No entanto, no caso do cash advanced são cobrados juros logo após a emissão do extracto que inclui os levantamentos. f) Crédito Directo (telefone e Internet) O principal ponto de diferença entre o crédito directo e os restantes tipos de crédito assenta essencialmente no facto dos contratos de financiamento serem efectuados através do telefone ou com recurso à internet. 16

17 Capítulo II O Crédito Especializado O cliente faz uma pré-adesão a um serviço financeiro quando contacta a instituição de crédito por telefone ou pela internet. Após esta pré-adesão o cliente deverá enviar os seus dados pessoais para a instituição de crédito, para que esta analise a sua capacidade financeira e, por conseguinte, o crédito seja ou não autorizado. Após a aprovação do crédito é oficializado o acordo pré-estabelecido através da celebração de um contrato entre a entidade financeira e o cliente. g) Crédito Consolidado A aglomeração de créditos de um cliente num único crédito designa-se como crédito consolidado. A consolidação é muitas vezes realizada com base em garantias hipotecárias. O crédito hipotecário implica assim a apresentação de uma garantia real que cubra o valor do financiamento. O crédito consolidado permite que os clientes que têm diversos créditos de natureza distinta os possam juntar num único contrato de crédito e ter uma única prestação de montante mais baixo e inferior ao somatório do conjunto das prestações em dívida. Através do crédito consolidado, o cliente passa de uma situação em que tem vários créditos com prazos de liquidação mais curtos, para um único crédito, com um prazo de pagamento da dívida mais alargado e com condições mais favoráveis, visto que assenta em garantias reais. Este tipo de fincamento permite uma redução dos encargos mensais do cliente. 2. Locação Financeira 2.1 A evolução Histórica Existem algumas evidências que na Antiguidade, povos como os Sumérios, já desenvolviam esta actividade para a aquisição de ferramentas agrícolas. Contudo, o actual modelo de leasing ou locação financeira teve a sua origem nos Estados Unidos, a partir do segundo quarto do século XIX e cujo principal exemplo foi protagonizado pela Bell Telephone Company. Esta companhia de telefones norte-americana alugou os seus telefones, em vez de os vender, de modo a dinamizar o seu negócio. Como a prática obteve muito sucesso, sugiram entidades financeiras especializadas na locação financeira. O desenvolvimento desta actividade na Europa teve início dos anos 60. Primeiro Inglaterra, depois França e Itália foram os primeiros países a constituir sociedades financeiras de leasing. O desenvolvimento da locação financeira na Europa foi muito rápido, após a sua implantação, como acontece com os mercados emergentes. Um dos aspectos que mais contribuiu para o sucesso do leasing foi a escassez de mão-de-obra, visto que o aumento salarial e o crescimento industrial levaram as empresas a procurar mais máquinas e equipamentos para a produção. No final da década de 70, o sistema de leasing teve em Portugal o seu enquadramento jurídico, através da publicação de dois decretos-lei que regulamentam a actividade. A saber: o Decreto-Lei n.º 135/79, de 18 de Maio que foca as sociedades de locação financeira e o Decreto-lei nº171/79 de 6 de Junho que enquadra o regime de contrato de locação financeira. A diferença temporal de transposição para a realidade portuguesa face aos restantes países europeus deve-se à nacionalização da banca, realizada na segunda metade da década de 70, e consequente retracção dos sectores bancário e financeiro. Foi neste contexto que a locação financeira se desenvolveu como a forma mais adequada de crédito para a aquisição de equipamentos. Recentemente, factores idênticos têm sido o motor para o crescimento deste sistema na Europa da Leste. A modernização do equipamento das empresas nestes mercados tem sido feita recorrendo a sistemas de locação financeira, a qual tem contribuído para o desenvolvimento do tecido empresarial. 2.2 Enquadramento Geral O Leasing pode ser definido como o contrato estabelecido entre a sociedade financeira ou locador e o cliente, ou locatário. Com base no contrato celebrado entre as duas entidades o locador concede ao locatário o usufruto de um bem móvel ou imóvel por um período de tempo pré-estabelecido, mediante o pagamento de uma renda. Quando o contrato termina, o cliente tem a possibilidade de adquirir o bem em causa, mediante o pagamento de uma verba previamente acordada entre ambas as entidades, designada como valor residual. Estão definidas seis categorias de locação financeira: I. Net-leasing e Gross-leasing: está ligado às responsabilidades face aos custos inerentes ao usufruto do bem locado, como por exemplo os seguros e as reparações, locatários ou locador. 17

18 Capítulo II O Crédito Especializado II. Short-leasing e Long-leasing: esta definição está inerente à duração do contrato inferior ou superior a dez anos, respectivamente. III. First ou Secondhand-leasing: refere-se ao facto do bem locado no contrato ser novo (Firsthand leasing) ou usado (Secondhand-leasing). IV. Sale-lease-back-leasing: esta categoria de leasing diz respeito às situações em que o interessado vende o bem de que é proprietário à entidade locadora, para que esta lhe o devolva sob a forma de contrato de locação financeira. V. Term-leasing e Revolving-leasing: estes dois termos designam o contrato consoante este tenha uma duração pré-definida indeterminada, por deliberação do locatário. VI. Kommunal-leasing: designa o serviço de locação financeira quando o locatário é uma entidade pública, no âmbito de um contracto que tenha por objecto equipamentos públicos. Os sistemas de leasing ou renting são os instrumentos ideais para empresas com limitação de fundos próprios e com pouca capacidade de financiamento, daí o grande sucesso deste sistema junto deste segmento. A concorrência que se sente no mercado da locação financeira tem conduzido a uma evolução positiva nas condições de acesso aos serviços de locação financeira. 2.3 O Leasing O recurso ao leasing permite optimizar os orçamentos disponíveis e alocar as linhas de crédito a outro tipo de investimentos, tendo também outro tipo de vantagens para os locatários. Os contratos de locação financeira permitem: I. A escolha dos bens a financiar assim como os fornecedores; II. Facilita a renovação tecnológica, promovendo a modernização dos equipamentos e evitando que se tornem obsoletos; III. Processos administrativos rápidos e simples; IV. Financiamento até 100%; V. Possível ausência de entrada inicial; VI. Flexibilidade das condições contratuais adaptáveis às diferentes necessidades dos locatários; A locação financeira disponibiliza condições atraentes de financiamento, sendo uma boa forma de desenvolver e expandir o volume de vendas dos fornecedores de bens móveis e imóveis, permitindo ainda que se concretizem negócios a pronto pagamento e elimina os riscos associados à concessão de crédito. 2.4 As vantagens do Renting e do Leasing Operacional As soluções de financiamento designadas por Renting e o Leasing operacional consistem num contrato de aluguer de bem, com prestação de serviços associados, durante um período de tempo previamente definido e através do pagamento de uma renda. O Renting é um produto financeiro integrado porque permite a aquisição de um bem, móvel ou imóvel. Contam-se quatro as principais características do Leasing operacional: I. Ausência de entrada inicial, podendo os fundos ser utilizados noutros investimentos; II. Prestação mensal fixa que inclui diversos serviços agregados adequados às necessidades dos locatários e reduzindo o risco de desvalorização inerente à utilização do bem; III. Adjudicação externa das tarefas administrativas inerentes à gestão do bem; IV. Renovação dos equipamentos com a regularidade pré-estabelecida inicialmente com o cliente. Visto que este contrato consiste num aluguer, o locatário terá apenas que pagar uma renda fixa para usufruir da utilização do bem, com custos mensais fixos, mais reduzidos. O cliente também não tem que se preocupar com a possível desvalorização do bem em causa. O contrato de Leasing operacional pode incluir diversos serviços associados à utilização do bem a valores inferiores aos habitualmente praticados, conforme o acordo estabelecido entre as duas entidades. Os serviços abrangidos por este tipo de acordo são, por exemplo, seguro, selo da viatura, revisões e equipamentos de substituição, entre outros. A 18

19 Capítulo II O Crédito Especializado contabilização da renda é simplificada e o bem é inteiramente contabilizado como custo operacional, no caso do contrato para usufruto de empresas. 3. Factoring 3.1 A Evolução Histórica Os moldes de desenvolvimento do factoring actual remontam ao século XV. Contudo, existem registos na Antiguidade Oriental de uma prática de cessão financeira, porém sob uma forma diferente da que conhecemos actualmente. O factoring iniciou-se na Idade Moderna com o estabelecimento das feitorias atlânticas. Nestes entrepostos comerciais, os feitores recebiam as mercadorias e ocupavam-se da sua colocação no mercado. Esta tarefa era cobrada ao titular das mercadorias acrescendo uma comissão. Posteriormente, os feitores passaram a desenvolver uma actividade estritamente financeira. O factoring, tal como o conhecemos hoje, teve o seu desenvolvimento nos Estados Unidos. O aperfeiçoamento desta forma de financiamento esteve primeiramente associado ao colonial factoring. Os feitores norte-americanos desenvolviam uma actividade puramente comercial, que, em nome e por conta dos importadores, distribuíam as mercadorias recepcionadas da Europa, cobrando para tal uma comissão. Mais tarde, os feitores juntaram novos serviços à sua actividade, como o financiamento de stocks de mercadorias e antecipação de verbas aos exportadores, assumindo o risco da cobrança. Com o desenvolvimento da economia norte-americana, o factoring assumiu novas dimensões. Ao juntar-se num mesmo conjunto produtos financeiros, foi criado o designado new style factoring. Em suma, o cliente passa a ter um único factor que toma todos os créditos, o qual assume os riscos da cobrança, expede os bens, cobra as facturas e presta um conjunto de serviços financeiros complementares. Esta actividade iniciou-se em Portugal no final da década de cinquenta, com a publicação do Decreto-lei n.º 41/403, de 27 de Novembro de 1957, aquando da aprovação da organização do sistema bancário português. Actualmente, é o Decreto-Lei n.º171/95, de 18 de Julho que regulamenta a actividade das sociedades financeiras que actuam no factoring assim como o regime jurídico dos contratos. 3.2 Enquadramento Geral O factoring, ou cedência financeira, consiste num contrato através do qual os clientes/aderentes concedem ao cessionário financeiro, também designado como factor, os seus créditos sobre um terceiro, ou devedor, mediante uma recompensa. O início da actividade das sociedades de factoring está ligado à aquisição de créditos a curto prazo, provenientes da venda de produtos ou da prestação de serviços, quer para mercado internos quer para os mercados externos. As sociedades de factoring compram créditos do cedente sobre os devedores, sobre o qual recebem um adiantamento financeiro por conta dos créditos vencidos mas que ainda não foram recebidos, e fazendo um encaixe monetário antes do final do prazo do vencimento. O factoring permite a entrada de uma entidade especializada nesta actividade que centraliza os créditos a que o aderente tem direito, numa relação comercial onde estavam inicialmente incluídos os agentes económicos e os seus clientes. Nesta área de actividade é comum realizar-se uma distinção entre recourse factoring, ou factoring com recurso, e non recourse factoring, ou também factoring sem recurso. No caso de factoring com recurso o cessionário financeiro não assume o risco da má cobrança dos créditos, e pode exigir ao cliente o pagamento das quantias que avançou por conta do devedor. Quando se trata de factoring sem recurso, o aderente tem totalmente garantido o pagamento do seu investimento, caso os seus devedores não cumpram as suas obrigações, mediante, porém, do pagamento de uma remuneração mais elevada. 3.3 As vantagens do Factoring O financiamento a curto prazo através do método de cessão financeira tem várias vantagens para o aderente, a saber: I. Garantia de maior liquidez para a empresa, através da diminuição dos prazos de recebimento e com a subsequente antecipação de rendimentos; II. A maior liquidez por parte das empresas permite uma melhor capacidade de negociação com os fornecedores por parte das empresas. A maior capacidade de produzir rendimento através da aquisição atempada do fundo de maneio necessário ao financiamento do ciclo de exploração, imprescindível para um cresci- 19

20 Capítulo II O Crédito Especializado mento económico e financeiro sustentado; III. Poderá retirar-se do balanço da empresa o valor correspondente aos créditos cedidos, no caso concreto do factoring sem recurso; IV. A contratação de um financiamento de factoring implica, regra geral, a transferência do risco e da responsabilidade da cobrança para o cessionário financeiro, visto que este tem métodos mais adequados para realizar as cobranças de modo mais eficaz; V. Redução da carga administrativa decorrente das operações de controlo de crédito e cobrança de facturas. Existe uma diminuição do risco para o aderente quando acontece uma transferência da cessão financeira para o factor, além de poder exercer a sua actividade sem se preocupar com problemas de facturas por liquidar, visto que o pagamento é garantido pelo factor. Nesta situação o aderente não tem a obrigatoriedade de recorrer ao sistema de gestão de incumprimentos. São exemplos destes sistemas os seguros de crédito, provisões para incobráveis e especiais e assistências jurídicas. No caso de se registar a prestação de serviços paralelos, a empresa aderente poderá: I. Dispensar a gestão da carteira de clientes; II. Prescindir de um departamento de cobranças; III. O factor disponibiliza informação sobre o mercado; IV. Usufruir das parcerias do factor com os seus intermediários, transportadoras, transitários, seguradoras, e ainda outros serviços de apoio ao desenvolvimento da actividade, sobretudo no segmento importação/exportação. 4. Crédito Responsável A liberalização do acesso ao crédito permitiu uma democratização na possibilidade de aquisição de bens e serviços, o que originou um aumento do consumo e consequente diminuição dos custos de produção, devido também ao crescimento da produção para dar resposta à procura do mercado. O acesso ao crédito é, por isso, uma ferramenta incontornável para o desenvolvimento social e económico de qualquer país. O empréstimo deverá ser um acto responsável por parte da pessoa ou empresa que o solicita e também para a instituição financeira, para que tenha um retorno positivo. Os dois envolvidos no acordo, a instituição financeira e o cliente, têm a responsabilidade na contratação e na concessão do crédito. De salientar que cada uma das entidades envolvidas desempenha papéis diferentes no contrato, e que ambos têm direitos e deveres que têm de ser cumpridos. Antes de recorrer ao crédito, o consumidor deverá analisar correctamente se necessita do bem ou serviço para o qual está a solicitar o empréstimo, avaliar a sua capacidade financeira e, por conseguinte, perceber se tem margem para contrair a dívida. O cliente deve também prestar informação correcta e verdadeira à instituição financeira, fazer uma análise do mercado e também comparar as diversas propostas disponíveis. Finalmente, antes de assinar o contrato, o cliente deve esclarecer todas as dúvidas que surjam após a leitura atenta do documento. Ambas as partes envolvidas têm o máximo interesse que o contrato de crédito seja cumprido. Por este motivo, as instituições de crédito, antes de conceder um financiamento, realizam uma análise de risco de crédito do cliente, recorrendo à informação contida na base de dados da Credinformações e à Central de Responsabilidade do Banco de Portugal, de modo a avaliar se o potencial cliente tem capacidade financeira para suportar o encargo a que se propõe. Além da obrigatoriedade em cumprir a legislação em vigor, a instituição financeira que concede o crédito tem a responsabilidade de prestar todos os esclarecimentos sobre: I. A interpretação do contrato; II. III. Indicar os custos totais de crédito, a TAEG; Permitir que qualquer pessoa com capacidade financeira a possibilidade de aceder ao crédito; IV. O estabelecimento de um plano de pagamentos sempre que o cliente comunique que tem dificuldade em pagar a prestação. A Associação de Instituições de Crédito Especializados criou o Código de Conduta das Associadas da ASFAC, com o intuito de promover o crédito responsável. Este código de auto-regulação, aprovado em Assembleia-geral de 4 de Dezembro de 2008, tem como objectivo defender os 20

21 Capítulo II O Crédito Especializado interesses dos cidadãos que recorrem ao crédito e das instituições financeiras. A European Coalition for the Responsible Credit, é a entidade que trabalha sobre esta temática a nível Europeu e definiu sete princípios básicos para um empréstimo responsável. A saber: I. O crédito deve ser acessível a todos; II. O crédito deve ser transparente e compreensível; IV. Em caso de dificuldade do devedor, o crédito deve ser modificado; V. A protecção legal deve ser efectiva; VI. O sobreendividamento seve ser tratado pelos poderes públicos; VII. Os tomadores do crédito devem poder defender os seus interesses e exprimir os seus problemas. III. O empréstimo deve ser razoável transparente e justo; 21

22 Capítulo III Enquadramento Legal 22

23 Enquadramento Legal Capítulo III 1. Evolução legislativa do Crédito Especializado em Portugal O Crédito Especializado, em Portugal, tem sofrido importantes evoluções ao longo dos tempos, tanto do ponto de vista das instituições como na perspectiva dos consumidores. As instituições financeiras têm desenvolvido e apresentado novos e cada vez mais sofisticados produtos financeiros e que vão cada vez mais ao encontro às reais necessidades dos consumidores. Estes, por outro lado, estão cada vez mais informados e naturalmente mais exigentes. Esta evolução, cujas linhas principais seguidamente apresentaremos, é acompanhada, e muitas vezes impulsionada, pelos novos diplomas legislativos e demais normas ditadas pelas entidades competentes. Moderar a procura, através da imposição de um montante mínimo de desembolso inicial e de prazos máximos para pagamento das prestações. Ainda neste período foi publicada a Portaria n.º 401/77, de 4 de Julho, que estabelece as taxas de juro aplicáveis ao crédito concedido através de cartões de crédito, bem como as taxas de penalização máximas aplicáveis a este tipo de crédito. Mantendo-se os objectivos de protecção do consumidor, controlo de inflação e moderação da procura, foi revisto em 1979 o sistema vigente até então, tendo sido publicados dois diplomas Decreto-Lei n.º 457/79, de 21 de Novembro, e a Portaria n.º 602/79 do mesmo dia que, ao revogarem os anteriores decretoslei, estabeleceram em seu lugar: I. O regime das vendas a prestações de bens e serviços de consumo duradouro; 1.1. Evolução Geral II. Requisitos do contrato de vendas a prestações e dos contratos equiparados; Até ao ano de 1979, competia aos Decretos-Lei n.º 490/71, de 11 Novembro e n.º 451/75, de 21 de Agosto, a regulação do regime jurídico aplicável às vendas a crédito, sujeitando as vendas a prestações de bens de consumo a normas contratuais precisas e à prestação de informações ao consumidor sobre o custo total do crédito. A emissão de cartões de crédito e a celebração de contratos de utilização destes eram regulamentadas pela Portaria n.º 360/73, de 23 de Maio, completando desta forma o enquadramento jurídico do crédito ao consumo até Estes diplomas tinham como principais objectivos: Controlar a inflação; e III. A redução a escrito dos contratos de valor igual ou superior a $00; IV. O registo obrigatório das operações de vendas a prestações por instituições de crédito e sociedades para-bancárias; V. O limite mínimo do desembolso inicial de 30%; VI. Prazo máximo de reembolso do remanescente 18 meses; VII. O valor mínimo das prestações mensais; VIII. Limites máximos das taxas de juro aplicáveis. 23

24 Capítulo III Enquadramento Legal Também em 1979 é publicado o regime da locação financeira através dos Decretos-Lei n.º 135/79, de 18 de Maio, e n.º 171/79, de 6 de Junho, no entanto, este tipo de sociedades só iniciou a sua actividade em 1981 devido às restrições resultantes do regime de vendas a prestações vigente. Em 1985 publica-se a Portaria n.º 607/85, de 20 de Setembro, que estabelece o rol de bens e serviços cuja venda a prestações se encontrava vedada ou que era especialmente admitida, que, por sua vez, é revogada pela Portaria n.º 466-A/87, de 3 de Junho. Esta portaria vem restringir os termos e limites da realização de vendas a prestações ao encurtar o prazo máximo para reembolso do remanescente para 12 meses, ao dificultar as condições de crédito dos bens considerados não essenciais e ao actualizar os valores mínimos das prestações mensais. Esta última também revogou a Portaria n.º 602/79, de 21 de Novembro. Ainda em 1987 o Sistema de Compra em Grupo, desenvolvido pelo mercado como forma de ultrapassar as restrições às vendas a prestações, é objecto do Decreto-Lei n.º 393/87, de 31 de Dezembro, que veda a faculdade das sociedades administradoras de compras em grupo concederem qualquer tipo de crédito. A seguinte alteração relevante ao regime do crédito especializado registou-se em 1989 com a publicação das Portarias n.º 229-A/89, de 18 de Março, e n.º 328/89, de 8 de Maio. Estes diplomas surgem como medidas anti-inflacionistas e como promotores de moderação do consumo e aumento da poupança através de, nomeadamente: I. Uma elevação do montante mínimo de desembolso inicial para 50%; II. III. Um aumento do valor mínimo das prestações mensais; Uma liberalização da taxa de juro e encargos correlativos aplicáveis; IV. Uma restrição do universo de bens susceptíveis de serem vendidos a prestações; V. Uma aplicação deste regime às vendas a prestações de automóveis ligeiros de passageiros. Estas portarias foram seguidas pela aprovação do Regime das Sociedades Financeiras para Aquisições a Crédito, previsto no Decreto-Lei n.º 49/89, de 22 Fevereiro, que surgiu para garantir que o desenvolvimento da actividade de financiamento de aquisições a crédito seguisse as linhas orientadoras do Governo, que passavam pela moderação ao consumo, abrandamento da inflação, bem como pela separação da actividade destas com as vendas a prestações e com o sistema de compras em grupo. Em 1991 é transposta para o ordenamento jurídico português a Directiva do Crédito ao Consumo, através do Decreto-Lei n.º 359/91, de 21 de Setembro, que estabelece o Regime do Crédito ao Consumo. E, em Dezembro de 1992, duas Directivas comunitárias são emitidas com o propósito de harmonizar as legislações bancárias dos Estados-membros, que são transpostas através da criação do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras (RGIC) alcançada com a publicação do Decreto-Lei n.º 298/92, de 31 de Dezembro, que elevou ao estatuto de instituições de crédito as SFAC, as Sociedades de Locação Financeira e as Sociedades Emitentes e Gestoras de Cartões de Crédito. A liberalização das vendas a prestações só foi realizada em 1994, com a revogação do Decreto-Lei 457/79, de 21 de Novembro, pelo Decreto-Lei n.º 63/94, de 28 de Fevereiro, que dá novo fôlego ao já iniciado processo de liberalização dos movimentos de capitais e consolida o processo de abrandamento da inflação, bem como o reconhecimento de que a protecção dos consumidores se encontrava assegurada pelo Regime do Crédito ao Consumo publicado em Finalmente em 1995 são criados os novos regimes das SFAC (Decreto-Lei n.º 206/95 de 14 de Agosto), das Sociedades de Locação Financeira (Decreto-Lei n.º 72/95 de 15 de Abril) e das Sociedades Emitentes e Gestoras de Cartões de Crédito (Decreto-Lei n.º 166/95 de 15 de Julho), aplicáveis até aos nossos dias com algumas alterações. De forma a permitir a concretização de projectos empresariais de reagrupamento de actividades financeiras, numa única entidade jurídica, sem ter de passar pela constituição de uma empresa com o estatuto de banco e por forma a existir uma espécie de instituição de crédito que, nomeadamente, possa desenvolver todas as actividades hoje permitidas às sociedades de locação financeira, às sociedades de factoring e às sociedades financeiras para aquisições a crédito, foram criadas em 2002 as Instituições Financeiras de Crédito (IFIC), através do Decreto- Lei n.º 186/2002, de 21 de Agosto. Comprovada que está a proliferação jurídica no âmbito dos mercados bancários e financeiros, torna-se necessário enunciar a legislação aplicável aos diferentes tipos de instituições de crédito. 24

25 Capítulo III Enquadramento Legal 2. Instituições de Crédito A) Bancos Os Bancos, enquanto instituições de crédito por excelência, têm a sua actividade regulada pelo Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras (Decreto-Lei n.º 298/92, de 31 de Dezembro (RGIC), encontrando-se a sua actividade sujeita a supervisão pelo Banco de Portugal. De acordo com o regime geral instituído pelo RGIC, os Bancos estão autorizados a efectuar as operações que se seguem, entre outras operações análogas que a lei não proíba: I. Recepção de depósitos ou outros fundos reembolsáveis; II. III. IV. Operações de crédito, incluindo concessão de garantias e outros compromissos, locação financeira e factoring; Serviços de pagamento, tal como definidos no artigo 4.º do regime jurídico que regula o acesso à actividade das instituições de pagamento e a prestação de serviços de pagamento; Emissão e gestão de outros meios de pagamento, não abrangidos pela alínea anterior, tais como cheques em suporte de papel, cheques de viagem em suporte de papel e cartas de crédito; V. Transacções, por conta própria ou da clientela, sobre instrumentos do mercado financeiro monetário e cambial, instrumentos financeiros a prazo, opções e operações sobre divisas, taxas de juro, mercadorias e valores mobiliários; VI. Participações em emissões e colocações de valores mobiliários e prestação de serviços correlativos; VII. Actuação nos mercados interbancários; VIII. Consultoria, guarda, administração e gestão de carteiras de valores mobiliários; IX. Gestão e consultoria em gestão de outros patrimónios; X. Consultoria das empresas em matéria de estrutura do capital, de estratégia empresarial e de questões conexas, bem como consultoria e serviços no domínio da fusão e compra de empresas; XI. Operações sobre pedras e metais preciosos; XII. Tomada de participações no capital de sociedades; XIII. Mediação de seguros; XIV. Prestação de informações comerciais; XV. Aluguer de cofres e guarda de valores; XVI. Locação de bens móveis, nos termos permitidos às sociedades de locação financeira; e XVII. Prestação dos seguintes serviços e actividades de investimento: a) Recepção e transmissão, por conta de clientes, de ordens relativas a qualquer contrato que dê origem, simultaneamente, por um lado, a um activo financeiro e a um passivo financeiro ou instrumento de capital por outro lado, incluindo, no mínimo os instrumentos referidos na secção C do anexo I da Directiva nº 2004/39/ CE, do Parlamento Europeu e do Conselho; b) Execução, por conta de clientes, de ordens relativas a um ou mais instrumentos financeiros supra referidos; c) Negociação, por conta própria, de um ou mais instrumentos referidos; d) Gestão de carteiras, num base discricionária e individualizada, no âmbito de mandato conferido pelos clientes, sempre que essas carteiras incluam algum dos instrumentos financeiros referidos; e) Consultoria para investimento em um ou mais instrumentos financeiros referidos; f) Colocação, com ou sem tomada firme, de um ou mais instrumentos financeiros referidos; g) Gestão de sistemas de negociação multilateral. Além destas operações os Bancos podem ainda efectuar qualquer operação análoga às operações supramencionadas, desde que tal não seja expressamente proibido por lei. Forma e Capital social Os Bancos devem adoptar a forma de sociedade anónima, constituídas com um capital social mínimo de ,4, representado obrigatoriamente em acções nominativas. 25

26 Capítulo III Enquadramento Legal B) Instituições Financeiras de Crédito (IFIC) Apesar da actividade das IFIC estar sujeita às normas instituídas no RGIC, a sua criação deve-se em particular ao Decreto-Lei n.º 186/2002, de 21 de Agosto. As IFIC, enquanto instituições de crédito, têm por objecto a prática da totalidade das operações permitidas aos Bancos, com excepção da recepção de depósitos. De resto, a única diferença entre aquelas e os Bancos. Por tais razões, as IFIC regem-se obrigatoriamente pelas disposições aplicáveis às instituições de crédito do RGIC e da legislação complementar. Os objectivos da sua criação são claros e louváveis. Foi intenção do legislador criar um novo tipo de instituição de crédito ágil e competitivo, caracterizado pelo facto de reunir num único veículo capacidade para o exercício conjunto das actividades desenvolvidas pelas sociedades de locação financeiras, sociedades de factoring e sociedades financeiras para aquisições a crédito. Estavam criadas as oportunidades para a concretização de vários projectos empresariais de reagrupamento de actividades financeiras, até então dispersas por várias empresas, numa única entidade jurídica. São estas as razões que motivaram o espontâneo aparecimento de diversas IFIC, quer através da criação de novas instituições, quer por reestruturação das anteriormente existentes. Porém, a todas é comum a utilização da designação obrigatória de instituição financeira de crédito. Forma e Capital social Também as IFIC devem adoptar a forma de sociedade anónima, deferindo porém no capital social mínimo, fixado em ,00, representado obrigatoriamente em acções nominativas. C) Sociedades Financeiras para Aquisições a Crédito (SFAC) Tal como as restantes instituições de crédito do sistema financeiro português, as SFAC têm a sua actividade enquadrada por legislação específica, nomeadamente pelo RGIC e pelo Regime Jurídico das SFAC (Decreto-Lei n.º 206/95, de 14 de Agosto), sendo a sua actividade supervisionada pelo Banco de Portugal. O RGIC estabelece o regime jurídico das sociedades financeiras em geral e das instituições de crédito em particular, onde se inserem as SFAC, regulando o processo de estabelecimento e exercício da sua actividade (administração, fiscalização e supervisão). No que diz respeito às operações permitidas, as SFAC podem financiar a aquisição ou o fornecimento de bens ou serviços. Porém, só podem conceder crédito quando exista uma relação comercial subjacente, isto é, desde que haja a aquisição de um bem ou de um serviço específico. Em tais casos, podem fazê-lo através da concessão de crédito directo ao adquirente ou ao fornecedor, podendo também prestar garantias. Do mesmo modo, poderão descontar títulos de crédito ou negociá-los sob qualquer forma, desde que essas operações se insiram no âmbito das operações autorizadas. A emissão de cartões de crédito destinados à aquisição de bens ou serviços é igualmente permitida. É igualmente permitido antecipar fundos sobre os créditos de que sejam cessionárias relativos à aquisição de bens ou serviços. Por último, as SFAC podem realizar operações cambiais necessárias ou prestar serviços relacionados com as operações referidas anteriormente. As SFAC não podem financiar a aquisição, construção, recuperação, beneficiação ou ampliação de imóveis, bem como o financiamento da aquisição de valores mobiliários. Forma e capital social As SFAC assumem a forma de sociedade anónima, com um capital social mínimo de ,48, representado obrigatoriamente em acções nominativas. D) As Sociedades de Locação Financeira (Leasing) As Sociedades de Locação Financeira (SLF) regem-se pelo disposto no RGIC, bem como no Regime Jurídico das SLF (Decreto-Lei n.º 72/95, de 15 de Abril e alterado pelos Decretos-Lei nºs 285/2001, de 3 de Novembro e Decreto-Lei n.º 186/2002, de 21 de Agosto) e no Regime Jurídico do Contrato de leasing (Decreto-Lei n.º 149/95 de 24 de Junho, alterado pelos Decretos-Leis nº 265/97, de 2 de Outubro, 285/2001, de 3 de Novembro e 30/2008, de 25 de Fevereiro), para além da habitual sujeição à supervisão do Banco de Portugal. O que individualiza este tipo de sociedades é precisamente o seu objecto. As sociedades de locação financeira têm por objecto principal a cessão, mediante retribuição, do gozo temporário de uma coisa, móvel ou imóvel, adquirida ou construída por indicação dos seus clientes, e que estes poderão comprar, decorrido o período acordado, por um preço determinado contratualmente ab initio ou determinável mediante simples aplicação de critérios predeterminados valor residual. Deste modo, a locação financeira manifesta-se como uma união de contratos com no mínimo um contrato de compra e venda, surgindo adicionalmente uma opção de compra, garantias e seguros. Como actividade acessória 26

27 Capítulo III Enquadramento Legal as SLF podem ainda: a. Alienar, ceder a exploração, locar ou efectuar outros actos de administração sobre bens que lhes tenham sido restituídos, quer por motivo de resolução de um contrato de locação financeira, quer em virtude do não exercício pelo locatário do direito de adquirir a respectiva propriedade; b. Locar bens móveis fora das condições referidas na alínea anterior. No entanto, encontra-se vedada às SLF a prestação dos serviços complementares da actividade de locação operacional, nomeadamente a manutenção e a assistência técnica dos bens locados, podendo, no entanto, contratar a prestação desses serviços por terceira entidade. A actividade das SLF apenas pode ser financiada por fundos próprios ou através dos seguintes recursos: I. Emissão de obrigações, sem ter de obedecer aos limites fixados no Código das Sociedades Comerciais, e de papel comercial ; II. III. Financiamentos concedidos por outras instituições de crédito, bem como instituições financeiras internacionais; Suprimentos ou outras formas de empréstimos e adiantamentos entre uma sociedade e os respectivos sócios; IV. Operações de tesouraria, legalmente permitidas, entre sociedades que se encontrem numa relação de domínio ou de grupo. Forma e capital social As SLF, como instituições de crédito, devem adoptar a forma de sociedade anónima e ter capital social mínimo de ,23 se tiverem por objecto apenas a locação financeira mobiliária, ou ,46 nos restantes casos, representado obrigatoriamente em acções nominativas. E) As Sociedades de Cessão Financeira (Factoring) Relativamente às sociedades de factoring, a sua actividade encontra-se regulamentada não só no RGIC, mas também no Regime Jurídico das Sociedades e Contratos de Factoring (Decreto-Lei n.º 171/95, de 18 de Julho, alterado pelo Decreto-Lei n.º 186/2002, de 21 de Agosto). Como não podia deixar de ser, a sua actividade está igualmente sujeita à supervisão do Banco de Portugal. O objecto das sociedades de factoring é precisamente a actividade de cessão financeira que consiste na aquisição de créditos a curto prazo, derivados da venda de produtos ou da prestação de serviços. Porém, cabem igualmente no escopo da sua actividade a prestação de serviços complementares, tais como o estudo de risco de crédito, apoio jurídico, comercial, contabilístico e à gestão dos créditos transaccionados. A actividade das sociedades de factoring apenas pode ser financiada por fundos próprios ou através dos seguintes recursos: I. Emissão de obrigações, sem ter de obedecer aos limites fixados no Código das Sociedades Comerciais, e de papel comercial ; II. III. Financiamentos concedidos por outras instituições de crédito, bem como instituições financeiras internacionais; Suprimentos ou outras formas de empréstimos e adiantamentos entre uma sociedade e os respectivos sócios; IV. Operações de tesouraria, legalmente permitidas, entre sociedades que se encontrem numa relação de domínio ou de grupo. Forma e capital social As sociedades de factoring, como instituições de crédito, devem adoptar a forma de sociedade anónima e ter capital social mínimo de ,79, representado obrigatoriamente em acções nominativas. 3. Regime Jurídico dos Contratos de Financiamento 3.1. Dos Contratos de Crédito ao Consumo Enquadramento geral Nos últimos anos, registou-se um significativo desenvolvimento do fenómeno do crédito ao consumo, a que corresponde um crescimento notório da oferta e adopção de novas formas de crédito. O crédito ao consumo permite aos consumidores que dispõem de um rendimento médio adquirirem bens móveis corpóreos e acederem ao fornecimento de serviços, a que de outro modo não teriam acesso. No domínio da protecção dos direitos dos consumidores na qual a ASFAC tem desempenhado um papel funda- 27

28 Capítulo III Enquadramento Legal mental importa garantir uma informação completa e verdadeira ao consumidor, susceptível de contribuir para uma correcta formação da vontade de contratar. Para o efeito, tornou-se imprescindível regular as condições em que se realiza a publicitação do crédito, tendo sido estabelecidos mecanismos que permitem ao consumidor conhecer o custo total do crédito que lhe é oferecido Âmbito de Aplicação Delimitação negativa O regime jurídico do crédito ao consumo constante do Decreto-Lei n.º 133/2009, de 2 de Junho ( já alterado pelo Decreto-Lei n.º 72-A/2010, de 18 de Junho) define o seu âmbito de aplicação por via da consagração do critério de delimitação negativa. Ou seja, consagrou um conjunto de situações aos quais o regime dos contratos de crédito ao consumo não é aplicável, nomeadamente, em razão dos montantes envolvidos nas operações, em função da natureza da operação ou por já disporem de regimes específicos. Por contrato de crédito entende-se o instrumento pelo qual um credor concede ou promete conceder um crédito no exercício da sua actividade comercial ou profissional. Não obstante a abrangência desta definição legal, o regime jurídico supra referido não se aplica a uma vasto conjunto de situações, entre as quais destacamos as seguintes: Contratos de crédito garantidos por hipoteca sobre coisa imóvel ou por outro direito sobre coisa imóvel; Contratos de crédito cuja finalidade seja a de financiar a aquisição ou a manutenção de direitos de propriedade sobre terrenos ou edifícios existentes ou projectados; Contratos de crédito cujo montante total de crédito seja inferior a (euro) 200 ou superior a (euro) ; Contratos de locação de bens móveis de consumo duradouro que não prevejam o direito ou a obrigação de compra da coisa locada, seja no próprio contrato, seja em contrato separado; Contratos de crédito sob a forma de facilidades de descoberto que estabeleçam a obrigação de reembolso do crédito no prazo de um mês; Contratos de crédito em que o crédito seja concedido sem juros e outros encargos; Contratos de crédito em que o crédito deva ser reembolsado no prazo de três meses e pelo qual seja devido o pagamento de encargos insignificantes, com excepção dos casos em que o credor seja uma instituição de crédito ou uma sociedade financeira; Contratos de crédito cujo crédito é concedido por um empregador aos seus empregados, a título subsidiário, sem juros ou com TAEG inferior às taxas praticadas no mercado, e que não sejam propostos ao público em geral; Contratos de crédito exclusivamente garantidos por penhor constituído pelo consumidor Regras jurídicas a. Publicidade De acordo com regime jurídico do crédito aos consumidores, e com o Aviso do Banco de Portugal n.º 10/2008, e sem prejuízo das normas legais aplicáveis em geral à actividade publicitária e das relativas às práticas comerciais desleais nas relações com os consumidores no mercado interno, toda a publicidade ou qualquer comunicação comercial, em que um anunciante/credor se proponha conceder crédito ou servir de intermediário para a celebração de contratos de crédito, deverá indicar a TAEG para cada modalidade de crédito, mesmo que este seja apresentado como gratuito, sem juros ou sejam utilizadas expressões semelhantes. Ou seja, a indicação da TAEG é absolutamente obrigatória. Esta exigência resulta da constatação de que, no âmbito deste regime, os consumidores não têm tido a protecção eficaz que se esperaria e não se tem contribuído para a transparência das comunicações comerciais dirigidas aos consumidores, pondo assim em causa a sua capacidade para, de forma consciente e esclarecida, formarem a sua vontade de contratar. Na senda do seu antecessor, o novo regime (Decreto-Lei n.º 133/2009, de 2 de Junho) vem reforçar a obrigatoriedade de indicação da taxa anual de encargos efectiva global a todas as comunicações comerciais relacionadas com esta actividade. No caso de haver lugar à aplicação de diferentes taxas da TAEG, devem ser indicadas todas as taxas potencialmente aplicáveis. Ainda relativamente à TAEG, esta deverá ser indicada, se não for possível outro meio, através de um exemplo representativo. Acresce que o seu tratamento gráfico ou audiovisual deve assumir o mesmo destaque que outras características do produto anunciado para que se considerem cumpridas as obrigações supra referidas. De notar que o novo regime determina que a publicidade re- 28

29 Capítulo III Enquadramento Legal lativa a operações de crédito deverá obrigatoriamente conter um conjunto de informação normalizada, tais como: A taxa nominal, fixa ou variável ou ambas, juntamente com a indicação de quaisquer encargos aplicáveis incluídos no custo total do crédito para o consumidor; O montante total do crédito; A TAEG; A duração do contrato de crédito, se for o caso; O preço a pronto e o montante do eventual sinal, no caso de crédito sob a forma de pagamento diferido de bem ou de serviço específico; e O montante total imputado ao consumidor e o montante das prestações, se for o caso. Determina ainda o Aviso n.º 10/2008 do Banco de Portugal que devem ser indicados: O prazo de reembolso que, no início do empréstimo, se prevê estar associado às prestações (fixas ou variáveis) a pagar; O montante de financiamento correspondente à prestação anunciada (caso o financiamento tenha prestações constantes); O prazo total do empréstimo (caso o financiamento tenha prestações variáveis). Mais, esta publicidade deve conter um exemplo representativo que inclua, pelo menos, o montante de crédito, o prazo de reembolso, a taxa de juro anual nominal, no caso de taxa fixa, ou o indexante (com indicação de mês a que se refere) e o spread, no caso de taxa variável. Por fim, refira-se que as regras da publicidade constantes do regime do crédito ao consumo impõem que, caso estejamos perante a celebração de contrato relativo a um serviço acessório ao contrato de crédito, como por exemplo um contrato de seguro, e esta seja necessária para a obtenção do crédito nos termos e nas condições de mercado, e o custo desse serviço acessório não puder ser antecipadamente determinado, deve igualmente ser mencionada, de modo claro, conciso e visível, a obrigação de celebrar esse contrato, bem como a TAEG. Assim, as novas regras aplicáveis à publicidade dos contratos de crédito ao consumo, exigem por parte das instituições financeiras a adopção de posturas cada vez mais consentâneas com os princípios da transparência e máxima prestação de informações. De salientar que a violação destes deveres, poderá ser punível com coima que pode variar entre os e os , sem prejuízo da aplicação de sanções acessórias previstas no RGICSF. Caso a violação seja subsumível às competências da Direcção Geral do Consumidor o valor da coima a aplicar será de a b. Procedimentos pré-contratuais O novo dispositivo legal (Decreto-Lei n.º 133/2009, de 2 de Junho), visando o reforço da informação ao consumidor e o fomento da literacia financeira, consagrou um vasto conjunto de obrigações que precedem a concessão de crédito aos consumidores. Neste sentido, a título de informações pré-contratuais, estabelece-se que, aquando da apresentação de uma oferta de crédito ou previamente à celebração do contrato de crédito, o credor e, se for o caso, o mediador de crédito devem, com base nos termos e nas condições oferecidas pelo credor e, se for o caso, nas preferências expressas pelo consumidor e nos elementos por este fornecidos, prestar ao consumidor as informações necessárias para comparar diferentes ofertas, a fim de este tomar uma decisão esclarecida e informada. Em complemento, determina-se ainda que as informações pré-contratuais deverão ser prestadas em papel ou noutro suporte duradouro, através da ficha sobre «Informação normalizada europeia em matéria de crédito a consumidores», que se encontra em anexo ao referido diploma e que abrangem um vasto conjunto de elementos, entre as quais destacamos as que se seguem: O tipo de crédito; A identificação e o endereço geográfico do credor, bem como, se for o caso, a identificação e o endereço geográfico do mediador de crédito envolvido; O montante total do crédito e as condições de utilização; A duração do contrato de crédito; Nos créditos sob a forma de pagamento diferido de um bem ou de um serviço específico e nos contratos coligados, o bem ou o serviço em causa, assim como o respectivo preço a pronto; A taxa nominal, as condições aplicáveis a esta taxa e, quando disponíveis, quaisquer índices ou taxas de juro 29

30 Capítulo III Enquadramento Legal de referência relativos à taxa nominal inicial, bem como os períodos, as condições e os procedimentos de alteração da taxa de juro; em caso de aplicação de diferentes taxas nominais, em função das circunstâncias, as informações antes referidas sobre todas as taxas aplicáveis; A TAEG e o montante total imputado ao consumidor, ilustrada através de exemplo representativo que indique todos os elementos utilizados no cálculo desta taxa; O tipo, o montante, o número e a periodicidade dos pagamentos a efectuar pelo consumidor e, se for o caso, a ordem pela qual os pagamentos devem ser imputados aos diferentes saldos devedores a que se aplicam taxas de juro diferenciadas para efeitos de reembolso. Saliente-se que caso o contrato tenha sido celebrado, a solicitação do consumidor, através de um meio de comunicação à distância que não permita o fornecimento das informações nos termos supra referidos, a instituição financeira deverá facultar ao consumidor, na íntegra e imediatamente após a celebração do contrato de crédito, as informações pré-contratuais devidas através da ficha da «Informação normalizada europeia em matéria de crédito a consumidores». Os procedimentos pré-contratuais relacionados com a celebração de um contrato de crédito ao consumo implicam, também, o dever de assistência ao consumidor, uma vez que a instituição financeira e, se for o caso, o mediador de crédito têm o dever de esclarecer de modo adequado o consumidor, por forma a colocá-lo em posição que lhe permita avaliar se o contrato de crédito proposto se adapta às suas necessidades e à sua situação financeira, cabendo-lhes, designadamente, fornecer as informações pré-contratuais supra referidas, explicitar as características essenciais dos produtos propostos, bem como descrever os efeitos específicos deles decorrentes para o consumidor, incluindo as consequências da respectiva falta de pagamento. Cuidados redobrados deverão estar sempre presentes aquando da prestação dos esclarecimentos aos consumidores, uma vez que o ónus da prova do cumprimento desta obrigação recai sobre a instituição credora ou sobre o mediador de crédito. A violação deste dever constitui ainda contra-ordenação punível com coima. Outra importante novidade do novo regime, e que se enquadra no âmbito dos procedimentos pré-contratuais, foi a consagração do dever de análise da solvabilidade do consumidor, a cargo das instituições de crédito e que deverá ser concretizado antes da celebração de um contra- to de crédito ao consumo. Para o efeito foram previstos três mecanismos que visam dar cumprimento a esta nova obrigação legal, que passamos a indicar: Em primeiro lugar, a instituição de crédito deverá obter do consumidor o máximo de informações possíveis acerca da sua solvabilidade, de modo a verificar a sua real capacidade de cumprimento das obrigações. Para o efeito, as instituições de crédito poderão solicitar um conjunto de informações e elementos para uma adequada avaliação; Após esse primeiro momento e em complemento, as instituições credoras poderão consultar os dados do consumidor constantes da bases de dados de responsabilidades de crédito, de modo a avaliar correctamente o risco da operação, por via da análise das responsabilidades efectivas e ou potenciais do consumidor em causa; Um terceira via consagrada pelo legislador é a possibilidade de consultar a lista pública de execuções, de modo a verificar se existem processos de execução pendentes contra o devedor. A consulta da lista pública de execuções permite, além disso, verificar se não existem bens penhorados no património do consumidor e que poderão ser dados em garantia do crédito a ser concedido; Saliente-se que a avaliação da solvabilidade do consumidor deverá também ser efectuada durante a vida do contrato, nomeadamente, nos casos em que se pretenda aumentar o montante do crédito concedido. Acresce que o não cumprimento desta obrigação é passível de constituir uma contra-ordenação, cabendo à instituição credora a prova do seu efectivo cumprimento. c. Forma e Formalidades Para que o contrato de crédito seja válido, deverá ser reduzido a escrito e assinado pelos contraentes, sendo obrigatoriamente entregue um exemplar a todos os contraentes, incluindo os garantes, no momento da respectiva assinatura. A inobservância desta prescrição torna o contrato nulo. Será ainda nulo o contrato que não contenha, entre outros, os seguintes elementos: a TAEG; a taxa nominal, fixa ou variável ou ambas, juntamente com a indicação de quaisquer encargos aplicáveis incluídos no custo total do crédito para o consumidor; 30

31 Capítulo III Enquadramento Legal o montante total do crédito; a duração do contrato de crédito, se for o caso; o preço a pronto e o montante do eventual sinal, no caso de crédito sob a forma de pagamento diferido de bem ou de serviço específico; o montante total imputado ao consumidor e o montante das prestações, se for o caso. d. Período de Reflexão Para defesa do consumidor, é estabelecido um período de reflexão que lhe permite decidir de forma racional sobre a viabilidade e necessidade de concessão de crédito. Dentro desse período o consumidor poderá exercer o direito de livre revogação do contrato Deste modo, o consumidor dispõe de um período de catorze dias para revogar a declaração negocial assumida, sem necessidade de indicar qualquer motivo. Em regra, a declaração negocial do consumidor relativa à celebração de um contrato de crédito só se torna eficaz se o consumidor não a revogar. A revogação poderá ser feita em declaração enviada ao credor por carta registada com aviso de recepção ou em suporte duradouro à disposição do credor e ao qual este possa aceder e expedida no prazo de catorze dias a contar da assinatura do contrato ou a partir da data de recepção pelo consumidor do exemplar do contrato e das informações contratuais, se essa data for posterior à data da celebração do contrato de crédito. Com o fim de facilitar o exercício do direito de revogação, poderá ser anexado ao contrato de crédito um formulário da declaração de revogação, a subscrever, se for caso disso, pelo consumidor. Em caso de exercício do direito de livre revogação, o consumidor deve pagar ao credor o capital e os juros vencidos a contar da data de utilização do crédito até à data de pagamento do capital, sem atrasos indevidos, em prazo não superior a 30 dias após a expedição da comunicação. e. Cumprimento Antecipado Com o novo regime jurídico do crédito ao consumidor foram instituídas novas regras no que respeita ao reembolso antecipado do crédito. O reembolso antecipado do crédito já era permitido ao abrigo da legislação anteriormente em vigor, podendo o consumidor fazê-lo de forma parcial ou total. Não obstante, o novo regime veio proceder a algumas clarificações em relação ao anterior. Neste sentido, foi alargado o prazo de pré-aviso para a comunicação da intenção de realização de reembolso antecipado, passando de 15 para 30 dias. De notar que o aviso prévio pode ser materializado através de uma comunicação em papel ou noutro suporte duradouro, podendo ser exercido a todo o tempo durante a vida da relação creditícia. Naturalmente, em caso de reembolso antecipado, o credor terá direito a uma compensação pelos custos directamente relacionados com esse reembolso, desde que tal ocorra num período em que a taxa nominal aplicável seja fixa. Essa compensação, que se traduz no pagamento de uma comissão, ao contrário do regime anterior, varia em função do período que medeia entre a data do reembolso antecipado e a data estipulada para o termo do contrato de crédito. Ou seja: i) se o período for superior a 1 ano a comissão não poderá exceder os 0.5% do montante do capital reembolsado antecipadamente; ii) pelo contrário, se aquele período for inferior ou igual a um ano a comissão não poderá exceder os 0.25%. Contrariamente ao que sucedia ao abrigo do regime anterior, o actual consagra três situações em que é expressamente proibido ao credor cobrar quaisquer comissões ao consumidor em virtude de reembolso antecipado, a saber: i) se o reembolso tiver sido efectuado em execução de contrato de seguro destinado a garantir o reembolso do crédito; ii) no caso de facilidade de descoberto; iii) se o reembolso ocorrer num período em que a taxa nominal aplicável não seja fixa. A par das situações supra referidas, o legislador instituiu um outro limite para as comissões, determinando-se que as mesmas não poderão, em caso algum, exceder o montante dos juros que o consumidor teria de pagar durante o período decorrido entre o reembolso antecipado e a data estipulada para o termo do período de taxa fixa do contrato de crédito. Por fim, é importante ter em linha de conta que o não cumprimento das disposições legais relativas ao reembolso antecipado poderá constituir um contra-ordenação punível com coima que pode variar entre os 3.000,00 a ,00. f. Contrato de crédito coligado Nos casos em que o crédito é concedido para financiar o pagamento de um bem vendido por terceiro, a invalidade 31

32 Capítulo III Enquadramento Legal ou a ineficácia do contrato de crédito coligado repercute-se, na mesma medida, no contrato de compra e venda. Por outro lado, a invalidade ou a revogação do contrato de compra e venda repercute-se, na mesma medida, no contrato de crédito coligado. Por esta razão, no caso de incumprimento ou de desconformidade no cumprimento de contrato de compra e venda ou de prestação de serviços coligado com contrato de crédito, o consumidor que, após interpelação do vendedor, não tenha obtido deste a satisfação do seu direito ao exacto cumprimento do contrato, pode interpelar o credor para exercer qualquer uma das seguintes pretensões: excepção de não cumprimento do contrato; redução do montante do crédito em montante igual ao da redução do preço; resolução do contrato de crédito. g. Concessão de crédito em conta corrente Nos contratos celebrados com o consumidor para a concessão de crédito revolving / em conta corrente, independentemente da forma que assumam, o consumidor será informado, por escrito, no momento da celebração do contrato ou em momento anterior do eventual limite do crédito ou a forma de o determinar. O consumidor será ainda informado da taxa de juro anual, os encargos aplicáveis aquando da celebração do contrato e as condições em que a taxa de juro e os encargos podem ser alterados, do período de reflexão, caso seja aplicável, os termos de utilização do crédito e as condições de reembolso e as condições de cessação do contrato. Durante a vigência do contrato, o consumidor será informado por escrito de qualquer alteração da taxa de juro anual ou dos encargos aplicáveis, no momento em que se verificar tal alteração, podendo a informação ser prestada através de extracto de conta. No entanto, estas alterações só podem ser aplicadas a partir da data da comunicação ao consumidor. h. Concessão de crédito sob a forma de descoberto No caso de contratos de crédito na modalidade de facilidade de descoberto que estabeleçam a obrigação de reembolso do crédito a pedido ou no prazo de três meses, os mesmos deverão conter, adicionalmente, as seguintes indicações, que deverão ser prestadas de forma clara e concisa: a TAEG e o montante total do crédito ao consumidor, calculados no momento da celebração do contrato de crédito, devendo ser mencionados todos os pressupostos utilizados para calcular esta taxa; indicação de que, a seu pedido, pode ser exigido ao consumidor, em qualquer momento, o reembolso integral do montante do crédito; o procedimento a adoptar para o consumidor exercer o direito de livre revogação do contrato de crédito; e as informações sobre os encargos aplicáveis a partir da celebração do contrato de crédito e, se for o caso, as condições em que estes podem ser alterados Do Contrato de Locação Financeira (Leasing) Como já tivemos oportunidade de mencionar, o contrato de leasing é aquele pelo qual uma das partes se obriga, mediante retribuição, a ceder à outra o gozo temporário de uma coisa, móvel ou imóvel, adquirida ou construída por indicação desta, e que o locatário poderá comprar, decorrido o período acordado, por um preço nele determinado ou determinável mediante simples aplicação dos critérios nele fixados. À data, podem ser objecto do contrato de leasing quaisquer bens susceptíveis de serem dados em locação. Actualmente, o Regime Jurídico do Contrato de leasing resulta das normas constantes do Decreto-Lei n.º 149/95, de 24 de Junho, alterado pelos Decretos-Leis nº 265/97, de 2 de Outubro, 285/2001, de 3 de Novembro e 30/2008 de 25 de Fevereiro, que será seguidamente objecto de análise Forma e formalidades Para que o contrato de leasing seja eficaz necessita de ser celebrado por escrito, consubstanciando-se num mero documento particular. No entanto, quando o objecto do contrato for um bem imóvel é ainda exigido o reconhecimento presencial das assinaturas, excepto se, na altura da apresentação do pedido de registo, as assinaturas forem efectuadas na presença de funcionário dos serviços de registo. Além disso, exige-se a apresentação cópia certificada ou original de licença de utilização ou de construção. Os contratos de 32

33 Capítulo III Enquadramento Legal locação financeira imobiliária estão sujeitos a registo na conservatória competente Prazo e Vigência A produção de efeitos do contrato de locação financeira verifica-se a partir da data da sua celebração, sem prejuízo de as partes poderem condicionar o início de vigência à efectiva aquisição, construção ou entrega do bem ao locatário ou a quaisquer outros factos. Em relação ao prazo, o contrato de leasing não pode ter duração superior a 30 anos. Na falta de estipulação de prazo pelas partes, o contrato considera-se celebrado por 18 meses ou 7 anos, consoante se trate de bens móveis ou imóveis. De acordo com a regra geral, o prazo de locação de bens móveis não deve ultrapassar o tempo que corresponde ao período presumível de utilização económica da coisa. Com o fim do contrato, independentemente do motivo, e não exercendo o locatário a opção de compra, o locador poderá dispor do bem, nomeadamente vendendo-o ou dando-o em locação ou locação financeira ao anterior locatário ou a terceiro Posição jurídica do locador Da celebração do contrato de leasing resultam várias obrigações específicas do locador, assim este deve: i) Adquirir ou mandar construir o bem a locar; ii) Conceder o gozo do bem para os fins a que se destina; iii) Vender o bem ao locatário, caso este queira, findo o contrato; Como direitos específicos do locador no contrato de leasing, estes podem: i) Defender a integridade do bem; ii) Examinar o bem, sem prejuízo da actividade normal do locatário; iii) Fazer suas, sem compensações, as peças ou outros elementos acessórios incorporados no bem pelo locatário Posição jurídica do locatário São, nomeadamente, obrigações do locatário: i) Pagar as rendas; ii) Pagar, em caso de locação de fracção autónoma as despesas correntes necessárias à fruição das partes comuns do edifício e aos serviços de interesse comum; iii) Facultar ao locador o exame do bem locado; iv) Não aplicar o bem a fim diverso daquele a que ele se destina ou movê-lo para local diferente do contratualmente previsto, salvo autorização do locador; v) Assegurar a conservação do bem e não fazer dele uma utilização imprudente; vi) Realizar as reparações, urgentes ou necessárias, bem como quaisquer obras ordenadas pela autoridade pública; vii) Não proporcionar a outrem o gozo total ou parcial do bem por meio da cessão onerosa ou gratuita da sua posição jurídica, sublocação ou comodato, excepto se a lei o permitir ou o locador a autorizar; viii) Comunicar ao locador, dentro de 15 dias, a cedência do gozo do bem, quando permitida ou autorizada nos termos da alínea anterior; ix) Avisar imediatamente o locador, sempre que se tenha conhecimento de vícios no bem ou saiba que o ameaça algum perigo ou que terceiros se arrogam direitos em relação a ele, desde que o facto seja ignorado pelo locador; x) Efectuar o seguro do bem locado, contra o risco da sua perda ou deterioração ou dos danos por ele provocados; xi) Restituir o bem locado, findo o contrato, em bom estado, salvo as deteriorações inerentes a uma utilização normal, quando não opte pela sua aquisição. Para além dos direitos e deveres gerais previstos no regime da locação assistem ao locatário, em especial, os seguintes direitos: i) Usar e fruir o bem locado; ii) Defender a integridade do bem e o seu gozo, nos termos do seu direito; iii) Usar as acções possessórias, mesmo contra o locador; iv) Onerar, total ou parcialmente, o seu direito, mediante autorização expressa do locador; v) Exercer, na locação de fracção autónoma, os direitos próprios do locador, com excepção dos que, pela sua natureza, somente por aqueles possam ser exercidos; vi) Adquirir o bem locado, findo o contrato, pelo preço estipulado Risco Se o contrário não for estipulado pelas partes, o risco de perda ou deterioração do bem objecto do contrato de leasing corre por conta do locatário Resolução do contrato especificidades Aplicam-se à resolução do contrato de leasing as regras gerais previstas para a resolução de contratos, além dos casos específicos de resolução. Assim, o contrato de leasing pode ainda ser resolvido pelo locador em caso de 33

34 Capítulo III Enquadramento Legal dissolução ou liquidação da sociedade locatária e em caso de verificação de qualquer dos fundamentos de declaração de falência do locatário. Em caso de resolução do contrato com fundamento no incumprimento e com vista ao cancelamento do respectivo registo, é suficiente a apresentação do comprovativo de comunicação da resolução à outra parte Regime fiscal a. IRC Em sede de IRC, os juros recebidos nas rendas do locador são tributados em regime geral. Na perspectiva do locatário os juros são considerados custos, não sendo aceites como tal a parte da renda destinada a amortização financeira. b. IRS Em sede de IRS, no caso de profissionais liberais, sujeitos passivos deste imposto, os bens adquiridos em leasing têm parte das suas amortizações fiscais consideradas como custos, conforme condições gerais daquele imposto. c. IMT O Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT) incidirá sobre o valor constante do acto ou contrato pelo qual se transmite o imóvel ou sobre o valor patrimonial tributário dos imóveis, consoante o que for maior. Estão isentos de IMT, os contratos de leasing que tenham por objecto: I. As aquisições de bens para fins religiosos, efectuadas por pessoas colectivas religiosas, como tal inscritas, nos termos da lei que regula a liberdade religiosa; II. As aquisições de prédios classificados como de interesse nacional, de interesse público ou de interesse municipal, ao abrigo da Lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro; III. As aquisições de bens situados nas regiões economicamente mais desfavorecidas, quando efectuadas por sociedades comerciais ou civis sob a forma comercial, que os destinem ao exercício, naquelas regiões, de actividades agrícolas ou industriais consideradas de superior interesse económico e social; IV. As aquisições de bens por associações de cultura física quando destinados a instalações não utilizáveis normalmente em espectáculos com entradas pagas; V. As aquisições de prédios rústicos que se destinem à primeira instalação de jovens agricultores candidatos aos apoios previstos no Decreto-Lei n.º 81/91, de 18 de Fevereiro, ainda que operadas em épocas diferentes, até ao valor de ,00 independentemente de o valor sobre que incidiria o imposto ultrapassar aquele limite; VI. As aquisições por museus, bibliotecas, escolas, institutos e associações de ensino ou educação, de cultura científica, literária ou artística e de caridade, assistência ou beneficência, quanto aos bens destinados, directa ou indirectamente, à realização dos seus fins estatutários. d. IMI Relativamente ao Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), este incide sobre o valor tributável dos prédios, o qual corresponde ao seu valor patrimonial, pelo que os bens imóveis subjacentes ao leasing estarão sujeitos igualmente a este imposto. e. IVA O IVA incide sobre a transmissão de bens e serviços, tendo como taxa genérica 23%. Pelo facto de este imposto ser dedutível para a generalidade das empresas, pode não implicar qualquer custo adicional. O regime de IVA das operações de leasing é, regra geral, o aplicável às prestações de serviços, e a sua taxa é a que seria aplicável no caso de transmissão dos bens dados em locação. Assim, relativamente ao leasing de bens móveis, as rendas são tributadas, por norma, à taxa de 23%. No que se refere ao leasing de imóveis, em princípio, se o imóvel não está sujeito a IVA, as rendas também não o estão. No entanto esta isenção é passível de renúncia, pelo que as empresas poderão ser abrangidas pelo regime de IVA à taxa de 23%. Pelo facto de o montante da renda já se encontrar sujeita a IVA, a parte das rendas correspondentes a juros não se encontra sujeita a imposto de selo Do Contrato de Cessão Financeira (factoring) Actualmente, no que respeita aos requisitos de forma do 34

35 Capítulo III Enquadramento Legal contrato de factoring, o legislador optou por não instituir excessivas exigências, tendo sido abolida a regulamentação legal extensiva existente anteriormente. Não obstante, o Decreto-Lei n.º 171/95, de 18 de Julho (alterado pelo Decreto-Lei n.º 186/2002, de 21 de Agosto), relativo às sociedades de cessão financeira, dedica os artigos 7.º e 8.º ao contrato e seu funcionamento. Na ausência de um conjunto alargado de normas, os usos e costumes das instituições de crédito permitem identificar um conjunto de best practices determinadas em função do regime jurídico da cessão de posição contratual no Direito Civil Português Forma e Formalidades De acordo com o artigo 7.º, para que o contrato de cessão financeira seja considerado válido, deverá ser celebrado por escrito, contendo o conjunto das obrigações recíprocas. Registe-se igualmente que, com as transmissões dos créditos, devem necessariamente ser transmitidas em conjunto as facturas ou suporte documental equivalente correspondentes. Na prática, as estruturas contratuais mais usuais tendem a se bipolarizar entre a unidade e a dualidade. No primeiro caso, o contrato de cessão financeira tende a estruturar-se num único contrato de cessão de créditos futuros, no segundo, surge um contrato-quadro onde as partes regulam o conjunto das suas relações, que, depois, obrigará à celebração de diversas cessões de créditos, sendo que os diversos créditos serão vendidos, conforme forem surgindo facturas e nas condições previamente estipuladas pelas partes. A adopção por uma das soluções mencionadas depende única e simplesmente da vontade das partes. Refira-se ainda que os contratos de factoring tendem a formar-se por adesão a um conjunto de condições gerais a que as partes se limitam a subscrever, sem prejuízo da determinação de condições especiais, caso a caso. Neste contexto, é habitual o recurso por parte das sociedades de cessão financeira à disciplina das cláusulas contratuais gerais Conteúdo A análise do conteúdo atípico misto do contrato de cessão financeira reflecte a existência dos seguintes elementos: i) uma promessa de venda de crédito futuros; ii) uma assunção de risco; e iii) a prestação de diversos serviços conexos. A articulação dos elementos mencionados pode apresentar diversas configurações. Deste modo, para além da necessária identificação das partes, um contrato de cessão financeira poderá ter, entre outras, as seguintes cláusulas: i) da entrega de todos ou certos tipos de créditos do aderente; ii) do pagamento dos créditos tomados, com ou sem antecipação; iii) da obrigação de notificar o devedor da cessão operada; iv) do dever do factor de aceitar os créditos oferecidos; v) da remuneração do factor; vi) da duração, renovação e denúncia do contrato; Podendo ainda surgir cláusulas que regulem: vii) as restrições quanto aos tipos de créditos a oferecer; viii) o regime de pagamento dos créditos; ix) os exactos termos em que deve ocorrer a aceitação dos créditos por parte do factor; x) o regime de assunção do risco; xi) remunerações especiais, como sejam a comissão de risco e os juros pela antecipação; xii) os serviços acessórios prestados pelo factor; xiii) a resolução do contrato. Note-se que, em função das cláusulas estabelecidas pelas partes, é possível estabelecerem-se as seguintes distinções: i) factoring total ou parcial: consoante abranja todas as facturas do aderente ou apenas as de certo tipo, determinado em função, por exemplo, do valor, categoria de clientes, entre outros; ii) factoring branco ou selectivo: o primeiro obriga o factor a aceitar e pagar ao aderente todas as facturas que lhe sejam apresentadas por este, ao passo que o selectivo confere ao factor a faculdade de seleccionar as facturas que pagará; iii) factoring interno ou internacional: consoante opere em território nacional ou internacional, sendo que, neste último caso, pode ainda assumir a característica de operar como factoring para a importação ou factoring para a exportação Dos Contratos Financeiros à Distância Entrou recentemente em vigor o Decreto-Lei n.º 95/2006, de 29 de Maio (alterado pelo Decreto-Lei n.º 317/2009, de 30 de Outubro) que estabelece o regime jurídico aplicável aos contratos celebrados à distância com consumidores relativos a serviços financeiros, que a lei define como qualquer serviço bancário, de crédito, de seguros, de investimento ou de pagamento ou relacionado com a adesão individual a fundos de pensões abertos. 35

36 Capítulo III Enquadramento Legal Assim, a partir de 28 de Junho de 2006, qualquer contrato deste tipo cuja formação e conclusão sejam efectuadas, exclusivamente, através de meios de comunicação à distância, ficaram sujeitos a um determinado número de obrigações, nas quais se inserem extensos deveres de informação pré-contratual. A informação a prestar ao consumidor, que deve ser clara e comunicada em papel ou noutro suporte duradouro, pode ser separada em cinco tipos, a saber: 1. Informação relativa ao prestador de serviços (instituições de crédito e sociedades financeiras, intermediários financeiros em valores mobiliários, empresas de seguros e resseguros, mediadores de seguros e as sociedades gestoras de fundos de pensões); 2. Relativa ao serviço financeiro; 3. Relativa ao contrato; 4. Relativa aos mecanismos de protecção; e 5. Informação adicional prevista na legislação reguladora dos serviços financeiros. O conjunto de informações a prestar ao consumidor sobre o prestador do serviço, compreende: i. A identidade e actividade principal do prestador, sede ou domicílio profissional onde se encontra estabelecido e qualquer outro endereço geográfico relevante para as relações com o consumidor; ii. A identidade do eventual representante do prestador no Estado-membro da União Europeia de residência do consumidor e endereço geográfico relevante para as relações do consumidor com o representante; iii. A identidade do profissional diferente do prestador com quem o consumidor tenha relações comerciais, se existir, a qualidade em que este se relaciona com o consumidor e o endereço geográfico relevante para as relações do consumidor com esse profissional; iv. O número de matrícula na conservatória do registo comercial ou outro registo público equivalente no qual o prestador se encontre inscrito com indicação do respectivo número de registo ou forma de identificação equivalente nesse registo; v. A indicação da sujeição da actividade do prestador a um regime de autorização necessária e identificação da respectiva autoridade de supervisão. Sobre o serviço financeiro deve ser dado ao consumidor: i. Uma descrição das principais características do serviço financeiro; ii. O preço total devido ao prestador pelo serviço financeiro, incluindo o conjunto das comissões, encargos e despesas inerentes e todos os impostos pagos através do prestador ou, não podendo ser indicado um preço exacto, a base de cálculo do preço que permita a sua verificação pelo consumidor; iii. A indicação da eventual existência de outros impostos ou custos que não sejam pagos através do prestador ou por ele facturados; iv. Os custos adicionais decorrentes, para o consumidor, da utilização de meios de comunicação à distância, quando estes custos adicionais sejam facturados; v. O período de validade das informações prestadas; vi. As instruções relativas ao pagamento; vii. A indicação de que o serviço financeiro está associado a instrumentos que impliquem riscos especiais relacionados com as suas características ou com as operações a executar; viii. A indicação de que o preço depende de flutuações dos mercados financeiros fora do controlo do prestador e que os resultados passados não são indicativos dos resultados futuros. Por seu turno, relativamente ao próprio contrato, devem ser prestadas ao consumidor as informações relativas: i. À existência ou não do direito de livre resolução, com indicação da respectiva duração, das condições de exercício, do montante que pode ser exigido ao consumidor e das consequências do não exercício de tal direito; ii. A instruções sobre o exercício do direito de livre resolução, designadamente quanto ao endereço, geográfico ou electrónico, para onde deve ser enviada a notificação deste; iii. À indicação do Estado-membro da União Europeia ao abrigo de cuja lei o prestador estabelece relações com o consumidor antes da celebração do contrato à distância; iv. À duração mínima do contrato à distância, tratando-se de contratos de execução permanente ou periódica; v. Aos direitos das partes em matéria de resolução antecipada ou unilateral do contrato à distância, incluindo as eventuais penalizações daí decorrentes; vi. À lei aplicável ao contrato à distância e o tribunal competente previstos nas cláusulas contratuais. Devem ainda ser prestadas aos consumidores informações relativas ao sistema de indemnização de investidores e de garantia de depósitos, bem como relativas à existência ou não de meios judiciais de resolução de litígios e respectivo modo de acesso. Estas informações devem ser postas à disposição do consumidor antes de este ficar vinculado por uma proposta ou contrato à distância. 36

37 Capítulo IV A Supervisão do Sector 37

38 A Supervisão do Sector Capítulo IV 1. A supervisão do Banco de Portugal no âmbito da actividade exercida pelas Associadas da ASFAC que concretizam os diplomas legais base, que pelo carácter genérico não regulamentam totalmente o sector. Como já foi referido, o enquadramento legal da actividade dos Bancos, IFIC, SFAC, SLF e SF resulta da articulação entre o disposto no RGIC e os diplomas específicos que criam essas figuras. 2. Obrigações das Associadas da ASFAC no âmbito da supervisão comportamental Essas actividades encontram-se ainda submetidas a um conjunto alargado de disposições regulamentares, competindo ao Banco de Portugal exercer a supervisão nos termos que iremos expor seguidamente. É da competência do Banco de Portugal exercer a supervisão das instituições de crédito, sociedades financeiras e outras entidades que lhe estejam legalmente sujeitas, nomeadamente estabelecendo directivas para a sua actuação, nos termos da legislação que rege a supervisão financeira. Assim, os Bancos, IFIC, SFAC, SLF e SF, enquanto instituições de crédito, estão sujeitos à supervisão do Banco de Portugal. Enquanto órgão supervisor, compete ao Banco de Portugal acompanhar a actividade das instituições de crédito, vigiar pela observância das normas que disciplinam a actividade daquelas, emitir recomendações para que sejam sanadas as irregularidades detectadas, tomar providências extraordinárias de saneamento e sancionar as infracções. Quando considere necessário, o Banco de Portugal pode ainda exigir a realização de auditorias especiais, por entidade independente por si designada, a expensas da instituição auditada. É através da emissão de avisos, instruções e cartascirculares que o Banco de Portugal disciplina a actividade das instituições de crédito, nas matérias objecto de supervisão. Na verdade, são estes importantes instrumentos os efectivos reguladores do sector crédito especializado, uma vez O Banco de Portugal viu as suas competências de supervisão alargadas e reforçadas, através da atribuição de competências de supervisão comportamental das instituições de crédito e das sociedades financeiras. A supervisão comportamental tem como escopo a promoção de mecanismos de tomada de decisões racionais e conscientes pelos clientes, com vista à protecção dos seus interesses, contribuindo assim para a estabilidade, eficiência e regular funcionamento do sistema financeiro. Trata-se de um conjunto de mecanismos que visam fundamentalmente resgatar a confiança dos clientes num sistema financeiro fortemente abalado pela crise financeira internacional desencadeada em O Banco de Portugal passou a dispor de competências que lhe permitem desenvolver uma actuação efectiva e assegurar o cumprimento das normas de conduta. Como adiante veremos, são vários os instrumentos de supervisão comportamental à disposição do Banco de Portugal e que dizem respeito a princípios e regras de transparência e rigor na informação prestada aos clientes durante todo o processo de negociação e comercialização, estabelecendo directrizes de actuação das instituições financeiras. Complementarmente foram instituídos procedimentos oficiosos de fiscalização e actuação das instituições na apreciação de reclamações dos clientes, bem como 38

39 Capítulo IV A Supervisão do Sector normas que penalizam comportamentos irregulares por parte das instituições. De acordo com o relatório do Banco de Portugal sobre a supervisão comportamental relativa a 2010, verifica-se que foram implementadas várias medidas estruturantes para o desenvolvimento da supervisão e regulamentação comportamental, com impacto directo nas actividades das instituições de crédito. Por outro lado, foram publicados vários instrumentos regulamentares sobre os deveres de informação aos clientes na comercialização dos produtos bancários, obrigações de reporte, no se refere a minutas de contratos de crédito e elementos a transmitir ao Banco de Portugal relativamente ao volume de produtos e serviços financeiros prestados, bem como desenvolvidas as funcionalidades disponíveis no Portal do Cliente Bancário. Do ponto de vista da supervisão, e segundo aquele relatório, o Banco de Portugal efectuou diversas inspecções às instituições de crédito, visando avaliar o cumprimento das normas legais e regulamentares aplicáveis ao sector. Para o efeito, o Banco de Portugal realizou inspecções on site e ou off site. Chama-se a atenção para o facto de as inspecções on-site poderem assumir a forma de cliente mistério, ou de inspecções credenciadas, feitas por um inspector credenciado pelo Banco de Portugal. Estas inspecções permitem ao Supervisor ter uma noção clara e abrangente das diversas fases do relacionamento das instituições de crédito com o cliente bancário e perceber o rigor e a forma como as informações estão a ser disponibilizadas, se estão a ser prestadas informações obrigatórias em fase pré-contratual, que tipo de informações consta dos contratos, bem como o acompanhamento dado ao cliente durante a vigência do contrato. No âmbito das suas acções de supervisão comportamental, o Banco de Portugal procede à análise da publicidade aos produtos e serviços bancários comercializados no nosso país, quer por instituições nacionais, quer por instituições estrangeiras. Em 2010 foram analisadas 4971 campanhas de publicidade, 61% das quais relativas a produtos de crédito aos consumidores, nomeadamente crédito pessoal, cartões de crédito, linhas de crédito e financiamento automóvel. Do total das campanhas analisadas, e no que respeita ao crédito ao consumo, 5% tiveram de ser alteradas por indicação do regulador. As alterações decorrentes da Directiva Europeia de crédito ao consumo e a introdução do regime de taxas máximas trouxeram significativas alterações à actividade das entidades de crédito e, consequentemente, aos pontos de venda que funcionam, em muitos casos, como intermediários na subscrição de um crédito. Neste sentido, o Banco de Portugal, além de ter acompanhado a implementação das novas normas, procedeu também a acções de fiscalização nas instituições de crédito e nos pontos de venda. Foram, no ano de 2010, efectuadas 942 acções de inspecção em 67 instituições de crédito e 13 pontos de venda. Durante as inspecções concretizadas, o regulador manteve, porém, especial atenção ao cálculo da TAEG, ao cumprimento da TAEG máxima e aos aspectos relacionados com as taxas de juro. Ainda assim, importa salientar que a acção do regulador não se baseia apenas em inspecções, pois todos os contratos concretizados são, obrigatoriamente, enviados pelas entidades financeiras para análise. Desta análise, cujo principal objectivo é a certificação de que a TAEG aplicada está de acordo com a TAEG máxima imposta para o trimestre em causa, é também possível analisar se o contrato está de acordo com os normativos em vigência. As reclamações enviadas ao Banco de Portugal quer directamente, quer através do reporte feito pelas instituições de crédito quando os clientes escrevem no Livro de Reclamações apresentaram uma descida de 13% face ao observado em Das reclamações analisadas pelo regulador, em 45% dos casos não se verificaram indícios de infracções pelas entidades financeiras e, em 55%, as instituições de crédito procederam à resolução da situação que levou à reclamação. No que respeita ao tipo de reclamação no crédito aos consumidores e outros créditos, houve uma descida de reclamações face a Em termos absolutos, pode dizer-se que por cada 100 mil contratos de crédito aos consumidores e outros créditos foram registadas 26 reclamações. De destacar que as contas de depósitos à ordem foram o produto que esteve no topo da tabela de queixas apresentadas ao regulador. Além de ter acompanhado a implementação das novas normas, de fiscalizar e analisar a publicidade, os contratos e as reclamações, o Banco de Portugal tem também o poder de sancionar as instituições de crédito. Assim, foram emitidas 852 recomendações e determinações específicas que resultaram das inspecções concretizadas, da análise das campanhas publicitárias, da análise das reclamações, do cumprimento das taxas máximas impostas trimestralmente e do reporte obrigatório feito pelas entidades financeiras. Na área do crédito aos consumidores e outros créditos, registaram-se 281 recomendações e determinações específicas. Estas advertências incidiram, sobretudo, no cumprimento das normas legais e regulamentares. 39

40 Capítulo IV A Supervisão do Sector As normas comportamentais objecto de supervisão por parte do Banco de Portugal dizem respeito às seguintes matérias: i. Deveres de prestar informações aos clientes; ii. iii. iv. Regras sobre apreciação de reclamações; Regras sobre o livro de reclamações; Deveres de conduta; v. Adopção de Códigos de Conduta; vi. Regras sobre preçário; vii. Regras relativas à publicidade; Das normas comportamentais emitidas pelo Banco de Portugal, pela sua importância prática, destacamos as seguintes, com impacto directo nas actividades das associadas da ASFAC Regras sobre deveres de prestação de informações aos clientes No âmbito da supervisão comportamental, tal como se verifica no campo da publicidade dos produtos bancários e do preçário, os deveres de informações aos clientes assumem relevância primordial. Estão em causa a prestação de um conjunto de informações de natureza pré-contratual de modo a garantir que os clientes tenham conhecimento completo e rigoroso das obrigações a serem assumidas. Além das informações pré-contratuais, as instituições deverão prestar aos clientes um conjunto específico de informações, mesmo durante a vigência do contrato. Por conseguinte, as instituições deverão disponibilizar aos clientes as mais amplas e precisas informações durante todo o processo de contratação, de modo a que aqueles conheçam as características relevantes de um determinado produto. Saliente-se ainda que as instituições estão obrigadas a fornecer aos clientes informações pré-contratuais em suporte duradouro, nomeadamente, sobre as condições e os elementos caracterizadores do produto de crédito ao consumo, o custo total do crédito (com indicação da TAEG), bem como as demais obrigações do cliente e os riscos associados à falta de pagamento do crédito. Por outro lado, existem regras sobre o conteúdo e redacção dos contratos celebrados entre as instituições de crédito e os clientes, com especial destaque para a sua forma, que deve necessariamente ser clara e precisa. Ainda no que toca ao cumprimento do dever de informação, saliente-se que o Banco de Portugal impõe que as informações a prestar pelas Instituições Financeiras aos consumidores sejam efectuadas através da Ficha sobre Informação Normalizada Europeia em Matéria de Crédito aos Consumidores. Os modelos destas fichas são disponibilizados pelo Banco de Portugal. Trata-se de uma medida que decorre da entrada em vigor do novo regime do crédito ao consumo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 133/2009, de 2 de Junho Regras sobre apreciação de reclamações O Banco de Portugal, visando a célere resolução e apreciação de reclamações dirigidas contra as instituições de crédito e sociedades financeiras, consagrou um conjunto de procedimentos a serem observados pelas instituições de crédito. Destaca-se a obrigação de, no prazo de 20 dias úteis subsequentes à sua recepção, proceder ao tratamento e sanação da reclamação, devendo, durante esse mesmo prazo, enviar resposta ao reclamante com o resultado da análise que a mesma lhe mereceu Regras sobre o Livro de Reclamações Tendo em vista a promoção da celeridade, eficiência e segurança na troca de informação documental com as instituições de crédito e sociedades financeiras no âmbito do tratamento das reclamações de clientes bancários, o Banco de Portugal implementou um serviço de reclamações no seu sistema de comunicação electrónica, denominado BPnet. Este serviço no BPnet simplifica e facilita a tramitação das reclamações dos clientes bancários, através da desmaterialização do respectivo fluxo documental, tornando mais simples e rápida a circulação da informação entre o Banco de Portugal e as instituições supervisionadas. Neste sentido, o Banco de Portugal determina que o original da folha do Livro de Reclamações, bem como as alegações que as instituições entendam prestar a propósito 40

41 Capítulo IV A Supervisão do Sector das reclamações, sejam enviadas ao Banco de Portugal em suporte digital através do sistema BPnet Adopção de Códigos de Conduta O mercado financeiro, e em especial o mercado especializado no crédito ao consumo, exige, por parte dos profissionais do sector, a adopção e o cumprimento de determinados princípios e normas de conduta. Foi neste sentido que o RGICSF estabeleceu a obrigatoriedade das instituições de crédito, ou as suas associações representativas, adoptarem códigos de conduta e divulgarem-nos junto dos clientes, designadamente através de página na Internet. O Código de Conduta contém os princípios e as normas de conduta que regem os vários aspectos das suas relações com os clientes, incluindo os mecanismos e os procedimentos internos por si adoptados no âmbito da apreciação de reclamações. No sentido de promover as melhores práticas no relacionamento com os seus clientes, as Associadas da ASFAC adoptaram, em Dezembro de 2008, o Código de Conduta da sua actividade, disponível em Regras sobre preçário Ainda no domínio da supervisão comportamental encontramos regras sobre o preçário. Com efeito, prevê-se a obrigatoriedade das instituições de crédito disponibilizarem, em todos os balcões, quadros com informação actualizada sobre as condições gerais de acesso aos produtos e serviços que comercializam. Trata-se de um instrumento de capital importância para os clientes, uma vez que permite conhecer, em cada momento, as condições gerais de comercialização dos produtos e serviços da instituição. O preçário deverá conter um conjunto mínimo de informações, nomeadamente as relativas aos juros, comissões máximas praticadas, impostos e outros condicionalismos relativos aos depósitos e outros produtos financeiros, bem como a menção da existência do Livro de Reclamações. Refira-se ainda que o mesmo deverá ser afixado em local de acesso directo, de simples identificação e em linguagem clara e de fácil entendimento, e conter informações permanentemente actualizadas. Do ponto de vista da supervisão é importante notar que as instituições são obrigadas a enviar essas informações ao Banco de Portugal, para efeitos de fiscalização e verificação da sua adequação às exigências legais e regulamentares. Por fim, refira-se que os preçários deverão ser elaborados com base nos modelos disponibilizados pelo Banco de Portugal Regras relativas à publicidade A publicidade dos produtos bancários deve nortear-se por princípios de transparência, rigor e equilíbrio, de modo a proteger o interesse dos clientes e a promover a sã e leal concorrência entre as instituições. Neste sentido, foram consagradas regras relativas à publicidade na comunicação entre as instituições e os seus clientes, que se encontram plasmadas no RGISCF e nos regulamentos emanados do Banco de Portugal sobre a matéria, em especial no Aviso do Banco de Portugal n.º 10/2008. Além desses instrumentos normativos, as instituições deverão ter em linha de conta as regras prescritas no Código da Publicidade, com especial incidência nas regras relativas aos requisitos que devem respeitar as comunicações com os consumidores no âmbito de uma acção publicitária. Atente-se que o Banco de Portugal viu as suas competências substancialmente reforçadas neste domínio. O Supervisor tem o poder para exigir as modificações necessárias e convenientes nas mensagens publicitárias das instituições de crédito ou mesmo ordenar a sua suspensão. Complementarmente consagraram-se regras sancionatórias que serão aplicadas em caso de incumprimento. 3. Obrigações das Associadas da ASFAC no âmbito da supervisão prudencial As obrigações das Associadas da ASFAC no domínio da supervisão prudencial decorrem de um conjunto de normas que o Ministério das Finanças e o Banco de Portugal elaboram, desenvolvem e alteram (Portarias, Avisos, Instruções, etc.), de conteúdo eminentemente técnico, que impõem obrigações cujos objectivos básicos são os de garantir a solidez financeira das instituições destinatárias, assegurando a sua liquidez e solvabilidade. 41

42 Capítulo IV A Supervisão do Sector De acordo com um princípio geral de prudência, as instituições de crédito devem aplicar os fundos de modo a assegurar a todo o tempo níveis adequados de liquidez e solvabilidade. Procurando respeitar este princípio geral, a lei determina um conjunto de normas prudenciais sobre matérias específicas, que devem ser observadas pelas instituições de crédito e sociedades financeiras em geral. Estas normas prudenciais respeitam a um conjunto alargado de matérias, nomeadamente: i. Adequação de fundos próprios; ii. iii. Rácio de Solvabilidade; Disponibilidade mínima de caixa; iv. Reservas mínimas; v. Adiantamento sobre lucros; vi. Dever de prestar informação ao Banco de Portugal (informação estatística, informação periódica prudencial, mapa de pessoal e estabelecimentos no decursos da actividade, informação relativa ao secretário das sociedades anónimas, notificação de operações realizadas com filiais da mesma empresa-mãe e branqueamento de capitais); vii. Provisões; viii. Controlo interno de erro e fraudes; ix. Operações sujeitas a registo no Banco de Portugal (abertura de agências, alteração dos membros dos órgãos sociais, estabelecimento de filiais em Estadosmembros da UE); x. Participações financeiras qualificadas; xi. Contabilidade; xii. Centralização de informação sobre riscos de crédito; xiii. Operações de refinanciamento junto do Banco de Portugal; xiv. Titularização de créditos e juros; xv. Acumulação de cargos; entre outras. Algumas das matérias referidas, pela especial preponderância que assumem, nomeadamente no âmbito da actividade exercida pelas associadas da ASFAC, merecem ser destacadas neste Anuário. 3.1 Adequação de Fundos próprios As principais regras relativas aos elementos que podem integrar os fundos próprios das instituições de crédito e das sucursais foram fixadas pelo Banco de Portugal, definindo os limites e as características que devem ter. O princípio basilar determina que os fundos próprios não podem em caso algum tornar-se inferiores ao montante de capital social exigido para as referidas instituições, ou seja: ,40 no caso dos Bancos ,00 no caso das IFIC ,48 no caso das SFAC; ,23 no caso de SLF que têm por objecto apenas a locação financeira mobiliária; ou ,46 nos restantes casos; e ,79 nas SF. Verificando-se uma diminuição dos fundos próprios para valores abaixo do referido montante, o Banco de Portugal pode, sempre que as circunstâncias o justifiquem, conceder à instituição um prazo limitado para que regularize a situação; caso a instituição não o faça, tomará as medidas que considere necessárias. É de notar o esforço empreendido pelo Banco de Portugal em actualizar constantemente os instrumentos legislativos que regulam os fundos próprios das instituições de crédito, em função da transposição das Directivas comunitárias sobre a matéria, uma vez que constituem um importante instrumento de supervisão financeira. Por fim, refira-se que o Banco de Portugal, ainda no decorrer das suas competências, especificou os procedimentos a adoptar no processo de candidatura para a utilização de modelos internos por parte das Instituições, relativamente ao cálculo de requisitos de fundos próprios para cobertura de riscos de mercado. 3.2 Rácio de solvabilidade O rácio de solvabilidade é hoje considerado decisivo e da maior importância para a apreciação da solvabilidade, liquidez e equilíbrio de uma instituição. De acordo com 42

43 Capítulo IV A Supervisão do Sector a lei, o rácio de solvabilidade corresponde a uma relação entre o montante dos fundos próprios e o dos elementos do activo e extra patrimoniais ponderados ou não por coeficientes de risco. O rácio de solvabilidade é encontrado através da resolução de uma fracção (ou quebrado ), que, em termos extremamente simplificados, se pode descrever como tendo no numerador os fundos próprios e no denominador os riscos ponderados (valores activos e extra patrimoniais ponderados). O rácio que resulta dessa operação terá de ser superior a 8% do total ponderado dos fundos próprios da instituição, adicionado ao saldo das contas extra patrimoniais. 3.3 Controlo de Riscos de Crédito Também de grande relevância são as regras que visam assegurar o equilíbrio global de uma instituição, impedindo que este seja afectado por uma assunção descontrolada ou excessiva de riscos. A lei consagra os limites prudenciais relativos ao regime dos riscos de crédito, designadamente no que respeita à sua concentração e à constituição de provisões destinadas à cobertura de riscos de crédito ou de quaisquer outros riscos ou encargos. Além das normas relativas aos limites prudenciais estabelecidos, referentes aos riscos de crédito, foram instituídas normas destinadas às instituições que pretendam utilizar avaliações de crédito das agências de notação externas External Credit Assessment Institutions (ECAI). Estas normas servem para o cálculo do montante das posições ponderadas pelo risco, no âmbito do método Padrão, e, no caso de posições de titularização, nos termos dos métodos Padrão e Baseado em Notações. Com vista a um maior controlo do risco de crédito, foram ainda instituídas normas referentes ao denominado teste de esforço stress test. Traduzem-se em instrumentos de gestão de risco utilizados no âmbito da avaliação e gestão de risco das instituições, que permitem um melhor entendimento do perfil de risco. Os testes de esforço devem ainda servir para a instituição avaliar o seu capital interno e a capacidade para absorver choques. Por fim, refira-se que foram consagradas normas relativas à instrução do processo de candidatura para Utilização do Método das Notações Internas (Risco de Crédito) e dos Métodos Standard e de Medição Avançada (Risco Operacional), para efeitos da determinação dos requisitos de fundos próprios para cobertura de, respectivamente, risco de crédito e risco operacional. 3.4 Concentração O risco respeitante à concessão de crédito corresponde à hipótese de incumprimento por parte do devedor. Tal risco será tanto maior quanto maior for a concentração dos beneficiários de crédito ou, dizendo de outra forma, quanto menos estiver repartido. Neste sentido, o Banco de Portugal institui um conjunto de regras com vista a regular a concentração dos beneficiários de crédito, uma vez que é considerada um dos principais factores potenciais de perda a que uma instituição de crédito se encontra sujeita. Considera-se como de grande risco a situação em que o conjunto dos riscos incorridos por uma instituição perante um cliente, ou um grupo de clientes ligados entre si, represente 25%, ou mais, dos fundos próprios dessa instituição. 3.5 Reservas As reservas correspondem à parcela dos fundos próprios constituída por uma percentagem dos lucros líquidos retidos em cada exercício, de forma a reforçar o capital circulante da empresa e, eventualmente, a fazer face a prejuízos futuros, podendo ser obrigatórias ou facultativas. 3.6 Reservas obrigatórias São obrigatoriamente imputados à formação de uma reserva legal 10% dos lucros líquidos de cada exercício, até que seja atingido o valor equivalente ao do capital social. 3.7 Provisões O RGICSF refere expressamente os limites mínimos para as provisões destinadas à cobertura de riscos de crédito e de quaisquer outros riscos ou encargos, visando a cobertura de vários tipos de risco que podem resultar na desvalorização de activos. Assim, as instituições de crédito e as sociedades financei- 43

44 Capítulo IV A Supervisão do Sector ras, incluindo as sucursais de instituições com sede em países não pertencentes à União Europeia, são obrigadas a constituir provisões com as seguintes finalidades: a) Para risco específico de crédito; b) Para riscos gerais de crédito; c) Para encargos com pensões de reforma e de sobrevivência; d) Para menos-valias de títulos e imobilizações financeiras; e) Para menos-valias de outras aplicações; f) Para risco-país. No entanto, o Banco de Portugal pode determinar a constituição de provisões fora dos casos previstos, desde que as circunstâncias o justifiquem. Quanto a uma instituição em concreto, o Banco de Portugal pode ordenar o reforço da política de provisionamento - a constituição de provisões em termos mais rigorosos dos que os estabelecidos em geral - quanto a certos devedores, certos mercados ou certas operações. 3.8 Controlo Interno de Erros e Fraudes Muito do esforço de consolidação do mercado de crédito ao consumo passa pela credibilização dos seus operadores. Os mecanismos internos de auditoria e compliance são fundamentais para esse objectivo. As instituições de crédito e sociedades financeiras devem dispor de um sistema de controlo interno que assegure a prevenção e detecção de fraudes, irregularidades e erros, abrangendo: a. A estrutura organizativa da instituição; b. Os métodos e os procedimentos adequados para prevenir e detectar fraudes, irregularidades e erros; c. Métodos que permitam um desempenho eficiente e rentável da actividade, no médio e longo prazos. A actualização promovida pelo Banco de Portugal dos requisitos aplicáveis em matéria de controlo interno às instituições sujeitas à sua supervisão, resultou numa nova sistematização dos princípios básicos que devem nortear a implementação de um sistema de controlo interno, seguindo os conceitos, reconhecidos e aceites a nível internacional, definidos no Internal Control - Integrated Framework publicado pelo Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission (COSO), as recomendações emitidas pelo Comité de Supervisão Bancária de Basileia através do Framework for Internal Control Systems in Banking Organizations e as orientações em matéria de Internal Governance divulgadas pelo Comité das Autoridades Europeias de Supervisão Bancária (CEBS). Por conseguinte, foram estabelecidos os requisitos mínimos que o sistema de controlo interno de cada instituição deve respeitar e das responsabilidades do órgão de administração neste domínio. O órgão de administração é responsável pela implementação e manutenção de um sistema de controlo interno adequado e eficaz e deverá elaborar um relatório anual sintético sobre o funcionamento do sistema de controlo interno, que deve remeter ao Banco de Portugal, até ao final do mês de Junho de cada ano, utilizando para o efeito o sistema BPNET. 3.9 Dever de prestar informação ao Banco de Portugal O dever de prestar informações ao Banco de Portugal encontra-se regulamentado por via de um aviso desta entidade que visa garantir que a informação divulgada seja a mais detalhada e rigorosa possível. Estão em causa informações indispensáveis à manutenção da confiança dos agentes económicos no sistema financeiro, contribuindo, desta forma, para a estabilidade e solidez do sistema financeiro. Neste sentido, o Banco de Portugal, no uso das suas competências, instituiu regras claras e precisas quanto à prestação de informações, tendo em conta o papel desempenhado pelas instituições de crédito no sistema financeiro Comunicação das responsabilidades por crédito concedido ou potencial O Banco de Portugal regulamentou por instrução a comunicação das responsabilidades por crédito concedido ou potencial, a prestar pelas instituições de crédito e sociedades financeiras a esta entidade, para que centralize e divulgue essa informação. Cada entidade participante fica obrigada a comunicar ao Banco de Portugal os saldos, no fim de cada mês, das res- 44

45 Capítulo IV A Supervisão do Sector ponsabilidades decorrentes de determinadas operações de crédito concedido em Portugal, a residentes ou não residentes em território nacional, pelas suas sedes, filiais, agências e sucursais. A obrigação inclui as entidades instaladas nas zonas francas da Madeira e da ilha de Santa Maria, assim como as operações de crédito concedido no estrangeiro a residentes em território nacional, pelas sucursais no exterior. Este sistema designa-se por Central de Responsabilidades de Crédito (CRC) e traduz-se num mecanismo de informação, gerido pelo Banco de Portugal, constituído por informação recebida das entidades participantes sobre responsabilidades efectivas ou potenciais decorrentes de operações de crédito e por um conjunto de serviços relativos ao seu processamento e difusão. Para o efeito, são consideradas como entidades participantes as que se encontram sujeitas à supervisão do Banco de Portugal, que concedam crédito, sucursais de instituições de crédito com sede no estrangeiro e actividade em Portugal e outras entidades designadas por esta entidade que, de algum modo, exerçam funções de crédito ou actividade com este directamente relacionada Prazos e forma de publicação das contas As instituições de crédito e sociedades financeiras sujeitas à supervisão do Banco de Portugal encontram-se obrigadas a publicar as suas contas anuais, quer em base individual, quer em base consolidada, bem como o balanço relativo à situação da actividade global referente a cada um dos primeiros três trimestres do ano. A publicação deverá ser efectuada no sítio da Internet do Banco de Portugal e ainda num dos seguintes locais: i. No sítio da Internet das respectivas instituições; ii. iii. No Diário da República; Num jornal não oficial de grande circulação nacional. Para cumprimento das obrigações referidas, as instituições devem publicar os documentos após 30 dias a contar da data da sua aprovação e enviar, no espaço de 10 dias, ao Banco de Portugal, o respectivo comprovativo de publicação em formato electrónico. Acresce que as contas consolidadas devem ser elaboradas de acordo com as Normas Internacionais de Contabilidade (NIC) e as contas individuais em conformidade com as Normas de Contabilidade Ajustadas (NCA) Prestação de informações prudenciais O Banco de Portugal definiu algumas regras respeitantes à prestação periódica de informações prudenciais de acordo com o estabelecido nos outros países da União Europeia. Foram instituídos modelos de quadros a serem adoptados na prestação de informações prudenciais. Para além disso, estabeleceu-se a obrigatoriedade dessas informações serem dirigidas ao Departamento de Supervisão Bancária até ao final do mês seguinte àquele a que se referem, quando se trate de informação em base individual, ou até ao final do segundo mês seguinte, tratando-se de informação em base consolidada ou, se for caso disso, em base sub-consolidada Informação sobre empresas incluídas no perímetro de consolidação para efeitos prudenciais O Banco de Portugal ampliou a obrigação de informação das entidades sujeitas à sua supervisão devendo estas remeter, trimestralmente, até ao final do mês seguinte do trimestre a que se reportam, os elementos informativos que correspondem ao perímetro de consolidação relevante para efeitos de supervisão em base consolidada. Essa obrigação pode, no entanto, ser dispensada pelo Banco de Portugal se tal lhe for, justificadamente, requerido Cálculo dos Juros As instituições sujeitas à supervisão do Banco de Portugal são obrigadas a publicitar os diversos elementos informativos referentes a juros, comissões e taxas anuais efectivas aplicáveis aos diferentes produtos financeiros. Entrou em vigor no dia 1 de Janeiro de 2010 o Aviso n.º 8/2009 que veio regular este dever de informação. Manteve a obrigação de informar o consumidor sobre o número de dias subjacente ao cálculo de juros, bem como dos critérios de arredondamento das taxas de juro utilizados pela instituição. Este Aviso aplicável às instituições financeiras de crédito e às sociedades financeiras com sede ou sucursal em território nacional impõe que seja facultado um Folheto de Taxas de Juro, que deve estar sempre actualizado e que deverá conter as seguintes menções: i. As taxas representativas de todas as espécies de operações de crédito que habitualmente pratiquem; 45

46 Capítulo IV A Supervisão do Sector ii. iii. A taxa de juro preferencial (prime rate), quando, na prática comercial da instituição, este indicador seja utilizado; Os indexantes, incluindo a taxa básica, utilizados nas operações de crédito com taxa variável, identificados pelas respectivas designações; em vigor do novo regime jurídico do crédito ao consumo, aprovado pelo Decreto-lei n.º 133/2009 de 2 Junho, o Banco de Portugal passa a divulgar o valor das taxas máximas que podem ser aplicadas pelas Instituições de Crédito nos diversos contratos de crédito aos consumidores. Trata-se de uma medida que decorre do disposto do artigo 28.º do referido diploma legal. iv. Os critérios de arredondamento das taxas de juro utilizados pela instituição nas operações de concessão de crédito. Ainda no que toca aos juros e na sequência da entrada As taxas máximas, divulgadas pelo Banco de Portugal, que irão entrar em vigor no próximo dia 1 de Abril de 2011, são válidas para os contratos a celebrar no 2.º trimestre de 2011, para cada tipo especial de contrato de crédito ao consumo: TIPO DE CONTRATO DE CRÉDITO TAEG MÁXIMA CRÉDITO PESSOAL - Finalidade: Educação, Saúde e Energias Renováveis 6.1% Outros Créditos Pessoais 19.1% CRÉDITO AUTOMÓVEL - Locação Financeira ou ALD: novos 8% Locação Financeira ou ALD: usados 9.2% Com reserva de propriedade e outros: novos 11.5% Com reserva de propriedade e outros: usados 15.2% CARTÕES DE CRÉDITO LINHAS DE CRÉDITO 34.3% CONTAS CORRENTES BANCÁRIAS FACILIDADES DE DESCOBERTO Note-se que será considerado usurário o contrato de crédito cuja TAEG, no momento da sua celebração, exceda em um terço as TAEGs máximas atrás referidas. Nestes termos, deve-se considerar como automaticamente reduzida para os limites máximos a TAEG que os ultrapasse, sem prejuízo de eventual responsabilidade criminal. Numa última nota, referimos que as novas taxas ora divulgadas não afectam os contratos já celebrados ou em vigor. 46

47 Capítulo V O Endividamento e a Gestão de Crédito 47

48 O Endividamento e a Gestão de Crédito Capítulo V 1. ENDIVIDAMENTO, RÁCIO DE ENDIVIDAMENTO E TAXA DE ESFORÇO O agudizar da situação económica e financeira, que levou ao aumento do desemprego e à diminuição do poder de compra, tem tido, como é natural, grande influência sobre a gestão das finanças familiares dos portugueses. Ainda assim, e porque é frequente ouvir-se dizer que os portugueses estão sobreendividados, é fundamental descodificar o sentido desta palavra. Apenas estão em situação de sobreendividamento as famílias cujos rendimentos não são suficientes para fazer face às despesas contratadas. Segundo os dados da DECO, em 2010, foram registados 2837 casos de sobreendividamento, o que representa, em termos absolutos, mais 25 casos do que em Este aumento, pouco expressivo em comparação com o agravamento da situação económica e financeira do país, reflecte que apesar de endividada porque a maioria das famílias portuguesas recorreu ao crédito para a compra de habitação própria a população é cautelosa na gestão das suas finanças pessoais. Destaque ainda para o facto de o desemprego ser a principal causa do incumprimento, ou seja, o não pagamento das prestações creditícias dentro do prazo acordado. Para evitar situações de incumprimento é crucial a subscrição de um seguro de protecção ao crédito (ponto três deste capítulo). Clarificando agora o conceito anteriormente apresentado: o endividamento, que diz respeito ao montante em dívida ainda por liquidar, permite o desenvolvimento da economia, uma vez que possibilita a antecipação de recursos que levam ao investimento e ao aumento do consumo. É frequente considerar-se o rácio de endividamento como o indicador que avalia a situação das famílias. No entanto, este rácio é um indicador macro económico que dita a capacidade dos consumidores liquidarem as suas dívidas num determinado período de tempo. Exemplificando: no caso das famílias que contratam um crédito para aquisição de habitação, cujo prazo de amortização poderá ascender aos 50 anos, não faz qualquer sentido considerar o total da dívida (a 50 anos) versus o total dos rendimentos durante um ano. Fazendo estas contas, uma família poderá ter um rácio de endividamento superior a 1000% e não estar em dificuldades financeiras, já que tudo depende da sua taxa de esforço. A Taxa de Esforço é o indicador que reflecte se as famílias estão em dificuldades para cumprir os seus compromissos, uma vez que analisa os rendimentos das famílias num determinado período de tempo face ao serviço de dívida. Para evitar situações difíceis do ponto de vista financeiro, esta taxa não deve ser superior a 30%, no entanto, tudo depende dos rendimentos da família. Se até há uns anos eram geralmente as famílias das camadas sociais mais baixas que entravam mais facilmente em incumprimento, hoje em dia, decorrente da situação económica que o país atravessa, o número de famílias da classe média a sentir dificuldades financeiras tem vindo a aumentar em razão do aumento do desemprego. Assim, antes de recorrer ao crédito, qualquer consumidor deve analisar a sua própria capacidade financeira para perceber se poderá contrair o empréstimo, sem que isso coloque em causa a sua estabilidade financeira. As instituições financeiras, na sua análise de risco de crédito, além deste tipo de avaliações também recorrem às bases de dados do Banco de Portugal que agora contemplam informação positiva e negativa e da Credinformações. 48

49 Capítulo V O Endividamento e a Gestão de Crédito 2. Gestão de Crédito 2.1. O Pré-contencioso As instituições de crédito deparam-se diariamente com a necessidade de recuperar as dívidas cujo prazo de pagamento já caducou. Por este motivo, as empresas de crédito especializado sentiram a necessidade de criar grupos de trabalho que se dedicam exclusivamente a esta tarefa. A diferença entre as empresas é a dimensão dos departamentos internos de gestão de crédito, visto que o método de abordagem ao consumidor tem diversos pontos em comum. No seu modo de funcionamento, após a instituição financeira detectar o atraso no pagamento de uma prestação, entram em contacto com o cliente por telefone, entre o primeiro e o terceiro mês em que a prestação está em falta, com o objectivo de regularizar a situação. Quando a situação de incumprimento não é resolvida depois do primeiro contacto e após quatro ou cinco prestações não saldadas, as empresas entram novamente em contacto com o cliente para lhe propor um novo acordo para a regularização do pagamento da dívida referente às prestações em atraso. As instituições de crédito fazem um elevado esforço para tentar chegar a acordo com os clientes devedores e resolver os problemas de incumprimento com os quais se deparam. Isto porque os clientes incumpridores acarretam custos adicionais para as empresas, os quais são decorrentes dos processos judiciais que estes lhes possam interpor. As diferenças entre os métodos de abordagem ao consumidor podem ditar o sucesso ou insucesso nas tentativas de recuperação de crédito, pretendendo as instituições ter êxito nas abordagens e evitar o recurso aos tribunais. 2.2 O Contencioso Seguidamente serão descritos os procedimentos que as instituições de crédito especializado ao consumo podem recorrer para cobrança dos créditos dos seus clientes A Cobrança Optimizada As empresas de financiamento especializado ao consumo utilizam o processo de cobrança em série, o qual se revela muito útil. As novas realidades do mercado de crédito especializado e as exigências do mesmo conduziram a uma reformulação do processo executivo onde foram criados novos instrumentos: o processo de injunção e o processo de cumprimento de obrigações pecuniárias. Estes processos especiais têm uma grande relevância para a actividade das Associadas da ASFAC, em particular no que diz respeito à cobrança de dívidas de montantes baixos O Processo de Injunção É necessário recorrer aos meios judiciais sempre que o contacto directo e amigável realizado pelo departamento de gestão de crédito da instituição de financiamento não surta o efeito pretendido, isto é, a regularização do valor em dívida. A cobrança coerciva inicia-se com um Processo de Injunção, o qual é mais rápido que uma acção declarativa. No final, e não existindo oposição pelo devedor, é atribuída força executiva ao requerimento judicial - nos mesmos termos de uma sentença judicial - pelo qual se impõe o cumprimento das obrigações pecuniárias de valor inferior a ,00 euros, no que diz respeito a dívidas de particulares, não existindo limite de montante no que concerne a dívidas comerciais entre empresas. a) Âmbito de aplicação O Processo de Injunção é um procedimento simples e rápido que reduz os formalismos relacionados com as acções judiciais. Por este motivo, este é um instrumento bastante utilizado pelas empresas de crédito para a cobrança de valores em dívida. Visa em particular obter o pagamento de quantias pecuniárias em dívida, decorrentes de quaisquer contratos estabelecidos de valor inferior a ,00 euros, no que diz respeito aos particulares. Estando em causa créditos entre empresas, decorrentes da actividade comercial destas, não existe limite de valor da acção para o Requerimento de Injunção. b) Procedimento i. Entrega do requerimento de injunção A instituição credora deverá preencher o requerimento de Injunção com as informações que detém sobre o devedor, em formulário electrónico ou em papel, aprovado por Portaria do Ministério da Justiça, o qual será entregue junto do Balcão Nacional de Injunções (BNI) ou junto da Secretaria Judicial competente (consoante seja entregue em formato electrónico ou de papel, respectivamente). Após entrega do documento, a empresa credora terá de pagar imediatamente a taxa de justiça correspondente, a qual pode variar consoante o montante em dívida reclamado na Injunção. 49

50 Capítulo V O Endividamento e a Gestão de Crédito ii. Notificação do requerimento No prazo de cinco dias úteis, o BNI ou Secretário Judicial deverá notificar o devedor para que este proceda ao pagamento do montante reclamado na Injunção ou, em alternativa, apresente oposição à pretensão no prazo de 15 ou 20 dias úteis. Os diferentes prazos para a resposta do devedor dependem do valor da acção exceder ou não o montante de 5.000,00 euros. Porém, se após a notificação o devedor não deduzir oposição, é conferida força executória à Injunção. No caso de ser deduzida oposição, o Secretário Judicial tem por obrigação apresentar aos autos a distribuição judicial, dando início aos trâmites normais do processo declarativo comum Acção Declarativa Especial para Cumprimento de Obrigações pecuniárias Emergentes de Contratos a) Âmbito de aplicação Este procedimento também tem por objecto, tal como o descrito anteriormente, exigir o pagamento das obrigações financeiras emergentes de contratos de valor igual ou inferior a 5.000,00 euros. A distinção entre este procedimento e a Injunção reside na tramitação processual específica que este meio judicial envolve. b) Procedimentos O credor deverá iniciar o processo de cumprimento de obrigações pecuniárias com a elaboração da Petição, na qual expõe a pretensão e respectivos fundamentos, assim como os dados que tenha em sua posse sobre o devedor. A petição deverá ser entregue no Tribunal mais próximo da sede/domicílio do devedor. c) Citação do Devedor e Contestação O devedor é convocado pelo Tribunal após a apresentação da acção, para que possa contestar a mesma no prazo de 15 dias. Quando o devedor é convocado pessoalmente e não contesta a acção, o juiz deve conferir força executiva à petição inicial. No caso de haver contestação, a acção segue os termos comuns, tendo lugar a audiência de discussão e julgamento, com uma tramitação simples, o que permite acelerar o processo de cobrança de dívidas e permite a recuperação de créditos de valor reduzido Acção Executiva para o Pagamento de Dívida O credor pode recorrer à Acção Executiva para o Pagamento de Dívida quando possui um título/documento ao qual é conferida força executiva nos termos da lei. Através deste procedimento, o credor pode obter o pagamento dos seus créditos através dos bens do devedor. Este é um método muito eficaz para a recuperação dos créditos em dívida por parte das empresas de concessão de crédito, visto que exerce forte pressão sobre devedores que são assim confrontados com a possibilidade de perderem os seus bens pessoais. É usual que o devedor efectue o pagamento das suas obrigações financeiras em atraso quando enfrenta a possibilidade de ter os seus bens penhorados e alvo de venda judicial. Para as instituições de crédito, esta é uma solução benéfica, pois evita os aumentos das custas judiciais e o prolongamento do processo em tribunal, tendo em conta que o devedor cede com alguma facilidade. Habitualmente este método de recuperação de créditos em atraso é utilizado por instituições financeiras que pretendem reaver o bem adquirido através do crédito, ou que concederam um financiamento mais elevado. a) Âmbito de aplicação A entidade financeira deverá ter em sua posse o título executivo para poder avançar com o processo de acção executiva. São exemplos: i. Sentença condenatória; ii. Documento autenticado por um Notário referente à constituição ou reconhecimento de uma obrigação financeira. É exemplo desta situação a escritura de constituição de hipoteca, a favor do credor, em garantia de dívida para com este; iii. Documentos particulares, assinados pelo devedor, que importem constituição ou reconhecimento de obrigações pecuniárias ou de obrigações de entrega de coisa ou prestação de facto, cujo valor seja determinado ou determinável por cálculo aritmético simples ou de obrigação de entrega de coisa ou de prestação de facto. Alguns exemplos deste tipo de documentos são: cheque, letra, livrança, acordos de reconhecimento e de regularização de dívida; ou seja, documentos aos quais foi atribuída força executiva por disposição especial. iv. Injunção na qual seja aposta fórmula executória. b) Procedimento i. Entrega do requerimento executivo O Procedimento tem início com a elaboração do requerimento de execução, mediante os dados 50

51 Capítulo V O Endividamento e a Gestão de Crédito que o credor tem em seu poder acerca do devedor. Ou seja, o credor deve indicar bens conhecidos do devedor e susceptíveis de penhora, a existência de fiadores ou outras garantias. Neste requerimento deve constar a nomeação de um Agente de Execução, visto que este técnico fará o acompanhamento permanente do processo realizando as diligências de penhora necessárias, o que permite um desenvolvimento mais rápido do caso. Anexado a este documento devem ser apresentados os títulos executivos existentes e restantes documentos. A apresentação do requerimento executivo deverá ser realizada na Secretaria do Tribunal mais próximo da sede do devedor, sendo de imediato distribuída para o Agente de Execução indicado, o qual poderá dar de imediato início às diligências de penhora. ii. Penhora de bens: É obrigatório realizar todas as diligências necessárias para identificar ou localizar os bens a penhorar, antes de se realizar a mesma. Para efectuar esta identificação o Agente de execução recorre às bases de dados da Segurança Social no sentido de apurar se o devedor aufere vencimento, salário ou abono, das conservatórias do registo comercial e predial, bem como serviços de finanças e de outros registos ou arquivos semelhantes. O Agente de execução deve proceder às diligências imediatas de penhora dos bens indicados no requerimento executivo quando existe uma dispensa de citação prévia, tendo o devedor um prazo de 20 dias para se opor à penhora e /ou à execução. iii. Pagamento O pagamento da dívida pode ser realizado através de formas diferentes: a. Venda dos bens penhorados; b. Entrega de dinheiro; c. Adjudicação dos bens penhorados; d. Consignação judicial dos rendimentos dos bens penhorados; Em qualquer fase do processo de execução da penhora, o devedor tem a possibilidade de liquidar a dívida em causa ou efectuar um acordo de pagamento e regularização da mesma. Quando isto acontece, a execução é suspensa até ao pagamento efectivo e por inteiro da dívida exequenda. 3. Seguro de Protecção ao Crédito Com o objectivo de assegurar o cumprimento das prestações de um financiamento, pode ser realizado um seguro de protecção de crédito, que poderá ser accionado sempre que o tomador do seguro vê o seu rendimento afectado por situações imprevisíveis, como são exemplo: o desemprego involuntário, morte ou incapacidade temporária absoluta para trabalhar, quer seja por acidente, doença ou hospitalização. Nos casos de morte ou invalidez absoluta e definitiva, a entidade seguradora liquida a totalidade do capital em dívida. Nos casos de desemprego involuntário ou incapacidade temporária para trabalhar, a seguradora liquida as prestações mensais até o devedor poder novamente cumprir com as suas obrigações. Este é um produto vantajoso para as partes envolvidas no contrato: a entidade financeira e o cliente. Para a instituição de crédito, há uma clara redução do risco de incumprimento, visto que, no caso de o cliente não cumprir o pagamento das prestações mensais, a seguradora assume essa responsabilidade. O cliente, por seu lado, fica protegido contra situações inesperadas que lhe afectem o rendimento e os seus compromissos financeiros ficam sempre assegurados. Embora não seja obrigatório, este seguro é fundamental, em especial com a actual conjuntura económica onde o risco de desemprego involuntário é uma ameaça real e constante. A subscrição deste produto deve ser realizada aquando da contratação do crédito ao consumo. Assim, como se recomenda a análise e a avaliação de várias propostas de financiamento, o cliente também deve consultar várias propostas de seguros de protecção de crédito. Em Portugal existem várias entidades seguradoras a operar nesta área. Sempre que o subscritor do seguro for alvo de uma situação abrangida no contrato, deverá entrar em contacto imediato com a seguradora de modo a desenvolver os mecanismos necessários à resolução da situação, evitando assim as prestações em atraso. 51

52 Capítulo VI As Condicionantes de

53 Capítulo VI As Condicionantes de As Condicionantes Económicas de 2010 Este capítulo tem por fontes autoridades económicas e financeiras (Organização para a Cooperação Económica e Desenvolvimento, Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu, Comissão Europeia, Banco de Portugal, entre outras), bem como analistas de referência a nível nacional e internacional. Exportações, a força motriz do crescimento económico de Portugal Valores para a taxa de variação, em volume; Índice de preços no consumidor, taxa de variação anual; Fonte: INE Consumo Investimento Exportações Importações PIB Índice de Preços no Consumidor No início de 2010, as perspectivas de evolução da economia mundial eram marcadas por um sentimento de incerteza acrescida face à persistente volatilidade dos mercados financeiros, ainda que se verificassem sinais positivos quanto a uma recuperação da actividade, sobretudo da China e EUA. Na zona Euro, também se verificava uma subida dos indicadores de confiança em Janeiro de 2010, sinalizando que os estímulos das políticas monetária e orçamental estariam a gerar resultados, com um ciclo mais favorável ao investimento e ao fortalecimento dos fluxos de comércio internacional, sem significativas pressões inflacionistas no horizonte, num contexto de taxas de juro historicamente baixas. O dinamismo da economia francesa, mas sobretudo da alemã, potenciado pela intensificação das exportações para a China, consolidou uma tendência de crescimento económico acima das expectativas, esten- dendo-se aos restantes países comunitários. Tal permitiu que, no caso da economia portuguesa, a contracção de 2,5% em 2009 desse lugar a uma tendência positiva na evolução do PIB, que cresceu 1,4% graças a um élan das exportações. Ao longo de 2010, a incerteza foi uma tónica que, no caso europeu, ganhou proporções maiores devido às acrescidas dificuldades de conter a crise da dívida soberana. A necessidade de um resgate financeiro da Grécia e da Irlanda e as pressões crescentes sobre as dívidas portuguesa, espanhola, italiana e belga, justificaram programas de forte restrição orçamental que cimentam expectativas de nova contracção de actividade em Além da crise da zona Euro, o sentimento de instabilidade esteve associado aos receios de sobreaquecimento da economia da China, com as autoridades locais a optarem 53

54 Capítulo VI As Condicionantes de 2010 por uma política monetária mais restritiva, suscitando expectativas mais pessimistas de uma eventual desaceleração da economia chinesa; e às preocupações associadas aos efeitos da regulação do sector financeiro dos EUA, com o anúncio de restrições à actividade dos bancos, como a imposição de limites às quotas de mercado e a impossibilidade de entidades tomadoras de depósitos se associarem a empresas de private equity e a hedge funds. Finalmente, outra das maiores condicionantes de 2010 envolvia o processo de desalavancagem por parte de famílias e empresas. A preocupação em reduzir o grau de dependência da actividade económica face ao endividamento antecipava uma evolução negativa do crédito nos EUA e zona Euro (as estimativas apontam para que o crédito ao consumo tenha diminuído 3,74%, de 235,3 para 226,5 mil milhões de euros. A vulnerabilidade europeia, que fica como grande marco de 2010, elucida a importância da solidez das finanças públicas. E não apenas nas economias ditas periféricas, mas nas nucleares. Nos EUA, o défice orçamental duplica o da zona Euro, com as previsões a apontarem para 10,75% em 2011, enquanto a dívida pública será superar os 110% do PIB em 2016, o que pode suscitar um aumento das taxas de juro americanas e ser perturbador para os mercados financeiros globais e para a economia mundial. 2. Os principais mercados europeus RESTAURAR A CONFIANÇA E O CRESCIMENTO A Europa vive tempos decisivos no que respeita ao seu processo de integração. Uma década depois da colocação em marcha da Estratégia de Lisboa, visando reconquistar a competitividade esmorecida face aos principais blocos económicos num contexto de forte ascensão de alguns países emergentes no panorama geoeconómico, a Europa monetária enfrenta uma crise económica, evidenciada pela heterogeneidade das estruturas económicas. O dualismo que o aprofundamento da integração procurava combater, fazendo da convergência real uma prioridade, depois de consagrada a convergência nominal e accionados mecanismos de financiamento da coesão regional, tende a reforçar-se no rescaldo da crise financeira desencadeada há três anos. Se a primeira metade de 2010 trouxe sinais positivos acerca do impacto dos estímulos orçamentais na recuperação da actividade dos membros da zona Euro, beneficiando do aumento das exportações para os mercados emergentes, os temores acerca das graves dificuldades de financiamento de alguns países mais vulneráveis concretizaram-se em duas operações de resgate com a criação de um Fundo de Estabilização Financeira em parceria com o Fundo Monetário Internacional. As autoridades da Grécia e da Irlanda tiveram de introduzir medidas de forte austeridade e, ainda assim, tiveram de accionar ajuda externa. Mas entre hesitações e divergências entre os principais motores europeus, liderados por uma Alemanha com um crescimento robusto, acima das expectativas, depois da forte recessão de 2009, os outros países do Fundo de Coesão - Portugal e Espanha - viveram a recta final do ano sob forte pressão dos mercados, tendo de pagar juros crescentes para satisfazer as suas necessidades de financiamento, sem que haja quaisquer garantias de evitar a chamada de terceiros para assegurar a estabilidade das finanças públicas num contexto de mais desemprego e de uma recessão prevista para 2011, depois de introduzida uma austera política orçamental. Esta crise da dívida soberana põe a nú uma Europa dual, entre as economias mais desenvolvidas, que conseguiram avançar para uma recuperação aparentemente sólida, e as economias ditas periféricas, mais vulneráveis. Depois de travado o espectro da deflação, surgem alguns sinais de inflação acelerada, na sequência de um boom no preço das matérias-primas e das commodities, sobretudo do petróleo, com sinais de convulsão política na região do Mediterrâneo e do Médio Oriente. Perante tais desafios, a Comissão Europeia procurou definir dez prioridades para o curto prazo, conducentes a alcançar até 2020 uma renovada estratégia de crescimento e emprego. A consolidação das contas públicas, o equilíbrio dos défices externos e a promoção das exportações para aproveitar a evolução favorável da procura são pedra de toque para criar emprego e mitigar o surto de desemprego, que atinge 9,7% da população activa e deixa cerca de 80 milhões de europeus no limiar da pobreza. 54

55 Capítulo VI As Condicionantes de 2010 No mercado do crédito ao consumo, a análise do primeiro semestre de 2010 confirma uma tendência de desalavancagem com uma redução ligeira do volume concedido, novos contratos e valor médio por contrato, mas em que o segmento do crédito industrial e hipotecário ganha algum ascendente e em que foi superada a fasquia dos 800 mil milhões de euros. No financiamento automóvel, a adopção de medidas conducentes a um aumento do imposto sobre o valor acrescentado traduziu-se num crescimento do crédito automóvel, especialmente a empresas. Crédito supera 800 mil milhões de euros Valores para o 1.º semestre de 2010; fonte Eurofinas 900,0 800,0 700,0 600,0 500,0 400,0 300,0 200,0 100,0 0,0 281,1 189,6 60,0 273,8 804,4 Crédito Crédito Crédito Crédito TOTAL ao consumo automóvel industrial imobiliário Crédito industrial e imobiliário com tendência positiva MILHÕES DE EUROS 90,0 80,0 70,0 60,0 50,0 40,0 30,0 20,0 10,0 0,0 Crédito ao consumo Crédito automóvel Crédito insdustrial Crédito imobiliário MILHARES Novos contratos 2009 Novos contratos 2010 Número de novos contratos 2010 Itália, França e Reino Unido representam mais de 60% do mercado, ainda que italianos apresentam um maior peso do financiamento automóvel (32% do total) face a franceses e britânicos, com 20 e 27%, respectivamente. 55

56 Capítulo VI As Condicionantes de 2010 Crédito ao consumo Valor em milhares de euros (Fonte: Eurofinas) Crédito ao Consumo Crédito automóvel Total Valor Novos Valor Novos Valor Novos acumulado contratos acumulado contratos acumulado contratos Itália França Reino Unido Espanha Alemanha As perspectivas macroeconómicas para 2011 são, no que respeita às sete principais economias europeias, favoráveis, já que se antecipa um ano de crescimento, calibrando as vendas ao exterior com a retoma da procura interna, e de inflação. ALEMANHA EXPORTAÇÕES DÃO ROBUSTEZ AO CRESCIMENTO ALEMANHA PIB Taxa de desemprego Inflacção Saldo Orçamental (% PIB) Saldo Externo (% PIB) Fonte: Comissão Europeia, Nov/10 e Fev/11 A economia alemã superou rapidamente a recessão, com um crescimento económico de 3,6% em 2010, a variação mais acentuada desde o início dos anos 90, quando se concretizou o processo de reunificação. As exportações acomodaram as perdas registadas no ano anterior e lançaram as sementes para uma recuperação que surpreendeu a generalidade dos analistas. Acresce que o aumento da despesa pública em infra-estruturas e a subida na utilização da capacidade produtiva instalada justificou uma recuperação do investimento, com aumento do emprego e das horas trabalhadas, o que gerou um aumento do consumo privado. Os próximos trimestres deverão confirmar a robustez da expansão, alavancada pela componente externa. Com ganhos de emprego adicionais e um contexto favorável de taxas de juro reais sem significativas saídas de capital que sustentam a situação de crédito e, acima de tudo, beneficiam o investimento doméstico. 56

57 Capítulo VI As Condicionantes de 2010 ESPANHA PROCURA EXTERNA SEGURA ACTIVIDADE E PRESSÃO SOBRE DÍVIDA ESPANHA PIB Taxa de desemprego Inflacção Saldo Orçamental (% PIB) Saldo Externo (% PIB) Fonte: Comissão Europeia, Nov/10 e Fev/11 Em termos anuais, o PIB espanhol voltou a retrair, ainda que ligeiramente, devido à frágil procura doméstica, já que a procura externa deverá ter impulsionado a actividade em cerca de um ponto percentual, de acordo com a última análise da Comissão Europeia. Para 2011, o crescimento da economia espanhola deverá rondar os 0,8%, alimentado pelo dinamismo das exportações, na medida em que a procura interna deverá manter-se fraca, com elevados níveis de desemprego e a continuação do ajustamento do mercado da construção e imobiliário, da desalavancagem de famílias e empresas e das finanças públicas. Os progressos na consolidação orçamental e nas reformas estruturais, mormente do mer- cado de trabalho, do sistema de pensões e do sector bancário beneficiaram o sentimento relativamente à dívida soberana espanhola. No entanto, as condições de acesso ao crédito no sector privado são mais restritivas, mas um decréscimo do nível de poupança das famílias permitiu um aumento do consumo privado. As exportações deverão crescer mais do que o inicialmente previsto ao longo de 2011, beneficiando das projecções positivas para a procura global e pela melhoria da competitividade. O aumento do imposto sobre o consumo e sobre o tabaco, a par da subida administrativa das tarifas da electricidade, são medidas que contribuem para o aumento da inflação. FRANÇA MERCADO DOMÉSTICO FAVORECE RETOMA FRANÇA PIB Taxa de desemprego Inflacção Saldo Orçamental (% PIB) Saldo Externo (% PIB) Fonte: Comissão Europeia, Nov/10 e Fev/11 A principal força motriz do modelo de crescimento francês é a procura doméstica que, em 2010, contribuiu com um ponto percentual para o aumento do PIB (1.6%). Os indicadores de clima económico melhoraram na fase final de 2010, tanto na indústria como nos serviços, à excepção do sector da construção. A utilização da capacidade produtiva recuperou os níveis verificados no Verão de 2008, quando eclodiu a crise, antecipando-se um aumento do investimento, num contexto de taxas de juro baixas. 57

58 Capítulo VI As Condicionantes de 2010 ITÁLIA EXPANSÃO EM ADÁGIO ITÁLIA PIB Taxa de desemprego Inflacção Saldo Orçamental (% PIB) Saldo Externo (% PIB) Fonte: Comissão Europeia, Nov/10 e Fev/11 A Itália foi dos países europeus mais penalizados pela crise, tendo de enfrentar um revés de quase 3% da actividade em A lenta recuperação, fruto do diamante exportador lapidado nas pequenas e médias empresas, traduziu-se num crescimento estimado em 1,1%, apesar de o último trimestre de 2010 ter sido praticamente de estagnação. Ainda assim, as exportações devem continuar a liderar a recuperação. As dificuldades no mercado de trabalho e a inflação deverão travar o dinamismo do consumo privado e o investimento deverá ter um crescimento modesto, dada a margem de capacidade produtiva por utilizar, num quadro favorável em termos de rendibilidade das empresas e de condições de crédito. REINO UNIDO LIBRA E RIGOR SUPERAM DIFICULDADES REINO UNIDO PIB Taxa de desemprego Inflacção Saldo Orçamental (% PIB) Saldo Externo (% PIB) Fonte: Comissão Europeia, Nov/10 e Fev/11 Os três primeiros trimestres de 2010 propiciaram um regresso da economia britânica ao crescimento, mas os últimos três meses corresponderam a um forte abrandamento que aligeirou a evolução anual da actividade. Ainda assim, as expectativas para 2011 são optimistas, com as exportações e o investimento privado a compensar a quebra do consumo público. As vendas ao exterior beneficiam da estabilidade da libra, evitando, assim, as dificuldades vividas pelos parceiros da zona Euro, e da recuperação do mercado dos EUA. Os preços subiram mais 0,5 pontos percentuais do que o esperado, acelerando para 3,4%, devido aos aumentos verificados nos custos de transporte. 58

59 Capítulo VI As Condicionantes de O MERCADO PORTUGUÊS EM 2010 Durante o ano de 2010 verificou-se uma subida da concessão de crédito de 12,2% face ao ano anterior, que se deve ao crescimento do financiamento às empresas, tendo sido concedidos milhões de euros pelas Associadas da ASFAC. O crédito stock financiamento concedido às empresas para reposição de stocks foi subindo ao longo do ano e passou a ser o tipo de crédito com maior peso na carteira da ASFAC 51%, influenciando os resultados atingidos em 2010, já que o crédito clássico que até 2009 representava a maioria do crédito concedido pelas Associadas da ASFAC apresentou uma queda de 2%. De notar também que o crédito revolving, apesar de representar apenas 8,5% do total dos financiamentos, revelou uma quebra de 19%. Estes dados revelam uma diminuição por parte dos consumidores no recurso ao crédito e um aumento por parte das empresas para a reposição dos seus stocks. Montantes concedidos em crédito, por tipo de crédito concedido (em milhares de euros) ASFAC Dezembro Evol. hom. % 1.º Trim. 2.º Trim. 3.º Trim. 4.º Trim. Total 1.º Trim. 2.º Trim. 3.º Trim. 4.º Trim. Total 4.º Trim. Total Repart. Ano Ano Ano % Créd. Clássico ,6-2,0 40,2..Partic. (consumo) ,7-3,0 91,5..Empresas ,9 10,4 8,5 Outros ,8 5,0 0,0 Fornec (stock) ,5 36,4 51,3 Créd. Revolving ,9-19,1 8,5 Total ,8 12,2 100,0 O financiamento para aquisição de meios de transporte e o crédito pessoal foram os únicos tipos de crédito clássico que não sofreram quebras em No primeiro caso, o aumento foi de 1,1% e no segundo de 7,9%. De salientar que o crédito lar registou uma descida de 14% no ano de Apesar de terem existido oscilações nos restantes tipos de crédito, eles não chegam a representar 1% do total dos montantes financiados. 59

60 Capítulo VI As Condicionantes de 2010 ASFAC Dezembro 2010 Repartição do crédito clássico com base no valor, por tipo de produto financiado (em milhares de euros) Evol. hom. % 1.º Trim. 2.º Trim. 3.º Trim. 4.º Trim. Total 1.º Trim. 2.º Trim. 3.º Trim. 4.º Trim. Total 4.º Trim. Total Repart. Ano Ano Ano % Meios Transp ,5 1,1 77,1 Lar ,3-14,0 13,7 Equipamento ,1-29,2 0,1 Cred Pessoal ,4 7,9 8,2 Cred Hipotecário ,4-78,3 0,1 Outros ,1-50,0 0,8 Total ,6-2,0 100,0 Ao longo dos 12 meses do ano foram celebrados contratos de crédito clássico, menos 16,9% do que no ano de De salientar que o número de contratos estabelecidos com particulares desceu 17,6% e com empresas aumentou 10,5%. Contratos celebrados de crédito clássico (em unidades) ASFAC Dezembro Evol. hom. % 1.º Trim. 2.º Trim. 3.º Trim. 4.º Trim. Total 1.º Trim. 2.º Trim. 3.º Trim. 4.º Trim. Total 4.º Trim. Total Repart. Ano Ano Ano % Créd Clássico ,7-16,9 100,0..Partic (consumo) ,2-17,6 97,4..Empresas ,0 16,5 2,6 O montante médio dos contratos de crédito clássico entre Janeiro e Dezembro de 2010 foi de 4669, um valor 18% superior ao verificado no ano anterior. Este valor foi claramente influenciado pelo aumento do valor dos contratos de crédito clássico estabelecidos com particulares, que subiu 17,6% para os Já as empresas reduziram em 5,3% o montante dos empréstimos para os , face ao ano de

61 Capítulo VI As Condicionantes de 2010 ASFAC Dezembro 2010 Valor médio de contratos celebrados de crédito clássico (em euros) Evol. hom. % 1.º Trim. 2.º Trim. 3.º Trim. 4.º Trim. Total 1.º Trim. 2.º Trim. 3.º Trim. 4.º Trim. Total 4.º Trim. Total Ano Ano Ano Créd Clássico ,0 18,0..Partic (consumo) ,7 17,6..Empresas ,9-5,3 4. Perspectivas para 2011 Retoma global numa Europa dual Abrandamento dos emergentes e dificuldades orçamentais dos mais desenvolvidos condicionam retoma Valores em % para estimativas de crescimento do PIB, FMI (Jan. de 2011) ,5 7,5 9,6 9,5 CHINA ,4 4,1 BRASIL 2,8 3 2,7 EUA 1,8 1,5 1,7 ZONA-EURO As projecções do Banco de Portugal para a economia portuguesa apontam para que a actividade económica registe uma contracção em 2011 (1,3%) e um crescimento limitado (0,6%) em 2012, processo que terá de ser acompanhado por um profundo ajustamento dos desequilíbrios macroeconómicos acumulados, nomeadamente uma acentuada poupança de recursos por parte dos agentes económicos, dada as crescentes dificuldades nas condições de crédito no financiamento da dívida soberana e das próprias instituições financeiras. Minimizar os danos da recessão e preparar um regresso sustentado a uma trajectória de crescimento passa pelo aproveitamento da forte recuperação dos fluxos de comércio internacional. Como motor efectivo de uma recuperação económica, as exportações portuguesas serão determinantes para reduzir as necessidades de financiamento externo da economia portuguesa, que, ainda assim, terão um nível elevado. A inflação deverá acelerar para 2,7%, depois dos 1,4% verificados em 2010, muito influenciada pelo aumento do IVA, e a procura doméstica 61

62 Capítulo VI As Condicionantes de 2010 será pressionada pelas medidas de contenção orçamental e pelas restrições no acesso ao crédito. A nível mundial, mantém-se o quadro de uma recuperação a vários níveis. Nas economias avançadas, a actividade recupera modestamente com um elevado desemprego, enquanto nas economias emergentes surgem pressões inflacionistas e de sobreaquecimento devido aos fortes afluxos de capital e, nas economias em desenvolvimento, nomeadamente na África Subsaariana, o crescimento é significativo. Tudo somado, antecipa-se um abrandamento do crescimento para 4,4%, de acordo com o FMI, na última actualização das previsões. Uma evolução previsível, atendendo ao sinais de sobreaquecimento nos mercados emergentes evidenciados na segunda metade de 2010, sobretudo na China e Brasil. A economia chinesa deverá abrandar de 10,5% para 9,6%, com uma significativa aceleração do aumento de preços, fruto da subida do preço dos bens alimentares e das commodities, o que deverá conduzir a uma tendência crescente da taxa de juro. O PIB brasileiro deverá crescer 4,11%, menos 3.4 pontos percentuais face ao registado em O real está fortemente valorizado e a taxa de inflação poderá superar os 5% em Na zona Euro, a crise da dívida soberana e a ausência de uma contra-resposta favorece um cenário dual, com as economias mais robustas a consolidarem o crescimento e as economias mais vulneráveis a mergulharem novamente na recessão. A incerteza na trajectória dos mercados laboral e imobiliário nos EUA traduz-se em riscos para a estabilidade macroeconómica, a par do anúncio de novos pacotes de estímulo ao crescimento e emprego. Ainda assim, as projecções apontam para um crescimento de 2,3% em 2011, alimentado pelo consumo e investimento. A crise teve consequências pesadas para as sociedades europeias, sendo o aumento do desemprego o maior problema afecta 9,6% da população activa, e, nalguns países, o desemprego da população mais jovem atinge 40%. Evitar a estagnação, a evolução insustentável da dívida, a acumulação de desequilíbrios e a sucessiva perda de competitividade são desafios fulcrais no futuro da Europa. Aumentar a taxa de emprego, aumentar os níveis de investimento em I&D, cumprir os objectivos em matéria de alterações climáticas e energia, melhorar os níveis do ensino superior, reduzir o abandono escolar precoce e promover a inclusão social através da redução da pobreza são objectivos que, de acordo com a Estratégia para 2020, dependem de acções prioritárias sintetizadas em três eixos: consolidação orçamental rigorosa para promover a estabilidade macroeconómica; reformas do mercado laboral para alcançar taxas de emprego mais elevadas; e medidas de promoção de crescimento. À entrada da segunda década do século XXI, os riscos naturais como o recente sismo e tsunami no Japão e os riscos políticos subjacentes às perturbações e mudanças experienciadas em vários países de matriz islâmica baralham as certezas. No chamado mundo ocidental, o processo de integração monetária na Europa é colocado à prova dada a heterogeneidade das situações dos diferentes países. As perspectivas de curto prazo serão sempre condicionadas pela crise da dívida. A tarefa mais urgente consistirá em impedir um ciclo vicioso da dívida, as perturbações dos mercados financeiros e o crescimento económico reduzido. Restabelecer a confiança e o crescimento obriga a reajustes nem sempre fáceis e a uma obstinação colectiva e solidária. Para as instituições financeiras, o desafio é enorme face a uma mudança no paradigma do financiamento e na capacidade de desempenhar o papel de agente de mudança, incentivando a poupança e a redução do desequilíbrio interno e externo. 62

63 Capítulo VII As Associadas Banco BNP Paribas Personal Finance, S.A. Banco Credibom, S.A. Banco Mais, S.A. Banco Primus, S.A. Banco Santander Consumer Portugal, S.A. Banif GO, IFIC, S.A. Banque PSA Finance (Sucursal em Portugal) BBVA Instituição Financeira de Crédito, S.A. BMW Bank GmbH Sucursal Portuguesa BPN Crédito, IFIC, S.A. Caixa Leasing e Factoring, IFIC, S.A. Cofidis CrediAgora, Instituição Financeira de Crédito, S.A. Deutshe Bank (Portugal), S.A. FCE Bank PLC Sucursal em Portugal FGA Capital Instituição Financeira de Crédito, S.A. Financeira El Corte Inglês, E.F.C., SA (Sucursal em Portugal) Finicrédito Instituição Financeira de Crédito, SA GE Consumer Finance, IFIC - Instituição Financeira de Crédito, S.A. GMAC - Instituição Financeira de Crédito, S.A. Mercedez-Benz Financial services Portugal, Instituição Financeira de Crédito, S.A. Oney Instituição Financeira de Crédito, S.A. Pastor Servicios Financieros, Estabelecimento Financiero de Crédito, S.A. Sucursal em Portugal RCI Banque Sucursal Portugal Sofinloc Instituição Financeira de Crédito, S.A. Totta Crédito Especializado, Instituição Financeira de Crédito, S.A. 63

64 Capítulo VII As Associadas Nome Banco BNP Paribas Personal Finance, S.A. Actividade Crédito ao Consumo Área de especialização de negócio/ público alvo Actua nas diversas áreas de crédito ao consumo / particulares. Breve descrição da empresa com nota histórica O Banco BNP Paribas Personal Finance, S.A. resulta da fusão por incorporação do Credifin, Cofinoga e Fideplus no Banco Cetelem S.A., ocorrida a 27 de Janeiro de 2010, e conta com cerca de 650 colaboradores. Exercendo a sua actividade sob a marca Cetelem, é especializado na concessão de crédito ao consumo, disponibilizando uma gama completa de crédito a particulares via ponto de venda (lojas, concessionários automóvel) e por via directa aos seus clientes. Gere uma carteira de cerca de milhões de euros de crédito clássico e crédito revolving (cartões de crédito privativos, co-branded e genéricos). Morada Torres de Lisboa - Rua Tomás da Fonseca, Torre G - 15.º piso, Lisboa Telefone Fax Ano de constituição 1993 Accionistas Casa-mãe do Grupo BNP Paribas Personal Finance (França), que por sua vez integra o Grupo BNP Paribas. Constituição do Conselho de Administração Presidente Jean Deullin Representante na ASFAC Leonor Santos Responsável Departamento Jurídico Vice-Presidente Annick Verdier Vogais Miguel Cabaça - Administrador Delegado Susana Godinho Bruno Salmon Alain van Groenendael François Laplace 64

65 Capítulo VII As Associadas Nome Banco Credibom, S.A. Actividade Crédito ao Consumo Área de especialização de negócio/ público alvo O Credibom desenvolve a sua actividade nas diferentes áreas de crédito ao consumo a particulares, com soluções de financiamento adequadas aos segmentos automóvel, lar, serviços e pessoal, integrando várias modalidades de crédito clássico, revolving, leasing, ald e cartões de crédito. Complementarmente, disponibiliza linhas de crédito para apoio à actividade dos seus parceiros comerciais. Morada Av. General Norton de Matos, 71 3.º, Miraflores, Algés Telefone Fax Ano de constituição 1995 Accionistas Crédit Agricole Consumer Finance (100%) Breve descrição da empresa com nota histórica Tendo iniciado a sua actividade em Janeiro de 1996, o Banco Credibom é detido desde 2004 exclusivamente pelo Crédit Agricole Consumer Finance. Estrategicamente, o banco posicionou-se desde o início na concessão de crédito através de uma rede de Parcerias Comerciais, nos segmentos automóvel, lar e através de grandes cadeias de distribuição, sem descurar o recurso a Canais Directos na comercialização de soluções de crédito junto dos seus clientes finais. Com uma clara aposta num elevado nível de serviço, rapidez de decisão, flexibilidade, simplicidade de processos e gama alargada de produtos, o Credibom tem vindo ao longo dos anos a consolidar a sua posição nestas áreas de negócio, apresentando um crescimento sustentado dos seus activos e resultados. Constituição do Conselho de Administração Presidente Amir Hossein Djourabtchi Vogais João Leandro Guiral de Raffin Jorge Monreal Fontes Alexandre Deshoux Representante na ASFAC Jorge Monreal Fontes 65

66 Capítulo VII As Associadas Nome Banco Mais, SA Actividade Banco Área de especialização de negócio/ público alvo Financiamento de aquisições a crédito. Breve descrição da empresa com nota histórica O Banif Mais é uma instituição portuguesa de crédito ao consumo presente no mercado há mais de duas décadas. Sendo o crédito automóvel a sua actividade mais relevante, os negócios hoje desenvolvidos abrangem áreas como a do crédito pessoal, crédito lar, crédito máquinas agrícolas e cartões de crédito. Presente em cinco países da União Europeia, o Banif Mais, em mercados extremamente competitivos e de carácter internacional, tem apresentado um crescimento sustentado dos seus activos e resultados. No ano de 2009 o Banco Mais passou a integrar o Banif Grupo Financeiro, tendo adoptado a marca Banif Mais. Morada Avenida 24 de Julho, Lisboa Telefone Fax Ano de constituição 1987 Accionistas Banif SGPS, S.A. Constituição do Conselho de Administração Presidente Joaquim Marques dos Santos Representante na ASFAC João Ibérico Nogueira Vice-Presidente Mário Leite Santos António Rocha Moreira Vogais Manuel Cardoso Pinto Marta Manuel Carvalho Fernandes João Ibérico Nogueira Vítor Farinha Nunes 66

67 Capítulo VII As Associadas Nome Banco Primus, S.A. Actividade Banca Área de especialização de negócio/ público alvo Financiamento Automóvel e Financiamento Hipotecário. Breve descrição da empresa com nota histórica Sedeado em Lisboa, o Banco Primus constituiu-se em 2005 como especialista em crédito hipotecário e financiamento automóvel, estando actualmente presente para além do mercado Português, também em Espanha (desde 2007) e na Hungria (desde 2008). Morada Quinta da Fonte, Rua da Quinta do Quintã, Nº4, Edifício D. João I 1.º A Oeiras Telefone Fax Ano de constituição 2005 Accionistas Crédit Foncier de France; João Cunha Rosa Constituição do Conselho de Administração François Marc Andre Blancard Philippe Raymond Charles Druart Pierre Nicolas Darbo Patrice Didier Renault Paul Gomila Thierry Paul Andre Dufour Representante na ASFAC Luís Neto Raposo Compliance Officer 67

68 Capítulo VII As Associadas Nome Banco Santander Consumer Portugal, S.A. Actividade Banco Área de especialização de negócio/ público alvo Financiamento automóvel e de bens de consumo, locações financeiras de bens mobiliários, emissão e gestão de cartões de crédito e concessão de empréstimos pessoais. Morada Rua Castilho, N.º 2; Lisboa Telefone Fax Ano de constituição 1997 Accionistas SANTANDER CONSUMER FINANCE, S.A. SANTANDER CONSUMER - EFC, S.A. Breve descrição da empresa com nota histórica O BANCO SANTANDER CONSUMER POR- TUGAL, SA ( Santander Consumer ) tem como accionistas o Santander Consumer Finance, S.A. e o Santander Consumer EFC, SA, pertencentes ao Grupo Santander. O Santander Consumer, anteriormente designado Interbanco, SA, iniciou a sua actividade a 1 de Janeiro de Em Janeiro de 2007 as sucursais em Portugal do Santander Consumer Finance, SA e do Santander Consumer EFC, SA foram integradas no Interbanco, dando-se ainda a alteração da denominação social para Banco Santander Consumer Portugal, SA. Em Outubro de 2007, foi alterada a estrutura accionista do Banco, passando o Grupo Santander a deter 100% do Banco Santander Consumer Portugal. Constituição do Conselho de Administração Presidente e Membro da Comissão Executiva Inês Serrano Vogal e Presidente da Comissão executiva Henrique Carvalho e Silva Vogal e Membro da Comissão Executiva Luís Ferreira Vogais Pedro Saraiva David Turiel Borja Anduiza Constituição do Comité de Direcção Executivo Henrique Carvalho e Silva Luís Ferreira Domingos Ferreira José Martin Prada Pedro Castro Representante na ASFAC Sara Larcher (Secretário da Sociedade) 68

69 Capítulo VII As Associadas Nome Banque PSA Finance ( Sucursal em Portugal) Actividade Operações bancárias bem como todas as operações conexas, nomeadamente o financiamento da venda de veículos automóveis e de todos os bens às redes comerciais de construtores automóveis, assim como a toda a outra clientela. Agenciamento, corretagem e intermediação, de actividades de seguros, nomeadamente seguros automóveis ou respeitantes a quaisquer formas de crédito. Morada Rua General Firmino Miguel n.º 3-7.º Lisboa Telefone Fax Ano de constituição 1988 Área de especialização de negócio/ público alvo Financiamento para aquisição a Crédito de Bens e Serviços Clientes das marcas Peugeot e Citroën. Breve descrição da empresa com nota histórica O Banque PSA Finance (Sucursal em Portugal) resultou da fusão por incorporação da PSA Crédito Soc. Financeira para aquisições a Crédito, SA no Banque PSA Finance Holding, SA, ocorrida a 30 de Junho de A Sucursal é integralmente detida pelo Grupo PSA Finance Holding. Constituição do Conselho de Administração Bernard Darrieutort Julio Fernandez Nieto Pablo Puey Representante na ASFAC Eng. Martim Stock 69

70 Capítulo VII As Associadas Nome BBVA Instituição Financeira de Crédito, S.A. Actividade Instituição Financeira de Crédito Breve descrição da empresa com nota histórica O BBVA Finanziamento pertence ao Grupo BBVA é constituído por duas empresas especializadas no Financiamento Automóvel, Gestão de Frotas e financiamento de Equipamento. Morada Av. D. João II, Lote , 2.º Piso, Edifício Infante Parque das Nações, Lisboa Telefone Ano de constituição 1996 Accionistas Grupo BBVA Constituição do Conselho de Administração Gonzalo José Toraño Vallina Abílio José Ruas da Silva Resende Juan Maria de La Puerta Montoya Representantes na ASFAC Abílio Resende Lia Navarro 70

71 Capítulo VII As Associadas Nome BMW Bank GmbH Sucursal Portuguesa Actividade Locação Financeira e Mediação de Seguros Área de especialização de negócio/ público alvo Automóvel Breve descrição da empresa com nota histórica A BMW Financial Services é constituída por duas entidades destinadas ao financiamento automóvel: a BMW Bank GmbH Sucursal Portuguesa, dedicada à locação financeira crédito, e a BMW Renting (Portugal), dedicada à locação operacional. A BMW Financial Services está presente em mais de 52 países e é responsável pelo financiamento de 40% de todos os BMW vendidos no mundo. Morada Lagoas Park, Edifício 11 2.º piso Porto Salvo Telefone Fax Ano de constituição 2000 Accionistas Sucursal da BMW Bank GmbH na Alemanha Constituição do Conselho de Administração Representante na ASFAC Dr. João Martins 71

72 Capítulo VII As Associadas Nome BPN Crédito - IFIC, S.A. Actividade Instituição Financeira de Crédito Área de especialização de negócio/ público alvo Crédito ao Consumo, ALD, Leasing, Factoring e Gestão Pagamento a Fornecedores. Público-alvo: particulares e empresas. Morada Av. António Augusto de Aguiar, º - Edifício Fronteira Lisboa Telefone Fax site Ano de constituição 2003 Accionistas Parparticipadas SGPS, Lda. Breve descrição da empresa com nota histórica A BPN Crédito foi constituída no final de 2003 pela fusão das quatro empresas de crédito especializado do Grupo BPN. Desenvolve a sua actividade através de dois canais de distribuição, o Canal Ponto de Venda maioritariamente financiamento de automóveis usados e o Canal Banco, por onde é canalizado todo o crédito especializado proveniente das Agências e Gabinetes de Empresas do BPN. A BPN Crédito é hoje uma Instituição Financeira com um potencial de crescimento considerável, e com uma presença marcante nos mercados onde desenvolve a sua actividade. Constituição do Conselho de Administração Presidente Dr. Jorge António Beja Pessoa Dr. Mário Manuel Garcia Faria Gaspar Dr. Rui Manuel Correia Pedras Representante na ASFAC Dr. Jorge António Beja Pessoa 72

73 Capítulo VII As Associadas Nome Caixa Leasing e Factoring Instituição Financeira de Crédito, S.A. Actividade Instituição Financeira de Crédito Área de especialização de negócio/ público alvo Empresas e Particulares. Breve descrição da empresa com nota histórica A Caixa Leasing e Factoring é a empresa de crédito especializado do Grupo Caixa Geral de Depósitos. Iniciou a sua actividade em 30 de Dezembro de 2004 e resultou da fusão das empresas IMOLEASING, SA, LOCA- POR, SA e LUSOFACTOR, SA, tendo em Janeiro de 2006 integrado o negócio da CAIXA CRÉDITO Sociedade Financeira de Aquisições a Crédito, S.A. Morada Av. 5 de Outubro, º, LISBOA Telefone Fax Ano de constituição 2004 Accionistas PARCAIXA, SGPS, S.A. (Caixa Geral de Depósitos e Parpública,S.A.) Constituição do Conselho de Administração Presidente José Fernando Maia de Araújo e Silva Representante na ASFAC António Paulo Rosa Agostinho Pinheiro Vogais António Paulo Rosa Agostinho Pinheiro (Presidente da Comissão Executiva) Maria Teresa Pires dos Santos Valente Manuel José de Sales Caldeira 73

74 Capítulo VII As Associadas Nome COFIDIS Actividade Sucursal de Instituição de Crédito com sede em França Área de especialização de negócio/ público alvo Actua nas diversas áreas de crédito ao consumo/particulares. Morada Avenida de Berna, n.º 52 6.º Telefone Fax Ano de constituição 1996 Accionistas Accionista maioritário: Banque Fédérative du Crédit Mutuel. Accionista minoritário : 3 SUISSES INTERNATIONAL Breve descrição da empresa com nota histórica A COFIDIS foi criada em França, em 1982, fruto da aliança entre a 3 SUISSES International e a CETELEM. A experiência de ambas - venda à distância e o crédito ao consumo respectivamente - permitiu criar uma empresa com um conceito inovador: o crédito ao consumo por telefone. Desde 2009, a COFIDIS é controlada maioritariamente pelo Banque Fédérative du Crédit Mutuel (BFCM). A COFIDIS está presente em sete países da Europa: França, Bélgica, Espanha, Itália, Portugal, República Checa e Hungria. Em Portugal, desde 1996, a COFIDIS tem como missão contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos clientes, através do desenvolvimento e gestão de um portfólio de serviços financeiros que procura oferecer a melhor e mais adequada solução para a satisfação das necessidades e para a concretização das aspirações de cada indivíduo. Com mais de clientes em todo o país, a COFIDIS assume uma posição de referência no crédito à distância. Constituição do Comité de Direcção Direcção Geral Céline Motte Direcção de Marketing e Clientes Maria Silva Direcção de Parcerias António Marques Direcção de Recuperação Arnaud Legall Representante na ASFAC Anabela Garrido Direcção de Risco e Conhecimento do Cliente Jacques Trohel Direcção Administrativa e Financeira Anabela Garrido Direcção de Organização e Sistemas de Informação Nuno Miguel Direcção de Recursos Humanos e Logística Margarida Pena 74

75 Capítulo VII As Associadas Nome CrediAgora, Instituição Financeira de Crédito, S.A. Actividade Instituição Financeira de Crédito Área de especialização de negócio/ público alvo Concessão de Crédito ao Consumo. Breve descrição da empresa com nota histórica A CrediAgora foi constituída a 20 de Dezembro de 2005 e faz parte do Grupo Société Générale. O seu capital social é, actualmente, de ,00. Morada Sintra Business Park, Zona Industrial de Abrunheira, Edifício Sintra Telefone Fax Ano de constituição 2005 Accionistas Groupe Société Générale Constituição do Conselho de Administração Presidente Emmanuel Chapuzot Representante na ASFAC Irene Cevlovsky Directora Geral Vice-Presidente Irène Cevlovsky Vogal Martim Bleck de Vasconcellos e Sá 75

76 Capítulo VII As Associadas Nome Deutsche Bank (Portugal), S.A. Actividade Banco Área de especialização de negócio/ público alvo O Deutsche Bank é um banco global europeu, empenhado em oferecer excelência em tudo o que faz, desafiando constantemente o status quo de modo a fornecer as melhores Soluções Financeiras e de Investimento aos seus clientes. A área de Retalho, onde também se insere o crédito ao consumo, constitui um pilar fundamental da estratégia do Deutsche Bank em Portugal e representa um dos enfoques primordiais na definição do negócio actual e futuro do Banco no nosso País. Em termos de especialização a sua maior incidência é no crédito ao consumo e com maior cariz na vertente de Crédito Automóvel, no Crédito à Habitação, na área do Private Banking e em Produtos de Investimento. Em Portugal, no ano de 1994, o Grupo Deutsche Bank entrou no mercado e nos produtos de Crédito ao Consumo sendo que, para o efeito, constituiu uma uma área autónoma e especifica de financiamento automóvel e ao consumo. Posteriormente orientou a sua estratégia para o retalho, onde actualmente tem o seu principal enfoque, não só em termos de produtos, como na própria estratégia de crescimento da rede de distribuição que teve início no final de 2005 e que, actualmente, conta com 75 balcões espalhados por todo o País. Morada Rua Castilho, n.º LISBOA Telefone Fax Ano de constituição 1990 Accionistas Deutsche Bank A.G. Breve descrição da empresa com nota histórica O Deutsche Bank foi fundado em 1870 com uma vocação internacional, para promover e facilitar transações entre a Alemanha, outros países Europeus e mercados internacionais. Hoje o Deutsche Bank é um dos líderes internacionais em serviços financeiros, servindo mais de 13 milhões de clientes em 74 países. Constituição do Conselho de Administração Presidente Dr. Filipe Silva Representante na ASFAC Eng. Bernardo Meyrelles do Souto Administrador Executivo para as àreas de Banca de Retalho e Private Banking Eng. Bernardo Meyrelles do Souto CFO Dr. Joaquim Batista COO Dr. Andreas Perlz 76

77 Capítulo VII As Associadas Nome FCE Bank PLC- Sucursal em Portugal Actividade Instituição Financeira de Crédito Área de especialização de negócio/ público alvo Crédito automóvel para as Marcas do Grupo Ford. Morada Avenida da Liberdade, 249, 5.º Andar Lisboa Telefone Fax Ano de constituição 1991 Accionistas Ford Motor Credit Company Breve descrição da empresa com nota histórica A Ford Credit foi fundada em 1959 nos Estados Unidos da América. Actualmente é a maior empresa de crédito automóvel, estando presente em cerca de 40 países. A FCE Bank iniciou a sua actividade em Portugal, no ano de 1991, com o objectivo de facilitar as compras de automóveis Ford pela rede de Concessionários e pelos clientes finais. Determinados a assegurar a plena satisfação dos nossos clientes fomos, em Portugal, na área financeira, a primeira equipa de profissionais a ser certificada pelo Sistema de Gestão da Qualidade, actualmente de acordo com a norma NP EN ISO 9001:2000, a qual reconhece a qualidade dos nossos produtos e serviços. Constituição do Conselho de Administração A Administração está na sede em Inglaterra, em Portugal a Sucursal tem 2 gerentes Representante na ASFAC Maria Gabriel Morais Sarmento 77

78 Capítulo VII As Associadas Nome FGA Capital Instituição Financeira de Crédito, S.A. Actividade Instituição Financeira de Crédito Área de especialização de negócio/ público alvo Ramo Automóvel, Empresas e Particulares. Morada Av. José Gomes Ferreira, 15 2.º Piso Edifício Atlas IV Miraflores Algés Telefone Fax Ano de constituição 1990 Accionistas FGA CAPITAL S.P.A. Breve descrição da empresa com nota histórica Constituída a 1 de junho de 1990, com a designação de Fiat Crédito Portugal, S.A. (SFAC), a empresa alterou a sua designação Social para Fidis Retail Instituição Financeira de Crédito, S.A e alargou o âmbito da sua actividade para IFIC, através de um acto de Fusão por incorporação da Fiat Leasing Portugal Sociedade de Locação Financeira Mobiliária, S.A., e aumento de capital, datado de 7 de Setembro de Em Dezembro de 2006 foi alterada a estrutura accionista passando a Instituição a ser detida a 100% pela Fiat Group Automobiles Financial Services, S.p.A (FGAFS Spa), sendo esta participada em 50% pela Fiat Group Automobiles, S.p.A. e 50% pelo Credit Agricole. Actualmente a FGAFS Spa assume a designação de FGA Capital SPA. A partir de 1 de Janeiro de 2010 a empresa assumiu em Portugal a designação social de FGA Capital IFIC SA. Constituição do Conselho de Administração Presidente Gian Luca de Ficchy Representante na ASFAC Luís Pereira Administrador Delegado Rolando D arco Vogais Joaquim Luiz Gomes Stefano Solfaroli Camilocci Luigi Matta João Leandro 78

79 Capítulo VII As Associadas Nome El Corte Inglês, E. F. C., S. A. (sucursal em Portugal) Actividade Crédito ao consumo Área de especialização de negócio/ público alvo Gestão de cartões de crédito. Morada Av. António Augusto Aguiar, Lisboa Telefone Ano de constituição 1998 Accionistas El Corte Inglês, S.A. Breve descrição da empresa com nota histórica Presente em Espanha desde 1964, onde foi emitido o primeiro cartão de crédito neste país. Trata-se de um cartão Private Label admitido apenas nas empresas do universo El Corte Inglês, Hipercor, Supercor, Opencor, Bricor, Sfera, Viajes El Corte Ingles, entre outras. Recentemente, através de um acordo com a Repsol, o cartão El Corte Inglês também é aceite nas bombas de gasolina geridas directamente por este grupo petrolífero, para pagamento de abastecimentos. No entanto, neste momento este acordo apenas é válido em Espanha. Constituição do Conselho de Administração Representante na ASFAC Jorge Benito Machado 79

80 Capítulo VII As Associadas Nome FINICRÉDITO-INSTITUIÇÃO FINANCEIRA DE CRÉDITO, S.A. Actividade Instituição Financeira de Crédito Área de especialização de negócio/ público alvo Actua nas diversas áreas de crédito ao consumo / particulares. Breve descrição da empresa com nota histórica Concessão de crédito para aquisição de todo o tipo de viaturas e equipamentos (crédito, leasing e aluguer de longa duração) e bens e serviços para o lar. Oferta de produtos complementares (seguro de vida, planos de protecção ao crédito, seguros automóvel e para motos, cartão combustível, etc). Em 2003, a Sociedade transformou-se em Instituição Financeira de Crédito (IFIC), o que lhe permite oferecer os mesmos produtos financeiros que qualquer Banco, com a excepção do recebimento de depósitos bancários. Em 2005, a empresa que tem sede social no Porto, incorporou a Leasecar-Comércio e Aluguer de Veículos e Equipamentos, SA. A curto/médio prazo pretende-se uma cobertura integral do mercado nacional, diversificação de produtos, e modernização e sistematização de processos. Morada Torres de Lisboa - Rua Tomás da Fonseca, Torre G - 15.º piso, Lisboa Telefone Linha de Apoio a Clientes Fax SITE Ano de constituição 1992 Accionistas 100% FINIBANCO HOLDING SGPS, S.A. (detido 100% pelo Montepio Geral Associação Mutualista. Constituição do Conselho de Administração Presidente CA Álvaro Cordeiro Dâmaso Representante na ASFAC Mário José Gomes Lopes Presidente CE Mário José Gomes Lopes Vogais José Carlos Sequeira Mateus Pedro Jorge Gouveia Alves Manuel de Pinho Baptista 80

81 Capítulo VII As Associadas Nome GE Consumer Finance, IFIC - Instituição Financeira de Crédito, S.A. Actividade Crédito ao Consumo Área de especialização de negócio/ público alvo Em termos comerciais a empresa actua fundamentalmente na gestão da carteira dos seguintes produtos: Financiamento Automóvel; Empréstimos Pessoais (incluindo Consolidação de Créditos sem Hipoteca). Morada Rua Quinta do Quintã, Edifício D. José, Piso 3, Paço de Arcos Telefone Fax Ano de constituição 1981 Breve descrição da empresa com nota histórica A GE Money, nome comercial do grupo dominado pela GE Capital Holdings Portugal, SGPS, Lda. (GE Capital Holding Portugal SGPS), está presente em Portugal desde Com sede em Paço d Arcos, o grupo tem escritórios no Porto, Faro e Funchal. O seu crescimento baseou-se num conjunto de aquisições e fusões, dando origem ao que é hoje a GE Money (nome comercial), que actua em Portugal através de uma única sociedade operacional a GE Consumer Finance, IFIC - Instituição Financeira de Crédito, S.A. (GE Consumer Finance, IFIC), a qual é detida pela GE Capital Holding Portugal SGPS. A GE Money gere uma carteira de cerca de clientes com produtos como o financiamento automóvel, crédito consolidado, crédito ao consumo e seguros. Constituição do Conselho de Administração Peter Salzer João Manuel Fialho Consiglieri Pedroso Henry Wallace Representante na ASFAC Dr. João Consiglieri Pedroso 81

82 Capítulo VII As Associadas Nome GMAC - Instituição Financeira de Crédito, S.A. Actividade Instituição Financeira de Crédito Área de especialização de negócio/ público alvo Crédito à aquisição automóvel. Breve descrição da empresa com nota histórica A GMAC é a empresa financeira da General Motors. A sucursal portuguesa iniciou operações em 1988, focalizando desde então o apoio às aquisições de veículos General Motors, Opel e Chevrolet. Morada R. Dr. António Loureiro Borges, 9 2.º Piso Telefone Fax Ano de constituição 1988 Accionistas Ally Financial Inc. Constituição do Conselho de Administração Presidente Carlos Glórias Ferreira Susana Aleixo Álvaro Machado Representante na ASFAC Amélia Marques 82

83 Capítulo VII As Associadas Nome Mercedes-Benz Financial Services Portugal, Instituição Financeira de Crédito, S.A. Actividade Instituição Financeira de Crédito Área de especialização de negócio/ público alvo Financiamento Automóvel Breve descrição da empresa com nota histórica Empresa financeira do grupo Daimler AG em Portugal Morada Abrunheira Apartado 6, P Mem Martins Telefone Fax Ano de constituição 2004 Accionistas Mercedes-Benz Portugal S.A. (100%) Constituição do Conselho de Administração Ralf Ewald Pedro Manuel Almeida Braz Bernd Barth Maria Dolorosa Jesus Cameira Croca Alexandre Mallmann Paulo Fernando Santar Ferreira António Manuel dos Santos Cabrita Representante na ASFAC Alexandre Mallmann 83

84 Capítulo VII As Associadas Nome Oney Instituição Financeira de Crédito, S.A. Actividade Crédito ao Consumo Área de especialização de negócio/ público alvo Emissão e gestão de cartões de crédito privativos; crédito em conta corrente; mediação de seguros. Morada Av. José Gomes Ferreira, n.º 9 sala Algés Telefone Fax Ano de constituição 1994 Accionistas Banque Accord, S.A. Breve descrição da empresa com nota histórica Instituição Financeira de Crédito, anteriormente uma sociedade emitente e gestora de cartões de crédito, focada na gestão de cartões privativos. Detida indirectamente a 100% pelo Grupo Auchan. Actualmente, enquanto IFIC, tem o seu leque de actividade alargado a todo o tipo de crédito ao consumo, bem como à actividade de mediação de seguros. Constituição do Conselho de Administração Presidente Jean Pierre Viboud Representante na ASFAC Duarte Gomes Pereira Head of Legal & Compliance Vogais Nicolas Dreyfus Dominique Stourm-Breton Américo Ribeiro Julien Cailleau Hugo Almeida 84

85 Capítulo VII As Associadas Nome Pastor Servicios Financieros, Estabelecimiento Financiero de Crédito, SA Sucursal em Portugal Actividade Instituição Financeira de Crédito Área de especialização de negócio/ público alvo Crédito ao consumo: financiamento automóvel (crédito e leasing), gestão de cartões de crédito privativos e linhas de crédito. Dealer Card (B2C). Morada Praça do Bom Sucesso, º sala 303 Porto Telefone Fax Ano de constituição 1997 (em Portugal) Accionistas Banco Pastor (100%) Breve descrição da empresa com nota histórica Fundado em 1776, o Banco Pastor é uma das mais reputadas instituições financeiras da Península Ibérica, liderando o mercado financeiro da Galiza e gozando de uma forte implantação em todo o território Espanhol, actualmente, com cerca de 600 agências no país vizinho. Em Portugal, o Banco Pastor iniciou a sua actividade em Para tal, criou a Pastor Servicios Financieros, E.F.C., com sede no Porto. Detida a 100% pela instituição Espanhola, a Pastor Serfin disponibiliza uma vasta experiência em serviços de apoio ao financiamento a particulares e a empresas, oferecendo um conjunto alargado de soluções de crédito. Constituição do Conselho de Administração José Manuel Saenz Garcia Carlos Docampo Bello Amadeu Font Jorba Jon Iñaki Ocerin Latorre Carlos Souto Rodriguez Representante na ASFAC Paulo Lourosa 85

86 Capítulo VII As Associadas Nome RCI BANQUE Sucursal Portugal Actividade Sucursal de Banco Área de especialização de negócio/ público alvo Crédito Automóvel das marcas Renault e Nissan Breve descrição da empresa com nota histórica Sucursal da RCI Banque, banco de direito francês, do grupo RENAULT. Constituída em Portugal, no ano de 1989, como um sociedade financeira de aquisições a crédito, deu lugar a uma Sucursal de Banco em Morada Sede: Rua Dr. José Espírito Santo, Lote 12-E, Lisboa Estabelecimento Principal: Lagoas Park, Edifício4, Porto Salvo Telefone Fax Ano de constituição 1989 Accionistas RCI BANQUE Constituição do Conselho de Administração Presidente Patrice Cabrier Administradores Xavier Sabatier Guillaume Cuny Representante na ASFAC Drª. Ana Maria Tomé 86

87 Capítulo VII As Associadas Nome Sofinloc - Instituição Financeira de Crédito, S.A. Actividade Crédito ao Consumo Área de especialização de negócio/ público alvo Financiamento automóvel e mediação de seguros. Morada Rua General Firmino Miguel, n.º 5 14.º andar, Lisboa Telefone Fax Ano de constituição 1983 Accionistas Banco Finantia, S.A. Breve descrição da empresa com nota histórica A Sofinloc, empresa pioneira no leasing mobiliário em Portugal, é detida a 100% pelo Banco Finantia. Com uma frota de cerca de veículos financiados, a Sofinloc opera a partir da sede em Lisboa, de 7 agências em Portugal e uma sucursal em Madrid, dispondo de um staff de mais de 200 colaboradores. Em complemento à sua actividade principal a Sofinloc dedica-se à mediação de seguros, sendo um dos maiores agentes de seguros em Portugal. Em 2001 a Sofinloc passou a operar em Espanha através do Banco Finantia Sofinloc, actualmente a operar como Sofinloc, Sucursal en España. Constituição do Conselho de Administração Presidente António Guerreiro Vogais Luisa Antas Pedro Santos Representante na ASFAC Pedro Perestrello dos Reis 87

88 Capítulo VII As Associadas Nome Totta Crédito Especializado, Instituição Financeira de Crédito, S.A. Actividade Instituição Financeira de Crédito Área de especialização de negócio/ público alvo Todo o leque de produtos de Crédito Especializado: Factoring Confirming Leasing Equipamentos Leasing Imobiliário Leasing Viaturas Ald Crédito com Reserva Renting Público-alvo: Preferencialmente clientes do Grupo Santander Totta Morada Rua da Mesquita n.º 6, Lisboa Telefone /73 Fax Ano de constituição 1991 Accionistas Santander Totta, SGPS, S.A. Banco Santander Totta, S.A. Santander Gestão de Activos, SGPS, S.A. Breve descrição da empresa com nota histórica A actual sociedade resultou da fusão por incorporação, em 2003, de todas as sociedades instrumentarias do Grupo dedicadas ao Crédito Especializado. Constituição do Conselho de Administração Presidente Francisco Alexandre Simeão Loureiro Lufinha Vogais António Alberto da Silva Carneiro António Paulo de Oliveira Lourenço António Manuel Furtado Velez do Peso Manuel João Cerejeira Gonçalves Castro Helder António Correia Gomes Joaquim Manuel de Oliveira Filipe José Urgel de Moura Leite Maia José Alberto da Silva Moura José Carlos da Conceição Ribeiro Jorge Manuel Marques Mogo Pedro Gaspar Fialho Paulo Manuel de Castro Correia Natal João Manuel Barbosa Veiga Anjos Representante na ASFAC Dr. Francisco Alexandre Simeão Loureiro Lufinha 88

89 Capítulo VIII As Aderentes Cardif Assurance Vie, Cardif Assurance Risques Divers CPP, Sucursal Portugal Credinformações Informações de Crédito, Lda. Genworth Financial Insurance Company Limited Vantyx Systems 89

90 Capítulo VIII As Aderentes Nome Cardif Assurance Vie, Cardif Assurance Risques Divers Actividade Seguradora Área de especialização de negócio/ público alvo Seguros de Protecção, em especial de Protecção ao Crédito e Protecção de Pagamentos Regulares. Especialista em gestão de canais de distribuição através de multiparcerias com bancos, instituições financeiras, instituições emissoras de cartões, etc. Morada Av. 5 de Outubro n.º º Andar Lisboa Telefone Fax Ano de constituição 1997 (Portugal) Accionistas BNP Paribas Breve descrição da empresa com nota histórica A Cardif Portugal é uma sucursal do BNP Paribas Assurance, empresa do Grupo BNP Paribas. A Cardif, com uma experiência de mais de 30 anos, é líder mundial em bancassurance, desenvolvendo e comercializando os seus produtos e serviços através de parcerias em cerca de 50 países. A Cardif Portugal iniciou a sua actividade em 1997 e apresenta-se como especialista em Seguros de Protecção ao Crédito, cobrindo mais de pessoas seguras. Tem parcerias com as principais entidades financeiras em Portugal. Constituição do Conselho de Administração Mandatário Geral Dr. Miguel Ribeiro Representante na ASFAC Dr. Miguel Ribeiro 90

91 Capítulo VIII As Aderentes Nome CPP, Sucursal Portugal Actividade Seguros Área de especialização de negócio/ público alvo Protecção mundial para todos os cartões de crédito e débito (e qualquer outro tipo de cartões) assim como documentos pessoais (contra perda, roubo, furto e utilização fraudulenta). Morada Av. da Liberdade, 40 7.º andar Lisboa Telefone Fax Ano de constituição A CPP surgiu no Reino Unido em 1980 e esta em Portugal desde Accionistas n/a Breve descrição da empresa com nota histórica O Grupo CPP surgiu em 1980, sendo líder europeu na protecção de cartões. Com presença também na América do Norte e Ásia, o grupo supera os 10 milhões de clientes e realiza um volume de negócios de mais de 300 milhões de Euros. A CPP detém mais de 300 Parceiros entre os quais se encontram alguns dos maiores Bancos e Instituições Financeiras mundiais. As ofertas são baseadas em seguros e assistência nos ramos de cartões, telefone, identidade e outros objectos, pessoais trazendo valor acrescentado aos parceiros, nomeadamente, em programas de fidelização e ofertas de produtos inovadores e complementares. Conselho CPP Portugal Eric Wooley Pedro Osório de Castro Representante na ASFAC Pedro Osório de Castro 91

92 Capítulo VIII As Aderentes Nome CREDINFORMAÇÕES Informações de Crédito, Lda. Actividade BUREAU de CRÉDITO Área de especialização de negócio/ público alvo Desenvolvimento de produtos e serviços de acordo com as necessidades dos clientes nas áreas de informação para a decisão no risco de crédito, quer no fornecimento de dados, quer no desenvolvimento e aplicação de modelos analíticos (scores), assim como de plataformas tecnológicas para a gestão e monitorização dos processos de análise de risco. Morada Av. Praia da Vitória 71-4.º A Lisboa Telefone Fax Ano de constituição 1995 Accionistas Equifax Inc., Equifax BV e ASFAC Breve descrição da empresa com nota histórica A Credinformações foi constituída com o objectivo de fornecer soluções avançadas no campo da informação sobre o crédito em Portugal, utilizando e aproveitando os recursos de informação, sistemas e tecnologia, como suporte básico na tomada de decisões de crédito. Tem desenvolvido a sua actividade com base no Ficheiro de Informação de Crédito Negativa, tendo nos últimos anos evoluído para o Ficheiro de Informação Total (Negativa +Positiva), gerindo, actualmente, o ficheiro de devedores das operadoras de comunicações, denominado Base de Dados Partilhada. Constituição do Conselho de Administração Presidente Dr. Miguel Ribeiro Representante na ASFAC Engº. Mauricio Flores Vogais Mr. Lee Adrean Mr. Paulino Barros Dr. António Giraldo Dr. Carlos Nunes Dr. Rui de Almeida Fernandes Engº. Mauricio Flores 92

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