INVESTIGAÇÃO E PREVENÇÃO DE ACIDENTES AERONÁUTICOS

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1 MINISTÉRIO DA DEFESA COMANDO DA AERONÁUTICA INVESTIGAÇÃO E PREVENÇÃO DE ACIDENTES AERONÁUTICOS ICA 3-7 REPORTE CONFIDENCIAL PARA A SEGURANÇA OPERACIONAL (RCSO) 2009

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3 MINISTÉRIO DA DEFESA COMANDO DA AERONÁUTICA CENTRO DE INVESTIGAÇÃO E PREVENÇÃO DE ACIDENTES AERONÁUTICOS INVESTIGAÇÃO E PREVENÇÃO DE ACIDENTES AERONÁUTICOS ICA 3-7 REPORTE CONFIDENCIAL PARA A SEGURANÇA OPERACIONAL (RCSO) 2009

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5 MINISTÉRIO DA DEFESA COMANDO DA AERONÁUTICA CENTRO DE INVESTIGAÇÃO E PREVENÇÃO DE ACIDENTES AERONÁUTICOS PORTARIA CENIPA Nº- /DPC, de 31 de março de Aprova a reedição da ICA 3-7, que dispõe sobre Reporte Confidencial para a Segurança Operacional (RCSO). O CHEFE DO CENTRO DE INVESTIGAÇÃO E PREVENÇÃO DE ACIDENTES AERONÁUTICOS, no uso da atribuição que lhe confere o Art. 4º, inciso IX, do ROCA 21-48, Regulamento de Organizações do Comando da Aeronáutica, aprovado pela Portaria nº 1.031/GC3, de 26 de outubro de 2006, resolve: Art. 1 o Aprovar a reedição da ICA 3-7 REPORTE CONFIDENCIAL PARA A SEGURANÇA OPERACIONAL (RCSO). Art. 2 o Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. Art. 3º - Revoga-se a Portaria nº 764/GC3, de 02 de outubro de Brig Ar JORGE KERSUL FILHO Chefe do CENIPA (Publicado no BCA n, de de de 2009)

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7 SUMÁRIO 1 DISPOSIÇÕES PRELIMINARES FINALIDADE ÂMBITO REPORTE CONFIDENCIAL PARA A SEGURANÇA OPERACIONAL (RCSO) DEFINIÇÃO APLICABILIDADE RESTRIÇÃO FUNDAMENTO GARANTIA DA CONFIDENCIALIDADE MEIOS DE REPORTES FORMULÁRIO DE REPORTE CONFIDENCIAL PARA SEGURANÇA OPERACIONAL PROGRAMA CONFIDENCIAL DE REPORTE VOLUNTÁRIO FINALIDADE PROCESSO OBJETIVOS ESPECÍFICO DO PROGRAMA CONFIDENCIALIDADE RESPONSÁVEL PELO PROGRAMA TRÂMITE RESPOSTA AO RELATOR SENHA DO PROCESSO DO PCRV CASOS ESPECÍFICOS GRUPO CONSULTIVO DEFINIÇÃO FINALIDADE ATIVAÇÃO CONSTITUIÇÃO ATRIBUIÇÕES PRESIDÊNCIA DISPOSIÇÕES FINAIS ANEXO - MODELO DE FORMULÁRIO DO RCSO

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9 PREFÁCIO O Relatório Confidencial para Segurança de Vôo (RCSV) foi implantado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) em 1997, como resultado dos estudos realizados pelo Comitê Nacional de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CNPAA), que julgou necessário disponibilizar para a comunidade aeronáutica mais um instrumento destinado à prevenção de acidentes. Os resultados obtidos nos últimos anos surpreenderam pela pequena quantidade de relatos, aquém das expectativas iniciais, considerando o volume expressivo do movimento aéreo brasileiro. Analisando melhor este aspecto, podemos perceber um fator específico que contribuiu para esse pequeno número de relatos. Ele está caracterizado pelo meio utilizado para que uma pessoa possa relatar uma situação potencial de risco para o CENIPA. Com a implementação do RCSV, ficou estabelecido que o relator somente poderia utilizar o formulário do RCSV para enviar, via correio, um reporte ao CENIPA. Além disso, por diversos problemas, nem todos tinham acesso ao formulário para preenchê-lo e enviá-lo. Com o passar do tempo, esse meio tornou-se insuficiente e pouco abrangente no cenário nacional e muitas informações deixaram de ser enviadas por causa do formulário do RCSV, que não estava à disposição do usuário. Nos tempos atuais fica imprescindível o uso dos meios eletrônicos, tais como internet, fax, telefone como meios adicionais de captura desses reportes, visando facilitar o trabalho do relator e aumentar o número de reportes recebidos pelo CENIPA. Durante o encontro internacional do RCSV (ICASS ), ficou visível que os países participantes - possuidores de um programa confidencial - já utilizam todos os meios disponíveis para receberem os reportes das pessoas, fazendo com que o número de reportes seja crescente a cada ano que passa. Visando aprimorar todo seu processo de reportes, o CENIPA criou o Programa Confidencial de Reporte Voluntário (PCRV). Com este programa, o CENIPA pretende tornar mais fácil o acesso para que as pessoas possam reportar as situações de risco potencial que presenciaram de alguma forma, ou das quais tiveram conhecimento. Dentro deste programa, o Relatório Confidencial para a Segurança de Vôo (RCSV) passa a ser chamado de Reporte Confidencial para a Segurança Operacional (RCSO), havendo uma mudança não só no nome, como no formulário. Faz-se necessário, contudo, que as campanhas de divulgação do Programa sejam realizadas, com vistas à maximização do seu uso e à conseqüente evolução dos índices de segurança de vôo da aviação nacional. A reedição desta Instrução tem por objetivo o aprimoramento e a atualização da legislação anterior.

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11 1 DISPOSIÇÕES PRELIMINARES 1.1 FINALIDADE A presente Instrução tem por finalidade orientar todo pessoal militar ou civil, independentemente de sua qualificação ou tipo de envolvimento com a atividade aérea, sobre a correta sistemática de fazer um Reporte Confidencial para Segurança Operacional (RCSO) para o Programa Confidencial de Reporte Voluntário (PCRV). 1.2 ÂMBITO A presente Instrução se aplica a toda aviação brasileira e às pessoas que estejam envolvidas, direta ou indiretamente, com a atividade aérea.

12 8 ICA 3-7/ REPORTE CONFIDENCIAL PARA A SEGURANÇA OPERACIONAL (RCSO) 2.1 DEFINIÇÃO É todo reporte que tratar de uma situação potencial de risco para a segurança operacional que chegar ao conhecimento do CENIPA. 2.2 APLICABILIDADE O reporte confidencial destina-se, tão-somente, ao registro das circunstâncias que constituam, ou possam vir a constituir, uma situação potencial de risco à atividade aérea, com vistas à prevenção de acidentes aeronáuticos. 2.3 RESTRIÇÃO É vedado o uso desta ferramenta para a denúncia de fatos que constituam crime ou contravenção penal de qualquer natureza. 2.4 FUNDAMENTO O reporte confidencial baseia-se nos conceitos da voluntariedade, da confidencialidade e da não-punibilidade. 2.5 GARANTIA DA CONFIDENCIALIDADE O Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SIPAER) assegura o anonimato do relator em todos os casos em que os eventos reportados se refiram à prevenção de acidentes aeronáuticos. 2.6 MEIOS DE REPORTES A página-eletrônica do CENIPA será o principal meio de envio de reportes. Poderão ser utilizados ainda o correio, o fax e o telefone como meio de envio de reportes voluntários para o CENIPA O reporte que chegar ao conhecimento do CENIPA, via RELPREV, será tratado pelo Programa Confidencial de Reporte Voluntário e inserido em suas estatísticas. 2.7 FORMULÁRIO DE REPORTE CONFIDENCIAL PARA SEGURANÇA OPERACIONAL É um modelo carta-resposta com porte postal pago, para encaminhar seu reporte para o CENIPA, via-correio Além da página-eletrônica do CENIPA, qualquer pessoa poderá utilizar o formulário do RCSO para enviar um reporte para o CENIPA, via correio, fax ou passar os dados via telefone. Esse formulário é apresentado no Anexo 1 a esta Instrução.

13 ICA 3-7/ PROGRAMA CONFIDENCIAL DE REPORTE VOLUNTÁRIO 3.1 FINALIDADE Gerenciar todos os reportes confidenciais que cheguem ao CENIPA, processando-os, enviando para os setores competentes para que sejam tomadas todas as medidas necessárias para resolver ou mitigar a situação potencial de risco à segurança operacional. 3.2 PROCESSO Qualquer pessoa, independentemente de sua qualificação ou tipo de envolvimento com a atividade aérea, poderá acessar a página-eletrônica do CENIPA para reportar uma situação ou enviá-lo por meio do correio, fax, ou telefone. 3.3 OBJETIVOS ESPECÍFICO DO PROGRAMA a) otimização da prevenção de acidentes aeronáuticos; b) identificação de áreas com potencial de risco à atividade aérea; c) adoção de medidas corretivas pertinentes; e d) coleta de informações necessárias à alimentação de um banco de dados que permita a realização de análises de tendências que venham a auxiliar na realização do trabalho de prevenção de acidentes aeronáuticos. 3.4 CONFIDENCIALIDADE Toda informação relativa à identificação do relator será restituída tão logo as informações da ocorrência sejam processadas, não sendo mantida em arquivo qualquer informação de cunho pessoal, garantindo-se, assim, o anonimato da fonte. 3.5 RESPONSÁVEL PELO PROGRAMA programa. A Divisão de Prevenção e Controle do CENIPA é responsável por este 3.6 TRÂMITE A DPC, ao receber o reporte voluntário, irá processá-lo e encaminhá-lo ao setor pertinente para que este possa se pronunciar a respeito do fato relatado e tomar as medidas convenientes para resolver ou mitigar a situação de risco potencial. 3.7 RESPOSTA AO RELATOR Caso o relator tenha preenchido um formulário de RCSO com seus dados pessoais, a Divisão de Prevenção e Controle providenciará a devolução de toda informação a seu respeito, garantindo a confiabilidade do programa, bem como uma senha que foi gerada no PCRV, para que o relator possa fazer o devido acompanhamento do processo Em caso de relato pela página-eletrônica do CENIPA, a DPC apagará todas as informações pertinentes ao relator, ao mesmo tempo em que enviará uma senha, gerada no PCRV, para que ele possa fazer o devido acompanhamento do processo.

14 10 ICA 3-7/ SENHA DO PROCESSO DO PCRV Este será o número através do qual o relator poderá fazer o devido acompanhamento do processo do seu relato. A partir deste momento, caberá ao relator entrar em contato com o CENIPA, via telefone ou , para saber a situação do processo do seu reporte. 3.9 CASOS ESPECÍFICOS Quando o reporte voluntário for anônimo, mas a situação de risco potencial à segurança operacional for confirmada, este reporte terá o mesmo tratamento dos demais Quando o reporte não for validado pelo programa, por não atender o item 2.2 e 2.3 desta ICA, o relator, caso tenha se identificado, será informado desta situação Quando o assunto reportado for uma reclamação constante ou envolver vários setores da aviação, ou fora dela, o CENIPA poderá constituir um Grupo Consultivo para discutir o problema e propor soluções para mitigá-lo.

15 ICA 3-7/ GRUPO CONSULTIVO 4.1 DEFINIÇÃO É um grupo, de caráter temporário, formado por profissionais com qualificação técnica no âmbito da aviação brasileira e com curso do SIPAER. 4.2 FINALIDADE Analisar, discutir e propor soluções que visem eliminar ou mitigar os problemas específicos que geraram a necessidade de contistuição do grupo consultivo. 4.3 ATIVAÇÃO Em determinadas situações, o CENIPA poderá constituir um grupo consultivo para discutir o programa ou alguma situação específica A agenda da reunião do grupo consultivo será elaborada pelo CENIPA. 4.4 CONSTITUIÇÃO Quando o grupo consultivo for constituído para tratar de uma situação específica, ele será composto pelos Elos-SIPAER das organizações que tenham envolvimento com o problema analisado A organização convidada a participar do grupo consultivo, quando achar conveniente, poderá indicar a participação de outras pessoas, além do Elo-SIPAER, desde que estas tenham conhecimento técnico e possam contribuir para solução do problema analisado Quando a participação de uma organização for importante para o grupo consultivo e ela não possuir um Elo-SIPAER, poderá ser indicado um representante da mesma, desde que tenha o conhecimento técnico do problema analisado Caberá ao CENIPA definir quem participará do grupo consultivo. 4.5 ATRIBUIÇÕES O Grupo Consultivo tem as seguintes atribuições: a) tratar de assuntos específicos ligados à segurança operacional decorrentes da análise do RCSO; b) acompanhar as ações que visam à correção dos problemas levantados nos assuntos tratados; c) verificar os resultados obtidos com o PCRV; d) estabelecer soluções para os problemas que porventura surjam no gerenciamento do programa; e) decidir sobre o estabelecimento de procedimentos adicionais necessários; f) elaborar propostas de otimização do programa; e g) avaliar, anualmente ou em periodicidade excepcional, quando necessário, a eficácia do programa.

16 12 ICA 3-7/ PRESIDÊNCIA CENIPA. O Grupo Consultivo será presidido pelo Elemento-Credenciado designado pelo

17 ICA 3-7/ DISPOSIÇÕES FINAIS 5.1 O Comando da Aeronáutica encoraja a crítica ao Programa Confidencial de Reporte Voluntário para Segurança Operacional, objetivando a obtenção de elementos importantes para o seu aprimoramento, tanto em termos de coleta de dados, como no aspecto de sua reestruturação. 5.2 Os casos não previstos nesta Instrução serão estudados pelo Chefe do CENIPA.

18 14 ICA 3-7/2009 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CANADÁ. Organização da Aviação Civil Internacional. Anexo 13 da Convenção da Organização de Aviação Civil Internacional 7ª Edição Manual de gestión de la seguridad operacional: Doc BRASIL. Lei n o 7.565, de 19 de dezembro de Dispõe sobre o Código Brasileiro de Aeronáutica. [Brasília-DF], dez Decreto n o , de 07 de junho de Dispõe sobre o Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos e dá outras providências. [Brasília-DF], jun Decreto-Lei nº 2848, de 07 de dezembro Código Penal. [Rio de Janeiro], dez BRASIL. Comando da Aeronáutica. Estado-Maior da Aeronáutica. Regulamento do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos: ROCA [Brasília-DF], Estrutura e Atribuições dos Elementos Constitutivos do SIPAER: NSCA 3-2. [Brasília-DF], out Gestão da Segurança Operacional: NSCA 3-3. [Brasília-DF], out Recomendação de Segurança Operacional Emitida pelo SIPAER: NSCA 3-9. [Brasília-DF], out Formulários em Uso pelo SIPAER: NSCA [Brasília-DF], out

19 ANEXO MODELO DE FORMULÁRIO DO RCSO ICA 3-7/

20 16 ICA 3-7/2009

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