ENUNCIADOS QUE CIRCULAM NA UNIVERSIDADE: UMA ANÁLISE DISCURSIVA

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1 ENUNCIADOS QUE CIRCULAM NA UNIVERSIDADE: UMA ANÁLISE DISCURSIVA Dayane Batista dos Santos (UFS) Eline Marques dos Santos (UFS) O presente trabalho tem como objetivo compreender os efeitos de sentidos e significações, a partir da análise discursiva dos enunciados presente em cartazes coletados na Universidade Federal de Sergipe. Observamos as diferentes ordens dos papéis e fizemos um recorte, de acordo com tema, em dois tópicos principais: os que se referem a vagas disponíveis em moradias universitárias e aqueles que vendem algum bem próprio. Depois desse processo analítico descrevemos o material por uma visão da análise de discurso e associamos às teorias (PÊCHEUX,1990; ORLANDI, 2000). Enfim este trabalho contribuiu para um melhor entendimento do discurso e dos elementos que o constituem, assim como uma compreensão da constituição do sujeito a partir da construção de tais enunciados. Palavras-chave: análise discursiva, enunciados, universidade.] INTRODUÇÃO Este trabalho abordará questões referentes ao discurso, a partir da análise de cartazes encontrados dentro do campus da Universidade Federal de Sergipe. É importante compreendermos o percurso histórico da análise de discurso, e os diferentes modos de trabalhar a análise. Segundo Pêcheux, a análise de discurso passou por três fases: A primeira fase caracteriza-se pela ideia de maquinaria discursivoestrutural, constituída pelo estruturalismo o qual foi marcado pelos estudos de Saussure e Jakobson, as pragmáticas e as teorias bakhtinianas; na segunda fase, há um inicio do processo de desconstrução das ideias da primeira fase surgindo então à noção de alteridade, ou seja, a presença do outro constitui o eu ; na terceira fase há uma desconstrução total da maquinaria desenvolvida anteriormente, portanto acentuaram-se as ideias da segunda fase. 1

2 Nesta última fase formaram-se as teorias atuais, que incluem como parte essencial para análise de discurso a constituição do sujeito histórico a partir das condições de produção e interdiscurso. As condições históricas de produção são de grande relevância para os estudos discursivos, o lugar social, a formação imaginária e discursiva, a ideologia, os deslizamentos de sentidos, são fundamentais, pois interferem nos sentidos daquilo que falamos. Todos esses dados serão analisados de acordo com o que observamos nos cartazes, procurando no decorrer do trabalho mobilizar conceitos, procurando assim os efeitos de sentidos e a partir disto constituir o sujeito histórico. RECORTE DO MATERIAL ANALISADO Observamos inicialmente, que há uma enorme diversidade de textos em toda universidade, enunciados estes que constituem o aluno universitário de vários modos. Primeiramente fizemos um recorte em dois temas, desse recorte selecionamos dois cartazes de cada tema. Dessa forma, nossa pesquisa se concentrou em quatro cartazes, todos eles encontrados no Diretório Central de Estudante da Universidade. Percebemos que há uma frequência deste tipo de cartaz neste local, provavelmente isto ocorre devido à grande circulação de pessoas de todos os cursos, e a intenção que o sujeito possui de alcançar o maior número de receptores. ANÁLISE DE ANÚNCIOS DE ALUGUÉIS Na questão dos aluguéis, existem condições de produção que interferem na formulação do discurso, esta noção é essencial para compreensão e análise, então: 2

3 Podemos considerar as condições de produção em sentido estrito e temos as circunstâncias de enunciação: é o contexto imediato. E se considerar em sentido amplo, as condições de produção incluem o contexto sócio-histórico, ideológico. [...] [...] O contexto amplo é o que traz para a consideração dos efeitos de sentidos elementos que derivam da forma de nossa sociedade, com suas instituições [...] (ORLANDI, 2000, P. 35) Dito isto, consideramos a seguinte condição: por não haver pólos suficientes para atender a demanda de alunos e o pólo de São Cristovão oferecer um maior número de vagas e possibilidades de variados cursos, há uma grande quantidade de estudantes de outras cidades que vem estudar e morar perto do local onde estuda. Por esses estudantes não possuir condições financeiras de locomoção optam por mudar de cidade, por isso o número de repúblicas de estudantes é bastante elevado, e, por conseguinte um grande número de anúncios. Selecionamos dois cartazes que constituem os diferentes estilos de moradia universitária observando as exigências dos anúncios. O primeiro anúncio traz os seguintes enunciados: Procura-se moça para dividir apartamento novo em condomínio fechado, Próximo ao DIA, ponto de ônibus, supermercado, farmácia e padaria próximos. Interessadas em um lar de família entrem em contato. O primeiro enunciado nos mostra a principal exigência deste anúncio, só podem ser mulheres, homens não são aceitos. Outro aspecto que aparece é a questão de ser novo, há uma característica da sociedade de valorizar o que é novo e por isso é uma qualidade bem vista por aqueles que procuram domicílio, por ultimo há o fato de ser condomínio fechado, qualidade essa que proporciona segurança para os moradores. O segundo enunciado denota a série de facilidades que esta moradia proporciona, afinal são estudantes universitárias e precisam de certos favorecimentos, 3

4 como a localização privilegiada que seja de fácil acesso à UFS, por isso é tão marcada a necessidade de se informar o local, este bairro tem ônibus que vai direto para universidade, algo levado bastante em consideração para aqueles que desejam um lugar para morar. Outro ponto é a repetição da palavra próximo, situada no início e no final do mesmo enunciado, a repetição é parte dos elementos estruturais das condições de produção de discurso, nesse contexto a repetição da palavra próximo ocasionou, mesmo sem a intenção do locutor, o efeito de sentido de importância da pouca distância de determinado lugares, que para estudantes universitários é essencial. O terceiro enunciado frisa o tipo de ambiente deste domicílio, é um Lar de Família e estão procurando moças que possuam esta qualidade, isto nos leva a supor que existem lares que não são de família, pois há a formação discursiva que jovens universitários não são de família, para uma melhor compreensão tomemos conhecimento do que é formação discursiva ou F.D. A noção de formação discursiva permite compreender o processo de produção de sentidos, a sua relação com a ideologia. [...] A formação discursiva se define como aquilo que numa formação ideológica dada ou seja, a partir de uma posição dada em uma conjuntura sócio-histórica determina o que pode e deve ser dito. [...] [...] O discurso se constitui em seus sentidos porque aquilo que o sujeito diz se inscreve em uma formação discursiva e não outra para ter um sentido e não outro. [...] (ORLANDI, 2000, P. 43) A partir disto compreendemos que há discursividades que constituem o estudante universitário como sujeito liberal, que não obedece a determinadas regras existentes em uma família. Então, observamos que há muitas positividades: o apartamento novo, o condomínio fechado (segurança), próximo, lar de família. Essas positividades são expressas no cartaz constituindo assim, um determinado sujeito universitário. Outra característica evidente é a exigência do sexo feminino, mais do que isso o texto se refere a moça, o que remete imediatamente a uma pessoa recatada. 4

5 Pensando em moça nos vêm à ideia de um determinado tipo de pessoa e não em outro, se ao invés de moça houvesse o termo mulher, seguramente não exerceria o mesmo efeito de sentido. Esse sentido ainda é reforçado pelo termo lar de família, empregado na última frase. Dessa forma pensamos que nesta república são somente admitidos certos tipos de estudante, o que nos faz pensar que existem moradias que não são de família, e estudantes que não se interessam por esse tipo de ambiente. Há discursividades que constituem o universitário como aquele liberal, que desobedece as regras presentes em uma casa comum, aquele que gosta de festa, por isso há nesse cartaz a procura de alunos que são diferentes de um ideal pré-estabelecido. O segundo anúncio traz os seguintes enunciados: PRECISA-SE DE 2 OU 3 PESSOAS PARA DIVIDIR ALUGUEL AMBOS OS SEXOS FALAR COM SÂMIRA REIS Valor: 150,00 [aluguel + água + energia] Diferente do cartaz anterior, este não possui muitas exigências, o que primeiro nos chama atenção é o enunciado PRECISA-SE, o qual denota uma necessidade, precisa-se, não é procura-se, não existe qualquer restrição ao tipo de pessoa que pode se candidatar a vaga, nem mesmo o sexo feminino ou masculino é determinado. Um aspecto presente é a pouca informação sobre o local do anúncio, não há sequer uma especificação se é uma casa ou apartamento, onde se localiza ou o que há próximo, informações fundamentais a se considerar para quem procura uma residência. 5

6 Outro ponto curioso é incerteza, não há um posicionamento específico à quantidade de vagas, podem ser duas ou três pessoas. Nota-se a relevância da informação do valor, posto em destaque, escrito no anúncio como algo importante, estabelecendo que para determinados estudantes o fator relevante é o valor a ser pago, as outras informações ficam em segundo plano. Neste caso podemos supor que o cartaz reflete um problema financeiro por parte da locutora, por isso é demonstrado essa necessidade, ainda notamos a falta de preocupação com o ambiente que será formado nesta provável república. Observamos nesses dois cartazes uma grande diferença nos tipos de moradias universitárias existentes, a partir dos enunciados expressos nos cartazes. Primeiramente vimos que há moradias em que se privilegia principalmente o local em que se encontra imóvel, além da exigência de pessoas somente do sexo feminino, e a afirmação de ser um lar de família. Algo que não observamos no segundo cartaz em que não há exigência alguma, não há informação de localização ou que tipo de ambiente tem esta residência, privilegia a informação do valor a ser pago. Podemos notar a partir da análise dos enunciados dois tipos de moradias Universitárias, aquelas que se dizem de família, que preza pela boa conduta de suas moradoras, e outra que não é exatamente familiar, não impõe muitas regras, é liberal como sugeri uma casa de jovens universitários. ANÁLISE DE ANÚNCIOS DE VENDAS A Universidade Federal é um lugar público, no qual circulam pessoas de todos os estilos e classes e por isso é um lugar bastante visado pelos estudantes para anunciar algo que se pretenda vender. Em decorrência disso não tivemos dificuldade em selecionar dois cartazes que demonstrassem um caráter publicitário. O primeiro anúncio propõe a venda de um colchão da seguinte forma: 6

7 VENDE-SE COLCHÃO KING SIZE DE MOLAS SEMINOVO (USADO POR DOIS MESES) COM GARANTIA DE UM ANO POR APENA R$300,00 OPORTUNIDADE ÚNICA DE TER A CAMA DE SEUS SONHOS!!!! O primeiro ponto a ser observado é a relevância demonstrada no primeiro enunciado em citar o tipo de colchão, no caso King Size, o colchão pode nem ser tão bom nem tão conhecido, mas pela língua em que o nome está escrito, consideramos o colchão de outro modo. Observamos que o nome está escrito em inglês, algo que denota uma qualidade, isso ocorre devido uma valorização da língua inglesa. Por exemplo, se o nome do colchão fosse tamanho de rei, a tradução deste enunciado, seguramente não exerceria o mesmo efeito de sentido. Notamos que a ideologia aparece na forma em que o sujeito é assujeitado pelo mundo capitalista, ou seja, o que leva uma pessoa a comprar novos produtos, sempre mais caros e com mais tecnologia, senão a ideologia do consumismo pregada pelo capitalismo. Para Althusser aparelhos ideológicos são meios para reprodução para as relações de produção/exploração capitalista. Dessa forma somos conduzidos sem perceber para o processo capitalista do consumo em excesso, de sempre querer novos produtos, nunca se contentando com aquele que possuímos. Para melhor entendermos o que é a ideologia, tomemos a definição presente no livro de Eni Orlandi ANÁLISE DE DISCURSO, vejamos: [...] a ideologia não é a ocultação mas a função da relação necessária entre a linguagem e o mundo. Linguagem e mundo se refletem no sentido da refração, do efeito imaginário de um sobre o outro. [...] Este é o trabalho da ideologia: produzir evidências, colocando o homem na relação imaginária com suas condições materiais de existências. [...] 7

8 Outra questão importante, ainda no primeiro enunciado é a palavra seminovo, que veio a substituir a palavra usado, ou seja, houve uma troca de nomes um eufemismo para suavizar. Dessa forma a pessoa que comprar um colchão não comprará um colchão usado, mas um seminovo. A troca dessas palavras é algo recorrente atualmente, por exemplo, quando vamos a uma concessionária de carros, não veremos vendas de carros usados, é mais comum encontrarmos carros seminovos. Esta questão está presente no discurso persuasivo, denominada com troca de nomes, vejamos: O eufemismo não teria maior importância se deixasse de ser um jogo de mistificação, nascido exatamente pela troca de nomes. A alteração lexical não é apenas parte de um processo sinonímico, mas o desejo de dourar uma pílula cujo desgaste se tornou evidente. [...] [...] Uma das preocupações do discurso persuasivo é a de provocar reações emocionais no receptor. Ou seja, no caso de se deslocar a palavra contaminada [...], assegura-se recontextualização do signo que passa agora a produzir novas ideias. [...] (CITELE, 2000, P. 31) O enunciado seguinte apresenta a palavra usado, mas neste caso esta palavra não desqualifica, ela vem acompanhada do tempo de uso o qual é curto (dois meses apenas) dando assim uma quebra na carga semântica que a palavra usado possui: é usado, mas por pouco tempo, além do que é colocado entre parênteses, exatamente para designar que esta parte está fora do texto. Nos dois últimos enunciados, observamos claramente que há uma preocupação em convencer o interlocutor da qualidade do produto, com o enunciado Oportunidade única de ter a cama e o sono dos seus sonhos!. Tal texto é comumente utilizado em anúncios publicitários na televisão ou em jornais e revistas, um enunciado que não deveria ser encontrado em uma Universidade, por pertencer à outra categoria de texto. No entanto este tipo de deslocamento de enunciado é fácil de ser presenciado, basta um olhar mais analítico ao observar os papéis afixados na universidade, isto ocorre devido à intenção que tanto nos comerciais publicitários quanto nestes cartazes é a mesma, vender o produto. 8

9 O segundo anuncio analisado foi o seguinte: VENDO CARRO GOL TREND 2002, 2 PORTAS, REVISADO COM TODAS AS NOTAS FISCAIS R$ ,00 O primeiro fator é a pouca informação demonstrando assim, que para conseguir vender um carro somente necessita-se ser objetivo: apenas o modelo do carro, o ano e a situação fiscal seria suficiente para convencer a pessoa que lerá o cartaz, de comprá-lo. Foi tão sucinto que, provavelmente, esqueceu de colocar um contato, colocando posteriormente manuscrito. Observamos que não há a menção do locutor de citar que é um carro usado, para indicar este fato foi colocado o ano de fabricação do carro, não houve sequer uma preocupação do uso de qualquer palavra que qualificasse o carro, como belo ou em bom estado. O anúncio nos remete aos classificados de jornais, que possui poucas informações até porque quanto mais texto escrito, maior é o preço, então os anúncios nesses locais são bem sucintos. Vemos claramente que o locutor tomou as características desse tipo de anúncio para colocá-lo na Universidade, afinal o propósito é o mesmo. Nesses dois anúncios há diferentes tipos de discurso existentes. No primeiro há uma preocupação em convencer o possível comprador da qualidade do produto, para tanto tomou enunciados presentes em outros lugares em que o objetivo também é convencer o interlocutor. No segundo cartaz não há tanta preocupação em persuadir o outro, mas simplesmente informar, para isso repetiu a forma textual de um anúncio comum em nosso momento histórico, os anúncios jornalísticos. 9

10 CONCLUSÃO Analisar tais cartazes a partir de questões discursivas requer mexer com variadas regiões de sentidos. Observamos ao decorrer das analises, como ao escrever um texto para determinado fim o sujeito acaba que se constituindo no texto a partir de seu lugar sócio-histórico. Os textos dos cartazes significam as relações entre aluno (quem escreve) e anúncios de venda, de aluguéis (o que se escreve). Todos esses processos que analisamos funcionam para significar o aluno em seu momento sóciohistórico, como observamos nos aluguéis onde mostram as diferenças entre ser ou não familiar, ou os de vendas refletindo o homem e sua relação com a sociedade materialista. Sendo assim, tais processos aplicados em todo o percurso desse trabalho foram fundamentais para a (des)construção do nosso material discursivo. REFERÊNCIAS BAKHTIN, M. Estética da Criação Verbal. São Paulo: Hucitec, BERNARDO-SANTOS, Wilton James. Introdução às Teorias do Discurso. São Cristóvão, SE, UFS/ CESAD, CITELLI, A. Linguagem e persuasão. São Paulo, SP, Ática, ORLANDI, E. P. Análise de Discurso: princípios e procedimentos. 2. ed. Campinas: Pontes, PÊCHEUX, M. A análise de discurso: três épocas (1983). In: GADET, F. et. HAK, T. Por uma análise automática do discurso: uma introdução à obra de Michel Pêcheux. 3. ed. Campinas, SP: Editora da Unicamp,

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