Gestão de propriedades rurais

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1 Gestão de propriedades rurais Fabiano Alvim Barbosa Médico Veterinário Doutor Produção Animal Professor - Escola de Veterinária - UFMG Setembro, 2012 Alta Floresta - MT Gestão e Planejamento A gestão empresarial necessita: planejamento; organização; direção; controle (monitoramento). O planejamento é a ferramenta do processo administrativo para a sua competitividade no sistema. 1

2 Planejamento Planejar é proteger um conjunto de ações para atingir um resultado definido, com controle dos fatores que asseguram o sucesso no alcance dos resultados Alday, 2000 Decisão Estratégica Ambiente Externo Objetivos (definição) Ambiente Interno Missão Negócio Valores Estratégias (elaboração e implantação) Gerenciamento (avaliação e controle) Orçamento (elaboração) 2

3 30/09/2012 Figura 1 Complexidade da bovinocultura de corte Insumos Rebanho Mercado Máquinas e Benfeitorias Manejo Bovinocultura de Corte Terra RH Outros... Adaptado de Oliveira & Pereira (2009) BOVINOCULTURA NO BRASIL 3

4 Ferramentas Gerenciais Gestão por Macroprocessos Figura 2 - Macroprocessos e o ciclo da bovinocultura de corte Ambiente Integrado de Produção Macroprocesso I CRIA Macroprocesso III ENGORDA Acasalamento/ Cruzamento Períodos Gestação Parto Lactação Desmame Recria Terminação Pasto Confinamento Comercialização = fêmeas = machos RECRIA Macroprocesso II COMÉRCIO Macroprocesso IV Gestão Estratégica - SWOT Forças Expansão horizontal terras não exploradas Expansão vertical tecnologias Nutrição Pastagens e Integração Suplementação nutricional estratégica Genética Sanidade Reprodução Gestão 4

5 Case Fazenda Cristal Visão estratégica do negócio Gerenciamento da atividade: Gestão financeira e dos custos: Planejamento e monitoramento Gestão técnica: Tecnologias Gestão dos Recursos Humanos: Motivação e treinamento Gestão do mercado: Aliança mercadológica leilões e confinamento Gestão Estratégica - SWOT Fraquezas Segurança sanitária Certificação Escala para qualidade Aliança mercadológica Gestão ambiental 5

6 30/09/2012 Fraquezas Pastagem nativa Pastagem degradada BAIXA PRODUTIVIDADE Diagnóstico e Planejamento Coleta de dados (Fazenda): - fichas, planilhas, softwares, etc. 1. Levantamento patrimonial 2. Dados técnicos 3. Dados financeiros 1. Caracterização técnica do sistema de produção 2. Índices Zootécnicos e Econômicos 6

7 30/09/2012 Conhecendo os objetivos do produtor Benfeitorias - curral 7

8 Animais e cocho Rebanho efetivo REBANHO BOVINO Cabeças UA UA total R$ unitário R$ Total Novilhas - 1 ano 133 0, , ,44 Novilhas - 2 anos 60 0, , ,30 Garrotes 2 a 3 anos 211 1, , ,22 Fêmeas Descartes 60 0, , ,80 Touro 1 1, , ,00 Tropa Serviço 4 1, , ,00 TOTAL ,76 8

9 Pastagem de Panicum Maximum com escore dois (visual) e presença de cupim que diminui a área efetiva de pasto Avaliação visual de efetividade e escore de pastagens Pasto Espécie % Efetivo Invasora / Cupim / Outros Escore Visual Observação 1 Braquiarão 60% 40% 2 URT / Morte súbita 2 Braquiarão 97% 3% 3 3 Braquiarão 90% 10% 4 Rotacionado 4 Braquiarão 85% 15% 2,5 5 Braquiarão 90% 10% 3 6 MG 5 / Mombaça 85% 15% 2,5 7 MG 5 / Mombaça 85% 15% 3 8 MG 5 / Mombaça 80% 20% 3,5 9 Braquiarão 90% 10% 3 MÉDIA 84,7 15,3 2,9 9

10 Ferramentas Gerenciais Indicadores de Desempenho Tabela 1 Indicadores zootécnicos analisados na bovinocultura Indicador Especificação Unidade Taxa de Prenhez % ao ano Taxa de Natalidade % ao ano Taxa de Desmame % ao ano Zootécnico Taxa de Mortalidade (até a desmama) % ao ano Taxa de Mortalidade (pós-desmama) % ao ano Ganho Médio Diário kg/cb./dia Lotação UA/ha Produtividade Anual Kg/ha Ferramentas Gerenciais Indicadores de Desempenho Tabela 2 Indicadores econômico analisados na bovinocultura Indicador Especificação Unidade Custo Operacional Total (COT) R$/ano Custo Total (CT) R$/ano Margem Bruta (MB) R$/ano Margem Líquida (ML) R$/ano Lucro Total (LT) R$/ano Econômico Custo Operacional Total - cabeça R$/cb./ano Custo Operacional Total - arroba Custo Operacional Total - ha kg/ha/ano Custo Total - cabeça R$/cab./ano Custo Total - arroba prod. Custo Total - ha R$/ha/ano 10

11 Ferramentas Gerenciais Indicadores de Desempenho Indicador Especificação Unidade Margem Bruta - cabeça R$/cab./ano Margem Bruta - arroba Margem Bruta - ha R$/ha/ano Margem Líquida - cabeça R$/cab./ano Margem Líquida - arroba Econômico Margem Líquida - ha R$/ha/ano Lucro Total - cabeça R$/cab./ano Lucro Total - arroba Lucro Total - ha R$/ha/ano Retorno do Capital Investido % ao ano Taxa Interna de Retorno % ao ano Valor Presente Líquido (VPL) R$ Estratégias para competitividade Gerenciamento da atividade: Gestão financeira e dos custos; Gestão técnica; Gestão dos recursos humanos; Gestão do mercado; Gestão ambiental. 11

12 Competitividade O aumento da eficiência produtiva é primordial para a lucratividade da pecuária de corte (Sustentabilidade); As atividades produtivas devem ser entendidas e manejadas dentro de um enfoque sistêmico; Objetivo = maximização de lucros. Barbosa et al. (2012) Competitividade A gerência na propriedade deve ser concentrar nos aspectos: produtividade em escala com adoção de tecnologia; custo unitário de produção menor que o preço unitário de venda; maior lucro e maior rentabilidade ao ano; agregar valor com aumento do preço de venda unitário; análise e controle do risco. Barbosa et al. (2012) 12

13 Programas de certificação abordam: Ferramentas de gestão técnica-administrativa; Bem-estar animal; Meio Ambiente; Segurança Alimentar; Responsabilidade Social Boas práticas de produção agropecuária Marcas 13

14 GESTÃO DOS CUSTOS DE PRODUÇÃO DEFINIÇÃO: Soma dos valores dos recursos usados no processo produtivo C = G + D + J C = custo G = gastos (desembolsos) A = depreciação J = Juros (custo de oportunidade) GESTÃO DOS CUSTOS DE PRODUÇÃO Custos fixos : não são incorporados totalmente ao produto, parcela de sua vida útil (depreciação) determina a capacidade de produção (escala) benfeitorias, máquinas, equipamentos, impostos e taxas fixas, lavouras perenes, etc. - Depreciação (Universidade Federal De Lavras, 1999) 14

15 GESTÃO DOS CUSTOS DE PRODUÇÃO Custos variáveis : são incorporados totalmente ao produto, não sendo aproveitados em outro ciclo fertilizantes, defensivos, sementes, suplementos,medicamentos, mão de obra, serviços de manutenção, etc. (Universidade Federal De Lavras, 1999) Ferramentas Gerenciais Indicadores para Análise Econômica Indicador Base de Cálculo Margem Bruta (MB) Receita Total (RT) Custo Op. Variável (COV) Lucro Operacional (LOp) Receita Total Custo Operacional Total Lucro Total (LT) RT Custo Total (CT) Rentabilidade Lucro/(Patrimônio + Desembolsos) x 100 RT MB LOp LT Custo Variável Custo Fixo Custo de Oportunidade 15

16 Gestão Financeira Relações das Receitas e Custos A receita é: Situação Tendência RT < COV Caixa Negativo Não recupera COV < RT < COT Caixa Positivo Sucatear bens RT > COT Lucro Operacional Permanência Gestão Financeira Custo total (CT) = quantidade produzida x Recursos custo total unitário Receita total (RT) = quantidade produzida x Mercado preço de venda unitário Lucro Total = Receita Total Custo Total Menor Custo Unitário 16

17 Tabela 4 Médias anuais dos indicadores técnicos e econômicos de acordo com cada sistema de produção avaliado Média Anual Engorda Recria-engorda Intensivo Extensivo Período avaliado 2004 a a 2007 Estado Minas Gerais Minas Gerais Média de cabeças Hectares (hectare) Lotação cabeças/hectare 3,0 0,5 Peso vivo produzido/hectare kg ,7 Taxa de venda % 77,5 30,6 Custos operacionais variáveis R$ , ,43 Custos operacionais fixos - R$ , ,24 Custos operacionais totais - R$ , ,67 Custos totais R$ , ,42 Receita total R$ , ,04 Margem bruta R$ ,76 (6.728,39) Lucro Operacional R$ ,81 (30.897,63) Lucro Operacional/hectare R$ 156,89 (67,46) VP = variação patrimonial Lucro Operacional= Margem Líquida Valores numéricos entre parênteses são negativos. Fonte: Barbosa, SISTEMA ENGORDA INTENSIVO Tabela 5 Custos anuais, acumulados e médios do sistema engorda intensivo Acumulado Média TOTAL R$ TOTAL R$ TOTAL R$ TOTAL R$ TOTAL R$ % COT %CT TOTAL R$ Custo Oper. Variável COV , , , , ,01 92,69 85, ,52 Mão de Obra , , , , ,10 3,92 3, ,78 Máquinas e equipamentos 5.719, , , , ,94 0,78 0, ,99 Benfeitorias ,32 297,13 621,45 0,02 0,02 155,36 Vacinas, Medicam. outros 6.220, , , , ,20 0,52 0, ,55 Suplementos nutricionais , , , , ,55 13,32 12, ,14 Pastagens e Canavial , , , , ,47 4,36 4, ,62 Rebanho - recria e engorda , , , , ,30 69,77 64, ,82 Estoque de rebanho , , , Custo Oper. Fixo COF , , , , ,83 7,31 6, ,96 Despesas Gerais , , , , ,16 2,09 1, ,54 Depreciação , , , , ,66 5,22 4, ,42 Custo Oper. Total COT , , , , ,84 100,00 92, ,48 Custo de Oportunidade , , , , ,12-7, ,78 Custo Total CT , , , , ,96-100, ,26 17

18 SISTEMA ENGORDA INTENSIVO Tabela 6 Custos, preços de compra e venda, e indicadores econômicos anuais e médios do sistema engorda intensivo Média TOTAL R$ TOTAL R$ TOTAL R$ TOTAL R$ TOTAL R$ COV por arroba - R$ 50,18 48,30 68,49 60,01 55,79 COT por arroba R$ 66,34 63,67 88,49 80,99 73,59 R$ por arroba/ venda 57,94 51,92 52,85 54,57 54,28 R$ por arroba / compra 49,28 46,70 43,15 44,92 46,16 COV R$ , , , , ,00 COT R$ , , , ,00 Receita Total , , , , ,00 Lucro Operacional (LOp) ,00 (39.002,00) , , ,00 LOp por hectare 522,44 (243,77) 167,17 181,70 156,89 Tabela 7. Análise econômica da engorda intensiva de bovinos em propriedade na região central de Minas Gerais 2009 Custo operacional variável R$ ,54 Custo operacional fixo R$ ,90 Custo operacional total R$ ,44 Receita total R$ R$ 657,50/ha/ano ,63 Margem bruta R$ ,09 Lucro operacional (LOp 1 ) - R$ ,19 Patrimônio R$ ,00 Retorno do capital sobre LOp - % 3,34 Custo de oportunidade R$ ,37 Custo total R$ ,81 Variação Patrimonial (VP) R$ ,82 Lucro total (LT) R$ 1.916,82 Barbosa et al.,

19 Case Fazenda Cristal Tabela 8 Avaliação econômica e centro de custo dos sistemas de ciclo completo e confinamento em Minas Gerais no ano de 2010 Indicadores Ciclo Completo Centro de Custo Confinamento Cabeças - média COV R$ , ,11 COF R$ , ,16 COT R$ , ,27 RT R$ , ,08 Custo Op. Médio R$ 359,15 cab./ano produzida MB R$ ,80 R$ 338,50/ha/ano ,91 R$ 8.021,73/ha/ano LOp. R$ , ,81 Retorno do Capital Investido - % a.m. 3,10% 5,85% Barbosa et al Case Fazenda Cristal Tabela 9 Avaliação econômica e centro de custo dos sistemas de ciclo completo e confinamento em Minas Gerais no ano de 2011 Indicadores Centro de Custo Ciclo Completo 1 Confinamento 2 Cabeças - média COV R$ , ,02 COF R$ , ,10 COT R$ , ,12 RT R$ , ,06 Custo Op. Médio R$ 341,57 cab./ano produzida R$ 340,94/ha/ano R$ 2.478,90/ha/ano LOp. R$ , ,94 Retorno do Capital Investido - % a.m. 2,37% 1,80% 1 Barbosa et al

20 INDICADORES TÉCNICOS E ECONÔMICOS SUPER-PRECOCE - CONFINAMENTO Gmd - kg 1,48 1,37 1,35 Peso Carcaça -kg 218,0 207,0 209,0 RC - % 52,6 52,0 53,5 Custo 83,00 79,93 88,00 Venda R$ 87,00 110,00 105,00 Lucro R$/cab 24,00 181,28 104,00 Case Fazenda Cristal Tabela 11 Médias anuais dos indicadores técnicos e econômicos de sistema de ciclo completo de bovinos, em Corinto-MG, nos anos de 2005 a 2011 Indicadores No. Cabeças Área ha TD % 16,5 16,9 21,6 47,2 25,5 49,3 33,6 TP % 54,0 56,0 60,0 64,0 80,0 79,0 76,0 TM 1 % 6,5 5,7 5,2 4,2 2,6 1,4 1,3 COT % RT % LOp R$ LOp R$/ha 4,97 1,72 27,22 166,70 248,10 338,50 340,94 RCI% 2 a.a. 0,79 0,19 3,05 20,91 30,15 37,19 28,40 1 até a desmama; 2 sem o valor da terra no patrimônio Leão et al.,

21 Custos Pecuária Bovina - Pro-Flora , , , ,00 R$ , , ,00 - R$ / mês R$ / mês R$ / mês R$ / mês R$ / mês R$ / mês R$ / mês Efetivo , , , , , , ,15 Depreciação 7.461, , , , , , ,70 Custo Operacional Total , , , , , , ,85 R$ /cabeça média 16,35 24,69 26,51 19,42 29,93 28,46 29, ,00 Análise financeira pecuária bovina - Pro-Flora , , ,00 R$ , , , Receita - R$/ ano , , , , , , , ,52 Lucro - R$/ano , , , , , , , ,68 Patrimônio Rebanho R$ , , , , , , , ,00 Lucro com Var. Rebanho - R$ , , , , , , , ,32 21

22 Análise e gestão de mercado Compra e Venda Gráfico 1 Variação da arroba de boi gordo a prazo (valor nominal) e corrigida pelo IGP-DI entre 1997 a 2011 Preço arroba boi gordo - R$ 125,00 120,00 115,00 110,00 105,00 100,00 95,00 90,00 85,00 80,00 75,00 70,00 65,00 60,00 55,00 50,00 45,00 40,00 35,00 30,00 25,00 20,00 IGP-DI IGP-DI Nominal Nominal 22

23 Gráfico 2 Variação da arroba de bezerro a prazo ( Valor nominal) e corrigida pelo IGP-DI 130,00 125,00 120,00 115,00 110,00 105,00 100,00 95,00 90,00 85,00 80,00 75,00 70,00 65,00 60,00 55,00 50,00 45,00 40,00 35,00 30,00 IGP-DI Nominal Gráfico 1 Variação do rebanho efetivo bovino no Brasil milhões de cabeças Fonte: Anualpec,

24 Gráfico 1 Variação da taxa de abate de matrizes bovinas no Brasil 1999 a Matriz (%) * Fonte: Anualpec, Variação da arroba de boi gordo a prazo (valor nominal R$) nos meses de maio, junho, outubro e novembro em diferentes anos 100,00 90,00 80,00 Média : 14,8% Máx.: 35,8% Mín.: 1% 70,00 60,00 50,00 40,00 R$/arroba 30,00 20,00 10,00 - mai-98 set-98 jan-99 mai-99 set-99 jan-00 mai-00 set-00 jan-01 mai-01 set-01 jan-02 mai-02 set-02 jan-03 mai-03 set-03 jan-04 mai-04 set-04 jan-05 mai-05 set-05 jan-06 mai-06 set-06 jan-07 mai-07 set-07 jan-08 mai-08 set-08 Fonte: Cepea/Esalq. 24

25 Avaliação do Risco Fator determinante nos projetos agropecuárias (retorno de médio e longo prazo); Analisar diferentes cenários (probabilidades). Gráfico 2 - Retorno do capital investido sobre lucro operacional (RCILOp), retorno do capital investido sobre o lucro total (RCILT) e as probabilidades nos diferentes cenários 100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% -10% -20% -30% 3,37% 1,79% 7,47% 6,31% 11,36% 10,83% 13,60% 37,60% 15,12% 16,80% 28,00% 4,00% -2,73% -0,72% ,82% RCI LT RCI Lop Probabilidade Barbosa et al., 2010b -40% 1 Muito Pessimista; 2 Pessimista; 3 Real; 4 Otimista; 5 Muito Otimista 25

26 Gráfico 3 - Análise de sensibilidade do Retorno do Capital Investido Acumulado (%), no sistema de engorda de bovinos, às variações nos preços de compra de bovinos, compra de suplementos alimentares e venda de bovinos 20,00 15,00 10,00 Gestão Compras Contratos 5,00-20% inferior 10% inferior Acumulado 10% superior 20% superior Compra - kg Suplem. Aliment. Venda - kg (5,00) (10,00) (15,00) Fonte: Barbosa et al., PLANEJAMENTO DE COMPRAS Variação dos preços de insumos alimentares (R$/ton) Farelo de Soja Caroço Algodão Milho Polpa Cítrica Janeiro/2005 Março/2005 Junho/2005 Agosto/2005 Outubro/2005 Dezembro/2005 Fevereiro/2006 Abril/2006 Julho/2006 Uréia Pecuária $- $200,00 $400,00 $600,00 $800,00 $1.000,00 $1.200,00 $1.400,00 Fonte: Adcal Gestão de Compras Arquivos,

27 Sistemas de controle gerencial 27

28 Diagnóstico Atual e Metas Índices Melhorado Sistema de Produção Tecnologia avançada Meta Natalidade > 70% > 80% 80% Mortalidade até desmama 6% 4% < 3% Taxa de desmama 65% 75% > 77% Mortalidade pós-desmama 3% 2% < 1% Idade à 1 a Cria 3-4 anos 2-3 anos < 3 anos Idade de abate 3-4 anos 2,5 anos meses Taxa de abate ciclo completo 20% 22% > 30% Taxa de abate recria/engorda - - > 60% Taxa de abate engorda % Peso da carcaça 220 kg 230 kg > 240 kg Taxa de lotação 1,2 cb/há 1,6 cb/ha > 1,0 UA/ha Produção - - > Monitorar a Informação PDCA Implantação e execução das estratégias Coleta de dados Técnico Econômico Monitorar Realizado Planejado 28

29 30/09/2012 METODOLOGIA LIDERANÇA MÉTODO TÉCNICA Montar sua equipe. 29

30 Planejamento Operacional Método (como fazer); Recursos financeiros necessários; Tempo (quando fazer); Ação (quem fazer). Souza et al. (1995). Planejamento Operacional Categoria Cabeças Peso Inicial Kg GMD - kg Custo Operacional R$/dia Custo Operacional Bois - cana ,60 4,55 83,15 Super-precoce Macho Super-precoce Fêmea ,60 4,12 74, ,25 3,39 81,48 Vacas ,10 3,06 84,36 Bois Silo Capim ,6 4,82 88,05 30

31 Processo Operacional Planejamento dos Recursos Humanos Mão de obra corte/picagem da Cana Nº de homens ensiladeira 6 Total de homens com folguistas (ensiladeira) 8 Nº de homens corte 27 Total de homens com folguistas (corte) 36 Total de homens (corte/picagem) 44 Mão de obra tratores Tratoristas 1 Mão de obra - Cana Salário + Encargos/ R$ mês Salário / R$ mês (total) Mão de obra corte 945, ,00 Mão de obra picagem 945, ,00 Mão de obra tratorista 1.382, ,06 Alimentação 6.210,00 Total ,06 31

32 Controle Operacional FAZENDA PAULISTA Cronograma de atividades Atividades Setor Abril Maio Junho Sup. Protéico Engorda Engorda Pivô 150 kg 250 kg 300 kg Pesagem novilhas Reprodução até o dia 15 Pesagem novilhos Engorda Pivô até o dia 15 Vermifugação bezerros Reprodução e Engorda Produto Ivermectina Vermifugação vacas Reprodução Produto Albendazol Vermifugação novilhas (os) Engorda Produto Albendazol Ectoparasitas - Pour On Rebanho Geral Animais infestados Diagnóstico de prenhez Reprodução até o dia 30 Desmama dos bezerros Rebanho Geral Bez de Out e Nov Controle dos dados 32

33 Controle e registros Informação qualidade para tomada de decisão Detalhamento da informação de acordo com a complexidade do sistema TI = tecnologia da informação Capacidade de armazenamento Processamento rápido, consiste e preciso Disponibilidade da informação = clara e instantânea FLUXO DA INFORMAÇÃO 33

34 DISTRIBUIÇÃO PLUVIOMÉTRICA FAZENDA CRISTAL Médias jan ,1 fev , ,4 mar ,9 abr 61,5 54, ,7 mai 11, ,8 jun 18, ,5 jul 0 14, ,1 ago ,9 set ,9 out , ,8 nov 211, ,4 dez 203, ,1 Soma 1075, ,4 Fazenda Cristal lotação Ano 2012 / Janeiro Fazendas Hectares Pasto Cabeças Cabeças/ha Total UA UA/ha Cristal , ,83 Boa Vista , ,91 Passagem , ,60 Piedade , ,46 Cabral , ,59 Jandira , ,23 Guaicuí , ,89 Total , ,67 34

35 Análise e planejamento Fazendas Hectares Pasto UA/ha Potencial Crescimento UA Categoria Cabeças Finalidade Cristal ,83 1, Vacas 513 Cruzamento Boa Vista 180 0,91 1,10 35 Vacas 39 Cria Passagem 180 0,60 0,70 18 Novilhas 25 Recria Novilhas Piedade 780 0,46 1, Novilhos 712 Recria Novilhos Cabral ,59 1, Novilhos 872 Cria e Recria Jandira 280 0,23 1, Vacas 270 Tabapua Guaicuí 240 0,89 1,10 50 Novilhas 72 Recria Novilhas Total , PRODUTO TOP BEZERRO ENTRADA SAÍDA DATA KG DATA DESTINO KG SALDO 15/11/ Cristal /12/2010 Cristal /12/2010 Cristal /01/2011 Boa Vista /02/2011 Cristal /02/2011 Cristal /03/2011 Cristal /04/2011 Cristal /01/2011 Boa Vista /04/2011 Cristal /05/2011 Cristal /05/2011 Cristal /06/2011 Cristal /06/2011 Cristal /06/2011 Pivô /06/2011 Cristal /06/2011 Cristal /06/2011 Cristal /06/2011 Boa Vista /06/2011 Cristal /07/2011 Boa Vista /09/2011 Boa Vista /11/ /01/2012 Cristal /02/2012 Cristal /02/2012 Boa Vista /02/2012 Boa Vista

36 30/09/2012 Análise e planejamento kg Estoque 21/9/12 kg Compra kg Farelo de algodão (26.345) Milho Uréia Calcário (2.210) Nucleo Confinamento (2.910) Geral Treinar e medir os resultados. 36

37 CONTROLE DE MORTES FAZENDA CRISTAL Período: jul/11 jun/12 Ocorrências Vacas Novilhas Bezerros Touro Novilhos TOTAL perdas Total de mortes Taxa mortalidade % 0,9% 0,5% 1,4% 5,6% 0,9% 0,9% METAS 1,0% 1,0% 3% 1% 1% 1,0% Média Cabeças DESMAMA 2011 Peso médio aos 205 Grupo Genético dias kg GMD kg/cab Fêmeas 184,8 0,760 AngusZebu 184,2 0,757 Nelore 170,5 0,690 Tabapuã 175,8 0,716 Tricross Brahman 200,7 0,838 Tricross Brangus 194,7 0,808 Tricross Charolês 188,3 0,777 Tricross Nelore 195,8 0,814 Tricross Tabapuã 195,2 0,811 Machos 208,0 0,868 AngusZebu 208,6 0,871 Nelore 188,8 0,775 Tabapuã 195,8 0,809 Tricross Brahman 221,2 0,933 Tricross Brangus 207,7 0,867 Tricross Charolês 218,1 0,918 Tricross Nelore 208,7 0,871 Tricross Simental 231,0 0,981 Tricross Tabapuã 219,2 0,923 Total geral 198,3 0,823 37

38 Custo do ganho das bezerras cruzadas em pastagem irrigada, Custos R$ 12 meses % Custos Energia 5.945,41 3,89 Uréia ,96 59,30 Outros Adubos ,40 8,11 Mão de obra indireta - rateio ,67 21,71 Manutenção pivô 1.080,00 0,71 Depreciação 9.600,00 6,28 Subtotal ,44 100,00 R$/cab/período 370,90 R$/cab/mês 30,91 Custo por arroba - GMD de 0,6kg 51,51 Custo por arroba - GMD de 0,5kg 56,20 Custo por arroba - GMD de 0,4kg 77,27 Considerações Finais As ferramentas de gestão auxiliam na tomada de decisão; Análises financeiras e gerenciais devem ser usadas como rotina ; A saúde do sistema não pode ser medida apenas com base em índices zootécnicos; 38

39 Considerações Finais A intensificação do sistema está em função: do objetivo; do capital disponível; do risco; da taxa de retorno de cada situação. O planejamento e o monitoramento são fundamentais para maior competitividade. Considerações Finais O crescimento do rebanho e o ajuste do sistema de produção voltado para : segurança alimentar, qualidade e certificação da carne bovina, responsabilidade ambiental e social. 39

40 Obrigado!!! Fabiano Alvim Barbosa Escola de Veterinária UFMG 40

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