Analisar e agir, preparando o futuro Implementar o BEPS Action Plan

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1 Analisar e agir, preparando o futuro Implementar o BEPS Action Plan 3 de junho de 2015

2 Agenda Introdução: O Plano de Ações da OCDE Rosa Areias Impacto em sede de Impostos sobre o Rendimento Rosa Areias/Francisco Ancede Impacto em sede de IVA Hugo Salgueirinho Maia Impacto em sede do regime fiscal dos Preços de Transferência Clara Dithmer A experiência espanhola João Cunha Guimarães Slide 2

3 Introdução Slide 3

4 O que é o BEPS? BEPS é o plano de ações da OECD promovido pelo G20 para lidar com a erosão da base tributária e da deslocalização do lucro - Base Erosion and Profit Shifting. Área de incidência: impedir a erosão da base tributária e a arbitragem entre jurisdições; direito a tributar, com particular relevância na economia digital; preços de transferência, analisar impactos relacionados com o princípio da plena concorrência. 15 ações com 3 temas-chave: consistência melhorar a interação da tributação societária nos diferentes territórios substância realinhamento da tributação e da substância transparência Slide 4

5 O que está a operar a mudança? Drivers do BEPS Mudança no contexto da economia: Pressão da globalização nas multinacionais. Necessidade de modelos de negócio integrados vs. disseminados por país. Contexto digital Alteração do poder económico de países desenvolvidos para países em desenvolvimento (BRICS). Stakeholders: Organizações supra nacionais UE, OCDE, NU, G20. Media. Organizações não governamentais. Governos nacionais e autoridades tributárias. Perceção do público e pressões políticas: Programas de austeridade puseram em evidência menor carga tributária das multinacionais Aumento do recurso a paraísos fiscais e zonas de baixa tributação e acordos fiscais entendidos inequitativos em relação aos negócios domésticos. Impacto no contexto socioeconómico em países em desenvolvimento. Iniciativas anteriores: Relatórios da OCDE e versões preliminares. Regimes fiscais prejudiciais(1998). Versão draft relativa a Intangíveis (2013). Interpretação e aplicação do Artigo 5º sobre Estabelecimentos Estáveis (2012). Manual dos preços de transferência das NU. UE Comissão da Convenção sobre a Dupla Tributação. Reforma fiscal norte-americana. Swiss tax reform. Slide 5

6 Plano de Ação do BEPS Slide 6

7 Plano de ação Ações, grupo de trabalho, área Nr Ação Área de foco 1 Abordar os desafios da economia digital Economia digital 2 Neutralizar os efeitos dos instrumentos híbridos Coerência (Híbridos) 3 Reforçar as normas sobre transparência fiscal internacional (Controlled Foreign Companies CFC ) Coerência (CFC) 4 Limitar a erosão da base tributável através da dedução de juros e outros rendimentos equivalentes Coerência (Dívida) 5 Combater de modo mais eficaz as práticas fiscais prejudiciais, tendo em conta a transparência e a substância Coerência (Deals) 6 Prevenir a utilização abusiva das convenções para evitar a dupla tributação Substância (Convenções) 7 Prevenir que se evite artificialmente o reconhecimento de Estabelecimento Estável (EE) Substância (EE) 8 Alinhar os preços de transferência com a criação de valor dos intangíveis Substância (PT) 9 Alinhar os preços de transferência com a criação de valor em relação aos riscos e ao capital Substância (PT) 10 Alinhar os preços de transferência com a criação de valor em relação a outras transações de maior risco Substância (PT) 11 Estabelecer metodologias para recolha e análise dos dados sobre Transparência o BEPS e as ações para o seu combate (Recolha de Dados) 12 Solicitar que os contribuintes divulguem acordos de planeamento fiscal agressivo Transparência (Esquemas) 13 Reexaminar a documentação de preços de transferência Transparência (Documentação) 14 Tornar os mecanismos de resolução de conflitos mais eficazes Transparência (Disputas) 15 Desenvolver um instrumento multilateral Instrumentos multilaterais Slide 7

8 Relatórios finais publicados em 16 de setembro de 2014 Abordar os desafios da economia digital (Ação 1) Neutralizar os efeitos dos instrumentos híbridos (Ação 2) Combater de modo mais eficaz as práticas fiscais prejudiciais (Ação 5) Prevenir a utilização abusiva das convenções (Ação 6) Relatório identifica questões levantadas pela economia digital e possíveis ações para abordá-las. Regras digitais podem vir a ser propostas no futuro caso as questões não sejam adequadamente abordadas pelos outros grupos de trabalho do BEPS. Alterações à convenção modelo da OCDE. Recomendações relativas à elaboração de normas nacionais. Comentários adicionais até Setembro de 2015 para integração desta ação com outras. Estes trabalhos serão coordenados com os trabalhos sobre os limites à dedução dos juros, as normas relativas a CFC e os trabalhos sobre a utilização abusiva dos acordos. Desenvolvimento do enquadramento para identificação práticas fiscais potencialmente prejudiciais e trocar informação entre autoridades fiscais. Trabalho adicional sobre o teste da atividade substancial acordar abordagem e aplicar a regimes sobre Propriedade Intelectual listados. Trabalho adicional sobre melhorar transparência a reportar em Trabalho adicional sobre revisão dos regimes preferenciais. Alterações à convenção modelo da OCDE. Recomendações relativas à elaboração de normas nacionais. Trabalho adicional sobre LoB e CIVs/non-CIV funds. Slide 8

9 Relatórios finais publicados em 16 de setembro de 2014 Preços de transferência e Inatangíveis (Ação 8) Preços de transferência e country-by-country reporting (Ação 13) Desenvolvimento de um instrumento multilateral (Ação 15) A OCDE finalizou as orientações delineadas na versão preliminar revista publicada em Julho de O relatório está pendente de orientações a serem publicadas em Setembro de 2015 no que respeita a medidas especiais e intangíveis de difícil valoração. Abordagem tripartida à documentação dos preços de transferência: master file com a informação standardizada para todos os membros do grupo; documentação local com informação específica em relação às operações vinculadas do contribuinte local; preenchimento do country by country report (CbCr). O mecanismo através do qual se partilhará o CbCr ainda está por acordar Acordo de princípio que um instrumento multilateral é tecnicamente exequível e desejável. Em Janeiro de 2015, a CFA (committee de assuntos fiscais OCDE) considerará uma versão preliminar de mandato para a negociação de um instrumento multilateral Slide 9

10 O que vem aí? Fevereiro 2015 Outubro 2014 Versões draft EE (7) Dedução de juros (4) TP (8-10): Risco, caracterização; TP (10): commodities; fracionamento do lucro Resolução de disputas (14) Consulta pública Dedução de juros (4) Dezembro 2014 Recomendações de IVA B2C April 2015 Versões draft (1) Versões draft TP (8-10): Risco, Recomendações IVA B2C recaracterização; (1) CFC (3) TP (10): commodities; fracionamento do lucro Procedimentos de implementação do BEPS: Documentação de TP e CbCR (13) Mandato para um instrumento multilateral (15) Paper explicativo regimes de IP (5) TP(8) CCA Análise de dados (11) Junho/Julho 2015 Consulta pública TP(8) CCA Uso abusivo da convenção (6) EE (7) Setembro 2015 Relatórios finais: CFC (3) Dedução de juros (4, fase 1) Práticas prejudiciais (5, fase 2) EE (7), TP: 8, fase 2, 9, 10 Ações 11, 12, 14 Regras para implementação (2,6) Janeiro 2016 CbCR em vigor para exercícios fiscais após 1 de janeiro de 2016 Novembro 2014 Janeiro 2015 Março 2015 Maio 2015 Dezembro 2015 Versão draft Uso abusivo da convenção (6) TP: serviços de menor valor acrescentado (10) Consulta pública EE (7) Uso abusivo da convenção (6) Uso abusivo da convenção TP: serviços de baixo valor acrescentado (10) Versões draft Regras de divulgação (12) Consulta pública CFC (3) Análise de dados (11) Regras de divulgação (12) Novas versões draft: Uso abusivo convenção (6) EE (7) Relatórios finais Dedução de juros (4, fase 2) Práticas prejudiciais (5, fase 3) Instrumento multilateral (15, fase 2) Código de cores: OCDE versão draft OECD Relatório final OECD consulta pública OECD/G20 Outros Slide 10

11 BEPS: Implicações nos negócios Slide 11

12 BEPS: Implicações nos negócios BEPS Slide 12

13 Imposto sobre o rendimento Slide 13

14 Ação 2 - Neutralizar os efeitos dos instrumentos híbridos Objetivo Combater a divergência na classificação de uma entidade ou de um instrumento híbrido, que levam a disparidades de tratamento fiscal: dedução em duas jurisdições da mesma despesa (DD); dedução de uma despesa sem a correspondente inclusão do rendimento (D/NI); utilização indevida de credito por dupla tributação internacional; aplicação indevida de regimes de participation exemption. Slide 14

15 Ação 2 - Neutralizar os efeitos dos instrumentos híbridos A. Recomendações relativas às normas nacionais B. Mudanças na convenção modelo da OCDE Impedir a isenção de pagamentos dedutíveis na esfera do pagador Alterações na Convenção modelo para não permitir benefícios indevidos Híbridos Recusar a dedução de um pagamento que não seja incluído no cálculo dos rendimentos do seu beneficiário Impedir a dupla dedução Slide 15

16 Ação 2 - Neutralizar os efeitos dos instrumentos híbridos A. Recomendações relativas à normas nacionais Categorias de distorções provocadas por instrumentos híbridos: A. Hybrid financial instruments (including transfers); B. Hybrid entity payments; C. Reversed Hybrids and imported mismatches. Slide 16

17 Ação 2 - Neutralizar os efeitos dos instrumentos híbridos A) Hybrid Financial Instruments A Co. Dedutível no País B; Não tributado no País A Resulta em D/NI. Instrumento Financeiro Híbrido Pagamento B Co. Slide 17

18 Ação 2 - Neutralizar os efeitos dos instrumentos híbridos A) Hybrid Financial Instruments Recomendações principais: Regra primária: B nega a dedução se rendimento não tributado. Instrumento Financeiro Híbrido A Co. Pagamento Regra secundária: A reconhece como rendimento tributável se entidade pagadora concedeu a dedução. Regra adicionais: B Co. Não aplicação do Participation Exemption (Directiva 2011/96/UE); Limitação do crédito de imposto: crédito proporcional à inclusão do rendimento. Slide 18

19 Ação 2 - Neutralizar os efeitos dos instrumentos híbridos B) Hybrid entity payments B Co é híbrida: A Co País A B Co é transparente para o país A; B Co não é transparente para o país B; Juro Juros pagos por B Co. compensam os lucros da Sub B através de consolidação fiscal e também dos lucros da A Co. B Co Banco D/D Empréstimo B Sub País B Slide 19

20 Ação 2 - Neutralizar os efeitos dos instrumentos híbridos B) Hybrid entity payments Recomendações principais A Co País A Regra primária: A recusa a dedução se B deduz; Juro Regra secundária: B nega a dedução, se A não negar. B Co Banco Empréstimo B Sub País B Slide 20

21 Ação 2 - Neutralizar os efeitos dos instrumentos híbridos A) Recomendações relativas às normas nacionais Países que já adotaram estas regras: UK/Alemanha/Suécia/Dinamarca/México/França/Austrália/Holanda. Espanha:.Los gastos correspondientes a operaciones realizadas con personas o entidades vinculadas que, como consecuencia de una calificación fiscal diferente en estas, no generen ingreso o generen un ingreso exento o sometido a un tipo de gravamen nominal inferior al 10 por ciento Slide 21

22 Ação 2 - Neutralizar os efeitos dos instrumentos híbridos B) Mudanças na convenção modelo da OCDE Objetivo: evitar a utilização dos tratados pelo uso de instrumentos ou entidades hibridas. a parte II reconhece a necessidade de coordenar a Convenção Modelo com legislações nacionais mas não trata todas as possíveis interações. Slide 22

23 Ação 2 - Neutralizar os efeitos dos instrumentos híbridos Where by reason of the provisions of paragraph 1 a person other than an individual is a resident of both Contracting States, the competent authorities of the Contracting States shall endeavour to determine by mutual agreement the Contracting State of which such person shall be deemed to be a resident for the purposes of the Convention, having regard to its place of effective management, the place where it is incorporated or otherwise constituted and any other relevant factors. In the absence of such agreement, such person shall not be entitled to any relief or exemption from tax provided by this Convention except to the extent and in such manner as may be agreed upon by the competent authorities of the Contracting States. Slide 23

24 Ação 4 - Limitar a erosão da base tributável através da dedução de juros e outros rendimentos equivalentes (Setembro e Dezembro 2015) Objetivo Desenvolver recomendações relativas às boas práticas para a elaboração de normas que previnam a erosão da base tributária através do uso juros. Questões de PT serão analisadas posteriormente. Juros? Pagamentos equivalentes a juros e despesas relacionadas com financiamentos Exemplos: Pagamento associados a Profit Participation Loans Slide 24

25 Ação 4 - Limitar a erosão da base tributável através da dedução de juros e outros rendimentos equivalentes (Setembro e Dezembro de 2015) Group-wide rules A) Interest allocation rules (i) Deemed interest rule (ii) Interest-cap rule B) Group ratio rule Fixed ratio Permitir a dedução de juros até dada proporção de rendimentos ou ativos de determinada entidade Combined approach Slide 25

26 Ação 4 - Limitar a erosão da base tributável através da dedução de juros e outros rendimentos equivalentes (Setembro e Dezembro de 2015) Group-wide rules A) Interest allocation rules (i) Deemed interest rule: alocação presumida em função dos resultados gerados ou dos ativos detidos. Slide 26

27 Ação 4 - Limitar a erosão da base tributável através da dedução de juros e outros rendimentos equivalentes (Setembro e Dezembro de 2015) Group-wide rules A) Interest allocation rules (Ii) Interest cap rule: Primeiro é determinada o valor máximo dedutível em função de uma variável (lucro/ativos), funcionado esse valor como cap. Slide 27

28 Ação 4 - Limitar a erosão da base tributável através da dedução de juros e outros rendimentos equivalentes (Setembro e Dezembro de 2015) Group-wide rules B) Group Ratio rules Slide 28

29 Ação 4 - Limitar a erosão da base tributável através da dedução de juros e outros rendimentos equivalentes (Setembro e Dezembro de 2015) Group-wide rules Questões que se colocam com as Group wide-rules: Que entidades deverão ser consideradas para o Grupo? Como determinar os encargos financeiros líquidos do Grupo? Como deve ser mensurada a atividade? Como devem ser tidos em consideração as diferenças entre a contabilidade e a fiscalidade? Como devem ser tratados para este efeito os contratos de cash-pooling? Etc. Slide 29

30 Ação 4 - Limitar a erosão da base tributável através da dedução de juros e outros rendimentos equivalentes (Setembro e Dezembro de 2015) Fixed ratio Dedução é limitada a uma determinada percentagem: Resultados (ex. EBITDA); Ativos; Capitais próprios. Aplicado independentemente do nível de endividamento do Grupo ou de uma entidade. Encargos financeiros de entidades relacionadas ou não relacionadas. Slide 30

31 Ação 4 - Limitar a erosão da base tributável através da dedução de juros e outros rendimentos equivalentes (Setembro e Dezembro de 2015) Fixed ratio Slide 31

32 Ação 3 - Reforçar as normas sobre transparência fiscal internacional (CFC) (Setembro 2015) Questões tratadas: A) Definição de CFC B) Requisitos de aplicação C) Definição de controlo D) Definição de rendimento E) Regras para calcular o rendimento tributável F) Regras para imputar o rendimento G) Regras para evitar ou eliminar a dupla tributação Slide 32

33 Ação 3 - Reforçar as normas sobre transparência fiscal internacional (CFC) (Setembro 2015) A) Definição de CFC Empresas, mas também partnerships, trusts, e EE 2) Requisitos de aplicação Recomendação: critério da taxa de tributação efetiva mínima. Slide 33

34 Ação 3 - Reforçar as normas sobre transparência fiscal internacional (CFC) (Setembro 2015) 2) Requisitos de aplicação Recomendação: critério da taxa de tributação efetiva mínima (24%<25%) Cálculo do imposto efetivo pago no país C Rendimentos Resultado Tributável Imposto devido (30%) Reembolso do imposto após distribuição (20% de ) Imposto efetivo pago Rendimento no país C Rendimento no país C Cálculo da taxa de imposto efetiva / % Slide 34

35 Ação 3 - Reforçar as normas sobre transparência fiscal internacional (CFC) (Setembro 2015) 3) Definição de controlo Tipo de controlo (jurídico e económico) Nível de controlo (50%). Slide 35

36 Ação 3 - Reforçar as normas sobre transparência fiscal internacional (CFC) (Setembro 2015) 4) Definição de rendimento A) Inclusão total, OU B) Sistema de inclusão parcial: sistemas de imputação apenas baseados na tipologia do rendimento não deverão ser consideradas; deve ser dada preponderância à substancia: substantial contribution ; viable independent entity ; employees and establishment. excess profits approach. Slide 36

37 Ação 3 - Reforçar as normas sobre transparência fiscal internacional (CFC) (Setembro 2015) 5) Regras para calcular o rendimento tributável A) Que regras se deverão aplicar? Recomendação: casa mãe. B) Se alguma regra específica é importante introduzir. Regra ao nível dos prejuízos fiscais da CFC. Slide 37

38 Ação 3 - Reforçar as normas sobre transparência fiscal internacional (CFC) (Setembro 2015) 6) Regras para imputar o rendimento 1. A que entidades se deve imputar o rendimento? 2.Que montante do rendimento deve ser imputado? 3.Em que ano é que o rendimento deve ser imputado? 4.Como deve o rendimento ser tratado? 5.Qual a taxa de imposto a aplicar ao rendimento? Slide 38

39 Ação 3 - Reforçar as normas sobre transparência fiscal internacional (CFC) (Setembro 2015) 7) Regras para evitar ou eliminar a dupla tributação Preocupações relativamente a 3 situações: i. Quando o rendimento CFC imputado é também sujeito a tributação no exterior; ii.quando as regras CFC em mais do que uma jurisdição são aplicáveis ao mesmo rendimento; iii.quando a CFC de facto distribui dividendos de rendimentos que já foram imputados aos acionistas residentes (ou após venda). Slide 39

40 Ação 3 - Reforçar as normas sobre transparência fiscal internacional (CFC) (Setembro 2015) País A A (Casa-Mãe) Imputação País B B (subsidiária) Imputação País C C (subsidiária) CFC Slide 40

41 Ação 6 - Prevenir a utilização abusiva das convenções para evitar a dupla tributação Objetivo LOB clause simplificada. Desenvolver disposições modelo para as convenções para evitar a dupla tributação. Recomendações relativas à elaboração de normas nacionais que evitem a utilização indevida dos benefícios, ao abrigo das convenções. Slide 41

42 Ação 6 - Prevenir a utilização abusiva das convenções para evitar a dupla tributação A)LOB classe simplificada: ADT com EUA beneficiário: Individuais, Estado, Sociedades Cotadas, beneficiários efetivos de mais de 50% na entidade são pessoas qualificadas para este efeito. derivative benefits provision (75%) atividade efetiva entidades competentes dos estados. Slide 42

43 Ação 6 - Prevenir a utilização abusiva das convenções para evitar a dupla tributação Análise adicional: intermediate owners; special tax regimes (juros, royalties, outros rendimentos); partial treaty termination; active trade or business test; principal purpose test; etc. Slide 43

44 Ação 7 - Prevenir que se evite artificialmente o reconhecimento de Estabelecimento Estável (EE) (Setembro de 2015) Maior enfoque por diversas razões: mudança nos modelos de negócio à medida que mais empresas operam virtualmente e/ou transformam a sua cadeia de valor; atenção dos media e das autoridades fiscais para a evasão fiscal e para determinados modelos de negócio onde o risco de EE é materialmente mais elevado. Slide 44

45 Ação 7 - Prevenir que se evite artificialmente o reconhecimento de Estabelecimento Estável (EE) (Setembro de 2015) Trabalhos da OCDE sobre EE Digital (ação 1) Prevenir utilização abusiva das convenções para evitar a dupla tributação (ação 6) EEs (ação 7) Regras básicas de EE na convenção modelo da OCDE Art. 5.º 2 regras alternativas para estabelecer se os critérios para a existência de EE existem: Teste do Fixed place of business (teste da existência de instalação fixa) Regra do agente dependente Alargamento/Esclarecimento dos critérios para a existência de EE Slide 45

46 Ação 7 - Prevenir que se evite artificialmente o reconhecimento de Estabelecimento Estável (EE) (Setembro de 2015) Agente dependente nº where a person other than an agent of an independent status to whom paragraph 6 applies is acting on behalf of an enterprise and has, and habitually exercises, in a Contracting State an authority to conclude contracts in the name of the enterprise, that enterprise shall be deemed to have a permanent establishment in that State in respect of any activities which that person undertakes for the enterprise,. 5..where a person is acting in a Contracting State on behalf of an enterprise and, in doing so, habitually concludes contracts, or negotiates the material elements of contracts, that are a) in the name of the enterprise, or b) for the transfer of the ownership of, or for the granting of the right to use, property owned by that enterprise or that the enterprise has the right to use, or c) for the provision of services by that enterprise, that enterprise shall be deemed to have a permanent establishment in that State in respect of any activities which that person undertakes for the enterprise,. Slide 46

47 Ação 7 - Prevenir que se evite artificialmente o reconhecimento de Estabelecimento Estável (EE) (Setembro de 2015) Agente dependente nº 5 CO 1 CO 2 Residente em PT Residente em ES CO 1 distribui vários produtos e serviços worldwide Os trabalhadores da CO 2 promovem o produto da Co 1 Os contratos celebrados com CO1 são standard CO 1 têm EE em ES? Critérios n.º 5 do Art.º 5 Modelo OCDE O contrato não é celebrado em nome da CO1, mas os serviços são prestados pela CO1. Elementos materiais do contrato (aceitação do contrato standard). Slide 47

48 Ação 7 - Prevenir que se evite artificialmente o reconhecimento de Estabelecimento Estável (EE) (Setembro de 2015) Agente independente nº 6 6. An enterprise shall not be deemed to have a permanent establishment in a Contracting State merely because it carries on business in that State through a broker, general commission agent or any other agent of an independent status, provided that such persons are acting in the ordinary course of their business. 6. a) Paragraph 5 shall not apply where the person acting in a Contracting State on behalf of an enterprise of the other Contracting State carries on business in the first-mentioned State as an independent agent and acts for the enterprise in the ordinary course of that business. Where, however, a person acts exclusively or almost exclusively on behalf of one or more enterprises to which it is connected, that person shall not be considered to be an independent agent within the meaning of this paragraph with respect to any such enterprise. Slide 48

49 Ação 7 - Prevenir que se evite artificialmente o reconhecimento de Estabelecimento Estável (EE) (Setembro de 2015) b) For the purpose of this Article, a person shall be connected to an enterprise if one possesses at least 50 per cent of the beneficial interests in the other (or, in the case of a company, at least 50 per cent of the aggregate vote and value of the company s shares or of the beneficial equity interest in the company) or if another person possesses at least 50 per cent of the beneficial interest (or, in the case of a company, at least 50 per cent of the aggregate voting power and value of the company s shares or of the beneficial equity interest in the company) in the person and the enterprise. In any case, a person shall be considered to be connected to an enterprise if, based on all the relevant facts and circumstances, one has control of the other or both are under the control of the same persons or enterprises. Slide 49

50 Ação 7 - Prevenir que se evite artificialmente o reconhecimento de Estabelecimento Estável (EE) (Setembro de 2015) Exceções do nº 4 do artigo 5º Notwithstanding the preceding provisions of this Article, the term permanent establishment shall be deemed not to include:.. provided that such activity or, in the case of subparagraph f), the overall activity of the fixed place of business, is of a preparatory or auxiliary character. Slide 50

51 Ação 7 - Prevenir que se evite artificialmente o reconhecimento de Estabelecimento Estável (EE) (Setembro de 2015) New anti-fragmentation rule Add the following new paragraph 4.1 to Article 5: 4.1 Paragraph 4 shall not apply to a fixed place of business that is used or maintained by an enterprise if the same enterprise or a connected enterprise carries on business activities at the same place or at another place in the same Contracting State and a)that place or other place constitutes a permanent establishment for the enterprise or the connected enterprise under the provisions of this Article, or b) the overall activity resulting from the combination of the activities carried on by the two enterprises at the same place, or by the same enterprise or connected enterprises at the two places, is not of a preparatory or auxiliary character, provided that the business activities carried on by the two enterprises at the same place, or by the same enterprise or connected enterprises at the two places, constitute complementary functions that are part of a cohesive business operation. Slide 51

52 Ação 7 - Prevenir que se evite artificialmente o reconhecimento de Estabelecimento Estável (EE) (Setembro de 2015) Desdobramento de contratos Divisão artificial de contratos para evitar ultrapassar limite de 12 meses para estaleiros de obras. UK diverted profits tax (DPT) Nova tributação introduzida no RU desde 1 de abril de Um dos casos de aplicação é quando se evite artificialmente o reconhecimento de EE. Inclusão de comentário ao artigo. Atribuição de lucro Não está tratada neste draft. Slide 52

53 Ação 5 - Combater de modo mais eficaz as práticas tributárias prejudiciais, tendo em consideração a transparência e a substância Renovação dos regimes preferenciais definidos no Relatório OCDE de 1998; Elaborar uma metodologia para a definição de atividade com substância (Regimes IP e economia digital), 2.º Pilar do BEPS; Transparência comunicação obrigatória de rulings relacionados com regimes preferenciais, 3.º Pilar do BEPS; Elaboração de relatório de progresso. Expandir para os Estados não Membros da OCDE; (holistic approach) Revisão dos regimes prejudiciais existentes e inclusão de novos. Slide 53

54 Ação 5 - Combater de modo mais eficaz as práticas tributárias prejudiciais, tendo em consideração a transparência e a substância Métodos para o apuramento da substância da atividade : Proporção direta entre a despesa com I&D e o benefício (nexus approach). Metodologia para promoção da transparência interestadual (Convenção OCDE e Diretiva Cooperação Administrativa nos Impostos). Slide 54

55 Ação 5 - Combater de modo mais eficaz as práticas tributárias prejudiciais, tendo em consideração a transparência e a substância Não Não Não Não 1. O regime encontra-se abrangido no objeto do trabalho do FHTP? 2. O regime é um regime preferencial? 3. O regime satisfaz o requisito da taxa efetiva? Sim 4. Existe um ruling específico relacionado com o regime que cumpre as três primeiras questões? Sim Não é uma regra de Preço O ruling trata de investimento entrada, investimento saída, regras de concessão ou transações ou situações que envolvem outra jurisdição? Não Sim Sim Sim Contexto doméstico Acordo unilateral de preços de transferência? Contexto transfronteiriço Rendimento de serviços gerais, financeiros ou intangíveis, relacionados com atividades móveis O regime especial em comparação com o regime normal é preferencial?! O regime proporciona uma taxa efetiva baixa ou de 0? Advance princing arrangements Rulings gerais e pessoais incluídos É uma regra de Preço Bilateral / multilateral APA? Não é exigível troca espontânea de informação Exigível troca espontânea de informação com o país afetado Exigível troca espontânea de informação apenas com o país afetado não incluído no APA Slide 55

56 Ação 12 - Exigir que os contribuintes/promotores revelem os esquemas de planeamento tributário agressivo Objetivo da Comunicação Conhecer o estado da arte antes da sua execução. Identificar esquemas, seus utilizadores e promotores. Medida preventiva da promoção e utilização. Materialização prática Quem? O quê? Quando? Onde? Slide 56

57 Ação 1 - Economia Digital A conclusão primária do relatório de Setembro de 2014 é que a economia digital está tão disseminada que representa não uma parte específica da economia mas sim a própria economia. A OCDE afirmou que não é possível isolá-la para o propósito de criar regras novas e estanques. É preciso desenvolver trabalho para além do BEPS visando temas recorrentes e os que ainda não foram sequer identificados. Slide 57

58 Ação 1 - Economia Digital Áreas de preocupação para o BEPS: (i) minimização da tributação no país da fonte (evitar EE ou maximização deduções); (ii)não tributação ou reduzida tributação por retenção na fonte; (iii)não tributação ou reduzida tributação no estado de residência, (quer pela utilização de zonas de baixa tributação ou acordos híbridos); (iv)não tributação ao nível da casa-mãe (isenção, ou não aplicação CFC). Slide 58

59 Ação 1 - Economia Digital Opções: O relatório propõe algumas alterações à política fiscal da economia digital: (i) alteração de isenções de EE para eliminação das exceções ou para sujeitá-las a um conceito auxiliar ou preparatório. (ii) Reconhece a necessidade da criação de nova regra de alocação de lucros de negócio. (iii) criar uma nova regra para EE virtuais de website através do qual o negócio é conduzido. (iv) criar retenções na fonte para transações digitais. Slide 59

60 IVA Slide 60

61 Impactos em IVA 1. Economia digital Como definir o que é economia digital? 2. Diretivas internacionais da OCDE para IVA/GST Dois vetores de discussão: i) Localização dos serviços B2C ii) Regras de registo e compliance Slide 61

62 Impactos em IVA Economia digital: Cobrança do IVA. E-commerce e compras online. Serviços prestados por via eletrónica para consumidores. Serviços prestados por via eletrónica para sujeitos passivos isentos de IVA. Prestações de serviços para empresas localizadas em vários territórios. Slide 62

63 Impactos em IVA Dois novos vetores das diretivas internacionais da OCDE para IVA/GST: 1. Localização das prestações de serviços B2C. Proposta de adotar a regra do destino residência do consumidor. Exceções sugeridas para serviços fisicamente prestados em territórios específicos, e.g. bens imóveis, transporte de passageiros. 2. Simplificação de registo e compliance para fornecedores não residentes. Bastantes semelhanças com o Mini Balcão Único ("MOSS"). Slide 63

64 IVA Ações adotadas ou a adotar Digital services taxation in place Slide 64

65 IVA Ações adotadas ou a adotar Digital services taxation in place Digital services taxation being considered Slide 65

66 IVA Ações adotadas ou a adotar Digital services taxation in place Digital services taxation being considered VAT/GST being considered Slide 66

67 Preços de transferência Slide 67

68 Agenda BEPS & Preços de transferência: O que vem aí? Ações 8-10: Propriedade intelectual, risco e capital Serviços de baixo valor acrescentado, fracionamento do lucro e commodities Ação 13: Reavaliação da documentação fiscal dos preços de transferência Slide 68

69 BEPS & Preços de transferência O que vem aí? Cronologia O que está feito e o que falta fazer Slide 69

70 BEPS & Preços de transferência Plano de Ações do BEPS Ação 1: Abordar os desafios da economia digital 1 Ação 2: Neutralizar os efeitos dos instrumentos híbridos 1 Ação3: Reforçar as normas sobre transparência fiscal internacional (CFC) Ação 4: Limitar a erosão da base tributável através da dedução de juros e outros pagamentos financeiros Ação 5: Combater de modo mais eficaz as práticas fiscais prejudiciais 1 Ação 6: Prevenir a utilização abusiva das convenções 1 Ação 7: Prevenir que se evite artificialmente o reconhecimento de Estabelecimento Estável (EE) Ação 8: Alinhar os preços de transferência com a criação de valor pelos intangíveis 1 Ação 9: Alinhar os preços de transferência com a criação de valor em relação aos riscos e capital Ação 10: Alinhar os preços de transferência com a criação de valor em relação a outras transações de elevado risco Ação 11: Estabelecer metodologias para recolha e análise dos dados sobre o BEPS e as ações para o seu combate Ação 12: Solicitar que os contribuintes divulguem acordos de planeamento fiscal agressivo Ação 13: Reexaminar a documentação de preços de transferência 1 Ação 14: Tornar os mecanismos de resolução de conflitos mais eficazes Ação 15: Desenvolver um instrumento multilateral 1 1 Relatório final publicado em 2014 Slide 70

71 BEPS & Preços de transferência Significado e importância da substância Ação 8 - Propriedade intelectual Temas-chave O que deveríamos estar a fazer agora? Slide 71

72 Propriedade intelectual Significado e importância da substância Impacto do BEPS Preços de transferência & Intangíveis Temas-chave Aspetos da definição Capítulo 6 Nem muito restritiva, nem muito abrangente. Não seguir definições jurídicas ou contabilísticas! Algo que não é um ativo físico, nem financeiro, e que é passível de ser objeto de direitos de propriedade, ou controlado, para uso em atividades comerciais e cujo uso ou transferência seria compensado entre entidades independentes. Propriedade jurídica Capítulo 6 Clarificação que a propriedade jurídica por si só não confere qualquer direito à obtenção ou à retenção de rendimentos relativos ao intangível. Análise multilateral Capítulo 6 Análise unilateral não avalia de forma fiável uma transação envolvendo um intangível. Contribuições para a valorização do intangível através de funções como desenvolvimento, aperfeiçoamento, manutenção, proteção e exploração. Alocação do lucro e dos custos e encargos. Gastos em Marketing Capítulo 6 Deve ser dada relevância à possibilidade dum marketer/distribuidor poder incrementar valor de um intangível. Nesses casos, a antecipação da possibilidade de criação de valor deve ser prevista nos direitos (futuros) marketer/distribuidor. Slide 72

73 Propriedade intelectual Significado e importância da substância Impacto do BEPS Preços de transferência & Intangíveis Temas-chave Sinergias de grupo Capítulo 1 Remuneração apenas apropriada no caso de haver ação concertada e deliberada do grupo de onde decorrem vantagens materiais. Os benefícios (malefícios?) devem ser alocados com base nas contribuições para a criação dessa sinergia. Força de trabalho Capítulo 1 Transferências/Destacamentos não devem necessariamente requerer compensação adicional, apesar de qualquer know-how ou poupança de tempo e despesas deverem ser refletidos no preço de plena concorrência. Poupanças pela localização Capítulo 1 Não é um intangível, mas a formação do preço onde as haja deverá ser feita com base em entidades e transações comparáveis nesse mercado. Não havendo comparáveis locais, devem ser efetuados os devidos ajustamentos de comparabilidade. Designação da empresa Capítulo 6 Em geral não é devido qualquer pagamento pela mera utilização do nome do grupo. Caso haja intangíveis associados e que aportem benefícios ao utilizador, qualquer montante pago deve refletir as funções, ativos e riscos do utilizador que incrementem o valor desse nome. Slide 73

74 Propriedade intelectual Significado e importância da substância Impacto do BEPS Preços de transferência & Intangíveis Temas-chave Funções relevantes para intangíveis desenvolvidos internamente Design e controlo dos programas de investigação e de marketing Direção e prioritização de iniciativas criativas incluindo a determinação do curso de blue-sky research Controlo sobre decisões estratégicas relativas a desenvolvimentos de intangíveis Controlo e gestão de orçamentos Decisões importantes sobre defesa e proteção Controlo de qualidade recorrente sobre funções delegadas Funções relevantes para todos os intangíveis Outsourcing destas funções pelo proprietário jurídico, recaracterização ou medidas especiais Porque pode ser difícil encontrar comparáveis de mercado, profit split É duvidoso que tenha direito a qualquer remuneração após remuneração de quem desempenha as funções. Pode determinar-se que não aconteceria entre entidades independentes e que a estrutura atual da operação impede determinação de preços de mercado e que deve ser desconsiderada Slide 74

75 Propriedade intelectual Significado e importância da substância Impacto do BEPS Preços de transferência & Intangíveis Capítulo VI Abordagem da OCDE numa análise de PI IP Ownership Identificação do proprietário jurídico da PI com base nos termos e condições dos contratos Propriedade Funções relevantes Funções relevantes Identificação das partes que desempenhem funções (como definidas no 6.56) Considerar ativos e riscos relacionados à PI Medidas especiais? O relatório de Set considerará medidas especiais para identificar respostas a questões colocadas pelo BEPS. Recaracteri zação? Abordagem da OCDE para análise de PI Conduta legal vs. económica Conduta legal vs. económica Confirmar a consistência entre conduta das partes e os termos legais relevantes Recaracterização Se necessário, recaracterizar as operações para obter resultados de plena concorrência Análise ao pricing Análise ao pricing Determinar preço de plena concorrência para as operações vinculadas Identificação de transações Identificação de transações Identificar as operações vinculadas (desenvolvimento, aperfeiçoamento, manutenção, proteção e exploração) da PI à luz dos passos anteriores Avaliar contribuições relevantes de funções, riscos e ativos e outros fatores que gerem valor Slide 75

76 BEPS & Preços de transferência Significado e importância da substância Ação 9 Riscos & Capital Temas-chave Slide 76

77 Risco e capital Significado e importância da substância & Medidas especiais? Moral hazard: assunção de risco sem a correspondente capacidade de o controlar VS. falta de incentivo para acautelar riscos quando se está protegido das suas consequências Compensação risco /retorno: equivalência numa base de valor atual entre um fluxo de rendimento alto mas incerto e um baixo mas certo Riscos devem ser identificados com especificidade: 1. A natureza e a origem do risco 2. Repartição contratual dos riscos 3. Como estão a ser assumidos 4. Impacto potencial do risco 5. Gestão do risco 6. Condutas de facto 7. Consequências nos preços de transferência O papel desses riscos no contexto específico do negócio deve ser avaliado (por exemplo, cadeia de valor, estratégia comercial, fatores específicos da indústria) Text Deve ser assegurado que atividades de gestão do risco com valor acrescentado devem ser recompensadas adequadamente e que um risco apenas pode ser alocado a uma parte se esta controlar esse risco. Slide 77

78 Risco e capital Significado e importância da substância Vs. (Des)Reconhecimento de contratos e a conduta efetiva das partes A mera repartição contratual do risco não deve ser tida como de plena concorrência se inexistir a capacidade de controlar esse risco e se a efetiva conduta das partes diferir do acordado A conduta efetiva das partes pode ser desreconhecida caso entidades independentes não tivessem acordado termos e condições similares / caso a transação não faça sentido (pensada apenas para casos excecionais). A capacidade financeira para incorrer em riscos é um fator relevante mas não determinante na consideração de alocar o retorno de um risco a uma determinada entidade relacionada Minimal functional entities (MFE s) Qual a relevância do capital? Slide 78

79 BEPS & Preços de transferência Significado e importância da substância Ação 10 - Transações de risco elevado Temas-chave Commodities Fracionamento do lucro Serviços de reduzido valor acrescentado Slide 79

80 Commodities e fracionamento do lucro Significado e importância da substância Commodities Ajustamentos significativos a cotações de preços e débito de fees ao produtor (processamento, transporte, distribuição e marketing) Adoção da data de formação do preço mais vantajosa Envolvimento de empresas com capacidade funcional limitada na cadeia de valor (MFE s) Método do preço comparável de mercado com ajustamentos específicos de comparabilidade Data de formação do preço a considerar na ausência de evidência da data acordada entre as partes é a data de expedição Países dependentes do comércio de commodities podem não ser estados-membros da OCDE e adotar apenas parte(s) das recomendações Tema altamente controverso Dificuldade em alcançar consenso entre as partes Recomendações quanto ao uso e fiabilidade do método do fracionamento do lucro: Cadeia de valor altamente integrada e globalizada (economia digital) Elevada integração e partilha de riscos Fragmentação de funções Inexistência de comparáveis Intangíveis de difícil valoração Recomendações: aplicação consistente também em caso de prejuízos! Fracionamento do lucro Próximos passos Versão draft do relatório em dezembro de 2014 Trabalho adicional sobre a aplicação do uso do fracionamento do lucro Relatório final aguardado em setembro de 2015 Slide 80

81 Serviços de reduzido valor acrescentado Significado e importância da substância Temas-chave Determinação de definição standard de serviços de reduzido valor acrescentado. Clarificação do significado de atividade de acionista e de duplicação de custos. Recomendações sobre mark-up(s) apropriado(s). Recomendações sobre metodologias apropriadas de alocação de custos. Recomendações sobre o cumprimento do teste simplificado de benefício efetivo. Recomendações sobre documentação que os contribuintes devem preparar e submeter para qualificar para a abordagem simplificada. Impacto/Interação com outras ações do BEPS (por exemplo, Ação 13). Controvérsia potencial com respeito a mark-up(s) apropriados intervalos interquartis. Potencias diferenças de aplicação entre diferentes países. Desafios-chave Próximos passos Versão draft do relatório em novembro de 2014 Trabalho adicional sobre a definição do mark-up apropriado Relatório final aguardado em setembro de 2015 Slide 81

82 BEPS & Preços de transferência Transparência & Divulgação Ação 13 - Documentação Temas-chave Capítulo V Masterfile / Local file CbCR O que deveríamos estar a fazer agora? Slide 82

83 Ação 13 - Capítulo V Transparência & Divulgação Objetivos do Capítulo V Assegurar que o contribuinte considera adequadamente os requisitos dos preços de transferência nas operações vinculadas Capítulo V Abordagem tripartida Master file: Visão geral do negócio do grupo Disponibilizar às autoridades fiscais a informação necessária para conduzir um diagnóstico informado dos riscos em preços de transferência Local file: informação específica relativa às operações do contribuinte local Munir as autoridades fiscais de informação útil para uma inspeção exaustiva e apropriada Country-by-country report: informação sobre alocação global do rendimento e de outros fatores económicos Slide 83

84 Ação 13 - Capítulo V Transparência & Divulgação Modelo proposto Abordagem tripartida Outras obrigações declarativas locais? Tal como a Informação Empresarial Simplificada Slide 84

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